BAIRRO ALTO – Nestas primeiras noites primaveris passeia-se no Bairro Alto e vêem-se prédios arranjados, ruas limpas, gente a passear, turistas bem dispostos, até ajuntamentos a ouvir fado vadio. Se não tivesse visto não acreditava.
OS INFALÍVEIS – Em Portugal há uma raça abundante designada por infalíveis. Mandam sempre palpite sobre aquilo que não é sua esfera de acção, sabem sempre o que fazer no território dos outros, têm mil ideias para assuntos em geral e poucas para assuntos em particular, sobretudo os seus. Gostam muito de opinar mas temem fazer. Preferem especular a concretizar.
POLÉMICA QUEIROSIANA – Boa parte do que acima se diz aplica-se à recente coqueluche da polémica nacional, que é sobre Eça de Queiroz. Que falta nos faz um Ramalho Ortigão que destape as carecas com farpas! Mais estrangeirados que qualquer personagem de Eça, surgiram uma série de oponentes a que se crie uma casa de Eça de Queiroz em Lisboa. Vamos passar adiante das miudezas, vamos passar adiante de visões académicas da divulgação da cultura e vamos direitos ao assunto: acham que é um disparate existir em Lisboa um espaço dedicado à divulgação da obra de Eça de Queiroz? Opõem-se à sua criação? Acham mal que uma cidade, cujas ruas e gentes tão retratadas foram nos seus romances, evoque o autor? Preferem que nada se faça?
CLÁSSICOS – Com tanta gente a escrever sobre os novos restaurantes e os restaurantes na moda, aqui fica uma sugestão editorial: uma série sobre os grandes clássicos de Lisboa, como o «Oh Lacerda!», desde os anos 40 na Avenida de Berna, depois de ter começado na antiga Feira Popular, a Palhavã. Nestes clássicos, a que poderíamso juntar outras casas como o «Paris», podemos encontrar cozinha honestíssima, preços aceitáveis, bom serviço. Coisas raras nos restaurantes mais modernaços.
INFLAÇÃO – Em semana de propostas editoriais proponho desde já que se comece a estabelecer um gráfico da inflação em restaurantes e demais hotelaria, com início agora e término no pós-Euro. Assim saberemos se há restaurantes que mantêm preços, quais os aumentos mais absurdos, como se processa a caça à carteira.
CARTAZ – Mais uma sugestão editorial: peguem nos nomes dos cartazes dos festivais de música que se aproximam, façam uma pesquisa na net e depois vejam quais são os que apenas tocam em Lisboa ou os que por cá passam a meio de uma digressão europeia. No fim tirem conclusões sobre a capacidade de atracção turística de um espectáculo que dias depois se repete em Madrid, Barcelona ou Paris.
ALMADA – A não perder a exposição sobre a obra gráfica de Almada Negreiros, em exibição no Palácio Galveias, em Lisboa. Centrada no período em que Almada viveu em Madrid, a exposição tem um bom complemento no livro «Marginália», entretanto editado pela Assírio & Alvim.
PAISAGEM – Perto do Beato há uma pequena galeria, paredes meias com um atelier de arquitectura, que volta e meia tem exposições que são revelações: a galeria chama-se Promontório (R da Fábrica de Material de Guerra,10) e a artista chama-se Mariana Viegas. A exposição dá pelo nome de «paisagem emprestada/borrowed landscape».
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
abril 15, 2004
BAIRRO ALTO – Nestas primeiras noites primaveris passeia-se no Bairro Alto e vêem-se prédios arranjados, ruas limpas, gente a passear, turistas bem dispostos, até ajuntamentos a ouvir fado vadio. Se não tivesse visto não acreditava.
OS INFALÍVEIS – Em Portugal há uma raça abundante designada por infalíveis. Mandam sempre palpite sobre aquilo que não é sua esfera de acção, sabem sempre o que fazer no território dos outros, têm mil ideias para assuntos em geral e poucas para assuntos em particular, sobretudo os seus. Gostam muito de opinar mas temem fazer. Preferem especular a concretizar.
POLÉMICA QUEIROSIANA – Boa parte do que acima se diz aplica-se à recente coqueluche da polémica nacional, que é sobre Eça de Queiroz. Que falta nos faz um Ramalho Ortigão que destape as carecas com farpas! Mais estrangeirados que qualquer personagem de Eça, surgiram uma série de oponentes a que se crie uma casa de Eça de Queiroz em Lisboa. Vamos passar adiante das miudezas, vamos passar adiante de visões académicas da divulgação da cultura e vamos direitos ao assunto: acham que é um disparate existir em Lisboa um espaço dedicado à divulgação da obra de Eça de Queiroz? Opõem-se à sua criação? Acham mal que uma cidade, cujas ruas e gentes tão retratadas foram nos seus romances, evoque o autor? Preferem que nada se faça?
CLÁSSICOS – Com tanta gente a escrever sobre os novos restaurantes e os restaurantes na moda, aqui fica uma sugestão editorial: uma série sobre os grandes clássicos de Lisboa, como o «Oh Lacerda!», desde os anos 40 na Avenida de Berna, depois de ter começado na antiga Feira Popular, a Palhavã. Nestes clássicos, a que poderíamso juntar outras casas como o «Paris», podemos encontrar cozinha honestíssima, preços aceitáveis, bom serviço. Coisas raras nos restaurantes mais modernaços.
INFLAÇÃO – Em semana de propostas editoriais proponho desde já que se comece a estabelecer um gráfico da inflação em restaurantes e demais hotelaria, com início agora e término no pós-Euro. Assim saberemos se há restaurantes que mantêm preços, quais os aumentos mais absurdos, como se processa a caça à carteira.
CARTAZ – Mais uma sugestão editorial: peguem nos nomes dos cartazes dos festivais de música que se aproximam, façam uma pesquisa na net e depois vejam quais são os que apenas tocam em Lisboa ou os que por cá passam a meio de uma digressão europeia. No fim tirem conclusões sobre a capacidade de atracção turística de um espectáculo que dias depois se repete em Madrid, Barcelona ou Paris.
ALMADA – A não perder a exposição sobre a obra gráfica de Almada Negreiros, em exibição no Palácio Galveias, em Lisboa. Centrada no período em que Almada viveu em Madrid, a exposição tem um bom complemento no livro «Marginália», entretanto editado pela Assírio & Alvim.
PAISAGEM – Perto do Beato há uma pequena galeria, paredes meias com um atelier de arquitectura, que volta e meia tem exposições que são revelações: a galeria chama-se Promontório (R da Fábrica de Material de Guerra,10) e a artista chama-se Mariana Viegas. A exposição dá pelo nome de «paisagem emprestada/borrowed landscape».
OS INFALÍVEIS – Em Portugal há uma raça abundante designada por infalíveis. Mandam sempre palpite sobre aquilo que não é sua esfera de acção, sabem sempre o que fazer no território dos outros, têm mil ideias para assuntos em geral e poucas para assuntos em particular, sobretudo os seus. Gostam muito de opinar mas temem fazer. Preferem especular a concretizar.
POLÉMICA QUEIROSIANA – Boa parte do que acima se diz aplica-se à recente coqueluche da polémica nacional, que é sobre Eça de Queiroz. Que falta nos faz um Ramalho Ortigão que destape as carecas com farpas! Mais estrangeirados que qualquer personagem de Eça, surgiram uma série de oponentes a que se crie uma casa de Eça de Queiroz em Lisboa. Vamos passar adiante das miudezas, vamos passar adiante de visões académicas da divulgação da cultura e vamos direitos ao assunto: acham que é um disparate existir em Lisboa um espaço dedicado à divulgação da obra de Eça de Queiroz? Opõem-se à sua criação? Acham mal que uma cidade, cujas ruas e gentes tão retratadas foram nos seus romances, evoque o autor? Preferem que nada se faça?
CLÁSSICOS – Com tanta gente a escrever sobre os novos restaurantes e os restaurantes na moda, aqui fica uma sugestão editorial: uma série sobre os grandes clássicos de Lisboa, como o «Oh Lacerda!», desde os anos 40 na Avenida de Berna, depois de ter começado na antiga Feira Popular, a Palhavã. Nestes clássicos, a que poderíamso juntar outras casas como o «Paris», podemos encontrar cozinha honestíssima, preços aceitáveis, bom serviço. Coisas raras nos restaurantes mais modernaços.
INFLAÇÃO – Em semana de propostas editoriais proponho desde já que se comece a estabelecer um gráfico da inflação em restaurantes e demais hotelaria, com início agora e término no pós-Euro. Assim saberemos se há restaurantes que mantêm preços, quais os aumentos mais absurdos, como se processa a caça à carteira.
CARTAZ – Mais uma sugestão editorial: peguem nos nomes dos cartazes dos festivais de música que se aproximam, façam uma pesquisa na net e depois vejam quais são os que apenas tocam em Lisboa ou os que por cá passam a meio de uma digressão europeia. No fim tirem conclusões sobre a capacidade de atracção turística de um espectáculo que dias depois se repete em Madrid, Barcelona ou Paris.
ALMADA – A não perder a exposição sobre a obra gráfica de Almada Negreiros, em exibição no Palácio Galveias, em Lisboa. Centrada no período em que Almada viveu em Madrid, a exposição tem um bom complemento no livro «Marginália», entretanto editado pela Assírio & Alvim.
PAISAGEM – Perto do Beato há uma pequena galeria, paredes meias com um atelier de arquitectura, que volta e meia tem exposições que são revelações: a galeria chama-se Promontório (R da Fábrica de Material de Guerra,10) e a artista chama-se Mariana Viegas. A exposição dá pelo nome de «paisagem emprestada/borrowed landscape».
abril 01, 2004
MEMÓRIA
Nalgumas alturas não resisto a estimular a memória: aqui há pouco mais de um ano a dúvida não era sobre se a RTP e a RDP conseguiriam mudar dentro do calendário previsto para as novas instalações, inauguradas esta semana. Para que todos nos lembremos, há pouco mais de um ano abundavam os profetas que garantiam que era impossível juntar as duas empresas no mesmo edifício, que a obra nunca ficaria pronta, que o plano era impossível de cumprir. Para que conste os profetas da desgraça enganaram-se. Mas convém que todos nos lembremos do que disseram.
Nalgumas alturas não resisto a estimular a memória: aqui há pouco mais de um ano a dúvida não era sobre se a RTP e a RDP conseguiriam mudar dentro do calendário previsto para as novas instalações, inauguradas esta semana. Para que todos nos lembremos, há pouco mais de um ano abundavam os profetas que garantiam que era impossível juntar as duas empresas no mesmo edifício, que a obra nunca ficaria pronta, que o plano era impossível de cumprir. Para que conste os profetas da desgraça enganaram-se. Mas convém que todos nos lembremos do que disseram.
Untitled
MEMÓRIA
Nalgumas alturas não resisto a estimular a memória: aqui há pouco mais de um ano a dúvida não era sobre se a RTP e a RDP conseguiriam mudar dentro do calendário previsto para as novas instalações, inauguradas esta semana. Para que todos nos lembremos, há pouco mais de um ano abundavam os profetas que garantiam que era impossível juntar as duas empresas no mesmo edifício, que a obra nunca ficaria pronta, que o plano era impossível de cumprir. Para que conste os profetas da desgraça enganaram-se. Mas convém que todos nos lembremos do que disseram.
Nalgumas alturas não resisto a estimular a memória: aqui há pouco mais de um ano a dúvida não era sobre se a RTP e a RDP conseguiriam mudar dentro do calendário previsto para as novas instalações, inauguradas esta semana. Para que todos nos lembremos, há pouco mais de um ano abundavam os profetas que garantiam que era impossível juntar as duas empresas no mesmo edifício, que a obra nunca ficaria pronta, que o plano era impossível de cumprir. Para que conste os profetas da desgraça enganaram-se. Mas convém que todos nos lembremos do que disseram.
março 31, 2004
A CÔR
A Comissão de Trabalhadores da RTP pediu hoje, dia da inauguração das novas inatalações, que as pessoas da casa venham de preto.
É o apego ao passado, a defesa do que foi e do que era sem mais razão que o imobilismo - como os lamentos que ontem se ouviram por abandonar a triste cinco de outubro.
Bem sei que muitos gostavam mais de uma televisão a preto e branco. Mas felizmente, pelo que se vê nos corredores, dominam as cores e vê-se mesmo que há quem tenha, propositadamente, escolhido roupas ou peças de roupa garridas.
Não resisto, hoje, a citar Camões:
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o Ser, muda-se a confiança;
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."
A Comissão de Trabalhadores da RTP pediu hoje, dia da inauguração das novas inatalações, que as pessoas da casa venham de preto.
É o apego ao passado, a defesa do que foi e do que era sem mais razão que o imobilismo - como os lamentos que ontem se ouviram por abandonar a triste cinco de outubro.
Bem sei que muitos gostavam mais de uma televisão a preto e branco. Mas felizmente, pelo que se vê nos corredores, dominam as cores e vê-se mesmo que há quem tenha, propositadamente, escolhido roupas ou peças de roupa garridas.
Não resisto, hoje, a citar Camões:
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o Ser, muda-se a confiança;
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."
Untitled
A CÔR
A Comissão de Trabalhadores da RTP pediu hoje, dia da inauguração das novas inatalações, que as pessoas da casa venham de preto.
É o apego ao passado, a defesa do que foi e do que era sem mais razão que o imobilismo - como os lamentos que ontem se ouviram por abandonar a triste cinco de outubro.
Bem sei que muitos gostavam mais de uma televisão a preto e branco. Mas felizmente, pelo que se vê nos corredores, dominam as cores e vê-se mesmo que há quem tenha, propositadamente, escolhido roupas ou peças de roupa garridas.
Não resisto, hoje, a citar Camões:
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o Ser, muda-se a confiança;
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."
A Comissão de Trabalhadores da RTP pediu hoje, dia da inauguração das novas inatalações, que as pessoas da casa venham de preto.
É o apego ao passado, a defesa do que foi e do que era sem mais razão que o imobilismo - como os lamentos que ontem se ouviram por abandonar a triste cinco de outubro.
Bem sei que muitos gostavam mais de uma televisão a preto e branco. Mas felizmente, pelo que se vê nos corredores, dominam as cores e vê-se mesmo que há quem tenha, propositadamente, escolhido roupas ou peças de roupa garridas.
Não resisto, hoje, a citar Camões:
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o Ser, muda-se a confiança;
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."
março 26, 2004
MUDAR
Bem sei que não é politicamente correcto falar do local onde trabalhamos, mas não resisto: mudar em simultâneo várias estações de rádio e de televisão e concentrá-las num mesmo espaço e ainda por cima conseguir que tudo continue a decorrer com razoável normalidade e sem sobressaltos de maior no dia-a-dia é obra. RTP e RDP estão a partir de agora juntas, num novo espaço. Em grandes salas abertas as pessoas vêem-se umas às outras. Desapareceram os gabinetes sorumbáticos, há luz, espaço e condições de trabalho inegavelmente melhores. Quem gostava de estar no seu cantinho atrás de uma porta fechada terá alguma dificuldade em viver em espaço aberto, mas a concentração num só edifício ajuda a que as várias áreas da empresa colaborem melhor entre si, como já começa a acontecer.
Bem sei que não é politicamente correcto falar do local onde trabalhamos, mas não resisto: mudar em simultâneo várias estações de rádio e de televisão e concentrá-las num mesmo espaço e ainda por cima conseguir que tudo continue a decorrer com razoável normalidade e sem sobressaltos de maior no dia-a-dia é obra. RTP e RDP estão a partir de agora juntas, num novo espaço. Em grandes salas abertas as pessoas vêem-se umas às outras. Desapareceram os gabinetes sorumbáticos, há luz, espaço e condições de trabalho inegavelmente melhores. Quem gostava de estar no seu cantinho atrás de uma porta fechada terá alguma dificuldade em viver em espaço aberto, mas a concentração num só edifício ajuda a que as várias áreas da empresa colaborem melhor entre si, como já começa a acontecer.
Untitled
MUDAR
Bem sei que não é politicamente correcto falar do local onde trabalhamos, mas não resisto: mudar em simultâneo várias estações de rádio e de televisão e concentrá-las num mesmo espaço e ainda por cima conseguir que tudo continue a decorrer com razoável normalidade e sem sobressaltos de maior no dia-a-dia é obra. RTP e RDP estão a partir de agora juntas, num novo espaço. Em grandes salas abertas as pessoas vêem-se umas às outras. Desapareceram os gabinetes sorumbáticos, há luz, espaço e condições de trabalho inegavelmente melhores. Quem gostava de estar no seu cantinho atrás de uma porta fechada terá alguma dificuldade em viver em espaço aberto, mas a concentração num só edifício ajuda a que as várias áreas da empresa colaborem melhor entre si, como já começa a acontecer.
Bem sei que não é politicamente correcto falar do local onde trabalhamos, mas não resisto: mudar em simultâneo várias estações de rádio e de televisão e concentrá-las num mesmo espaço e ainda por cima conseguir que tudo continue a decorrer com razoável normalidade e sem sobressaltos de maior no dia-a-dia é obra. RTP e RDP estão a partir de agora juntas, num novo espaço. Em grandes salas abertas as pessoas vêem-se umas às outras. Desapareceram os gabinetes sorumbáticos, há luz, espaço e condições de trabalho inegavelmente melhores. Quem gostava de estar no seu cantinho atrás de uma porta fechada terá alguma dificuldade em viver em espaço aberto, mas a concentração num só edifício ajuda a que as várias áreas da empresa colaborem melhor entre si, como já começa a acontecer.
Untitled
TEATRO
Amanhã é Dia Mundial do Teatro. A nova direcção do Teatro Nacional D. Maria fez uma programação cheia de imaginação e surpresas a que chamou um dia desCONCERTANTE. António Lagarto prepara, aos poucos, o regresso do D. Maria ao lugar que lhe compete.
Amanhã é Dia Mundial do Teatro. A nova direcção do Teatro Nacional D. Maria fez uma programação cheia de imaginação e surpresas a que chamou um dia desCONCERTANTE. António Lagarto prepara, aos poucos, o regresso do D. Maria ao lugar que lhe compete.
JORNAL
Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.
Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.
Untitled
JORNAL
Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.
Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.
março 24, 2004
Untitled
FRESCO
O momento para-laboral mais divertido e fresco que passei desde que estou a colaborar no grupo RTP foi hoje à noite no Coliseu, na festa de aniversário da Antena 3. Que grande disco os Da Weasel vão ter. E que boa onda ali estava. Música portuguesa, rádio em serviço público.
O momento para-laboral mais divertido e fresco que passei desde que estou a colaborar no grupo RTP foi hoje à noite no Coliseu, na festa de aniversário da Antena 3. Que grande disco os Da Weasel vão ter. E que boa onda ali estava. Música portuguesa, rádio em serviço público.
março 22, 2004
Untitled
O NOVO
Vejo mais sorrisos. Há caras sombrias, saudades não se sabe bem do quê. Mas vejo sorrisos. E agora todos olhos para todos. Não há esconderijos. Só por isso valia a pena a trabalheira da mudança.
Vejo mais sorrisos. Há caras sombrias, saudades não se sabe bem do quê. Mas vejo sorrisos. E agora todos olhos para todos. Não há esconderijos. Só por isso valia a pena a trabalheira da mudança.
março 19, 2004
FINALMENTE
Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.
Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.
Untitled
FINALMENTE
Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.
Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.
fevereiro 20, 2004
COMO HOJE Ã SEXTA
Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios
No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas à s dez da noite â é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. à esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.
Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios
No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas à s dez da noite â é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. à esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.
Untitled
COMO HOJE Ã SEXTA
Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios
No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas à s dez da noite â é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. à esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.
Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios
No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas à s dez da noite â é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. à esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.
Subscrever:
Mensagens (Atom)