setembro 23, 2005

ESTADOS DE ALMA
1- O país não está melhor;
2- Os partidos estão piores;
3- Crescem as razões para a abstenção.

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ESTADOS DE ALMA
1- O país não está melhor;
2- Os partidos estão piores;
3- Crescem as razões para a abstenção.

setembro 20, 2005

TPC PARA QUINTA FEIRA
Debate " A Direita e a Cultura", pelas 20h30 do próximo dia 22 de Setembro, no Jardim de Inverno do Teatro S. Luiz, em Lisboa.

Consultar: Arts Council britânico, ver como é feito o financiamento das artes, como decorre o projecto «Own Art».
Ver: Como as coisas funcionam no Canadá.
Ter: uma ideia de como é que a California actua.
Pesquisar como nos Estados Unidos está montado o National Endowment For The Arts e verificar como se processa o financiamento e os recursos existentes.

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TPC PARA QUINTA FEIRA
Debate " A Direita e a Cultura", pelas 20h30 do próximo dia 22 de Setembro, no Jardim de Inverno do Teatro S. Luiz, em Lisboa.

Consultar: Arts Council britânico, ver como é feito o financiamento das artes, como decorre o projecto «Own Art».
Ver: Como as coisas funcionam no Canadá.
Ter: uma ideia de como é que a California actua.
Pesquisar como nos Estados Unidos está montado o National Endowment For The Arts e verificar como se processa o financiamento e os recursos existentes.

setembro 19, 2005

ESTADO, CIDADES E CULTURA

EXPERIMENTA - Até 30 de Outubro, em diversos pontos da cidade, aí está de novo a Bienal Experimenta Design. Este é o fim-de-semana das conferências, as exposições mantém-se em vários locais. Todas as informações em www.experimentadesign.pt . Permitam-me destacar os projectos «Casa Portuguesa – Modelos Globais Para Casas Locais», que vai estar no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. O Lounging Space, que se tornou num ponto de encontro da Experimenta, estará este ano no Palácio de Santa Catarina. Na área dos Projectos Tangenciais destaque para a revista «Volfrâmio», da responsabilidade da Silva!designers, que estará na sede do Clube Português de Artes e Ideias, nº 29-2º do Largo do Chiado. Iniciativas como a Experimenta contribuem de forma constante para uma vertente dupla: de um lado a afirmação da criatividade portuguesa e o fomento do seu contacto com criadores internacionais, e do outro a imagem de Lisboa como palco da contemporaneidade. O tema da edição deste ano é «O Meio É A Matéria», uma reflexão sobre o design aplicado à comunicação que tem o seu ponto alto na exposição «Catalyst!», no CCB.

AUTARQUIAS - Em véspera de autárquicas o caso da Experimenta Design é um bom pretexto para falar um pouco da relação das autarquias com as formas contemporâneas de arte e cultura. Dois acontecimentos ajudaram a projectar desde há bastantes anos uma imagem de Lisboa diversa dos choradinhos, da luz e dos carris dos eléctricos: falo da Moda Lisboa e da Experimenta. Neste ano iniciou-se o África Festival, que se propôs fazer assumir a Lisboa o papel de plataforma giratória de contacto entre as culturas de África e da Europa – e uma das suas iniciativas, a exposição «Travel», abre aliás para a semana, dia 23, na Plataforma Revólver (Rua da Boavista 84-3º), uma colectiva de artistas contemporâneos de países africanos de expressão portuguesa. Estes três projectos são estruturantes, estratégicos em áreas que vão para além da moda, do design ou da música e artes plásticas: a sua repercussão na imprensa internacional produz uma imagem positiva da cidade, moderna e activa, empenhada. Lisboa precisa de mais alguns projectos de dimensão que a façam projectar além-fronteiras como uma cidade de diálogo e de acolhimento. É nestes projectos, escolhidos e preparados com critério, que vale a pena investir – e não disseminando os fundos públicos em pequenos subsídios que aumentam a dependência e não premeiam, nas mais das vezes, o trabalho sério e de qualidade. Do que tenho lido temo muito que venha por aí o regresso do espírito pacóvio de Júlio Dantas, que infelizmente é ainda o dominante, em termos gerais, a nível autárquico por esse país fora.
DEBATE – Uma boa ocasião para debater isto acontece na próxima quinta-feira, dia 22, pelas 20h30, no Jardim de Inverno do Teatro de S. Luiz. É o regresso das «Noites À Direita», desta vez com a presença de António Mega Ferreira, Rui Ramos e Pedro Mexia que debaterão, com os presentes, o tema «A Direita e A Cultura». As «Noites À Direita, um projecto liberal», são promovidas por um grupo que integra António Pires de Lima, Filipa Correia Pinto, Leonardo Mathias, Luciano Amaral, Paulo Pinto de Mascarenhas, Pedro Lomba, Rui Ramos e eu próprio, que irei tentar moderar a conversa que há-de certamente andar muito à volta do papel do Estado na Cultura.
LER – O síte www.marktest.com é sempre uma boa leitura. Esta semana fiquei a saber que milhão e meio de lares portugueses têm cão e que o Governo ocupou 10 por cento do tempo dos noticiários de televisão nos seus primeiros seis meses de actividade. Qualquer pessoa pode ali subscrever a newsletter electrónica, que é uma boa fonte de indicadores sobre a evolução da nossa sociedade. No site há uma zona reservada à evolução das sondagens para as autárquicas que vai ser muito útil nas próximas semanas.

BLOCO NOTAS – Dados oficiais dizem que a área florestal ardida em 2005 foi de 256 mil hectares, o dobro da que ardeu no ano anterior. Façam o favor de ler as declarações dos responsáveis nos meses de Maio, Junho e início de Julho. Para mais tarde recordar…

BACK TO BASICS – Em política as coincidências são raras. Mas claro que é certamente por coincidência que boa parte dos nomeados para a área editorial e de conteúdos da nova Lusomundo é simpatizante do Dr. Jorge Coelho.

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ESTADO, CIDADES E CULTURA

EXPERIMENTA - Até 30 de Outubro, em diversos pontos da cidade, aí está de novo a Bienal Experimenta Design. Este é o fim-de-semana das conferências, as exposições mantém-se em vários locais. Todas as informações em www.experimentadesign.pt . Permitam-me destacar os projectos «Casa Portuguesa – Modelos Globais Para Casas Locais», que vai estar no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. O Lounging Space, que se tornou num ponto de encontro da Experimenta, estará este ano no Palácio de Santa Catarina. Na área dos Projectos Tangenciais destaque para a revista «Volfrâmio», da responsabilidade da Silva!designers, que estará na sede do Clube Português de Artes e Ideias, nº 29-2º do Largo do Chiado. Iniciativas como a Experimenta contribuem de forma constante para uma vertente dupla: de um lado a afirmação da criatividade portuguesa e o fomento do seu contacto com criadores internacionais, e do outro a imagem de Lisboa como palco da contemporaneidade. O tema da edição deste ano é «O Meio É A Matéria», uma reflexão sobre o design aplicado à comunicação que tem o seu ponto alto na exposição «Catalyst!», no CCB.

AUTARQUIAS - Em véspera de autárquicas o caso da Experimenta Design é um bom pretexto para falar um pouco da relação das autarquias com as formas contemporâneas de arte e cultura. Dois acontecimentos ajudaram a projectar desde há bastantes anos uma imagem de Lisboa diversa dos choradinhos, da luz e dos carris dos eléctricos: falo da Moda Lisboa e da Experimenta. Neste ano iniciou-se o África Festival, que se propôs fazer assumir a Lisboa o papel de plataforma giratória de contacto entre as culturas de África e da Europa – e uma das suas iniciativas, a exposição «Travel», abre aliás para a semana, dia 23, na Plataforma Revólver (Rua da Boavista 84-3º), uma colectiva de artistas contemporâneos de países africanos de expressão portuguesa. Estes três projectos são estruturantes, estratégicos em áreas que vão para além da moda, do design ou da música e artes plásticas: a sua repercussão na imprensa internacional produz uma imagem positiva da cidade, moderna e activa, empenhada. Lisboa precisa de mais alguns projectos de dimensão que a façam projectar além-fronteiras como uma cidade de diálogo e de acolhimento. É nestes projectos, escolhidos e preparados com critério, que vale a pena investir – e não disseminando os fundos públicos em pequenos subsídios que aumentam a dependência e não premeiam, nas mais das vezes, o trabalho sério e de qualidade. Do que tenho lido temo muito que venha por aí o regresso do espírito pacóvio de Júlio Dantas, que infelizmente é ainda o dominante, em termos gerais, a nível autárquico por esse país fora.
DEBATE – Uma boa ocasião para debater isto acontece na próxima quinta-feira, dia 22, pelas 20h30, no Jardim de Inverno do Teatro de S. Luiz. É o regresso das «Noites À Direita», desta vez com a presença de António Mega Ferreira, Rui Ramos e Pedro Mexia que debaterão, com os presentes, o tema «A Direita e A Cultura». As «Noites À Direita, um projecto liberal», são promovidas por um grupo que integra António Pires de Lima, Filipa Correia Pinto, Leonardo Mathias, Luciano Amaral, Paulo Pinto de Mascarenhas, Pedro Lomba, Rui Ramos e eu próprio, que irei tentar moderar a conversa que há-de certamente andar muito à volta do papel do Estado na Cultura.
LER – O síte www.marktest.com é sempre uma boa leitura. Esta semana fiquei a saber que milhão e meio de lares portugueses têm cão e que o Governo ocupou 10 por cento do tempo dos noticiários de televisão nos seus primeiros seis meses de actividade. Qualquer pessoa pode ali subscrever a newsletter electrónica, que é uma boa fonte de indicadores sobre a evolução da nossa sociedade. No site há uma zona reservada à evolução das sondagens para as autárquicas que vai ser muito útil nas próximas semanas.

BLOCO NOTAS – Dados oficiais dizem que a área florestal ardida em 2005 foi de 256 mil hectares, o dobro da que ardeu no ano anterior. Façam o favor de ler as declarações dos responsáveis nos meses de Maio, Junho e início de Julho. Para mais tarde recordar…

BACK TO BASICS – Em política as coincidências são raras. Mas claro que é certamente por coincidência que boa parte dos nomeados para a área editorial e de conteúdos da nova Lusomundo é simpatizante do Dr. Jorge Coelho.

setembro 17, 2005

EM «O INDEPENDENTE»:

Cultura À Direita

A opinião dominante entre boa parte da Esquerda é a de que a Direita é uma espécie de reserva ecológica de trogloditas em matéria cultural. E, em contrapartida, uma boa parte da Direita acha que a Esquerda só defende o que é incompreensível e apenas vive porque há subsídios. Enquanto o debate continuar neste pé a coisa dificilmente passará do estado pré-histórico. Por isso mesmo há questões a discutir sem preconceitos: o Estado deve cingir-se à manutenção do património , ou deve também fomentar e suportar a criação artística? A cultura tem que ser uma actividade lucrativa? Podemos ou não alargar os incentivos fiscais nesta área? Devemos investir mais na criação de públicos ou na produção de obras? Como pode a criação ser fomentada? Qual o papel das autarquias neste quadro – devem ser complementares da Administração central ou devem ser alternativas? A resposta a algumas destas perguntas é estruturante na definição de políticas culturais, um panorama que raramente tem sido debatido com seriedade.
Peguemos no exemplo britânico do Arts Council e do seu programa «Own Art», um incentivo à compra de arte contemporânea de novos artistas, que garante empréstimos sem juros, de curto prazo, para a aquisição de pintura e escultura. De uma assentada fomenta-se o mercado, cria-se um canal de venda para artistas em começo de carreira, dá-se mais circulação de obras às galerias associadas e cria-se um novo hábito em novos públicos. Será este um caminho?
No regresso das «Noites à Direita» o debate é sobre política cultural e à mesa vão estar António Mega Ferreira, Pedro Mexia e Rui Ramos. É dia 22, pelas 20h30, no Jardim de Inverno do Teatro de S. Luiz - e o melhor é não ter ideias feitas.

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EM «O INDEPENDENTE»:

Cultura À Direita

A opinião dominante entre boa parte da Esquerda é a de que a Direita é uma espécie de reserva ecológica de trogloditas em matéria cultural. E, em contrapartida, uma boa parte da Direita acha que a Esquerda só defende o que é incompreensível e apenas vive porque há subsídios. Enquanto o debate continuar neste pé a coisa dificilmente passará do estado pré-histórico. Por isso mesmo há questões a discutir sem preconceitos: o Estado deve cingir-se à manutenção do património , ou deve também fomentar e suportar a criação artística? A cultura tem que ser uma actividade lucrativa? Podemos ou não alargar os incentivos fiscais nesta área? Devemos investir mais na criação de públicos ou na produção de obras? Como pode a criação ser fomentada? Qual o papel das autarquias neste quadro – devem ser complementares da Administração central ou devem ser alternativas? A resposta a algumas destas perguntas é estruturante na definição de políticas culturais, um panorama que raramente tem sido debatido com seriedade.
Peguemos no exemplo britânico do Arts Council e do seu programa «Own Art», um incentivo à compra de arte contemporânea de novos artistas, que garante empréstimos sem juros, de curto prazo, para a aquisição de pintura e escultura. De uma assentada fomenta-se o mercado, cria-se um canal de venda para artistas em começo de carreira, dá-se mais circulação de obras às galerias associadas e cria-se um novo hábito em novos públicos. Será este um caminho?
No regresso das «Noites à Direita» o debate é sobre política cultural e à mesa vão estar António Mega Ferreira, Pedro Mexia e Rui Ramos. É dia 22, pelas 20h30, no Jardim de Inverno do Teatro de S. Luiz - e o melhor é não ter ideias feitas.

setembro 16, 2005

TIRANETE
O grande problema de Carrilho é que ele gostava que o mundo fosse feito à sua maneira, que ninguém contestasse o que diz e que as suas palavras fossem tidas como infalíveis. Em suma, o retrato de um tiranete. A sua lamentável atitude no fim do debate de ontem mostra falta de fair play. E também falta de coragem para enfrentar as adversidades. É uma estranha forma de vida, birrenta e caprichosa.

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TIRANETE
O grande problema de Carrilho é que ele gostava que o mundo fosse feito à sua maneira, que ninguém contestasse o que diz e que as suas palavras fossem tidas como infalíveis. Em suma, o retrato de um tiranete. A sua lamentável atitude no fim do debate de ontem mostra falta de fair play. E também falta de coragem para enfrentar as adversidades. É uma estranha forma de vida, birrenta e caprichosa.

setembro 15, 2005

PARA RECORDAR
um post aqui publicado dia 7 de Junho:
LISBOA - COISAS QUE NÃO PERCEBO
Não entendo porque é que se há-de querer reconstruir o Parque Mayer, nem entendo porque é que se continua a falar de teatro de revista, uma coisa que está mais morta que a Constituição Europeia e que é mais desinteressante que uma arenga de Jorge Coelho.

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PARA RECORDAR
um post aqui publicado dia 7 de Junho:
LISBOA - COISAS QUE NÃO PERCEBO
Não entendo porque é que se há-de querer reconstruir o Parque Mayer, nem entendo porque é que se continua a falar de teatro de revista, uma coisa que está mais morta que a Constituição Europeia e que é mais desinteressante que uma arenga de Jorge Coelho.
NOTAS SOBRE LISBOA E CULTURA
No início de Junho - já depois de ter tornado claro que não estava interessado em paticipar no processo autárquico (ler post «Para Que Conste»)- elaborei, a pedido, umas notas sobre política cultural para Lisboa. As notas foram entregues à Directora da campanha de Carmona Rodrigues. Aqui as deixo, dentro de um espírito de debate sobre políticas culturais. E, já agora, para que se percebam melhor as coisas. E para que se comparem as diferenças com o que sobre esta matéria essa candidatura publicou.

«O programa da candidatura na área da Cultura deve ser uma bandeira em que os públicos da cidade se possam rever, que toda a gente das artes e espectáculos possa aceitar. Não é um programa só para o teatro, nem só para a música. Deve ser um programa que cative os cépticos e dote Lisboa de novos pólos de atracção. O exemplo de Serralves, de uma festa constante construída em torno da arte contemporânea, deve fazer reflectir. A Cultura é a área em que a Direita só tem a ganhar.

Lisboa não pode ser só a capital e sede de instituições culturais, tem que se ganhar a cidade para ser a montra do novo, o palco do espectáculo, a feira das artes, uma permanente festa dos sentidos.

É nesta cidade onde se canta o Fado, onde o Teatro é quase uma saudade, onde Almada Negreiros fez tremer Júlio Dantas e onde Fernando Pessoa cantou a alma de Portugal que todos queremos viver melhor. Queremos uma cidade onde os criadores modernos coexistam com a tradição, onde a recuperação do património esteja ao lado do apoio a novas formas de expressão e de experimentação. Queremos a cidade do S. Carlos, do D. Maria, do S. Luiz, mas também queremos a cidade da Bedeteca ou da Videoteca, de um S. Jorge retomado pelo público, de museus vivos e dinâmicos, de novos equipamentos para novos públicos, em circuitos naturais onde os visitantes possam descobrir uma nova razão para voltar a Lisboa, uma cidade virada para o Tejo e o futuro.

PROPOSTAS ESTRUTURANTES:
Criar um Conselho Metropolitano da Cultura e Turismo que fomente o destino turístico Lisboa na componente cultural e crie mecanismos de consensualização dos grandes Festivais e Festas dos diversos concelhos, articulando datas e fomentando um calendário sempre com atractivos.
A criação de uma Lisbon Film Commission podia estar ligada a esta entidade.

Lisboa concentra o maior número de equipamentos culturais de todo o país e, simultaneamente, o maior número de criadores e produtores artísticos – entre eles a maioria das instituições oficiais na área da museologia, música, teatro, dança e cinema para falar apenas de algumas áreas.

Em Lisboa, mas também e sobretudo nos concelhos limítrofes, nos anos mais recentes, surgiram uma série de novos equipamentos, desde bibliotecas a auditórios, passando por museus e galerias, diversos espaços dedicados a criadores e algumas iniciativas de carácter regular que têm vindo a ganhar crescente peso.

O objectivo não é fazer Lisboa entrar em competição com Oeiras, Cascais, Sintra, Loures ou Vila Franca, é antes fomentar a cooperação e proporcionar aos públicos de toda esta região uma oferta ainda mais diversificada, uma possibilidade de actuação mais alargada,, uma maior utilização de recursos comuns.

Da mesma forma justifica-se criar um órgão permanente de articulação entre organismos do Ministério da Cultura e a autarquia, nomeadamente o IPPAR, IPM, Instituto das Artes e Instituto do Património Arqueológico.

PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO LOCAL:
Transformação do Pavilhão de Portugal num pólo museológico que se torne numa das imagens de marca da cidade de Lisboa.

Conversão do Cinema S. Jorge numa sala multifuncional para música, cinema e conferências com 1500 lugares;

Recuperação do Pavilhão dos Desportos para sede e sala da Orquestra Metropolitana de Lisboa e afectação do edifício da Standard Eléctrica a áreas expositivas e ateliers.

Intervenção no Parque da Belavista para implantação de uma estrutura permanente de acolhimento de concertos ao ar livre (rockódoromo).

Intervenção num dos pavilhões ribeirinhos para criar um espaço vocacionado para as músicas alternativas com capacidade para cerca de 1000 lugares em pé, que coexista com um conjunto de salas de ensaio que possam ser alugadas à horas ou ao dia.

Criação de um espaço onde se desenrolem actividades que sublinhem a multiculturalidade da cidade e permita às várias etnias uma ocupação regular.

NOVAS PROPOSTAS DE ACÇÃO:
Lisbon Film Commission – O objectivo é ganhar notoriedade para Lisboa como destino de filmagens de publicidade, séries de televisão e cinema; Assegurar a participação em certames internacionais da indústria em moldes profissionais e abrangentes, assegurando uma efectiva representatividade nacional; Proporcionar um conjunto de instrumentos capazes de fornecer aos profissionais do sector todas as informações necessárias para a sua actividade;

Bienal Jovens Criadores da Lusofonia – Reforçar o papel dinâmico de Lisboa no relacionamento com as comunidades e países lusófonos, estabelecendo um ponto de encontro e reflexão de jovens criadores de áreas como as artes plásticas, a música, as artes cénicas e performativas, a fotografia, o vídeo, a moda e o design.

Poesia - Promover o grande Encontro dos Poetas Vivos como a melhor homenagem a Fernando Pessoa e introduzir a poesia na vida da cidade.

Criar um regime especial de Mecenato, em articulação com as Finanças, que permitam Lisboa fazer face aos custos que em matéria cultural ser uma Capital implica, nomeadamente no tocante a novas actividades.

Recuperar as Colectividades de Cultura e Recreio e torná-las no eixo de ligação da política cultural da autarquia aos bairros da cidade.

Manter a Lisboa Photo, a Moda Lisboa , a Experimenta Design e o Africa Festival. Retomar o Festival Internacional de Teatro ou, em substituição, criar a Mostra Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa.».

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NOTAS SOBRE LISBOA E CULTURA
No início de Junho - já depois de ter tornado claro que não estava interessado em paticipar no processo autárquico (ler post «Para Que Conste»)- elaborei, a pedido, umas notas sobre política cultural para Lisboa. As notas foram entregues à Directora da campanha de Carmona Rodrigues. Aqui as deixo, dentro de um espírito de debate sobre políticas culturais. E, já agora, para que se percebam melhor as coisas. E para que se comparem as diferenças com o que sobre esta matéria essa candidatura publicou.

«O programa da candidatura na área da Cultura deve ser uma bandeira em que os públicos da cidade se possam rever, que toda a gente das artes e espectáculos possa aceitar. Não é um programa só para o teatro, nem só para a música. Deve ser um programa que cative os cépticos e dote Lisboa de novos pólos de atracção. O exemplo de Serralves, de uma festa constante construída em torno da arte contemporânea, deve fazer reflectir. A Cultura é a área em que a Direita só tem a ganhar.

Lisboa não pode ser só a capital e sede de instituições culturais, tem que se ganhar a cidade para ser a montra do novo, o palco do espectáculo, a feira das artes, uma permanente festa dos sentidos.

É nesta cidade onde se canta o Fado, onde o Teatro é quase uma saudade, onde Almada Negreiros fez tremer Júlio Dantas e onde Fernando Pessoa cantou a alma de Portugal que todos queremos viver melhor. Queremos uma cidade onde os criadores modernos coexistam com a tradição, onde a recuperação do património esteja ao lado do apoio a novas formas de expressão e de experimentação. Queremos a cidade do S. Carlos, do D. Maria, do S. Luiz, mas também queremos a cidade da Bedeteca ou da Videoteca, de um S. Jorge retomado pelo público, de museus vivos e dinâmicos, de novos equipamentos para novos públicos, em circuitos naturais onde os visitantes possam descobrir uma nova razão para voltar a Lisboa, uma cidade virada para o Tejo e o futuro.

PROPOSTAS ESTRUTURANTES:
Criar um Conselho Metropolitano da Cultura e Turismo que fomente o destino turístico Lisboa na componente cultural e crie mecanismos de consensualização dos grandes Festivais e Festas dos diversos concelhos, articulando datas e fomentando um calendário sempre com atractivos.
A criação de uma Lisbon Film Commission podia estar ligada a esta entidade.

Lisboa concentra o maior número de equipamentos culturais de todo o país e, simultaneamente, o maior número de criadores e produtores artísticos – entre eles a maioria das instituições oficiais na área da museologia, música, teatro, dança e cinema para falar apenas de algumas áreas.

Em Lisboa, mas também e sobretudo nos concelhos limítrofes, nos anos mais recentes, surgiram uma série de novos equipamentos, desde bibliotecas a auditórios, passando por museus e galerias, diversos espaços dedicados a criadores e algumas iniciativas de carácter regular que têm vindo a ganhar crescente peso.

O objectivo não é fazer Lisboa entrar em competição com Oeiras, Cascais, Sintra, Loures ou Vila Franca, é antes fomentar a cooperação e proporcionar aos públicos de toda esta região uma oferta ainda mais diversificada, uma possibilidade de actuação mais alargada,, uma maior utilização de recursos comuns.

Da mesma forma justifica-se criar um órgão permanente de articulação entre organismos do Ministério da Cultura e a autarquia, nomeadamente o IPPAR, IPM, Instituto das Artes e Instituto do Património Arqueológico.

PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO LOCAL:
Transformação do Pavilhão de Portugal num pólo museológico que se torne numa das imagens de marca da cidade de Lisboa.

Conversão do Cinema S. Jorge numa sala multifuncional para música, cinema e conferências com 1500 lugares;

Recuperação do Pavilhão dos Desportos para sede e sala da Orquestra Metropolitana de Lisboa e afectação do edifício da Standard Eléctrica a áreas expositivas e ateliers.

Intervenção no Parque da Belavista para implantação de uma estrutura permanente de acolhimento de concertos ao ar livre (rockódoromo).

Intervenção num dos pavilhões ribeirinhos para criar um espaço vocacionado para as músicas alternativas com capacidade para cerca de 1000 lugares em pé, que coexista com um conjunto de salas de ensaio que possam ser alugadas à horas ou ao dia.

Criação de um espaço onde se desenrolem actividades que sublinhem a multiculturalidade da cidade e permita às várias etnias uma ocupação regular.

NOVAS PROPOSTAS DE ACÇÃO:
Lisbon Film Commission – O objectivo é ganhar notoriedade para Lisboa como destino de filmagens de publicidade, séries de televisão e cinema; Assegurar a participação em certames internacionais da indústria em moldes profissionais e abrangentes, assegurando uma efectiva representatividade nacional; Proporcionar um conjunto de instrumentos capazes de fornecer aos profissionais do sector todas as informações necessárias para a sua actividade;

Bienal Jovens Criadores da Lusofonia – Reforçar o papel dinâmico de Lisboa no relacionamento com as comunidades e países lusófonos, estabelecendo um ponto de encontro e reflexão de jovens criadores de áreas como as artes plásticas, a música, as artes cénicas e performativas, a fotografia, o vídeo, a moda e o design.

Poesia - Promover o grande Encontro dos Poetas Vivos como a melhor homenagem a Fernando Pessoa e introduzir a poesia na vida da cidade.

Criar um regime especial de Mecenato, em articulação com as Finanças, que permitam Lisboa fazer face aos custos que em matéria cultural ser uma Capital implica, nomeadamente no tocante a novas actividades.

Recuperar as Colectividades de Cultura e Recreio e torná-las no eixo de ligação da política cultural da autarquia aos bairros da cidade.

Manter a Lisboa Photo, a Moda Lisboa , a Experimenta Design e o Africa Festival. Retomar o Festival Internacional de Teatro ou, em substituição, criar a Mostra Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa.».

setembro 13, 2005

MARQUE JÁ NA SUA AGENDA
NOITES À DIREITA*
*projecto liberal

SALA DE INVERNO DO TEATRO S. LUÍS
DIA 22 DE SETEMBRO, 20H30.

"A DIREITA E A CULTURA"

ANTÓNIO MEGA FERREIRA. PEDRO MEXIA. RUI RAMOS

Moderador: este que se assina, MANUEL FALCÃO

CONTAMOS COM A INTERVENÇÃO DE TODOS.

Todas as informações, a toda a hora em Direita Liberal

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MARQUE JÁ NA SUA AGENDA
NOITES À DIREITA*
*projecto liberal

SALA DE INVERNO DO TEATRO S. LUÍS
DIA 22 DE SETEMBRO, 20H30.

"A DIREITA E A CULTURA"

ANTÓNIO MEGA FERREIRA. PEDRO MEXIA. RUI RAMOS

Moderador: este que se assina, MANUEL FALCÃO

CONTAMOS COM A INTERVENÇÃO DE TODOS.

Todas as informações, a toda a hora em Direita Liberal
COMENTÁRIOS
Durante uma semana resolvi abrir a possibilidade de leitores enviarem comentários aos posts. Este blog - e os seus posts - são assinados e o autor é conhecido. Infelizmente verifiquei que a quase totalidade dos comentários era anónina. Não sou fã de denúncias anónimas, mas não me incomodam os insultos nem as calúnias - ao longo dos anos habituei-me a ouvi-los já que eu assino o que escrevo. Não foram os comentários que me eram dirigidos que me fizeram alterar a sua existência e possibilidade - o problema é que terceiras pessoas começaram elas próprias a ser atacadas por anónimos (algumas até pessoas com quem estou em divergência total) e a isso não dou guarida. Quem quiser pode sempre enviar as suas opiniões, assinadas por favor, para aesquinadorio@hotmail.com . Para os anónimos desejo-lhes coragem, para um dia se assumirem.

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COMENTÁRIOS
Durante uma semana resolvi abrir a possibilidade de leitores enviarem comentários aos posts. Este blog - e os seus posts - são assinados e o autor é conhecido. Infelizmente verifiquei que a quase totalidade dos comentários era anónina. Não sou fã de denúncias anónimas, mas não me incomodam os insultos nem as calúnias - ao longo dos anos habituei-me a ouvi-los já que eu assino o que escrevo. Não foram os comentários que me eram dirigidos que me fizeram alterar a sua existência e possibilidade - o problema é que terceiras pessoas começaram elas próprias a ser atacadas por anónimos (algumas até pessoas com quem estou em divergência total) e a isso não dou guarida. Quem quiser pode sempre enviar as suas opiniões, assinadas por favor, para aesquinadorio@hotmail.com . Para os anónimos desejo-lhes coragem, para um dia se assumirem.
COMO APRESENTAR NOTÍCIAS
O último número da Spectator tem um interessante artigo sobre os ataques dos trabalhistas a um dos apresentadores de noticiários da BBC, John Humphrys. Como a coisa é muito oportuna por cá, aqui vai, com a devida vénia, a transcrição, autêntico manual de vilanagem que alguns spin-doctores e responsáveis de agências de comunicação praticam - conhecimento muito oportuno na situação portuguesa, aliás:

«The peculiar and very bitter New Labour vendetta against the BBC presenter, John Humphrys, has at last drawn blood. Our government really, really hates the man and it is being aided in its campaign by one or two sycophantic News International journalists and one or two naive or envious souls from within the BBC itself.

For the best part of a decade, New Labour has repeatedly accused the Today presenter of engendering within the listening public a cynical attitude towards politicians. It is, the spin doctors aver, the ‘Humphrys Problem’ and for seven years the Prime Minister has conspicuously avoided being interviewed by the man. That, I suspect, is at the heart of the issue: Labour does not like the relentless and forensic manner in which Humphrys (and, for that matter, Paxman) conducts interviews with government ministers; the refusal to sanction obfuscation and — you have to say — on occasion downright lying. There are some non-aligned journalists who have a degree of sympathy with Labour’s complaints — John Lloyd, for example. But the majority of those who attack the man are very much aligned indeed, such as Tom Baldwin at the Times, a close friend of Alastair Campbell (who these days is himself a Times journalist, of a sort). Within the Corporation, meanwhile, there are those who feel Mr Humphrys has got a bit above his station — the ludicrous former acting chairman of the governors, Lord Ryder, is one such. And as we have seen, there are others.

This last week the Times devoted two pages to an attack on Mr Humphrys, based on comments he is alleged to have made during a light-hearted address to a bunch of public relations executives aboard a cruise ship moored off the coast at Southampton. Short of being stuck in the New Orleans Superdome, I cannot imagine a much worse fate than to be imprisoned on a luxury Narrenschiff with 200 or so bibulous PR monkeys — one hopes Mr Humphrys was well paid for enduring such an appalling ordeal. Anyway, during the course of his unscripted address, the presenter suggested that Gordon Brown tended to come across as a little boring when being interviewed, that John Prescott made people laugh and that politicians who refused to lie would find it difficult to achieve Cabinet status. He also suggested that Andrew Gilligan had been almost entirely correct that the government had ‘sexed up’ intelligence reports about Saddam Hussein’s weapons of mass destruction. I suppose you might consider the first three statements a matter of conjecture, but the last is a simple fact.

Tom Baldwin, naturally, was the conduit for the report, which stuck the boot in not only over the remarks I have quoted above but also over the fact that — heaven forfend — Mr Humphrys used a couple of rude words during his address. Mr Baldwin said rather coyly that the Times had ‘obtained’ a copy of a video made of the speech; in fact it had been passed on to Mr Baldwin by his old mucker Tim Allan, a former No. 10 spin doctor who now runs his own PR firm (but was not on board ship for the speech). Earlier this year Mr Allan was contemplating a return to New Labour spin-doctoring but, in the end, decided against it. Mr Allan’s company, Portland PR, handles an account for a certain Rupert Murdoch and he has been espied within these pages writing articles calling for the privatisation of the BBC. By now you should have an idea of the general agenda and the twin motives of political animosity and commercial gain.

Communications Directors, the firm which hired Mr Humphrys, insists that Tim Allan got his video under false pretences, lied through his teeth to members of its staff and broke a confidentiality agreement by passing the video on to Mr Baldwin. Mr Allan — who may now face legal action as a result — denies these allegations. ‘I have nothing to apologise for,’ he told me. ‘John Humphrys is paid thousands of pounds by the BBC and he runs around the country saying that politicians are lying shits,’ he added, although these were not quite the words used by Mr Humphrys. In any case, I’m not sure what the implication is here; certainly not conflict of interest. If the BBC paid him thousands of pounds and he ran around the country saying that politicians were lovely, would that be OK? One could even argue that Mr Humphrys’s comments were a form of public transparency, albeit a well-remunerated one. But this much is true: John Humphrys is one of the very few presenters whose political allegiance I cannot remotely fathom, despite having known the man as a friend for the best part of 15 years. Elsewhere there are presenters who use the word ‘we’ when referring to New Labour and plenty of others who betray their political leanings (almost exclusively towards the Left) in every loaded question, every sneer and every nuance.

The Times seems now to have disowned Mr Baldwin’s article. In an editorial on Monday it announced that Mr Humphrys’s comments should not be taken seriously and we should simply ‘chuckle’ and move on. Which is a peculiar thing to say about a story to which your newspaper has devoted two whole pages, but there we are. But the Times is in concordance with the rest of Fleet Street, Right and Left — there was no harm in Mr Humphrys’s remarks. And yet the BBC, or some of its management pygmies, has now seen fit publicly to rebuke the man.

It is worth remembering that it was Mr Baldwin who was the lucky recipient of the tape-recording which did for the Conservative MP Howard Flight, shortly before the last election. Mr Flight had been surreptitiously recorded suggesting that tax cuts were not a wholly bad thing and, when Mr Baldwin’s story hit the news-stands, Mr Flight was (illegally, I suspect) deselected on the orders of his party leader, Michael Howard. Mr Flight told me: ‘Tom Baldwin wrote the story; he got the recording. The Labour party did not deny that it had been the source of the tape at the time.’ Indeed, the Labour party put out a statement saying that Howard Flight had been sacked for telling the truth. How’s that for hypocrisy?

It is becoming a familiar mode of attack and one which is entirely fitting for New Labour: hang people when they are revealed to have spoken what they believe to be the truth. Sneak around and get friendly journalists to do your dirty work for you. There are certainly enough journalists willing to do it, although few have been quite so reliable, over the years, as Mr Baldwin.

Meanwhile the BBC, still in its post-Hutton trauma, has reacted with a predictable lack of spine. Both the chairman of the BBC, Michael Grade, and the editor of the Today programme, Kevin Marsh, have demanded to see a ‘full transcript’ of Mr Humphrys’s address. And having done so, they’ve come to exactly the opposite conclusion to the rest of the journalistic world. Is the BBC really so insecure that it needs to make such obeisance to the government?

You assume that with this sort of response, one of these days New Labour will get its wish and Mr Humphrys will be sacked. And we’ll be left listening to presenters who are on altogether more convivial terms with the ministers whom they are interviewing.»

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COMO APRESENTAR NOTÍCIAS
O último número da Spectator tem um interessante artigo sobre os ataques dos trabalhistas a um dos apresentadores de noticiários da BBC, John Humphrys. Como a coisa é muito oportuna por cá, aqui vai, com a devida vénia, a transcrição, autêntico manual de vilanagem que alguns spin-doctores e responsáveis de agências de comunicação praticam - conhecimento muito oportuno na situação portuguesa, aliás:

«The peculiar and very bitter New Labour vendetta against the BBC presenter, John Humphrys, has at last drawn blood. Our government really, really hates the man and it is being aided in its campaign by one or two sycophantic News International journalists and one or two naive or envious souls from within the BBC itself.

For the best part of a decade, New Labour has repeatedly accused the Today presenter of engendering within the listening public a cynical attitude towards politicians. It is, the spin doctors aver, the ‘Humphrys Problem’ and for seven years the Prime Minister has conspicuously avoided being interviewed by the man. That, I suspect, is at the heart of the issue: Labour does not like the relentless and forensic manner in which Humphrys (and, for that matter, Paxman) conducts interviews with government ministers; the refusal to sanction obfuscation and — you have to say — on occasion downright lying. There are some non-aligned journalists who have a degree of sympathy with Labour’s complaints — John Lloyd, for example. But the majority of those who attack the man are very much aligned indeed, such as Tom Baldwin at the Times, a close friend of Alastair Campbell (who these days is himself a Times journalist, of a sort). Within the Corporation, meanwhile, there are those who feel Mr Humphrys has got a bit above his station — the ludicrous former acting chairman of the governors, Lord Ryder, is one such. And as we have seen, there are others.

This last week the Times devoted two pages to an attack on Mr Humphrys, based on comments he is alleged to have made during a light-hearted address to a bunch of public relations executives aboard a cruise ship moored off the coast at Southampton. Short of being stuck in the New Orleans Superdome, I cannot imagine a much worse fate than to be imprisoned on a luxury Narrenschiff with 200 or so bibulous PR monkeys — one hopes Mr Humphrys was well paid for enduring such an appalling ordeal. Anyway, during the course of his unscripted address, the presenter suggested that Gordon Brown tended to come across as a little boring when being interviewed, that John Prescott made people laugh and that politicians who refused to lie would find it difficult to achieve Cabinet status. He also suggested that Andrew Gilligan had been almost entirely correct that the government had ‘sexed up’ intelligence reports about Saddam Hussein’s weapons of mass destruction. I suppose you might consider the first three statements a matter of conjecture, but the last is a simple fact.

Tom Baldwin, naturally, was the conduit for the report, which stuck the boot in not only over the remarks I have quoted above but also over the fact that — heaven forfend — Mr Humphrys used a couple of rude words during his address. Mr Baldwin said rather coyly that the Times had ‘obtained’ a copy of a video made of the speech; in fact it had been passed on to Mr Baldwin by his old mucker Tim Allan, a former No. 10 spin doctor who now runs his own PR firm (but was not on board ship for the speech). Earlier this year Mr Allan was contemplating a return to New Labour spin-doctoring but, in the end, decided against it. Mr Allan’s company, Portland PR, handles an account for a certain Rupert Murdoch and he has been espied within these pages writing articles calling for the privatisation of the BBC. By now you should have an idea of the general agenda and the twin motives of political animosity and commercial gain.

Communications Directors, the firm which hired Mr Humphrys, insists that Tim Allan got his video under false pretences, lied through his teeth to members of its staff and broke a confidentiality agreement by passing the video on to Mr Baldwin. Mr Allan — who may now face legal action as a result — denies these allegations. ‘I have nothing to apologise for,’ he told me. ‘John Humphrys is paid thousands of pounds by the BBC and he runs around the country saying that politicians are lying shits,’ he added, although these were not quite the words used by Mr Humphrys. In any case, I’m not sure what the implication is here; certainly not conflict of interest. If the BBC paid him thousands of pounds and he ran around the country saying that politicians were lovely, would that be OK? One could even argue that Mr Humphrys’s comments were a form of public transparency, albeit a well-remunerated one. But this much is true: John Humphrys is one of the very few presenters whose political allegiance I cannot remotely fathom, despite having known the man as a friend for the best part of 15 years. Elsewhere there are presenters who use the word ‘we’ when referring to New Labour and plenty of others who betray their political leanings (almost exclusively towards the Left) in every loaded question, every sneer and every nuance.

The Times seems now to have disowned Mr Baldwin’s article. In an editorial on Monday it announced that Mr Humphrys’s comments should not be taken seriously and we should simply ‘chuckle’ and move on. Which is a peculiar thing to say about a story to which your newspaper has devoted two whole pages, but there we are. But the Times is in concordance with the rest of Fleet Street, Right and Left — there was no harm in Mr Humphrys’s remarks. And yet the BBC, or some of its management pygmies, has now seen fit publicly to rebuke the man.

It is worth remembering that it was Mr Baldwin who was the lucky recipient of the tape-recording which did for the Conservative MP Howard Flight, shortly before the last election. Mr Flight had been surreptitiously recorded suggesting that tax cuts were not a wholly bad thing and, when Mr Baldwin’s story hit the news-stands, Mr Flight was (illegally, I suspect) deselected on the orders of his party leader, Michael Howard. Mr Flight told me: ‘Tom Baldwin wrote the story; he got the recording. The Labour party did not deny that it had been the source of the tape at the time.’ Indeed, the Labour party put out a statement saying that Howard Flight had been sacked for telling the truth. How’s that for hypocrisy?

It is becoming a familiar mode of attack and one which is entirely fitting for New Labour: hang people when they are revealed to have spoken what they believe to be the truth. Sneak around and get friendly journalists to do your dirty work for you. There are certainly enough journalists willing to do it, although few have been quite so reliable, over the years, as Mr Baldwin.

Meanwhile the BBC, still in its post-Hutton trauma, has reacted with a predictable lack of spine. Both the chairman of the BBC, Michael Grade, and the editor of the Today programme, Kevin Marsh, have demanded to see a ‘full transcript’ of Mr Humphrys’s address. And having done so, they’ve come to exactly the opposite conclusion to the rest of the journalistic world. Is the BBC really so insecure that it needs to make such obeisance to the government?

You assume that with this sort of response, one of these days New Labour will get its wish and Mr Humphrys will be sacked. And we’ll be left listening to presenters who are on altogether more convivial terms with the ministers whom they are interviewing.»