HIPOCRISIAS
De repente toda a gente quer ser reformista. De repente toda a gente quer mascarar-se: o país está subitamente cheio de Brancas de Neve, sem defeitos, nem pecados. Até o Presidente da República defende agora que deve haver uma maioria estável – presume-se das suas acções recentes que a entende preferível com um único partido a formar Governo.
Em relação às próximas eleições as propostas dos partidos vão sendo atiradas para cima da mesa, de forma avulsa, como meros instrumentos de propaganda. Avolumam-se os sinais de que haja candidatos que não querem entrar em debates, preferindo estarem sózinhos em cima do palco.
Isto da fuga ao debate deve ser vírus contagioso – começou por atacar a Ministra da Educação, mas rapidamente alastra pelo espectro político. Os debates são necessários – na sua essência uma campanha eleitoral é um confronto de ideias e isso só se consegue com os adversários frente-a-frente, olhos nos olhos..
Não querer debates e ao mesmo tempo alimentar polémicas com assuntos menores, fomentar declarações e a actuação de porta-vozes, são formas de utilizar a informação e os media, não são formas de proporcionar informação, esclarecimento, troca de ideias – enfim, aquilo que devia caracterizar as bases de escolha do eleitorado.
Há muito que discutir, há muito que debater – a começar pelas reformas que todos dizem querer até chegar a hora da verdade. Há meios e condições para fazer reformas. O que falta é a vontade, fora dos períodos eleitorais. Esta é a maior hipocrisia que vivemos.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
janeiro 17, 2005
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HIPOCRISIAS
De repente toda a gente quer ser reformista. De repente toda a gente quer mascarar-se: o país está subitamente cheio de Brancas de Neve, sem defeitos, nem pecados. Até o Presidente da República defende agora que deve haver uma maioria estável – presume-se das suas acções recentes que a entende preferível com um único partido a formar Governo.
Em relação às próximas eleições as propostas dos partidos vão sendo atiradas para cima da mesa, de forma avulsa, como meros instrumentos de propaganda. Avolumam-se os sinais de que haja candidatos que não querem entrar em debates, preferindo estarem sózinhos em cima do palco.
Isto da fuga ao debate deve ser vírus contagioso – começou por atacar a Ministra da Educação, mas rapidamente alastra pelo espectro político. Os debates são necessários – na sua essência uma campanha eleitoral é um confronto de ideias e isso só se consegue com os adversários frente-a-frente, olhos nos olhos..
Não querer debates e ao mesmo tempo alimentar polémicas com assuntos menores, fomentar declarações e a actuação de porta-vozes, são formas de utilizar a informação e os media, não são formas de proporcionar informação, esclarecimento, troca de ideias – enfim, aquilo que devia caracterizar as bases de escolha do eleitorado.
Há muito que discutir, há muito que debater – a começar pelas reformas que todos dizem querer até chegar a hora da verdade. Há meios e condições para fazer reformas. O que falta é a vontade, fora dos períodos eleitorais. Esta é a maior hipocrisia que vivemos.
De repente toda a gente quer ser reformista. De repente toda a gente quer mascarar-se: o país está subitamente cheio de Brancas de Neve, sem defeitos, nem pecados. Até o Presidente da República defende agora que deve haver uma maioria estável – presume-se das suas acções recentes que a entende preferível com um único partido a formar Governo.
Em relação às próximas eleições as propostas dos partidos vão sendo atiradas para cima da mesa, de forma avulsa, como meros instrumentos de propaganda. Avolumam-se os sinais de que haja candidatos que não querem entrar em debates, preferindo estarem sózinhos em cima do palco.
Isto da fuga ao debate deve ser vírus contagioso – começou por atacar a Ministra da Educação, mas rapidamente alastra pelo espectro político. Os debates são necessários – na sua essência uma campanha eleitoral é um confronto de ideias e isso só se consegue com os adversários frente-a-frente, olhos nos olhos..
Não querer debates e ao mesmo tempo alimentar polémicas com assuntos menores, fomentar declarações e a actuação de porta-vozes, são formas de utilizar a informação e os media, não são formas de proporcionar informação, esclarecimento, troca de ideias – enfim, aquilo que devia caracterizar as bases de escolha do eleitorado.
Há muito que discutir, há muito que debater – a começar pelas reformas que todos dizem querer até chegar a hora da verdade. Há meios e condições para fazer reformas. O que falta é a vontade, fora dos períodos eleitorais. Esta é a maior hipocrisia que vivemos.
MISTÉRIO – Folheio os jornais todos os dias, vejo os noticiários, e sinto que está a fazer falta alguma coisa. Olho para todo o lado, ouço de todo o lado e mais se adensa a noção de que falta mesmo alguma coisa. E cada dia que passa mais me convenço que a maior das faltas na política portuguesa é puro e simples bom-senso.
VÍRUS – A política portuguesa parece contaminada por um vírus, que se espalhou por todos os partidos. É como se um «hacker» tivesse entrado no disco rígido e começasse a provocar problemas nos diversos ficheiros, provocando respostas automáticas não desejadas, interferindo com o funcionamento. O vírus tem-se espalhado rapidamente pela rêde do poder e chegou até ao «mainframe», o tal que está guardado em Belém. Nestas condições teme-se que o problema obrigue a mudanças sérias no sistema, com introdução de novos servidores e de novos sistemas de protecção. A operação de formatação de disco prevista para dia 20 de Fevereiro arrisca-se a não conseguir resolver os problemas existentes se a arquitectura da rêde e o seu funcionamento não forem repensados.
POPULISMO – Há seis meses atrás uma série de editoriais inflamados erguiam-se contra os perigos de populismo e de demagogia que atribuíam a Santana Lopes. Estranho imenso o silêncio de tanta mente que estava inquieta nessa época quando as demonstrações de populismo e de demagogia começam a ser moeda corrente no outro lado do espectro político. O rei vai nu e já ninguém se importa com isso?
PROGRAMAS – A cerca de um mês das eleições ainda não são conhecidos os programas eleitorais dos principais contendores. Mas a cerca de um mês das eleições abundam já as promessas. Promessas e mais promessas, mas o que importa é saber como elas vão ser concretizadas quando se sabe que à partida não pode haver mais dinheiro e que, antes pelo contrário, tem que se apertar ainda mais o cinto. Eu sei que não é simpático dizer-se que há que cortar ainda mais. Mas quem disser o contrário, mente. Não há dinheiro. O País gasta mais do que aquilo que produz. As reformas têm que ser profundas, não basta uma maquilhagem ligeira.
ELEGER – Eleger é votar, votar é escolher um entre vários. Para se poder votar tem que se conhecer o que cada um propõe. Para se decidir, ajuda saber como funcionam as ideias em confronto. Não basta comunicar o que se quer fazer, a estratégia que cada um propõe. É importante o debate entre pares : é nisso que a democracia se baseia – nos Parlamentos os deputados debatem uns com os outros, no processo que leva à escolha dos Parlamentos, por maioria da razão, o mesmo deve acontecer entre os candidatos a futuros deputados e governantes
BACK TO BASICS – Em tempo de guerra convém que se limpem algumas armas, senão encravam e é pior, começam a disparar para o lado; ou para trás.
COMIDINHA – No centro de Lisboa um bar restaurante com ar muito cosmopolita. Chama-se Luca e parece ser coisa a seguir com atenção. Boa música ambiente, bom ponto de partida na ementa, de inspiração vagamente italiana, mas muito cosmopolita. Voltarei ao assunto. Rua de Santa Marta 35, telef. 213150212.
SUGESTÃO –.A editorial Gótica lançou um livro que vale a pena descobrir: «Lisboa antes do Terramoto de 1755», que faz uso das reproduções das vistas de Lisboa, existentes em azulejos da época, provenientes do palácio dos Condes de Tentúgal, que está hoje no Museu Nacional do Azulejo. A obra é organizada por Paulo Henriques, Director do Museu, e utiliza também uma antologia de textos sobre Lisboa, do século XV ao século XVII, muito bem escolhidos. Atravesse o Tejo e ponha-se na outra margem, no alto da parte velha de Almada, e veja as diferenças. Vai ver que vale a pena.
VÍRUS – A política portuguesa parece contaminada por um vírus, que se espalhou por todos os partidos. É como se um «hacker» tivesse entrado no disco rígido e começasse a provocar problemas nos diversos ficheiros, provocando respostas automáticas não desejadas, interferindo com o funcionamento. O vírus tem-se espalhado rapidamente pela rêde do poder e chegou até ao «mainframe», o tal que está guardado em Belém. Nestas condições teme-se que o problema obrigue a mudanças sérias no sistema, com introdução de novos servidores e de novos sistemas de protecção. A operação de formatação de disco prevista para dia 20 de Fevereiro arrisca-se a não conseguir resolver os problemas existentes se a arquitectura da rêde e o seu funcionamento não forem repensados.
POPULISMO – Há seis meses atrás uma série de editoriais inflamados erguiam-se contra os perigos de populismo e de demagogia que atribuíam a Santana Lopes. Estranho imenso o silêncio de tanta mente que estava inquieta nessa época quando as demonstrações de populismo e de demagogia começam a ser moeda corrente no outro lado do espectro político. O rei vai nu e já ninguém se importa com isso?
PROGRAMAS – A cerca de um mês das eleições ainda não são conhecidos os programas eleitorais dos principais contendores. Mas a cerca de um mês das eleições abundam já as promessas. Promessas e mais promessas, mas o que importa é saber como elas vão ser concretizadas quando se sabe que à partida não pode haver mais dinheiro e que, antes pelo contrário, tem que se apertar ainda mais o cinto. Eu sei que não é simpático dizer-se que há que cortar ainda mais. Mas quem disser o contrário, mente. Não há dinheiro. O País gasta mais do que aquilo que produz. As reformas têm que ser profundas, não basta uma maquilhagem ligeira.
ELEGER – Eleger é votar, votar é escolher um entre vários. Para se poder votar tem que se conhecer o que cada um propõe. Para se decidir, ajuda saber como funcionam as ideias em confronto. Não basta comunicar o que se quer fazer, a estratégia que cada um propõe. É importante o debate entre pares : é nisso que a democracia se baseia – nos Parlamentos os deputados debatem uns com os outros, no processo que leva à escolha dos Parlamentos, por maioria da razão, o mesmo deve acontecer entre os candidatos a futuros deputados e governantes
BACK TO BASICS – Em tempo de guerra convém que se limpem algumas armas, senão encravam e é pior, começam a disparar para o lado; ou para trás.
COMIDINHA – No centro de Lisboa um bar restaurante com ar muito cosmopolita. Chama-se Luca e parece ser coisa a seguir com atenção. Boa música ambiente, bom ponto de partida na ementa, de inspiração vagamente italiana, mas muito cosmopolita. Voltarei ao assunto. Rua de Santa Marta 35, telef. 213150212.
SUGESTÃO –.A editorial Gótica lançou um livro que vale a pena descobrir: «Lisboa antes do Terramoto de 1755», que faz uso das reproduções das vistas de Lisboa, existentes em azulejos da época, provenientes do palácio dos Condes de Tentúgal, que está hoje no Museu Nacional do Azulejo. A obra é organizada por Paulo Henriques, Director do Museu, e utiliza também uma antologia de textos sobre Lisboa, do século XV ao século XVII, muito bem escolhidos. Atravesse o Tejo e ponha-se na outra margem, no alto da parte velha de Almada, e veja as diferenças. Vai ver que vale a pena.
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MISTÉRIO – Folheio os jornais todos os dias, vejo os noticiários, e sinto que está a fazer falta alguma coisa. Olho para todo o lado, ouço de todo o lado e mais se adensa a noção de que falta mesmo alguma coisa. E cada dia que passa mais me convenço que a maior das faltas na política portuguesa é puro e simples bom-senso.
VÍRUS – A política portuguesa parece contaminada por um vírus, que se espalhou por todos os partidos. É como se um «hacker» tivesse entrado no disco rígido e começasse a provocar problemas nos diversos ficheiros, provocando respostas automáticas não desejadas, interferindo com o funcionamento. O vírus tem-se espalhado rapidamente pela rêde do poder e chegou até ao «mainframe», o tal que está guardado em Belém. Nestas condições teme-se que o problema obrigue a mudanças sérias no sistema, com introdução de novos servidores e de novos sistemas de protecção. A operação de formatação de disco prevista para dia 20 de Fevereiro arrisca-se a não conseguir resolver os problemas existentes se a arquitectura da rêde e o seu funcionamento não forem repensados.
POPULISMO – Há seis meses atrás uma série de editoriais inflamados erguiam-se contra os perigos de populismo e de demagogia que atribuíam a Santana Lopes. Estranho imenso o silêncio de tanta mente que estava inquieta nessa época quando as demonstrações de populismo e de demagogia começam a ser moeda corrente no outro lado do espectro político. O rei vai nu e já ninguém se importa com isso?
PROGRAMAS – A cerca de um mês das eleições ainda não são conhecidos os programas eleitorais dos principais contendores. Mas a cerca de um mês das eleições abundam já as promessas. Promessas e mais promessas, mas o que importa é saber como elas vão ser concretizadas quando se sabe que à partida não pode haver mais dinheiro e que, antes pelo contrário, tem que se apertar ainda mais o cinto. Eu sei que não é simpático dizer-se que há que cortar ainda mais. Mas quem disser o contrário, mente. Não há dinheiro. O País gasta mais do que aquilo que produz. As reformas têm que ser profundas, não basta uma maquilhagem ligeira.
ELEGER – Eleger é votar, votar é escolher um entre vários. Para se poder votar tem que se conhecer o que cada um propõe. Para se decidir, ajuda saber como funcionam as ideias em confronto. Não basta comunicar o que se quer fazer, a estratégia que cada um propõe. É importante o debate entre pares : é nisso que a democracia se baseia – nos Parlamentos os deputados debatem uns com os outros, no processo que leva à escolha dos Parlamentos, por maioria da razão, o mesmo deve acontecer entre os candidatos a futuros deputados e governantes
BACK TO BASICS – Em tempo de guerra convém que se limpem algumas armas, senão encravam e é pior, começam a disparar para o lado; ou para trás.
COMIDINHA – No centro de Lisboa um bar restaurante com ar muito cosmopolita. Chama-se Luca e parece ser coisa a seguir com atenção. Boa música ambiente, bom ponto de partida na ementa, de inspiração vagamente italiana, mas muito cosmopolita. Voltarei ao assunto. Rua de Santa Marta 35, telef. 213150212.
SUGESTÃO –.A editorial Gótica lançou um livro que vale a pena descobrir: «Lisboa antes do Terramoto de 1755», que faz uso das reproduções das vistas de Lisboa, existentes em azulejos da época, provenientes do palácio dos Condes de Tentúgal, que está hoje no Museu Nacional do Azulejo. A obra é organizada por Paulo Henriques, Director do Museu, e utiliza também uma antologia de textos sobre Lisboa, do século XV ao século XVII, muito bem escolhidos. Atravesse o Tejo e ponha-se na outra margem, no alto da parte velha de Almada, e veja as diferenças. Vai ver que vale a pena.
VÍRUS – A política portuguesa parece contaminada por um vírus, que se espalhou por todos os partidos. É como se um «hacker» tivesse entrado no disco rígido e começasse a provocar problemas nos diversos ficheiros, provocando respostas automáticas não desejadas, interferindo com o funcionamento. O vírus tem-se espalhado rapidamente pela rêde do poder e chegou até ao «mainframe», o tal que está guardado em Belém. Nestas condições teme-se que o problema obrigue a mudanças sérias no sistema, com introdução de novos servidores e de novos sistemas de protecção. A operação de formatação de disco prevista para dia 20 de Fevereiro arrisca-se a não conseguir resolver os problemas existentes se a arquitectura da rêde e o seu funcionamento não forem repensados.
POPULISMO – Há seis meses atrás uma série de editoriais inflamados erguiam-se contra os perigos de populismo e de demagogia que atribuíam a Santana Lopes. Estranho imenso o silêncio de tanta mente que estava inquieta nessa época quando as demonstrações de populismo e de demagogia começam a ser moeda corrente no outro lado do espectro político. O rei vai nu e já ninguém se importa com isso?
PROGRAMAS – A cerca de um mês das eleições ainda não são conhecidos os programas eleitorais dos principais contendores. Mas a cerca de um mês das eleições abundam já as promessas. Promessas e mais promessas, mas o que importa é saber como elas vão ser concretizadas quando se sabe que à partida não pode haver mais dinheiro e que, antes pelo contrário, tem que se apertar ainda mais o cinto. Eu sei que não é simpático dizer-se que há que cortar ainda mais. Mas quem disser o contrário, mente. Não há dinheiro. O País gasta mais do que aquilo que produz. As reformas têm que ser profundas, não basta uma maquilhagem ligeira.
ELEGER – Eleger é votar, votar é escolher um entre vários. Para se poder votar tem que se conhecer o que cada um propõe. Para se decidir, ajuda saber como funcionam as ideias em confronto. Não basta comunicar o que se quer fazer, a estratégia que cada um propõe. É importante o debate entre pares : é nisso que a democracia se baseia – nos Parlamentos os deputados debatem uns com os outros, no processo que leva à escolha dos Parlamentos, por maioria da razão, o mesmo deve acontecer entre os candidatos a futuros deputados e governantes
BACK TO BASICS – Em tempo de guerra convém que se limpem algumas armas, senão encravam e é pior, começam a disparar para o lado; ou para trás.
COMIDINHA – No centro de Lisboa um bar restaurante com ar muito cosmopolita. Chama-se Luca e parece ser coisa a seguir com atenção. Boa música ambiente, bom ponto de partida na ementa, de inspiração vagamente italiana, mas muito cosmopolita. Voltarei ao assunto. Rua de Santa Marta 35, telef. 213150212.
SUGESTÃO –.A editorial Gótica lançou um livro que vale a pena descobrir: «Lisboa antes do Terramoto de 1755», que faz uso das reproduções das vistas de Lisboa, existentes em azulejos da época, provenientes do palácio dos Condes de Tentúgal, que está hoje no Museu Nacional do Azulejo. A obra é organizada por Paulo Henriques, Director do Museu, e utiliza também uma antologia de textos sobre Lisboa, do século XV ao século XVII, muito bem escolhidos. Atravesse o Tejo e ponha-se na outra margem, no alto da parte velha de Almada, e veja as diferenças. Vai ver que vale a pena.
janeiro 16, 2005
PALPITE
Tenho a impressão que esta vai ser a semana de todas as promessas: lá para dia 20 devem surgir os guias de promessas, que é como quem diz os programas eleitorais. E lá para o fim de semana inevitavelmente a rapaziada da política nbão deve deixar de largar umas fugas de informação para os semanários...
Tenho a impressão que esta vai ser a semana de todas as promessas: lá para dia 20 devem surgir os guias de promessas, que é como quem diz os programas eleitorais. E lá para o fim de semana inevitavelmente a rapaziada da política nbão deve deixar de largar umas fugas de informação para os semanários...
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PALPITE
Tenho a impressão que esta vai ser a semana de todas as promessas: lá para dia 20 devem surgir os guias de promessas, que é como quem diz os programas eleitorais. E lá para o fim de semana inevitavelmente a rapaziada da política nbão deve deixar de largar umas fugas de informação para os semanários...
Tenho a impressão que esta vai ser a semana de todas as promessas: lá para dia 20 devem surgir os guias de promessas, que é como quem diz os programas eleitorais. E lá para o fim de semana inevitavelmente a rapaziada da política nbão deve deixar de largar umas fugas de informação para os semanários...
janeiro 15, 2005
INTERESSE
O pessoal desiludiu-se com a política. Está descrente. Olha para o panorama e não vê grandes diferenças entre uns e outros. Ao fim destes anos todos já se vai percebendo que os partidos não podem ser encarados como clubes de futebol. Os partidos vão mudando, afastam-se dos cidadãos, afastam-se da sua missão, são representantes de grupos de interesses, vão evoluindo para pequenos círculos fechados. Os partidos não podem pedir a fidelidade dos eleitores. Têm é que se mostrar capazes de resolver os problemas, coerentes e, acima de tudo, têm que demonstrar seriedade. Ora a resolução de problemas, a coerência e a seiredade política são exactamente as grandes lacunas do sistema partidário português.
O pessoal desiludiu-se com a política. Está descrente. Olha para o panorama e não vê grandes diferenças entre uns e outros. Ao fim destes anos todos já se vai percebendo que os partidos não podem ser encarados como clubes de futebol. Os partidos vão mudando, afastam-se dos cidadãos, afastam-se da sua missão, são representantes de grupos de interesses, vão evoluindo para pequenos círculos fechados. Os partidos não podem pedir a fidelidade dos eleitores. Têm é que se mostrar capazes de resolver os problemas, coerentes e, acima de tudo, têm que demonstrar seriedade. Ora a resolução de problemas, a coerência e a seiredade política são exactamente as grandes lacunas do sistema partidário português.
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INTERESSE
O pessoal desiludiu-se com a política. Está descrente. Olha para o panorama e não vê grandes diferenças entre uns e outros. Ao fim destes anos todos já se vai percebendo que os partidos não podem ser encarados como clubes de futebol. Os partidos vão mudando, afastam-se dos cidadãos, afastam-se da sua missão, são representantes de grupos de interesses, vão evoluindo para pequenos círculos fechados. Os partidos não podem pedir a fidelidade dos eleitores. Têm é que se mostrar capazes de resolver os problemas, coerentes e, acima de tudo, têm que demonstrar seriedade. Ora a resolução de problemas, a coerência e a seiredade política são exactamente as grandes lacunas do sistema partidário português.
O pessoal desiludiu-se com a política. Está descrente. Olha para o panorama e não vê grandes diferenças entre uns e outros. Ao fim destes anos todos já se vai percebendo que os partidos não podem ser encarados como clubes de futebol. Os partidos vão mudando, afastam-se dos cidadãos, afastam-se da sua missão, são representantes de grupos de interesses, vão evoluindo para pequenos círculos fechados. Os partidos não podem pedir a fidelidade dos eleitores. Têm é que se mostrar capazes de resolver os problemas, coerentes e, acima de tudo, têm que demonstrar seriedade. Ora a resolução de problemas, a coerência e a seiredade política são exactamente as grandes lacunas do sistema partidário português.
janeiro 14, 2005
COMEÇOU...
Ainda a procissão vai no adro e um «Semanário» conhecido por ser altifalante de intrigas diversas já anuncia a criação de facções partidárias no PSD para a disputa interna de poder logo a seguir às eleições. Que alguém se lembre de escrever estas coisas é como o outro. Agora que jornais assim sejam presença constante em gabinetes e sedes partidárias é que mostra o estado da nação: uma newsletter de intriga sobrevive apenas porque as fontes querem todas andar a ver o que as outras dizem. Irra...
Ainda a procissão vai no adro e um «Semanário» conhecido por ser altifalante de intrigas diversas já anuncia a criação de facções partidárias no PSD para a disputa interna de poder logo a seguir às eleições. Que alguém se lembre de escrever estas coisas é como o outro. Agora que jornais assim sejam presença constante em gabinetes e sedes partidárias é que mostra o estado da nação: uma newsletter de intriga sobrevive apenas porque as fontes querem todas andar a ver o que as outras dizem. Irra...
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COMEÇOU...
Ainda a procissão vai no adro e um «Semanário» conhecido por ser altifalante de intrigas diversas já anuncia a criação de facções partidárias no PSD para a disputa interna de poder logo a seguir às eleições. Que alguém se lembre de escrever estas coisas é como o outro. Agora que jornais assim sejam presença constante em gabinetes e sedes partidárias é que mostra o estado da nação: uma newsletter de intriga sobrevive apenas porque as fontes querem todas andar a ver o que as outras dizem. Irra...
Ainda a procissão vai no adro e um «Semanário» conhecido por ser altifalante de intrigas diversas já anuncia a criação de facções partidárias no PSD para a disputa interna de poder logo a seguir às eleições. Que alguém se lembre de escrever estas coisas é como o outro. Agora que jornais assim sejam presença constante em gabinetes e sedes partidárias é que mostra o estado da nação: uma newsletter de intriga sobrevive apenas porque as fontes querem todas andar a ver o que as outras dizem. Irra...
janeiro 13, 2005
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POR ACASO...
Desculpem a pergunta, mas não era suposto a campanha eleitoral estar mais avançada? Já haver uns programazitos eleitorais, qualquer coisa, sei lá...
Desculpem a pergunta, mas não era suposto a campanha eleitoral estar mais avançada? Já haver uns programazitos eleitorais, qualquer coisa, sei lá...
janeiro 12, 2005
MODAS
A moda veio da Ministra da Educação - o seu a seu dono. Mas eis que a coisa pegou: em vez de debates inter-pares, conversas com os jornalistas. Uma boa entrevista não substitui um debate. O largar a conta gotas dos programas eleitorais não substitui a sua discussão. Porquê a rejeição dos debates, que são a essência da democracia?
A moda veio da Ministra da Educação - o seu a seu dono. Mas eis que a coisa pegou: em vez de debates inter-pares, conversas com os jornalistas. Uma boa entrevista não substitui um debate. O largar a conta gotas dos programas eleitorais não substitui a sua discussão. Porquê a rejeição dos debates, que são a essência da democracia?
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MODAS
A moda veio da Ministra da Educação - o seu a seu dono. Mas eis que a coisa pegou: em vez de debates inter-pares, conversas com os jornalistas. Uma boa entrevista não substitui um debate. O largar a conta gotas dos programas eleitorais não substitui a sua discussão. Porquê a rejeição dos debates, que são a essência da democracia?
A moda veio da Ministra da Educação - o seu a seu dono. Mas eis que a coisa pegou: em vez de debates inter-pares, conversas com os jornalistas. Uma boa entrevista não substitui um debate. O largar a conta gotas dos programas eleitorais não substitui a sua discussão. Porquê a rejeição dos debates, que são a essência da democracia?
janeiro 11, 2005
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CURIOSIDADES...
Consultando um guia turístico de S. Tomé e Princípe notei que no local da polémica, além do Bom Bom só há uma pensão de quartos com e sem águas correntes. Chama-se Palhota.
Consultando um guia turístico de S. Tomé e Princípe notei que no local da polémica, além do Bom Bom só há uma pensão de quartos com e sem águas correntes. Chama-se Palhota.
REFORMAS
Quem ouvir agora o pessoal da política corre o risco de achar que todos querem fazer reformas e transformações no país. Basta olhar uns meses para trás para ter uma ideia real das coisas: travões, bloqueios, manipulações, tudo serviu para impedir grandes mudanças. Para mudar o país não é preciso começar por mudar a Constituição; basta mudar mentalidades. O resto é conversa.
Quem ouvir agora o pessoal da política corre o risco de achar que todos querem fazer reformas e transformações no país. Basta olhar uns meses para trás para ter uma ideia real das coisas: travões, bloqueios, manipulações, tudo serviu para impedir grandes mudanças. Para mudar o país não é preciso começar por mudar a Constituição; basta mudar mentalidades. O resto é conversa.
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REFORMAS
Quem ouvir agora o pessoal da política corre o risco de achar que todos querem fazer reformas e transformações no país. Basta olhar uns meses para trás para ter uma ideia real das coisas: travões, bloqueios, manipulações, tudo serviu para impedir grandes mudanças. Para mudar o país não é preciso começar por mudar a Constituição; basta mudar mentalidades. O resto é conversa.
Quem ouvir agora o pessoal da política corre o risco de achar que todos querem fazer reformas e transformações no país. Basta olhar uns meses para trás para ter uma ideia real das coisas: travões, bloqueios, manipulações, tudo serviu para impedir grandes mudanças. Para mudar o país não é preciso começar por mudar a Constituição; basta mudar mentalidades. O resto é conversa.
TRETAS
Eu sei que em tempo de campanha vale tudo - mas as histórias sobre a visita de Morais sarmento a São Tomé e Princípe mostram bem o que aí vem: sob o manto diáfano da pureza, a nudez crua da verdade. Os anteriores ministros de outros governos quando faziam viagens ao arquipélago dormiam no meio do areal?
Eu sei que em tempo de campanha vale tudo - mas as histórias sobre a visita de Morais sarmento a São Tomé e Princípe mostram bem o que aí vem: sob o manto diáfano da pureza, a nudez crua da verdade. Os anteriores ministros de outros governos quando faziam viagens ao arquipélago dormiam no meio do areal?
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TRETAS
Eu sei que em tempo de campanha vale tudo - mas as histórias sobre a visita de Morais sarmento a São Tomé e Princípe mostram bem o que aí vem: sob o manto diáfano da pureza, a nudez crua da verdade. Os anteriores ministros de outros governos quando faziam viagens ao arquipélago dormiam no meio do areal?
Eu sei que em tempo de campanha vale tudo - mas as histórias sobre a visita de Morais sarmento a São Tomé e Princípe mostram bem o que aí vem: sob o manto diáfano da pureza, a nudez crua da verdade. Os anteriores ministros de outros governos quando faziam viagens ao arquipélago dormiam no meio do areal?
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