ESMAGADOR - A transmissão da Superbowl no Domingo passado deu à cadeia de televisão norte-americana ABC uma audiência média de 90,7 milhões de espectadores, um aumento de cinco por cento emr relação ao ano passado.A vitória dos Pittsburgh Steelers sobre os Seattle Seahawks foi vista em 45.85 milhões de casas. Um spot publicitário de 30 segundos num dos intervalos custava 2,5 milhões de dólares (no ano passado o valor era de 2,4 milhões). A cervejeira Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, colocou dez spots ao longo de todo o jogo, que teve os Rolling Stones como convidados musicais.
DIFERENTE – A entidade reguladora britânica de media, Ofcom, anunciou estar a estudar a possibilidade de autorizar o patrocínio integral e exclusivo de canais de rádio e de televisão por uma única entidade comercial. Existem no entanto limitações: entidades proibidas de fazer publicidade nestes media, como o tabaco, não poderão ser patrocinadores. E canais que tenham serviços de noticiários e de actualidades também não podem receber subsídio integral e exclusivo.
BARATO – O site da estação de televisão norte-americana CBS permite que se faça o download dos novos episódios do reality show «Survivor» ao preço de 1.99 dolares por episódio.
PERIGOSO – A ideia de colocar artistas à frente de espaços culturais é mais sinal de atraso e de provincianismo do que de abertura e inteligência. À frente dos espaços culturais devem estar pessoas não directamente envolvidas no processo criativo que é o sujeito principal do espaço que vão gerir. Têm que ser pessoas interessadas e conhecedoras, com uma visão pluridisciplinar e não parte interessada daquilo que será programado. Por isso é que a escolha de António Mega Ferreira para o CCB é muito boa e a de Pedro Burmester para a Casa da Música ou Diogo Infante para o Teatro Maria Matos levanta as maiores dúvidas e reservas. Estes espaços são casas de acolhimento e não devem ser núcleos de produção.
O MELHOR DA SEMANA – Todo o movimento desencadeado pela Sonae em torno da OPA sobre o universo PT. Nos tempos que correm não se pode dar nada por certo e imutável – essa é a grande lição de Belmiro de Azevedo.
O PIOR DA SEMANA – Freitas do Amaral, pela desgraçada e envergonhativa nota em prol do fundamentalismo islâmico.
UMA PERGUNTINHA – O Ministério dos Negócios Estrangeiros mudou de nome e de missão?
DESABAFO - Se Bill Gates visitasse Portugal todas as semanas tínhamos o Governo a tomar medidas positivas constantemente…
APROVEITAR – Este sábado, pelas 16h00, no CCB, o fotógrafo José Maçãs de Carvalho fala sobre a sua obra e o seu universo criativo. Algumas das suas imagens podem ser vistas no mesmo local, na exposição BESphoto.
LER – A história recente da transformação da Lego e da sua entrada no mundo virtual e de alta tecnologia, na edição deste mês da revista norte-americana «Wired» (também disponível em www.wired.com) .
OUVIR – Um grupo de artistas de New Orleans juntou-se depois do furacão e gravou este disco que reflecte a diversidade e a riqueza dos estilos musicais da cidade. É um testemunho de criatividade no meio das ruínas, é uma autêntica história da música da cidade. Inclui participações de Eddie Bo, Carol Fran, Allen Toussaint, Wild Magnólias e da Louisiana Philarmonic Orchestra, entre outros.
CD Elekta Nonesuch/Warner.
PROVAR – O velho e clássico Senhor Sebastião, do Cantinho da Paz, a S.Bento, tomou conta do restaurante da Casa de Goa, perto do Palácio das Necessidades, Calçada do Livramento 17, telefone 219 301 712. Ali se podem provar os petiscos que fizeram a fama do Cantinho, num sítio simpático e onde se estaciona com facilidade.
BACK TO BASICS - A liberdade de cada um termina onde começa a do próximo.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
fevereiro 13, 2006
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ESMAGADOR - A transmissão da Superbowl no Domingo passado deu à cadeia de televisão norte-americana ABC uma audiência média de 90,7 milhões de espectadores, um aumento de cinco por cento emr relação ao ano passado.A vitória dos Pittsburgh Steelers sobre os Seattle Seahawks foi vista em 45.85 milhões de casas. Um spot publicitário de 30 segundos num dos intervalos custava 2,5 milhões de dólares (no ano passado o valor era de 2,4 milhões). A cervejeira Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, colocou dez spots ao longo de todo o jogo, que teve os Rolling Stones como convidados musicais.
DIFERENTE – A entidade reguladora britânica de media, Ofcom, anunciou estar a estudar a possibilidade de autorizar o patrocínio integral e exclusivo de canais de rádio e de televisão por uma única entidade comercial. Existem no entanto limitações: entidades proibidas de fazer publicidade nestes media, como o tabaco, não poderão ser patrocinadores. E canais que tenham serviços de noticiários e de actualidades também não podem receber subsídio integral e exclusivo.
BARATO – O site da estação de televisão norte-americana CBS permite que se faça o download dos novos episódios do reality show «Survivor» ao preço de 1.99 dolares por episódio.
PERIGOSO – A ideia de colocar artistas à frente de espaços culturais é mais sinal de atraso e de provincianismo do que de abertura e inteligência. À frente dos espaços culturais devem estar pessoas não directamente envolvidas no processo criativo que é o sujeito principal do espaço que vão gerir. Têm que ser pessoas interessadas e conhecedoras, com uma visão pluridisciplinar e não parte interessada daquilo que será programado. Por isso é que a escolha de António Mega Ferreira para o CCB é muito boa e a de Pedro Burmester para a Casa da Música ou Diogo Infante para o Teatro Maria Matos levanta as maiores dúvidas e reservas. Estes espaços são casas de acolhimento e não devem ser núcleos de produção.
O MELHOR DA SEMANA – Todo o movimento desencadeado pela Sonae em torno da OPA sobre o universo PT. Nos tempos que correm não se pode dar nada por certo e imutável – essa é a grande lição de Belmiro de Azevedo.
O PIOR DA SEMANA – Freitas do Amaral, pela desgraçada e envergonhativa nota em prol do fundamentalismo islâmico.
UMA PERGUNTINHA – O Ministério dos Negócios Estrangeiros mudou de nome e de missão?
DESABAFO - Se Bill Gates visitasse Portugal todas as semanas tínhamos o Governo a tomar medidas positivas constantemente…
APROVEITAR – Este sábado, pelas 16h00, no CCB, o fotógrafo José Maçãs de Carvalho fala sobre a sua obra e o seu universo criativo. Algumas das suas imagens podem ser vistas no mesmo local, na exposição BESphoto.
LER – A história recente da transformação da Lego e da sua entrada no mundo virtual e de alta tecnologia, na edição deste mês da revista norte-americana «Wired» (também disponível em www.wired.com) .
OUVIR – Um grupo de artistas de New Orleans juntou-se depois do furacão e gravou este disco que reflecte a diversidade e a riqueza dos estilos musicais da cidade. É um testemunho de criatividade no meio das ruínas, é uma autêntica história da música da cidade. Inclui participações de Eddie Bo, Carol Fran, Allen Toussaint, Wild Magnólias e da Louisiana Philarmonic Orchestra, entre outros.
CD Elekta Nonesuch/Warner.
PROVAR – O velho e clássico Senhor Sebastião, do Cantinho da Paz, a S.Bento, tomou conta do restaurante da Casa de Goa, perto do Palácio das Necessidades, Calçada do Livramento 17, telefone 219 301 712. Ali se podem provar os petiscos que fizeram a fama do Cantinho, num sítio simpático e onde se estaciona com facilidade.
BACK TO BASICS - A liberdade de cada um termina onde começa a do próximo.
DIFERENTE – A entidade reguladora britânica de media, Ofcom, anunciou estar a estudar a possibilidade de autorizar o patrocínio integral e exclusivo de canais de rádio e de televisão por uma única entidade comercial. Existem no entanto limitações: entidades proibidas de fazer publicidade nestes media, como o tabaco, não poderão ser patrocinadores. E canais que tenham serviços de noticiários e de actualidades também não podem receber subsídio integral e exclusivo.
BARATO – O site da estação de televisão norte-americana CBS permite que se faça o download dos novos episódios do reality show «Survivor» ao preço de 1.99 dolares por episódio.
PERIGOSO – A ideia de colocar artistas à frente de espaços culturais é mais sinal de atraso e de provincianismo do que de abertura e inteligência. À frente dos espaços culturais devem estar pessoas não directamente envolvidas no processo criativo que é o sujeito principal do espaço que vão gerir. Têm que ser pessoas interessadas e conhecedoras, com uma visão pluridisciplinar e não parte interessada daquilo que será programado. Por isso é que a escolha de António Mega Ferreira para o CCB é muito boa e a de Pedro Burmester para a Casa da Música ou Diogo Infante para o Teatro Maria Matos levanta as maiores dúvidas e reservas. Estes espaços são casas de acolhimento e não devem ser núcleos de produção.
O MELHOR DA SEMANA – Todo o movimento desencadeado pela Sonae em torno da OPA sobre o universo PT. Nos tempos que correm não se pode dar nada por certo e imutável – essa é a grande lição de Belmiro de Azevedo.
O PIOR DA SEMANA – Freitas do Amaral, pela desgraçada e envergonhativa nota em prol do fundamentalismo islâmico.
UMA PERGUNTINHA – O Ministério dos Negócios Estrangeiros mudou de nome e de missão?
DESABAFO - Se Bill Gates visitasse Portugal todas as semanas tínhamos o Governo a tomar medidas positivas constantemente…
APROVEITAR – Este sábado, pelas 16h00, no CCB, o fotógrafo José Maçãs de Carvalho fala sobre a sua obra e o seu universo criativo. Algumas das suas imagens podem ser vistas no mesmo local, na exposição BESphoto.
LER – A história recente da transformação da Lego e da sua entrada no mundo virtual e de alta tecnologia, na edição deste mês da revista norte-americana «Wired» (também disponível em www.wired.com) .
OUVIR – Um grupo de artistas de New Orleans juntou-se depois do furacão e gravou este disco que reflecte a diversidade e a riqueza dos estilos musicais da cidade. É um testemunho de criatividade no meio das ruínas, é uma autêntica história da música da cidade. Inclui participações de Eddie Bo, Carol Fran, Allen Toussaint, Wild Magnólias e da Louisiana Philarmonic Orchestra, entre outros.
CD Elekta Nonesuch/Warner.
PROVAR – O velho e clássico Senhor Sebastião, do Cantinho da Paz, a S.Bento, tomou conta do restaurante da Casa de Goa, perto do Palácio das Necessidades, Calçada do Livramento 17, telefone 219 301 712. Ali se podem provar os petiscos que fizeram a fama do Cantinho, num sítio simpático e onde se estaciona com facilidade.
BACK TO BASICS - A liberdade de cada um termina onde começa a do próximo.
O ESTIMADO CLIENTE
Um inquérito recente a cidadãos estrangeiros que vivem em Portugal tinha um dado curioso. Interrogados sobre a qualidade dos serviços, a maioria dos inquiridos dizia que esperava que fosse introduzida concorrência no fornecimento de energia eléctrica a particulares para poder deixar de ser cliente da EDP. Percebo bem o problema: para a EDP o estimado cliente serve apenas para pagar as facturas, de preferência pagando adiantado e sem refilar muito. Que a energia falhe, seja instável, que as facturas de estimativa tenham pouca correspondência com a realidade e outros pormenores do género são detalhes de somenos importância.
Nos últimos meses assisto muito interessado à discussão sobre o futuro modelo de governação da EDP e correspondentes alterações na sua administração. Muito curiosamente não vejo ninguém da empresa a preocupar-se com o serviço que é prestado, com a assistência aos clientes.
Dir-me-ão que não é caso único. Pois não, mas curiosamente há uma matriz: os piores casos de desrespeito pelo cliente vêm, na generalidade, de empresas que eram exclusivamente de capitais públicos e que existiam como monopólios estatais na sua área. Quem não tem reclamações da PT e seu universo, da Gás de Portugal e seu rol de subsidiárias, das empresas de fornecimento de águas ou da EDP? Como é que empresas desta dimensão tratam de forma tão má – abusiva mesmo - os seus clientes?
Esta área da atenção dada aos clientes, do equilíbrio dos tarifários, da qualidade do serviço prestado devia ser vigiada e regulada por alguém. José Sócrates bem que podia recuperar para o seu Governo a dinâmica de defesa dos consumidores que teve quando foi Ministro com a tutela dessa área.
Um inquérito recente a cidadãos estrangeiros que vivem em Portugal tinha um dado curioso. Interrogados sobre a qualidade dos serviços, a maioria dos inquiridos dizia que esperava que fosse introduzida concorrência no fornecimento de energia eléctrica a particulares para poder deixar de ser cliente da EDP. Percebo bem o problema: para a EDP o estimado cliente serve apenas para pagar as facturas, de preferência pagando adiantado e sem refilar muito. Que a energia falhe, seja instável, que as facturas de estimativa tenham pouca correspondência com a realidade e outros pormenores do género são detalhes de somenos importância.
Nos últimos meses assisto muito interessado à discussão sobre o futuro modelo de governação da EDP e correspondentes alterações na sua administração. Muito curiosamente não vejo ninguém da empresa a preocupar-se com o serviço que é prestado, com a assistência aos clientes.
Dir-me-ão que não é caso único. Pois não, mas curiosamente há uma matriz: os piores casos de desrespeito pelo cliente vêm, na generalidade, de empresas que eram exclusivamente de capitais públicos e que existiam como monopólios estatais na sua área. Quem não tem reclamações da PT e seu universo, da Gás de Portugal e seu rol de subsidiárias, das empresas de fornecimento de águas ou da EDP? Como é que empresas desta dimensão tratam de forma tão má – abusiva mesmo - os seus clientes?
Esta área da atenção dada aos clientes, do equilíbrio dos tarifários, da qualidade do serviço prestado devia ser vigiada e regulada por alguém. José Sócrates bem que podia recuperar para o seu Governo a dinâmica de defesa dos consumidores que teve quando foi Ministro com a tutela dessa área.
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O ESTIMADO CLIENTE
Um inquérito recente a cidadãos estrangeiros que vivem em Portugal tinha um dado curioso. Interrogados sobre a qualidade dos serviços, a maioria dos inquiridos dizia que esperava que fosse introduzida concorrência no fornecimento de energia eléctrica a particulares para poder deixar de ser cliente da EDP. Percebo bem o problema: para a EDP o estimado cliente serve apenas para pagar as facturas, de preferência pagando adiantado e sem refilar muito. Que a energia falhe, seja instável, que as facturas de estimativa tenham pouca correspondência com a realidade e outros pormenores do género são detalhes de somenos importância.
Nos últimos meses assisto muito interessado à discussão sobre o futuro modelo de governação da EDP e correspondentes alterações na sua administração. Muito curiosamente não vejo ninguém da empresa a preocupar-se com o serviço que é prestado, com a assistência aos clientes.
Dir-me-ão que não é caso único. Pois não, mas curiosamente há uma matriz: os piores casos de desrespeito pelo cliente vêm, na generalidade, de empresas que eram exclusivamente de capitais públicos e que existiam como monopólios estatais na sua área. Quem não tem reclamações da PT e seu universo, da Gás de Portugal e seu rol de subsidiárias, das empresas de fornecimento de águas ou da EDP? Como é que empresas desta dimensão tratam de forma tão má – abusiva mesmo - os seus clientes?
Esta área da atenção dada aos clientes, do equilíbrio dos tarifários, da qualidade do serviço prestado devia ser vigiada e regulada por alguém. José Sócrates bem que podia recuperar para o seu Governo a dinâmica de defesa dos consumidores que teve quando foi Ministro com a tutela dessa área.
Um inquérito recente a cidadãos estrangeiros que vivem em Portugal tinha um dado curioso. Interrogados sobre a qualidade dos serviços, a maioria dos inquiridos dizia que esperava que fosse introduzida concorrência no fornecimento de energia eléctrica a particulares para poder deixar de ser cliente da EDP. Percebo bem o problema: para a EDP o estimado cliente serve apenas para pagar as facturas, de preferência pagando adiantado e sem refilar muito. Que a energia falhe, seja instável, que as facturas de estimativa tenham pouca correspondência com a realidade e outros pormenores do género são detalhes de somenos importância.
Nos últimos meses assisto muito interessado à discussão sobre o futuro modelo de governação da EDP e correspondentes alterações na sua administração. Muito curiosamente não vejo ninguém da empresa a preocupar-se com o serviço que é prestado, com a assistência aos clientes.
Dir-me-ão que não é caso único. Pois não, mas curiosamente há uma matriz: os piores casos de desrespeito pelo cliente vêm, na generalidade, de empresas que eram exclusivamente de capitais públicos e que existiam como monopólios estatais na sua área. Quem não tem reclamações da PT e seu universo, da Gás de Portugal e seu rol de subsidiárias, das empresas de fornecimento de águas ou da EDP? Como é que empresas desta dimensão tratam de forma tão má – abusiva mesmo - os seus clientes?
Esta área da atenção dada aos clientes, do equilíbrio dos tarifários, da qualidade do serviço prestado devia ser vigiada e regulada por alguém. José Sócrates bem que podia recuperar para o seu Governo a dinâmica de defesa dos consumidores que teve quando foi Ministro com a tutela dessa área.
fevereiro 05, 2006
Guerra de sexos – Cerca de metade dos 98 milhões de espectadores de um dos maiores eventos desportivos em televisão, a Superbowl, são mulheres, revela um estudo recente. Ora acontece que a publicidade dos intervalos tem sido quase exclusivamente dirigida ao público masculino – mas este ano as coisas vão mudar com os sabonetes Dove e com a Anheuser – Busch, que irá fazer um spot dirigido para as mulheres que gostam de cerveja.
Lojas – A News Corporation de Rupert Murdoch está a desenvolver a sua actividade de colocação de espaço publicitário em 35 000 lojas e, através da News America, está já a assinar contratos, que vão até dois anos de exclusivo pela utilização de todo o espaço de publicidade e promoção de produtos utilizável dentro dos estabelecimentos comerciais afiliados. A operação rende cerca de 300 milhões de dólares por ano à News America.
Record – 2005 foi o ano desta década em que maior número de companhias da lista das 1000 mais da Fortune mudou de CEO. Ao todo foram 129 novas nomeações (entre as quais a HP e a Sony), contra 98 em 2004 e 57 em 2000. A vida média de um CEO no cargo anda agora nos 54 meses, nada mau comparado com os 23 meses de vida média de um responsável de marketing das grandes companhias.
Exemplo irlandês –Novo canal de televisão na Irlanda dentro em breve. Trata-se do Channel 6, resultado do interesse de um conjunto de investidores privados que juntaram 14 milhões de euros para assegurar o capital inicial do canal, que emitirá em sinal aberto, por cabo e satélite, com as receitas provenientes da publicidade. A grelha baseia-se em séries norte-americanas, filmes e entretenimento. O alvo é o público entre os 15 e 35 anos.
Concorrência – A Google que se cuide . A Yahoo News é uma página informativa organizada de forma exemplar (news.yahoo.com), fornecendo o melhor da actualidade mas também reportagens exclusivas e uma ronda por algumas colaborações via blog.
O melhor da semana – a série de medidas de desburocratização anunciadas por José Sócrates. Se se cumprirem num prazo razoável será dos maiores avanços para fazer o país avançar.
O pior da semana – as reportagens patéticas e de poesia de pacotilha a propósito dos nevõezitos de há uns dias atrás.
Para ler – A edição de Fevereiro da revista «Atlântico», a primeira dirigida por Paulo Pinto de Mascarenhas, focada no resultado das presidenciais e com um belíssimo artigo de Rui Ramos muito apropriadamente intitulado «A esquerda já não mora lá». Descubram o resto em qualquer banca de jornais perto de si e em www.revista-atlantico.com .
Para navegar – O recém criado blogue www.o-espectro.blogspot.com , da autoria conjunta de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente. É obrigatório ler todos os dias a prosa – aqui ainda mais solta – de VPV. Se mantiverem o ritmo de escrita dos primeiros dias promete ser dos sítios mais animados da blogosfera.
Para ouvir – O álbum de estreia dos norte-americanos Clap Your Hands Say Yeah , uma banda que cresceu na Internet e que fez um disco onde uma voz que evoca em alguns momentos David Byrne se mistura com influências dos Cure, Smiths e de um bom número de sonoridades dos anos 80. Vale a pena descobrir um álbum que tem canções como «Over And Over Again (Lost & Found) » ou «Upon This Tidal Wave Of Young Blood». Sempre é uma boa alternativa à enchente de Mozart que de repente se abateu sobre nós.
Para beber – A Happy Hour do Bar Garrett, no Bairro Alto Hotel, Largo de Camões. Lisboa ganhou um daqueles sítios onde apetece acabar o dia antes de começar a noite, um bar confortável, com uma decoração irrepreensível, boa música de fundo e uma mezzanine com uns sofás irresistíveis e tentadores.
Uma perguntinha – Como se chama a um entrevistador que escolhe sempre a mesma pessoa para entrevistar e usa sempre o mesmo estilo?
Desabafo – oposição, procura-se.
Back To Basics – Estude o passado se quer saber como vai ser o futuro, Confúcio.
Lojas – A News Corporation de Rupert Murdoch está a desenvolver a sua actividade de colocação de espaço publicitário em 35 000 lojas e, através da News America, está já a assinar contratos, que vão até dois anos de exclusivo pela utilização de todo o espaço de publicidade e promoção de produtos utilizável dentro dos estabelecimentos comerciais afiliados. A operação rende cerca de 300 milhões de dólares por ano à News America.
Record – 2005 foi o ano desta década em que maior número de companhias da lista das 1000 mais da Fortune mudou de CEO. Ao todo foram 129 novas nomeações (entre as quais a HP e a Sony), contra 98 em 2004 e 57 em 2000. A vida média de um CEO no cargo anda agora nos 54 meses, nada mau comparado com os 23 meses de vida média de um responsável de marketing das grandes companhias.
Exemplo irlandês –Novo canal de televisão na Irlanda dentro em breve. Trata-se do Channel 6, resultado do interesse de um conjunto de investidores privados que juntaram 14 milhões de euros para assegurar o capital inicial do canal, que emitirá em sinal aberto, por cabo e satélite, com as receitas provenientes da publicidade. A grelha baseia-se em séries norte-americanas, filmes e entretenimento. O alvo é o público entre os 15 e 35 anos.
Concorrência – A Google que se cuide . A Yahoo News é uma página informativa organizada de forma exemplar (news.yahoo.com), fornecendo o melhor da actualidade mas também reportagens exclusivas e uma ronda por algumas colaborações via blog.
O melhor da semana – a série de medidas de desburocratização anunciadas por José Sócrates. Se se cumprirem num prazo razoável será dos maiores avanços para fazer o país avançar.
O pior da semana – as reportagens patéticas e de poesia de pacotilha a propósito dos nevõezitos de há uns dias atrás.
Para ler – A edição de Fevereiro da revista «Atlântico», a primeira dirigida por Paulo Pinto de Mascarenhas, focada no resultado das presidenciais e com um belíssimo artigo de Rui Ramos muito apropriadamente intitulado «A esquerda já não mora lá». Descubram o resto em qualquer banca de jornais perto de si e em www.revista-atlantico.com .
Para navegar – O recém criado blogue www.o-espectro.blogspot.com , da autoria conjunta de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente. É obrigatório ler todos os dias a prosa – aqui ainda mais solta – de VPV. Se mantiverem o ritmo de escrita dos primeiros dias promete ser dos sítios mais animados da blogosfera.
Para ouvir – O álbum de estreia dos norte-americanos Clap Your Hands Say Yeah , uma banda que cresceu na Internet e que fez um disco onde uma voz que evoca em alguns momentos David Byrne se mistura com influências dos Cure, Smiths e de um bom número de sonoridades dos anos 80. Vale a pena descobrir um álbum que tem canções como «Over And Over Again (Lost & Found) » ou «Upon This Tidal Wave Of Young Blood». Sempre é uma boa alternativa à enchente de Mozart que de repente se abateu sobre nós.
Para beber – A Happy Hour do Bar Garrett, no Bairro Alto Hotel, Largo de Camões. Lisboa ganhou um daqueles sítios onde apetece acabar o dia antes de começar a noite, um bar confortável, com uma decoração irrepreensível, boa música de fundo e uma mezzanine com uns sofás irresistíveis e tentadores.
Uma perguntinha – Como se chama a um entrevistador que escolhe sempre a mesma pessoa para entrevistar e usa sempre o mesmo estilo?
Desabafo – oposição, procura-se.
Back To Basics – Estude o passado se quer saber como vai ser o futuro, Confúcio.
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Guerra de sexos – Cerca de metade dos 98 milhões de espectadores de um dos maiores eventos desportivos em televisão, a Superbowl, são mulheres, revela um estudo recente. Ora acontece que a publicidade dos intervalos tem sido quase exclusivamente dirigida ao público masculino – mas este ano as coisas vão mudar com os sabonetes Dove e com a Anheuser – Busch, que irá fazer um spot dirigido para as mulheres que gostam de cerveja.
Lojas – A News Corporation de Rupert Murdoch está a desenvolver a sua actividade de colocação de espaço publicitário em 35 000 lojas e, através da News America, está já a assinar contratos, que vão até dois anos de exclusivo pela utilização de todo o espaço de publicidade e promoção de produtos utilizável dentro dos estabelecimentos comerciais afiliados. A operação rende cerca de 300 milhões de dólares por ano à News America.
Record – 2005 foi o ano desta década em que maior número de companhias da lista das 1000 mais da Fortune mudou de CEO. Ao todo foram 129 novas nomeações (entre as quais a HP e a Sony), contra 98 em 2004 e 57 em 2000. A vida média de um CEO no cargo anda agora nos 54 meses, nada mau comparado com os 23 meses de vida média de um responsável de marketing das grandes companhias.
Exemplo irlandês –Novo canal de televisão na Irlanda dentro em breve. Trata-se do Channel 6, resultado do interesse de um conjunto de investidores privados que juntaram 14 milhões de euros para assegurar o capital inicial do canal, que emitirá em sinal aberto, por cabo e satélite, com as receitas provenientes da publicidade. A grelha baseia-se em séries norte-americanas, filmes e entretenimento. O alvo é o público entre os 15 e 35 anos.
Concorrência – A Google que se cuide . A Yahoo News é uma página informativa organizada de forma exemplar (news.yahoo.com), fornecendo o melhor da actualidade mas também reportagens exclusivas e uma ronda por algumas colaborações via blog.
O melhor da semana – a série de medidas de desburocratização anunciadas por José Sócrates. Se se cumprirem num prazo razoável será dos maiores avanços para fazer o país avançar.
O pior da semana – as reportagens patéticas e de poesia de pacotilha a propósito dos nevõezitos de há uns dias atrás.
Para ler – A edição de Fevereiro da revista «Atlântico», a primeira dirigida por Paulo Pinto de Mascarenhas, focada no resultado das presidenciais e com um belíssimo artigo de Rui Ramos muito apropriadamente intitulado «A esquerda já não mora lá». Descubram o resto em qualquer banca de jornais perto de si e em www.revista-atlantico.com .
Para navegar – O recém criado blogue www.o-espectro.blogspot.com , da autoria conjunta de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente. É obrigatório ler todos os dias a prosa – aqui ainda mais solta – de VPV. Se mantiverem o ritmo de escrita dos primeiros dias promete ser dos sítios mais animados da blogosfera.
Para ouvir – O álbum de estreia dos norte-americanos Clap Your Hands Say Yeah , uma banda que cresceu na Internet e que fez um disco onde uma voz que evoca em alguns momentos David Byrne se mistura com influências dos Cure, Smiths e de um bom número de sonoridades dos anos 80. Vale a pena descobrir um álbum que tem canções como «Over And Over Again (Lost & Found) » ou «Upon This Tidal Wave Of Young Blood». Sempre é uma boa alternativa à enchente de Mozart que de repente se abateu sobre nós.
Para beber – A Happy Hour do Bar Garrett, no Bairro Alto Hotel, Largo de Camões. Lisboa ganhou um daqueles sítios onde apetece acabar o dia antes de começar a noite, um bar confortável, com uma decoração irrepreensível, boa música de fundo e uma mezzanine com uns sofás irresistíveis e tentadores.
Uma perguntinha – Como se chama a um entrevistador que escolhe sempre a mesma pessoa para entrevistar e usa sempre o mesmo estilo?
Desabafo – oposição, procura-se.
Back To Basics – Estude o passado se quer saber como vai ser o futuro, Confúcio.
Lojas – A News Corporation de Rupert Murdoch está a desenvolver a sua actividade de colocação de espaço publicitário em 35 000 lojas e, através da News America, está já a assinar contratos, que vão até dois anos de exclusivo pela utilização de todo o espaço de publicidade e promoção de produtos utilizável dentro dos estabelecimentos comerciais afiliados. A operação rende cerca de 300 milhões de dólares por ano à News America.
Record – 2005 foi o ano desta década em que maior número de companhias da lista das 1000 mais da Fortune mudou de CEO. Ao todo foram 129 novas nomeações (entre as quais a HP e a Sony), contra 98 em 2004 e 57 em 2000. A vida média de um CEO no cargo anda agora nos 54 meses, nada mau comparado com os 23 meses de vida média de um responsável de marketing das grandes companhias.
Exemplo irlandês –Novo canal de televisão na Irlanda dentro em breve. Trata-se do Channel 6, resultado do interesse de um conjunto de investidores privados que juntaram 14 milhões de euros para assegurar o capital inicial do canal, que emitirá em sinal aberto, por cabo e satélite, com as receitas provenientes da publicidade. A grelha baseia-se em séries norte-americanas, filmes e entretenimento. O alvo é o público entre os 15 e 35 anos.
Concorrência – A Google que se cuide . A Yahoo News é uma página informativa organizada de forma exemplar (news.yahoo.com), fornecendo o melhor da actualidade mas também reportagens exclusivas e uma ronda por algumas colaborações via blog.
O melhor da semana – a série de medidas de desburocratização anunciadas por José Sócrates. Se se cumprirem num prazo razoável será dos maiores avanços para fazer o país avançar.
O pior da semana – as reportagens patéticas e de poesia de pacotilha a propósito dos nevõezitos de há uns dias atrás.
Para ler – A edição de Fevereiro da revista «Atlântico», a primeira dirigida por Paulo Pinto de Mascarenhas, focada no resultado das presidenciais e com um belíssimo artigo de Rui Ramos muito apropriadamente intitulado «A esquerda já não mora lá». Descubram o resto em qualquer banca de jornais perto de si e em www.revista-atlantico.com .
Para navegar – O recém criado blogue www.o-espectro.blogspot.com , da autoria conjunta de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente. É obrigatório ler todos os dias a prosa – aqui ainda mais solta – de VPV. Se mantiverem o ritmo de escrita dos primeiros dias promete ser dos sítios mais animados da blogosfera.
Para ouvir – O álbum de estreia dos norte-americanos Clap Your Hands Say Yeah , uma banda que cresceu na Internet e que fez um disco onde uma voz que evoca em alguns momentos David Byrne se mistura com influências dos Cure, Smiths e de um bom número de sonoridades dos anos 80. Vale a pena descobrir um álbum que tem canções como «Over And Over Again (Lost & Found) » ou «Upon This Tidal Wave Of Young Blood». Sempre é uma boa alternativa à enchente de Mozart que de repente se abateu sobre nós.
Para beber – A Happy Hour do Bar Garrett, no Bairro Alto Hotel, Largo de Camões. Lisboa ganhou um daqueles sítios onde apetece acabar o dia antes de começar a noite, um bar confortável, com uma decoração irrepreensível, boa música de fundo e uma mezzanine com uns sofás irresistíveis e tentadores.
Uma perguntinha – Como se chama a um entrevistador que escolhe sempre a mesma pessoa para entrevistar e usa sempre o mesmo estilo?
Desabafo – oposição, procura-se.
Back To Basics – Estude o passado se quer saber como vai ser o futuro, Confúcio.
janeiro 30, 2006
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NEVÃO
Já estou um bocadinho farto de tanta poesia de pacotilha feita sobre os nevões de Domingo.
Já estou um bocadinho farto de tanta poesia de pacotilha feita sobre os nevões de Domingo.
janeiro 28, 2006
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MANUAL DA CONSPIRAÇÃO
Passo a passo José Sócrates vai concluindo a estratégia que metodicamente traçou para limpar o seu próprio partido de quaisquer veleidades de oposição ao rumo que quer prosseguir. Os resultados eleitorais de Domingo são um dos passos com maiores consequências: por um lado garantem-lhe estabilidade governativa desde que cumpra um programa de reformas que em boa medida desagrada ao seu próprio partido (a votação em Alegre é disso prova provada); e, por outro, permitiu-lhe finalmente eliminar o posicionamento de Mário Soares como figura tutelar do PS, além de ter dado xeque mate a um conjunto importante de personalidades que constituíram o núcleo duro da candidatura; finalmente sacrificou Jorge Coelho no altar dos votos pela segunda vez consecutiva (a primeira foi nas autárquicas).
Antes disso, é bom recordar, desfizera-se de boa parte da oposição interna no processo eleitoral para as autarquias, deixando Carrilho, Francisco Assis e João Soares esturricarem em lume brando. No último ano Sócrates foi o único a vencer eleições, todos os outros que o PS apresentou as perderam - e estrondosamente.
O único ponto aparentemente imprevisto foi a teimosia de Alegre em concorrer e o resultado que obteve. Resta saber como Alegre irá gerir o capital político que esses 20% de votos lhe dão, resta saber se ele será capaz de lançar uma oposição interna, de esquerda, contra as reformas de Sócrates – que muitos no PS consideram de direita.
Por via das dúvidas Sócrates preferiu logo na noite eleitoral impor a sua voz à de Alegre – ninguém acredita que na vasta equipa de assessores de que se rodeia ninguém soubesse o que estava a acontecer e ninguém o avisasse, ninguém acredita que não houvesse televisões ligadas na sede o PS. Para além da derrota de Soares, a marca da noite eleitoral foi Sócrates a calar Alegre. É o que se vai passar a partir de agora.
Passo a passo José Sócrates vai concluindo a estratégia que metodicamente traçou para limpar o seu próprio partido de quaisquer veleidades de oposição ao rumo que quer prosseguir. Os resultados eleitorais de Domingo são um dos passos com maiores consequências: por um lado garantem-lhe estabilidade governativa desde que cumpra um programa de reformas que em boa medida desagrada ao seu próprio partido (a votação em Alegre é disso prova provada); e, por outro, permitiu-lhe finalmente eliminar o posicionamento de Mário Soares como figura tutelar do PS, além de ter dado xeque mate a um conjunto importante de personalidades que constituíram o núcleo duro da candidatura; finalmente sacrificou Jorge Coelho no altar dos votos pela segunda vez consecutiva (a primeira foi nas autárquicas).
Antes disso, é bom recordar, desfizera-se de boa parte da oposição interna no processo eleitoral para as autarquias, deixando Carrilho, Francisco Assis e João Soares esturricarem em lume brando. No último ano Sócrates foi o único a vencer eleições, todos os outros que o PS apresentou as perderam - e estrondosamente.
O único ponto aparentemente imprevisto foi a teimosia de Alegre em concorrer e o resultado que obteve. Resta saber como Alegre irá gerir o capital político que esses 20% de votos lhe dão, resta saber se ele será capaz de lançar uma oposição interna, de esquerda, contra as reformas de Sócrates – que muitos no PS consideram de direita.
Por via das dúvidas Sócrates preferiu logo na noite eleitoral impor a sua voz à de Alegre – ninguém acredita que na vasta equipa de assessores de que se rodeia ninguém soubesse o que estava a acontecer e ninguém o avisasse, ninguém acredita que não houvesse televisões ligadas na sede o PS. Para além da derrota de Soares, a marca da noite eleitoral foi Sócrates a calar Alegre. É o que se vai passar a partir de agora.
MANUAL DA CONSPIRAÇÃO
Passo a passo José Sócrates vai concluindo a estratégia que metodicamente traçou para limpar o seu próprio partido de quaisquer veleidades de oposição ao rumo que quer prosseguir. Os resultados eleitorais de Domingo são um dos passos com maiores consequências: por um lado garantem-lhe estabilidade governativa desde que cumpra um programa de reformas que em boa medida desagrada ao seu próprio partido (a votação em Alegre é disso prova provada); e, por outro, permitiu-lhe finalmente eliminar o posicionamento de Mário Soares como figura tutelar do PS, além de ter dado xeque mate a um conjunto importante de personalidades que constituíram o núcleo duro da candidatura; finalmente sacrificou Jorge Coelho no altar dos votos pela segunda vez consecutiva (a primeira foi nas autárquicas).
Antes disso, é bom recordar, desfizera-se de boa parte da oposição interna no processo eleitoral para as autarquias, deixando Carrilho, Francisco Assis e João Soares esturricarem em lume brando. No último ano Sócrates foi o único a vencer eleições, todos os outros que o PS apresentou as perderam - e estrondosamente.
O único ponto aparentemente imprevisto foi a teimosia de Alegre em concorrer e o resultado que obteve. Resta saber como Alegre irá gerir o capital político que esses 20% de votos lhe dão, resta saber se ele será capaz de lançar uma oposição interna, de esquerda, contra as reformas de Sócrates – que muitos no PS consideram de direita.
Por via das dúvidas Sócrates preferiu logo na noite eleitoral impor a sua voz à de Alegre – ninguém acredita que na vasta equipa de assessores de que se rodeia ninguém soubesse o que estava a acontecer e ninguém o avisasse, ninguém acredita que não houvesse televisões ligadas na sede o PS. Para além da derrota de Soares, a marca da noite eleitoral foi Sócrates a calar Alegre. É o que se vai passar a partir de agora.
Passo a passo José Sócrates vai concluindo a estratégia que metodicamente traçou para limpar o seu próprio partido de quaisquer veleidades de oposição ao rumo que quer prosseguir. Os resultados eleitorais de Domingo são um dos passos com maiores consequências: por um lado garantem-lhe estabilidade governativa desde que cumpra um programa de reformas que em boa medida desagrada ao seu próprio partido (a votação em Alegre é disso prova provada); e, por outro, permitiu-lhe finalmente eliminar o posicionamento de Mário Soares como figura tutelar do PS, além de ter dado xeque mate a um conjunto importante de personalidades que constituíram o núcleo duro da candidatura; finalmente sacrificou Jorge Coelho no altar dos votos pela segunda vez consecutiva (a primeira foi nas autárquicas).
Antes disso, é bom recordar, desfizera-se de boa parte da oposição interna no processo eleitoral para as autarquias, deixando Carrilho, Francisco Assis e João Soares esturricarem em lume brando. No último ano Sócrates foi o único a vencer eleições, todos os outros que o PS apresentou as perderam - e estrondosamente.
O único ponto aparentemente imprevisto foi a teimosia de Alegre em concorrer e o resultado que obteve. Resta saber como Alegre irá gerir o capital político que esses 20% de votos lhe dão, resta saber se ele será capaz de lançar uma oposição interna, de esquerda, contra as reformas de Sócrates – que muitos no PS consideram de direita.
Por via das dúvidas Sócrates preferiu logo na noite eleitoral impor a sua voz à de Alegre – ninguém acredita que na vasta equipa de assessores de que se rodeia ninguém soubesse o que estava a acontecer e ninguém o avisasse, ninguém acredita que não houvesse televisões ligadas na sede o PS. Para além da derrota de Soares, a marca da noite eleitoral foi Sócrates a calar Alegre. É o que se vai passar a partir de agora.
Pela segunda vez em meia dúzia de meses os aparelhos partidários foram confrontados por campanhas eleitorais que fugiram ao seu controlo. Nas autárquicas isso aconteceu com estrondo, nem sempre pelas melhores razões, e agora nas presidenciais o estrondo ainda foi maior. Como bem faz notar Pacheco Pereira o problema não é apenas português mas é forçoso pensar em como resolver a questão da participação na vida democrática – para um número crescente de pessoas os partidos não são o melhor veículo para isso.
Nestas eleições houve vencedores claros, como Cavaco, Manuel Alegre e Jerónimo de Sousa – mas também Sócrates que por muito que diga obteve o resultado que melhor jeito lhe dá para a sua estratégia pessoal: a derrota de Soares, um Presidente eleito com quem tem mais em comum do que aquilo que pode parecer e finalmente uma rude machadada no velho aparelho do PS, o que foi criado por Mário Soares e hoje é muito simbolizado por Jorge Coelho – Soares, Coelho e Francisco Louçã foram aliás os derrotados da noite.
Um outro fenómeno político interessante foi a clivagem entre o PSD e Carmona Rodrigues na Câmara Municipal de Lisboa. O líder social-democrata do grupo do PSD na Assembleia Municipal, Vítor Gonçalves, fez aprovar por unanimidade – unanimidade, note-se - uma moção a criticar o facto de a Associação de Turismo de Lisboa, com a bênção da maioria da vereação e do Presidente e Vice-Presidente, ter entregue a Jorge Coelho a coordenação de um grupo de trabalho para definir as grandes linhas estratégicas para o turismo em Lisboa. A nomeação de Coelho – um dos grande paladinos do aeroporto da Ota – tinha causado surpresa. A iniciativa da Assembleia Municipal veio desfazer o golpe palaciano e obrigou Jorge Coelho a demitir-se.
Nem quero entrar na bizantina discussão sobre se Sócrates sabia (ou devia saber) o que se estava a passar no universo dos protagonistas eleitorais quando decidiu falar na noite de Domingo. Mas no mínimo é terrível que os responsáveis das emissões de todas as televisões tenham passado do directo de um candidato que foi a votos para um líder partidário, que por acaso é Primeiro Ministro. É um triste retrato dos critérios editoriais, que infelizmente se pautam pela bitola do poder. Alegre era o fenómeno das eleições, o estrito ponto de vista noticioso devia levar a ouvi-lo. Cada vez mais a informação televisiva se pauta por motivos que têm pouco a ver com a notícia. Já agora não resisto a uma nota final: em termos informativos uma das derrotadas da noite foi Anabela Mendes a funcionária da SIC que, mais uma vez, fez uma cobertura opinativa e sectária - «biased» é o termo que melhor se aplica ao seu trabalho.
A VER – No CCB a exposição dos candidatos ao prémio Bes Photo 2005. Obras de António Júlio Duarte, José Luís Neto, José Maçãs de Carvalho e Paulo Catrica. Sendo o universo da fotografia contemporânea um dos mais confusos – e um dos mais dados a mistificações- esta selecção é curiosa porque tem de tudo um pouco: do truque puro e simples à evocação de outras imagens ou à exarcebação do olhar. Para mim fica na memória o que vi de José Maçãs de Carvalho. O resto podia ter sido visto noutro prémio qualquer, noutra circunstância, até noutro suporte. Em exposição até 5 de Março.
A VISITAR – Pedro Luz tem inegável talento na construção e reformulação de espaços e o seu novo Zocco (no local onde era o Indochina, nas docas) é bem a prova disso. O Zocco assenta num conceito de imagem, iluminação e decoração muito bem escolhido para o local e garantidamente é um sítio agradável e confortável. Sendo um restaurante terá que se falar de comida – mas aí não há muito a dizer. O menu é de inspiração italiana – e inspiração é mesmo a palavra que descreve a situação. A confecção é mediana, as escolhas são corriqueiras. Mas na verdade o Zocco vive do ambiente e não exclusiva ou principalmente da comida. O serviço é atencioso, a sala é muito bonita. Mais do que um restaurante o Zocco encaixa dentro daquele categoria de locais abrangidos pelo conceito de entertainment food. E aí resulta em cheio.
A OUVER – Ouvir e ver o «Barbeiro de Sevilha» no DVD filmado no Teatro Real de Madrid, numa co-produção com o nosso S.Carlos, com Pietro Spagnoli como Fígaro, Maria Bayo como Rosina e Juan Diego Florez como Conde de Almaviva. O DVD tem ainda uma intorudção a esta ópera de Rossini muito bem estruturada e está filmado em Alta Definição. Edição Decca.
BACK TO BASICS – A ilusão é o primeiro de todos os prazeres, Oscar Wilde.
Nestas eleições houve vencedores claros, como Cavaco, Manuel Alegre e Jerónimo de Sousa – mas também Sócrates que por muito que diga obteve o resultado que melhor jeito lhe dá para a sua estratégia pessoal: a derrota de Soares, um Presidente eleito com quem tem mais em comum do que aquilo que pode parecer e finalmente uma rude machadada no velho aparelho do PS, o que foi criado por Mário Soares e hoje é muito simbolizado por Jorge Coelho – Soares, Coelho e Francisco Louçã foram aliás os derrotados da noite.
Um outro fenómeno político interessante foi a clivagem entre o PSD e Carmona Rodrigues na Câmara Municipal de Lisboa. O líder social-democrata do grupo do PSD na Assembleia Municipal, Vítor Gonçalves, fez aprovar por unanimidade – unanimidade, note-se - uma moção a criticar o facto de a Associação de Turismo de Lisboa, com a bênção da maioria da vereação e do Presidente e Vice-Presidente, ter entregue a Jorge Coelho a coordenação de um grupo de trabalho para definir as grandes linhas estratégicas para o turismo em Lisboa. A nomeação de Coelho – um dos grande paladinos do aeroporto da Ota – tinha causado surpresa. A iniciativa da Assembleia Municipal veio desfazer o golpe palaciano e obrigou Jorge Coelho a demitir-se.
Nem quero entrar na bizantina discussão sobre se Sócrates sabia (ou devia saber) o que se estava a passar no universo dos protagonistas eleitorais quando decidiu falar na noite de Domingo. Mas no mínimo é terrível que os responsáveis das emissões de todas as televisões tenham passado do directo de um candidato que foi a votos para um líder partidário, que por acaso é Primeiro Ministro. É um triste retrato dos critérios editoriais, que infelizmente se pautam pela bitola do poder. Alegre era o fenómeno das eleições, o estrito ponto de vista noticioso devia levar a ouvi-lo. Cada vez mais a informação televisiva se pauta por motivos que têm pouco a ver com a notícia. Já agora não resisto a uma nota final: em termos informativos uma das derrotadas da noite foi Anabela Mendes a funcionária da SIC que, mais uma vez, fez uma cobertura opinativa e sectária - «biased» é o termo que melhor se aplica ao seu trabalho.
A VER – No CCB a exposição dos candidatos ao prémio Bes Photo 2005. Obras de António Júlio Duarte, José Luís Neto, José Maçãs de Carvalho e Paulo Catrica. Sendo o universo da fotografia contemporânea um dos mais confusos – e um dos mais dados a mistificações- esta selecção é curiosa porque tem de tudo um pouco: do truque puro e simples à evocação de outras imagens ou à exarcebação do olhar. Para mim fica na memória o que vi de José Maçãs de Carvalho. O resto podia ter sido visto noutro prémio qualquer, noutra circunstância, até noutro suporte. Em exposição até 5 de Março.
A VISITAR – Pedro Luz tem inegável talento na construção e reformulação de espaços e o seu novo Zocco (no local onde era o Indochina, nas docas) é bem a prova disso. O Zocco assenta num conceito de imagem, iluminação e decoração muito bem escolhido para o local e garantidamente é um sítio agradável e confortável. Sendo um restaurante terá que se falar de comida – mas aí não há muito a dizer. O menu é de inspiração italiana – e inspiração é mesmo a palavra que descreve a situação. A confecção é mediana, as escolhas são corriqueiras. Mas na verdade o Zocco vive do ambiente e não exclusiva ou principalmente da comida. O serviço é atencioso, a sala é muito bonita. Mais do que um restaurante o Zocco encaixa dentro daquele categoria de locais abrangidos pelo conceito de entertainment food. E aí resulta em cheio.
A OUVER – Ouvir e ver o «Barbeiro de Sevilha» no DVD filmado no Teatro Real de Madrid, numa co-produção com o nosso S.Carlos, com Pietro Spagnoli como Fígaro, Maria Bayo como Rosina e Juan Diego Florez como Conde de Almaviva. O DVD tem ainda uma intorudção a esta ópera de Rossini muito bem estruturada e está filmado em Alta Definição. Edição Decca.
BACK TO BASICS – A ilusão é o primeiro de todos os prazeres, Oscar Wilde.
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Pela segunda vez em meia dúzia de meses os aparelhos partidários foram confrontados por campanhas eleitorais que fugiram ao seu controlo. Nas autárquicas isso aconteceu com estrondo, nem sempre pelas melhores razões, e agora nas presidenciais o estrondo ainda foi maior. Como bem faz notar Pacheco Pereira o problema não é apenas português mas é forçoso pensar em como resolver a questão da participação na vida democrática – para um número crescente de pessoas os partidos não são o melhor veículo para isso.
Nestas eleições houve vencedores claros, como Cavaco, Manuel Alegre e Jerónimo de Sousa – mas também Sócrates que por muito que diga obteve o resultado que melhor jeito lhe dá para a sua estratégia pessoal: a derrota de Soares, um Presidente eleito com quem tem mais em comum do que aquilo que pode parecer e finalmente uma rude machadada no velho aparelho do PS, o que foi criado por Mário Soares e hoje é muito simbolizado por Jorge Coelho – Soares, Coelho e Francisco Louçã foram aliás os derrotados da noite.
Um outro fenómeno político interessante foi a clivagem entre o PSD e Carmona Rodrigues na Câmara Municipal de Lisboa. O líder social-democrata do grupo do PSD na Assembleia Municipal, Vítor Gonçalves, fez aprovar por unanimidade – unanimidade, note-se - uma moção a criticar o facto de a Associação de Turismo de Lisboa, com a bênção da maioria da vereação e do Presidente e Vice-Presidente, ter entregue a Jorge Coelho a coordenação de um grupo de trabalho para definir as grandes linhas estratégicas para o turismo em Lisboa. A nomeação de Coelho – um dos grande paladinos do aeroporto da Ota – tinha causado surpresa. A iniciativa da Assembleia Municipal veio desfazer o golpe palaciano e obrigou Jorge Coelho a demitir-se.
Nem quero entrar na bizantina discussão sobre se Sócrates sabia (ou devia saber) o que se estava a passar no universo dos protagonistas eleitorais quando decidiu falar na noite de Domingo. Mas no mínimo é terrível que os responsáveis das emissões de todas as televisões tenham passado do directo de um candidato que foi a votos para um líder partidário, que por acaso é Primeiro Ministro. É um triste retrato dos critérios editoriais, que infelizmente se pautam pela bitola do poder. Alegre era o fenómeno das eleições, o estrito ponto de vista noticioso devia levar a ouvi-lo. Cada vez mais a informação televisiva se pauta por motivos que têm pouco a ver com a notícia. Já agora não resisto a uma nota final: em termos informativos uma das derrotadas da noite foi Anabela Mendes a funcionária da SIC que, mais uma vez, fez uma cobertura opinativa e sectária - «biased» é o termo que melhor se aplica ao seu trabalho.
A VER – No CCB a exposição dos candidatos ao prémio Bes Photo 2005. Obras de António Júlio Duarte, José Luís Neto, José Maçãs de Carvalho e Paulo Catrica. Sendo o universo da fotografia contemporânea um dos mais confusos – e um dos mais dados a mistificações- esta selecção é curiosa porque tem de tudo um pouco: do truque puro e simples à evocação de outras imagens ou à exarcebação do olhar. Para mim fica na memória o que vi de José Maçãs de Carvalho. O resto podia ter sido visto noutro prémio qualquer, noutra circunstância, até noutro suporte. Em exposição até 5 de Março.
A VISITAR – Pedro Luz tem inegável talento na construção e reformulação de espaços e o seu novo Zocco (no local onde era o Indochina, nas docas) é bem a prova disso. O Zocco assenta num conceito de imagem, iluminação e decoração muito bem escolhido para o local e garantidamente é um sítio agradável e confortável. Sendo um restaurante terá que se falar de comida – mas aí não há muito a dizer. O menu é de inspiração italiana – e inspiração é mesmo a palavra que descreve a situação. A confecção é mediana, as escolhas são corriqueiras. Mas na verdade o Zocco vive do ambiente e não exclusiva ou principalmente da comida. O serviço é atencioso, a sala é muito bonita. Mais do que um restaurante o Zocco encaixa dentro daquele categoria de locais abrangidos pelo conceito de entertainment food. E aí resulta em cheio.
A OUVER – Ouvir e ver o «Barbeiro de Sevilha» no DVD filmado no Teatro Real de Madrid, numa co-produção com o nosso S.Carlos, com Pietro Spagnoli como Fígaro, Maria Bayo como Rosina e Juan Diego Florez como Conde de Almaviva. O DVD tem ainda uma intorudção a esta ópera de Rossini muito bem estruturada e está filmado em Alta Definição. Edição Decca.
BACK TO BASICS – A ilusão é o primeiro de todos os prazeres, Oscar Wilde.
Nestas eleições houve vencedores claros, como Cavaco, Manuel Alegre e Jerónimo de Sousa – mas também Sócrates que por muito que diga obteve o resultado que melhor jeito lhe dá para a sua estratégia pessoal: a derrota de Soares, um Presidente eleito com quem tem mais em comum do que aquilo que pode parecer e finalmente uma rude machadada no velho aparelho do PS, o que foi criado por Mário Soares e hoje é muito simbolizado por Jorge Coelho – Soares, Coelho e Francisco Louçã foram aliás os derrotados da noite.
Um outro fenómeno político interessante foi a clivagem entre o PSD e Carmona Rodrigues na Câmara Municipal de Lisboa. O líder social-democrata do grupo do PSD na Assembleia Municipal, Vítor Gonçalves, fez aprovar por unanimidade – unanimidade, note-se - uma moção a criticar o facto de a Associação de Turismo de Lisboa, com a bênção da maioria da vereação e do Presidente e Vice-Presidente, ter entregue a Jorge Coelho a coordenação de um grupo de trabalho para definir as grandes linhas estratégicas para o turismo em Lisboa. A nomeação de Coelho – um dos grande paladinos do aeroporto da Ota – tinha causado surpresa. A iniciativa da Assembleia Municipal veio desfazer o golpe palaciano e obrigou Jorge Coelho a demitir-se.
Nem quero entrar na bizantina discussão sobre se Sócrates sabia (ou devia saber) o que se estava a passar no universo dos protagonistas eleitorais quando decidiu falar na noite de Domingo. Mas no mínimo é terrível que os responsáveis das emissões de todas as televisões tenham passado do directo de um candidato que foi a votos para um líder partidário, que por acaso é Primeiro Ministro. É um triste retrato dos critérios editoriais, que infelizmente se pautam pela bitola do poder. Alegre era o fenómeno das eleições, o estrito ponto de vista noticioso devia levar a ouvi-lo. Cada vez mais a informação televisiva se pauta por motivos que têm pouco a ver com a notícia. Já agora não resisto a uma nota final: em termos informativos uma das derrotadas da noite foi Anabela Mendes a funcionária da SIC que, mais uma vez, fez uma cobertura opinativa e sectária - «biased» é o termo que melhor se aplica ao seu trabalho.
A VER – No CCB a exposição dos candidatos ao prémio Bes Photo 2005. Obras de António Júlio Duarte, José Luís Neto, José Maçãs de Carvalho e Paulo Catrica. Sendo o universo da fotografia contemporânea um dos mais confusos – e um dos mais dados a mistificações- esta selecção é curiosa porque tem de tudo um pouco: do truque puro e simples à evocação de outras imagens ou à exarcebação do olhar. Para mim fica na memória o que vi de José Maçãs de Carvalho. O resto podia ter sido visto noutro prémio qualquer, noutra circunstância, até noutro suporte. Em exposição até 5 de Março.
A VISITAR – Pedro Luz tem inegável talento na construção e reformulação de espaços e o seu novo Zocco (no local onde era o Indochina, nas docas) é bem a prova disso. O Zocco assenta num conceito de imagem, iluminação e decoração muito bem escolhido para o local e garantidamente é um sítio agradável e confortável. Sendo um restaurante terá que se falar de comida – mas aí não há muito a dizer. O menu é de inspiração italiana – e inspiração é mesmo a palavra que descreve a situação. A confecção é mediana, as escolhas são corriqueiras. Mas na verdade o Zocco vive do ambiente e não exclusiva ou principalmente da comida. O serviço é atencioso, a sala é muito bonita. Mais do que um restaurante o Zocco encaixa dentro daquele categoria de locais abrangidos pelo conceito de entertainment food. E aí resulta em cheio.
A OUVER – Ouvir e ver o «Barbeiro de Sevilha» no DVD filmado no Teatro Real de Madrid, numa co-produção com o nosso S.Carlos, com Pietro Spagnoli como Fígaro, Maria Bayo como Rosina e Juan Diego Florez como Conde de Almaviva. O DVD tem ainda uma intorudção a esta ópera de Rossini muito bem estruturada e está filmado em Alta Definição. Edição Decca.
BACK TO BASICS – A ilusão é o primeiro de todos os prazeres, Oscar Wilde.
janeiro 24, 2006
BLOCO PROCURA CAUSAS
Leio nos jornais que o Bloco de Esquerda procura causas para o seu descalabro eleitoral e que culpa Alegre da descida, acusando-o de roubar votos. Pois é, parlamentarizou-se mesmo o bloquinho, perdeu a graça, diminuíu o folclore, parece um daqueles meninos muito bem comportados a querer parecer crescido. Enquanto Louçã se interroga sobre o sucedido, Miguel Portas deve estar a olhar para tudo isto com ar divertido. E enigmático.
Leio nos jornais que o Bloco de Esquerda procura causas para o seu descalabro eleitoral e que culpa Alegre da descida, acusando-o de roubar votos. Pois é, parlamentarizou-se mesmo o bloquinho, perdeu a graça, diminuíu o folclore, parece um daqueles meninos muito bem comportados a querer parecer crescido. Enquanto Louçã se interroga sobre o sucedido, Miguel Portas deve estar a olhar para tudo isto com ar divertido. E enigmático.
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BLOCO PROCURA CAUSAS
Leio nos jornais que o Bloco de Esquerda procura causas para o seu descalabro eleitoral e que culpa Alegre da descida, acusando-o de roubar votos. Pois é, parlamentarizou-se mesmo o bloquinho, perdeu a graça, diminuíu o folclore, parece um daqueles meninos muito bem comportados a querer parecer crescido. Enquanto Louçã se interroga sobre o sucedido, Miguel Portas deve estar a olhar para tudo isto com ar divertido. E enigmático.
Leio nos jornais que o Bloco de Esquerda procura causas para o seu descalabro eleitoral e que culpa Alegre da descida, acusando-o de roubar votos. Pois é, parlamentarizou-se mesmo o bloquinho, perdeu a graça, diminuíu o folclore, parece um daqueles meninos muito bem comportados a querer parecer crescido. Enquanto Louçã se interroga sobre o sucedido, Miguel Portas deve estar a olhar para tudo isto com ar divertido. E enigmático.
janeiro 23, 2006
A NEWSLETTER DO AMARAL
O «Actual» do «Expresso» transformou-se numa espécie de newsletter sobre as intenções do vereador de Cultura de Lisboa, José Amaral Lopes. No sábado passado foi a vez de anunciar a dinamização do Parque Mayer. Aguarda-se ansiosamente ver quanto custa, o que acontece, como acontece e quando acontece.
O «Actual» do «Expresso» transformou-se numa espécie de newsletter sobre as intenções do vereador de Cultura de Lisboa, José Amaral Lopes. No sábado passado foi a vez de anunciar a dinamização do Parque Mayer. Aguarda-se ansiosamente ver quanto custa, o que acontece, como acontece e quando acontece.
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A NEWSLETTER DO AMARAL
O «Actual» do «Expresso» transformou-se numa espécie de newsletter sobre as intenções do vereador de Cultura de Lisboa, José Amaral Lopes. No sábado passado foi a vez de anunciar a dinamização do Parque Mayer. Aguarda-se ansiosamente ver quanto custa, o que acontece, como acontece e quando acontece.
O «Actual» do «Expresso» transformou-se numa espécie de newsletter sobre as intenções do vereador de Cultura de Lisboa, José Amaral Lopes. No sábado passado foi a vez de anunciar a dinamização do Parque Mayer. Aguarda-se ansiosamente ver quanto custa, o que acontece, como acontece e quando acontece.
DESCULPE...
Aceitam-se palpites: isto é análise política ou uma verdade de La Palisse?:
«Pedro Santana Lopes, ex-líder do PSD, afirmou hoje que Cavaco Silva só ganhou as eleições presidenciais à primeira volta devido à ausência de um outro candidato à direita», in Portugal Diário
Aceitam-se palpites: isto é análise política ou uma verdade de La Palisse?:
«Pedro Santana Lopes, ex-líder do PSD, afirmou hoje que Cavaco Silva só ganhou as eleições presidenciais à primeira volta devido à ausência de um outro candidato à direita», in Portugal Diário
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DESCULPE...
Aceitam-se palpites: isto é análise política ou uma verdade de La Palisse?:
«Pedro Santana Lopes, ex-líder do PSD, afirmou hoje que Cavaco Silva só ganhou as eleições presidenciais à primeira volta devido à ausência de um outro candidato à direita», in Portugal Diário
Aceitam-se palpites: isto é análise política ou uma verdade de La Palisse?:
«Pedro Santana Lopes, ex-líder do PSD, afirmou hoje que Cavaco Silva só ganhou as eleições presidenciais à primeira volta devido à ausência de um outro candidato à direita», in Portugal Diário
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