A ESQUINA IMPRESSA ( da edição de sexta-feira passada do «Jornal de Negócios»)
O NOVO QUOTIDIANO
TERROR – Três anos depois do 11 de Setembro o terror instalou-se no nosso quotidiano e esta é a maior perversidade da História recente. Agora, de seis em seis meses, o mundo assiste a uma catástrofe: em Março foi em Espanha, a semana passada na escola de Beslam. A ausência de respeito pela vida humana tornou-se um hábito. Os atentados terroristas entraram na mais cruel das rotinas e de seis em seis meses provocam centenas de mortos. O Mundo está a mudar e não é para melhor. A intolerância política e religiosa leva-nos para um abismo.
POLÍTICA – Muito curioso o artigo da edição de Setembro da revista «Wired» sobre a nova política que começa a aparecer nos Estados Unidos, radicais que ganham flexibilidade, desenvolvem a sua acção à margem dos partidos e dominam a comunicação directa com os eleitores. Um ponto de vista moderado, liberal do ponto de vista social, e conservador do ponto de vista económico, posiciona estes políticos como à esquerda dos Republicanos e à direita dos Democratas. O exemplo apontado de caso de sucesso nesta linha é o de Arnorld Schwarzenegger, apontado como o melhor governador da Califórnia dos últimos anos, com taxas de reconhecimento superiores a 60%. O artigo sublinha ainda o papel dos novos media na angariação de fundos e na publicidade e defende que as novas técnicas de marketing político «funcionam com uma geração desiludida pela política convencional».
AGITAÇÃO – O último trimestre do ano promete ser quente, do ponto de vista político. Primeiro a disputada votação para Secretário Geral do PS, depois o Congresso deste partido nos dias 1, 2 e 3 de Outubro. Logo a seguir as eleições regionais nos Açores e Madeira a 17 de Outubro. A 12 e 14 de Novembro o PSD faz Congresso e pelo meio renova imagem e procura ganhar a participação de independentes. E, a terminar, o PCP também reúne congresso nos dias 26,27 e 28 de Novembro. Aguarda-se que o PP diga como fecha o ciclo – o seu site na net continua inacessível.
SOL – A sonda Genesis despenhou-se e com ela o trabalho de três anos, 850 dias de pesquisa sobre a origem da composição do sistema solar há 45 biliões de anos atrás. Pesada factura para a NASA: 264 milhões de dolares. Mas fica o exemplo do que é a percepção da necessidade do investimento no conhecimento, na descoberta.
ABORTO – Uma reportagem na «Visão» diz-nos que dez mil mulheres portuguesas abortam por ano em Espoanha, três mil das quais aqui mesmo ao lado, em Badajoz. O fundamentalismo aliado à hipocrisia produz uma mistura explosiva.
DE VOLTA AOS PRINCÍPIOS – Não é verdade que os gostos não se discutem .Os gostos devem discutir-se. Têm que se discutir, para não ficarmos todos iguais.
O MELHOR DA SEMANA – A atribuição de um Leão de Ouro, no Festival de Veneza, em homenagem à obra do cineasta português Manoel de Oliveira.
O PIOR DA SEMANA – A Galp não conseguiu comprar a rêde da Shell em Espanha.
A PERGUNTA – Porque será que o PCP perdeu 50 000 militantes nos últimos quatro anos?
SUGESTÃO–Os petiscos de comida caseira do Apuradinho, na Rua de Campolide (213880501).
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
setembro 13, 2004
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A ESQUINA IMPRESSA ( da edição de sexta-feira passada do «Jornal de Negócios»)
O NOVO QUOTIDIANO
TERROR – Três anos depois do 11 de Setembro o terror instalou-se no nosso quotidiano e esta é a maior perversidade da História recente. Agora, de seis em seis meses, o mundo assiste a uma catástrofe: em Março foi em Espanha, a semana passada na escola de Beslam. A ausência de respeito pela vida humana tornou-se um hábito. Os atentados terroristas entraram na mais cruel das rotinas e de seis em seis meses provocam centenas de mortos. O Mundo está a mudar e não é para melhor. A intolerância política e religiosa leva-nos para um abismo.
POLÍTICA – Muito curioso o artigo da edição de Setembro da revista «Wired» sobre a nova política que começa a aparecer nos Estados Unidos, radicais que ganham flexibilidade, desenvolvem a sua acção à margem dos partidos e dominam a comunicação directa com os eleitores. Um ponto de vista moderado, liberal do ponto de vista social, e conservador do ponto de vista económico, posiciona estes políticos como à esquerda dos Republicanos e à direita dos Democratas. O exemplo apontado de caso de sucesso nesta linha é o de Arnorld Schwarzenegger, apontado como o melhor governador da Califórnia dos últimos anos, com taxas de reconhecimento superiores a 60%. O artigo sublinha ainda o papel dos novos media na angariação de fundos e na publicidade e defende que as novas técnicas de marketing político «funcionam com uma geração desiludida pela política convencional».
AGITAÇÃO – O último trimestre do ano promete ser quente, do ponto de vista político. Primeiro a disputada votação para Secretário Geral do PS, depois o Congresso deste partido nos dias 1, 2 e 3 de Outubro. Logo a seguir as eleições regionais nos Açores e Madeira a 17 de Outubro. A 12 e 14 de Novembro o PSD faz Congresso e pelo meio renova imagem e procura ganhar a participação de independentes. E, a terminar, o PCP também reúne congresso nos dias 26,27 e 28 de Novembro. Aguarda-se que o PP diga como fecha o ciclo – o seu site na net continua inacessível.
SOL – A sonda Genesis despenhou-se e com ela o trabalho de três anos, 850 dias de pesquisa sobre a origem da composição do sistema solar há 45 biliões de anos atrás. Pesada factura para a NASA: 264 milhões de dolares. Mas fica o exemplo do que é a percepção da necessidade do investimento no conhecimento, na descoberta.
ABORTO – Uma reportagem na «Visão» diz-nos que dez mil mulheres portuguesas abortam por ano em Espoanha, três mil das quais aqui mesmo ao lado, em Badajoz. O fundamentalismo aliado à hipocrisia produz uma mistura explosiva.
DE VOLTA AOS PRINCÍPIOS – Não é verdade que os gostos não se discutem .Os gostos devem discutir-se. Têm que se discutir, para não ficarmos todos iguais.
O MELHOR DA SEMANA – A atribuição de um Leão de Ouro, no Festival de Veneza, em homenagem à obra do cineasta português Manoel de Oliveira.
O PIOR DA SEMANA – A Galp não conseguiu comprar a rêde da Shell em Espanha.
A PERGUNTA – Porque será que o PCP perdeu 50 000 militantes nos últimos quatro anos?
SUGESTÃO–Os petiscos de comida caseira do Apuradinho, na Rua de Campolide (213880501).
O NOVO QUOTIDIANO
TERROR – Três anos depois do 11 de Setembro o terror instalou-se no nosso quotidiano e esta é a maior perversidade da História recente. Agora, de seis em seis meses, o mundo assiste a uma catástrofe: em Março foi em Espanha, a semana passada na escola de Beslam. A ausência de respeito pela vida humana tornou-se um hábito. Os atentados terroristas entraram na mais cruel das rotinas e de seis em seis meses provocam centenas de mortos. O Mundo está a mudar e não é para melhor. A intolerância política e religiosa leva-nos para um abismo.
POLÍTICA – Muito curioso o artigo da edição de Setembro da revista «Wired» sobre a nova política que começa a aparecer nos Estados Unidos, radicais que ganham flexibilidade, desenvolvem a sua acção à margem dos partidos e dominam a comunicação directa com os eleitores. Um ponto de vista moderado, liberal do ponto de vista social, e conservador do ponto de vista económico, posiciona estes políticos como à esquerda dos Republicanos e à direita dos Democratas. O exemplo apontado de caso de sucesso nesta linha é o de Arnorld Schwarzenegger, apontado como o melhor governador da Califórnia dos últimos anos, com taxas de reconhecimento superiores a 60%. O artigo sublinha ainda o papel dos novos media na angariação de fundos e na publicidade e defende que as novas técnicas de marketing político «funcionam com uma geração desiludida pela política convencional».
AGITAÇÃO – O último trimestre do ano promete ser quente, do ponto de vista político. Primeiro a disputada votação para Secretário Geral do PS, depois o Congresso deste partido nos dias 1, 2 e 3 de Outubro. Logo a seguir as eleições regionais nos Açores e Madeira a 17 de Outubro. A 12 e 14 de Novembro o PSD faz Congresso e pelo meio renova imagem e procura ganhar a participação de independentes. E, a terminar, o PCP também reúne congresso nos dias 26,27 e 28 de Novembro. Aguarda-se que o PP diga como fecha o ciclo – o seu site na net continua inacessível.
SOL – A sonda Genesis despenhou-se e com ela o trabalho de três anos, 850 dias de pesquisa sobre a origem da composição do sistema solar há 45 biliões de anos atrás. Pesada factura para a NASA: 264 milhões de dolares. Mas fica o exemplo do que é a percepção da necessidade do investimento no conhecimento, na descoberta.
ABORTO – Uma reportagem na «Visão» diz-nos que dez mil mulheres portuguesas abortam por ano em Espoanha, três mil das quais aqui mesmo ao lado, em Badajoz. O fundamentalismo aliado à hipocrisia produz uma mistura explosiva.
DE VOLTA AOS PRINCÍPIOS – Não é verdade que os gostos não se discutem .Os gostos devem discutir-se. Têm que se discutir, para não ficarmos todos iguais.
O MELHOR DA SEMANA – A atribuição de um Leão de Ouro, no Festival de Veneza, em homenagem à obra do cineasta português Manoel de Oliveira.
O PIOR DA SEMANA – A Galp não conseguiu comprar a rêde da Shell em Espanha.
A PERGUNTA – Porque será que o PCP perdeu 50 000 militantes nos últimos quatro anos?
SUGESTÃO–Os petiscos de comida caseira do Apuradinho, na Rua de Campolide (213880501).
setembro 10, 2004
POR OUTRA DIREITA
As últimas semanas ficam marcadas por dois grandes debates: um, no interior do PS, em torno das três candidaturas a Secretário-Geral; e o que nasceu em torno da proibição de entrada em Portugal do chamado «Barco do Aborto». As duas têm um ponto em comum: a evidência de que na sociedade portuguesa ainda existe pouco hábito de discussão, de apresentação e coexistência de ideias divergentes.
Em ambos os casos verifica-se a demonização da «heresia»: a modernidade da esquerda que José Sócrates procura; e a contestação ao dogma da Igreja católica sobre o aborto.
Uma sociedade contemporânea não pode viver refém de religiões – o resultado extremo está à vista com o que se passa em torno dos radicais islâmicos. Quando são as posições religiosas a mandar na política, o mundo anda para trás e não para a frente. Está escrito, a sangue, na História.
A sociedade portuguesa – mesmo fora do círculo político – tem pouco hábito de reflectir, interpretar, descodificar, analisar e perspectivar. Teoriza-se pouco em Portugal – pensa-se pouquiíssimo - reage-se por instinto, discute-se politiquice em vez de políticas. Governar tem sido sobretudo resolver crises e não provocar mudanças.
Existe um estigma na direita portuguesa que é uma enorme falta de autonomia de pensamento, de criação de ideias, de inovação.As mais das vezes a direita é esteticamente triste e pobre, objectivamente cultiva o mau gosto em nome do popularucho. Falta uma direita liberal, radical e livre, inovadora e criativa, não submetida a religiões ou grupos de influência, de facto uma direita moderna.
Na realidade falta modernidade na política portuguesa, à esquerda e à direita – é essa a maior lição das últimas semanas.
As últimas semanas ficam marcadas por dois grandes debates: um, no interior do PS, em torno das três candidaturas a Secretário-Geral; e o que nasceu em torno da proibição de entrada em Portugal do chamado «Barco do Aborto». As duas têm um ponto em comum: a evidência de que na sociedade portuguesa ainda existe pouco hábito de discussão, de apresentação e coexistência de ideias divergentes.
Em ambos os casos verifica-se a demonização da «heresia»: a modernidade da esquerda que José Sócrates procura; e a contestação ao dogma da Igreja católica sobre o aborto.
Uma sociedade contemporânea não pode viver refém de religiões – o resultado extremo está à vista com o que se passa em torno dos radicais islâmicos. Quando são as posições religiosas a mandar na política, o mundo anda para trás e não para a frente. Está escrito, a sangue, na História.
A sociedade portuguesa – mesmo fora do círculo político – tem pouco hábito de reflectir, interpretar, descodificar, analisar e perspectivar. Teoriza-se pouco em Portugal – pensa-se pouquiíssimo - reage-se por instinto, discute-se politiquice em vez de políticas. Governar tem sido sobretudo resolver crises e não provocar mudanças.
Existe um estigma na direita portuguesa que é uma enorme falta de autonomia de pensamento, de criação de ideias, de inovação.As mais das vezes a direita é esteticamente triste e pobre, objectivamente cultiva o mau gosto em nome do popularucho. Falta uma direita liberal, radical e livre, inovadora e criativa, não submetida a religiões ou grupos de influência, de facto uma direita moderna.
Na realidade falta modernidade na política portuguesa, à esquerda e à direita – é essa a maior lição das últimas semanas.
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POR OUTRA DIREITA
As últimas semanas ficam marcadas por dois grandes debates: um, no interior do PS, em torno das três candidaturas a Secretário-Geral; e o que nasceu em torno da proibição de entrada em Portugal do chamado «Barco do Aborto». As duas têm um ponto em comum: a evidência de que na sociedade portuguesa ainda existe pouco hábito de discussão, de apresentação e coexistência de ideias divergentes.
Em ambos os casos verifica-se a demonização da «heresia»: a modernidade da esquerda que José Sócrates procura; e a contestação ao dogma da Igreja católica sobre o aborto.
Uma sociedade contemporânea não pode viver refém de religiões – o resultado extremo está à vista com o que se passa em torno dos radicais islâmicos. Quando são as posições religiosas a mandar na política, o mundo anda para trás e não para a frente. Está escrito, a sangue, na História.
A sociedade portuguesa – mesmo fora do círculo político – tem pouco hábito de reflectir, interpretar, descodificar, analisar e perspectivar. Teoriza-se pouco em Portugal – pensa-se pouquiíssimo - reage-se por instinto, discute-se politiquice em vez de políticas. Governar tem sido sobretudo resolver crises e não provocar mudanças.
Existe um estigma na direita portuguesa que é uma enorme falta de autonomia de pensamento, de criação de ideias, de inovação.As mais das vezes a direita é esteticamente triste e pobre, objectivamente cultiva o mau gosto em nome do popularucho. Falta uma direita liberal, radical e livre, inovadora e criativa, não submetida a religiões ou grupos de influência, de facto uma direita moderna.
Na realidade falta modernidade na política portuguesa, à esquerda e à direita – é essa a maior lição das últimas semanas.
As últimas semanas ficam marcadas por dois grandes debates: um, no interior do PS, em torno das três candidaturas a Secretário-Geral; e o que nasceu em torno da proibição de entrada em Portugal do chamado «Barco do Aborto». As duas têm um ponto em comum: a evidência de que na sociedade portuguesa ainda existe pouco hábito de discussão, de apresentação e coexistência de ideias divergentes.
Em ambos os casos verifica-se a demonização da «heresia»: a modernidade da esquerda que José Sócrates procura; e a contestação ao dogma da Igreja católica sobre o aborto.
Uma sociedade contemporânea não pode viver refém de religiões – o resultado extremo está à vista com o que se passa em torno dos radicais islâmicos. Quando são as posições religiosas a mandar na política, o mundo anda para trás e não para a frente. Está escrito, a sangue, na História.
A sociedade portuguesa – mesmo fora do círculo político – tem pouco hábito de reflectir, interpretar, descodificar, analisar e perspectivar. Teoriza-se pouco em Portugal – pensa-se pouquiíssimo - reage-se por instinto, discute-se politiquice em vez de políticas. Governar tem sido sobretudo resolver crises e não provocar mudanças.
Existe um estigma na direita portuguesa que é uma enorme falta de autonomia de pensamento, de criação de ideias, de inovação.As mais das vezes a direita é esteticamente triste e pobre, objectivamente cultiva o mau gosto em nome do popularucho. Falta uma direita liberal, radical e livre, inovadora e criativa, não submetida a religiões ou grupos de influência, de facto uma direita moderna.
Na realidade falta modernidade na política portuguesa, à esquerda e à direita – é essa a maior lição das últimas semanas.
setembro 08, 2004
DA ESQUINA IMPRESSA...
UMA SEMANA CHEIA DE MAR...
O BARCO – Um método simples para conseguir bons resultados de comunicação é fazer uma provocação. Se quem fôr provocado reagir à provocação, o provocador verá o seu objectivo amplificado. Foi o que se passou com o barco do aborto: o sururu foi maior do que se o barco acostasse a fazer o seu folclore – do ponto de vista da acção que pretende implementar não faria mais do que está a fazer em alto mar, mas os ecos seriam bem menores em quantidade e duração. Assim lá teve que vir o Primeiro Ministro a terreiro tentar remediar a trapalhada em que o Governo escusadamente se envolveu.
RELIGIÃO – O fundamentalismo religioso é mau conselheiro. Nenhuma religião é verdade universal, nenhuma pode querer impôr a sua opinião. Na raiz da decisão do Governo sobre o barco do aborto prevaleceu não a Lei, mas a imposição arbitrária da opinião de uma religião sobre o assunto, no caso a Católica. A forma foi tão forçada que até uma das vozes com maior peso de opinião da Igreja Católica, D. Januário Torgal Ferreira, teve que vir a público manifestar uma abertura para discutir o assunto que os sectores mais fundamentalistas do Governo não souberam mostrar. Dá que pensar o facto de, no final, os efeitos da decisão terem levado o Primeiro Ministro e um Bispo ilustre a admitirem a necessidade de debater o que se quis impedir ser debatido – a alteração da legislação sobre o aborto. O barco ganhou mais em ficar ao largo do que em acostar a um porto – isso é que é a pura realidade. Assim tivémos uma semana cheia de políticoa a fazerem comícios no meio do mar.
FILM COMMISSION – Boa ideia a de criação de uma Film Commission (esperemos que seja uma, nacional, e não várias, regionais). Como há mais de uma dezena de anos estive ligado a uma das primeiras tentativas de criar uma estrutura semelhante, convém recordar que um factor de êxito de qualquer das Film Commissions desse mundo que tiveram êxito (Nova Zelândia, Quebec, Irlanda, etc) passa por garantir um pacote atraente e competitivo de incentivos fiscais e financeiros à filmagem e produção audiovisual em Portugal. O sol, o clima, as montanhas, as praias e o mar não chegam – nem os catálogos com bonitas fotografias, por melhores que eles sejam. Só atrairemos rodagens a sério se do ponto de vista financeiro fôr mesmo compensador vir aqui filmar. O resto é ilusão e folclore.
PS – José Sócrates recebeu o apoio de António Vitorino, reconheceu que o PS «devia ter governado melhor» e aponta como objectivo mínimo para Manuel Alegre 40% dos votos. Manuel Alegre propôs a revisão da Lei de bases da Segurança Social e diz que «há medo no PS». João Soares propõe não tributar o investimento atractivo e admite apoiar Alegre se houver segunda volta nas eleições internas.
PSD – Política é isto mesmo: marcar o terreno com um Congresso em Novembro, boa ideia a de fazer uma radiografia de Portugal, a de mudar a imagem, a de apostar nas novas tecnologias para comunicar com militantes e eleitorado, a de procurar contributos externos.
O MELHOR DA SEMANA - Pelos resultados obtidos, pela postura, pela convicção, o Presidente do Comité Olímpico português, Comandante Vicente Moura.
O PIOR DA SEMANA - O governo cubano agravou as condições de detenção do poeta dissidente Raul Rivero, restringindo as visitas e o acesso a medicamentos. Era bem vinda uma campanha de boicote ao turismo em Cuba enquanto o livre pensamento fôr perseguido naquele país.
PERGUNTA- Porque é que o IKEA de Lisboa é mais caro que o de Madrid e de outros da Europa?
UMA SEMANA CHEIA DE MAR...
O BARCO – Um método simples para conseguir bons resultados de comunicação é fazer uma provocação. Se quem fôr provocado reagir à provocação, o provocador verá o seu objectivo amplificado. Foi o que se passou com o barco do aborto: o sururu foi maior do que se o barco acostasse a fazer o seu folclore – do ponto de vista da acção que pretende implementar não faria mais do que está a fazer em alto mar, mas os ecos seriam bem menores em quantidade e duração. Assim lá teve que vir o Primeiro Ministro a terreiro tentar remediar a trapalhada em que o Governo escusadamente se envolveu.
RELIGIÃO – O fundamentalismo religioso é mau conselheiro. Nenhuma religião é verdade universal, nenhuma pode querer impôr a sua opinião. Na raiz da decisão do Governo sobre o barco do aborto prevaleceu não a Lei, mas a imposição arbitrária da opinião de uma religião sobre o assunto, no caso a Católica. A forma foi tão forçada que até uma das vozes com maior peso de opinião da Igreja Católica, D. Januário Torgal Ferreira, teve que vir a público manifestar uma abertura para discutir o assunto que os sectores mais fundamentalistas do Governo não souberam mostrar. Dá que pensar o facto de, no final, os efeitos da decisão terem levado o Primeiro Ministro e um Bispo ilustre a admitirem a necessidade de debater o que se quis impedir ser debatido – a alteração da legislação sobre o aborto. O barco ganhou mais em ficar ao largo do que em acostar a um porto – isso é que é a pura realidade. Assim tivémos uma semana cheia de políticoa a fazerem comícios no meio do mar.
FILM COMMISSION – Boa ideia a de criação de uma Film Commission (esperemos que seja uma, nacional, e não várias, regionais). Como há mais de uma dezena de anos estive ligado a uma das primeiras tentativas de criar uma estrutura semelhante, convém recordar que um factor de êxito de qualquer das Film Commissions desse mundo que tiveram êxito (Nova Zelândia, Quebec, Irlanda, etc) passa por garantir um pacote atraente e competitivo de incentivos fiscais e financeiros à filmagem e produção audiovisual em Portugal. O sol, o clima, as montanhas, as praias e o mar não chegam – nem os catálogos com bonitas fotografias, por melhores que eles sejam. Só atrairemos rodagens a sério se do ponto de vista financeiro fôr mesmo compensador vir aqui filmar. O resto é ilusão e folclore.
PS – José Sócrates recebeu o apoio de António Vitorino, reconheceu que o PS «devia ter governado melhor» e aponta como objectivo mínimo para Manuel Alegre 40% dos votos. Manuel Alegre propôs a revisão da Lei de bases da Segurança Social e diz que «há medo no PS». João Soares propõe não tributar o investimento atractivo e admite apoiar Alegre se houver segunda volta nas eleições internas.
PSD – Política é isto mesmo: marcar o terreno com um Congresso em Novembro, boa ideia a de fazer uma radiografia de Portugal, a de mudar a imagem, a de apostar nas novas tecnologias para comunicar com militantes e eleitorado, a de procurar contributos externos.
O MELHOR DA SEMANA - Pelos resultados obtidos, pela postura, pela convicção, o Presidente do Comité Olímpico português, Comandante Vicente Moura.
O PIOR DA SEMANA - O governo cubano agravou as condições de detenção do poeta dissidente Raul Rivero, restringindo as visitas e o acesso a medicamentos. Era bem vinda uma campanha de boicote ao turismo em Cuba enquanto o livre pensamento fôr perseguido naquele país.
PERGUNTA- Porque é que o IKEA de Lisboa é mais caro que o de Madrid e de outros da Europa?
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DA ESQUINA IMPRESSA...
UMA SEMANA CHEIA DE MAR...
O BARCO – Um método simples para conseguir bons resultados de comunicação é fazer uma provocação. Se quem fôr provocado reagir à provocação, o provocador verá o seu objectivo amplificado. Foi o que se passou com o barco do aborto: o sururu foi maior do que se o barco acostasse a fazer o seu folclore – do ponto de vista da acção que pretende implementar não faria mais do que está a fazer em alto mar, mas os ecos seriam bem menores em quantidade e duração. Assim lá teve que vir o Primeiro Ministro a terreiro tentar remediar a trapalhada em que o Governo escusadamente se envolveu.
RELIGIÃO – O fundamentalismo religioso é mau conselheiro. Nenhuma religião é verdade universal, nenhuma pode querer impôr a sua opinião. Na raiz da decisão do Governo sobre o barco do aborto prevaleceu não a Lei, mas a imposição arbitrária da opinião de uma religião sobre o assunto, no caso a Católica. A forma foi tão forçada que até uma das vozes com maior peso de opinião da Igreja Católica, D. Januário Torgal Ferreira, teve que vir a público manifestar uma abertura para discutir o assunto que os sectores mais fundamentalistas do Governo não souberam mostrar. Dá que pensar o facto de, no final, os efeitos da decisão terem levado o Primeiro Ministro e um Bispo ilustre a admitirem a necessidade de debater o que se quis impedir ser debatido – a alteração da legislação sobre o aborto. O barco ganhou mais em ficar ao largo do que em acostar a um porto – isso é que é a pura realidade. Assim tivémos uma semana cheia de políticoa a fazerem comícios no meio do mar.
FILM COMMISSION – Boa ideia a de criação de uma Film Commission (esperemos que seja uma, nacional, e não várias, regionais). Como há mais de uma dezena de anos estive ligado a uma das primeiras tentativas de criar uma estrutura semelhante, convém recordar que um factor de êxito de qualquer das Film Commissions desse mundo que tiveram êxito (Nova Zelândia, Quebec, Irlanda, etc) passa por garantir um pacote atraente e competitivo de incentivos fiscais e financeiros à filmagem e produção audiovisual em Portugal. O sol, o clima, as montanhas, as praias e o mar não chegam – nem os catálogos com bonitas fotografias, por melhores que eles sejam. Só atrairemos rodagens a sério se do ponto de vista financeiro fôr mesmo compensador vir aqui filmar. O resto é ilusão e folclore.
PS – José Sócrates recebeu o apoio de António Vitorino, reconheceu que o PS «devia ter governado melhor» e aponta como objectivo mínimo para Manuel Alegre 40% dos votos. Manuel Alegre propôs a revisão da Lei de bases da Segurança Social e diz que «há medo no PS». João Soares propõe não tributar o investimento atractivo e admite apoiar Alegre se houver segunda volta nas eleições internas.
PSD – Política é isto mesmo: marcar o terreno com um Congresso em Novembro, boa ideia a de fazer uma radiografia de Portugal, a de mudar a imagem, a de apostar nas novas tecnologias para comunicar com militantes e eleitorado, a de procurar contributos externos.
O MELHOR DA SEMANA - Pelos resultados obtidos, pela postura, pela convicção, o Presidente do Comité Olímpico português, Comandante Vicente Moura.
O PIOR DA SEMANA - O governo cubano agravou as condições de detenção do poeta dissidente Raul Rivero, restringindo as visitas e o acesso a medicamentos. Era bem vinda uma campanha de boicote ao turismo em Cuba enquanto o livre pensamento fôr perseguido naquele país.
PERGUNTA- Porque é que o IKEA de Lisboa é mais caro que o de Madrid e de outros da Europa?
UMA SEMANA CHEIA DE MAR...
O BARCO – Um método simples para conseguir bons resultados de comunicação é fazer uma provocação. Se quem fôr provocado reagir à provocação, o provocador verá o seu objectivo amplificado. Foi o que se passou com o barco do aborto: o sururu foi maior do que se o barco acostasse a fazer o seu folclore – do ponto de vista da acção que pretende implementar não faria mais do que está a fazer em alto mar, mas os ecos seriam bem menores em quantidade e duração. Assim lá teve que vir o Primeiro Ministro a terreiro tentar remediar a trapalhada em que o Governo escusadamente se envolveu.
RELIGIÃO – O fundamentalismo religioso é mau conselheiro. Nenhuma religião é verdade universal, nenhuma pode querer impôr a sua opinião. Na raiz da decisão do Governo sobre o barco do aborto prevaleceu não a Lei, mas a imposição arbitrária da opinião de uma religião sobre o assunto, no caso a Católica. A forma foi tão forçada que até uma das vozes com maior peso de opinião da Igreja Católica, D. Januário Torgal Ferreira, teve que vir a público manifestar uma abertura para discutir o assunto que os sectores mais fundamentalistas do Governo não souberam mostrar. Dá que pensar o facto de, no final, os efeitos da decisão terem levado o Primeiro Ministro e um Bispo ilustre a admitirem a necessidade de debater o que se quis impedir ser debatido – a alteração da legislação sobre o aborto. O barco ganhou mais em ficar ao largo do que em acostar a um porto – isso é que é a pura realidade. Assim tivémos uma semana cheia de políticoa a fazerem comícios no meio do mar.
FILM COMMISSION – Boa ideia a de criação de uma Film Commission (esperemos que seja uma, nacional, e não várias, regionais). Como há mais de uma dezena de anos estive ligado a uma das primeiras tentativas de criar uma estrutura semelhante, convém recordar que um factor de êxito de qualquer das Film Commissions desse mundo que tiveram êxito (Nova Zelândia, Quebec, Irlanda, etc) passa por garantir um pacote atraente e competitivo de incentivos fiscais e financeiros à filmagem e produção audiovisual em Portugal. O sol, o clima, as montanhas, as praias e o mar não chegam – nem os catálogos com bonitas fotografias, por melhores que eles sejam. Só atrairemos rodagens a sério se do ponto de vista financeiro fôr mesmo compensador vir aqui filmar. O resto é ilusão e folclore.
PS – José Sócrates recebeu o apoio de António Vitorino, reconheceu que o PS «devia ter governado melhor» e aponta como objectivo mínimo para Manuel Alegre 40% dos votos. Manuel Alegre propôs a revisão da Lei de bases da Segurança Social e diz que «há medo no PS». João Soares propõe não tributar o investimento atractivo e admite apoiar Alegre se houver segunda volta nas eleições internas.
PSD – Política é isto mesmo: marcar o terreno com um Congresso em Novembro, boa ideia a de fazer uma radiografia de Portugal, a de mudar a imagem, a de apostar nas novas tecnologias para comunicar com militantes e eleitorado, a de procurar contributos externos.
O MELHOR DA SEMANA - Pelos resultados obtidos, pela postura, pela convicção, o Presidente do Comité Olímpico português, Comandante Vicente Moura.
O PIOR DA SEMANA - O governo cubano agravou as condições de detenção do poeta dissidente Raul Rivero, restringindo as visitas e o acesso a medicamentos. Era bem vinda uma campanha de boicote ao turismo em Cuba enquanto o livre pensamento fôr perseguido naquele país.
PERGUNTA- Porque é que o IKEA de Lisboa é mais caro que o de Madrid e de outros da Europa?
agosto 30, 2004
A ESQUINA IMPRESSA
Na edição de sexta feira passada do «Jornal de Negócios» a Esquina rezava assim:
A ESQUINA DO RIO
(resumo dos dias que passam)
NO PAÍS – A negociação das transmissões televisivas da Super Liga, a interessante conjugação do trabalho de Trapattoni e de José Veiga e os respectivos resultados alcançados pelo Benfica deram o pontapé de saída; a admissão de erro por parte de Pinto da Costa na contratação de Del Neri e a nota oficial, declarando que a transmissão da final da Supertaça Europeia deve ser assegurada por um canal de sinal aberto, foram os episódios seguintes que dominaram a semana nacional, muito mais que a nova e importante Lei das Rendas que se vai discutir no início da nova sessão legislativa do Parlamento e que este jornal ontem aqui mostrou.
NO PS – Os três candidatos apresentaram as respectivas moções. João Soares apontou a regionalização como uma prioridade num partido que deseja «coerente, activo, interveniente e solidário». José Sócrates quer construir uma esquerda moderna e preconizou novos «Estados Gerais». Manuel Alegre propõe-se «modernizar o socialismo, modernizar a democracia, modernizar o país» e acusa Sócrates de ter o apoio de 95% do aparelho do partido. Uma sondagem on-line no site de João Soares dava a maioria dos votos a Sócrates com 51,7% dos votos dos mnilitantes socialistas. Numa sondagem idêntica no site da revista «Visão», quinta-feira de manhã, com cerca de 7000 votos expressos, Manuel Alegre recolhia 37,1%, José Sócrates 29,5% e João Soares 22,3%.
NO PSD – Reprogramações do Programa Pólis provocaram reacções diversas: Luis Filipe Menezes ameaçou demitir-se da Câmara de Gaia e provocar eleições antecipadas e Fernando Ruas, o autarca de Viseu que dirige a Associação Nacional de Municípios, admitiu que a programação financeira do Pólis seja ajustada à programação física do decorrer das obras. É mais que uma mera diferença de estilos – aqui estão duas maneiras de viver a política.
EM ATENAS: Todos os portugueses que conquistaram medalhas nos Jogos Olímpicos são exemplo para os desqualificados elementos da selecção de futebol e respectiva federação.
DÚVIDA: Rem Koolhaas foi o arquitecto autor do projecto da Casa da Música, obra iniciada em 1998 e que neste momento vai com uma factura três vezes superior ao plaaneado. Os seus projectos para a Biblioteca Municipal em Seattle e para o edifício da Tlevisão da China em Pequim são obras elogiadas em todo o mundo e que levantam as maiores expectativas. Seria curioso ouvi-lo sobre o que correu mal em Portugal.
NÚMEROS: Os Estados Unidos investem mais 130 mil milhões de euros que a União Europeia em investigação científica. A Suécia dedica ao assunto 4,3% do PIB, o Japão 3,1%, os Estados Unidos 2,7% e Portugal 0,9%.
MODA: Agências turísticas norte-americanas estão a oferecer excursões aos pontos visitados pelo personagem Robert Langdon no romance «O Codigo Da Vinci» por 2290 dolares e a procura é surpreendente. Em Milão formam-se filas enormes na Igreja de Santa Maria Della Grazie para ver o original da «Última Ceia» de Leonardo Da Vinci, obra que no mesmo livro se diz mostrar Maria Madalena (e não um apóstolo) do lado esquerdo de Jesus Cristo.
O MELHOR DA SEMANA: Nuno Cardoso, um cientista português, liderou a equipa que encontrou o mais pequeno planeta já descoberto fora do sistema solar.
O PIOR DA SEMANA: A sucessão de disparates em torno da questão das nomeações para os Gabinetes do Governo – falta de seriedade de quem acusa, falta de rigôr sobre uma matéria que está clara e transparente no «Diário da República». Demagogia, politiquice baixa e muito pouco moderna.
PERGUNTA: Porque é que o facto de Vladimir Putin ter salvo uma gaivota que estava com uma asa partida, caída à porta da sua casa de férias, dá notícia em tantos jornais?
SUGESTÃO: Uma ida ao cinema para ver o filme «Agente Triplo» de Eric Rohmer.
Na edição de sexta feira passada do «Jornal de Negócios» a Esquina rezava assim:
A ESQUINA DO RIO
(resumo dos dias que passam)
NO PAÍS – A negociação das transmissões televisivas da Super Liga, a interessante conjugação do trabalho de Trapattoni e de José Veiga e os respectivos resultados alcançados pelo Benfica deram o pontapé de saída; a admissão de erro por parte de Pinto da Costa na contratação de Del Neri e a nota oficial, declarando que a transmissão da final da Supertaça Europeia deve ser assegurada por um canal de sinal aberto, foram os episódios seguintes que dominaram a semana nacional, muito mais que a nova e importante Lei das Rendas que se vai discutir no início da nova sessão legislativa do Parlamento e que este jornal ontem aqui mostrou.
NO PS – Os três candidatos apresentaram as respectivas moções. João Soares apontou a regionalização como uma prioridade num partido que deseja «coerente, activo, interveniente e solidário». José Sócrates quer construir uma esquerda moderna e preconizou novos «Estados Gerais». Manuel Alegre propõe-se «modernizar o socialismo, modernizar a democracia, modernizar o país» e acusa Sócrates de ter o apoio de 95% do aparelho do partido. Uma sondagem on-line no site de João Soares dava a maioria dos votos a Sócrates com 51,7% dos votos dos mnilitantes socialistas. Numa sondagem idêntica no site da revista «Visão», quinta-feira de manhã, com cerca de 7000 votos expressos, Manuel Alegre recolhia 37,1%, José Sócrates 29,5% e João Soares 22,3%.
NO PSD – Reprogramações do Programa Pólis provocaram reacções diversas: Luis Filipe Menezes ameaçou demitir-se da Câmara de Gaia e provocar eleições antecipadas e Fernando Ruas, o autarca de Viseu que dirige a Associação Nacional de Municípios, admitiu que a programação financeira do Pólis seja ajustada à programação física do decorrer das obras. É mais que uma mera diferença de estilos – aqui estão duas maneiras de viver a política.
EM ATENAS: Todos os portugueses que conquistaram medalhas nos Jogos Olímpicos são exemplo para os desqualificados elementos da selecção de futebol e respectiva federação.
DÚVIDA: Rem Koolhaas foi o arquitecto autor do projecto da Casa da Música, obra iniciada em 1998 e que neste momento vai com uma factura três vezes superior ao plaaneado. Os seus projectos para a Biblioteca Municipal em Seattle e para o edifício da Tlevisão da China em Pequim são obras elogiadas em todo o mundo e que levantam as maiores expectativas. Seria curioso ouvi-lo sobre o que correu mal em Portugal.
NÚMEROS: Os Estados Unidos investem mais 130 mil milhões de euros que a União Europeia em investigação científica. A Suécia dedica ao assunto 4,3% do PIB, o Japão 3,1%, os Estados Unidos 2,7% e Portugal 0,9%.
MODA: Agências turísticas norte-americanas estão a oferecer excursões aos pontos visitados pelo personagem Robert Langdon no romance «O Codigo Da Vinci» por 2290 dolares e a procura é surpreendente. Em Milão formam-se filas enormes na Igreja de Santa Maria Della Grazie para ver o original da «Última Ceia» de Leonardo Da Vinci, obra que no mesmo livro se diz mostrar Maria Madalena (e não um apóstolo) do lado esquerdo de Jesus Cristo.
O MELHOR DA SEMANA: Nuno Cardoso, um cientista português, liderou a equipa que encontrou o mais pequeno planeta já descoberto fora do sistema solar.
O PIOR DA SEMANA: A sucessão de disparates em torno da questão das nomeações para os Gabinetes do Governo – falta de seriedade de quem acusa, falta de rigôr sobre uma matéria que está clara e transparente no «Diário da República». Demagogia, politiquice baixa e muito pouco moderna.
PERGUNTA: Porque é que o facto de Vladimir Putin ter salvo uma gaivota que estava com uma asa partida, caída à porta da sua casa de férias, dá notícia em tantos jornais?
SUGESTÃO: Uma ida ao cinema para ver o filme «Agente Triplo» de Eric Rohmer.
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A ESQUINA IMPRESSA
Na edição de sexta feira passada do «Jornal de Negócios» a Esquina rezava assim:
A ESQUINA DO RIO
(resumo dos dias que passam)
NO PAÍS – A negociação das transmissões televisivas da Super Liga, a interessante conjugação do trabalho de Trapattoni e de José Veiga e os respectivos resultados alcançados pelo Benfica deram o pontapé de saída; a admissão de erro por parte de Pinto da Costa na contratação de Del Neri e a nota oficial, declarando que a transmissão da final da Supertaça Europeia deve ser assegurada por um canal de sinal aberto, foram os episódios seguintes que dominaram a semana nacional, muito mais que a nova e importante Lei das Rendas que se vai discutir no início da nova sessão legislativa do Parlamento e que este jornal ontem aqui mostrou.
NO PS – Os três candidatos apresentaram as respectivas moções. João Soares apontou a regionalização como uma prioridade num partido que deseja «coerente, activo, interveniente e solidário». José Sócrates quer construir uma esquerda moderna e preconizou novos «Estados Gerais». Manuel Alegre propõe-se «modernizar o socialismo, modernizar a democracia, modernizar o país» e acusa Sócrates de ter o apoio de 95% do aparelho do partido. Uma sondagem on-line no site de João Soares dava a maioria dos votos a Sócrates com 51,7% dos votos dos mnilitantes socialistas. Numa sondagem idêntica no site da revista «Visão», quinta-feira de manhã, com cerca de 7000 votos expressos, Manuel Alegre recolhia 37,1%, José Sócrates 29,5% e João Soares 22,3%.
NO PSD – Reprogramações do Programa Pólis provocaram reacções diversas: Luis Filipe Menezes ameaçou demitir-se da Câmara de Gaia e provocar eleições antecipadas e Fernando Ruas, o autarca de Viseu que dirige a Associação Nacional de Municípios, admitiu que a programação financeira do Pólis seja ajustada à programação física do decorrer das obras. É mais que uma mera diferença de estilos – aqui estão duas maneiras de viver a política.
EM ATENAS: Todos os portugueses que conquistaram medalhas nos Jogos Olímpicos são exemplo para os desqualificados elementos da selecção de futebol e respectiva federação.
DÚVIDA: Rem Koolhaas foi o arquitecto autor do projecto da Casa da Música, obra iniciada em 1998 e que neste momento vai com uma factura três vezes superior ao plaaneado. Os seus projectos para a Biblioteca Municipal em Seattle e para o edifício da Tlevisão da China em Pequim são obras elogiadas em todo o mundo e que levantam as maiores expectativas. Seria curioso ouvi-lo sobre o que correu mal em Portugal.
NÚMEROS: Os Estados Unidos investem mais 130 mil milhões de euros que a União Europeia em investigação científica. A Suécia dedica ao assunto 4,3% do PIB, o Japão 3,1%, os Estados Unidos 2,7% e Portugal 0,9%.
MODA: Agências turísticas norte-americanas estão a oferecer excursões aos pontos visitados pelo personagem Robert Langdon no romance «O Codigo Da Vinci» por 2290 dolares e a procura é surpreendente. Em Milão formam-se filas enormes na Igreja de Santa Maria Della Grazie para ver o original da «Última Ceia» de Leonardo Da Vinci, obra que no mesmo livro se diz mostrar Maria Madalena (e não um apóstolo) do lado esquerdo de Jesus Cristo.
O MELHOR DA SEMANA: Nuno Cardoso, um cientista português, liderou a equipa que encontrou o mais pequeno planeta já descoberto fora do sistema solar.
O PIOR DA SEMANA: A sucessão de disparates em torno da questão das nomeações para os Gabinetes do Governo – falta de seriedade de quem acusa, falta de rigôr sobre uma matéria que está clara e transparente no «Diário da República». Demagogia, politiquice baixa e muito pouco moderna.
PERGUNTA: Porque é que o facto de Vladimir Putin ter salvo uma gaivota que estava com uma asa partida, caída à porta da sua casa de férias, dá notícia em tantos jornais?
SUGESTÃO: Uma ida ao cinema para ver o filme «Agente Triplo» de Eric Rohmer.
Na edição de sexta feira passada do «Jornal de Negócios» a Esquina rezava assim:
A ESQUINA DO RIO
(resumo dos dias que passam)
NO PAÍS – A negociação das transmissões televisivas da Super Liga, a interessante conjugação do trabalho de Trapattoni e de José Veiga e os respectivos resultados alcançados pelo Benfica deram o pontapé de saída; a admissão de erro por parte de Pinto da Costa na contratação de Del Neri e a nota oficial, declarando que a transmissão da final da Supertaça Europeia deve ser assegurada por um canal de sinal aberto, foram os episódios seguintes que dominaram a semana nacional, muito mais que a nova e importante Lei das Rendas que se vai discutir no início da nova sessão legislativa do Parlamento e que este jornal ontem aqui mostrou.
NO PS – Os três candidatos apresentaram as respectivas moções. João Soares apontou a regionalização como uma prioridade num partido que deseja «coerente, activo, interveniente e solidário». José Sócrates quer construir uma esquerda moderna e preconizou novos «Estados Gerais». Manuel Alegre propõe-se «modernizar o socialismo, modernizar a democracia, modernizar o país» e acusa Sócrates de ter o apoio de 95% do aparelho do partido. Uma sondagem on-line no site de João Soares dava a maioria dos votos a Sócrates com 51,7% dos votos dos mnilitantes socialistas. Numa sondagem idêntica no site da revista «Visão», quinta-feira de manhã, com cerca de 7000 votos expressos, Manuel Alegre recolhia 37,1%, José Sócrates 29,5% e João Soares 22,3%.
NO PSD – Reprogramações do Programa Pólis provocaram reacções diversas: Luis Filipe Menezes ameaçou demitir-se da Câmara de Gaia e provocar eleições antecipadas e Fernando Ruas, o autarca de Viseu que dirige a Associação Nacional de Municípios, admitiu que a programação financeira do Pólis seja ajustada à programação física do decorrer das obras. É mais que uma mera diferença de estilos – aqui estão duas maneiras de viver a política.
EM ATENAS: Todos os portugueses que conquistaram medalhas nos Jogos Olímpicos são exemplo para os desqualificados elementos da selecção de futebol e respectiva federação.
DÚVIDA: Rem Koolhaas foi o arquitecto autor do projecto da Casa da Música, obra iniciada em 1998 e que neste momento vai com uma factura três vezes superior ao plaaneado. Os seus projectos para a Biblioteca Municipal em Seattle e para o edifício da Tlevisão da China em Pequim são obras elogiadas em todo o mundo e que levantam as maiores expectativas. Seria curioso ouvi-lo sobre o que correu mal em Portugal.
NÚMEROS: Os Estados Unidos investem mais 130 mil milhões de euros que a União Europeia em investigação científica. A Suécia dedica ao assunto 4,3% do PIB, o Japão 3,1%, os Estados Unidos 2,7% e Portugal 0,9%.
MODA: Agências turísticas norte-americanas estão a oferecer excursões aos pontos visitados pelo personagem Robert Langdon no romance «O Codigo Da Vinci» por 2290 dolares e a procura é surpreendente. Em Milão formam-se filas enormes na Igreja de Santa Maria Della Grazie para ver o original da «Última Ceia» de Leonardo Da Vinci, obra que no mesmo livro se diz mostrar Maria Madalena (e não um apóstolo) do lado esquerdo de Jesus Cristo.
O MELHOR DA SEMANA: Nuno Cardoso, um cientista português, liderou a equipa que encontrou o mais pequeno planeta já descoberto fora do sistema solar.
O PIOR DA SEMANA: A sucessão de disparates em torno da questão das nomeações para os Gabinetes do Governo – falta de seriedade de quem acusa, falta de rigôr sobre uma matéria que está clara e transparente no «Diário da República». Demagogia, politiquice baixa e muito pouco moderna.
PERGUNTA: Porque é que o facto de Vladimir Putin ter salvo uma gaivota que estava com uma asa partida, caída à porta da sua casa de férias, dá notícia em tantos jornais?
SUGESTÃO: Uma ida ao cinema para ver o filme «Agente Triplo» de Eric Rohmer.
agosto 24, 2004
E AS FONTES, SENHORES?
Até que ponto deve um jornalista proteger a identidade das suas fontes? Aqui está o tema proposto para reflexão pela Columbia Journalism Review num artigo de Mark Bowen que dá que pensar.
Até que ponto deve um jornalista proteger a identidade das suas fontes? Aqui está o tema proposto para reflexão pela Columbia Journalism Review num artigo de Mark Bowen que dá que pensar.
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E AS FONTES, SENHORES?
Até que ponto deve um jornalista proteger a identidade das suas fontes? Aqui está o tema proposto para reflexão pela Columbia Journalism Review num artigo de Mark Bowen que dá que pensar.
Até que ponto deve um jornalista proteger a identidade das suas fontes? Aqui está o tema proposto para reflexão pela Columbia Journalism Review num artigo de Mark Bowen que dá que pensar.
PRADO COELHO TEM RAZÃO
Eduardo Prado Coelho escreveu hoje um texto que merece ficar guardado, porque toca no problema central que é a causa de grande parte dos problemas dos nossos políticos e da nossa imprensa: Ética precisa-se. Como de costume vem no Público, em «O Fio do Horizonte».
Eduardo Prado Coelho escreveu hoje um texto que merece ficar guardado, porque toca no problema central que é a causa de grande parte dos problemas dos nossos políticos e da nossa imprensa: Ética precisa-se. Como de costume vem no Público, em «O Fio do Horizonte».
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PRADO COELHO TEM RAZÃO
Eduardo Prado Coelho escreveu hoje um texto que merece ficar guardado, porque toca no problema central que é a causa de grande parte dos problemas dos nossos políticos e da nossa imprensa: Ética precisa-se. Como de costume vem no Público, em «O Fio do Horizonte».
Eduardo Prado Coelho escreveu hoje um texto que merece ficar guardado, porque toca no problema central que é a causa de grande parte dos problemas dos nossos políticos e da nossa imprensa: Ética precisa-se. Como de costume vem no Público, em «O Fio do Horizonte».
NOVO JORNALISMO
Ora leiam lá esta
Ora leiam lá esta
The Internet is quickly becoming the world's primary source of information, writes Joe Trippi, the manager of Howard Dean's presidential campaign, in an opinion piece in the September issue of Wired. "Reporters begin every day by reading blogs. They're looking for the pulse of the people, for stories they might have missed. The blogosphere has become fundamental -- the plankton of the information ecology. ... In Iraq, the U.S. media is facing the same military censorship as they did during World War II. But skeptical Americans, hungry for real debate, can now go online and read foreign newspapers, listen to the BBC, and read blogs from people in other countries. The more homogeneous journalism becomes, the more it drives people to the Web. No newsroom, not at the New York Times or ABC, can scoop 100 million reporters. Está no I Want Media
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NOVO JORNALISMO
Ora leiam lá esta
Ora leiam lá esta
The Internet is quickly becoming the world's primary source of information, writes Joe Trippi, the manager of Howard Dean's presidential campaign, in an opinion piece in the September issue of Wired. "Reporters begin every day by reading blogs. They're looking for the pulse of the people, for stories they might have missed. The blogosphere has become fundamental -- the plankton of the information ecology. ... In Iraq, the U.S. media is facing the same military censorship as they did during World War II. But skeptical Americans, hungry for real debate, can now go online and read foreign newspapers, listen to the BBC, and read blogs from people in other countries. The more homogeneous journalism becomes, the more it drives people to the Web. No newsroom, not at the New York Times or ABC, can scoop 100 million reporters. Está no I Want Media
agosto 23, 2004
MUITO OPORTUNO - PODER E IMPRENSA
No meio da discussão sobre formas de controle da imprensa pelo governo, o livrinho mostra que essa mistura além de explosiva pode ser letal para ambos.- o livrinho de que se fala é «Getúlio Vargas e a Imprensa» e pode ter uma ideia do que lá se diz aqui
UMA DECISÃO HISTÓRICA
A indústria dos discos e a indústria do cinema vão atirar-se ao ar, mas esta decisão judicial reportada na WIRED vai fazer história.
A indústria dos discos e a indústria do cinema vão atirar-se ao ar, mas esta decisão judicial reportada na WIRED vai fazer história.
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