
Os dias estão bem mais curtos, a noite chega mais cedo, já há campanhas de material escolar por todo o lado. É oficial: o Verão está a acabar e o Outono está a chegar. No dia 31 de Agosto o pôr do sol vai ser às 20h05 e quando o Outono entrar, a 23 de Setembro, o sol vai dormir pelas 19h30. Não há muito tempo às 21h00 ainda era dia. Acabou-se! Ainda por cima a despedida do verão antecipou-se nesta semana que passou, com dias de Outono a chegarem mais cedo: chuva, vento, queda de temperatura, nuvens nada passageiras. Eu confesso que sou fã das estações intermédias e das suas cores: do explodir da natureza na primavera, das cores quentes do outono, das temperaturas amenas sem excessos de frio ou de quente. Só não gosto dos dias muito curtos. Quando a noite começa cedo parece que o dia não tem as 24 horas que manda a lei. Tenho a sensação de que me estão a roubar tempo. Não é uma boa sensação. Mesmo que as noites sejam bonitas, mesmo que as noites sejam palco de histórias, mistérios e seduções, prefiro dias longos e noites curtas a estes dias curtos e noites longas que se aproximam velozmente. Em vez de o sol fechar a luz podia adoptar o sistema de Hollywood que, para simular a noite em pleno dia usa uma técnica que se chama “noite americana”, escurecendo o dia só durante o tempo que se deseja. François Truffaut em tempos pegou na ideia e fez em 1973 um filme chamado “La Nuit Américaine” onde Jacqueline Bisset brilhava mesmo no escuro. Só assim a noite tem brilho.
(pensamentos ociosos, às sextas em sapo.pt)