janeiro 16, 2005

PALPITE
Tenho a impressão que esta vai ser a semana de todas as promessas: lá para dia 20 devem surgir os guias de promessas, que é como quem diz os programas eleitorais. E lá para o fim de semana inevitavelmente a rapaziada da política nbão deve deixar de largar umas fugas de informação para os semanários...

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PALPITE

Tenho a impressão que esta vai ser a semana de todas as promessas: lá para dia 20 devem surgir os guias de promessas, que é como quem diz os programas eleitorais. E lá para o fim de semana inevitavelmente a rapaziada da política nbão deve deixar de largar umas fugas de informação para os semanários...

janeiro 15, 2005

INTERESSE
O pessoal desiludiu-se com a política. Está descrente. Olha para o panorama e não vê grandes diferenças entre uns e outros. Ao fim destes anos todos já se vai percebendo que os partidos não podem ser encarados como clubes de futebol. Os partidos vão mudando, afastam-se dos cidadãos, afastam-se da sua missão, são representantes de grupos de interesses, vão evoluindo para pequenos círculos fechados. Os partidos não podem pedir a fidelidade dos eleitores. Têm é que se mostrar capazes de resolver os problemas, coerentes e, acima de tudo, têm que demonstrar seriedade. Ora a resolução de problemas, a coerência e a seiredade política são exactamente as grandes lacunas do sistema partidário português.

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INTERESSE

O pessoal desiludiu-se com a política. Está descrente. Olha para o panorama e não vê grandes diferenças entre uns e outros. Ao fim destes anos todos já se vai percebendo que os partidos não podem ser encarados como clubes de futebol. Os partidos vão mudando, afastam-se dos cidadãos, afastam-se da sua missão, são representantes de grupos de interesses, vão evoluindo para pequenos círculos fechados. Os partidos não podem pedir a fidelidade dos eleitores. Têm é que se mostrar capazes de resolver os problemas, coerentes e, acima de tudo, têm que demonstrar seriedade. Ora a resolução de problemas, a coerência e a seiredade política são exactamente as grandes lacunas do sistema partidário português.

janeiro 14, 2005

COMEÇOU...
Ainda a procissão vai no adro e um «Semanário» conhecido por ser altifalante de intrigas diversas já anuncia a criação de facções partidárias no PSD para a disputa interna de poder logo a seguir às eleições. Que alguém se lembre de escrever estas coisas é como o outro. Agora que jornais assim sejam presença constante em gabinetes e sedes partidárias é que mostra o estado da nação: uma newsletter de intriga sobrevive apenas porque as fontes querem todas andar a ver o que as outras dizem. Irra...

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COMEÇOU...

Ainda a procissão vai no adro e um «Semanário» conhecido por ser altifalante de intrigas diversas já anuncia a criação de facções partidárias no PSD para a disputa interna de poder logo a seguir às eleições. Que alguém se lembre de escrever estas coisas é como o outro. Agora que jornais assim sejam presença constante em gabinetes e sedes partidárias é que mostra o estado da nação: uma newsletter de intriga sobrevive apenas porque as fontes querem todas andar a ver o que as outras dizem. Irra...

janeiro 13, 2005

POR ACASO...
Desculpem a pergunta, mas não era suposto a campanha eleitoral estar mais avançada? Já haver uns programazitos eleitorais, qualquer coisa, sei lá...

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POR ACASO...

Desculpem a pergunta, mas não era suposto a campanha eleitoral estar mais avançada? Já haver uns programazitos eleitorais, qualquer coisa, sei lá...

janeiro 12, 2005

MODAS
A moda veio da Ministra da Educação - o seu a seu dono. Mas eis que a coisa pegou: em vez de debates inter-pares, conversas com os jornalistas. Uma boa entrevista não substitui um debate. O largar a conta gotas dos programas eleitorais não substitui a sua discussão. Porquê a rejeição dos debates, que são a essência da democracia?

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MODAS

A moda veio da Ministra da Educação - o seu a seu dono. Mas eis que a coisa pegou: em vez de debates inter-pares, conversas com os jornalistas. Uma boa entrevista não substitui um debate. O largar a conta gotas dos programas eleitorais não substitui a sua discussão. Porquê a rejeição dos debates, que são a essência da democracia?

janeiro 11, 2005

CURIOSIDADES...
Consultando um guia turístico de S. Tomé e Princípe notei que no local da polémica, além do Bom Bom só há uma pensão de quartos com e sem águas correntes. Chama-se Palhota.

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CURIOSIDADES...

Consultando um guia turístico de S. Tomé e Princípe notei que no local da polémica, além do Bom Bom só há uma pensão de quartos com e sem águas correntes. Chama-se Palhota.
REFORMAS
Quem ouvir agora o pessoal da política corre o risco de achar que todos querem fazer reformas e transformações no país. Basta olhar uns meses para trás para ter uma ideia real das coisas: travões, bloqueios, manipulações, tudo serviu para impedir grandes mudanças. Para mudar o país não é preciso começar por mudar a Constituição; basta mudar mentalidades. O resto é conversa.

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REFORMAS

Quem ouvir agora o pessoal da política corre o risco de achar que todos querem fazer reformas e transformações no país. Basta olhar uns meses para trás para ter uma ideia real das coisas: travões, bloqueios, manipulações, tudo serviu para impedir grandes mudanças. Para mudar o país não é preciso começar por mudar a Constituição; basta mudar mentalidades. O resto é conversa.
TRETAS
Eu sei que em tempo de campanha vale tudo - mas as histórias sobre a visita de Morais sarmento a São Tomé e Princípe mostram bem o que aí vem: sob o manto diáfano da pureza, a nudez crua da verdade. Os anteriores ministros de outros governos quando faziam viagens ao arquipélago dormiam no meio do areal?

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TRETAS

Eu sei que em tempo de campanha vale tudo - mas as histórias sobre a visita de Morais sarmento a São Tomé e Princípe mostram bem o que aí vem: sob o manto diáfano da pureza, a nudez crua da verdade. Os anteriores ministros de outros governos quando faziam viagens ao arquipélago dormiam no meio do areal?

janeiro 10, 2005

BATUQUE - A peregrina ideia do pacto de regime dada como prenda de fim de ano pelo Presidente da República foi alvo da chacota generalizada de economistas e de sábios do regime. Alguma coisa se passa na cabeça de quem dissolveu um parlamento onde existia uma maioria e vem agora apelar a pactos. Sou eu que estou a pensar mal ou isto anda tudo sem nexo?

FUTEBOL – Se provas faltassem, esta semana a evidência confirmou-se: meter pessoal do futebol na política dá mau resultado, ainda para mais sabendo-se como o mundo da bola tem, digamos, má reputação. A causa primeira do problema em torno de Pôncio Monteiro foi a sua escolha. Pôr políticos a jogar futebol não deve dar pontos na Liga. Pôr o pessoal da bola na política garantidamente provoca mais problemas que os votos que podem trazer.

RUPTURA – Dizem-me existir ruptura nas farmácias de pastilhas rennies, kompensans e quejandos: é que, no processo de formação de listas de candidatos dos partidos, foram tantos os que tiveram que engolir grandes sapos que se tornaram mesmo necessárias fortes ajudas para a digestão. Eu próprio esgotei o meu stock doméstico quando vi que ao cançonetista Nuno da Câmara Pereira estava prometido um lugar elegível.

CAVAQUINHO – Para quem não estava na política activa, Cavaco Silva resolveu fazer um regresso em força numa atitude que deixo aos psicanalistas o favor de analisarem. Por este andar qualquer dia dá indicações para que nas suas biografias não se refira que foi Primeiro Ministro pelo PSD. Curioso que desta vez não alimentou nenhum tabu. Foi direito ao assunto. Estranhos tempos estes.

CULTURA – Onde está? Num momento de crise de identidade e de pessimismo, exactamente quando era mais precisa, por onde anda? - Desapareceu do vocabulário político. À medida que entram futebolistas, estrelas de telenovela e de reality shows o resto desaparece. Ninguém fala da necessidade de proteger a música portuguesa, ninguém fala da importância da criatividade na afirmação da identidade nacional, deixou de se pensar a arte e a cultura como parte de uma estratégia de afirmação e visibilidade, capaz de impulsionar outras áreas. Agora, quanto muito, usa-se a cultura como um berloque de moda, passeia-se uma rapaziada nos comícios e dá-se o assunto por arrumado.

LUTA – Todas as gerações têm a sua luta – pelos direitos humanos, pela paz, contra a fome. A nova luta é pelo direito a sermos informados sem distorções nem manipulações, pelo direito a termos os factos de um lado e as opiniões do outro, pelo direito de deixarem cada um chegar às suas próprias conclusões.

ELECTRICIDADE – Estava no carro de manhã a ouvir rádio e, no meio da publicidade, eis que a EDP aconselha os seus acumuladores de calor e os benefícios da tarifa bi- horária, sempre apregoando que põe o interesse dos clientes acima de tudo. Só gostava de saber porque é que eu fiz tudo aquilo que anunciam e agora não tenho energia eléctrica em condições para que as coisas funcionem. Esta semana a EDP fez grande alarido com as melhorias que a imagem das novas lojas iriam introduzir no serviço aos clientes. E que tal se respondessem às sucessivas reclamações e resolvessem as suas causas em vez de andarem por aí a iludir os incautos?

BACK TO BASICS – Quando os círculos se estreitam criam-se seitas fanáticas. As seitas fanáticas impedem de pensar.

PERGUNTA DA SEMANA – E o que acontece às figuras em lugares no limiar do não elegível se os nomes acima deles forem chamados a outras funções?

SUGESTÃO – O ciclo mensal de concertos no Fórum Roma, «For U Music», que numa sala municipal com óptimas condições acústicas e de conforto apresenta dia 15 de Janeiro os Mão Morta, dia 19 de Fevereiro Jorge Palma, dia 5 de Março Rodrigo Leão e dia 9 de Abril os Rádio Macau. Sempre às 22h00.

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BATUQUE - A peregrina ideia do pacto de regime dada como prenda de fim de ano pelo Presidente da República foi alvo da chacota generalizada de economistas e de sábios do regime. Alguma coisa se passa na cabeça de quem dissolveu um parlamento onde existia uma maioria e vem agora apelar a pactos. Sou eu que estou a pensar mal ou isto anda tudo sem nexo?



FUTEBOL – Se provas faltassem, esta semana a evidência confirmou-se: meter pessoal do futebol na política dá mau resultado, ainda para mais sabendo-se como o mundo da bola tem, digamos, má reputação. A causa primeira do problema em torno de Pôncio Monteiro foi a sua escolha. Pôr políticos a jogar futebol não deve dar pontos na Liga. Pôr o pessoal da bola na política garantidamente provoca mais problemas que os votos que podem trazer.



RUPTURA – Dizem-me existir ruptura nas farmácias de pastilhas rennies, kompensans e quejandos: é que, no processo de formação de listas de candidatos dos partidos, foram tantos os que tiveram que engolir grandes sapos que se tornaram mesmo necessárias fortes ajudas para a digestão. Eu próprio esgotei o meu stock doméstico quando vi que ao cançonetista Nuno da Câmara Pereira estava prometido um lugar elegível.



CAVAQUINHO – Para quem não estava na política activa, Cavaco Silva resolveu fazer um regresso em força numa atitude que deixo aos psicanalistas o favor de analisarem. Por este andar qualquer dia dá indicações para que nas suas biografias não se refira que foi Primeiro Ministro pelo PSD. Curioso que desta vez não alimentou nenhum tabu. Foi direito ao assunto. Estranhos tempos estes.



CULTURA – Onde está? Num momento de crise de identidade e de pessimismo, exactamente quando era mais precisa, por onde anda? - Desapareceu do vocabulário político. À medida que entram futebolistas, estrelas de telenovela e de reality shows o resto desaparece. Ninguém fala da necessidade de proteger a música portuguesa, ninguém fala da importância da criatividade na afirmação da identidade nacional, deixou de se pensar a arte e a cultura como parte de uma estratégia de afirmação e visibilidade, capaz de impulsionar outras áreas. Agora, quanto muito, usa-se a cultura como um berloque de moda, passeia-se uma rapaziada nos comícios e dá-se o assunto por arrumado.



LUTA – Todas as gerações têm a sua luta – pelos direitos humanos, pela paz, contra a fome. A nova luta é pelo direito a sermos informados sem distorções nem manipulações, pelo direito a termos os factos de um lado e as opiniões do outro, pelo direito de deixarem cada um chegar às suas próprias conclusões.



ELECTRICIDADE – Estava no carro de manhã a ouvir rádio e, no meio da publicidade, eis que a EDP aconselha os seus acumuladores de calor e os benefícios da tarifa bi- horária, sempre apregoando que põe o interesse dos clientes acima de tudo. Só gostava de saber porque é que eu fiz tudo aquilo que anunciam e agora não tenho energia eléctrica em condições para que as coisas funcionem. Esta semana a EDP fez grande alarido com as melhorias que a imagem das novas lojas iriam introduzir no serviço aos clientes. E que tal se respondessem às sucessivas reclamações e resolvessem as suas causas em vez de andarem por aí a iludir os incautos?



BACK TO BASICS – Quando os círculos se estreitam criam-se seitas fanáticas. As seitas fanáticas impedem de pensar.



PERGUNTA DA SEMANA – E o que acontece às figuras em lugares no limiar do não elegível se os nomes acima deles forem chamados a outras funções?



SUGESTÃO – O ciclo mensal de concertos no Fórum Roma, «For U Music», que numa sala municipal com óptimas condições acústicas e de conforto apresenta dia 15 de Janeiro os Mão Morta, dia 19 de Fevereiro Jorge Palma, dia 5 de Março Rodrigo Leão e dia 9 de Abril os Rádio Macau. Sempre às 22h00.

janeiro 06, 2005

ELEITORES
Da esquerda à direita a última preocupação na formação das listas foi ter em conta a proximidade com os eleitores. Longe vai o tempo em que se falava de círculos uninominais, longe vai o tempo em que se falava de aproximar os candidatos dos cidadãos, longe vão os tempos das boas intenções.Longe vai o tempo em que se queria dignificar e prestigiar o Parlamento - a casa-mãe da Democracia, recordam-se?


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ELEITORES

Da esquerda à direita a última preocupação na formação das listas foi ter em conta a proximidade com os eleitores. Longe vai o tempo em que se falava de círculos uninominais, longe vai o tempo em que se falava de aproximar os candidatos dos cidadãos, longe vão os tempos das boas intenções.Longe vai o tempo em que se queria dignificar e prestigiar o Parlamento - a casa-mãe da Democracia, recordam-se?