VALOR – Um relatório da PricewaterhouseCoopers divulgado esta semana prevê que as receitas globais da indústria de media e de entretenimento vão subir a um ritmo anual de 6,6% até 2010, ano em que atingirão o valor de 1.8 três mil milhões de dólares. O PricewaterhouseCoopers' Global Entertainment and Media Outlook: 2006-2010 sublinha que muito deste crescimento vai ser proporcionado pela banda larga e dispositivos móveis. A facturação global online e em dispositivos wireless e móveis atingiu 19 mil milhões de dólares em 2005 e deve aumentar até 67 mil milhões em 2010. O volume de publicidade vai aumentar a um ritmo anual de 6,2% durante o período estudado, passando dos 521 mil milhões de dólares de 2005 para 385 mil milhões em 2010. A Internet vai continuar a ser o suporte publicitário com maior crescimento, a um ritmo anual de 18,1%, atingindo o valor global de 52 mil milhões em 2010. A Internet representará cerca de 10% do total dos investimentos globais em publicidade, comparados com menos de 3 por cento em 2002.
LER – A imprescindível edição de Junho da revista «Wired», que traz a tradicional lista dos Rave Awards que a revista publica anualmente. Na lista de premiados deste ano estão Steve Jobs, George Clooney, a banda-revelação Clap Your Hands And Say Yeah. Como a revista gosta de afirmar, são 20 páginas com histórias de sonhadores, rebeldes e revolucionários. O futuro passa por aqui, algures – não lhe percam a pista.
OUVIR – Os Massive Attack são uma das mais inovadoras e influentes bandas britânicas dos últimos 20 anos. Um pouco de história: originários de Bristol, podem detectar-se as primeiras actividades musicais públicas de alguns dos seus membros nos anos 80 com o colectivo Wild Bunch, que agrupava rappers, compositores e DJ’s. Daddy G, o decano do grupo, ganha notoriedade quando integra os Soul II Soul e quando, depois, produz o primeiro disco de Bjork. Em Outubro de 90 surge o primeiro single, «Daydreaming» assinado por Massive Attack. A formação incluía, para além de Daddy G, Mushroom, 3-D, um rapper ainda desconhecido, Tricky, e a cantora Shara Nelson. O primeiro êxito vem meses mais tarde com «Unfinished Sympathy» e a carreira da banda começa a dar que falar a partir daí. Na colectânea editada este ano, «The Best Of Massive Attack» esse é exactamente o tema mais antigo que aparece. A história desenrola-se por faixas como «teradrop», «Protection», «Karmacoma»,«Angel» até ao bem recente «Live With Me». Ao todo 14 temas que retratam bem a carreira de um dos mais interessantes grupos dos últimos anos. CD EMI.
VER – O Centro de Artes da Fundação Ellipse, no Alcoitão, inaugura hoje a sua primeira exposição, com peças da sua colecção de arte contemporânea. Localizado num armazém industrial reconvertido (Rua das Fisgas, perto da Makro), a Fundação tem vindo a fazer aquisições importantes e há um mês atrás apresentou as suas instalações. Esta é a primeira exposição de uma colecção que no seu já vasto património (300 peças) inclui obras de Rui Chafes, José Pedro Croft, Stan Douglas, Jimmie Durham, Olafur Eliasson, Douglas Gordon, John Baldessari, Richard Prince, Cabrita Reis, Julião Sarmento, Thomas Schutte, Cindy Sherman, Felix Gonzalez-Torres e João Tabarra, entre outros. As instalações da Fundação têm 3500 m2, 1600 dos quais para exposições.
PROVAR – Vale a pena experimentar a comida que Leo Guzman e Erik Hervik fazem no restaurante do Clube de Jornalistas, sobretudo agora com este tempo, onde se pode ficar na esplanada do jardim interior. O restaurante é aberto a toda a gente (e não apenas aos membros do Clube) e fica na Rua das Trinas 129 r/c. Tel 213 977 138.~
SUGESTÃO – Aproveitem Frank Gehry para reconverter o mamarracho em ruínas do Pavilhão dos Desportos do Parque Eduardo VII e dêem-lhe aquele sítio bem visível da cidade para fazer um auditório de música, que é das coisas que ele melhor sabe fazer.
REGISTO – O Estado tem um contrato com os cidadãos. Todos nós descontámos ao longo dos anos com uma expectativa de retorno do investimento que fomos fazendo desde que cada um começou a trabalhar. O Estado quer agora alterar as regras, retroactivamente. Chama-se a isto enganar. Como bem notou Fernando Sobral neste jornal, Portugal está a ficar sem Lei.
BACK TO BASICS – Se fosse intenção de Deus que os homens votassem, Ele teria também criado candidatos – Jay Leno.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
junho 25, 2006
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VALOR – Um relatório da PricewaterhouseCoopers divulgado esta semana prevê que as receitas globais da indústria de media e de entretenimento vão subir a um ritmo anual de 6,6% até 2010, ano em que atingirão o valor de 1.8 três mil milhões de dólares. O PricewaterhouseCoopers' Global Entertainment and Media Outlook: 2006-2010 sublinha que muito deste crescimento vai ser proporcionado pela banda larga e dispositivos móveis. A facturação global online e em dispositivos wireless e móveis atingiu 19 mil milhões de dólares em 2005 e deve aumentar até 67 mil milhões em 2010. O volume de publicidade vai aumentar a um ritmo anual de 6,2% durante o período estudado, passando dos 521 mil milhões de dólares de 2005 para 385 mil milhões em 2010. A Internet vai continuar a ser o suporte publicitário com maior crescimento, a um ritmo anual de 18,1%, atingindo o valor global de 52 mil milhões em 2010. A Internet representará cerca de 10% do total dos investimentos globais em publicidade, comparados com menos de 3 por cento em 2002.
LER – A imprescindível edição de Junho da revista «Wired», que traz a tradicional lista dos Rave Awards que a revista publica anualmente. Na lista de premiados deste ano estão Steve Jobs, George Clooney, a banda-revelação Clap Your Hands And Say Yeah. Como a revista gosta de afirmar, são 20 páginas com histórias de sonhadores, rebeldes e revolucionários. O futuro passa por aqui, algures – não lhe percam a pista.
OUVIR – Os Massive Attack são uma das mais inovadoras e influentes bandas britânicas dos últimos 20 anos. Um pouco de história: originários de Bristol, podem detectar-se as primeiras actividades musicais públicas de alguns dos seus membros nos anos 80 com o colectivo Wild Bunch, que agrupava rappers, compositores e DJ’s. Daddy G, o decano do grupo, ganha notoriedade quando integra os Soul II Soul e quando, depois, produz o primeiro disco de Bjork. Em Outubro de 90 surge o primeiro single, «Daydreaming» assinado por Massive Attack. A formação incluía, para além de Daddy G, Mushroom, 3-D, um rapper ainda desconhecido, Tricky, e a cantora Shara Nelson. O primeiro êxito vem meses mais tarde com «Unfinished Sympathy» e a carreira da banda começa a dar que falar a partir daí. Na colectânea editada este ano, «The Best Of Massive Attack» esse é exactamente o tema mais antigo que aparece. A história desenrola-se por faixas como «teradrop», «Protection», «Karmacoma»,«Angel» até ao bem recente «Live With Me». Ao todo 14 temas que retratam bem a carreira de um dos mais interessantes grupos dos últimos anos. CD EMI.
VER – O Centro de Artes da Fundação Ellipse, no Alcoitão, inaugura hoje a sua primeira exposição, com peças da sua colecção de arte contemporânea. Localizado num armazém industrial reconvertido (Rua das Fisgas, perto da Makro), a Fundação tem vindo a fazer aquisições importantes e há um mês atrás apresentou as suas instalações. Esta é a primeira exposição de uma colecção que no seu já vasto património (300 peças) inclui obras de Rui Chafes, José Pedro Croft, Stan Douglas, Jimmie Durham, Olafur Eliasson, Douglas Gordon, John Baldessari, Richard Prince, Cabrita Reis, Julião Sarmento, Thomas Schutte, Cindy Sherman, Felix Gonzalez-Torres e João Tabarra, entre outros. As instalações da Fundação têm 3500 m2, 1600 dos quais para exposições.
PROVAR – Vale a pena experimentar a comida que Leo Guzman e Erik Hervik fazem no restaurante do Clube de Jornalistas, sobretudo agora com este tempo, onde se pode ficar na esplanada do jardim interior. O restaurante é aberto a toda a gente (e não apenas aos membros do Clube) e fica na Rua das Trinas 129 r/c. Tel 213 977 138.~
SUGESTÃO – Aproveitem Frank Gehry para reconverter o mamarracho em ruínas do Pavilhão dos Desportos do Parque Eduardo VII e dêem-lhe aquele sítio bem visível da cidade para fazer um auditório de música, que é das coisas que ele melhor sabe fazer.
REGISTO – O Estado tem um contrato com os cidadãos. Todos nós descontámos ao longo dos anos com uma expectativa de retorno do investimento que fomos fazendo desde que cada um começou a trabalhar. O Estado quer agora alterar as regras, retroactivamente. Chama-se a isto enganar. Como bem notou Fernando Sobral neste jornal, Portugal está a ficar sem Lei.
BACK TO BASICS – Se fosse intenção de Deus que os homens votassem, Ele teria também criado candidatos – Jay Leno.
LER – A imprescindível edição de Junho da revista «Wired», que traz a tradicional lista dos Rave Awards que a revista publica anualmente. Na lista de premiados deste ano estão Steve Jobs, George Clooney, a banda-revelação Clap Your Hands And Say Yeah. Como a revista gosta de afirmar, são 20 páginas com histórias de sonhadores, rebeldes e revolucionários. O futuro passa por aqui, algures – não lhe percam a pista.
OUVIR – Os Massive Attack são uma das mais inovadoras e influentes bandas britânicas dos últimos 20 anos. Um pouco de história: originários de Bristol, podem detectar-se as primeiras actividades musicais públicas de alguns dos seus membros nos anos 80 com o colectivo Wild Bunch, que agrupava rappers, compositores e DJ’s. Daddy G, o decano do grupo, ganha notoriedade quando integra os Soul II Soul e quando, depois, produz o primeiro disco de Bjork. Em Outubro de 90 surge o primeiro single, «Daydreaming» assinado por Massive Attack. A formação incluía, para além de Daddy G, Mushroom, 3-D, um rapper ainda desconhecido, Tricky, e a cantora Shara Nelson. O primeiro êxito vem meses mais tarde com «Unfinished Sympathy» e a carreira da banda começa a dar que falar a partir daí. Na colectânea editada este ano, «The Best Of Massive Attack» esse é exactamente o tema mais antigo que aparece. A história desenrola-se por faixas como «teradrop», «Protection», «Karmacoma»,«Angel» até ao bem recente «Live With Me». Ao todo 14 temas que retratam bem a carreira de um dos mais interessantes grupos dos últimos anos. CD EMI.
VER – O Centro de Artes da Fundação Ellipse, no Alcoitão, inaugura hoje a sua primeira exposição, com peças da sua colecção de arte contemporânea. Localizado num armazém industrial reconvertido (Rua das Fisgas, perto da Makro), a Fundação tem vindo a fazer aquisições importantes e há um mês atrás apresentou as suas instalações. Esta é a primeira exposição de uma colecção que no seu já vasto património (300 peças) inclui obras de Rui Chafes, José Pedro Croft, Stan Douglas, Jimmie Durham, Olafur Eliasson, Douglas Gordon, John Baldessari, Richard Prince, Cabrita Reis, Julião Sarmento, Thomas Schutte, Cindy Sherman, Felix Gonzalez-Torres e João Tabarra, entre outros. As instalações da Fundação têm 3500 m2, 1600 dos quais para exposições.
PROVAR – Vale a pena experimentar a comida que Leo Guzman e Erik Hervik fazem no restaurante do Clube de Jornalistas, sobretudo agora com este tempo, onde se pode ficar na esplanada do jardim interior. O restaurante é aberto a toda a gente (e não apenas aos membros do Clube) e fica na Rua das Trinas 129 r/c. Tel 213 977 138.~
SUGESTÃO – Aproveitem Frank Gehry para reconverter o mamarracho em ruínas do Pavilhão dos Desportos do Parque Eduardo VII e dêem-lhe aquele sítio bem visível da cidade para fazer um auditório de música, que é das coisas que ele melhor sabe fazer.
REGISTO – O Estado tem um contrato com os cidadãos. Todos nós descontámos ao longo dos anos com uma expectativa de retorno do investimento que fomos fazendo desde que cada um começou a trabalhar. O Estado quer agora alterar as regras, retroactivamente. Chama-se a isto enganar. Como bem notou Fernando Sobral neste jornal, Portugal está a ficar sem Lei.
BACK TO BASICS – Se fosse intenção de Deus que os homens votassem, Ele teria também criado candidatos – Jay Leno.
junho 19, 2006
O SENHOR SILVA
Se vivesse em Holywood o Sr. Jaime Silva seria candidato a papéis de
galã fora de moda em filmes de série B; nem para «soap-operas»
televisivas serviria. Aqui é Ministro da Agricultura e, para mal dos
nossos pecados, é o exemplo acabado do que é um burocrata formado na
escola da trapalhice e arrogância da Comunidade Europeia.
Existem neste Governo algumas figuras que pensam que faz parte da sua
função hostilizar as pessoas das áreas de que são responsáveis.
Misturam arrogância com insensibilidade, uma receita explosiva. São um
género perigoso – acham-se cruzados, donos da verdade, querem fazer
justiça pelas suas mãos e procuram culpados em todo o lado. Em comum
têm o facto de serem peritos em arranjar problemas, mas absolutamente
inábeis em encontrar soluções, em resolver questões de fundo. Ficam-se
sempre pelo superficial, gostam de fazer declarações pomposas, à falta
de conseguirem mostrar obra que se veja.
O Sr. Jaime Silva encaixa que nem uma luva nesta descrição – não é o
único mas é dos mais evidentes. Dá tanto nas vistas que até o
Presidente da República já o expôs. Por muitas culpas que os
agricultores tenham, uma coisa é certa: ninguém resiste a falta de
estratégia, a zigue-zagues constantes, a medidas contraditórias que
seguem os ventos de Bruxelas e da PAC em vez de olharem para as nossas
realidades. Existem áreas em que Portugal é demasiado servil a
Bruxelas, desde há anos – basta olhar aqui para o lado, para Espanha,
para se perceber que não se tem que fazer apenas o que satisfaz os
apetites dos agricultores franceses. Prisioneiro da lógica da Política
Agrícola Comum, o Sr. Silva é apenas um aprendiz de cómico. Não é
disto que a Agricultura precisa.
Os Ministros e Directores Gerais não são Zorros predestinados, são
servidores públicos de quem se espera bom-senso, humildade, equidade –
bens escassos neste Governo e nesta Administração. Fazer reformas não
é governar contra as pessoas – sobretudo quando se começa a tornar
evidente que as reformas às vezes são apenas contra algumas pessoas.
Já se percebe que o Governo não trata todos por igual – há uns que são
mais iguais que outros. Todos os dias isto está a ficar mais claro.
Se vivesse em Holywood o Sr. Jaime Silva seria candidato a papéis de
galã fora de moda em filmes de série B; nem para «soap-operas»
televisivas serviria. Aqui é Ministro da Agricultura e, para mal dos
nossos pecados, é o exemplo acabado do que é um burocrata formado na
escola da trapalhice e arrogância da Comunidade Europeia.
Existem neste Governo algumas figuras que pensam que faz parte da sua
função hostilizar as pessoas das áreas de que são responsáveis.
Misturam arrogância com insensibilidade, uma receita explosiva. São um
género perigoso – acham-se cruzados, donos da verdade, querem fazer
justiça pelas suas mãos e procuram culpados em todo o lado. Em comum
têm o facto de serem peritos em arranjar problemas, mas absolutamente
inábeis em encontrar soluções, em resolver questões de fundo. Ficam-se
sempre pelo superficial, gostam de fazer declarações pomposas, à falta
de conseguirem mostrar obra que se veja.
O Sr. Jaime Silva encaixa que nem uma luva nesta descrição – não é o
único mas é dos mais evidentes. Dá tanto nas vistas que até o
Presidente da República já o expôs. Por muitas culpas que os
agricultores tenham, uma coisa é certa: ninguém resiste a falta de
estratégia, a zigue-zagues constantes, a medidas contraditórias que
seguem os ventos de Bruxelas e da PAC em vez de olharem para as nossas
realidades. Existem áreas em que Portugal é demasiado servil a
Bruxelas, desde há anos – basta olhar aqui para o lado, para Espanha,
para se perceber que não se tem que fazer apenas o que satisfaz os
apetites dos agricultores franceses. Prisioneiro da lógica da Política
Agrícola Comum, o Sr. Silva é apenas um aprendiz de cómico. Não é
disto que a Agricultura precisa.
Os Ministros e Directores Gerais não são Zorros predestinados, são
servidores públicos de quem se espera bom-senso, humildade, equidade –
bens escassos neste Governo e nesta Administração. Fazer reformas não
é governar contra as pessoas – sobretudo quando se começa a tornar
evidente que as reformas às vezes são apenas contra algumas pessoas.
Já se percebe que o Governo não trata todos por igual – há uns que são
mais iguais que outros. Todos os dias isto está a ficar mais claro.
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O SENHOR SILVA
Se vivesse em Holywood o Sr. Jaime Silva seria candidato a papéis de
galã fora de moda em filmes de série B; nem para «soap-operas»
televisivas serviria. Aqui é Ministro da Agricultura e, para mal dos
nossos pecados, é o exemplo acabado do que é um burocrata formado na
escola da trapalhice e arrogância da Comunidade Europeia.
Existem neste Governo algumas figuras que pensam que faz parte da sua
função hostilizar as pessoas das áreas de que são responsáveis.
Misturam arrogância com insensibilidade, uma receita explosiva. São um
género perigoso – acham-se cruzados, donos da verdade, querem fazer
justiça pelas suas mãos e procuram culpados em todo o lado. Em comum
têm o facto de serem peritos em arranjar problemas, mas absolutamente
inábeis em encontrar soluções, em resolver questões de fundo. Ficam-se
sempre pelo superficial, gostam de fazer declarações pomposas, à falta
de conseguirem mostrar obra que se veja.
O Sr. Jaime Silva encaixa que nem uma luva nesta descrição – não é o
único mas é dos mais evidentes. Dá tanto nas vistas que até o
Presidente da República já o expôs. Por muitas culpas que os
agricultores tenham, uma coisa é certa: ninguém resiste a falta de
estratégia, a zigue-zagues constantes, a medidas contraditórias que
seguem os ventos de Bruxelas e da PAC em vez de olharem para as nossas
realidades. Existem áreas em que Portugal é demasiado servil a
Bruxelas, desde há anos – basta olhar aqui para o lado, para Espanha,
para se perceber que não se tem que fazer apenas o que satisfaz os
apetites dos agricultores franceses. Prisioneiro da lógica da Política
Agrícola Comum, o Sr. Silva é apenas um aprendiz de cómico. Não é
disto que a Agricultura precisa.
Os Ministros e Directores Gerais não são Zorros predestinados, são
servidores públicos de quem se espera bom-senso, humildade, equidade –
bens escassos neste Governo e nesta Administração. Fazer reformas não
é governar contra as pessoas – sobretudo quando se começa a tornar
evidente que as reformas às vezes são apenas contra algumas pessoas.
Já se percebe que o Governo não trata todos por igual – há uns que são
mais iguais que outros. Todos os dias isto está a ficar mais claro.
Se vivesse em Holywood o Sr. Jaime Silva seria candidato a papéis de
galã fora de moda em filmes de série B; nem para «soap-operas»
televisivas serviria. Aqui é Ministro da Agricultura e, para mal dos
nossos pecados, é o exemplo acabado do que é um burocrata formado na
escola da trapalhice e arrogância da Comunidade Europeia.
Existem neste Governo algumas figuras que pensam que faz parte da sua
função hostilizar as pessoas das áreas de que são responsáveis.
Misturam arrogância com insensibilidade, uma receita explosiva. São um
género perigoso – acham-se cruzados, donos da verdade, querem fazer
justiça pelas suas mãos e procuram culpados em todo o lado. Em comum
têm o facto de serem peritos em arranjar problemas, mas absolutamente
inábeis em encontrar soluções, em resolver questões de fundo. Ficam-se
sempre pelo superficial, gostam de fazer declarações pomposas, à falta
de conseguirem mostrar obra que se veja.
O Sr. Jaime Silva encaixa que nem uma luva nesta descrição – não é o
único mas é dos mais evidentes. Dá tanto nas vistas que até o
Presidente da República já o expôs. Por muitas culpas que os
agricultores tenham, uma coisa é certa: ninguém resiste a falta de
estratégia, a zigue-zagues constantes, a medidas contraditórias que
seguem os ventos de Bruxelas e da PAC em vez de olharem para as nossas
realidades. Existem áreas em que Portugal é demasiado servil a
Bruxelas, desde há anos – basta olhar aqui para o lado, para Espanha,
para se perceber que não se tem que fazer apenas o que satisfaz os
apetites dos agricultores franceses. Prisioneiro da lógica da Política
Agrícola Comum, o Sr. Silva é apenas um aprendiz de cómico. Não é
disto que a Agricultura precisa.
Os Ministros e Directores Gerais não são Zorros predestinados, são
servidores públicos de quem se espera bom-senso, humildade, equidade –
bens escassos neste Governo e nesta Administração. Fazer reformas não
é governar contra as pessoas – sobretudo quando se começa a tornar
evidente que as reformas às vezes são apenas contra algumas pessoas.
Já se percebe que o Governo não trata todos por igual – há uns que são
mais iguais que outros. Todos os dias isto está a ficar mais claro.
REGISTAR – Uma bela e esclarecedora entrevista de João Rendeiro à revista on-line www.artecapital.net onde aborda temas como a a Fundação Ellipse e o acordo entre o Estado português e Joe Berardo. Excerto, sobre os termos desse acordo: «O ponto mais frágil do acordo é a contribuição anual de 500 mil euros que o Estado faz para compras, no quadro daquela colecção. Acho que esse é o ponto mais frágil, no sentido em que, se o Estado não comprar a Colecção Berardo, as compras entretanto feitas - que, num horizonte de dez anos, ainda são 5 milhões de euros, o que é uma verba significativa do ponto de vista do montante que o Estado gasta anualmente em aquisições em Portugal - ficam sem lógica do ponto de vista da sua aquisição.»
VER – Até dia 18 de Junho ainda pode descobrir no Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea uma exposição antológica sobre a produção artística portuguesa das décadas de 40 e 50, que fazem parte da colecção do Museu. Foi uma época marcada pela guerra e pelo consolidar de poder de Salazar, pela Exposição do Mundo Português. Aqui pode ver obras de Almada Negreiros, Nadir Afonso, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Jorge Vieira, Manuel d’Assumpção, Vespeira, Jorge Oliveira ou Vieira da Silva, entre outros. Esta exposição é uma forma de revisitar o que foram aqueles anos, entre o neo-realismo e a explosão surrealista. Rua Serpa Pinto 4, de terça a Domingo entre as 10h00 e as 18h00 – crónico problema dos museus, estão abertos só para quem não trabalha.
LER – Gosto muito de ler Alberto Gonçalves, um sociólogo que escreve regularmente no «Correio da Manhã» e na «Sábado» e que é, na minha opinião, um dos mais lúcidos observadores da sociedade portuguesa. «Selecção Nacional» é uma colectânea dos seus textos publicados entre 1999 e 2006 e pode ser adquirida nas bancas de jornais, juntamente com a «Sábado» ou o «CM». Alberto Gonçalves também pode ser seguido através do blog www.homem-a-dias.blogspot.com .
OUVIR – O mundo está cheio de grandes vozes que não sabem cantar, de jovens prodígios de timbre cristalino e zero de emoção. Felizmente há excepções e Erin Boheme, com apenas 19 anos, fez um disco que junta composições origianis que ela escreveu, com interpretações de clássicos como «Let’s Do It» de Cole Porter, «I Love Being Here With You» de Peggy Lee ou «Teach Me Tonight» de Sammy Cahn, um tema popularizado por Frank Sinatra. Uma das canções originais deste álbum de estreia de Erin Boheme é precisamente dedicada a Sinatra, «A Night With Frank». Para além da surpreendente maturidade de interpretação e de escrita de Boheme, o seu disco destaca-se pela qualidade da produção e do leque de músicos que com ela trabalharam e que fizeram desta gravação um dos discos de jazz vocal mais curiosos que ouvi nos últimos tempos. CD Concord, distribuído por Universal Music.
COMER – Gosto muito de peixe fresco, bem cozinhado – o que na maior parte das vezes quer dizer bem grelhado – uma operação aparentemente simples, mas de uma rara complexidade e que muito frequentemente é mal feita. O peixe fresco ganha todo o seu esplendor com um pouco de sal e umas brasas no ponto certo. Isto tanto se aplica aos injustamente esquecidos carapaus, como aos mais saborosos linguados. E aplica-se também a outros peixes mais raros – já que grande parte dos restaurantes anda permanentemente reduzido às espécies mais comerciais – robalo, garoupa, etc. De lado ficam coisas magníficas como o imperador, um peixe saborosíssimo e que nem sempre é fácil de encontrar em restaurantes. Um dos sítios onde ainda se consegue comer bom peixe, a preços aceitáveis, bem cozinhado e em boa variedade, é a região de Setúbal. Há poucos dias experimentei um pequeno e discreto restaurante-marisqueira em Brejos de Azeitão, apropriadamente chamado «O Pescador». Casa simples mas bem arranjada, serviço simpático, qualidade excelente, preço honesto. Para a mesa vieram amêijoas (à Bulhão Pato, que estavam excelentes), linguado e imperador. Estava tudo muito bom e o jantar não podia ter corrido melhor. A casa é dos mesmos proprietário de «O Arpão», na Quinta do Conde, mas eu prefiro francamente este «Pescador», mais simples, menos barulhento e mais simpático. «O Pescador» fica na Rua São Gonçalo, Lote 31, Loja 4 e tem o telefone 212191843, Brejos de Azeitão.
BACK TO BASICS – Começar bem alguma coisa é meio caminho andado para ela ficar feita – Aristóteles.
VER – Até dia 18 de Junho ainda pode descobrir no Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea uma exposição antológica sobre a produção artística portuguesa das décadas de 40 e 50, que fazem parte da colecção do Museu. Foi uma época marcada pela guerra e pelo consolidar de poder de Salazar, pela Exposição do Mundo Português. Aqui pode ver obras de Almada Negreiros, Nadir Afonso, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Jorge Vieira, Manuel d’Assumpção, Vespeira, Jorge Oliveira ou Vieira da Silva, entre outros. Esta exposição é uma forma de revisitar o que foram aqueles anos, entre o neo-realismo e a explosão surrealista. Rua Serpa Pinto 4, de terça a Domingo entre as 10h00 e as 18h00 – crónico problema dos museus, estão abertos só para quem não trabalha.
LER – Gosto muito de ler Alberto Gonçalves, um sociólogo que escreve regularmente no «Correio da Manhã» e na «Sábado» e que é, na minha opinião, um dos mais lúcidos observadores da sociedade portuguesa. «Selecção Nacional» é uma colectânea dos seus textos publicados entre 1999 e 2006 e pode ser adquirida nas bancas de jornais, juntamente com a «Sábado» ou o «CM». Alberto Gonçalves também pode ser seguido através do blog www.homem-a-dias.blogspot.com .
OUVIR – O mundo está cheio de grandes vozes que não sabem cantar, de jovens prodígios de timbre cristalino e zero de emoção. Felizmente há excepções e Erin Boheme, com apenas 19 anos, fez um disco que junta composições origianis que ela escreveu, com interpretações de clássicos como «Let’s Do It» de Cole Porter, «I Love Being Here With You» de Peggy Lee ou «Teach Me Tonight» de Sammy Cahn, um tema popularizado por Frank Sinatra. Uma das canções originais deste álbum de estreia de Erin Boheme é precisamente dedicada a Sinatra, «A Night With Frank». Para além da surpreendente maturidade de interpretação e de escrita de Boheme, o seu disco destaca-se pela qualidade da produção e do leque de músicos que com ela trabalharam e que fizeram desta gravação um dos discos de jazz vocal mais curiosos que ouvi nos últimos tempos. CD Concord, distribuído por Universal Music.
COMER – Gosto muito de peixe fresco, bem cozinhado – o que na maior parte das vezes quer dizer bem grelhado – uma operação aparentemente simples, mas de uma rara complexidade e que muito frequentemente é mal feita. O peixe fresco ganha todo o seu esplendor com um pouco de sal e umas brasas no ponto certo. Isto tanto se aplica aos injustamente esquecidos carapaus, como aos mais saborosos linguados. E aplica-se também a outros peixes mais raros – já que grande parte dos restaurantes anda permanentemente reduzido às espécies mais comerciais – robalo, garoupa, etc. De lado ficam coisas magníficas como o imperador, um peixe saborosíssimo e que nem sempre é fácil de encontrar em restaurantes. Um dos sítios onde ainda se consegue comer bom peixe, a preços aceitáveis, bem cozinhado e em boa variedade, é a região de Setúbal. Há poucos dias experimentei um pequeno e discreto restaurante-marisqueira em Brejos de Azeitão, apropriadamente chamado «O Pescador». Casa simples mas bem arranjada, serviço simpático, qualidade excelente, preço honesto. Para a mesa vieram amêijoas (à Bulhão Pato, que estavam excelentes), linguado e imperador. Estava tudo muito bom e o jantar não podia ter corrido melhor. A casa é dos mesmos proprietário de «O Arpão», na Quinta do Conde, mas eu prefiro francamente este «Pescador», mais simples, menos barulhento e mais simpático. «O Pescador» fica na Rua São Gonçalo, Lote 31, Loja 4 e tem o telefone 212191843, Brejos de Azeitão.
BACK TO BASICS – Começar bem alguma coisa é meio caminho andado para ela ficar feita – Aristóteles.
Untitled
REGISTAR – Uma bela e esclarecedora entrevista de João Rendeiro à revista on-line www.artecapital.net onde aborda temas como a a Fundação Ellipse e o acordo entre o Estado português e Joe Berardo. Excerto, sobre os termos desse acordo: «O ponto mais frágil do acordo é a contribuição anual de 500 mil euros que o Estado faz para compras, no quadro daquela colecção. Acho que esse é o ponto mais frágil, no sentido em que, se o Estado não comprar a Colecção Berardo, as compras entretanto feitas - que, num horizonte de dez anos, ainda são 5 milhões de euros, o que é uma verba significativa do ponto de vista do montante que o Estado gasta anualmente em aquisições em Portugal - ficam sem lógica do ponto de vista da sua aquisição.»
VER – Até dia 18 de Junho ainda pode descobrir no Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea uma exposição antológica sobre a produção artística portuguesa das décadas de 40 e 50, que fazem parte da colecção do Museu. Foi uma época marcada pela guerra e pelo consolidar de poder de Salazar, pela Exposição do Mundo Português. Aqui pode ver obras de Almada Negreiros, Nadir Afonso, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Jorge Vieira, Manuel d’Assumpção, Vespeira, Jorge Oliveira ou Vieira da Silva, entre outros. Esta exposição é uma forma de revisitar o que foram aqueles anos, entre o neo-realismo e a explosão surrealista. Rua Serpa Pinto 4, de terça a Domingo entre as 10h00 e as 18h00 – crónico problema dos museus, estão abertos só para quem não trabalha.
LER – Gosto muito de ler Alberto Gonçalves, um sociólogo que escreve regularmente no «Correio da Manhã» e na «Sábado» e que é, na minha opinião, um dos mais lúcidos observadores da sociedade portuguesa. «Selecção Nacional» é uma colectânea dos seus textos publicados entre 1999 e 2006 e pode ser adquirida nas bancas de jornais, juntamente com a «Sábado» ou o «CM». Alberto Gonçalves também pode ser seguido através do blog www.homem-a-dias.blogspot.com .
OUVIR – O mundo está cheio de grandes vozes que não sabem cantar, de jovens prodígios de timbre cristalino e zero de emoção. Felizmente há excepções e Erin Boheme, com apenas 19 anos, fez um disco que junta composições origianis que ela escreveu, com interpretações de clássicos como «Let’s Do It» de Cole Porter, «I Love Being Here With You» de Peggy Lee ou «Teach Me Tonight» de Sammy Cahn, um tema popularizado por Frank Sinatra. Uma das canções originais deste álbum de estreia de Erin Boheme é precisamente dedicada a Sinatra, «A Night With Frank». Para além da surpreendente maturidade de interpretação e de escrita de Boheme, o seu disco destaca-se pela qualidade da produção e do leque de músicos que com ela trabalharam e que fizeram desta gravação um dos discos de jazz vocal mais curiosos que ouvi nos últimos tempos. CD Concord, distribuído por Universal Music.
COMER – Gosto muito de peixe fresco, bem cozinhado – o que na maior parte das vezes quer dizer bem grelhado – uma operação aparentemente simples, mas de uma rara complexidade e que muito frequentemente é mal feita. O peixe fresco ganha todo o seu esplendor com um pouco de sal e umas brasas no ponto certo. Isto tanto se aplica aos injustamente esquecidos carapaus, como aos mais saborosos linguados. E aplica-se também a outros peixes mais raros – já que grande parte dos restaurantes anda permanentemente reduzido às espécies mais comerciais – robalo, garoupa, etc. De lado ficam coisas magníficas como o imperador, um peixe saborosíssimo e que nem sempre é fácil de encontrar em restaurantes. Um dos sítios onde ainda se consegue comer bom peixe, a preços aceitáveis, bem cozinhado e em boa variedade, é a região de Setúbal. Há poucos dias experimentei um pequeno e discreto restaurante-marisqueira em Brejos de Azeitão, apropriadamente chamado «O Pescador». Casa simples mas bem arranjada, serviço simpático, qualidade excelente, preço honesto. Para a mesa vieram amêijoas (à Bulhão Pato, que estavam excelentes), linguado e imperador. Estava tudo muito bom e o jantar não podia ter corrido melhor. A casa é dos mesmos proprietário de «O Arpão», na Quinta do Conde, mas eu prefiro francamente este «Pescador», mais simples, menos barulhento e mais simpático. «O Pescador» fica na Rua São Gonçalo, Lote 31, Loja 4 e tem o telefone 212191843, Brejos de Azeitão.
BACK TO BASICS – Começar bem alguma coisa é meio caminho andado para ela ficar feita – Aristóteles.
VER – Até dia 18 de Junho ainda pode descobrir no Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea uma exposição antológica sobre a produção artística portuguesa das décadas de 40 e 50, que fazem parte da colecção do Museu. Foi uma época marcada pela guerra e pelo consolidar de poder de Salazar, pela Exposição do Mundo Português. Aqui pode ver obras de Almada Negreiros, Nadir Afonso, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Jorge Vieira, Manuel d’Assumpção, Vespeira, Jorge Oliveira ou Vieira da Silva, entre outros. Esta exposição é uma forma de revisitar o que foram aqueles anos, entre o neo-realismo e a explosão surrealista. Rua Serpa Pinto 4, de terça a Domingo entre as 10h00 e as 18h00 – crónico problema dos museus, estão abertos só para quem não trabalha.
LER – Gosto muito de ler Alberto Gonçalves, um sociólogo que escreve regularmente no «Correio da Manhã» e na «Sábado» e que é, na minha opinião, um dos mais lúcidos observadores da sociedade portuguesa. «Selecção Nacional» é uma colectânea dos seus textos publicados entre 1999 e 2006 e pode ser adquirida nas bancas de jornais, juntamente com a «Sábado» ou o «CM». Alberto Gonçalves também pode ser seguido através do blog www.homem-a-dias.blogspot.com .
OUVIR – O mundo está cheio de grandes vozes que não sabem cantar, de jovens prodígios de timbre cristalino e zero de emoção. Felizmente há excepções e Erin Boheme, com apenas 19 anos, fez um disco que junta composições origianis que ela escreveu, com interpretações de clássicos como «Let’s Do It» de Cole Porter, «I Love Being Here With You» de Peggy Lee ou «Teach Me Tonight» de Sammy Cahn, um tema popularizado por Frank Sinatra. Uma das canções originais deste álbum de estreia de Erin Boheme é precisamente dedicada a Sinatra, «A Night With Frank». Para além da surpreendente maturidade de interpretação e de escrita de Boheme, o seu disco destaca-se pela qualidade da produção e do leque de músicos que com ela trabalharam e que fizeram desta gravação um dos discos de jazz vocal mais curiosos que ouvi nos últimos tempos. CD Concord, distribuído por Universal Music.
COMER – Gosto muito de peixe fresco, bem cozinhado – o que na maior parte das vezes quer dizer bem grelhado – uma operação aparentemente simples, mas de uma rara complexidade e que muito frequentemente é mal feita. O peixe fresco ganha todo o seu esplendor com um pouco de sal e umas brasas no ponto certo. Isto tanto se aplica aos injustamente esquecidos carapaus, como aos mais saborosos linguados. E aplica-se também a outros peixes mais raros – já que grande parte dos restaurantes anda permanentemente reduzido às espécies mais comerciais – robalo, garoupa, etc. De lado ficam coisas magníficas como o imperador, um peixe saborosíssimo e que nem sempre é fácil de encontrar em restaurantes. Um dos sítios onde ainda se consegue comer bom peixe, a preços aceitáveis, bem cozinhado e em boa variedade, é a região de Setúbal. Há poucos dias experimentei um pequeno e discreto restaurante-marisqueira em Brejos de Azeitão, apropriadamente chamado «O Pescador». Casa simples mas bem arranjada, serviço simpático, qualidade excelente, preço honesto. Para a mesa vieram amêijoas (à Bulhão Pato, que estavam excelentes), linguado e imperador. Estava tudo muito bom e o jantar não podia ter corrido melhor. A casa é dos mesmos proprietário de «O Arpão», na Quinta do Conde, mas eu prefiro francamente este «Pescador», mais simples, menos barulhento e mais simpático. «O Pescador» fica na Rua São Gonçalo, Lote 31, Loja 4 e tem o telefone 212191843, Brejos de Azeitão.
BACK TO BASICS – Começar bem alguma coisa é meio caminho andado para ela ficar feita – Aristóteles.
junho 15, 2006
E SE O SERVIÇO PÚBLICO NÃO TIVESSE PUBLICIDADE?
Três, talvez quatro, canais comerciais em sinal aberto, segmentados para públicos diferentes, mais canais com conteúdos portugueses ou programação pensada para Portugal no cabo, maior actividade da produção independente, maior transparência no estabelecimento de preços, entrada de novos operadores – a vida podia ser assim, mas a realidade é que muito dificilmente lá chegaremos enquanto o serviço público de televisão competir comercialmente com os canais privados, quer no espaço hertziano, quer no cabo.
A vida podia ser bem diferente no reino da televisão se o canal público não estivesse sujeito à guerra das audiências, em função da possibilidade que tem de vender espaço publicitário – embora limitado. As diferenças existiriam em dois sentidos – numa vida diferente para os operadores privados (que seriam mais e com maior concorrência entre si), e numa tipologia de produção substancialmente diferente para o serviço público.
A falta de coragem em assumir o custo social de ter um serviço público de televisão arrasa com qualquer tentativa séria e coerente de fazer uma programação cuidada e de referência, por maior que seja a vontade e empenho dos seus responsáveis. Na realidade inviabiliza que o serviço público se torne instrumental na definição de uma paisagem audiovisual diferente, mais completa e dinâmica. Os responsáveis do serviço público vivem a disputar lideranças de audiências para melhorarem o valor dos seus espaços comerciais.
A situação tem laivos de algum maquiavelismo: o Estado gosta de ter um Serviço Público com audiências fortes, porque assim ele é mais influente – o facto de, dessa forma, limitar a possibilidade de maturação de um sector privado competitivo no audiovisual, é de somenos importância e tem sido uma característica de quase todos os Governos, com muito poucas excepções. O actual executivo tem aliás agido no sentido de reforçar a ligação ao Estado de todo o universo do serviço público e de incentivar até a sua concorrência ao sector privado. Ao mesmo tempo que estimula esta luta desigual, cria sucessivos mecanismos regulatórios, baseados em taxas e mais taxas, e vai diminuindo o relevo que nos anos mais recentes tinha sido dado à auto-regulação. O Estado quer mais poder de controlo, ao mesmo tempo que é ele próprio parte interessada – na realidade o objectivo do Estado é que a RTP tenha o máximo de receitas publicitárias possíveis e isso, em larga medida, não é compatível com uma definição de serviço público que se baseie na complementaridade de conteúdos e na apresentação de uma oferta alternativa à das televisões privadas. Sem publicidade o serviço público de televisão seria diferente, não necessariamente pior e certamente mais justo para com o mercado.
(publicado na edição especial do «Diário Económico» titulada «E se Portugal»....)
Três, talvez quatro, canais comerciais em sinal aberto, segmentados para públicos diferentes, mais canais com conteúdos portugueses ou programação pensada para Portugal no cabo, maior actividade da produção independente, maior transparência no estabelecimento de preços, entrada de novos operadores – a vida podia ser assim, mas a realidade é que muito dificilmente lá chegaremos enquanto o serviço público de televisão competir comercialmente com os canais privados, quer no espaço hertziano, quer no cabo.
A vida podia ser bem diferente no reino da televisão se o canal público não estivesse sujeito à guerra das audiências, em função da possibilidade que tem de vender espaço publicitário – embora limitado. As diferenças existiriam em dois sentidos – numa vida diferente para os operadores privados (que seriam mais e com maior concorrência entre si), e numa tipologia de produção substancialmente diferente para o serviço público.
A falta de coragem em assumir o custo social de ter um serviço público de televisão arrasa com qualquer tentativa séria e coerente de fazer uma programação cuidada e de referência, por maior que seja a vontade e empenho dos seus responsáveis. Na realidade inviabiliza que o serviço público se torne instrumental na definição de uma paisagem audiovisual diferente, mais completa e dinâmica. Os responsáveis do serviço público vivem a disputar lideranças de audiências para melhorarem o valor dos seus espaços comerciais.
A situação tem laivos de algum maquiavelismo: o Estado gosta de ter um Serviço Público com audiências fortes, porque assim ele é mais influente – o facto de, dessa forma, limitar a possibilidade de maturação de um sector privado competitivo no audiovisual, é de somenos importância e tem sido uma característica de quase todos os Governos, com muito poucas excepções. O actual executivo tem aliás agido no sentido de reforçar a ligação ao Estado de todo o universo do serviço público e de incentivar até a sua concorrência ao sector privado. Ao mesmo tempo que estimula esta luta desigual, cria sucessivos mecanismos regulatórios, baseados em taxas e mais taxas, e vai diminuindo o relevo que nos anos mais recentes tinha sido dado à auto-regulação. O Estado quer mais poder de controlo, ao mesmo tempo que é ele próprio parte interessada – na realidade o objectivo do Estado é que a RTP tenha o máximo de receitas publicitárias possíveis e isso, em larga medida, não é compatível com uma definição de serviço público que se baseie na complementaridade de conteúdos e na apresentação de uma oferta alternativa à das televisões privadas. Sem publicidade o serviço público de televisão seria diferente, não necessariamente pior e certamente mais justo para com o mercado.
(publicado na edição especial do «Diário Económico» titulada «E se Portugal»....)
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E SE O SERVIÇO PÚBLICO NÃO TIVESSE PUBLICIDADE?
Três, talvez quatro, canais comerciais em sinal aberto, segmentados para públicos diferentes, mais canais com conteúdos portugueses ou programação pensada para Portugal no cabo, maior actividade da produção independente, maior transparência no estabelecimento de preços, entrada de novos operadores – a vida podia ser assim, mas a realidade é que muito dificilmente lá chegaremos enquanto o serviço público de televisão competir comercialmente com os canais privados, quer no espaço hertziano, quer no cabo.
A vida podia ser bem diferente no reino da televisão se o canal público não estivesse sujeito à guerra das audiências, em função da possibilidade que tem de vender espaço publicitário – embora limitado. As diferenças existiriam em dois sentidos – numa vida diferente para os operadores privados (que seriam mais e com maior concorrência entre si), e numa tipologia de produção substancialmente diferente para o serviço público.
A falta de coragem em assumir o custo social de ter um serviço público de televisão arrasa com qualquer tentativa séria e coerente de fazer uma programação cuidada e de referência, por maior que seja a vontade e empenho dos seus responsáveis. Na realidade inviabiliza que o serviço público se torne instrumental na definição de uma paisagem audiovisual diferente, mais completa e dinâmica. Os responsáveis do serviço público vivem a disputar lideranças de audiências para melhorarem o valor dos seus espaços comerciais.
A situação tem laivos de algum maquiavelismo: o Estado gosta de ter um Serviço Público com audiências fortes, porque assim ele é mais influente – o facto de, dessa forma, limitar a possibilidade de maturação de um sector privado competitivo no audiovisual, é de somenos importância e tem sido uma característica de quase todos os Governos, com muito poucas excepções. O actual executivo tem aliás agido no sentido de reforçar a ligação ao Estado de todo o universo do serviço público e de incentivar até a sua concorrência ao sector privado. Ao mesmo tempo que estimula esta luta desigual, cria sucessivos mecanismos regulatórios, baseados em taxas e mais taxas, e vai diminuindo o relevo que nos anos mais recentes tinha sido dado à auto-regulação. O Estado quer mais poder de controlo, ao mesmo tempo que é ele próprio parte interessada – na realidade o objectivo do Estado é que a RTP tenha o máximo de receitas publicitárias possíveis e isso, em larga medida, não é compatível com uma definição de serviço público que se baseie na complementaridade de conteúdos e na apresentação de uma oferta alternativa à das televisões privadas. Sem publicidade o serviço público de televisão seria diferente, não necessariamente pior e certamente mais justo para com o mercado.
(publicado na edição especial do «Diário Económico» titulada «E se Portugal»....)
Três, talvez quatro, canais comerciais em sinal aberto, segmentados para públicos diferentes, mais canais com conteúdos portugueses ou programação pensada para Portugal no cabo, maior actividade da produção independente, maior transparência no estabelecimento de preços, entrada de novos operadores – a vida podia ser assim, mas a realidade é que muito dificilmente lá chegaremos enquanto o serviço público de televisão competir comercialmente com os canais privados, quer no espaço hertziano, quer no cabo.
A vida podia ser bem diferente no reino da televisão se o canal público não estivesse sujeito à guerra das audiências, em função da possibilidade que tem de vender espaço publicitário – embora limitado. As diferenças existiriam em dois sentidos – numa vida diferente para os operadores privados (que seriam mais e com maior concorrência entre si), e numa tipologia de produção substancialmente diferente para o serviço público.
A falta de coragem em assumir o custo social de ter um serviço público de televisão arrasa com qualquer tentativa séria e coerente de fazer uma programação cuidada e de referência, por maior que seja a vontade e empenho dos seus responsáveis. Na realidade inviabiliza que o serviço público se torne instrumental na definição de uma paisagem audiovisual diferente, mais completa e dinâmica. Os responsáveis do serviço público vivem a disputar lideranças de audiências para melhorarem o valor dos seus espaços comerciais.
A situação tem laivos de algum maquiavelismo: o Estado gosta de ter um Serviço Público com audiências fortes, porque assim ele é mais influente – o facto de, dessa forma, limitar a possibilidade de maturação de um sector privado competitivo no audiovisual, é de somenos importância e tem sido uma característica de quase todos os Governos, com muito poucas excepções. O actual executivo tem aliás agido no sentido de reforçar a ligação ao Estado de todo o universo do serviço público e de incentivar até a sua concorrência ao sector privado. Ao mesmo tempo que estimula esta luta desigual, cria sucessivos mecanismos regulatórios, baseados em taxas e mais taxas, e vai diminuindo o relevo que nos anos mais recentes tinha sido dado à auto-regulação. O Estado quer mais poder de controlo, ao mesmo tempo que é ele próprio parte interessada – na realidade o objectivo do Estado é que a RTP tenha o máximo de receitas publicitárias possíveis e isso, em larga medida, não é compatível com uma definição de serviço público que se baseie na complementaridade de conteúdos e na apresentação de uma oferta alternativa à das televisões privadas. Sem publicidade o serviço público de televisão seria diferente, não necessariamente pior e certamente mais justo para com o mercado.
(publicado na edição especial do «Diário Económico» titulada «E se Portugal»....)
junho 12, 2006
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GLOBALIZAÇÃO...
O seleccionador de Angola fala melhor português que o seleccionador de Portugal. Será isto a globalização?
O seleccionador de Angola fala melhor português que o seleccionador de Portugal. Será isto a globalização?
ESTADÃO
Às vezes acho que o país virou esquizofrénico. Explico: de um lado vemos o Governo a anunciar incentivos para reduzir o número de funcionários públicos e até a incentivar que passem para a iniciativa privada (vá-se lá saber como ou porquê…); do outro, vemos o Governo a criar novos organismos. O verniz liberal que o Primeiro Ministro gosta de usar dilui-se na acetona da fúria regulamentadora do Governo. Há cada vez mais entidades, autoridades, sumidades e banalidades que se proclamam reguladores. Têm duas coisas em comum: nascem de arranjinhos parlamentares onde a falta de pudor é a norma; e vivem de novas taxas que, em última análise são pagas pelos consumidores, por todos nós cidadãos.
Em boa parte dos casos há uma origem comum: o Ministro dos Assuntos Parlamentares, que distribui lugares, faz negociatas políticas nos corredores de S.Bento e garante a perpetuidade e prosperidade do Estadão, esse ponto de convergência de apetites partidários por lugares pagos pelo erário público.
Primeiro foram as empresas de comunicação a serem taxadas, de seguida querem fazer o mesmo às publicitárias, que fazem parte da cadeia de valor do mercado de informação e conteúdos. À falta de poder controlar ainda mais editorialmente a informação e os empresários do sector, aplicam-se taxas, criam-se limites artificiais, instala-se a ameaça. Este Governo resolveu acabar com os mecanismos que começavam a existir de auto-regulação e assumiu para o Estado o papel de fiscal todo-poderoso.
Para regulamentar a publicidade o Governo tem em mira cobrar 0,5% de um mercado de 5,4 mil milhões de euros - o alvo é sacar muitos milhões de euros em taxas aos anunciantes. Quem perde com isto? – Os consumidores que vão ver esta valor reflectido nos preços dos produtos que compram.
O Ministro Santos Silva pode continuar a fazer os seus joguinhos de corredor em S. Bento para comprar consciências. Mas para a História o que fica é uma nódoa no livre funcionamento da sociedade. Santos Silva é o retrato acabado do Estadão, ineficaz e perdulário por código genético. Longe do simplex e de vernizes liberais.
Às vezes acho que o país virou esquizofrénico. Explico: de um lado vemos o Governo a anunciar incentivos para reduzir o número de funcionários públicos e até a incentivar que passem para a iniciativa privada (vá-se lá saber como ou porquê…); do outro, vemos o Governo a criar novos organismos. O verniz liberal que o Primeiro Ministro gosta de usar dilui-se na acetona da fúria regulamentadora do Governo. Há cada vez mais entidades, autoridades, sumidades e banalidades que se proclamam reguladores. Têm duas coisas em comum: nascem de arranjinhos parlamentares onde a falta de pudor é a norma; e vivem de novas taxas que, em última análise são pagas pelos consumidores, por todos nós cidadãos.
Em boa parte dos casos há uma origem comum: o Ministro dos Assuntos Parlamentares, que distribui lugares, faz negociatas políticas nos corredores de S.Bento e garante a perpetuidade e prosperidade do Estadão, esse ponto de convergência de apetites partidários por lugares pagos pelo erário público.
Primeiro foram as empresas de comunicação a serem taxadas, de seguida querem fazer o mesmo às publicitárias, que fazem parte da cadeia de valor do mercado de informação e conteúdos. À falta de poder controlar ainda mais editorialmente a informação e os empresários do sector, aplicam-se taxas, criam-se limites artificiais, instala-se a ameaça. Este Governo resolveu acabar com os mecanismos que começavam a existir de auto-regulação e assumiu para o Estado o papel de fiscal todo-poderoso.
Para regulamentar a publicidade o Governo tem em mira cobrar 0,5% de um mercado de 5,4 mil milhões de euros - o alvo é sacar muitos milhões de euros em taxas aos anunciantes. Quem perde com isto? – Os consumidores que vão ver esta valor reflectido nos preços dos produtos que compram.
O Ministro Santos Silva pode continuar a fazer os seus joguinhos de corredor em S. Bento para comprar consciências. Mas para a História o que fica é uma nódoa no livre funcionamento da sociedade. Santos Silva é o retrato acabado do Estadão, ineficaz e perdulário por código genético. Longe do simplex e de vernizes liberais.
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ESTADÃO
Às vezes acho que o país virou esquizofrénico. Explico: de um lado vemos o Governo a anunciar incentivos para reduzir o número de funcionários públicos e até a incentivar que passem para a iniciativa privada (vá-se lá saber como ou porquê…); do outro, vemos o Governo a criar novos organismos. O verniz liberal que o Primeiro Ministro gosta de usar dilui-se na acetona da fúria regulamentadora do Governo. Há cada vez mais entidades, autoridades, sumidades e banalidades que se proclamam reguladores. Têm duas coisas em comum: nascem de arranjinhos parlamentares onde a falta de pudor é a norma; e vivem de novas taxas que, em última análise são pagas pelos consumidores, por todos nós cidadãos.
Em boa parte dos casos há uma origem comum: o Ministro dos Assuntos Parlamentares, que distribui lugares, faz negociatas políticas nos corredores de S.Bento e garante a perpetuidade e prosperidade do Estadão, esse ponto de convergência de apetites partidários por lugares pagos pelo erário público.
Primeiro foram as empresas de comunicação a serem taxadas, de seguida querem fazer o mesmo às publicitárias, que fazem parte da cadeia de valor do mercado de informação e conteúdos. À falta de poder controlar ainda mais editorialmente a informação e os empresários do sector, aplicam-se taxas, criam-se limites artificiais, instala-se a ameaça. Este Governo resolveu acabar com os mecanismos que começavam a existir de auto-regulação e assumiu para o Estado o papel de fiscal todo-poderoso.
Para regulamentar a publicidade o Governo tem em mira cobrar 0,5% de um mercado de 5,4 mil milhões de euros - o alvo é sacar muitos milhões de euros em taxas aos anunciantes. Quem perde com isto? – Os consumidores que vão ver esta valor reflectido nos preços dos produtos que compram.
O Ministro Santos Silva pode continuar a fazer os seus joguinhos de corredor em S. Bento para comprar consciências. Mas para a História o que fica é uma nódoa no livre funcionamento da sociedade. Santos Silva é o retrato acabado do Estadão, ineficaz e perdulário por código genético. Longe do simplex e de vernizes liberais.
Às vezes acho que o país virou esquizofrénico. Explico: de um lado vemos o Governo a anunciar incentivos para reduzir o número de funcionários públicos e até a incentivar que passem para a iniciativa privada (vá-se lá saber como ou porquê…); do outro, vemos o Governo a criar novos organismos. O verniz liberal que o Primeiro Ministro gosta de usar dilui-se na acetona da fúria regulamentadora do Governo. Há cada vez mais entidades, autoridades, sumidades e banalidades que se proclamam reguladores. Têm duas coisas em comum: nascem de arranjinhos parlamentares onde a falta de pudor é a norma; e vivem de novas taxas que, em última análise são pagas pelos consumidores, por todos nós cidadãos.
Em boa parte dos casos há uma origem comum: o Ministro dos Assuntos Parlamentares, que distribui lugares, faz negociatas políticas nos corredores de S.Bento e garante a perpetuidade e prosperidade do Estadão, esse ponto de convergência de apetites partidários por lugares pagos pelo erário público.
Primeiro foram as empresas de comunicação a serem taxadas, de seguida querem fazer o mesmo às publicitárias, que fazem parte da cadeia de valor do mercado de informação e conteúdos. À falta de poder controlar ainda mais editorialmente a informação e os empresários do sector, aplicam-se taxas, criam-se limites artificiais, instala-se a ameaça. Este Governo resolveu acabar com os mecanismos que começavam a existir de auto-regulação e assumiu para o Estado o papel de fiscal todo-poderoso.
Para regulamentar a publicidade o Governo tem em mira cobrar 0,5% de um mercado de 5,4 mil milhões de euros - o alvo é sacar muitos milhões de euros em taxas aos anunciantes. Quem perde com isto? – Os consumidores que vão ver esta valor reflectido nos preços dos produtos que compram.
O Ministro Santos Silva pode continuar a fazer os seus joguinhos de corredor em S. Bento para comprar consciências. Mas para a História o que fica é uma nódoa no livre funcionamento da sociedade. Santos Silva é o retrato acabado do Estadão, ineficaz e perdulário por código genético. Longe do simplex e de vernizes liberais.
junho 11, 2006
LISBOA E AS FESTAS
A ideia das Festas de Lisboa, com centenas de acontecimentos concentrados em Junho, muitas vezes a sobreporem-se, tinha sido abandonada nos últimos quatro anos. Em vez disso optou-se por um conceito, «Lisboa em Festa», que decorria entre meados de Maio (com a abertura da Feira do Livro) e meados de Setembro, assegurando que ao longo dos quatro meses com maior afluxo de turistas existisse um conjunto diversificado de eventos, exclusivamente de iniciativa autárquica ou feitos em parceria com privados, que promovessem o diálogo com públicos de municípios próximos (como acontecia nos concertos de Monsanto do auditório Keil do Amaral), que revelassem tendências novas (como o «Cosmopólis») ou que aprofundassem o conceito de placa giratória multi-cultural de Lisboa, como o Africa Festival. Para Junho ficavam as marchas populares, os arraiais, o Fado e meia dúzia de iniciativas de dimensão maior. Este conceito teve aliás por base uma constatação simples: Em Maio e Junho concentram-se já naturalmente iniciativas privadas de grande envergadura, sobretudo na área da música popular – não faz sentido fazer-lhes concorrência mas sim complementá-las.
Do ponto de vista dos custos o que acontecia era diluir o orçamento de actividades ao longo dos quatro meses, seleccionar e co-participar em parcerias co-produzindo eventos, garantir uma grande exposição de artistas portugueses de várias gerações, assegurar alguns nomes internacionais mais arredados do circuito comercial, procurar não fazer concorrência desleal aos promotores privados de concertos e sobretudo garantir a existência de animação na cidade nos meses (meados de Julho a meados de Setembro) onde a actividade dos produtores privados sofre uma quebra sazonal até porque em parte se desloca para os festivais de Verão e para outras iniciativas no litoral e interior do país. Lisboa tinha pouco a oferecer nesses meses e o objectivo traçado para a animação cultural era que ela fizesse parte integrante da atracção turística de Lisboa – daí por exemplo mega-exposições ao ar livre no Terreiro do Paço, apesar das limitações actuais do local devido às eternas obras do Metro; e daí também garantir que Monsanto se tornasse num pólo natural de actividades, o que aconteceu. Facto: em 2005 nesses quatro meses, tudo incluído, foram gastos 3,5 milhões de euros. Este ano voltou-se ao modelo antigo, muito igual ao de João Soares, e, essencialmente em Junho (na realidade de 1 de Junho a 9 de Julho) serão gastos 3 milhões de euros. São formas diferentes de planear, de fazer as contas e de procurar resultados.
O que é facto é que se conseguiu, sobretudo em 2003, 2004 e 2005, que este panorama funcionasse e fosse entendido não só por quem vive na cidade, mas também por quem a visita – desde o turismo exterior até ao turismo interno. As Festas de Lisboa deixaram de ser uma amálgama de acontecimentos em Junho e passaram a ter uma programação estruturada multi-disciplinar que se prolongava ao longo de 120 dias e que envolvia desde colectividades populares até à Orquestra Gulbenkian. O que se procurou foi criar a imagem de uma cidade onde a criatividade fazia parte do quotidiano e não apenas de algumas semanas com agitaçãozinha fabricada. Além disso desenvolveram-se acções específicas para as comunidades estrangeiras de emigrantes – desde africanos aos provenientes do Leste, que nos últimos anos alteraram o panorama de Lisboa, tornando-a de facto numa metrópole multi-étcnica e multi-cultural. Na realidade, sobretudo em 2004 e 2005, a actividade autárquica estendeu-se, numa série de outras acções complementares, ao longo de meses onde tradicionalmente não existia, entre Setembro e Abril – sempre em parcerias com privados, mas estimulando a existência e viabilizando ciclos de música, exposições e festivais de diversa natureza e origem: basta ver o que surgiu e se consolidou nesse período, como a Lisboa Photo e o Indy Lisboa. Às vezes convém forçar a memória para que algumas coisas não fiquem no esquecimento.
Existe um curioso documento sobre a importância das políticas culturais nas cidades, «The Memphis Manifesto», que não resisto a citar: «A criatividade é parte fundamental da natureza humana e é um bem essencial para a vida individual, das comunidades e da economia. As comunidades onde a criatividade se sente são locais vibrantes e humanizados, que estimulam o crescimento dos indivíduos, proporcionam avanços culturais e tecnológicos, criam empregos e riqueza e aceitam uma grande diversidade de estilos de vida e de cultura. Acreditamos que o futuro é construído pela força das ideias e as ideias são o motor do crescimento de amanhã – portanto acarinhar comunidades onde as ideias se possam desenvolver é um factor chave para o sucesso. As ideias nascem onde a criatividade é estimulada de forma permanente e a criatividade implanta-se e desenvolve-se onde as comunidades acarinham e estimulam as ideias».
A ideia das Festas de Lisboa, com centenas de acontecimentos concentrados em Junho, muitas vezes a sobreporem-se, tinha sido abandonada nos últimos quatro anos. Em vez disso optou-se por um conceito, «Lisboa em Festa», que decorria entre meados de Maio (com a abertura da Feira do Livro) e meados de Setembro, assegurando que ao longo dos quatro meses com maior afluxo de turistas existisse um conjunto diversificado de eventos, exclusivamente de iniciativa autárquica ou feitos em parceria com privados, que promovessem o diálogo com públicos de municípios próximos (como acontecia nos concertos de Monsanto do auditório Keil do Amaral), que revelassem tendências novas (como o «Cosmopólis») ou que aprofundassem o conceito de placa giratória multi-cultural de Lisboa, como o Africa Festival. Para Junho ficavam as marchas populares, os arraiais, o Fado e meia dúzia de iniciativas de dimensão maior. Este conceito teve aliás por base uma constatação simples: Em Maio e Junho concentram-se já naturalmente iniciativas privadas de grande envergadura, sobretudo na área da música popular – não faz sentido fazer-lhes concorrência mas sim complementá-las.
Do ponto de vista dos custos o que acontecia era diluir o orçamento de actividades ao longo dos quatro meses, seleccionar e co-participar em parcerias co-produzindo eventos, garantir uma grande exposição de artistas portugueses de várias gerações, assegurar alguns nomes internacionais mais arredados do circuito comercial, procurar não fazer concorrência desleal aos promotores privados de concertos e sobretudo garantir a existência de animação na cidade nos meses (meados de Julho a meados de Setembro) onde a actividade dos produtores privados sofre uma quebra sazonal até porque em parte se desloca para os festivais de Verão e para outras iniciativas no litoral e interior do país. Lisboa tinha pouco a oferecer nesses meses e o objectivo traçado para a animação cultural era que ela fizesse parte integrante da atracção turística de Lisboa – daí por exemplo mega-exposições ao ar livre no Terreiro do Paço, apesar das limitações actuais do local devido às eternas obras do Metro; e daí também garantir que Monsanto se tornasse num pólo natural de actividades, o que aconteceu. Facto: em 2005 nesses quatro meses, tudo incluído, foram gastos 3,5 milhões de euros. Este ano voltou-se ao modelo antigo, muito igual ao de João Soares, e, essencialmente em Junho (na realidade de 1 de Junho a 9 de Julho) serão gastos 3 milhões de euros. São formas diferentes de planear, de fazer as contas e de procurar resultados.
O que é facto é que se conseguiu, sobretudo em 2003, 2004 e 2005, que este panorama funcionasse e fosse entendido não só por quem vive na cidade, mas também por quem a visita – desde o turismo exterior até ao turismo interno. As Festas de Lisboa deixaram de ser uma amálgama de acontecimentos em Junho e passaram a ter uma programação estruturada multi-disciplinar que se prolongava ao longo de 120 dias e que envolvia desde colectividades populares até à Orquestra Gulbenkian. O que se procurou foi criar a imagem de uma cidade onde a criatividade fazia parte do quotidiano e não apenas de algumas semanas com agitaçãozinha fabricada. Além disso desenvolveram-se acções específicas para as comunidades estrangeiras de emigrantes – desde africanos aos provenientes do Leste, que nos últimos anos alteraram o panorama de Lisboa, tornando-a de facto numa metrópole multi-étcnica e multi-cultural. Na realidade, sobretudo em 2004 e 2005, a actividade autárquica estendeu-se, numa série de outras acções complementares, ao longo de meses onde tradicionalmente não existia, entre Setembro e Abril – sempre em parcerias com privados, mas estimulando a existência e viabilizando ciclos de música, exposições e festivais de diversa natureza e origem: basta ver o que surgiu e se consolidou nesse período, como a Lisboa Photo e o Indy Lisboa. Às vezes convém forçar a memória para que algumas coisas não fiquem no esquecimento.
Existe um curioso documento sobre a importância das políticas culturais nas cidades, «The Memphis Manifesto», que não resisto a citar: «A criatividade é parte fundamental da natureza humana e é um bem essencial para a vida individual, das comunidades e da economia. As comunidades onde a criatividade se sente são locais vibrantes e humanizados, que estimulam o crescimento dos indivíduos, proporcionam avanços culturais e tecnológicos, criam empregos e riqueza e aceitam uma grande diversidade de estilos de vida e de cultura. Acreditamos que o futuro é construído pela força das ideias e as ideias são o motor do crescimento de amanhã – portanto acarinhar comunidades onde as ideias se possam desenvolver é um factor chave para o sucesso. As ideias nascem onde a criatividade é estimulada de forma permanente e a criatividade implanta-se e desenvolve-se onde as comunidades acarinham e estimulam as ideias».
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LISBOA E AS FESTAS
A ideia das Festas de Lisboa, com centenas de acontecimentos concentrados em Junho, muitas vezes a sobreporem-se, tinha sido abandonada nos últimos quatro anos. Em vez disso optou-se por um conceito, «Lisboa em Festa», que decorria entre meados de Maio (com a abertura da Feira do Livro) e meados de Setembro, assegurando que ao longo dos quatro meses com maior afluxo de turistas existisse um conjunto diversificado de eventos, exclusivamente de iniciativa autárquica ou feitos em parceria com privados, que promovessem o diálogo com públicos de municípios próximos (como acontecia nos concertos de Monsanto do auditório Keil do Amaral), que revelassem tendências novas (como o «Cosmopólis») ou que aprofundassem o conceito de placa giratória multi-cultural de Lisboa, como o Africa Festival. Para Junho ficavam as marchas populares, os arraiais, o Fado e meia dúzia de iniciativas de dimensão maior. Este conceito teve aliás por base uma constatação simples: Em Maio e Junho concentram-se já naturalmente iniciativas privadas de grande envergadura, sobretudo na área da música popular – não faz sentido fazer-lhes concorrência mas sim complementá-las.
Do ponto de vista dos custos o que acontecia era diluir o orçamento de actividades ao longo dos quatro meses, seleccionar e co-participar em parcerias co-produzindo eventos, garantir uma grande exposição de artistas portugueses de várias gerações, assegurar alguns nomes internacionais mais arredados do circuito comercial, procurar não fazer concorrência desleal aos promotores privados de concertos e sobretudo garantir a existência de animação na cidade nos meses (meados de Julho a meados de Setembro) onde a actividade dos produtores privados sofre uma quebra sazonal até porque em parte se desloca para os festivais de Verão e para outras iniciativas no litoral e interior do país. Lisboa tinha pouco a oferecer nesses meses e o objectivo traçado para a animação cultural era que ela fizesse parte integrante da atracção turística de Lisboa – daí por exemplo mega-exposições ao ar livre no Terreiro do Paço, apesar das limitações actuais do local devido às eternas obras do Metro; e daí também garantir que Monsanto se tornasse num pólo natural de actividades, o que aconteceu. Facto: em 2005 nesses quatro meses, tudo incluído, foram gastos 3,5 milhões de euros. Este ano voltou-se ao modelo antigo, muito igual ao de João Soares, e, essencialmente em Junho (na realidade de 1 de Junho a 9 de Julho) serão gastos 3 milhões de euros. São formas diferentes de planear, de fazer as contas e de procurar resultados.
O que é facto é que se conseguiu, sobretudo em 2003, 2004 e 2005, que este panorama funcionasse e fosse entendido não só por quem vive na cidade, mas também por quem a visita – desde o turismo exterior até ao turismo interno. As Festas de Lisboa deixaram de ser uma amálgama de acontecimentos em Junho e passaram a ter uma programação estruturada multi-disciplinar que se prolongava ao longo de 120 dias e que envolvia desde colectividades populares até à Orquestra Gulbenkian. O que se procurou foi criar a imagem de uma cidade onde a criatividade fazia parte do quotidiano e não apenas de algumas semanas com agitaçãozinha fabricada. Além disso desenvolveram-se acções específicas para as comunidades estrangeiras de emigrantes – desde africanos aos provenientes do Leste, que nos últimos anos alteraram o panorama de Lisboa, tornando-a de facto numa metrópole multi-étcnica e multi-cultural. Na realidade, sobretudo em 2004 e 2005, a actividade autárquica estendeu-se, numa série de outras acções complementares, ao longo de meses onde tradicionalmente não existia, entre Setembro e Abril – sempre em parcerias com privados, mas estimulando a existência e viabilizando ciclos de música, exposições e festivais de diversa natureza e origem: basta ver o que surgiu e se consolidou nesse período, como a Lisboa Photo e o Indy Lisboa. Às vezes convém forçar a memória para que algumas coisas não fiquem no esquecimento.
Existe um curioso documento sobre a importância das políticas culturais nas cidades, «The Memphis Manifesto», que não resisto a citar: «A criatividade é parte fundamental da natureza humana e é um bem essencial para a vida individual, das comunidades e da economia. As comunidades onde a criatividade se sente são locais vibrantes e humanizados, que estimulam o crescimento dos indivíduos, proporcionam avanços culturais e tecnológicos, criam empregos e riqueza e aceitam uma grande diversidade de estilos de vida e de cultura. Acreditamos que o futuro é construído pela força das ideias e as ideias são o motor do crescimento de amanhã – portanto acarinhar comunidades onde as ideias se possam desenvolver é um factor chave para o sucesso. As ideias nascem onde a criatividade é estimulada de forma permanente e a criatividade implanta-se e desenvolve-se onde as comunidades acarinham e estimulam as ideias».
A ideia das Festas de Lisboa, com centenas de acontecimentos concentrados em Junho, muitas vezes a sobreporem-se, tinha sido abandonada nos últimos quatro anos. Em vez disso optou-se por um conceito, «Lisboa em Festa», que decorria entre meados de Maio (com a abertura da Feira do Livro) e meados de Setembro, assegurando que ao longo dos quatro meses com maior afluxo de turistas existisse um conjunto diversificado de eventos, exclusivamente de iniciativa autárquica ou feitos em parceria com privados, que promovessem o diálogo com públicos de municípios próximos (como acontecia nos concertos de Monsanto do auditório Keil do Amaral), que revelassem tendências novas (como o «Cosmopólis») ou que aprofundassem o conceito de placa giratória multi-cultural de Lisboa, como o Africa Festival. Para Junho ficavam as marchas populares, os arraiais, o Fado e meia dúzia de iniciativas de dimensão maior. Este conceito teve aliás por base uma constatação simples: Em Maio e Junho concentram-se já naturalmente iniciativas privadas de grande envergadura, sobretudo na área da música popular – não faz sentido fazer-lhes concorrência mas sim complementá-las.
Do ponto de vista dos custos o que acontecia era diluir o orçamento de actividades ao longo dos quatro meses, seleccionar e co-participar em parcerias co-produzindo eventos, garantir uma grande exposição de artistas portugueses de várias gerações, assegurar alguns nomes internacionais mais arredados do circuito comercial, procurar não fazer concorrência desleal aos promotores privados de concertos e sobretudo garantir a existência de animação na cidade nos meses (meados de Julho a meados de Setembro) onde a actividade dos produtores privados sofre uma quebra sazonal até porque em parte se desloca para os festivais de Verão e para outras iniciativas no litoral e interior do país. Lisboa tinha pouco a oferecer nesses meses e o objectivo traçado para a animação cultural era que ela fizesse parte integrante da atracção turística de Lisboa – daí por exemplo mega-exposições ao ar livre no Terreiro do Paço, apesar das limitações actuais do local devido às eternas obras do Metro; e daí também garantir que Monsanto se tornasse num pólo natural de actividades, o que aconteceu. Facto: em 2005 nesses quatro meses, tudo incluído, foram gastos 3,5 milhões de euros. Este ano voltou-se ao modelo antigo, muito igual ao de João Soares, e, essencialmente em Junho (na realidade de 1 de Junho a 9 de Julho) serão gastos 3 milhões de euros. São formas diferentes de planear, de fazer as contas e de procurar resultados.
O que é facto é que se conseguiu, sobretudo em 2003, 2004 e 2005, que este panorama funcionasse e fosse entendido não só por quem vive na cidade, mas também por quem a visita – desde o turismo exterior até ao turismo interno. As Festas de Lisboa deixaram de ser uma amálgama de acontecimentos em Junho e passaram a ter uma programação estruturada multi-disciplinar que se prolongava ao longo de 120 dias e que envolvia desde colectividades populares até à Orquestra Gulbenkian. O que se procurou foi criar a imagem de uma cidade onde a criatividade fazia parte do quotidiano e não apenas de algumas semanas com agitaçãozinha fabricada. Além disso desenvolveram-se acções específicas para as comunidades estrangeiras de emigrantes – desde africanos aos provenientes do Leste, que nos últimos anos alteraram o panorama de Lisboa, tornando-a de facto numa metrópole multi-étcnica e multi-cultural. Na realidade, sobretudo em 2004 e 2005, a actividade autárquica estendeu-se, numa série de outras acções complementares, ao longo de meses onde tradicionalmente não existia, entre Setembro e Abril – sempre em parcerias com privados, mas estimulando a existência e viabilizando ciclos de música, exposições e festivais de diversa natureza e origem: basta ver o que surgiu e se consolidou nesse período, como a Lisboa Photo e o Indy Lisboa. Às vezes convém forçar a memória para que algumas coisas não fiquem no esquecimento.
Existe um curioso documento sobre a importância das políticas culturais nas cidades, «The Memphis Manifesto», que não resisto a citar: «A criatividade é parte fundamental da natureza humana e é um bem essencial para a vida individual, das comunidades e da economia. As comunidades onde a criatividade se sente são locais vibrantes e humanizados, que estimulam o crescimento dos indivíduos, proporcionam avanços culturais e tecnológicos, criam empregos e riqueza e aceitam uma grande diversidade de estilos de vida e de cultura. Acreditamos que o futuro é construído pela força das ideias e as ideias são o motor do crescimento de amanhã – portanto acarinhar comunidades onde as ideias se possam desenvolver é um factor chave para o sucesso. As ideias nascem onde a criatividade é estimulada de forma permanente e a criatividade implanta-se e desenvolve-se onde as comunidades acarinham e estimulam as ideias».
junho 07, 2006
AS CONTAS DO AMARAL
Há uns dias atrás o Vereador da Cultura de Lisboa anunciou que as festas de Lisboa custariam este ano menos que as do ano passado, o que lhe daria o cognome de «poupadinho».
Para que as coisas sejam como devem ser, convém recordar que em 2005, entre as iniciativas todas de Junho em Lisboa, arraiais, marchas populares, Feira do Livro, África Festival, Festa do Fado e dezenas de concertos gratuitos entre Junho e final de Setembro em Monsanto e demais iniciativas que decorreram sob o chapéu de Lisboa em Festa durante todos estes meses, o custo total foi de 3,5 milhões de euros. O actual Presidente da autarquia deve lembrar-se do assunto, já que na altura presidia à Egeac.
Actualmente e só para as festividades de Junho vão ser gastos três milhões - e Lisboa voltou a ser uma bagunça de iniciativas simultâneas e sobrepostas em Junho, como era no tempo de João Soares, desertificando nos outros meses, fundamentais para o turismo da cidade.
No final veremos em que ano se gastou mais, quantos espectáculos se produziram, como se fez a ligação a produtores privados, como se diversificaram públicos, como se fidelizaram iniciativas.
Há uns dias atrás o Vereador da Cultura de Lisboa anunciou que as festas de Lisboa custariam este ano menos que as do ano passado, o que lhe daria o cognome de «poupadinho».
Para que as coisas sejam como devem ser, convém recordar que em 2005, entre as iniciativas todas de Junho em Lisboa, arraiais, marchas populares, Feira do Livro, África Festival, Festa do Fado e dezenas de concertos gratuitos entre Junho e final de Setembro em Monsanto e demais iniciativas que decorreram sob o chapéu de Lisboa em Festa durante todos estes meses, o custo total foi de 3,5 milhões de euros. O actual Presidente da autarquia deve lembrar-se do assunto, já que na altura presidia à Egeac.
Actualmente e só para as festividades de Junho vão ser gastos três milhões - e Lisboa voltou a ser uma bagunça de iniciativas simultâneas e sobrepostas em Junho, como era no tempo de João Soares, desertificando nos outros meses, fundamentais para o turismo da cidade.
No final veremos em que ano se gastou mais, quantos espectáculos se produziram, como se fez a ligação a produtores privados, como se diversificaram públicos, como se fidelizaram iniciativas.
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AS CONTAS DO AMARAL
Há uns dias atrás o Vereador da Cultura de Lisboa anunciou que as festas de Lisboa custariam este ano menos que as do ano passado, o que lhe daria o cognome de «poupadinho».
Para que as coisas sejam como devem ser, convém recordar que em 2005, entre as iniciativas todas de Junho em Lisboa, arraiais, marchas populares, Feira do Livro, África Festival, Festa do Fado e dezenas de concertos gratuitos entre Junho e final de Setembro em Monsanto e demais iniciativas que decorreram sob o chapéu de Lisboa em Festa durante todos estes meses, o custo total foi de 3,5 milhões de euros. O actual Presidente da autarquia deve lembrar-se do assunto, já que na altura presidia à Egeac.
Actualmente e só para as festividades de Junho vão ser gastos três milhões - e Lisboa voltou a ser uma bagunça de iniciativas simultâneas e sobrepostas em Junho, como era no tempo de João Soares, desertificando nos outros meses, fundamentais para o turismo da cidade.
No final veremos em que ano se gastou mais, quantos espectáculos se produziram, como se fez a ligação a produtores privados, como se diversificaram públicos, como se fidelizaram iniciativas.
Há uns dias atrás o Vereador da Cultura de Lisboa anunciou que as festas de Lisboa custariam este ano menos que as do ano passado, o que lhe daria o cognome de «poupadinho».
Para que as coisas sejam como devem ser, convém recordar que em 2005, entre as iniciativas todas de Junho em Lisboa, arraiais, marchas populares, Feira do Livro, África Festival, Festa do Fado e dezenas de concertos gratuitos entre Junho e final de Setembro em Monsanto e demais iniciativas que decorreram sob o chapéu de Lisboa em Festa durante todos estes meses, o custo total foi de 3,5 milhões de euros. O actual Presidente da autarquia deve lembrar-se do assunto, já que na altura presidia à Egeac.
Actualmente e só para as festividades de Junho vão ser gastos três milhões - e Lisboa voltou a ser uma bagunça de iniciativas simultâneas e sobrepostas em Junho, como era no tempo de João Soares, desertificando nos outros meses, fundamentais para o turismo da cidade.
No final veremos em que ano se gastou mais, quantos espectáculos se produziram, como se fez a ligação a produtores privados, como se diversificaram públicos, como se fidelizaram iniciativas.
junho 05, 2006
A ARQUIVISTA
A Ministra da Cultura afinal não desapareceu. Tornou-se arquivista. Na sua nova paixão quer transformar o Centro Nacional de Fotografia num mero arquivo.Acho que alguém lhe devia explicar bem o que é um Centro e o que é um Arquivo. E o melhor é explicarem-lhe muito devagarinho a ver se ela consegue perceber...
A Ministra da Cultura afinal não desapareceu. Tornou-se arquivista. Na sua nova paixão quer transformar o Centro Nacional de Fotografia num mero arquivo.Acho que alguém lhe devia explicar bem o que é um Centro e o que é um Arquivo. E o melhor é explicarem-lhe muito devagarinho a ver se ela consegue perceber...
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A ARQUIVISTA
A Ministra da Cultura afinal não desapareceu. Tornou-se arquivista. Na sua nova paixão quer transformar o Centro Nacional de Fotografia num mero arquivo.Acho que alguém lhe devia explicar bem o que é um Centro e o que é um Arquivo. E o melhor é explicarem-lhe muito devagarinho a ver se ela consegue perceber...
A Ministra da Cultura afinal não desapareceu. Tornou-se arquivista. Na sua nova paixão quer transformar o Centro Nacional de Fotografia num mero arquivo.Acho que alguém lhe devia explicar bem o que é um Centro e o que é um Arquivo. E o melhor é explicarem-lhe muito devagarinho a ver se ela consegue perceber...
DEPUTADOS - Certamente por engano um jornal noticiava esta semana que os patrióticos deputados portugueses estão a adaptar a agenda do Parlamento aos horários dos jogos do Mundial. É obviamente um equívoco: a verdade é que os deputados adoptaram a agenda do Mundial em detrimento da agenda parlamentar. Confirma-se que até os senhores deputados colocam no futebol, na selecção e em Scolari os destinos do país. Quem achar isto estranho arrisca-se a ser chamado vende-pátrias.
LER – A edição deste mês da revista «Atlântico» tem um imperdível artigo de Maria Filomena Mónica sobre a Casa da Música do Porto no qual arrasa com observação metódica e humor cáustico os detalhes do «poliedro esdrúxulo». Mas a grande peça da revista é um notável artigo do historiador Rui Ramos sobre o 28 de Maio, provocatoriamente intitulado «O 25 de Abril de Salazar»: «Tal como o 25 de Abril de 1974 poderia ter acabado numa ditadura marxista, mas deu lugar à democracia em 1976, também o 28 de Maio de 1926 Poderia ter acabado numa república reformada, mas deu lugar ao Estado Novo. Por estranho que possa parecer, as semelhanças e as analogias não se ficam por aqui».
OUVIR – Sonny Rollins tem 75 anos e continua a ser um dos saxofonistas tenor mais marcantes do jazz. A sua capacidade de interpretação, o sentimento que consegue transmitir com o seu sopro, a intensidade com que toca, tudo contribui para que cada disco seja uma redescoberta. No dia 15 de Setembro de 2001, poucos dias depois dos atentados de Nova York, Rollins deu um concerto no auditório da Universidadce de Berklee, em Boston – esta é a mais prestigiada escola de música de jazz do mundo. Fortemente marcado pela conjuntura de choque em que decorreu, o concerto teve uma carga emotiva invulgar que felizmente se preservou na respectiva gravação, agora editada. Sonny Rollins foi acompanhado neste concerto por um quinteto que integrava Clifton Anderson no trombone, Stephen Scott no piano, Bob Crenshaw no baixo eléctrico, Perry Wilson na bateria e Kimati Dinizilu na percussão. É preciso dizer que em Nova York , Rollins vive a seis quarteirões do local onde ficava o World Trade Center e assistiu, na rua, a tudo o que se passou. Um dia depois foi evacuado do local e há imagens, da CNN, que o mostram a ser transportado, com o seu inseparável saxofone debaixo do braço. Sóbrio e intenso, o concerto tem momentos altos no tema que lha dá o nome, «Without a Song» (do clássico álbum «The Bridge»), no swing irresistível de «Global Warming» e no extraordinário «Why Was I Born». «Without A Song – The 9/11 Concert», CD Milestone Records, distribuído por Universal Music.
COMER – Durante muito tempo o Restaurante A Paz foi um prazer quase diário – fica na Ajuda, era-me próximo, um grupo de amigos juntava-se lá com frequência ao almoço. A qualidade era extraordinária e o serviço irrepreensível. Esta semana, após quase quatro anos de ausência, voltei lá e só me arrependi de o regresso ter demorado tanto tempo. A simpatia do Senhor António continua um cartão de visita, assim como tudo o resto. À hora de almoço a casa tem mais movimento, ao jantar é mais sossegada – e como serve até às dez e meia, é um bom local para um jantar tranquilo. De entrada puseram-nos na mesa uma saladinha de feijão e uns carapauzinhos de escabeche que estavam uma delícia. A seguir veio o que nos tinha lá levado nesse dia: uns filetes de garoupa, acompanhados de arroz de feijão, batata frita às rodelas finíssimas e uma salada mista. A coisa correu pelo melhor: os filetes, bem panados, secos de gordura, de peixe fresquíssimo, continuam entre os melhores que se podem provar em Lisboa. A rematar umas cerejas do Fundão, bem primaveris. Ficou a apetecer-me voltar lá com mais frequência. A Paz, Largo da Paz 22B (à Ajuda), telef. 213 631 915.
AGENDA – Hoje e amanhã às 21h00 e Domingo às 16h00, últimas oportunidades de ver o bailado Giselle, pela Companhia Nacional de Bailado, com coreografia de Georges Garcia, segundo Marius Petipa, Jean Coralli e Jules Perrot, música de Adolphe Adam, cenário e figurinos de António Lagarto e desenho de luz de Cristina Piedade. No Teatro Camões, em Lisboa.
BACK TO BASICS – «Vivemos num tempo em que as coisas desnecessárias se transformaram nas nossas maiores necessidades» - Óscar Wilde.
LER – A edição deste mês da revista «Atlântico» tem um imperdível artigo de Maria Filomena Mónica sobre a Casa da Música do Porto no qual arrasa com observação metódica e humor cáustico os detalhes do «poliedro esdrúxulo». Mas a grande peça da revista é um notável artigo do historiador Rui Ramos sobre o 28 de Maio, provocatoriamente intitulado «O 25 de Abril de Salazar»: «Tal como o 25 de Abril de 1974 poderia ter acabado numa ditadura marxista, mas deu lugar à democracia em 1976, também o 28 de Maio de 1926 Poderia ter acabado numa república reformada, mas deu lugar ao Estado Novo. Por estranho que possa parecer, as semelhanças e as analogias não se ficam por aqui».
OUVIR – Sonny Rollins tem 75 anos e continua a ser um dos saxofonistas tenor mais marcantes do jazz. A sua capacidade de interpretação, o sentimento que consegue transmitir com o seu sopro, a intensidade com que toca, tudo contribui para que cada disco seja uma redescoberta. No dia 15 de Setembro de 2001, poucos dias depois dos atentados de Nova York, Rollins deu um concerto no auditório da Universidadce de Berklee, em Boston – esta é a mais prestigiada escola de música de jazz do mundo. Fortemente marcado pela conjuntura de choque em que decorreu, o concerto teve uma carga emotiva invulgar que felizmente se preservou na respectiva gravação, agora editada. Sonny Rollins foi acompanhado neste concerto por um quinteto que integrava Clifton Anderson no trombone, Stephen Scott no piano, Bob Crenshaw no baixo eléctrico, Perry Wilson na bateria e Kimati Dinizilu na percussão. É preciso dizer que em Nova York , Rollins vive a seis quarteirões do local onde ficava o World Trade Center e assistiu, na rua, a tudo o que se passou. Um dia depois foi evacuado do local e há imagens, da CNN, que o mostram a ser transportado, com o seu inseparável saxofone debaixo do braço. Sóbrio e intenso, o concerto tem momentos altos no tema que lha dá o nome, «Without a Song» (do clássico álbum «The Bridge»), no swing irresistível de «Global Warming» e no extraordinário «Why Was I Born». «Without A Song – The 9/11 Concert», CD Milestone Records, distribuído por Universal Music.
COMER – Durante muito tempo o Restaurante A Paz foi um prazer quase diário – fica na Ajuda, era-me próximo, um grupo de amigos juntava-se lá com frequência ao almoço. A qualidade era extraordinária e o serviço irrepreensível. Esta semana, após quase quatro anos de ausência, voltei lá e só me arrependi de o regresso ter demorado tanto tempo. A simpatia do Senhor António continua um cartão de visita, assim como tudo o resto. À hora de almoço a casa tem mais movimento, ao jantar é mais sossegada – e como serve até às dez e meia, é um bom local para um jantar tranquilo. De entrada puseram-nos na mesa uma saladinha de feijão e uns carapauzinhos de escabeche que estavam uma delícia. A seguir veio o que nos tinha lá levado nesse dia: uns filetes de garoupa, acompanhados de arroz de feijão, batata frita às rodelas finíssimas e uma salada mista. A coisa correu pelo melhor: os filetes, bem panados, secos de gordura, de peixe fresquíssimo, continuam entre os melhores que se podem provar em Lisboa. A rematar umas cerejas do Fundão, bem primaveris. Ficou a apetecer-me voltar lá com mais frequência. A Paz, Largo da Paz 22B (à Ajuda), telef. 213 631 915.
AGENDA – Hoje e amanhã às 21h00 e Domingo às 16h00, últimas oportunidades de ver o bailado Giselle, pela Companhia Nacional de Bailado, com coreografia de Georges Garcia, segundo Marius Petipa, Jean Coralli e Jules Perrot, música de Adolphe Adam, cenário e figurinos de António Lagarto e desenho de luz de Cristina Piedade. No Teatro Camões, em Lisboa.
BACK TO BASICS – «Vivemos num tempo em que as coisas desnecessárias se transformaram nas nossas maiores necessidades» - Óscar Wilde.
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DEPUTADOS - Certamente por engano um jornal noticiava esta semana que os patrióticos deputados portugueses estão a adaptar a agenda do Parlamento aos horários dos jogos do Mundial. É obviamente um equívoco: a verdade é que os deputados adoptaram a agenda do Mundial em detrimento da agenda parlamentar. Confirma-se que até os senhores deputados colocam no futebol, na selecção e em Scolari os destinos do país. Quem achar isto estranho arrisca-se a ser chamado vende-pátrias.
LER – A edição deste mês da revista «Atlântico» tem um imperdível artigo de Maria Filomena Mónica sobre a Casa da Música do Porto no qual arrasa com observação metódica e humor cáustico os detalhes do «poliedro esdrúxulo». Mas a grande peça da revista é um notável artigo do historiador Rui Ramos sobre o 28 de Maio, provocatoriamente intitulado «O 25 de Abril de Salazar»: «Tal como o 25 de Abril de 1974 poderia ter acabado numa ditadura marxista, mas deu lugar à democracia em 1976, também o 28 de Maio de 1926 Poderia ter acabado numa república reformada, mas deu lugar ao Estado Novo. Por estranho que possa parecer, as semelhanças e as analogias não se ficam por aqui».
OUVIR – Sonny Rollins tem 75 anos e continua a ser um dos saxofonistas tenor mais marcantes do jazz. A sua capacidade de interpretação, o sentimento que consegue transmitir com o seu sopro, a intensidade com que toca, tudo contribui para que cada disco seja uma redescoberta. No dia 15 de Setembro de 2001, poucos dias depois dos atentados de Nova York, Rollins deu um concerto no auditório da Universidadce de Berklee, em Boston – esta é a mais prestigiada escola de música de jazz do mundo. Fortemente marcado pela conjuntura de choque em que decorreu, o concerto teve uma carga emotiva invulgar que felizmente se preservou na respectiva gravação, agora editada. Sonny Rollins foi acompanhado neste concerto por um quinteto que integrava Clifton Anderson no trombone, Stephen Scott no piano, Bob Crenshaw no baixo eléctrico, Perry Wilson na bateria e Kimati Dinizilu na percussão. É preciso dizer que em Nova York , Rollins vive a seis quarteirões do local onde ficava o World Trade Center e assistiu, na rua, a tudo o que se passou. Um dia depois foi evacuado do local e há imagens, da CNN, que o mostram a ser transportado, com o seu inseparável saxofone debaixo do braço. Sóbrio e intenso, o concerto tem momentos altos no tema que lha dá o nome, «Without a Song» (do clássico álbum «The Bridge»), no swing irresistível de «Global Warming» e no extraordinário «Why Was I Born». «Without A Song – The 9/11 Concert», CD Milestone Records, distribuído por Universal Music.
COMER – Durante muito tempo o Restaurante A Paz foi um prazer quase diário – fica na Ajuda, era-me próximo, um grupo de amigos juntava-se lá com frequência ao almoço. A qualidade era extraordinária e o serviço irrepreensível. Esta semana, após quase quatro anos de ausência, voltei lá e só me arrependi de o regresso ter demorado tanto tempo. A simpatia do Senhor António continua um cartão de visita, assim como tudo o resto. À hora de almoço a casa tem mais movimento, ao jantar é mais sossegada – e como serve até às dez e meia, é um bom local para um jantar tranquilo. De entrada puseram-nos na mesa uma saladinha de feijão e uns carapauzinhos de escabeche que estavam uma delícia. A seguir veio o que nos tinha lá levado nesse dia: uns filetes de garoupa, acompanhados de arroz de feijão, batata frita às rodelas finíssimas e uma salada mista. A coisa correu pelo melhor: os filetes, bem panados, secos de gordura, de peixe fresquíssimo, continuam entre os melhores que se podem provar em Lisboa. A rematar umas cerejas do Fundão, bem primaveris. Ficou a apetecer-me voltar lá com mais frequência. A Paz, Largo da Paz 22B (à Ajuda), telef. 213 631 915.
AGENDA – Hoje e amanhã às 21h00 e Domingo às 16h00, últimas oportunidades de ver o bailado Giselle, pela Companhia Nacional de Bailado, com coreografia de Georges Garcia, segundo Marius Petipa, Jean Coralli e Jules Perrot, música de Adolphe Adam, cenário e figurinos de António Lagarto e desenho de luz de Cristina Piedade. No Teatro Camões, em Lisboa.
BACK TO BASICS – «Vivemos num tempo em que as coisas desnecessárias se transformaram nas nossas maiores necessidades» - Óscar Wilde.
LER – A edição deste mês da revista «Atlântico» tem um imperdível artigo de Maria Filomena Mónica sobre a Casa da Música do Porto no qual arrasa com observação metódica e humor cáustico os detalhes do «poliedro esdrúxulo». Mas a grande peça da revista é um notável artigo do historiador Rui Ramos sobre o 28 de Maio, provocatoriamente intitulado «O 25 de Abril de Salazar»: «Tal como o 25 de Abril de 1974 poderia ter acabado numa ditadura marxista, mas deu lugar à democracia em 1976, também o 28 de Maio de 1926 Poderia ter acabado numa república reformada, mas deu lugar ao Estado Novo. Por estranho que possa parecer, as semelhanças e as analogias não se ficam por aqui».
OUVIR – Sonny Rollins tem 75 anos e continua a ser um dos saxofonistas tenor mais marcantes do jazz. A sua capacidade de interpretação, o sentimento que consegue transmitir com o seu sopro, a intensidade com que toca, tudo contribui para que cada disco seja uma redescoberta. No dia 15 de Setembro de 2001, poucos dias depois dos atentados de Nova York, Rollins deu um concerto no auditório da Universidadce de Berklee, em Boston – esta é a mais prestigiada escola de música de jazz do mundo. Fortemente marcado pela conjuntura de choque em que decorreu, o concerto teve uma carga emotiva invulgar que felizmente se preservou na respectiva gravação, agora editada. Sonny Rollins foi acompanhado neste concerto por um quinteto que integrava Clifton Anderson no trombone, Stephen Scott no piano, Bob Crenshaw no baixo eléctrico, Perry Wilson na bateria e Kimati Dinizilu na percussão. É preciso dizer que em Nova York , Rollins vive a seis quarteirões do local onde ficava o World Trade Center e assistiu, na rua, a tudo o que se passou. Um dia depois foi evacuado do local e há imagens, da CNN, que o mostram a ser transportado, com o seu inseparável saxofone debaixo do braço. Sóbrio e intenso, o concerto tem momentos altos no tema que lha dá o nome, «Without a Song» (do clássico álbum «The Bridge»), no swing irresistível de «Global Warming» e no extraordinário «Why Was I Born». «Without A Song – The 9/11 Concert», CD Milestone Records, distribuído por Universal Music.
COMER – Durante muito tempo o Restaurante A Paz foi um prazer quase diário – fica na Ajuda, era-me próximo, um grupo de amigos juntava-se lá com frequência ao almoço. A qualidade era extraordinária e o serviço irrepreensível. Esta semana, após quase quatro anos de ausência, voltei lá e só me arrependi de o regresso ter demorado tanto tempo. A simpatia do Senhor António continua um cartão de visita, assim como tudo o resto. À hora de almoço a casa tem mais movimento, ao jantar é mais sossegada – e como serve até às dez e meia, é um bom local para um jantar tranquilo. De entrada puseram-nos na mesa uma saladinha de feijão e uns carapauzinhos de escabeche que estavam uma delícia. A seguir veio o que nos tinha lá levado nesse dia: uns filetes de garoupa, acompanhados de arroz de feijão, batata frita às rodelas finíssimas e uma salada mista. A coisa correu pelo melhor: os filetes, bem panados, secos de gordura, de peixe fresquíssimo, continuam entre os melhores que se podem provar em Lisboa. A rematar umas cerejas do Fundão, bem primaveris. Ficou a apetecer-me voltar lá com mais frequência. A Paz, Largo da Paz 22B (à Ajuda), telef. 213 631 915.
AGENDA – Hoje e amanhã às 21h00 e Domingo às 16h00, últimas oportunidades de ver o bailado Giselle, pela Companhia Nacional de Bailado, com coreografia de Georges Garcia, segundo Marius Petipa, Jean Coralli e Jules Perrot, música de Adolphe Adam, cenário e figurinos de António Lagarto e desenho de luz de Cristina Piedade. No Teatro Camões, em Lisboa.
BACK TO BASICS – «Vivemos num tempo em que as coisas desnecessárias se transformaram nas nossas maiores necessidades» - Óscar Wilde.
A MINISTRA DESAPARECIDA
Olho à volta à procura da Ministra da Cultura e não a vejo. Se calhar, penso para os meus botões, neste Governo PS de centro-direita, vingou a tese de que o Ministério da Cultura é uma bizarria, uma extravagância, e está a ser descontinuado de forma discreta, longe dos olhares da ribalta.
Digitando «Ministra da Cultura» no Google e escolhendo a opção páginas de Portugal, que conclusão se tira? – Que a Ministra passou a ser apenas corta-fitas. O primeiro ecrã que aparece vem recheado de referências à Feira do Livro, ao Museu do Pão e a outros momentos semelhantes. Verifico, com curiosidade, que é muito referida na imprensa regional e percebo que tem andando no interior a fazer algumas promessas.
O segundo ecrã recorda-me os saneamentos que promoveu, para colocar nos postos chave do Ministério gente da sua confiança, desde a Biblioteca Nacional até ao Teatro Nacional D. Maria; recorda-me as polémicas em que se envolveu com Rui Rio, o episódio da colecção Berardo ou a interminável história da Casa da Música (a propósito: já leram o artigo de Maria Filomena Mónica sobre o tema na revista «Atlântico» deste mês?).
Junto dois mais dois e penso que, depois das complicações que arranjou ao Primeiro-Ministro, alguma voz sábia a mandou passear pelo interior, visitando monumentos e desenvolvendo como área chave do seu Ministério a etnografia.
Anteontem fui ao site do Ministério da Cultura à procura de confirmação para esta tese, e constato que na página de entrada, o Dia Internacional dos Museus, do passado dia 18 de Maio, era ainda o tema em destaque; o último comunicado de imprensa que lá encontro tinha um mês e era sobre a feira do Livro de Turim, do passado dia 2 de Maio – na realidade existem seis comunicados de imprensa desde o dia 1 de Janeiro, uma actividade verdadeiramente imparável.
Dir-me-ão: a Ministra é uma discreta formiguinha trabalhadeira, lá na sombra está tudo em efervescência. Eu, por acaso, gostava de saber o que se passa, quais os planos para aumentar a nossa relação cultural com outros países de língua portuguesa, se uma prometida Film Commission sempre avança, se a Lei do Mecenato está a ser tornada mais atractiva, qual a estratégia de promoção da cultura portuguesa no exterior que está a ser preparada. Em vez disso, vejo notícias do interior. É como se o Ministério da Cultura tivesse entrado em fase de comissão liquidatária.
Olho à volta à procura da Ministra da Cultura e não a vejo. Se calhar, penso para os meus botões, neste Governo PS de centro-direita, vingou a tese de que o Ministério da Cultura é uma bizarria, uma extravagância, e está a ser descontinuado de forma discreta, longe dos olhares da ribalta.
Digitando «Ministra da Cultura» no Google e escolhendo a opção páginas de Portugal, que conclusão se tira? – Que a Ministra passou a ser apenas corta-fitas. O primeiro ecrã que aparece vem recheado de referências à Feira do Livro, ao Museu do Pão e a outros momentos semelhantes. Verifico, com curiosidade, que é muito referida na imprensa regional e percebo que tem andando no interior a fazer algumas promessas.
O segundo ecrã recorda-me os saneamentos que promoveu, para colocar nos postos chave do Ministério gente da sua confiança, desde a Biblioteca Nacional até ao Teatro Nacional D. Maria; recorda-me as polémicas em que se envolveu com Rui Rio, o episódio da colecção Berardo ou a interminável história da Casa da Música (a propósito: já leram o artigo de Maria Filomena Mónica sobre o tema na revista «Atlântico» deste mês?).
Junto dois mais dois e penso que, depois das complicações que arranjou ao Primeiro-Ministro, alguma voz sábia a mandou passear pelo interior, visitando monumentos e desenvolvendo como área chave do seu Ministério a etnografia.
Anteontem fui ao site do Ministério da Cultura à procura de confirmação para esta tese, e constato que na página de entrada, o Dia Internacional dos Museus, do passado dia 18 de Maio, era ainda o tema em destaque; o último comunicado de imprensa que lá encontro tinha um mês e era sobre a feira do Livro de Turim, do passado dia 2 de Maio – na realidade existem seis comunicados de imprensa desde o dia 1 de Janeiro, uma actividade verdadeiramente imparável.
Dir-me-ão: a Ministra é uma discreta formiguinha trabalhadeira, lá na sombra está tudo em efervescência. Eu, por acaso, gostava de saber o que se passa, quais os planos para aumentar a nossa relação cultural com outros países de língua portuguesa, se uma prometida Film Commission sempre avança, se a Lei do Mecenato está a ser tornada mais atractiva, qual a estratégia de promoção da cultura portuguesa no exterior que está a ser preparada. Em vez disso, vejo notícias do interior. É como se o Ministério da Cultura tivesse entrado em fase de comissão liquidatária.
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A MINISTRA DESAPARECIDA
Olho à volta à procura da Ministra da Cultura e não a vejo. Se calhar, penso para os meus botões, neste Governo PS de centro-direita, vingou a tese de que o Ministério da Cultura é uma bizarria, uma extravagância, e está a ser descontinuado de forma discreta, longe dos olhares da ribalta.
Digitando «Ministra da Cultura» no Google e escolhendo a opção páginas de Portugal, que conclusão se tira? – Que a Ministra passou a ser apenas corta-fitas. O primeiro ecrã que aparece vem recheado de referências à Feira do Livro, ao Museu do Pão e a outros momentos semelhantes. Verifico, com curiosidade, que é muito referida na imprensa regional e percebo que tem andando no interior a fazer algumas promessas.
O segundo ecrã recorda-me os saneamentos que promoveu, para colocar nos postos chave do Ministério gente da sua confiança, desde a Biblioteca Nacional até ao Teatro Nacional D. Maria; recorda-me as polémicas em que se envolveu com Rui Rio, o episódio da colecção Berardo ou a interminável história da Casa da Música (a propósito: já leram o artigo de Maria Filomena Mónica sobre o tema na revista «Atlântico» deste mês?).
Junto dois mais dois e penso que, depois das complicações que arranjou ao Primeiro-Ministro, alguma voz sábia a mandou passear pelo interior, visitando monumentos e desenvolvendo como área chave do seu Ministério a etnografia.
Anteontem fui ao site do Ministério da Cultura à procura de confirmação para esta tese, e constato que na página de entrada, o Dia Internacional dos Museus, do passado dia 18 de Maio, era ainda o tema em destaque; o último comunicado de imprensa que lá encontro tinha um mês e era sobre a feira do Livro de Turim, do passado dia 2 de Maio – na realidade existem seis comunicados de imprensa desde o dia 1 de Janeiro, uma actividade verdadeiramente imparável.
Dir-me-ão: a Ministra é uma discreta formiguinha trabalhadeira, lá na sombra está tudo em efervescência. Eu, por acaso, gostava de saber o que se passa, quais os planos para aumentar a nossa relação cultural com outros países de língua portuguesa, se uma prometida Film Commission sempre avança, se a Lei do Mecenato está a ser tornada mais atractiva, qual a estratégia de promoção da cultura portuguesa no exterior que está a ser preparada. Em vez disso, vejo notícias do interior. É como se o Ministério da Cultura tivesse entrado em fase de comissão liquidatária.
Olho à volta à procura da Ministra da Cultura e não a vejo. Se calhar, penso para os meus botões, neste Governo PS de centro-direita, vingou a tese de que o Ministério da Cultura é uma bizarria, uma extravagância, e está a ser descontinuado de forma discreta, longe dos olhares da ribalta.
Digitando «Ministra da Cultura» no Google e escolhendo a opção páginas de Portugal, que conclusão se tira? – Que a Ministra passou a ser apenas corta-fitas. O primeiro ecrã que aparece vem recheado de referências à Feira do Livro, ao Museu do Pão e a outros momentos semelhantes. Verifico, com curiosidade, que é muito referida na imprensa regional e percebo que tem andando no interior a fazer algumas promessas.
O segundo ecrã recorda-me os saneamentos que promoveu, para colocar nos postos chave do Ministério gente da sua confiança, desde a Biblioteca Nacional até ao Teatro Nacional D. Maria; recorda-me as polémicas em que se envolveu com Rui Rio, o episódio da colecção Berardo ou a interminável história da Casa da Música (a propósito: já leram o artigo de Maria Filomena Mónica sobre o tema na revista «Atlântico» deste mês?).
Junto dois mais dois e penso que, depois das complicações que arranjou ao Primeiro-Ministro, alguma voz sábia a mandou passear pelo interior, visitando monumentos e desenvolvendo como área chave do seu Ministério a etnografia.
Anteontem fui ao site do Ministério da Cultura à procura de confirmação para esta tese, e constato que na página de entrada, o Dia Internacional dos Museus, do passado dia 18 de Maio, era ainda o tema em destaque; o último comunicado de imprensa que lá encontro tinha um mês e era sobre a feira do Livro de Turim, do passado dia 2 de Maio – na realidade existem seis comunicados de imprensa desde o dia 1 de Janeiro, uma actividade verdadeiramente imparável.
Dir-me-ão: a Ministra é uma discreta formiguinha trabalhadeira, lá na sombra está tudo em efervescência. Eu, por acaso, gostava de saber o que se passa, quais os planos para aumentar a nossa relação cultural com outros países de língua portuguesa, se uma prometida Film Commission sempre avança, se a Lei do Mecenato está a ser tornada mais atractiva, qual a estratégia de promoção da cultura portuguesa no exterior que está a ser preparada. Em vez disso, vejo notícias do interior. É como se o Ministério da Cultura tivesse entrado em fase de comissão liquidatária.
junho 01, 2006
PESADELO
Vai começar o tempo em que os que não ligam ao futebol vão ser descriminados: não vão ter tema de conversa, vão sentir-se excluídos, levam bombardeamentos por tudo quanto é lado. Pior ainda, se não mostratem um resto de emoção que seja pela equipa portuguesa serão apelidados de traidores, excomungados da sociedade e acusados de contribuírem para o descrédito, o desprestígio e a desmoralização do país.
Vai começar o tempo em que os que não ligam ao futebol vão ser descriminados: não vão ter tema de conversa, vão sentir-se excluídos, levam bombardeamentos por tudo quanto é lado. Pior ainda, se não mostratem um resto de emoção que seja pela equipa portuguesa serão apelidados de traidores, excomungados da sociedade e acusados de contribuírem para o descrédito, o desprestígio e a desmoralização do país.
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PESADELO
Vai começar o tempo em que os que não ligam ao futebol vão ser descriminados: não vão ter tema de conversa, vão sentir-se excluídos, levam bombardeamentos por tudo quanto é lado. Pior ainda, se não mostratem um resto de emoção que seja pela equipa portuguesa serão apelidados de traidores, excomungados da sociedade e acusados de contribuírem para o descrédito, o desprestígio e a desmoralização do país.
Vai começar o tempo em que os que não ligam ao futebol vão ser descriminados: não vão ter tema de conversa, vão sentir-se excluídos, levam bombardeamentos por tudo quanto é lado. Pior ainda, se não mostratem um resto de emoção que seja pela equipa portuguesa serão apelidados de traidores, excomungados da sociedade e acusados de contribuírem para o descrédito, o desprestígio e a desmoralização do país.
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O PIOR SPOT DE SEMPRE
O pior spot de rádio de que tenho memória é uma coisa que anda a passar por estes dias, propagandeando o relógio da selecção e protagonizando Scolari, com o patrocínio da Federação Portuguesa de Futebol.
O pior spot de rádio de que tenho memória é uma coisa que anda a passar por estes dias, propagandeando o relógio da selecção e protagonizando Scolari, com o patrocínio da Federação Portuguesa de Futebol.
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MODA TUGA
A moda tuga da época é passear na rua com um auscultador bluetooth encaixado no pavilhão auricular, mesmo que não esteja ligado a coisa alguma. É assim uma espécie de brinco pós-moderno.
A moda tuga da época é passear na rua com um auscultador bluetooth encaixado no pavilhão auricular, mesmo que não esteja ligado a coisa alguma. É assim uma espécie de brinco pós-moderno.
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RADAR
A Radar é a rádio que ouço mais hoje em dia. Mas infelizmente começa a ter um poucode conversa desnecessária a mais e música a menos. A pior coisa que pode acontecer a uma rádio é ter animadores de antena que se gostam mais de ouvir a esles próprios que às músicas que escolhem.
A Radar é a rádio que ouço mais hoje em dia. Mas infelizmente começa a ter um poucode conversa desnecessária a mais e música a menos. A pior coisa que pode acontecer a uma rádio é ter animadores de antena que se gostam mais de ouvir a esles próprios que às músicas que escolhem.
maio 29, 2006
TIMOR, PELA CNN
Para não ficarmos condicionados pelo lado sentimental, vale a pena ler o que fontes menos envolvidas dizem sobre o que se está a passar.Este é o despacho de hoje da CNN. Excertos:
Para não ficarmos condicionados pelo lado sentimental, vale a pena ler o que fontes menos envolvidas dizem sobre o que se está a passar.Este é o despacho de hoje da CNN. Excertos:
What began in recent months as a schism within the armed forces spilled over during the past week to the general population, which is divided on geographical lines of east and west, or those perceived to have been pro-Indonesian against those who wanted independence, AP reported.
Rival gangs torched homes and battled with machetes for a third day on Sunday. Fire across the city filled the sky with smoke overnight and into Monday, and the streets were strewn with smoldering debris while Black Hawk helicopters roared overhead.
Australian troops rumbled toward the sound of gunfire in armored personnel carriers, but seemed to only briefly scatter combatants.
Fighting erupted last week when renegade soldiers attacked unarmed police who were being escorted to safety by U.N. staff, leaving nine dead.
Dili's Becora hospital said the toll had risen to 20 by Sunday.
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TIMOR, PELA CNN
Para não ficarmos condicionados pelo lado sentimental, vale a pena ler o que fontes menos envolvidas dizem sobre o que se está a passar.Este é o despacho de hoje da CNN. Excertos:
Para não ficarmos condicionados pelo lado sentimental, vale a pena ler o que fontes menos envolvidas dizem sobre o que se está a passar.Este é o despacho de hoje da CNN. Excertos:
What began in recent months as a schism within the armed forces spilled over during the past week to the general population, which is divided on geographical lines of east and west, or those perceived to have been pro-Indonesian against those who wanted independence, AP reported.
Rival gangs torched homes and battled with machetes for a third day on Sunday. Fire across the city filled the sky with smoke overnight and into Monday, and the streets were strewn with smoldering debris while Black Hawk helicopters roared overhead.
Australian troops rumbled toward the sound of gunfire in armored personnel carriers, but seemed to only briefly scatter combatants.
Fighting erupted last week when renegade soldiers attacked unarmed police who were being escorted to safety by U.N. staff, leaving nine dead.
Dili's Becora hospital said the toll had risen to 20 by Sunday.
QUERO UM TELEFONE SIMPLES
Belo artigo este da Wired : um telefone deve servir para falar, ser simples de usar e não provocar maçadas - parece ser isto que um largo numero de utilizadores prefere.
Belo artigo este da Wired : um telefone deve servir para falar, ser simples de usar e não provocar maçadas - parece ser isto que um largo numero de utilizadores prefere.
CABELOS EM PÉ
Quem ler a entrevista com Jack Welch (o gestor que multiplicou o valor da General Electric)ao Jornal de Negócios só pode ficar com os cabelos em pé. Excerto:
Quem ler a entrevista com Jack Welch (o gestor que multiplicou o valor da General Electric)ao Jornal de Negócios só pode ficar com os cabelos em pé. Excerto:
«É humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, que é a de uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos», disse Jack Welch hoje de manhã numa mesa redonda com empresários portugueses, citado pelo presidente do Fórum para a Competitividade, Luís Mira Amaral, na conferência de imprensa que se seguiu para revelar as conclusões do encontro.
«Welch disse que somos demasiado estáticos em Portugal», afirmou Mira Amaral, confirmando assim o «ralhete» que o ex-CEO da General Electric deu aos empresários portugueses na mesa redonda destinada à análise e discussão sobre «Os Desafios das Empresas e da Economia Portuguesa no Contexto Competitivo Actual», uma iniciativa apoiada pelo Jornal de Negócios.
Jack Welch defendeu o empreendedorismo e um aumento sustentado da produtividade e deu alguns exemplos de sistemas financeiros que actuaram como estímulo para o empreendedorismo: a elevação do nível tecnológico, maior contribuição do Estado (na garantia de qualidade a todos os níveis de ensino, por exemplo) e na inovação e valorização dos recursos humanos, que devem ser as preocupações básicas das empresas.
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CABELOS EM PÉ
Quem ler a entrevista com Jack Welch (o gestor que multiplicou o valor da General Electric)ao Jornal de Negócios só pode ficar com os cabelos em pé. Excerto:
Quem ler a entrevista com Jack Welch (o gestor que multiplicou o valor da General Electric)ao Jornal de Negócios só pode ficar com os cabelos em pé. Excerto:
«É humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, que é a de uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos», disse Jack Welch hoje de manhã numa mesa redonda com empresários portugueses, citado pelo presidente do Fórum para a Competitividade, Luís Mira Amaral, na conferência de imprensa que se seguiu para revelar as conclusões do encontro.
«Welch disse que somos demasiado estáticos em Portugal», afirmou Mira Amaral, confirmando assim o «ralhete» que o ex-CEO da General Electric deu aos empresários portugueses na mesa redonda destinada à análise e discussão sobre «Os Desafios das Empresas e da Economia Portuguesa no Contexto Competitivo Actual», uma iniciativa apoiada pelo Jornal de Negócios.
Jack Welch defendeu o empreendedorismo e um aumento sustentado da produtividade e deu alguns exemplos de sistemas financeiros que actuaram como estímulo para o empreendedorismo: a elevação do nível tecnológico, maior contribuição do Estado (na garantia de qualidade a todos os níveis de ensino, por exemplo) e na inovação e valorização dos recursos humanos, que devem ser as preocupações básicas das empresas.
IMPRESCINDÍVEL «ATLÂNTICO»
A edição de Junho da revista «Atlântico» vem cheia de boas razões de leitura. Destaco três: o artigo de Maria Filomena Mónica a desconstruir a Casa da Música no Porto; a deliciosa análise de Fernando Sobral ao livro recente de Manuel Maria Carrilho, que apelida de «romance light» ; e, finalmente um belíssimo artigo de Rui Ramos intitualdo «O 25 de Abril de Salazar».
A edição de Junho da revista «Atlântico» vem cheia de boas razões de leitura. Destaco três: o artigo de Maria Filomena Mónica a desconstruir a Casa da Música no Porto; a deliciosa análise de Fernando Sobral ao livro recente de Manuel Maria Carrilho, que apelida de «romance light» ; e, finalmente um belíssimo artigo de Rui Ramos intitualdo «O 25 de Abril de Salazar».
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IMPRESCINDÍVEL «ATLÂNTICO»
A edição de Junho da revista «Atlântico» vem cheia de boas razões de leitura. Destaco três: o artigo de Maria Filomena Mónica a desconstruir a Casa da Música no Porto; a deliciosa análise de Fernando Sobral ao livro recente de Manuel Maria Carrilho, que apelida de «romance light» ; e, finalmente um belíssimo artigo de Rui Ramos intitualdo «O 25 de Abril de Salazar».
A edição de Junho da revista «Atlântico» vem cheia de boas razões de leitura. Destaco três: o artigo de Maria Filomena Mónica a desconstruir a Casa da Música no Porto; a deliciosa análise de Fernando Sobral ao livro recente de Manuel Maria Carrilho, que apelida de «romance light» ; e, finalmente um belíssimo artigo de Rui Ramos intitualdo «O 25 de Abril de Salazar».
maio 28, 2006
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MARCELO E A COMUNICAÇÃO
Com o seu velho estilo de sabe tudo, Marcelo opinou Domingo sobre televisões, rádios, jornais e revistas: manipulou na análise e errou nos factos. Um clássico das conversas marcelistas.
Com o seu velho estilo de sabe tudo, Marcelo opinou Domingo sobre televisões, rádios, jornais e revistas: manipulou na análise e errou nos factos. Um clássico das conversas marcelistas.
PARAÍSO – Para os arquitectos a China está a transformar-se num país de sonho, com indíces de construção elevadíssimos e um número impressionante de grandes edifícios que irão estar prontos até aos Jogos Olímpicos de 2008. Vários grandes ateliers de arquitectura europeia confirmaram não poder aceitar mais encomendas da China nos próximos meses. As estatísticas mais recentes dizem que a China consome já 54,7 por cento da produção mundial de cimento e 36,1 por cento da produção mundial de aço.
CRISE – Face à diminuição de circulação da imprensa, que também existe nos Estados Unidos, a diferença está na organização: o princípio da resposta ao problema aparece no site do American Press Institute (www.americanpressinstitute.org) e no do projecto «Newspaper Next» (www.newspapernext.org), uma iniciativa daquele
Instituto que visa analisar as transformações nos jornais e revistas e
arranjar soluções para a crise. Há-de haver um relatório no fim do
ano, mas já lá estão intervenções e relatos de conferências que são
bem interessantes.
SURPRESA – Os espectadores norte-americanos que seguiam o episódio final da segunda série de «Lost» no dia 3 de Maio deram de repente com um spot publicitário da Fundação Hanso, com a indicação de um número gratuito para onde poderiam ligar e de um endereço (www.thehansofoundation.org). Na realidade esta Fundação é fictícia e faz parte de um eleborado esquema de um jogo construído em torno da série, «The Lost Experience». Quem telefonou ou visitou o site teve que seguir uma série de pistas deste jogo, que faz parte de uma nova forma de jogos on-line conhecida por ARG (Alternate Reality Games), na qual histórias fictícias são combinadas com elementos da vida real. Há enigmas para resolver e muita pesquisa para desenvolver numa rede de sites. Na realidade esta operação visa prolongar o interesse pela série, durante os meses de Verão em que ela não é exibida nos Estados Unidos.
POLÉMICA – O EMF (European Media Forum) distribuíu esta semana um relatório onde preconiza que a BBC deveria passar os serviços de rádio BBC 1 e BBC 2 para a iniciativa privada. Estes dois serviços emitem predominantemente música pop e rock e diversas formas de entretenimento radiofónico. O EMF argumenta que a presença da BBC neste sector, com investimentos altos e uma grande capacidade de promoção cruzada através de todos os seus canais de rádio e televisão, está a estrangular de facto o crescimento da rádio privada na Grã-Bretanha. Esta é uma polémica que começa a surgir em todos os países onde as emissões de serviço público abandonam a sua matriz complementar e procuram entrar na guerra de audiências. A BBC One e Two são as duas estações de rádio mais ouvidas no Reino Unido.
VER – Seis séculos de pintura europeia através das 95 obras da colecção Rau, exposta até Setembro no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Iniciada nos anos 60 pelo médico alemão Gustav Rau, a colecção inclui obras de Fra Angélico, El Greco e Canaletto e inclui um forte núcleo do século XIX e primeira metade do século XX, com obras de Monet, Degas, Bonnard e Morandi, entre outros.
NOVIDADE – A Galeria Graça Brandão chegou a Lisboa, depois de se ter afirmado no Porto como um dos locais que mais apostou em novos talentos nacionais. Em Lisboa a Galeria fica no Bairro Alto, Rua dos Caetanos 26. A exposição inaugural («Constelações Afectivas») fica exposta até 24 de Junho.
OUVIR – Para uma tarde de primavera os concertos para piano de Brahams, na interpretação de Nelson Freire, acompanhado pela Gewandhausorchester, dirigida por Riccardo Chailly. As gravações foram efectuadas em concertos ao vivo realizados em Novembro de 2005 e Fevereiro de 2006 em Gewandhaus, Leipzig. Estes dois concertos, considerados como expoentes da música romântica, têm uma interpretação de rara sensibilidade com o pianista brasileiro Nelson Freire, cuja técnica e virtuosismo se adaptam particularmente a estas obras de Brahams. CD duplo Decca, distribuído por Universal Music.
DEVORAR – Chegaram as cerejas, a fruta da Primavera. Este ano estão soberbas, redondas ou em forma de coração, rosadas ou de um vermelho carregado.
BACK TO BASICS – «Para recuperar a minha juventude faria tudo no mundo menos fazer exercício, levantar-me cedo ou ser respeitável» – Oscar Wilde
CRISE – Face à diminuição de circulação da imprensa, que também existe nos Estados Unidos, a diferença está na organização: o princípio da resposta ao problema aparece no site do American Press Institute (www.americanpressinstitute.org) e no do projecto «Newspaper Next» (www.newspapernext.org), uma iniciativa daquele
Instituto que visa analisar as transformações nos jornais e revistas e
arranjar soluções para a crise. Há-de haver um relatório no fim do
ano, mas já lá estão intervenções e relatos de conferências que são
bem interessantes.
SURPRESA – Os espectadores norte-americanos que seguiam o episódio final da segunda série de «Lost» no dia 3 de Maio deram de repente com um spot publicitário da Fundação Hanso, com a indicação de um número gratuito para onde poderiam ligar e de um endereço (www.thehansofoundation.org). Na realidade esta Fundação é fictícia e faz parte de um eleborado esquema de um jogo construído em torno da série, «The Lost Experience». Quem telefonou ou visitou o site teve que seguir uma série de pistas deste jogo, que faz parte de uma nova forma de jogos on-line conhecida por ARG (Alternate Reality Games), na qual histórias fictícias são combinadas com elementos da vida real. Há enigmas para resolver e muita pesquisa para desenvolver numa rede de sites. Na realidade esta operação visa prolongar o interesse pela série, durante os meses de Verão em que ela não é exibida nos Estados Unidos.
POLÉMICA – O EMF (European Media Forum) distribuíu esta semana um relatório onde preconiza que a BBC deveria passar os serviços de rádio BBC 1 e BBC 2 para a iniciativa privada. Estes dois serviços emitem predominantemente música pop e rock e diversas formas de entretenimento radiofónico. O EMF argumenta que a presença da BBC neste sector, com investimentos altos e uma grande capacidade de promoção cruzada através de todos os seus canais de rádio e televisão, está a estrangular de facto o crescimento da rádio privada na Grã-Bretanha. Esta é uma polémica que começa a surgir em todos os países onde as emissões de serviço público abandonam a sua matriz complementar e procuram entrar na guerra de audiências. A BBC One e Two são as duas estações de rádio mais ouvidas no Reino Unido.
VER – Seis séculos de pintura europeia através das 95 obras da colecção Rau, exposta até Setembro no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Iniciada nos anos 60 pelo médico alemão Gustav Rau, a colecção inclui obras de Fra Angélico, El Greco e Canaletto e inclui um forte núcleo do século XIX e primeira metade do século XX, com obras de Monet, Degas, Bonnard e Morandi, entre outros.
NOVIDADE – A Galeria Graça Brandão chegou a Lisboa, depois de se ter afirmado no Porto como um dos locais que mais apostou em novos talentos nacionais. Em Lisboa a Galeria fica no Bairro Alto, Rua dos Caetanos 26. A exposição inaugural («Constelações Afectivas») fica exposta até 24 de Junho.
OUVIR – Para uma tarde de primavera os concertos para piano de Brahams, na interpretação de Nelson Freire, acompanhado pela Gewandhausorchester, dirigida por Riccardo Chailly. As gravações foram efectuadas em concertos ao vivo realizados em Novembro de 2005 e Fevereiro de 2006 em Gewandhaus, Leipzig. Estes dois concertos, considerados como expoentes da música romântica, têm uma interpretação de rara sensibilidade com o pianista brasileiro Nelson Freire, cuja técnica e virtuosismo se adaptam particularmente a estas obras de Brahams. CD duplo Decca, distribuído por Universal Music.
DEVORAR – Chegaram as cerejas, a fruta da Primavera. Este ano estão soberbas, redondas ou em forma de coração, rosadas ou de um vermelho carregado.
BACK TO BASICS – «Para recuperar a minha juventude faria tudo no mundo menos fazer exercício, levantar-me cedo ou ser respeitável» – Oscar Wilde
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PARAÍSO – Para os arquitectos a China está a transformar-se num país de sonho, com indíces de construção elevadíssimos e um número impressionante de grandes edifícios que irão estar prontos até aos Jogos Olímpicos de 2008. Vários grandes ateliers de arquitectura europeia confirmaram não poder aceitar mais encomendas da China nos próximos meses. As estatísticas mais recentes dizem que a China consome já 54,7 por cento da produção mundial de cimento e 36,1 por cento da produção mundial de aço.
CRISE – Face à diminuição de circulação da imprensa, que também existe nos Estados Unidos, a diferença está na organização: o princípio da resposta ao problema aparece no site do American Press Institute (www.americanpressinstitute.org) e no do projecto «Newspaper Next» (www.newspapernext.org), uma iniciativa daquele
Instituto que visa analisar as transformações nos jornais e revistas e
arranjar soluções para a crise. Há-de haver um relatório no fim do
ano, mas já lá estão intervenções e relatos de conferências que são
bem interessantes.
SURPRESA – Os espectadores norte-americanos que seguiam o episódio final da segunda série de «Lost» no dia 3 de Maio deram de repente com um spot publicitário da Fundação Hanso, com a indicação de um número gratuito para onde poderiam ligar e de um endereço (www.thehansofoundation.org). Na realidade esta Fundação é fictícia e faz parte de um eleborado esquema de um jogo construído em torno da série, «The Lost Experience». Quem telefonou ou visitou o site teve que seguir uma série de pistas deste jogo, que faz parte de uma nova forma de jogos on-line conhecida por ARG (Alternate Reality Games), na qual histórias fictícias são combinadas com elementos da vida real. Há enigmas para resolver e muita pesquisa para desenvolver numa rede de sites. Na realidade esta operação visa prolongar o interesse pela série, durante os meses de Verão em que ela não é exibida nos Estados Unidos.
POLÉMICA – O EMF (European Media Forum) distribuíu esta semana um relatório onde preconiza que a BBC deveria passar os serviços de rádio BBC 1 e BBC 2 para a iniciativa privada. Estes dois serviços emitem predominantemente música pop e rock e diversas formas de entretenimento radiofónico. O EMF argumenta que a presença da BBC neste sector, com investimentos altos e uma grande capacidade de promoção cruzada através de todos os seus canais de rádio e televisão, está a estrangular de facto o crescimento da rádio privada na Grã-Bretanha. Esta é uma polémica que começa a surgir em todos os países onde as emissões de serviço público abandonam a sua matriz complementar e procuram entrar na guerra de audiências. A BBC One e Two são as duas estações de rádio mais ouvidas no Reino Unido.
VER – Seis séculos de pintura europeia através das 95 obras da colecção Rau, exposta até Setembro no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Iniciada nos anos 60 pelo médico alemão Gustav Rau, a colecção inclui obras de Fra Angélico, El Greco e Canaletto e inclui um forte núcleo do século XIX e primeira metade do século XX, com obras de Monet, Degas, Bonnard e Morandi, entre outros.
NOVIDADE – A Galeria Graça Brandão chegou a Lisboa, depois de se ter afirmado no Porto como um dos locais que mais apostou em novos talentos nacionais. Em Lisboa a Galeria fica no Bairro Alto, Rua dos Caetanos 26. A exposição inaugural («Constelações Afectivas») fica exposta até 24 de Junho.
OUVIR – Para uma tarde de primavera os concertos para piano de Brahams, na interpretação de Nelson Freire, acompanhado pela Gewandhausorchester, dirigida por Riccardo Chailly. As gravações foram efectuadas em concertos ao vivo realizados em Novembro de 2005 e Fevereiro de 2006 em Gewandhaus, Leipzig. Estes dois concertos, considerados como expoentes da música romântica, têm uma interpretação de rara sensibilidade com o pianista brasileiro Nelson Freire, cuja técnica e virtuosismo se adaptam particularmente a estas obras de Brahams. CD duplo Decca, distribuído por Universal Music.
DEVORAR – Chegaram as cerejas, a fruta da Primavera. Este ano estão soberbas, redondas ou em forma de coração, rosadas ou de um vermelho carregado.
BACK TO BASICS – «Para recuperar a minha juventude faria tudo no mundo menos fazer exercício, levantar-me cedo ou ser respeitável» – Oscar Wilde
CRISE – Face à diminuição de circulação da imprensa, que também existe nos Estados Unidos, a diferença está na organização: o princípio da resposta ao problema aparece no site do American Press Institute (www.americanpressinstitute.org) e no do projecto «Newspaper Next» (www.newspapernext.org), uma iniciativa daquele
Instituto que visa analisar as transformações nos jornais e revistas e
arranjar soluções para a crise. Há-de haver um relatório no fim do
ano, mas já lá estão intervenções e relatos de conferências que são
bem interessantes.
SURPRESA – Os espectadores norte-americanos que seguiam o episódio final da segunda série de «Lost» no dia 3 de Maio deram de repente com um spot publicitário da Fundação Hanso, com a indicação de um número gratuito para onde poderiam ligar e de um endereço (www.thehansofoundation.org). Na realidade esta Fundação é fictícia e faz parte de um eleborado esquema de um jogo construído em torno da série, «The Lost Experience». Quem telefonou ou visitou o site teve que seguir uma série de pistas deste jogo, que faz parte de uma nova forma de jogos on-line conhecida por ARG (Alternate Reality Games), na qual histórias fictícias são combinadas com elementos da vida real. Há enigmas para resolver e muita pesquisa para desenvolver numa rede de sites. Na realidade esta operação visa prolongar o interesse pela série, durante os meses de Verão em que ela não é exibida nos Estados Unidos.
POLÉMICA – O EMF (European Media Forum) distribuíu esta semana um relatório onde preconiza que a BBC deveria passar os serviços de rádio BBC 1 e BBC 2 para a iniciativa privada. Estes dois serviços emitem predominantemente música pop e rock e diversas formas de entretenimento radiofónico. O EMF argumenta que a presença da BBC neste sector, com investimentos altos e uma grande capacidade de promoção cruzada através de todos os seus canais de rádio e televisão, está a estrangular de facto o crescimento da rádio privada na Grã-Bretanha. Esta é uma polémica que começa a surgir em todos os países onde as emissões de serviço público abandonam a sua matriz complementar e procuram entrar na guerra de audiências. A BBC One e Two são as duas estações de rádio mais ouvidas no Reino Unido.
VER – Seis séculos de pintura europeia através das 95 obras da colecção Rau, exposta até Setembro no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Iniciada nos anos 60 pelo médico alemão Gustav Rau, a colecção inclui obras de Fra Angélico, El Greco e Canaletto e inclui um forte núcleo do século XIX e primeira metade do século XX, com obras de Monet, Degas, Bonnard e Morandi, entre outros.
NOVIDADE – A Galeria Graça Brandão chegou a Lisboa, depois de se ter afirmado no Porto como um dos locais que mais apostou em novos talentos nacionais. Em Lisboa a Galeria fica no Bairro Alto, Rua dos Caetanos 26. A exposição inaugural («Constelações Afectivas») fica exposta até 24 de Junho.
OUVIR – Para uma tarde de primavera os concertos para piano de Brahams, na interpretação de Nelson Freire, acompanhado pela Gewandhausorchester, dirigida por Riccardo Chailly. As gravações foram efectuadas em concertos ao vivo realizados em Novembro de 2005 e Fevereiro de 2006 em Gewandhaus, Leipzig. Estes dois concertos, considerados como expoentes da música romântica, têm uma interpretação de rara sensibilidade com o pianista brasileiro Nelson Freire, cuja técnica e virtuosismo se adaptam particularmente a estas obras de Brahams. CD duplo Decca, distribuído por Universal Music.
DEVORAR – Chegaram as cerejas, a fruta da Primavera. Este ano estão soberbas, redondas ou em forma de coração, rosadas ou de um vermelho carregado.
BACK TO BASICS – «Para recuperar a minha juventude faria tudo no mundo menos fazer exercício, levantar-me cedo ou ser respeitável» – Oscar Wilde
maio 26, 2006
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MILES FOREVER
Se fosse vivo, Miles Davis faria hoje 80 anos. Imperdível a emissão especial que a Rádio Marginal está a fazer (FM 98.10, Lisboa).
Se fosse vivo, Miles Davis faria hoje 80 anos. Imperdível a emissão especial que a Rádio Marginal está a fazer (FM 98.10, Lisboa).
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MUDANÇAS...
Há uma semana atrás começava a excitação com a equipa portuguesa de Sub 21. Uma semana depois e duas derrotas seguidas a coisa já é quase ignorada. Os «desaires», esquecem-se depressa. Vai começar a miragem do mundial... D.Sebastião, onde andas tu?
Há uma semana atrás começava a excitação com a equipa portuguesa de Sub 21. Uma semana depois e duas derrotas seguidas a coisa já é quase ignorada. Os «desaires», esquecem-se depressa. Vai começar a miragem do mundial... D.Sebastião, onde andas tu?
NOTÍCIAS NO iTUNES
A partir de hoje a iTunes Music Store vai passar a distribuir um conjunto de programas e documentários produzidos pela NBC News, MSNBC e CNBC, incluindo alguns títulos produzidos exclusivamente para a loja virtual criada pela Apple.
Por um dólar e novante e nove cêntimos os utilizadores poderão adquirir programas do arquivo histórico e novos especiais como por exemplo sobre o «Código Da Vinci».
A partir de hoje a iTunes Music Store vai passar a distribuir um conjunto de programas e documentários produzidos pela NBC News, MSNBC e CNBC, incluindo alguns títulos produzidos exclusivamente para a loja virtual criada pela Apple.
Por um dólar e novante e nove cêntimos os utilizadores poderão adquirir programas do arquivo histórico e novos especiais como por exemplo sobre o «Código Da Vinci».
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NOTÍCIAS NO iTUNES
A partir de hoje a iTunes Music Store vai passar a distribuir um conjunto de programas e documentários produzidos pela NBC News, MSNBC e CNBC, incluindo alguns títulos produzidos exclusivamente para a loja virtual criada pela Apple.
Por um dólar e novante e nove cêntimos os utilizadores poderão adquirir programas do arquivo histórico e novos especiais como por exemplo sobre o «Código Da Vinci».
A partir de hoje a iTunes Music Store vai passar a distribuir um conjunto de programas e documentários produzidos pela NBC News, MSNBC e CNBC, incluindo alguns títulos produzidos exclusivamente para a loja virtual criada pela Apple.
Por um dólar e novante e nove cêntimos os utilizadores poderão adquirir programas do arquivo histórico e novos especiais como por exemplo sobre o «Código Da Vinci».
maio 25, 2006
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DESABAFO
Quem diria, há um ano, que por esta altura se iria generalizar a convicação de que há muito tempo não era executada de forma tão eficaz uma política de centro direita?
Quem diria, há um ano, que por esta altura se iria generalizar a convicação de que há muito tempo não era executada de forma tão eficaz uma política de centro direita?
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CONFIRMA-SE
Já imaginava: As forças policiais portuguesas não têm meios para combater a corrupção, indica um relatório do Grupo de Estados contra a Corrupção (GRECO), do Conselho da Europa.
Já imaginava: As forças policiais portuguesas não têm meios para combater a corrupção, indica um relatório do Grupo de Estados contra a Corrupção (GRECO), do Conselho da Europa.
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PORTAGENS POR TODO O LADO
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades - um membro do Governo afirma hoje na imprensa que o executivo vai introduzir cobrança de portagens em IP's e IC's. Quem se lembra das promessas eleitorais do PS sobre esta matéria?
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades - um membro do Governo afirma hoje na imprensa que o executivo vai introduzir cobrança de portagens em IP's e IC's. Quem se lembra das promessas eleitorais do PS sobre esta matéria?
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XANGAI ARTE
A Feira de Arte de Xangai tem 260 galerias de todos os continentes e um total de dez mil obras de arte modernas e contemporâneas. A Feira abre hoje num espaço de 8200 metros quadrados.
A Feira de Arte de Xangai tem 260 galerias de todos os continentes e um total de dez mil obras de arte modernas e contemporâneas. A Feira abre hoje num espaço de 8200 metros quadrados.
maio 24, 2006
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PORMENOR
Não resisto a citar Alberto Gonçalves, no Correio da Manhã, de hoje: «Na medida em que aceitam reproduzir os lamentos e as alucinações do prof. Carrilho, os media já não podem ser apenas acusados de conspiração contra o homem, mas de assassínio premeditado e particularmente cruel».
Não resisto a citar Alberto Gonçalves, no Correio da Manhã, de hoje: «Na medida em que aceitam reproduzir os lamentos e as alucinações do prof. Carrilho, os media já não podem ser apenas acusados de conspiração contra o homem, mas de assassínio premeditado e particularmente cruel».
O ridículo mata
Eduardo Prado Coelho, hoje, no Público, em defesa de Carrilho:
Eduardo Prado Coelho, hoje, no Público, em defesa de Carrilho:
Quanto às agências de informação e comunicação, confesso a minha ingenuidade: não sabia o poder que elas têm e o modo como estão presentes nos jornais portugueses. Por acasos da minha vida, conhecia o que se passava com revistas femininas: o lançamento de determinado produto da L"Oréal implicava a troco de publicidade que se fizesse um dossier sobre o tema em questão. Mas ignorava o que se passava noutros domínios. A verdade é que, certamente por ser um escriba discreto, nunca ninguém me deu nem um rebuçado para escrever seja o que seja - quanto mais um cruzeiro nos mares do Sul...
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O ridículo mata
Eduardo Prado Coelho, hoje, no Público, em defesa de Carrilho:
Eduardo Prado Coelho, hoje, no Público, em defesa de Carrilho:
Quanto às agências de informação e comunicação, confesso a minha ingenuidade: não sabia o poder que elas têm e o modo como estão presentes nos jornais portugueses. Por acasos da minha vida, conhecia o que se passava com revistas femininas: o lançamento de determinado produto da L"Oréal implicava a troco de publicidade que se fizesse um dossier sobre o tema em questão. Mas ignorava o que se passava noutros domínios. A verdade é que, certamente por ser um escriba discreto, nunca ninguém me deu nem um rebuçado para escrever seja o que seja - quanto mais um cruzeiro nos mares do Sul...
PROPAGANDA
«Ao conseguir que os jornalistas comecem a funcionar como canibais, Carrilho cumpriu a sua função: é desde já o melhor ministro da propaganda desde o 25 de Abril» - sábias palavras de
Fernando Sobral no Jornal de Negócios.
«Ao conseguir que os jornalistas comecem a funcionar como canibais, Carrilho cumpriu a sua função: é desde já o melhor ministro da propaganda desde o 25 de Abril» - sábias palavras de
Fernando Sobral no Jornal de Negócios.
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PROPAGANDA
«Ao conseguir que os jornalistas comecem a funcionar como canibais, Carrilho cumpriu a sua função: é desde já o melhor ministro da propaganda desde o 25 de Abril» - sábias palavras de
Fernando Sobral no Jornal de Negócios.
«Ao conseguir que os jornalistas comecem a funcionar como canibais, Carrilho cumpriu a sua função: é desde já o melhor ministro da propaganda desde o 25 de Abril» - sábias palavras de
Fernando Sobral no Jornal de Negócios.
RETOMA ESTATIZADA
Brilhante o editorial de hoje de Sérgio Figueiredo no Jornal de Negócios. Excerto:
Brilhante o editorial de hoje de Sérgio Figueiredo no Jornal de Negócios. Excerto:
Celebrar o anúncio da retoma é imprudente. E, repito, ainda por cima pouco original.
Mas o Governo decidiu juntar-se à festa. Ou melhor, tomou a iniciativa de assumir a responsabilidade. E, numa homenagem imprevista à demissão do professor Campos e Cunha, anunciou ontem, pela voz do ministro da tutela, «investimentos fortíssimos» na construção.
O engenheiro Mário Lino não é um fanático do mercado. Mas também não precisava dar cabo dele. E se a sua intenção era animar uma plateia de construtores viciada em obras públicas e certamente atingiu o objectivo. Deixa é o resto do país em estado de choque.
Se perguntar qual é o pior contributo que este Governo pode dar para destruir a confiança que tanto prega, para lançar descrédito na sua acção, enfim, para matar à nascença este promissor «levantar de cabeça» do sector privado, a resposta é uma: anunciar investimentos públicos e mais investimentos públicos.
Um Estado, num momento de crise financeira, não pode dizer que deixa de ter dinheiro para pagar pensões dentro de poucos anos e, ao mesmo tempo, espalhar milhões de milhões na construção civil.
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RETOMA ESTATIZADA
Brilhante o editorial de hoje de Sérgio Figueiredo no Jornal de Negócios. Excerto:
Brilhante o editorial de hoje de Sérgio Figueiredo no Jornal de Negócios. Excerto:
Celebrar o anúncio da retoma é imprudente. E, repito, ainda por cima pouco original.
Mas o Governo decidiu juntar-se à festa. Ou melhor, tomou a iniciativa de assumir a responsabilidade. E, numa homenagem imprevista à demissão do professor Campos e Cunha, anunciou ontem, pela voz do ministro da tutela, «investimentos fortíssimos» na construção.
O engenheiro Mário Lino não é um fanático do mercado. Mas também não precisava dar cabo dele. E se a sua intenção era animar uma plateia de construtores viciada em obras públicas e certamente atingiu o objectivo. Deixa é o resto do país em estado de choque.
Se perguntar qual é o pior contributo que este Governo pode dar para destruir a confiança que tanto prega, para lançar descrédito na sua acção, enfim, para matar à nascença este promissor «levantar de cabeça» do sector privado, a resposta é uma: anunciar investimentos públicos e mais investimentos públicos.
Um Estado, num momento de crise financeira, não pode dizer que deixa de ter dinheiro para pagar pensões dentro de poucos anos e, ao mesmo tempo, espalhar milhões de milhões na construção civil.
OS PRÉMIOS WIRED
Todos os anos a revista WIRED atrbui os seus prémios, The Rave Awards. Na música venceram os Clap Your Hands Say Yeah, na arquitectura Cameron Sinclair e Kate Stohr, na categoria podcast o Ricky Gervais Show. Todos os detalhes mais o vencecdor do Steve Jobs Award em RAVE.
Todos os anos a revista WIRED atrbui os seus prémios, The Rave Awards. Na música venceram os Clap Your Hands Say Yeah, na arquitectura Cameron Sinclair e Kate Stohr, na categoria podcast o Ricky Gervais Show. Todos os detalhes mais o vencecdor do Steve Jobs Award em RAVE.
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OS PRÉMIOS WIRED
Todos os anos a revista WIRED atrbui os seus prémios, The Rave Awards. Na música venceram os Clap Your Hands Say Yeah, na arquitectura Cameron Sinclair e Kate Stohr, na categoria podcast o Ricky Gervais Show. Todos os detalhes mais o vencecdor do Steve Jobs Award em RAVE.
Todos os anos a revista WIRED atrbui os seus prémios, The Rave Awards. Na música venceram os Clap Your Hands Say Yeah, na arquitectura Cameron Sinclair e Kate Stohr, na categoria podcast o Ricky Gervais Show. Todos os detalhes mais o vencecdor do Steve Jobs Award em RAVE.
PALHAÇADA
Já nem sei a que ache mais palhaçada - se ao que se passou no programa «Prós e Contras» sobre o opúsculo de Carrilho, se à posição do Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social sobre o assunto e que hoje vem nos jornais- parece que a Autoridade se dispõe «a analisar as questões levantadas pelo livro de Manuel Maria Carrilho». De repente o país percebeu que existem lobbies e que eles se movimentam - de todos os lados e em todas as direcções. Um pouco menos de cinismo e de hipocrisia era bem vindo.
Já nem sei a que ache mais palhaçada - se ao que se passou no programa «Prós e Contras» sobre o opúsculo de Carrilho, se à posição do Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social sobre o assunto e que hoje vem nos jornais- parece que a Autoridade se dispõe «a analisar as questões levantadas pelo livro de Manuel Maria Carrilho». De repente o país percebeu que existem lobbies e que eles se movimentam - de todos os lados e em todas as direcções. Um pouco menos de cinismo e de hipocrisia era bem vindo.
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PALHAÇADA
Já nem sei a que ache mais palhaçada - se ao que se passou no programa «Prós e Contras» sobre o opúsculo de Carrilho, se à posição do Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social sobre o assunto e que hoje vem nos jornais- parece que a Autoridade se dispõe «a analisar as questões levantadas pelo livro de Manuel Maria Carrilho». De repente o país percebeu que existem lobbies e que eles se movimentam - de todos os lados e em todas as direcções. Um pouco menos de cinismo e de hipocrisia era bem vindo.
Já nem sei a que ache mais palhaçada - se ao que se passou no programa «Prós e Contras» sobre o opúsculo de Carrilho, se à posição do Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social sobre o assunto e que hoje vem nos jornais- parece que a Autoridade se dispõe «a analisar as questões levantadas pelo livro de Manuel Maria Carrilho». De repente o país percebeu que existem lobbies e que eles se movimentam - de todos os lados e em todas as direcções. Um pouco menos de cinismo e de hipocrisia era bem vindo.
FUTEBOL EM ECRÃS GIGANTES
Não percebo é como é que as autarquias, que cobram impostos e taxas e na generalidade dos casos prestam serviço deficiente aos seus residentes, aperecem agora a achar normal que se possam usar abusivamente direitos de emissão das transmissões do Mundial para exibição pública. O caso resume-se a isto, por muito que custe: o negócio do desporto está alicerçado em direitos de imagem e de transmissão que são pagos a preços altos. Quem compra os direitos revende-os depois aos utilizadores finais sob diversas formas. Quem os quiser exibir tem que negociar e pagar. Roubar não vale.
Não percebo é como é que as autarquias, que cobram impostos e taxas e na generalidade dos casos prestam serviço deficiente aos seus residentes, aperecem agora a achar normal que se possam usar abusivamente direitos de emissão das transmissões do Mundial para exibição pública. O caso resume-se a isto, por muito que custe: o negócio do desporto está alicerçado em direitos de imagem e de transmissão que são pagos a preços altos. Quem compra os direitos revende-os depois aos utilizadores finais sob diversas formas. Quem os quiser exibir tem que negociar e pagar. Roubar não vale.
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FUTEBOL EM ECRÃS GIGANTES
Não percebo é como é que as autarquias, que cobram impostos e taxas e na generalidade dos casos prestam serviço deficiente aos seus residentes, aperecem agora a achar normal que se possam usar abusivamente direitos de emissão das transmissões do Mundial para exibição pública. O caso resume-se a isto, por muito que custe: o negócio do desporto está alicerçado em direitos de imagem e de transmissão que são pagos a preços altos. Quem compra os direitos revende-os depois aos utilizadores finais sob diversas formas. Quem os quiser exibir tem que negociar e pagar. Roubar não vale.
Não percebo é como é que as autarquias, que cobram impostos e taxas e na generalidade dos casos prestam serviço deficiente aos seus residentes, aperecem agora a achar normal que se possam usar abusivamente direitos de emissão das transmissões do Mundial para exibição pública. O caso resume-se a isto, por muito que custe: o negócio do desporto está alicerçado em direitos de imagem e de transmissão que são pagos a preços altos. Quem compra os direitos revende-os depois aos utilizadores finais sob diversas formas. Quem os quiser exibir tem que negociar e pagar. Roubar não vale.
maio 23, 2006
NET VIGIADA
Ora espreitem este artigo da Wired sobre a forma como a AT&T auxiliou a National Security Administration a patrulhar a internet. Um técnico da AT&T, Mark Kleim, elaborou uma série de documentos para a Electronic Frontier Foundation, que o site da Wired reproduz, justificando a divulgaçãoo dos documentos pela sua importância no contexto da salvaguarda das liberdades e direitos. Excerto de um deles:
As operações são descritas da seguinte forma:
Se quiserem ler mais, já sabem, Wired News .
Ora espreitem este artigo da Wired sobre a forma como a AT&T auxiliou a National Security Administration a patrulhar a internet. Um técnico da AT&T, Mark Kleim, elaborou uma série de documentos para a Electronic Frontier Foundation, que o site da Wired reproduz, justificando a divulgaçãoo dos documentos pela sua importância no contexto da salvaguarda das liberdades e direitos. Excerto de um deles:
I wrote the following document in 2004 when it became clear to me that AT&T, at the behest of the National Security Agency, had illegally installed secret computer gear designed to spy on internet traffic. At the time I thought this was an outgrowth of the notorious Total Information Awareness program, which was attacked by defenders of civil liberties. But now it's been revealed by The New York Times that the spying program is vastly bigger and was directly authorized by President Bush, as he himself has now admitted, in flagrant violation of specific statutes and constitutional protections for civil liberties. I am presenting this information to facilitate the dismantling of this dangerous Orwellian project..
As operações são descritas da seguinte forma:
In 2003 AT&T built "secret rooms" hidden deep in the bowels of its central offices in various cities, housing computer gear for a government spy operation which taps into the company's popular WorldNet service and the entire internet. These installations enable the government to look at every individual message on the internet and analyze exactly what people are doing. Documents showing the hardwire installation in San Francisco suggest that there are similar locations being installed in numerous other cities..
Se quiserem ler mais, já sabem, Wired News .
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NET VIGIADA
Ora espreitem este artigo da Wired sobre a forma como a AT&T auxiliou a National Security Administration a patrulhar a internet. Um técnico da AT&T, Mark Kleim, elaborou uma série de documentos para a Electronic Frontier Foundation, que o site da Wired reproduz, justificando a divulgaçãoo dos documentos pela sua importância no contexto da salvaguarda das liberdades e direitos. Excerto de um deles:
As operações são descritas da seguinte forma:
Se quiserem ler mais, já sabem, Wired News .
Ora espreitem este artigo da Wired sobre a forma como a AT&T auxiliou a National Security Administration a patrulhar a internet. Um técnico da AT&T, Mark Kleim, elaborou uma série de documentos para a Electronic Frontier Foundation, que o site da Wired reproduz, justificando a divulgaçãoo dos documentos pela sua importância no contexto da salvaguarda das liberdades e direitos. Excerto de um deles:
I wrote the following document in 2004 when it became clear to me that AT&T, at the behest of the National Security Agency, had illegally installed secret computer gear designed to spy on internet traffic. At the time I thought this was an outgrowth of the notorious Total Information Awareness program, which was attacked by defenders of civil liberties. But now it's been revealed by The New York Times that the spying program is vastly bigger and was directly authorized by President Bush, as he himself has now admitted, in flagrant violation of specific statutes and constitutional protections for civil liberties. I am presenting this information to facilitate the dismantling of this dangerous Orwellian project..
As operações são descritas da seguinte forma:
In 2003 AT&T built "secret rooms" hidden deep in the bowels of its central offices in various cities, housing computer gear for a government spy operation which taps into the company's popular WorldNet service and the entire internet. These installations enable the government to look at every individual message on the internet and analyze exactly what people are doing. Documents showing the hardwire installation in San Francisco suggest that there are similar locations being installed in numerous other cities..
Se quiserem ler mais, já sabem, Wired News .
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O NÚMERO
A Função Pública tem 1050 carreiras, leio hoje nos jornais. É um pouco demais para tão fraco serviço, não é?
A Função Pública tem 1050 carreiras, leio hoje nos jornais. É um pouco demais para tão fraco serviço, não é?
CRIATIVIDADE
Quanto mais olho para o que se passa à volta, mais acho que um dos nossos maiores deficits está na criatividade. Espreitem lá esta página de Richard Florida .
Quanto mais olho para o que se passa à volta, mais acho que um dos nossos maiores deficits está na criatividade. Espreitem lá esta página de Richard Florida .
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CRIATIVIDADE
Quanto mais olho para o que se passa à volta, mais acho que um dos nossos maiores deficits está na criatividade. Espreitem lá esta página de Richard Florida .
Quanto mais olho para o que se passa à volta, mais acho que um dos nossos maiores deficits está na criatividade. Espreitem lá esta página de Richard Florida .
maio 22, 2006
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PONHAM 2 de JUNHO NAS AGENDAS
Patrick Monteiro de Barros vai responder no dia 2 de Junho às acusações que o Governo lhe tem feito e diz que os números divulgados pelo executivo sobre o projecto da refinaria de Sines estão errados. A coisa promete... Aqui está uma história que vai ser gira de seguir.
Patrick Monteiro de Barros vai responder no dia 2 de Junho às acusações que o Governo lhe tem feito e diz que os números divulgados pelo executivo sobre o projecto da refinaria de Sines estão errados. A coisa promete... Aqui está uma história que vai ser gira de seguir.
SIMPLICIDADE...
As coisas não são muito complicadas, como explica Alberto Gonçalves, hoje, no «Correio da Manhã»: Hoje, nem o PS é exactamente de esquerda nem o PSD é exactamente uma alternativa. Durante os próximos dois anos, pelo menos, será uma coisinha inócua, uma bijuteria democrática em busca dos ocasionais desgostosos da governação e de uma palavra amiga de Cavaco. Não importa o que o seu aclamado líder faça ou diga: o PSD entrou no limbo e de lá não sairá tão cedo. Se preciso fosse, este destino foi selado no discurso do dr. Mendes ao congresso, ontem de manhã, que suscitou a simpatia possível dos militantes, do dr. Menezes e do representante do PS na Póvoa, o dr. Alberto Martins. A irrelevância merece sempre consenso e carinho, quase pena.
As coisas não são muito complicadas, como explica Alberto Gonçalves, hoje, no «Correio da Manhã»: Hoje, nem o PS é exactamente de esquerda nem o PSD é exactamente uma alternativa. Durante os próximos dois anos, pelo menos, será uma coisinha inócua, uma bijuteria democrática em busca dos ocasionais desgostosos da governação e de uma palavra amiga de Cavaco. Não importa o que o seu aclamado líder faça ou diga: o PSD entrou no limbo e de lá não sairá tão cedo. Se preciso fosse, este destino foi selado no discurso do dr. Mendes ao congresso, ontem de manhã, que suscitou a simpatia possível dos militantes, do dr. Menezes e do representante do PS na Póvoa, o dr. Alberto Martins. A irrelevância merece sempre consenso e carinho, quase pena.
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SIMPLICIDADE...
As coisas não são muito complicadas, como explica Alberto Gonçalves, hoje, no «Correio da Manhã»: Hoje, nem o PS é exactamente de esquerda nem o PSD é exactamente uma alternativa. Durante os próximos dois anos, pelo menos, será uma coisinha inócua, uma bijuteria democrática em busca dos ocasionais desgostosos da governação e de uma palavra amiga de Cavaco. Não importa o que o seu aclamado líder faça ou diga: o PSD entrou no limbo e de lá não sairá tão cedo. Se preciso fosse, este destino foi selado no discurso do dr. Mendes ao congresso, ontem de manhã, que suscitou a simpatia possível dos militantes, do dr. Menezes e do representante do PS na Póvoa, o dr. Alberto Martins. A irrelevância merece sempre consenso e carinho, quase pena.
As coisas não são muito complicadas, como explica Alberto Gonçalves, hoje, no «Correio da Manhã»: Hoje, nem o PS é exactamente de esquerda nem o PSD é exactamente uma alternativa. Durante os próximos dois anos, pelo menos, será uma coisinha inócua, uma bijuteria democrática em busca dos ocasionais desgostosos da governação e de uma palavra amiga de Cavaco. Não importa o que o seu aclamado líder faça ou diga: o PSD entrou no limbo e de lá não sairá tão cedo. Se preciso fosse, este destino foi selado no discurso do dr. Mendes ao congresso, ontem de manhã, que suscitou a simpatia possível dos militantes, do dr. Menezes e do representante do PS na Póvoa, o dr. Alberto Martins. A irrelevância merece sempre consenso e carinho, quase pena.
O ESTADO
É certo que temos Estado a mais. A dúvida está em saber se se acaba com ele, ou se faz uma reforma a sério, que o agilize, emagreça e torne mais eficaz. Passar os serviços do Estado para os privados não é a solução milagreira para todos os problemas. Às vezes pode ser apenas sacudir a água do capote. Passar do oito ao oitenta é uma habilidade que os portugueses gostam de fazer sem estudarem bem as coisas. Uma das razões que leva tanta coisa a correr mal na política é começar a dizer coisas antes de estudar bem os assuntos. O improviso continua a ser a ideologia da maior parte dos partidos e líderes partidários. Navegar à vista, é o que é...
É certo que temos Estado a mais. A dúvida está em saber se se acaba com ele, ou se faz uma reforma a sério, que o agilize, emagreça e torne mais eficaz. Passar os serviços do Estado para os privados não é a solução milagreira para todos os problemas. Às vezes pode ser apenas sacudir a água do capote. Passar do oito ao oitenta é uma habilidade que os portugueses gostam de fazer sem estudarem bem as coisas. Uma das razões que leva tanta coisa a correr mal na política é começar a dizer coisas antes de estudar bem os assuntos. O improviso continua a ser a ideologia da maior parte dos partidos e líderes partidários. Navegar à vista, é o que é...
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O ESTADO
É certo que temos Estado a mais. A dúvida está em saber se se acaba com ele, ou se faz uma reforma a sério, que o agilize, emagreça e torne mais eficaz. Passar os serviços do Estado para os privados não é a solução milagreira para todos os problemas. Às vezes pode ser apenas sacudir a água do capote. Passar do oito ao oitenta é uma habilidade que os portugueses gostam de fazer sem estudarem bem as coisas. Uma das razões que leva tanta coisa a correr mal na política é começar a dizer coisas antes de estudar bem os assuntos. O improviso continua a ser a ideologia da maior parte dos partidos e líderes partidários. Navegar à vista, é o que é...
É certo que temos Estado a mais. A dúvida está em saber se se acaba com ele, ou se faz uma reforma a sério, que o agilize, emagreça e torne mais eficaz. Passar os serviços do Estado para os privados não é a solução milagreira para todos os problemas. Às vezes pode ser apenas sacudir a água do capote. Passar do oito ao oitenta é uma habilidade que os portugueses gostam de fazer sem estudarem bem as coisas. Uma das razões que leva tanta coisa a correr mal na política é começar a dizer coisas antes de estudar bem os assuntos. O improviso continua a ser a ideologia da maior parte dos partidos e líderes partidários. Navegar à vista, é o que é...
maio 21, 2006
OLHO VIVO
Muito bom o »Olho Vivo» de Eduardo Cintra Torres no «Público» deste Domingo. Não resisto a citar um excerto: «São raros os media, como o Correio da Manhã ou a Rádio Renascença, com relatos frescos, vitais, isentos de subjectividade, descritivos, respondendo às perguntas quem, quando, onde, o quê, porquê e como. Quase todas as organizações jornalísticas consideram que, havendo inúmeras fontes de informação, já não têm de limitar-se a informar e podem transformar quase toda a sua produção em informação comentada. Julgo que terão de parar para reflectir - e para isso os índices de vendas e audiências são um auxiliar decisivo. Não é por acaso que o Correio da Manhã vende mais enquanto os outros baixam tiragens, não é por acaso que a Renascença mantém uma supremacia que a ligação à Igreja não chega para explicar: é porque estes órgãos têm outputs informativos com menos subjectividade e mais informação.»
Muito bom o »Olho Vivo» de Eduardo Cintra Torres no «Público» deste Domingo. Não resisto a citar um excerto: «São raros os media, como o Correio da Manhã ou a Rádio Renascença, com relatos frescos, vitais, isentos de subjectividade, descritivos, respondendo às perguntas quem, quando, onde, o quê, porquê e como. Quase todas as organizações jornalísticas consideram que, havendo inúmeras fontes de informação, já não têm de limitar-se a informar e podem transformar quase toda a sua produção em informação comentada. Julgo que terão de parar para reflectir - e para isso os índices de vendas e audiências são um auxiliar decisivo. Não é por acaso que o Correio da Manhã vende mais enquanto os outros baixam tiragens, não é por acaso que a Renascença mantém uma supremacia que a ligação à Igreja não chega para explicar: é porque estes órgãos têm outputs informativos com menos subjectividade e mais informação.»
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OLHO VIVO
Muito bom o »Olho Vivo» de Eduardo Cintra Torres no «Público» deste Domingo. Não resisto a citar um excerto: «São raros os media, como o Correio da Manhã ou a Rádio Renascença, com relatos frescos, vitais, isentos de subjectividade, descritivos, respondendo às perguntas quem, quando, onde, o quê, porquê e como. Quase todas as organizações jornalísticas consideram que, havendo inúmeras fontes de informação, já não têm de limitar-se a informar e podem transformar quase toda a sua produção em informação comentada. Julgo que terão de parar para reflectir - e para isso os índices de vendas e audiências são um auxiliar decisivo. Não é por acaso que o Correio da Manhã vende mais enquanto os outros baixam tiragens, não é por acaso que a Renascença mantém uma supremacia que a ligação à Igreja não chega para explicar: é porque estes órgãos têm outputs informativos com menos subjectividade e mais informação.»
Muito bom o »Olho Vivo» de Eduardo Cintra Torres no «Público» deste Domingo. Não resisto a citar um excerto: «São raros os media, como o Correio da Manhã ou a Rádio Renascença, com relatos frescos, vitais, isentos de subjectividade, descritivos, respondendo às perguntas quem, quando, onde, o quê, porquê e como. Quase todas as organizações jornalísticas consideram que, havendo inúmeras fontes de informação, já não têm de limitar-se a informar e podem transformar quase toda a sua produção em informação comentada. Julgo que terão de parar para reflectir - e para isso os índices de vendas e audiências são um auxiliar decisivo. Não é por acaso que o Correio da Manhã vende mais enquanto os outros baixam tiragens, não é por acaso que a Renascença mantém uma supremacia que a ligação à Igreja não chega para explicar: é porque estes órgãos têm outputs informativos com menos subjectividade e mais informação.»
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