INJUSTIÇA
Leio hoje no Público que na sexta-feira passada morreu René Bertholo. Não teve chamadas de capa nem honras de dpoimentos. E, no entanto, foi dos nossos melhores artistas plásticos. Morreu no meio de mortes mais mediáticas: como pode a pintura rivalizar com a política ou a literatura?
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
junho 14, 2005
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INJUSTIÇA
Leio hoje no Público que na sexta-feira passada morreu René Bertholo. Não teve chamadas de capa nem honras de dpoimentos. E, no entanto, foi dos nossos melhores artistas plásticos. Morreu no meio de mortes mais mediáticas: como pode a pintura rivalizar com a política ou a literatura?
Leio hoje no Público que na sexta-feira passada morreu René Bertholo. Não teve chamadas de capa nem honras de dpoimentos. E, no entanto, foi dos nossos melhores artistas plásticos. Morreu no meio de mortes mais mediáticas: como pode a pintura rivalizar com a política ou a literatura?
junho 12, 2005
DIFÍCIL DIZER MELHOR
No seu AVIZ Francisco José Viegas faz a síntese perfeita dos últimos dias num post intitulado «Como Se Esperava»:
«1) Sim, quase toda a gente vai criticar José António Saraiva por ter sido entrevistado no Expresso. 2) Sim, Eduardo Prado Coelho correu a defender Manuel Maria Carrilho depois do vídeo da sua candidatura à Câmara de Lisboa; a família é tudo. 3) Sim, passados três meses, Freitas do Amaral já não tem a «unanimidade» atrás de si. 4) Sim, o presidente Sampaio distribuiu mais umas medalhas (nos seus dois mandatos, de qualquer modo, só gastou metade das de Mário Soares, um mãos largas). 4) Sim, a generalidade da imprensa portuguesa continua a pensar que o presidente Lula, coitado, não sabia que o seu próprio partido pagava aos deputados do PP e do PL (e do PTB, bem vistas as coisas) – coitado do Lula, tão coitado. 5) Sim, ainda ninguém sabe como o governo vai cortar na reforma de Luís Campos e Cunha, ou no seu ordenado de ministro.»
No seu AVIZ Francisco José Viegas faz a síntese perfeita dos últimos dias num post intitulado «Como Se Esperava»:
«1) Sim, quase toda a gente vai criticar José António Saraiva por ter sido entrevistado no Expresso. 2) Sim, Eduardo Prado Coelho correu a defender Manuel Maria Carrilho depois do vídeo da sua candidatura à Câmara de Lisboa; a família é tudo. 3) Sim, passados três meses, Freitas do Amaral já não tem a «unanimidade» atrás de si. 4) Sim, o presidente Sampaio distribuiu mais umas medalhas (nos seus dois mandatos, de qualquer modo, só gastou metade das de Mário Soares, um mãos largas). 4) Sim, a generalidade da imprensa portuguesa continua a pensar que o presidente Lula, coitado, não sabia que o seu próprio partido pagava aos deputados do PP e do PL (e do PTB, bem vistas as coisas) – coitado do Lula, tão coitado. 5) Sim, ainda ninguém sabe como o governo vai cortar na reforma de Luís Campos e Cunha, ou no seu ordenado de ministro.»
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DIFÍCIL DIZER MELHOR
No seu AVIZ Francisco José Viegas faz a síntese perfeita dos últimos dias num post intitulado «Como Se Esperava»:
«1) Sim, quase toda a gente vai criticar José António Saraiva por ter sido entrevistado no Expresso. 2) Sim, Eduardo Prado Coelho correu a defender Manuel Maria Carrilho depois do vídeo da sua candidatura à Câmara de Lisboa; a família é tudo. 3) Sim, passados três meses, Freitas do Amaral já não tem a «unanimidade» atrás de si. 4) Sim, o presidente Sampaio distribuiu mais umas medalhas (nos seus dois mandatos, de qualquer modo, só gastou metade das de Mário Soares, um mãos largas). 4) Sim, a generalidade da imprensa portuguesa continua a pensar que o presidente Lula, coitado, não sabia que o seu próprio partido pagava aos deputados do PP e do PL (e do PTB, bem vistas as coisas) – coitado do Lula, tão coitado. 5) Sim, ainda ninguém sabe como o governo vai cortar na reforma de Luís Campos e Cunha, ou no seu ordenado de ministro.»
No seu AVIZ Francisco José Viegas faz a síntese perfeita dos últimos dias num post intitulado «Como Se Esperava»:
«1) Sim, quase toda a gente vai criticar José António Saraiva por ter sido entrevistado no Expresso. 2) Sim, Eduardo Prado Coelho correu a defender Manuel Maria Carrilho depois do vídeo da sua candidatura à Câmara de Lisboa; a família é tudo. 3) Sim, passados três meses, Freitas do Amaral já não tem a «unanimidade» atrás de si. 4) Sim, o presidente Sampaio distribuiu mais umas medalhas (nos seus dois mandatos, de qualquer modo, só gastou metade das de Mário Soares, um mãos largas). 4) Sim, a generalidade da imprensa portuguesa continua a pensar que o presidente Lula, coitado, não sabia que o seu próprio partido pagava aos deputados do PP e do PL (e do PTB, bem vistas as coisas) – coitado do Lula, tão coitado. 5) Sim, ainda ninguém sabe como o governo vai cortar na reforma de Luís Campos e Cunha, ou no seu ordenado de ministro.»
OUVIR – Foi desta que me converti ao iPod. Comprei um dos mini, de 6 GB, e não quero outra coisa. Já meti lá dentro uma dúzia dos meus CD’s mais queridos e encontrei um novo hobby que é fazer listas das minhas canções e músicas preferidas e ir colocando-as na máquina. Agora mesmo estou a ouvir os Byrds – de que tinha saudades sem saber. Finalmente consigo ouvir os meus discos antigos em qualquer altura sem ter que carregar a casa atrás. E vou pondo e tirando as novidades, que dantes mal tinha tempo para ouvir em casa, metade delas descobertas no iTunes, como o novo dos Coldplay.
DESCOBRIR – Os novos trabalhos, pintura sobre papel, de Inez Teixeira continuam a expressar uma visão muito orgânica – mas nesta nova exposição aprofundam esse caminho e criam momentos quase viscerais de enorme impacto. «Cursor» é o título da exposição que fica no Palácio Nacional de Queluz até 21 de Agosto – boa ideia esta de expôr arte contemporãnea em salas tradicionais de palácios e monumentos nacionais, o IPPAR está de parabéns.
COMIDINHA – Aconteceu-me esta semana que redescobri o prazer das coisas simples no Santo António de Alfama, um restaurante no Beco de São Miguel. Local simpático, serviço atento, ambiente de bairro popular. Bons petiscos, boas entradas, preço razoável e uma esplanada agradável. A comandar (bem) as operações está agora um jovem actor, o José Pedro Vasconcelos. Tel. 218 881 328, fecha às terças.
ENSINAR A VER - O Governo da Catalunha vai lançar um programa de educação audiovisual que se destina a ensinar as crianças e os jovens a diferenciar ficção e realidade, onde encontrar informaçãoo, como interpretá-la e analisá-la e também adquirir conceitos referentes às mensagens publicitárias. A experiência vai arrancar em 50 escolas no próximo ano lectivo no ensino infatil, primário e secundário e será transversal a várias disciplinas.
SEM COMENTÁRIOS - A Comissão Europeia aprovou o princípio da concessão de financiamento estatal pela França à criação da CFII, Chaîne Française d’Information Internationale, o canal noticioso que pretende ser a resposta estatal francesa à privada norte-americana CNN. O novo canal será operado em conjunto pela FR 1 (privada, grupo Bouygues) e pela estação pública France Telévision. A declaração oficial da Comissão Europeia considera que «o projecto oferece garantias suficientes contra o risco de distorção da concorrência».
PRINCÍPIOS - Por ocasião da celebração do 25º aniversário da CNN, o seu fundador, Ted Turner, afirmou que a estação devia dedicar-se mais a cobrir o noticiário internacional e a falar do meio ambiente, em vez de privilegiar assuntos triviais e as desgraças e perversões do dia-a-dia. A afirmação foi feita num discurso aos colaboradores da CNN, no qual Turner sublinhou que o seu objectivo era que a CNN fosse uma referência do melhor jornalismo e não da informação tablóide.
AS CRIANÇAS E O DINHEIRO - A Merrill Lynch está a trabalhar em parceria com os produtores norte-americanos e criadores originais da «Rua Sésamo» para desenvolver conteúdos que incutam nas crianças uma percepção mais global do mundo actual e que as ensinem a lidar com questões financeiras. Esta firma de gestão de investimentos atribuíu cinco milhoes de dólares à Sesame Workshop, a produtora do programa, com o objectivo de fomentar a percepção entre as crianças dos cuidados a ter com o dinheiro, abordando questões como a poupança, os juros e o crédito, por exemplo. «Estamos a promover o conhecimento na área financeira, que é uma área decisiva do conhecimento pessoal no mundo contemporâneo» - sublinharam responsáveis do banco.
PAGAR – Cada vez que daqui a uns meses comprar um disco ou um livro, um quinto do que pago irá para o Estado. Na realidade um quinto de tudo o que eu comprar passará a ir para o Estado ladrão. É IVA demais. É um roubo. Em três anos o IVA em Portugal terá subido quatro por cento – e imposto que sobe, já se sabe, não baixa mais. Não há lógica, nem moral. Muito gostava de ver um estudo comparado, de leitura simples, sobre o IVA nos Estados da União Europeia. Em Portugal a maior parte do que ganhamos vai, directa ou indirectamente, para sustentar o Estado – que nem sequer funciona. É uma pouca-vergonha.
BACK TO BASICS – O objectivo da política não é a verdade, nem fazer o bem.
REMATE - Como diz Agustina Bessa-Luís, mais vale gerir o mal do que pregar o bem.
DESCOBRIR – Os novos trabalhos, pintura sobre papel, de Inez Teixeira continuam a expressar uma visão muito orgânica – mas nesta nova exposição aprofundam esse caminho e criam momentos quase viscerais de enorme impacto. «Cursor» é o título da exposição que fica no Palácio Nacional de Queluz até 21 de Agosto – boa ideia esta de expôr arte contemporãnea em salas tradicionais de palácios e monumentos nacionais, o IPPAR está de parabéns.
COMIDINHA – Aconteceu-me esta semana que redescobri o prazer das coisas simples no Santo António de Alfama, um restaurante no Beco de São Miguel. Local simpático, serviço atento, ambiente de bairro popular. Bons petiscos, boas entradas, preço razoável e uma esplanada agradável. A comandar (bem) as operações está agora um jovem actor, o José Pedro Vasconcelos. Tel. 218 881 328, fecha às terças.
ENSINAR A VER - O Governo da Catalunha vai lançar um programa de educação audiovisual que se destina a ensinar as crianças e os jovens a diferenciar ficção e realidade, onde encontrar informaçãoo, como interpretá-la e analisá-la e também adquirir conceitos referentes às mensagens publicitárias. A experiência vai arrancar em 50 escolas no próximo ano lectivo no ensino infatil, primário e secundário e será transversal a várias disciplinas.
SEM COMENTÁRIOS - A Comissão Europeia aprovou o princípio da concessão de financiamento estatal pela França à criação da CFII, Chaîne Française d’Information Internationale, o canal noticioso que pretende ser a resposta estatal francesa à privada norte-americana CNN. O novo canal será operado em conjunto pela FR 1 (privada, grupo Bouygues) e pela estação pública France Telévision. A declaração oficial da Comissão Europeia considera que «o projecto oferece garantias suficientes contra o risco de distorção da concorrência».
PRINCÍPIOS - Por ocasião da celebração do 25º aniversário da CNN, o seu fundador, Ted Turner, afirmou que a estação devia dedicar-se mais a cobrir o noticiário internacional e a falar do meio ambiente, em vez de privilegiar assuntos triviais e as desgraças e perversões do dia-a-dia. A afirmação foi feita num discurso aos colaboradores da CNN, no qual Turner sublinhou que o seu objectivo era que a CNN fosse uma referência do melhor jornalismo e não da informação tablóide.
AS CRIANÇAS E O DINHEIRO - A Merrill Lynch está a trabalhar em parceria com os produtores norte-americanos e criadores originais da «Rua Sésamo» para desenvolver conteúdos que incutam nas crianças uma percepção mais global do mundo actual e que as ensinem a lidar com questões financeiras. Esta firma de gestão de investimentos atribuíu cinco milhoes de dólares à Sesame Workshop, a produtora do programa, com o objectivo de fomentar a percepção entre as crianças dos cuidados a ter com o dinheiro, abordando questões como a poupança, os juros e o crédito, por exemplo. «Estamos a promover o conhecimento na área financeira, que é uma área decisiva do conhecimento pessoal no mundo contemporâneo» - sublinharam responsáveis do banco.
PAGAR – Cada vez que daqui a uns meses comprar um disco ou um livro, um quinto do que pago irá para o Estado. Na realidade um quinto de tudo o que eu comprar passará a ir para o Estado ladrão. É IVA demais. É um roubo. Em três anos o IVA em Portugal terá subido quatro por cento – e imposto que sobe, já se sabe, não baixa mais. Não há lógica, nem moral. Muito gostava de ver um estudo comparado, de leitura simples, sobre o IVA nos Estados da União Europeia. Em Portugal a maior parte do que ganhamos vai, directa ou indirectamente, para sustentar o Estado – que nem sequer funciona. É uma pouca-vergonha.
BACK TO BASICS – O objectivo da política não é a verdade, nem fazer o bem.
REMATE - Como diz Agustina Bessa-Luís, mais vale gerir o mal do que pregar o bem.
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OUVIR – Foi desta que me converti ao iPod. Comprei um dos mini, de 6 GB, e não quero outra coisa. Já meti lá dentro uma dúzia dos meus CD’s mais queridos e encontrei um novo hobby que é fazer listas das minhas canções e músicas preferidas e ir colocando-as na máquina. Agora mesmo estou a ouvir os Byrds – de que tinha saudades sem saber. Finalmente consigo ouvir os meus discos antigos em qualquer altura sem ter que carregar a casa atrás. E vou pondo e tirando as novidades, que dantes mal tinha tempo para ouvir em casa, metade delas descobertas no iTunes, como o novo dos Coldplay.
DESCOBRIR – Os novos trabalhos, pintura sobre papel, de Inez Teixeira continuam a expressar uma visão muito orgânica – mas nesta nova exposição aprofundam esse caminho e criam momentos quase viscerais de enorme impacto. «Cursor» é o título da exposição que fica no Palácio Nacional de Queluz até 21 de Agosto – boa ideia esta de expôr arte contemporãnea em salas tradicionais de palácios e monumentos nacionais, o IPPAR está de parabéns.
COMIDINHA – Aconteceu-me esta semana que redescobri o prazer das coisas simples no Santo António de Alfama, um restaurante no Beco de São Miguel. Local simpático, serviço atento, ambiente de bairro popular. Bons petiscos, boas entradas, preço razoável e uma esplanada agradável. A comandar (bem) as operações está agora um jovem actor, o José Pedro Vasconcelos. Tel. 218 881 328, fecha às terças.
ENSINAR A VER - O Governo da Catalunha vai lançar um programa de educação audiovisual que se destina a ensinar as crianças e os jovens a diferenciar ficção e realidade, onde encontrar informaçãoo, como interpretá-la e analisá-la e também adquirir conceitos referentes às mensagens publicitárias. A experiência vai arrancar em 50 escolas no próximo ano lectivo no ensino infatil, primário e secundário e será transversal a várias disciplinas.
SEM COMENTÁRIOS - A Comissão Europeia aprovou o princípio da concessão de financiamento estatal pela França à criação da CFII, Chaîne Française d’Information Internationale, o canal noticioso que pretende ser a resposta estatal francesa à privada norte-americana CNN. O novo canal será operado em conjunto pela FR 1 (privada, grupo Bouygues) e pela estação pública France Telévision. A declaração oficial da Comissão Europeia considera que «o projecto oferece garantias suficientes contra o risco de distorção da concorrência».
PRINCÍPIOS - Por ocasião da celebração do 25º aniversário da CNN, o seu fundador, Ted Turner, afirmou que a estação devia dedicar-se mais a cobrir o noticiário internacional e a falar do meio ambiente, em vez de privilegiar assuntos triviais e as desgraças e perversões do dia-a-dia. A afirmação foi feita num discurso aos colaboradores da CNN, no qual Turner sublinhou que o seu objectivo era que a CNN fosse uma referência do melhor jornalismo e não da informação tablóide.
AS CRIANÇAS E O DINHEIRO - A Merrill Lynch está a trabalhar em parceria com os produtores norte-americanos e criadores originais da «Rua Sésamo» para desenvolver conteúdos que incutam nas crianças uma percepção mais global do mundo actual e que as ensinem a lidar com questões financeiras. Esta firma de gestão de investimentos atribuíu cinco milhoes de dólares à Sesame Workshop, a produtora do programa, com o objectivo de fomentar a percepção entre as crianças dos cuidados a ter com o dinheiro, abordando questões como a poupança, os juros e o crédito, por exemplo. «Estamos a promover o conhecimento na área financeira, que é uma área decisiva do conhecimento pessoal no mundo contemporâneo» - sublinharam responsáveis do banco.
PAGAR – Cada vez que daqui a uns meses comprar um disco ou um livro, um quinto do que pago irá para o Estado. Na realidade um quinto de tudo o que eu comprar passará a ir para o Estado ladrão. É IVA demais. É um roubo. Em três anos o IVA em Portugal terá subido quatro por cento – e imposto que sobe, já se sabe, não baixa mais. Não há lógica, nem moral. Muito gostava de ver um estudo comparado, de leitura simples, sobre o IVA nos Estados da União Europeia. Em Portugal a maior parte do que ganhamos vai, directa ou indirectamente, para sustentar o Estado – que nem sequer funciona. É uma pouca-vergonha.
BACK TO BASICS – O objectivo da política não é a verdade, nem fazer o bem.
REMATE - Como diz Agustina Bessa-Luís, mais vale gerir o mal do que pregar o bem.
DESCOBRIR – Os novos trabalhos, pintura sobre papel, de Inez Teixeira continuam a expressar uma visão muito orgânica – mas nesta nova exposição aprofundam esse caminho e criam momentos quase viscerais de enorme impacto. «Cursor» é o título da exposição que fica no Palácio Nacional de Queluz até 21 de Agosto – boa ideia esta de expôr arte contemporãnea em salas tradicionais de palácios e monumentos nacionais, o IPPAR está de parabéns.
COMIDINHA – Aconteceu-me esta semana que redescobri o prazer das coisas simples no Santo António de Alfama, um restaurante no Beco de São Miguel. Local simpático, serviço atento, ambiente de bairro popular. Bons petiscos, boas entradas, preço razoável e uma esplanada agradável. A comandar (bem) as operações está agora um jovem actor, o José Pedro Vasconcelos. Tel. 218 881 328, fecha às terças.
ENSINAR A VER - O Governo da Catalunha vai lançar um programa de educação audiovisual que se destina a ensinar as crianças e os jovens a diferenciar ficção e realidade, onde encontrar informaçãoo, como interpretá-la e analisá-la e também adquirir conceitos referentes às mensagens publicitárias. A experiência vai arrancar em 50 escolas no próximo ano lectivo no ensino infatil, primário e secundário e será transversal a várias disciplinas.
SEM COMENTÁRIOS - A Comissão Europeia aprovou o princípio da concessão de financiamento estatal pela França à criação da CFII, Chaîne Française d’Information Internationale, o canal noticioso que pretende ser a resposta estatal francesa à privada norte-americana CNN. O novo canal será operado em conjunto pela FR 1 (privada, grupo Bouygues) e pela estação pública France Telévision. A declaração oficial da Comissão Europeia considera que «o projecto oferece garantias suficientes contra o risco de distorção da concorrência».
PRINCÍPIOS - Por ocasião da celebração do 25º aniversário da CNN, o seu fundador, Ted Turner, afirmou que a estação devia dedicar-se mais a cobrir o noticiário internacional e a falar do meio ambiente, em vez de privilegiar assuntos triviais e as desgraças e perversões do dia-a-dia. A afirmação foi feita num discurso aos colaboradores da CNN, no qual Turner sublinhou que o seu objectivo era que a CNN fosse uma referência do melhor jornalismo e não da informação tablóide.
AS CRIANÇAS E O DINHEIRO - A Merrill Lynch está a trabalhar em parceria com os produtores norte-americanos e criadores originais da «Rua Sésamo» para desenvolver conteúdos que incutam nas crianças uma percepção mais global do mundo actual e que as ensinem a lidar com questões financeiras. Esta firma de gestão de investimentos atribuíu cinco milhoes de dólares à Sesame Workshop, a produtora do programa, com o objectivo de fomentar a percepção entre as crianças dos cuidados a ter com o dinheiro, abordando questões como a poupança, os juros e o crédito, por exemplo. «Estamos a promover o conhecimento na área financeira, que é uma área decisiva do conhecimento pessoal no mundo contemporâneo» - sublinharam responsáveis do banco.
PAGAR – Cada vez que daqui a uns meses comprar um disco ou um livro, um quinto do que pago irá para o Estado. Na realidade um quinto de tudo o que eu comprar passará a ir para o Estado ladrão. É IVA demais. É um roubo. Em três anos o IVA em Portugal terá subido quatro por cento – e imposto que sobe, já se sabe, não baixa mais. Não há lógica, nem moral. Muito gostava de ver um estudo comparado, de leitura simples, sobre o IVA nos Estados da União Europeia. Em Portugal a maior parte do que ganhamos vai, directa ou indirectamente, para sustentar o Estado – que nem sequer funciona. É uma pouca-vergonha.
BACK TO BASICS – O objectivo da política não é a verdade, nem fazer o bem.
REMATE - Como diz Agustina Bessa-Luís, mais vale gerir o mal do que pregar o bem.
junho 09, 2005
LULA APODRECIDA
Para os fanáticos da superioridade moral da esquerda uma leitura atenta do escândalo da compra de votos para apoio das medidas do Governo Lula é um bom e educativo passatempo. A esquerda gosta de pôr uma auréola à volta da cabeça e umas asas nas omoplatas. mas vai-se a ver e é tudo fancaria.
Para os fanáticos da superioridade moral da esquerda uma leitura atenta do escândalo da compra de votos para apoio das medidas do Governo Lula é um bom e educativo passatempo. A esquerda gosta de pôr uma auréola à volta da cabeça e umas asas nas omoplatas. mas vai-se a ver e é tudo fancaria.
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LULA APODRECIDA
Para os fanáticos da superioridade moral da esquerda uma leitura atenta do escândalo da compra de votos para apoio das medidas do Governo Lula é um bom e educativo passatempo. A esquerda gosta de pôr uma auréola à volta da cabeça e umas asas nas omoplatas. mas vai-se a ver e é tudo fancaria.
Para os fanáticos da superioridade moral da esquerda uma leitura atenta do escândalo da compra de votos para apoio das medidas do Governo Lula é um bom e educativo passatempo. A esquerda gosta de pôr uma auréola à volta da cabeça e umas asas nas omoplatas. mas vai-se a ver e é tudo fancaria.
O CÍRCULO DEIXOU DE SER QUADRADO
Uma das permissas do programa «A Quadratura do Círculo» era juntar à mesma mesa figuras com clara posição partidária mas com a singularidade de serem livre-pensadores, uns mais fiéis às disciplinas dos respectivos partidos, outros menos. O problema nasceu quando José Magalhães foi substituído por Jorge Coelho. Magalhães e Pacheco Pereira eram os velhos compéres do teatro de revista e, nos tempos iniciais, Nogueira de Brito era a voz da razão que tentava moderar a discussão dos dois (que mais tarde Lobo Xavier soube reinventar). Agora Coelho é apenas o porta voz de uma direcção partidária, usa o programa para fazer propaganda em vez de discutir ideias. E, ainda por cima, sendo cada vez mais evidente que é ele quem de facto manda no PS e estabelece a agenda da governação, no fundo trata-se de dar tempo de antena à direcção política do partido do governo. Todos ficámos a perder com a troca. Coelho rebentou com a quadratura do círculo e tornou-o monotonamente redondo.
Uma das permissas do programa «A Quadratura do Círculo» era juntar à mesma mesa figuras com clara posição partidária mas com a singularidade de serem livre-pensadores, uns mais fiéis às disciplinas dos respectivos partidos, outros menos. O problema nasceu quando José Magalhães foi substituído por Jorge Coelho. Magalhães e Pacheco Pereira eram os velhos compéres do teatro de revista e, nos tempos iniciais, Nogueira de Brito era a voz da razão que tentava moderar a discussão dos dois (que mais tarde Lobo Xavier soube reinventar). Agora Coelho é apenas o porta voz de uma direcção partidária, usa o programa para fazer propaganda em vez de discutir ideias. E, ainda por cima, sendo cada vez mais evidente que é ele quem de facto manda no PS e estabelece a agenda da governação, no fundo trata-se de dar tempo de antena à direcção política do partido do governo. Todos ficámos a perder com a troca. Coelho rebentou com a quadratura do círculo e tornou-o monotonamente redondo.
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O CÍRCULO DEIXOU DE SER QUADRADO
Uma das permissas do programa «A Quadratura do Círculo» era juntar à mesma mesa figuras com clara posição partidária mas com a singularidade de serem livre-pensadores, uns mais fiéis às disciplinas dos respectivos partidos, outros menos. O problema nasceu quando José Magalhães foi substituído por Jorge Coelho. Magalhães e Pacheco Pereira eram os velhos compéres do teatro de revista e, nos tempos iniciais, Nogueira de Brito era a voz da razão que tentava moderar a discussão dos dois (que mais tarde Lobo Xavier soube reinventar). Agora Coelho é apenas o porta voz de uma direcção partidária, usa o programa para fazer propaganda em vez de discutir ideias. E, ainda por cima, sendo cada vez mais evidente que é ele quem de facto manda no PS e estabelece a agenda da governação, no fundo trata-se de dar tempo de antena à direcção política do partido do governo. Todos ficámos a perder com a troca. Coelho rebentou com a quadratura do círculo e tornou-o monotonamente redondo.
Uma das permissas do programa «A Quadratura do Círculo» era juntar à mesma mesa figuras com clara posição partidária mas com a singularidade de serem livre-pensadores, uns mais fiéis às disciplinas dos respectivos partidos, outros menos. O problema nasceu quando José Magalhães foi substituído por Jorge Coelho. Magalhães e Pacheco Pereira eram os velhos compéres do teatro de revista e, nos tempos iniciais, Nogueira de Brito era a voz da razão que tentava moderar a discussão dos dois (que mais tarde Lobo Xavier soube reinventar). Agora Coelho é apenas o porta voz de uma direcção partidária, usa o programa para fazer propaganda em vez de discutir ideias. E, ainda por cima, sendo cada vez mais evidente que é ele quem de facto manda no PS e estabelece a agenda da governação, no fundo trata-se de dar tempo de antena à direcção política do partido do governo. Todos ficámos a perder com a troca. Coelho rebentou com a quadratura do círculo e tornou-o monotonamente redondo.
REFERENDO
Está cada vez mais claro que a Constituição Europeia, se um dia existir, não vai ter o texto que tem agora e que alguns insistem em levar a referendo em Portugal. Usam o argumento de que é boa altura para se discutir a Europa. Eu também acho - e acho que quem hoje diz isso foi quem sempre a quis impôr e nunca aceitou discuti-la. Só que uma coisa é discutir a Europa, outra é referendar um texto que já é papel de embrulho.
Está cada vez mais claro que a Constituição Europeia, se um dia existir, não vai ter o texto que tem agora e que alguns insistem em levar a referendo em Portugal. Usam o argumento de que é boa altura para se discutir a Europa. Eu também acho - e acho que quem hoje diz isso foi quem sempre a quis impôr e nunca aceitou discuti-la. Só que uma coisa é discutir a Europa, outra é referendar um texto que já é papel de embrulho.
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REFERENDO
Está cada vez mais claro que a Constituição Europeia, se um dia existir, não vai ter o texto que tem agora e que alguns insistem em levar a referendo em Portugal. Usam o argumento de que é boa altura para se discutir a Europa. Eu também acho - e acho que quem hoje diz isso foi quem sempre a quis impôr e nunca aceitou discuti-la. Só que uma coisa é discutir a Europa, outra é referendar um texto que já é papel de embrulho.
Está cada vez mais claro que a Constituição Europeia, se um dia existir, não vai ter o texto que tem agora e que alguns insistem em levar a referendo em Portugal. Usam o argumento de que é boa altura para se discutir a Europa. Eu também acho - e acho que quem hoje diz isso foi quem sempre a quis impôr e nunca aceitou discuti-la. Só que uma coisa é discutir a Europa, outra é referendar um texto que já é papel de embrulho.
junho 08, 2005
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PROCURA-SE
Estando a oposição desaparecida, procura-se quem seja capaz de desempenhar a tarefa. Oferecem-se alvíssaras a quem conseguir localizar pessoa em condições.
Estando a oposição desaparecida, procura-se quem seja capaz de desempenhar a tarefa. Oferecem-se alvíssaras a quem conseguir localizar pessoa em condições.
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POLÍTICOS
Pelo andar que as coisas levam na política só ficam os que não têm mais nada para fazer. Demagogia é o que se chama ao que se está a passar.
Pelo andar que as coisas levam na política só ficam os que não têm mais nada para fazer. Demagogia é o que se chama ao que se está a passar.
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POPULISMOS
Como começa a estar dramaticamente à vista o populismo de esquerda não é diferente - nos métodos e resultados - do de direita. Será sina nossa estar na mão de populistas?
Como começa a estar dramaticamente à vista o populismo de esquerda não é diferente - nos métodos e resultados - do de direita. Será sina nossa estar na mão de populistas?
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