setembro 13, 2005

PARA MUDAR DE TEMA... Descobrir o Google
«The Search» é o título de um livro do jornalista John Battelle. A Wired News dedica-lha o artigo «How Google Got Its Groove On», onde nomeadamente pode ler:

Battelle's book shows how search is pushing technology toward the dream of artificial intelligence. He explains how thousands of small businesses thrive and die by the quirks of search-engine algorithms, and details how an unorganized consortium of nonprofits, bloggers and corporations are rebuilding the Library of Alexandria in a digital, distributed and democratic form.

Battelle, who launched one of the internet's seminal business magazines, The Industry Standard, and co-founded Wired magazine, is certainly qualified to tell the story of how pure search triumphed over bloated portals and in the process revitalized the dream of a revolutionary wired world.

Untitled

PARA MUDAR DE TEMA... Descobrir o Google
«The Search» é o título de um livro do jornalista John Battelle. A Wired News dedica-lha o artigo «How Google Got Its Groove On», onde nomeadamente pode ler:

Battelle's book shows how search is pushing technology toward the dream of artificial intelligence. He explains how thousands of small businesses thrive and die by the quirks of search-engine algorithms, and details how an unorganized consortium of nonprofits, bloggers and corporations are rebuilding the Library of Alexandria in a digital, distributed and democratic form.

Battelle, who launched one of the internet's seminal business magazines, The Industry Standard, and co-founded Wired magazine, is certainly qualified to tell the story of how pure search triumphed over bloated portals and in the process revitalized the dream of a revolutionary wired world.

PARA QUE CONSTE
No dia 6 de Maio - há muito tempo portanto - o jornal «Semanário» publicou uma peça onde se referia que eu iria participar e integrar a lista do Prof Carmona Rodrigues à Câmara de Lisboa. Nesse mesmo dia enviei ao Director daquele jornal uma nota que abaixo reproduzo na íntegra, e que foi publicada na edição seguinte do «Semanário», a 13 de Maio. Recordo-a aqui para que algumas almas caridosas que vivem da pequena calúnia tenham bem presente a ordem das coisas:
«O jornal que dirige publicou na sua edição de hoje, página 3, uma peça onde o meu nome é envolvido e onde são feitas afirmações, em relação à minha pessoa, que não correspondem à verdade.
Assim:
- Não estou nem estarei em qualquer lista de candidatos autárquicos;
- Não participei nem participarei em qualquer reunião de definição de estratégias para os próximos actos eleitorais.
Por consequência, em minha casa não se realizou qualquer reunião com a minha presença.
A minha intervenção nos últimos anos tem-se cingindo apenas a questões do fôro de políticas culturais e não tenciono ter qualquer intervenção política, nem em actos eleitorais, nem em quaisquer questões partidárias.
Conheço e estimo o Professor Carmona Rodrigues, mas para além desta estima e amizade não existe mais nenhuma relação – muito menos as conspirativas que apareciam descritas.
Tão pouco comento outras acusações, igualmente falsas, de fonte anónima (que penso no entanto saber quem possa ser, pelo estilo mesquinho e medíocre que o caracteriza).
O tempo se encarregará de demonstrar como a referida peça, pelo menos em relação a mim, não era verdadeira. Mas como o tempo é volátil, peço-lhe que rectifique as informações que sobre mim publicou.
Com os melhores cumprimentos
Manuel Falcão»

Untitled

PARA QUE CONSTE
No dia 6 de Maio - há muito tempo portanto - o jornal «Semanário» publicou uma peça onde se referia que eu iria participar e integrar a lista do Prof Carmona Rodrigues à Câmara de Lisboa. Nesse mesmo dia enviei ao Director daquele jornal uma nota que abaixo reproduzo na íntegra, e que foi publicada na edição seguinte do «Semanário», a 13 de Maio. Recordo-a aqui para que algumas almas caridosas que vivem da pequena calúnia tenham bem presente a ordem das coisas:
«O jornal que dirige publicou na sua edição de hoje, página 3, uma peça onde o meu nome é envolvido e onde são feitas afirmações, em relação à minha pessoa, que não correspondem à verdade.
Assim:
- Não estou nem estarei em qualquer lista de candidatos autárquicos;
- Não participei nem participarei em qualquer reunião de definição de estratégias para os próximos actos eleitorais.
Por consequência, em minha casa não se realizou qualquer reunião com a minha presença.
A minha intervenção nos últimos anos tem-se cingindo apenas a questões do fôro de políticas culturais e não tenciono ter qualquer intervenção política, nem em actos eleitorais, nem em quaisquer questões partidárias.
Conheço e estimo o Professor Carmona Rodrigues, mas para além desta estima e amizade não existe mais nenhuma relação – muito menos as conspirativas que apareciam descritas.
Tão pouco comento outras acusações, igualmente falsas, de fonte anónima (que penso no entanto saber quem possa ser, pelo estilo mesquinho e medíocre que o caracteriza).
O tempo se encarregará de demonstrar como a referida peça, pelo menos em relação a mim, não era verdadeira. Mas como o tempo é volátil, peço-lhe que rectifique as informações que sobre mim publicou.
Com os melhores cumprimentos
Manuel Falcão»

setembro 12, 2005

POLÍTICA E POLÍTICOS
Como podem ver alguns dos comentários aos posts mais recentes mostram estranheza pelas posições neles expressas. Eu acho que esses comentários reflectem uma visão clubística da política, um dos males que aflige o nosso sistema. Os partidos políticos não são clubes de futebol e devem ao seu eleitorado, apoiantes e militantes um dever de coerência e constância. Não podem andar aos zigue zagues, mudando de posição sobre os assuntos. E os políticos - os que são líderes pelo menos - devem apontar um caminho e não viver permanentemente à boleia do vento. Um político não é quem se senta numa cadeira à espera que os problemas se resolvam por si. É quem os detecta antes de serem evidentes e os resolve antes de surgirem.
Eu acho que são os partidos e os políticos - apareçam como independentes ou não - que têm permanentemente de mostrar que são merecedores da confiança e apoio das pessoas, e não o contrário. As eleições são o escrutínio dos candidatos - não são um passeio triunfal. Cada voto conquista-se, cada apoio ganha-se: pela coerência das posições, pelo realismo das propostas, pela utilidade dos programas. Quando isto não existe - ou não é evidente - o mais natural é que as coisas comecem a correr mal. Mas isso é porque alguém errou. Numa democracia o problema nunca é de quem vota; é de quem se apresenta a votos.

Untitled

POLÍTICA E POLÍTICOS
Como podem ver alguns dos comentários aos posts mais recentes mostram estranheza pelas posições neles expressas. Eu acho que esses comentários reflectem uma visão clubística da política, um dos males que aflige o nosso sistema. Os partidos políticos não são clubes de futebol e devem ao seu eleitorado, apoiantes e militantes um dever de coerência e constância. Não podem andar aos zigue zagues, mudando de posição sobre os assuntos. E os políticos - os que são líderes pelo menos - devem apontar um caminho e não viver permanentemente à boleia do vento. Um político não é quem se senta numa cadeira à espera que os problemas se resolvam por si. É quem os detecta antes de serem evidentes e os resolve antes de surgirem.
Eu acho que são os partidos e os políticos - apareçam como independentes ou não - que têm permanentemente de mostrar que são merecedores da confiança e apoio das pessoas, e não o contrário. As eleições são o escrutínio dos candidatos - não são um passeio triunfal. Cada voto conquista-se, cada apoio ganha-se: pela coerência das posições, pelo realismo das propostas, pela utilidade dos programas. Quando isto não existe - ou não é evidente - o mais natural é que as coisas comecem a correr mal. Mas isso é porque alguém errou. Numa democracia o problema nunca é de quem vota; é de quem se apresenta a votos.

setembro 11, 2005

LISBOA – Quanto mais a campanha avança, mais ficam claras as fragilidades de vários candidatos. Da superficialidade de Sá Fernandes à pesporrência de Carrilho, passando pelo voluntarismo sem estratégia de Carmona Rodrigues, já apareceu de tudo. Até agora, salvam-se Maria José Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho, claramente os dois candidatos que melhor conhecem Lisboa e que têm ideias mais assentes sobre o assunto – por muito que isto choque os bem pensantes e os funcionários partidários muito politicamente correctos que vão enchendo as restantes campanhas de disparates.

BACK TO BASICS – Quando se diz que sim a tudo, acaba por não se fazer nada.

DEPENDENTES – Um estudo britânico prevê que em 2010 cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo sejam assinantes de serviços de imagem e televisão para os seus telemóveis e as receitas daí provenientes representarão cerca de 51% do total da facturação das empresas de telecomunicações.

CINÉFILOS – Apesar da crise, o número de portugueses que compram filmes em DVD com regularidade aumentou em cerca de um milhão entre 2004 e 2005, segundo a Marktest. Neste ano cerca de 2 320 000 portugueses com mais de 15 anos compraram um DVD. O comprador tipo vive em Lisboa e Porto, tem entre 18 e 34 anos e é homem.

PALADAR – Integrado no complexo do Casino Estoril, na parte de baixo, de frente para o jardim do Parque do Estoril e o mar, fica o restaurante Estoril Mandarim. Os entendidos dizem que é o melhor restaurante chinês de Portugal e um dos melhores da Europa. Se lá forem esqueçam o que é hábito encontrar na maioria dos restaurantes de origem chinesa que por cá se podem encontrar e preparem-se para descobrir um mundo de sabores subtis e envolventes como no «Dim Sum», ou o ritual do pato à Pequim. A cozinha reivindica a tradição culinária da província de Guangdong e o chefe de mesa é um excelente guia para lhe fazer sugestões de descoberta deste novo mundo. O restaurante tem uma sala ampla com alguns espaços reservados e uma esplanada para os bons dias deste Outono. O telefone é o 214 667 270.

SURPRESA – A primeira vez que ouvi o pianista Domingos António foi há cerca de ano e meio, num recital em que ele participou, numa tarde de fim de semana, no pequeno salão de festas do Liceu Maria Amália em Lisboa. Lembro-me da surpresa que tive perante a intensidade das suas interpretações, da forma como ele fazia soar o piano, mesmo num espaço tão limitado como aquele. Pois acontece que Domingos António gravou agora um disco para a EMI Classics que será editado dentro de semanas. O CD inclui interpretações de peças de Liszt, Beethoven, Mussorgsky (a integral de «Pictures At Na Exhibition») eScriabin. Domingos António, de origens transmontanas, 27 anos, estudou piano durante dez anos no Conservatório de Tchaikovsky, em Moscovo, onde obteve a classificação máxima e conquistou três primeiros prémios. Neste seu primeiro disco consegue fazer passar a mesma energia e emoção que senti quando tive a sorte de o poder ver a tocar ao vivo. Sigam o assunto, este disco vai fazer História.

CLÁSSICO – Já saiu a edição de 2006 do «Borda D’Água». Tem 24 páginas (para abrir com cuidado com uma faquinha afiada), custa 1,25 euros e lá dentro encontra boas recomendações para cada mês, desde a jardinagem ás fases da Lua ou a ditos populares. É um manual de sabedoria tradicional todos os anos lançado pela Editorial Minerva. No habitual texto de contra-capa Pedro Teixeira da Mota fala sobre a situação do país e traça um autêntico guia para o Governo. Se fosse seguido, a coisa podia correr bem melhor por estas bandas.

Untitled

LISBOA – Quanto mais a campanha avança, mais ficam claras as fragilidades de vários candidatos. Da superficialidade de Sá Fernandes à pesporrência de Carrilho, passando pelo voluntarismo sem estratégia de Carmona Rodrigues, já apareceu de tudo. Até agora, salvam-se Maria José Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho, claramente os dois candidatos que melhor conhecem Lisboa e que têm ideias mais assentes sobre o assunto – por muito que isto choque os bem pensantes e os funcionários partidários muito politicamente correctos que vão enchendo as restantes campanhas de disparates.

BACK TO BASICS – Quando se diz que sim a tudo, acaba por não se fazer nada.

DEPENDENTES – Um estudo britânico prevê que em 2010 cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo sejam assinantes de serviços de imagem e televisão para os seus telemóveis e as receitas daí provenientes representarão cerca de 51% do total da facturação das empresas de telecomunicações.

CINÉFILOS – Apesar da crise, o número de portugueses que compram filmes em DVD com regularidade aumentou em cerca de um milhão entre 2004 e 2005, segundo a Marktest. Neste ano cerca de 2 320 000 portugueses com mais de 15 anos compraram um DVD. O comprador tipo vive em Lisboa e Porto, tem entre 18 e 34 anos e é homem.

PALADAR – Integrado no complexo do Casino Estoril, na parte de baixo, de frente para o jardim do Parque do Estoril e o mar, fica o restaurante Estoril Mandarim. Os entendidos dizem que é o melhor restaurante chinês de Portugal e um dos melhores da Europa. Se lá forem esqueçam o que é hábito encontrar na maioria dos restaurantes de origem chinesa que por cá se podem encontrar e preparem-se para descobrir um mundo de sabores subtis e envolventes como no «Dim Sum», ou o ritual do pato à Pequim. A cozinha reivindica a tradição culinária da província de Guangdong e o chefe de mesa é um excelente guia para lhe fazer sugestões de descoberta deste novo mundo. O restaurante tem uma sala ampla com alguns espaços reservados e uma esplanada para os bons dias deste Outono. O telefone é o 214 667 270.

SURPRESA – A primeira vez que ouvi o pianista Domingos António foi há cerca de ano e meio, num recital em que ele participou, numa tarde de fim de semana, no pequeno salão de festas do Liceu Maria Amália em Lisboa. Lembro-me da surpresa que tive perante a intensidade das suas interpretações, da forma como ele fazia soar o piano, mesmo num espaço tão limitado como aquele. Pois acontece que Domingos António gravou agora um disco para a EMI Classics que será editado dentro de semanas. O CD inclui interpretações de peças de Liszt, Beethoven, Mussorgsky (a integral de «Pictures At Na Exhibition») eScriabin. Domingos António, de origens transmontanas, 27 anos, estudou piano durante dez anos no Conservatório de Tchaikovsky, em Moscovo, onde obteve a classificação máxima e conquistou três primeiros prémios. Neste seu primeiro disco consegue fazer passar a mesma energia e emoção que senti quando tive a sorte de o poder ver a tocar ao vivo. Sigam o assunto, este disco vai fazer História.

CLÁSSICO – Já saiu a edição de 2006 do «Borda D’Água». Tem 24 páginas (para abrir com cuidado com uma faquinha afiada), custa 1,25 euros e lá dentro encontra boas recomendações para cada mês, desde a jardinagem ás fases da Lua ou a ditos populares. É um manual de sabedoria tradicional todos os anos lançado pela Editorial Minerva. No habitual texto de contra-capa Pedro Teixeira da Mota fala sobre a situação do país e traça um autêntico guia para o Governo. Se fosse seguido, a coisa podia correr bem melhor por estas bandas.

setembro 10, 2005

AUTÁRQUICAS
Esta semana andei um bom bocado por estradas secundárias nos arredores de Lisboa e na zona do Alto Alentejo e Ribatejo. A paisagem é dominada por cartazes de propaganda eleitoral para as autárquicas. Não é só nas cidades que eles aparecem, nas vilas e até em aldeias lá está uma carinha, um slogan, um cartaz. O mais curioso de tudo é que não há dois iguais e só muito dificilmente se conseguem notar semelhanças. Nem no material do mesmo partido se encontram com facilidade identidades gráficas- às vezes até no mesmo distrito. Parece que foi seguido o princípio da descentralização absoluta, o que redunda na maior confusão. Não há imagens comuns, não existe associação de ideias possível, não há linhas de continuidade. E, na esmagadora maioria dos casos, os tipos de letra e os grafismos são pura e simplesmente de mau gosto. Alguns, foleiros mesmo. É a imagem do poder autárquico no seu pior: de mau gosto desde a raiz.
O único ponto comum que encontro – mas isso também se reflecte, por exemplo, em Lisboa – é a péssima qualidade das fotografias dos candidatos. Flash de chapão, caras encenadas demais, brilho por todo o lado, tonalidades alteradas. Enfim, uma galeria de horrores. Longe vão os tempos em que a fotografia era cuidada, em que se faziam retratos em vez de se baterem chapas.
Lisboa apresenta um caso curioso, sobretudo se compararmos com as autárquicas de 2001. Nessa altura João Soares fez uma campanha de frases vagas e abrangentes, muito baseada em si próprio. Em contraponto, Santana Lopes aparecia com cartazes onde a dominante eram a elencagem de problemas, propostas concretas, medidas a tomar. É curioso ver como hoje o candidato de Marques Mendes a Lisboa escolheu o caminho de João Soares, e o candidato do PS escolheu o caminho de Santana Lopes. A ver vamos no que isto dá.

Untitled

AUTÁRQUICAS
Esta semana andei um bom bocado por estradas secundárias nos arredores de Lisboa e na zona do Alto Alentejo e Ribatejo. A paisagem é dominada por cartazes de propaganda eleitoral para as autárquicas. Não é só nas cidades que eles aparecem, nas vilas e até em aldeias lá está uma carinha, um slogan, um cartaz. O mais curioso de tudo é que não há dois iguais e só muito dificilmente se conseguem notar semelhanças. Nem no material do mesmo partido se encontram com facilidade identidades gráficas- às vezes até no mesmo distrito. Parece que foi seguido o princípio da descentralização absoluta, o que redunda na maior confusão. Não há imagens comuns, não existe associação de ideias possível, não há linhas de continuidade. E, na esmagadora maioria dos casos, os tipos de letra e os grafismos são pura e simplesmente de mau gosto. Alguns, foleiros mesmo. É a imagem do poder autárquico no seu pior: de mau gosto desde a raiz.
O único ponto comum que encontro – mas isso também se reflecte, por exemplo, em Lisboa – é a péssima qualidade das fotografias dos candidatos. Flash de chapão, caras encenadas demais, brilho por todo o lado, tonalidades alteradas. Enfim, uma galeria de horrores. Longe vão os tempos em que a fotografia era cuidada, em que se faziam retratos em vez de se baterem chapas.
Lisboa apresenta um caso curioso, sobretudo se compararmos com as autárquicas de 2001. Nessa altura João Soares fez uma campanha de frases vagas e abrangentes, muito baseada em si próprio. Em contraponto, Santana Lopes aparecia com cartazes onde a dominante eram a elencagem de problemas, propostas concretas, medidas a tomar. É curioso ver como hoje o candidato de Marques Mendes a Lisboa escolheu o caminho de João Soares, e o candidato do PS escolheu o caminho de Santana Lopes. A ver vamos no que isto dá.

setembro 09, 2005

DEMÉRITO
Se tudo correr como até agora o candidato de Marques Mendes à Câmara de Lisboa pode ganhar as eleições na capital. Não será por mérito preóprio, infelizmente; antes por demérito do adversário que lhe está mais próximo nas sondagens, Carrilho. Bem pode o PSD acender umas velinhas para que ninguém leia o programa ou siga a campanha do seu candidato, não vá o diabo tecê-las e alguém acordar.

Untitled

DEMÉRITO
Se tudo correr como até agora o candidato de Marques Mendes à Câmara de Lisboa pode ganhar as eleições na capital. Não será por mérito preóprio, infelizmente; antes por demérito do adversário que lhe está mais próximo nas sondagens, Carrilho. Bem pode o PSD acender umas velinhas para que ninguém leia o programa ou siga a campanha do seu candidato, não vá o diabo tecê-las e alguém acordar.

setembro 08, 2005

ESTAMOS IMPLODIDOS!
Durante horas o país asistiu atónito ao espectáculo de altíssimas individualidades a acompanharem o Primeiro Ministro no acto de fazer deflagrar uma explosão. Percebeu-se que a explosão tinha demorado oito anos a preparar. Percebeu-se que a técnica usada tem décadas e é corriqueira lá fora. Por cá foi espectáculo. Pour épater le bourgeois...

Untitled

ESTAMOS IMPLODIDOS!
Durante horas o país asistiu atónito ao espectáculo de altíssimas individualidades a acompanharem o Primeiro Ministro no acto de fazer deflagrar uma explosão. Percebeu-se que a explosão tinha demorado oito anos a preparar. Percebeu-se que a técnica usada tem décadas e é corriqueira lá fora. Por cá foi espectáculo. Pour épater le bourgeois...
O PARQUE MAYER
Se houve coisa que não ficou bem explicada no debate Sá Fernandes - Carmona Rodrigues foi a forma como se resolveu a permuta entre os terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular. Ficou margem para dúvida - e bastante - sobre a vantagem do negócio para os contribuintes autárquicos.
Mas o pior de tudo é que o moderador não perguntou para que serve investir os milhões que o arquitecto americano Frank Gehry vai cobrar num buraco que não se vê, e de utilidade duvidosa face ao que para lá está proposto.
Não interessa se os custos são pagos por A ou por B, o que interessa é que, por melhor que seja o projecto de arquitectura, o que está previsto para ali é um disparate. E disto é que se fala pouco.E é isto a subatância. E é disto que Carmona nunca fala porque não lhe interessa.O velho romance do Teatro de Revista é em si uma balela.
Como é que o candidato de Marques Mendes consegue defender a criação de tanto novo «equipamento cultural» em Lisboa, do Parque Mayer, ao ex-cinema Europa, parece que ao Paris, sem se pronunciar sequer sobre a reanimação dos equipamentos que já existem? É a política das promessas, da satisfação de interessezinhos locais, da falta de estratégia - não admira aliás, basta ler o que sobre Cultura se diz no seu programa.

Untitled

O PARQUE MAYER
Se houve coisa que não ficou bem explicada no debate Sá Fernandes - Carmona Rodrigues foi a forma como se resolveu a permuta entre os terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular. Ficou margem para dúvida - e bastante - sobre a vantagem do negócio para os contribuintes autárquicos.
Mas o pior de tudo é que o moderador não perguntou para que serve investir os milhões que o arquitecto americano Frank Gehry vai cobrar num buraco que não se vê, e de utilidade duvidosa face ao que para lá está proposto.
Não interessa se os custos são pagos por A ou por B, o que interessa é que, por melhor que seja o projecto de arquitectura, o que está previsto para ali é um disparate. E disto é que se fala pouco.E é isto a subatância. E é disto que Carmona nunca fala porque não lhe interessa.O velho romance do Teatro de Revista é em si uma balela.
Como é que o candidato de Marques Mendes consegue defender a criação de tanto novo «equipamento cultural» em Lisboa, do Parque Mayer, ao ex-cinema Europa, parece que ao Paris, sem se pronunciar sequer sobre a reanimação dos equipamentos que já existem? É a política das promessas, da satisfação de interessezinhos locais, da falta de estratégia - não admira aliás, basta ler o que sobre Cultura se diz no seu programa.

setembro 07, 2005

OS CANDIDATOS
Ontem na SIC Notícias decorreu aquele que foi até agora o mais interessante debate sobre Lisboa. A coisa não é de estranhar porque na liça estavam os dois melhores candidatos à Câmara da Capital, Maria José Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho : de todos os que se apresentam são os que melhor conhecem a cidade e os seus problemas e os que têm demonstrado ao longo da vida maior capacidade de concretização de projectos. Foi bom ouvir falar de assuntos concretos, sobretudo da esfera social, em vez das demagogias populistas habituais e das guerras politiqueiras dos outros candidatos.

Untitled

OS CANDIDATOS
Ontem na SIC Notícias decorreu aquele que foi até agora o mais interessante debate sobre Lisboa. A coisa não é de estranhar porque na liça estavam os dois melhores candidatos à Câmara da Capital, Maria José Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho : de todos os que se apresentam são os que melhor conhecem a cidade e os seus problemas e os que têm demonstrado ao longo da vida maior capacidade de concretização de projectos. Foi bom ouvir falar de assuntos concretos, sobretudo da esfera social, em vez das demagogias populistas habituais e das guerras politiqueiras dos outros candidatos.
O EUROPA
O candidato Carmona Rodrigues apareceu a colar-se a um movimento campo-ouriquense chamado «SOS Cinema Europa», assumindo a defesa do edifício. Isto só pode ter acontecido em mais um dos gestos de oportunismo político eleitoral que caracterizam o candidato escolhido por Marques Mendes para Lisboa. O Cinema Europa deixou há muitos anos de existir, é um edifício sem valor de especial, o seu interior foi transformado em improvisado estúdio de televisão. Não faz sentido fazer ali seja o que fôr relacionado com entretenimento, sobretudo se se pensar no que custará a manutenção e programação de mais uma sala deste género. E já nem falo da recuperação do ex-Cinema Paris (que dista uns 500 metros do Europa) também para criar mais um «espaço cultural» - quando não se sabe do que se fala, cai-se nisto: promessas. Razão tinha Fátima Bonifácio na entrevista à revista «Pública»: a chapelada eleitoral do século XIX tem o seu paralelo contemporâneo nas promessas irrealistas feitas em campanha eleitoral apenas para sonegar votos. Até me arrepio de pensar em quanto este disparate poderá custar. Vai ser o preço mais caro por voto destas eleições.

Untitled

O EUROPA
O candidato Carmona Rodrigues apareceu a colar-se a um movimento campo-ouriquense chamado «SOS Cinema Europa», assumindo a defesa do edifício. Isto só pode ter acontecido em mais um dos gestos de oportunismo político eleitoral que caracterizam o candidato escolhido por Marques Mendes para Lisboa. O Cinema Europa deixou há muitos anos de existir, é um edifício sem valor de especial, o seu interior foi transformado em improvisado estúdio de televisão. Não faz sentido fazer ali seja o que fôr relacionado com entretenimento, sobretudo se se pensar no que custará a manutenção e programação de mais uma sala deste género. E já nem falo da recuperação do ex-Cinema Paris (que dista uns 500 metros do Europa) também para criar mais um «espaço cultural» - quando não se sabe do que se fala, cai-se nisto: promessas. Razão tinha Fátima Bonifácio na entrevista à revista «Pública»: a chapelada eleitoral do século XIX tem o seu paralelo contemporâneo nas promessas irrealistas feitas em campanha eleitoral apenas para sonegar votos. Até me arrepio de pensar em quanto este disparate poderá custar. Vai ser o preço mais caro por voto destas eleições.