DEMOCRACIA NÃO É SÓ VOTO, É DISCUSSÃO
CRIME – Jerry Bruckheimer, o criador das séries «Crime Scene Investigation», tem uma nova obra que será estreada nos Estados Unidos pela CBS; chama-se «Close To Home» e conta a história de uma jovem e aguerrida acusadora pública que investiga casos que se passam nas proximidades de sua casa. A coisa promete. É uma co-produção com a Warner.
NÃO/SIM? – O pior que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias. Todas as opiniões devem ser ouvidas, não basta votar, é mesmo vital discutir, debater. A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não (www.sitiodonao.weblog.com.pt). Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
BENOLIEL – Inserida na LisboaPhoto está uma exposição de Joshua Benoliel, considerado o precursor do foto-jornalismo em Portugal. Feita com base no valioso espólio do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, a exposição mostra o trabalho de Benoliel para publicações como «A Ilustração Portuguesa» e o «Século», mas sobretudo permite acompanhar a evolução da sua visão quer enquanto fotojornalista, quer enquanto fotógrafo. Benoliel era um fotojornalista aguerrido e audaz para o seu tempo – e as suas imagens da primeira grande Guerra mostram-no. Mas era também um homem com uma invulgar aproximação aos assuntos, como evidencia nomeadamente a fotografia dos filhos de Buiça, o regicida, – uma iluminação e enquadramento perfeitos, a transmissão da dor e da angústia. A LisboaPhoto tem 15 exposições em diversos locais de Lisboa e o programa completo pode ser consultado em www.lisboaphoto.pt. A exposição de Benoliel está até 21 de Agosto no Torreão nascente da Cordoaria Nacional (o que fica mais perto da antiga FIL). Não a perca – é uma lição de história, de humildade, de observação e de estética.
REVÓLVER – Uma outra exposição que não deve perder resulta do desafio feito pelo coleccionador e galerista Vitor Pinto da Fonseca ao fotógrafo José Maçãs de Carvalho para comissariar uma exposição apenas com fotógrafos portugueses contemporâneos, na «Plataforma Revólver» (rua da Boavista 84-3º, de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Para além de Maçãs de Carvalho esta exposição, intitulada «My Own Private Pictures/Imagens Privadas», mostra trabalhos de António Júlio Duarte, Cátia Serrão, Manuel valente Alves, Marta Moreira, Nuno Cera, Rodrigo Peixoto, São Trindade, Susana Mendes Silva e Valter Vinagre.
RITMO – Gosto de compilações, de discos que agrupam vários temas de diversas proveniências. Uma das melhores que ouvi nos últimos tempos é «Con Mucho Ritmo», uma selecção de jazz tropical que inclui nomes clássicos como o percussionista Tito Puente ou o pianista Eddie Palmieiri, mas também talentos mais novos, como o do trompetista Charlie Sepulveda ou o flautista Dave Valentin. A versão de Giovanni Hidalgo para o clássico «Summmertime» é empolgante e o «Tumbao» do grande Chucho Valdés também. Colectânea Verve, distribuição Universal Music.
COMIDINHAS – Mão amiga fez-me chegar mais dois sites sobre a nobre arte da comida. No www.netmenu.pt encontra além das receitas, sugestões de passeios gastronómicos e uma boa lista de sugestões em matéria de vinhos. No www.gastronomias.com pode encontrar uma zona muito engraçada com sugestões completas para organizar jantares românticos a dois e uma muito curiosa lista de substãncias afrodisíacas.
REMATE – Se tinham dúvidas de que há populismo sem ser à direita sigam com atenção o percurso de José Sá Fernandes. Começo a achar que João Soares tinha razão na construção do elevador entre a Praça da Figueira e o Castelo. E que mais uma vez o que o advogado fez foi criar problemas em vez de arranjar soluções.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
maio 22, 2005
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DEMOCRACIA NÃO É SÓ VOTO, É DISCUSSÃO
CRIME – Jerry Bruckheimer, o criador das séries «Crime Scene Investigation», tem uma nova obra que será estreada nos Estados Unidos pela CBS; chama-se «Close To Home» e conta a história de uma jovem e aguerrida acusadora pública que investiga casos que se passam nas proximidades de sua casa. A coisa promete. É uma co-produção com a Warner.
NÃO/SIM? – O pior que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias. Todas as opiniões devem ser ouvidas, não basta votar, é mesmo vital discutir, debater. A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não (www.sitiodonao.weblog.com.pt). Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
BENOLIEL – Inserida na LisboaPhoto está uma exposição de Joshua Benoliel, considerado o precursor do foto-jornalismo em Portugal. Feita com base no valioso espólio do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, a exposição mostra o trabalho de Benoliel para publicações como «A Ilustração Portuguesa» e o «Século», mas sobretudo permite acompanhar a evolução da sua visão quer enquanto fotojornalista, quer enquanto fotógrafo. Benoliel era um fotojornalista aguerrido e audaz para o seu tempo – e as suas imagens da primeira grande Guerra mostram-no. Mas era também um homem com uma invulgar aproximação aos assuntos, como evidencia nomeadamente a fotografia dos filhos de Buiça, o regicida, – uma iluminação e enquadramento perfeitos, a transmissão da dor e da angústia. A LisboaPhoto tem 15 exposições em diversos locais de Lisboa e o programa completo pode ser consultado em www.lisboaphoto.pt. A exposição de Benoliel está até 21 de Agosto no Torreão nascente da Cordoaria Nacional (o que fica mais perto da antiga FIL). Não a perca – é uma lição de história, de humildade, de observação e de estética.
REVÓLVER – Uma outra exposição que não deve perder resulta do desafio feito pelo coleccionador e galerista Vitor Pinto da Fonseca ao fotógrafo José Maçãs de Carvalho para comissariar uma exposição apenas com fotógrafos portugueses contemporâneos, na «Plataforma Revólver» (rua da Boavista 84-3º, de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Para além de Maçãs de Carvalho esta exposição, intitulada «My Own Private Pictures/Imagens Privadas», mostra trabalhos de António Júlio Duarte, Cátia Serrão, Manuel valente Alves, Marta Moreira, Nuno Cera, Rodrigo Peixoto, São Trindade, Susana Mendes Silva e Valter Vinagre.
RITMO – Gosto de compilações, de discos que agrupam vários temas de diversas proveniências. Uma das melhores que ouvi nos últimos tempos é «Con Mucho Ritmo», uma selecção de jazz tropical que inclui nomes clássicos como o percussionista Tito Puente ou o pianista Eddie Palmieiri, mas também talentos mais novos, como o do trompetista Charlie Sepulveda ou o flautista Dave Valentin. A versão de Giovanni Hidalgo para o clássico «Summmertime» é empolgante e o «Tumbao» do grande Chucho Valdés também. Colectânea Verve, distribuição Universal Music.
COMIDINHAS – Mão amiga fez-me chegar mais dois sites sobre a nobre arte da comida. No www.netmenu.pt encontra além das receitas, sugestões de passeios gastronómicos e uma boa lista de sugestões em matéria de vinhos. No www.gastronomias.com pode encontrar uma zona muito engraçada com sugestões completas para organizar jantares românticos a dois e uma muito curiosa lista de substãncias afrodisíacas.
REMATE – Se tinham dúvidas de que há populismo sem ser à direita sigam com atenção o percurso de José Sá Fernandes. Começo a achar que João Soares tinha razão na construção do elevador entre a Praça da Figueira e o Castelo. E que mais uma vez o que o advogado fez foi criar problemas em vez de arranjar soluções.
CRIME – Jerry Bruckheimer, o criador das séries «Crime Scene Investigation», tem uma nova obra que será estreada nos Estados Unidos pela CBS; chama-se «Close To Home» e conta a história de uma jovem e aguerrida acusadora pública que investiga casos que se passam nas proximidades de sua casa. A coisa promete. É uma co-produção com a Warner.
NÃO/SIM? – O pior que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias. Todas as opiniões devem ser ouvidas, não basta votar, é mesmo vital discutir, debater. A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não (www.sitiodonao.weblog.com.pt). Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
BENOLIEL – Inserida na LisboaPhoto está uma exposição de Joshua Benoliel, considerado o precursor do foto-jornalismo em Portugal. Feita com base no valioso espólio do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, a exposição mostra o trabalho de Benoliel para publicações como «A Ilustração Portuguesa» e o «Século», mas sobretudo permite acompanhar a evolução da sua visão quer enquanto fotojornalista, quer enquanto fotógrafo. Benoliel era um fotojornalista aguerrido e audaz para o seu tempo – e as suas imagens da primeira grande Guerra mostram-no. Mas era também um homem com uma invulgar aproximação aos assuntos, como evidencia nomeadamente a fotografia dos filhos de Buiça, o regicida, – uma iluminação e enquadramento perfeitos, a transmissão da dor e da angústia. A LisboaPhoto tem 15 exposições em diversos locais de Lisboa e o programa completo pode ser consultado em www.lisboaphoto.pt. A exposição de Benoliel está até 21 de Agosto no Torreão nascente da Cordoaria Nacional (o que fica mais perto da antiga FIL). Não a perca – é uma lição de história, de humildade, de observação e de estética.
REVÓLVER – Uma outra exposição que não deve perder resulta do desafio feito pelo coleccionador e galerista Vitor Pinto da Fonseca ao fotógrafo José Maçãs de Carvalho para comissariar uma exposição apenas com fotógrafos portugueses contemporâneos, na «Plataforma Revólver» (rua da Boavista 84-3º, de terça a sábado entre as 14 e as 19h30). Para além de Maçãs de Carvalho esta exposição, intitulada «My Own Private Pictures/Imagens Privadas», mostra trabalhos de António Júlio Duarte, Cátia Serrão, Manuel valente Alves, Marta Moreira, Nuno Cera, Rodrigo Peixoto, São Trindade, Susana Mendes Silva e Valter Vinagre.
RITMO – Gosto de compilações, de discos que agrupam vários temas de diversas proveniências. Uma das melhores que ouvi nos últimos tempos é «Con Mucho Ritmo», uma selecção de jazz tropical que inclui nomes clássicos como o percussionista Tito Puente ou o pianista Eddie Palmieiri, mas também talentos mais novos, como o do trompetista Charlie Sepulveda ou o flautista Dave Valentin. A versão de Giovanni Hidalgo para o clássico «Summmertime» é empolgante e o «Tumbao» do grande Chucho Valdés também. Colectânea Verve, distribuição Universal Music.
COMIDINHAS – Mão amiga fez-me chegar mais dois sites sobre a nobre arte da comida. No www.netmenu.pt encontra além das receitas, sugestões de passeios gastronómicos e uma boa lista de sugestões em matéria de vinhos. No www.gastronomias.com pode encontrar uma zona muito engraçada com sugestões completas para organizar jantares românticos a dois e uma muito curiosa lista de substãncias afrodisíacas.
REMATE – Se tinham dúvidas de que há populismo sem ser à direita sigam com atenção o percurso de José Sá Fernandes. Começo a achar que João Soares tinha razão na construção do elevador entre a Praça da Figueira e o Castelo. E que mais uma vez o que o advogado fez foi criar problemas em vez de arranjar soluções.
maio 19, 2005
EXPROPRIAÇÃO
Gosto munto de Jaquinzinhos. Vejam num post do passado dia 17 o comentário à situação na Bombardier. E passeiem-se pelos restantes posts. Magnífico...
Gosto munto de Jaquinzinhos. Vejam num post do passado dia 17 o comentário à situação na Bombardier. E passeiem-se pelos restantes posts. Magnífico...
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EXPROPRIAÇÃO
Gosto munto de Jaquinzinhos. Vejam num post do passado dia 17 o comentário à situação na Bombardier. E passeiem-se pelos restantes posts. Magnífico...
Gosto munto de Jaquinzinhos. Vejam num post do passado dia 17 o comentário à situação na Bombardier. E passeiem-se pelos restantes posts. Magnífico...
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FIGO
Bastou estar uns jogos sentado no banco do Real Madrid para Figo, muito benemérito, se mostrar disponível para regressar à Selecção. E o melhor é que toda a gente diz logo «ámem» como se isto tudo fosse normal, ético, digno.... Um bocadinho irritante e invertebrado, não é?
Bastou estar uns jogos sentado no banco do Real Madrid para Figo, muito benemérito, se mostrar disponível para regressar à Selecção. E o melhor é que toda a gente diz logo «ámem» como se isto tudo fosse normal, ético, digno.... Um bocadinho irritante e invertebrado, não é?
DISCUTIR
A pior coisa que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias.
A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não. Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
A pior coisa que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias.
A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não. Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
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DISCUTIR
A pior coisa que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias.
A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não. Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
A pior coisa que existe é aceitar as coisas passivamente. Aos poucos vamo-nos conformando, abdicando de exprimir a nossa opinião. Aceitar o que muitos dizem, embarcar no unanimismo, cria a ilusão de falsas maiorias.
A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. Por isso me parece tão importante a iniciativa de José Pacheco Pereira, revelada no seu Abrupto. Pacheco Pereira já avançou: A sugestão que faço é criar-se um blogue do “não” para que todos contribuam começando um debate organizado, mesmo que o façam duplicando aí as notas que originalmente publicam nos seus sítios.. E o blog de que fala já está criado, chama-se Sítio do Não. Escrevam, discutam, debatam, leiam, informem-se (a proposta de Constituição Europeia está lá na íntegra). Não deixem que o politicamente correcto não tenha sequer adversários. Desculpem a fadistice mas não resito: Força Pacheco.
maio 16, 2005
TELESPECTADORES – A nível mundial, em 1995, cada telespectador consumia 205 minutos de televisão por dia. O valor tem sempre subido e em 2004 já era de 229 minutos. O Japão vai à frente com 301 minutos e a Suécia contenta-se com 151. Em Portugal o valor foi 214 minutos, mais sete que no ano anterior. Percebem porque é que o controlo da televisão é sempre uma coisa tão apetecida? Por cá existem duas profissões sobre as quais toda a gente dá palpites: treinador de futebol e director de um canal de TV. É o nosso destino, como diria o outro.
ELOGIO – Nesta terra de prima-donnas haver um ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros que se dispõe, sem vaidades nem preconceitos, a ir resolver um problema diplomático complicado (a negociação com os Emiratos Árabes Unidos sobre a detenção do cidadão português Ivo Ferreira) é caso para elogio. Diriam que era a obrigação do diplomata. Será, mas estamos todos fartos de ver diplomatas a não cumprirem o que deles se espera. E sabemos todos como os ex-governantes odeiam ser incomodados pelos problemas dos cidadãos comuns. Por isso mesmo o trabalho do diplomata António Monteiro merece, mais uma vez, ser elogiado.
LER – António Costa Pinto, Historiador, meteu ombros à tarefa de fazer um retrato escrito do «Portugal Contemporâneo» e daí saíu um livro com o mesmo nome, que contou com uma vasta equipa de colaboradores. Destaco quatro dos textos fundamentais aqui inluídos: «A Identidade Nacional Portuguesa» de Nuno G. Monteiro e António Costa Pinto; «Mudança Social em Portugal, 1960-2000», por António Barreto; «Eleições, Partidos e Instituições Políticas no Portugal Democrático» por Pedro C. Magalhães e «A Arte Portuguesa do Século XX», por João Pinharanda. Não é bem um livro de cabeceira. Mas é uma obra fundamental para quem gosta de pensar sobre o que Portugal é, e sobre aquilo em que se está a tornar. «Portugal Contemporâneo», edição Dom Quixote.
OUVIR – Sabem quem foi Harold Arlem? Eu ajudo: foi o autor da banda sonora do «Wizard Of Oz», e, portanto, do inesquecível «Over The Rainbow». O centenário do nascimento de Arlen assinala-se este ano e a bom propósito a Verve organização uma colectânea de alguns dos seus grandes temas, cantados por vários intérpretes. Ora reparem em alguns exemplos: Ella Fitzgerald canta «Hooray For Love», «Over the Rainbow» vem com Sarah Vaughan, Billie Holiday canta obviamente «Stormy Weather», Diana Krall dá apropriadamente voz a «Let’s Fall In Love» e não menos apropriadamente Louis Armstrong canta « I Gotta Right To Sing The Blues». A música de Arlen, rica e variada, sobrevive ao tempo e dá felicidade – como em «Get Happy», por Mel Tormé. Edição Verve, distribuída por Universal Music.
COMIDINHA – Se lhe apetece uma salada ou uma sanduíche sofisticada numa esplanada em cima do rio, o local a ir é o novo Deli DeLuxe, na fiada de armazéns onde está a Bica do Sapato. Basicamente a proposta é uma mercearia sofisticada, com uma excelente garrafeira com preços razoáveis, boa selecção de massas, queijos (não muito abrangente, é certo), ingredientes raros e chocolates invulgares, tudo a preços correspondentes. Uma boa ideia é sentar-se na esplanada e abrir uma garrafa de vinho da loja, que pode ali consumir mediante um suplemento de cinco euros, razoável para a utilização da mesa, copos e serviço. Se quiser juntar a isto a tábua de queijos, fica com uma bela ideia para uma lanche ao fim da tarde. Ao fim de semana dizem-me que há um brunch simpático. Do que vi e experimentei é pena que o serviço seja amador e distraído, demorado até. Se a coisa se resolver o sítio pode ficar simpático para um almoço rápido.
SUGESTÃO – De hoje até dia 22 decorre em Oeiras a segunda edição da Festa da Poesia, uma iniciativa única nesta nossa terrinha. Por causa das efeméridas na edição deste ano há destaques para Cesário Verde e para Bocage. Desde sessões de leitura a recitais, espectáculos de teatro ou concertos há de tudo – até Pedro Abrunhosa a escolher e a ler poemas dos autores que prefere. Todas as informações em www.festadapoesia-oeiras.pt .
REMATE – A maior preocupação dos portugueses é saber quem passa à frente numa porta. Por isso é que isto está como está.
ELOGIO – Nesta terra de prima-donnas haver um ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros que se dispõe, sem vaidades nem preconceitos, a ir resolver um problema diplomático complicado (a negociação com os Emiratos Árabes Unidos sobre a detenção do cidadão português Ivo Ferreira) é caso para elogio. Diriam que era a obrigação do diplomata. Será, mas estamos todos fartos de ver diplomatas a não cumprirem o que deles se espera. E sabemos todos como os ex-governantes odeiam ser incomodados pelos problemas dos cidadãos comuns. Por isso mesmo o trabalho do diplomata António Monteiro merece, mais uma vez, ser elogiado.
LER – António Costa Pinto, Historiador, meteu ombros à tarefa de fazer um retrato escrito do «Portugal Contemporâneo» e daí saíu um livro com o mesmo nome, que contou com uma vasta equipa de colaboradores. Destaco quatro dos textos fundamentais aqui inluídos: «A Identidade Nacional Portuguesa» de Nuno G. Monteiro e António Costa Pinto; «Mudança Social em Portugal, 1960-2000», por António Barreto; «Eleições, Partidos e Instituições Políticas no Portugal Democrático» por Pedro C. Magalhães e «A Arte Portuguesa do Século XX», por João Pinharanda. Não é bem um livro de cabeceira. Mas é uma obra fundamental para quem gosta de pensar sobre o que Portugal é, e sobre aquilo em que se está a tornar. «Portugal Contemporâneo», edição Dom Quixote.
OUVIR – Sabem quem foi Harold Arlem? Eu ajudo: foi o autor da banda sonora do «Wizard Of Oz», e, portanto, do inesquecível «Over The Rainbow». O centenário do nascimento de Arlen assinala-se este ano e a bom propósito a Verve organização uma colectânea de alguns dos seus grandes temas, cantados por vários intérpretes. Ora reparem em alguns exemplos: Ella Fitzgerald canta «Hooray For Love», «Over the Rainbow» vem com Sarah Vaughan, Billie Holiday canta obviamente «Stormy Weather», Diana Krall dá apropriadamente voz a «Let’s Fall In Love» e não menos apropriadamente Louis Armstrong canta « I Gotta Right To Sing The Blues». A música de Arlen, rica e variada, sobrevive ao tempo e dá felicidade – como em «Get Happy», por Mel Tormé. Edição Verve, distribuída por Universal Music.
COMIDINHA – Se lhe apetece uma salada ou uma sanduíche sofisticada numa esplanada em cima do rio, o local a ir é o novo Deli DeLuxe, na fiada de armazéns onde está a Bica do Sapato. Basicamente a proposta é uma mercearia sofisticada, com uma excelente garrafeira com preços razoáveis, boa selecção de massas, queijos (não muito abrangente, é certo), ingredientes raros e chocolates invulgares, tudo a preços correspondentes. Uma boa ideia é sentar-se na esplanada e abrir uma garrafa de vinho da loja, que pode ali consumir mediante um suplemento de cinco euros, razoável para a utilização da mesa, copos e serviço. Se quiser juntar a isto a tábua de queijos, fica com uma bela ideia para uma lanche ao fim da tarde. Ao fim de semana dizem-me que há um brunch simpático. Do que vi e experimentei é pena que o serviço seja amador e distraído, demorado até. Se a coisa se resolver o sítio pode ficar simpático para um almoço rápido.
SUGESTÃO – De hoje até dia 22 decorre em Oeiras a segunda edição da Festa da Poesia, uma iniciativa única nesta nossa terrinha. Por causa das efeméridas na edição deste ano há destaques para Cesário Verde e para Bocage. Desde sessões de leitura a recitais, espectáculos de teatro ou concertos há de tudo – até Pedro Abrunhosa a escolher e a ler poemas dos autores que prefere. Todas as informações em www.festadapoesia-oeiras.pt .
REMATE – A maior preocupação dos portugueses é saber quem passa à frente numa porta. Por isso é que isto está como está.
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TELESPECTADORES – A nível mundial, em 1995, cada telespectador consumia 205 minutos de televisão por dia. O valor tem sempre subido e em 2004 já era de 229 minutos. O Japão vai à frente com 301 minutos e a Suécia contenta-se com 151. Em Portugal o valor foi 214 minutos, mais sete que no ano anterior. Percebem porque é que o controlo da televisão é sempre uma coisa tão apetecida? Por cá existem duas profissões sobre as quais toda a gente dá palpites: treinador de futebol e director de um canal de TV. É o nosso destino, como diria o outro.
ELOGIO – Nesta terra de prima-donnas haver um ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros que se dispõe, sem vaidades nem preconceitos, a ir resolver um problema diplomático complicado (a negociação com os Emiratos Árabes Unidos sobre a detenção do cidadão português Ivo Ferreira) é caso para elogio. Diriam que era a obrigação do diplomata. Será, mas estamos todos fartos de ver diplomatas a não cumprirem o que deles se espera. E sabemos todos como os ex-governantes odeiam ser incomodados pelos problemas dos cidadãos comuns. Por isso mesmo o trabalho do diplomata António Monteiro merece, mais uma vez, ser elogiado.
LER – António Costa Pinto, Historiador, meteu ombros à tarefa de fazer um retrato escrito do «Portugal Contemporâneo» e daí saíu um livro com o mesmo nome, que contou com uma vasta equipa de colaboradores. Destaco quatro dos textos fundamentais aqui inluídos: «A Identidade Nacional Portuguesa» de Nuno G. Monteiro e António Costa Pinto; «Mudança Social em Portugal, 1960-2000», por António Barreto; «Eleições, Partidos e Instituições Políticas no Portugal Democrático» por Pedro C. Magalhães e «A Arte Portuguesa do Século XX», por João Pinharanda. Não é bem um livro de cabeceira. Mas é uma obra fundamental para quem gosta de pensar sobre o que Portugal é, e sobre aquilo em que se está a tornar. «Portugal Contemporâneo», edição Dom Quixote.
OUVIR – Sabem quem foi Harold Arlem? Eu ajudo: foi o autor da banda sonora do «Wizard Of Oz», e, portanto, do inesquecível «Over The Rainbow». O centenário do nascimento de Arlen assinala-se este ano e a bom propósito a Verve organização uma colectânea de alguns dos seus grandes temas, cantados por vários intérpretes. Ora reparem em alguns exemplos: Ella Fitzgerald canta «Hooray For Love», «Over the Rainbow» vem com Sarah Vaughan, Billie Holiday canta obviamente «Stormy Weather», Diana Krall dá apropriadamente voz a «Let’s Fall In Love» e não menos apropriadamente Louis Armstrong canta « I Gotta Right To Sing The Blues». A música de Arlen, rica e variada, sobrevive ao tempo e dá felicidade – como em «Get Happy», por Mel Tormé. Edição Verve, distribuída por Universal Music.
COMIDINHA – Se lhe apetece uma salada ou uma sanduíche sofisticada numa esplanada em cima do rio, o local a ir é o novo Deli DeLuxe, na fiada de armazéns onde está a Bica do Sapato. Basicamente a proposta é uma mercearia sofisticada, com uma excelente garrafeira com preços razoáveis, boa selecção de massas, queijos (não muito abrangente, é certo), ingredientes raros e chocolates invulgares, tudo a preços correspondentes. Uma boa ideia é sentar-se na esplanada e abrir uma garrafa de vinho da loja, que pode ali consumir mediante um suplemento de cinco euros, razoável para a utilização da mesa, copos e serviço. Se quiser juntar a isto a tábua de queijos, fica com uma bela ideia para uma lanche ao fim da tarde. Ao fim de semana dizem-me que há um brunch simpático. Do que vi e experimentei é pena que o serviço seja amador e distraído, demorado até. Se a coisa se resolver o sítio pode ficar simpático para um almoço rápido.
SUGESTÃO – De hoje até dia 22 decorre em Oeiras a segunda edição da Festa da Poesia, uma iniciativa única nesta nossa terrinha. Por causa das efeméridas na edição deste ano há destaques para Cesário Verde e para Bocage. Desde sessões de leitura a recitais, espectáculos de teatro ou concertos há de tudo – até Pedro Abrunhosa a escolher e a ler poemas dos autores que prefere. Todas as informações em www.festadapoesia-oeiras.pt .
REMATE – A maior preocupação dos portugueses é saber quem passa à frente numa porta. Por isso é que isto está como está.
ELOGIO – Nesta terra de prima-donnas haver um ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros que se dispõe, sem vaidades nem preconceitos, a ir resolver um problema diplomático complicado (a negociação com os Emiratos Árabes Unidos sobre a detenção do cidadão português Ivo Ferreira) é caso para elogio. Diriam que era a obrigação do diplomata. Será, mas estamos todos fartos de ver diplomatas a não cumprirem o que deles se espera. E sabemos todos como os ex-governantes odeiam ser incomodados pelos problemas dos cidadãos comuns. Por isso mesmo o trabalho do diplomata António Monteiro merece, mais uma vez, ser elogiado.
LER – António Costa Pinto, Historiador, meteu ombros à tarefa de fazer um retrato escrito do «Portugal Contemporâneo» e daí saíu um livro com o mesmo nome, que contou com uma vasta equipa de colaboradores. Destaco quatro dos textos fundamentais aqui inluídos: «A Identidade Nacional Portuguesa» de Nuno G. Monteiro e António Costa Pinto; «Mudança Social em Portugal, 1960-2000», por António Barreto; «Eleições, Partidos e Instituições Políticas no Portugal Democrático» por Pedro C. Magalhães e «A Arte Portuguesa do Século XX», por João Pinharanda. Não é bem um livro de cabeceira. Mas é uma obra fundamental para quem gosta de pensar sobre o que Portugal é, e sobre aquilo em que se está a tornar. «Portugal Contemporâneo», edição Dom Quixote.
OUVIR – Sabem quem foi Harold Arlem? Eu ajudo: foi o autor da banda sonora do «Wizard Of Oz», e, portanto, do inesquecível «Over The Rainbow». O centenário do nascimento de Arlen assinala-se este ano e a bom propósito a Verve organização uma colectânea de alguns dos seus grandes temas, cantados por vários intérpretes. Ora reparem em alguns exemplos: Ella Fitzgerald canta «Hooray For Love», «Over the Rainbow» vem com Sarah Vaughan, Billie Holiday canta obviamente «Stormy Weather», Diana Krall dá apropriadamente voz a «Let’s Fall In Love» e não menos apropriadamente Louis Armstrong canta « I Gotta Right To Sing The Blues». A música de Arlen, rica e variada, sobrevive ao tempo e dá felicidade – como em «Get Happy», por Mel Tormé. Edição Verve, distribuída por Universal Music.
COMIDINHA – Se lhe apetece uma salada ou uma sanduíche sofisticada numa esplanada em cima do rio, o local a ir é o novo Deli DeLuxe, na fiada de armazéns onde está a Bica do Sapato. Basicamente a proposta é uma mercearia sofisticada, com uma excelente garrafeira com preços razoáveis, boa selecção de massas, queijos (não muito abrangente, é certo), ingredientes raros e chocolates invulgares, tudo a preços correspondentes. Uma boa ideia é sentar-se na esplanada e abrir uma garrafa de vinho da loja, que pode ali consumir mediante um suplemento de cinco euros, razoável para a utilização da mesa, copos e serviço. Se quiser juntar a isto a tábua de queijos, fica com uma bela ideia para uma lanche ao fim da tarde. Ao fim de semana dizem-me que há um brunch simpático. Do que vi e experimentei é pena que o serviço seja amador e distraído, demorado até. Se a coisa se resolver o sítio pode ficar simpático para um almoço rápido.
SUGESTÃO – De hoje até dia 22 decorre em Oeiras a segunda edição da Festa da Poesia, uma iniciativa única nesta nossa terrinha. Por causa das efeméridas na edição deste ano há destaques para Cesário Verde e para Bocage. Desde sessões de leitura a recitais, espectáculos de teatro ou concertos há de tudo – até Pedro Abrunhosa a escolher e a ler poemas dos autores que prefere. Todas as informações em www.festadapoesia-oeiras.pt .
REMATE – A maior preocupação dos portugueses é saber quem passa à frente numa porta. Por isso é que isto está como está.
maio 09, 2005
O PAÍS ACESSÓRIO
A auto-estima nacional vive um momento alto. Mourinho deu uma taça ao Chelsea e confirmou a capacidade de Portugal se projectar além das suas fronteiras. Tudo indica que a nova campanha da Selecção Nacional de Futebol ajude a criar mais momentos de festa e grande esperança. E, claro, a final da taça UEFA vai de novo pôr Lisboa nas bocas do Mundo. Quando no ano passado o regime tornou doutrina que o futebol devia ser o motor da auto-estima nacional deu o pontapé de saída para esta situação em que o nosso destino fica depositado na habilidade demonstrada num jogo jogado com os pés.
Bem podem depois as altas autoridades mostrar preocupação face ao estado da economia, à desindustrialização do país, aos maus resultados a matemática e ao insucesso escolar generalizado. Que interessa isso se na bola continuamos a dar que falar e se é ela o emblema oficial e apadrinhado da nossa auto-estima?
Podíamos ser conhecidos pela nossa capacidade de descoberta e de produção, pela excelência dos nossos serviços, pela exportação da nossa cultura e da nossa indústria. Mas não somos. Estamos na cauda da Europa em indicadores básicos, descremos da nossa classe política, do nosso sistema judicial, temos motivo de sobra para achar que vivemos numa sociedade fiscalmente injusta em que os cidadãos que trabalham por conta de outrem pagam mais do que aquilo que recebem de volta do Estado. Mas vivemos felizes porque há um português, arrogante, birrento e mal-educado, que se tornou num herói dos hooligans e num símbolo sexual das bifas. Há vidas piores. Mas também há países melhores. Deixar o acessório e procurar o essencial custa, não custa?
A auto-estima nacional vive um momento alto. Mourinho deu uma taça ao Chelsea e confirmou a capacidade de Portugal se projectar além das suas fronteiras. Tudo indica que a nova campanha da Selecção Nacional de Futebol ajude a criar mais momentos de festa e grande esperança. E, claro, a final da taça UEFA vai de novo pôr Lisboa nas bocas do Mundo. Quando no ano passado o regime tornou doutrina que o futebol devia ser o motor da auto-estima nacional deu o pontapé de saída para esta situação em que o nosso destino fica depositado na habilidade demonstrada num jogo jogado com os pés.
Bem podem depois as altas autoridades mostrar preocupação face ao estado da economia, à desindustrialização do país, aos maus resultados a matemática e ao insucesso escolar generalizado. Que interessa isso se na bola continuamos a dar que falar e se é ela o emblema oficial e apadrinhado da nossa auto-estima?
Podíamos ser conhecidos pela nossa capacidade de descoberta e de produção, pela excelência dos nossos serviços, pela exportação da nossa cultura e da nossa indústria. Mas não somos. Estamos na cauda da Europa em indicadores básicos, descremos da nossa classe política, do nosso sistema judicial, temos motivo de sobra para achar que vivemos numa sociedade fiscalmente injusta em que os cidadãos que trabalham por conta de outrem pagam mais do que aquilo que recebem de volta do Estado. Mas vivemos felizes porque há um português, arrogante, birrento e mal-educado, que se tornou num herói dos hooligans e num símbolo sexual das bifas. Há vidas piores. Mas também há países melhores. Deixar o acessório e procurar o essencial custa, não custa?
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O PAÍS ACESSÓRIO
A auto-estima nacional vive um momento alto. Mourinho deu uma taça ao Chelsea e confirmou a capacidade de Portugal se projectar além das suas fronteiras. Tudo indica que a nova campanha da Selecção Nacional de Futebol ajude a criar mais momentos de festa e grande esperança. E, claro, a final da taça UEFA vai de novo pôr Lisboa nas bocas do Mundo. Quando no ano passado o regime tornou doutrina que o futebol devia ser o motor da auto-estima nacional deu o pontapé de saída para esta situação em que o nosso destino fica depositado na habilidade demonstrada num jogo jogado com os pés.
Bem podem depois as altas autoridades mostrar preocupação face ao estado da economia, à desindustrialização do país, aos maus resultados a matemática e ao insucesso escolar generalizado. Que interessa isso se na bola continuamos a dar que falar e se é ela o emblema oficial e apadrinhado da nossa auto-estima?
Podíamos ser conhecidos pela nossa capacidade de descoberta e de produção, pela excelência dos nossos serviços, pela exportação da nossa cultura e da nossa indústria. Mas não somos. Estamos na cauda da Europa em indicadores básicos, descremos da nossa classe política, do nosso sistema judicial, temos motivo de sobra para achar que vivemos numa sociedade fiscalmente injusta em que os cidadãos que trabalham por conta de outrem pagam mais do que aquilo que recebem de volta do Estado. Mas vivemos felizes porque há um português, arrogante, birrento e mal-educado, que se tornou num herói dos hooligans e num símbolo sexual das bifas. Há vidas piores. Mas também há países melhores. Deixar o acessório e procurar o essencial custa, não custa?
A auto-estima nacional vive um momento alto. Mourinho deu uma taça ao Chelsea e confirmou a capacidade de Portugal se projectar além das suas fronteiras. Tudo indica que a nova campanha da Selecção Nacional de Futebol ajude a criar mais momentos de festa e grande esperança. E, claro, a final da taça UEFA vai de novo pôr Lisboa nas bocas do Mundo. Quando no ano passado o regime tornou doutrina que o futebol devia ser o motor da auto-estima nacional deu o pontapé de saída para esta situação em que o nosso destino fica depositado na habilidade demonstrada num jogo jogado com os pés.
Bem podem depois as altas autoridades mostrar preocupação face ao estado da economia, à desindustrialização do país, aos maus resultados a matemática e ao insucesso escolar generalizado. Que interessa isso se na bola continuamos a dar que falar e se é ela o emblema oficial e apadrinhado da nossa auto-estima?
Podíamos ser conhecidos pela nossa capacidade de descoberta e de produção, pela excelência dos nossos serviços, pela exportação da nossa cultura e da nossa indústria. Mas não somos. Estamos na cauda da Europa em indicadores básicos, descremos da nossa classe política, do nosso sistema judicial, temos motivo de sobra para achar que vivemos numa sociedade fiscalmente injusta em que os cidadãos que trabalham por conta de outrem pagam mais do que aquilo que recebem de volta do Estado. Mas vivemos felizes porque há um português, arrogante, birrento e mal-educado, que se tornou num herói dos hooligans e num símbolo sexual das bifas. Há vidas piores. Mas também há países melhores. Deixar o acessório e procurar o essencial custa, não custa?
MOBILIDADE – Um novo relatório divulgado na Holanda pela empresa de estudos Informa considera que no final do ano 2010, em todo o mundo, 125 milhões de pessoas irão seguir regularmente emissões de televisão nos seus telemóveis. O mesmo relatório considera que até final do ano serão vendidos 130 000 telefones com capacidade de recpção de emissões de televisão. A Nokia já anunciou que irá apresentar um modelo com estas capacidades na primeira metade do próximo ano e a Samsumg já faz demonstrações online do aparelho que entretanto desenvolveu.
DEFINIÇÃO – O realizador Steven Soderbergh vai dirigir seis produções integralmente registadas em video de alta definição, que se destinam a ser distribuídas simultaneamente através da exibição em cinemas, da emissão em televisão e do mercado de DVD e Video. O objectivo do produtor ao fazer este lançamento simultâneo é proporcionar ao espectador a possibilidade de decidir desde o início do coclo de vida da obra qual o formato e o meio em que pretende ver o filme. O primeiro filma da série chama-se «Bubble» e é um policial filmado numa pequena cidade do Ohio. Soderbergh é o autor de filmes como «Sex, Lies And Videotapes», «Erin Brokovich» e «Ocean’s Eleven».
SKY – A plataforma de satélite britânica BSkyB atingiu um total de 7,7 milhões de assinantes, conseguiu um aumento de receitas de 10 por cento atingindo os 2.96 mil milhões de libras e obteve um lucro, depois de impostos, de 273 milhões de libras, o que significa um aumento de 12 por cento.
RANKING – Segundo a revista Forbes a Time Warner é a companhia de Media com melhores resultados, aparecendo na posição 51 do seu ranking global das 2000 maiores companhias mundiais. A seguir vem a Disney na posição 99, a Sony na posição 123, a News Corp (de Murdoch) na posição 125 e o distribuidor norte-americano de cabo Comcast na posição 131. A Viacom, outro operador de cabo, surge no lugar 448 e a Vivendi Universal em 454. A BSkyB surge na posição 702. A Warner gerou receitas de 42 mil milhões de dolares e lucro de 3.3 mil milhões de dolares.
LER - «Há sítios onde não chove...Mas no Porto chove sempre. Mesmo quando não chove parece que está a chover, deve ser porque a foz está cada vez mais perto da cidade» - a citação, com a devida vénia, é apenas um dos muito irónicos e estimulantes diálogos do novo livro de Francisco José Viegas, «Longe de Manaus», mais um policial protagonizado pelo detective Jaime Ramos. Arrisco-me a dizer que é o melhor livro que o autor construíu com este personagem. Tem sido o meu entretém desta semana. Melhor que quase qualquer coisa, excepto a nova série dos «Sete Palmos de Terra». Edição Asa, Colecção Finisterra.
OUVIR – A voz é um bocado intrigante, parece ter sido feita de «samples» de outras grandes vozes. Há timbres que evocam memórias, mas há sobretudo uma capacidade melódica vocal que é rara e há uma carga dramática na interpretação que roça o limite do «pastiche», mas que consegue reter, por um fio, lugar cativo na elegância. Ele chama-se Antony, canta com os Johnsons e o disco chama-se «I’m A Bird Now». Vão fazer uma curta digressão nacional no fim de Maio (dia 31 na Aula Magna de Lisboa) e início de Junho. Comprem o disco, estejam atentos aos concertos. Belas canções.
COMIDINHA – Se querem experimentar como está a vossa habilidade culinária com um receituário internacional, visitem o sítio www.epicurious.com e ficarão deliciados. Há uma secção especial para vegetarianos e sobretudo um sistema de pesquisa que permite seleccionar sugestões por ingredientes, método de preparação, cozinhas nacionais, métodos especiais, receitas sazonais, por refeição a que se destinam e por tipo de prato – de saladas a sanduiches. É o motor de busca culinário mais completo que conheço. Pode ainda encontrar sugestões de vinhos e de restaurantes nas principais grandes cidades do planeta.
REMATE – Não é nada má ideia abandonar a reconstrução do Parque Mayer e pensar noutro local para fazer obras de arquitectura emblemáticas. E não há que ter medo das boas ideias, venham de onde vierem.
DEFINIÇÃO – O realizador Steven Soderbergh vai dirigir seis produções integralmente registadas em video de alta definição, que se destinam a ser distribuídas simultaneamente através da exibição em cinemas, da emissão em televisão e do mercado de DVD e Video. O objectivo do produtor ao fazer este lançamento simultâneo é proporcionar ao espectador a possibilidade de decidir desde o início do coclo de vida da obra qual o formato e o meio em que pretende ver o filme. O primeiro filma da série chama-se «Bubble» e é um policial filmado numa pequena cidade do Ohio. Soderbergh é o autor de filmes como «Sex, Lies And Videotapes», «Erin Brokovich» e «Ocean’s Eleven».
SKY – A plataforma de satélite britânica BSkyB atingiu um total de 7,7 milhões de assinantes, conseguiu um aumento de receitas de 10 por cento atingindo os 2.96 mil milhões de libras e obteve um lucro, depois de impostos, de 273 milhões de libras, o que significa um aumento de 12 por cento.
RANKING – Segundo a revista Forbes a Time Warner é a companhia de Media com melhores resultados, aparecendo na posição 51 do seu ranking global das 2000 maiores companhias mundiais. A seguir vem a Disney na posição 99, a Sony na posição 123, a News Corp (de Murdoch) na posição 125 e o distribuidor norte-americano de cabo Comcast na posição 131. A Viacom, outro operador de cabo, surge no lugar 448 e a Vivendi Universal em 454. A BSkyB surge na posição 702. A Warner gerou receitas de 42 mil milhões de dolares e lucro de 3.3 mil milhões de dolares.
LER - «Há sítios onde não chove...Mas no Porto chove sempre. Mesmo quando não chove parece que está a chover, deve ser porque a foz está cada vez mais perto da cidade» - a citação, com a devida vénia, é apenas um dos muito irónicos e estimulantes diálogos do novo livro de Francisco José Viegas, «Longe de Manaus», mais um policial protagonizado pelo detective Jaime Ramos. Arrisco-me a dizer que é o melhor livro que o autor construíu com este personagem. Tem sido o meu entretém desta semana. Melhor que quase qualquer coisa, excepto a nova série dos «Sete Palmos de Terra». Edição Asa, Colecção Finisterra.
OUVIR – A voz é um bocado intrigante, parece ter sido feita de «samples» de outras grandes vozes. Há timbres que evocam memórias, mas há sobretudo uma capacidade melódica vocal que é rara e há uma carga dramática na interpretação que roça o limite do «pastiche», mas que consegue reter, por um fio, lugar cativo na elegância. Ele chama-se Antony, canta com os Johnsons e o disco chama-se «I’m A Bird Now». Vão fazer uma curta digressão nacional no fim de Maio (dia 31 na Aula Magna de Lisboa) e início de Junho. Comprem o disco, estejam atentos aos concertos. Belas canções.
COMIDINHA – Se querem experimentar como está a vossa habilidade culinária com um receituário internacional, visitem o sítio www.epicurious.com e ficarão deliciados. Há uma secção especial para vegetarianos e sobretudo um sistema de pesquisa que permite seleccionar sugestões por ingredientes, método de preparação, cozinhas nacionais, métodos especiais, receitas sazonais, por refeição a que se destinam e por tipo de prato – de saladas a sanduiches. É o motor de busca culinário mais completo que conheço. Pode ainda encontrar sugestões de vinhos e de restaurantes nas principais grandes cidades do planeta.
REMATE – Não é nada má ideia abandonar a reconstrução do Parque Mayer e pensar noutro local para fazer obras de arquitectura emblemáticas. E não há que ter medo das boas ideias, venham de onde vierem.
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MOBILIDADE – Um novo relatório divulgado na Holanda pela empresa de estudos Informa considera que no final do ano 2010, em todo o mundo, 125 milhões de pessoas irão seguir regularmente emissões de televisão nos seus telemóveis. O mesmo relatório considera que até final do ano serão vendidos 130 000 telefones com capacidade de recpção de emissões de televisão. A Nokia já anunciou que irá apresentar um modelo com estas capacidades na primeira metade do próximo ano e a Samsumg já faz demonstrações online do aparelho que entretanto desenvolveu.
DEFINIÇÃO – O realizador Steven Soderbergh vai dirigir seis produções integralmente registadas em video de alta definição, que se destinam a ser distribuídas simultaneamente através da exibição em cinemas, da emissão em televisão e do mercado de DVD e Video. O objectivo do produtor ao fazer este lançamento simultâneo é proporcionar ao espectador a possibilidade de decidir desde o início do coclo de vida da obra qual o formato e o meio em que pretende ver o filme. O primeiro filma da série chama-se «Bubble» e é um policial filmado numa pequena cidade do Ohio. Soderbergh é o autor de filmes como «Sex, Lies And Videotapes», «Erin Brokovich» e «Ocean’s Eleven».
SKY – A plataforma de satélite britânica BSkyB atingiu um total de 7,7 milhões de assinantes, conseguiu um aumento de receitas de 10 por cento atingindo os 2.96 mil milhões de libras e obteve um lucro, depois de impostos, de 273 milhões de libras, o que significa um aumento de 12 por cento.
RANKING – Segundo a revista Forbes a Time Warner é a companhia de Media com melhores resultados, aparecendo na posição 51 do seu ranking global das 2000 maiores companhias mundiais. A seguir vem a Disney na posição 99, a Sony na posição 123, a News Corp (de Murdoch) na posição 125 e o distribuidor norte-americano de cabo Comcast na posição 131. A Viacom, outro operador de cabo, surge no lugar 448 e a Vivendi Universal em 454. A BSkyB surge na posição 702. A Warner gerou receitas de 42 mil milhões de dolares e lucro de 3.3 mil milhões de dolares.
LER - «Há sítios onde não chove...Mas no Porto chove sempre. Mesmo quando não chove parece que está a chover, deve ser porque a foz está cada vez mais perto da cidade» - a citação, com a devida vénia, é apenas um dos muito irónicos e estimulantes diálogos do novo livro de Francisco José Viegas, «Longe de Manaus», mais um policial protagonizado pelo detective Jaime Ramos. Arrisco-me a dizer que é o melhor livro que o autor construíu com este personagem. Tem sido o meu entretém desta semana. Melhor que quase qualquer coisa, excepto a nova série dos «Sete Palmos de Terra». Edição Asa, Colecção Finisterra.
OUVIR – A voz é um bocado intrigante, parece ter sido feita de «samples» de outras grandes vozes. Há timbres que evocam memórias, mas há sobretudo uma capacidade melódica vocal que é rara e há uma carga dramática na interpretação que roça o limite do «pastiche», mas que consegue reter, por um fio, lugar cativo na elegância. Ele chama-se Antony, canta com os Johnsons e o disco chama-se «I’m A Bird Now». Vão fazer uma curta digressão nacional no fim de Maio (dia 31 na Aula Magna de Lisboa) e início de Junho. Comprem o disco, estejam atentos aos concertos. Belas canções.
COMIDINHA – Se querem experimentar como está a vossa habilidade culinária com um receituário internacional, visitem o sítio www.epicurious.com e ficarão deliciados. Há uma secção especial para vegetarianos e sobretudo um sistema de pesquisa que permite seleccionar sugestões por ingredientes, método de preparação, cozinhas nacionais, métodos especiais, receitas sazonais, por refeição a que se destinam e por tipo de prato – de saladas a sanduiches. É o motor de busca culinário mais completo que conheço. Pode ainda encontrar sugestões de vinhos e de restaurantes nas principais grandes cidades do planeta.
REMATE – Não é nada má ideia abandonar a reconstrução do Parque Mayer e pensar noutro local para fazer obras de arquitectura emblemáticas. E não há que ter medo das boas ideias, venham de onde vierem.
DEFINIÇÃO – O realizador Steven Soderbergh vai dirigir seis produções integralmente registadas em video de alta definição, que se destinam a ser distribuídas simultaneamente através da exibição em cinemas, da emissão em televisão e do mercado de DVD e Video. O objectivo do produtor ao fazer este lançamento simultâneo é proporcionar ao espectador a possibilidade de decidir desde o início do coclo de vida da obra qual o formato e o meio em que pretende ver o filme. O primeiro filma da série chama-se «Bubble» e é um policial filmado numa pequena cidade do Ohio. Soderbergh é o autor de filmes como «Sex, Lies And Videotapes», «Erin Brokovich» e «Ocean’s Eleven».
SKY – A plataforma de satélite britânica BSkyB atingiu um total de 7,7 milhões de assinantes, conseguiu um aumento de receitas de 10 por cento atingindo os 2.96 mil milhões de libras e obteve um lucro, depois de impostos, de 273 milhões de libras, o que significa um aumento de 12 por cento.
RANKING – Segundo a revista Forbes a Time Warner é a companhia de Media com melhores resultados, aparecendo na posição 51 do seu ranking global das 2000 maiores companhias mundiais. A seguir vem a Disney na posição 99, a Sony na posição 123, a News Corp (de Murdoch) na posição 125 e o distribuidor norte-americano de cabo Comcast na posição 131. A Viacom, outro operador de cabo, surge no lugar 448 e a Vivendi Universal em 454. A BSkyB surge na posição 702. A Warner gerou receitas de 42 mil milhões de dolares e lucro de 3.3 mil milhões de dolares.
LER - «Há sítios onde não chove...Mas no Porto chove sempre. Mesmo quando não chove parece que está a chover, deve ser porque a foz está cada vez mais perto da cidade» - a citação, com a devida vénia, é apenas um dos muito irónicos e estimulantes diálogos do novo livro de Francisco José Viegas, «Longe de Manaus», mais um policial protagonizado pelo detective Jaime Ramos. Arrisco-me a dizer que é o melhor livro que o autor construíu com este personagem. Tem sido o meu entretém desta semana. Melhor que quase qualquer coisa, excepto a nova série dos «Sete Palmos de Terra». Edição Asa, Colecção Finisterra.
OUVIR – A voz é um bocado intrigante, parece ter sido feita de «samples» de outras grandes vozes. Há timbres que evocam memórias, mas há sobretudo uma capacidade melódica vocal que é rara e há uma carga dramática na interpretação que roça o limite do «pastiche», mas que consegue reter, por um fio, lugar cativo na elegância. Ele chama-se Antony, canta com os Johnsons e o disco chama-se «I’m A Bird Now». Vão fazer uma curta digressão nacional no fim de Maio (dia 31 na Aula Magna de Lisboa) e início de Junho. Comprem o disco, estejam atentos aos concertos. Belas canções.
COMIDINHA – Se querem experimentar como está a vossa habilidade culinária com um receituário internacional, visitem o sítio www.epicurious.com e ficarão deliciados. Há uma secção especial para vegetarianos e sobretudo um sistema de pesquisa que permite seleccionar sugestões por ingredientes, método de preparação, cozinhas nacionais, métodos especiais, receitas sazonais, por refeição a que se destinam e por tipo de prato – de saladas a sanduiches. É o motor de busca culinário mais completo que conheço. Pode ainda encontrar sugestões de vinhos e de restaurantes nas principais grandes cidades do planeta.
REMATE – Não é nada má ideia abandonar a reconstrução do Parque Mayer e pensar noutro local para fazer obras de arquitectura emblemáticas. E não há que ter medo das boas ideias, venham de onde vierem.
maio 02, 2005
IMPRENSA - Um estudo recente da World Association of Newspapers, citado pela revista «The Economist» apresenta resultados que merecem reflexão: entre 1995 e 2003 a circulação de jornais caíu 5% nos Estados Unidos, 3% na Europa e 2% no Japão. Nos anos 60 quatro em cada cinco norte-americanos liam um jornal diário regularmente, hoje só metade o faz. Philip Meyer, autor do livro «The Vanishing Newspaper: Saving Journalism In The Information Age» afirma que se esta tendência persistir os jornais tais como os conhecemos, impressos e em papel, desaparecerão por volta de 2040. Curiosos são os números sobre os blogs revelados pela mesma revista: 56% dos norte-americanos não ouviram falar de blogs e só 3% os lêem com regularidade, mas significativamente 44% dos norte-americanos entre os 18 e 29 anos, utilizadores da internet, declaram-se leitores assíduos de blogs num estudo efectuadop pela CNN/USA Today/ Gallup.
SIMPSONS – A série de animação norte-american «The Simpsons» vai estrear este Domingo, nos Estados Unidos, o seu 350º episódio – um marco assinalável para a estação que desde há 16 épocas mantém este programa no ar – a Fox. Trata-se da maior duração de sempre uma série de animação não destinada a crianças, mas também de um número considerável em termos de séries de entretenimento. Os Simpsons já têm mais episódios que a soma de «Seinfled» com o «Mary Tyler Moore Show», e antes do ano acabar ultrapassarão «Dallas», que fez 357 episódios. Os recordistas são «My Three Sons» com 380 episódios e «The Adventures of Ozzie & Harriet», com uns impressionantes 435 episódios.
OFFICE – Ricky Gervais e Stephen Merchant, a dupla que criou a série «The Office», uma das mais divertidas e premiadas na história da BBC, iniciou uma nova produção, feita em conjunto com a HBO, chamada «Extras», que estreará no Verão. Gervais é considerado um dos grandes cómicos da sua geração e nesta nova série desempenhará o papel de um jovem, amargurado, que pretende iniciar uma carreira de actor, e desiste do seu emprego para tentar o mundo do cinema onde só consegue papéis modestos.
DESRESPEITO – A antiga rotunda da Baptista Russo, perto da Expo, está há meses em obras para a construção de um túnel que deverá aliviar a circulação numa das zonas de Lisboa onde existe maior movimento de veículos pesados. Até aí tudo bem – o problema começa quando os responsáveis da obra fazem alterações de trânsito devido aos trabalhos, provocam o maior caos no cruzamento e, inexplicavelmente, numa obra daquela envergadura e que provoca problemas e engarrafamentos, não se vislumbra um polícia por perto para ajudar a circulação a fluir.
VER E OUVIR – O pianista chinês Lang Lang é uma das grandes novas estrelas da música clássica. O seu talento como intérprete tem sido elogiado e a sua estreia no Carnegie Hall, em Nova Iorque, em Novembro de 2003 foi considerado um dos grandes momentos da sua carreira. É exactamente esse recital que surge agora editado em DVD. É uma gravação cuidada, feita com cinco câmaras independentes de alta definição, duas delas centradas nos dedos do pianista. A gravação audio foi efectuada com o sistema 5.1 da Dolby. O realizador foi Benedict Mirow e o resultado é francamente excepcional. Nessa noite de 7 de Novembro de 2003 Lang Lang interpretou obras de Schumann, Haydn, Schubert, Tan Dun, Chopin e Liszt. O DVD inclui ainda extras como uma entrevista. Edição Deutsche Grammophon, distribuição Universal.
COMIDINHA –Não sabe o que fazer para aquele jantar de amigos? Espreite em www.petiscos.com, um belo site para quem gosta de cozinhar, desde pratos simples que parecem complicados até receitas rápidas, mesmo sanduíches, passando por muitas receitas de massas e sugestões variadas para o dia-a-dia. Mas este site português da Companhia dos Petiscos dá também sugestões de bebidas e sobremesas e é verdadeiramente interessante – inclui até receitas afrodisíacas. Para a semana falamos de um site internacional do mesmo género para quem se quer lançar noutras aventuras.
REMATE – Não era má ideia importar juízes e tribunais dos Açores para o Continente. Temos muito que aprender com as ilhas.
SIMPSONS – A série de animação norte-american «The Simpsons» vai estrear este Domingo, nos Estados Unidos, o seu 350º episódio – um marco assinalável para a estação que desde há 16 épocas mantém este programa no ar – a Fox. Trata-se da maior duração de sempre uma série de animação não destinada a crianças, mas também de um número considerável em termos de séries de entretenimento. Os Simpsons já têm mais episódios que a soma de «Seinfled» com o «Mary Tyler Moore Show», e antes do ano acabar ultrapassarão «Dallas», que fez 357 episódios. Os recordistas são «My Three Sons» com 380 episódios e «The Adventures of Ozzie & Harriet», com uns impressionantes 435 episódios.
OFFICE – Ricky Gervais e Stephen Merchant, a dupla que criou a série «The Office», uma das mais divertidas e premiadas na história da BBC, iniciou uma nova produção, feita em conjunto com a HBO, chamada «Extras», que estreará no Verão. Gervais é considerado um dos grandes cómicos da sua geração e nesta nova série desempenhará o papel de um jovem, amargurado, que pretende iniciar uma carreira de actor, e desiste do seu emprego para tentar o mundo do cinema onde só consegue papéis modestos.
DESRESPEITO – A antiga rotunda da Baptista Russo, perto da Expo, está há meses em obras para a construção de um túnel que deverá aliviar a circulação numa das zonas de Lisboa onde existe maior movimento de veículos pesados. Até aí tudo bem – o problema começa quando os responsáveis da obra fazem alterações de trânsito devido aos trabalhos, provocam o maior caos no cruzamento e, inexplicavelmente, numa obra daquela envergadura e que provoca problemas e engarrafamentos, não se vislumbra um polícia por perto para ajudar a circulação a fluir.
VER E OUVIR – O pianista chinês Lang Lang é uma das grandes novas estrelas da música clássica. O seu talento como intérprete tem sido elogiado e a sua estreia no Carnegie Hall, em Nova Iorque, em Novembro de 2003 foi considerado um dos grandes momentos da sua carreira. É exactamente esse recital que surge agora editado em DVD. É uma gravação cuidada, feita com cinco câmaras independentes de alta definição, duas delas centradas nos dedos do pianista. A gravação audio foi efectuada com o sistema 5.1 da Dolby. O realizador foi Benedict Mirow e o resultado é francamente excepcional. Nessa noite de 7 de Novembro de 2003 Lang Lang interpretou obras de Schumann, Haydn, Schubert, Tan Dun, Chopin e Liszt. O DVD inclui ainda extras como uma entrevista. Edição Deutsche Grammophon, distribuição Universal.
COMIDINHA –Não sabe o que fazer para aquele jantar de amigos? Espreite em www.petiscos.com, um belo site para quem gosta de cozinhar, desde pratos simples que parecem complicados até receitas rápidas, mesmo sanduíches, passando por muitas receitas de massas e sugestões variadas para o dia-a-dia. Mas este site português da Companhia dos Petiscos dá também sugestões de bebidas e sobremesas e é verdadeiramente interessante – inclui até receitas afrodisíacas. Para a semana falamos de um site internacional do mesmo género para quem se quer lançar noutras aventuras.
REMATE – Não era má ideia importar juízes e tribunais dos Açores para o Continente. Temos muito que aprender com as ilhas.
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IMPRENSA - Um estudo recente da World Association of Newspapers, citado pela revista «The Economist» apresenta resultados que merecem reflexão: entre 1995 e 2003 a circulação de jornais caíu 5% nos Estados Unidos, 3% na Europa e 2% no Japão. Nos anos 60 quatro em cada cinco norte-americanos liam um jornal diário regularmente, hoje só metade o faz. Philip Meyer, autor do livro «The Vanishing Newspaper: Saving Journalism In The Information Age» afirma que se esta tendência persistir os jornais tais como os conhecemos, impressos e em papel, desaparecerão por volta de 2040. Curiosos são os números sobre os blogs revelados pela mesma revista: 56% dos norte-americanos não ouviram falar de blogs e só 3% os lêem com regularidade, mas significativamente 44% dos norte-americanos entre os 18 e 29 anos, utilizadores da internet, declaram-se leitores assíduos de blogs num estudo efectuadop pela CNN/USA Today/ Gallup.
SIMPSONS – A série de animação norte-american «The Simpsons» vai estrear este Domingo, nos Estados Unidos, o seu 350º episódio – um marco assinalável para a estação que desde há 16 épocas mantém este programa no ar – a Fox. Trata-se da maior duração de sempre uma série de animação não destinada a crianças, mas também de um número considerável em termos de séries de entretenimento. Os Simpsons já têm mais episódios que a soma de «Seinfled» com o «Mary Tyler Moore Show», e antes do ano acabar ultrapassarão «Dallas», que fez 357 episódios. Os recordistas são «My Three Sons» com 380 episódios e «The Adventures of Ozzie & Harriet», com uns impressionantes 435 episódios.
OFFICE – Ricky Gervais e Stephen Merchant, a dupla que criou a série «The Office», uma das mais divertidas e premiadas na história da BBC, iniciou uma nova produção, feita em conjunto com a HBO, chamada «Extras», que estreará no Verão. Gervais é considerado um dos grandes cómicos da sua geração e nesta nova série desempenhará o papel de um jovem, amargurado, que pretende iniciar uma carreira de actor, e desiste do seu emprego para tentar o mundo do cinema onde só consegue papéis modestos.
DESRESPEITO – A antiga rotunda da Baptista Russo, perto da Expo, está há meses em obras para a construção de um túnel que deverá aliviar a circulação numa das zonas de Lisboa onde existe maior movimento de veículos pesados. Até aí tudo bem – o problema começa quando os responsáveis da obra fazem alterações de trânsito devido aos trabalhos, provocam o maior caos no cruzamento e, inexplicavelmente, numa obra daquela envergadura e que provoca problemas e engarrafamentos, não se vislumbra um polícia por perto para ajudar a circulação a fluir.
VER E OUVIR – O pianista chinês Lang Lang é uma das grandes novas estrelas da música clássica. O seu talento como intérprete tem sido elogiado e a sua estreia no Carnegie Hall, em Nova Iorque, em Novembro de 2003 foi considerado um dos grandes momentos da sua carreira. É exactamente esse recital que surge agora editado em DVD. É uma gravação cuidada, feita com cinco câmaras independentes de alta definição, duas delas centradas nos dedos do pianista. A gravação audio foi efectuada com o sistema 5.1 da Dolby. O realizador foi Benedict Mirow e o resultado é francamente excepcional. Nessa noite de 7 de Novembro de 2003 Lang Lang interpretou obras de Schumann, Haydn, Schubert, Tan Dun, Chopin e Liszt. O DVD inclui ainda extras como uma entrevista. Edição Deutsche Grammophon, distribuição Universal.
COMIDINHA –Não sabe o que fazer para aquele jantar de amigos? Espreite em www.petiscos.com, um belo site para quem gosta de cozinhar, desde pratos simples que parecem complicados até receitas rápidas, mesmo sanduíches, passando por muitas receitas de massas e sugestões variadas para o dia-a-dia. Mas este site português da Companhia dos Petiscos dá também sugestões de bebidas e sobremesas e é verdadeiramente interessante – inclui até receitas afrodisíacas. Para a semana falamos de um site internacional do mesmo género para quem se quer lançar noutras aventuras.
REMATE – Não era má ideia importar juízes e tribunais dos Açores para o Continente. Temos muito que aprender com as ilhas.
SIMPSONS – A série de animação norte-american «The Simpsons» vai estrear este Domingo, nos Estados Unidos, o seu 350º episódio – um marco assinalável para a estação que desde há 16 épocas mantém este programa no ar – a Fox. Trata-se da maior duração de sempre uma série de animação não destinada a crianças, mas também de um número considerável em termos de séries de entretenimento. Os Simpsons já têm mais episódios que a soma de «Seinfled» com o «Mary Tyler Moore Show», e antes do ano acabar ultrapassarão «Dallas», que fez 357 episódios. Os recordistas são «My Three Sons» com 380 episódios e «The Adventures of Ozzie & Harriet», com uns impressionantes 435 episódios.
OFFICE – Ricky Gervais e Stephen Merchant, a dupla que criou a série «The Office», uma das mais divertidas e premiadas na história da BBC, iniciou uma nova produção, feita em conjunto com a HBO, chamada «Extras», que estreará no Verão. Gervais é considerado um dos grandes cómicos da sua geração e nesta nova série desempenhará o papel de um jovem, amargurado, que pretende iniciar uma carreira de actor, e desiste do seu emprego para tentar o mundo do cinema onde só consegue papéis modestos.
DESRESPEITO – A antiga rotunda da Baptista Russo, perto da Expo, está há meses em obras para a construção de um túnel que deverá aliviar a circulação numa das zonas de Lisboa onde existe maior movimento de veículos pesados. Até aí tudo bem – o problema começa quando os responsáveis da obra fazem alterações de trânsito devido aos trabalhos, provocam o maior caos no cruzamento e, inexplicavelmente, numa obra daquela envergadura e que provoca problemas e engarrafamentos, não se vislumbra um polícia por perto para ajudar a circulação a fluir.
VER E OUVIR – O pianista chinês Lang Lang é uma das grandes novas estrelas da música clássica. O seu talento como intérprete tem sido elogiado e a sua estreia no Carnegie Hall, em Nova Iorque, em Novembro de 2003 foi considerado um dos grandes momentos da sua carreira. É exactamente esse recital que surge agora editado em DVD. É uma gravação cuidada, feita com cinco câmaras independentes de alta definição, duas delas centradas nos dedos do pianista. A gravação audio foi efectuada com o sistema 5.1 da Dolby. O realizador foi Benedict Mirow e o resultado é francamente excepcional. Nessa noite de 7 de Novembro de 2003 Lang Lang interpretou obras de Schumann, Haydn, Schubert, Tan Dun, Chopin e Liszt. O DVD inclui ainda extras como uma entrevista. Edição Deutsche Grammophon, distribuição Universal.
COMIDINHA –Não sabe o que fazer para aquele jantar de amigos? Espreite em www.petiscos.com, um belo site para quem gosta de cozinhar, desde pratos simples que parecem complicados até receitas rápidas, mesmo sanduíches, passando por muitas receitas de massas e sugestões variadas para o dia-a-dia. Mas este site português da Companhia dos Petiscos dá também sugestões de bebidas e sobremesas e é verdadeiramente interessante – inclui até receitas afrodisíacas. Para a semana falamos de um site internacional do mesmo género para quem se quer lançar noutras aventuras.
REMATE – Não era má ideia importar juízes e tribunais dos Açores para o Continente. Temos muito que aprender com as ilhas.
abril 26, 2005
PRIORIDADES FLUTUANTES
Um dos crónicos problemas portugueses, passados que estão 31 anos sobre o 25 de Abril, é a variação constante de prioridades do Estado. Nem naquelas coisas que deviam ser consensuais (como a educação, a saúde, a justiça), se conseguiu definir uma estratégia nacional que fosse seguida além da prática conjuntural (e ela própria também oscilante) do partido que está no poder.
A brincar a brincar já levamos em liberdade , assim por alto, 2/3 do tempo que levámos de ditadura – portanto isto não é bem o resultado de uma crise juvenil. Há aqui um problema de fundo que é preciso encarar de frente e arrisco-me a dizer que traçar uma estratégia que seja coerente, que tenha em conta as necesidades sociais básicas do país e que perspective um caminho consistente para o desenvolvimento, é a mais importante das tarefas que cabe a um futuro Presidente da República, já que os que até agora existiram não conseguiram criar essa plataforma de entendimento. Isto terá que ser feito, claro, com o Governo – mas a verdade é que os Governos são desgastados pelo imediatismo, pelas pressões internas dos partidos que os sustentam, pela dialéctica da guerrilha política e, por isso mesmo, não se conseguem distanciar o suficiente para no pós-eleitoral traçarem estratégias de médio-longo prazo.
Os anglo-saxões têm uma expressão - «jump out of the box» - que sempre me atraíu. Para criar algo novo é preciso sair dos mecanismos habituais, ser inconformista, liderar a opinião pública e não apenas seguir a que existe. Sem isso não vamos avançar grande coisa e havemos sempre de andar mais preocupados com a conjuntura do que com o futuro. E nada de novo acontecerá
Um dos crónicos problemas portugueses, passados que estão 31 anos sobre o 25 de Abril, é a variação constante de prioridades do Estado. Nem naquelas coisas que deviam ser consensuais (como a educação, a saúde, a justiça), se conseguiu definir uma estratégia nacional que fosse seguida além da prática conjuntural (e ela própria também oscilante) do partido que está no poder.
A brincar a brincar já levamos em liberdade , assim por alto, 2/3 do tempo que levámos de ditadura – portanto isto não é bem o resultado de uma crise juvenil. Há aqui um problema de fundo que é preciso encarar de frente e arrisco-me a dizer que traçar uma estratégia que seja coerente, que tenha em conta as necesidades sociais básicas do país e que perspective um caminho consistente para o desenvolvimento, é a mais importante das tarefas que cabe a um futuro Presidente da República, já que os que até agora existiram não conseguiram criar essa plataforma de entendimento. Isto terá que ser feito, claro, com o Governo – mas a verdade é que os Governos são desgastados pelo imediatismo, pelas pressões internas dos partidos que os sustentam, pela dialéctica da guerrilha política e, por isso mesmo, não se conseguem distanciar o suficiente para no pós-eleitoral traçarem estratégias de médio-longo prazo.
Os anglo-saxões têm uma expressão - «jump out of the box» - que sempre me atraíu. Para criar algo novo é preciso sair dos mecanismos habituais, ser inconformista, liderar a opinião pública e não apenas seguir a que existe. Sem isso não vamos avançar grande coisa e havemos sempre de andar mais preocupados com a conjuntura do que com o futuro. E nada de novo acontecerá
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PRIORIDADES FLUTUANTES
Um dos crónicos problemas portugueses, passados que estão 31 anos sobre o 25 de Abril, é a variação constante de prioridades do Estado. Nem naquelas coisas que deviam ser consensuais (como a educação, a saúde, a justiça), se conseguiu definir uma estratégia nacional que fosse seguida além da prática conjuntural (e ela própria também oscilante) do partido que está no poder.
A brincar a brincar já levamos em liberdade , assim por alto, 2/3 do tempo que levámos de ditadura – portanto isto não é bem o resultado de uma crise juvenil. Há aqui um problema de fundo que é preciso encarar de frente e arrisco-me a dizer que traçar uma estratégia que seja coerente, que tenha em conta as necesidades sociais básicas do país e que perspective um caminho consistente para o desenvolvimento, é a mais importante das tarefas que cabe a um futuro Presidente da República, já que os que até agora existiram não conseguiram criar essa plataforma de entendimento. Isto terá que ser feito, claro, com o Governo – mas a verdade é que os Governos são desgastados pelo imediatismo, pelas pressões internas dos partidos que os sustentam, pela dialéctica da guerrilha política e, por isso mesmo, não se conseguem distanciar o suficiente para no pós-eleitoral traçarem estratégias de médio-longo prazo.
Os anglo-saxões têm uma expressão - «jump out of the box» - que sempre me atraíu. Para criar algo novo é preciso sair dos mecanismos habituais, ser inconformista, liderar a opinião pública e não apenas seguir a que existe. Sem isso não vamos avançar grande coisa e havemos sempre de andar mais preocupados com a conjuntura do que com o futuro. E nada de novo acontecerá
Um dos crónicos problemas portugueses, passados que estão 31 anos sobre o 25 de Abril, é a variação constante de prioridades do Estado. Nem naquelas coisas que deviam ser consensuais (como a educação, a saúde, a justiça), se conseguiu definir uma estratégia nacional que fosse seguida além da prática conjuntural (e ela própria também oscilante) do partido que está no poder.
A brincar a brincar já levamos em liberdade , assim por alto, 2/3 do tempo que levámos de ditadura – portanto isto não é bem o resultado de uma crise juvenil. Há aqui um problema de fundo que é preciso encarar de frente e arrisco-me a dizer que traçar uma estratégia que seja coerente, que tenha em conta as necesidades sociais básicas do país e que perspective um caminho consistente para o desenvolvimento, é a mais importante das tarefas que cabe a um futuro Presidente da República, já que os que até agora existiram não conseguiram criar essa plataforma de entendimento. Isto terá que ser feito, claro, com o Governo – mas a verdade é que os Governos são desgastados pelo imediatismo, pelas pressões internas dos partidos que os sustentam, pela dialéctica da guerrilha política e, por isso mesmo, não se conseguem distanciar o suficiente para no pós-eleitoral traçarem estratégias de médio-longo prazo.
Os anglo-saxões têm uma expressão - «jump out of the box» - que sempre me atraíu. Para criar algo novo é preciso sair dos mecanismos habituais, ser inconformista, liderar a opinião pública e não apenas seguir a que existe. Sem isso não vamos avançar grande coisa e havemos sempre de andar mais preocupados com a conjuntura do que com o futuro. E nada de novo acontecerá
O GRANDE PROJECTO
FUTURO - Nicholas Negroponte, o fundador do célebre Media Lab do Massachussets Institute of Technology, lidera uma equipa que está a estudar a possibilidade de produzir em massa computadores portáteis com capacidade de navegar na net e caracteristicas multimedia e que possam ser vendidos ao preço unitário de 100 dolares, com o objectivo de fomentar a utilização da tecnologia por jovens estudantes das zonas mais pobres do globo, dos países em vias de desenvolvimento. A ideia é que sejam os Governos locais a comprar os computadores, que depois serão distribuídos às escolas e estudantes. O lema deste projecto é «um laptop para cada criança». A equipa de investigadores já recebeu seis milhões de dolares dos três parceiros iniciais que estão a financiar o projecto: a Advance Micro Devices, a Google e Rupert Murdoch. A missão da equipa é tornar os computadores portáteis uma coisa vulgar nas regiões mais desprotegidas e Negroponte baseia-se numa constatação – o preço de um destes aparelhos será menor que o custo dos livros escolares que a máquina pode substituir com vantagem. As máquinas, que serão resistentes e duráveis, terão apenas o software básico necessário, que operará sobre um sistema operativo Linux e serão equipadas com uma bateria capaz de ser recarregada por um gerador manual de manivela, para que a falta de electricidade em regiões remotas não seja problema; terão conectividade wi-fi e portas USB para possibilitar a ligação a periféricos e capacidade de ligação imediata em rêde de máquina para máquina. A procissão ainda vai no adro mas este é um dos mais entusiasmantes projectos para que num futuro próximo se reduzam as diferenças no novo mundo digital entre as várias regiões do globo. Um estudo recente efectuado em 53 países mostra que o abismo ainda é enorme: a possibilidade de uma casa no Canadá (o país mais equipado) ter um computador é 131 vezes superior à sua existência numa casa na Indonésia.
LER – Taisen Deshimaru é um monge budista que durante alguns anos se dedicou à divulgação do Zen na Europa. Uma das peças fundamentais dessa divulgação é o livro «Verdadeiro Zen», agora editado em Portugal pela Assírio & Alvim, depois de ter sido originalmente editado em França em 1971. No mesmo volume a edição portuguesa agrupa a «Introdução ao Shobogenzo», o livro sagrado do budismo zen japonês, escrito no século XIII. Na introdução a «Verdadeiro Zen», Mestre Taisen Deshimaru sublinha: «Para preservar a liberdade, é necessário sacrificar a paz; para salvaguardar a paz, é necessário alienar a liberdade – é esta a falsa alternativa na qual o pensamento cria raízes, hoje em dia. Destes dois conceitos opostos, o primeiro pretende a liberdade a todo o custo, mesmo correndo o risco da guerra; o segund, apregoa a paz acima de tudo, arriscando a perda da liberdade. Devemos harmonizar estas contradições, voltando às suas origens. É esta a atitude característica do zen, a Via do Meio: abraçar as contradições, fazer com elas a síntese e realizar o equilíbrio.» Depois de ler estas linhas não consegui mais parar.
OUVIR – O quarto disco dos Garbage é um manual de simplicidade. Continua a ser produzido por Butch Vig e as canções continuam a ter a voz única de Shirley Manson. Os temas deste novo «Bleed Like Me» são rock directo sem artifícios nem efeitos especiais, apenas temperado pela voz forte, envolvente e sensual de Shirley. Ouçam a canção que dá título ao álbum e depois digam lá se as coisas simples não são as melhores da vida. (CD Geffen/WEA)
COMIDINHA – Já chegaram as sardinhas. As primeiras do ano. Ainda não são encorpadas, mas já se deixam comer. Não há petisco melhor e mais simples: sardinhas assadas, com salada de pimentos, talvez uma batata com um fio de azeite, de preferência um bom pão às fatias para se ir embebendo na gordura que escorre do peixe.
REMATE – Saber sair de palco é tão importante como saber lá estar em cima.
FUTURO - Nicholas Negroponte, o fundador do célebre Media Lab do Massachussets Institute of Technology, lidera uma equipa que está a estudar a possibilidade de produzir em massa computadores portáteis com capacidade de navegar na net e caracteristicas multimedia e que possam ser vendidos ao preço unitário de 100 dolares, com o objectivo de fomentar a utilização da tecnologia por jovens estudantes das zonas mais pobres do globo, dos países em vias de desenvolvimento. A ideia é que sejam os Governos locais a comprar os computadores, que depois serão distribuídos às escolas e estudantes. O lema deste projecto é «um laptop para cada criança». A equipa de investigadores já recebeu seis milhões de dolares dos três parceiros iniciais que estão a financiar o projecto: a Advance Micro Devices, a Google e Rupert Murdoch. A missão da equipa é tornar os computadores portáteis uma coisa vulgar nas regiões mais desprotegidas e Negroponte baseia-se numa constatação – o preço de um destes aparelhos será menor que o custo dos livros escolares que a máquina pode substituir com vantagem. As máquinas, que serão resistentes e duráveis, terão apenas o software básico necessário, que operará sobre um sistema operativo Linux e serão equipadas com uma bateria capaz de ser recarregada por um gerador manual de manivela, para que a falta de electricidade em regiões remotas não seja problema; terão conectividade wi-fi e portas USB para possibilitar a ligação a periféricos e capacidade de ligação imediata em rêde de máquina para máquina. A procissão ainda vai no adro mas este é um dos mais entusiasmantes projectos para que num futuro próximo se reduzam as diferenças no novo mundo digital entre as várias regiões do globo. Um estudo recente efectuado em 53 países mostra que o abismo ainda é enorme: a possibilidade de uma casa no Canadá (o país mais equipado) ter um computador é 131 vezes superior à sua existência numa casa na Indonésia.
LER – Taisen Deshimaru é um monge budista que durante alguns anos se dedicou à divulgação do Zen na Europa. Uma das peças fundamentais dessa divulgação é o livro «Verdadeiro Zen», agora editado em Portugal pela Assírio & Alvim, depois de ter sido originalmente editado em França em 1971. No mesmo volume a edição portuguesa agrupa a «Introdução ao Shobogenzo», o livro sagrado do budismo zen japonês, escrito no século XIII. Na introdução a «Verdadeiro Zen», Mestre Taisen Deshimaru sublinha: «Para preservar a liberdade, é necessário sacrificar a paz; para salvaguardar a paz, é necessário alienar a liberdade – é esta a falsa alternativa na qual o pensamento cria raízes, hoje em dia. Destes dois conceitos opostos, o primeiro pretende a liberdade a todo o custo, mesmo correndo o risco da guerra; o segund, apregoa a paz acima de tudo, arriscando a perda da liberdade. Devemos harmonizar estas contradições, voltando às suas origens. É esta a atitude característica do zen, a Via do Meio: abraçar as contradições, fazer com elas a síntese e realizar o equilíbrio.» Depois de ler estas linhas não consegui mais parar.
OUVIR – O quarto disco dos Garbage é um manual de simplicidade. Continua a ser produzido por Butch Vig e as canções continuam a ter a voz única de Shirley Manson. Os temas deste novo «Bleed Like Me» são rock directo sem artifícios nem efeitos especiais, apenas temperado pela voz forte, envolvente e sensual de Shirley. Ouçam a canção que dá título ao álbum e depois digam lá se as coisas simples não são as melhores da vida. (CD Geffen/WEA)
COMIDINHA – Já chegaram as sardinhas. As primeiras do ano. Ainda não são encorpadas, mas já se deixam comer. Não há petisco melhor e mais simples: sardinhas assadas, com salada de pimentos, talvez uma batata com um fio de azeite, de preferência um bom pão às fatias para se ir embebendo na gordura que escorre do peixe.
REMATE – Saber sair de palco é tão importante como saber lá estar em cima.
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O GRANDE PROJECTO
FUTURO - Nicholas Negroponte, o fundador do célebre Media Lab do Massachussets Institute of Technology, lidera uma equipa que está a estudar a possibilidade de produzir em massa computadores portáteis com capacidade de navegar na net e caracteristicas multimedia e que possam ser vendidos ao preço unitário de 100 dolares, com o objectivo de fomentar a utilização da tecnologia por jovens estudantes das zonas mais pobres do globo, dos países em vias de desenvolvimento. A ideia é que sejam os Governos locais a comprar os computadores, que depois serão distribuídos às escolas e estudantes. O lema deste projecto é «um laptop para cada criança». A equipa de investigadores já recebeu seis milhões de dolares dos três parceiros iniciais que estão a financiar o projecto: a Advance Micro Devices, a Google e Rupert Murdoch. A missão da equipa é tornar os computadores portáteis uma coisa vulgar nas regiões mais desprotegidas e Negroponte baseia-se numa constatação – o preço de um destes aparelhos será menor que o custo dos livros escolares que a máquina pode substituir com vantagem. As máquinas, que serão resistentes e duráveis, terão apenas o software básico necessário, que operará sobre um sistema operativo Linux e serão equipadas com uma bateria capaz de ser recarregada por um gerador manual de manivela, para que a falta de electricidade em regiões remotas não seja problema; terão conectividade wi-fi e portas USB para possibilitar a ligação a periféricos e capacidade de ligação imediata em rêde de máquina para máquina. A procissão ainda vai no adro mas este é um dos mais entusiasmantes projectos para que num futuro próximo se reduzam as diferenças no novo mundo digital entre as várias regiões do globo. Um estudo recente efectuado em 53 países mostra que o abismo ainda é enorme: a possibilidade de uma casa no Canadá (o país mais equipado) ter um computador é 131 vezes superior à sua existência numa casa na Indonésia.
LER – Taisen Deshimaru é um monge budista que durante alguns anos se dedicou à divulgação do Zen na Europa. Uma das peças fundamentais dessa divulgação é o livro «Verdadeiro Zen», agora editado em Portugal pela Assírio & Alvim, depois de ter sido originalmente editado em França em 1971. No mesmo volume a edição portuguesa agrupa a «Introdução ao Shobogenzo», o livro sagrado do budismo zen japonês, escrito no século XIII. Na introdução a «Verdadeiro Zen», Mestre Taisen Deshimaru sublinha: «Para preservar a liberdade, é necessário sacrificar a paz; para salvaguardar a paz, é necessário alienar a liberdade – é esta a falsa alternativa na qual o pensamento cria raízes, hoje em dia. Destes dois conceitos opostos, o primeiro pretende a liberdade a todo o custo, mesmo correndo o risco da guerra; o segund, apregoa a paz acima de tudo, arriscando a perda da liberdade. Devemos harmonizar estas contradições, voltando às suas origens. É esta a atitude característica do zen, a Via do Meio: abraçar as contradições, fazer com elas a síntese e realizar o equilíbrio.» Depois de ler estas linhas não consegui mais parar.
OUVIR – O quarto disco dos Garbage é um manual de simplicidade. Continua a ser produzido por Butch Vig e as canções continuam a ter a voz única de Shirley Manson. Os temas deste novo «Bleed Like Me» são rock directo sem artifícios nem efeitos especiais, apenas temperado pela voz forte, envolvente e sensual de Shirley. Ouçam a canção que dá título ao álbum e depois digam lá se as coisas simples não são as melhores da vida. (CD Geffen/WEA)
COMIDINHA – Já chegaram as sardinhas. As primeiras do ano. Ainda não são encorpadas, mas já se deixam comer. Não há petisco melhor e mais simples: sardinhas assadas, com salada de pimentos, talvez uma batata com um fio de azeite, de preferência um bom pão às fatias para se ir embebendo na gordura que escorre do peixe.
REMATE – Saber sair de palco é tão importante como saber lá estar em cima.
FUTURO - Nicholas Negroponte, o fundador do célebre Media Lab do Massachussets Institute of Technology, lidera uma equipa que está a estudar a possibilidade de produzir em massa computadores portáteis com capacidade de navegar na net e caracteristicas multimedia e que possam ser vendidos ao preço unitário de 100 dolares, com o objectivo de fomentar a utilização da tecnologia por jovens estudantes das zonas mais pobres do globo, dos países em vias de desenvolvimento. A ideia é que sejam os Governos locais a comprar os computadores, que depois serão distribuídos às escolas e estudantes. O lema deste projecto é «um laptop para cada criança». A equipa de investigadores já recebeu seis milhões de dolares dos três parceiros iniciais que estão a financiar o projecto: a Advance Micro Devices, a Google e Rupert Murdoch. A missão da equipa é tornar os computadores portáteis uma coisa vulgar nas regiões mais desprotegidas e Negroponte baseia-se numa constatação – o preço de um destes aparelhos será menor que o custo dos livros escolares que a máquina pode substituir com vantagem. As máquinas, que serão resistentes e duráveis, terão apenas o software básico necessário, que operará sobre um sistema operativo Linux e serão equipadas com uma bateria capaz de ser recarregada por um gerador manual de manivela, para que a falta de electricidade em regiões remotas não seja problema; terão conectividade wi-fi e portas USB para possibilitar a ligação a periféricos e capacidade de ligação imediata em rêde de máquina para máquina. A procissão ainda vai no adro mas este é um dos mais entusiasmantes projectos para que num futuro próximo se reduzam as diferenças no novo mundo digital entre as várias regiões do globo. Um estudo recente efectuado em 53 países mostra que o abismo ainda é enorme: a possibilidade de uma casa no Canadá (o país mais equipado) ter um computador é 131 vezes superior à sua existência numa casa na Indonésia.
LER – Taisen Deshimaru é um monge budista que durante alguns anos se dedicou à divulgação do Zen na Europa. Uma das peças fundamentais dessa divulgação é o livro «Verdadeiro Zen», agora editado em Portugal pela Assírio & Alvim, depois de ter sido originalmente editado em França em 1971. No mesmo volume a edição portuguesa agrupa a «Introdução ao Shobogenzo», o livro sagrado do budismo zen japonês, escrito no século XIII. Na introdução a «Verdadeiro Zen», Mestre Taisen Deshimaru sublinha: «Para preservar a liberdade, é necessário sacrificar a paz; para salvaguardar a paz, é necessário alienar a liberdade – é esta a falsa alternativa na qual o pensamento cria raízes, hoje em dia. Destes dois conceitos opostos, o primeiro pretende a liberdade a todo o custo, mesmo correndo o risco da guerra; o segund, apregoa a paz acima de tudo, arriscando a perda da liberdade. Devemos harmonizar estas contradições, voltando às suas origens. É esta a atitude característica do zen, a Via do Meio: abraçar as contradições, fazer com elas a síntese e realizar o equilíbrio.» Depois de ler estas linhas não consegui mais parar.
OUVIR – O quarto disco dos Garbage é um manual de simplicidade. Continua a ser produzido por Butch Vig e as canções continuam a ter a voz única de Shirley Manson. Os temas deste novo «Bleed Like Me» são rock directo sem artifícios nem efeitos especiais, apenas temperado pela voz forte, envolvente e sensual de Shirley. Ouçam a canção que dá título ao álbum e depois digam lá se as coisas simples não são as melhores da vida. (CD Geffen/WEA)
COMIDINHA – Já chegaram as sardinhas. As primeiras do ano. Ainda não são encorpadas, mas já se deixam comer. Não há petisco melhor e mais simples: sardinhas assadas, com salada de pimentos, talvez uma batata com um fio de azeite, de preferência um bom pão às fatias para se ir embebendo na gordura que escorre do peixe.
REMATE – Saber sair de palco é tão importante como saber lá estar em cima.
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