abril 26, 2004

ISRAEL
Nos dias mais recentes alguns cínicos mostram uma enorme indignação face a Israel, depois de anos a fio sem reacção à sucessão de atentados e acções terroristas de organizações palestinianas. Dois pesos, duas medidas. Onde já vimos isto?

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ISRAEL

Nos dias mais recentes alguns cínicos mostram uma enorme indignação face a Israel, depois de anos a fio sem reacção à sucessão de atentados e acções terroristas de organizações palestinianas. Dois pesos, duas medidas. Onde já vimos isto?

abril 18, 2004

COMENTÁRIO
A mania de acabar as notícias com um comentário é das coisas que mais me irrita - ontem estava a ver a notícia sobre o início de fabricação, em Coimbra, de um novo autocarro para uso urbano quando de repente, e sem se perceber porquê, a menina que estava a ler a peça acaba dizendo que «resta saber se este novo modelo vai convencer os portugueses a utilizar mais os transportes públicos».Isto é mesmo vontade de falar demais, sem nada dizer. Irra!

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COMENTÁRIO

A mania de acabar as notícias com um comentário é das coisas que mais me irrita - ontem estava a ver a notícia sobre o início de fabricação, em Coimbra, de um novo autocarro para uso urbano quando de repente, e sem se perceber porquê, a menina que estava a ler a peça acaba dizendo que «resta saber se este novo modelo vai convencer os portugueses a utilizar mais os transportes públicos».Isto é mesmo vontade de falar demais, sem nada dizer. Irra!
REACÇÃO
O jornalismo reacção esteve em grande nos últimos dias à procura de reacções a citações sem que os próprios inquiridos muitas vezes tivessem conhecimento do contexto em que foram feitas. Poucos factos, muita especulação. Nisto, em 30 anos, a evolução foi fraca.

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REACÇÃO

O jornalismo reacção esteve em grande nos últimos dias à procura de reacções a citações sem que os próprios inquiridos muitas vezes tivessem conhecimento do contexto em que foram feitas. Poucos factos, muita especulação. Nisto, em 30 anos, a evolução foi fraca.
IMAGINAR
Os sonhos servem oara viver o que apenas se pode imaginar.

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IMAGINAR

Os sonhos servem oara viver o que apenas se pode imaginar.

abril 17, 2004

O MAIL
Serve para dizer o que não cabe em SMS

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O MAIL

Serve para dizer o que não cabe em SMS
OLHAR
Folheio os jornais e dou com imagens do novo Primeiro-Ministro espanhol. Em todas há uma coisa comum: há qualquer coisa de estranho e pouco real no olhar de Zapatero.

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OLHAR

Folheio os jornais e dou com imagens do novo Primeiro-Ministro espanhol. Em todas há uma coisa comum: há qualquer coisa de estranho e pouco real no olhar de Zapatero.

abril 16, 2004

ACIDENTAL
Uma das melhores épocas recentes da minha vida deu-se há poucos anos atrás, quando pela mão do Miguel Esteves Cardoso, regressei durante breves meses a «O Independente». Nessa altura conheci por lá o Paulo Pinto de Mascarenhas, que tinha a paciência de nos aturar, de fazer alterações fora de tempo e de razoabilidade. Das pessoas com quem trabalhei nos últimos anos foi das melhores descobertas. Redescobri-o agora no seu blog http://oacidental.blogspot.com/.

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ACIDENTAL

Uma das melhores épocas recentes da minha vida deu-se há poucos anos atrás, quando pela mão do Miguel Esteves Cardoso, regressei durante breves meses a «O Independente». Nessa altura conheci por lá o Paulo Pinto de Mascarenhas, que tinha a paciência de nos aturar, de fazer alterações fora de tempo e de razoabilidade. Das pessoas com quem trabalhei nos últimos anos foi das melhores descobertas. Redescobri-o agora no seu blog http://oacidental.blogspot.com/.

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CINEMA

Ainda da edição de hoje da «Esquina» no «Jornal de Negócios»: A propósito da nova Lei do Cinema, que espero seja hoje aprovada na Assembleia da República, não resisto a duas citações que fazem bem o ponto de situação dos interesses em jogo. A primeira é de António-Pedro Vasconcelos que tem sido um dos observadores mais lúcidos do audiovisual português: «uma nova Lei do Cinema não deve servir, como alguns pretendem, para obrigar os portugueses a ver os filmes que se fazem, mas para permitir aos portugueses fazer, enfim, filmes que se vejam». A segunda, nos antípodas, é de João Botelho, um dos arautos do conservadorismo retrógrado em matéria audivisual, que persiste em querer opôr um «cinema do pensamento» a um «cinema do entretenimento» e que afirma que com a nova Lei «a originalidade, a diferença e o património do cinema português podem ser destruídos». Conviria dizer que estas originalidades e diferenças são mais exercícios de estilo para auto-satisfação de alguns e manutenção do «statu quo» do que propriamente um factor artístico criativo que incentive a comunicação com os públicos. O próprio facto de esta comunicação ser entendida como quase pecaminosa por estes ditadores do gosto diz tudo sobre as suas intenções e práticas.
CINEMA
Ainda da edição de hoje da «Esquina» no «Jornal de Negócios»: A propósito da nova Lei do Cinema, que espero seja hoje aprovada na Assembleia da República, não resisto a duas citações que fazem bem o ponto de situação dos interesses em jogo. A primeira é de António-Pedro Vasconcelos que tem sido um dos observadores mais lúcidos do audiovisual português: «uma nova Lei do Cinema não deve servir, como alguns pretendem, para obrigar os portugueses a ver os filmes que se fazem, mas para permitir aos portugueses fazer, enfim, filmes que se vejam». A segunda, nos antípodas, é de João Botelho, um dos arautos do conservadorismo retrógrado em matéria audivisual, que persiste em querer opôr um «cinema do pensamento» a um «cinema do entretenimento» e que afirma que com a nova Lei «a originalidade, a diferença e o património do cinema português podem ser destruídos». Conviria dizer que estas originalidades e diferenças são mais exercícios de estilo para auto-satisfação de alguns e manutenção do «statu quo» do que propriamente um factor artístico criativo que incentive a comunicação com os públicos. O próprio facto de esta comunicação ser entendida como quase pecaminosa por estes ditadores do gosto diz tudo sobre as suas intenções e práticas.
EVOLUÇÃO
Ora experimentem ler o que o Pedro Rolo Duarte escreve hoje no DNA sobre a parva polémica entre evolução e revolução. Está bem dito. Já agora, para puxar a brasa à minha sardinha, no «Jornal de Negócios» de hoje, escrevi:–Quem ler alguns dos escritos opositores ao slogan «Abril é Evolução» pensará que os seus autores preferiam que não tivesse havido evolução nenhuma e apenas revolução. Não muito surpreendentemente o escrito de Fernando Rosas sobre a matéria é o exemplo perfeito do que pode a exploração da distracção histórica entre os leitores – caso curioso já que o autor se reivindica de historiador. É claro que uma leitura atenta do seu artigo no «Público» da passada quarta-feira mostra mais as suas divergências com o responsável nomeado pelo Governo para coordenar as comemorações dos 30 anos do 25 de Abril do que propriamente qualquer tese inovadora. O revisionismo de Rosas consiste afinal em pouco: em esquecer tudo o que se passou desde o 25 de Novembro de 75, quando a revolução terminou e a evolução começou. Abril, na sua génese, como Rosas bem sabe e na altura não se cansava de repetir, era suposto ser um golpe moderado, que abrisse uma solução colonial e liberalizasse o regime internamente. Durante 18 meses, por força da acção do PCP, as coisas descarrilaram, por vezes perigosamente e na maior parte dos casos bem longe dos desígnios revolucionários e bem perto do que então eram os interesses geo-estratégicos da União Soviética. O resto são pouco mais que boas intenções nunca bem resolvidas. Da revolução – que de facto nunca existiu - ficou bastante pouco, da evolução de um país, felizmente, ficou bastante mais.

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EVOLUÇÃO

Ora experimentem ler o que o Pedro Rolo Duarte escreve hoje no DNA sobre a parva polémica entre evolução e revolução. Está bem dito. Já agora, para puxar a brasa à minha sardinha, no «Jornal de Negócios» de hoje, escrevi:–Quem ler alguns dos escritos opositores ao slogan «Abril é Evolução» pensará que os seus autores preferiam que não tivesse havido evolução nenhuma e apenas revolução. Não muito surpreendentemente o escrito de Fernando Rosas sobre a matéria é o exemplo perfeito do que pode a exploração da distracção histórica entre os leitores – caso curioso já que o autor se reivindica de historiador. É claro que uma leitura atenta do seu artigo no «Público» da passada quarta-feira mostra mais as suas divergências com o responsável nomeado pelo Governo para coordenar as comemorações dos 30 anos do 25 de Abril do que propriamente qualquer tese inovadora. O revisionismo de Rosas consiste afinal em pouco: em esquecer tudo o que se passou desde o 25 de Novembro de 75, quando a revolução terminou e a evolução começou. Abril, na sua génese, como Rosas bem sabe e na altura não se cansava de repetir, era suposto ser um golpe moderado, que abrisse uma solução colonial e liberalizasse o regime internamente. Durante 18 meses, por força da acção do PCP, as coisas descarrilaram, por vezes perigosamente e na maior parte dos casos bem longe dos desígnios revolucionários e bem perto do que então eram os interesses geo-estratégicos da União Soviética. O resto são pouco mais que boas intenções nunca bem resolvidas. Da revolução – que de facto nunca existiu - ficou bastante pouco, da evolução de um país, felizmente, ficou bastante mais.
FAZES FALTA
Fazes-me falta. Sempre. Penso sempre em ti.

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FAZES FALTA

Fazes-me falta. Sempre. Penso sempre em ti.