ADIVINHA
Quem fez campanha a dizer que não subia impostos?
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
junho 08, 2005
ROUBO
Quando se concretizar o novo aumento do IVA para 21%, um quinto de tudo o que comprarmos irá direitinho para o Estado ladrão. Em três anos passámos de 17 para 21% - na Alemanha o IVA máximo é 15%. Em nome do Estado providência (que por cá nem existe), fomenta-se o assalto ao contribuinte forçado.E já nem falo do escandaloso caso dos discos - aqui taxados sempre ao valor máximo.
Quando se concretizar o novo aumento do IVA para 21%, um quinto de tudo o que comprarmos irá direitinho para o Estado ladrão. Em três anos passámos de 17 para 21% - na Alemanha o IVA máximo é 15%. Em nome do Estado providência (que por cá nem existe), fomenta-se o assalto ao contribuinte forçado.E já nem falo do escandaloso caso dos discos - aqui taxados sempre ao valor máximo.
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ROUBO
Quando se concretizar o novo aumento do IVA para 21%, um quinto de tudo o que comprarmos irá direitinho para o Estado ladrão. Em três anos passámos de 17 para 21% - na Alemanha o IVA máximo é 15%. Em nome do Estado providência (que por cá nem existe), fomenta-se o assalto ao contribuinte forçado.E já nem falo do escandaloso caso dos discos - aqui taxados sempre ao valor máximo.
Quando se concretizar o novo aumento do IVA para 21%, um quinto de tudo o que comprarmos irá direitinho para o Estado ladrão. Em três anos passámos de 17 para 21% - na Alemanha o IVA máximo é 15%. Em nome do Estado providência (que por cá nem existe), fomenta-se o assalto ao contribuinte forçado.E já nem falo do escandaloso caso dos discos - aqui taxados sempre ao valor máximo.
junho 07, 2005
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LISBOA - COISAS QUE NÃO PERCEBO
Não entendo porque é que se há-de querer reconstruir o Parque Mayer, nem entendo porque é que se continua a falar de teatro de revista, uma coisa que está mais morta que a Constituição Europeia e que é mais desinteressante que uma arenga de Jorge Coelho.
Não entendo porque é que se há-de querer reconstruir o Parque Mayer, nem entendo porque é que se continua a falar de teatro de revista, uma coisa que está mais morta que a Constituição Europeia e que é mais desinteressante que uma arenga de Jorge Coelho.
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IRREAL
A Constituição Europeia nem chegou a nascer. Freitas já deu por isso, o resto do Governo continua a querer forçar o irreal. No fundo é o que têm andado a fazer desde que foram eleitos.
A Constituição Europeia nem chegou a nascer. Freitas já deu por isso, o resto do Governo continua a querer forçar o irreal. No fundo é o que têm andado a fazer desde que foram eleitos.
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PORCARIA
A política portuguesa transformou-se num jogo de conveniências e num repositório de falsidades e hipocrisias - seja qual fôr o lado do espectro partidário.
A política portuguesa transformou-se num jogo de conveniências e num repositório de falsidades e hipocrisias - seja qual fôr o lado do espectro partidário.
junho 06, 2005
Star Wars low budget
ESPREITAR – Shane Felux é um fã da saga da «Guerra das Estrelas» que ao longo dos últimos três anos pôs de pé a sua própria versão da história. O projecto custou-lhe cerca de 20 mil dólares (basicamente investido em hardware). Toda a gente trabalhou de borla, desde os actores amadores até todos os técnicos envolvidos e,claro, o próprio Felux. O resultado é «Revelations», um filme de 40 minutos que tem acesso livre na net num ficheiro de 252 Mb e que desde que foi disponibilizado, em Abril, já teve mais de um milhão de downloads. Se querem ter uma ideia, procurem a página da Painstruck Productions e serão surpreendidos pela qualidade do projecto. George Lucas acarinha este tipo de inciativas e estimula-as, desde que elas não tenham intuitos comerciais – ou seja, permite que personangens e temas do seu universo sejam utilizados em novas histórias por fãs da série, desde que os projectos não tenham fins lucrativos – na realidade o próprio Lucas promove um concurso anual de fan films. Shane Felux não deu por mal empregue o investimento de três anos feito em «Revelation» - o facto de ter sido lançado já em plena tempestade da apresentação do novo filme oficial da série, trouxe-lhe notoriedade acrescida e uma enorme projecção mediática que já despertou a atenção dos grandes estúdios de Hollywood. « Fiz ‘Revelations’ do nada, imaginem o que posso vir a fazer com um orçamento» - disse ele ao jornal «USA Today».
AUDIOVISUAL – As receitas totais das vendas internacionais de programas de televisão produzidos no Reino Unido atingiram 974 milhões de dólares em 2004, em comparação com os 921 milhões obtidos em 2003. Os números do ano passado foram em parte conseguidos pelo aumento de 25 por cento verificado nas vendas de DVDs e Home Vídeo, que atingiram 159 milhões de dólares. Os Estados Unidos absorvem 40 por cento do total das vendas e as exportações para a Europa Oriental subiram 28 por cento. Os programas mais vendidos foram «Gilette World Sport» que é vista em 220 países, a série policial «Midsome Murder» que foi vendida para 204 países e o formato «Ídolos», presente em 200 mercados.
NÚMEROS – A circulação de jornais a nível global em todo o mundo aumentou 2,1 por cento em 2004 e as receitas de publicidade tiveram o maior aumento dos últimos três anos, com um salto de 5,3 por cento divulgou a World Association Of Newspapers. Na União Europeia, no entanto, registou-se uma quebra de 0,7 por cento da circulação de imprensa e Portugal e a Polónia foram os únicos países onde se registaram aumentos. Nos Estados Unidos houve decréscimo de um por cento, a União Indiana e a China registaram aumentos e o Japão manteve-se estável.
Nos números agora divulgados sente-se o peso dos jornais de distribuição gratuita – que em Espanha já significam 40% do total da circulação dos jornais diários e em Itália estão nos 29 por cento. Outro dado curioso revela que as edições on line dos jornais a nível mundial tiveram um aumento de visitantes de 32 por cento - em consequência as receitas de publicidade nos sites de jornais em todo o mundo subiram 21 por cento em 2004, o maior aumento já verificado no sector.
DEVORAR – A edição especial extra-série da revista «The Economist» que leva o título genérico de «Intelligent Life, New Trends For Smart Living». Ao longo de 146 páginas pode encontrar um ponto de situação das principais tendências nos campos da moda, bens de consumo, viagem, veículos, entretenimento, manutenção da forma física e gestão pessoal de recursos e dinheiro. Tudo está convenientemente ilustrado e, claro, com o rigor estatístico e informativo que são a marca editorial da «Economist».
AUSTERIDADE – Em tempo de vacas magras é tempo de procurar restaurantes baratos e bons. A Sofxana fica no nº16 da Rua do Beato e produz cozinha portuguesa honesta e bem servida. As especialidade da casa são cataplanas de cherne e marisco, posta mirandesa, entrecosto no churrasco e cozido (às quartas e Domingos). O vinho da casa (quer o branco, quer o tinto), vem de Peso da Régua e é digno. O cozido tem enchidos de boa qualidade, é farto de carnes. Indo para o vinho da casa, cada pessoa fica bem servida por dez euros. A sala é simpática, o serviço é q.b.. Telefone 21 868 17 56.
REMATE – Parece que desta vez o pessoal fartou-se de levar com a mania da Europa em cima e mandou às urtigas uma Constituição que poucos percebem para que serve e o que é.
ESPREITAR – Shane Felux é um fã da saga da «Guerra das Estrelas» que ao longo dos últimos três anos pôs de pé a sua própria versão da história. O projecto custou-lhe cerca de 20 mil dólares (basicamente investido em hardware). Toda a gente trabalhou de borla, desde os actores amadores até todos os técnicos envolvidos e,claro, o próprio Felux. O resultado é «Revelations», um filme de 40 minutos que tem acesso livre na net num ficheiro de 252 Mb e que desde que foi disponibilizado, em Abril, já teve mais de um milhão de downloads. Se querem ter uma ideia, procurem a página da Painstruck Productions e serão surpreendidos pela qualidade do projecto. George Lucas acarinha este tipo de inciativas e estimula-as, desde que elas não tenham intuitos comerciais – ou seja, permite que personangens e temas do seu universo sejam utilizados em novas histórias por fãs da série, desde que os projectos não tenham fins lucrativos – na realidade o próprio Lucas promove um concurso anual de fan films. Shane Felux não deu por mal empregue o investimento de três anos feito em «Revelation» - o facto de ter sido lançado já em plena tempestade da apresentação do novo filme oficial da série, trouxe-lhe notoriedade acrescida e uma enorme projecção mediática que já despertou a atenção dos grandes estúdios de Hollywood. « Fiz ‘Revelations’ do nada, imaginem o que posso vir a fazer com um orçamento» - disse ele ao jornal «USA Today».
AUDIOVISUAL – As receitas totais das vendas internacionais de programas de televisão produzidos no Reino Unido atingiram 974 milhões de dólares em 2004, em comparação com os 921 milhões obtidos em 2003. Os números do ano passado foram em parte conseguidos pelo aumento de 25 por cento verificado nas vendas de DVDs e Home Vídeo, que atingiram 159 milhões de dólares. Os Estados Unidos absorvem 40 por cento do total das vendas e as exportações para a Europa Oriental subiram 28 por cento. Os programas mais vendidos foram «Gilette World Sport» que é vista em 220 países, a série policial «Midsome Murder» que foi vendida para 204 países e o formato «Ídolos», presente em 200 mercados.
NÚMEROS – A circulação de jornais a nível global em todo o mundo aumentou 2,1 por cento em 2004 e as receitas de publicidade tiveram o maior aumento dos últimos três anos, com um salto de 5,3 por cento divulgou a World Association Of Newspapers. Na União Europeia, no entanto, registou-se uma quebra de 0,7 por cento da circulação de imprensa e Portugal e a Polónia foram os únicos países onde se registaram aumentos. Nos Estados Unidos houve decréscimo de um por cento, a União Indiana e a China registaram aumentos e o Japão manteve-se estável.
Nos números agora divulgados sente-se o peso dos jornais de distribuição gratuita – que em Espanha já significam 40% do total da circulação dos jornais diários e em Itália estão nos 29 por cento. Outro dado curioso revela que as edições on line dos jornais a nível mundial tiveram um aumento de visitantes de 32 por cento - em consequência as receitas de publicidade nos sites de jornais em todo o mundo subiram 21 por cento em 2004, o maior aumento já verificado no sector.
DEVORAR – A edição especial extra-série da revista «The Economist» que leva o título genérico de «Intelligent Life, New Trends For Smart Living». Ao longo de 146 páginas pode encontrar um ponto de situação das principais tendências nos campos da moda, bens de consumo, viagem, veículos, entretenimento, manutenção da forma física e gestão pessoal de recursos e dinheiro. Tudo está convenientemente ilustrado e, claro, com o rigor estatístico e informativo que são a marca editorial da «Economist».
AUSTERIDADE – Em tempo de vacas magras é tempo de procurar restaurantes baratos e bons. A Sofxana fica no nº16 da Rua do Beato e produz cozinha portuguesa honesta e bem servida. As especialidade da casa são cataplanas de cherne e marisco, posta mirandesa, entrecosto no churrasco e cozido (às quartas e Domingos). O vinho da casa (quer o branco, quer o tinto), vem de Peso da Régua e é digno. O cozido tem enchidos de boa qualidade, é farto de carnes. Indo para o vinho da casa, cada pessoa fica bem servida por dez euros. A sala é simpática, o serviço é q.b.. Telefone 21 868 17 56.
REMATE – Parece que desta vez o pessoal fartou-se de levar com a mania da Europa em cima e mandou às urtigas uma Constituição que poucos percebem para que serve e o que é.
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Star Wars low budget
ESPREITAR – Shane Felux é um fã da saga da «Guerra das Estrelas» que ao longo dos últimos três anos pôs de pé a sua própria versão da história. O projecto custou-lhe cerca de 20 mil dólares (basicamente investido em hardware). Toda a gente trabalhou de borla, desde os actores amadores até todos os técnicos envolvidos e,claro, o próprio Felux. O resultado é «Revelations», um filme de 40 minutos que tem acesso livre na net num ficheiro de 252 Mb e que desde que foi disponibilizado, em Abril, já teve mais de um milhão de downloads. Se querem ter uma ideia, procurem a página da Painstruck Productions e serão surpreendidos pela qualidade do projecto. George Lucas acarinha este tipo de inciativas e estimula-as, desde que elas não tenham intuitos comerciais – ou seja, permite que personangens e temas do seu universo sejam utilizados em novas histórias por fãs da série, desde que os projectos não tenham fins lucrativos – na realidade o próprio Lucas promove um concurso anual de fan films. Shane Felux não deu por mal empregue o investimento de três anos feito em «Revelation» - o facto de ter sido lançado já em plena tempestade da apresentação do novo filme oficial da série, trouxe-lhe notoriedade acrescida e uma enorme projecção mediática que já despertou a atenção dos grandes estúdios de Hollywood. « Fiz ‘Revelations’ do nada, imaginem o que posso vir a fazer com um orçamento» - disse ele ao jornal «USA Today».
AUDIOVISUAL – As receitas totais das vendas internacionais de programas de televisão produzidos no Reino Unido atingiram 974 milhões de dólares em 2004, em comparação com os 921 milhões obtidos em 2003. Os números do ano passado foram em parte conseguidos pelo aumento de 25 por cento verificado nas vendas de DVDs e Home Vídeo, que atingiram 159 milhões de dólares. Os Estados Unidos absorvem 40 por cento do total das vendas e as exportações para a Europa Oriental subiram 28 por cento. Os programas mais vendidos foram «Gilette World Sport» que é vista em 220 países, a série policial «Midsome Murder» que foi vendida para 204 países e o formato «Ídolos», presente em 200 mercados.
NÚMEROS – A circulação de jornais a nível global em todo o mundo aumentou 2,1 por cento em 2004 e as receitas de publicidade tiveram o maior aumento dos últimos três anos, com um salto de 5,3 por cento divulgou a World Association Of Newspapers. Na União Europeia, no entanto, registou-se uma quebra de 0,7 por cento da circulação de imprensa e Portugal e a Polónia foram os únicos países onde se registaram aumentos. Nos Estados Unidos houve decréscimo de um por cento, a União Indiana e a China registaram aumentos e o Japão manteve-se estável.
Nos números agora divulgados sente-se o peso dos jornais de distribuição gratuita – que em Espanha já significam 40% do total da circulação dos jornais diários e em Itália estão nos 29 por cento. Outro dado curioso revela que as edições on line dos jornais a nível mundial tiveram um aumento de visitantes de 32 por cento - em consequência as receitas de publicidade nos sites de jornais em todo o mundo subiram 21 por cento em 2004, o maior aumento já verificado no sector.
DEVORAR – A edição especial extra-série da revista «The Economist» que leva o título genérico de «Intelligent Life, New Trends For Smart Living». Ao longo de 146 páginas pode encontrar um ponto de situação das principais tendências nos campos da moda, bens de consumo, viagem, veículos, entretenimento, manutenção da forma física e gestão pessoal de recursos e dinheiro. Tudo está convenientemente ilustrado e, claro, com o rigor estatístico e informativo que são a marca editorial da «Economist».
AUSTERIDADE – Em tempo de vacas magras é tempo de procurar restaurantes baratos e bons. A Sofxana fica no nº16 da Rua do Beato e produz cozinha portuguesa honesta e bem servida. As especialidade da casa são cataplanas de cherne e marisco, posta mirandesa, entrecosto no churrasco e cozido (às quartas e Domingos). O vinho da casa (quer o branco, quer o tinto), vem de Peso da Régua e é digno. O cozido tem enchidos de boa qualidade, é farto de carnes. Indo para o vinho da casa, cada pessoa fica bem servida por dez euros. A sala é simpática, o serviço é q.b.. Telefone 21 868 17 56.
REMATE – Parece que desta vez o pessoal fartou-se de levar com a mania da Europa em cima e mandou às urtigas uma Constituição que poucos percebem para que serve e o que é.
ESPREITAR – Shane Felux é um fã da saga da «Guerra das Estrelas» que ao longo dos últimos três anos pôs de pé a sua própria versão da história. O projecto custou-lhe cerca de 20 mil dólares (basicamente investido em hardware). Toda a gente trabalhou de borla, desde os actores amadores até todos os técnicos envolvidos e,claro, o próprio Felux. O resultado é «Revelations», um filme de 40 minutos que tem acesso livre na net num ficheiro de 252 Mb e que desde que foi disponibilizado, em Abril, já teve mais de um milhão de downloads. Se querem ter uma ideia, procurem a página da Painstruck Productions e serão surpreendidos pela qualidade do projecto. George Lucas acarinha este tipo de inciativas e estimula-as, desde que elas não tenham intuitos comerciais – ou seja, permite que personangens e temas do seu universo sejam utilizados em novas histórias por fãs da série, desde que os projectos não tenham fins lucrativos – na realidade o próprio Lucas promove um concurso anual de fan films. Shane Felux não deu por mal empregue o investimento de três anos feito em «Revelation» - o facto de ter sido lançado já em plena tempestade da apresentação do novo filme oficial da série, trouxe-lhe notoriedade acrescida e uma enorme projecção mediática que já despertou a atenção dos grandes estúdios de Hollywood. « Fiz ‘Revelations’ do nada, imaginem o que posso vir a fazer com um orçamento» - disse ele ao jornal «USA Today».
AUDIOVISUAL – As receitas totais das vendas internacionais de programas de televisão produzidos no Reino Unido atingiram 974 milhões de dólares em 2004, em comparação com os 921 milhões obtidos em 2003. Os números do ano passado foram em parte conseguidos pelo aumento de 25 por cento verificado nas vendas de DVDs e Home Vídeo, que atingiram 159 milhões de dólares. Os Estados Unidos absorvem 40 por cento do total das vendas e as exportações para a Europa Oriental subiram 28 por cento. Os programas mais vendidos foram «Gilette World Sport» que é vista em 220 países, a série policial «Midsome Murder» que foi vendida para 204 países e o formato «Ídolos», presente em 200 mercados.
NÚMEROS – A circulação de jornais a nível global em todo o mundo aumentou 2,1 por cento em 2004 e as receitas de publicidade tiveram o maior aumento dos últimos três anos, com um salto de 5,3 por cento divulgou a World Association Of Newspapers. Na União Europeia, no entanto, registou-se uma quebra de 0,7 por cento da circulação de imprensa e Portugal e a Polónia foram os únicos países onde se registaram aumentos. Nos Estados Unidos houve decréscimo de um por cento, a União Indiana e a China registaram aumentos e o Japão manteve-se estável.
Nos números agora divulgados sente-se o peso dos jornais de distribuição gratuita – que em Espanha já significam 40% do total da circulação dos jornais diários e em Itália estão nos 29 por cento. Outro dado curioso revela que as edições on line dos jornais a nível mundial tiveram um aumento de visitantes de 32 por cento - em consequência as receitas de publicidade nos sites de jornais em todo o mundo subiram 21 por cento em 2004, o maior aumento já verificado no sector.
DEVORAR – A edição especial extra-série da revista «The Economist» que leva o título genérico de «Intelligent Life, New Trends For Smart Living». Ao longo de 146 páginas pode encontrar um ponto de situação das principais tendências nos campos da moda, bens de consumo, viagem, veículos, entretenimento, manutenção da forma física e gestão pessoal de recursos e dinheiro. Tudo está convenientemente ilustrado e, claro, com o rigor estatístico e informativo que são a marca editorial da «Economist».
AUSTERIDADE – Em tempo de vacas magras é tempo de procurar restaurantes baratos e bons. A Sofxana fica no nº16 da Rua do Beato e produz cozinha portuguesa honesta e bem servida. As especialidade da casa são cataplanas de cherne e marisco, posta mirandesa, entrecosto no churrasco e cozido (às quartas e Domingos). O vinho da casa (quer o branco, quer o tinto), vem de Peso da Régua e é digno. O cozido tem enchidos de boa qualidade, é farto de carnes. Indo para o vinho da casa, cada pessoa fica bem servida por dez euros. A sala é simpática, o serviço é q.b.. Telefone 21 868 17 56.
REMATE – Parece que desta vez o pessoal fartou-se de levar com a mania da Europa em cima e mandou às urtigas uma Constituição que poucos percebem para que serve e o que é.
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FORA
Sinto que não há espaço. Sinto-me cada vez mais de fora. Cada vez mais céptico. Cada vez mais distante de tudo.
Sinto que não há espaço. Sinto-me cada vez mais de fora. Cada vez mais céptico. Cada vez mais distante de tudo.
TEREI PINTADO O CABELO DE LOURO?
Quando soube das notícias sobre os aumentos nos impostos achei que tinha pintado o cabelo de louro e vivia na Suécia. É certo que temos um clima melhor, mas quase tudo o resto é pior, nomeadamente os serviços proporcionados aos cidadãos. O Estado quer que sejamos solidários com ele, mas não se mostra solidário connosco. Vai buscar mais a quem já paga bastante, sem nada oferecer, mas permanece receoso de afrontar os caciques locais com a questão das scuts e de aplicar o princípio, justíssimo, de que quem as utiliza é quem as deve pagar.
Das medidas anunciadas na semana passada salta uma coisa à vista: quem trabalha por conta de outrem é quem é mais uma vez penalizado. Convém sermos realistas: não estamos a falar de perseguir os incumpridores, estamos a falar de quem já hoje paga muito ao Estado todos os meses e que vai passar a trabalhar seis meses por ano apenas para pagar impostos e taxas directas.
A qualquer cidadão custa a acreditar que os responsáveis dos principais partidos, candidatos a Primeiro Ministro, não soubessem qual era a situação do país. Simplesmente não é credível que ignorassem o problema do deficit, que, além de variações conjunturais, é estrutural.
No meio da nova gritaria sobre as finanças públicas estranhei um silêncio – desta vez não se ouviu ainda o Presidente da República a falar da obsessão pelo deficit.
Fazer uma campanha e ganhar eleições a prometer uma coisa e, depois, fazer outra, é uma das formas de desacreditar o regime. Como é que se chama à forma de governo na qual exercem o poder aqueles que, com o verbo fácil, iludem as massas com falsas promessas? Se disserem demagogia acertam em pleno. A definição não é minha, vem nos dicionários.
Quando soube das notícias sobre os aumentos nos impostos achei que tinha pintado o cabelo de louro e vivia na Suécia. É certo que temos um clima melhor, mas quase tudo o resto é pior, nomeadamente os serviços proporcionados aos cidadãos. O Estado quer que sejamos solidários com ele, mas não se mostra solidário connosco. Vai buscar mais a quem já paga bastante, sem nada oferecer, mas permanece receoso de afrontar os caciques locais com a questão das scuts e de aplicar o princípio, justíssimo, de que quem as utiliza é quem as deve pagar.
Das medidas anunciadas na semana passada salta uma coisa à vista: quem trabalha por conta de outrem é quem é mais uma vez penalizado. Convém sermos realistas: não estamos a falar de perseguir os incumpridores, estamos a falar de quem já hoje paga muito ao Estado todos os meses e que vai passar a trabalhar seis meses por ano apenas para pagar impostos e taxas directas.
A qualquer cidadão custa a acreditar que os responsáveis dos principais partidos, candidatos a Primeiro Ministro, não soubessem qual era a situação do país. Simplesmente não é credível que ignorassem o problema do deficit, que, além de variações conjunturais, é estrutural.
No meio da nova gritaria sobre as finanças públicas estranhei um silêncio – desta vez não se ouviu ainda o Presidente da República a falar da obsessão pelo deficit.
Fazer uma campanha e ganhar eleições a prometer uma coisa e, depois, fazer outra, é uma das formas de desacreditar o regime. Como é que se chama à forma de governo na qual exercem o poder aqueles que, com o verbo fácil, iludem as massas com falsas promessas? Se disserem demagogia acertam em pleno. A definição não é minha, vem nos dicionários.
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TEREI PINTADO O CABELO DE LOURO?
Quando soube das notícias sobre os aumentos nos impostos achei que tinha pintado o cabelo de louro e vivia na Suécia. É certo que temos um clima melhor, mas quase tudo o resto é pior, nomeadamente os serviços proporcionados aos cidadãos. O Estado quer que sejamos solidários com ele, mas não se mostra solidário connosco. Vai buscar mais a quem já paga bastante, sem nada oferecer, mas permanece receoso de afrontar os caciques locais com a questão das scuts e de aplicar o princípio, justíssimo, de que quem as utiliza é quem as deve pagar.
Das medidas anunciadas na semana passada salta uma coisa à vista: quem trabalha por conta de outrem é quem é mais uma vez penalizado. Convém sermos realistas: não estamos a falar de perseguir os incumpridores, estamos a falar de quem já hoje paga muito ao Estado todos os meses e que vai passar a trabalhar seis meses por ano apenas para pagar impostos e taxas directas.
A qualquer cidadão custa a acreditar que os responsáveis dos principais partidos, candidatos a Primeiro Ministro, não soubessem qual era a situação do país. Simplesmente não é credível que ignorassem o problema do deficit, que, além de variações conjunturais, é estrutural.
No meio da nova gritaria sobre as finanças públicas estranhei um silêncio – desta vez não se ouviu ainda o Presidente da República a falar da obsessão pelo deficit.
Fazer uma campanha e ganhar eleições a prometer uma coisa e, depois, fazer outra, é uma das formas de desacreditar o regime. Como é que se chama à forma de governo na qual exercem o poder aqueles que, com o verbo fácil, iludem as massas com falsas promessas? Se disserem demagogia acertam em pleno. A definição não é minha, vem nos dicionários.
Quando soube das notícias sobre os aumentos nos impostos achei que tinha pintado o cabelo de louro e vivia na Suécia. É certo que temos um clima melhor, mas quase tudo o resto é pior, nomeadamente os serviços proporcionados aos cidadãos. O Estado quer que sejamos solidários com ele, mas não se mostra solidário connosco. Vai buscar mais a quem já paga bastante, sem nada oferecer, mas permanece receoso de afrontar os caciques locais com a questão das scuts e de aplicar o princípio, justíssimo, de que quem as utiliza é quem as deve pagar.
Das medidas anunciadas na semana passada salta uma coisa à vista: quem trabalha por conta de outrem é quem é mais uma vez penalizado. Convém sermos realistas: não estamos a falar de perseguir os incumpridores, estamos a falar de quem já hoje paga muito ao Estado todos os meses e que vai passar a trabalhar seis meses por ano apenas para pagar impostos e taxas directas.
A qualquer cidadão custa a acreditar que os responsáveis dos principais partidos, candidatos a Primeiro Ministro, não soubessem qual era a situação do país. Simplesmente não é credível que ignorassem o problema do deficit, que, além de variações conjunturais, é estrutural.
No meio da nova gritaria sobre as finanças públicas estranhei um silêncio – desta vez não se ouviu ainda o Presidente da República a falar da obsessão pelo deficit.
Fazer uma campanha e ganhar eleições a prometer uma coisa e, depois, fazer outra, é uma das formas de desacreditar o regime. Como é que se chama à forma de governo na qual exercem o poder aqueles que, com o verbo fácil, iludem as massas com falsas promessas? Se disserem demagogia acertam em pleno. A definição não é minha, vem nos dicionários.
maio 29, 2005
Pensem, Decidam, Façam
REVOLUÇÃO – O Channel 4 britânico está a montar um canal de televisão de banda larga em que a programação constará de documentários de quatro minutos que podem ser apresentados quer por produtores e profissionais, quer por crianças e alunos de escolas de diversos graus ou simplesmente amadores interessados. O canal de facto funcionará como um website de imagem em banda larga, de acesso livre. A estratégia do Channel 4 é «get back to basics» e começar a estabelecer a sua marca em canais distribuídos pela Internet. O operador britânico acredita que estes novos canais rivalizarão com a televisão tradicional dentro de apenas cinco anos.
ACÇÃO – A MTV lançou uma nova iniciativa. «Think MTV», que se destina a estimular o público juvenil do canal a agir em assuntos como o ensino, descriminação, ambiente e saúde sexual. Baseado no slogan «Pensem, Decidam, Façam» a iniciativa estará simultaneamente nos canais de televisão e nos sites MTV em todo o mundo. Ao longo ao ano a MTV fará emissões especiais, segmentos noticiosos e um grafismo próprio assinalará os conteúdos que tratam de assuntos de natureza social. Para encorajar as suas audiências a serem mais activas, a MTV criou um Fundo que financiará jovens que criem as suas próprias organizações ou clubes que se destinem a resolver uma necessidade premente das comunidades onde estão inseridos. Digam lá se o slogan «Pensem, Decidam, Façam», não cai como uma luva na classe política portuguesa?
LER – A edição de Março/Abril da revista «Media XXI» inclui um interessante artigo de Drew Davis, o presidente do American Press Institute. Como os tradutores tendem a poder ser traidores, a revista optou por o publicar em inglês. Excerto: « Acredito que as pessoas consomem media por seis razões: para saber o que se passa, por entretenimento, para comprarem coisas, para venderem coisas, para melhorar o trabalho e para constituir grupos e comunidades com os mesmos interesses. As companhias de media que terão êxito no futuro serão agentes fiáveis que consigam vender estes conteúdos e que garantam a satisfação dos clientes nesses seis pontos.»
OUVIR – Entre 1979 e 2001 Ney Matogrosso gravou a maior parte das suas grandes interpretações de canções como «América do Sul», «Vatapá», «Viajante», «Tanto Amar», «Sangue Latino», «Veleiro», «O Que É Que A Baihana Tem?» ou «Rosa de Hiroshima», por exemplo. Na colecção Antologia, que já tem volumes dedicados, por exemplo, a Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso ou Tom Jobin, a Universal lançou agora a «Antologia Ney Matogrosso 79/01».
VER – Volto a repetir: de toda a LisboaPhoto a exposição mais interessante é a que está na Plataforma Revólver (Rua da Boavista 84-3º, ao Cais de Sodré, aberta de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Comissariada por José Maçãs de Carvalho a exposição «My Own Private Pictures/Imagens Privadas» propõe uma visita a um apartamento em que cada sala tem imagens dos dez fotógrafos que responderam ao desafio e que organizaram eles próprios a disposição das imagens no espaço. Pena é que alguns dos responsáveis do certame municipal fotográfico estejam mais interessados em olhar para o umbigo e desenvolver teorias absurdas sobre a imagem fotográfica do que em destacar o que vale a pena, mesmo que não tenha sido criado por eles. É nisto que se vê a nossa pequenez.
COMIDINHA – O peixe é sempre fresco, os carapaus e as sardinhas assadas são de cair para o lado. O vinho da casa, em jarro, vem de Pias e é mais que honesto. Se quiser pode ir amansando o apetite com o queijo de Nisa ou o presunto que lhe colocam na mesa. Os pratos do dia variam entre cozido à portuguesa, feijoada à transmontana, pernil de porco e outras comidas leves, tudo saído da mão dotada da D. Teresa. Os ingredientes são de primeira e os preços são simpáticos. Onde se passa isto? Em pleno Bairro de Chelas, frente à repartição de Finanças, no lote 102 da Rua Actriz Palmira Bastos. Por fora parece um café de bairro, com mesa de snooker ao meio, casa simples e despretenciosa, mas de alta qualidade. Chama-se «Le Royal», o serviço não desmerece o nome. Tel. 218 592 280.
REMATE – Impostos prontos a subir, propriedades de multinacionais expropriadas, Figo (re)acolhido de braços abertos. O que é isto? – Portugal! Portugal! Portugal!
REVOLUÇÃO – O Channel 4 britânico está a montar um canal de televisão de banda larga em que a programação constará de documentários de quatro minutos que podem ser apresentados quer por produtores e profissionais, quer por crianças e alunos de escolas de diversos graus ou simplesmente amadores interessados. O canal de facto funcionará como um website de imagem em banda larga, de acesso livre. A estratégia do Channel 4 é «get back to basics» e começar a estabelecer a sua marca em canais distribuídos pela Internet. O operador britânico acredita que estes novos canais rivalizarão com a televisão tradicional dentro de apenas cinco anos.
ACÇÃO – A MTV lançou uma nova iniciativa. «Think MTV», que se destina a estimular o público juvenil do canal a agir em assuntos como o ensino, descriminação, ambiente e saúde sexual. Baseado no slogan «Pensem, Decidam, Façam» a iniciativa estará simultaneamente nos canais de televisão e nos sites MTV em todo o mundo. Ao longo ao ano a MTV fará emissões especiais, segmentos noticiosos e um grafismo próprio assinalará os conteúdos que tratam de assuntos de natureza social. Para encorajar as suas audiências a serem mais activas, a MTV criou um Fundo que financiará jovens que criem as suas próprias organizações ou clubes que se destinem a resolver uma necessidade premente das comunidades onde estão inseridos. Digam lá se o slogan «Pensem, Decidam, Façam», não cai como uma luva na classe política portuguesa?
LER – A edição de Março/Abril da revista «Media XXI» inclui um interessante artigo de Drew Davis, o presidente do American Press Institute. Como os tradutores tendem a poder ser traidores, a revista optou por o publicar em inglês. Excerto: « Acredito que as pessoas consomem media por seis razões: para saber o que se passa, por entretenimento, para comprarem coisas, para venderem coisas, para melhorar o trabalho e para constituir grupos e comunidades com os mesmos interesses. As companhias de media que terão êxito no futuro serão agentes fiáveis que consigam vender estes conteúdos e que garantam a satisfação dos clientes nesses seis pontos.»
OUVIR – Entre 1979 e 2001 Ney Matogrosso gravou a maior parte das suas grandes interpretações de canções como «América do Sul», «Vatapá», «Viajante», «Tanto Amar», «Sangue Latino», «Veleiro», «O Que É Que A Baihana Tem?» ou «Rosa de Hiroshima», por exemplo. Na colecção Antologia, que já tem volumes dedicados, por exemplo, a Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso ou Tom Jobin, a Universal lançou agora a «Antologia Ney Matogrosso 79/01».
VER – Volto a repetir: de toda a LisboaPhoto a exposição mais interessante é a que está na Plataforma Revólver (Rua da Boavista 84-3º, ao Cais de Sodré, aberta de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Comissariada por José Maçãs de Carvalho a exposição «My Own Private Pictures/Imagens Privadas» propõe uma visita a um apartamento em que cada sala tem imagens dos dez fotógrafos que responderam ao desafio e que organizaram eles próprios a disposição das imagens no espaço. Pena é que alguns dos responsáveis do certame municipal fotográfico estejam mais interessados em olhar para o umbigo e desenvolver teorias absurdas sobre a imagem fotográfica do que em destacar o que vale a pena, mesmo que não tenha sido criado por eles. É nisto que se vê a nossa pequenez.
COMIDINHA – O peixe é sempre fresco, os carapaus e as sardinhas assadas são de cair para o lado. O vinho da casa, em jarro, vem de Pias e é mais que honesto. Se quiser pode ir amansando o apetite com o queijo de Nisa ou o presunto que lhe colocam na mesa. Os pratos do dia variam entre cozido à portuguesa, feijoada à transmontana, pernil de porco e outras comidas leves, tudo saído da mão dotada da D. Teresa. Os ingredientes são de primeira e os preços são simpáticos. Onde se passa isto? Em pleno Bairro de Chelas, frente à repartição de Finanças, no lote 102 da Rua Actriz Palmira Bastos. Por fora parece um café de bairro, com mesa de snooker ao meio, casa simples e despretenciosa, mas de alta qualidade. Chama-se «Le Royal», o serviço não desmerece o nome. Tel. 218 592 280.
REMATE – Impostos prontos a subir, propriedades de multinacionais expropriadas, Figo (re)acolhido de braços abertos. O que é isto? – Portugal! Portugal! Portugal!
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Pensem, Decidam, Façam
REVOLUÇÃO – O Channel 4 britânico está a montar um canal de televisão de banda larga em que a programação constará de documentários de quatro minutos que podem ser apresentados quer por produtores e profissionais, quer por crianças e alunos de escolas de diversos graus ou simplesmente amadores interessados. O canal de facto funcionará como um website de imagem em banda larga, de acesso livre. A estratégia do Channel 4 é «get back to basics» e começar a estabelecer a sua marca em canais distribuídos pela Internet. O operador britânico acredita que estes novos canais rivalizarão com a televisão tradicional dentro de apenas cinco anos.
ACÇÃO – A MTV lançou uma nova iniciativa. «Think MTV», que se destina a estimular o público juvenil do canal a agir em assuntos como o ensino, descriminação, ambiente e saúde sexual. Baseado no slogan «Pensem, Decidam, Façam» a iniciativa estará simultaneamente nos canais de televisão e nos sites MTV em todo o mundo. Ao longo ao ano a MTV fará emissões especiais, segmentos noticiosos e um grafismo próprio assinalará os conteúdos que tratam de assuntos de natureza social. Para encorajar as suas audiências a serem mais activas, a MTV criou um Fundo que financiará jovens que criem as suas próprias organizações ou clubes que se destinem a resolver uma necessidade premente das comunidades onde estão inseridos. Digam lá se o slogan «Pensem, Decidam, Façam», não cai como uma luva na classe política portuguesa?
LER – A edição de Março/Abril da revista «Media XXI» inclui um interessante artigo de Drew Davis, o presidente do American Press Institute. Como os tradutores tendem a poder ser traidores, a revista optou por o publicar em inglês. Excerto: « Acredito que as pessoas consomem media por seis razões: para saber o que se passa, por entretenimento, para comprarem coisas, para venderem coisas, para melhorar o trabalho e para constituir grupos e comunidades com os mesmos interesses. As companhias de media que terão êxito no futuro serão agentes fiáveis que consigam vender estes conteúdos e que garantam a satisfação dos clientes nesses seis pontos.»
OUVIR – Entre 1979 e 2001 Ney Matogrosso gravou a maior parte das suas grandes interpretações de canções como «América do Sul», «Vatapá», «Viajante», «Tanto Amar», «Sangue Latino», «Veleiro», «O Que É Que A Baihana Tem?» ou «Rosa de Hiroshima», por exemplo. Na colecção Antologia, que já tem volumes dedicados, por exemplo, a Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso ou Tom Jobin, a Universal lançou agora a «Antologia Ney Matogrosso 79/01».
VER – Volto a repetir: de toda a LisboaPhoto a exposição mais interessante é a que está na Plataforma Revólver (Rua da Boavista 84-3º, ao Cais de Sodré, aberta de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Comissariada por José Maçãs de Carvalho a exposição «My Own Private Pictures/Imagens Privadas» propõe uma visita a um apartamento em que cada sala tem imagens dos dez fotógrafos que responderam ao desafio e que organizaram eles próprios a disposição das imagens no espaço. Pena é que alguns dos responsáveis do certame municipal fotográfico estejam mais interessados em olhar para o umbigo e desenvolver teorias absurdas sobre a imagem fotográfica do que em destacar o que vale a pena, mesmo que não tenha sido criado por eles. É nisto que se vê a nossa pequenez.
COMIDINHA – O peixe é sempre fresco, os carapaus e as sardinhas assadas são de cair para o lado. O vinho da casa, em jarro, vem de Pias e é mais que honesto. Se quiser pode ir amansando o apetite com o queijo de Nisa ou o presunto que lhe colocam na mesa. Os pratos do dia variam entre cozido à portuguesa, feijoada à transmontana, pernil de porco e outras comidas leves, tudo saído da mão dotada da D. Teresa. Os ingredientes são de primeira e os preços são simpáticos. Onde se passa isto? Em pleno Bairro de Chelas, frente à repartição de Finanças, no lote 102 da Rua Actriz Palmira Bastos. Por fora parece um café de bairro, com mesa de snooker ao meio, casa simples e despretenciosa, mas de alta qualidade. Chama-se «Le Royal», o serviço não desmerece o nome. Tel. 218 592 280.
REMATE – Impostos prontos a subir, propriedades de multinacionais expropriadas, Figo (re)acolhido de braços abertos. O que é isto? – Portugal! Portugal! Portugal!
REVOLUÇÃO – O Channel 4 britânico está a montar um canal de televisão de banda larga em que a programação constará de documentários de quatro minutos que podem ser apresentados quer por produtores e profissionais, quer por crianças e alunos de escolas de diversos graus ou simplesmente amadores interessados. O canal de facto funcionará como um website de imagem em banda larga, de acesso livre. A estratégia do Channel 4 é «get back to basics» e começar a estabelecer a sua marca em canais distribuídos pela Internet. O operador britânico acredita que estes novos canais rivalizarão com a televisão tradicional dentro de apenas cinco anos.
ACÇÃO – A MTV lançou uma nova iniciativa. «Think MTV», que se destina a estimular o público juvenil do canal a agir em assuntos como o ensino, descriminação, ambiente e saúde sexual. Baseado no slogan «Pensem, Decidam, Façam» a iniciativa estará simultaneamente nos canais de televisão e nos sites MTV em todo o mundo. Ao longo ao ano a MTV fará emissões especiais, segmentos noticiosos e um grafismo próprio assinalará os conteúdos que tratam de assuntos de natureza social. Para encorajar as suas audiências a serem mais activas, a MTV criou um Fundo que financiará jovens que criem as suas próprias organizações ou clubes que se destinem a resolver uma necessidade premente das comunidades onde estão inseridos. Digam lá se o slogan «Pensem, Decidam, Façam», não cai como uma luva na classe política portuguesa?
LER – A edição de Março/Abril da revista «Media XXI» inclui um interessante artigo de Drew Davis, o presidente do American Press Institute. Como os tradutores tendem a poder ser traidores, a revista optou por o publicar em inglês. Excerto: « Acredito que as pessoas consomem media por seis razões: para saber o que se passa, por entretenimento, para comprarem coisas, para venderem coisas, para melhorar o trabalho e para constituir grupos e comunidades com os mesmos interesses. As companhias de media que terão êxito no futuro serão agentes fiáveis que consigam vender estes conteúdos e que garantam a satisfação dos clientes nesses seis pontos.»
OUVIR – Entre 1979 e 2001 Ney Matogrosso gravou a maior parte das suas grandes interpretações de canções como «América do Sul», «Vatapá», «Viajante», «Tanto Amar», «Sangue Latino», «Veleiro», «O Que É Que A Baihana Tem?» ou «Rosa de Hiroshima», por exemplo. Na colecção Antologia, que já tem volumes dedicados, por exemplo, a Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso ou Tom Jobin, a Universal lançou agora a «Antologia Ney Matogrosso 79/01».
VER – Volto a repetir: de toda a LisboaPhoto a exposição mais interessante é a que está na Plataforma Revólver (Rua da Boavista 84-3º, ao Cais de Sodré, aberta de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Comissariada por José Maçãs de Carvalho a exposição «My Own Private Pictures/Imagens Privadas» propõe uma visita a um apartamento em que cada sala tem imagens dos dez fotógrafos que responderam ao desafio e que organizaram eles próprios a disposição das imagens no espaço. Pena é que alguns dos responsáveis do certame municipal fotográfico estejam mais interessados em olhar para o umbigo e desenvolver teorias absurdas sobre a imagem fotográfica do que em destacar o que vale a pena, mesmo que não tenha sido criado por eles. É nisto que se vê a nossa pequenez.
COMIDINHA – O peixe é sempre fresco, os carapaus e as sardinhas assadas são de cair para o lado. O vinho da casa, em jarro, vem de Pias e é mais que honesto. Se quiser pode ir amansando o apetite com o queijo de Nisa ou o presunto que lhe colocam na mesa. Os pratos do dia variam entre cozido à portuguesa, feijoada à transmontana, pernil de porco e outras comidas leves, tudo saído da mão dotada da D. Teresa. Os ingredientes são de primeira e os preços são simpáticos. Onde se passa isto? Em pleno Bairro de Chelas, frente à repartição de Finanças, no lote 102 da Rua Actriz Palmira Bastos. Por fora parece um café de bairro, com mesa de snooker ao meio, casa simples e despretenciosa, mas de alta qualidade. Chama-se «Le Royal», o serviço não desmerece o nome. Tel. 218 592 280.
REMATE – Impostos prontos a subir, propriedades de multinacionais expropriadas, Figo (re)acolhido de braços abertos. O que é isto? – Portugal! Portugal! Portugal!
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