novembro 17, 2006

O DUELO
Primeira questão: quem venceu a noite de quinta-feira em termos televisivos foi a novela «Doce Fugitiva», da TVI, que arrebatou 37,5% de share e 1,6 milhões de espectadores. Mas no duelo entre entrevistas a políticos, a RTP saíu vencedora - o que quer dizer que entre os espectadores que não se renderam à ficção e preferiram olhar para o país real, a maioria preferiu Santana Lopes a Cavaco Silva. Assim, a RTP fez uma média de 27% de share e 1,35 milhões de espectadores graças ao relato do ex-Primeiro Ministro, enquanto que a SIC só conseguiu 22,5% de share e 950 mil espectadores com o actual Presidente da República. Alguém em Belém deve estar a arrancar cabelos por ter colocado a primeira grande entrevista de Cavaco em rivalidade com Santana.

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O DUELO
Primeira questão: quem venceu a noite de quinta-feira em termos televisivos foi a novela «Doce Fugitiva», da TVI, que arrebatou 37,5% de share e 1,6 milhões de espectadores. Mas no duelo entre entrevistas a políticos, a RTP saíu vencedora - o que quer dizer que entre os espectadores que não se renderam à ficção e preferiram olhar para o país real, a maioria preferiu Santana Lopes a Cavaco Silva. Assim, a RTP fez uma média de 27% de share e 1,35 milhões de espectadores graças ao relato do ex-Primeiro Ministro, enquanto que a SIC só conseguiu 22,5% de share e 950 mil espectadores com o actual Presidente da República. Alguém em Belém deve estar a arrancar cabelos por ter colocado a primeira grande entrevista de Cavaco em rivalidade com Santana.

novembro 14, 2006

COINCIDÊNCIAS
Segunda feira Pedro Santana Lopes apresentou o seu livro «Percepções e Realidade», no qual dá a sua visão sobre os acontecimentos que levaram à dissolução do seu Governo. No mesmo dia fonte anónima, mas seguramente oficial e bem informada, passou em simultâneo a dois jornais a «dica» das investigações a sociedades integrantes do consórcio para o fornecimento do novo sistema de comunicações das forças de segurança, desencadeado pelo facto de o anterior governo ter feito a sua adjudicação nos últimos dias em que esteve em funções.
Não acredito em coincidências. Acredito em contra-informação. Preocupo-me quando há entidades não escrutinadas que usam conhecimentos confidenciais para manobras políticas.

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COINCIDÊNCIAS
Segunda feira Pedro Santana Lopes apresentou o seu livro «Percepções e Realidade», no qual dá a sua visão sobre os acontecimentos que levaram à dissolução do seu Governo. No mesmo dia fonte anónima, mas seguramente oficial e bem informada, passou em simultâneo a dois jornais a «dica» das investigações a sociedades integrantes do consórcio para o fornecimento do novo sistema de comunicações das forças de segurança, desencadeado pelo facto de o anterior governo ter feito a sua adjudicação nos últimos dias em que esteve em funções.
Não acredito em coincidências. Acredito em contra-informação. Preocupo-me quando há entidades não escrutinadas que usam conhecimentos confidenciais para manobras políticas.
CUSTO – As recentes eleições norte-americanas bateram todos os recordes de custos em publicidade na actividade política ao atingirem a marca dos dois mil milhões de dólares, um aumento de 17,6% em relação aos ionvestimentos publicitários de políticos nas eleições de 2004. Nas actuais eleições foi mais frequente o recurso à publicidade em televisão, nomeadamente em canais locais e regionais, um número mais elevado de candidatos recorreu a publicidade comercial e em geral as campanhas estiveram no ar durante períodos de tempo mais extensos.

ESPERAR – Tyler Brule, o homem que há dez anos criou a revista «Wallpaper», anunciou que a partir de 2007 lançará uma nova publicação, «Monocle», descrita como uma revista dedicada à cultura e aos negócios, dirigida a líderes de opinião, com especial enfoque em artigos de luxo e reportagens. A revista, que será vendida em todo o mundo a um preço equivalente a 6,5 euros, terá escritórios em Tóquio, Nova York e Zurique e publicará dez edições por ano. O investimento inicial será de sete milhões de euros e as estimativas apontam para uma venda de 150 000 exemplares.

(RE)LER – Os textos publicados na bela revista «Kapa» por Carlos Quevedo, aqui compilados junto de outros escritos dispersos do autor, todos reunidos sob o título «Já Não Me Lembrava», numa edição da Oficina do Livro, com introduções assinadas por Miguel Esteves Cardoso, Rui Zink e Nuno Miguel Guedes.

OUVIR – Entre Abril e Junho de 1957 John Coltrane e Thelonius Monk fizeram três sessões de gravação num estúdio de Nova Iorque, depois de terem feito uma temporada única de concertos em conjunto, sob a forma de quarteto, no então ainda pouco conhecido Five Spot Café, na mesma cidade. Nesta formação de quarteto o sax tenor de Coltrane e o piano de Monk tinham a companhia da bateria de Shadow Wilson e do baixo de Wilbur Ware. O duplo CD que agrupa a integral das gravações originais em trio, septeto e quarteto), é um documento único do génio destes grandes músicos e do momento mágico do encontro criativo de Monk e Coltrane há quase 50 anos. CD Riverside, distribuição Universal Music.

VISITAR – Até segunda-feira dia 13 pode descobrir na FIL, na «Arte Lisboa- Feira de Arte Contemporânea» as propostas de 65 galerias, 18 das quais estrangeiras. É uma ocasião única para descobrir novos trabalhos e tendências nas artes plásticas. Hoje mesmo, sexta-feira, oportunidade para assistir, às 18h00 a um debate sobre a «Arte de coleccionar Arte» moderado por Filipa Oliveira, uma iniciativa da revista digital www.artecapital.net .

DESCOBRIR – A nova loja Galante, especializada em mobiliário de design, em particular nas peças elaboradas pela fábrica Vitra a partir de clássicos de nomes como Charles & Ray Earnes, Jean Prouve, Isamo Noguchi, Philippe Starck ou Frank Gehry. Rua Rodrigo da Fonseca 21C, Lisboa.

INSUPORTÁVEL – O maniqueísmo de Rui Rio, o seu apetite demagógico contra tudo o que lhe cheire vagamente a actividade cultural, a sua perseguição aos subsídios (porque não propõe a eliminação de subsídios aos partidos políticos, já agora?), a sua imposição de ausência de críticas ao seu juízo pessoal e à sua actuação na Câmara Municipal do Porto. Vergonhoso, seja de que lado for que se analise.

O MELHOR DA SEMANA – O concerto da cantora cabo-verdeana Lura no Teatro Tivoli, agora dotado de um excelente sistema de som. Grandes músicos, grande companhia, grandes interpretações.

BACK TO BASICS – «Um musicólogo é um homem que consegue ler uma pauta de música mas que não a consegue ouvir» - Sir Thomas Beecham

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CUSTO – As recentes eleições norte-americanas bateram todos os recordes de custos em publicidade na actividade política ao atingirem a marca dos dois mil milhões de dólares, um aumento de 17,6% em relação aos ionvestimentos publicitários de políticos nas eleições de 2004. Nas actuais eleições foi mais frequente o recurso à publicidade em televisão, nomeadamente em canais locais e regionais, um número mais elevado de candidatos recorreu a publicidade comercial e em geral as campanhas estiveram no ar durante períodos de tempo mais extensos.

ESPERAR – Tyler Brule, o homem que há dez anos criou a revista «Wallpaper», anunciou que a partir de 2007 lançará uma nova publicação, «Monocle», descrita como uma revista dedicada à cultura e aos negócios, dirigida a líderes de opinião, com especial enfoque em artigos de luxo e reportagens. A revista, que será vendida em todo o mundo a um preço equivalente a 6,5 euros, terá escritórios em Tóquio, Nova York e Zurique e publicará dez edições por ano. O investimento inicial será de sete milhões de euros e as estimativas apontam para uma venda de 150 000 exemplares.

(RE)LER – Os textos publicados na bela revista «Kapa» por Carlos Quevedo, aqui compilados junto de outros escritos dispersos do autor, todos reunidos sob o título «Já Não Me Lembrava», numa edição da Oficina do Livro, com introduções assinadas por Miguel Esteves Cardoso, Rui Zink e Nuno Miguel Guedes.

OUVIR – Entre Abril e Junho de 1957 John Coltrane e Thelonius Monk fizeram três sessões de gravação num estúdio de Nova Iorque, depois de terem feito uma temporada única de concertos em conjunto, sob a forma de quarteto, no então ainda pouco conhecido Five Spot Café, na mesma cidade. Nesta formação de quarteto o sax tenor de Coltrane e o piano de Monk tinham a companhia da bateria de Shadow Wilson e do baixo de Wilbur Ware. O duplo CD que agrupa a integral das gravações originais em trio, septeto e quarteto), é um documento único do génio destes grandes músicos e do momento mágico do encontro criativo de Monk e Coltrane há quase 50 anos. CD Riverside, distribuição Universal Music.

VISITAR – Até segunda-feira dia 13 pode descobrir na FIL, na «Arte Lisboa- Feira de Arte Contemporânea» as propostas de 65 galerias, 18 das quais estrangeiras. É uma ocasião única para descobrir novos trabalhos e tendências nas artes plásticas. Hoje mesmo, sexta-feira, oportunidade para assistir, às 18h00 a um debate sobre a «Arte de coleccionar Arte» moderado por Filipa Oliveira, uma iniciativa da revista digital www.artecapital.net .

DESCOBRIR – A nova loja Galante, especializada em mobiliário de design, em particular nas peças elaboradas pela fábrica Vitra a partir de clássicos de nomes como Charles & Ray Earnes, Jean Prouve, Isamo Noguchi, Philippe Starck ou Frank Gehry. Rua Rodrigo da Fonseca 21C, Lisboa.

INSUPORTÁVEL – O maniqueísmo de Rui Rio, o seu apetite demagógico contra tudo o que lhe cheire vagamente a actividade cultural, a sua perseguição aos subsídios (porque não propõe a eliminação de subsídios aos partidos políticos, já agora?), a sua imposição de ausência de críticas ao seu juízo pessoal e à sua actuação na Câmara Municipal do Porto. Vergonhoso, seja de que lado for que se analise.

O MELHOR DA SEMANA – O concerto da cantora cabo-verdeana Lura no Teatro Tivoli, agora dotado de um excelente sistema de som. Grandes músicos, grande companhia, grandes interpretações.

BACK TO BASICS – «Um musicólogo é um homem que consegue ler uma pauta de música mas que não a consegue ouvir» - Sir Thomas Beecham

novembro 06, 2006

SINAL - Nas ruas as pessoas andam mal dispostas, discutem umas com as outras e insultam-se por tudo e por nada. Há encontrões, falta simpatia, stress. Este é um mau sinal dos tempos, um mau sinal de como medidas políticas e governativas interferem com o dia-a-dia das pessoas.


JUSTIÇA – Muito se fala do pacto para a Justiça, mas pouco se faz para melhorar o sistema. Faz sentido tentar a conciliação antes de avançar para tribunal, faz sentido aconselharmo-nos com advogados para prevenir complicações, faz sentido que os cidadãos se habituem a olhar para os advogados de uma forma natural. Por isso mesmo devia fazer sentido que o Estado permitisse que as despesas de cada cidadão com os seus advogados, dentro de parâmetros razoáveis, fossem dedutíveis ao IRS – se o permite às empresas, porque é que as pessoas a título individual não hão-de ter os mesmos direitos?


OUVER – Este é um verbo novo, vem da contracção entre ouvir e ver e nasce no tempo em que a música vem em DVD’s e em que o uTube se tornou incontornável. Exemplo de disco a não deixar fugir é a gravação do concerto dos Pixies realizado no Paradise de Bóston, em finais de 2004, perante uma plateia de 200 convidados entre os fãs da banda. Frank Black e a sua banda percorrem todos os grandes momentos da sua carreira ao longo dos 29 temas interpretados nessa noite. O DVD inclui ainda como bónus um raro registo feito também em Boston, em 1986, no The Bear, com outros 12 temas. Absolutamente fundamental – Pixies Live At The Paradise in Bóston, DVD Eagle Vision


AGENDAR – A cabo-verdeana Lura faz um dos seus raros concertos em Portugal na magnífica sala do Tivoli, infelizmente tão pouco utilizada para música. É no dia 7 de Novembro, a próxima Terça-Feira, pelas 21h30 e a cantora irá mostrar o seu novo disco, 'M'bem di fora'.


SENTIR – Às vezes os artistas fazem pequenas maravilhas que se destinam a consumos íntimos – são quase blocos-notas de ideias, expressão de afectos, peças oferecidas a amigos, que circulam fora dos circuitos normais. Sob a designação «Trabalhos Íntimos», a Galeria Ratton juntou algumas dezenas de pinturas de pequeno formato, grande parte das quais feitas na época em que António Dacosta não expôs e se retirou da vista do público. Daí o nome dado a esta mostra, que inclui algumas das obras da retrospectiva de Dacosta apresentada em Serralves no primeiro semestre deste ano. Até dia 15 de Dezembro, Galeria Ratton, Rua da Academia das Ciências 2C, das 10h00 às 13h30 e das 15h00 às 19h30, de segunda a sexta.


DESCOBRIR- A colecção de pintura do Museu Nacional de Arte Antiga. Visitas guiadas nos dias 8, 15, 22 e 29 de Novembro, pelas 15h00. A série de visitas começa já neste Domingo dia 5, entre as 11h30 e as 15h30, com entrada pelo jardim 9 de Abril.

INSUPORTÁVEL – O autoritarismo e prepotência da secretaria geral de serviço externo da comarca de Lisboa, instalada no Palácio da Justiça, que parte do pressuposto que os cidadãos são culpados de acusações que nem sequer conhecem.

PERGUNTAS VADIAS – O Ministro da Agricultura viverá neste país ou ainda pensa que está em Bruxelas?

BACK TO BASICS – Não há boa liderança sem um bom sentido de humor – Eisenhower

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SINAL - Nas ruas as pessoas andam mal dispostas, discutem umas com as outras e insultam-se por tudo e por nada. Há encontrões, falta simpatia, stress. Este é um mau sinal dos tempos, um mau sinal de como medidas políticas e governativas interferem com o dia-a-dia das pessoas.


JUSTIÇA – Muito se fala do pacto para a Justiça, mas pouco se faz para melhorar o sistema. Faz sentido tentar a conciliação antes de avançar para tribunal, faz sentido aconselharmo-nos com advogados para prevenir complicações, faz sentido que os cidadãos se habituem a olhar para os advogados de uma forma natural. Por isso mesmo devia fazer sentido que o Estado permitisse que as despesas de cada cidadão com os seus advogados, dentro de parâmetros razoáveis, fossem dedutíveis ao IRS – se o permite às empresas, porque é que as pessoas a título individual não hão-de ter os mesmos direitos?


OUVER – Este é um verbo novo, vem da contracção entre ouvir e ver e nasce no tempo em que a música vem em DVD’s e em que o uTube se tornou incontornável. Exemplo de disco a não deixar fugir é a gravação do concerto dos Pixies realizado no Paradise de Bóston, em finais de 2004, perante uma plateia de 200 convidados entre os fãs da banda. Frank Black e a sua banda percorrem todos os grandes momentos da sua carreira ao longo dos 29 temas interpretados nessa noite. O DVD inclui ainda como bónus um raro registo feito também em Boston, em 1986, no The Bear, com outros 12 temas. Absolutamente fundamental – Pixies Live At The Paradise in Bóston, DVD Eagle Vision


AGENDAR – A cabo-verdeana Lura faz um dos seus raros concertos em Portugal na magnífica sala do Tivoli, infelizmente tão pouco utilizada para música. É no dia 7 de Novembro, a próxima Terça-Feira, pelas 21h30 e a cantora irá mostrar o seu novo disco, 'M'bem di fora'.


SENTIR – Às vezes os artistas fazem pequenas maravilhas que se destinam a consumos íntimos – são quase blocos-notas de ideias, expressão de afectos, peças oferecidas a amigos, que circulam fora dos circuitos normais. Sob a designação «Trabalhos Íntimos», a Galeria Ratton juntou algumas dezenas de pinturas de pequeno formato, grande parte das quais feitas na época em que António Dacosta não expôs e se retirou da vista do público. Daí o nome dado a esta mostra, que inclui algumas das obras da retrospectiva de Dacosta apresentada em Serralves no primeiro semestre deste ano. Até dia 15 de Dezembro, Galeria Ratton, Rua da Academia das Ciências 2C, das 10h00 às 13h30 e das 15h00 às 19h30, de segunda a sexta.


DESCOBRIR- A colecção de pintura do Museu Nacional de Arte Antiga. Visitas guiadas nos dias 8, 15, 22 e 29 de Novembro, pelas 15h00. A série de visitas começa já neste Domingo dia 5, entre as 11h30 e as 15h30, com entrada pelo jardim 9 de Abril.

INSUPORTÁVEL – O autoritarismo e prepotência da secretaria geral de serviço externo da comarca de Lisboa, instalada no Palácio da Justiça, que parte do pressuposto que os cidadãos são culpados de acusações que nem sequer conhecem.

PERGUNTAS VADIAS – O Ministro da Agricultura viverá neste país ou ainda pensa que está em Bruxelas?

BACK TO BASICS – Não há boa liderança sem um bom sentido de humor – Eisenhower

novembro 02, 2006

MULTIPLICAÇÃO – Pois é, a vida agora faz-se não apenas em três dimensões, mas através de três ecrãs. Segundo um estudo da empresa de consultoria Telephia realizado na Grã-Bretanha, torna-se claro que os espectadores estão cada vez mais a usar três ecrãs diferentes para verem notícias e entretenimento: o da televisão, o do computador e o do telemóvel. O estudo sublinha ainda que as estações de televisão devem desenvolver uma estratégia para estes três tipos de ecrãs com o objectivo de atingirem, manterem e expandirem as suas audiências. O estudo sublinha ainda que a Mobile TV, visível nos telemóveis, está em crescimento em todos os mercados onde já tem uma oferta diversificada.

NOVIDADE – A televisão já não é o que era: nos Estados Unidos o primeiro episódio da nova série de «OC» vai ser estreado pela Fox não nos seus canais de televisão mas no Myspace.com e nos sites das suas estações, uma semana antes da sua estreia tradicional em televisão. Ou seja, a estreia é nos ecrãs dos computadores. Com o segundo episódio da nova série acontecerá o mesmo e ambos os episódios estarão disponíveis para downloads gratuitos durante um período de 15 dias. Ou seja, a net é cada vez mais uma preciosa ferramenta de promoção. «OC» («Na Terra dos Ricos» em Portugal) é uma série dirigida aos adolescentes e jovens adultos, que começam a passar mais tempo frente aos ecrãs de computador que frente aos ecrãs de televisão.

PODER – Mesmo em mercados publicitários maduros e sofisticados, as revistas são um dos sectores que não perdem eficácia em matéria de fazer chegar a mensagem publicitária aos seus destinatários. Segundo Rex Briggs, o responsável da empresa de consultoria em publicidade Marketing Evolution, as revistas são o melhor meio para garantir simultaneamente o reconhecimento das marcas e garantir intenções de compra por parte dos consumidores. O estudo que chegou a esta conclusão analisou 19 campanhas diferentes de vários sectores no mercado norte-americano, para ver como cada meio (TV, Internet e revistas) se comportava. Como se esperava a TV obteve os melhores resultados no reconhecimento das marcas, mas as revistas obtiveram melhor resultado quando se considera em simultâneo o reconhecimento da marca e a intenção de compra. Finalmente as revistas foram claramente superiores quer à TV quer à Internet se for considerada apenas a intenção de compra.

VER – Com a regularidade de um pêndulo, as melhores galerias de arte do Porto abrem também portas em Lisboa. Na semana passada foi a vez da Quadrado Azul, que abriu as suas novas instalações no Largo Stephens (perto do Cais de Sodré). O espaço é muito bom e a exposição inaugural é de escultura, com peças inéditas e marcantes que José Pedro Croft criou expressamente para serem expostas no local. A zona está aliás a ficar bem fornecida de galerias – e nunca é demais recordar que as galerias são uma boa maneira de se descobrir a arte que se vai fazendo – e ainda por cima de entrada totalmente grátis, para plagiar os Gato Fedorento.

DESCOBRIR - A Magnum é uma das mais prestigiadas agências fotográficas do mundo. Para além do seu site normal, criou há pouco tempo o Magnum Inmotion que explora as potencialidades dos novos meios e apresenta fotografias e vídeos de uma forma completamente diferente, com largo recurso a podcasts. Experimentem visitar http://inmotion.magnumphotos.com/

OUVIR – O novo disco de Beck, «The Information», claro candidato a disco do ano. Canções fortes, arranjos e produção exemplares. Vale a pena visitar www.beck.com para perceber – tal como no disco – que a criatividade e a imaginação são a melhor forma de garantir a diferença e a qualidade.

INSUPORTÁVEL – A antipatia dos empregados de balcão da Pastelaria Bénard, no Chiado.

PERGUNTAS VADIAS – Isto é um Governo ou um aumentador de preços?

BACK TO BASICS – O imposto sobre rendimentos caracteriza-se por colocar o homem justo a pagar sempre mais que o homem injusto, perante rendimentos iguais - Platão

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MULTIPLICAÇÃO – Pois é, a vida agora faz-se não apenas em três dimensões, mas através de três ecrãs. Segundo um estudo da empresa de consultoria Telephia realizado na Grã-Bretanha, torna-se claro que os espectadores estão cada vez mais a usar três ecrãs diferentes para verem notícias e entretenimento: o da televisão, o do computador e o do telemóvel. O estudo sublinha ainda que as estações de televisão devem desenvolver uma estratégia para estes três tipos de ecrãs com o objectivo de atingirem, manterem e expandirem as suas audiências. O estudo sublinha ainda que a Mobile TV, visível nos telemóveis, está em crescimento em todos os mercados onde já tem uma oferta diversificada.

NOVIDADE – A televisão já não é o que era: nos Estados Unidos o primeiro episódio da nova série de «OC» vai ser estreado pela Fox não nos seus canais de televisão mas no Myspace.com e nos sites das suas estações, uma semana antes da sua estreia tradicional em televisão. Ou seja, a estreia é nos ecrãs dos computadores. Com o segundo episódio da nova série acontecerá o mesmo e ambos os episódios estarão disponíveis para downloads gratuitos durante um período de 15 dias. Ou seja, a net é cada vez mais uma preciosa ferramenta de promoção. «OC» («Na Terra dos Ricos» em Portugal) é uma série dirigida aos adolescentes e jovens adultos, que começam a passar mais tempo frente aos ecrãs de computador que frente aos ecrãs de televisão.

PODER – Mesmo em mercados publicitários maduros e sofisticados, as revistas são um dos sectores que não perdem eficácia em matéria de fazer chegar a mensagem publicitária aos seus destinatários. Segundo Rex Briggs, o responsável da empresa de consultoria em publicidade Marketing Evolution, as revistas são o melhor meio para garantir simultaneamente o reconhecimento das marcas e garantir intenções de compra por parte dos consumidores. O estudo que chegou a esta conclusão analisou 19 campanhas diferentes de vários sectores no mercado norte-americano, para ver como cada meio (TV, Internet e revistas) se comportava. Como se esperava a TV obteve os melhores resultados no reconhecimento das marcas, mas as revistas obtiveram melhor resultado quando se considera em simultâneo o reconhecimento da marca e a intenção de compra. Finalmente as revistas foram claramente superiores quer à TV quer à Internet se for considerada apenas a intenção de compra.

VER – Com a regularidade de um pêndulo, as melhores galerias de arte do Porto abrem também portas em Lisboa. Na semana passada foi a vez da Quadrado Azul, que abriu as suas novas instalações no Largo Stephens (perto do Cais de Sodré). O espaço é muito bom e a exposição inaugural é de escultura, com peças inéditas e marcantes que José Pedro Croft criou expressamente para serem expostas no local. A zona está aliás a ficar bem fornecida de galerias – e nunca é demais recordar que as galerias são uma boa maneira de se descobrir a arte que se vai fazendo – e ainda por cima de entrada totalmente grátis, para plagiar os Gato Fedorento.

DESCOBRIR - A Magnum é uma das mais prestigiadas agências fotográficas do mundo. Para além do seu site normal, criou há pouco tempo o Magnum Inmotion que explora as potencialidades dos novos meios e apresenta fotografias e vídeos de uma forma completamente diferente, com largo recurso a podcasts. Experimentem visitar http://inmotion.magnumphotos.com/

OUVIR – O novo disco de Beck, «The Information», claro candidato a disco do ano. Canções fortes, arranjos e produção exemplares. Vale a pena visitar www.beck.com para perceber – tal como no disco – que a criatividade e a imaginação são a melhor forma de garantir a diferença e a qualidade.

INSUPORTÁVEL – A antipatia dos empregados de balcão da Pastelaria Bénard, no Chiado.

PERGUNTAS VADIAS – Isto é um Governo ou um aumentador de preços?

BACK TO BASICS – O imposto sobre rendimentos caracteriza-se por colocar o homem justo a pagar sempre mais que o homem injusto, perante rendimentos iguais - Platão

outubro 24, 2006

SACUDIR ÁGUA DO CAPOTE
Mais do que a essência de trapalhadas da semana passada, o que é curioso é ver como todos os envolvidos da área do Governo tiveram, quando confrontados com protestos, dúvidas ou manifestações de desagrado, a mesma reacção: sacudir a água do capote e atribuir a culpa de todas as situações, da saúde ao preço da electricidade, sempre ao mesmo destinatário: os cidadãos. Foi chocante ver como em todos os casos quer os Ministrios, quer os Secretários de Estado foram rápidos a indentificar o culpado - que nesta estranha novela em que a acção governativa se está a transfiormar tem a particulariedade de se confundir com a vítima.

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SACUDIR ÁGUA DO CAPOTE
Mais do que a essência de trapalhadas da semana passada, o que é curioso é ver como todos os envolvidos da área do Governo tiveram, quando confrontados com protestos, dúvidas ou manifestações de desagrado, a mesma reacção: sacudir a água do capote e atribuir a culpa de todas as situações, da saúde ao preço da electricidade, sempre ao mesmo destinatário: os cidadãos. Foi chocante ver como em todos os casos quer os Ministrios, quer os Secretários de Estado foram rápidos a indentificar o culpado - que nesta estranha novela em que a acção governativa se está a transfiormar tem a particulariedade de se confundir com a vítima.

outubro 23, 2006

GEHRY – Em Espanha um dos grandes produtores de vinhos de Rioja, as Bodegas Marqués de Riscal, contrataram o arquitecto Frank Gehry para desenhar e construir no meio dos vinhedos de Elciego uma Cidade do Vinho. Ao lado da antiga e histórica adega, Gehry erigiu um hotel, um spa e um centro de reuniões. O projecto, surpreendente, foi inaugurado a semana passada com a presença dos Reis de Espanha. Notem por favor a diferença com o que se tem passado com o mesmo arquitecto em Portugal e pensem nisto: será o arquitecto mais caro aqui do que lá? Que teremos nós para o desenho do seu projecto aqui não estar sequer terminado enquanto em Espanha já está finalizada a construção? De quem será a culpa?

DESCOBRIR – O novo fenómeno da política norte-americana, o senador Barack Obama, do Illinois, que alguns dizem dever ser o candidato democrata às presidenciais de 2008. Pesquisem o site da Time (www.time.com) e leiam a sua história. Pelo caminho vejam os belos ensaios fotográficos da revista sobre a actual campanha para o senado.

EVITAR – A mais autocrítica exposição de fotografia dos últimos tempos chama-se «Paisagens Inúteis», é da autoria de Augusto Alves da Silva e está exposta na Galeria da Fidelidade, ao Chiado, gerência Culturgest. É preciso ter muita lata para colocar imagens banais, em ampliações gigantescas que apenas fazem da monumentalidade um cenário e uma desculpa para o vazio de criatividade. Puro oportunismo, por mais reflexões e teorizações que se façam – e não têm faltado, claro. Para fazer fotografia não basta usar técnica e ter presunção contextualizante.

VER – As maravilhosas montras da loja Hermès do Chiado, concebidas e desenhadas por Filipe Faísca a partir de flores transformadas e manipuladas.

USAR – O serviço de entregas «noMenu» (que, entre outros, já disponibilizava os petiscos japoneses do restaurante Assuka e os chineses do Tun Fon), passou a incluir as deliciosas sanduíches da «City Sandwich», a resposta do chefe de cozinha do Mezzaluna, Michael Guerrieri, à fast food. Vale a pena ler sobre ele em www.chefguerrieri.com e descobrir a sua história assim como algumas receitas. Em www.no-menu.com escolha do lado direito a opção «sandwich» e estude as possibilidades. Eu experimentei uma deliciosa construção de pão com gambas, agrião, pesto de manjericão com iogurte, mel, mostarda, cebola e tomate. Do menu constam iguarias como beringela panada com molho de tomate e mozarella derretida ou ainda atum com iogurte, aipo, cebola, orégãos e alface. O pão , género chapata comprida, é delicioso e estaladiço, com pouco miolo e boa côdea e obviamente segue a regra da casa: aqui não entra mayonese. Se quiser pode visitar a City Sandwich no Palácio Sotto Mayor (Av Fontes Pereira de Melo) ou na esquina da Joaquim António de Aguiar com a Artilharia Um.

EXPERIMENTAR – Por estes dias abra um dióspiro bem maduro (é a época), tire-lhe a polpa, misture ao de leve gelado de baunilha e polvilhe com canela . É de chorar por mais – as coisas simples são sempre maravilhosas.

OUVIR – Pode parecer estranho, mas funciona: Sting atirou-se à música antiga, canções do século XVII, compostas por John Dowland, e fez um disco contemporâneo que preserva a riqueza da música nos intrumentos de época, mas com uma interpretação vocal herética e apropriada. A execução instrumental é da responsabilidade de Edin Karamazov. Um oásis de criatividade no meio de tanta imitação. Gravação Deutsche Grammophon, CD distribuído por Universal Music.

INSUPORTÁVEL – Ouvir as crónicas de António Peres Metelo, que está transformado num autêntico pregoeiro radiofónico do Ministro Teixeira dos Santos.

PERGUNTAS VADIAS – Como se chama a quem ganha eleições a prometer não aumentar impostos nem cobrar portagens nas Scuts e, depois, chegado ao Governo, desata a fazer tudo ao contrário?

BACK TO BASICS – O idealismo precede a experiência; o cinismo é o passo seguinte – David T. Wolf.

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GEHRY – Em Espanha um dos grandes produtores de vinhos de Rioja, as Bodegas Marqués de Riscal, contrataram o arquitecto Frank Gehry para desenhar e construir no meio dos vinhedos de Elciego uma Cidade do Vinho. Ao lado da antiga e histórica adega, Gehry erigiu um hotel, um spa e um centro de reuniões. O projecto, surpreendente, foi inaugurado a semana passada com a presença dos Reis de Espanha. Notem por favor a diferença com o que se tem passado com o mesmo arquitecto em Portugal e pensem nisto: será o arquitecto mais caro aqui do que lá? Que teremos nós para o desenho do seu projecto aqui não estar sequer terminado enquanto em Espanha já está finalizada a construção? De quem será a culpa?

DESCOBRIR – O novo fenómeno da política norte-americana, o senador Barack Obama, do Illinois, que alguns dizem dever ser o candidato democrata às presidenciais de 2008. Pesquisem o site da Time (www.time.com) e leiam a sua história. Pelo caminho vejam os belos ensaios fotográficos da revista sobre a actual campanha para o senado.

EVITAR – A mais autocrítica exposição de fotografia dos últimos tempos chama-se «Paisagens Inúteis», é da autoria de Augusto Alves da Silva e está exposta na Galeria da Fidelidade, ao Chiado, gerência Culturgest. É preciso ter muita lata para colocar imagens banais, em ampliações gigantescas que apenas fazem da monumentalidade um cenário e uma desculpa para o vazio de criatividade. Puro oportunismo, por mais reflexões e teorizações que se façam – e não têm faltado, claro. Para fazer fotografia não basta usar técnica e ter presunção contextualizante.

VER – As maravilhosas montras da loja Hermès do Chiado, concebidas e desenhadas por Filipe Faísca a partir de flores transformadas e manipuladas.

USAR – O serviço de entregas «noMenu» (que, entre outros, já disponibilizava os petiscos japoneses do restaurante Assuka e os chineses do Tun Fon), passou a incluir as deliciosas sanduíches da «City Sandwich», a resposta do chefe de cozinha do Mezzaluna, Michael Guerrieri, à fast food. Vale a pena ler sobre ele em www.chefguerrieri.com e descobrir a sua história assim como algumas receitas. Em www.no-menu.com escolha do lado direito a opção «sandwich» e estude as possibilidades. Eu experimentei uma deliciosa construção de pão com gambas, agrião, pesto de manjericão com iogurte, mel, mostarda, cebola e tomate. Do menu constam iguarias como beringela panada com molho de tomate e mozarella derretida ou ainda atum com iogurte, aipo, cebola, orégãos e alface. O pão , género chapata comprida, é delicioso e estaladiço, com pouco miolo e boa côdea e obviamente segue a regra da casa: aqui não entra mayonese. Se quiser pode visitar a City Sandwich no Palácio Sotto Mayor (Av Fontes Pereira de Melo) ou na esquina da Joaquim António de Aguiar com a Artilharia Um.

EXPERIMENTAR – Por estes dias abra um dióspiro bem maduro (é a época), tire-lhe a polpa, misture ao de leve gelado de baunilha e polvilhe com canela . É de chorar por mais – as coisas simples são sempre maravilhosas.

OUVIR – Pode parecer estranho, mas funciona: Sting atirou-se à música antiga, canções do século XVII, compostas por John Dowland, e fez um disco contemporâneo que preserva a riqueza da música nos intrumentos de época, mas com uma interpretação vocal herética e apropriada. A execução instrumental é da responsabilidade de Edin Karamazov. Um oásis de criatividade no meio de tanta imitação. Gravação Deutsche Grammophon, CD distribuído por Universal Music.

INSUPORTÁVEL – Ouvir as crónicas de António Peres Metelo, que está transformado num autêntico pregoeiro radiofónico do Ministro Teixeira dos Santos.

PERGUNTAS VADIAS – Como se chama a quem ganha eleições a prometer não aumentar impostos nem cobrar portagens nas Scuts e, depois, chegado ao Governo, desata a fazer tudo ao contrário?

BACK TO BASICS – O idealismo precede a experiência; o cinismo é o passo seguinte – David T. Wolf.

outubro 19, 2006

DÚVIDA - Existem duas hipóteses: 1- Quando na campanha eleitoral o PS prometeu não subir os impostos e não cobrar portagens nas SCUT não estava bem informado, não tinha estudado a realidade e não estava preparado para Governar; 2- Quando o PS fez as promessas eleitorais já sabia bem como tudo estava, mas mentiu para ganhar votos, uso e abusou da demagogia para enganar os eleitores e mal se viu no poder passou a fazer o que havia criticado na campanha eleitoral. Entre as duas hipóteses venha o Diabo e escolha.

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DÚVIDA - Existem duas hipóteses: 1- Quando na campanha eleitoral o PS prometeu não subir os impostos e não cobrar portagens nas SCUT não estava bem informado, não tinha estudado a realidade e não estava preparado para Governar; 2- Quando o PS fez as promessas eleitorais já sabia bem como tudo estava, mas mentiu para ganhar votos, uso e abusou da demagogia para enganar os eleitores e mal se viu no poder passou a fazer o que havia criticado na campanha eleitoral. Entre as duas hipóteses venha o Diabo e escolha.

outubro 18, 2006

UM ANO
O balanço deste primeiro ano de actividade da vereação da Cultura - e da política cultural em geral - na Câmara Municipal de Lisboa é um desastre total - pouca iniciativa, falta de cumprimento das promessas, adiamento dos compromissos anunciados e assumidos. Depois de um período inicial de anúncios constantes, passam-se meses sem que nada seja concretizado.
O Parque Mayer continua uma confusão, o destino do Pavilhão de Portugal é um mistério, o Cinema S. Jorge continua a ser aberto sem ter condições de segurança para tal. Do resto nem vale a pena falar - travou-se a maior parte do que existia, mudou-se por mudar, e quase nada se fez.
Mas o mais engraçado de tudo foi a entrevista dada a semana passada por Amaral Lopes à »Visão», em que antecipando-se a balanços inevitavelmente negativos, preferiu assumir-se como incompetente para resolver os problemas que lhe surgem no dia a dia autárquico. Extraordinário, simplesmente extraordinário.
AUMENTO – As audiências de TV Móvel (emissões para telemóveis) aumentaram 45 por cento no segundo trimestre deste ano, nos Estados Unidos. Existem agora 3,7 milhões de assinantes do serviço e as receitas da TV Móvel aumentaram 86 milhões de dólares no mesmo período. Canais de notícias, previsão do tempo, desporto e humor lideram, por esta ordem, as preferências do público. Em Portugal, na TV Móvel, o humor também conta: os líderes incontestados da RTP Móvel são os sketches dos Gato Fedorento.

GRAVE – O facto de a maior parte da população activa estar na faixa litoral, sobretudo entre Porto e Lisboa, não deve ser motivo de justificação de medidas técnicas, mas sim de séria preocupação política sobre o desenvolvimento do país e a igualdade dos cidadãos. Nos últimos tempos o Governo tem tomado, em nome da racionalidade técnica, uma série de medidas que descriminam o interior em áreas básicas como a educação e a saúde. A gravidade de tal opção vai deixar marcas fundas no país, vai agravar a macrocefalia histórica de Portugal e vai condenar ainda mais o interior ao subdesenvolvimento. O que se está a fazer na área da saúde não é aceitável.

CURIOSO – Os jornais desta semana deram conta da demissão do editor de política nacional da agência Lusa, Nuno Simas. Aqui há algum tempo dei conta nesta coluna do incómodo que começava a existir na agência pela forma como o Director nomeado por este Governo, Luís Miguel Viana, velava pelo que entendia ser a correcção do noticiário político difundido pela agência. Os jornais desta semana diziam que as pressões da Direcção sobre a editoria nacional tinham levado à demissão do seu responsável. A situação veio apenas confirmar que o que se está a passar na Lusa merece a atenção especial da Entidade Reguladora da Comunicação Social – já agora convinha que garantisse o pluralismo e o papel imprescindível que nessa matéria uma agência noticiosa deve ter.

LER – Confesso que gosto de policiais, é um género que me agrada particularmente. Há cerca de um ano recomendei aqui «O Canto da Sereia» do brsaileiro Nelson Motta. Repito a recomendação para o novo livro do autor, «Bandidos e Mocinhas», uma trama de mistério passada em torno da morte de uma actriz de teatro em pleno palco. O enredo é arrebatador, a caracterização de personagens e a forma como se cruzam na história é simplesmente brilhante. Nelson Motta escreve com a acção nas mãos, com uma simplicidade que encanta – como fazia aliás nas saudosas conversas de «Manhattan Connection», do tempo em que se podia ver em Portugal o GNT. Editado pela Palavra, 256 páginas.

OUVIR – Música com ritmo, imprevisível, inconformista: o jazz é isto, não é uma sucessão de harmonias delico doces, como às vezes se pensa hoje em dia. O Quarteto de Branford Marsalis atirou-se ao assunto com arte e devoção e fez um belíssimo disco, «Braggtown», que esta semana me acompanhou nalgumas noites de dúvida, preocupação e decisão. Este é um disco aventureiro e foi uma inspiração. Ao lado do saxofone de Branford Marsalis esá o piano de Joey Calderazzo, o baixo de Eric Revis e a bateria de Jeff «Tain» Watts. CD Marsalis Music, distribuído pela Universal.

EVITAR – As teorizações revisionistas sobre o kitsch em torno das aventuras pirosas de Anne Sofie Von Otter sobre a música dos Abba. Uma grande voz de uma grande intérprete, por melhor que seja, não consegue eliminar a vulgaridade bacoca das canções de Benny Anderson. Os Abba foram o expoente europeu da bubble gum music: mascar e deitar fora. Não há necessidade nenhuma de criar justificações para o injustificável.

PERGUNTA VADIA – Porque é que o o Ministro António Costa ainda não disse se acha bem o comportamento da GNR nos dois incidentes ocorridos na região do Porto nos últimos dias?

BACK TO BASICS – A felicidade resume-se a ser saudável e a ter má memória, Albert Schweitzer.

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UM ANO
O balanço deste primeiro ano de actividade da vereação da Cultura - e da política cultural em geral - na Câmara Municipal de Lisboa é um desastre total - pouca iniciativa, falta de cumprimento das promessas, adiamento dos compromissos anunciados e assumidos. Depois de um período inicial de anúncios constantes, passam-se meses sem que nada seja concretizado.
O Parque Mayer continua uma confusão, o destino do Pavilhão de Portugal é um mistério, o Cinema S. Jorge continua a ser aberto sem ter condições de segurança para tal. Do resto nem vale a pena falar - travou-se a maior parte do que existia, mudou-se por mudar, e quase nada se fez.
Mas o mais engraçado de tudo foi a entrevista dada a semana passada por Amaral Lopes à »Visão», em que antecipando-se a balanços inevitavelmente negativos, preferiu assumir-se como incompetente para resolver os problemas que lhe surgem no dia a dia autárquico. Extraordinário, simplesmente extraordinário.

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AUMENTO – As audiências de TV Móvel (emissões para telemóveis) aumentaram 45 por cento no segundo trimestre deste ano, nos Estados Unidos. Existem agora 3,7 milhões de assinantes do serviço e as receitas da TV Móvel aumentaram 86 milhões de dólares no mesmo período. Canais de notícias, previsão do tempo, desporto e humor lideram, por esta ordem, as preferências do público. Em Portugal, na TV Móvel, o humor também conta: os líderes incontestados da RTP Móvel são os sketches dos Gato Fedorento.

GRAVE – O facto de a maior parte da população activa estar na faixa litoral, sobretudo entre Porto e Lisboa, não deve ser motivo de justificação de medidas técnicas, mas sim de séria preocupação política sobre o desenvolvimento do país e a igualdade dos cidadãos. Nos últimos tempos o Governo tem tomado, em nome da racionalidade técnica, uma série de medidas que descriminam o interior em áreas básicas como a educação e a saúde. A gravidade de tal opção vai deixar marcas fundas no país, vai agravar a macrocefalia histórica de Portugal e vai condenar ainda mais o interior ao subdesenvolvimento. O que se está a fazer na área da saúde não é aceitável.

CURIOSO – Os jornais desta semana deram conta da demissão do editor de política nacional da agência Lusa, Nuno Simas. Aqui há algum tempo dei conta nesta coluna do incómodo que começava a existir na agência pela forma como o Director nomeado por este Governo, Luís Miguel Viana, velava pelo que entendia ser a correcção do noticiário político difundido pela agência. Os jornais desta semana diziam que as pressões da Direcção sobre a editoria nacional tinham levado à demissão do seu responsável. A situação veio apenas confirmar que o que se está a passar na Lusa merece a atenção especial da Entidade Reguladora da Comunicação Social – já agora convinha que garantisse o pluralismo e o papel imprescindível que nessa matéria uma agência noticiosa deve ter.

LER – Confesso que gosto de policiais, é um género que me agrada particularmente. Há cerca de um ano recomendei aqui «O Canto da Sereia» do brsaileiro Nelson Motta. Repito a recomendação para o novo livro do autor, «Bandidos e Mocinhas», uma trama de mistério passada em torno da morte de uma actriz de teatro em pleno palco. O enredo é arrebatador, a caracterização de personagens e a forma como se cruzam na história é simplesmente brilhante. Nelson Motta escreve com a acção nas mãos, com uma simplicidade que encanta – como fazia aliás nas saudosas conversas de «Manhattan Connection», do tempo em que se podia ver em Portugal o GNT. Editado pela Palavra, 256 páginas.

OUVIR – Música com ritmo, imprevisível, inconformista: o jazz é isto, não é uma sucessão de harmonias delico doces, como às vezes se pensa hoje em dia. O Quarteto de Branford Marsalis atirou-se ao assunto com arte e devoção e fez um belíssimo disco, «Braggtown», que esta semana me acompanhou nalgumas noites de dúvida, preocupação e decisão. Este é um disco aventureiro e foi uma inspiração. Ao lado do saxofone de Branford Marsalis esá o piano de Joey Calderazzo, o baixo de Eric Revis e a bateria de Jeff «Tain» Watts. CD Marsalis Music, distribuído pela Universal.

EVITAR – As teorizações revisionistas sobre o kitsch em torno das aventuras pirosas de Anne Sofie Von Otter sobre a música dos Abba. Uma grande voz de uma grande intérprete, por melhor que seja, não consegue eliminar a vulgaridade bacoca das canções de Benny Anderson. Os Abba foram o expoente europeu da bubble gum music: mascar e deitar fora. Não há necessidade nenhuma de criar justificações para o injustificável.

PERGUNTA VADIA – Porque é que o o Ministro António Costa ainda não disse se acha bem o comportamento da GNR nos dois incidentes ocorridos na região do Porto nos últimos dias?

BACK TO BASICS – A felicidade resume-se a ser saudável e a ter má memória, Albert Schweitzer.