MISTÉRIO – O novo projecto de Lei da Televisão prevê, pela primeira vez, a existência de canais regionais e locais e ninguém surge a falar do tema, que há uns anos ocupava as preocupações de muita gente. Anda tudo distraído ou é para ver se ninguém dá pelo assunto?
CURIOSO – A China é o mercado onde o investimento publicitário está a crescer mais rapidamente e em 2006, em valores absolutos, o aumento verificado no investimento publicitário no mercado chinês foi maior que o aumento verificado no mercado norte-americano.
REGISTAR – O Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa deu uma muito umbilical uma entrevista ao site www.artecapital.net que merece ser arquivada. Explico: daqui a um ano valerá a pena ver se as poucas coisas concretas que disse no meio de um rosário de lugares comuns e promessas generalistas se concretizam ou não – até porque quando foi eleito desfiou largo rol de ideias que têm persistido em ficar guardadas dentro de si próprio. Uma nota curiosa é o facto de o Vereador sublinhar num ponto da entrevista que projectos que tenham capacidade de fazer formação de públicos implicam uma certa «regularidade e previsibilidade» e, pouco depois, admitir acabar com a Lisboa Photo, que é dos poucos projectos precisamente com essas características. Enfim, estratégias do paradoxo…
VER – Dia 9, sábado, o documentário «Bénard da Costa – O Tempo do Cinema», pelas 20h45 na 2:, com produção da Panavideo e realização de José Carlos Santos, com base num guião de Cristina L. Duarte.
OUVIR – O que é que acontece quando a música cubana e o talento de Ibrahim Ferrer e Omara Portuondo são revisitados e utilizados como ponto de partida para recriações de standards, por nomes como Coldplay, Jack Johnson, Franz Ferdinand, Radiohead, Sting ou Arctic Monkeys? Acontece uma festa, uma festa de ritmos e entusiasmos, apesar dos riscos evidentes que o projecto encerrava. «Rhythms Del Mundo», assim se chama o disco, é uma iniciativa do APE – Artists’ Project Earth, uma iniciativa que visa chamar a atenção para as mudanças climatéricas. CD distribuído por Universal Music.
PETISCO – Visitar a Deli Delux (um depósito de delícias e iguarias, com uma pequena cafetaria que fica na fiada de armazéns da Bica do Sapato, a Santa Apolónia), é uma boa maneira de acabar o dia – encontra-se sempre uma boa sugestão para fazer um jantar inesperado ou matar o desejo de uma gulodice. Ali se descobre o que é mais ou menos raro encontrar, desde massas a produtos de charcutaria, passando por doces e chás. A garrafeira é vasta, atenta, mais cara que um supermercado mas com preços dentro do aceitável para uma garrafeira especializada que tem em stock algumas boas raridades portuguesas e estrangeiras. No balcão do frio encontra-se, de há uns tempos a esta parte, uma excelente gama de massas frescas, confeccionadas em Portugal sob a marca «Pasta do Dia». Para além das propostas mais habituais, encontram-se algumas boas surpresas como sorrentinos pretos recheados de alho francês e salmão e atrevimentos como raviolis de bacalhau com broa e raviolis de farinheira. Pode descobrir tudo sobre estas massas em www.casadapasta.com . E pode saber mais sobre a Deli Delux visitando www.delidelux.pt ou indo lá todos os dias entre as 12h00 e as 22h00 (fecha à segunda, ao fim de semana abre às 10h00 e no Domingo encerra às 20h00).
PERGUNTA – Será a Ópera essencialmente feminina ? - perguntei-me depois de relatos que dão conta da predominância de mulheres nos primeiros dias do «Cosi Fan Tutte» de Mozart no S. Carlos?
BACK TO BASICS – Um homem é o que ele come, Ludwig Feuerbach.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
dezembro 08, 2006
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MISTÉRIO – O novo projecto de Lei da Televisão prevê, pela primeira vez, a existência de canais regionais e locais e ninguém surge a falar do tema, que há uns anos ocupava as preocupações de muita gente. Anda tudo distraído ou é para ver se ninguém dá pelo assunto?
CURIOSO – A China é o mercado onde o investimento publicitário está a crescer mais rapidamente e em 2006, em valores absolutos, o aumento verificado no investimento publicitário no mercado chinês foi maior que o aumento verificado no mercado norte-americano.
REGISTAR – O Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa deu uma muito umbilical uma entrevista ao site www.artecapital.net que merece ser arquivada. Explico: daqui a um ano valerá a pena ver se as poucas coisas concretas que disse no meio de um rosário de lugares comuns e promessas generalistas se concretizam ou não – até porque quando foi eleito desfiou largo rol de ideias que têm persistido em ficar guardadas dentro de si próprio. Uma nota curiosa é o facto de o Vereador sublinhar num ponto da entrevista que projectos que tenham capacidade de fazer formação de públicos implicam uma certa «regularidade e previsibilidade» e, pouco depois, admitir acabar com a Lisboa Photo, que é dos poucos projectos precisamente com essas características. Enfim, estratégias do paradoxo…
VER – Dia 9, sábado, o documentário «Bénard da Costa – O Tempo do Cinema», pelas 20h45 na 2:, com produção da Panavideo e realização de José Carlos Santos, com base num guião de Cristina L. Duarte.
OUVIR – O que é que acontece quando a música cubana e o talento de Ibrahim Ferrer e Omara Portuondo são revisitados e utilizados como ponto de partida para recriações de standards, por nomes como Coldplay, Jack Johnson, Franz Ferdinand, Radiohead, Sting ou Arctic Monkeys? Acontece uma festa, uma festa de ritmos e entusiasmos, apesar dos riscos evidentes que o projecto encerrava. «Rhythms Del Mundo», assim se chama o disco, é uma iniciativa do APE – Artists’ Project Earth, uma iniciativa que visa chamar a atenção para as mudanças climatéricas. CD distribuído por Universal Music.
PETISCO – Visitar a Deli Delux (um depósito de delícias e iguarias, com uma pequena cafetaria que fica na fiada de armazéns da Bica do Sapato, a Santa Apolónia), é uma boa maneira de acabar o dia – encontra-se sempre uma boa sugestão para fazer um jantar inesperado ou matar o desejo de uma gulodice. Ali se descobre o que é mais ou menos raro encontrar, desde massas a produtos de charcutaria, passando por doces e chás. A garrafeira é vasta, atenta, mais cara que um supermercado mas com preços dentro do aceitável para uma garrafeira especializada que tem em stock algumas boas raridades portuguesas e estrangeiras. No balcão do frio encontra-se, de há uns tempos a esta parte, uma excelente gama de massas frescas, confeccionadas em Portugal sob a marca «Pasta do Dia». Para além das propostas mais habituais, encontram-se algumas boas surpresas como sorrentinos pretos recheados de alho francês e salmão e atrevimentos como raviolis de bacalhau com broa e raviolis de farinheira. Pode descobrir tudo sobre estas massas em www.casadapasta.com . E pode saber mais sobre a Deli Delux visitando www.delidelux.pt ou indo lá todos os dias entre as 12h00 e as 22h00 (fecha à segunda, ao fim de semana abre às 10h00 e no Domingo encerra às 20h00).
PERGUNTA – Será a Ópera essencialmente feminina ? - perguntei-me depois de relatos que dão conta da predominância de mulheres nos primeiros dias do «Cosi Fan Tutte» de Mozart no S. Carlos?
BACK TO BASICS – Um homem é o que ele come, Ludwig Feuerbach.
CURIOSO – A China é o mercado onde o investimento publicitário está a crescer mais rapidamente e em 2006, em valores absolutos, o aumento verificado no investimento publicitário no mercado chinês foi maior que o aumento verificado no mercado norte-americano.
REGISTAR – O Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa deu uma muito umbilical uma entrevista ao site www.artecapital.net que merece ser arquivada. Explico: daqui a um ano valerá a pena ver se as poucas coisas concretas que disse no meio de um rosário de lugares comuns e promessas generalistas se concretizam ou não – até porque quando foi eleito desfiou largo rol de ideias que têm persistido em ficar guardadas dentro de si próprio. Uma nota curiosa é o facto de o Vereador sublinhar num ponto da entrevista que projectos que tenham capacidade de fazer formação de públicos implicam uma certa «regularidade e previsibilidade» e, pouco depois, admitir acabar com a Lisboa Photo, que é dos poucos projectos precisamente com essas características. Enfim, estratégias do paradoxo…
VER – Dia 9, sábado, o documentário «Bénard da Costa – O Tempo do Cinema», pelas 20h45 na 2:, com produção da Panavideo e realização de José Carlos Santos, com base num guião de Cristina L. Duarte.
OUVIR – O que é que acontece quando a música cubana e o talento de Ibrahim Ferrer e Omara Portuondo são revisitados e utilizados como ponto de partida para recriações de standards, por nomes como Coldplay, Jack Johnson, Franz Ferdinand, Radiohead, Sting ou Arctic Monkeys? Acontece uma festa, uma festa de ritmos e entusiasmos, apesar dos riscos evidentes que o projecto encerrava. «Rhythms Del Mundo», assim se chama o disco, é uma iniciativa do APE – Artists’ Project Earth, uma iniciativa que visa chamar a atenção para as mudanças climatéricas. CD distribuído por Universal Music.
PETISCO – Visitar a Deli Delux (um depósito de delícias e iguarias, com uma pequena cafetaria que fica na fiada de armazéns da Bica do Sapato, a Santa Apolónia), é uma boa maneira de acabar o dia – encontra-se sempre uma boa sugestão para fazer um jantar inesperado ou matar o desejo de uma gulodice. Ali se descobre o que é mais ou menos raro encontrar, desde massas a produtos de charcutaria, passando por doces e chás. A garrafeira é vasta, atenta, mais cara que um supermercado mas com preços dentro do aceitável para uma garrafeira especializada que tem em stock algumas boas raridades portuguesas e estrangeiras. No balcão do frio encontra-se, de há uns tempos a esta parte, uma excelente gama de massas frescas, confeccionadas em Portugal sob a marca «Pasta do Dia». Para além das propostas mais habituais, encontram-se algumas boas surpresas como sorrentinos pretos recheados de alho francês e salmão e atrevimentos como raviolis de bacalhau com broa e raviolis de farinheira. Pode descobrir tudo sobre estas massas em www.casadapasta.com . E pode saber mais sobre a Deli Delux visitando www.delidelux.pt ou indo lá todos os dias entre as 12h00 e as 22h00 (fecha à segunda, ao fim de semana abre às 10h00 e no Domingo encerra às 20h00).
PERGUNTA – Será a Ópera essencialmente feminina ? - perguntei-me depois de relatos que dão conta da predominância de mulheres nos primeiros dias do «Cosi Fan Tutte» de Mozart no S. Carlos?
BACK TO BASICS – Um homem é o que ele come, Ludwig Feuerbach.
dezembro 02, 2006
ANÚNCIOS – Esta semana o Governo começou a época das reprises. Pegou nos acessos rodoviários a Lisboa e voltou a anunciar projectos que já foram anunciados vezes sem conta, prometeu concluir o que já estava prometido, divulgou investimentos que já estavam consignados e previstos, tudo com ar de novidade absoluta.
IMPRESCINDÍVEL – Enquanto não regressa aqui às páginas do «Jornal de Negócios», o convalescente «Pulo do Gato» adquiriu a forma de blog (www.pular-do-gato.blogspot.com) e Fernando Sobral volta a brindar com a sua lucidez, como neste post: «Os ministros do Governo de José Sócrates estão reféns da matemática. Numa mão têm uma tabuada, noutra um papel pardo e, na orelha um lápis mal afiado como o que se usavam nas antigas mercearias. Têm um único problema: não sabem somar, apenas aprenderam a subtrair. A sua única actividade é o corte. Porque ainda estão a ter aulas de costura.»
SEGMENTAÇÃO – A MTV vai iniciar criar uma série de cerca de 20 canais de estrutura verticalizada na net, dirigidos cada um a públicos bem específicos. Será nesses canais que vão aparecer programas retirados das grelhas abertas, como «Headbangers Ball», um programa para fãs de heavy metal. Estes canais dirigem-se a públicos que gostam de determinados tipos de música, moda e cinema ou se interessam por homosexualidade e jogos electrónicos. A maior parte destes canais estará já disponível no final do segundo semestre de 2007.
CURIOSO – Cerca de 43 por cento dos utilizadores britânicos de video na internet ou em dispositivos móveis admitem que em função dos seus novos hábitos vêem substancialmente menos tempo de televisão convencional. Três quartos dos utilizadores de televisão online e mobile sublinham que têm vindo a aumentar a sua utilização destas plataformas ao longo do último ano.
LER – Na edição de Dezembro da revista «Wired» o artigo «The Secret Life Of Lonelygirl», a história que o YouTube tornou famosa, baseada numa experiência de uma jovem actriz de 19 anos e de uma equipa de estudantes de vídeo e comunicação que criaram a primeira novela de ficção no YouTube, com episódios regulares e um fio condutor. Já não é só a televisão a mudar, é também a forma de pensar e fazer ficção.
OUVIR – A banda sonora do filme «Marie Antoinette», que a par de composições de Vivaldi ou Scarlatti, agrupa canções de Siouxsie And The Banshees, Bow Wow Wow, New Order, The Srokes e The Cure, entre outros. Para além das polémicas que o filme levantou, a banda sonora é simplesmente extraordinária. Duplo CD Verve, distribuído por Universal Music.
DESCOBRIR – Todos os sábados até 13 de Janeiro, entre as 17h00 e as 19h00, na Galeria Luís Serpa Projectos, o galerista revisita a sua colecção e propõe os seus «Cabinet d’Amateur», ou «A Arte Como Modo de Vida». Pintura, desenho, fotografia escultura e projectos futuros para serem vistoriados ao sabor de um gin tónico perfeito (base Bombay Saphire) e com música escolhida por Miguel Nava como pano de fundo. Na boa companhia, é um belo momento em qualquer destes fins de semana. (Galeria Luís Serpa Projectos, Rua Tenente Luís Cascais 1B (a São Mamede).
CURIOSO – O ambiente do bar do Hotel Ritz num dia qualquer, ao fim da tarde. Provavelmente é o local com maior concentração de personalidades influentes em Lisboa.
PERGUNTA – A chamada de Santos Silva à cúpula socialista é o prémio pela forma como está a moldar a comunicação social?
BACK TO BASICS – Um homem honesto não sente nenhum prazer quando utiliza o poder sobre os seus cidadãos, Thomas Jefferson.
IMPRESCINDÍVEL – Enquanto não regressa aqui às páginas do «Jornal de Negócios», o convalescente «Pulo do Gato» adquiriu a forma de blog (www.pular-do-gato.blogspot.com) e Fernando Sobral volta a brindar com a sua lucidez, como neste post: «Os ministros do Governo de José Sócrates estão reféns da matemática. Numa mão têm uma tabuada, noutra um papel pardo e, na orelha um lápis mal afiado como o que se usavam nas antigas mercearias. Têm um único problema: não sabem somar, apenas aprenderam a subtrair. A sua única actividade é o corte. Porque ainda estão a ter aulas de costura.»
SEGMENTAÇÃO – A MTV vai iniciar criar uma série de cerca de 20 canais de estrutura verticalizada na net, dirigidos cada um a públicos bem específicos. Será nesses canais que vão aparecer programas retirados das grelhas abertas, como «Headbangers Ball», um programa para fãs de heavy metal. Estes canais dirigem-se a públicos que gostam de determinados tipos de música, moda e cinema ou se interessam por homosexualidade e jogos electrónicos. A maior parte destes canais estará já disponível no final do segundo semestre de 2007.
CURIOSO – Cerca de 43 por cento dos utilizadores britânicos de video na internet ou em dispositivos móveis admitem que em função dos seus novos hábitos vêem substancialmente menos tempo de televisão convencional. Três quartos dos utilizadores de televisão online e mobile sublinham que têm vindo a aumentar a sua utilização destas plataformas ao longo do último ano.
LER – Na edição de Dezembro da revista «Wired» o artigo «The Secret Life Of Lonelygirl», a história que o YouTube tornou famosa, baseada numa experiência de uma jovem actriz de 19 anos e de uma equipa de estudantes de vídeo e comunicação que criaram a primeira novela de ficção no YouTube, com episódios regulares e um fio condutor. Já não é só a televisão a mudar, é também a forma de pensar e fazer ficção.
OUVIR – A banda sonora do filme «Marie Antoinette», que a par de composições de Vivaldi ou Scarlatti, agrupa canções de Siouxsie And The Banshees, Bow Wow Wow, New Order, The Srokes e The Cure, entre outros. Para além das polémicas que o filme levantou, a banda sonora é simplesmente extraordinária. Duplo CD Verve, distribuído por Universal Music.
DESCOBRIR – Todos os sábados até 13 de Janeiro, entre as 17h00 e as 19h00, na Galeria Luís Serpa Projectos, o galerista revisita a sua colecção e propõe os seus «Cabinet d’Amateur», ou «A Arte Como Modo de Vida». Pintura, desenho, fotografia escultura e projectos futuros para serem vistoriados ao sabor de um gin tónico perfeito (base Bombay Saphire) e com música escolhida por Miguel Nava como pano de fundo. Na boa companhia, é um belo momento em qualquer destes fins de semana. (Galeria Luís Serpa Projectos, Rua Tenente Luís Cascais 1B (a São Mamede).
CURIOSO – O ambiente do bar do Hotel Ritz num dia qualquer, ao fim da tarde. Provavelmente é o local com maior concentração de personalidades influentes em Lisboa.
PERGUNTA – A chamada de Santos Silva à cúpula socialista é o prémio pela forma como está a moldar a comunicação social?
BACK TO BASICS – Um homem honesto não sente nenhum prazer quando utiliza o poder sobre os seus cidadãos, Thomas Jefferson.
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ANÚNCIOS – Esta semana o Governo começou a época das reprises. Pegou nos acessos rodoviários a Lisboa e voltou a anunciar projectos que já foram anunciados vezes sem conta, prometeu concluir o que já estava prometido, divulgou investimentos que já estavam consignados e previstos, tudo com ar de novidade absoluta.
IMPRESCINDÍVEL – Enquanto não regressa aqui às páginas do «Jornal de Negócios», o convalescente «Pulo do Gato» adquiriu a forma de blog (www.pular-do-gato.blogspot.com) e Fernando Sobral volta a brindar com a sua lucidez, como neste post: «Os ministros do Governo de José Sócrates estão reféns da matemática. Numa mão têm uma tabuada, noutra um papel pardo e, na orelha um lápis mal afiado como o que se usavam nas antigas mercearias. Têm um único problema: não sabem somar, apenas aprenderam a subtrair. A sua única actividade é o corte. Porque ainda estão a ter aulas de costura.»
SEGMENTAÇÃO – A MTV vai iniciar criar uma série de cerca de 20 canais de estrutura verticalizada na net, dirigidos cada um a públicos bem específicos. Será nesses canais que vão aparecer programas retirados das grelhas abertas, como «Headbangers Ball», um programa para fãs de heavy metal. Estes canais dirigem-se a públicos que gostam de determinados tipos de música, moda e cinema ou se interessam por homosexualidade e jogos electrónicos. A maior parte destes canais estará já disponível no final do segundo semestre de 2007.
CURIOSO – Cerca de 43 por cento dos utilizadores britânicos de video na internet ou em dispositivos móveis admitem que em função dos seus novos hábitos vêem substancialmente menos tempo de televisão convencional. Três quartos dos utilizadores de televisão online e mobile sublinham que têm vindo a aumentar a sua utilização destas plataformas ao longo do último ano.
LER – Na edição de Dezembro da revista «Wired» o artigo «The Secret Life Of Lonelygirl», a história que o YouTube tornou famosa, baseada numa experiência de uma jovem actriz de 19 anos e de uma equipa de estudantes de vídeo e comunicação que criaram a primeira novela de ficção no YouTube, com episódios regulares e um fio condutor. Já não é só a televisão a mudar, é também a forma de pensar e fazer ficção.
OUVIR – A banda sonora do filme «Marie Antoinette», que a par de composições de Vivaldi ou Scarlatti, agrupa canções de Siouxsie And The Banshees, Bow Wow Wow, New Order, The Srokes e The Cure, entre outros. Para além das polémicas que o filme levantou, a banda sonora é simplesmente extraordinária. Duplo CD Verve, distribuído por Universal Music.
DESCOBRIR – Todos os sábados até 13 de Janeiro, entre as 17h00 e as 19h00, na Galeria Luís Serpa Projectos, o galerista revisita a sua colecção e propõe os seus «Cabinet d’Amateur», ou «A Arte Como Modo de Vida». Pintura, desenho, fotografia escultura e projectos futuros para serem vistoriados ao sabor de um gin tónico perfeito (base Bombay Saphire) e com música escolhida por Miguel Nava como pano de fundo. Na boa companhia, é um belo momento em qualquer destes fins de semana. (Galeria Luís Serpa Projectos, Rua Tenente Luís Cascais 1B (a São Mamede).
CURIOSO – O ambiente do bar do Hotel Ritz num dia qualquer, ao fim da tarde. Provavelmente é o local com maior concentração de personalidades influentes em Lisboa.
PERGUNTA – A chamada de Santos Silva à cúpula socialista é o prémio pela forma como está a moldar a comunicação social?
BACK TO BASICS – Um homem honesto não sente nenhum prazer quando utiliza o poder sobre os seus cidadãos, Thomas Jefferson.
IMPRESCINDÍVEL – Enquanto não regressa aqui às páginas do «Jornal de Negócios», o convalescente «Pulo do Gato» adquiriu a forma de blog (www.pular-do-gato.blogspot.com) e Fernando Sobral volta a brindar com a sua lucidez, como neste post: «Os ministros do Governo de José Sócrates estão reféns da matemática. Numa mão têm uma tabuada, noutra um papel pardo e, na orelha um lápis mal afiado como o que se usavam nas antigas mercearias. Têm um único problema: não sabem somar, apenas aprenderam a subtrair. A sua única actividade é o corte. Porque ainda estão a ter aulas de costura.»
SEGMENTAÇÃO – A MTV vai iniciar criar uma série de cerca de 20 canais de estrutura verticalizada na net, dirigidos cada um a públicos bem específicos. Será nesses canais que vão aparecer programas retirados das grelhas abertas, como «Headbangers Ball», um programa para fãs de heavy metal. Estes canais dirigem-se a públicos que gostam de determinados tipos de música, moda e cinema ou se interessam por homosexualidade e jogos electrónicos. A maior parte destes canais estará já disponível no final do segundo semestre de 2007.
CURIOSO – Cerca de 43 por cento dos utilizadores britânicos de video na internet ou em dispositivos móveis admitem que em função dos seus novos hábitos vêem substancialmente menos tempo de televisão convencional. Três quartos dos utilizadores de televisão online e mobile sublinham que têm vindo a aumentar a sua utilização destas plataformas ao longo do último ano.
LER – Na edição de Dezembro da revista «Wired» o artigo «The Secret Life Of Lonelygirl», a história que o YouTube tornou famosa, baseada numa experiência de uma jovem actriz de 19 anos e de uma equipa de estudantes de vídeo e comunicação que criaram a primeira novela de ficção no YouTube, com episódios regulares e um fio condutor. Já não é só a televisão a mudar, é também a forma de pensar e fazer ficção.
OUVIR – A banda sonora do filme «Marie Antoinette», que a par de composições de Vivaldi ou Scarlatti, agrupa canções de Siouxsie And The Banshees, Bow Wow Wow, New Order, The Srokes e The Cure, entre outros. Para além das polémicas que o filme levantou, a banda sonora é simplesmente extraordinária. Duplo CD Verve, distribuído por Universal Music.
DESCOBRIR – Todos os sábados até 13 de Janeiro, entre as 17h00 e as 19h00, na Galeria Luís Serpa Projectos, o galerista revisita a sua colecção e propõe os seus «Cabinet d’Amateur», ou «A Arte Como Modo de Vida». Pintura, desenho, fotografia escultura e projectos futuros para serem vistoriados ao sabor de um gin tónico perfeito (base Bombay Saphire) e com música escolhida por Miguel Nava como pano de fundo. Na boa companhia, é um belo momento em qualquer destes fins de semana. (Galeria Luís Serpa Projectos, Rua Tenente Luís Cascais 1B (a São Mamede).
CURIOSO – O ambiente do bar do Hotel Ritz num dia qualquer, ao fim da tarde. Provavelmente é o local com maior concentração de personalidades influentes em Lisboa.
PERGUNTA – A chamada de Santos Silva à cúpula socialista é o prémio pela forma como está a moldar a comunicação social?
BACK TO BASICS – Um homem honesto não sente nenhum prazer quando utiliza o poder sobre os seus cidadãos, Thomas Jefferson.
novembro 27, 2006
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IMPOSSÍVEL DIZER MELHOR
O Pulo do Gato está cada vez melhor. Reparem:
O Pulo do Gato está cada vez melhor. Reparem:
Transformar a ERC em detective da decência é tornar o Governo no ecrã gigante da verdade. Por detrás destas leis inocentes há sempre um Darth Vader. Há muito que o Governo deixou de ser um guerreiro Jedi. Mas, ultimamente, começa a entender-se que há uma força negra por detrás das suas atitudes. Começa a ser necessário à sociedade portuguesa saber quais são as medidas do Governo com 48 horas de antecedência.
IMPOSSÍVEL DIZER MELHOR
O Pulo do Gato está cada vez melhor. Reparem:
O Pulo do Gato está cada vez melhor. Reparem:
Transformar a ERC em detective da decência é tornar o Governo no ecrã gigante da verdade. Por detrás destas leis inocentes há sempre um Darth Vader. Há muito que o Governo deixou de ser um guerreiro Jedi. Mas, ultimamente, começa a entender-se que há uma força negra por detrás das suas atitudes. Começa a ser necessário à sociedade portuguesa saber quais são as medidas do Governo com 48 horas de antecedência.
LEI – O novo pacote legislativo sobre a televisão vai fazer correr muita tinta. A linha de força principal é um aumento da interferência do Estado nas televisões privadas, sob o manto diáfano da regulação. A linha de força acessória é o reforço do proteccionismo à RTP, estimulada para competir com as privadas. E o facto mais preocupante é a inexistência de uma estratégia de futuro para o digital, para a liberalização inevitável que nasce da multiplicação dos tipos de ecrãs que receberão no futuro conteúdos audiovisuais. O pacote é ideologicamente retrógrado, politicamente autoritário e estatista, e tecnicamente castrador. Uma jóia com a assinatura do Ministro Santos Silva. Enquanto o Governo vende o conceito do simplex, no audiovisual está a institucionalizar o complicómetro. E, pior, a comprometer o futuro.
CCB – A Festa da Música é um fenómeno daqueles que geram consensos tão alargados que fazem desconfiar. Mas não era mau que alguém pensasse nesta coisa simples: o conceito nasceu como um Festival para animar uma cidade (Nantes) e não como uma ferramenta de programação de um equipamento cultural. O grande equívoco de quem a trouxe para o CCB foi não perceber como a existência da Festa e o seu desenvolvimento iriam acabar por comprometer a programação. O grande problema não é a Festa da Música deixar de existir no CCB no formato que temos conhecido, o grande e verdadeiro problema é a cidade de Lisboa ser incapaz de estruturar um projecto cultural do género, preferindo delapidar fortunas em festividades dispersas e pontuais.
LER – O excelente artigo de Rui Ramos, que faz a capa da edição deste mês da revista «Atlântico», sob o título «Francisco Sá Carneiro e o 25 de Novembro». As análises de Rui Ramos à nossa História recente são cada vez mais incontornáveis – desde as mais focadas na actualidade, que semanalmente publica no «Diário de Notícias», até às mais estruturadas como este artigo, de que cito umas linhas: «Francisco Sá Carneiro não foi exactamente bem vindo nos arraiais da resistência ao PCP e a Otelo Saraiva de Carvalho. Mais do que um reforço, pareceu uma distracção para o arranjo estabelecido entre o “bom” MFA de Melo Antunes, e a “boa” esquerda, de Mário Soares». Promete, não é?
OUVIR – Confesso que gosto de compilações e este mês uma das rádios por onde passo com regularidade – A Marginal, 98.1 FM – lançou um duplo CD com um eclético mas sedutor alinhamento. Gosto de ouvir o disco no carro, gosto de o pôr a tocar pela manhã, gosto dele, pronto – são 36 temas de intérpretes com o Dee Dee Bridgewater, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Marvin Gaye, Nina Simone mas também Carla Bruni, Nicola Conte, Lisa Ekdahl, Pink Martini ou Madeleine Peyroux. Edição Universal.
DESCOBRIR – O mundo de Amadeo Souza Cardoso, na Gulbenkian, até 14 de Janeiro, uma viagem ao universo do modernismo pela mão do pintor português que melhor soube internacionalizar-se.
EVITAR – A estrelinha de Natal no cocuruto da cabeça da estátua de Camões. O ridículo devia ter limites.
EM QUEDA – O serviço – ou melhor, a falta dele - no bar «Pavilhão Chinês», em Lisboa.
PERGUNTA – Alguém sabe o nome de um partido de oposição em Portugal?
BACK TO BASICS – «Acho a televisão muito educativa. Quando alguém a liga, levanto-me e vou para outra sala ler um livro» - Groucho Marx.
CCB – A Festa da Música é um fenómeno daqueles que geram consensos tão alargados que fazem desconfiar. Mas não era mau que alguém pensasse nesta coisa simples: o conceito nasceu como um Festival para animar uma cidade (Nantes) e não como uma ferramenta de programação de um equipamento cultural. O grande equívoco de quem a trouxe para o CCB foi não perceber como a existência da Festa e o seu desenvolvimento iriam acabar por comprometer a programação. O grande problema não é a Festa da Música deixar de existir no CCB no formato que temos conhecido, o grande e verdadeiro problema é a cidade de Lisboa ser incapaz de estruturar um projecto cultural do género, preferindo delapidar fortunas em festividades dispersas e pontuais.
LER – O excelente artigo de Rui Ramos, que faz a capa da edição deste mês da revista «Atlântico», sob o título «Francisco Sá Carneiro e o 25 de Novembro». As análises de Rui Ramos à nossa História recente são cada vez mais incontornáveis – desde as mais focadas na actualidade, que semanalmente publica no «Diário de Notícias», até às mais estruturadas como este artigo, de que cito umas linhas: «Francisco Sá Carneiro não foi exactamente bem vindo nos arraiais da resistência ao PCP e a Otelo Saraiva de Carvalho. Mais do que um reforço, pareceu uma distracção para o arranjo estabelecido entre o “bom” MFA de Melo Antunes, e a “boa” esquerda, de Mário Soares». Promete, não é?
OUVIR – Confesso que gosto de compilações e este mês uma das rádios por onde passo com regularidade – A Marginal, 98.1 FM – lançou um duplo CD com um eclético mas sedutor alinhamento. Gosto de ouvir o disco no carro, gosto de o pôr a tocar pela manhã, gosto dele, pronto – são 36 temas de intérpretes com o Dee Dee Bridgewater, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Marvin Gaye, Nina Simone mas também Carla Bruni, Nicola Conte, Lisa Ekdahl, Pink Martini ou Madeleine Peyroux. Edição Universal.
DESCOBRIR – O mundo de Amadeo Souza Cardoso, na Gulbenkian, até 14 de Janeiro, uma viagem ao universo do modernismo pela mão do pintor português que melhor soube internacionalizar-se.
EVITAR – A estrelinha de Natal no cocuruto da cabeça da estátua de Camões. O ridículo devia ter limites.
EM QUEDA – O serviço – ou melhor, a falta dele - no bar «Pavilhão Chinês», em Lisboa.
PERGUNTA – Alguém sabe o nome de um partido de oposição em Portugal?
BACK TO BASICS – «Acho a televisão muito educativa. Quando alguém a liga, levanto-me e vou para outra sala ler um livro» - Groucho Marx.
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LEI – O novo pacote legislativo sobre a televisão vai fazer correr muita tinta. A linha de força principal é um aumento da interferência do Estado nas televisões privadas, sob o manto diáfano da regulação. A linha de força acessória é o reforço do proteccionismo à RTP, estimulada para competir com as privadas. E o facto mais preocupante é a inexistência de uma estratégia de futuro para o digital, para a liberalização inevitável que nasce da multiplicação dos tipos de ecrãs que receberão no futuro conteúdos audiovisuais. O pacote é ideologicamente retrógrado, politicamente autoritário e estatista, e tecnicamente castrador. Uma jóia com a assinatura do Ministro Santos Silva. Enquanto o Governo vende o conceito do simplex, no audiovisual está a institucionalizar o complicómetro. E, pior, a comprometer o futuro.
CCB – A Festa da Música é um fenómeno daqueles que geram consensos tão alargados que fazem desconfiar. Mas não era mau que alguém pensasse nesta coisa simples: o conceito nasceu como um Festival para animar uma cidade (Nantes) e não como uma ferramenta de programação de um equipamento cultural. O grande equívoco de quem a trouxe para o CCB foi não perceber como a existência da Festa e o seu desenvolvimento iriam acabar por comprometer a programação. O grande problema não é a Festa da Música deixar de existir no CCB no formato que temos conhecido, o grande e verdadeiro problema é a cidade de Lisboa ser incapaz de estruturar um projecto cultural do género, preferindo delapidar fortunas em festividades dispersas e pontuais.
LER – O excelente artigo de Rui Ramos, que faz a capa da edição deste mês da revista «Atlântico», sob o título «Francisco Sá Carneiro e o 25 de Novembro». As análises de Rui Ramos à nossa História recente são cada vez mais incontornáveis – desde as mais focadas na actualidade, que semanalmente publica no «Diário de Notícias», até às mais estruturadas como este artigo, de que cito umas linhas: «Francisco Sá Carneiro não foi exactamente bem vindo nos arraiais da resistência ao PCP e a Otelo Saraiva de Carvalho. Mais do que um reforço, pareceu uma distracção para o arranjo estabelecido entre o “bom” MFA de Melo Antunes, e a “boa” esquerda, de Mário Soares». Promete, não é?
OUVIR – Confesso que gosto de compilações e este mês uma das rádios por onde passo com regularidade – A Marginal, 98.1 FM – lançou um duplo CD com um eclético mas sedutor alinhamento. Gosto de ouvir o disco no carro, gosto de o pôr a tocar pela manhã, gosto dele, pronto – são 36 temas de intérpretes com o Dee Dee Bridgewater, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Marvin Gaye, Nina Simone mas também Carla Bruni, Nicola Conte, Lisa Ekdahl, Pink Martini ou Madeleine Peyroux. Edição Universal.
DESCOBRIR – O mundo de Amadeo Souza Cardoso, na Gulbenkian, até 14 de Janeiro, uma viagem ao universo do modernismo pela mão do pintor português que melhor soube internacionalizar-se.
EVITAR – A estrelinha de Natal no cocuruto da cabeça da estátua de Camões. O ridículo devia ter limites.
EM QUEDA – O serviço – ou melhor, a falta dele - no bar «Pavilhão Chinês», em Lisboa.
PERGUNTA – Alguém sabe o nome de um partido de oposição em Portugal?
BACK TO BASICS – «Acho a televisão muito educativa. Quando alguém a liga, levanto-me e vou para outra sala ler um livro» - Groucho Marx.
CCB – A Festa da Música é um fenómeno daqueles que geram consensos tão alargados que fazem desconfiar. Mas não era mau que alguém pensasse nesta coisa simples: o conceito nasceu como um Festival para animar uma cidade (Nantes) e não como uma ferramenta de programação de um equipamento cultural. O grande equívoco de quem a trouxe para o CCB foi não perceber como a existência da Festa e o seu desenvolvimento iriam acabar por comprometer a programação. O grande problema não é a Festa da Música deixar de existir no CCB no formato que temos conhecido, o grande e verdadeiro problema é a cidade de Lisboa ser incapaz de estruturar um projecto cultural do género, preferindo delapidar fortunas em festividades dispersas e pontuais.
LER – O excelente artigo de Rui Ramos, que faz a capa da edição deste mês da revista «Atlântico», sob o título «Francisco Sá Carneiro e o 25 de Novembro». As análises de Rui Ramos à nossa História recente são cada vez mais incontornáveis – desde as mais focadas na actualidade, que semanalmente publica no «Diário de Notícias», até às mais estruturadas como este artigo, de que cito umas linhas: «Francisco Sá Carneiro não foi exactamente bem vindo nos arraiais da resistência ao PCP e a Otelo Saraiva de Carvalho. Mais do que um reforço, pareceu uma distracção para o arranjo estabelecido entre o “bom” MFA de Melo Antunes, e a “boa” esquerda, de Mário Soares». Promete, não é?
OUVIR – Confesso que gosto de compilações e este mês uma das rádios por onde passo com regularidade – A Marginal, 98.1 FM – lançou um duplo CD com um eclético mas sedutor alinhamento. Gosto de ouvir o disco no carro, gosto de o pôr a tocar pela manhã, gosto dele, pronto – são 36 temas de intérpretes com o Dee Dee Bridgewater, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Marvin Gaye, Nina Simone mas também Carla Bruni, Nicola Conte, Lisa Ekdahl, Pink Martini ou Madeleine Peyroux. Edição Universal.
DESCOBRIR – O mundo de Amadeo Souza Cardoso, na Gulbenkian, até 14 de Janeiro, uma viagem ao universo do modernismo pela mão do pintor português que melhor soube internacionalizar-se.
EVITAR – A estrelinha de Natal no cocuruto da cabeça da estátua de Camões. O ridículo devia ter limites.
EM QUEDA – O serviço – ou melhor, a falta dele - no bar «Pavilhão Chinês», em Lisboa.
PERGUNTA – Alguém sabe o nome de um partido de oposição em Portugal?
BACK TO BASICS – «Acho a televisão muito educativa. Quando alguém a liga, levanto-me e vou para outra sala ler um livro» - Groucho Marx.
novembro 23, 2006
A NOVA TV
A maneira de olhar para as imagens está a mudar, e a WIRED explica como de repente pode nascer uma nova forma de narrativa, de produção, de televisão.
A maneira de olhar para as imagens está a mudar, e a WIRED explica como de repente pode nascer uma nova forma de narrativa, de produção, de televisão.
novembro 22, 2006
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O GATO
Eis o regresso do gato que pula, desta vez na blogosfera. Enquanto não se dá o regresso ao papel de jornal, exercita-se a mente aqui. A não perder.
Excerto da postagem fundadora:
Eis o regresso do gato que pula, desta vez na blogosfera. Enquanto não se dá o regresso ao papel de jornal, exercita-se a mente aqui. A não perder.
Excerto da postagem fundadora:
A porta está fechada. Lá dentro Portugal finge que se move.
Um gato espreita, enquanto olha, também, para o mundo.
O sol continuará a iluminar o país ou vivemos em eclipse mais ou menos permanente?
O GATO
Eis o regresso do gato que pula, desta vez na blogosfera. Enquanto não se dá o regresso ao papel de jornal, exercita-se a mente aqui. A não perder.
Excerto da postagem fundadora:
Eis o regresso do gato que pula, desta vez na blogosfera. Enquanto não se dá o regresso ao papel de jornal, exercita-se a mente aqui. A não perder.
Excerto da postagem fundadora:
A porta está fechada. Lá dentro Portugal finge que se move.
Um gato espreita, enquanto olha, também, para o mundo.
O sol continuará a iluminar o país ou vivemos em eclipse mais ou menos permanente?
novembro 21, 2006
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CORRIDA
Observadores bem localizados afirmam ter já começado a corrida aos lugares da Administração da RTP, uma vez que o corrente CA deverá sair após Março do próximo ano, provavelmente com a nova Lei da Televisão em vigôr.
Observadores bem localizados afirmam ter já começado a corrida aos lugares da Administração da RTP, uma vez que o corrente CA deverá sair após Março do próximo ano, provavelmente com a nova Lei da Televisão em vigôr.
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FINALMENTE
A Festa da Música no CCB tinha-se tornado num monstro autofágico que impedia o desenvolvimento coerente de qualquer tentativa de programação. Mega Ferreira fez o que devia quando decidiu largar a megalomania herdada e avançar para novas soluções. Mas ele é das poucas pessoas em Portugal que tem estatuto para poder fazer isto - como se verá, quase certamente, com benefícios a médio prazo para os públicos da música. Fosse qualquer outro a tomar esta medida e não havia de faltar gente a gritar «selvagem!». E então se fosse nalguém do PSD ou PP a sugerir esta medida, o tratamento mais meiguinho seria de asno encartado. A verdade é esta: a Festa da Música era um formato importado, com custos elevadíssimos, feito a pensar numa realidade que não a portuguesa e que cá vinha apenas buscar uma participação nos custos globais da operação. Teve graça fazer a coisa uma ou duas vezes, depois era preciso inventar um conceito que preservasse o público mas que permitisse maior autonomia e, sobretudo, enquadramento na programação global do CCB. Uma coisa fundamental é que no original francês, a Festa da Música é um evento isolado e não parte da programação de um equipamento multidisciplinar como o CCB. E num equipamento deste género só por excepção se pode conceber alguma coisa deste género. Faz muito mais sentido encontrar uma fórmula alternativa e o piano é um meio ideal para isso. Já pensaram nos cruzamentos que podem acontecer? O piano tem momentos únicos...
A Festa da Música no CCB tinha-se tornado num monstro autofágico que impedia o desenvolvimento coerente de qualquer tentativa de programação. Mega Ferreira fez o que devia quando decidiu largar a megalomania herdada e avançar para novas soluções. Mas ele é das poucas pessoas em Portugal que tem estatuto para poder fazer isto - como se verá, quase certamente, com benefícios a médio prazo para os públicos da música. Fosse qualquer outro a tomar esta medida e não havia de faltar gente a gritar «selvagem!». E então se fosse nalguém do PSD ou PP a sugerir esta medida, o tratamento mais meiguinho seria de asno encartado. A verdade é esta: a Festa da Música era um formato importado, com custos elevadíssimos, feito a pensar numa realidade que não a portuguesa e que cá vinha apenas buscar uma participação nos custos globais da operação. Teve graça fazer a coisa uma ou duas vezes, depois era preciso inventar um conceito que preservasse o público mas que permitisse maior autonomia e, sobretudo, enquadramento na programação global do CCB. Uma coisa fundamental é que no original francês, a Festa da Música é um evento isolado e não parte da programação de um equipamento multidisciplinar como o CCB. E num equipamento deste género só por excepção se pode conceber alguma coisa deste género. Faz muito mais sentido encontrar uma fórmula alternativa e o piano é um meio ideal para isso. Já pensaram nos cruzamentos que podem acontecer? O piano tem momentos únicos...
FINALMENTE
A Festa da Música no CCB tinha-se tornado num monstro autofágico que impedia o desenvolvimento coerente de qualquer tentativa de programação. Mega Ferreira fez o que devia quando decidiu largar a megalomania herdada e avançar para novas soluções. Mas ele é das poucas pessoas em Portugal que tem estatuto para poder fazer isto - como se verá, quase certamente, com benefícios a médio prazo para os públicos da música. Fosse qualquer outro a tomar esta medida e não havia de faltar gente a gritar «selvagem!». E então se fosse nalguém do PSD ou PP a sugerir esta medida, o tratamento mais meiguinho seria de asno encartado. A verdade é esta: a Festa da Música era um formato importado, com custos elevadíssimos, feito a pensar numa realidade que não a portuguesa e que cá vinha apenas buscar uma participação nos custos globais da operação. Teve graça fazer a coisa uma ou duas vezes, depois era preciso inventar um conceito que preservasse o público mas que permitisse maior autonomia e, sobretudo, enquadramento na programação global do CCB. Uma coisa fundamental é que no original francês, a Festa da Música é um evento isolado e não parte da programação de um equipamento multidisciplinar como o CCB. E num equipamento deste género só por excepção se pode conceber alguma coisa deste género. Faz muito mais sentido encontrar uma fórmula alternativa e o piano é um meio ideal para isso. Já pensaram nos cruzamentos que podem acontecer? O piano tem momentos únicos...
A Festa da Música no CCB tinha-se tornado num monstro autofágico que impedia o desenvolvimento coerente de qualquer tentativa de programação. Mega Ferreira fez o que devia quando decidiu largar a megalomania herdada e avançar para novas soluções. Mas ele é das poucas pessoas em Portugal que tem estatuto para poder fazer isto - como se verá, quase certamente, com benefícios a médio prazo para os públicos da música. Fosse qualquer outro a tomar esta medida e não havia de faltar gente a gritar «selvagem!». E então se fosse nalguém do PSD ou PP a sugerir esta medida, o tratamento mais meiguinho seria de asno encartado. A verdade é esta: a Festa da Música era um formato importado, com custos elevadíssimos, feito a pensar numa realidade que não a portuguesa e que cá vinha apenas buscar uma participação nos custos globais da operação. Teve graça fazer a coisa uma ou duas vezes, depois era preciso inventar um conceito que preservasse o público mas que permitisse maior autonomia e, sobretudo, enquadramento na programação global do CCB. Uma coisa fundamental é que no original francês, a Festa da Música é um evento isolado e não parte da programação de um equipamento multidisciplinar como o CCB. E num equipamento deste género só por excepção se pode conceber alguma coisa deste género. Faz muito mais sentido encontrar uma fórmula alternativa e o piano é um meio ideal para isso. Já pensaram nos cruzamentos que podem acontecer? O piano tem momentos únicos...
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LÁ VAMOS CONTROLANDO E RINDO
Se alguém tinha dúvidas sobre a bondade do Ministro Santos Silva, o circo de apresentação da nova Lei da Televisão que ele preparou é bom pretexto para uma apreciação: mais controlo no serviço público, acabar com as aleivosias de independência da 2:, mais controlo sobre os canais privados, inclusivamente sobre os critérios e oportunidades de programação. Esta lei é um recuo de uma dezena de anos, mostra o lado de pequeno ditadorzinho da pessoa em causa, mostra como o actual executivo canta com brio e galhardia o desejo de tudo controlar à sua volta.
Se alguém tinha dúvidas sobre a bondade do Ministro Santos Silva, o circo de apresentação da nova Lei da Televisão que ele preparou é bom pretexto para uma apreciação: mais controlo no serviço público, acabar com as aleivosias de independência da 2:, mais controlo sobre os canais privados, inclusivamente sobre os critérios e oportunidades de programação. Esta lei é um recuo de uma dezena de anos, mostra o lado de pequeno ditadorzinho da pessoa em causa, mostra como o actual executivo canta com brio e galhardia o desejo de tudo controlar à sua volta.
LÁ VAMOS CONTROLANDO E RINDO
Se alguém tinha dúvidas sobre a bondade do Ministro Santos Silva, o circo de apresentação da nova Lei da Televisão que ele preparou é bom pretexto para uma apreciação: mais controlo no serviço público, acabar com as aleivosias de independência da 2:, mais controlo sobre os canais privados, inclusivamente sobre os critérios e oportunidades de programação. Esta lei é um recuo de uma dezena de anos, mostra o lado de pequeno ditadorzinho da pessoa em causa, mostra como o actual executivo canta com brio e galhardia o desejo de tudo controlar à sua volta.
Se alguém tinha dúvidas sobre a bondade do Ministro Santos Silva, o circo de apresentação da nova Lei da Televisão que ele preparou é bom pretexto para uma apreciação: mais controlo no serviço público, acabar com as aleivosias de independência da 2:, mais controlo sobre os canais privados, inclusivamente sobre os critérios e oportunidades de programação. Esta lei é um recuo de uma dezena de anos, mostra o lado de pequeno ditadorzinho da pessoa em causa, mostra como o actual executivo canta com brio e galhardia o desejo de tudo controlar à sua volta.
novembro 20, 2006
OPORTUNIDADE – O concurso para as redes de Televisão Digital Terrestre é uma oportunidade única para remediar o muito que vai mal na atribuição de licenças de televisão em Portugal, a forma como o sector é (des)regulado, a maneira como se protegem interesses instalados e se prejudica o surgimento de novas alternativas e investidores na paisagem audiovisual portuguesa. O que tenho lido dos desreguladores e seus especialistas sobre esta matéria é preocupante – e este é um daqueles casos em que não vale a pena inventar a roda. A Europa está cheia, neste domínio, de muitos e variados exemplos do que se deve e do que não se deve fazer. É só estudar e pensar – eu sei, é pedir muito ao Estado que faça isso.
LER – Deixem de lado os preconceitos e leiam «Percepções e Realidade», de Pedro Santana Lopes. É um relato surpreendentemente pouco egocêntrico de como é a vida dentro do poder e no meio de uma crise política. É um lado da História que vale a pena conhecer, ainda por cima recheado de detalhes. Quem conhece minimamente Santana Lopes sabe que ele tem uma memória de elefante e essa é uma das grandes curiosidades deste livro.
OUVIR – A partir de um conjunto de gravações (tecnicamente deficientes) efectuadas nos anos 70 em Inglaterra e na Alemanha, em que Ray Charles era acompanhado pela orquestra de Count Basie, o produtor John Burk conseguiu, ao longo de quatro laboriosos meses de trabalho de estúdio, chegar ao resultado final que agora é apresentado em disco. O som foi todo reequilibrado, algumas partes foram regravadas com músicos que participaram na orquestra de Basie, os arranjos originais do próprio Ray Charles foram respeitados e sobretudo foram preservadas as suas excepcionais interpretações vocais de temas clássicos como «Let The Good Times Roll», «I Can’t Stop Loving You», «Come Live With Me» ou «How Long Hás This Been Going On?». O resultado final é um CD espantoso, «Ray Sings, Basie Swings», agora editado pela Concord, distribuição Universal.
VER – A nova exposição de Inez Teixeira, na Galeria VPFCream Arte (rua da Boavista 84,2º, Lisboa). A exposição segue a linha da produção recente da pintora, mas revela uma nova forma de trabalhar a luz e a cor, em complemento ao minucioso trabalho, cada vez mais orgânico e físico, que marca a sua actividade dos últimos anos.
DESCOBRIR – Ponha na agenda do próximo Domingo: pelas 16h00, no CCB, uma mostra de cinco incontornáveis documentários produzidos por cineastas catalães e que retratam episódios da História daquela região de Espanha: «As crianças perdidas do franquismo», «Vermelho e Negro», «As Valas do Silêncio», «O Amigo Americano» e o fortíssimo «Doze Horas de Vida, A execução de Puig Antich». A mostra destes documentários produzidos pela TV3-Televisão da Catalunha, está inserida nas Jornadas «Catalunha em Lisboa», uma iniciativa do Secretário da Comunicação do Governo da Catalunha, Ramon Font.
O MELHOR DA SEMANA –O estudo da União Europeia sobre o peso da Cultura na Economia. Aqui a Cultura é entendida em sentido lato e abrange desde a arquitectura ao entretenimento, passando pela publicidade – chamemos-lhe indústrias criativas, que é um termo em voga. Só trogloditas encartados é que olham para o estímulo da criatividade como um problema. Afinal a cultura tem peso na economia – em Portugal vale 1,4 do PIB, é o terceiro contribuinte, logo a seguir aos produtos alimentares e bebidas e aos têxteis.
O PIOR DA SEMANA – A história muito mal contada do rompimento da coligação PSD-PP na Câmara Municipal de Lisboa. Retenho uma frase do comunicado de Maria José Nogueira Pinto: a proposta de Carmona Rodrigues contra a qual votou «não correspondia ao agendado nem ao previamente acordado». Quando se olha para a referida proposta percebe-se que ela é resultante de um arranjinho palaciano – com alguém que não a vereadora do PP.
BACK TO BASICS – «Quando se diz de um governo que ele é eficiente, podem começar a procurar por sinais de ditadura» - Harry Truman
LER – Deixem de lado os preconceitos e leiam «Percepções e Realidade», de Pedro Santana Lopes. É um relato surpreendentemente pouco egocêntrico de como é a vida dentro do poder e no meio de uma crise política. É um lado da História que vale a pena conhecer, ainda por cima recheado de detalhes. Quem conhece minimamente Santana Lopes sabe que ele tem uma memória de elefante e essa é uma das grandes curiosidades deste livro.
OUVIR – A partir de um conjunto de gravações (tecnicamente deficientes) efectuadas nos anos 70 em Inglaterra e na Alemanha, em que Ray Charles era acompanhado pela orquestra de Count Basie, o produtor John Burk conseguiu, ao longo de quatro laboriosos meses de trabalho de estúdio, chegar ao resultado final que agora é apresentado em disco. O som foi todo reequilibrado, algumas partes foram regravadas com músicos que participaram na orquestra de Basie, os arranjos originais do próprio Ray Charles foram respeitados e sobretudo foram preservadas as suas excepcionais interpretações vocais de temas clássicos como «Let The Good Times Roll», «I Can’t Stop Loving You», «Come Live With Me» ou «How Long Hás This Been Going On?». O resultado final é um CD espantoso, «Ray Sings, Basie Swings», agora editado pela Concord, distribuição Universal.
VER – A nova exposição de Inez Teixeira, na Galeria VPFCream Arte (rua da Boavista 84,2º, Lisboa). A exposição segue a linha da produção recente da pintora, mas revela uma nova forma de trabalhar a luz e a cor, em complemento ao minucioso trabalho, cada vez mais orgânico e físico, que marca a sua actividade dos últimos anos.
DESCOBRIR – Ponha na agenda do próximo Domingo: pelas 16h00, no CCB, uma mostra de cinco incontornáveis documentários produzidos por cineastas catalães e que retratam episódios da História daquela região de Espanha: «As crianças perdidas do franquismo», «Vermelho e Negro», «As Valas do Silêncio», «O Amigo Americano» e o fortíssimo «Doze Horas de Vida, A execução de Puig Antich». A mostra destes documentários produzidos pela TV3-Televisão da Catalunha, está inserida nas Jornadas «Catalunha em Lisboa», uma iniciativa do Secretário da Comunicação do Governo da Catalunha, Ramon Font.
O MELHOR DA SEMANA –O estudo da União Europeia sobre o peso da Cultura na Economia. Aqui a Cultura é entendida em sentido lato e abrange desde a arquitectura ao entretenimento, passando pela publicidade – chamemos-lhe indústrias criativas, que é um termo em voga. Só trogloditas encartados é que olham para o estímulo da criatividade como um problema. Afinal a cultura tem peso na economia – em Portugal vale 1,4 do PIB, é o terceiro contribuinte, logo a seguir aos produtos alimentares e bebidas e aos têxteis.
O PIOR DA SEMANA – A história muito mal contada do rompimento da coligação PSD-PP na Câmara Municipal de Lisboa. Retenho uma frase do comunicado de Maria José Nogueira Pinto: a proposta de Carmona Rodrigues contra a qual votou «não correspondia ao agendado nem ao previamente acordado». Quando se olha para a referida proposta percebe-se que ela é resultante de um arranjinho palaciano – com alguém que não a vereadora do PP.
BACK TO BASICS – «Quando se diz de um governo que ele é eficiente, podem começar a procurar por sinais de ditadura» - Harry Truman
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OPORTUNIDADE – O concurso para as redes de Televisão Digital Terrestre é uma oportunidade única para remediar o muito que vai mal na atribuição de licenças de televisão em Portugal, a forma como o sector é (des)regulado, a maneira como se protegem interesses instalados e se prejudica o surgimento de novas alternativas e investidores na paisagem audiovisual portuguesa. O que tenho lido dos desreguladores e seus especialistas sobre esta matéria é preocupante – e este é um daqueles casos em que não vale a pena inventar a roda. A Europa está cheia, neste domínio, de muitos e variados exemplos do que se deve e do que não se deve fazer. É só estudar e pensar – eu sei, é pedir muito ao Estado que faça isso.
LER – Deixem de lado os preconceitos e leiam «Percepções e Realidade», de Pedro Santana Lopes. É um relato surpreendentemente pouco egocêntrico de como é a vida dentro do poder e no meio de uma crise política. É um lado da História que vale a pena conhecer, ainda por cima recheado de detalhes. Quem conhece minimamente Santana Lopes sabe que ele tem uma memória de elefante e essa é uma das grandes curiosidades deste livro.
OUVIR – A partir de um conjunto de gravações (tecnicamente deficientes) efectuadas nos anos 70 em Inglaterra e na Alemanha, em que Ray Charles era acompanhado pela orquestra de Count Basie, o produtor John Burk conseguiu, ao longo de quatro laboriosos meses de trabalho de estúdio, chegar ao resultado final que agora é apresentado em disco. O som foi todo reequilibrado, algumas partes foram regravadas com músicos que participaram na orquestra de Basie, os arranjos originais do próprio Ray Charles foram respeitados e sobretudo foram preservadas as suas excepcionais interpretações vocais de temas clássicos como «Let The Good Times Roll», «I Can’t Stop Loving You», «Come Live With Me» ou «How Long Hás This Been Going On?». O resultado final é um CD espantoso, «Ray Sings, Basie Swings», agora editado pela Concord, distribuição Universal.
VER – A nova exposição de Inez Teixeira, na Galeria VPFCream Arte (rua da Boavista 84,2º, Lisboa). A exposição segue a linha da produção recente da pintora, mas revela uma nova forma de trabalhar a luz e a cor, em complemento ao minucioso trabalho, cada vez mais orgânico e físico, que marca a sua actividade dos últimos anos.
DESCOBRIR – Ponha na agenda do próximo Domingo: pelas 16h00, no CCB, uma mostra de cinco incontornáveis documentários produzidos por cineastas catalães e que retratam episódios da História daquela região de Espanha: «As crianças perdidas do franquismo», «Vermelho e Negro», «As Valas do Silêncio», «O Amigo Americano» e o fortíssimo «Doze Horas de Vida, A execução de Puig Antich». A mostra destes documentários produzidos pela TV3-Televisão da Catalunha, está inserida nas Jornadas «Catalunha em Lisboa», uma iniciativa do Secretário da Comunicação do Governo da Catalunha, Ramon Font.
O MELHOR DA SEMANA –O estudo da União Europeia sobre o peso da Cultura na Economia. Aqui a Cultura é entendida em sentido lato e abrange desde a arquitectura ao entretenimento, passando pela publicidade – chamemos-lhe indústrias criativas, que é um termo em voga. Só trogloditas encartados é que olham para o estímulo da criatividade como um problema. Afinal a cultura tem peso na economia – em Portugal vale 1,4 do PIB, é o terceiro contribuinte, logo a seguir aos produtos alimentares e bebidas e aos têxteis.
O PIOR DA SEMANA – A história muito mal contada do rompimento da coligação PSD-PP na Câmara Municipal de Lisboa. Retenho uma frase do comunicado de Maria José Nogueira Pinto: a proposta de Carmona Rodrigues contra a qual votou «não correspondia ao agendado nem ao previamente acordado». Quando se olha para a referida proposta percebe-se que ela é resultante de um arranjinho palaciano – com alguém que não a vereadora do PP.
BACK TO BASICS – «Quando se diz de um governo que ele é eficiente, podem começar a procurar por sinais de ditadura» - Harry Truman
LER – Deixem de lado os preconceitos e leiam «Percepções e Realidade», de Pedro Santana Lopes. É um relato surpreendentemente pouco egocêntrico de como é a vida dentro do poder e no meio de uma crise política. É um lado da História que vale a pena conhecer, ainda por cima recheado de detalhes. Quem conhece minimamente Santana Lopes sabe que ele tem uma memória de elefante e essa é uma das grandes curiosidades deste livro.
OUVIR – A partir de um conjunto de gravações (tecnicamente deficientes) efectuadas nos anos 70 em Inglaterra e na Alemanha, em que Ray Charles era acompanhado pela orquestra de Count Basie, o produtor John Burk conseguiu, ao longo de quatro laboriosos meses de trabalho de estúdio, chegar ao resultado final que agora é apresentado em disco. O som foi todo reequilibrado, algumas partes foram regravadas com músicos que participaram na orquestra de Basie, os arranjos originais do próprio Ray Charles foram respeitados e sobretudo foram preservadas as suas excepcionais interpretações vocais de temas clássicos como «Let The Good Times Roll», «I Can’t Stop Loving You», «Come Live With Me» ou «How Long Hás This Been Going On?». O resultado final é um CD espantoso, «Ray Sings, Basie Swings», agora editado pela Concord, distribuição Universal.
VER – A nova exposição de Inez Teixeira, na Galeria VPFCream Arte (rua da Boavista 84,2º, Lisboa). A exposição segue a linha da produção recente da pintora, mas revela uma nova forma de trabalhar a luz e a cor, em complemento ao minucioso trabalho, cada vez mais orgânico e físico, que marca a sua actividade dos últimos anos.
DESCOBRIR – Ponha na agenda do próximo Domingo: pelas 16h00, no CCB, uma mostra de cinco incontornáveis documentários produzidos por cineastas catalães e que retratam episódios da História daquela região de Espanha: «As crianças perdidas do franquismo», «Vermelho e Negro», «As Valas do Silêncio», «O Amigo Americano» e o fortíssimo «Doze Horas de Vida, A execução de Puig Antich». A mostra destes documentários produzidos pela TV3-Televisão da Catalunha, está inserida nas Jornadas «Catalunha em Lisboa», uma iniciativa do Secretário da Comunicação do Governo da Catalunha, Ramon Font.
O MELHOR DA SEMANA –O estudo da União Europeia sobre o peso da Cultura na Economia. Aqui a Cultura é entendida em sentido lato e abrange desde a arquitectura ao entretenimento, passando pela publicidade – chamemos-lhe indústrias criativas, que é um termo em voga. Só trogloditas encartados é que olham para o estímulo da criatividade como um problema. Afinal a cultura tem peso na economia – em Portugal vale 1,4 do PIB, é o terceiro contribuinte, logo a seguir aos produtos alimentares e bebidas e aos têxteis.
O PIOR DA SEMANA – A história muito mal contada do rompimento da coligação PSD-PP na Câmara Municipal de Lisboa. Retenho uma frase do comunicado de Maria José Nogueira Pinto: a proposta de Carmona Rodrigues contra a qual votou «não correspondia ao agendado nem ao previamente acordado». Quando se olha para a referida proposta percebe-se que ela é resultante de um arranjinho palaciano – com alguém que não a vereadora do PP.
BACK TO BASICS – «Quando se diz de um governo que ele é eficiente, podem começar a procurar por sinais de ditadura» - Harry Truman
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