BLOG THEORY
Eduardo Prado Coelho writes about blogs in «Horizon's Line», his regular editorial in «Público». The philosopher considers blogs a new trend for the current summer. Excerpt: «It is indeed a fact that there is a new mechanism, a new way to participate in the public spectrum and that this new way has a new feeling and a different energy».
The same article also indicated green tea as a new trend for this year's summer but said nothing else about it.
Before summer it was reported that Coelho would be himself a regular contributor to a new left-biased blog, but nothing seems to have happened until now. Close observers say that the delay is due to the heat wave.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
julho 31, 2003
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BLOG THEORY
Eduardo Prado Coelho writes about blogs in «Horizon's Line», his regular editorial in «Público». The philosopher considers blogs a new trend for the current summer. Excerpt: «It is indeed a fact that there is a new mechanism, a new way to participate in the public spectrum and that this new way has a new feeling and a different energy».
The same article also indicated green tea as a new trend for this year's summer but said nothing else about it.
Before summer it was reported that Coelho would be himself a regular contributor to a new left-biased blog, but nothing seems to have happened until now. Close observers say that the delay is due to the heat wave.
Eduardo Prado Coelho writes about blogs in «Horizon's Line», his regular editorial in «Público». The philosopher considers blogs a new trend for the current summer. Excerpt: «It is indeed a fact that there is a new mechanism, a new way to participate in the public spectrum and that this new way has a new feeling and a different energy».
The same article also indicated green tea as a new trend for this year's summer but said nothing else about it.
Before summer it was reported that Coelho would be himself a regular contributor to a new left-biased blog, but nothing seems to have happened until now. Close observers say that the delay is due to the heat wave.
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DÚVIDA
O que é preciso para convencer alguém a fazer uma coisa que à partida não quer? Argumentos? Raciocínios? Mensagens públicas num blog?
O que é preciso para convencer alguém a fazer uma coisa que à partida não quer? Argumentos? Raciocínios? Mensagens públicas num blog?
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QUASE
Férias quase a acabar. Último dia de praia. Apetece-me uma salada de mexilhões e uma cerveja.
Férias quase a acabar. Último dia de praia. Apetece-me uma salada de mexilhões e uma cerveja.
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CALOR
Odeio calor a mais. Prefiro um pouco de frio que calor demais. Até a praia fica incómoda. Detesto estar a escrever e sentir a testa a ficar encharcada. Devia ter cortado o cabelo antes de vir para a praia?
Odeio calor a mais. Prefiro um pouco de frio que calor demais. Até a praia fica incómoda. Detesto estar a escrever e sentir a testa a ficar encharcada. Devia ter cortado o cabelo antes de vir para a praia?
julho 30, 2003
QUE NÓIA!
O que se passou no Sporting com o Estádio, forrado a casa de banho por fora e ainda, por cima, a que leio em todo o lado, cheio de erros por dentro? Até corei a ler hoje o Jornal de Negócios. Aquela de colocarem os invisuais atrás de um placard nem no Burkina Faso seria possível.
O que se passou no Sporting com o Estádio, forrado a casa de banho por fora e ainda, por cima, a que leio em todo o lado, cheio de erros por dentro? Até corei a ler hoje o Jornal de Negócios. Aquela de colocarem os invisuais atrás de um placard nem no Burkina Faso seria possível.
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QUE NÓIA!
O que se passou no Sporting com o Estádio, forrado a casa de banho por fora e ainda, por cima, a que leio em todo o lado, cheio de erros por dentro? Até corei a ler hoje o Jornal de Negócios. Aquela de colocarem os invisuais atrás de um placard nem no Burkina Faso seria possível.
O que se passou no Sporting com o Estádio, forrado a casa de banho por fora e ainda, por cima, a que leio em todo o lado, cheio de erros por dentro? Até corei a ler hoje o Jornal de Negócios. Aquela de colocarem os invisuais atrás de um placard nem no Burkina Faso seria possível.
BOA PERGUNTA
Como é que o progresso tecnológico, e os telefones móveis capazes de enviar texto e imagem de qualquer lugar, vão modificar o jornalismo e a reportagem? Interessante debate na Online Journalism Review.
Como é que o progresso tecnológico, e os telefones móveis capazes de enviar texto e imagem de qualquer lugar, vão modificar o jornalismo e a reportagem? Interessante debate na Online Journalism Review.
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BOA PERGUNTA
Como é que o progresso tecnológico, e os telefones móveis capazes de enviar texto e imagem de qualquer lugar, vão modificar o jornalismo e a reportagem? Interessante debate na Online Journalism Review.
Como é que o progresso tecnológico, e os telefones móveis capazes de enviar texto e imagem de qualquer lugar, vão modificar o jornalismo e a reportagem? Interessante debate na Online Journalism Review.
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QUASE NADA
Há dias em que o calor é tanto que não apetece fazer quase nada a não ser pensar num sítio simpático, com ar condicionado e boa comida para o jantar. Acreditem que encontrar uma coisa destas no Algarve não é tarefa fácil.
Há dias em que o calor é tanto que não apetece fazer quase nada a não ser pensar num sítio simpático, com ar condicionado e boa comida para o jantar. Acreditem que encontrar uma coisa destas no Algarve não é tarefa fácil.
CURIOSIDADE
Vale a pena dar uma vista de olhos a esta notícia da Wired sobre uma nova forma de publicação virtual destinada a pequenas comunidades e à necessidade que elas têm de obter alguma informação especializada.
Vale a pena dar uma vista de olhos a esta notícia da Wired sobre uma nova forma de publicação virtual destinada a pequenas comunidades e à necessidade que elas têm de obter alguma informação especializada.
MAIS BRASIL
Com a devida vénia ao Francisco, cito o Aviz que desenvolveu muito bem o que aqui se citou do No Mínimo:BRASIL, LULA. O Esquina do Rio escreve sobre um texto de Augusto Nunes, publicado no sempre imprescindível No Mínimo a propósito da figura de Oswaldo Aranha e do desencanto sobre Lula. Diz o Manuel: «Percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos.» Ora bem. Esse desencanto já estava por aí, e não tem a ver com a figura de Lula, uma espécie de «redentor dos tempos modernos brasileiros» — basta ler certos textos de Arnaldo Jabor, por exemplo, desde o princípio. O problema da «imagem de Lula» em Portugal, por exemplo, é que a esquerda quer que tudo «dê certo», não por causa do Brasil propriamente dito, mas para redimi-la das asneiras praticadas aqui. Lula tem um peso extraordinário às costas — uma falange imensa de fracassados vê em Lula a última oportunidade para demonstrar que as coisas podem «dar certo». E uma vasta multidão de excluídos, humilhados e pobres — pobres mesmo, pobres e sem casa, pobres e sem futuro, deserdados mesmo, e não intelectuais de esquerda da Unicamp e da USP — espera o mesmo dele. Isso é injusto para Lula. Mas as reformas do governo PT são, ou não são, as que o PT chumbou quando foram apresentadas pelo governo de FHC? Por isso, o desencanto é fatal: porque tem dois lados. O dos que acham que Lula é tímido nas reformas e está apenas a continuar o programa de FHC, a aplicar ideias de José Serra — e que devia emitir, como disse a fantástica senadora Heloísa Helena, um mandato de captura internacional contra o FMI; e o dos que acham que o espectáculo do PT, da suas alianças, de Lula a jogar futebol, das ameaças de Stédile, do novo folclore das «estatais», da degradação do Ministério da Educação, da governamentalização progressiva das agências de controle energético, etc., — só vai contribuir para que «não dê certo». Esse é o drama, caro Manuel.
Com a devida vénia ao Francisco, cito o Aviz que desenvolveu muito bem o que aqui se citou do No Mínimo:BRASIL, LULA. O Esquina do Rio escreve sobre um texto de Augusto Nunes, publicado no sempre imprescindível No Mínimo a propósito da figura de Oswaldo Aranha e do desencanto sobre Lula. Diz o Manuel: «Percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos.» Ora bem. Esse desencanto já estava por aí, e não tem a ver com a figura de Lula, uma espécie de «redentor dos tempos modernos brasileiros» — basta ler certos textos de Arnaldo Jabor, por exemplo, desde o princípio. O problema da «imagem de Lula» em Portugal, por exemplo, é que a esquerda quer que tudo «dê certo», não por causa do Brasil propriamente dito, mas para redimi-la das asneiras praticadas aqui. Lula tem um peso extraordinário às costas — uma falange imensa de fracassados vê em Lula a última oportunidade para demonstrar que as coisas podem «dar certo». E uma vasta multidão de excluídos, humilhados e pobres — pobres mesmo, pobres e sem casa, pobres e sem futuro, deserdados mesmo, e não intelectuais de esquerda da Unicamp e da USP — espera o mesmo dele. Isso é injusto para Lula. Mas as reformas do governo PT são, ou não são, as que o PT chumbou quando foram apresentadas pelo governo de FHC? Por isso, o desencanto é fatal: porque tem dois lados. O dos que acham que Lula é tímido nas reformas e está apenas a continuar o programa de FHC, a aplicar ideias de José Serra — e que devia emitir, como disse a fantástica senadora Heloísa Helena, um mandato de captura internacional contra o FMI; e o dos que acham que o espectáculo do PT, da suas alianças, de Lula a jogar futebol, das ameaças de Stédile, do novo folclore das «estatais», da degradação do Ministério da Educação, da governamentalização progressiva das agências de controle energético, etc., — só vai contribuir para que «não dê certo». Esse é o drama, caro Manuel.
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MAIS BRASIL
Com a devida vénia ao Francisco, cito o Aviz que desenvolveu muito bem o que aqui se citou do No Mínimo:BRASIL, LULA. O Esquina do Rio escreve sobre um texto de Augusto Nunes, publicado no sempre imprescindível No Mínimo a propósito da figura de Oswaldo Aranha e do desencanto sobre Lula. Diz o Manuel: «Percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos.» Ora bem. Esse desencanto já estava por aí, e não tem a ver com a figura de Lula, uma espécie de «redentor dos tempos modernos brasileiros» — basta ler certos textos de Arnaldo Jabor, por exemplo, desde o princípio. O problema da «imagem de Lula» em Portugal, por exemplo, é que a esquerda quer que tudo «dê certo», não por causa do Brasil propriamente dito, mas para redimi-la das asneiras praticadas aqui. Lula tem um peso extraordinário às costas — uma falange imensa de fracassados vê em Lula a última oportunidade para demonstrar que as coisas podem «dar certo». E uma vasta multidão de excluídos, humilhados e pobres — pobres mesmo, pobres e sem casa, pobres e sem futuro, deserdados mesmo, e não intelectuais de esquerda da Unicamp e da USP — espera o mesmo dele. Isso é injusto para Lula. Mas as reformas do governo PT são, ou não são, as que o PT chumbou quando foram apresentadas pelo governo de FHC? Por isso, o desencanto é fatal: porque tem dois lados. O dos que acham que Lula é tímido nas reformas e está apenas a continuar o programa de FHC, a aplicar ideias de José Serra — e que devia emitir, como disse a fantástica senadora Heloísa Helena, um mandato de captura internacional contra o FMI; e o dos que acham que o espectáculo do PT, da suas alianças, de Lula a jogar futebol, das ameaças de Stédile, do novo folclore das «estatais», da degradação do Ministério da Educação, da governamentalização progressiva das agências de controle energético, etc., — só vai contribuir para que «não dê certo». Esse é o drama, caro Manuel.
Com a devida vénia ao Francisco, cito o Aviz que desenvolveu muito bem o que aqui se citou do No Mínimo:BRASIL, LULA. O Esquina do Rio escreve sobre um texto de Augusto Nunes, publicado no sempre imprescindível No Mínimo a propósito da figura de Oswaldo Aranha e do desencanto sobre Lula. Diz o Manuel: «Percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos.» Ora bem. Esse desencanto já estava por aí, e não tem a ver com a figura de Lula, uma espécie de «redentor dos tempos modernos brasileiros» — basta ler certos textos de Arnaldo Jabor, por exemplo, desde o princípio. O problema da «imagem de Lula» em Portugal, por exemplo, é que a esquerda quer que tudo «dê certo», não por causa do Brasil propriamente dito, mas para redimi-la das asneiras praticadas aqui. Lula tem um peso extraordinário às costas — uma falange imensa de fracassados vê em Lula a última oportunidade para demonstrar que as coisas podem «dar certo». E uma vasta multidão de excluídos, humilhados e pobres — pobres mesmo, pobres e sem casa, pobres e sem futuro, deserdados mesmo, e não intelectuais de esquerda da Unicamp e da USP — espera o mesmo dele. Isso é injusto para Lula. Mas as reformas do governo PT são, ou não são, as que o PT chumbou quando foram apresentadas pelo governo de FHC? Por isso, o desencanto é fatal: porque tem dois lados. O dos que acham que Lula é tímido nas reformas e está apenas a continuar o programa de FHC, a aplicar ideias de José Serra — e que devia emitir, como disse a fantástica senadora Heloísa Helena, um mandato de captura internacional contra o FMI; e o dos que acham que o espectáculo do PT, da suas alianças, de Lula a jogar futebol, das ameaças de Stédile, do novo folclore das «estatais», da degradação do Ministério da Educação, da governamentalização progressiva das agências de controle energético, etc., — só vai contribuir para que «não dê certo». Esse é o drama, caro Manuel.
julho 29, 2003
SERVIÇO PÚBLICO
Não resisto a citar um excerto da introdução escrita por Moisés de Lemos Martins ao livro «Televisão e Cidadania, contributos para o debate sobre o serviço público, editado pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sob coordenação de Manuel Pinto . Então aqui vai: A sociedade civil funda-se no amor pela liberdade, pois apenas os actos livres podem demonstrar a sua existência. Será então um acto de liberdade cívica, por exemplo, aceitar pagar uma taxa que assegure a estabilidade financeira da televisão pública. Essa é, aliás, uma condição necessária, embora não suficiente, a um serviço público de televisão. Como garantir de outro modo a sua independência política diante dos governos e a qualidade da sua programação no meio da impiedosa selva da concorrência entre anunciantes? É também um acto de liberdade cívica fiscalizar o serviço público prestado. Fiscalizar é assegurar qualidade. E não será menor acto de liberdade cívica participar na produção de conteúdos. Aos criadores, promotores e divulgadores culturais, às Universidades, designadamente àquelas que formam profissionais dos media, às instituições educativas, científicas, artísticas e culturais, devem ser garantidas efectivas condições de acesso às grelhas de programação, por exemplo através de um concurso permanente de ideias de programas.
Não resisto a citar um excerto da introdução escrita por Moisés de Lemos Martins ao livro «Televisão e Cidadania, contributos para o debate sobre o serviço público, editado pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sob coordenação de Manuel Pinto . Então aqui vai: A sociedade civil funda-se no amor pela liberdade, pois apenas os actos livres podem demonstrar a sua existência. Será então um acto de liberdade cívica, por exemplo, aceitar pagar uma taxa que assegure a estabilidade financeira da televisão pública. Essa é, aliás, uma condição necessária, embora não suficiente, a um serviço público de televisão. Como garantir de outro modo a sua independência política diante dos governos e a qualidade da sua programação no meio da impiedosa selva da concorrência entre anunciantes? É também um acto de liberdade cívica fiscalizar o serviço público prestado. Fiscalizar é assegurar qualidade. E não será menor acto de liberdade cívica participar na produção de conteúdos. Aos criadores, promotores e divulgadores culturais, às Universidades, designadamente àquelas que formam profissionais dos media, às instituições educativas, científicas, artísticas e culturais, devem ser garantidas efectivas condições de acesso às grelhas de programação, por exemplo através de um concurso permanente de ideias de programas.
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SERVIÇO PÚBLICO
Não resisto a citar um excerto da introdução escrita por Moisés de Lemos Martins ao livro «Televisão e Cidadania, contributos para o debate sobre o serviço público, editado pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sob coordenação de Manuel Pinto . Então aqui vai: A sociedade civil funda-se no amor pela liberdade, pois apenas os actos livres podem demonstrar a sua existência. Será então um acto de liberdade cívica, por exemplo, aceitar pagar uma taxa que assegure a estabilidade financeira da televisão pública. Essa é, aliás, uma condição necessária, embora não suficiente, a um serviço público de televisão. Como garantir de outro modo a sua independência política diante dos governos e a qualidade da sua programação no meio da impiedosa selva da concorrência entre anunciantes? É também um acto de liberdade cívica fiscalizar o serviço público prestado. Fiscalizar é assegurar qualidade. E não será menor acto de liberdade cívica participar na produção de conteúdos. Aos criadores, promotores e divulgadores culturais, às Universidades, designadamente àquelas que formam profissionais dos media, às instituições educativas, científicas, artísticas e culturais, devem ser garantidas efectivas condições de acesso às grelhas de programação, por exemplo através de um concurso permanente de ideias de programas.
Não resisto a citar um excerto da introdução escrita por Moisés de Lemos Martins ao livro «Televisão e Cidadania, contributos para o debate sobre o serviço público, editado pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sob coordenação de Manuel Pinto . Então aqui vai: A sociedade civil funda-se no amor pela liberdade, pois apenas os actos livres podem demonstrar a sua existência. Será então um acto de liberdade cívica, por exemplo, aceitar pagar uma taxa que assegure a estabilidade financeira da televisão pública. Essa é, aliás, uma condição necessária, embora não suficiente, a um serviço público de televisão. Como garantir de outro modo a sua independência política diante dos governos e a qualidade da sua programação no meio da impiedosa selva da concorrência entre anunciantes? É também um acto de liberdade cívica fiscalizar o serviço público prestado. Fiscalizar é assegurar qualidade. E não será menor acto de liberdade cívica participar na produção de conteúdos. Aos criadores, promotores e divulgadores culturais, às Universidades, designadamente àquelas que formam profissionais dos media, às instituições educativas, científicas, artísticas e culturais, devem ser garantidas efectivas condições de acesso às grelhas de programação, por exemplo através de um concurso permanente de ideias de programas.
OLHEM PARA BOB HOPE!
O artigo chama-se «The C.E.O. of Comedy» e é um perfil do actor escrito em Dezembro de 1998 por John Lahr para a «New Yorker». Pode ser lido aqui. Excerto para aguçar o apetite: Like any shrewd C.E.O., Hope believed in careful product planning. He employed as many as five press agents at a time, and he brought his particular combination of gall and good-enough looks onstage with a distinctive swagger: chest out, body pitched forward on the balls of his feet, hands cupped behind his swinging arms—as Jack Benny quipped, like a headwaiter trying to get a tip. “He came on as if he were carrying a great weight of almost civic dignity in front of him,” Sir Laurence Olivier once told the BBC. “It’s very amusing.” Hope also established a kind of joke factory, which has remained intact from the late thirties until today. (Even now, he keeps a skeleton crew of two writers on retainer.) “I believe I was the first of the comedians to admit openly that I employed writers,” Hope told William Faith in 1981, in “Bob Hope: A Life in Comedy,” which is perhaps the best book about him. “In the early years of radio, comedians fostered the illusion that all of those funny sayings came right out of their own skulls.”
O artigo chama-se «The C.E.O. of Comedy» e é um perfil do actor escrito em Dezembro de 1998 por John Lahr para a «New Yorker». Pode ser lido aqui. Excerto para aguçar o apetite: Like any shrewd C.E.O., Hope believed in careful product planning. He employed as many as five press agents at a time, and he brought his particular combination of gall and good-enough looks onstage with a distinctive swagger: chest out, body pitched forward on the balls of his feet, hands cupped behind his swinging arms—as Jack Benny quipped, like a headwaiter trying to get a tip. “He came on as if he were carrying a great weight of almost civic dignity in front of him,” Sir Laurence Olivier once told the BBC. “It’s very amusing.” Hope also established a kind of joke factory, which has remained intact from the late thirties until today. (Even now, he keeps a skeleton crew of two writers on retainer.) “I believe I was the first of the comedians to admit openly that I employed writers,” Hope told William Faith in 1981, in “Bob Hope: A Life in Comedy,” which is perhaps the best book about him. “In the early years of radio, comedians fostered the illusion that all of those funny sayings came right out of their own skulls.”
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OLHEM PARA BOB HOPE!
O artigo chama-se «The C.E.O. of Comedy» e é um perfil do actor escrito em Dezembro de 1998 por John Lahr para a «New Yorker». Pode ser lido aqui. Excerto para aguçar o apetite: Like any shrewd C.E.O., Hope believed in careful product planning. He employed as many as five press agents at a time, and he brought his particular combination of gall and good-enough looks onstage with a distinctive swagger: chest out, body pitched forward on the balls of his feet, hands cupped behind his swinging arms—as Jack Benny quipped, like a headwaiter trying to get a tip. “He came on as if he were carrying a great weight of almost civic dignity in front of him,” Sir Laurence Olivier once told the BBC. “It’s very amusing.” Hope also established a kind of joke factory, which has remained intact from the late thirties until today. (Even now, he keeps a skeleton crew of two writers on retainer.) “I believe I was the first of the comedians to admit openly that I employed writers,” Hope told William Faith in 1981, in “Bob Hope: A Life in Comedy,” which is perhaps the best book about him. “In the early years of radio, comedians fostered the illusion that all of those funny sayings came right out of their own skulls.”
O artigo chama-se «The C.E.O. of Comedy» e é um perfil do actor escrito em Dezembro de 1998 por John Lahr para a «New Yorker». Pode ser lido aqui. Excerto para aguçar o apetite: Like any shrewd C.E.O., Hope believed in careful product planning. He employed as many as five press agents at a time, and he brought his particular combination of gall and good-enough looks onstage with a distinctive swagger: chest out, body pitched forward on the balls of his feet, hands cupped behind his swinging arms—as Jack Benny quipped, like a headwaiter trying to get a tip. “He came on as if he were carrying a great weight of almost civic dignity in front of him,” Sir Laurence Olivier once told the BBC. “It’s very amusing.” Hope also established a kind of joke factory, which has remained intact from the late thirties until today. (Even now, he keeps a skeleton crew of two writers on retainer.) “I believe I was the first of the comedians to admit openly that I employed writers,” Hope told William Faith in 1981, in “Bob Hope: A Life in Comedy,” which is perhaps the best book about him. “In the early years of radio, comedians fostered the illusion that all of those funny sayings came right out of their own skulls.”
CURIOSIDADES
Caso estivesse na platéia condenada a assistir ao prosseguimento do drama nacional, o que diria Oswaldo Aranha? O que pensaria do espetáculo hoje protagonizado por Lula da Silva, secundado por homens como João Paulo Cunha e Maurício Corrêa repleto de canastrões procedentes de todos os partidos ou siglas promovidas a “movimentos sociais”? - quem escreve assim é Augusto Nunes, a propósito da figura de Oswaldo Aranha, cujo perfil traça No Mínimo. Navegando por ali percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos. Curioso...
Caso estivesse na platéia condenada a assistir ao prosseguimento do drama nacional, o que diria Oswaldo Aranha? O que pensaria do espetáculo hoje protagonizado por Lula da Silva, secundado por homens como João Paulo Cunha e Maurício Corrêa repleto de canastrões procedentes de todos os partidos ou siglas promovidas a “movimentos sociais”? - quem escreve assim é Augusto Nunes, a propósito da figura de Oswaldo Aranha, cujo perfil traça No Mínimo. Navegando por ali percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos. Curioso...
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CURIOSIDADES
Caso estivesse na platéia condenada a assistir ao prosseguimento do drama nacional, o que diria Oswaldo Aranha? O que pensaria do espetáculo hoje protagonizado por Lula da Silva, secundado por homens como João Paulo Cunha e Maurício Corrêa repleto de canastrões procedentes de todos os partidos ou siglas promovidas a “movimentos sociais”? - quem escreve assim é Augusto Nunes, a propósito da figura de Oswaldo Aranha, cujo perfil traça No Mínimo. Navegando por ali percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos. Curioso...
Caso estivesse na platéia condenada a assistir ao prosseguimento do drama nacional, o que diria Oswaldo Aranha? O que pensaria do espetáculo hoje protagonizado por Lula da Silva, secundado por homens como João Paulo Cunha e Maurício Corrêa repleto de canastrões procedentes de todos os partidos ou siglas promovidas a “movimentos sociais”? - quem escreve assim é Augusto Nunes, a propósito da figura de Oswaldo Aranha, cujo perfil traça No Mínimo. Navegando por ali percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos. Curioso...
HISTÓRIA
Amigos meus dizem-me que corre por aí um abaixo-assinado a propósito do fim do programa «O Lugar da História» com a mudança que vai acontecer no Canal 2. Como tenho a ver com esta mudança quero esclarecer - e isto já foi dito publicamente - que o facto de um programa acabar enquanto tal não significa que o tema que ele encerra seja descontinuado. Bem pelo contrário, o que vai acontecer é que na realidade existirão mais documentários sobre a temática histórica do que até aqui. A ignorância é a mãe de todos os disparates - mas quando se resolve emitir opinião sem ter os dados todos da questão é o que acontece com maior frequência.
Amigos meus dizem-me que corre por aí um abaixo-assinado a propósito do fim do programa «O Lugar da História» com a mudança que vai acontecer no Canal 2. Como tenho a ver com esta mudança quero esclarecer - e isto já foi dito publicamente - que o facto de um programa acabar enquanto tal não significa que o tema que ele encerra seja descontinuado. Bem pelo contrário, o que vai acontecer é que na realidade existirão mais documentários sobre a temática histórica do que até aqui. A ignorância é a mãe de todos os disparates - mas quando se resolve emitir opinião sem ter os dados todos da questão é o que acontece com maior frequência.
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HISTÓRIA
Amigos meus dizem-me que corre por aí um abaixo-assinado a propósito do fim do programa «O Lugar da História» com a mudança que vai acontecer no Canal 2. Como tenho a ver com esta mudança quero esclarecer - e isto já foi dito publicamente - que o facto de um programa acabar enquanto tal não significa que o tema que ele encerra seja descontinuado. Bem pelo contrário, o que vai acontecer é que na realidade existirão mais documentários sobre a temática histórica do que até aqui. A ignorância é a mãe de todos os disparates - mas quando se resolve emitir opinião sem ter os dados todos da questão é o que acontece com maior frequência.
Amigos meus dizem-me que corre por aí um abaixo-assinado a propósito do fim do programa «O Lugar da História» com a mudança que vai acontecer no Canal 2. Como tenho a ver com esta mudança quero esclarecer - e isto já foi dito publicamente - que o facto de um programa acabar enquanto tal não significa que o tema que ele encerra seja descontinuado. Bem pelo contrário, o que vai acontecer é que na realidade existirão mais documentários sobre a temática histórica do que até aqui. A ignorância é a mãe de todos os disparates - mas quando se resolve emitir opinião sem ter os dados todos da questão é o que acontece com maior frequência.
LIMITES
A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros - se todos se lembrassem deste princípio basilar a nossa vida era muito mais fácil, o respeito entre todos era muito mais evidente, a justiça seria bem mais simples. A verdade é esta: há limites para a Liberdade, para as várias liberdades - se eles não existirem, muito pura e simplesmente deixa de existir Liberdade. A Liberdade não é um bem infinito.
A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros - se todos se lembrassem deste princípio basilar a nossa vida era muito mais fácil, o respeito entre todos era muito mais evidente, a justiça seria bem mais simples. A verdade é esta: há limites para a Liberdade, para as várias liberdades - se eles não existirem, muito pura e simplesmente deixa de existir Liberdade. A Liberdade não é um bem infinito.
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LIMITES
A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros - se todos se lembrassem deste princípio basilar a nossa vida era muito mais fácil, o respeito entre todos era muito mais evidente, a justiça seria bem mais simples. A verdade é esta: há limites para a Liberdade, para as várias liberdades - se eles não existirem, muito pura e simplesmente deixa de existir Liberdade. A Liberdade não é um bem infinito.
A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros - se todos se lembrassem deste princípio basilar a nossa vida era muito mais fácil, o respeito entre todos era muito mais evidente, a justiça seria bem mais simples. A verdade é esta: há limites para a Liberdade, para as várias liberdades - se eles não existirem, muito pura e simplesmente deixa de existir Liberdade. A Liberdade não é um bem infinito.
julho 28, 2003
O JANTAR
Há um jantar em Belém. Por junto é a única notícia do dia. A ver vamos se sai sumo ou se é só conversa. Juntar é fácil, mudar é que é mais difícil.
E, depois, não sei bem se a muitos interessa mudar: há quem continue a pensar que não interessa o que acontece aos outros desde que connosco continue tudo bem. Há quem continue a achar que os princípios são uma ideia geral. Há quem continue a achar que somos todos iguais, mas que uns são mais iguais que outros. Há quem continue, pura e simplesmente, a não se interessar enquanto o caso não lhe bater à porta. Isto resume, penso eu, o que se passou no país nos últimos seis meses.
Acho bem que se mude o que tiver de mudar, que se corrija o que estiver mal, que haja consenso sobre estas coisas, mas que se faça justiça, que não se protejam ainda mais os que já são protegidos, que não se estabeleçam protecções especiais a coberto de cargos. Para o cidadão comum o que interessa é que sejamos de facto todos iguais, com os mesmos direitos e deveres. Entre os políticos há quem, subliminarmente, queira um tratamento especial. Entre os jornalistas, convém dizê-lo, também surgem vozes a apelar a uma «descriminação positiva».
Este filme tem justiceiros a mais, esperemos que as verdadeiras vítimas, os que foram molestados, não acabem mais vítimas ainda de protecções especiais que se estabeleçam e que acabem por levar este caso a lado nenhum.
Há um jantar em Belém. Por junto é a única notícia do dia. A ver vamos se sai sumo ou se é só conversa. Juntar é fácil, mudar é que é mais difícil.
E, depois, não sei bem se a muitos interessa mudar: há quem continue a pensar que não interessa o que acontece aos outros desde que connosco continue tudo bem. Há quem continue a achar que os princípios são uma ideia geral. Há quem continue a achar que somos todos iguais, mas que uns são mais iguais que outros. Há quem continue, pura e simplesmente, a não se interessar enquanto o caso não lhe bater à porta. Isto resume, penso eu, o que se passou no país nos últimos seis meses.
Acho bem que se mude o que tiver de mudar, que se corrija o que estiver mal, que haja consenso sobre estas coisas, mas que se faça justiça, que não se protejam ainda mais os que já são protegidos, que não se estabeleçam protecções especiais a coberto de cargos. Para o cidadão comum o que interessa é que sejamos de facto todos iguais, com os mesmos direitos e deveres. Entre os políticos há quem, subliminarmente, queira um tratamento especial. Entre os jornalistas, convém dizê-lo, também surgem vozes a apelar a uma «descriminação positiva».
Este filme tem justiceiros a mais, esperemos que as verdadeiras vítimas, os que foram molestados, não acabem mais vítimas ainda de protecções especiais que se estabeleçam e que acabem por levar este caso a lado nenhum.
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O JANTAR
Há um jantar em Belém. Por junto é a única notícia do dia. A ver vamos se sai sumo ou se é só conversa. Juntar é fácil, mudar é que é mais difícil.
E, depois, não sei bem se a muitos interessa mudar: há quem continue a pensar que não interessa o que acontece aos outros desde que connosco continue tudo bem. Há quem continue a achar que os princípios são uma ideia geral. Há quem continue a achar que somos todos iguais, mas que uns são mais iguais que outros. Há quem continue, pura e simplesmente, a não se interessar enquanto o caso não lhe bater à porta. Isto resume, penso eu, o que se passou no país nos últimos seis meses.
Acho bem que se mude o que tiver de mudar, que se corrija o que estiver mal, que haja consenso sobre estas coisas, mas que se faça justiça, que não se protejam ainda mais os que já são protegidos, que não se estabeleçam protecções especiais a coberto de cargos. Para o cidadão comum o que interessa é que sejamos de facto todos iguais, com os mesmos direitos e deveres. Entre os políticos há quem, subliminarmente, queira um tratamento especial. Entre os jornalistas, convém dizê-lo, também surgem vozes a apelar a uma «descriminação positiva».
Este filme tem justiceiros a mais, esperemos que as verdadeiras vítimas, os que foram molestados, não acabem mais vítimas ainda de protecções especiais que se estabeleçam e que acabem por levar este caso a lado nenhum.
Há um jantar em Belém. Por junto é a única notícia do dia. A ver vamos se sai sumo ou se é só conversa. Juntar é fácil, mudar é que é mais difícil.
E, depois, não sei bem se a muitos interessa mudar: há quem continue a pensar que não interessa o que acontece aos outros desde que connosco continue tudo bem. Há quem continue a achar que os princípios são uma ideia geral. Há quem continue a achar que somos todos iguais, mas que uns são mais iguais que outros. Há quem continue, pura e simplesmente, a não se interessar enquanto o caso não lhe bater à porta. Isto resume, penso eu, o que se passou no país nos últimos seis meses.
Acho bem que se mude o que tiver de mudar, que se corrija o que estiver mal, que haja consenso sobre estas coisas, mas que se faça justiça, que não se protejam ainda mais os que já são protegidos, que não se estabeleçam protecções especiais a coberto de cargos. Para o cidadão comum o que interessa é que sejamos de facto todos iguais, com os mesmos direitos e deveres. Entre os políticos há quem, subliminarmente, queira um tratamento especial. Entre os jornalistas, convém dizê-lo, também surgem vozes a apelar a uma «descriminação positiva».
Este filme tem justiceiros a mais, esperemos que as verdadeiras vítimas, os que foram molestados, não acabem mais vítimas ainda de protecções especiais que se estabeleçam e que acabem por levar este caso a lado nenhum.
julho 27, 2003
DOMINGO
Hoje a praia vai estar cheia, os restaurantes insuportáveis. Fico por aqui, no jardim, bem sentadinho, a ouvir uns discos («Footsteps Of Our Fathers» de Branford Marsalis e «Up For It» de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette) e a deliciar-me com um extraordinário livro sobre História recente: «Hitler & Churchill, Secrets Of Leadership», de Andrew Roberts. Pelo meio umas cervejotas, mais para a tarde um vodkita. Parece-me que a coisa não vai correr mal.
Hoje a praia vai estar cheia, os restaurantes insuportáveis. Fico por aqui, no jardim, bem sentadinho, a ouvir uns discos («Footsteps Of Our Fathers» de Branford Marsalis e «Up For It» de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette) e a deliciar-me com um extraordinário livro sobre História recente: «Hitler & Churchill, Secrets Of Leadership», de Andrew Roberts. Pelo meio umas cervejotas, mais para a tarde um vodkita. Parece-me que a coisa não vai correr mal.
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DOMINGO
Hoje a praia vai estar cheia, os restaurantes insuportáveis. Fico por aqui, no jardim, bem sentadinho, a ouvir uns discos («Footsteps Of Our Fathers» de Branford Marsalis e «Up For It» de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette) e a deliciar-me com um extraordinário livro sobre História recente: «Hitler & Churchill, Secrets Of Leadership», de Andrew Roberts. Pelo meio umas cervejotas, mais para a tarde um vodkita. Parece-me que a coisa não vai correr mal.
Hoje a praia vai estar cheia, os restaurantes insuportáveis. Fico por aqui, no jardim, bem sentadinho, a ouvir uns discos («Footsteps Of Our Fathers» de Branford Marsalis e «Up For It» de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette) e a deliciar-me com um extraordinário livro sobre História recente: «Hitler & Churchill, Secrets Of Leadership», de Andrew Roberts. Pelo meio umas cervejotas, mais para a tarde um vodkita. Parece-me que a coisa não vai correr mal.
PILHAGENS
Outro dia o Pedro Lomba escrevia assim:Estou sem assunto para escrever. Mas esperem aí que ainda não li os jornais. na sua Flor De Obsessão . Também ando há uns dias à volta do mesmo. Já li os jornais todos e resta-me pilhar os blogs dos outros para ter um bloguito para escrever. Para retratar o estado actual dos temas da imprensa sugiro a página 28 do «Público» de hoje, dedicado a este tema: «Burro mirandês reconquista lentamente a importância perdida». Tem uma caixa com um título também sugestivo: «Novas utilizações para o animal». E ao lado podem ler-se «Curiosidades Asininas», com especial destaque para a problemática das burras com cio.
Outro dia o Pedro Lomba escrevia assim:Estou sem assunto para escrever. Mas esperem aí que ainda não li os jornais. na sua Flor De Obsessão . Também ando há uns dias à volta do mesmo. Já li os jornais todos e resta-me pilhar os blogs dos outros para ter um bloguito para escrever. Para retratar o estado actual dos temas da imprensa sugiro a página 28 do «Público» de hoje, dedicado a este tema: «Burro mirandês reconquista lentamente a importância perdida». Tem uma caixa com um título também sugestivo: «Novas utilizações para o animal». E ao lado podem ler-se «Curiosidades Asininas», com especial destaque para a problemática das burras com cio.
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PILHAGENS
Outro dia o Pedro Lomba escrevia assim:Estou sem assunto para escrever. Mas esperem aí que ainda não li os jornais. na sua Flor De Obsessão . Também ando há uns dias à volta do mesmo. Já li os jornais todos e resta-me pilhar os blogs dos outros para ter um bloguito para escrever. Para retratar o estado actual dos temas da imprensa sugiro a página 28 do «Público» de hoje, dedicado a este tema: «Burro mirandês reconquista lentamente a importância perdida». Tem uma caixa com um título também sugestivo: «Novas utilizações para o animal». E ao lado podem ler-se «Curiosidades Asininas», com especial destaque para a problemática das burras com cio.
Outro dia o Pedro Lomba escrevia assim:Estou sem assunto para escrever. Mas esperem aí que ainda não li os jornais. na sua Flor De Obsessão . Também ando há uns dias à volta do mesmo. Já li os jornais todos e resta-me pilhar os blogs dos outros para ter um bloguito para escrever. Para retratar o estado actual dos temas da imprensa sugiro a página 28 do «Público» de hoje, dedicado a este tema: «Burro mirandês reconquista lentamente a importância perdida». Tem uma caixa com um título também sugestivo: «Novas utilizações para o animal». E ao lado podem ler-se «Curiosidades Asininas», com especial destaque para a problemática das burras com cio.
HÁ MUITO TEMPO QUE NÃO ME DIVERTIA ASSIM
Não resisto a uma citação, que aqui fica com a devida vénia ao seu autor, Pedro Mexia:AO SÁBADO SOU MASOQUISTA: Lá me esforcei, como de costume, por ler até ao fim um único colunista do primeiro caderno do Expresso, e como sempre caí no tédio mais desesperado (embora a enésima ruminação do Prof. Espada sobre a gentlemanship seja antológica). E depois, o primeiro caderno do Expresso tem para mim esta característica exasperante: mesmo quando concordo com a opinião de um artigo (p. ex. sobre o Iraque), nunca concordo com a argumentação usada, com a prosa, como tudo isso. Leio divertido as habituais secções Vamos Acabar Com Este Gajo Para Ver Se O Professor Avança (notícias e opiniões sobre Santana Lopes) e Este Estupor Fez Durante Uns Anos Um Jornal Muito Melhor Que O Nosso (notícias e opiniões sobre Paulo Portas). Depois, amarfanho o lençol de papel e lá vai ele forrar o sítio do gato. Só que eu não tenho gato. . Isto e muito mais pode ser sempre lido no Dicionário do Diabo.
Não resisto a uma citação, que aqui fica com a devida vénia ao seu autor, Pedro Mexia:AO SÁBADO SOU MASOQUISTA: Lá me esforcei, como de costume, por ler até ao fim um único colunista do primeiro caderno do Expresso, e como sempre caí no tédio mais desesperado (embora a enésima ruminação do Prof. Espada sobre a gentlemanship seja antológica). E depois, o primeiro caderno do Expresso tem para mim esta característica exasperante: mesmo quando concordo com a opinião de um artigo (p. ex. sobre o Iraque), nunca concordo com a argumentação usada, com a prosa, como tudo isso. Leio divertido as habituais secções Vamos Acabar Com Este Gajo Para Ver Se O Professor Avança (notícias e opiniões sobre Santana Lopes) e Este Estupor Fez Durante Uns Anos Um Jornal Muito Melhor Que O Nosso (notícias e opiniões sobre Paulo Portas). Depois, amarfanho o lençol de papel e lá vai ele forrar o sítio do gato. Só que eu não tenho gato. . Isto e muito mais pode ser sempre lido no Dicionário do Diabo.
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HÁ MUITO TEMPO QUE NÃO ME DIVERTIA ASSIM
Não resisto a uma citação, que aqui fica com a devida vénia ao seu autor, Pedro Mexia:AO SÁBADO SOU MASOQUISTA: Lá me esforcei, como de costume, por ler até ao fim um único colunista do primeiro caderno do Expresso, e como sempre caí no tédio mais desesperado (embora a enésima ruminação do Prof. Espada sobre a gentlemanship seja antológica). E depois, o primeiro caderno do Expresso tem para mim esta característica exasperante: mesmo quando concordo com a opinião de um artigo (p. ex. sobre o Iraque), nunca concordo com a argumentação usada, com a prosa, como tudo isso. Leio divertido as habituais secções Vamos Acabar Com Este Gajo Para Ver Se O Professor Avança (notícias e opiniões sobre Santana Lopes) e Este Estupor Fez Durante Uns Anos Um Jornal Muito Melhor Que O Nosso (notícias e opiniões sobre Paulo Portas). Depois, amarfanho o lençol de papel e lá vai ele forrar o sítio do gato. Só que eu não tenho gato. . Isto e muito mais pode ser sempre lido no Dicionário do Diabo.
Não resisto a uma citação, que aqui fica com a devida vénia ao seu autor, Pedro Mexia:AO SÁBADO SOU MASOQUISTA: Lá me esforcei, como de costume, por ler até ao fim um único colunista do primeiro caderno do Expresso, e como sempre caí no tédio mais desesperado (embora a enésima ruminação do Prof. Espada sobre a gentlemanship seja antológica). E depois, o primeiro caderno do Expresso tem para mim esta característica exasperante: mesmo quando concordo com a opinião de um artigo (p. ex. sobre o Iraque), nunca concordo com a argumentação usada, com a prosa, como tudo isso. Leio divertido as habituais secções Vamos Acabar Com Este Gajo Para Ver Se O Professor Avança (notícias e opiniões sobre Santana Lopes) e Este Estupor Fez Durante Uns Anos Um Jornal Muito Melhor Que O Nosso (notícias e opiniões sobre Paulo Portas). Depois, amarfanho o lençol de papel e lá vai ele forrar o sítio do gato. Só que eu não tenho gato. . Isto e muito mais pode ser sempre lido no Dicionário do Diabo.
julho 26, 2003
JORNAIS
Compro os jornais todos de atacado: o «Expresso», o «Diário de Notícias», o «Público» e o «Correio da Manhã». Ultimamente cada vez leio mais o «Correio da Manhã» - é que é a única forma de perceber de facto o que vai acontecendo pelo país. Cada um no seu género o «Público» e o «Correio da Manhã» são os melhores jornais portugueses. O «Público» limita mais o leque dos temas, escolhe mais os assuntos. O «Correio da Manhã», pelo contrário, alargou nos últimos meses - tem boas páginas de sociedade, de espectáculos, de informação geral. Costumo dizer que se alguém de repente chegar a Portugal depois de uma ausência longa, é no «Correio da Manhã» que percebe o que se está a passar. O «Diário de Notícias» veio no molho porque hoje é sábado e tem o «DNA» e hoje o «DNA» tem uma entrevista com Gilberto Gil, na qualidade de Ministro da Cultura do Brasil. Leio e confirmo o que já suspeitava: muito folclore.
Quanto ao «Expresso», bom, a primeira página de hoje diz tudo: só mesmo ali é que um tema daqueles pode ser manchete - é a prova de que não há notícias, que a esfera de interesses daquela redacção está mesmo virada do avesso, que se acha merecedora de denúncia (que é de facto o tom do artigo) a tendência sexual de alguém. Alguém havia de oferecer ao «Expresso», um poster com um velho dizer:«a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros». Se se lembrassem mais vezes disto, o efeito na melhoria do jornal seria bem maior do que o do código de conduta que já se percebeu que não serve para nada.
Compro os jornais todos de atacado: o «Expresso», o «Diário de Notícias», o «Público» e o «Correio da Manhã». Ultimamente cada vez leio mais o «Correio da Manhã» - é que é a única forma de perceber de facto o que vai acontecendo pelo país. Cada um no seu género o «Público» e o «Correio da Manhã» são os melhores jornais portugueses. O «Público» limita mais o leque dos temas, escolhe mais os assuntos. O «Correio da Manhã», pelo contrário, alargou nos últimos meses - tem boas páginas de sociedade, de espectáculos, de informação geral. Costumo dizer que se alguém de repente chegar a Portugal depois de uma ausência longa, é no «Correio da Manhã» que percebe o que se está a passar. O «Diário de Notícias» veio no molho porque hoje é sábado e tem o «DNA» e hoje o «DNA» tem uma entrevista com Gilberto Gil, na qualidade de Ministro da Cultura do Brasil. Leio e confirmo o que já suspeitava: muito folclore.
Quanto ao «Expresso», bom, a primeira página de hoje diz tudo: só mesmo ali é que um tema daqueles pode ser manchete - é a prova de que não há notícias, que a esfera de interesses daquela redacção está mesmo virada do avesso, que se acha merecedora de denúncia (que é de facto o tom do artigo) a tendência sexual de alguém. Alguém havia de oferecer ao «Expresso», um poster com um velho dizer:«a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros». Se se lembrassem mais vezes disto, o efeito na melhoria do jornal seria bem maior do que o do código de conduta que já se percebeu que não serve para nada.
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JORNAIS
Compro os jornais todos de atacado: o «Expresso», o «Diário de Notícias», o «Público» e o «Correio da Manhã». Ultimamente cada vez leio mais o «Correio da Manhã» - é que é a única forma de perceber de facto o que vai acontecendo pelo país. Cada um no seu género o «Público» e o «Correio da Manhã» são os melhores jornais portugueses. O «Público» limita mais o leque dos temas, escolhe mais os assuntos. O «Correio da Manhã», pelo contrário, alargou nos últimos meses - tem boas páginas de sociedade, de espectáculos, de informação geral. Costumo dizer que se alguém de repente chegar a Portugal depois de uma ausência longa, é no «Correio da Manhã» que percebe o que se está a passar. O «Diário de Notícias» veio no molho porque hoje é sábado e tem o «DNA» e hoje o «DNA» tem uma entrevista com Gilberto Gil, na qualidade de Ministro da Cultura do Brasil. Leio e confirmo o que já suspeitava: muito folclore.
Quanto ao «Expresso», bom, a primeira página de hoje diz tudo: só mesmo ali é que um tema daqueles pode ser manchete - é a prova de que não há notícias, que a esfera de interesses daquela redacção está mesmo virada do avesso, que se acha merecedora de denúncia (que é de facto o tom do artigo) a tendência sexual de alguém. Alguém havia de oferecer ao «Expresso», um poster com um velho dizer:«a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros». Se se lembrassem mais vezes disto, o efeito na melhoria do jornal seria bem maior do que o do código de conduta que já se percebeu que não serve para nada.
Compro os jornais todos de atacado: o «Expresso», o «Diário de Notícias», o «Público» e o «Correio da Manhã». Ultimamente cada vez leio mais o «Correio da Manhã» - é que é a única forma de perceber de facto o que vai acontecendo pelo país. Cada um no seu género o «Público» e o «Correio da Manhã» são os melhores jornais portugueses. O «Público» limita mais o leque dos temas, escolhe mais os assuntos. O «Correio da Manhã», pelo contrário, alargou nos últimos meses - tem boas páginas de sociedade, de espectáculos, de informação geral. Costumo dizer que se alguém de repente chegar a Portugal depois de uma ausência longa, é no «Correio da Manhã» que percebe o que se está a passar. O «Diário de Notícias» veio no molho porque hoje é sábado e tem o «DNA» e hoje o «DNA» tem uma entrevista com Gilberto Gil, na qualidade de Ministro da Cultura do Brasil. Leio e confirmo o que já suspeitava: muito folclore.
Quanto ao «Expresso», bom, a primeira página de hoje diz tudo: só mesmo ali é que um tema daqueles pode ser manchete - é a prova de que não há notícias, que a esfera de interesses daquela redacção está mesmo virada do avesso, que se acha merecedora de denúncia (que é de facto o tom do artigo) a tendência sexual de alguém. Alguém havia de oferecer ao «Expresso», um poster com um velho dizer:«a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros». Se se lembrassem mais vezes disto, o efeito na melhoria do jornal seria bem maior do que o do código de conduta que já se percebeu que não serve para nada.
COMPRAS
Aproveito ter acordado cedo e zarpo para o «Apolónia», em Almancil, o melhor supermercado português. Escusam de o procurar porque tem resistido a abrir mais lojas ou a entrar no franchising. Apolónia só há um, o de Almancil e mais nenhum. Importa directamente produtos de todo o mundo, abastece-se nos melhores fornecedores locais. É um exemplo de arrumação, qualidade, escolha, limpeza e iluminação e bom atendimento. Dá gosto ir ali buscar o pão da manhã, os croissants, a manteiga francesa, o queijinho, as salsichas frescas. Passo pelas prateleiras e, mais uma vez, vejo com surpresa que os preços não são, em geral, mais altos que os dos supermercados de Lisboa. Nalguns casos, como o dos vinhos, até se conseguem aqui melhores preços, quer na ampla e boa escolha nacional, quer nas boas propostas importadas. Férias sem Apolónia já nem são férias.
Aproveito ter acordado cedo e zarpo para o «Apolónia», em Almancil, o melhor supermercado português. Escusam de o procurar porque tem resistido a abrir mais lojas ou a entrar no franchising. Apolónia só há um, o de Almancil e mais nenhum. Importa directamente produtos de todo o mundo, abastece-se nos melhores fornecedores locais. É um exemplo de arrumação, qualidade, escolha, limpeza e iluminação e bom atendimento. Dá gosto ir ali buscar o pão da manhã, os croissants, a manteiga francesa, o queijinho, as salsichas frescas. Passo pelas prateleiras e, mais uma vez, vejo com surpresa que os preços não são, em geral, mais altos que os dos supermercados de Lisboa. Nalguns casos, como o dos vinhos, até se conseguem aqui melhores preços, quer na ampla e boa escolha nacional, quer nas boas propostas importadas. Férias sem Apolónia já nem são férias.
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COMPRAS
Aproveito ter acordado cedo e zarpo para o «Apolónia», em Almancil, o melhor supermercado português. Escusam de o procurar porque tem resistido a abrir mais lojas ou a entrar no franchising. Apolónia só há um, o de Almancil e mais nenhum. Importa directamente produtos de todo o mundo, abastece-se nos melhores fornecedores locais. É um exemplo de arrumação, qualidade, escolha, limpeza e iluminação e bom atendimento. Dá gosto ir ali buscar o pão da manhã, os croissants, a manteiga francesa, o queijinho, as salsichas frescas. Passo pelas prateleiras e, mais uma vez, vejo com surpresa que os preços não são, em geral, mais altos que os dos supermercados de Lisboa. Nalguns casos, como o dos vinhos, até se conseguem aqui melhores preços, quer na ampla e boa escolha nacional, quer nas boas propostas importadas. Férias sem Apolónia já nem são férias.
Aproveito ter acordado cedo e zarpo para o «Apolónia», em Almancil, o melhor supermercado português. Escusam de o procurar porque tem resistido a abrir mais lojas ou a entrar no franchising. Apolónia só há um, o de Almancil e mais nenhum. Importa directamente produtos de todo o mundo, abastece-se nos melhores fornecedores locais. É um exemplo de arrumação, qualidade, escolha, limpeza e iluminação e bom atendimento. Dá gosto ir ali buscar o pão da manhã, os croissants, a manteiga francesa, o queijinho, as salsichas frescas. Passo pelas prateleiras e, mais uma vez, vejo com surpresa que os preços não são, em geral, mais altos que os dos supermercados de Lisboa. Nalguns casos, como o dos vinhos, até se conseguem aqui melhores preços, quer na ampla e boa escolha nacional, quer nas boas propostas importadas. Férias sem Apolónia já nem são férias.
INSÓNIAS
Odeio acordar cedo demais e não conseguir voltar a dormir. Se isso acontece em férias, então a coisa é terrível: tento enganar o acordar e ando à procura de mais uma soneca entre voltas para a direita, voltas para a esquerda, barriga para cima e barriga para baixo. Invariavelmente, ao fim de uma meia hora levanto-me. Na realidade nem acordo sonolento e ando bem disposto. É ao fim do dia que de vez em quando sinto que mais meia horita de sono seguido não me tinha feito mal.
Odeio acordar cedo demais e não conseguir voltar a dormir. Se isso acontece em férias, então a coisa é terrível: tento enganar o acordar e ando à procura de mais uma soneca entre voltas para a direita, voltas para a esquerda, barriga para cima e barriga para baixo. Invariavelmente, ao fim de uma meia hora levanto-me. Na realidade nem acordo sonolento e ando bem disposto. É ao fim do dia que de vez em quando sinto que mais meia horita de sono seguido não me tinha feito mal.
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INSÓNIAS
Odeio acordar cedo demais e não conseguir voltar a dormir. Se isso acontece em férias, então a coisa é terrível: tento enganar o acordar e ando à procura de mais uma soneca entre voltas para a direita, voltas para a esquerda, barriga para cima e barriga para baixo. Invariavelmente, ao fim de uma meia hora levanto-me. Na realidade nem acordo sonolento e ando bem disposto. É ao fim do dia que de vez em quando sinto que mais meia horita de sono seguido não me tinha feito mal.
Odeio acordar cedo demais e não conseguir voltar a dormir. Se isso acontece em férias, então a coisa é terrível: tento enganar o acordar e ando à procura de mais uma soneca entre voltas para a direita, voltas para a esquerda, barriga para cima e barriga para baixo. Invariavelmente, ao fim de uma meia hora levanto-me. Na realidade nem acordo sonolento e ando bem disposto. É ao fim do dia que de vez em quando sinto que mais meia horita de sono seguido não me tinha feito mal.
julho 25, 2003
TV INTERACTIVA
Belo artigo o da Wired sobre a televisão interactiva, a odisseia de já quase 20 anos de diversas formas de televisão não tradicional, desde a «enhanced tv» até aos dias de hoje. Excerto: "Audiences are lazy and TV still caters to the lowest common denominator," quipped Fifth Wheel and Blind Date Co-Executive Producer Harley Tat. "We're operating from a heady place where we're thinking about the future, but plenty of viewers don't have PCs and haven't upgraded their cell phones in years. If the information isn't right in front of them while they're microwaving mac and cheese, it's not going to happen. ETV has to be so simple that they can do it half-baked and horizontal on the couch."
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Belo artigo o da Wired sobre a televisão interactiva, a odisseia de já quase 20 anos de diversas formas de televisão não tradicional, desde a «enhanced tv» até aos dias de hoje. Excerto: "Audiences are lazy and TV still caters to the lowest common denominator," quipped Fifth Wheel and Blind Date Co-Executive Producer Harley Tat. "We're operating from a heady place where we're thinking about the future, but plenty of viewers don't have PCs and haven't upgraded their cell phones in years. If the information isn't right in front of them while they're microwaving mac and cheese, it's not going to happen. ETV has to be so simple that they can do it half-baked and horizontal on the couch."
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TV INTERACTIVA
Belo artigo o da Wired sobre a televisão interactiva, a odisseia de já quase 20 anos de diversas formas de televisão não tradicional, desde a «enhanced tv» até aos dias de hoje. Excerto: "Audiences are lazy and TV still caters to the lowest common denominator," quipped Fifth Wheel and Blind Date Co-Executive Producer Harley Tat. "We're operating from a heady place where we're thinking about the future, but plenty of viewers don't have PCs and haven't upgraded their cell phones in years. If the information isn't right in front of them while they're microwaving mac and cheese, it's not going to happen. ETV has to be so simple that they can do it half-baked and horizontal on the couch."
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Belo artigo o da Wired sobre a televisão interactiva, a odisseia de já quase 20 anos de diversas formas de televisão não tradicional, desde a «enhanced tv» até aos dias de hoje. Excerto: "Audiences are lazy and TV still caters to the lowest common denominator," quipped Fifth Wheel and Blind Date Co-Executive Producer Harley Tat. "We're operating from a heady place where we're thinking about the future, but plenty of viewers don't have PCs and haven't upgraded their cell phones in years. If the information isn't right in front of them while they're microwaving mac and cheese, it's not going to happen. ETV has to be so simple that they can do it half-baked and horizontal on the couch."
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BLOG CHIC
Encontrei o Nuno Artur Silva, com quem gosto sempre de falar - desde há muitos e bons anos. Vira-se ele para mim, confessa ser leitor assíduo deste blog. Pergunto-lhe: «já tens um?. E ele:« Isto está na fase em que toda a gente tem e eu achei melhor não ter. E eu: «Pareces o Pacheco Pereira a falar dos telemóveis». A conversa parece parva, mas o que é engraçado é que retrata um pouco o estado da nação nesta matéria: de facto os blogs explodiram e graças ao tradicional mecanismo de «I'll scratch your back, you'll scratch mine» que é tão típico em Portugal. Ganhar notoriedade com um blog não é muito difícil: bastam meia dúzia de citações nos blogs certos e, depois, as coisas sucedem em cascata - e o mecanismo das citações recíprocas ajuda a que tudo funcione em efeito de bola de neve. No meio de tudo fica uma questão: o mecanismo das citações recíprocas anula no entanto o efeito confessional essencial dos blogs - melhor, desvia-o do universo em geral para o universo exclusivo da blogosfera. Até que ponto isto tudo se vai tornar redutor é a dúvida que eu tenho.
Encontrei o Nuno Artur Silva, com quem gosto sempre de falar - desde há muitos e bons anos. Vira-se ele para mim, confessa ser leitor assíduo deste blog. Pergunto-lhe: «já tens um?. E ele:« Isto está na fase em que toda a gente tem e eu achei melhor não ter. E eu: «Pareces o Pacheco Pereira a falar dos telemóveis». A conversa parece parva, mas o que é engraçado é que retrata um pouco o estado da nação nesta matéria: de facto os blogs explodiram e graças ao tradicional mecanismo de «I'll scratch your back, you'll scratch mine» que é tão típico em Portugal. Ganhar notoriedade com um blog não é muito difícil: bastam meia dúzia de citações nos blogs certos e, depois, as coisas sucedem em cascata - e o mecanismo das citações recíprocas ajuda a que tudo funcione em efeito de bola de neve. No meio de tudo fica uma questão: o mecanismo das citações recíprocas anula no entanto o efeito confessional essencial dos blogs - melhor, desvia-o do universo em geral para o universo exclusivo da blogosfera. Até que ponto isto tudo se vai tornar redutor é a dúvida que eu tenho.
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BLOG CHIC
Encontrei o Nuno Artur Silva, com quem gosto sempre de falar - desde há muitos e bons anos. Vira-se ele para mim, confessa ser leitor assíduo deste blog. Pergunto-lhe: «já tens um?. E ele:« Isto está na fase em que toda a gente tem e eu achei melhor não ter. E eu: «Pareces o Pacheco Pereira a falar dos telemóveis». A conversa parece parva, mas o que é engraçado é que retrata um pouco o estado da nação nesta matéria: de facto os blogs explodiram e graças ao tradicional mecanismo de «I'll scratch your back, you'll scratch mine» que é tão típico em Portugal. Ganhar notoriedade com um blog não é muito difícil: bastam meia dúzia de citações nos blogs certos e, depois, as coisas sucedem em cascata - e o mecanismo das citações recíprocas ajuda a que tudo funcione em efeito de bola de neve. No meio de tudo fica uma questão: o mecanismo das citações recíprocas anula no entanto o efeito confessional essencial dos blogs - melhor, desvia-o do universo em geral para o universo exclusivo da blogosfera. Até que ponto isto tudo se vai tornar redutor é a dúvida que eu tenho.
Encontrei o Nuno Artur Silva, com quem gosto sempre de falar - desde há muitos e bons anos. Vira-se ele para mim, confessa ser leitor assíduo deste blog. Pergunto-lhe: «já tens um?. E ele:« Isto está na fase em que toda a gente tem e eu achei melhor não ter. E eu: «Pareces o Pacheco Pereira a falar dos telemóveis». A conversa parece parva, mas o que é engraçado é que retrata um pouco o estado da nação nesta matéria: de facto os blogs explodiram e graças ao tradicional mecanismo de «I'll scratch your back, you'll scratch mine» que é tão típico em Portugal. Ganhar notoriedade com um blog não é muito difícil: bastam meia dúzia de citações nos blogs certos e, depois, as coisas sucedem em cascata - e o mecanismo das citações recíprocas ajuda a que tudo funcione em efeito de bola de neve. No meio de tudo fica uma questão: o mecanismo das citações recíprocas anula no entanto o efeito confessional essencial dos blogs - melhor, desvia-o do universo em geral para o universo exclusivo da blogosfera. Até que ponto isto tudo se vai tornar redutor é a dúvida que eu tenho.
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O QUE FALTOU
Dez horas em Lisboa, a correr de uma reunião para outra e no fim falhei o que eu mais queria.
Dez horas em Lisboa, a correr de uma reunião para outra e no fim falhei o que eu mais queria.
O SEGREDO
Outro resultado da minha viagem foi a compra de «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, que o Nelson de Matos me avisou ter sido editado em Portugal pela D. Quixote. É de facto um livro fantástico. Já o comecei a devorar, espero acabar com ele hoje no areal. Em calhando, amanhã volto ao assunto. Para já cito o que Ian McEwan escreveu sobre ele:
um magnífico retrato da fraqueza humana, uma pequena obra-prima de observação e de estilo.
Outro resultado da minha viagem foi a compra de «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, que o Nelson de Matos me avisou ter sido editado em Portugal pela D. Quixote. É de facto um livro fantástico. Já o comecei a devorar, espero acabar com ele hoje no areal. Em calhando, amanhã volto ao assunto. Para já cito o que Ian McEwan escreveu sobre ele:
um magnífico retrato da fraqueza humana, uma pequena obra-prima de observação e de estilo.
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O SEGREDO
Outro resultado da minha viagem foi a compra de «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, que o Nelson de Matos me avisou ter sido editado em Portugal pela D. Quixote. É de facto um livro fantástico. Já o comecei a devorar, espero acabar com ele hoje no areal. Em calhando, amanhã volto ao assunto. Para já cito o que Ian McEwan escreveu sobre ele:
um magnífico retrato da fraqueza humana, uma pequena obra-prima de observação e de estilo.
Outro resultado da minha viagem foi a compra de «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, que o Nelson de Matos me avisou ter sido editado em Portugal pela D. Quixote. É de facto um livro fantástico. Já o comecei a devorar, espero acabar com ele hoje no areal. Em calhando, amanhã volto ao assunto. Para já cito o que Ian McEwan escreveu sobre ele:
um magnífico retrato da fraqueza humana, uma pequena obra-prima de observação e de estilo.
BOM RAW!
Ontem estive em Lisboa e finalmente consegui comprar «Raw», o disco de Kiko de que já se falou por aqui. Vim a ouvi-lo no regresso ao Algarve e dei por bem empregue o dinheiro. Grande voz, sensual, com «funk» a rodos, boa escolha de repertório (de Stevie Wonder a Irving Berlim, passando por Duke Ellington e Cole Porter. Destaque ainda para uma composição de Laurent Filipe, um dos músicos que integra (com Paulo Gomes, Paulo Pinto, Pedro Barreiros e Bruno Pedroso) a sólida formação que acompanha Kiko numa sucessão de arranjos muitíssimo bem conseguidos. Descubram a obra em kikojazz.
Ontem estive em Lisboa e finalmente consegui comprar «Raw», o disco de Kiko de que já se falou por aqui. Vim a ouvi-lo no regresso ao Algarve e dei por bem empregue o dinheiro. Grande voz, sensual, com «funk» a rodos, boa escolha de repertório (de Stevie Wonder a Irving Berlim, passando por Duke Ellington e Cole Porter. Destaque ainda para uma composição de Laurent Filipe, um dos músicos que integra (com Paulo Gomes, Paulo Pinto, Pedro Barreiros e Bruno Pedroso) a sólida formação que acompanha Kiko numa sucessão de arranjos muitíssimo bem conseguidos. Descubram a obra em kikojazz.
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BOM RAW!
Ontem estive em Lisboa e finalmente consegui comprar «Raw», o disco de Kiko de que já se falou por aqui. Vim a ouvi-lo no regresso ao Algarve e dei por bem empregue o dinheiro. Grande voz, sensual, com «funk» a rodos, boa escolha de repertório (de Stevie Wonder a Irving Berlim, passando por Duke Ellington e Cole Porter. Destaque ainda para uma composição de Laurent Filipe, um dos músicos que integra (com Paulo Gomes, Paulo Pinto, Pedro Barreiros e Bruno Pedroso) a sólida formação que acompanha Kiko numa sucessão de arranjos muitíssimo bem conseguidos. Descubram a obra em kikojazz.
Ontem estive em Lisboa e finalmente consegui comprar «Raw», o disco de Kiko de que já se falou por aqui. Vim a ouvi-lo no regresso ao Algarve e dei por bem empregue o dinheiro. Grande voz, sensual, com «funk» a rodos, boa escolha de repertório (de Stevie Wonder a Irving Berlim, passando por Duke Ellington e Cole Porter. Destaque ainda para uma composição de Laurent Filipe, um dos músicos que integra (com Paulo Gomes, Paulo Pinto, Pedro Barreiros e Bruno Pedroso) a sólida formação que acompanha Kiko numa sucessão de arranjos muitíssimo bem conseguidos. Descubram a obra em kikojazz.
julho 24, 2003
SILÊNCIO
Hoje estou em crise criativa. Espero voltar aos blogs amanhã. Quando não se tem nada para dizer, o melhor é estar calado.
Fico assim a pensar que esse é um dos problemas dos media tradicionais: é sempre preciso encontrar alguma coisa para dizer, matéria para encher as páginas de papel ou os minutos de rádio e de televisão. Aprendi o que sei nesta vida de comunicação numa agência noticiosa. O «lead» da notícia só podia ter 35 palavras - nem mais uma. Passar das 20 linhas de então (no tempo dos telex) era facto insólito. Habituei-me a ser parco nas palavras. A recolher apenas o essencial. A ver o que era notícia e podia usar as 20 linhas ou o que não era nada e não tinha lugar. A agência só emitia um telex se houvesse alguma coisa a dizer. Reportava, não inventava.
Vejo hoje as semelhanças que, de certo modo, existem com os blogs: aqui só vale a pena escrever quando há alguma coisa a dizer. Não há obrigatoriedade de que alguma coisa aconteça. Ainda bem.
Hoje estou em crise criativa. Espero voltar aos blogs amanhã. Quando não se tem nada para dizer, o melhor é estar calado.
Fico assim a pensar que esse é um dos problemas dos media tradicionais: é sempre preciso encontrar alguma coisa para dizer, matéria para encher as páginas de papel ou os minutos de rádio e de televisão. Aprendi o que sei nesta vida de comunicação numa agência noticiosa. O «lead» da notícia só podia ter 35 palavras - nem mais uma. Passar das 20 linhas de então (no tempo dos telex) era facto insólito. Habituei-me a ser parco nas palavras. A recolher apenas o essencial. A ver o que era notícia e podia usar as 20 linhas ou o que não era nada e não tinha lugar. A agência só emitia um telex se houvesse alguma coisa a dizer. Reportava, não inventava.
Vejo hoje as semelhanças que, de certo modo, existem com os blogs: aqui só vale a pena escrever quando há alguma coisa a dizer. Não há obrigatoriedade de que alguma coisa aconteça. Ainda bem.
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SILÊNCIO
Hoje estou em crise criativa. Espero voltar aos blogs amanhã. Quando não se tem nada para dizer, o melhor é estar calado.
Fico assim a pensar que esse é um dos problemas dos media tradicionais: é sempre preciso encontrar alguma coisa para dizer, matéria para encher as páginas de papel ou os minutos de rádio e de televisão. Aprendi o que sei nesta vida de comunicação numa agência noticiosa. O «lead» da notícia só podia ter 35 palavras - nem mais uma. Passar das 20 linhas de então (no tempo dos telex) era facto insólito. Habituei-me a ser parco nas palavras. A recolher apenas o essencial. A ver o que era notícia e podia usar as 20 linhas ou o que não era nada e não tinha lugar. A agência só emitia um telex se houvesse alguma coisa a dizer. Reportava, não inventava.
Vejo hoje as semelhanças que, de certo modo, existem com os blogs: aqui só vale a pena escrever quando há alguma coisa a dizer. Não há obrigatoriedade de que alguma coisa aconteça. Ainda bem.
Hoje estou em crise criativa. Espero voltar aos blogs amanhã. Quando não se tem nada para dizer, o melhor é estar calado.
Fico assim a pensar que esse é um dos problemas dos media tradicionais: é sempre preciso encontrar alguma coisa para dizer, matéria para encher as páginas de papel ou os minutos de rádio e de televisão. Aprendi o que sei nesta vida de comunicação numa agência noticiosa. O «lead» da notícia só podia ter 35 palavras - nem mais uma. Passar das 20 linhas de então (no tempo dos telex) era facto insólito. Habituei-me a ser parco nas palavras. A recolher apenas o essencial. A ver o que era notícia e podia usar as 20 linhas ou o que não era nada e não tinha lugar. A agência só emitia um telex se houvesse alguma coisa a dizer. Reportava, não inventava.
Vejo hoje as semelhanças que, de certo modo, existem com os blogs: aqui só vale a pena escrever quando há alguma coisa a dizer. Não há obrigatoriedade de que alguma coisa aconteça. Ainda bem.
ESCUTAS
Das duas uma: ou isto das escutas se resolve e esclarece ou vai acabar por destruir o próprio processo onde nasceram.
Das duas uma: ou o segredo de justiça começa a ser levado a sério, ou da maneira como as coisas estão hoje em dia vai deixar de haver justiça de vez.
Das duas uma: Ou este processo provoca resultados, ou o povo em geral deixa mesmo de acreditar nisto tudo.
Das duas uma: ou isto das escutas se resolve e esclarece ou vai acabar por destruir o próprio processo onde nasceram.
Das duas uma: ou o segredo de justiça começa a ser levado a sério, ou da maneira como as coisas estão hoje em dia vai deixar de haver justiça de vez.
Das duas uma: Ou este processo provoca resultados, ou o povo em geral deixa mesmo de acreditar nisto tudo.
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ESCUTAS
Das duas uma: ou isto das escutas se resolve e esclarece ou vai acabar por destruir o próprio processo onde nasceram.
Das duas uma: ou o segredo de justiça começa a ser levado a sério, ou da maneira como as coisas estão hoje em dia vai deixar de haver justiça de vez.
Das duas uma: Ou este processo provoca resultados, ou o povo em geral deixa mesmo de acreditar nisto tudo.
Das duas uma: ou isto das escutas se resolve e esclarece ou vai acabar por destruir o próprio processo onde nasceram.
Das duas uma: ou o segredo de justiça começa a ser levado a sério, ou da maneira como as coisas estão hoje em dia vai deixar de haver justiça de vez.
Das duas uma: Ou este processo provoca resultados, ou o povo em geral deixa mesmo de acreditar nisto tudo.
SAUDADES
Já tinha saudades de estar aqui com o meu blog, a olhar para vocês. É curiosa esta comunicação: nunca vos vejo, mas sei quantos são, de onde vêm, os contadores de visitas dão-me dados preciosos. É engraçado ver o fluxo de visitas ao longo do dia, perceber quais são as horas de ponta.
As reacções que se obtêm são completamente diferentes das dos jornais - durante anos escrevi colunas semanais que nunca motivaram grandes mails. Agora, tenho sempre alguém de novo à espreita no hotmail. Boa.
Já tinha saudades de estar aqui com o meu blog, a olhar para vocês. É curiosa esta comunicação: nunca vos vejo, mas sei quantos são, de onde vêm, os contadores de visitas dão-me dados preciosos. É engraçado ver o fluxo de visitas ao longo do dia, perceber quais são as horas de ponta.
As reacções que se obtêm são completamente diferentes das dos jornais - durante anos escrevi colunas semanais que nunca motivaram grandes mails. Agora, tenho sempre alguém de novo à espreita no hotmail. Boa.
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SAUDADES
Já tinha saudades de estar aqui com o meu blog, a olhar para vocês. É curiosa esta comunicação: nunca vos vejo, mas sei quantos são, de onde vêm, os contadores de visitas dão-me dados preciosos. É engraçado ver o fluxo de visitas ao longo do dia, perceber quais são as horas de ponta.
As reacções que se obtêm são completamente diferentes das dos jornais - durante anos escrevi colunas semanais que nunca motivaram grandes mails. Agora, tenho sempre alguém de novo à espreita no hotmail. Boa.
Já tinha saudades de estar aqui com o meu blog, a olhar para vocês. É curiosa esta comunicação: nunca vos vejo, mas sei quantos são, de onde vêm, os contadores de visitas dão-me dados preciosos. É engraçado ver o fluxo de visitas ao longo do dia, perceber quais são as horas de ponta.
As reacções que se obtêm são completamente diferentes das dos jornais - durante anos escrevi colunas semanais que nunca motivaram grandes mails. Agora, tenho sempre alguém de novo à espreita no hotmail. Boa.
julho 23, 2003
SILLY SEASON 4
Porque é que as mulheres param sempre em dupla fila frente à loja onde vão estar meia hora a provar trapos? E porque é que refilam quando um cidadão que ficou com o carro trancado com o delas faz má cara ao fim de dez minutos a buzinar sem ninguém aparecer? Porque é que as mulheres acham que os seus carros não devem seguir as regras de estacionamento aplicáveis ao geral da população?
Porque é que as mulheres param sempre em dupla fila frente à loja onde vão estar meia hora a provar trapos? E porque é que refilam quando um cidadão que ficou com o carro trancado com o delas faz má cara ao fim de dez minutos a buzinar sem ninguém aparecer? Porque é que as mulheres acham que os seus carros não devem seguir as regras de estacionamento aplicáveis ao geral da população?
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SILLY SEASON 4
Porque é que as mulheres param sempre em dupla fila frente à loja onde vão estar meia hora a provar trapos? E porque é que refilam quando um cidadão que ficou com o carro trancado com o delas faz má cara ao fim de dez minutos a buzinar sem ninguém aparecer? Porque é que as mulheres acham que os seus carros não devem seguir as regras de estacionamento aplicáveis ao geral da população?
Porque é que as mulheres param sempre em dupla fila frente à loja onde vão estar meia hora a provar trapos? E porque é que refilam quando um cidadão que ficou com o carro trancado com o delas faz má cara ao fim de dez minutos a buzinar sem ninguém aparecer? Porque é que as mulheres acham que os seus carros não devem seguir as regras de estacionamento aplicáveis ao geral da população?
SILLY SEASON 3
Todos os dias começam da mesma maneira: frente à banca de jornais. Olho para os títulos, folheio alguns, levo outros. Na capa de uma revista leio que afinal o casamento de Alexandra Lencastre vai sobre rodas; noutra, mesmo ao lado, fico a saber que a estrela da versão hard da «Música no Coração», conhecida por «Ana & os Sete»está radiante no romance com o novo namorado. É de mim ou o calor afectou os cérebros?
Todos os dias começam da mesma maneira: frente à banca de jornais. Olho para os títulos, folheio alguns, levo outros. Na capa de uma revista leio que afinal o casamento de Alexandra Lencastre vai sobre rodas; noutra, mesmo ao lado, fico a saber que a estrela da versão hard da «Música no Coração», conhecida por «Ana & os Sete»está radiante no romance com o novo namorado. É de mim ou o calor afectou os cérebros?
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SILLY SEASON 3
Todos os dias começam da mesma maneira: frente à banca de jornais. Olho para os títulos, folheio alguns, levo outros. Na capa de uma revista leio que afinal o casamento de Alexandra Lencastre vai sobre rodas; noutra, mesmo ao lado, fico a saber que a estrela da versão hard da «Música no Coração», conhecida por «Ana & os Sete»está radiante no romance com o novo namorado. É de mim ou o calor afectou os cérebros?
Todos os dias começam da mesma maneira: frente à banca de jornais. Olho para os títulos, folheio alguns, levo outros. Na capa de uma revista leio que afinal o casamento de Alexandra Lencastre vai sobre rodas; noutra, mesmo ao lado, fico a saber que a estrela da versão hard da «Música no Coração», conhecida por «Ana & os Sete»está radiante no romance com o novo namorado. É de mim ou o calor afectou os cérebros?
SILLY SEASON 2
Descobriu-se agora o que já toda a gente sabia: o edifício do El Corte Inglés foi feito à revelia das normas legais, das licenças de construção e, ao que parece, de algumas normas de segurança. A coisa demorou ano e meio a descobrir-se, depois de um pedido de inquérito formulado pelo Bloco de Esquerda. Parece que a obra arrancou sem estar devidamente licenciada - mas como era coisa pequena ninguém na Câmara de então deve ter reparado. Só falta agora a Dra. Maria Barroso vir dizer que este ataque a João Soares é mais uma prova de que querem acabar com a família Soares na política portuguesa.
Descobriu-se agora o que já toda a gente sabia: o edifício do El Corte Inglés foi feito à revelia das normas legais, das licenças de construção e, ao que parece, de algumas normas de segurança. A coisa demorou ano e meio a descobrir-se, depois de um pedido de inquérito formulado pelo Bloco de Esquerda. Parece que a obra arrancou sem estar devidamente licenciada - mas como era coisa pequena ninguém na Câmara de então deve ter reparado. Só falta agora a Dra. Maria Barroso vir dizer que este ataque a João Soares é mais uma prova de que querem acabar com a família Soares na política portuguesa.
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SILLY SEASON 2
Descobriu-se agora o que já toda a gente sabia: o edifício do El Corte Inglés foi feito à revelia das normas legais, das licenças de construção e, ao que parece, de algumas normas de segurança. A coisa demorou ano e meio a descobrir-se, depois de um pedido de inquérito formulado pelo Bloco de Esquerda. Parece que a obra arrancou sem estar devidamente licenciada - mas como era coisa pequena ninguém na Câmara de então deve ter reparado. Só falta agora a Dra. Maria Barroso vir dizer que este ataque a João Soares é mais uma prova de que querem acabar com a família Soares na política portuguesa.
Descobriu-se agora o que já toda a gente sabia: o edifício do El Corte Inglés foi feito à revelia das normas legais, das licenças de construção e, ao que parece, de algumas normas de segurança. A coisa demorou ano e meio a descobrir-se, depois de um pedido de inquérito formulado pelo Bloco de Esquerda. Parece que a obra arrancou sem estar devidamente licenciada - mas como era coisa pequena ninguém na Câmara de então deve ter reparado. Só falta agora a Dra. Maria Barroso vir dizer que este ataque a João Soares é mais uma prova de que querem acabar com a família Soares na política portuguesa.
SILLY SEASON 1
Percebo pelos jornais que a grande polémica do Verão se arrisca a ser a mudança de nome do Padre António Vieira. Já vi anúncios de protesto publicados nos jornais, decorre um abaixo assinado, há um e-mail para envio de adesões à campanha: sos.pav@clix.pt . Parece que vão fundir a escola da cidade universitária com o Padre António Vieira e da fusão sai um novo nome. O PAV tem 40 anos, deixou marcas na cidade em em Alvalade. Pessoal do PAV, já sabem o que podem fazer este Verão.
Percebo pelos jornais que a grande polémica do Verão se arrisca a ser a mudança de nome do Padre António Vieira. Já vi anúncios de protesto publicados nos jornais, decorre um abaixo assinado, há um e-mail para envio de adesões à campanha: sos.pav@clix.pt . Parece que vão fundir a escola da cidade universitária com o Padre António Vieira e da fusão sai um novo nome. O PAV tem 40 anos, deixou marcas na cidade em em Alvalade. Pessoal do PAV, já sabem o que podem fazer este Verão.
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SILLY SEASON 1
Percebo pelos jornais que a grande polémica do Verão se arrisca a ser a mudança de nome do Padre António Vieira. Já vi anúncios de protesto publicados nos jornais, decorre um abaixo assinado, há um e-mail para envio de adesões à campanha: sos.pav@clix.pt . Parece que vão fundir a escola da cidade universitária com o Padre António Vieira e da fusão sai um novo nome. O PAV tem 40 anos, deixou marcas na cidade em em Alvalade. Pessoal do PAV, já sabem o que podem fazer este Verão.
Percebo pelos jornais que a grande polémica do Verão se arrisca a ser a mudança de nome do Padre António Vieira. Já vi anúncios de protesto publicados nos jornais, decorre um abaixo assinado, há um e-mail para envio de adesões à campanha: sos.pav@clix.pt . Parece que vão fundir a escola da cidade universitária com o Padre António Vieira e da fusão sai um novo nome. O PAV tem 40 anos, deixou marcas na cidade em em Alvalade. Pessoal do PAV, já sabem o que podem fazer este Verão.
julho 22, 2003
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OBSERVAÇÃO
Este ano o tempo médio da chegada à mesa da imperial, depois de feito o pedido, nas esplanadas de Vilamoura, anda pelos 12 minutos. A vida não está fácil.
Este ano o tempo médio da chegada à mesa da imperial, depois de feito o pedido, nas esplanadas de Vilamoura, anda pelos 12 minutos. A vida não está fácil.
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LUA
Não te tenho visto Lua, só às vezes à noite. Percebi que mudei de nome. Chamo-me Miguel, parece. Sempre trocaste nomes, não foi?
Não te tenho visto Lua, só às vezes à noite. Percebi que mudei de nome. Chamo-me Miguel, parece. Sempre trocaste nomes, não foi?
BEM VISTO
«LET'S SEE: Segunda-Feira. Vamos ver quantos jornalistas e intelectuais portugueses (a eng. Pintasilgo não conta porque já se sabe o que é que ela pensa) irão associar o Governo de Blair à morte de David Kelly. No fim da semana, fazemos as contas.» - o mérito destas palavras é do Pedro Lomba.
«LET'S SEE: Segunda-Feira. Vamos ver quantos jornalistas e intelectuais portugueses (a eng. Pintasilgo não conta porque já se sabe o que é que ela pensa) irão associar o Governo de Blair à morte de David Kelly. No fim da semana, fazemos as contas.» - o mérito destas palavras é do Pedro Lomba.
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BEM VISTO
«LET'S SEE: Segunda-Feira. Vamos ver quantos jornalistas e intelectuais portugueses (a eng. Pintasilgo não conta porque já se sabe o que é que ela pensa) irão associar o Governo de Blair à morte de David Kelly. No fim da semana, fazemos as contas.» - o mérito destas palavras é do Pedro Lomba.
«LET'S SEE: Segunda-Feira. Vamos ver quantos jornalistas e intelectuais portugueses (a eng. Pintasilgo não conta porque já se sabe o que é que ela pensa) irão associar o Governo de Blair à morte de David Kelly. No fim da semana, fazemos as contas.» - o mérito destas palavras é do Pedro Lomba.
SILLY SEASON
No «Público» de ontem vinha, na página 23, a umas sóbrias duas colunas, um artigo sobre uma investigação desenvolvida por um médico, especialista em sexologia, sobre o «swing», vulgo as trocas de casais em Portugal. Parece que a coisa está a crescer. Quando o li pensei logo com os meus botões que a coisa ía de certeza aterrar nos nossos queridos e tablóides telejornais. Foi o que aconteceu, diga-se que de uma forma bastante mais sensacionalista que a discreta noticia do «Público». Curioso curioso foi que o meu filho de 14 anos, passou pela sala a meio da peça, parou um bocado e saíu-se com esta: «-Vê-se mesmo que é Verão e não há notícias».
No «Público» de ontem vinha, na página 23, a umas sóbrias duas colunas, um artigo sobre uma investigação desenvolvida por um médico, especialista em sexologia, sobre o «swing», vulgo as trocas de casais em Portugal. Parece que a coisa está a crescer. Quando o li pensei logo com os meus botões que a coisa ía de certeza aterrar nos nossos queridos e tablóides telejornais. Foi o que aconteceu, diga-se que de uma forma bastante mais sensacionalista que a discreta noticia do «Público». Curioso curioso foi que o meu filho de 14 anos, passou pela sala a meio da peça, parou um bocado e saíu-se com esta: «-Vê-se mesmo que é Verão e não há notícias».
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SILLY SEASON
No «Público» de ontem vinha, na página 23, a umas sóbrias duas colunas, um artigo sobre uma investigação desenvolvida por um médico, especialista em sexologia, sobre o «swing», vulgo as trocas de casais em Portugal. Parece que a coisa está a crescer. Quando o li pensei logo com os meus botões que a coisa ía de certeza aterrar nos nossos queridos e tablóides telejornais. Foi o que aconteceu, diga-se que de uma forma bastante mais sensacionalista que a discreta noticia do «Público». Curioso curioso foi que o meu filho de 14 anos, passou pela sala a meio da peça, parou um bocado e saíu-se com esta: «-Vê-se mesmo que é Verão e não há notícias».
No «Público» de ontem vinha, na página 23, a umas sóbrias duas colunas, um artigo sobre uma investigação desenvolvida por um médico, especialista em sexologia, sobre o «swing», vulgo as trocas de casais em Portugal. Parece que a coisa está a crescer. Quando o li pensei logo com os meus botões que a coisa ía de certeza aterrar nos nossos queridos e tablóides telejornais. Foi o que aconteceu, diga-se que de uma forma bastante mais sensacionalista que a discreta noticia do «Público». Curioso curioso foi que o meu filho de 14 anos, passou pela sala a meio da peça, parou um bocado e saíu-se com esta: «-Vê-se mesmo que é Verão e não há notícias».
PRÓ-KIKO
Bem, estou cheio de curiosidade de ouvir o disco do Kiko - a nota que fiz sobre a pena que tive de não o ouvir a vivo, no S.Luiz, motivou uma catadupa de elogios ao cantor e declarações várias de solideriedade com a minha tristeza. Mensagem gratificante foi a do próprio Kiko, que ainda por cima me indicou o seu site. E disse-me uma coisa simpática:tem toda a razão, a divulgação das artes e espectáculos em Portugal vai muito mal. Acho que se conseguia fazer melhor com pombos correios... . E O Carlos Vaz Marques tem razão: se eu fosse mais vezes ao seu bom Outro, Eu se calhar tinha dado por isso. Fica a vontade de ouvir o disco.
Bem, estou cheio de curiosidade de ouvir o disco do Kiko - a nota que fiz sobre a pena que tive de não o ouvir a vivo, no S.Luiz, motivou uma catadupa de elogios ao cantor e declarações várias de solideriedade com a minha tristeza. Mensagem gratificante foi a do próprio Kiko, que ainda por cima me indicou o seu site. E disse-me uma coisa simpática:tem toda a razão, a divulgação das artes e espectáculos em Portugal vai muito mal. Acho que se conseguia fazer melhor com pombos correios... . E O Carlos Vaz Marques tem razão: se eu fosse mais vezes ao seu bom Outro, Eu se calhar tinha dado por isso. Fica a vontade de ouvir o disco.
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PRÓ-KIKO
Bem, estou cheio de curiosidade de ouvir o disco do Kiko - a nota que fiz sobre a pena que tive de não o ouvir a vivo, no S.Luiz, motivou uma catadupa de elogios ao cantor e declarações várias de solideriedade com a minha tristeza. Mensagem gratificante foi a do próprio Kiko, que ainda por cima me indicou o seu site. E disse-me uma coisa simpática:tem toda a razão, a divulgação das artes e espectáculos em Portugal vai muito mal. Acho que se conseguia fazer melhor com pombos correios... . E O Carlos Vaz Marques tem razão: se eu fosse mais vezes ao seu bom Outro, Eu se calhar tinha dado por isso. Fica a vontade de ouvir o disco.
Bem, estou cheio de curiosidade de ouvir o disco do Kiko - a nota que fiz sobre a pena que tive de não o ouvir a vivo, no S.Luiz, motivou uma catadupa de elogios ao cantor e declarações várias de solideriedade com a minha tristeza. Mensagem gratificante foi a do próprio Kiko, que ainda por cima me indicou o seu site. E disse-me uma coisa simpática:tem toda a razão, a divulgação das artes e espectáculos em Portugal vai muito mal. Acho que se conseguia fazer melhor com pombos correios... . E O Carlos Vaz Marques tem razão: se eu fosse mais vezes ao seu bom Outro, Eu se calhar tinha dado por isso. Fica a vontade de ouvir o disco.
julho 21, 2003
FORÇA RODRIGO
Depois de uma boa incursão em Espanha com a digressão de «Pasión», Rodrigo Leão está quase a chegar a Portugal e eu estou cheio de vontade de o poder voltar a ver e ouvir. Aqui ficam algumas datas. O CD já está no leitor, por via das dúvidas.
Dia 26 - Cascais - Forte da Cidadela, Dia 2 de Agosto - Óbidos - Muralhas, Dia 7 - Lagos - Auditório Municipal, 22h00, Dia 8 - Tavira - Antiga Fábrica das Conservas, 22h00 e dias 19 e 20 de Agosto, em Lisboa no Teatro Tivoli. Ainda bem que passo Agosto em Lisboa.
Depois de uma boa incursão em Espanha com a digressão de «Pasión», Rodrigo Leão está quase a chegar a Portugal e eu estou cheio de vontade de o poder voltar a ver e ouvir. Aqui ficam algumas datas. O CD já está no leitor, por via das dúvidas.
Dia 26 - Cascais - Forte da Cidadela, Dia 2 de Agosto - Óbidos - Muralhas, Dia 7 - Lagos - Auditório Municipal, 22h00, Dia 8 - Tavira - Antiga Fábrica das Conservas, 22h00 e dias 19 e 20 de Agosto, em Lisboa no Teatro Tivoli. Ainda bem que passo Agosto em Lisboa.
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FORÇA RODRIGO
Depois de uma boa incursão em Espanha com a digressão de «Pasión», Rodrigo Leão está quase a chegar a Portugal e eu estou cheio de vontade de o poder voltar a ver e ouvir. Aqui ficam algumas datas. O CD já está no leitor, por via das dúvidas.
Dia 26 - Cascais - Forte da Cidadela, Dia 2 de Agosto - Óbidos - Muralhas, Dia 7 - Lagos - Auditório Municipal, 22h00, Dia 8 - Tavira - Antiga Fábrica das Conservas, 22h00 e dias 19 e 20 de Agosto, em Lisboa no Teatro Tivoli. Ainda bem que passo Agosto em Lisboa.
Depois de uma boa incursão em Espanha com a digressão de «Pasión», Rodrigo Leão está quase a chegar a Portugal e eu estou cheio de vontade de o poder voltar a ver e ouvir. Aqui ficam algumas datas. O CD já está no leitor, por via das dúvidas.
Dia 26 - Cascais - Forte da Cidadela, Dia 2 de Agosto - Óbidos - Muralhas, Dia 7 - Lagos - Auditório Municipal, 22h00, Dia 8 - Tavira - Antiga Fábrica das Conservas, 22h00 e dias 19 e 20 de Agosto, em Lisboa no Teatro Tivoli. Ainda bem que passo Agosto em Lisboa.
E NÃO VI O KIKO
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
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E NÃO VI O KIKO
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
FALÉSIA A PIQUE
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
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FALÉSIA A PIQUE
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
CONVERSA DE CAFÉ
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
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CONVERSA DE CAFÉ
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
POR FALAR EM AEROPORTOS
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
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POR FALAR EM AEROPORTOS
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
SÉCULO XIX
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
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SÉCULO XIX
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
julho 20, 2003
VONTADE
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
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VONTADE
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
FAZER SEDE
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
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FAZER SEDE
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
PRAZO DE VALIDADE
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
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PRAZO DE VALIDADE
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
A INDÚSTRIA
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
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A INDÚSTRIA
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
A ROSA
Não conheço a Eva Ruivo. Gostava de a conhecer. Querem saber porquê?
Nasceu em Lisboa, em 1963. Publicou um livro, em 1994, chamado «Rosa de Jericó»
Reparem:
«Perdoa, não é a falta do dinheiro
essa extravagância, nem o apetite
inconsolável de azul, voraz, sim,
gulosa do teu sexo quando a tensão
mo permite rasgo de mim
a pele o nervo a gruta os versos.
Anoto as árvores que caem, obsessiva,
debaixo do rodado de automóveis
dei-te tudo, possessiva, e fiquei
sem folhas, mas ri, atapetando
a traça dorida de teus passos
mordidos pela época e pelo trânsito.
*
Confesso: às vezes somente
a voz da tua pele apela
às verdades dormentes
ou opressas debaixo
da máquina do pensamento,
mas eu não te deixo.
Confesso: qualquer vestido
modesto de elementar singeleza
sublinhará a face sem adereços
da tua infanta, a silhueta
escondida será uma adivinha,
minha aura velada de leveza.
Confesso: nesta hora ébria
de contigo regressar à perdida
infância que resguarda
a inocência da desconfiança...
faz-me uma festa, fala comigo:
saudades eu tenho, de chorar.»
Roubei o poema do blog do Rui
Não conheço a Eva Ruivo. Gostava de a conhecer. Querem saber porquê?
Nasceu em Lisboa, em 1963. Publicou um livro, em 1994, chamado «Rosa de Jericó»
Reparem:
«Perdoa, não é a falta do dinheiro
essa extravagância, nem o apetite
inconsolável de azul, voraz, sim,
gulosa do teu sexo quando a tensão
mo permite rasgo de mim
a pele o nervo a gruta os versos.
Anoto as árvores que caem, obsessiva,
debaixo do rodado de automóveis
dei-te tudo, possessiva, e fiquei
sem folhas, mas ri, atapetando
a traça dorida de teus passos
mordidos pela época e pelo trânsito.
*
Confesso: às vezes somente
a voz da tua pele apela
às verdades dormentes
ou opressas debaixo
da máquina do pensamento,
mas eu não te deixo.
Confesso: qualquer vestido
modesto de elementar singeleza
sublinhará a face sem adereços
da tua infanta, a silhueta
escondida será uma adivinha,
minha aura velada de leveza.
Confesso: nesta hora ébria
de contigo regressar à perdida
infância que resguarda
a inocência da desconfiança...
faz-me uma festa, fala comigo:
saudades eu tenho, de chorar.»
Roubei o poema do blog do Rui
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A ROSA
Não conheço a Eva Ruivo. Gostava de a conhecer. Querem saber porquê?
Nasceu em Lisboa, em 1963. Publicou um livro, em 1994, chamado «Rosa de Jericó»
Reparem:
«Perdoa, não é a falta do dinheiro
essa extravagância, nem o apetite
inconsolável de azul, voraz, sim,
gulosa do teu sexo quando a tensão
mo permite rasgo de mim
a pele o nervo a gruta os versos.
Anoto as árvores que caem, obsessiva,
debaixo do rodado de automóveis
dei-te tudo, possessiva, e fiquei
sem folhas, mas ri, atapetando
a traça dorida de teus passos
mordidos pela época e pelo trânsito.
*
Confesso: às vezes somente
a voz da tua pele apela
às verdades dormentes
ou opressas debaixo
da máquina do pensamento,
mas eu não te deixo.
Confesso: qualquer vestido
modesto de elementar singeleza
sublinhará a face sem adereços
da tua infanta, a silhueta
escondida será uma adivinha,
minha aura velada de leveza.
Confesso: nesta hora ébria
de contigo regressar à perdida
infância que resguarda
a inocência da desconfiança...
faz-me uma festa, fala comigo:
saudades eu tenho, de chorar.»
Roubei o poema do blog do Rui
Não conheço a Eva Ruivo. Gostava de a conhecer. Querem saber porquê?
Nasceu em Lisboa, em 1963. Publicou um livro, em 1994, chamado «Rosa de Jericó»
Reparem:
«Perdoa, não é a falta do dinheiro
essa extravagância, nem o apetite
inconsolável de azul, voraz, sim,
gulosa do teu sexo quando a tensão
mo permite rasgo de mim
a pele o nervo a gruta os versos.
Anoto as árvores que caem, obsessiva,
debaixo do rodado de automóveis
dei-te tudo, possessiva, e fiquei
sem folhas, mas ri, atapetando
a traça dorida de teus passos
mordidos pela época e pelo trânsito.
*
Confesso: às vezes somente
a voz da tua pele apela
às verdades dormentes
ou opressas debaixo
da máquina do pensamento,
mas eu não te deixo.
Confesso: qualquer vestido
modesto de elementar singeleza
sublinhará a face sem adereços
da tua infanta, a silhueta
escondida será uma adivinha,
minha aura velada de leveza.
Confesso: nesta hora ébria
de contigo regressar à perdida
infância que resguarda
a inocência da desconfiança...
faz-me uma festa, fala comigo:
saudades eu tenho, de chorar.»
Roubei o poema do blog do Rui
julho 19, 2003
É BOM ASSIM
Gosto das coisas que acabam em bem. Gosto muito dos meus amigos que me dão a alegria de viver a diferença. Por isso mesmo gostei de ver que o «DNA», depois de iniciada a polémica blogs/imprensa, publica agora a página «Bloguices», com um roteiro varíável da blogosfera, espécie de guia de entrada a este universo, que o excerto abaixo extraído do Aviz tão bem relata.
E já que estamos no «DNA», nesta edição recomenda-se vivamente a entrevista que Anabela Mota Ribeiro fez ao publicitário e agitador (é sempre isto que ele, sobretudo, me pareceu) Pedro Bidarra.
Gosto das coisas que acabam em bem. Gosto muito dos meus amigos que me dão a alegria de viver a diferença. Por isso mesmo gostei de ver que o «DNA», depois de iniciada a polémica blogs/imprensa, publica agora a página «Bloguices», com um roteiro varíável da blogosfera, espécie de guia de entrada a este universo, que o excerto abaixo extraído do Aviz tão bem relata.
E já que estamos no «DNA», nesta edição recomenda-se vivamente a entrevista que Anabela Mota Ribeiro fez ao publicitário e agitador (é sempre isto que ele, sobretudo, me pareceu) Pedro Bidarra.
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É BOM ASSIM
Gosto das coisas que acabam em bem. Gosto muito dos meus amigos que me dão a alegria de viver a diferença. Por isso mesmo gostei de ver que o «DNA», depois de iniciada a polémica blogs/imprensa, publica agora a página «Bloguices», com um roteiro varíável da blogosfera, espécie de guia de entrada a este universo, que o excerto abaixo extraído do Aviz tão bem relata.
E já que estamos no «DNA», nesta edição recomenda-se vivamente a entrevista que Anabela Mota Ribeiro fez ao publicitário e agitador (é sempre isto que ele, sobretudo, me pareceu) Pedro Bidarra.
Gosto das coisas que acabam em bem. Gosto muito dos meus amigos que me dão a alegria de viver a diferença. Por isso mesmo gostei de ver que o «DNA», depois de iniciada a polémica blogs/imprensa, publica agora a página «Bloguices», com um roteiro varíável da blogosfera, espécie de guia de entrada a este universo, que o excerto abaixo extraído do Aviz tão bem relata.
E já que estamos no «DNA», nesta edição recomenda-se vivamente a entrevista que Anabela Mota Ribeiro fez ao publicitário e agitador (é sempre isto que ele, sobretudo, me pareceu) Pedro Bidarra.
A SABEDORIA DE AVIZ
«Há nos blogs uma fragilidade muito evidente: são coisas que se escrevem porque sim, porque apetece naquele momento, porque nos lembramos, porque alguém falou disso, porque a ventania vem do lado do mar, porque o pó se levantou no meio do deserto em frases curtas, em textos longos, ou porque começou a chover no domingo. Essa fragilidade é um bem porque podemos discutir com ela — ou comover-nos. Ah, mas claro que a comoção é um perigo, tal como a pieguice, a lamechice, o horror aos outros, sim, claro que é. Mas pior do que isso vão ser os blogs dos deputados quando o parlamento publicar o livro de estilo (será como o código de conduta do Expresso?). ». Estas sábias palavras vêm da planície, de
Aviz e merecem ser lidas e relidas. Obrigado Francisco.
«Há nos blogs uma fragilidade muito evidente: são coisas que se escrevem porque sim, porque apetece naquele momento, porque nos lembramos, porque alguém falou disso, porque a ventania vem do lado do mar, porque o pó se levantou no meio do deserto em frases curtas, em textos longos, ou porque começou a chover no domingo. Essa fragilidade é um bem porque podemos discutir com ela — ou comover-nos. Ah, mas claro que a comoção é um perigo, tal como a pieguice, a lamechice, o horror aos outros, sim, claro que é. Mas pior do que isso vão ser os blogs dos deputados quando o parlamento publicar o livro de estilo (será como o código de conduta do Expresso?). ». Estas sábias palavras vêm da planície, de
Aviz e merecem ser lidas e relidas. Obrigado Francisco.
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A SABEDORIA DE AVIZ
«Há nos blogs uma fragilidade muito evidente: são coisas que se escrevem porque sim, porque apetece naquele momento, porque nos lembramos, porque alguém falou disso, porque a ventania vem do lado do mar, porque o pó se levantou no meio do deserto em frases curtas, em textos longos, ou porque começou a chover no domingo. Essa fragilidade é um bem porque podemos discutir com ela — ou comover-nos. Ah, mas claro que a comoção é um perigo, tal como a pieguice, a lamechice, o horror aos outros, sim, claro que é. Mas pior do que isso vão ser os blogs dos deputados quando o parlamento publicar o livro de estilo (será como o código de conduta do Expresso?). ». Estas sábias palavras vêm da planície, de
Aviz e merecem ser lidas e relidas. Obrigado Francisco.
«Há nos blogs uma fragilidade muito evidente: são coisas que se escrevem porque sim, porque apetece naquele momento, porque nos lembramos, porque alguém falou disso, porque a ventania vem do lado do mar, porque o pó se levantou no meio do deserto em frases curtas, em textos longos, ou porque começou a chover no domingo. Essa fragilidade é um bem porque podemos discutir com ela — ou comover-nos. Ah, mas claro que a comoção é um perigo, tal como a pieguice, a lamechice, o horror aos outros, sim, claro que é. Mas pior do que isso vão ser os blogs dos deputados quando o parlamento publicar o livro de estilo (será como o código de conduta do Expresso?). ». Estas sábias palavras vêm da planície, de
Aviz e merecem ser lidas e relidas. Obrigado Francisco.
INCRÍVEL 3
Em qualquer jornal que comece a ler dou com o romance policial do Verão: a troca de piropos entre Pinto da Costa e a sua ex-mulher, Filomena. O caso foi iniciado no «Expresso» da mesma semana em que publicou o já célebre «Código de Conduta», mas agora percorre alegremente toda a imprensa. Não haverá mais nada do que relatar os insultos e agressões do dirigente portista?
Em qualquer jornal que comece a ler dou com o romance policial do Verão: a troca de piropos entre Pinto da Costa e a sua ex-mulher, Filomena. O caso foi iniciado no «Expresso» da mesma semana em que publicou o já célebre «Código de Conduta», mas agora percorre alegremente toda a imprensa. Não haverá mais nada do que relatar os insultos e agressões do dirigente portista?
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INCRÍVEL 3
Em qualquer jornal que comece a ler dou com o romance policial do Verão: a troca de piropos entre Pinto da Costa e a sua ex-mulher, Filomena. O caso foi iniciado no «Expresso» da mesma semana em que publicou o já célebre «Código de Conduta», mas agora percorre alegremente toda a imprensa. Não haverá mais nada do que relatar os insultos e agressões do dirigente portista?
Em qualquer jornal que comece a ler dou com o romance policial do Verão: a troca de piropos entre Pinto da Costa e a sua ex-mulher, Filomena. O caso foi iniciado no «Expresso» da mesma semana em que publicou o já célebre «Código de Conduta», mas agora percorre alegremente toda a imprensa. Não haverá mais nada do que relatar os insultos e agressões do dirigente portista?
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INCRÍVEL 2
O «Expresso» de hoje publica o boletim de férias da classe política, nas páginas 14 e 15, sob o título «Férias de tanga». É preciso ler para acreditar como a coscuvlhice serve para encher duas páginas.
O «Expresso» de hoje publica o boletim de férias da classe política, nas páginas 14 e 15, sob o título «Férias de tanga». É preciso ler para acreditar como a coscuvlhice serve para encher duas páginas.
INCRÍVEL 1
Estou sentado no terraço a folhear jornais. Por ser o primeiro dia de férias trouxe na molhada de papel o «Semanário». Já nem sabia que existia. Qualquer semelhança entre um jornal e aquela publicação é pura coincidência. Na capa há desde recados a campanhas, passando por especulações e suposições - que lá foram sendo impressas. Nem percebo quel o sentido disto: só deve ser mesmo lido nos gabinetes de ministérios e direcções-gerais e deve haver quem pense que é boa maneira de fazer chegar recados a alguém conseguir publicar alguma coisa no jornal. Já tinha reparado, desde há uns anos, que há muitos políticos (desde que estejam em posição de serem considerados «boas fontes») que usam esse método: descaem-se com uma afirmação, na altura apenas um desejo ou uma intenção, para que alguém a publique como verídica e se consiga, eventualmente, que o desejo se transforme em realidade porque alguém achou que já estava assim decidido. Também já reparei que alguns ministros telecomandam a governação de outros ministérios com farto recurso a este método. O maior especialista nessa prática, no entanto, não está neste Governo - estava no anterior. Aceitam-se apostas sobre o seu nome.
Estou sentado no terraço a folhear jornais. Por ser o primeiro dia de férias trouxe na molhada de papel o «Semanário». Já nem sabia que existia. Qualquer semelhança entre um jornal e aquela publicação é pura coincidência. Na capa há desde recados a campanhas, passando por especulações e suposições - que lá foram sendo impressas. Nem percebo quel o sentido disto: só deve ser mesmo lido nos gabinetes de ministérios e direcções-gerais e deve haver quem pense que é boa maneira de fazer chegar recados a alguém conseguir publicar alguma coisa no jornal. Já tinha reparado, desde há uns anos, que há muitos políticos (desde que estejam em posição de serem considerados «boas fontes») que usam esse método: descaem-se com uma afirmação, na altura apenas um desejo ou uma intenção, para que alguém a publique como verídica e se consiga, eventualmente, que o desejo se transforme em realidade porque alguém achou que já estava assim decidido. Também já reparei que alguns ministros telecomandam a governação de outros ministérios com farto recurso a este método. O maior especialista nessa prática, no entanto, não está neste Governo - estava no anterior. Aceitam-se apostas sobre o seu nome.
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INCRÍVEL 1
Estou sentado no terraço a folhear jornais. Por ser o primeiro dia de férias trouxe na molhada de papel o «Semanário». Já nem sabia que existia. Qualquer semelhança entre um jornal e aquela publicação é pura coincidência. Na capa há desde recados a campanhas, passando por especulações e suposições - que lá foram sendo impressas. Nem percebo quel o sentido disto: só deve ser mesmo lido nos gabinetes de ministérios e direcções-gerais e deve haver quem pense que é boa maneira de fazer chegar recados a alguém conseguir publicar alguma coisa no jornal. Já tinha reparado, desde há uns anos, que há muitos políticos (desde que estejam em posição de serem considerados «boas fontes») que usam esse método: descaem-se com uma afirmação, na altura apenas um desejo ou uma intenção, para que alguém a publique como verídica e se consiga, eventualmente, que o desejo se transforme em realidade porque alguém achou que já estava assim decidido. Também já reparei que alguns ministros telecomandam a governação de outros ministérios com farto recurso a este método. O maior especialista nessa prática, no entanto, não está neste Governo - estava no anterior. Aceitam-se apostas sobre o seu nome.
Estou sentado no terraço a folhear jornais. Por ser o primeiro dia de férias trouxe na molhada de papel o «Semanário». Já nem sabia que existia. Qualquer semelhança entre um jornal e aquela publicação é pura coincidência. Na capa há desde recados a campanhas, passando por especulações e suposições - que lá foram sendo impressas. Nem percebo quel o sentido disto: só deve ser mesmo lido nos gabinetes de ministérios e direcções-gerais e deve haver quem pense que é boa maneira de fazer chegar recados a alguém conseguir publicar alguma coisa no jornal. Já tinha reparado, desde há uns anos, que há muitos políticos (desde que estejam em posição de serem considerados «boas fontes») que usam esse método: descaem-se com uma afirmação, na altura apenas um desejo ou uma intenção, para que alguém a publique como verídica e se consiga, eventualmente, que o desejo se transforme em realidade porque alguém achou que já estava assim decidido. Também já reparei que alguns ministros telecomandam a governação de outros ministérios com farto recurso a este método. O maior especialista nessa prática, no entanto, não está neste Governo - estava no anterior. Aceitam-se apostas sobre o seu nome.
julho 18, 2003
VIVA D. QUIXOTE
O sempre atento editor Nelson de Matos, da Dom Quixote, referindo-se ao meu post sobre o livro «O Segredo de Joe Gould», por Joseph Mitchell, sublinha que ele «está publicado em Portugal há mais de 2 anos.Digo-o em protecção da edição portuguesa que não é tão "bera" quanto alguns a "pintam"». Boa. Vou já à procura. Estão a ver para que servem os blogs? Sempre se vai descobrindo mais qualquer coisa.
O sempre atento editor Nelson de Matos, da Dom Quixote, referindo-se ao meu post sobre o livro «O Segredo de Joe Gould», por Joseph Mitchell, sublinha que ele «está publicado em Portugal há mais de 2 anos.Digo-o em protecção da edição portuguesa que não é tão "bera" quanto alguns a "pintam"». Boa. Vou já à procura. Estão a ver para que servem os blogs? Sempre se vai descobrindo mais qualquer coisa.
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VIVA D. QUIXOTE
O sempre atento editor Nelson de Matos, da Dom Quixote, referindo-se ao meu post sobre o livro «O Segredo de Joe Gould», por Joseph Mitchell, sublinha que ele «está publicado em Portugal há mais de 2 anos.Digo-o em protecção da edição portuguesa que não é tão "bera" quanto alguns a "pintam"». Boa. Vou já à procura. Estão a ver para que servem os blogs? Sempre se vai descobrindo mais qualquer coisa.
O sempre atento editor Nelson de Matos, da Dom Quixote, referindo-se ao meu post sobre o livro «O Segredo de Joe Gould», por Joseph Mitchell, sublinha que ele «está publicado em Portugal há mais de 2 anos.Digo-o em protecção da edição portuguesa que não é tão "bera" quanto alguns a "pintam"». Boa. Vou já à procura. Estão a ver para que servem os blogs? Sempre se vai descobrindo mais qualquer coisa.
HOJE A ESQUINA ESTÁ NAS BANCAS
Já se sabe, sexta-feira é dia da edição impressa da ESQUINA, nas páginas do «Jornal de Negócios». Na coluna de hoje dediquei-me à polémica sobre o que estou a fazer hoje em dia: organizar uma mais próxima colaboração entre o serviço público de televisão e a sociedade.
Excertos:
«...A ideia que me agrada no conceito de abertura de um canal de televisão à sociedade é, fundamentalmente, a de viver um desafio da comunicação: conseguir novos intervenientes, novas mensagens, mais proximidade, menos exclusão. Alguns dirão que é uma utopia irrealizável. Eu acho que é um desafio possível. E acho que muita gente que se afirma contra o projecto, se tivesse sido autora da ideia, a estaria a defender com unhas e dentes. Mas isto faz parte do cinismo do costume.
...
Na minha opinião grande parte do panorama mediático português é ocupado pelos mesmos protagonistas: os mesmos políticos, os mesmos sindicalistas, os mesmos autarcas, os mesmos especialistas, os mesmos artistas, os mesmos clubes, os mesmos dirigentes. Este grupo de protagonistas, a que eu costumo chamar em jeito de brincadeira «os cromos do costume», funciona em círculo fechado com o auxílio dos próprios media. São sempre os mesmos que se comentam uns aos outros (e esta é uma das grandes limitações democráticas daquela estranha forma de jornalismo que chega a privilegiar a reacção à própria notícia), e a agenda noticiosa é dominada por eles, não tanto pela importância de facto do que fazem, mas pela relação perversa de cumplicidade que estabeleceram com os media.
...
Acontece que, há anos, ouço gente de valor e de mérito a queixar-se de que tem coisas interessantes a dizer e que não consegue ter acesso a nenhum local onde seja relevante dizê-las. Resolver esta questão do acesso, sair fora do universo dos «cromos do costume» - ou seja, ir sempre descobrindo novos cromos, é parte do que me interessa fazer – e é um dos conceitos fundadores do projecto de abertura do novo canal 2.
Um processo destes não se faz por decreto – mas a nova Lei da Televisão aprovada esta semana na Assembleia da República, apesar de mais tímida do que eu desejaria, permite começar a trabalhar nesse sentido. Um processo destes tem que ser constante: não se abre no dia 5 e fecha no dia 20, como os saldos. Não é uma excepção, é uma regra que exige ter atenção, procurar constantemente quem pode te alguma coisa interessante a dizer em prol da sociedade, quem pode ajudar. A abertura à sociedade não é uma inauguração, é um método de trabalho. Um método de trabalho que há muito anda esquecido de bastantes media.»
Já se sabe, sexta-feira é dia da edição impressa da ESQUINA, nas páginas do «Jornal de Negócios». Na coluna de hoje dediquei-me à polémica sobre o que estou a fazer hoje em dia: organizar uma mais próxima colaboração entre o serviço público de televisão e a sociedade.
Excertos:
«...A ideia que me agrada no conceito de abertura de um canal de televisão à sociedade é, fundamentalmente, a de viver um desafio da comunicação: conseguir novos intervenientes, novas mensagens, mais proximidade, menos exclusão. Alguns dirão que é uma utopia irrealizável. Eu acho que é um desafio possível. E acho que muita gente que se afirma contra o projecto, se tivesse sido autora da ideia, a estaria a defender com unhas e dentes. Mas isto faz parte do cinismo do costume.
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Na minha opinião grande parte do panorama mediático português é ocupado pelos mesmos protagonistas: os mesmos políticos, os mesmos sindicalistas, os mesmos autarcas, os mesmos especialistas, os mesmos artistas, os mesmos clubes, os mesmos dirigentes. Este grupo de protagonistas, a que eu costumo chamar em jeito de brincadeira «os cromos do costume», funciona em círculo fechado com o auxílio dos próprios media. São sempre os mesmos que se comentam uns aos outros (e esta é uma das grandes limitações democráticas daquela estranha forma de jornalismo que chega a privilegiar a reacção à própria notícia), e a agenda noticiosa é dominada por eles, não tanto pela importância de facto do que fazem, mas pela relação perversa de cumplicidade que estabeleceram com os media.
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Acontece que, há anos, ouço gente de valor e de mérito a queixar-se de que tem coisas interessantes a dizer e que não consegue ter acesso a nenhum local onde seja relevante dizê-las. Resolver esta questão do acesso, sair fora do universo dos «cromos do costume» - ou seja, ir sempre descobrindo novos cromos, é parte do que me interessa fazer – e é um dos conceitos fundadores do projecto de abertura do novo canal 2.
Um processo destes não se faz por decreto – mas a nova Lei da Televisão aprovada esta semana na Assembleia da República, apesar de mais tímida do que eu desejaria, permite começar a trabalhar nesse sentido. Um processo destes tem que ser constante: não se abre no dia 5 e fecha no dia 20, como os saldos. Não é uma excepção, é uma regra que exige ter atenção, procurar constantemente quem pode te alguma coisa interessante a dizer em prol da sociedade, quem pode ajudar. A abertura à sociedade não é uma inauguração, é um método de trabalho. Um método de trabalho que há muito anda esquecido de bastantes media.»
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HOJE A ESQUINA ESTÁ NAS BANCAS
Já se sabe, sexta-feira é dia da edição impressa da ESQUINA, nas páginas do «Jornal de Negócios». Na coluna de hoje dediquei-me à polémica sobre o que estou a fazer hoje em dia: organizar uma mais próxima colaboração entre o serviço público de televisão e a sociedade.
Excertos:
«...A ideia que me agrada no conceito de abertura de um canal de televisão à sociedade é, fundamentalmente, a de viver um desafio da comunicação: conseguir novos intervenientes, novas mensagens, mais proximidade, menos exclusão. Alguns dirão que é uma utopia irrealizável. Eu acho que é um desafio possível. E acho que muita gente que se afirma contra o projecto, se tivesse sido autora da ideia, a estaria a defender com unhas e dentes. Mas isto faz parte do cinismo do costume.
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Na minha opinião grande parte do panorama mediático português é ocupado pelos mesmos protagonistas: os mesmos políticos, os mesmos sindicalistas, os mesmos autarcas, os mesmos especialistas, os mesmos artistas, os mesmos clubes, os mesmos dirigentes. Este grupo de protagonistas, a que eu costumo chamar em jeito de brincadeira «os cromos do costume», funciona em círculo fechado com o auxílio dos próprios media. São sempre os mesmos que se comentam uns aos outros (e esta é uma das grandes limitações democráticas daquela estranha forma de jornalismo que chega a privilegiar a reacção à própria notícia), e a agenda noticiosa é dominada por eles, não tanto pela importância de facto do que fazem, mas pela relação perversa de cumplicidade que estabeleceram com os media.
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Acontece que, há anos, ouço gente de valor e de mérito a queixar-se de que tem coisas interessantes a dizer e que não consegue ter acesso a nenhum local onde seja relevante dizê-las. Resolver esta questão do acesso, sair fora do universo dos «cromos do costume» - ou seja, ir sempre descobrindo novos cromos, é parte do que me interessa fazer – e é um dos conceitos fundadores do projecto de abertura do novo canal 2.
Um processo destes não se faz por decreto – mas a nova Lei da Televisão aprovada esta semana na Assembleia da República, apesar de mais tímida do que eu desejaria, permite começar a trabalhar nesse sentido. Um processo destes tem que ser constante: não se abre no dia 5 e fecha no dia 20, como os saldos. Não é uma excepção, é uma regra que exige ter atenção, procurar constantemente quem pode te alguma coisa interessante a dizer em prol da sociedade, quem pode ajudar. A abertura à sociedade não é uma inauguração, é um método de trabalho. Um método de trabalho que há muito anda esquecido de bastantes media.»
Já se sabe, sexta-feira é dia da edição impressa da ESQUINA, nas páginas do «Jornal de Negócios». Na coluna de hoje dediquei-me à polémica sobre o que estou a fazer hoje em dia: organizar uma mais próxima colaboração entre o serviço público de televisão e a sociedade.
Excertos:
«...A ideia que me agrada no conceito de abertura de um canal de televisão à sociedade é, fundamentalmente, a de viver um desafio da comunicação: conseguir novos intervenientes, novas mensagens, mais proximidade, menos exclusão. Alguns dirão que é uma utopia irrealizável. Eu acho que é um desafio possível. E acho que muita gente que se afirma contra o projecto, se tivesse sido autora da ideia, a estaria a defender com unhas e dentes. Mas isto faz parte do cinismo do costume.
...
Na minha opinião grande parte do panorama mediático português é ocupado pelos mesmos protagonistas: os mesmos políticos, os mesmos sindicalistas, os mesmos autarcas, os mesmos especialistas, os mesmos artistas, os mesmos clubes, os mesmos dirigentes. Este grupo de protagonistas, a que eu costumo chamar em jeito de brincadeira «os cromos do costume», funciona em círculo fechado com o auxílio dos próprios media. São sempre os mesmos que se comentam uns aos outros (e esta é uma das grandes limitações democráticas daquela estranha forma de jornalismo que chega a privilegiar a reacção à própria notícia), e a agenda noticiosa é dominada por eles, não tanto pela importância de facto do que fazem, mas pela relação perversa de cumplicidade que estabeleceram com os media.
...
Acontece que, há anos, ouço gente de valor e de mérito a queixar-se de que tem coisas interessantes a dizer e que não consegue ter acesso a nenhum local onde seja relevante dizê-las. Resolver esta questão do acesso, sair fora do universo dos «cromos do costume» - ou seja, ir sempre descobrindo novos cromos, é parte do que me interessa fazer – e é um dos conceitos fundadores do projecto de abertura do novo canal 2.
Um processo destes não se faz por decreto – mas a nova Lei da Televisão aprovada esta semana na Assembleia da República, apesar de mais tímida do que eu desejaria, permite começar a trabalhar nesse sentido. Um processo destes tem que ser constante: não se abre no dia 5 e fecha no dia 20, como os saldos. Não é uma excepção, é uma regra que exige ter atenção, procurar constantemente quem pode te alguma coisa interessante a dizer em prol da sociedade, quem pode ajudar. A abertura à sociedade não é uma inauguração, é um método de trabalho. Um método de trabalho que há muito anda esquecido de bastantes media.»
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TU
Vens de noite, no sonho
(citação de um poema de Ana Marques Gastão que vi no poesias e prosas)
Vens de noite, no sonho
(citação de um poema de Ana Marques Gastão que vi no poesias e prosas)
POESIA
Mão amiga enviou para a Esquina o link de um local a não perder, dedicado à poesia. Chama-se poesias e prosas. «Este site surgiu na sequência de alguns anos em canais de poesia, no IRC, a ler e a passar poetas portugueses e de outras nacionalidades. Frequentemente nos pediam para darmos páginas de poetas ou determinadospoemas. Decidimos, então, criar esta página, alargando-a aos poetas do IRC que
a isso estivessem dispostos e a escritores e outras formas de expressão, como pintura e fotografia.
O nome escolhido foi o do canal do IRC onde mais passam estes poemas, #poesias_e_prosas, embora também surjam no #poesia» - referem os organizadores da página.
Mão amiga enviou para a Esquina o link de um local a não perder, dedicado à poesia. Chama-se poesias e prosas. «Este site surgiu na sequência de alguns anos em canais de poesia, no IRC, a ler e a passar poetas portugueses e de outras nacionalidades. Frequentemente nos pediam para darmos páginas de poetas ou determinadospoemas. Decidimos, então, criar esta página, alargando-a aos poetas do IRC que
a isso estivessem dispostos e a escritores e outras formas de expressão, como pintura e fotografia.
O nome escolhido foi o do canal do IRC onde mais passam estes poemas, #poesias_e_prosas, embora também surjam no #poesia» - referem os organizadores da página.
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POESIA
Mão amiga enviou para a Esquina o link de um local a não perder, dedicado à poesia. Chama-se poesias e prosas. «Este site surgiu na sequência de alguns anos em canais de poesia, no IRC, a ler e a passar poetas portugueses e de outras nacionalidades. Frequentemente nos pediam para darmos páginas de poetas ou determinadospoemas. Decidimos, então, criar esta página, alargando-a aos poetas do IRC que
a isso estivessem dispostos e a escritores e outras formas de expressão, como pintura e fotografia.
O nome escolhido foi o do canal do IRC onde mais passam estes poemas, #poesias_e_prosas, embora também surjam no #poesia» - referem os organizadores da página.
Mão amiga enviou para a Esquina o link de um local a não perder, dedicado à poesia. Chama-se poesias e prosas. «Este site surgiu na sequência de alguns anos em canais de poesia, no IRC, a ler e a passar poetas portugueses e de outras nacionalidades. Frequentemente nos pediam para darmos páginas de poetas ou determinadospoemas. Decidimos, então, criar esta página, alargando-a aos poetas do IRC que
a isso estivessem dispostos e a escritores e outras formas de expressão, como pintura e fotografia.
O nome escolhido foi o do canal do IRC onde mais passam estes poemas, #poesias_e_prosas, embora também surjam no #poesia» - referem os organizadores da página.
A PRIMEIRA SONDAGEM NO IRAQUE
A edição desta semana do Spectator dedica a capa à primeira sondagem de opinião feita no Iraque depois da guerra. Intitulado «The Voice Of Baghdad», o artigo de Peter Kellner analisa a primeira sondagem sistemática feira no Iraque nos últimos meses, e apresenta uma população cheia de ansiedade, mas também convencida de que a guerra tornou o seu futuro mais risonho. Dois em cada três entrevistados confessam que Baghdad está mais insegura, mas apenas um em oito deseja que os soldados norte americanos e ingleses deixem já o país. A guerra foi considerada justa por 50% dos entrevistados e errada por apenas 27%. Na edição pode ainda ler-se o relato das dificuldades de fazer uma sondagem em circunstâncias de pós-guerra, como acontece agora no Iraque e contam-se alguns episódios interessantes de todo o processo.
A edição desta semana do Spectator dedica a capa à primeira sondagem de opinião feita no Iraque depois da guerra. Intitulado «The Voice Of Baghdad», o artigo de Peter Kellner analisa a primeira sondagem sistemática feira no Iraque nos últimos meses, e apresenta uma população cheia de ansiedade, mas também convencida de que a guerra tornou o seu futuro mais risonho. Dois em cada três entrevistados confessam que Baghdad está mais insegura, mas apenas um em oito deseja que os soldados norte americanos e ingleses deixem já o país. A guerra foi considerada justa por 50% dos entrevistados e errada por apenas 27%. Na edição pode ainda ler-se o relato das dificuldades de fazer uma sondagem em circunstâncias de pós-guerra, como acontece agora no Iraque e contam-se alguns episódios interessantes de todo o processo.
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A PRIMEIRA SONDAGEM NO IRAQUE
A edição desta semana do Spectator dedica a capa à primeira sondagem de opinião feita no Iraque depois da guerra. Intitulado «The Voice Of Baghdad», o artigo de Peter Kellner analisa a primeira sondagem sistemática feira no Iraque nos últimos meses, e apresenta uma população cheia de ansiedade, mas também convencida de que a guerra tornou o seu futuro mais risonho. Dois em cada três entrevistados confessam que Baghdad está mais insegura, mas apenas um em oito deseja que os soldados norte americanos e ingleses deixem já o país. A guerra foi considerada justa por 50% dos entrevistados e errada por apenas 27%. Na edição pode ainda ler-se o relato das dificuldades de fazer uma sondagem em circunstâncias de pós-guerra, como acontece agora no Iraque e contam-se alguns episódios interessantes de todo o processo.
A edição desta semana do Spectator dedica a capa à primeira sondagem de opinião feita no Iraque depois da guerra. Intitulado «The Voice Of Baghdad», o artigo de Peter Kellner analisa a primeira sondagem sistemática feira no Iraque nos últimos meses, e apresenta uma população cheia de ansiedade, mas também convencida de que a guerra tornou o seu futuro mais risonho. Dois em cada três entrevistados confessam que Baghdad está mais insegura, mas apenas um em oito deseja que os soldados norte americanos e ingleses deixem já o país. A guerra foi considerada justa por 50% dos entrevistados e errada por apenas 27%. Na edição pode ainda ler-se o relato das dificuldades de fazer uma sondagem em circunstâncias de pós-guerra, como acontece agora no Iraque e contam-se alguns episódios interessantes de todo o processo.
A CASA BRANCA
Um excelente artigo de Walter Isaacson na «New Yorker», chamado Fighting Words analisa dois livros recentes que apresentam perspectivas diferentes sobre o que era a vida na Casa Branca com Bill Clinton. Um é o livro de memórias da sua mulher Hillary , «Living History» e o outro foi escrito por um colaborador próximo de Clinton, Sidney Blumenthal , e chama-se «The Clinton Wars». Blumenthal foi durante anos colaborador do «New Republic» e do «New Yorker» e depois trabalhou como assessor de Clinton durante alguns anos. Uma das coisas curiosas do artigo é um breve balanço do que têm sido os livros publicados sobre o exercício de mandatos por Presidentes norte-americanos, escritos por quem de perto conviveu com ele o exercício do poder. Claro que se fica logo a pensar porque será que (quase) nada disto se passa em Portugal. As memórias do Dr. Alfredo Barroso haviam de ser bem curiosas...
Um excelente artigo de Walter Isaacson na «New Yorker», chamado Fighting Words analisa dois livros recentes que apresentam perspectivas diferentes sobre o que era a vida na Casa Branca com Bill Clinton. Um é o livro de memórias da sua mulher Hillary , «Living History» e o outro foi escrito por um colaborador próximo de Clinton, Sidney Blumenthal , e chama-se «The Clinton Wars». Blumenthal foi durante anos colaborador do «New Republic» e do «New Yorker» e depois trabalhou como assessor de Clinton durante alguns anos. Uma das coisas curiosas do artigo é um breve balanço do que têm sido os livros publicados sobre o exercício de mandatos por Presidentes norte-americanos, escritos por quem de perto conviveu com ele o exercício do poder. Claro que se fica logo a pensar porque será que (quase) nada disto se passa em Portugal. As memórias do Dr. Alfredo Barroso haviam de ser bem curiosas...
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A CASA BRANCA
Um excelente artigo de Walter Isaacson na «New Yorker», chamado Fighting Words analisa dois livros recentes que apresentam perspectivas diferentes sobre o que era a vida na Casa Branca com Bill Clinton. Um é o livro de memórias da sua mulher Hillary , «Living History» e o outro foi escrito por um colaborador próximo de Clinton, Sidney Blumenthal , e chama-se «The Clinton Wars». Blumenthal foi durante anos colaborador do «New Republic» e do «New Yorker» e depois trabalhou como assessor de Clinton durante alguns anos. Uma das coisas curiosas do artigo é um breve balanço do que têm sido os livros publicados sobre o exercício de mandatos por Presidentes norte-americanos, escritos por quem de perto conviveu com ele o exercício do poder. Claro que se fica logo a pensar porque será que (quase) nada disto se passa em Portugal. As memórias do Dr. Alfredo Barroso haviam de ser bem curiosas...
Um excelente artigo de Walter Isaacson na «New Yorker», chamado Fighting Words analisa dois livros recentes que apresentam perspectivas diferentes sobre o que era a vida na Casa Branca com Bill Clinton. Um é o livro de memórias da sua mulher Hillary , «Living History» e o outro foi escrito por um colaborador próximo de Clinton, Sidney Blumenthal , e chama-se «The Clinton Wars». Blumenthal foi durante anos colaborador do «New Republic» e do «New Yorker» e depois trabalhou como assessor de Clinton durante alguns anos. Uma das coisas curiosas do artigo é um breve balanço do que têm sido os livros publicados sobre o exercício de mandatos por Presidentes norte-americanos, escritos por quem de perto conviveu com ele o exercício do poder. Claro que se fica logo a pensar porque será que (quase) nada disto se passa em Portugal. As memórias do Dr. Alfredo Barroso haviam de ser bem curiosas...
FRIENDSTERS
O novo grande êxito da Internet chama-se «Friendsters» e é um programa que facilita a descoberta de novos amigos, a criação de redes de ligações com os mesmos interesses. Lançado em Março, o programa deve atingir o milhão de aderentes dentro de dias e está a crescer ao ritmo de 20% por semana. A sua utilização está a ser um dos fenómenos mais comentados dos últimos meses. Veja o que a Wired escreveu sobre o assunto.
O novo grande êxito da Internet chama-se «Friendsters» e é um programa que facilita a descoberta de novos amigos, a criação de redes de ligações com os mesmos interesses. Lançado em Março, o programa deve atingir o milhão de aderentes dentro de dias e está a crescer ao ritmo de 20% por semana. A sua utilização está a ser um dos fenómenos mais comentados dos últimos meses. Veja o que a Wired escreveu sobre o assunto.
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FRIENDSTERS
O novo grande êxito da Internet chama-se «Friendsters» e é um programa que facilita a descoberta de novos amigos, a criação de redes de ligações com os mesmos interesses. Lançado em Março, o programa deve atingir o milhão de aderentes dentro de dias e está a crescer ao ritmo de 20% por semana. A sua utilização está a ser um dos fenómenos mais comentados dos últimos meses. Veja o que a Wired escreveu sobre o assunto.
O novo grande êxito da Internet chama-se «Friendsters» e é um programa que facilita a descoberta de novos amigos, a criação de redes de ligações com os mesmos interesses. Lançado em Março, o programa deve atingir o milhão de aderentes dentro de dias e está a crescer ao ritmo de 20% por semana. A sua utilização está a ser um dos fenómenos mais comentados dos últimos meses. Veja o que a Wired escreveu sobre o assunto.
julho 17, 2003
ANÁLISE DE IMPRENSA
Não conheço trabalho tão exaustivo e com o qual concorde tanto, em matéria de análise da imprensa que temos, como o que vem no guerra e pas. Não sei quem o assina, mas sabe do que fala. É certeiro na apreciação do «Correio da Manhã», de facto o melhor jornal português (outro dia defendi isto numa reunião e toda a gente ficou a olhar, mas todos reconheceram que não o têm lido), nos problemas de posicionamento do DN, na apreciação do «Expresso», na descrição da «Visão», até na história do «Independente». Há-de ser alguém que viveu bem por perto alguns destes processos, para falar como fala, com acerto, da «jornalistada». Que não lhe doam as mãozinhas e que continue assim por muito e longo tempo.
Não conheço trabalho tão exaustivo e com o qual concorde tanto, em matéria de análise da imprensa que temos, como o que vem no guerra e pas. Não sei quem o assina, mas sabe do que fala. É certeiro na apreciação do «Correio da Manhã», de facto o melhor jornal português (outro dia defendi isto numa reunião e toda a gente ficou a olhar, mas todos reconheceram que não o têm lido), nos problemas de posicionamento do DN, na apreciação do «Expresso», na descrição da «Visão», até na história do «Independente». Há-de ser alguém que viveu bem por perto alguns destes processos, para falar como fala, com acerto, da «jornalistada». Que não lhe doam as mãozinhas e que continue assim por muito e longo tempo.
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ANÁLISE DE IMPRENSA
Não conheço trabalho tão exaustivo e com o qual concorde tanto, em matéria de análise da imprensa que temos, como o que vem no guerra e pas. Não sei quem o assina, mas sabe do que fala. É certeiro na apreciação do «Correio da Manhã», de facto o melhor jornal português (outro dia defendi isto numa reunião e toda a gente ficou a olhar, mas todos reconheceram que não o têm lido), nos problemas de posicionamento do DN, na apreciação do «Expresso», na descrição da «Visão», até na história do «Independente». Há-de ser alguém que viveu bem por perto alguns destes processos, para falar como fala, com acerto, da «jornalistada». Que não lhe doam as mãozinhas e que continue assim por muito e longo tempo.
Não conheço trabalho tão exaustivo e com o qual concorde tanto, em matéria de análise da imprensa que temos, como o que vem no guerra e pas. Não sei quem o assina, mas sabe do que fala. É certeiro na apreciação do «Correio da Manhã», de facto o melhor jornal português (outro dia defendi isto numa reunião e toda a gente ficou a olhar, mas todos reconheceram que não o têm lido), nos problemas de posicionamento do DN, na apreciação do «Expresso», na descrição da «Visão», até na história do «Independente». Há-de ser alguém que viveu bem por perto alguns destes processos, para falar como fala, com acerto, da «jornalistada». Que não lhe doam as mãozinhas e que continue assim por muito e longo tempo.
O DIA ANTES
Não sei se isto vos acontece, mas o dia antes de ir de férias é sempre uma balbúrdia. Tenho a ideia de que as pessoas se esquecem deliberadamente de que vamos de férias e começam a marcar reuniões exactamente para esse dia - e com um bocado de sorte para os dias seguintes, para depois rematarem com um: «pois é, estás de férias, então isto tem que esperar».
A partida para férias é sempre um bocado caótica, de tal forma que já tive alturas em que pensava que era mais cansativo ir de férias do que ficar. Como nunca consigo desligar, de qualquer maneira, hoje em dia vou mais ou menos sossegado e tenho a rotina de ver e ouvir mensagens no telefone uma vez por dia, de espreitar o mail da mesma maneira. E este ano vou ter o passatempo acrescido de ir colocando nesta ESQUINA o que me fôr passando pela cabeça. Ao contrário do que algumas pessoas pensam isto não me causa stress, alivia-me até ir sabendo que está tudo a andar.
Desde que há uns anos deixei o jornalismo como actividade principal, percebi que o facto de ter mantido colunas de opinião me obrigava a um esforço de auto disciplina para me manter informado e, sobretudo, para pensar sobre o que me rodeia. Muitas vezes percebi que esta atenção tinha efeitos benéficos no meu trabalho, quer porque no decurso do que lia descobria informações úteis, quer porque no meio dos pensamentos ía também encontrando resposta e ligações para outros pensamentos.
Com o blog, e esta opção de me concentrar sobretudo nas novas formas de comunicação, passa-se o mesmo: tenho descoberto novos sites, tenho tido acesso a mais informação e, de uma forma geral, é isso que tenho tentado partilhar.
A PARTILHA
Existe um factor nos blogs que assume uma dimensão muito afectiva: a primeira esfera de acção dos blogs é a partilha. Há uma espécie de comportamento de confraria, de proximidade para com quem nos lê, mesmo que não os conheçamos directamente, que é muito diferente de qualquer outro media. Ainda por cima acabei por reparar, quer pelos mails, quer pelas indicações de proveniência das ligações à ESQUINA, que havia mais pessoas que conhecia que, não só tinham blogs curiosos, como me liam com regularidade.
Sendo público, o blog gera uma intimidade especial, acrescida pelas ferramentas que nos permitem ir percebendo quem nos lê, quando nos lê, como nos lê. Como todos os fenómenos do género, um blog alastra do círculos concêntricos repetidos, que se vão adicionando. Uma citação de um link num outro blog gera logo movimento. O curioso é que no blog se vê isto de forma quase automática.
Ontem, por exemplo, descobri um citação que não era habitual e fui ter ao Folgo Em Saber . Estou agora curioso por identificar a assinatura com a pessoa, mas lá chegarei. Estas descobertas fazem parte da alegria diária de um bloguista. E mais descobertas destas hão-de certamente acontecer.
Não sei se isto vos acontece, mas o dia antes de ir de férias é sempre uma balbúrdia. Tenho a ideia de que as pessoas se esquecem deliberadamente de que vamos de férias e começam a marcar reuniões exactamente para esse dia - e com um bocado de sorte para os dias seguintes, para depois rematarem com um: «pois é, estás de férias, então isto tem que esperar».
A partida para férias é sempre um bocado caótica, de tal forma que já tive alturas em que pensava que era mais cansativo ir de férias do que ficar. Como nunca consigo desligar, de qualquer maneira, hoje em dia vou mais ou menos sossegado e tenho a rotina de ver e ouvir mensagens no telefone uma vez por dia, de espreitar o mail da mesma maneira. E este ano vou ter o passatempo acrescido de ir colocando nesta ESQUINA o que me fôr passando pela cabeça. Ao contrário do que algumas pessoas pensam isto não me causa stress, alivia-me até ir sabendo que está tudo a andar.
Desde que há uns anos deixei o jornalismo como actividade principal, percebi que o facto de ter mantido colunas de opinião me obrigava a um esforço de auto disciplina para me manter informado e, sobretudo, para pensar sobre o que me rodeia. Muitas vezes percebi que esta atenção tinha efeitos benéficos no meu trabalho, quer porque no decurso do que lia descobria informações úteis, quer porque no meio dos pensamentos ía também encontrando resposta e ligações para outros pensamentos.
Com o blog, e esta opção de me concentrar sobretudo nas novas formas de comunicação, passa-se o mesmo: tenho descoberto novos sites, tenho tido acesso a mais informação e, de uma forma geral, é isso que tenho tentado partilhar.
A PARTILHA
Existe um factor nos blogs que assume uma dimensão muito afectiva: a primeira esfera de acção dos blogs é a partilha. Há uma espécie de comportamento de confraria, de proximidade para com quem nos lê, mesmo que não os conheçamos directamente, que é muito diferente de qualquer outro media. Ainda por cima acabei por reparar, quer pelos mails, quer pelas indicações de proveniência das ligações à ESQUINA, que havia mais pessoas que conhecia que, não só tinham blogs curiosos, como me liam com regularidade.
Sendo público, o blog gera uma intimidade especial, acrescida pelas ferramentas que nos permitem ir percebendo quem nos lê, quando nos lê, como nos lê. Como todos os fenómenos do género, um blog alastra do círculos concêntricos repetidos, que se vão adicionando. Uma citação de um link num outro blog gera logo movimento. O curioso é que no blog se vê isto de forma quase automática.
Ontem, por exemplo, descobri um citação que não era habitual e fui ter ao Folgo Em Saber . Estou agora curioso por identificar a assinatura com a pessoa, mas lá chegarei. Estas descobertas fazem parte da alegria diária de um bloguista. E mais descobertas destas hão-de certamente acontecer.
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O DIA ANTES
Não sei se isto vos acontece, mas o dia antes de ir de férias é sempre uma balbúrdia. Tenho a ideia de que as pessoas se esquecem deliberadamente de que vamos de férias e começam a marcar reuniões exactamente para esse dia - e com um bocado de sorte para os dias seguintes, para depois rematarem com um: «pois é, estás de férias, então isto tem que esperar».
A partida para férias é sempre um bocado caótica, de tal forma que já tive alturas em que pensava que era mais cansativo ir de férias do que ficar. Como nunca consigo desligar, de qualquer maneira, hoje em dia vou mais ou menos sossegado e tenho a rotina de ver e ouvir mensagens no telefone uma vez por dia, de espreitar o mail da mesma maneira. E este ano vou ter o passatempo acrescido de ir colocando nesta ESQUINA o que me fôr passando pela cabeça. Ao contrário do que algumas pessoas pensam isto não me causa stress, alivia-me até ir sabendo que está tudo a andar.
Desde que há uns anos deixei o jornalismo como actividade principal, percebi que o facto de ter mantido colunas de opinião me obrigava a um esforço de auto disciplina para me manter informado e, sobretudo, para pensar sobre o que me rodeia. Muitas vezes percebi que esta atenção tinha efeitos benéficos no meu trabalho, quer porque no decurso do que lia descobria informações úteis, quer porque no meio dos pensamentos ía também encontrando resposta e ligações para outros pensamentos.
Com o blog, e esta opção de me concentrar sobretudo nas novas formas de comunicação, passa-se o mesmo: tenho descoberto novos sites, tenho tido acesso a mais informação e, de uma forma geral, é isso que tenho tentado partilhar.
A PARTILHA
Existe um factor nos blogs que assume uma dimensão muito afectiva: a primeira esfera de acção dos blogs é a partilha. Há uma espécie de comportamento de confraria, de proximidade para com quem nos lê, mesmo que não os conheçamos directamente, que é muito diferente de qualquer outro media. Ainda por cima acabei por reparar, quer pelos mails, quer pelas indicações de proveniência das ligações à ESQUINA, que havia mais pessoas que conhecia que, não só tinham blogs curiosos, como me liam com regularidade.
Sendo público, o blog gera uma intimidade especial, acrescida pelas ferramentas que nos permitem ir percebendo quem nos lê, quando nos lê, como nos lê. Como todos os fenómenos do género, um blog alastra do círculos concêntricos repetidos, que se vão adicionando. Uma citação de um link num outro blog gera logo movimento. O curioso é que no blog se vê isto de forma quase automática.
Ontem, por exemplo, descobri um citação que não era habitual e fui ter ao Folgo Em Saber . Estou agora curioso por identificar a assinatura com a pessoa, mas lá chegarei. Estas descobertas fazem parte da alegria diária de um bloguista. E mais descobertas destas hão-de certamente acontecer.
Não sei se isto vos acontece, mas o dia antes de ir de férias é sempre uma balbúrdia. Tenho a ideia de que as pessoas se esquecem deliberadamente de que vamos de férias e começam a marcar reuniões exactamente para esse dia - e com um bocado de sorte para os dias seguintes, para depois rematarem com um: «pois é, estás de férias, então isto tem que esperar».
A partida para férias é sempre um bocado caótica, de tal forma que já tive alturas em que pensava que era mais cansativo ir de férias do que ficar. Como nunca consigo desligar, de qualquer maneira, hoje em dia vou mais ou menos sossegado e tenho a rotina de ver e ouvir mensagens no telefone uma vez por dia, de espreitar o mail da mesma maneira. E este ano vou ter o passatempo acrescido de ir colocando nesta ESQUINA o que me fôr passando pela cabeça. Ao contrário do que algumas pessoas pensam isto não me causa stress, alivia-me até ir sabendo que está tudo a andar.
Desde que há uns anos deixei o jornalismo como actividade principal, percebi que o facto de ter mantido colunas de opinião me obrigava a um esforço de auto disciplina para me manter informado e, sobretudo, para pensar sobre o que me rodeia. Muitas vezes percebi que esta atenção tinha efeitos benéficos no meu trabalho, quer porque no decurso do que lia descobria informações úteis, quer porque no meio dos pensamentos ía também encontrando resposta e ligações para outros pensamentos.
Com o blog, e esta opção de me concentrar sobretudo nas novas formas de comunicação, passa-se o mesmo: tenho descoberto novos sites, tenho tido acesso a mais informação e, de uma forma geral, é isso que tenho tentado partilhar.
A PARTILHA
Existe um factor nos blogs que assume uma dimensão muito afectiva: a primeira esfera de acção dos blogs é a partilha. Há uma espécie de comportamento de confraria, de proximidade para com quem nos lê, mesmo que não os conheçamos directamente, que é muito diferente de qualquer outro media. Ainda por cima acabei por reparar, quer pelos mails, quer pelas indicações de proveniência das ligações à ESQUINA, que havia mais pessoas que conhecia que, não só tinham blogs curiosos, como me liam com regularidade.
Sendo público, o blog gera uma intimidade especial, acrescida pelas ferramentas que nos permitem ir percebendo quem nos lê, quando nos lê, como nos lê. Como todos os fenómenos do género, um blog alastra do círculos concêntricos repetidos, que se vão adicionando. Uma citação de um link num outro blog gera logo movimento. O curioso é que no blog se vê isto de forma quase automática.
Ontem, por exemplo, descobri um citação que não era habitual e fui ter ao Folgo Em Saber . Estou agora curioso por identificar a assinatura com a pessoa, mas lá chegarei. Estas descobertas fazem parte da alegria diária de um bloguista. E mais descobertas destas hão-de certamente acontecer.
YAHOO COM MAIS NOTÍCIAS
A Yahoo passou a incluir na sua área noticiosa material do Washington Post. Vem tudo explicadoaqui.
A Yahoo passou a incluir na sua área noticiosa material do Washington Post. Vem tudo explicadoaqui.
A NOVA IMPRENSA REGIONAL
Começam a paracer os primeiros sinais de uma nova forma de imprensa regional, baseada na internet e com um grau de proximidade muito maior em relação às poulações. A Online Journalism Review tem um artigo interessante sobre o assunto
Começam a paracer os primeiros sinais de uma nova forma de imprensa regional, baseada na internet e com um grau de proximidade muito maior em relação às poulações. A Online Journalism Review tem um artigo interessante sobre o assunto
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A NOVA IMPRENSA REGIONAL
Começam a paracer os primeiros sinais de uma nova forma de imprensa regional, baseada na internet e com um grau de proximidade muito maior em relação às poulações. A Online Journalism Review tem um artigo interessante sobre o assunto
Começam a paracer os primeiros sinais de uma nova forma de imprensa regional, baseada na internet e com um grau de proximidade muito maior em relação às poulações. A Online Journalism Review tem um artigo interessante sobre o assunto
JORNALISMO NA NET: OS CONSELHOS DA BBC
Os media podem variar, mas os princípios básicos devem manter-se. Ora leiam lá as linhas seguintes e contem se acham que é isto que se passa na maioria das redacções portuguesas: «Mike Smartt, Editor-in-Chief of BBC News Online reminded journalists that they can “take old ideas and give them a new coat of paint.” There are many practices from traditional media that are easily and effectively adopted for online. Smartt encouraged journalists to stick to the basics of good editorial thinking, writing and editing, and he said that online newsrooms could be structured along the lines of traditional media. He encouraged editors to let ideas flow up from the ranks of journalists who are closest to day-to-day content, and said top editors should spend their time on the more strategic questions of technology and how content can be published efficiently. Smartt outlined the BBC's three-stage production process that includes a ticker, four-line brief and full story, and their long-range vision of publishing to multiple platforms from one content publishing system (CPS). In the future, Smartt hopes that BBC interactive journalists will be able to turn out stories for multiple platforms by entering text just once into the system. The BBC Interactive currently publishes to multiple platforms, including CEFAX, an analog television-based information service, the web and interactive television. ». A declaração foi proferida nas conferências de Vilanova, actualmente em curso, e qe podem ser seguidas aqui
Os media podem variar, mas os princípios básicos devem manter-se. Ora leiam lá as linhas seguintes e contem se acham que é isto que se passa na maioria das redacções portuguesas: «Mike Smartt, Editor-in-Chief of BBC News Online reminded journalists that they can “take old ideas and give them a new coat of paint.” There are many practices from traditional media that are easily and effectively adopted for online. Smartt encouraged journalists to stick to the basics of good editorial thinking, writing and editing, and he said that online newsrooms could be structured along the lines of traditional media. He encouraged editors to let ideas flow up from the ranks of journalists who are closest to day-to-day content, and said top editors should spend their time on the more strategic questions of technology and how content can be published efficiently. Smartt outlined the BBC's three-stage production process that includes a ticker, four-line brief and full story, and their long-range vision of publishing to multiple platforms from one content publishing system (CPS). In the future, Smartt hopes that BBC interactive journalists will be able to turn out stories for multiple platforms by entering text just once into the system. The BBC Interactive currently publishes to multiple platforms, including CEFAX, an analog television-based information service, the web and interactive television. ». A declaração foi proferida nas conferências de Vilanova, actualmente em curso, e qe podem ser seguidas aqui
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JORNALISMO NA NET: OS CONSELHOS DA BBC
Os media podem variar, mas os princípios básicos devem manter-se. Ora leiam lá as linhas seguintes e contem se acham que é isto que se passa na maioria das redacções portuguesas: «Mike Smartt, Editor-in-Chief of BBC News Online reminded journalists that they can “take old ideas and give them a new coat of paint.” There are many practices from traditional media that are easily and effectively adopted for online. Smartt encouraged journalists to stick to the basics of good editorial thinking, writing and editing, and he said that online newsrooms could be structured along the lines of traditional media. He encouraged editors to let ideas flow up from the ranks of journalists who are closest to day-to-day content, and said top editors should spend their time on the more strategic questions of technology and how content can be published efficiently. Smartt outlined the BBC's three-stage production process that includes a ticker, four-line brief and full story, and their long-range vision of publishing to multiple platforms from one content publishing system (CPS). In the future, Smartt hopes that BBC interactive journalists will be able to turn out stories for multiple platforms by entering text just once into the system. The BBC Interactive currently publishes to multiple platforms, including CEFAX, an analog television-based information service, the web and interactive television. ». A declaração foi proferida nas conferências de Vilanova, actualmente em curso, e qe podem ser seguidas aqui
Os media podem variar, mas os princípios básicos devem manter-se. Ora leiam lá as linhas seguintes e contem se acham que é isto que se passa na maioria das redacções portuguesas: «Mike Smartt, Editor-in-Chief of BBC News Online reminded journalists that they can “take old ideas and give them a new coat of paint.” There are many practices from traditional media that are easily and effectively adopted for online. Smartt encouraged journalists to stick to the basics of good editorial thinking, writing and editing, and he said that online newsrooms could be structured along the lines of traditional media. He encouraged editors to let ideas flow up from the ranks of journalists who are closest to day-to-day content, and said top editors should spend their time on the more strategic questions of technology and how content can be published efficiently. Smartt outlined the BBC's three-stage production process that includes a ticker, four-line brief and full story, and their long-range vision of publishing to multiple platforms from one content publishing system (CPS). In the future, Smartt hopes that BBC interactive journalists will be able to turn out stories for multiple platforms by entering text just once into the system. The BBC Interactive currently publishes to multiple platforms, including CEFAX, an analog television-based information service, the web and interactive television. ». A declaração foi proferida nas conferências de Vilanova, actualmente em curso, e qe podem ser seguidas aqui
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