NOVIDADES DA RÁDIO
Se gosta de ouvir rádio na internet e não tem paciência para escolher as canções que quer ouvir, experimente ler este artigo da
Wired
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
agosto 02, 2004
A ESQUINA DE SEXTA FEIRA PASSADA, ENTÃO AINDA A SUL
O CÉU FICA NEGRO com o fumo dos incêndios. Os fins de tarde na praia têm uma luz estranha, o sol a pôr-se detrás dos sinais de fogo. É uma luz terrível, ao mesmo tempo estranha e cativante. Olhamos para as coisas com outros olhos. Olhamos para os outros com um sentir diverso. O calor muda a face da terra e muda-nos a nós todos. Uma semana de calor abrasador e ficamos todos diferentes.
OS INCÊNDIOS fazem parte do ciclo de vida das florestas. Por mais que o saibamos eles continuam a aterrorizar-nos. Todas as noites vejo nos telejornais as caras exaustas dos bombeiros, num rodopio de norte a sul de Portugal, a combaterem as chamas no meio de um calor tórrido. Ano após ano os bombeiros mostram o sacrifício que fazem, são repetidamente heróis que muitas vezes descuramos - mais de cem já ficaram feridos desde Junho. A sua coragem quase que faz parte das rotinas. E nestas alturas percebemos como muitas vezes não os estimamos como merecem. O esforço que têm nunca é uma rotina. É um permanente desafio,
O DEBATE DO PROGRAMA DO GOVERNO correu de acordo com as expectativas: a oposição atacou (já tinha aliás dito que ía atacar mesmo antes de o Programa ser conhecido), a coligação defendeu. Passei a terça-feira a andar de carro de um lado para o outro e segui quase todo o debate pela rádio. Acho que todos os líderes partidários deviam escutar a gravação integral do debate – era educativo e podia ser que percebessem porque cada vez menos gente se interessa pela política. No debate foi tudo muito previsível, porquê? Porque cada um vai afirmar uma posição em vez de discutir, argumentar, sugerir. A mediatização dos debates transforma-os nos palcos de excelência para a amplificação das posições de princípio, em vez de serem o local onde se trocam ideias. Às vezes acho que os senhores deputados devem viver noutro país. Falam das coisas de uma maneira que faz parecer que não se lembram do que se passou nos anos recentes, de quem fez o quê, de quem disse o quê. Pode parecer utópico dito assim, mas parece-me que a ideia original dos parlamentos era que várias cabeças juntas trocassem ideias que permitissem ir melhorando o estado das coisas. Em vez disso cada grupo parlamentar limita-se a repetir slogans. Não há debate. Não houve debate.
DUAS RECOMENDAÇÕES PARA AGOSTO EM VILAMOURA: 1- O Tabuínhas, bar da Praia da Falésia, cumpre o seu papel na canícula: cerveja fresca durante o dia, saladas simpáticas. Mas onde ele se revela melhor é mesmo ao fim da tarde, frente a um gin tónico com boa música gravada em pano de fundo; ou então, mais tarde, para uma jantarada de amigos com um peixe fresco grelhado; e, às vezes noite fora, nas festas que de vez em quando lá acontecem e se espalham pelo areal. O bar parece a sociedade das nações: uma empregada checa, outras brasileiras, outras indianas, e a coisa lá vai funcionando. 2- O Jazz Clube na praça do cinema é uma boa ideia para começar as noites de quinta,sexta e sábado, com música ao vivo geralmente interessante e uma bela selecção de música gravada, dos blues ao jazz. Cerveja fresca,ambiente simpático e despretencioso.
NO REGRESSO DE FÉRIAS, a partir da próxima semana, a «Esquina do Rio» vai mudar de forma e conteúdo, deixando o comentário político, para passar a fazer uma revista semanal, escolhida, de notícias, novidades, curiosidades. Já agora era bom de saber o que os leitores gostavam de ver por aqui, nesta revista semanal – ideias e sugestões para aesquinadorio@hotmail.com
O CÉU FICA NEGRO com o fumo dos incêndios. Os fins de tarde na praia têm uma luz estranha, o sol a pôr-se detrás dos sinais de fogo. É uma luz terrível, ao mesmo tempo estranha e cativante. Olhamos para as coisas com outros olhos. Olhamos para os outros com um sentir diverso. O calor muda a face da terra e muda-nos a nós todos. Uma semana de calor abrasador e ficamos todos diferentes.
OS INCÊNDIOS fazem parte do ciclo de vida das florestas. Por mais que o saibamos eles continuam a aterrorizar-nos. Todas as noites vejo nos telejornais as caras exaustas dos bombeiros, num rodopio de norte a sul de Portugal, a combaterem as chamas no meio de um calor tórrido. Ano após ano os bombeiros mostram o sacrifício que fazem, são repetidamente heróis que muitas vezes descuramos - mais de cem já ficaram feridos desde Junho. A sua coragem quase que faz parte das rotinas. E nestas alturas percebemos como muitas vezes não os estimamos como merecem. O esforço que têm nunca é uma rotina. É um permanente desafio,
O DEBATE DO PROGRAMA DO GOVERNO correu de acordo com as expectativas: a oposição atacou (já tinha aliás dito que ía atacar mesmo antes de o Programa ser conhecido), a coligação defendeu. Passei a terça-feira a andar de carro de um lado para o outro e segui quase todo o debate pela rádio. Acho que todos os líderes partidários deviam escutar a gravação integral do debate – era educativo e podia ser que percebessem porque cada vez menos gente se interessa pela política. No debate foi tudo muito previsível, porquê? Porque cada um vai afirmar uma posição em vez de discutir, argumentar, sugerir. A mediatização dos debates transforma-os nos palcos de excelência para a amplificação das posições de princípio, em vez de serem o local onde se trocam ideias. Às vezes acho que os senhores deputados devem viver noutro país. Falam das coisas de uma maneira que faz parecer que não se lembram do que se passou nos anos recentes, de quem fez o quê, de quem disse o quê. Pode parecer utópico dito assim, mas parece-me que a ideia original dos parlamentos era que várias cabeças juntas trocassem ideias que permitissem ir melhorando o estado das coisas. Em vez disso cada grupo parlamentar limita-se a repetir slogans. Não há debate. Não houve debate.
DUAS RECOMENDAÇÕES PARA AGOSTO EM VILAMOURA: 1- O Tabuínhas, bar da Praia da Falésia, cumpre o seu papel na canícula: cerveja fresca durante o dia, saladas simpáticas. Mas onde ele se revela melhor é mesmo ao fim da tarde, frente a um gin tónico com boa música gravada em pano de fundo; ou então, mais tarde, para uma jantarada de amigos com um peixe fresco grelhado; e, às vezes noite fora, nas festas que de vez em quando lá acontecem e se espalham pelo areal. O bar parece a sociedade das nações: uma empregada checa, outras brasileiras, outras indianas, e a coisa lá vai funcionando. 2- O Jazz Clube na praça do cinema é uma boa ideia para começar as noites de quinta,sexta e sábado, com música ao vivo geralmente interessante e uma bela selecção de música gravada, dos blues ao jazz. Cerveja fresca,ambiente simpático e despretencioso.
NO REGRESSO DE FÉRIAS, a partir da próxima semana, a «Esquina do Rio» vai mudar de forma e conteúdo, deixando o comentário político, para passar a fazer uma revista semanal, escolhida, de notícias, novidades, curiosidades. Já agora era bom de saber o que os leitores gostavam de ver por aqui, nesta revista semanal – ideias e sugestões para aesquinadorio@hotmail.com
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A ESQUINA DE SEXTA FEIRA PASSADA, ENTÃO AINDA A SUL
O CÉU FICA NEGRO com o fumo dos incêndios. Os fins de tarde na praia têm uma luz estranha, o sol a pôr-se detrás dos sinais de fogo. É uma luz terrível, ao mesmo tempo estranha e cativante. Olhamos para as coisas com outros olhos. Olhamos para os outros com um sentir diverso. O calor muda a face da terra e muda-nos a nós todos. Uma semana de calor abrasador e ficamos todos diferentes.
OS INCÊNDIOS fazem parte do ciclo de vida das florestas. Por mais que o saibamos eles continuam a aterrorizar-nos. Todas as noites vejo nos telejornais as caras exaustas dos bombeiros, num rodopio de norte a sul de Portugal, a combaterem as chamas no meio de um calor tórrido. Ano após ano os bombeiros mostram o sacrifício que fazem, são repetidamente heróis que muitas vezes descuramos - mais de cem já ficaram feridos desde Junho. A sua coragem quase que faz parte das rotinas. E nestas alturas percebemos como muitas vezes não os estimamos como merecem. O esforço que têm nunca é uma rotina. É um permanente desafio,
O DEBATE DO PROGRAMA DO GOVERNO correu de acordo com as expectativas: a oposição atacou (já tinha aliás dito que ía atacar mesmo antes de o Programa ser conhecido), a coligação defendeu. Passei a terça-feira a andar de carro de um lado para o outro e segui quase todo o debate pela rádio. Acho que todos os líderes partidários deviam escutar a gravação integral do debate – era educativo e podia ser que percebessem porque cada vez menos gente se interessa pela política. No debate foi tudo muito previsível, porquê? Porque cada um vai afirmar uma posição em vez de discutir, argumentar, sugerir. A mediatização dos debates transforma-os nos palcos de excelência para a amplificação das posições de princípio, em vez de serem o local onde se trocam ideias. Às vezes acho que os senhores deputados devem viver noutro país. Falam das coisas de uma maneira que faz parecer que não se lembram do que se passou nos anos recentes, de quem fez o quê, de quem disse o quê. Pode parecer utópico dito assim, mas parece-me que a ideia original dos parlamentos era que várias cabeças juntas trocassem ideias que permitissem ir melhorando o estado das coisas. Em vez disso cada grupo parlamentar limita-se a repetir slogans. Não há debate. Não houve debate.
DUAS RECOMENDAÇÕES PARA AGOSTO EM VILAMOURA: 1- O Tabuínhas, bar da Praia da Falésia, cumpre o seu papel na canícula: cerveja fresca durante o dia, saladas simpáticas. Mas onde ele se revela melhor é mesmo ao fim da tarde, frente a um gin tónico com boa música gravada em pano de fundo; ou então, mais tarde, para uma jantarada de amigos com um peixe fresco grelhado; e, às vezes noite fora, nas festas que de vez em quando lá acontecem e se espalham pelo areal. O bar parece a sociedade das nações: uma empregada checa, outras brasileiras, outras indianas, e a coisa lá vai funcionando. 2- O Jazz Clube na praça do cinema é uma boa ideia para começar as noites de quinta,sexta e sábado, com música ao vivo geralmente interessante e uma bela selecção de música gravada, dos blues ao jazz. Cerveja fresca,ambiente simpático e despretencioso.
NO REGRESSO DE FÉRIAS, a partir da próxima semana, a «Esquina do Rio» vai mudar de forma e conteúdo, deixando o comentário político, para passar a fazer uma revista semanal, escolhida, de notícias, novidades, curiosidades. Já agora era bom de saber o que os leitores gostavam de ver por aqui, nesta revista semanal – ideias e sugestões para aesquinadorio@hotmail.com
O CÉU FICA NEGRO com o fumo dos incêndios. Os fins de tarde na praia têm uma luz estranha, o sol a pôr-se detrás dos sinais de fogo. É uma luz terrível, ao mesmo tempo estranha e cativante. Olhamos para as coisas com outros olhos. Olhamos para os outros com um sentir diverso. O calor muda a face da terra e muda-nos a nós todos. Uma semana de calor abrasador e ficamos todos diferentes.
OS INCÊNDIOS fazem parte do ciclo de vida das florestas. Por mais que o saibamos eles continuam a aterrorizar-nos. Todas as noites vejo nos telejornais as caras exaustas dos bombeiros, num rodopio de norte a sul de Portugal, a combaterem as chamas no meio de um calor tórrido. Ano após ano os bombeiros mostram o sacrifício que fazem, são repetidamente heróis que muitas vezes descuramos - mais de cem já ficaram feridos desde Junho. A sua coragem quase que faz parte das rotinas. E nestas alturas percebemos como muitas vezes não os estimamos como merecem. O esforço que têm nunca é uma rotina. É um permanente desafio,
O DEBATE DO PROGRAMA DO GOVERNO correu de acordo com as expectativas: a oposição atacou (já tinha aliás dito que ía atacar mesmo antes de o Programa ser conhecido), a coligação defendeu. Passei a terça-feira a andar de carro de um lado para o outro e segui quase todo o debate pela rádio. Acho que todos os líderes partidários deviam escutar a gravação integral do debate – era educativo e podia ser que percebessem porque cada vez menos gente se interessa pela política. No debate foi tudo muito previsível, porquê? Porque cada um vai afirmar uma posição em vez de discutir, argumentar, sugerir. A mediatização dos debates transforma-os nos palcos de excelência para a amplificação das posições de princípio, em vez de serem o local onde se trocam ideias. Às vezes acho que os senhores deputados devem viver noutro país. Falam das coisas de uma maneira que faz parecer que não se lembram do que se passou nos anos recentes, de quem fez o quê, de quem disse o quê. Pode parecer utópico dito assim, mas parece-me que a ideia original dos parlamentos era que várias cabeças juntas trocassem ideias que permitissem ir melhorando o estado das coisas. Em vez disso cada grupo parlamentar limita-se a repetir slogans. Não há debate. Não houve debate.
DUAS RECOMENDAÇÕES PARA AGOSTO EM VILAMOURA: 1- O Tabuínhas, bar da Praia da Falésia, cumpre o seu papel na canícula: cerveja fresca durante o dia, saladas simpáticas. Mas onde ele se revela melhor é mesmo ao fim da tarde, frente a um gin tónico com boa música gravada em pano de fundo; ou então, mais tarde, para uma jantarada de amigos com um peixe fresco grelhado; e, às vezes noite fora, nas festas que de vez em quando lá acontecem e se espalham pelo areal. O bar parece a sociedade das nações: uma empregada checa, outras brasileiras, outras indianas, e a coisa lá vai funcionando. 2- O Jazz Clube na praça do cinema é uma boa ideia para começar as noites de quinta,sexta e sábado, com música ao vivo geralmente interessante e uma bela selecção de música gravada, dos blues ao jazz. Cerveja fresca,ambiente simpático e despretencioso.
NO REGRESSO DE FÉRIAS, a partir da próxima semana, a «Esquina do Rio» vai mudar de forma e conteúdo, deixando o comentário político, para passar a fazer uma revista semanal, escolhida, de notícias, novidades, curiosidades. Já agora era bom de saber o que os leitores gostavam de ver por aqui, nesta revista semanal – ideias e sugestões para aesquinadorio@hotmail.com
julho 14, 2004
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O ESTADO DA NAÇÃO I
Primeiro disseram que iam votar contra só porque sim;
Depois gritaram contra os primeiros nomes porque a escolha os surpreendeu;
A seguir clamaram por originalidade sem olharem para si próprios.
Primeiro disseram que iam votar contra só porque sim;
Depois gritaram contra os primeiros nomes porque a escolha os surpreendeu;
A seguir clamaram por originalidade sem olharem para si próprios.
julho 13, 2004
AS ENTREVISTAS - COMENTÁRIO
O post sobre as entrevistas dadas pelo ingitado Primeiro Ministro motivaram um bem articulado comentário de LF, autor do largo do rato, cuja leitura se recomenda.
Aqui vão excertos so comentário:
Ao contrário de muitos comentadores - quase todos pró
dissolução, diga-se - acho que PSL fez muito bem em
conceder as duas entrevistas referidas e no "timing"
que o fez.
Foram aliás entrevistas notáveis no seu conteúdo
politico.
A primeira a Judite de Sousa, Santana Lopes afirmou-se
como líder do PPD/PSD declarando:
- As razões dos sociais democratas para a manutenção
da estabilidade governativa, nomeadamente nos aspectos
sensíveis definidos por Durão Barroso e Jorge Sampaio
(a coerencia e continuidade das politicas
economico-financeira, externa e de defesa) e
demonstrando que pela sua parte nada havia a temer
sobre a governabilidade do país.
- Estar preparado para uma campanha eleitoral e para
ver o sua liderança consolidada nas urnas através duma
vitória se fosse essa a decisão de Jorge Sampaio.
e mostrando uma serenidade, liderança e contenção
assinaláveis.
Marcou pontos ao:
-clarificar a posição contrária a eleições do PPD/PSD
-não excluir nem temer a outra solução assumindo-se
como líder desse combate eleitoral para vencer.
-mostrar aos cépticos internos do PSD que os vai
contradizer e á esmagadora maioria do partido que o
seu apoio se justifica.
- mostrar-se tal como é retirando aos críticos a
satisfação de o dizerem com "low profile" táctico para
obter o cargo de PM.
A entrevista a Ricardo Costa permitiu-lhe:
- Justificar-se ao eleitorado de Lisboa pela sua
saída, reforçando a sua obra a acabar pelo executivo
camarário com uma palavrinha ás autarquias e autarcas
da maioria.
- Mostrar ao PR e ao país, que considera Jorge Sampaio
e que se compromete a uma relação institucional
impecável. Mostrando-se desde já não disponível a
tratar temas objecto de conversa com Sampaio.
- Reforçar a imagem de Estado que já tinha deixado
transparecer na primeira entrevista. Sendo tolerante -
desvalorizando - com as críticas pessoais que lhe
fazem e enfocando o seu discurso para a
responsabilidade do seu governo, a continuidade das
políticas e o muito trabalho que espera os portugueses
mesmo quando a retoma já espreita.
- Reforçar, e bem, o discurso social.
- Mostrar lealdade e liderança em relação ao parceiro
de coligação.
O post sobre as entrevistas dadas pelo ingitado Primeiro Ministro motivaram um bem articulado comentário de LF, autor do largo do rato, cuja leitura se recomenda.
Aqui vão excertos so comentário:
Ao contrário de muitos comentadores - quase todos pró
dissolução, diga-se - acho que PSL fez muito bem em
conceder as duas entrevistas referidas e no "timing"
que o fez.
Foram aliás entrevistas notáveis no seu conteúdo
politico.
A primeira a Judite de Sousa, Santana Lopes afirmou-se
como líder do PPD/PSD declarando:
- As razões dos sociais democratas para a manutenção
da estabilidade governativa, nomeadamente nos aspectos
sensíveis definidos por Durão Barroso e Jorge Sampaio
(a coerencia e continuidade das politicas
economico-financeira, externa e de defesa) e
demonstrando que pela sua parte nada havia a temer
sobre a governabilidade do país.
- Estar preparado para uma campanha eleitoral e para
ver o sua liderança consolidada nas urnas através duma
vitória se fosse essa a decisão de Jorge Sampaio.
e mostrando uma serenidade, liderança e contenção
assinaláveis.
Marcou pontos ao:
-clarificar a posição contrária a eleições do PPD/PSD
-não excluir nem temer a outra solução assumindo-se
como líder desse combate eleitoral para vencer.
-mostrar aos cépticos internos do PSD que os vai
contradizer e á esmagadora maioria do partido que o
seu apoio se justifica.
- mostrar-se tal como é retirando aos críticos a
satisfação de o dizerem com "low profile" táctico para
obter o cargo de PM.
A entrevista a Ricardo Costa permitiu-lhe:
- Justificar-se ao eleitorado de Lisboa pela sua
saída, reforçando a sua obra a acabar pelo executivo
camarário com uma palavrinha ás autarquias e autarcas
da maioria.
- Mostrar ao PR e ao país, que considera Jorge Sampaio
e que se compromete a uma relação institucional
impecável. Mostrando-se desde já não disponível a
tratar temas objecto de conversa com Sampaio.
- Reforçar a imagem de Estado que já tinha deixado
transparecer na primeira entrevista. Sendo tolerante -
desvalorizando - com as críticas pessoais que lhe
fazem e enfocando o seu discurso para a
responsabilidade do seu governo, a continuidade das
políticas e o muito trabalho que espera os portugueses
mesmo quando a retoma já espreita.
- Reforçar, e bem, o discurso social.
- Mostrar lealdade e liderança em relação ao parceiro
de coligação.
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AS ENTREVISTAS - COMENTÁRIO
O post sobre as entrevistas dadas pelo ingitado Primeiro Ministro motivaram um bem articulado comentário de LF, autor do largo do rato, cuja leitura se recomenda.
Aqui vão excertos so comentário:
Ao contrário de muitos comentadores - quase todos pró
dissolução, diga-se - acho que PSL fez muito bem em
conceder as duas entrevistas referidas e no "timing"
que o fez.
Foram aliás entrevistas notáveis no seu conteúdo
politico.
A primeira a Judite de Sousa, Santana Lopes afirmou-se
como líder do PPD/PSD declarando:
- As razões dos sociais democratas para a manutenção
da estabilidade governativa, nomeadamente nos aspectos
sensíveis definidos por Durão Barroso e Jorge Sampaio
(a coerencia e continuidade das politicas
economico-financeira, externa e de defesa) e
demonstrando que pela sua parte nada havia a temer
sobre a governabilidade do país.
- Estar preparado para uma campanha eleitoral e para
ver o sua liderança consolidada nas urnas através duma
vitória se fosse essa a decisão de Jorge Sampaio.
e mostrando uma serenidade, liderança e contenção
assinaláveis.
Marcou pontos ao:
-clarificar a posição contrária a eleições do PPD/PSD
-não excluir nem temer a outra solução assumindo-se
como líder desse combate eleitoral para vencer.
-mostrar aos cépticos internos do PSD que os vai
contradizer e á esmagadora maioria do partido que o
seu apoio se justifica.
- mostrar-se tal como é retirando aos críticos a
satisfação de o dizerem com "low profile" táctico para
obter o cargo de PM.
A entrevista a Ricardo Costa permitiu-lhe:
- Justificar-se ao eleitorado de Lisboa pela sua
saída, reforçando a sua obra a acabar pelo executivo
camarário com uma palavrinha ás autarquias e autarcas
da maioria.
- Mostrar ao PR e ao país, que considera Jorge Sampaio
e que se compromete a uma relação institucional
impecável. Mostrando-se desde já não disponível a
tratar temas objecto de conversa com Sampaio.
- Reforçar a imagem de Estado que já tinha deixado
transparecer na primeira entrevista. Sendo tolerante -
desvalorizando - com as críticas pessoais que lhe
fazem e enfocando o seu discurso para a
responsabilidade do seu governo, a continuidade das
políticas e o muito trabalho que espera os portugueses
mesmo quando a retoma já espreita.
- Reforçar, e bem, o discurso social.
- Mostrar lealdade e liderança em relação ao parceiro
de coligação.
O post sobre as entrevistas dadas pelo ingitado Primeiro Ministro motivaram um bem articulado comentário de LF, autor do largo do rato, cuja leitura se recomenda.
Aqui vão excertos so comentário:
Ao contrário de muitos comentadores - quase todos pró
dissolução, diga-se - acho que PSL fez muito bem em
conceder as duas entrevistas referidas e no "timing"
que o fez.
Foram aliás entrevistas notáveis no seu conteúdo
politico.
A primeira a Judite de Sousa, Santana Lopes afirmou-se
como líder do PPD/PSD declarando:
- As razões dos sociais democratas para a manutenção
da estabilidade governativa, nomeadamente nos aspectos
sensíveis definidos por Durão Barroso e Jorge Sampaio
(a coerencia e continuidade das politicas
economico-financeira, externa e de defesa) e
demonstrando que pela sua parte nada havia a temer
sobre a governabilidade do país.
- Estar preparado para uma campanha eleitoral e para
ver o sua liderança consolidada nas urnas através duma
vitória se fosse essa a decisão de Jorge Sampaio.
e mostrando uma serenidade, liderança e contenção
assinaláveis.
Marcou pontos ao:
-clarificar a posição contrária a eleições do PPD/PSD
-não excluir nem temer a outra solução assumindo-se
como líder desse combate eleitoral para vencer.
-mostrar aos cépticos internos do PSD que os vai
contradizer e á esmagadora maioria do partido que o
seu apoio se justifica.
- mostrar-se tal como é retirando aos críticos a
satisfação de o dizerem com "low profile" táctico para
obter o cargo de PM.
A entrevista a Ricardo Costa permitiu-lhe:
- Justificar-se ao eleitorado de Lisboa pela sua
saída, reforçando a sua obra a acabar pelo executivo
camarário com uma palavrinha ás autarquias e autarcas
da maioria.
- Mostrar ao PR e ao país, que considera Jorge Sampaio
e que se compromete a uma relação institucional
impecável. Mostrando-se desde já não disponível a
tratar temas objecto de conversa com Sampaio.
- Reforçar a imagem de Estado que já tinha deixado
transparecer na primeira entrevista. Sendo tolerante -
desvalorizando - com as críticas pessoais que lhe
fazem e enfocando o seu discurso para a
responsabilidade do seu governo, a continuidade das
políticas e o muito trabalho que espera os portugueses
mesmo quando a retoma já espreita.
- Reforçar, e bem, o discurso social.
- Mostrar lealdade e liderança em relação ao parceiro
de coligação.
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DICOTOMIA II
Um sempre atento leitor destes posts, o N.F., mandou-me, a propósito do post «Dicotomia», uma citação de Anthony Burgess que não resisto a reproduzir:
Readers are plentiful: thinkers are rare.
Um sempre atento leitor destes posts, o N.F., mandou-me, a propósito do post «Dicotomia», uma citação de Anthony Burgess que não resisto a reproduzir:
Readers are plentiful: thinkers are rare.
JÁ?
Ainda nem o Governo apresentou equipa nem programa e a Frente Popular já decidiu que vota contra. Vota contra por votar. Vota contra porque sim. Vota contra porque não lhe interessa aquilo em que vota, interessa apenas o efeito que produz. É com coisas destas que se vai destruindo a capacidade de os cidadãos acreditarem na utilidade dos parlamentos.
Ainda nem o Governo apresentou equipa nem programa e a Frente Popular já decidiu que vota contra. Vota contra por votar. Vota contra porque sim. Vota contra porque não lhe interessa aquilo em que vota, interessa apenas o efeito que produz. É com coisas destas que se vai destruindo a capacidade de os cidadãos acreditarem na utilidade dos parlamentos.
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JÁ?
Ainda nem o Governo apresentou equipa nem programa e a Frente Popular já decidiu que vota contra. Vota contra por votar. Vota contra porque sim. Vota contra porque não lhe interessa aquilo em que vota, interessa apenas o efeito que produz. É com coisas destas que se vai destruindo a capacidade de os cidadãos acreditarem na utilidade dos parlamentos.
Ainda nem o Governo apresentou equipa nem programa e a Frente Popular já decidiu que vota contra. Vota contra por votar. Vota contra porque sim. Vota contra porque não lhe interessa aquilo em que vota, interessa apenas o efeito que produz. É com coisas destas que se vai destruindo a capacidade de os cidadãos acreditarem na utilidade dos parlamentos.
julho 12, 2004
AS ENTREVISTAS
O facto de Pedro Santana Lopes ter dado duas entrevistas a estações de televisão deixou muito comentador enervado: que a coisa não se devia fazer, dizem. Talvez preferissem o método mais habitual na política portuguesa, que é mandar recados anónimos para os jornais, sobretudo entre quinta e sexta-feira. manias... Ainda bem que as entrevistas foram dadas: assim foi ao vivo e em directo, em vez de ter sido por interposta pessoa.
O facto de Pedro Santana Lopes ter dado duas entrevistas a estações de televisão deixou muito comentador enervado: que a coisa não se devia fazer, dizem. Talvez preferissem o método mais habitual na política portuguesa, que é mandar recados anónimos para os jornais, sobretudo entre quinta e sexta-feira. manias... Ainda bem que as entrevistas foram dadas: assim foi ao vivo e em directo, em vez de ter sido por interposta pessoa.
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AS ENTREVISTAS
O facto de Pedro Santana Lopes ter dado duas entrevistas a estações de televisão deixou muito comentador enervado: que a coisa não se devia fazer, dizem. Talvez preferissem o método mais habitual na política portuguesa, que é mandar recados anónimos para os jornais, sobretudo entre quinta e sexta-feira. manias... Ainda bem que as entrevistas foram dadas: assim foi ao vivo e em directo, em vez de ter sido por interposta pessoa.
O facto de Pedro Santana Lopes ter dado duas entrevistas a estações de televisão deixou muito comentador enervado: que a coisa não se devia fazer, dizem. Talvez preferissem o método mais habitual na política portuguesa, que é mandar recados anónimos para os jornais, sobretudo entre quinta e sexta-feira. manias... Ainda bem que as entrevistas foram dadas: assim foi ao vivo e em directo, em vez de ter sido por interposta pessoa.
DICOTOMIA
Uma das coisas que contribui para a confusão nacional é a estimulação de uma permanente dicotomia entre pensar e fazer. Quem se posiciona como grande pensador raramente consegue concretizar, alimenta aliás algum desprezo pelo assunto; e tem tendência a considerar que quem faz pouco pensa. Assim não se vai a lado algum. Pensar é preciso, decidir e fazer também. Não chega ficar só a pensar, embora seja fundamental que continue a existir quem fique apenas a observar, a reflectir, a criticar. É isso que ajuda a fazer melhor.
Uma das coisas que contribui para a confusão nacional é a estimulação de uma permanente dicotomia entre pensar e fazer. Quem se posiciona como grande pensador raramente consegue concretizar, alimenta aliás algum desprezo pelo assunto; e tem tendência a considerar que quem faz pouco pensa. Assim não se vai a lado algum. Pensar é preciso, decidir e fazer também. Não chega ficar só a pensar, embora seja fundamental que continue a existir quem fique apenas a observar, a reflectir, a criticar. É isso que ajuda a fazer melhor.
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DICOTOMIA
Uma das coisas que contribui para a confusão nacional é a estimulação de uma permanente dicotomia entre pensar e fazer. Quem se posiciona como grande pensador raramente consegue concretizar, alimenta aliás algum desprezo pelo assunto; e tem tendência a considerar que quem faz pouco pensa. Assim não se vai a lado algum. Pensar é preciso, decidir e fazer também. Não chega ficar só a pensar, embora seja fundamental que continue a existir quem fique apenas a observar, a reflectir, a criticar. É isso que ajuda a fazer melhor.
Uma das coisas que contribui para a confusão nacional é a estimulação de uma permanente dicotomia entre pensar e fazer. Quem se posiciona como grande pensador raramente consegue concretizar, alimenta aliás algum desprezo pelo assunto; e tem tendência a considerar que quem faz pouco pensa. Assim não se vai a lado algum. Pensar é preciso, decidir e fazer também. Não chega ficar só a pensar, embora seja fundamental que continue a existir quem fique apenas a observar, a reflectir, a criticar. É isso que ajuda a fazer melhor.
julho 09, 2004
O PROBLEMA DOS DIRECTOS
O grande problema dos directos é que se tornam insuportàveis quando não há nada a dizer. Vinha no carro a ouvir a TSF e no fim da reunião do Conselho de Estado o repórter de serviço queria à viva força tirar palavras dos conselheiros que saíam. Como era de esperar ninguém disse nada - é isso que se espera de conselheiros do Presidente da República. Pretender impôr o contrário é ir contra os princípios da ética da cidadania. O que engloba, acho eu, a ética dos jornalistas. Este folclore dos directos é demais.
O grande problema dos directos é que se tornam insuportàveis quando não há nada a dizer. Vinha no carro a ouvir a TSF e no fim da reunião do Conselho de Estado o repórter de serviço queria à viva força tirar palavras dos conselheiros que saíam. Como era de esperar ninguém disse nada - é isso que se espera de conselheiros do Presidente da República. Pretender impôr o contrário é ir contra os princípios da ética da cidadania. O que engloba, acho eu, a ética dos jornalistas. Este folclore dos directos é demais.
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O PROBLEMA DOS DIRECTOS
O grande problema dos directos é que se tornam insuportàveis quando não há nada a dizer. Vinha no carro a ouvir a TSF e no fim da reunião do Conselho de Estado o repórter de serviço queria à viva força tirar palavras dos conselheiros que saíam. Como era de esperar ninguém disse nada - é isso que se espera de conselheiros do Presidente da República. Pretender impôr o contrário é ir contra os princípios da ética da cidadania. O que engloba, acho eu, a ética dos jornalistas. Este folclore dos directos é demais.
O grande problema dos directos é que se tornam insuportàveis quando não há nada a dizer. Vinha no carro a ouvir a TSF e no fim da reunião do Conselho de Estado o repórter de serviço queria à viva força tirar palavras dos conselheiros que saíam. Como era de esperar ninguém disse nada - é isso que se espera de conselheiros do Presidente da República. Pretender impôr o contrário é ir contra os princípios da ética da cidadania. O que engloba, acho eu, a ética dos jornalistas. Este folclore dos directos é demais.
A ESQUINA IMPRESSA
Aqui vão uns excertos de «A Esquina do Rio», hoje dada à estampa no «Jornal de Negócios».
A SEMANA FOI MARCADA pelo nascimento da Frente Popular. Francisco Louçã disse alto o que alguns pensaram baixinho: o Bloco de Esquerda e o PC estão dispostos a viabilizar um Governo PS, já se sabe que com algumas garantias e exigências, mas isso é fogo de vista retórico. Vamos ao essencial: no mesmo dia em que a CGTP promoveu manifestações pela dissolução do Parlamento, a Frente Popular nasceu em declarações à saída do palácio de Belém. De repente parece que não houve queda do Muro de Berlim, nem perestroike, nem alargamento europeu a Leste. Numa só semana, em Portugal, andámos politicamente 20 anos para trás: instabilidade, governos precários, oscilação, falta de clarificação. O baile está armado.
O QUEIJO LIMIANO de que o PS precisa para poder pensar em governar vai ser desta vez fornecido em bandejas pelo PCP e o Bloco de Esquerda – caso exista, apesar de tudo uma maioria nesse sentido. O problema é que, se num cenário pós-eleições não fôr clara nenhuma maioria, ainda mais se acentua a crise. Ou seja, é evidente, no ponto a que se chegou, que o cenário de dissolução comporta riscos sérios de aumentar a rotatividade de governos, a instabilidade política e económica e de contribuir não para a clarificação mas para a confusão. Digamos, de um ponto de vista prudente, que de facto não se sabe se convocar eleições antecipadas não será correr um risco incontrolável.
NA «ECONOMIST» desta semana há um belo artigo sobre o preço da euforia, que começa assim: « Na Europa Medieval os dirigentes que queriam deixar uma marca no seu tempo construíam uma Catedral. Na Europa moderna constróiem-se estádios desportivos», tal como aconteceu em Portugal e na Grécia, por sinal dois pequenos países em busca de afirmação e de um lugar na nova Europa, sublinha a revista.
Aqui vão uns excertos de «A Esquina do Rio», hoje dada à estampa no «Jornal de Negócios».
A SEMANA FOI MARCADA pelo nascimento da Frente Popular. Francisco Louçã disse alto o que alguns pensaram baixinho: o Bloco de Esquerda e o PC estão dispostos a viabilizar um Governo PS, já se sabe que com algumas garantias e exigências, mas isso é fogo de vista retórico. Vamos ao essencial: no mesmo dia em que a CGTP promoveu manifestações pela dissolução do Parlamento, a Frente Popular nasceu em declarações à saída do palácio de Belém. De repente parece que não houve queda do Muro de Berlim, nem perestroike, nem alargamento europeu a Leste. Numa só semana, em Portugal, andámos politicamente 20 anos para trás: instabilidade, governos precários, oscilação, falta de clarificação. O baile está armado.
O QUEIJO LIMIANO de que o PS precisa para poder pensar em governar vai ser desta vez fornecido em bandejas pelo PCP e o Bloco de Esquerda – caso exista, apesar de tudo uma maioria nesse sentido. O problema é que, se num cenário pós-eleições não fôr clara nenhuma maioria, ainda mais se acentua a crise. Ou seja, é evidente, no ponto a que se chegou, que o cenário de dissolução comporta riscos sérios de aumentar a rotatividade de governos, a instabilidade política e económica e de contribuir não para a clarificação mas para a confusão. Digamos, de um ponto de vista prudente, que de facto não se sabe se convocar eleições antecipadas não será correr um risco incontrolável.
NA «ECONOMIST» desta semana há um belo artigo sobre o preço da euforia, que começa assim: « Na Europa Medieval os dirigentes que queriam deixar uma marca no seu tempo construíam uma Catedral. Na Europa moderna constróiem-se estádios desportivos», tal como aconteceu em Portugal e na Grécia, por sinal dois pequenos países em busca de afirmação e de um lugar na nova Europa, sublinha a revista.
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A ESQUINA IMPRESSA
Aqui vão uns excertos de «A Esquina do Rio», hoje dada à estampa no «Jornal de Negócios».
A SEMANA FOI MARCADA pelo nascimento da Frente Popular. Francisco Louçã disse alto o que alguns pensaram baixinho: o Bloco de Esquerda e o PC estão dispostos a viabilizar um Governo PS, já se sabe que com algumas garantias e exigências, mas isso é fogo de vista retórico. Vamos ao essencial: no mesmo dia em que a CGTP promoveu manifestações pela dissolução do Parlamento, a Frente Popular nasceu em declarações à saída do palácio de Belém. De repente parece que não houve queda do Muro de Berlim, nem perestroike, nem alargamento europeu a Leste. Numa só semana, em Portugal, andámos politicamente 20 anos para trás: instabilidade, governos precários, oscilação, falta de clarificação. O baile está armado.
O QUEIJO LIMIANO de que o PS precisa para poder pensar em governar vai ser desta vez fornecido em bandejas pelo PCP e o Bloco de Esquerda – caso exista, apesar de tudo uma maioria nesse sentido. O problema é que, se num cenário pós-eleições não fôr clara nenhuma maioria, ainda mais se acentua a crise. Ou seja, é evidente, no ponto a que se chegou, que o cenário de dissolução comporta riscos sérios de aumentar a rotatividade de governos, a instabilidade política e económica e de contribuir não para a clarificação mas para a confusão. Digamos, de um ponto de vista prudente, que de facto não se sabe se convocar eleições antecipadas não será correr um risco incontrolável.
NA «ECONOMIST» desta semana há um belo artigo sobre o preço da euforia, que começa assim: « Na Europa Medieval os dirigentes que queriam deixar uma marca no seu tempo construíam uma Catedral. Na Europa moderna constróiem-se estádios desportivos», tal como aconteceu em Portugal e na Grécia, por sinal dois pequenos países em busca de afirmação e de um lugar na nova Europa, sublinha a revista.
Aqui vão uns excertos de «A Esquina do Rio», hoje dada à estampa no «Jornal de Negócios».
A SEMANA FOI MARCADA pelo nascimento da Frente Popular. Francisco Louçã disse alto o que alguns pensaram baixinho: o Bloco de Esquerda e o PC estão dispostos a viabilizar um Governo PS, já se sabe que com algumas garantias e exigências, mas isso é fogo de vista retórico. Vamos ao essencial: no mesmo dia em que a CGTP promoveu manifestações pela dissolução do Parlamento, a Frente Popular nasceu em declarações à saída do palácio de Belém. De repente parece que não houve queda do Muro de Berlim, nem perestroike, nem alargamento europeu a Leste. Numa só semana, em Portugal, andámos politicamente 20 anos para trás: instabilidade, governos precários, oscilação, falta de clarificação. O baile está armado.
O QUEIJO LIMIANO de que o PS precisa para poder pensar em governar vai ser desta vez fornecido em bandejas pelo PCP e o Bloco de Esquerda – caso exista, apesar de tudo uma maioria nesse sentido. O problema é que, se num cenário pós-eleições não fôr clara nenhuma maioria, ainda mais se acentua a crise. Ou seja, é evidente, no ponto a que se chegou, que o cenário de dissolução comporta riscos sérios de aumentar a rotatividade de governos, a instabilidade política e económica e de contribuir não para a clarificação mas para a confusão. Digamos, de um ponto de vista prudente, que de facto não se sabe se convocar eleições antecipadas não será correr um risco incontrolável.
NA «ECONOMIST» desta semana há um belo artigo sobre o preço da euforia, que começa assim: « Na Europa Medieval os dirigentes que queriam deixar uma marca no seu tempo construíam uma Catedral. Na Europa moderna constróiem-se estádios desportivos», tal como aconteceu em Portugal e na Grécia, por sinal dois pequenos países em busca de afirmação e de um lugar na nova Europa, sublinha a revista.
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