UM AMIGO
Morreu o Zé Matos Cristovão. Jornalista e homem de mil ofícios era amigo do seu amigo. Amigo como poucos. Bem disposto e sempre saudavelmente excessivo abraçava ideias e desafios como abraçava aqueles de quem gostava. Nos últimos anos pôs mãos a fazer aquilo que sempre tinha querido: um restaurante, um bar, uma mesa para os amigos. Há pouco tempo tinha conseguido concretizar mais alguns sonhos. Da última vez que falei com ele estava mesmo contente. Ainda bem que estava assim quando foi ali dar esta volta. Um abraço Zé.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
agosto 14, 2003
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UM AMIGO
Morreu o Zé Matos Cristovão. Jornalista e homem de mil ofícios era amigo do seu amigo. Amigo como poucos. Bem disposto e sempre saudavelmente excessivo abraçava ideias e desafios como abraçava aqueles de quem gostava. Nos últimos anos pôs mãos a fazer aquilo que sempre tinha querido: um restaurante, um bar, uma mesa para os amigos. Há pouco tempo tinha conseguido concretizar mais alguns sonhos. Da última vez que falei com ele estava mesmo contente. Ainda bem que estava assim quando foi ali dar esta volta. Um abraço Zé.
Morreu o Zé Matos Cristovão. Jornalista e homem de mil ofícios era amigo do seu amigo. Amigo como poucos. Bem disposto e sempre saudavelmente excessivo abraçava ideias e desafios como abraçava aqueles de quem gostava. Nos últimos anos pôs mãos a fazer aquilo que sempre tinha querido: um restaurante, um bar, uma mesa para os amigos. Há pouco tempo tinha conseguido concretizar mais alguns sonhos. Da última vez que falei com ele estava mesmo contente. Ainda bem que estava assim quando foi ali dar esta volta. Um abraço Zé.
POESIA DE SAUDADE
Dá paz ao ardor
De quem te deseja.
Contenta o amor
E faz dom de ti,
amos, sorri,
Quando a boca beija.
Me disse na hora:
«Pecar me refreia.»
Respondi-lhe:
«Ora! Não é coisa feia.»
Estas palavras são de Al - Mu'tamid, que viveu entre 1040 e 1091, durante o domínio Árabe. Poeta e guerreiro, foi Rei de Sevilha e a sua «Evocação de Silves» é irresistível:
Saúda, por mim, Abg Bakr,
Os queridos lugares de Silves
E diz-me se deles a saudade
É tão grande quanto a minha.
Saúda o palácio dos Balcões
Da parte de quem nunca os esqueceu.
Morada de leões e de gazelas
Salas e sombras onde eu
Doce refúgio encontrava
Entre ancas opulentas
E tão estreitas cinturas!
Mulheres níveas e morenas
Atravessavam-me a alma
Como brancas espadas
E lanças escuras.
Ai quantas noites fiquei,
Lá no remanso do rio,
Nos jogos do amor
Com a da pulseira curva
Igual aos meandros da água
Enquanto o tempo passava..
E me servia de vinho:
O vinho do seu olhar
Às vezes o do seu copo
E outras vezes o da boca.
Tangia cordas de alaúde
E eis que eu estremecia
Como se estivesse ouvindo
Tendões de colos cortados.
Mas retirava o seu manto
Grácil detalhe mostrando:
Era ramo de salgueiro
Que abria o seu botão
Para ostentar a flor.
Dá paz ao ardor
De quem te deseja.
Contenta o amor
E faz dom de ti,
amos, sorri,
Quando a boca beija.
Me disse na hora:
«Pecar me refreia.»
Respondi-lhe:
«Ora! Não é coisa feia.»
Estas palavras são de Al - Mu'tamid, que viveu entre 1040 e 1091, durante o domínio Árabe. Poeta e guerreiro, foi Rei de Sevilha e a sua «Evocação de Silves» é irresistível:
Saúda, por mim, Abg Bakr,
Os queridos lugares de Silves
E diz-me se deles a saudade
É tão grande quanto a minha.
Saúda o palácio dos Balcões
Da parte de quem nunca os esqueceu.
Morada de leões e de gazelas
Salas e sombras onde eu
Doce refúgio encontrava
Entre ancas opulentas
E tão estreitas cinturas!
Mulheres níveas e morenas
Atravessavam-me a alma
Como brancas espadas
E lanças escuras.
Ai quantas noites fiquei,
Lá no remanso do rio,
Nos jogos do amor
Com a da pulseira curva
Igual aos meandros da água
Enquanto o tempo passava..
E me servia de vinho:
O vinho do seu olhar
Às vezes o do seu copo
E outras vezes o da boca.
Tangia cordas de alaúde
E eis que eu estremecia
Como se estivesse ouvindo
Tendões de colos cortados.
Mas retirava o seu manto
Grácil detalhe mostrando:
Era ramo de salgueiro
Que abria o seu botão
Para ostentar a flor.
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POESIA DE SAUDADE
Dá paz ao ardor
De quem te deseja.
Contenta o amor
E faz dom de ti,
amos, sorri,
Quando a boca beija.
Me disse na hora:
«Pecar me refreia.»
Respondi-lhe:
«Ora! Não é coisa feia.»
Estas palavras são de Al - Mu'tamid, que viveu entre 1040 e 1091, durante o domínio Árabe. Poeta e guerreiro, foi Rei de Sevilha e a sua «Evocação de Silves» é irresistível:
Saúda, por mim, Abg Bakr,
Os queridos lugares de Silves
E diz-me se deles a saudade
É tão grande quanto a minha.
Saúda o palácio dos Balcões
Da parte de quem nunca os esqueceu.
Morada de leões e de gazelas
Salas e sombras onde eu
Doce refúgio encontrava
Entre ancas opulentas
E tão estreitas cinturas!
Mulheres níveas e morenas
Atravessavam-me a alma
Como brancas espadas
E lanças escuras.
Ai quantas noites fiquei,
Lá no remanso do rio,
Nos jogos do amor
Com a da pulseira curva
Igual aos meandros da água
Enquanto o tempo passava..
E me servia de vinho:
O vinho do seu olhar
Às vezes o do seu copo
E outras vezes o da boca.
Tangia cordas de alaúde
E eis que eu estremecia
Como se estivesse ouvindo
Tendões de colos cortados.
Mas retirava o seu manto
Grácil detalhe mostrando:
Era ramo de salgueiro
Que abria o seu botão
Para ostentar a flor.
Dá paz ao ardor
De quem te deseja.
Contenta o amor
E faz dom de ti,
amos, sorri,
Quando a boca beija.
Me disse na hora:
«Pecar me refreia.»
Respondi-lhe:
«Ora! Não é coisa feia.»
Estas palavras são de Al - Mu'tamid, que viveu entre 1040 e 1091, durante o domínio Árabe. Poeta e guerreiro, foi Rei de Sevilha e a sua «Evocação de Silves» é irresistível:
Saúda, por mim, Abg Bakr,
Os queridos lugares de Silves
E diz-me se deles a saudade
É tão grande quanto a minha.
Saúda o palácio dos Balcões
Da parte de quem nunca os esqueceu.
Morada de leões e de gazelas
Salas e sombras onde eu
Doce refúgio encontrava
Entre ancas opulentas
E tão estreitas cinturas!
Mulheres níveas e morenas
Atravessavam-me a alma
Como brancas espadas
E lanças escuras.
Ai quantas noites fiquei,
Lá no remanso do rio,
Nos jogos do amor
Com a da pulseira curva
Igual aos meandros da água
Enquanto o tempo passava..
E me servia de vinho:
O vinho do seu olhar
Às vezes o do seu copo
E outras vezes o da boca.
Tangia cordas de alaúde
E eis que eu estremecia
Como se estivesse ouvindo
Tendões de colos cortados.
Mas retirava o seu manto
Grácil detalhe mostrando:
Era ramo de salgueiro
Que abria o seu botão
Para ostentar a flor.
RECOMENDAÇÕES
Fim de semana alongado, deve ser bom para aproveitar os últimos momentos de tranquilidade em Lisboa, antes de ser invadida pelo regresso das Férias. Vou a Alfama passear nas ruas sem trânsito, a ver se consigo comer uns petiscos na «Parreirinha» e se tenho a sorte de Argentina Santos lá estar a cantar. E vou reler as «Fábulas» de La Fontaine, numa bela edição da Ambar, quer-me parecer que ainda me vão ser muito úteis nos próximos tempos.
(extraído da versão impressa d'A Esquina, na edição de hoje do «Jornal de Negócios»)
Fim de semana alongado, deve ser bom para aproveitar os últimos momentos de tranquilidade em Lisboa, antes de ser invadida pelo regresso das Férias. Vou a Alfama passear nas ruas sem trânsito, a ver se consigo comer uns petiscos na «Parreirinha» e se tenho a sorte de Argentina Santos lá estar a cantar. E vou reler as «Fábulas» de La Fontaine, numa bela edição da Ambar, quer-me parecer que ainda me vão ser muito úteis nos próximos tempos.
(extraído da versão impressa d'A Esquina, na edição de hoje do «Jornal de Negócios»)
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RECOMENDAÇÕES
Fim de semana alongado, deve ser bom para aproveitar os últimos momentos de tranquilidade em Lisboa, antes de ser invadida pelo regresso das Férias. Vou a Alfama passear nas ruas sem trânsito, a ver se consigo comer uns petiscos na «Parreirinha» e se tenho a sorte de Argentina Santos lá estar a cantar. E vou reler as «Fábulas» de La Fontaine, numa bela edição da Ambar, quer-me parecer que ainda me vão ser muito úteis nos próximos tempos.
(extraído da versão impressa d'A Esquina, na edição de hoje do «Jornal de Negócios»)
Fim de semana alongado, deve ser bom para aproveitar os últimos momentos de tranquilidade em Lisboa, antes de ser invadida pelo regresso das Férias. Vou a Alfama passear nas ruas sem trânsito, a ver se consigo comer uns petiscos na «Parreirinha» e se tenho a sorte de Argentina Santos lá estar a cantar. E vou reler as «Fábulas» de La Fontaine, numa bela edição da Ambar, quer-me parecer que ainda me vão ser muito úteis nos próximos tempos.
(extraído da versão impressa d'A Esquina, na edição de hoje do «Jornal de Negócios»)
agosto 13, 2003
UM MODELO
O Observatório da Imprensa brasileiro é um modelo de constante acompanhamento do que se passa nos media em geral, com informações, artigos históricos, análises e, claro, logo à cabeça, nestes dias, uma avaliação do que poderá ser o futuro do império Globo depois da morte de Roberto Marinho, acompanhada de uma lúcida biografia do jornalista.
O Observatório da Imprensa brasileiro é um modelo de constante acompanhamento do que se passa nos media em geral, com informações, artigos históricos, análises e, claro, logo à cabeça, nestes dias, uma avaliação do que poderá ser o futuro do império Globo depois da morte de Roberto Marinho, acompanhada de uma lúcida biografia do jornalista.
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UM MODELO
O Observatório da Imprensa brasileiro é um modelo de constante acompanhamento do que se passa nos media em geral, com informações, artigos históricos, análises e, claro, logo à cabeça, nestes dias, uma avaliação do que poderá ser o futuro do império Globo depois da morte de Roberto Marinho, acompanhada de uma lúcida biografia do jornalista.
O Observatório da Imprensa brasileiro é um modelo de constante acompanhamento do que se passa nos media em geral, com informações, artigos históricos, análises e, claro, logo à cabeça, nestes dias, uma avaliação do que poderá ser o futuro do império Globo depois da morte de Roberto Marinho, acompanhada de uma lúcida biografia do jornalista.
OBSERVAR
A propósito da morte de Marie Trintignant o
Observatório da Imprensa brasileiro publica uma análise muito interessante do comportamento dos media franceses face à situação. Faz falta por cá reflectir sobre a forma como os media acompanham os assuntos - é certo que nalguns blogs se tem falado disso, mas devia haver uma reflexão mais sistematizada, pública e aberta sobre o assunto. Ajudava-nos a todos: a quem trabalha no sector e a quem o consome.
A propósito da morte de Marie Trintignant o
Observatório da Imprensa brasileiro publica uma análise muito interessante do comportamento dos media franceses face à situação. Faz falta por cá reflectir sobre a forma como os media acompanham os assuntos - é certo que nalguns blogs se tem falado disso, mas devia haver uma reflexão mais sistematizada, pública e aberta sobre o assunto. Ajudava-nos a todos: a quem trabalha no sector e a quem o consome.
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OBSERVAR
A propósito da morte de Marie Trintignant o
Observatório da Imprensa brasileiro publica uma análise muito interessante do comportamento dos media franceses face à situação. Faz falta por cá reflectir sobre a forma como os media acompanham os assuntos - é certo que nalguns blogs se tem falado disso, mas devia haver uma reflexão mais sistematizada, pública e aberta sobre o assunto. Ajudava-nos a todos: a quem trabalha no sector e a quem o consome.
A propósito da morte de Marie Trintignant o
Observatório da Imprensa brasileiro publica uma análise muito interessante do comportamento dos media franceses face à situação. Faz falta por cá reflectir sobre a forma como os media acompanham os assuntos - é certo que nalguns blogs se tem falado disso, mas devia haver uma reflexão mais sistematizada, pública e aberta sobre o assunto. Ajudava-nos a todos: a quem trabalha no sector e a quem o consome.
MORDOMIAS
O No Mínimo tem um artigo delicioso que fala de uma situação mesmo engraçada: No Brasil o sindicato dos servidores do Congresso anuncia que vai denunciar ao Tribunal de Contas a ilegitimidade da contratação de 9.122 assessores parlamentares para os gabinetes privativos de 513 deputados.
O No Mínimo tem um artigo delicioso que fala de uma situação mesmo engraçada: No Brasil o sindicato dos servidores do Congresso anuncia que vai denunciar ao Tribunal de Contas a ilegitimidade da contratação de 9.122 assessores parlamentares para os gabinetes privativos de 513 deputados.
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MORDOMIAS
O No Mínimo tem um artigo delicioso que fala de uma situação mesmo engraçada: No Brasil o sindicato dos servidores do Congresso anuncia que vai denunciar ao Tribunal de Contas a ilegitimidade da contratação de 9.122 assessores parlamentares para os gabinetes privativos de 513 deputados.
O No Mínimo tem um artigo delicioso que fala de uma situação mesmo engraçada: No Brasil o sindicato dos servidores do Congresso anuncia que vai denunciar ao Tribunal de Contas a ilegitimidade da contratação de 9.122 assessores parlamentares para os gabinetes privativos de 513 deputados.
VOTAÇÕES ELECTRÓNICAS
Para ficar a par da forma como está a evoluir a implantação de sistemas de voto electrónico nos Estados Unidos para os próximnos actos eleitorais e para saber quais as principais questões de segurança que se colocam, espreitem este artigo da Wired.
Para ficar a par da forma como está a evoluir a implantação de sistemas de voto electrónico nos Estados Unidos para os próximnos actos eleitorais e para saber quais as principais questões de segurança que se colocam, espreitem este artigo da Wired.
ULTRALEVES ECOLÓGICOS
Os ultra-leves, aquelas pequenas máquinas voadoras que todos os anos nos atormentam o juízo sobrevoando as praias com o ruído de um motor a dois tempos de escape livre, afinal têm uma utilidade ecológica. A revista «The Economist» explica como podem ser utilizados para acção de vigilância sobre zonas protegidas para monitorização constante de conservação dos eco-sistemas. Vale a pena dar uma vista de olhos na secção de Science & Technology da revista: também podem descobrir como foi construído um robot capaz de andar sobre a água.
Os ultra-leves, aquelas pequenas máquinas voadoras que todos os anos nos atormentam o juízo sobrevoando as praias com o ruído de um motor a dois tempos de escape livre, afinal têm uma utilidade ecológica. A revista «The Economist» explica como podem ser utilizados para acção de vigilância sobre zonas protegidas para monitorização constante de conservação dos eco-sistemas. Vale a pena dar uma vista de olhos na secção de Science & Technology da revista: também podem descobrir como foi construído um robot capaz de andar sobre a água.
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ULTRALEVES ECOLÓGICOS
Os ultra-leves, aquelas pequenas máquinas voadoras que todos os anos nos atormentam o juízo sobrevoando as praias com o ruído de um motor a dois tempos de escape livre, afinal têm uma utilidade ecológica. A revista «The Economist» explica como podem ser utilizados para acção de vigilância sobre zonas protegidas para monitorização constante de conservação dos eco-sistemas. Vale a pena dar uma vista de olhos na secção de Science & Technology da revista: também podem descobrir como foi construído um robot capaz de andar sobre a água.
Os ultra-leves, aquelas pequenas máquinas voadoras que todos os anos nos atormentam o juízo sobrevoando as praias com o ruído de um motor a dois tempos de escape livre, afinal têm uma utilidade ecológica. A revista «The Economist» explica como podem ser utilizados para acção de vigilância sobre zonas protegidas para monitorização constante de conservação dos eco-sistemas. Vale a pena dar uma vista de olhos na secção de Science & Technology da revista: também podem descobrir como foi construído um robot capaz de andar sobre a água.
VIAGENS
Por razões que nunca entendi há quem goste de passar as férias no meio da pobreza e da miséria. As hordas de consumidores de Cuba e do Brasil são um bom exemplo de diversão à custa de enormes desigualdades - que a maioria dos utilizadores critica fortemente a nível doméstico. Estas ideias excursionistas sempre me perturbaram um pouco e por via de regra não as pratico. A minha querida revista Spectator resolveu escrever (bem) sobre o assunto.
Por razões que nunca entendi há quem goste de passar as férias no meio da pobreza e da miséria. As hordas de consumidores de Cuba e do Brasil são um bom exemplo de diversão à custa de enormes desigualdades - que a maioria dos utilizadores critica fortemente a nível doméstico. Estas ideias excursionistas sempre me perturbaram um pouco e por via de regra não as pratico. A minha querida revista Spectator resolveu escrever (bem) sobre o assunto.
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VIAGENS
Por razões que nunca entendi há quem goste de passar as férias no meio da pobreza e da miséria. As hordas de consumidores de Cuba e do Brasil são um bom exemplo de diversão à custa de enormes desigualdades - que a maioria dos utilizadores critica fortemente a nível doméstico. Estas ideias excursionistas sempre me perturbaram um pouco e por via de regra não as pratico. A minha querida revista Spectator resolveu escrever (bem) sobre o assunto.
Por razões que nunca entendi há quem goste de passar as férias no meio da pobreza e da miséria. As hordas de consumidores de Cuba e do Brasil são um bom exemplo de diversão à custa de enormes desigualdades - que a maioria dos utilizadores critica fortemente a nível doméstico. Estas ideias excursionistas sempre me perturbaram um pouco e por via de regra não as pratico. A minha querida revista Spectator resolveu escrever (bem) sobre o assunto.
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