FORA
Sinto que não há espaço. Sinto-me cada vez mais de fora. Cada vez mais céptico. Cada vez mais distante de tudo.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
junho 06, 2005
Star Wars low budget
ESPREITAR – Shane Felux é um fã da saga da «Guerra das Estrelas» que ao longo dos últimos três anos pôs de pé a sua própria versão da história. O projecto custou-lhe cerca de 20 mil dólares (basicamente investido em hardware). Toda a gente trabalhou de borla, desde os actores amadores até todos os técnicos envolvidos e,claro, o próprio Felux. O resultado é «Revelations», um filme de 40 minutos que tem acesso livre na net num ficheiro de 252 Mb e que desde que foi disponibilizado, em Abril, já teve mais de um milhão de downloads. Se querem ter uma ideia, procurem a página da Painstruck Productions e serão surpreendidos pela qualidade do projecto. George Lucas acarinha este tipo de inciativas e estimula-as, desde que elas não tenham intuitos comerciais – ou seja, permite que personangens e temas do seu universo sejam utilizados em novas histórias por fãs da série, desde que os projectos não tenham fins lucrativos – na realidade o próprio Lucas promove um concurso anual de fan films. Shane Felux não deu por mal empregue o investimento de três anos feito em «Revelation» - o facto de ter sido lançado já em plena tempestade da apresentação do novo filme oficial da série, trouxe-lhe notoriedade acrescida e uma enorme projecção mediática que já despertou a atenção dos grandes estúdios de Hollywood. « Fiz ‘Revelations’ do nada, imaginem o que posso vir a fazer com um orçamento» - disse ele ao jornal «USA Today».
AUDIOVISUAL – As receitas totais das vendas internacionais de programas de televisão produzidos no Reino Unido atingiram 974 milhões de dólares em 2004, em comparação com os 921 milhões obtidos em 2003. Os números do ano passado foram em parte conseguidos pelo aumento de 25 por cento verificado nas vendas de DVDs e Home Vídeo, que atingiram 159 milhões de dólares. Os Estados Unidos absorvem 40 por cento do total das vendas e as exportações para a Europa Oriental subiram 28 por cento. Os programas mais vendidos foram «Gilette World Sport» que é vista em 220 países, a série policial «Midsome Murder» que foi vendida para 204 países e o formato «Ídolos», presente em 200 mercados.
NÚMEROS – A circulação de jornais a nível global em todo o mundo aumentou 2,1 por cento em 2004 e as receitas de publicidade tiveram o maior aumento dos últimos três anos, com um salto de 5,3 por cento divulgou a World Association Of Newspapers. Na União Europeia, no entanto, registou-se uma quebra de 0,7 por cento da circulação de imprensa e Portugal e a Polónia foram os únicos países onde se registaram aumentos. Nos Estados Unidos houve decréscimo de um por cento, a União Indiana e a China registaram aumentos e o Japão manteve-se estável.
Nos números agora divulgados sente-se o peso dos jornais de distribuição gratuita – que em Espanha já significam 40% do total da circulação dos jornais diários e em Itália estão nos 29 por cento. Outro dado curioso revela que as edições on line dos jornais a nível mundial tiveram um aumento de visitantes de 32 por cento - em consequência as receitas de publicidade nos sites de jornais em todo o mundo subiram 21 por cento em 2004, o maior aumento já verificado no sector.
DEVORAR – A edição especial extra-série da revista «The Economist» que leva o título genérico de «Intelligent Life, New Trends For Smart Living». Ao longo de 146 páginas pode encontrar um ponto de situação das principais tendências nos campos da moda, bens de consumo, viagem, veículos, entretenimento, manutenção da forma física e gestão pessoal de recursos e dinheiro. Tudo está convenientemente ilustrado e, claro, com o rigor estatístico e informativo que são a marca editorial da «Economist».
AUSTERIDADE – Em tempo de vacas magras é tempo de procurar restaurantes baratos e bons. A Sofxana fica no nº16 da Rua do Beato e produz cozinha portuguesa honesta e bem servida. As especialidade da casa são cataplanas de cherne e marisco, posta mirandesa, entrecosto no churrasco e cozido (às quartas e Domingos). O vinho da casa (quer o branco, quer o tinto), vem de Peso da Régua e é digno. O cozido tem enchidos de boa qualidade, é farto de carnes. Indo para o vinho da casa, cada pessoa fica bem servida por dez euros. A sala é simpática, o serviço é q.b.. Telefone 21 868 17 56.
REMATE – Parece que desta vez o pessoal fartou-se de levar com a mania da Europa em cima e mandou às urtigas uma Constituição que poucos percebem para que serve e o que é.
ESPREITAR – Shane Felux é um fã da saga da «Guerra das Estrelas» que ao longo dos últimos três anos pôs de pé a sua própria versão da história. O projecto custou-lhe cerca de 20 mil dólares (basicamente investido em hardware). Toda a gente trabalhou de borla, desde os actores amadores até todos os técnicos envolvidos e,claro, o próprio Felux. O resultado é «Revelations», um filme de 40 minutos que tem acesso livre na net num ficheiro de 252 Mb e que desde que foi disponibilizado, em Abril, já teve mais de um milhão de downloads. Se querem ter uma ideia, procurem a página da Painstruck Productions e serão surpreendidos pela qualidade do projecto. George Lucas acarinha este tipo de inciativas e estimula-as, desde que elas não tenham intuitos comerciais – ou seja, permite que personangens e temas do seu universo sejam utilizados em novas histórias por fãs da série, desde que os projectos não tenham fins lucrativos – na realidade o próprio Lucas promove um concurso anual de fan films. Shane Felux não deu por mal empregue o investimento de três anos feito em «Revelation» - o facto de ter sido lançado já em plena tempestade da apresentação do novo filme oficial da série, trouxe-lhe notoriedade acrescida e uma enorme projecção mediática que já despertou a atenção dos grandes estúdios de Hollywood. « Fiz ‘Revelations’ do nada, imaginem o que posso vir a fazer com um orçamento» - disse ele ao jornal «USA Today».
AUDIOVISUAL – As receitas totais das vendas internacionais de programas de televisão produzidos no Reino Unido atingiram 974 milhões de dólares em 2004, em comparação com os 921 milhões obtidos em 2003. Os números do ano passado foram em parte conseguidos pelo aumento de 25 por cento verificado nas vendas de DVDs e Home Vídeo, que atingiram 159 milhões de dólares. Os Estados Unidos absorvem 40 por cento do total das vendas e as exportações para a Europa Oriental subiram 28 por cento. Os programas mais vendidos foram «Gilette World Sport» que é vista em 220 países, a série policial «Midsome Murder» que foi vendida para 204 países e o formato «Ídolos», presente em 200 mercados.
NÚMEROS – A circulação de jornais a nível global em todo o mundo aumentou 2,1 por cento em 2004 e as receitas de publicidade tiveram o maior aumento dos últimos três anos, com um salto de 5,3 por cento divulgou a World Association Of Newspapers. Na União Europeia, no entanto, registou-se uma quebra de 0,7 por cento da circulação de imprensa e Portugal e a Polónia foram os únicos países onde se registaram aumentos. Nos Estados Unidos houve decréscimo de um por cento, a União Indiana e a China registaram aumentos e o Japão manteve-se estável.
Nos números agora divulgados sente-se o peso dos jornais de distribuição gratuita – que em Espanha já significam 40% do total da circulação dos jornais diários e em Itália estão nos 29 por cento. Outro dado curioso revela que as edições on line dos jornais a nível mundial tiveram um aumento de visitantes de 32 por cento - em consequência as receitas de publicidade nos sites de jornais em todo o mundo subiram 21 por cento em 2004, o maior aumento já verificado no sector.
DEVORAR – A edição especial extra-série da revista «The Economist» que leva o título genérico de «Intelligent Life, New Trends For Smart Living». Ao longo de 146 páginas pode encontrar um ponto de situação das principais tendências nos campos da moda, bens de consumo, viagem, veículos, entretenimento, manutenção da forma física e gestão pessoal de recursos e dinheiro. Tudo está convenientemente ilustrado e, claro, com o rigor estatístico e informativo que são a marca editorial da «Economist».
AUSTERIDADE – Em tempo de vacas magras é tempo de procurar restaurantes baratos e bons. A Sofxana fica no nº16 da Rua do Beato e produz cozinha portuguesa honesta e bem servida. As especialidade da casa são cataplanas de cherne e marisco, posta mirandesa, entrecosto no churrasco e cozido (às quartas e Domingos). O vinho da casa (quer o branco, quer o tinto), vem de Peso da Régua e é digno. O cozido tem enchidos de boa qualidade, é farto de carnes. Indo para o vinho da casa, cada pessoa fica bem servida por dez euros. A sala é simpática, o serviço é q.b.. Telefone 21 868 17 56.
REMATE – Parece que desta vez o pessoal fartou-se de levar com a mania da Europa em cima e mandou às urtigas uma Constituição que poucos percebem para que serve e o que é.
Untitled
Star Wars low budget
ESPREITAR – Shane Felux é um fã da saga da «Guerra das Estrelas» que ao longo dos últimos três anos pôs de pé a sua própria versão da história. O projecto custou-lhe cerca de 20 mil dólares (basicamente investido em hardware). Toda a gente trabalhou de borla, desde os actores amadores até todos os técnicos envolvidos e,claro, o próprio Felux. O resultado é «Revelations», um filme de 40 minutos que tem acesso livre na net num ficheiro de 252 Mb e que desde que foi disponibilizado, em Abril, já teve mais de um milhão de downloads. Se querem ter uma ideia, procurem a página da Painstruck Productions e serão surpreendidos pela qualidade do projecto. George Lucas acarinha este tipo de inciativas e estimula-as, desde que elas não tenham intuitos comerciais – ou seja, permite que personangens e temas do seu universo sejam utilizados em novas histórias por fãs da série, desde que os projectos não tenham fins lucrativos – na realidade o próprio Lucas promove um concurso anual de fan films. Shane Felux não deu por mal empregue o investimento de três anos feito em «Revelation» - o facto de ter sido lançado já em plena tempestade da apresentação do novo filme oficial da série, trouxe-lhe notoriedade acrescida e uma enorme projecção mediática que já despertou a atenção dos grandes estúdios de Hollywood. « Fiz ‘Revelations’ do nada, imaginem o que posso vir a fazer com um orçamento» - disse ele ao jornal «USA Today».
AUDIOVISUAL – As receitas totais das vendas internacionais de programas de televisão produzidos no Reino Unido atingiram 974 milhões de dólares em 2004, em comparação com os 921 milhões obtidos em 2003. Os números do ano passado foram em parte conseguidos pelo aumento de 25 por cento verificado nas vendas de DVDs e Home Vídeo, que atingiram 159 milhões de dólares. Os Estados Unidos absorvem 40 por cento do total das vendas e as exportações para a Europa Oriental subiram 28 por cento. Os programas mais vendidos foram «Gilette World Sport» que é vista em 220 países, a série policial «Midsome Murder» que foi vendida para 204 países e o formato «Ídolos», presente em 200 mercados.
NÚMEROS – A circulação de jornais a nível global em todo o mundo aumentou 2,1 por cento em 2004 e as receitas de publicidade tiveram o maior aumento dos últimos três anos, com um salto de 5,3 por cento divulgou a World Association Of Newspapers. Na União Europeia, no entanto, registou-se uma quebra de 0,7 por cento da circulação de imprensa e Portugal e a Polónia foram os únicos países onde se registaram aumentos. Nos Estados Unidos houve decréscimo de um por cento, a União Indiana e a China registaram aumentos e o Japão manteve-se estável.
Nos números agora divulgados sente-se o peso dos jornais de distribuição gratuita – que em Espanha já significam 40% do total da circulação dos jornais diários e em Itália estão nos 29 por cento. Outro dado curioso revela que as edições on line dos jornais a nível mundial tiveram um aumento de visitantes de 32 por cento - em consequência as receitas de publicidade nos sites de jornais em todo o mundo subiram 21 por cento em 2004, o maior aumento já verificado no sector.
DEVORAR – A edição especial extra-série da revista «The Economist» que leva o título genérico de «Intelligent Life, New Trends For Smart Living». Ao longo de 146 páginas pode encontrar um ponto de situação das principais tendências nos campos da moda, bens de consumo, viagem, veículos, entretenimento, manutenção da forma física e gestão pessoal de recursos e dinheiro. Tudo está convenientemente ilustrado e, claro, com o rigor estatístico e informativo que são a marca editorial da «Economist».
AUSTERIDADE – Em tempo de vacas magras é tempo de procurar restaurantes baratos e bons. A Sofxana fica no nº16 da Rua do Beato e produz cozinha portuguesa honesta e bem servida. As especialidade da casa são cataplanas de cherne e marisco, posta mirandesa, entrecosto no churrasco e cozido (às quartas e Domingos). O vinho da casa (quer o branco, quer o tinto), vem de Peso da Régua e é digno. O cozido tem enchidos de boa qualidade, é farto de carnes. Indo para o vinho da casa, cada pessoa fica bem servida por dez euros. A sala é simpática, o serviço é q.b.. Telefone 21 868 17 56.
REMATE – Parece que desta vez o pessoal fartou-se de levar com a mania da Europa em cima e mandou às urtigas uma Constituição que poucos percebem para que serve e o que é.
ESPREITAR – Shane Felux é um fã da saga da «Guerra das Estrelas» que ao longo dos últimos três anos pôs de pé a sua própria versão da história. O projecto custou-lhe cerca de 20 mil dólares (basicamente investido em hardware). Toda a gente trabalhou de borla, desde os actores amadores até todos os técnicos envolvidos e,claro, o próprio Felux. O resultado é «Revelations», um filme de 40 minutos que tem acesso livre na net num ficheiro de 252 Mb e que desde que foi disponibilizado, em Abril, já teve mais de um milhão de downloads. Se querem ter uma ideia, procurem a página da Painstruck Productions e serão surpreendidos pela qualidade do projecto. George Lucas acarinha este tipo de inciativas e estimula-as, desde que elas não tenham intuitos comerciais – ou seja, permite que personangens e temas do seu universo sejam utilizados em novas histórias por fãs da série, desde que os projectos não tenham fins lucrativos – na realidade o próprio Lucas promove um concurso anual de fan films. Shane Felux não deu por mal empregue o investimento de três anos feito em «Revelation» - o facto de ter sido lançado já em plena tempestade da apresentação do novo filme oficial da série, trouxe-lhe notoriedade acrescida e uma enorme projecção mediática que já despertou a atenção dos grandes estúdios de Hollywood. « Fiz ‘Revelations’ do nada, imaginem o que posso vir a fazer com um orçamento» - disse ele ao jornal «USA Today».
AUDIOVISUAL – As receitas totais das vendas internacionais de programas de televisão produzidos no Reino Unido atingiram 974 milhões de dólares em 2004, em comparação com os 921 milhões obtidos em 2003. Os números do ano passado foram em parte conseguidos pelo aumento de 25 por cento verificado nas vendas de DVDs e Home Vídeo, que atingiram 159 milhões de dólares. Os Estados Unidos absorvem 40 por cento do total das vendas e as exportações para a Europa Oriental subiram 28 por cento. Os programas mais vendidos foram «Gilette World Sport» que é vista em 220 países, a série policial «Midsome Murder» que foi vendida para 204 países e o formato «Ídolos», presente em 200 mercados.
NÚMEROS – A circulação de jornais a nível global em todo o mundo aumentou 2,1 por cento em 2004 e as receitas de publicidade tiveram o maior aumento dos últimos três anos, com um salto de 5,3 por cento divulgou a World Association Of Newspapers. Na União Europeia, no entanto, registou-se uma quebra de 0,7 por cento da circulação de imprensa e Portugal e a Polónia foram os únicos países onde se registaram aumentos. Nos Estados Unidos houve decréscimo de um por cento, a União Indiana e a China registaram aumentos e o Japão manteve-se estável.
Nos números agora divulgados sente-se o peso dos jornais de distribuição gratuita – que em Espanha já significam 40% do total da circulação dos jornais diários e em Itália estão nos 29 por cento. Outro dado curioso revela que as edições on line dos jornais a nível mundial tiveram um aumento de visitantes de 32 por cento - em consequência as receitas de publicidade nos sites de jornais em todo o mundo subiram 21 por cento em 2004, o maior aumento já verificado no sector.
DEVORAR – A edição especial extra-série da revista «The Economist» que leva o título genérico de «Intelligent Life, New Trends For Smart Living». Ao longo de 146 páginas pode encontrar um ponto de situação das principais tendências nos campos da moda, bens de consumo, viagem, veículos, entretenimento, manutenção da forma física e gestão pessoal de recursos e dinheiro. Tudo está convenientemente ilustrado e, claro, com o rigor estatístico e informativo que são a marca editorial da «Economist».
AUSTERIDADE – Em tempo de vacas magras é tempo de procurar restaurantes baratos e bons. A Sofxana fica no nº16 da Rua do Beato e produz cozinha portuguesa honesta e bem servida. As especialidade da casa são cataplanas de cherne e marisco, posta mirandesa, entrecosto no churrasco e cozido (às quartas e Domingos). O vinho da casa (quer o branco, quer o tinto), vem de Peso da Régua e é digno. O cozido tem enchidos de boa qualidade, é farto de carnes. Indo para o vinho da casa, cada pessoa fica bem servida por dez euros. A sala é simpática, o serviço é q.b.. Telefone 21 868 17 56.
REMATE – Parece que desta vez o pessoal fartou-se de levar com a mania da Europa em cima e mandou às urtigas uma Constituição que poucos percebem para que serve e o que é.
Untitled
FORA
Sinto que não há espaço. Sinto-me cada vez mais de fora. Cada vez mais céptico. Cada vez mais distante de tudo.
Sinto que não há espaço. Sinto-me cada vez mais de fora. Cada vez mais céptico. Cada vez mais distante de tudo.
TEREI PINTADO O CABELO DE LOURO?
Quando soube das notícias sobre os aumentos nos impostos achei que tinha pintado o cabelo de louro e vivia na Suécia. É certo que temos um clima melhor, mas quase tudo o resto é pior, nomeadamente os serviços proporcionados aos cidadãos. O Estado quer que sejamos solidários com ele, mas não se mostra solidário connosco. Vai buscar mais a quem já paga bastante, sem nada oferecer, mas permanece receoso de afrontar os caciques locais com a questão das scuts e de aplicar o princípio, justíssimo, de que quem as utiliza é quem as deve pagar.
Das medidas anunciadas na semana passada salta uma coisa à vista: quem trabalha por conta de outrem é quem é mais uma vez penalizado. Convém sermos realistas: não estamos a falar de perseguir os incumpridores, estamos a falar de quem já hoje paga muito ao Estado todos os meses e que vai passar a trabalhar seis meses por ano apenas para pagar impostos e taxas directas.
A qualquer cidadão custa a acreditar que os responsáveis dos principais partidos, candidatos a Primeiro Ministro, não soubessem qual era a situação do país. Simplesmente não é credível que ignorassem o problema do deficit, que, além de variações conjunturais, é estrutural.
No meio da nova gritaria sobre as finanças públicas estranhei um silêncio – desta vez não se ouviu ainda o Presidente da República a falar da obsessão pelo deficit.
Fazer uma campanha e ganhar eleições a prometer uma coisa e, depois, fazer outra, é uma das formas de desacreditar o regime. Como é que se chama à forma de governo na qual exercem o poder aqueles que, com o verbo fácil, iludem as massas com falsas promessas? Se disserem demagogia acertam em pleno. A definição não é minha, vem nos dicionários.
Quando soube das notícias sobre os aumentos nos impostos achei que tinha pintado o cabelo de louro e vivia na Suécia. É certo que temos um clima melhor, mas quase tudo o resto é pior, nomeadamente os serviços proporcionados aos cidadãos. O Estado quer que sejamos solidários com ele, mas não se mostra solidário connosco. Vai buscar mais a quem já paga bastante, sem nada oferecer, mas permanece receoso de afrontar os caciques locais com a questão das scuts e de aplicar o princípio, justíssimo, de que quem as utiliza é quem as deve pagar.
Das medidas anunciadas na semana passada salta uma coisa à vista: quem trabalha por conta de outrem é quem é mais uma vez penalizado. Convém sermos realistas: não estamos a falar de perseguir os incumpridores, estamos a falar de quem já hoje paga muito ao Estado todos os meses e que vai passar a trabalhar seis meses por ano apenas para pagar impostos e taxas directas.
A qualquer cidadão custa a acreditar que os responsáveis dos principais partidos, candidatos a Primeiro Ministro, não soubessem qual era a situação do país. Simplesmente não é credível que ignorassem o problema do deficit, que, além de variações conjunturais, é estrutural.
No meio da nova gritaria sobre as finanças públicas estranhei um silêncio – desta vez não se ouviu ainda o Presidente da República a falar da obsessão pelo deficit.
Fazer uma campanha e ganhar eleições a prometer uma coisa e, depois, fazer outra, é uma das formas de desacreditar o regime. Como é que se chama à forma de governo na qual exercem o poder aqueles que, com o verbo fácil, iludem as massas com falsas promessas? Se disserem demagogia acertam em pleno. A definição não é minha, vem nos dicionários.
Untitled
TEREI PINTADO O CABELO DE LOURO?
Quando soube das notícias sobre os aumentos nos impostos achei que tinha pintado o cabelo de louro e vivia na Suécia. É certo que temos um clima melhor, mas quase tudo o resto é pior, nomeadamente os serviços proporcionados aos cidadãos. O Estado quer que sejamos solidários com ele, mas não se mostra solidário connosco. Vai buscar mais a quem já paga bastante, sem nada oferecer, mas permanece receoso de afrontar os caciques locais com a questão das scuts e de aplicar o princípio, justíssimo, de que quem as utiliza é quem as deve pagar.
Das medidas anunciadas na semana passada salta uma coisa à vista: quem trabalha por conta de outrem é quem é mais uma vez penalizado. Convém sermos realistas: não estamos a falar de perseguir os incumpridores, estamos a falar de quem já hoje paga muito ao Estado todos os meses e que vai passar a trabalhar seis meses por ano apenas para pagar impostos e taxas directas.
A qualquer cidadão custa a acreditar que os responsáveis dos principais partidos, candidatos a Primeiro Ministro, não soubessem qual era a situação do país. Simplesmente não é credível que ignorassem o problema do deficit, que, além de variações conjunturais, é estrutural.
No meio da nova gritaria sobre as finanças públicas estranhei um silêncio – desta vez não se ouviu ainda o Presidente da República a falar da obsessão pelo deficit.
Fazer uma campanha e ganhar eleições a prometer uma coisa e, depois, fazer outra, é uma das formas de desacreditar o regime. Como é que se chama à forma de governo na qual exercem o poder aqueles que, com o verbo fácil, iludem as massas com falsas promessas? Se disserem demagogia acertam em pleno. A definição não é minha, vem nos dicionários.
Quando soube das notícias sobre os aumentos nos impostos achei que tinha pintado o cabelo de louro e vivia na Suécia. É certo que temos um clima melhor, mas quase tudo o resto é pior, nomeadamente os serviços proporcionados aos cidadãos. O Estado quer que sejamos solidários com ele, mas não se mostra solidário connosco. Vai buscar mais a quem já paga bastante, sem nada oferecer, mas permanece receoso de afrontar os caciques locais com a questão das scuts e de aplicar o princípio, justíssimo, de que quem as utiliza é quem as deve pagar.
Das medidas anunciadas na semana passada salta uma coisa à vista: quem trabalha por conta de outrem é quem é mais uma vez penalizado. Convém sermos realistas: não estamos a falar de perseguir os incumpridores, estamos a falar de quem já hoje paga muito ao Estado todos os meses e que vai passar a trabalhar seis meses por ano apenas para pagar impostos e taxas directas.
A qualquer cidadão custa a acreditar que os responsáveis dos principais partidos, candidatos a Primeiro Ministro, não soubessem qual era a situação do país. Simplesmente não é credível que ignorassem o problema do deficit, que, além de variações conjunturais, é estrutural.
No meio da nova gritaria sobre as finanças públicas estranhei um silêncio – desta vez não se ouviu ainda o Presidente da República a falar da obsessão pelo deficit.
Fazer uma campanha e ganhar eleições a prometer uma coisa e, depois, fazer outra, é uma das formas de desacreditar o regime. Como é que se chama à forma de governo na qual exercem o poder aqueles que, com o verbo fácil, iludem as massas com falsas promessas? Se disserem demagogia acertam em pleno. A definição não é minha, vem nos dicionários.
maio 29, 2005
Pensem, Decidam, Façam
REVOLUÇÃO – O Channel 4 britânico está a montar um canal de televisão de banda larga em que a programação constará de documentários de quatro minutos que podem ser apresentados quer por produtores e profissionais, quer por crianças e alunos de escolas de diversos graus ou simplesmente amadores interessados. O canal de facto funcionará como um website de imagem em banda larga, de acesso livre. A estratégia do Channel 4 é «get back to basics» e começar a estabelecer a sua marca em canais distribuídos pela Internet. O operador britânico acredita que estes novos canais rivalizarão com a televisão tradicional dentro de apenas cinco anos.
ACÇÃO – A MTV lançou uma nova iniciativa. «Think MTV», que se destina a estimular o público juvenil do canal a agir em assuntos como o ensino, descriminação, ambiente e saúde sexual. Baseado no slogan «Pensem, Decidam, Façam» a iniciativa estará simultaneamente nos canais de televisão e nos sites MTV em todo o mundo. Ao longo ao ano a MTV fará emissões especiais, segmentos noticiosos e um grafismo próprio assinalará os conteúdos que tratam de assuntos de natureza social. Para encorajar as suas audiências a serem mais activas, a MTV criou um Fundo que financiará jovens que criem as suas próprias organizações ou clubes que se destinem a resolver uma necessidade premente das comunidades onde estão inseridos. Digam lá se o slogan «Pensem, Decidam, Façam», não cai como uma luva na classe política portuguesa?
LER – A edição de Março/Abril da revista «Media XXI» inclui um interessante artigo de Drew Davis, o presidente do American Press Institute. Como os tradutores tendem a poder ser traidores, a revista optou por o publicar em inglês. Excerto: « Acredito que as pessoas consomem media por seis razões: para saber o que se passa, por entretenimento, para comprarem coisas, para venderem coisas, para melhorar o trabalho e para constituir grupos e comunidades com os mesmos interesses. As companhias de media que terão êxito no futuro serão agentes fiáveis que consigam vender estes conteúdos e que garantam a satisfação dos clientes nesses seis pontos.»
OUVIR – Entre 1979 e 2001 Ney Matogrosso gravou a maior parte das suas grandes interpretações de canções como «América do Sul», «Vatapá», «Viajante», «Tanto Amar», «Sangue Latino», «Veleiro», «O Que É Que A Baihana Tem?» ou «Rosa de Hiroshima», por exemplo. Na colecção Antologia, que já tem volumes dedicados, por exemplo, a Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso ou Tom Jobin, a Universal lançou agora a «Antologia Ney Matogrosso 79/01».
VER – Volto a repetir: de toda a LisboaPhoto a exposição mais interessante é a que está na Plataforma Revólver (Rua da Boavista 84-3º, ao Cais de Sodré, aberta de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Comissariada por José Maçãs de Carvalho a exposição «My Own Private Pictures/Imagens Privadas» propõe uma visita a um apartamento em que cada sala tem imagens dos dez fotógrafos que responderam ao desafio e que organizaram eles próprios a disposição das imagens no espaço. Pena é que alguns dos responsáveis do certame municipal fotográfico estejam mais interessados em olhar para o umbigo e desenvolver teorias absurdas sobre a imagem fotográfica do que em destacar o que vale a pena, mesmo que não tenha sido criado por eles. É nisto que se vê a nossa pequenez.
COMIDINHA – O peixe é sempre fresco, os carapaus e as sardinhas assadas são de cair para o lado. O vinho da casa, em jarro, vem de Pias e é mais que honesto. Se quiser pode ir amansando o apetite com o queijo de Nisa ou o presunto que lhe colocam na mesa. Os pratos do dia variam entre cozido à portuguesa, feijoada à transmontana, pernil de porco e outras comidas leves, tudo saído da mão dotada da D. Teresa. Os ingredientes são de primeira e os preços são simpáticos. Onde se passa isto? Em pleno Bairro de Chelas, frente à repartição de Finanças, no lote 102 da Rua Actriz Palmira Bastos. Por fora parece um café de bairro, com mesa de snooker ao meio, casa simples e despretenciosa, mas de alta qualidade. Chama-se «Le Royal», o serviço não desmerece o nome. Tel. 218 592 280.
REMATE – Impostos prontos a subir, propriedades de multinacionais expropriadas, Figo (re)acolhido de braços abertos. O que é isto? – Portugal! Portugal! Portugal!
REVOLUÇÃO – O Channel 4 britânico está a montar um canal de televisão de banda larga em que a programação constará de documentários de quatro minutos que podem ser apresentados quer por produtores e profissionais, quer por crianças e alunos de escolas de diversos graus ou simplesmente amadores interessados. O canal de facto funcionará como um website de imagem em banda larga, de acesso livre. A estratégia do Channel 4 é «get back to basics» e começar a estabelecer a sua marca em canais distribuídos pela Internet. O operador britânico acredita que estes novos canais rivalizarão com a televisão tradicional dentro de apenas cinco anos.
ACÇÃO – A MTV lançou uma nova iniciativa. «Think MTV», que se destina a estimular o público juvenil do canal a agir em assuntos como o ensino, descriminação, ambiente e saúde sexual. Baseado no slogan «Pensem, Decidam, Façam» a iniciativa estará simultaneamente nos canais de televisão e nos sites MTV em todo o mundo. Ao longo ao ano a MTV fará emissões especiais, segmentos noticiosos e um grafismo próprio assinalará os conteúdos que tratam de assuntos de natureza social. Para encorajar as suas audiências a serem mais activas, a MTV criou um Fundo que financiará jovens que criem as suas próprias organizações ou clubes que se destinem a resolver uma necessidade premente das comunidades onde estão inseridos. Digam lá se o slogan «Pensem, Decidam, Façam», não cai como uma luva na classe política portuguesa?
LER – A edição de Março/Abril da revista «Media XXI» inclui um interessante artigo de Drew Davis, o presidente do American Press Institute. Como os tradutores tendem a poder ser traidores, a revista optou por o publicar em inglês. Excerto: « Acredito que as pessoas consomem media por seis razões: para saber o que se passa, por entretenimento, para comprarem coisas, para venderem coisas, para melhorar o trabalho e para constituir grupos e comunidades com os mesmos interesses. As companhias de media que terão êxito no futuro serão agentes fiáveis que consigam vender estes conteúdos e que garantam a satisfação dos clientes nesses seis pontos.»
OUVIR – Entre 1979 e 2001 Ney Matogrosso gravou a maior parte das suas grandes interpretações de canções como «América do Sul», «Vatapá», «Viajante», «Tanto Amar», «Sangue Latino», «Veleiro», «O Que É Que A Baihana Tem?» ou «Rosa de Hiroshima», por exemplo. Na colecção Antologia, que já tem volumes dedicados, por exemplo, a Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso ou Tom Jobin, a Universal lançou agora a «Antologia Ney Matogrosso 79/01».
VER – Volto a repetir: de toda a LisboaPhoto a exposição mais interessante é a que está na Plataforma Revólver (Rua da Boavista 84-3º, ao Cais de Sodré, aberta de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Comissariada por José Maçãs de Carvalho a exposição «My Own Private Pictures/Imagens Privadas» propõe uma visita a um apartamento em que cada sala tem imagens dos dez fotógrafos que responderam ao desafio e que organizaram eles próprios a disposição das imagens no espaço. Pena é que alguns dos responsáveis do certame municipal fotográfico estejam mais interessados em olhar para o umbigo e desenvolver teorias absurdas sobre a imagem fotográfica do que em destacar o que vale a pena, mesmo que não tenha sido criado por eles. É nisto que se vê a nossa pequenez.
COMIDINHA – O peixe é sempre fresco, os carapaus e as sardinhas assadas são de cair para o lado. O vinho da casa, em jarro, vem de Pias e é mais que honesto. Se quiser pode ir amansando o apetite com o queijo de Nisa ou o presunto que lhe colocam na mesa. Os pratos do dia variam entre cozido à portuguesa, feijoada à transmontana, pernil de porco e outras comidas leves, tudo saído da mão dotada da D. Teresa. Os ingredientes são de primeira e os preços são simpáticos. Onde se passa isto? Em pleno Bairro de Chelas, frente à repartição de Finanças, no lote 102 da Rua Actriz Palmira Bastos. Por fora parece um café de bairro, com mesa de snooker ao meio, casa simples e despretenciosa, mas de alta qualidade. Chama-se «Le Royal», o serviço não desmerece o nome. Tel. 218 592 280.
REMATE – Impostos prontos a subir, propriedades de multinacionais expropriadas, Figo (re)acolhido de braços abertos. O que é isto? – Portugal! Portugal! Portugal!
Untitled
Pensem, Decidam, Façam
REVOLUÇÃO – O Channel 4 britânico está a montar um canal de televisão de banda larga em que a programação constará de documentários de quatro minutos que podem ser apresentados quer por produtores e profissionais, quer por crianças e alunos de escolas de diversos graus ou simplesmente amadores interessados. O canal de facto funcionará como um website de imagem em banda larga, de acesso livre. A estratégia do Channel 4 é «get back to basics» e começar a estabelecer a sua marca em canais distribuídos pela Internet. O operador britânico acredita que estes novos canais rivalizarão com a televisão tradicional dentro de apenas cinco anos.
ACÇÃO – A MTV lançou uma nova iniciativa. «Think MTV», que se destina a estimular o público juvenil do canal a agir em assuntos como o ensino, descriminação, ambiente e saúde sexual. Baseado no slogan «Pensem, Decidam, Façam» a iniciativa estará simultaneamente nos canais de televisão e nos sites MTV em todo o mundo. Ao longo ao ano a MTV fará emissões especiais, segmentos noticiosos e um grafismo próprio assinalará os conteúdos que tratam de assuntos de natureza social. Para encorajar as suas audiências a serem mais activas, a MTV criou um Fundo que financiará jovens que criem as suas próprias organizações ou clubes que se destinem a resolver uma necessidade premente das comunidades onde estão inseridos. Digam lá se o slogan «Pensem, Decidam, Façam», não cai como uma luva na classe política portuguesa?
LER – A edição de Março/Abril da revista «Media XXI» inclui um interessante artigo de Drew Davis, o presidente do American Press Institute. Como os tradutores tendem a poder ser traidores, a revista optou por o publicar em inglês. Excerto: « Acredito que as pessoas consomem media por seis razões: para saber o que se passa, por entretenimento, para comprarem coisas, para venderem coisas, para melhorar o trabalho e para constituir grupos e comunidades com os mesmos interesses. As companhias de media que terão êxito no futuro serão agentes fiáveis que consigam vender estes conteúdos e que garantam a satisfação dos clientes nesses seis pontos.»
OUVIR – Entre 1979 e 2001 Ney Matogrosso gravou a maior parte das suas grandes interpretações de canções como «América do Sul», «Vatapá», «Viajante», «Tanto Amar», «Sangue Latino», «Veleiro», «O Que É Que A Baihana Tem?» ou «Rosa de Hiroshima», por exemplo. Na colecção Antologia, que já tem volumes dedicados, por exemplo, a Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso ou Tom Jobin, a Universal lançou agora a «Antologia Ney Matogrosso 79/01».
VER – Volto a repetir: de toda a LisboaPhoto a exposição mais interessante é a que está na Plataforma Revólver (Rua da Boavista 84-3º, ao Cais de Sodré, aberta de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Comissariada por José Maçãs de Carvalho a exposição «My Own Private Pictures/Imagens Privadas» propõe uma visita a um apartamento em que cada sala tem imagens dos dez fotógrafos que responderam ao desafio e que organizaram eles próprios a disposição das imagens no espaço. Pena é que alguns dos responsáveis do certame municipal fotográfico estejam mais interessados em olhar para o umbigo e desenvolver teorias absurdas sobre a imagem fotográfica do que em destacar o que vale a pena, mesmo que não tenha sido criado por eles. É nisto que se vê a nossa pequenez.
COMIDINHA – O peixe é sempre fresco, os carapaus e as sardinhas assadas são de cair para o lado. O vinho da casa, em jarro, vem de Pias e é mais que honesto. Se quiser pode ir amansando o apetite com o queijo de Nisa ou o presunto que lhe colocam na mesa. Os pratos do dia variam entre cozido à portuguesa, feijoada à transmontana, pernil de porco e outras comidas leves, tudo saído da mão dotada da D. Teresa. Os ingredientes são de primeira e os preços são simpáticos. Onde se passa isto? Em pleno Bairro de Chelas, frente à repartição de Finanças, no lote 102 da Rua Actriz Palmira Bastos. Por fora parece um café de bairro, com mesa de snooker ao meio, casa simples e despretenciosa, mas de alta qualidade. Chama-se «Le Royal», o serviço não desmerece o nome. Tel. 218 592 280.
REMATE – Impostos prontos a subir, propriedades de multinacionais expropriadas, Figo (re)acolhido de braços abertos. O que é isto? – Portugal! Portugal! Portugal!
REVOLUÇÃO – O Channel 4 britânico está a montar um canal de televisão de banda larga em que a programação constará de documentários de quatro minutos que podem ser apresentados quer por produtores e profissionais, quer por crianças e alunos de escolas de diversos graus ou simplesmente amadores interessados. O canal de facto funcionará como um website de imagem em banda larga, de acesso livre. A estratégia do Channel 4 é «get back to basics» e começar a estabelecer a sua marca em canais distribuídos pela Internet. O operador britânico acredita que estes novos canais rivalizarão com a televisão tradicional dentro de apenas cinco anos.
ACÇÃO – A MTV lançou uma nova iniciativa. «Think MTV», que se destina a estimular o público juvenil do canal a agir em assuntos como o ensino, descriminação, ambiente e saúde sexual. Baseado no slogan «Pensem, Decidam, Façam» a iniciativa estará simultaneamente nos canais de televisão e nos sites MTV em todo o mundo. Ao longo ao ano a MTV fará emissões especiais, segmentos noticiosos e um grafismo próprio assinalará os conteúdos que tratam de assuntos de natureza social. Para encorajar as suas audiências a serem mais activas, a MTV criou um Fundo que financiará jovens que criem as suas próprias organizações ou clubes que se destinem a resolver uma necessidade premente das comunidades onde estão inseridos. Digam lá se o slogan «Pensem, Decidam, Façam», não cai como uma luva na classe política portuguesa?
LER – A edição de Março/Abril da revista «Media XXI» inclui um interessante artigo de Drew Davis, o presidente do American Press Institute. Como os tradutores tendem a poder ser traidores, a revista optou por o publicar em inglês. Excerto: « Acredito que as pessoas consomem media por seis razões: para saber o que se passa, por entretenimento, para comprarem coisas, para venderem coisas, para melhorar o trabalho e para constituir grupos e comunidades com os mesmos interesses. As companhias de media que terão êxito no futuro serão agentes fiáveis que consigam vender estes conteúdos e que garantam a satisfação dos clientes nesses seis pontos.»
OUVIR – Entre 1979 e 2001 Ney Matogrosso gravou a maior parte das suas grandes interpretações de canções como «América do Sul», «Vatapá», «Viajante», «Tanto Amar», «Sangue Latino», «Veleiro», «O Que É Que A Baihana Tem?» ou «Rosa de Hiroshima», por exemplo. Na colecção Antologia, que já tem volumes dedicados, por exemplo, a Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso ou Tom Jobin, a Universal lançou agora a «Antologia Ney Matogrosso 79/01».
VER – Volto a repetir: de toda a LisboaPhoto a exposição mais interessante é a que está na Plataforma Revólver (Rua da Boavista 84-3º, ao Cais de Sodré, aberta de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Comissariada por José Maçãs de Carvalho a exposição «My Own Private Pictures/Imagens Privadas» propõe uma visita a um apartamento em que cada sala tem imagens dos dez fotógrafos que responderam ao desafio e que organizaram eles próprios a disposição das imagens no espaço. Pena é que alguns dos responsáveis do certame municipal fotográfico estejam mais interessados em olhar para o umbigo e desenvolver teorias absurdas sobre a imagem fotográfica do que em destacar o que vale a pena, mesmo que não tenha sido criado por eles. É nisto que se vê a nossa pequenez.
COMIDINHA – O peixe é sempre fresco, os carapaus e as sardinhas assadas são de cair para o lado. O vinho da casa, em jarro, vem de Pias e é mais que honesto. Se quiser pode ir amansando o apetite com o queijo de Nisa ou o presunto que lhe colocam na mesa. Os pratos do dia variam entre cozido à portuguesa, feijoada à transmontana, pernil de porco e outras comidas leves, tudo saído da mão dotada da D. Teresa. Os ingredientes são de primeira e os preços são simpáticos. Onde se passa isto? Em pleno Bairro de Chelas, frente à repartição de Finanças, no lote 102 da Rua Actriz Palmira Bastos. Por fora parece um café de bairro, com mesa de snooker ao meio, casa simples e despretenciosa, mas de alta qualidade. Chama-se «Le Royal», o serviço não desmerece o nome. Tel. 218 592 280.
REMATE – Impostos prontos a subir, propriedades de multinacionais expropriadas, Figo (re)acolhido de braços abertos. O que é isto? – Portugal! Portugal! Portugal!
maio 22, 2005
DEMOCRACIA NÃO É SÓ VOTO, É DISCUSSÃO
CRIME – Jerry Bruckheimer, o criador das séries «Crime Scene Investigation», tem uma nova obra que será estreada nos Estados Unidos pela CBS; chama-se «Close To Home» e conta a história de uma jovem e aguerrida acusadora pública que investiga casos que se passam nas proximidades de sua casa. A coisa promete. É uma co-produção com a Warner.
NÃO/SIM? – O pior que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias. Todas as opiniões devem ser ouvidas, não basta votar, é mesmo vital discutir, debater. A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não (www.sitiodonao.weblog.com.pt). Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
BENOLIEL – Inserida na LisboaPhoto está uma exposição de Joshua Benoliel, considerado o precursor do foto-jornalismo em Portugal. Feita com base no valioso espólio do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, a exposição mostra o trabalho de Benoliel para publicações como «A Ilustração Portuguesa» e o «Século», mas sobretudo permite acompanhar a evolução da sua visão quer enquanto fotojornalista, quer enquanto fotógrafo. Benoliel era um fotojornalista aguerrido e audaz para o seu tempo – e as suas imagens da primeira grande Guerra mostram-no. Mas era também um homem com uma invulgar aproximação aos assuntos, como evidencia nomeadamente a fotografia dos filhos de Buiça, o regicida, – uma iluminação e enquadramento perfeitos, a transmissão da dor e da angústia. A LisboaPhoto tem 15 exposições em diversos locais de Lisboa e o programa completo pode ser consultado em www.lisboaphoto.pt. A exposição de Benoliel está até 21 de Agosto no Torreão nascente da Cordoaria Nacional (o que fica mais perto da antiga FIL). Não a perca – é uma lição de história, de humildade, de observação e de estética.
REVÓLVER – Uma outra exposição que não deve perder resulta do desafio feito pelo coleccionador e galerista Vitor Pinto da Fonseca ao fotógrafo José Maçãs de Carvalho para comissariar uma exposição apenas com fotógrafos portugueses contemporâneos, na «Plataforma Revólver» (rua da Boavista 84-3º, de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Para além de Maçãs de Carvalho esta exposição, intitulada «My Own Private Pictures/Imagens Privadas», mostra trabalhos de António Júlio Duarte, Cátia Serrão, Manuel valente Alves, Marta Moreira, Nuno Cera, Rodrigo Peixoto, São Trindade, Susana Mendes Silva e Valter Vinagre.
RITMO – Gosto de compilações, de discos que agrupam vários temas de diversas proveniências. Uma das melhores que ouvi nos últimos tempos é «Con Mucho Ritmo», uma selecção de jazz tropical que inclui nomes clássicos como o percussionista Tito Puente ou o pianista Eddie Palmieiri, mas também talentos mais novos, como o do trompetista Charlie Sepulveda ou o flautista Dave Valentin. A versão de Giovanni Hidalgo para o clássico «Summmertime» é empolgante e o «Tumbao» do grande Chucho Valdés também. Colectânea Verve, distribuição Universal Music.
COMIDINHAS – Mão amiga fez-me chegar mais dois sites sobre a nobre arte da comida. No www.netmenu.pt encontra além das receitas, sugestões de passeios gastronómicos e uma boa lista de sugestões em matéria de vinhos. No www.gastronomias.com pode encontrar uma zona muito engraçada com sugestões completas para organizar jantares românticos a dois e uma muito curiosa lista de substãncias afrodisíacas.
REMATE – Se tinham dúvidas de que há populismo sem ser à direita sigam com atenção o percurso de José Sá Fernandes. Começo a achar que João Soares tinha razão na construção do elevador entre a Praça da Figueira e o Castelo. E que mais uma vez o que o advogado fez foi criar problemas em vez de arranjar soluções.
CRIME – Jerry Bruckheimer, o criador das séries «Crime Scene Investigation», tem uma nova obra que será estreada nos Estados Unidos pela CBS; chama-se «Close To Home» e conta a história de uma jovem e aguerrida acusadora pública que investiga casos que se passam nas proximidades de sua casa. A coisa promete. É uma co-produção com a Warner.
NÃO/SIM? – O pior que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias. Todas as opiniões devem ser ouvidas, não basta votar, é mesmo vital discutir, debater. A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não (www.sitiodonao.weblog.com.pt). Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
BENOLIEL – Inserida na LisboaPhoto está uma exposição de Joshua Benoliel, considerado o precursor do foto-jornalismo em Portugal. Feita com base no valioso espólio do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, a exposição mostra o trabalho de Benoliel para publicações como «A Ilustração Portuguesa» e o «Século», mas sobretudo permite acompanhar a evolução da sua visão quer enquanto fotojornalista, quer enquanto fotógrafo. Benoliel era um fotojornalista aguerrido e audaz para o seu tempo – e as suas imagens da primeira grande Guerra mostram-no. Mas era também um homem com uma invulgar aproximação aos assuntos, como evidencia nomeadamente a fotografia dos filhos de Buiça, o regicida, – uma iluminação e enquadramento perfeitos, a transmissão da dor e da angústia. A LisboaPhoto tem 15 exposições em diversos locais de Lisboa e o programa completo pode ser consultado em www.lisboaphoto.pt. A exposição de Benoliel está até 21 de Agosto no Torreão nascente da Cordoaria Nacional (o que fica mais perto da antiga FIL). Não a perca – é uma lição de história, de humildade, de observação e de estética.
REVÓLVER – Uma outra exposição que não deve perder resulta do desafio feito pelo coleccionador e galerista Vitor Pinto da Fonseca ao fotógrafo José Maçãs de Carvalho para comissariar uma exposição apenas com fotógrafos portugueses contemporâneos, na «Plataforma Revólver» (rua da Boavista 84-3º, de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Para além de Maçãs de Carvalho esta exposição, intitulada «My Own Private Pictures/Imagens Privadas», mostra trabalhos de António Júlio Duarte, Cátia Serrão, Manuel valente Alves, Marta Moreira, Nuno Cera, Rodrigo Peixoto, São Trindade, Susana Mendes Silva e Valter Vinagre.
RITMO – Gosto de compilações, de discos que agrupam vários temas de diversas proveniências. Uma das melhores que ouvi nos últimos tempos é «Con Mucho Ritmo», uma selecção de jazz tropical que inclui nomes clássicos como o percussionista Tito Puente ou o pianista Eddie Palmieiri, mas também talentos mais novos, como o do trompetista Charlie Sepulveda ou o flautista Dave Valentin. A versão de Giovanni Hidalgo para o clássico «Summmertime» é empolgante e o «Tumbao» do grande Chucho Valdés também. Colectânea Verve, distribuição Universal Music.
COMIDINHAS – Mão amiga fez-me chegar mais dois sites sobre a nobre arte da comida. No www.netmenu.pt encontra além das receitas, sugestões de passeios gastronómicos e uma boa lista de sugestões em matéria de vinhos. No www.gastronomias.com pode encontrar uma zona muito engraçada com sugestões completas para organizar jantares românticos a dois e uma muito curiosa lista de substãncias afrodisíacas.
REMATE – Se tinham dúvidas de que há populismo sem ser à direita sigam com atenção o percurso de José Sá Fernandes. Começo a achar que João Soares tinha razão na construção do elevador entre a Praça da Figueira e o Castelo. E que mais uma vez o que o advogado fez foi criar problemas em vez de arranjar soluções.
Untitled
DEMOCRACIA NÃO É SÓ VOTO, É DISCUSSÃO
CRIME – Jerry Bruckheimer, o criador das séries «Crime Scene Investigation», tem uma nova obra que será estreada nos Estados Unidos pela CBS; chama-se «Close To Home» e conta a história de uma jovem e aguerrida acusadora pública que investiga casos que se passam nas proximidades de sua casa. A coisa promete. É uma co-produção com a Warner.
NÃO/SIM? – O pior que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias. Todas as opiniões devem ser ouvidas, não basta votar, é mesmo vital discutir, debater. A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não (www.sitiodonao.weblog.com.pt). Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
BENOLIEL – Inserida na LisboaPhoto está uma exposição de Joshua Benoliel, considerado o precursor do foto-jornalismo em Portugal. Feita com base no valioso espólio do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, a exposição mostra o trabalho de Benoliel para publicações como «A Ilustração Portuguesa» e o «Século», mas sobretudo permite acompanhar a evolução da sua visão quer enquanto fotojornalista, quer enquanto fotógrafo. Benoliel era um fotojornalista aguerrido e audaz para o seu tempo – e as suas imagens da primeira grande Guerra mostram-no. Mas era também um homem com uma invulgar aproximação aos assuntos, como evidencia nomeadamente a fotografia dos filhos de Buiça, o regicida, – uma iluminação e enquadramento perfeitos, a transmissão da dor e da angústia. A LisboaPhoto tem 15 exposições em diversos locais de Lisboa e o programa completo pode ser consultado em www.lisboaphoto.pt. A exposição de Benoliel está até 21 de Agosto no Torreão nascente da Cordoaria Nacional (o que fica mais perto da antiga FIL). Não a perca – é uma lição de história, de humildade, de observação e de estética.
REVÓLVER – Uma outra exposição que não deve perder resulta do desafio feito pelo coleccionador e galerista Vitor Pinto da Fonseca ao fotógrafo José Maçãs de Carvalho para comissariar uma exposição apenas com fotógrafos portugueses contemporâneos, na «Plataforma Revólver» (rua da Boavista 84-3º, de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Para além de Maçãs de Carvalho esta exposição, intitulada «My Own Private Pictures/Imagens Privadas», mostra trabalhos de António Júlio Duarte, Cátia Serrão, Manuel valente Alves, Marta Moreira, Nuno Cera, Rodrigo Peixoto, São Trindade, Susana Mendes Silva e Valter Vinagre.
RITMO – Gosto de compilações, de discos que agrupam vários temas de diversas proveniências. Uma das melhores que ouvi nos últimos tempos é «Con Mucho Ritmo», uma selecção de jazz tropical que inclui nomes clássicos como o percussionista Tito Puente ou o pianista Eddie Palmieiri, mas também talentos mais novos, como o do trompetista Charlie Sepulveda ou o flautista Dave Valentin. A versão de Giovanni Hidalgo para o clássico «Summmertime» é empolgante e o «Tumbao» do grande Chucho Valdés também. Colectânea Verve, distribuição Universal Music.
COMIDINHAS – Mão amiga fez-me chegar mais dois sites sobre a nobre arte da comida. No www.netmenu.pt encontra além das receitas, sugestões de passeios gastronómicos e uma boa lista de sugestões em matéria de vinhos. No www.gastronomias.com pode encontrar uma zona muito engraçada com sugestões completas para organizar jantares românticos a dois e uma muito curiosa lista de substãncias afrodisíacas.
REMATE – Se tinham dúvidas de que há populismo sem ser à direita sigam com atenção o percurso de José Sá Fernandes. Começo a achar que João Soares tinha razão na construção do elevador entre a Praça da Figueira e o Castelo. E que mais uma vez o que o advogado fez foi criar problemas em vez de arranjar soluções.
CRIME – Jerry Bruckheimer, o criador das séries «Crime Scene Investigation», tem uma nova obra que será estreada nos Estados Unidos pela CBS; chama-se «Close To Home» e conta a história de uma jovem e aguerrida acusadora pública que investiga casos que se passam nas proximidades de sua casa. A coisa promete. É uma co-produção com a Warner.
NÃO/SIM? – O pior que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias. Todas as opiniões devem ser ouvidas, não basta votar, é mesmo vital discutir, debater. A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não (www.sitiodonao.weblog.com.pt). Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
BENOLIEL – Inserida na LisboaPhoto está uma exposição de Joshua Benoliel, considerado o precursor do foto-jornalismo em Portugal. Feita com base no valioso espólio do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, a exposição mostra o trabalho de Benoliel para publicações como «A Ilustração Portuguesa» e o «Século», mas sobretudo permite acompanhar a evolução da sua visão quer enquanto fotojornalista, quer enquanto fotógrafo. Benoliel era um fotojornalista aguerrido e audaz para o seu tempo – e as suas imagens da primeira grande Guerra mostram-no. Mas era também um homem com uma invulgar aproximação aos assuntos, como evidencia nomeadamente a fotografia dos filhos de Buiça, o regicida, – uma iluminação e enquadramento perfeitos, a transmissão da dor e da angústia. A LisboaPhoto tem 15 exposições em diversos locais de Lisboa e o programa completo pode ser consultado em www.lisboaphoto.pt. A exposição de Benoliel está até 21 de Agosto no Torreão nascente da Cordoaria Nacional (o que fica mais perto da antiga FIL). Não a perca – é uma lição de história, de humildade, de observação e de estética.
REVÓLVER – Uma outra exposição que não deve perder resulta do desafio feito pelo coleccionador e galerista Vitor Pinto da Fonseca ao fotógrafo José Maçãs de Carvalho para comissariar uma exposição apenas com fotógrafos portugueses contemporâneos, na «Plataforma Revólver» (rua da Boavista 84-3º, de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Para além de Maçãs de Carvalho esta exposição, intitulada «My Own Private Pictures/Imagens Privadas», mostra trabalhos de António Júlio Duarte, Cátia Serrão, Manuel valente Alves, Marta Moreira, Nuno Cera, Rodrigo Peixoto, São Trindade, Susana Mendes Silva e Valter Vinagre.
RITMO – Gosto de compilações, de discos que agrupam vários temas de diversas proveniências. Uma das melhores que ouvi nos últimos tempos é «Con Mucho Ritmo», uma selecção de jazz tropical que inclui nomes clássicos como o percussionista Tito Puente ou o pianista Eddie Palmieiri, mas também talentos mais novos, como o do trompetista Charlie Sepulveda ou o flautista Dave Valentin. A versão de Giovanni Hidalgo para o clássico «Summmertime» é empolgante e o «Tumbao» do grande Chucho Valdés também. Colectânea Verve, distribuição Universal Music.
COMIDINHAS – Mão amiga fez-me chegar mais dois sites sobre a nobre arte da comida. No www.netmenu.pt encontra além das receitas, sugestões de passeios gastronómicos e uma boa lista de sugestões em matéria de vinhos. No www.gastronomias.com pode encontrar uma zona muito engraçada com sugestões completas para organizar jantares românticos a dois e uma muito curiosa lista de substãncias afrodisíacas.
REMATE – Se tinham dúvidas de que há populismo sem ser à direita sigam com atenção o percurso de José Sá Fernandes. Começo a achar que João Soares tinha razão na construção do elevador entre a Praça da Figueira e o Castelo. E que mais uma vez o que o advogado fez foi criar problemas em vez de arranjar soluções.
maio 19, 2005
EXPROPRIAÇÃO
Gosto munto de Jaquinzinhos. Vejam num post do passado dia 17 o comentário à situação na Bombardier. E passeiem-se pelos restantes posts. Magnífico...
Gosto munto de Jaquinzinhos. Vejam num post do passado dia 17 o comentário à situação na Bombardier. E passeiem-se pelos restantes posts. Magnífico...
Untitled
EXPROPRIAÇÃO
Gosto munto de Jaquinzinhos. Vejam num post do passado dia 17 o comentário à situação na Bombardier. E passeiem-se pelos restantes posts. Magnífico...
Gosto munto de Jaquinzinhos. Vejam num post do passado dia 17 o comentário à situação na Bombardier. E passeiem-se pelos restantes posts. Magnífico...
Untitled
FIGO
Bastou estar uns jogos sentado no banco do Real Madrid para Figo, muito benemérito, se mostrar disponível para regressar à Selecção. E o melhor é que toda a gente diz logo «ámem» como se isto tudo fosse normal, ético, digno.... Um bocadinho irritante e invertebrado, não é?
Bastou estar uns jogos sentado no banco do Real Madrid para Figo, muito benemérito, se mostrar disponível para regressar à Selecção. E o melhor é que toda a gente diz logo «ámem» como se isto tudo fosse normal, ético, digno.... Um bocadinho irritante e invertebrado, não é?
DISCUTIR
A pior coisa que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias.
A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não. Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
A pior coisa que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias.
A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não. Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
Untitled
DISCUTIR
A pior coisa que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias.
A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não. Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
A pior coisa que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias.
A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não. Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
maio 16, 2005
TELESPECTADORES – A nível mundial, em 1995, cada telespectador consumia 205 minutos de televisão por dia. O valor tem sempre subido e em 2004 já era de 229 minutos. O Japão vai à frente com 301 minutos e a Suécia contenta-se com 151. Em Portugal o valor foi 214 minutos, mais sete que no ano anterior. Percebem porque é que o controlo da televisão é sempre uma coisa tão apetecida? Por cá existem duas profissões sobre as quais toda a gente dá palpites: treinador de futebol e director de um canal de TV. É o nosso destino, como diria o outro.
ELOGIO – Nesta terra de prima-donnas haver um ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros que se dispõe, sem vaidades nem preconceitos, a ir resolver um problema diplomático complicado (a negociação com os Emiratos Árabes Unidos sobre a detenção do cidadão português Ivo Ferreira) é caso para elogio. Diriam que era a obrigação do diplomata. Será, mas estamos todos fartos de ver diplomatas a não cumprirem o que deles se espera. E sabemos todos como os ex-governantes odeiam ser incomodados pelos problemas dos cidadãos comuns. Por isso mesmo o trabalho do diplomata António Monteiro merece, mais uma vez, ser elogiado.
LER – António Costa Pinto, Historiador, meteu ombros à tarefa de fazer um retrato escrito do «Portugal Contemporâneo» e daí saíu um livro com o mesmo nome, que contou com uma vasta equipa de colaboradores. Destaco quatro dos textos fundamentais aqui inluídos: «A Identidade Nacional Portuguesa» de Nuno G. Monteiro e António Costa Pinto; «Mudança Social em Portugal, 1960-2000», por António Barreto; «Eleições, Partidos e Instituições Políticas no Portugal Democrático» por Pedro C. Magalhães e «A Arte Portuguesa do Século XX», por João Pinharanda. Não é bem um livro de cabeceira. Mas é uma obra fundamental para quem gosta de pensar sobre o que Portugal é, e sobre aquilo em que se está a tornar. «Portugal Contemporâneo», edição Dom Quixote.
OUVIR – Sabem quem foi Harold Arlem? Eu ajudo: foi o autor da banda sonora do «Wizard Of Oz», e, portanto, do inesquecível «Over The Rainbow». O centenário do nascimento de Arlen assinala-se este ano e a bom propósito a Verve organização uma colectânea de alguns dos seus grandes temas, cantados por vários intérpretes. Ora reparem em alguns exemplos: Ella Fitzgerald canta «Hooray For Love», «Over the Rainbow» vem com Sarah Vaughan, Billie Holiday canta obviamente «Stormy Weather», Diana Krall dá apropriadamente voz a «Let’s Fall In Love» e não menos apropriadamente Louis Armstrong canta « I Gotta Right To Sing The Blues». A música de Arlen, rica e variada, sobrevive ao tempo e dá felicidade – como em «Get Happy», por Mel Tormé. Edição Verve, distribuída por Universal Music.
COMIDINHA – Se lhe apetece uma salada ou uma sanduíche sofisticada numa esplanada em cima do rio, o local a ir é o novo Deli DeLuxe, na fiada de armazéns onde está a Bica do Sapato. Basicamente a proposta é uma mercearia sofisticada, com uma excelente garrafeira com preços razoáveis, boa selecção de massas, queijos (não muito abrangente, é certo), ingredientes raros e chocolates invulgares, tudo a preços correspondentes. Uma boa ideia é sentar-se na esplanada e abrir uma garrafa de vinho da loja, que pode ali consumir mediante um suplemento de cinco euros, razoável para a utilização da mesa, copos e serviço. Se quiser juntar a isto a tábua de queijos, fica com uma bela ideia para uma lanche ao fim da tarde. Ao fim de semana dizem-me que há um brunch simpático. Do que vi e experimentei é pena que o serviço seja amador e distraído, demorado até. Se a coisa se resolver o sítio pode ficar simpático para um almoço rápido.
SUGESTÃO – De hoje até dia 22 decorre em Oeiras a segunda edição da Festa da Poesia, uma iniciativa única nesta nossa terrinha. Por causa das efeméridas na edição deste ano há destaques para Cesário Verde e para Bocage. Desde sessões de leitura a recitais, espectáculos de teatro ou concertos há de tudo – até Pedro Abrunhosa a escolher e a ler poemas dos autores que prefere. Todas as informações em www.festadapoesia-oeiras.pt .
REMATE – A maior preocupação dos portugueses é saber quem passa à frente numa porta. Por isso é que isto está como está.
ELOGIO – Nesta terra de prima-donnas haver um ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros que se dispõe, sem vaidades nem preconceitos, a ir resolver um problema diplomático complicado (a negociação com os Emiratos Árabes Unidos sobre a detenção do cidadão português Ivo Ferreira) é caso para elogio. Diriam que era a obrigação do diplomata. Será, mas estamos todos fartos de ver diplomatas a não cumprirem o que deles se espera. E sabemos todos como os ex-governantes odeiam ser incomodados pelos problemas dos cidadãos comuns. Por isso mesmo o trabalho do diplomata António Monteiro merece, mais uma vez, ser elogiado.
LER – António Costa Pinto, Historiador, meteu ombros à tarefa de fazer um retrato escrito do «Portugal Contemporâneo» e daí saíu um livro com o mesmo nome, que contou com uma vasta equipa de colaboradores. Destaco quatro dos textos fundamentais aqui inluídos: «A Identidade Nacional Portuguesa» de Nuno G. Monteiro e António Costa Pinto; «Mudança Social em Portugal, 1960-2000», por António Barreto; «Eleições, Partidos e Instituições Políticas no Portugal Democrático» por Pedro C. Magalhães e «A Arte Portuguesa do Século XX», por João Pinharanda. Não é bem um livro de cabeceira. Mas é uma obra fundamental para quem gosta de pensar sobre o que Portugal é, e sobre aquilo em que se está a tornar. «Portugal Contemporâneo», edição Dom Quixote.
OUVIR – Sabem quem foi Harold Arlem? Eu ajudo: foi o autor da banda sonora do «Wizard Of Oz», e, portanto, do inesquecível «Over The Rainbow». O centenário do nascimento de Arlen assinala-se este ano e a bom propósito a Verve organização uma colectânea de alguns dos seus grandes temas, cantados por vários intérpretes. Ora reparem em alguns exemplos: Ella Fitzgerald canta «Hooray For Love», «Over the Rainbow» vem com Sarah Vaughan, Billie Holiday canta obviamente «Stormy Weather», Diana Krall dá apropriadamente voz a «Let’s Fall In Love» e não menos apropriadamente Louis Armstrong canta « I Gotta Right To Sing The Blues». A música de Arlen, rica e variada, sobrevive ao tempo e dá felicidade – como em «Get Happy», por Mel Tormé. Edição Verve, distribuída por Universal Music.
COMIDINHA – Se lhe apetece uma salada ou uma sanduíche sofisticada numa esplanada em cima do rio, o local a ir é o novo Deli DeLuxe, na fiada de armazéns onde está a Bica do Sapato. Basicamente a proposta é uma mercearia sofisticada, com uma excelente garrafeira com preços razoáveis, boa selecção de massas, queijos (não muito abrangente, é certo), ingredientes raros e chocolates invulgares, tudo a preços correspondentes. Uma boa ideia é sentar-se na esplanada e abrir uma garrafa de vinho da loja, que pode ali consumir mediante um suplemento de cinco euros, razoável para a utilização da mesa, copos e serviço. Se quiser juntar a isto a tábua de queijos, fica com uma bela ideia para uma lanche ao fim da tarde. Ao fim de semana dizem-me que há um brunch simpático. Do que vi e experimentei é pena que o serviço seja amador e distraído, demorado até. Se a coisa se resolver o sítio pode ficar simpático para um almoço rápido.
SUGESTÃO – De hoje até dia 22 decorre em Oeiras a segunda edição da Festa da Poesia, uma iniciativa única nesta nossa terrinha. Por causa das efeméridas na edição deste ano há destaques para Cesário Verde e para Bocage. Desde sessões de leitura a recitais, espectáculos de teatro ou concertos há de tudo – até Pedro Abrunhosa a escolher e a ler poemas dos autores que prefere. Todas as informações em www.festadapoesia-oeiras.pt .
REMATE – A maior preocupação dos portugueses é saber quem passa à frente numa porta. Por isso é que isto está como está.
Untitled
TELESPECTADORES – A nível mundial, em 1995, cada telespectador consumia 205 minutos de televisão por dia. O valor tem sempre subido e em 2004 já era de 229 minutos. O Japão vai à frente com 301 minutos e a Suécia contenta-se com 151. Em Portugal o valor foi 214 minutos, mais sete que no ano anterior. Percebem porque é que o controlo da televisão é sempre uma coisa tão apetecida? Por cá existem duas profissões sobre as quais toda a gente dá palpites: treinador de futebol e director de um canal de TV. É o nosso destino, como diria o outro.
ELOGIO – Nesta terra de prima-donnas haver um ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros que se dispõe, sem vaidades nem preconceitos, a ir resolver um problema diplomático complicado (a negociação com os Emiratos Árabes Unidos sobre a detenção do cidadão português Ivo Ferreira) é caso para elogio. Diriam que era a obrigação do diplomata. Será, mas estamos todos fartos de ver diplomatas a não cumprirem o que deles se espera. E sabemos todos como os ex-governantes odeiam ser incomodados pelos problemas dos cidadãos comuns. Por isso mesmo o trabalho do diplomata António Monteiro merece, mais uma vez, ser elogiado.
LER – António Costa Pinto, Historiador, meteu ombros à tarefa de fazer um retrato escrito do «Portugal Contemporâneo» e daí saíu um livro com o mesmo nome, que contou com uma vasta equipa de colaboradores. Destaco quatro dos textos fundamentais aqui inluídos: «A Identidade Nacional Portuguesa» de Nuno G. Monteiro e António Costa Pinto; «Mudança Social em Portugal, 1960-2000», por António Barreto; «Eleições, Partidos e Instituições Políticas no Portugal Democrático» por Pedro C. Magalhães e «A Arte Portuguesa do Século XX», por João Pinharanda. Não é bem um livro de cabeceira. Mas é uma obra fundamental para quem gosta de pensar sobre o que Portugal é, e sobre aquilo em que se está a tornar. «Portugal Contemporâneo», edição Dom Quixote.
OUVIR – Sabem quem foi Harold Arlem? Eu ajudo: foi o autor da banda sonora do «Wizard Of Oz», e, portanto, do inesquecível «Over The Rainbow». O centenário do nascimento de Arlen assinala-se este ano e a bom propósito a Verve organização uma colectânea de alguns dos seus grandes temas, cantados por vários intérpretes. Ora reparem em alguns exemplos: Ella Fitzgerald canta «Hooray For Love», «Over the Rainbow» vem com Sarah Vaughan, Billie Holiday canta obviamente «Stormy Weather», Diana Krall dá apropriadamente voz a «Let’s Fall In Love» e não menos apropriadamente Louis Armstrong canta « I Gotta Right To Sing The Blues». A música de Arlen, rica e variada, sobrevive ao tempo e dá felicidade – como em «Get Happy», por Mel Tormé. Edição Verve, distribuída por Universal Music.
COMIDINHA – Se lhe apetece uma salada ou uma sanduíche sofisticada numa esplanada em cima do rio, o local a ir é o novo Deli DeLuxe, na fiada de armazéns onde está a Bica do Sapato. Basicamente a proposta é uma mercearia sofisticada, com uma excelente garrafeira com preços razoáveis, boa selecção de massas, queijos (não muito abrangente, é certo), ingredientes raros e chocolates invulgares, tudo a preços correspondentes. Uma boa ideia é sentar-se na esplanada e abrir uma garrafa de vinho da loja, que pode ali consumir mediante um suplemento de cinco euros, razoável para a utilização da mesa, copos e serviço. Se quiser juntar a isto a tábua de queijos, fica com uma bela ideia para uma lanche ao fim da tarde. Ao fim de semana dizem-me que há um brunch simpático. Do que vi e experimentei é pena que o serviço seja amador e distraído, demorado até. Se a coisa se resolver o sítio pode ficar simpático para um almoço rápido.
SUGESTÃO – De hoje até dia 22 decorre em Oeiras a segunda edição da Festa da Poesia, uma iniciativa única nesta nossa terrinha. Por causa das efeméridas na edição deste ano há destaques para Cesário Verde e para Bocage. Desde sessões de leitura a recitais, espectáculos de teatro ou concertos há de tudo – até Pedro Abrunhosa a escolher e a ler poemas dos autores que prefere. Todas as informações em www.festadapoesia-oeiras.pt .
REMATE – A maior preocupação dos portugueses é saber quem passa à frente numa porta. Por isso é que isto está como está.
ELOGIO – Nesta terra de prima-donnas haver um ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros que se dispõe, sem vaidades nem preconceitos, a ir resolver um problema diplomático complicado (a negociação com os Emiratos Árabes Unidos sobre a detenção do cidadão português Ivo Ferreira) é caso para elogio. Diriam que era a obrigação do diplomata. Será, mas estamos todos fartos de ver diplomatas a não cumprirem o que deles se espera. E sabemos todos como os ex-governantes odeiam ser incomodados pelos problemas dos cidadãos comuns. Por isso mesmo o trabalho do diplomata António Monteiro merece, mais uma vez, ser elogiado.
LER – António Costa Pinto, Historiador, meteu ombros à tarefa de fazer um retrato escrito do «Portugal Contemporâneo» e daí saíu um livro com o mesmo nome, que contou com uma vasta equipa de colaboradores. Destaco quatro dos textos fundamentais aqui inluídos: «A Identidade Nacional Portuguesa» de Nuno G. Monteiro e António Costa Pinto; «Mudança Social em Portugal, 1960-2000», por António Barreto; «Eleições, Partidos e Instituições Políticas no Portugal Democrático» por Pedro C. Magalhães e «A Arte Portuguesa do Século XX», por João Pinharanda. Não é bem um livro de cabeceira. Mas é uma obra fundamental para quem gosta de pensar sobre o que Portugal é, e sobre aquilo em que se está a tornar. «Portugal Contemporâneo», edição Dom Quixote.
OUVIR – Sabem quem foi Harold Arlem? Eu ajudo: foi o autor da banda sonora do «Wizard Of Oz», e, portanto, do inesquecível «Over The Rainbow». O centenário do nascimento de Arlen assinala-se este ano e a bom propósito a Verve organização uma colectânea de alguns dos seus grandes temas, cantados por vários intérpretes. Ora reparem em alguns exemplos: Ella Fitzgerald canta «Hooray For Love», «Over the Rainbow» vem com Sarah Vaughan, Billie Holiday canta obviamente «Stormy Weather», Diana Krall dá apropriadamente voz a «Let’s Fall In Love» e não menos apropriadamente Louis Armstrong canta « I Gotta Right To Sing The Blues». A música de Arlen, rica e variada, sobrevive ao tempo e dá felicidade – como em «Get Happy», por Mel Tormé. Edição Verve, distribuída por Universal Music.
COMIDINHA – Se lhe apetece uma salada ou uma sanduíche sofisticada numa esplanada em cima do rio, o local a ir é o novo Deli DeLuxe, na fiada de armazéns onde está a Bica do Sapato. Basicamente a proposta é uma mercearia sofisticada, com uma excelente garrafeira com preços razoáveis, boa selecção de massas, queijos (não muito abrangente, é certo), ingredientes raros e chocolates invulgares, tudo a preços correspondentes. Uma boa ideia é sentar-se na esplanada e abrir uma garrafa de vinho da loja, que pode ali consumir mediante um suplemento de cinco euros, razoável para a utilização da mesa, copos e serviço. Se quiser juntar a isto a tábua de queijos, fica com uma bela ideia para uma lanche ao fim da tarde. Ao fim de semana dizem-me que há um brunch simpático. Do que vi e experimentei é pena que o serviço seja amador e distraído, demorado até. Se a coisa se resolver o sítio pode ficar simpático para um almoço rápido.
SUGESTÃO – De hoje até dia 22 decorre em Oeiras a segunda edição da Festa da Poesia, uma iniciativa única nesta nossa terrinha. Por causa das efeméridas na edição deste ano há destaques para Cesário Verde e para Bocage. Desde sessões de leitura a recitais, espectáculos de teatro ou concertos há de tudo – até Pedro Abrunhosa a escolher e a ler poemas dos autores que prefere. Todas as informações em www.festadapoesia-oeiras.pt .
REMATE – A maior preocupação dos portugueses é saber quem passa à frente numa porta. Por isso é que isto está como está.
maio 09, 2005
O PAÍS ACESSÓRIO
A auto-estima nacional vive um momento alto. Mourinho deu uma taça ao Chelsea e confirmou a capacidade de Portugal se projectar além das suas fronteiras. Tudo indica que a nova campanha da Selecção Nacional de Futebol ajude a criar mais momentos de festa e grande esperança. E, claro, a final da taça UEFA vai de novo pôr Lisboa nas bocas do Mundo. Quando no ano passado o regime tornou doutrina que o futebol devia ser o motor da auto-estima nacional deu o pontapé de saída para esta situação em que o nosso destino fica depositado na habilidade demonstrada num jogo jogado com os pés.
Bem podem depois as altas autoridades mostrar preocupação face ao estado da economia, à desindustrialização do país, aos maus resultados a matemática e ao insucesso escolar generalizado. Que interessa isso se na bola continuamos a dar que falar e se é ela o emblema oficial e apadrinhado da nossa auto-estima?
Podíamos ser conhecidos pela nossa capacidade de descoberta e de produção, pela excelência dos nossos serviços, pela exportação da nossa cultura e da nossa indústria. Mas não somos. Estamos na cauda da Europa em indicadores básicos, descremos da nossa classe política, do nosso sistema judicial, temos motivo de sobra para achar que vivemos numa sociedade fiscalmente injusta em que os cidadãos que trabalham por conta de outrem pagam mais do que aquilo que recebem de volta do Estado. Mas vivemos felizes porque há um português, arrogante, birrento e mal-educado, que se tornou num herói dos hooligans e num símbolo sexual das bifas. Há vidas piores. Mas também há países melhores. Deixar o acessório e procurar o essencial custa, não custa?
A auto-estima nacional vive um momento alto. Mourinho deu uma taça ao Chelsea e confirmou a capacidade de Portugal se projectar além das suas fronteiras. Tudo indica que a nova campanha da Selecção Nacional de Futebol ajude a criar mais momentos de festa e grande esperança. E, claro, a final da taça UEFA vai de novo pôr Lisboa nas bocas do Mundo. Quando no ano passado o regime tornou doutrina que o futebol devia ser o motor da auto-estima nacional deu o pontapé de saída para esta situação em que o nosso destino fica depositado na habilidade demonstrada num jogo jogado com os pés.
Bem podem depois as altas autoridades mostrar preocupação face ao estado da economia, à desindustrialização do país, aos maus resultados a matemática e ao insucesso escolar generalizado. Que interessa isso se na bola continuamos a dar que falar e se é ela o emblema oficial e apadrinhado da nossa auto-estima?
Podíamos ser conhecidos pela nossa capacidade de descoberta e de produção, pela excelência dos nossos serviços, pela exportação da nossa cultura e da nossa indústria. Mas não somos. Estamos na cauda da Europa em indicadores básicos, descremos da nossa classe política, do nosso sistema judicial, temos motivo de sobra para achar que vivemos numa sociedade fiscalmente injusta em que os cidadãos que trabalham por conta de outrem pagam mais do que aquilo que recebem de volta do Estado. Mas vivemos felizes porque há um português, arrogante, birrento e mal-educado, que se tornou num herói dos hooligans e num símbolo sexual das bifas. Há vidas piores. Mas também há países melhores. Deixar o acessório e procurar o essencial custa, não custa?
Untitled
O PAÍS ACESSÓRIO
A auto-estima nacional vive um momento alto. Mourinho deu uma taça ao Chelsea e confirmou a capacidade de Portugal se projectar além das suas fronteiras. Tudo indica que a nova campanha da Selecção Nacional de Futebol ajude a criar mais momentos de festa e grande esperança. E, claro, a final da taça UEFA vai de novo pôr Lisboa nas bocas do Mundo. Quando no ano passado o regime tornou doutrina que o futebol devia ser o motor da auto-estima nacional deu o pontapé de saída para esta situação em que o nosso destino fica depositado na habilidade demonstrada num jogo jogado com os pés.
Bem podem depois as altas autoridades mostrar preocupação face ao estado da economia, à desindustrialização do país, aos maus resultados a matemática e ao insucesso escolar generalizado. Que interessa isso se na bola continuamos a dar que falar e se é ela o emblema oficial e apadrinhado da nossa auto-estima?
Podíamos ser conhecidos pela nossa capacidade de descoberta e de produção, pela excelência dos nossos serviços, pela exportação da nossa cultura e da nossa indústria. Mas não somos. Estamos na cauda da Europa em indicadores básicos, descremos da nossa classe política, do nosso sistema judicial, temos motivo de sobra para achar que vivemos numa sociedade fiscalmente injusta em que os cidadãos que trabalham por conta de outrem pagam mais do que aquilo que recebem de volta do Estado. Mas vivemos felizes porque há um português, arrogante, birrento e mal-educado, que se tornou num herói dos hooligans e num símbolo sexual das bifas. Há vidas piores. Mas também há países melhores. Deixar o acessório e procurar o essencial custa, não custa?
A auto-estima nacional vive um momento alto. Mourinho deu uma taça ao Chelsea e confirmou a capacidade de Portugal se projectar além das suas fronteiras. Tudo indica que a nova campanha da Selecção Nacional de Futebol ajude a criar mais momentos de festa e grande esperança. E, claro, a final da taça UEFA vai de novo pôr Lisboa nas bocas do Mundo. Quando no ano passado o regime tornou doutrina que o futebol devia ser o motor da auto-estima nacional deu o pontapé de saída para esta situação em que o nosso destino fica depositado na habilidade demonstrada num jogo jogado com os pés.
Bem podem depois as altas autoridades mostrar preocupação face ao estado da economia, à desindustrialização do país, aos maus resultados a matemática e ao insucesso escolar generalizado. Que interessa isso se na bola continuamos a dar que falar e se é ela o emblema oficial e apadrinhado da nossa auto-estima?
Podíamos ser conhecidos pela nossa capacidade de descoberta e de produção, pela excelência dos nossos serviços, pela exportação da nossa cultura e da nossa indústria. Mas não somos. Estamos na cauda da Europa em indicadores básicos, descremos da nossa classe política, do nosso sistema judicial, temos motivo de sobra para achar que vivemos numa sociedade fiscalmente injusta em que os cidadãos que trabalham por conta de outrem pagam mais do que aquilo que recebem de volta do Estado. Mas vivemos felizes porque há um português, arrogante, birrento e mal-educado, que se tornou num herói dos hooligans e num símbolo sexual das bifas. Há vidas piores. Mas também há países melhores. Deixar o acessório e procurar o essencial custa, não custa?
Subscrever:
Mensagens (Atom)