março 26, 2004

JORNAL
Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.

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JORNAL

Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.

março 24, 2004

FRESCO
O momento para-laboral mais divertido e fresco que passei desde que estou a colaborar no grupo RTP foi hoje à noite no Coliseu, na festa de aniversário da Antena 3. Que grande disco os Da Weasel vão ter. E que boa onda ali estava. Música portuguesa, rádio em serviço público.

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FRESCO

O momento para-laboral mais divertido e fresco que passei desde que estou a colaborar no grupo RTP foi hoje à noite no Coliseu, na festa de aniversário da Antena 3. Que grande disco os Da Weasel vão ter. E que boa onda ali estava. Música portuguesa, rádio em serviço público.

março 22, 2004

O NOVO
Vejo mais sorrisos. Há caras sombrias, saudades não se sabe bem do quê. Mas vejo sorrisos. E agora todos olhos para todos. Não há esconderijos. Só por isso valia a pena a trabalheira da mudança.

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O NOVO

Vejo mais sorrisos. Há caras sombrias, saudades não se sabe bem do quê. Mas vejo sorrisos. E agora todos olhos para todos. Não há esconderijos. Só por isso valia a pena a trabalheira da mudança.

março 19, 2004

FINALMENTE
Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.

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FINALMENTE

Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.

fevereiro 20, 2004

COMO HOJE É SEXTA
Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios
No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas às dez da noite – é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. É esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.

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COMO HOJE É SEXTA

Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios

No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas às dez da noite – é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. É esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.

fevereiro 19, 2004

O PERFIL PARA DIRIGIR UMA ESTAÇÃO DE TELEVISÃO
Max Hastings escreve uma deliciosa crónica na «Spectator» onde relata as características que deve ter o futuro dirigente da BBC. Ora vejam.

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O PERFIL PARA DIRIGIR UMA ESTAÇÃO DE TELEVISÃO

Max Hastings escreve uma deliciosa crónica na «Spectator» onde relata as características que deve ter o futuro dirigente da BBC. Ora vejam.
BLOGS SERVEM PARA RECOLHER FUNDOS
O mais recente êxito dos blogs na campanha presidencial norte-americana é a sua utilização para a recolha de fundos. Vejam aqui na Wired.

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BLOGS SERVEM PARA RECOLHER FUNDOS

O mais recente êxito dos blogs na campanha presidencial norte-americana é a sua utilização para a recolha de fundos. Vejam aqui na Wired.

janeiro 09, 2004

DIÁRIO DE BORDO V
Giro, giro é saber por uns amigos dos jornais que anda aí uma raparigada e uma rapaziada cá da casa a fazer uma campanhinha anti-2:, na base da sempre saudável comparação com o antigamente. Isto é daquelas coisas que é sempre bonito de ver e de saber. Não acham engraçado que isto se passe?

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DIÁRIO DE BORDO V

Giro, giro é saber por uns amigos dos jornais que anda aí uma raparigada e uma rapaziada cá da casa a fazer uma campanhinha anti-2:, na base da sempre saudável comparação com o antigamente. Isto é daquelas coisas que é sempre bonito de ver e de saber. Não acham engraçado que isto se passe?

janeiro 08, 2004

DIÁRIO DE BORDO IV
Já agora, e como é pouco costume dizer-se o que correu bem, aqui fica um testemunho. Uma das coisas que tem merecido destaque é a nova imagem da 2:, Em geral as apreciações têm sido positivas, mas isso só acontece porque houve uma grande equipa a tratar dela. para além da Brandia, que fez o conceito geral e desenhou as matrizes. Todo o desenvolvimento posterior foi feito dentro da RTP: genéricos, quadros de grafismos, as bases das autopromoções, os separadores, as cortinas, as inserções de títulos. Cabe aqui destacar o trabalho da equipa do Nicolau Tudela, que até à hora do canal ir para o ar esteve a aperfeiçoar, a melhorar, a desenvolver os aspectos da imagem que têm sido elogiados. Trabalharam MESMO dia e noite, sem fins de semana e feriados mesmo na altura difícil das festas. Sem a equipa do Nicolau nos grafismos, sem a ajuda do Ari em tudo o que é identidade sonora, a 2: não seria o que é. Desde o início eles perceberam o conceito do canal - estamos a falar em inícios do Verão - e desde o início ajudaram a fazer a transformação que hoje se vê e se ouve. Cabe dizer que tiveram um espírito raro: não disseram nunca que não, sugeriram melhorias, deram alternativas, foram criativos, estiveram sempre disponíveis. Eles são uma grande equipa e trabalhar com eles é verdadeiramente um privilégio. Quem me dera que tudo fosse assim.

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DIÁRIO DE BORDO IV

Já agora, e como é pouco costume dizer-se o que correu bem, aqui fica um testemunho. Uma das coisas que tem merecido destaque é a nova imagem da 2:, Em geral as apreciações têm sido positivas, mas isso só acontece porque houve uma grande equipa a tratar dela. para além da Brandia, que fez o conceito geral e desenhou as matrizes. Todo o desenvolvimento posterior foi feito dentro da RTP: genéricos, quadros de grafismos, as bases das autopromoções, os separadores, as cortinas, as inserções de títulos. Cabe aqui destacar o trabalho da equipa do Nicolau Tudela, que até à hora do canal ir para o ar esteve a aperfeiçoar, a melhorar, a desenvolver os aspectos da imagem que têm sido elogiados. Trabalharam MESMO dia e noite, sem fins de semana e feriados mesmo na altura difícil das festas. Sem a equipa do Nicolau nos grafismos, sem a ajuda do Ari em tudo o que é identidade sonora, a 2: não seria o que é. Desde o início eles perceberam o conceito do canal - estamos a falar em inícios do Verão - e desde o início ajudaram a fazer a transformação que hoje se vê e se ouve. Cabe dizer que tiveram um espírito raro: não disseram nunca que não, sugeriram melhorias, deram alternativas, foram criativos, estiveram sempre disponíveis. Eles são uma grande equipa e trabalhar com eles é verdadeiramente um privilégio. Quem me dera que tudo fosse assim.

janeiro 07, 2004

DIÁRIO DE BORDO III
A primeira emissão correu sem muitos percalços. Um irritante atraso no «Tudo Em Família» foi a coisa mais aborrecida, que levou a que a promessa de cumprimento de horários não fosse cumprida no primeiro dia de emissão - vá-se lá saber porquê, quando estava tudo pronto e combinado.
A descoberta do dia é que pelos vistos o assunto mais complicado da produção para algumas pessoas é a ficha técnica e a forma como ela aparece. Nunca tinha dado por isso na vida mas ontem dei por mim a perder mais tempo com esse assunto do que com questões mais substantivas. Está-se sempre a aprender...
As estreias correram bem: os programas com os parceiros falaram de problemas reais e o Quisoque eo Magazine mostraram ser diferentes.
Bem sei que sou suspeito, mas ontem o Jornal 2 melhorou muito e mostrou como em meia hora se consegue dar uma boa ideia do que se passou.
Há coisas a corrigir na emissão em geral? Pois há, mas isso é natural.
Como eu esperava as audiências desceram. Os alarmistas vão entrar em pânico e não é demais repetir que do ponto de vista de audiências esta grelha é mais arriscada que a situação anterior.

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DIÁRIO DE BORDO III

A primeira emissão correu sem muitos percalços. Um irritante atraso no «Tudo Em Família» foi a coisa mais aborrecida, que levou a que a promessa de cumprimento de horários não fosse cumprida no primeiro dia de emissão - vá-se lá saber porquê, quando estava tudo pronto e combinado.

A descoberta do dia é que pelos vistos o assunto mais complicado da produção para algumas pessoas é a ficha técnica e a forma como ela aparece. Nunca tinha dado por isso na vida mas ontem dei por mim a perder mais tempo com esse assunto do que com questões mais substantivas. Está-se sempre a aprender...

As estreias correram bem: os programas com os parceiros falaram de problemas reais e o Quisoque eo Magazine mostraram ser diferentes.

Bem sei que sou suspeito, mas ontem o Jornal 2 melhorou muito e mostrou como em meia hora se consegue dar uma boa ideia do que se passou.

Há coisas a corrigir na emissão em geral? Pois há, mas isso é natural.

Como eu esperava as audiências desceram. Os alarmistas vão entrar em pânico e não é demais repetir que do ponto de vista de audiências esta grelha é mais arriscada que a situação anterior.