FAZER E PODER
O mais recente filme de Claude Chabrol chama-se «L’Ivresse Du Pouvoir» («A Embriaguez do Poder») e aborda a relação entre investigadores e investigados e os complexos jogos de poder que se estabelecem.
O caso é tão actual, pelos vistos, aqui como em França. Mas não afecta só o mundo da justiça, passa por todo o aparelho do Estado. Tomemos o exemplo de um Governo – não este em particular, mas um qualquer. Um membro do Governo tem sempre a ilusão de ser detentor de um poder (quase mágico) que efectivamente não tem. Muitas vezes deslumbra-se com esse poder e vive como se o tivesse. A pior forma de ilusão é quando o iludido se deixa convencer de que o poder que tem é suficiente para modificar as coisas e obter resultados, mesmo que apenas use lindas palavras e boas ideias e depois se esqueça de criar os mecanismos de acção que poderiam levar à sua concretização.
A versão mais recorrente da embriaguez do poder está na embriaguez da palavra. A promessa é o poder da política, o anúncio de medidas que não se concretizam é o abuso de poder.
A sociedade – em particular os media – não têm o salutar hábito de questionar e verificar o ratio entre promessas ou anúncios produzidos e medidas concretizadas. No subconsciente social é a evidente desproporção entre promessas e resultados que leva à degradação da imagem dos políticos. Nos dias que correm a demagogia não é só fazer promessas eleitorais impossíveis, é anunciar como de facto medidas e reformas que depois não são implementadas nem escrutinadas.
Tomemos o caso de Manuel Maria Carrilho, que se auto-proclama o melhor Ministro da Cultura de sempre. Acho que se alguém com seriedade fosse ver, de entre as coisas que prometeu, anunciou e falou, aquelas que efectivamente foram concretizadas teria uma grande surpresa. Carrilho poderá ser um homem de pensamento e palavra, mas não é um homem de acção, a não ser para a chicana política, como esta semana se viu. Ele não sabe fazer. Não sabe concretizar. Não é o único, mas é o mais evidente de todos. Façam o exercício e comparem o dito com o feito. O facto de uma boa parte do aparelho socialista ter ido ao beija mão a Carrilho é elucidativo. É gente para quem interessa pouco o que se faz. Gostam muito de falar, nem sempre de ouvir, raras vezes de fazer.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
maio 20, 2006
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FAZER E PODER
O mais recente filme de Claude Chabrol chama-se «L’Ivresse Du Pouvoir» («A Embriaguez do Poder») e aborda a relação entre investigadores e investigados e os complexos jogos de poder que se estabelecem.
O caso é tão actual, pelos vistos, aqui como em França. Mas não afecta só o mundo da justiça, passa por todo o aparelho do Estado. Tomemos o exemplo de um Governo – não este em particular, mas um qualquer. Um membro do Governo tem sempre a ilusão de ser detentor de um poder (quase mágico) que efectivamente não tem. Muitas vezes deslumbra-se com esse poder e vive como se o tivesse. A pior forma de ilusão é quando o iludido se deixa convencer de que o poder que tem é suficiente para modificar as coisas e obter resultados, mesmo que apenas use lindas palavras e boas ideias e depois se esqueça de criar os mecanismos de acção que poderiam levar à sua concretização.
A versão mais recorrente da embriaguez do poder está na embriaguez da palavra. A promessa é o poder da política, o anúncio de medidas que não se concretizam é o abuso de poder.
A sociedade – em particular os media – não têm o salutar hábito de questionar e verificar o ratio entre promessas ou anúncios produzidos e medidas concretizadas. No subconsciente social é a evidente desproporção entre promessas e resultados que leva à degradação da imagem dos políticos. Nos dias que correm a demagogia não é só fazer promessas eleitorais impossíveis, é anunciar como de facto medidas e reformas que depois não são implementadas nem escrutinadas.
Tomemos o caso de Manuel Maria Carrilho, que se auto-proclama o melhor Ministro da Cultura de sempre. Acho que se alguém com seriedade fosse ver, de entre as coisas que prometeu, anunciou e falou, aquelas que efectivamente foram concretizadas teria uma grande surpresa. Carrilho poderá ser um homem de pensamento e palavra, mas não é um homem de acção, a não ser para a chicana política, como esta semana se viu. Ele não sabe fazer. Não sabe concretizar. Não é o único, mas é o mais evidente de todos. Façam o exercício e comparem o dito com o feito. O facto de uma boa parte do aparelho socialista ter ido ao beija mão a Carrilho é elucidativo. É gente para quem interessa pouco o que se faz. Gostam muito de falar, nem sempre de ouvir, raras vezes de fazer.
O mais recente filme de Claude Chabrol chama-se «L’Ivresse Du Pouvoir» («A Embriaguez do Poder») e aborda a relação entre investigadores e investigados e os complexos jogos de poder que se estabelecem.
O caso é tão actual, pelos vistos, aqui como em França. Mas não afecta só o mundo da justiça, passa por todo o aparelho do Estado. Tomemos o exemplo de um Governo – não este em particular, mas um qualquer. Um membro do Governo tem sempre a ilusão de ser detentor de um poder (quase mágico) que efectivamente não tem. Muitas vezes deslumbra-se com esse poder e vive como se o tivesse. A pior forma de ilusão é quando o iludido se deixa convencer de que o poder que tem é suficiente para modificar as coisas e obter resultados, mesmo que apenas use lindas palavras e boas ideias e depois se esqueça de criar os mecanismos de acção que poderiam levar à sua concretização.
A versão mais recorrente da embriaguez do poder está na embriaguez da palavra. A promessa é o poder da política, o anúncio de medidas que não se concretizam é o abuso de poder.
A sociedade – em particular os media – não têm o salutar hábito de questionar e verificar o ratio entre promessas ou anúncios produzidos e medidas concretizadas. No subconsciente social é a evidente desproporção entre promessas e resultados que leva à degradação da imagem dos políticos. Nos dias que correm a demagogia não é só fazer promessas eleitorais impossíveis, é anunciar como de facto medidas e reformas que depois não são implementadas nem escrutinadas.
Tomemos o caso de Manuel Maria Carrilho, que se auto-proclama o melhor Ministro da Cultura de sempre. Acho que se alguém com seriedade fosse ver, de entre as coisas que prometeu, anunciou e falou, aquelas que efectivamente foram concretizadas teria uma grande surpresa. Carrilho poderá ser um homem de pensamento e palavra, mas não é um homem de acção, a não ser para a chicana política, como esta semana se viu. Ele não sabe fazer. Não sabe concretizar. Não é o único, mas é o mais evidente de todos. Façam o exercício e comparem o dito com o feito. O facto de uma boa parte do aparelho socialista ter ido ao beija mão a Carrilho é elucidativo. É gente para quem interessa pouco o que se faz. Gostam muito de falar, nem sempre de ouvir, raras vezes de fazer.
maio 19, 2006
MANIFESTO
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
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MANIFESTO
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
PERGUNTA
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
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PERGUNTA
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
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PERGUNTA INCÓMODA
Quantas árvores do Parque da Belavista já foram destruídas «por acidente» pela muito ecologica e politicamente correcta equipa do Rock In Rio?
Quantas árvores do Parque da Belavista já foram destruídas «por acidente» pela muito ecologica e politicamente correcta equipa do Rock In Rio?
VIVA O MNAA!
A equipa do Museu Nacional de Arte Antiga está de parabéns: grande exposição (95 peças da Colecção Rau) de mestres da pintura europeia, muito bem apresentada, grande festa, grande noite. Boa música, bares a funcionar, uma belíssima mistura de públicos, tudo o que esteve a cargo da equipa do Museu correu sobre rodas. Dalila Rodrigues - a Directora do MNAA - está de parabéns. É a melhor exposição a visitar Lisboa desde há uns bons anos. Absolutamente imperdível - todos às Janelas Verdes até 17 de Setembro!
(Só foi pena a polícia municipal ser tão intolerante e estúpida -mas para que serve a polícia municipal para além de garantir estacionamento aos dignatários camarários, alguém me diz?)
A equipa do Museu Nacional de Arte Antiga está de parabéns: grande exposição (95 peças da Colecção Rau) de mestres da pintura europeia, muito bem apresentada, grande festa, grande noite. Boa música, bares a funcionar, uma belíssima mistura de públicos, tudo o que esteve a cargo da equipa do Museu correu sobre rodas. Dalila Rodrigues - a Directora do MNAA - está de parabéns. É a melhor exposição a visitar Lisboa desde há uns bons anos. Absolutamente imperdível - todos às Janelas Verdes até 17 de Setembro!
(Só foi pena a polícia municipal ser tão intolerante e estúpida -mas para que serve a polícia municipal para além de garantir estacionamento aos dignatários camarários, alguém me diz?)
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VIVA O MNAA!
A equipa do Museu Nacional de Arte Antiga está de parabéns: grande exposição (95 peças da Colecção Rau) de mestres da pintura europeia, muito bem apresentada, grande festa, grande noite. Boa música, bares a funcionar, uma belíssima mistura de públicos, tudo o que esteve a cargo da equipa do Museu correu sobre rodas. Dalila Rodrigues - a Directora do MNAA - está de parabéns. É a melhor exposição a visitar Lisboa desde há uns bons anos. Absolutamente imperdível - todos às Janelas Verdes até 17 de Setembro!
(Só foi pena a polícia municipal ser tão intolerante e estúpida -mas para que serve a polícia municipal para além de garantir estacionamento aos dignatários camarários, alguém me diz?)
A equipa do Museu Nacional de Arte Antiga está de parabéns: grande exposição (95 peças da Colecção Rau) de mestres da pintura europeia, muito bem apresentada, grande festa, grande noite. Boa música, bares a funcionar, uma belíssima mistura de públicos, tudo o que esteve a cargo da equipa do Museu correu sobre rodas. Dalila Rodrigues - a Directora do MNAA - está de parabéns. É a melhor exposição a visitar Lisboa desde há uns bons anos. Absolutamente imperdível - todos às Janelas Verdes até 17 de Setembro!
(Só foi pena a polícia municipal ser tão intolerante e estúpida -mas para que serve a polícia municipal para além de garantir estacionamento aos dignatários camarários, alguém me diz?)
maio 18, 2006
O SONHO EUROPEU
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
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O SONHO EUROPEU
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
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OTA...
Leio nos jornais que afinal já não é assim tão certo que se faça já o novo aeroporto e que, talvez, se possa ainda estudar outra localização. É nestes momentos que sinto um formigueirozito no pé...
Leio nos jornais que afinal já não é assim tão certo que se faça já o novo aeroporto e que, talvez, se possa ainda estudar outra localização. É nestes momentos que sinto um formigueirozito no pé...
maio 17, 2006
BLOG-CONGRESSO
Rodrigo Moita de Deus é um dos autores do «Manifesto da Culpa dos Outros», um imperdível documento sobre o PSD, dirigido ao seu Congresso, que pode ser lido neste blog.
Rodrigo Moita de Deus é um dos autores do «Manifesto da Culpa dos Outros», um imperdível documento sobre o PSD, dirigido ao seu Congresso, que pode ser lido neste blog.
AS OBRAS NO CINEMA SÃO JORGE
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
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AS OBRAS NO CINEMA SÃO JORGE
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
NAO APOIEM O ROCK IN RIO
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
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NAO APOIEM O ROCK IN RIO
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
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