BLOCO CENTRAL
Quando pensava já ter visto tudo, eis que mais uma vez fui surpreendido: O Presidente do Benfica e do Sporting sentaram-se um ao lado do outro e apresentaram aos portugueses o seu pacto de regime. Jorge Sampaio já foi em parte ouvido. O Bloco Central já funciona no futebol.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
janeiro 21, 2005
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BLOCO CENTRAL
Quando pensava já ter visto tudo, eis que mais uma vez fui surpreendido: O Presidente do Benfica e do Sporting sentaram-se um ao lado do outro e apresentaram aos portugueses o seu pacto de regime. Jorge Sampaio já foi em parte ouvido. O Bloco Central já funciona no futebol.
Quando pensava já ter visto tudo, eis que mais uma vez fui surpreendido: O Presidente do Benfica e do Sporting sentaram-se um ao lado do outro e apresentaram aos portugueses o seu pacto de regime. Jorge Sampaio já foi em parte ouvido. O Bloco Central já funciona no futebol.
janeiro 20, 2005
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BOATOS
Nada pior que usar a boataria como combustível de campanhas. Quando isto começa é um processo que se torna rapidamente num incêndio incontrolável.
Nada pior que usar a boataria como combustível de campanhas. Quando isto começa é um processo que se torna rapidamente num incêndio incontrolável.
REFORMAR
No âmbito da presente campanha eleitoral houve quem submetesse a «focus groups» de eleitores ideias-chave para temas de campanha. Uma palavra que ninguém quer ouvir é «reformas»; não as reformas do emprego - mas sim as reformas da sociedade, do sistema do que quer que seja. Os eleitores querem é que nada mude. Mudar custa sempre mais que ficar na mesma, não é?
No âmbito da presente campanha eleitoral houve quem submetesse a «focus groups» de eleitores ideias-chave para temas de campanha. Uma palavra que ninguém quer ouvir é «reformas»; não as reformas do emprego - mas sim as reformas da sociedade, do sistema do que quer que seja. Os eleitores querem é que nada mude. Mudar custa sempre mais que ficar na mesma, não é?
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REFORMAR
No âmbito da presente campanha eleitoral houve quem submetesse a «focus groups» de eleitores ideias-chave para temas de campanha. Uma palavra que ninguém quer ouvir é «reformas»; não as reformas do emprego - mas sim as reformas da sociedade, do sistema do que quer que seja. Os eleitores querem é que nada mude. Mudar custa sempre mais que ficar na mesma, não é?
No âmbito da presente campanha eleitoral houve quem submetesse a «focus groups» de eleitores ideias-chave para temas de campanha. Uma palavra que ninguém quer ouvir é «reformas»; não as reformas do emprego - mas sim as reformas da sociedade, do sistema do que quer que seja. Os eleitores querem é que nada mude. Mudar custa sempre mais que ficar na mesma, não é?
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PORQUÊ?
Mesmo quando tudo parece estar a correr melhor, há sempre um engano, uma trapalhada, uma troca, que dá cabo do efeito positivo e vem criar mais confusão. Porquê?
Mesmo quando tudo parece estar a correr melhor, há sempre um engano, uma trapalhada, uma troca, que dá cabo do efeito positivo e vem criar mais confusão. Porquê?
janeiro 19, 2005
OPOSIÇÃO
É quase sempre mais fácil estar na oposição do que estar no Governo quando se trata de eleições antecipadas como na conjuntura actual - cá para mim isto foi aliás tema que pesou na decisão da dissolução. Mas, adiante: a única coisa que dificulta a vida à oposição é que não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas diferentes exequíveis.
É quase sempre mais fácil estar na oposição do que estar no Governo quando se trata de eleições antecipadas como na conjuntura actual - cá para mim isto foi aliás tema que pesou na decisão da dissolução. Mas, adiante: a única coisa que dificulta a vida à oposição é que não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas diferentes exequíveis.
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OPOSIÇÃO
É quase sempre mais fácil estar na oposição do que estar no Governo quando se trata de eleições antecipadas como na conjuntura actual - cá para mim isto foi aliás tema que pesou na decisão da dissolução. Mas, adiante: a única coisa que dificulta a vida à oposição é que não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas diferentes exequíveis.
É quase sempre mais fácil estar na oposição do que estar no Governo quando se trata de eleições antecipadas como na conjuntura actual - cá para mim isto foi aliás tema que pesou na decisão da dissolução. Mas, adiante: a única coisa que dificulta a vida à oposição é que não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas diferentes exequíveis.
janeiro 18, 2005
Sobre os Partidos
No seu documento «Portugal: afrontar os desafios, assegurar o futuro», a Sedes traça um quadro do sistema político-partidário que é bem certeiro, como se pode ver neste excerto:
Existe hoje uma descrença generalizada no sistema e nos seus principais agentes, que não têm conseguido, apesar da alternância democrática, produzir as soluções que assegurem o desenvolvimento equilibrado e sustentado do País. Portugal começa a apresentar sinais evidentes de ingovernabilidade, que é necessário atalhar.
Por um lado, a agenda política é cada vez mais condicionada pela agenda mediática que, na ausência de referenciais deontológicos geralmente reconhecidos e institucionalmente assegurados, se tem deixado subordinar aos critérios da trivialidade e do espectáculo de massas.
A acção política tende assim a sucumbir frequentemente ao populismo e ao imediatismo, com sacrifício dos resultados mais duradouros.
Além disso, a prática mediática tem sido muito marcada por um enviesamento negativista (explorando e ampliando os aspectos negativos da realidade e da acção) e pela tendência de, sob esse enviesamento, referendar continuamente a acção política, fazendo caminhar o regime, de uma democracia representativa, de mandato político, para uma democracia populista, de base emocional.
Por outro lado, os partidos têm deixado deteriorar a qualidade da representação política da sociedade. Demasiado emaranhados em teias de interesses, a que acabam por ficar sujeitos pelas enormes exigências financeiras que a disputa eleitoral hoje impõe, têm subalternizado o debate doutrinário e a acção norteada por princípios, e desenvolvido mecanismos de selecção mediocrizantes.
Tem sido, aliás, manifesta a incapacidade dos partidos para se renovarem e para atraírem ao seu seio, ou mobilizarem para a actividade política, melhores quadros e melhores valores intelectuais.A sua vida tende a ser dominada por nomenclaturas perdurantes, que, pelo poder que exercem na nomeação de deputados, tem capturado a representação política e constituído um factor de rarefacção e de sério empobrecimento dessa mesma representação. Ao mesmo tempo que torna o próprio poder democrático mais facilmente permeável pelos interesses estabelecidos e contribui para o desinteresse da população na sua representação política e para o estreitamento da base eleitoral.
O documento pode ser lido na íntegra aqui, no Diário de Notícias.
No seu documento «Portugal: afrontar os desafios, assegurar o futuro», a Sedes traça um quadro do sistema político-partidário que é bem certeiro, como se pode ver neste excerto:
Existe hoje uma descrença generalizada no sistema e nos seus principais agentes, que não têm conseguido, apesar da alternância democrática, produzir as soluções que assegurem o desenvolvimento equilibrado e sustentado do País. Portugal começa a apresentar sinais evidentes de ingovernabilidade, que é necessário atalhar.
Por um lado, a agenda política é cada vez mais condicionada pela agenda mediática que, na ausência de referenciais deontológicos geralmente reconhecidos e institucionalmente assegurados, se tem deixado subordinar aos critérios da trivialidade e do espectáculo de massas.
A acção política tende assim a sucumbir frequentemente ao populismo e ao imediatismo, com sacrifício dos resultados mais duradouros.
Além disso, a prática mediática tem sido muito marcada por um enviesamento negativista (explorando e ampliando os aspectos negativos da realidade e da acção) e pela tendência de, sob esse enviesamento, referendar continuamente a acção política, fazendo caminhar o regime, de uma democracia representativa, de mandato político, para uma democracia populista, de base emocional.
Por outro lado, os partidos têm deixado deteriorar a qualidade da representação política da sociedade. Demasiado emaranhados em teias de interesses, a que acabam por ficar sujeitos pelas enormes exigências financeiras que a disputa eleitoral hoje impõe, têm subalternizado o debate doutrinário e a acção norteada por princípios, e desenvolvido mecanismos de selecção mediocrizantes.
Tem sido, aliás, manifesta a incapacidade dos partidos para se renovarem e para atraírem ao seu seio, ou mobilizarem para a actividade política, melhores quadros e melhores valores intelectuais.A sua vida tende a ser dominada por nomenclaturas perdurantes, que, pelo poder que exercem na nomeação de deputados, tem capturado a representação política e constituído um factor de rarefacção e de sério empobrecimento dessa mesma representação. Ao mesmo tempo que torna o próprio poder democrático mais facilmente permeável pelos interesses estabelecidos e contribui para o desinteresse da população na sua representação política e para o estreitamento da base eleitoral.
O documento pode ser lido na íntegra aqui, no Diário de Notícias.
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Sobre os Partidos
No seu documento «Portugal: afrontar os desafios, assegurar o futuro», a Sedes traça um quadro do sistema político-partidário que é bem certeiro, como se pode ver neste excerto:
Existe hoje uma descrença generalizada no sistema e nos seus principais agentes, que não têm conseguido, apesar da alternância democrática, produzir as soluções que assegurem o desenvolvimento equilibrado e sustentado do País. Portugal começa a apresentar sinais evidentes de ingovernabilidade, que é necessário atalhar.
Por um lado, a agenda política é cada vez mais condicionada pela agenda mediática que, na ausência de referenciais deontológicos geralmente reconhecidos e institucionalmente assegurados, se tem deixado subordinar aos critérios da trivialidade e do espectáculo de massas.
A acção política tende assim a sucumbir frequentemente ao populismo e ao imediatismo, com sacrifício dos resultados mais duradouros.
Além disso, a prática mediática tem sido muito marcada por um enviesamento negativista (explorando e ampliando os aspectos negativos da realidade e da acção) e pela tendência de, sob esse enviesamento, referendar continuamente a acção política, fazendo caminhar o regime, de uma democracia representativa, de mandato político, para uma democracia populista, de base emocional.
Por outro lado, os partidos têm deixado deteriorar a qualidade da representação política da sociedade. Demasiado emaranhados em teias de interesses, a que acabam por ficar sujeitos pelas enormes exigências financeiras que a disputa eleitoral hoje impõe, têm subalternizado o debate doutrinário e a acção norteada por princípios, e desenvolvido mecanismos de selecção mediocrizantes.
Tem sido, aliás, manifesta a incapacidade dos partidos para se renovarem e para atraírem ao seu seio, ou mobilizarem para a actividade política, melhores quadros e melhores valores intelectuais.A sua vida tende a ser dominada por nomenclaturas perdurantes, que, pelo poder que exercem na nomeação de deputados, tem capturado a representação política e constituído um factor de rarefacção e de sério empobrecimento dessa mesma representação. Ao mesmo tempo que torna o próprio poder democrático mais facilmente permeável pelos interesses estabelecidos e contribui para o desinteresse da população na sua representação política e para o estreitamento da base eleitoral.
O documento pode ser lido na íntegra aqui, no Diário de Notícias.
No seu documento «Portugal: afrontar os desafios, assegurar o futuro», a Sedes traça um quadro do sistema político-partidário que é bem certeiro, como se pode ver neste excerto:
Existe hoje uma descrença generalizada no sistema e nos seus principais agentes, que não têm conseguido, apesar da alternância democrática, produzir as soluções que assegurem o desenvolvimento equilibrado e sustentado do País. Portugal começa a apresentar sinais evidentes de ingovernabilidade, que é necessário atalhar.
Por um lado, a agenda política é cada vez mais condicionada pela agenda mediática que, na ausência de referenciais deontológicos geralmente reconhecidos e institucionalmente assegurados, se tem deixado subordinar aos critérios da trivialidade e do espectáculo de massas.
A acção política tende assim a sucumbir frequentemente ao populismo e ao imediatismo, com sacrifício dos resultados mais duradouros.
Além disso, a prática mediática tem sido muito marcada por um enviesamento negativista (explorando e ampliando os aspectos negativos da realidade e da acção) e pela tendência de, sob esse enviesamento, referendar continuamente a acção política, fazendo caminhar o regime, de uma democracia representativa, de mandato político, para uma democracia populista, de base emocional.
Por outro lado, os partidos têm deixado deteriorar a qualidade da representação política da sociedade. Demasiado emaranhados em teias de interesses, a que acabam por ficar sujeitos pelas enormes exigências financeiras que a disputa eleitoral hoje impõe, têm subalternizado o debate doutrinário e a acção norteada por princípios, e desenvolvido mecanismos de selecção mediocrizantes.
Tem sido, aliás, manifesta a incapacidade dos partidos para se renovarem e para atraírem ao seu seio, ou mobilizarem para a actividade política, melhores quadros e melhores valores intelectuais.A sua vida tende a ser dominada por nomenclaturas perdurantes, que, pelo poder que exercem na nomeação de deputados, tem capturado a representação política e constituído um factor de rarefacção e de sério empobrecimento dessa mesma representação. Ao mesmo tempo que torna o próprio poder democrático mais facilmente permeável pelos interesses estabelecidos e contribui para o desinteresse da população na sua representação política e para o estreitamento da base eleitoral.
O documento pode ser lido na íntegra aqui, no Diário de Notícias.
INGOVERNÁVEL?
Um estudo da SEDES hoje divulgado alerta para os perigos da ingovernabilidade do país. Alguém devia ter dado os relatórios preliminares ao Presidente da República. Sempre se podia ter poupado algum tempo. E, talvez, o Dr. Sampaio percebesse que o problema não estava nesta maioria. Vai ser giro ver como se vai sair desta - até porque do lado do Engenheiro Sócrates as coisas também não parecem muitop famosas.
Um estudo da SEDES hoje divulgado alerta para os perigos da ingovernabilidade do país. Alguém devia ter dado os relatórios preliminares ao Presidente da República. Sempre se podia ter poupado algum tempo. E, talvez, o Dr. Sampaio percebesse que o problema não estava nesta maioria. Vai ser giro ver como se vai sair desta - até porque do lado do Engenheiro Sócrates as coisas também não parecem muitop famosas.
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INGOVERNÁVEL?
Um estudo da SEDES hoje divulgado alerta para os perigos da ingovernabilidade do país. Alguém devia ter dado os relatórios preliminares ao Presidente da República. Sempre se podia ter poupado algum tempo. E, talvez, o Dr. Sampaio percebesse que o problema não estava nesta maioria. Vai ser giro ver como se vai sair desta - até porque do lado do Engenheiro Sócrates as coisas também não parecem muitop famosas.
Um estudo da SEDES hoje divulgado alerta para os perigos da ingovernabilidade do país. Alguém devia ter dado os relatórios preliminares ao Presidente da República. Sempre se podia ter poupado algum tempo. E, talvez, o Dr. Sampaio percebesse que o problema não estava nesta maioria. Vai ser giro ver como se vai sair desta - até porque do lado do Engenheiro Sócrates as coisas também não parecem muitop famosas.
janeiro 17, 2005
SONDAGEM
Existe um blog imperdível , o Margens de Erro. Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente link.pdf.
Existe um blog imperdível , o Margens de Erro. Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente link.pdf.
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SONDAGEM
Existe um blog imperdível , o Margens de Erro. Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente link.pdf.
Existe um blog imperdível , o Margens de Erro. Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente link.pdf.
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DESINTERESSE
O «Público» de hoje publica uma sondagem com um resultado aterrador: 76% dos portugueses acham que os políticos só estão interessados nos votos das pessoas e 75% acha que bem lá no fundo os partidos são todos iguais. 50% declaram-se pouico ou nada interessados na política.
O «Público» de hoje publica uma sondagem com um resultado aterrador: 76% dos portugueses acham que os políticos só estão interessados nos votos das pessoas e 75% acha que bem lá no fundo os partidos são todos iguais. 50% declaram-se pouico ou nada interessados na política.
HIPOCRISIAS
De repente toda a gente quer ser reformista. De repente toda a gente quer mascarar-se: o país está subitamente cheio de Brancas de Neve, sem defeitos, nem pecados. Até o Presidente da República defende agora que deve haver uma maioria estável – presume-se das suas acções recentes que a entende preferível com um único partido a formar Governo.
Em relação às próximas eleições as propostas dos partidos vão sendo atiradas para cima da mesa, de forma avulsa, como meros instrumentos de propaganda. Avolumam-se os sinais de que haja candidatos que não querem entrar em debates, preferindo estarem sózinhos em cima do palco.
Isto da fuga ao debate deve ser vírus contagioso – começou por atacar a Ministra da Educação, mas rapidamente alastra pelo espectro político. Os debates são necessários – na sua essência uma campanha eleitoral é um confronto de ideias e isso só se consegue com os adversários frente-a-frente, olhos nos olhos..
Não querer debates e ao mesmo tempo alimentar polémicas com assuntos menores, fomentar declarações e a actuação de porta-vozes, são formas de utilizar a informação e os media, não são formas de proporcionar informação, esclarecimento, troca de ideias – enfim, aquilo que devia caracterizar as bases de escolha do eleitorado.
Há muito que discutir, há muito que debater – a começar pelas reformas que todos dizem querer até chegar a hora da verdade. Há meios e condições para fazer reformas. O que falta é a vontade, fora dos períodos eleitorais. Esta é a maior hipocrisia que vivemos.
De repente toda a gente quer ser reformista. De repente toda a gente quer mascarar-se: o país está subitamente cheio de Brancas de Neve, sem defeitos, nem pecados. Até o Presidente da República defende agora que deve haver uma maioria estável – presume-se das suas acções recentes que a entende preferível com um único partido a formar Governo.
Em relação às próximas eleições as propostas dos partidos vão sendo atiradas para cima da mesa, de forma avulsa, como meros instrumentos de propaganda. Avolumam-se os sinais de que haja candidatos que não querem entrar em debates, preferindo estarem sózinhos em cima do palco.
Isto da fuga ao debate deve ser vírus contagioso – começou por atacar a Ministra da Educação, mas rapidamente alastra pelo espectro político. Os debates são necessários – na sua essência uma campanha eleitoral é um confronto de ideias e isso só se consegue com os adversários frente-a-frente, olhos nos olhos..
Não querer debates e ao mesmo tempo alimentar polémicas com assuntos menores, fomentar declarações e a actuação de porta-vozes, são formas de utilizar a informação e os media, não são formas de proporcionar informação, esclarecimento, troca de ideias – enfim, aquilo que devia caracterizar as bases de escolha do eleitorado.
Há muito que discutir, há muito que debater – a começar pelas reformas que todos dizem querer até chegar a hora da verdade. Há meios e condições para fazer reformas. O que falta é a vontade, fora dos períodos eleitorais. Esta é a maior hipocrisia que vivemos.
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