MULTIPLICAÇÃO – Pois é, a vida agora faz-se não apenas em três dimensões, mas através de três ecrãs. Segundo um estudo da empresa de consultoria Telephia realizado na Grã-Bretanha, torna-se claro que os espectadores estão cada vez mais a usar três ecrãs diferentes para verem notícias e entretenimento: o da televisão, o do computador e o do telemóvel. O estudo sublinha ainda que as estações de televisão devem desenvolver uma estratégia para estes três tipos de ecrãs com o objectivo de atingirem, manterem e expandirem as suas audiências. O estudo sublinha ainda que a Mobile TV, visível nos telemóveis, está em crescimento em todos os mercados onde já tem uma oferta diversificada.
NOVIDADE – A televisão já não é o que era: nos Estados Unidos o primeiro episódio da nova série de «OC» vai ser estreado pela Fox não nos seus canais de televisão mas no Myspace.com e nos sites das suas estações, uma semana antes da sua estreia tradicional em televisão. Ou seja, a estreia é nos ecrãs dos computadores. Com o segundo episódio da nova série acontecerá o mesmo e ambos os episódios estarão disponíveis para downloads gratuitos durante um período de 15 dias. Ou seja, a net é cada vez mais uma preciosa ferramenta de promoção. «OC» («Na Terra dos Ricos» em Portugal) é uma série dirigida aos adolescentes e jovens adultos, que começam a passar mais tempo frente aos ecrãs de computador que frente aos ecrãs de televisão.
PODER – Mesmo em mercados publicitários maduros e sofisticados, as revistas são um dos sectores que não perdem eficácia em matéria de fazer chegar a mensagem publicitária aos seus destinatários. Segundo Rex Briggs, o responsável da empresa de consultoria em publicidade Marketing Evolution, as revistas são o melhor meio para garantir simultaneamente o reconhecimento das marcas e garantir intenções de compra por parte dos consumidores. O estudo que chegou a esta conclusão analisou 19 campanhas diferentes de vários sectores no mercado norte-americano, para ver como cada meio (TV, Internet e revistas) se comportava. Como se esperava a TV obteve os melhores resultados no reconhecimento das marcas, mas as revistas obtiveram melhor resultado quando se considera em simultâneo o reconhecimento da marca e a intenção de compra. Finalmente as revistas foram claramente superiores quer à TV quer à Internet se for considerada apenas a intenção de compra.
VER – Com a regularidade de um pêndulo, as melhores galerias de arte do Porto abrem também portas em Lisboa. Na semana passada foi a vez da Quadrado Azul, que abriu as suas novas instalações no Largo Stephens (perto do Cais de Sodré). O espaço é muito bom e a exposição inaugural é de escultura, com peças inéditas e marcantes que José Pedro Croft criou expressamente para serem expostas no local. A zona está aliás a ficar bem fornecida de galerias – e nunca é demais recordar que as galerias são uma boa maneira de se descobrir a arte que se vai fazendo – e ainda por cima de entrada totalmente grátis, para plagiar os Gato Fedorento.
DESCOBRIR - A Magnum é uma das mais prestigiadas agências fotográficas do mundo. Para além do seu site normal, criou há pouco tempo o Magnum Inmotion que explora as potencialidades dos novos meios e apresenta fotografias e vídeos de uma forma completamente diferente, com largo recurso a podcasts. Experimentem visitar http://inmotion.magnumphotos.com/
OUVIR – O novo disco de Beck, «The Information», claro candidato a disco do ano. Canções fortes, arranjos e produção exemplares. Vale a pena visitar www.beck.com para perceber – tal como no disco – que a criatividade e a imaginação são a melhor forma de garantir a diferença e a qualidade.
INSUPORTÁVEL – A antipatia dos empregados de balcão da Pastelaria Bénard, no Chiado.
PERGUNTAS VADIAS – Isto é um Governo ou um aumentador de preços?
BACK TO BASICS – O imposto sobre rendimentos caracteriza-se por colocar o homem justo a pagar sempre mais que o homem injusto, perante rendimentos iguais - Platão
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
novembro 02, 2006
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MULTIPLICAÇÃO – Pois é, a vida agora faz-se não apenas em três dimensões, mas através de três ecrãs. Segundo um estudo da empresa de consultoria Telephia realizado na Grã-Bretanha, torna-se claro que os espectadores estão cada vez mais a usar três ecrãs diferentes para verem notícias e entretenimento: o da televisão, o do computador e o do telemóvel. O estudo sublinha ainda que as estações de televisão devem desenvolver uma estratégia para estes três tipos de ecrãs com o objectivo de atingirem, manterem e expandirem as suas audiências. O estudo sublinha ainda que a Mobile TV, visível nos telemóveis, está em crescimento em todos os mercados onde já tem uma oferta diversificada.
NOVIDADE – A televisão já não é o que era: nos Estados Unidos o primeiro episódio da nova série de «OC» vai ser estreado pela Fox não nos seus canais de televisão mas no Myspace.com e nos sites das suas estações, uma semana antes da sua estreia tradicional em televisão. Ou seja, a estreia é nos ecrãs dos computadores. Com o segundo episódio da nova série acontecerá o mesmo e ambos os episódios estarão disponíveis para downloads gratuitos durante um período de 15 dias. Ou seja, a net é cada vez mais uma preciosa ferramenta de promoção. «OC» («Na Terra dos Ricos» em Portugal) é uma série dirigida aos adolescentes e jovens adultos, que começam a passar mais tempo frente aos ecrãs de computador que frente aos ecrãs de televisão.
PODER – Mesmo em mercados publicitários maduros e sofisticados, as revistas são um dos sectores que não perdem eficácia em matéria de fazer chegar a mensagem publicitária aos seus destinatários. Segundo Rex Briggs, o responsável da empresa de consultoria em publicidade Marketing Evolution, as revistas são o melhor meio para garantir simultaneamente o reconhecimento das marcas e garantir intenções de compra por parte dos consumidores. O estudo que chegou a esta conclusão analisou 19 campanhas diferentes de vários sectores no mercado norte-americano, para ver como cada meio (TV, Internet e revistas) se comportava. Como se esperava a TV obteve os melhores resultados no reconhecimento das marcas, mas as revistas obtiveram melhor resultado quando se considera em simultâneo o reconhecimento da marca e a intenção de compra. Finalmente as revistas foram claramente superiores quer à TV quer à Internet se for considerada apenas a intenção de compra.
VER – Com a regularidade de um pêndulo, as melhores galerias de arte do Porto abrem também portas em Lisboa. Na semana passada foi a vez da Quadrado Azul, que abriu as suas novas instalações no Largo Stephens (perto do Cais de Sodré). O espaço é muito bom e a exposição inaugural é de escultura, com peças inéditas e marcantes que José Pedro Croft criou expressamente para serem expostas no local. A zona está aliás a ficar bem fornecida de galerias – e nunca é demais recordar que as galerias são uma boa maneira de se descobrir a arte que se vai fazendo – e ainda por cima de entrada totalmente grátis, para plagiar os Gato Fedorento.
DESCOBRIR - A Magnum é uma das mais prestigiadas agências fotográficas do mundo. Para além do seu site normal, criou há pouco tempo o Magnum Inmotion que explora as potencialidades dos novos meios e apresenta fotografias e vídeos de uma forma completamente diferente, com largo recurso a podcasts. Experimentem visitar http://inmotion.magnumphotos.com/
OUVIR – O novo disco de Beck, «The Information», claro candidato a disco do ano. Canções fortes, arranjos e produção exemplares. Vale a pena visitar www.beck.com para perceber – tal como no disco – que a criatividade e a imaginação são a melhor forma de garantir a diferença e a qualidade.
INSUPORTÁVEL – A antipatia dos empregados de balcão da Pastelaria Bénard, no Chiado.
PERGUNTAS VADIAS – Isto é um Governo ou um aumentador de preços?
BACK TO BASICS – O imposto sobre rendimentos caracteriza-se por colocar o homem justo a pagar sempre mais que o homem injusto, perante rendimentos iguais - Platão
NOVIDADE – A televisão já não é o que era: nos Estados Unidos o primeiro episódio da nova série de «OC» vai ser estreado pela Fox não nos seus canais de televisão mas no Myspace.com e nos sites das suas estações, uma semana antes da sua estreia tradicional em televisão. Ou seja, a estreia é nos ecrãs dos computadores. Com o segundo episódio da nova série acontecerá o mesmo e ambos os episódios estarão disponíveis para downloads gratuitos durante um período de 15 dias. Ou seja, a net é cada vez mais uma preciosa ferramenta de promoção. «OC» («Na Terra dos Ricos» em Portugal) é uma série dirigida aos adolescentes e jovens adultos, que começam a passar mais tempo frente aos ecrãs de computador que frente aos ecrãs de televisão.
PODER – Mesmo em mercados publicitários maduros e sofisticados, as revistas são um dos sectores que não perdem eficácia em matéria de fazer chegar a mensagem publicitária aos seus destinatários. Segundo Rex Briggs, o responsável da empresa de consultoria em publicidade Marketing Evolution, as revistas são o melhor meio para garantir simultaneamente o reconhecimento das marcas e garantir intenções de compra por parte dos consumidores. O estudo que chegou a esta conclusão analisou 19 campanhas diferentes de vários sectores no mercado norte-americano, para ver como cada meio (TV, Internet e revistas) se comportava. Como se esperava a TV obteve os melhores resultados no reconhecimento das marcas, mas as revistas obtiveram melhor resultado quando se considera em simultâneo o reconhecimento da marca e a intenção de compra. Finalmente as revistas foram claramente superiores quer à TV quer à Internet se for considerada apenas a intenção de compra.
VER – Com a regularidade de um pêndulo, as melhores galerias de arte do Porto abrem também portas em Lisboa. Na semana passada foi a vez da Quadrado Azul, que abriu as suas novas instalações no Largo Stephens (perto do Cais de Sodré). O espaço é muito bom e a exposição inaugural é de escultura, com peças inéditas e marcantes que José Pedro Croft criou expressamente para serem expostas no local. A zona está aliás a ficar bem fornecida de galerias – e nunca é demais recordar que as galerias são uma boa maneira de se descobrir a arte que se vai fazendo – e ainda por cima de entrada totalmente grátis, para plagiar os Gato Fedorento.
DESCOBRIR - A Magnum é uma das mais prestigiadas agências fotográficas do mundo. Para além do seu site normal, criou há pouco tempo o Magnum Inmotion que explora as potencialidades dos novos meios e apresenta fotografias e vídeos de uma forma completamente diferente, com largo recurso a podcasts. Experimentem visitar http://inmotion.magnumphotos.com/
OUVIR – O novo disco de Beck, «The Information», claro candidato a disco do ano. Canções fortes, arranjos e produção exemplares. Vale a pena visitar www.beck.com para perceber – tal como no disco – que a criatividade e a imaginação são a melhor forma de garantir a diferença e a qualidade.
INSUPORTÁVEL – A antipatia dos empregados de balcão da Pastelaria Bénard, no Chiado.
PERGUNTAS VADIAS – Isto é um Governo ou um aumentador de preços?
BACK TO BASICS – O imposto sobre rendimentos caracteriza-se por colocar o homem justo a pagar sempre mais que o homem injusto, perante rendimentos iguais - Platão
outubro 24, 2006
SACUDIR ÁGUA DO CAPOTE
Mais do que a essência de trapalhadas da semana passada, o que é curioso é ver como todos os envolvidos da área do Governo tiveram, quando confrontados com protestos, dúvidas ou manifestações de desagrado, a mesma reacção: sacudir a água do capote e atribuir a culpa de todas as situações, da saúde ao preço da electricidade, sempre ao mesmo destinatário: os cidadãos. Foi chocante ver como em todos os casos quer os Ministrios, quer os Secretários de Estado foram rápidos a indentificar o culpado - que nesta estranha novela em que a acção governativa se está a transfiormar tem a particulariedade de se confundir com a vítima.
Mais do que a essência de trapalhadas da semana passada, o que é curioso é ver como todos os envolvidos da área do Governo tiveram, quando confrontados com protestos, dúvidas ou manifestações de desagrado, a mesma reacção: sacudir a água do capote e atribuir a culpa de todas as situações, da saúde ao preço da electricidade, sempre ao mesmo destinatário: os cidadãos. Foi chocante ver como em todos os casos quer os Ministrios, quer os Secretários de Estado foram rápidos a indentificar o culpado - que nesta estranha novela em que a acção governativa se está a transfiormar tem a particulariedade de se confundir com a vítima.
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SACUDIR ÁGUA DO CAPOTE
Mais do que a essência de trapalhadas da semana passada, o que é curioso é ver como todos os envolvidos da área do Governo tiveram, quando confrontados com protestos, dúvidas ou manifestações de desagrado, a mesma reacção: sacudir a água do capote e atribuir a culpa de todas as situações, da saúde ao preço da electricidade, sempre ao mesmo destinatário: os cidadãos. Foi chocante ver como em todos os casos quer os Ministrios, quer os Secretários de Estado foram rápidos a indentificar o culpado - que nesta estranha novela em que a acção governativa se está a transfiormar tem a particulariedade de se confundir com a vítima.
Mais do que a essência de trapalhadas da semana passada, o que é curioso é ver como todos os envolvidos da área do Governo tiveram, quando confrontados com protestos, dúvidas ou manifestações de desagrado, a mesma reacção: sacudir a água do capote e atribuir a culpa de todas as situações, da saúde ao preço da electricidade, sempre ao mesmo destinatário: os cidadãos. Foi chocante ver como em todos os casos quer os Ministrios, quer os Secretários de Estado foram rápidos a indentificar o culpado - que nesta estranha novela em que a acção governativa se está a transfiormar tem a particulariedade de se confundir com a vítima.
outubro 23, 2006
GEHRY – Em Espanha um dos grandes produtores de vinhos de Rioja, as Bodegas Marqués de Riscal, contrataram o arquitecto Frank Gehry para desenhar e construir no meio dos vinhedos de Elciego uma Cidade do Vinho. Ao lado da antiga e histórica adega, Gehry erigiu um hotel, um spa e um centro de reuniões. O projecto, surpreendente, foi inaugurado a semana passada com a presença dos Reis de Espanha. Notem por favor a diferença com o que se tem passado com o mesmo arquitecto em Portugal e pensem nisto: será o arquitecto mais caro aqui do que lá? Que teremos nós para o desenho do seu projecto aqui não estar sequer terminado enquanto em Espanha já está finalizada a construção? De quem será a culpa?
DESCOBRIR – O novo fenómeno da política norte-americana, o senador Barack Obama, do Illinois, que alguns dizem dever ser o candidato democrata às presidenciais de 2008. Pesquisem o site da Time (www.time.com) e leiam a sua história. Pelo caminho vejam os belos ensaios fotográficos da revista sobre a actual campanha para o senado.
EVITAR – A mais autocrítica exposição de fotografia dos últimos tempos chama-se «Paisagens Inúteis», é da autoria de Augusto Alves da Silva e está exposta na Galeria da Fidelidade, ao Chiado, gerência Culturgest. É preciso ter muita lata para colocar imagens banais, em ampliações gigantescas que apenas fazem da monumentalidade um cenário e uma desculpa para o vazio de criatividade. Puro oportunismo, por mais reflexões e teorizações que se façam – e não têm faltado, claro. Para fazer fotografia não basta usar técnica e ter presunção contextualizante.
VER – As maravilhosas montras da loja Hermès do Chiado, concebidas e desenhadas por Filipe Faísca a partir de flores transformadas e manipuladas.
USAR – O serviço de entregas «noMenu» (que, entre outros, já disponibilizava os petiscos japoneses do restaurante Assuka e os chineses do Tun Fon), passou a incluir as deliciosas sanduíches da «City Sandwich», a resposta do chefe de cozinha do Mezzaluna, Michael Guerrieri, à fast food. Vale a pena ler sobre ele em www.chefguerrieri.com e descobrir a sua história assim como algumas receitas. Em www.no-menu.com escolha do lado direito a opção «sandwich» e estude as possibilidades. Eu experimentei uma deliciosa construção de pão com gambas, agrião, pesto de manjericão com iogurte, mel, mostarda, cebola e tomate. Do menu constam iguarias como beringela panada com molho de tomate e mozarella derretida ou ainda atum com iogurte, aipo, cebola, orégãos e alface. O pão , género chapata comprida, é delicioso e estaladiço, com pouco miolo e boa côdea e obviamente segue a regra da casa: aqui não entra mayonese. Se quiser pode visitar a City Sandwich no Palácio Sotto Mayor (Av Fontes Pereira de Melo) ou na esquina da Joaquim António de Aguiar com a Artilharia Um.
EXPERIMENTAR – Por estes dias abra um dióspiro bem maduro (é a época), tire-lhe a polpa, misture ao de leve gelado de baunilha e polvilhe com canela . É de chorar por mais – as coisas simples são sempre maravilhosas.
OUVIR – Pode parecer estranho, mas funciona: Sting atirou-se à música antiga, canções do século XVII, compostas por John Dowland, e fez um disco contemporâneo que preserva a riqueza da música nos intrumentos de época, mas com uma interpretação vocal herética e apropriada. A execução instrumental é da responsabilidade de Edin Karamazov. Um oásis de criatividade no meio de tanta imitação. Gravação Deutsche Grammophon, CD distribuído por Universal Music.
INSUPORTÁVEL – Ouvir as crónicas de António Peres Metelo, que está transformado num autêntico pregoeiro radiofónico do Ministro Teixeira dos Santos.
PERGUNTAS VADIAS – Como se chama a quem ganha eleições a prometer não aumentar impostos nem cobrar portagens nas Scuts e, depois, chegado ao Governo, desata a fazer tudo ao contrário?
BACK TO BASICS – O idealismo precede a experiência; o cinismo é o passo seguinte – David T. Wolf.
DESCOBRIR – O novo fenómeno da política norte-americana, o senador Barack Obama, do Illinois, que alguns dizem dever ser o candidato democrata às presidenciais de 2008. Pesquisem o site da Time (www.time.com) e leiam a sua história. Pelo caminho vejam os belos ensaios fotográficos da revista sobre a actual campanha para o senado.
EVITAR – A mais autocrítica exposição de fotografia dos últimos tempos chama-se «Paisagens Inúteis», é da autoria de Augusto Alves da Silva e está exposta na Galeria da Fidelidade, ao Chiado, gerência Culturgest. É preciso ter muita lata para colocar imagens banais, em ampliações gigantescas que apenas fazem da monumentalidade um cenário e uma desculpa para o vazio de criatividade. Puro oportunismo, por mais reflexões e teorizações que se façam – e não têm faltado, claro. Para fazer fotografia não basta usar técnica e ter presunção contextualizante.
VER – As maravilhosas montras da loja Hermès do Chiado, concebidas e desenhadas por Filipe Faísca a partir de flores transformadas e manipuladas.
USAR – O serviço de entregas «noMenu» (que, entre outros, já disponibilizava os petiscos japoneses do restaurante Assuka e os chineses do Tun Fon), passou a incluir as deliciosas sanduíches da «City Sandwich», a resposta do chefe de cozinha do Mezzaluna, Michael Guerrieri, à fast food. Vale a pena ler sobre ele em www.chefguerrieri.com e descobrir a sua história assim como algumas receitas. Em www.no-menu.com escolha do lado direito a opção «sandwich» e estude as possibilidades. Eu experimentei uma deliciosa construção de pão com gambas, agrião, pesto de manjericão com iogurte, mel, mostarda, cebola e tomate. Do menu constam iguarias como beringela panada com molho de tomate e mozarella derretida ou ainda atum com iogurte, aipo, cebola, orégãos e alface. O pão , género chapata comprida, é delicioso e estaladiço, com pouco miolo e boa côdea e obviamente segue a regra da casa: aqui não entra mayonese. Se quiser pode visitar a City Sandwich no Palácio Sotto Mayor (Av Fontes Pereira de Melo) ou na esquina da Joaquim António de Aguiar com a Artilharia Um.
EXPERIMENTAR – Por estes dias abra um dióspiro bem maduro (é a época), tire-lhe a polpa, misture ao de leve gelado de baunilha e polvilhe com canela . É de chorar por mais – as coisas simples são sempre maravilhosas.
OUVIR – Pode parecer estranho, mas funciona: Sting atirou-se à música antiga, canções do século XVII, compostas por John Dowland, e fez um disco contemporâneo que preserva a riqueza da música nos intrumentos de época, mas com uma interpretação vocal herética e apropriada. A execução instrumental é da responsabilidade de Edin Karamazov. Um oásis de criatividade no meio de tanta imitação. Gravação Deutsche Grammophon, CD distribuído por Universal Music.
INSUPORTÁVEL – Ouvir as crónicas de António Peres Metelo, que está transformado num autêntico pregoeiro radiofónico do Ministro Teixeira dos Santos.
PERGUNTAS VADIAS – Como se chama a quem ganha eleições a prometer não aumentar impostos nem cobrar portagens nas Scuts e, depois, chegado ao Governo, desata a fazer tudo ao contrário?
BACK TO BASICS – O idealismo precede a experiência; o cinismo é o passo seguinte – David T. Wolf.
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GEHRY – Em Espanha um dos grandes produtores de vinhos de Rioja, as Bodegas Marqués de Riscal, contrataram o arquitecto Frank Gehry para desenhar e construir no meio dos vinhedos de Elciego uma Cidade do Vinho. Ao lado da antiga e histórica adega, Gehry erigiu um hotel, um spa e um centro de reuniões. O projecto, surpreendente, foi inaugurado a semana passada com a presença dos Reis de Espanha. Notem por favor a diferença com o que se tem passado com o mesmo arquitecto em Portugal e pensem nisto: será o arquitecto mais caro aqui do que lá? Que teremos nós para o desenho do seu projecto aqui não estar sequer terminado enquanto em Espanha já está finalizada a construção? De quem será a culpa?
DESCOBRIR – O novo fenómeno da política norte-americana, o senador Barack Obama, do Illinois, que alguns dizem dever ser o candidato democrata às presidenciais de 2008. Pesquisem o site da Time (www.time.com) e leiam a sua história. Pelo caminho vejam os belos ensaios fotográficos da revista sobre a actual campanha para o senado.
EVITAR – A mais autocrítica exposição de fotografia dos últimos tempos chama-se «Paisagens Inúteis», é da autoria de Augusto Alves da Silva e está exposta na Galeria da Fidelidade, ao Chiado, gerência Culturgest. É preciso ter muita lata para colocar imagens banais, em ampliações gigantescas que apenas fazem da monumentalidade um cenário e uma desculpa para o vazio de criatividade. Puro oportunismo, por mais reflexões e teorizações que se façam – e não têm faltado, claro. Para fazer fotografia não basta usar técnica e ter presunção contextualizante.
VER – As maravilhosas montras da loja Hermès do Chiado, concebidas e desenhadas por Filipe Faísca a partir de flores transformadas e manipuladas.
USAR – O serviço de entregas «noMenu» (que, entre outros, já disponibilizava os petiscos japoneses do restaurante Assuka e os chineses do Tun Fon), passou a incluir as deliciosas sanduíches da «City Sandwich», a resposta do chefe de cozinha do Mezzaluna, Michael Guerrieri, à fast food. Vale a pena ler sobre ele em www.chefguerrieri.com e descobrir a sua história assim como algumas receitas. Em www.no-menu.com escolha do lado direito a opção «sandwich» e estude as possibilidades. Eu experimentei uma deliciosa construção de pão com gambas, agrião, pesto de manjericão com iogurte, mel, mostarda, cebola e tomate. Do menu constam iguarias como beringela panada com molho de tomate e mozarella derretida ou ainda atum com iogurte, aipo, cebola, orégãos e alface. O pão , género chapata comprida, é delicioso e estaladiço, com pouco miolo e boa côdea e obviamente segue a regra da casa: aqui não entra mayonese. Se quiser pode visitar a City Sandwich no Palácio Sotto Mayor (Av Fontes Pereira de Melo) ou na esquina da Joaquim António de Aguiar com a Artilharia Um.
EXPERIMENTAR – Por estes dias abra um dióspiro bem maduro (é a época), tire-lhe a polpa, misture ao de leve gelado de baunilha e polvilhe com canela . É de chorar por mais – as coisas simples são sempre maravilhosas.
OUVIR – Pode parecer estranho, mas funciona: Sting atirou-se à música antiga, canções do século XVII, compostas por John Dowland, e fez um disco contemporâneo que preserva a riqueza da música nos intrumentos de época, mas com uma interpretação vocal herética e apropriada. A execução instrumental é da responsabilidade de Edin Karamazov. Um oásis de criatividade no meio de tanta imitação. Gravação Deutsche Grammophon, CD distribuído por Universal Music.
INSUPORTÁVEL – Ouvir as crónicas de António Peres Metelo, que está transformado num autêntico pregoeiro radiofónico do Ministro Teixeira dos Santos.
PERGUNTAS VADIAS – Como se chama a quem ganha eleições a prometer não aumentar impostos nem cobrar portagens nas Scuts e, depois, chegado ao Governo, desata a fazer tudo ao contrário?
BACK TO BASICS – O idealismo precede a experiência; o cinismo é o passo seguinte – David T. Wolf.
DESCOBRIR – O novo fenómeno da política norte-americana, o senador Barack Obama, do Illinois, que alguns dizem dever ser o candidato democrata às presidenciais de 2008. Pesquisem o site da Time (www.time.com) e leiam a sua história. Pelo caminho vejam os belos ensaios fotográficos da revista sobre a actual campanha para o senado.
EVITAR – A mais autocrítica exposição de fotografia dos últimos tempos chama-se «Paisagens Inúteis», é da autoria de Augusto Alves da Silva e está exposta na Galeria da Fidelidade, ao Chiado, gerência Culturgest. É preciso ter muita lata para colocar imagens banais, em ampliações gigantescas que apenas fazem da monumentalidade um cenário e uma desculpa para o vazio de criatividade. Puro oportunismo, por mais reflexões e teorizações que se façam – e não têm faltado, claro. Para fazer fotografia não basta usar técnica e ter presunção contextualizante.
VER – As maravilhosas montras da loja Hermès do Chiado, concebidas e desenhadas por Filipe Faísca a partir de flores transformadas e manipuladas.
USAR – O serviço de entregas «noMenu» (que, entre outros, já disponibilizava os petiscos japoneses do restaurante Assuka e os chineses do Tun Fon), passou a incluir as deliciosas sanduíches da «City Sandwich», a resposta do chefe de cozinha do Mezzaluna, Michael Guerrieri, à fast food. Vale a pena ler sobre ele em www.chefguerrieri.com e descobrir a sua história assim como algumas receitas. Em www.no-menu.com escolha do lado direito a opção «sandwich» e estude as possibilidades. Eu experimentei uma deliciosa construção de pão com gambas, agrião, pesto de manjericão com iogurte, mel, mostarda, cebola e tomate. Do menu constam iguarias como beringela panada com molho de tomate e mozarella derretida ou ainda atum com iogurte, aipo, cebola, orégãos e alface. O pão , género chapata comprida, é delicioso e estaladiço, com pouco miolo e boa côdea e obviamente segue a regra da casa: aqui não entra mayonese. Se quiser pode visitar a City Sandwich no Palácio Sotto Mayor (Av Fontes Pereira de Melo) ou na esquina da Joaquim António de Aguiar com a Artilharia Um.
EXPERIMENTAR – Por estes dias abra um dióspiro bem maduro (é a época), tire-lhe a polpa, misture ao de leve gelado de baunilha e polvilhe com canela . É de chorar por mais – as coisas simples são sempre maravilhosas.
OUVIR – Pode parecer estranho, mas funciona: Sting atirou-se à música antiga, canções do século XVII, compostas por John Dowland, e fez um disco contemporâneo que preserva a riqueza da música nos intrumentos de época, mas com uma interpretação vocal herética e apropriada. A execução instrumental é da responsabilidade de Edin Karamazov. Um oásis de criatividade no meio de tanta imitação. Gravação Deutsche Grammophon, CD distribuído por Universal Music.
INSUPORTÁVEL – Ouvir as crónicas de António Peres Metelo, que está transformado num autêntico pregoeiro radiofónico do Ministro Teixeira dos Santos.
PERGUNTAS VADIAS – Como se chama a quem ganha eleições a prometer não aumentar impostos nem cobrar portagens nas Scuts e, depois, chegado ao Governo, desata a fazer tudo ao contrário?
BACK TO BASICS – O idealismo precede a experiência; o cinismo é o passo seguinte – David T. Wolf.
outubro 19, 2006
DÚVIDA - Existem duas hipóteses: 1- Quando na campanha eleitoral o PS prometeu não subir os impostos e não cobrar portagens nas SCUT não estava bem informado, não tinha estudado a realidade e não estava preparado para Governar; 2- Quando o PS fez as promessas eleitorais já sabia bem como tudo estava, mas mentiu para ganhar votos, uso e abusou da demagogia para enganar os eleitores e mal se viu no poder passou a fazer o que havia criticado na campanha eleitoral. Entre as duas hipóteses venha o Diabo e escolha.
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DÚVIDA - Existem duas hipóteses: 1- Quando na campanha eleitoral o PS prometeu não subir os impostos e não cobrar portagens nas SCUT não estava bem informado, não tinha estudado a realidade e não estava preparado para Governar; 2- Quando o PS fez as promessas eleitorais já sabia bem como tudo estava, mas mentiu para ganhar votos, uso e abusou da demagogia para enganar os eleitores e mal se viu no poder passou a fazer o que havia criticado na campanha eleitoral. Entre as duas hipóteses venha o Diabo e escolha.
outubro 18, 2006
UM ANO
O balanço deste primeiro ano de actividade da vereação da Cultura - e da política cultural em geral - na Câmara Municipal de Lisboa é um desastre total - pouca iniciativa, falta de cumprimento das promessas, adiamento dos compromissos anunciados e assumidos. Depois de um período inicial de anúncios constantes, passam-se meses sem que nada seja concretizado.
O Parque Mayer continua uma confusão, o destino do Pavilhão de Portugal é um mistério, o Cinema S. Jorge continua a ser aberto sem ter condições de segurança para tal. Do resto nem vale a pena falar - travou-se a maior parte do que existia, mudou-se por mudar, e quase nada se fez.
Mas o mais engraçado de tudo foi a entrevista dada a semana passada por Amaral Lopes à »Visão», em que antecipando-se a balanços inevitavelmente negativos, preferiu assumir-se como incompetente para resolver os problemas que lhe surgem no dia a dia autárquico. Extraordinário, simplesmente extraordinário.
O balanço deste primeiro ano de actividade da vereação da Cultura - e da política cultural em geral - na Câmara Municipal de Lisboa é um desastre total - pouca iniciativa, falta de cumprimento das promessas, adiamento dos compromissos anunciados e assumidos. Depois de um período inicial de anúncios constantes, passam-se meses sem que nada seja concretizado.
O Parque Mayer continua uma confusão, o destino do Pavilhão de Portugal é um mistério, o Cinema S. Jorge continua a ser aberto sem ter condições de segurança para tal. Do resto nem vale a pena falar - travou-se a maior parte do que existia, mudou-se por mudar, e quase nada se fez.
Mas o mais engraçado de tudo foi a entrevista dada a semana passada por Amaral Lopes à »Visão», em que antecipando-se a balanços inevitavelmente negativos, preferiu assumir-se como incompetente para resolver os problemas que lhe surgem no dia a dia autárquico. Extraordinário, simplesmente extraordinário.
AUMENTO – As audiências de TV Móvel (emissões para telemóveis) aumentaram 45 por cento no segundo trimestre deste ano, nos Estados Unidos. Existem agora 3,7 milhões de assinantes do serviço e as receitas da TV Móvel aumentaram 86 milhões de dólares no mesmo período. Canais de notícias, previsão do tempo, desporto e humor lideram, por esta ordem, as preferências do público. Em Portugal, na TV Móvel, o humor também conta: os líderes incontestados da RTP Móvel são os sketches dos Gato Fedorento.
GRAVE – O facto de a maior parte da população activa estar na faixa litoral, sobretudo entre Porto e Lisboa, não deve ser motivo de justificação de medidas técnicas, mas sim de séria preocupação política sobre o desenvolvimento do país e a igualdade dos cidadãos. Nos últimos tempos o Governo tem tomado, em nome da racionalidade técnica, uma série de medidas que descriminam o interior em áreas básicas como a educação e a saúde. A gravidade de tal opção vai deixar marcas fundas no país, vai agravar a macrocefalia histórica de Portugal e vai condenar ainda mais o interior ao subdesenvolvimento. O que se está a fazer na área da saúde não é aceitável.
CURIOSO – Os jornais desta semana deram conta da demissão do editor de política nacional da agência Lusa, Nuno Simas. Aqui há algum tempo dei conta nesta coluna do incómodo que começava a existir na agência pela forma como o Director nomeado por este Governo, Luís Miguel Viana, velava pelo que entendia ser a correcção do noticiário político difundido pela agência. Os jornais desta semana diziam que as pressões da Direcção sobre a editoria nacional tinham levado à demissão do seu responsável. A situação veio apenas confirmar que o que se está a passar na Lusa merece a atenção especial da Entidade Reguladora da Comunicação Social – já agora convinha que garantisse o pluralismo e o papel imprescindível que nessa matéria uma agência noticiosa deve ter.
LER – Confesso que gosto de policiais, é um género que me agrada particularmente. Há cerca de um ano recomendei aqui «O Canto da Sereia» do brsaileiro Nelson Motta. Repito a recomendação para o novo livro do autor, «Bandidos e Mocinhas», uma trama de mistério passada em torno da morte de uma actriz de teatro em pleno palco. O enredo é arrebatador, a caracterização de personagens e a forma como se cruzam na história é simplesmente brilhante. Nelson Motta escreve com a acção nas mãos, com uma simplicidade que encanta – como fazia aliás nas saudosas conversas de «Manhattan Connection», do tempo em que se podia ver em Portugal o GNT. Editado pela Palavra, 256 páginas.
OUVIR – Música com ritmo, imprevisível, inconformista: o jazz é isto, não é uma sucessão de harmonias delico doces, como às vezes se pensa hoje em dia. O Quarteto de Branford Marsalis atirou-se ao assunto com arte e devoção e fez um belíssimo disco, «Braggtown», que esta semana me acompanhou nalgumas noites de dúvida, preocupação e decisão. Este é um disco aventureiro e foi uma inspiração. Ao lado do saxofone de Branford Marsalis esá o piano de Joey Calderazzo, o baixo de Eric Revis e a bateria de Jeff «Tain» Watts. CD Marsalis Music, distribuído pela Universal.
EVITAR – As teorizações revisionistas sobre o kitsch em torno das aventuras pirosas de Anne Sofie Von Otter sobre a música dos Abba. Uma grande voz de uma grande intérprete, por melhor que seja, não consegue eliminar a vulgaridade bacoca das canções de Benny Anderson. Os Abba foram o expoente europeu da bubble gum music: mascar e deitar fora. Não há necessidade nenhuma de criar justificações para o injustificável.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o o Ministro António Costa ainda não disse se acha bem o comportamento da GNR nos dois incidentes ocorridos na região do Porto nos últimos dias?
BACK TO BASICS – A felicidade resume-se a ser saudável e a ter má memória, Albert Schweitzer.
GRAVE – O facto de a maior parte da população activa estar na faixa litoral, sobretudo entre Porto e Lisboa, não deve ser motivo de justificação de medidas técnicas, mas sim de séria preocupação política sobre o desenvolvimento do país e a igualdade dos cidadãos. Nos últimos tempos o Governo tem tomado, em nome da racionalidade técnica, uma série de medidas que descriminam o interior em áreas básicas como a educação e a saúde. A gravidade de tal opção vai deixar marcas fundas no país, vai agravar a macrocefalia histórica de Portugal e vai condenar ainda mais o interior ao subdesenvolvimento. O que se está a fazer na área da saúde não é aceitável.
CURIOSO – Os jornais desta semana deram conta da demissão do editor de política nacional da agência Lusa, Nuno Simas. Aqui há algum tempo dei conta nesta coluna do incómodo que começava a existir na agência pela forma como o Director nomeado por este Governo, Luís Miguel Viana, velava pelo que entendia ser a correcção do noticiário político difundido pela agência. Os jornais desta semana diziam que as pressões da Direcção sobre a editoria nacional tinham levado à demissão do seu responsável. A situação veio apenas confirmar que o que se está a passar na Lusa merece a atenção especial da Entidade Reguladora da Comunicação Social – já agora convinha que garantisse o pluralismo e o papel imprescindível que nessa matéria uma agência noticiosa deve ter.
LER – Confesso que gosto de policiais, é um género que me agrada particularmente. Há cerca de um ano recomendei aqui «O Canto da Sereia» do brsaileiro Nelson Motta. Repito a recomendação para o novo livro do autor, «Bandidos e Mocinhas», uma trama de mistério passada em torno da morte de uma actriz de teatro em pleno palco. O enredo é arrebatador, a caracterização de personagens e a forma como se cruzam na história é simplesmente brilhante. Nelson Motta escreve com a acção nas mãos, com uma simplicidade que encanta – como fazia aliás nas saudosas conversas de «Manhattan Connection», do tempo em que se podia ver em Portugal o GNT. Editado pela Palavra, 256 páginas.
OUVIR – Música com ritmo, imprevisível, inconformista: o jazz é isto, não é uma sucessão de harmonias delico doces, como às vezes se pensa hoje em dia. O Quarteto de Branford Marsalis atirou-se ao assunto com arte e devoção e fez um belíssimo disco, «Braggtown», que esta semana me acompanhou nalgumas noites de dúvida, preocupação e decisão. Este é um disco aventureiro e foi uma inspiração. Ao lado do saxofone de Branford Marsalis esá o piano de Joey Calderazzo, o baixo de Eric Revis e a bateria de Jeff «Tain» Watts. CD Marsalis Music, distribuído pela Universal.
EVITAR – As teorizações revisionistas sobre o kitsch em torno das aventuras pirosas de Anne Sofie Von Otter sobre a música dos Abba. Uma grande voz de uma grande intérprete, por melhor que seja, não consegue eliminar a vulgaridade bacoca das canções de Benny Anderson. Os Abba foram o expoente europeu da bubble gum music: mascar e deitar fora. Não há necessidade nenhuma de criar justificações para o injustificável.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o o Ministro António Costa ainda não disse se acha bem o comportamento da GNR nos dois incidentes ocorridos na região do Porto nos últimos dias?
BACK TO BASICS – A felicidade resume-se a ser saudável e a ter má memória, Albert Schweitzer.
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UM ANO
O balanço deste primeiro ano de actividade da vereação da Cultura - e da política cultural em geral - na Câmara Municipal de Lisboa é um desastre total - pouca iniciativa, falta de cumprimento das promessas, adiamento dos compromissos anunciados e assumidos. Depois de um período inicial de anúncios constantes, passam-se meses sem que nada seja concretizado.
O Parque Mayer continua uma confusão, o destino do Pavilhão de Portugal é um mistério, o Cinema S. Jorge continua a ser aberto sem ter condições de segurança para tal. Do resto nem vale a pena falar - travou-se a maior parte do que existia, mudou-se por mudar, e quase nada se fez.
Mas o mais engraçado de tudo foi a entrevista dada a semana passada por Amaral Lopes à »Visão», em que antecipando-se a balanços inevitavelmente negativos, preferiu assumir-se como incompetente para resolver os problemas que lhe surgem no dia a dia autárquico. Extraordinário, simplesmente extraordinário.
O balanço deste primeiro ano de actividade da vereação da Cultura - e da política cultural em geral - na Câmara Municipal de Lisboa é um desastre total - pouca iniciativa, falta de cumprimento das promessas, adiamento dos compromissos anunciados e assumidos. Depois de um período inicial de anúncios constantes, passam-se meses sem que nada seja concretizado.
O Parque Mayer continua uma confusão, o destino do Pavilhão de Portugal é um mistério, o Cinema S. Jorge continua a ser aberto sem ter condições de segurança para tal. Do resto nem vale a pena falar - travou-se a maior parte do que existia, mudou-se por mudar, e quase nada se fez.
Mas o mais engraçado de tudo foi a entrevista dada a semana passada por Amaral Lopes à »Visão», em que antecipando-se a balanços inevitavelmente negativos, preferiu assumir-se como incompetente para resolver os problemas que lhe surgem no dia a dia autárquico. Extraordinário, simplesmente extraordinário.
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AUMENTO – As audiências de TV Móvel (emissões para telemóveis) aumentaram 45 por cento no segundo trimestre deste ano, nos Estados Unidos. Existem agora 3,7 milhões de assinantes do serviço e as receitas da TV Móvel aumentaram 86 milhões de dólares no mesmo período. Canais de notícias, previsão do tempo, desporto e humor lideram, por esta ordem, as preferências do público. Em Portugal, na TV Móvel, o humor também conta: os líderes incontestados da RTP Móvel são os sketches dos Gato Fedorento.
GRAVE – O facto de a maior parte da população activa estar na faixa litoral, sobretudo entre Porto e Lisboa, não deve ser motivo de justificação de medidas técnicas, mas sim de séria preocupação política sobre o desenvolvimento do país e a igualdade dos cidadãos. Nos últimos tempos o Governo tem tomado, em nome da racionalidade técnica, uma série de medidas que descriminam o interior em áreas básicas como a educação e a saúde. A gravidade de tal opção vai deixar marcas fundas no país, vai agravar a macrocefalia histórica de Portugal e vai condenar ainda mais o interior ao subdesenvolvimento. O que se está a fazer na área da saúde não é aceitável.
CURIOSO – Os jornais desta semana deram conta da demissão do editor de política nacional da agência Lusa, Nuno Simas. Aqui há algum tempo dei conta nesta coluna do incómodo que começava a existir na agência pela forma como o Director nomeado por este Governo, Luís Miguel Viana, velava pelo que entendia ser a correcção do noticiário político difundido pela agência. Os jornais desta semana diziam que as pressões da Direcção sobre a editoria nacional tinham levado à demissão do seu responsável. A situação veio apenas confirmar que o que se está a passar na Lusa merece a atenção especial da Entidade Reguladora da Comunicação Social – já agora convinha que garantisse o pluralismo e o papel imprescindível que nessa matéria uma agência noticiosa deve ter.
LER – Confesso que gosto de policiais, é um género que me agrada particularmente. Há cerca de um ano recomendei aqui «O Canto da Sereia» do brsaileiro Nelson Motta. Repito a recomendação para o novo livro do autor, «Bandidos e Mocinhas», uma trama de mistério passada em torno da morte de uma actriz de teatro em pleno palco. O enredo é arrebatador, a caracterização de personagens e a forma como se cruzam na história é simplesmente brilhante. Nelson Motta escreve com a acção nas mãos, com uma simplicidade que encanta – como fazia aliás nas saudosas conversas de «Manhattan Connection», do tempo em que se podia ver em Portugal o GNT. Editado pela Palavra, 256 páginas.
OUVIR – Música com ritmo, imprevisível, inconformista: o jazz é isto, não é uma sucessão de harmonias delico doces, como às vezes se pensa hoje em dia. O Quarteto de Branford Marsalis atirou-se ao assunto com arte e devoção e fez um belíssimo disco, «Braggtown», que esta semana me acompanhou nalgumas noites de dúvida, preocupação e decisão. Este é um disco aventureiro e foi uma inspiração. Ao lado do saxofone de Branford Marsalis esá o piano de Joey Calderazzo, o baixo de Eric Revis e a bateria de Jeff «Tain» Watts. CD Marsalis Music, distribuído pela Universal.
EVITAR – As teorizações revisionistas sobre o kitsch em torno das aventuras pirosas de Anne Sofie Von Otter sobre a música dos Abba. Uma grande voz de uma grande intérprete, por melhor que seja, não consegue eliminar a vulgaridade bacoca das canções de Benny Anderson. Os Abba foram o expoente europeu da bubble gum music: mascar e deitar fora. Não há necessidade nenhuma de criar justificações para o injustificável.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o o Ministro António Costa ainda não disse se acha bem o comportamento da GNR nos dois incidentes ocorridos na região do Porto nos últimos dias?
BACK TO BASICS – A felicidade resume-se a ser saudável e a ter má memória, Albert Schweitzer.
GRAVE – O facto de a maior parte da população activa estar na faixa litoral, sobretudo entre Porto e Lisboa, não deve ser motivo de justificação de medidas técnicas, mas sim de séria preocupação política sobre o desenvolvimento do país e a igualdade dos cidadãos. Nos últimos tempos o Governo tem tomado, em nome da racionalidade técnica, uma série de medidas que descriminam o interior em áreas básicas como a educação e a saúde. A gravidade de tal opção vai deixar marcas fundas no país, vai agravar a macrocefalia histórica de Portugal e vai condenar ainda mais o interior ao subdesenvolvimento. O que se está a fazer na área da saúde não é aceitável.
CURIOSO – Os jornais desta semana deram conta da demissão do editor de política nacional da agência Lusa, Nuno Simas. Aqui há algum tempo dei conta nesta coluna do incómodo que começava a existir na agência pela forma como o Director nomeado por este Governo, Luís Miguel Viana, velava pelo que entendia ser a correcção do noticiário político difundido pela agência. Os jornais desta semana diziam que as pressões da Direcção sobre a editoria nacional tinham levado à demissão do seu responsável. A situação veio apenas confirmar que o que se está a passar na Lusa merece a atenção especial da Entidade Reguladora da Comunicação Social – já agora convinha que garantisse o pluralismo e o papel imprescindível que nessa matéria uma agência noticiosa deve ter.
LER – Confesso que gosto de policiais, é um género que me agrada particularmente. Há cerca de um ano recomendei aqui «O Canto da Sereia» do brsaileiro Nelson Motta. Repito a recomendação para o novo livro do autor, «Bandidos e Mocinhas», uma trama de mistério passada em torno da morte de uma actriz de teatro em pleno palco. O enredo é arrebatador, a caracterização de personagens e a forma como se cruzam na história é simplesmente brilhante. Nelson Motta escreve com a acção nas mãos, com uma simplicidade que encanta – como fazia aliás nas saudosas conversas de «Manhattan Connection», do tempo em que se podia ver em Portugal o GNT. Editado pela Palavra, 256 páginas.
OUVIR – Música com ritmo, imprevisível, inconformista: o jazz é isto, não é uma sucessão de harmonias delico doces, como às vezes se pensa hoje em dia. O Quarteto de Branford Marsalis atirou-se ao assunto com arte e devoção e fez um belíssimo disco, «Braggtown», que esta semana me acompanhou nalgumas noites de dúvida, preocupação e decisão. Este é um disco aventureiro e foi uma inspiração. Ao lado do saxofone de Branford Marsalis esá o piano de Joey Calderazzo, o baixo de Eric Revis e a bateria de Jeff «Tain» Watts. CD Marsalis Music, distribuído pela Universal.
EVITAR – As teorizações revisionistas sobre o kitsch em torno das aventuras pirosas de Anne Sofie Von Otter sobre a música dos Abba. Uma grande voz de uma grande intérprete, por melhor que seja, não consegue eliminar a vulgaridade bacoca das canções de Benny Anderson. Os Abba foram o expoente europeu da bubble gum music: mascar e deitar fora. Não há necessidade nenhuma de criar justificações para o injustificável.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o o Ministro António Costa ainda não disse se acha bem o comportamento da GNR nos dois incidentes ocorridos na região do Porto nos últimos dias?
BACK TO BASICS – A felicidade resume-se a ser saudável e a ter má memória, Albert Schweitzer.
outubro 09, 2006
CONHECER – Após um ano de trabalho, o American Press Institute (www.americanpressinstitute.org) divulgou o primeiro estudo sério (93 páginas), feito com o objectivo de ajudar a redefinir e recuperar o sector da imprensa, dos jornais diários em particular. Intitulado «Blueprint For Transformation» e elaborado pela equipa do projecto «Newspaper Next» (www.newspapernext.org) este estudo demonstra que a circulação, audiência e receitas publicitárias dos jornais estão a encolher mais depressa do que a penetração e a publicidade online estão a aumentar. Em todos os casos estudados a receita para a crise foi semelhante: mais proximidade, sites que privilegiem a interacção com os leitores, leitura mais rápida, edições especiais segmentadas. Em resumo as empresas jornalísticas têm que repensar a forma como se organizam, como inovam e como elaboram a sua estratégia. Vale a pena fazer o download.
LUCRO – As cem maiores companhias de media dos Estados Unidos tiveram uma receita global de 268 mil milhões de dólares, com a internet e o cabo no papel de locomotivas de um crescimento de 6,6% em 2005. A maior empresa continua a ser a Time Warner, com receitas de 33,7 mil milhões, bastante à frente da segunda classificada, a Comcast, com 22 mil milhões. O sector da internet significa já 17 mil milhões em publicidade e assinatura de serviços, tornando-se num importante canal de distribuição, mas quem lidera é o cabo com 72 mil milhões.
CONFIANÇA – Um recente inquérito realizado nos Estados Unidos mostra que a maioria dos consumidores de informação (52%) deposita maior confiança nos formatos tradicionais dos media (jornais, revistas, TV e rádio) do que na informação fornecida pelos novos media, como sites, podcasts, blogs e pelo chamado «jornalismo dos cidadãos».
LER – Jeremy Bullmore dirigiu a J. Walter Thompson em Londres de 1976 a 1987 e foi também durante vários anos o presidente da Advertising Association britânica. É dono de um agudo sentido de observação, de um contagiante sentido de humor e de um enorme conhecimento do mercado publicitário. «Apples, Insights and Mad Inventors- an entertaining analysis of modern marketing» é uma compilação de algumas das suas conferências e textos, editada já este ano pela Wiley,e certamente um dos mais entusiasmantes livros sobre esta área que tive oportunidade de ler.
OUVIR- Inesperado, divertido, provocador – três palavras para uma descrição rápida de «Cê», o novo álbum de Caetano Veloso, onde a palavra se joga numa dimensão especial, onde o sexo é tema sempre presente e em que o rock é o veículo de excelência. É, de longe, um dos mais surpreendentes e cativantes discos de Caetano nos últimos anos, bem longe do conformismo papai-mamãe que parecia estar a marcar esta fase mais recente da sua carreira. A ouvir, mesmo. CD Universal
PETISCAR – Fruto de noitadas e de boas companhias dei comigo a especializar-me ultimamente em tostas. Numa das incursões mais recentes por este domínio fiquei deliciado a ensaiar uma tosta de queijo brie com azeitonas e rúcula, em pão saloio, que estava simplesmente delirante. O petisco deixou-se comer numa nova esplanada ribeirinha, na Doca do Bom Sucesso. O local chama-se «À Margem» e além das tostas há chás, refeições mais sérias e copos variados. Telefone 917 824 149.
VER – Lisboa está bem recheada de coisas para ver: (Re)volver, uma colectiva de esculturas, fotografias e instalações na Plataforma Revólver e as pinturas de Manuel Gantes na VPF Creamarte, ambas na Rua da Boavista 84º; a retrospectiva de João Paulo Feliciano na Culturgest; e o estado da nação do fotojornalismo no «World Press Photo», no CCB.
PERGUNTA VADIA – Se o caso de compras vultuosas de acções de um banco pelos seus principais dirigentes a 24 horas do anúncio de uma OPA se passasse nos Estados Unidos, o que aconteceria?
BACK TO BASICS – Um banqueiro é alguém disposto a emprestar o chapéu de chuva num dia de sol, mas que o exige logo de volta aos primeiros sinais de chuvisco. (Mark Twain)
LUCRO – As cem maiores companhias de media dos Estados Unidos tiveram uma receita global de 268 mil milhões de dólares, com a internet e o cabo no papel de locomotivas de um crescimento de 6,6% em 2005. A maior empresa continua a ser a Time Warner, com receitas de 33,7 mil milhões, bastante à frente da segunda classificada, a Comcast, com 22 mil milhões. O sector da internet significa já 17 mil milhões em publicidade e assinatura de serviços, tornando-se num importante canal de distribuição, mas quem lidera é o cabo com 72 mil milhões.
CONFIANÇA – Um recente inquérito realizado nos Estados Unidos mostra que a maioria dos consumidores de informação (52%) deposita maior confiança nos formatos tradicionais dos media (jornais, revistas, TV e rádio) do que na informação fornecida pelos novos media, como sites, podcasts, blogs e pelo chamado «jornalismo dos cidadãos».
LER – Jeremy Bullmore dirigiu a J. Walter Thompson em Londres de 1976 a 1987 e foi também durante vários anos o presidente da Advertising Association britânica. É dono de um agudo sentido de observação, de um contagiante sentido de humor e de um enorme conhecimento do mercado publicitário. «Apples, Insights and Mad Inventors- an entertaining analysis of modern marketing» é uma compilação de algumas das suas conferências e textos, editada já este ano pela Wiley,e certamente um dos mais entusiasmantes livros sobre esta área que tive oportunidade de ler.
OUVIR- Inesperado, divertido, provocador – três palavras para uma descrição rápida de «Cê», o novo álbum de Caetano Veloso, onde a palavra se joga numa dimensão especial, onde o sexo é tema sempre presente e em que o rock é o veículo de excelência. É, de longe, um dos mais surpreendentes e cativantes discos de Caetano nos últimos anos, bem longe do conformismo papai-mamãe que parecia estar a marcar esta fase mais recente da sua carreira. A ouvir, mesmo. CD Universal
PETISCAR – Fruto de noitadas e de boas companhias dei comigo a especializar-me ultimamente em tostas. Numa das incursões mais recentes por este domínio fiquei deliciado a ensaiar uma tosta de queijo brie com azeitonas e rúcula, em pão saloio, que estava simplesmente delirante. O petisco deixou-se comer numa nova esplanada ribeirinha, na Doca do Bom Sucesso. O local chama-se «À Margem» e além das tostas há chás, refeições mais sérias e copos variados. Telefone 917 824 149.
VER – Lisboa está bem recheada de coisas para ver: (Re)volver, uma colectiva de esculturas, fotografias e instalações na Plataforma Revólver e as pinturas de Manuel Gantes na VPF Creamarte, ambas na Rua da Boavista 84º; a retrospectiva de João Paulo Feliciano na Culturgest; e o estado da nação do fotojornalismo no «World Press Photo», no CCB.
PERGUNTA VADIA – Se o caso de compras vultuosas de acções de um banco pelos seus principais dirigentes a 24 horas do anúncio de uma OPA se passasse nos Estados Unidos, o que aconteceria?
BACK TO BASICS – Um banqueiro é alguém disposto a emprestar o chapéu de chuva num dia de sol, mas que o exige logo de volta aos primeiros sinais de chuvisco. (Mark Twain)
Untitled
CONHECER – Após um ano de trabalho, o American Press Institute (www.americanpressinstitute.org) divulgou o primeiro estudo sério (93 páginas), feito com o objectivo de ajudar a redefinir e recuperar o sector da imprensa, dos jornais diários em particular. Intitulado «Blueprint For Transformation» e elaborado pela equipa do projecto «Newspaper Next» (www.newspapernext.org) este estudo demonstra que a circulação, audiência e receitas publicitárias dos jornais estão a encolher mais depressa do que a penetração e a publicidade online estão a aumentar. Em todos os casos estudados a receita para a crise foi semelhante: mais proximidade, sites que privilegiem a interacção com os leitores, leitura mais rápida, edições especiais segmentadas. Em resumo as empresas jornalísticas têm que repensar a forma como se organizam, como inovam e como elaboram a sua estratégia. Vale a pena fazer o download.
LUCRO – As cem maiores companhias de media dos Estados Unidos tiveram uma receita global de 268 mil milhões de dólares, com a internet e o cabo no papel de locomotivas de um crescimento de 6,6% em 2005. A maior empresa continua a ser a Time Warner, com receitas de 33,7 mil milhões, bastante à frente da segunda classificada, a Comcast, com 22 mil milhões. O sector da internet significa já 17 mil milhões em publicidade e assinatura de serviços, tornando-se num importante canal de distribuição, mas quem lidera é o cabo com 72 mil milhões.
CONFIANÇA – Um recente inquérito realizado nos Estados Unidos mostra que a maioria dos consumidores de informação (52%) deposita maior confiança nos formatos tradicionais dos media (jornais, revistas, TV e rádio) do que na informação fornecida pelos novos media, como sites, podcasts, blogs e pelo chamado «jornalismo dos cidadãos».
LER – Jeremy Bullmore dirigiu a J. Walter Thompson em Londres de 1976 a 1987 e foi também durante vários anos o presidente da Advertising Association britânica. É dono de um agudo sentido de observação, de um contagiante sentido de humor e de um enorme conhecimento do mercado publicitário. «Apples, Insights and Mad Inventors- an entertaining analysis of modern marketing» é uma compilação de algumas das suas conferências e textos, editada já este ano pela Wiley,e certamente um dos mais entusiasmantes livros sobre esta área que tive oportunidade de ler.
OUVIR- Inesperado, divertido, provocador – três palavras para uma descrição rápida de «Cê», o novo álbum de Caetano Veloso, onde a palavra se joga numa dimensão especial, onde o sexo é tema sempre presente e em que o rock é o veículo de excelência. É, de longe, um dos mais surpreendentes e cativantes discos de Caetano nos últimos anos, bem longe do conformismo papai-mamãe que parecia estar a marcar esta fase mais recente da sua carreira. A ouvir, mesmo. CD Universal
PETISCAR – Fruto de noitadas e de boas companhias dei comigo a especializar-me ultimamente em tostas. Numa das incursões mais recentes por este domínio fiquei deliciado a ensaiar uma tosta de queijo brie com azeitonas e rúcula, em pão saloio, que estava simplesmente delirante. O petisco deixou-se comer numa nova esplanada ribeirinha, na Doca do Bom Sucesso. O local chama-se «À Margem» e além das tostas há chás, refeições mais sérias e copos variados. Telefone 917 824 149.
VER – Lisboa está bem recheada de coisas para ver: (Re)volver, uma colectiva de esculturas, fotografias e instalações na Plataforma Revólver e as pinturas de Manuel Gantes na VPF Creamarte, ambas na Rua da Boavista 84º; a retrospectiva de João Paulo Feliciano na Culturgest; e o estado da nação do fotojornalismo no «World Press Photo», no CCB.
PERGUNTA VADIA – Se o caso de compras vultuosas de acções de um banco pelos seus principais dirigentes a 24 horas do anúncio de uma OPA se passasse nos Estados Unidos, o que aconteceria?
BACK TO BASICS – Um banqueiro é alguém disposto a emprestar o chapéu de chuva num dia de sol, mas que o exige logo de volta aos primeiros sinais de chuvisco. (Mark Twain)
LUCRO – As cem maiores companhias de media dos Estados Unidos tiveram uma receita global de 268 mil milhões de dólares, com a internet e o cabo no papel de locomotivas de um crescimento de 6,6% em 2005. A maior empresa continua a ser a Time Warner, com receitas de 33,7 mil milhões, bastante à frente da segunda classificada, a Comcast, com 22 mil milhões. O sector da internet significa já 17 mil milhões em publicidade e assinatura de serviços, tornando-se num importante canal de distribuição, mas quem lidera é o cabo com 72 mil milhões.
CONFIANÇA – Um recente inquérito realizado nos Estados Unidos mostra que a maioria dos consumidores de informação (52%) deposita maior confiança nos formatos tradicionais dos media (jornais, revistas, TV e rádio) do que na informação fornecida pelos novos media, como sites, podcasts, blogs e pelo chamado «jornalismo dos cidadãos».
LER – Jeremy Bullmore dirigiu a J. Walter Thompson em Londres de 1976 a 1987 e foi também durante vários anos o presidente da Advertising Association britânica. É dono de um agudo sentido de observação, de um contagiante sentido de humor e de um enorme conhecimento do mercado publicitário. «Apples, Insights and Mad Inventors- an entertaining analysis of modern marketing» é uma compilação de algumas das suas conferências e textos, editada já este ano pela Wiley,e certamente um dos mais entusiasmantes livros sobre esta área que tive oportunidade de ler.
OUVIR- Inesperado, divertido, provocador – três palavras para uma descrição rápida de «Cê», o novo álbum de Caetano Veloso, onde a palavra se joga numa dimensão especial, onde o sexo é tema sempre presente e em que o rock é o veículo de excelência. É, de longe, um dos mais surpreendentes e cativantes discos de Caetano nos últimos anos, bem longe do conformismo papai-mamãe que parecia estar a marcar esta fase mais recente da sua carreira. A ouvir, mesmo. CD Universal
PETISCAR – Fruto de noitadas e de boas companhias dei comigo a especializar-me ultimamente em tostas. Numa das incursões mais recentes por este domínio fiquei deliciado a ensaiar uma tosta de queijo brie com azeitonas e rúcula, em pão saloio, que estava simplesmente delirante. O petisco deixou-se comer numa nova esplanada ribeirinha, na Doca do Bom Sucesso. O local chama-se «À Margem» e além das tostas há chás, refeições mais sérias e copos variados. Telefone 917 824 149.
VER – Lisboa está bem recheada de coisas para ver: (Re)volver, uma colectiva de esculturas, fotografias e instalações na Plataforma Revólver e as pinturas de Manuel Gantes na VPF Creamarte, ambas na Rua da Boavista 84º; a retrospectiva de João Paulo Feliciano na Culturgest; e o estado da nação do fotojornalismo no «World Press Photo», no CCB.
PERGUNTA VADIA – Se o caso de compras vultuosas de acções de um banco pelos seus principais dirigentes a 24 horas do anúncio de uma OPA se passasse nos Estados Unidos, o que aconteceria?
BACK TO BASICS – Um banqueiro é alguém disposto a emprestar o chapéu de chuva num dia de sol, mas que o exige logo de volta aos primeiros sinais de chuvisco. (Mark Twain)
outubro 02, 2006
PREÇO – 620 000 dólares é o preço de um spot de 30 segundos no intervalo do show de maior audiência da Fox TV, a versão norte-americana dos «Ídolos». Outros preços: um spot de 30 segundos no intervalo de «Desperate Housewives» nas noites de Domingo na cadeia ABC custa 394 000 dólares e CSI às Quintas na CBS vale 347 000. «Grey’s Anatomy», da ABC, que esta semana derrotou CSI em audiências, valia até agora 344 000.
GOLFE – Em 1996 a Nike assinou um contrato com Tiger Woods, inicialmente só para roupas. Em 1998 a companhia decidiu criar a marca Nike Golf. Em 2000 Tiger Woods começou a jogar com bolas da Nike, mediante mais um contrato, e em 2002 reforçou o seu envolvimento com a marca, jogando a partir dessa data com tacos Nike. Este ano a Nike subiu ao quarto lugar das marcas mais importantes no golfe, uma ascensão meteórica nos oito anos que leva no sector, com uma facturação de 650 milhões de dólares. Mas não é só aqui que eTiger Woods faz «milagres»: a Buick diz que desde que Woods está associado à marca conseguiu diminuir a idade média dos seus clientes em dez anos, um dos seus objectivos face ao envelhecimento da sua clientela. Os contratos de patrocínio de Tiger Woods significam 87 milhões de dólares por ano e envolvem outras marcas como os relógios TAG Heuer e os cartões American Express.
COMPROMISSO – Mais do que as presenças, foram muito notadas algumas ausências na segunda edição do Compromisso Portugal, na semana passada. Mais curioso ainda foi ver o alinhado batalhão de opiniões contra as propostas saídas da reunião. E, ainda mais engraçado, foi notar que depois de vários porta-vozes governamentais, fardados e à paisana, terem arrasado as observações do Compromisso sobre a Função Pública, eis que a própria Comissão oficial nomeada pelo Governo apareceu a dizer coisas, na substância, semelhantes. Não admira que tivesse sido sumariamente despedida.
LISBOA – Tenho muita pena de Lisboa, do estado a que as coisas chegaram, de a Câmara Municipal querer aumentar os encargos de estacionamento residencial para os moradores, em vez de procurar cativar mais gente para viver na cidade. Tenho pena que uns folclóricos tenham posto metade da cidade às escuras com umas capas ridículas nos candeeiros. Tenho pena do caos de obras e da irresponsabilidade geral. Tenho pena de todas as indefinições, como a do futuro do Pavilhão de Portugal. Não gosto de viver numa cidade em que e Assembleia Municipal passa uma sessão inteira (como aconteceu na semana passada) a discutir moções em vez de debater os pontos da Ordem de Trabalhos. Não me agrada que quem vive na cidade seja mal tratado – mas é o que acontece.
LER – Passei os anos 80 a ler a «Face», os anos 90 a ler a «Wired» e agora devoro a «Wallpaper». Não me arrependo: a revista faz dez anos e comemora-os com uma edição especial, de encantar, imperdível e arrasadora.
OUVIR- O tributo a Mozart gravado por Anna Netrebko, Thomas Quasthoff, Bryn Terfel, Elina Garanca e René Pape, que interpretam árias de «Le nozze di Fígaro», «La clemenza di Tito», «Don Giovanni», «Idomeneo», «Die Zauberflute» e «Cosi Fan Tutte», sob a direcção de Cláudio Abbado, Charles Mackerras e Sebastien Weigle. Bem sei que a teoria dos «Best Of» não é coisa que se recomende, mas este tributo a Mozart é a excepção que vale a pena conhecer – arrisque começar o dia assim, com a Netrebko a cantar a «Giunse alfn il momento», das «Bodas de Fígaro». CD «The Mozart Album», edição Deustche Grammophon, Universal Music.
PETISCAR – Um dia destes entrei num sítio simpático para almoçar à procura de qualquer coisa levezinha. Encontrei na lista uma ideia sedutora, Braz de Vegetais, esclareceram-me que era uma espécie de Bacalhau à Braz em que o bacalhau era substituído por legumes, e resolvi experimentar. Resposta rápida da gentil funcionária: « - olhe que vai ficar com fome» . Bem sei que tenho um volume considerável, mas mesmo assim arrisquei. Não me arrependi, «Spazio», Av. Sacadura Cabral 53-B, Lisboa, tel. 21 797 07 60.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o Primeiro Ministro não conta como foi a reforma do sistema de pensões que o PSOE promoveu em Espanha há uns anos?
BACK TO BASICS – Existem três géneros de mentiras: as mentiras simples, as maldosas, e as estatísticas. (Benjamin Disraeli).
GOLFE – Em 1996 a Nike assinou um contrato com Tiger Woods, inicialmente só para roupas. Em 1998 a companhia decidiu criar a marca Nike Golf. Em 2000 Tiger Woods começou a jogar com bolas da Nike, mediante mais um contrato, e em 2002 reforçou o seu envolvimento com a marca, jogando a partir dessa data com tacos Nike. Este ano a Nike subiu ao quarto lugar das marcas mais importantes no golfe, uma ascensão meteórica nos oito anos que leva no sector, com uma facturação de 650 milhões de dólares. Mas não é só aqui que eTiger Woods faz «milagres»: a Buick diz que desde que Woods está associado à marca conseguiu diminuir a idade média dos seus clientes em dez anos, um dos seus objectivos face ao envelhecimento da sua clientela. Os contratos de patrocínio de Tiger Woods significam 87 milhões de dólares por ano e envolvem outras marcas como os relógios TAG Heuer e os cartões American Express.
COMPROMISSO – Mais do que as presenças, foram muito notadas algumas ausências na segunda edição do Compromisso Portugal, na semana passada. Mais curioso ainda foi ver o alinhado batalhão de opiniões contra as propostas saídas da reunião. E, ainda mais engraçado, foi notar que depois de vários porta-vozes governamentais, fardados e à paisana, terem arrasado as observações do Compromisso sobre a Função Pública, eis que a própria Comissão oficial nomeada pelo Governo apareceu a dizer coisas, na substância, semelhantes. Não admira que tivesse sido sumariamente despedida.
LISBOA – Tenho muita pena de Lisboa, do estado a que as coisas chegaram, de a Câmara Municipal querer aumentar os encargos de estacionamento residencial para os moradores, em vez de procurar cativar mais gente para viver na cidade. Tenho pena que uns folclóricos tenham posto metade da cidade às escuras com umas capas ridículas nos candeeiros. Tenho pena do caos de obras e da irresponsabilidade geral. Tenho pena de todas as indefinições, como a do futuro do Pavilhão de Portugal. Não gosto de viver numa cidade em que e Assembleia Municipal passa uma sessão inteira (como aconteceu na semana passada) a discutir moções em vez de debater os pontos da Ordem de Trabalhos. Não me agrada que quem vive na cidade seja mal tratado – mas é o que acontece.
LER – Passei os anos 80 a ler a «Face», os anos 90 a ler a «Wired» e agora devoro a «Wallpaper». Não me arrependo: a revista faz dez anos e comemora-os com uma edição especial, de encantar, imperdível e arrasadora.
OUVIR- O tributo a Mozart gravado por Anna Netrebko, Thomas Quasthoff, Bryn Terfel, Elina Garanca e René Pape, que interpretam árias de «Le nozze di Fígaro», «La clemenza di Tito», «Don Giovanni», «Idomeneo», «Die Zauberflute» e «Cosi Fan Tutte», sob a direcção de Cláudio Abbado, Charles Mackerras e Sebastien Weigle. Bem sei que a teoria dos «Best Of» não é coisa que se recomende, mas este tributo a Mozart é a excepção que vale a pena conhecer – arrisque começar o dia assim, com a Netrebko a cantar a «Giunse alfn il momento», das «Bodas de Fígaro». CD «The Mozart Album», edição Deustche Grammophon, Universal Music.
PETISCAR – Um dia destes entrei num sítio simpático para almoçar à procura de qualquer coisa levezinha. Encontrei na lista uma ideia sedutora, Braz de Vegetais, esclareceram-me que era uma espécie de Bacalhau à Braz em que o bacalhau era substituído por legumes, e resolvi experimentar. Resposta rápida da gentil funcionária: « - olhe que vai ficar com fome» . Bem sei que tenho um volume considerável, mas mesmo assim arrisquei. Não me arrependi, «Spazio», Av. Sacadura Cabral 53-B, Lisboa, tel. 21 797 07 60.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o Primeiro Ministro não conta como foi a reforma do sistema de pensões que o PSOE promoveu em Espanha há uns anos?
BACK TO BASICS – Existem três géneros de mentiras: as mentiras simples, as maldosas, e as estatísticas. (Benjamin Disraeli).
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PREÇO – 620 000 dólares é o preço de um spot de 30 segundos no intervalo do show de maior audiência da Fox TV, a versão norte-americana dos «Ídolos». Outros preços: um spot de 30 segundos no intervalo de «Desperate Housewives» nas noites de Domingo na cadeia ABC custa 394 000 dólares e CSI às Quintas na CBS vale 347 000. «Grey’s Anatomy», da ABC, que esta semana derrotou CSI em audiências, valia até agora 344 000.
GOLFE – Em 1996 a Nike assinou um contrato com Tiger Woods, inicialmente só para roupas. Em 1998 a companhia decidiu criar a marca Nike Golf. Em 2000 Tiger Woods começou a jogar com bolas da Nike, mediante mais um contrato, e em 2002 reforçou o seu envolvimento com a marca, jogando a partir dessa data com tacos Nike. Este ano a Nike subiu ao quarto lugar das marcas mais importantes no golfe, uma ascensão meteórica nos oito anos que leva no sector, com uma facturação de 650 milhões de dólares. Mas não é só aqui que eTiger Woods faz «milagres»: a Buick diz que desde que Woods está associado à marca conseguiu diminuir a idade média dos seus clientes em dez anos, um dos seus objectivos face ao envelhecimento da sua clientela. Os contratos de patrocínio de Tiger Woods significam 87 milhões de dólares por ano e envolvem outras marcas como os relógios TAG Heuer e os cartões American Express.
COMPROMISSO – Mais do que as presenças, foram muito notadas algumas ausências na segunda edição do Compromisso Portugal, na semana passada. Mais curioso ainda foi ver o alinhado batalhão de opiniões contra as propostas saídas da reunião. E, ainda mais engraçado, foi notar que depois de vários porta-vozes governamentais, fardados e à paisana, terem arrasado as observações do Compromisso sobre a Função Pública, eis que a própria Comissão oficial nomeada pelo Governo apareceu a dizer coisas, na substância, semelhantes. Não admira que tivesse sido sumariamente despedida.
LISBOA – Tenho muita pena de Lisboa, do estado a que as coisas chegaram, de a Câmara Municipal querer aumentar os encargos de estacionamento residencial para os moradores, em vez de procurar cativar mais gente para viver na cidade. Tenho pena que uns folclóricos tenham posto metade da cidade às escuras com umas capas ridículas nos candeeiros. Tenho pena do caos de obras e da irresponsabilidade geral. Tenho pena de todas as indefinições, como a do futuro do Pavilhão de Portugal. Não gosto de viver numa cidade em que e Assembleia Municipal passa uma sessão inteira (como aconteceu na semana passada) a discutir moções em vez de debater os pontos da Ordem de Trabalhos. Não me agrada que quem vive na cidade seja mal tratado – mas é o que acontece.
LER – Passei os anos 80 a ler a «Face», os anos 90 a ler a «Wired» e agora devoro a «Wallpaper». Não me arrependo: a revista faz dez anos e comemora-os com uma edição especial, de encantar, imperdível e arrasadora.
OUVIR- O tributo a Mozart gravado por Anna Netrebko, Thomas Quasthoff, Bryn Terfel, Elina Garanca e René Pape, que interpretam árias de «Le nozze di Fígaro», «La clemenza di Tito», «Don Giovanni», «Idomeneo», «Die Zauberflute» e «Cosi Fan Tutte», sob a direcção de Cláudio Abbado, Charles Mackerras e Sebastien Weigle. Bem sei que a teoria dos «Best Of» não é coisa que se recomende, mas este tributo a Mozart é a excepção que vale a pena conhecer – arrisque começar o dia assim, com a Netrebko a cantar a «Giunse alfn il momento», das «Bodas de Fígaro». CD «The Mozart Album», edição Deustche Grammophon, Universal Music.
PETISCAR – Um dia destes entrei num sítio simpático para almoçar à procura de qualquer coisa levezinha. Encontrei na lista uma ideia sedutora, Braz de Vegetais, esclareceram-me que era uma espécie de Bacalhau à Braz em que o bacalhau era substituído por legumes, e resolvi experimentar. Resposta rápida da gentil funcionária: « - olhe que vai ficar com fome» . Bem sei que tenho um volume considerável, mas mesmo assim arrisquei. Não me arrependi, «Spazio», Av. Sacadura Cabral 53-B, Lisboa, tel. 21 797 07 60.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o Primeiro Ministro não conta como foi a reforma do sistema de pensões que o PSOE promoveu em Espanha há uns anos?
BACK TO BASICS – Existem três géneros de mentiras: as mentiras simples, as maldosas, e as estatísticas. (Benjamin Disraeli).
GOLFE – Em 1996 a Nike assinou um contrato com Tiger Woods, inicialmente só para roupas. Em 1998 a companhia decidiu criar a marca Nike Golf. Em 2000 Tiger Woods começou a jogar com bolas da Nike, mediante mais um contrato, e em 2002 reforçou o seu envolvimento com a marca, jogando a partir dessa data com tacos Nike. Este ano a Nike subiu ao quarto lugar das marcas mais importantes no golfe, uma ascensão meteórica nos oito anos que leva no sector, com uma facturação de 650 milhões de dólares. Mas não é só aqui que eTiger Woods faz «milagres»: a Buick diz que desde que Woods está associado à marca conseguiu diminuir a idade média dos seus clientes em dez anos, um dos seus objectivos face ao envelhecimento da sua clientela. Os contratos de patrocínio de Tiger Woods significam 87 milhões de dólares por ano e envolvem outras marcas como os relógios TAG Heuer e os cartões American Express.
COMPROMISSO – Mais do que as presenças, foram muito notadas algumas ausências na segunda edição do Compromisso Portugal, na semana passada. Mais curioso ainda foi ver o alinhado batalhão de opiniões contra as propostas saídas da reunião. E, ainda mais engraçado, foi notar que depois de vários porta-vozes governamentais, fardados e à paisana, terem arrasado as observações do Compromisso sobre a Função Pública, eis que a própria Comissão oficial nomeada pelo Governo apareceu a dizer coisas, na substância, semelhantes. Não admira que tivesse sido sumariamente despedida.
LISBOA – Tenho muita pena de Lisboa, do estado a que as coisas chegaram, de a Câmara Municipal querer aumentar os encargos de estacionamento residencial para os moradores, em vez de procurar cativar mais gente para viver na cidade. Tenho pena que uns folclóricos tenham posto metade da cidade às escuras com umas capas ridículas nos candeeiros. Tenho pena do caos de obras e da irresponsabilidade geral. Tenho pena de todas as indefinições, como a do futuro do Pavilhão de Portugal. Não gosto de viver numa cidade em que e Assembleia Municipal passa uma sessão inteira (como aconteceu na semana passada) a discutir moções em vez de debater os pontos da Ordem de Trabalhos. Não me agrada que quem vive na cidade seja mal tratado – mas é o que acontece.
LER – Passei os anos 80 a ler a «Face», os anos 90 a ler a «Wired» e agora devoro a «Wallpaper». Não me arrependo: a revista faz dez anos e comemora-os com uma edição especial, de encantar, imperdível e arrasadora.
OUVIR- O tributo a Mozart gravado por Anna Netrebko, Thomas Quasthoff, Bryn Terfel, Elina Garanca e René Pape, que interpretam árias de «Le nozze di Fígaro», «La clemenza di Tito», «Don Giovanni», «Idomeneo», «Die Zauberflute» e «Cosi Fan Tutte», sob a direcção de Cláudio Abbado, Charles Mackerras e Sebastien Weigle. Bem sei que a teoria dos «Best Of» não é coisa que se recomende, mas este tributo a Mozart é a excepção que vale a pena conhecer – arrisque começar o dia assim, com a Netrebko a cantar a «Giunse alfn il momento», das «Bodas de Fígaro». CD «The Mozart Album», edição Deustche Grammophon, Universal Music.
PETISCAR – Um dia destes entrei num sítio simpático para almoçar à procura de qualquer coisa levezinha. Encontrei na lista uma ideia sedutora, Braz de Vegetais, esclareceram-me que era uma espécie de Bacalhau à Braz em que o bacalhau era substituído por legumes, e resolvi experimentar. Resposta rápida da gentil funcionária: « - olhe que vai ficar com fome» . Bem sei que tenho um volume considerável, mas mesmo assim arrisquei. Não me arrependi, «Spazio», Av. Sacadura Cabral 53-B, Lisboa, tel. 21 797 07 60.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o Primeiro Ministro não conta como foi a reforma do sistema de pensões que o PSOE promoveu em Espanha há uns anos?
BACK TO BASICS – Existem três géneros de mentiras: as mentiras simples, as maldosas, e as estatísticas. (Benjamin Disraeli).
TENDÊNCIAS - Os principais anunciantes norte-americanos estão a seguir a mesma tendência nos próximos orçamentos de marketing:menos spots de 30 segundos para televisão, mas mais product placement e mais patrocínios de programas. Os novos media começam também a reter somas significativas: a Coca Cola decidiu que 25 milhões de dólares serão investidos nesses novos suportes, seja na Internet, em Digital Vídeo Recorders (DVR’s), Vídeo On Demand (VOD) , jogos ou em sistemas móveis.
DESACELERAÇÃO – A atenção redobrada dada a novos formatos digitais, nomeadamente os que funcionam sobre dispositivos móveis, levou já a Yahoo a prever um abrandamento no crescimento da publicidade on line, que este ano nos Estados Unidos valerá oito mil milhões de dólares, contra 7,2 no ano passado. A Yahoo sozinha é responsável por 1,15 mil milhões de dólares, investidos sobretudo no Yahoo Mail, bem à frente do seu mais directo rival, o MySpace. A quota da Internet no investimento publicitário global nos Estados Unidos deve subir dos 3,7% de 2005 para 8,3% em 2012, segundo previsões divulgadas pela Merril Lynch.
JORNALISMO – A nova campanha publicitária do «New York Times» coloca a tónica num ponto pouco vulgar – a qualidade da reportagem e do jornalismo do diário. O novo slogan é «These Times Demand The Times», e o spot televisivo, filmado na redacção, acaba com a frase: «It’s about the quality of the journalism. Period. End of story.» . A nova campanha substitui a anterior, «Expect The World», que foi utilizada nos anos mais recentes. Os responsáveis de marketing do jornal sublinham que neste período de crise da imprensa, a qualidade do jornalismo e o rigor da reportagem são os valores principais de qualquer marca na área da informação. A edição de Domingo do «New York Times» vende um milhão e seiscentos mil exemplares e oferece sob diversas formas promocionais mais 83 000 exemplares. Números simpáticos.
MULTAS – Parece que uma extraordinária entidade lisboeta que é a EMEL vai alargar o seu poder de passar multas de estacionamento – é a maior declaração da ineficácia e inutilidade dessa coisa bizarra que é a Polícia Municipal e que conta entre as suas prioridades a fiscalização e ordenamento do estacionamento. Lisboa está a ficar uma prepotente que pratica o desrespeito continuado pelos seus residentes, pelos munícipes e onde o abuso de poder é oficialmente estimulado. As novas tarifas e poderes da EMEL são um escândalo, um roubo à mão armada que penaliza quem vive na cidade. Uma vergonha.
UNIVERSIDADE – Os alunos da segunda fase de candidaturas ao Ensino Superior vão ter que esperar mais de um mês pelas colocações e é mais que certo que muitos alunos com médias altas não conseguirão entrar para os cursos que pretendiam porque na primeira fase houve vagas ocupadas por alunos com médias baixas. Que sistema é este? Que justiça é esta? Que lógica existe?
VER - «Voltar», o novo filme de Pedro Almodóvar. É uma história bizarra à volta de três gerações de mulheres da mesma família, por vezes previsível no enquadramento da obra do autor, mas com algumas soluções de realização inesperadas (alguns enquadramentos, a presença de uma equipa de filmagens na própria acção) , momentos épicos e irresistivelmente divertidos. Alguns diálogos extraordinários e uma interpretação absolutamente magnética de Pénélope Cruz, no papel principal, Raimunda., fazem deste filme uma das melhores propostas para estas noites de fim de Verão e início de Outono.
OUVIR – Regina Belle nasceu em New Jersey e cresceu a ouvir e a cantar gospel e soul. Estudou jazz e opera e na sua carreira cantou ao lado de nomes como Peabo Bryson e Kool & The Gang. «Lazy Afternoon» é um disco editado originalmente em 2004. Fazendo jus ao título, o álbum começa com canções de jazz boas para uma tarde preguiçosa, mas com o andar das faixas vai nascendo uma noite bem quente, com rhythm and blues bem ritmados. Destaque para a interpretação de «Fly Me To The Moon» popularizada por Sinatra e por uma arrebatadora homenagem a Otis Redding com «Try A Little Tenderness».
PERGUNTA VADIA – Porque será que os deputados são considerados pelos eleitores como sendo os políticos com menor credibilidade? (sondagem «Correio da Manhã»).
BACK TO BASICS – Os políticos são sempre o mesmo: prometem construir uma ponte mesmo nos sítios onde não existe nenhum rio –Nikita Khrushchev.
DESACELERAÇÃO – A atenção redobrada dada a novos formatos digitais, nomeadamente os que funcionam sobre dispositivos móveis, levou já a Yahoo a prever um abrandamento no crescimento da publicidade on line, que este ano nos Estados Unidos valerá oito mil milhões de dólares, contra 7,2 no ano passado. A Yahoo sozinha é responsável por 1,15 mil milhões de dólares, investidos sobretudo no Yahoo Mail, bem à frente do seu mais directo rival, o MySpace. A quota da Internet no investimento publicitário global nos Estados Unidos deve subir dos 3,7% de 2005 para 8,3% em 2012, segundo previsões divulgadas pela Merril Lynch.
JORNALISMO – A nova campanha publicitária do «New York Times» coloca a tónica num ponto pouco vulgar – a qualidade da reportagem e do jornalismo do diário. O novo slogan é «These Times Demand The Times», e o spot televisivo, filmado na redacção, acaba com a frase: «It’s about the quality of the journalism. Period. End of story.» . A nova campanha substitui a anterior, «Expect The World», que foi utilizada nos anos mais recentes. Os responsáveis de marketing do jornal sublinham que neste período de crise da imprensa, a qualidade do jornalismo e o rigor da reportagem são os valores principais de qualquer marca na área da informação. A edição de Domingo do «New York Times» vende um milhão e seiscentos mil exemplares e oferece sob diversas formas promocionais mais 83 000 exemplares. Números simpáticos.
MULTAS – Parece que uma extraordinária entidade lisboeta que é a EMEL vai alargar o seu poder de passar multas de estacionamento – é a maior declaração da ineficácia e inutilidade dessa coisa bizarra que é a Polícia Municipal e que conta entre as suas prioridades a fiscalização e ordenamento do estacionamento. Lisboa está a ficar uma prepotente que pratica o desrespeito continuado pelos seus residentes, pelos munícipes e onde o abuso de poder é oficialmente estimulado. As novas tarifas e poderes da EMEL são um escândalo, um roubo à mão armada que penaliza quem vive na cidade. Uma vergonha.
UNIVERSIDADE – Os alunos da segunda fase de candidaturas ao Ensino Superior vão ter que esperar mais de um mês pelas colocações e é mais que certo que muitos alunos com médias altas não conseguirão entrar para os cursos que pretendiam porque na primeira fase houve vagas ocupadas por alunos com médias baixas. Que sistema é este? Que justiça é esta? Que lógica existe?
VER - «Voltar», o novo filme de Pedro Almodóvar. É uma história bizarra à volta de três gerações de mulheres da mesma família, por vezes previsível no enquadramento da obra do autor, mas com algumas soluções de realização inesperadas (alguns enquadramentos, a presença de uma equipa de filmagens na própria acção) , momentos épicos e irresistivelmente divertidos. Alguns diálogos extraordinários e uma interpretação absolutamente magnética de Pénélope Cruz, no papel principal, Raimunda., fazem deste filme uma das melhores propostas para estas noites de fim de Verão e início de Outono.
OUVIR – Regina Belle nasceu em New Jersey e cresceu a ouvir e a cantar gospel e soul. Estudou jazz e opera e na sua carreira cantou ao lado de nomes como Peabo Bryson e Kool & The Gang. «Lazy Afternoon» é um disco editado originalmente em 2004. Fazendo jus ao título, o álbum começa com canções de jazz boas para uma tarde preguiçosa, mas com o andar das faixas vai nascendo uma noite bem quente, com rhythm and blues bem ritmados. Destaque para a interpretação de «Fly Me To The Moon» popularizada por Sinatra e por uma arrebatadora homenagem a Otis Redding com «Try A Little Tenderness».
PERGUNTA VADIA – Porque será que os deputados são considerados pelos eleitores como sendo os políticos com menor credibilidade? (sondagem «Correio da Manhã»).
BACK TO BASICS – Os políticos são sempre o mesmo: prometem construir uma ponte mesmo nos sítios onde não existe nenhum rio –Nikita Khrushchev.
Untitled
TENDÊNCIAS - Os principais anunciantes norte-americanos estão a seguir a mesma tendência nos próximos orçamentos de marketing:menos spots de 30 segundos para televisão, mas mais product placement e mais patrocínios de programas. Os novos media começam também a reter somas significativas: a Coca Cola decidiu que 25 milhões de dólares serão investidos nesses novos suportes, seja na Internet, em Digital Vídeo Recorders (DVR’s), Vídeo On Demand (VOD) , jogos ou em sistemas móveis.
DESACELERAÇÃO – A atenção redobrada dada a novos formatos digitais, nomeadamente os que funcionam sobre dispositivos móveis, levou já a Yahoo a prever um abrandamento no crescimento da publicidade on line, que este ano nos Estados Unidos valerá oito mil milhões de dólares, contra 7,2 no ano passado. A Yahoo sozinha é responsável por 1,15 mil milhões de dólares, investidos sobretudo no Yahoo Mail, bem à frente do seu mais directo rival, o MySpace. A quota da Internet no investimento publicitário global nos Estados Unidos deve subir dos 3,7% de 2005 para 8,3% em 2012, segundo previsões divulgadas pela Merril Lynch.
JORNALISMO – A nova campanha publicitária do «New York Times» coloca a tónica num ponto pouco vulgar – a qualidade da reportagem e do jornalismo do diário. O novo slogan é «These Times Demand The Times», e o spot televisivo, filmado na redacção, acaba com a frase: «It’s about the quality of the journalism. Period. End of story.» . A nova campanha substitui a anterior, «Expect The World», que foi utilizada nos anos mais recentes. Os responsáveis de marketing do jornal sublinham que neste período de crise da imprensa, a qualidade do jornalismo e o rigor da reportagem são os valores principais de qualquer marca na área da informação. A edição de Domingo do «New York Times» vende um milhão e seiscentos mil exemplares e oferece sob diversas formas promocionais mais 83 000 exemplares. Números simpáticos.
MULTAS – Parece que uma extraordinária entidade lisboeta que é a EMEL vai alargar o seu poder de passar multas de estacionamento – é a maior declaração da ineficácia e inutilidade dessa coisa bizarra que é a Polícia Municipal e que conta entre as suas prioridades a fiscalização e ordenamento do estacionamento. Lisboa está a ficar uma prepotente que pratica o desrespeito continuado pelos seus residentes, pelos munícipes e onde o abuso de poder é oficialmente estimulado. As novas tarifas e poderes da EMEL são um escândalo, um roubo à mão armada que penaliza quem vive na cidade. Uma vergonha.
UNIVERSIDADE – Os alunos da segunda fase de candidaturas ao Ensino Superior vão ter que esperar mais de um mês pelas colocações e é mais que certo que muitos alunos com médias altas não conseguirão entrar para os cursos que pretendiam porque na primeira fase houve vagas ocupadas por alunos com médias baixas. Que sistema é este? Que justiça é esta? Que lógica existe?
VER - «Voltar», o novo filme de Pedro Almodóvar. É uma história bizarra à volta de três gerações de mulheres da mesma família, por vezes previsível no enquadramento da obra do autor, mas com algumas soluções de realização inesperadas (alguns enquadramentos, a presença de uma equipa de filmagens na própria acção) , momentos épicos e irresistivelmente divertidos. Alguns diálogos extraordinários e uma interpretação absolutamente magnética de Pénélope Cruz, no papel principal, Raimunda., fazem deste filme uma das melhores propostas para estas noites de fim de Verão e início de Outono.
OUVIR – Regina Belle nasceu em New Jersey e cresceu a ouvir e a cantar gospel e soul. Estudou jazz e opera e na sua carreira cantou ao lado de nomes como Peabo Bryson e Kool & The Gang. «Lazy Afternoon» é um disco editado originalmente em 2004. Fazendo jus ao título, o álbum começa com canções de jazz boas para uma tarde preguiçosa, mas com o andar das faixas vai nascendo uma noite bem quente, com rhythm and blues bem ritmados. Destaque para a interpretação de «Fly Me To The Moon» popularizada por Sinatra e por uma arrebatadora homenagem a Otis Redding com «Try A Little Tenderness».
PERGUNTA VADIA – Porque será que os deputados são considerados pelos eleitores como sendo os políticos com menor credibilidade? (sondagem «Correio da Manhã»).
BACK TO BASICS – Os políticos são sempre o mesmo: prometem construir uma ponte mesmo nos sítios onde não existe nenhum rio –Nikita Khrushchev.
DESACELERAÇÃO – A atenção redobrada dada a novos formatos digitais, nomeadamente os que funcionam sobre dispositivos móveis, levou já a Yahoo a prever um abrandamento no crescimento da publicidade on line, que este ano nos Estados Unidos valerá oito mil milhões de dólares, contra 7,2 no ano passado. A Yahoo sozinha é responsável por 1,15 mil milhões de dólares, investidos sobretudo no Yahoo Mail, bem à frente do seu mais directo rival, o MySpace. A quota da Internet no investimento publicitário global nos Estados Unidos deve subir dos 3,7% de 2005 para 8,3% em 2012, segundo previsões divulgadas pela Merril Lynch.
JORNALISMO – A nova campanha publicitária do «New York Times» coloca a tónica num ponto pouco vulgar – a qualidade da reportagem e do jornalismo do diário. O novo slogan é «These Times Demand The Times», e o spot televisivo, filmado na redacção, acaba com a frase: «It’s about the quality of the journalism. Period. End of story.» . A nova campanha substitui a anterior, «Expect The World», que foi utilizada nos anos mais recentes. Os responsáveis de marketing do jornal sublinham que neste período de crise da imprensa, a qualidade do jornalismo e o rigor da reportagem são os valores principais de qualquer marca na área da informação. A edição de Domingo do «New York Times» vende um milhão e seiscentos mil exemplares e oferece sob diversas formas promocionais mais 83 000 exemplares. Números simpáticos.
MULTAS – Parece que uma extraordinária entidade lisboeta que é a EMEL vai alargar o seu poder de passar multas de estacionamento – é a maior declaração da ineficácia e inutilidade dessa coisa bizarra que é a Polícia Municipal e que conta entre as suas prioridades a fiscalização e ordenamento do estacionamento. Lisboa está a ficar uma prepotente que pratica o desrespeito continuado pelos seus residentes, pelos munícipes e onde o abuso de poder é oficialmente estimulado. As novas tarifas e poderes da EMEL são um escândalo, um roubo à mão armada que penaliza quem vive na cidade. Uma vergonha.
UNIVERSIDADE – Os alunos da segunda fase de candidaturas ao Ensino Superior vão ter que esperar mais de um mês pelas colocações e é mais que certo que muitos alunos com médias altas não conseguirão entrar para os cursos que pretendiam porque na primeira fase houve vagas ocupadas por alunos com médias baixas. Que sistema é este? Que justiça é esta? Que lógica existe?
VER - «Voltar», o novo filme de Pedro Almodóvar. É uma história bizarra à volta de três gerações de mulheres da mesma família, por vezes previsível no enquadramento da obra do autor, mas com algumas soluções de realização inesperadas (alguns enquadramentos, a presença de uma equipa de filmagens na própria acção) , momentos épicos e irresistivelmente divertidos. Alguns diálogos extraordinários e uma interpretação absolutamente magnética de Pénélope Cruz, no papel principal, Raimunda., fazem deste filme uma das melhores propostas para estas noites de fim de Verão e início de Outono.
OUVIR – Regina Belle nasceu em New Jersey e cresceu a ouvir e a cantar gospel e soul. Estudou jazz e opera e na sua carreira cantou ao lado de nomes como Peabo Bryson e Kool & The Gang. «Lazy Afternoon» é um disco editado originalmente em 2004. Fazendo jus ao título, o álbum começa com canções de jazz boas para uma tarde preguiçosa, mas com o andar das faixas vai nascendo uma noite bem quente, com rhythm and blues bem ritmados. Destaque para a interpretação de «Fly Me To The Moon» popularizada por Sinatra e por uma arrebatadora homenagem a Otis Redding com «Try A Little Tenderness».
PERGUNTA VADIA – Porque será que os deputados são considerados pelos eleitores como sendo os políticos com menor credibilidade? (sondagem «Correio da Manhã»).
BACK TO BASICS – Os políticos são sempre o mesmo: prometem construir uma ponte mesmo nos sítios onde não existe nenhum rio –Nikita Khrushchev.
setembro 18, 2006
ESCALA – A General Motors juntou no Lincoln Center de Nova York os principais media do país (Time Warner, Viacom, Universal, Walt Disney, Google, NBC, etc) naquilo a que chamou «The First Media Partner Summit». Em causa um bolo publicitário de 4,4 mil milhões de dólares e a General Motors quer saber o que é que os media em que ela mais investe estão dispostos a fazer por ela para garantir a continuação desse investimento. Na mesa e na plateia não estavam segundas figuras – apenas os membros das administrações das empresas presentes, a começar, é claro, pela afintriã General Motors. Notem bem: estiveram todos, ao mesmo tempo, a falar uns em frente dos outros – não foi almocinhos separados com cada um. Questão de escala. E de mentalidade.
SURPRESA – As grandes companhias de media norte-americanas estão a conseguir disputar uma parte importante do investimento publicitário na Internet. Um estudo recente da VSS mostra que as áreas on line e de dispositivos móveis dos grandes grupos de comunicação tradicionais subiram dos 23 por cento que detinham em 2000 para 37 por cento no bolo global de investimento publicitário neste sector, que já atinge 22 mil milhões de dólares nos Estados Unidos. O mesmo estudo prevê que em 2010 a publicidade on line e em dispositivos móveis atingira 44 mil milhões de dólares e que nessa altura as companhias de media tradicionais captarão 17 mil milhões (39%) desse total. Isto mostra, inesperadamente, a capacidade de adaptação crescente dos grandes grupos de imprensa, rádio e televisão tradicionais, face a rivais como o Yahoo e o Google, conclui o estudo.
CHINA – A Paramount norte-americana vai assegurar a produção de uma versão chinesa do seu concurso «A próxima Top Model». A produção, em mandarim, será feita em Xangai e irá para o ar no prime time aos sábados, na Dragon TV, a partir de Janeiro. Este formato existe já em 13 países.
PACTO – O pacto de regime sobre a justiça é uma ideia que vem de um anterior Governo, convém já agora que as memórias não se percam. Adiante, o pacto está feito e, admitamos, era mais ou menos consensual. O Governo fez boa figura, a oposição fez boa figura, o Presidente da República aplaudiu. Ninguém gritou: «O Rei vai nu!»…até ao dia em que o Primeiro-Ministro esclareceu não estar disposto a um pacto em matéria da reforma do sistema de previdência. O pacto da justiça serviu para atirar poeira para os olhos – aquele que era verdadeiramente importante para as gerações vindouras era o da previdência – mas aí as diferenças ideológicas fizeram-se sentir e José Sócrates preferiu ganhar a simpatia no PS e na esquerda do que ter a coragem de fazer uma reforma séria que, essa sim, seria estrutural para o futuro. Escudou-se em demagogia e propaganda populista para iludir a questão central: o sistema que o PSD propõe é o que vigora na maior parte dos países que há mais tempo pertencem à Comunidade Europeia, a própria Espanha adoptou um regime parecido, misto, e em última análise a questão é esta: aos contribuintes custaria o mesmo, os efeitos finais seriam melhor, o Estado é qwue arrecadaria menos receita, mas teria também menos despesa. E num Governo socialista é impensável diminuir o papel do Estado. A prova dos nove está aí, à vista.
REGULAÇÃO – As três estações comerciais de televisão (RTP, SIC e TVI) fizeram um pacto de auto-regulação sobre uma série de matérias sensíveis. Não precisaram da Entidade Reguladora para o mediar. Fizeram-no depressa e bem. Sem o Estado pelo meio. Foi uma boa ideia.
OUVIR – Belas canções clássicas, standards americanos como «As Time Goês By» ou «Besame Mucho», ou ainda uma versão particularmente malandreca de «Back In Town» por uma das novas vozes do soft jazz – Matt Dusk. O disco prima pelos arranjos, alguns inesperados, e por uma boa disposição contagiante. Ideal para noites românticas. CD «Back In Town», por Matt Dusk, distribuição Universal.
PERGUNTA VADIA – Não acham que com o novo visual ligeiramente despenteado e as patilhas maiorzitas o Primeiro-Ministro anda a querer ficar parecido com Geroge Clooney?
BACK TO BASICS – Não é bom sinal quando as únicas pessoas que se gabam de saber governar o país estão ocupadas a guiar táxis ou a cortar cabelos (George Burns).
SURPRESA – As grandes companhias de media norte-americanas estão a conseguir disputar uma parte importante do investimento publicitário na Internet. Um estudo recente da VSS mostra que as áreas on line e de dispositivos móveis dos grandes grupos de comunicação tradicionais subiram dos 23 por cento que detinham em 2000 para 37 por cento no bolo global de investimento publicitário neste sector, que já atinge 22 mil milhões de dólares nos Estados Unidos. O mesmo estudo prevê que em 2010 a publicidade on line e em dispositivos móveis atingira 44 mil milhões de dólares e que nessa altura as companhias de media tradicionais captarão 17 mil milhões (39%) desse total. Isto mostra, inesperadamente, a capacidade de adaptação crescente dos grandes grupos de imprensa, rádio e televisão tradicionais, face a rivais como o Yahoo e o Google, conclui o estudo.
CHINA – A Paramount norte-americana vai assegurar a produção de uma versão chinesa do seu concurso «A próxima Top Model». A produção, em mandarim, será feita em Xangai e irá para o ar no prime time aos sábados, na Dragon TV, a partir de Janeiro. Este formato existe já em 13 países.
PACTO – O pacto de regime sobre a justiça é uma ideia que vem de um anterior Governo, convém já agora que as memórias não se percam. Adiante, o pacto está feito e, admitamos, era mais ou menos consensual. O Governo fez boa figura, a oposição fez boa figura, o Presidente da República aplaudiu. Ninguém gritou: «O Rei vai nu!»…até ao dia em que o Primeiro-Ministro esclareceu não estar disposto a um pacto em matéria da reforma do sistema de previdência. O pacto da justiça serviu para atirar poeira para os olhos – aquele que era verdadeiramente importante para as gerações vindouras era o da previdência – mas aí as diferenças ideológicas fizeram-se sentir e José Sócrates preferiu ganhar a simpatia no PS e na esquerda do que ter a coragem de fazer uma reforma séria que, essa sim, seria estrutural para o futuro. Escudou-se em demagogia e propaganda populista para iludir a questão central: o sistema que o PSD propõe é o que vigora na maior parte dos países que há mais tempo pertencem à Comunidade Europeia, a própria Espanha adoptou um regime parecido, misto, e em última análise a questão é esta: aos contribuintes custaria o mesmo, os efeitos finais seriam melhor, o Estado é qwue arrecadaria menos receita, mas teria também menos despesa. E num Governo socialista é impensável diminuir o papel do Estado. A prova dos nove está aí, à vista.
REGULAÇÃO – As três estações comerciais de televisão (RTP, SIC e TVI) fizeram um pacto de auto-regulação sobre uma série de matérias sensíveis. Não precisaram da Entidade Reguladora para o mediar. Fizeram-no depressa e bem. Sem o Estado pelo meio. Foi uma boa ideia.
OUVIR – Belas canções clássicas, standards americanos como «As Time Goês By» ou «Besame Mucho», ou ainda uma versão particularmente malandreca de «Back In Town» por uma das novas vozes do soft jazz – Matt Dusk. O disco prima pelos arranjos, alguns inesperados, e por uma boa disposição contagiante. Ideal para noites românticas. CD «Back In Town», por Matt Dusk, distribuição Universal.
PERGUNTA VADIA – Não acham que com o novo visual ligeiramente despenteado e as patilhas maiorzitas o Primeiro-Ministro anda a querer ficar parecido com Geroge Clooney?
BACK TO BASICS – Não é bom sinal quando as únicas pessoas que se gabam de saber governar o país estão ocupadas a guiar táxis ou a cortar cabelos (George Burns).
Untitled
ESCALA – A General Motors juntou no Lincoln Center de Nova York os principais media do país (Time Warner, Viacom, Universal, Walt Disney, Google, NBC, etc) naquilo a que chamou «The First Media Partner Summit». Em causa um bolo publicitário de 4,4 mil milhões de dólares e a General Motors quer saber o que é que os media em que ela mais investe estão dispostos a fazer por ela para garantir a continuação desse investimento. Na mesa e na plateia não estavam segundas figuras – apenas os membros das administrações das empresas presentes, a começar, é claro, pela afintriã General Motors. Notem bem: estiveram todos, ao mesmo tempo, a falar uns em frente dos outros – não foi almocinhos separados com cada um. Questão de escala. E de mentalidade.
SURPRESA – As grandes companhias de media norte-americanas estão a conseguir disputar uma parte importante do investimento publicitário na Internet. Um estudo recente da VSS mostra que as áreas on line e de dispositivos móveis dos grandes grupos de comunicação tradicionais subiram dos 23 por cento que detinham em 2000 para 37 por cento no bolo global de investimento publicitário neste sector, que já atinge 22 mil milhões de dólares nos Estados Unidos. O mesmo estudo prevê que em 2010 a publicidade on line e em dispositivos móveis atingira 44 mil milhões de dólares e que nessa altura as companhias de media tradicionais captarão 17 mil milhões (39%) desse total. Isto mostra, inesperadamente, a capacidade de adaptação crescente dos grandes grupos de imprensa, rádio e televisão tradicionais, face a rivais como o Yahoo e o Google, conclui o estudo.
CHINA – A Paramount norte-americana vai assegurar a produção de uma versão chinesa do seu concurso «A próxima Top Model». A produção, em mandarim, será feita em Xangai e irá para o ar no prime time aos sábados, na Dragon TV, a partir de Janeiro. Este formato existe já em 13 países.
PACTO – O pacto de regime sobre a justiça é uma ideia que vem de um anterior Governo, convém já agora que as memórias não se percam. Adiante, o pacto está feito e, admitamos, era mais ou menos consensual. O Governo fez boa figura, a oposição fez boa figura, o Presidente da República aplaudiu. Ninguém gritou: «O Rei vai nu!»…até ao dia em que o Primeiro-Ministro esclareceu não estar disposto a um pacto em matéria da reforma do sistema de previdência. O pacto da justiça serviu para atirar poeira para os olhos – aquele que era verdadeiramente importante para as gerações vindouras era o da previdência – mas aí as diferenças ideológicas fizeram-se sentir e José Sócrates preferiu ganhar a simpatia no PS e na esquerda do que ter a coragem de fazer uma reforma séria que, essa sim, seria estrutural para o futuro. Escudou-se em demagogia e propaganda populista para iludir a questão central: o sistema que o PSD propõe é o que vigora na maior parte dos países que há mais tempo pertencem à Comunidade Europeia, a própria Espanha adoptou um regime parecido, misto, e em última análise a questão é esta: aos contribuintes custaria o mesmo, os efeitos finais seriam melhor, o Estado é qwue arrecadaria menos receita, mas teria também menos despesa. E num Governo socialista é impensável diminuir o papel do Estado. A prova dos nove está aí, à vista.
REGULAÇÃO – As três estações comerciais de televisão (RTP, SIC e TVI) fizeram um pacto de auto-regulação sobre uma série de matérias sensíveis. Não precisaram da Entidade Reguladora para o mediar. Fizeram-no depressa e bem. Sem o Estado pelo meio. Foi uma boa ideia.
OUVIR – Belas canções clássicas, standards americanos como «As Time Goês By» ou «Besame Mucho», ou ainda uma versão particularmente malandreca de «Back In Town» por uma das novas vozes do soft jazz – Matt Dusk. O disco prima pelos arranjos, alguns inesperados, e por uma boa disposição contagiante. Ideal para noites românticas. CD «Back In Town», por Matt Dusk, distribuição Universal.
PERGUNTA VADIA – Não acham que com o novo visual ligeiramente despenteado e as patilhas maiorzitas o Primeiro-Ministro anda a querer ficar parecido com Geroge Clooney?
BACK TO BASICS – Não é bom sinal quando as únicas pessoas que se gabam de saber governar o país estão ocupadas a guiar táxis ou a cortar cabelos (George Burns).
SURPRESA – As grandes companhias de media norte-americanas estão a conseguir disputar uma parte importante do investimento publicitário na Internet. Um estudo recente da VSS mostra que as áreas on line e de dispositivos móveis dos grandes grupos de comunicação tradicionais subiram dos 23 por cento que detinham em 2000 para 37 por cento no bolo global de investimento publicitário neste sector, que já atinge 22 mil milhões de dólares nos Estados Unidos. O mesmo estudo prevê que em 2010 a publicidade on line e em dispositivos móveis atingira 44 mil milhões de dólares e que nessa altura as companhias de media tradicionais captarão 17 mil milhões (39%) desse total. Isto mostra, inesperadamente, a capacidade de adaptação crescente dos grandes grupos de imprensa, rádio e televisão tradicionais, face a rivais como o Yahoo e o Google, conclui o estudo.
CHINA – A Paramount norte-americana vai assegurar a produção de uma versão chinesa do seu concurso «A próxima Top Model». A produção, em mandarim, será feita em Xangai e irá para o ar no prime time aos sábados, na Dragon TV, a partir de Janeiro. Este formato existe já em 13 países.
PACTO – O pacto de regime sobre a justiça é uma ideia que vem de um anterior Governo, convém já agora que as memórias não se percam. Adiante, o pacto está feito e, admitamos, era mais ou menos consensual. O Governo fez boa figura, a oposição fez boa figura, o Presidente da República aplaudiu. Ninguém gritou: «O Rei vai nu!»…até ao dia em que o Primeiro-Ministro esclareceu não estar disposto a um pacto em matéria da reforma do sistema de previdência. O pacto da justiça serviu para atirar poeira para os olhos – aquele que era verdadeiramente importante para as gerações vindouras era o da previdência – mas aí as diferenças ideológicas fizeram-se sentir e José Sócrates preferiu ganhar a simpatia no PS e na esquerda do que ter a coragem de fazer uma reforma séria que, essa sim, seria estrutural para o futuro. Escudou-se em demagogia e propaganda populista para iludir a questão central: o sistema que o PSD propõe é o que vigora na maior parte dos países que há mais tempo pertencem à Comunidade Europeia, a própria Espanha adoptou um regime parecido, misto, e em última análise a questão é esta: aos contribuintes custaria o mesmo, os efeitos finais seriam melhor, o Estado é qwue arrecadaria menos receita, mas teria também menos despesa. E num Governo socialista é impensável diminuir o papel do Estado. A prova dos nove está aí, à vista.
REGULAÇÃO – As três estações comerciais de televisão (RTP, SIC e TVI) fizeram um pacto de auto-regulação sobre uma série de matérias sensíveis. Não precisaram da Entidade Reguladora para o mediar. Fizeram-no depressa e bem. Sem o Estado pelo meio. Foi uma boa ideia.
OUVIR – Belas canções clássicas, standards americanos como «As Time Goês By» ou «Besame Mucho», ou ainda uma versão particularmente malandreca de «Back In Town» por uma das novas vozes do soft jazz – Matt Dusk. O disco prima pelos arranjos, alguns inesperados, e por uma boa disposição contagiante. Ideal para noites românticas. CD «Back In Town», por Matt Dusk, distribuição Universal.
PERGUNTA VADIA – Não acham que com o novo visual ligeiramente despenteado e as patilhas maiorzitas o Primeiro-Ministro anda a querer ficar parecido com Geroge Clooney?
BACK TO BASICS – Não é bom sinal quando as únicas pessoas que se gabam de saber governar o país estão ocupadas a guiar táxis ou a cortar cabelos (George Burns).
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