setembro 15, 2003

A ARTE DO INSULTO
Insultar alguém como deve ser pode ser uma arte - pelo menos é essa a tese defendida por Eric Gibson no «Wall Street Journal», que evoca alguns antecedentes históricos: Disraeli said of Robert Peel that he was like a poker except that "a poker gives off occasional signs of warmth." In the 1980s, Labour leader Michael Foot labeled Thatcher aide Norman Tebbit "a semi-housetrained polecat." Labour's Denis Healey said the experience of being attacked by the mild-mannered cabinet minister Geoffrey Howe was "like being savaged by a dead sheep.". Se querem ler mais sobre a arte do insulto na política leiam este artigo.

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A ARTE DO INSULTO

Insultar alguém como deve ser pode ser uma arte - pelo menos é essa a tese defendida por Eric Gibson no «Wall Street Journal», que evoca alguns antecedentes históricos: Disraeli said of Robert Peel that he was like a poker except that "a poker gives off occasional signs of warmth." In the 1980s, Labour leader Michael Foot labeled Thatcher aide Norman Tebbit "a semi-housetrained polecat." Labour's Denis Healey said the experience of being attacked by the mild-mannered cabinet minister Geoffrey Howe was "like being savaged by a dead sheep.". Se querem ler mais sobre a arte do insulto na política leiam este artigo.

setembro 14, 2003

CANÇÕES
As grandes canções são como short-stories que davam grandes filmes. Mas a maior parte das boas canções acaba por ficar como bandas sonoras de momentos das nossas vidas. Únicos. Pego no alfabeto e de entre as que começam por C, lembro-me de «Come On Eileen», dos Dexys Midnight Runners.

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CANÇÕES

As grandes canções são como short-stories que davam grandes filmes. Mas a maior parte das boas canções acaba por ficar como bandas sonoras de momentos das nossas vidas. Únicos. Pego no alfabeto e de entre as que começam por C, lembro-me de «Come On Eileen», dos Dexys Midnight Runners.
SERRA
Gosto da serra, de poder ver a vastidão do horizonte, de sentir que não é tudo igual, de ver o recorte da montanha. Estou sentado no jardim a meditar nas vantagens de hoje em dia poder ver mails em qualquer lado e mandá-los de qualquer lado. E escrever isto ao mesmo tempo. Eu sei que parece pateta, mas é um progresso enorme, o poder saber o que se passa, sentir o que nos toca, mostrar o que queremos.

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SERRA

Gosto da serra, de poder ver a vastidão do horizonte, de sentir que não é tudo igual, de ver o recorte da montanha. Estou sentado no jardim a meditar nas vantagens de hoje em dia poder ver mails em qualquer lado e mandá-los de qualquer lado. E escrever isto ao mesmo tempo. Eu sei que parece pateta, mas é um progresso enorme, o poder saber o que se passa, sentir o que nos toca, mostrar o que queremos.

setembro 13, 2003

REVISTA DE IMPRENSA
A rede de pedofilia domina toda a comunicação escrita. Existe uma dominante preocupante: a prevalência de rumores, a indicação de protagonistas com descrições precisas, as mais das vezes de uma forma excessivamente ligeira. O mais preocupante é o facto de se publicarem, na íntegra, escritos anónimos. Isto não é boa ideia. O boato e a especulação são as causas da decadência da imprensa portuguesa – mesmo quando vêm dentro de um saco de plástico.

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REVISTA DE IMPRENSA

A rede de pedofilia domina toda a comunicação escrita. Existe uma dominante preocupante: a prevalência de rumores, a indicação de protagonistas com descrições precisas, as mais das vezes de uma forma excessivamente ligeira. O mais preocupante é o facto de se publicarem, na íntegra, escritos anónimos. Isto não é boa ideia. O boato e a especulação são as causas da decadência da imprensa portuguesa – mesmo quando vêm dentro de um saco de plástico.



Sentir
Este post é para ti. Sabes bem porquê.

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Sentir

Este post é para ti. Sabes bem porquê.

setembro 12, 2003

PONTO
O debate de ontem, na SIC Notícias, entre Pacheco Pereira e Mário Soares mostrou o que acontece a quem persiste em querer manter-se em cena para além do razoável. Mário Soares, que ajudou a consolidar a liberdade em que vivemos, não merece ser recordado por uma geração inteira que o não viu em 1975 ou na década de 80, com base na imagem que ontem dele passou.

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PONTO

O debate de ontem, na SIC Notícias, entre Pacheco Pereira e Mário Soares mostrou o que acontece a quem persiste em querer manter-se em cena para além do razoável. Mário Soares, que ajudou a consolidar a liberdade em que vivemos, não merece ser recordado por uma geração inteira que o não viu em 1975 ou na década de 80, com base na imagem que ontem dele passou.
ESQUINA EM PAPEL
Porque hoje é sexta, a «Esquina» tem a sua edição impressa, no suplemento «Privado» do «Jornal de Negócios».
Excertos:
COISAS PARA MUDAR
Com o correr do tempo há coisas que se vão instalando nas nossas vidas e que se dão por adquiridas e algumas por imutáveis. Gosto de encarar tudo como transitório. Fica-se mais à vontade para manter o espírito aberto à mudança. No mundo da comunicação, que é o meu há mais de duas décadas, a mudança faz parte da profissão: ou seja, editar implica escolher, alterar, ver o que correu mal e corrigir. Cedo aprendi que os jornais que aparentemente nunca mudam são de facto os que fazem permanentes ajustes de pormenor. Editar, programar, é um acto permanente, é uma avaliação constante, é um exercício lento, que se vai desenrolando. Nesta matéria certezas devem ser deixadas de lado, pura e simplesmente não existem.
...

TEMPO PARA MUDAR
Há uns anos o Governo do PS decidiu desajustar a nossa hora em relação à da Europa. Como resultado começamos a trabalhar de facto uma hora depois de toda a gente, perdemos tempo nos contactos, ao longo do dia o desacerto vai-se fazendo notar ainda mais. Pior, quando precisamos de ir a outro país, em grande parte dos casos precisamos de ir de véspera sempre que passamos para lá dos Pirinéus. Para fazer uma reunião no centro da Europa gastam-se quase três dias em vez de um ou dois. Amigos meus que percebem do assunto dizem-me que isto é um dos factores que reduz a nossa competitividade na Europa e por tudo o que vejo palpita-me que têm razão. Acho que fazia sentido um dia destes voltarmos à nossa hora antiga, aproximarmo-nos mais do ritmo do resto da Europa.

...

SEMANA PARA EXPERIMENTAR
Experimentar também é mudar, é descobrir coisas novas. Desde a fundação, é essa a vocação da experimentadesign. Para a semana arranca a edição deste ano, mais precisamente quarta dia 17. Um pouco por toda a cidade a Experimenta mostra como alguns sítios podem mudar, desde o velho edifício do «Record» no Bairro Alto, até ao cinema S.Jorge, que finalmente vai ganhar uma vocação – precisamente porque aceitou mudar, porque saíu do dogma. Sigam o programa da Experimenta. Vai valer a pena.

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ESQUINA EM PAPEL

Porque hoje é sexta, a «Esquina» tem a sua edição impressa, no suplemento «Privado» do «Jornal de Negócios».

Excertos:

COISAS PARA MUDAR

Com o correr do tempo há coisas que se vão instalando nas nossas vidas e que se dão por adquiridas e algumas por imutáveis. Gosto de encarar tudo como transitório. Fica-se mais à vontade para manter o espírito aberto à mudança. No mundo da comunicação, que é o meu há mais de duas décadas, a mudança faz parte da profissão: ou seja, editar implica escolher, alterar, ver o que correu mal e corrigir. Cedo aprendi que os jornais que aparentemente nunca mudam são de facto os que fazem permanentes ajustes de pormenor. Editar, programar, é um acto permanente, é uma avaliação constante, é um exercício lento, que se vai desenrolando. Nesta matéria certezas devem ser deixadas de lado, pura e simplesmente não existem.

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TEMPO PARA MUDAR

Há uns anos o Governo do PS decidiu desajustar a nossa hora em relação à da Europa. Como resultado começamos a trabalhar de facto uma hora depois de toda a gente, perdemos tempo nos contactos, ao longo do dia o desacerto vai-se fazendo notar ainda mais. Pior, quando precisamos de ir a outro país, em grande parte dos casos precisamos de ir de véspera sempre que passamos para lá dos Pirinéus. Para fazer uma reunião no centro da Europa gastam-se quase três dias em vez de um ou dois. Amigos meus que percebem do assunto dizem-me que isto é um dos factores que reduz a nossa competitividade na Europa e por tudo o que vejo palpita-me que têm razão. Acho que fazia sentido um dia destes voltarmos à nossa hora antiga, aproximarmo-nos mais do ritmo do resto da Europa.



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SEMANA PARA EXPERIMENTAR

Experimentar também é mudar, é descobrir coisas novas. Desde a fundação, é essa a vocação da experimentadesign. Para a semana arranca a edição deste ano, mais precisamente quarta dia 17. Um pouco por toda a cidade a Experimenta mostra como alguns sítios podem mudar, desde o velho edifício do «Record» no Bairro Alto, até ao cinema S.Jorge, que finalmente vai ganhar uma vocação – precisamente porque aceitou mudar, porque saíu do dogma. Sigam o programa da Experimenta. Vai valer a pena.



EXEMPLAR
Apesar de não ser um líder de vendas o diário britãnico «The Guardian» regista um êxito exemplar no domínio da sua operação na net, com uma capacidade de gerar visitantes que não pára de surpreender. Vejam a história aqui.

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EXEMPLAR

Apesar de não ser um líder de vendas o diário britãnico «The Guardian» regista um êxito exemplar no domínio da sua operação na net, com uma capacidade de gerar visitantes que não pára de surpreender. Vejam a história aqui.
CURIOSO
Em França vai uma pequena guerra entre a revista Telerama, a TV Guia lá do sítio, e a revista Inrockuptibles, um dos mais interessantes produtos editoriais europeus dos últimos anos. O Libération relata o sucedido.

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CURIOSO

Em França vai uma pequena guerra entre a revista Telerama, a TV Guia lá do sítio, e a revista Inrockuptibles, um dos mais interessantes produtos editoriais europeus dos últimos anos. O Libération relata o sucedido.
MUITO INTERESSANTE
Bom artigo o da revista The Economist, sobre as medidas tomadas nos Estados Unidos a propósito da concentração dos média. Excerto: The new rules, detailed in July, finally acknowledge the extra competition. They relax, in modest ways, some of the earlier restrictions. For example, America's four-biggest television networks are allowed to own stations whose broadcasts can reach 45% of the national audience, up from 35%. Within some local markets, some firms will be able to own three TV broadcasters instead of two. In most markets, media firms will be able to own both a TV station and a newspaper, lifting a blanket ban, although other restrictions will remain. The overall approach seems rather too cautious (the national-ownership cap would remain highly restrictive), but somewhat principled and likely at least to withstand scrutiny from the courts.
Há um outro artigo da mesma revista, sobre o mesmo tema, que também merece ser lido, este mais informativo.

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MUITO INTERESSANTE

Bom artigo o da revista The Economist, sobre as medidas tomadas nos Estados Unidos a propósito da concentração dos média. Excerto: The new rules, detailed in July, finally acknowledge the extra competition. They relax, in modest ways, some of the earlier restrictions. For example, America's four-biggest television networks are allowed to own stations whose broadcasts can reach 45% of the national audience, up from 35%. Within some local markets, some firms will be able to own three TV broadcasters instead of two. In most markets, media firms will be able to own both a TV station and a newspaper, lifting a blanket ban, although other restrictions will remain. The overall approach seems rather too cautious (the national-ownership cap would remain highly restrictive), but somewhat principled and likely at least to withstand scrutiny from the courts.

Há um outro artigo da mesma revista, sobre o mesmo tema, que também merece ser lido, este mais informativo.