DICK
Philip K. Dick é um dos maiores escritores de ficção científica e ganhou a sua fama na época em que o género fazia sentido. Tornou-se um clássico e hoje é um filão para a indústria cinematográfica. Leia a história inteira na Wired, a propósito da próxima estreia de «Paycheck», o novo filme de John Woo. Outros filmes baseados em obras de Philip K. Dick: «Blade Runner», «Total Recall», «Minority Report».
Curto excerto do artigo para ajudar a situar quem foi Philip K.Dick, que morreu pouco antes da estreia de «Blade Runner» e sem nunca ter ganho dinheiro que se visse com a sua obra: Dick's anxious surrealism all but defines contemporary Hollywood science fiction and spills over into other kinds of movies as well. His influence is pervasive in The Matrix and its sequels, which present the world we know as nothing more than an information grid; Dick articulated the concept in a 1977 speech in which he posited the existence of multiple realities overlapping the "matrix world" that most of us experience. Vanilla Sky, with its dizzying shifts between fantasy and fact, likewise ventures into a Dickian warp zone, as does Dark City, The Thirteenth Floor, and David Cronenberg's eXistenZ. Memento reprises Dick's memory obsession by focusing on a man whose attempts to avenge his wife's murder are complicated by his inability to remember anything. In The Truman Show, Jim Carrey discovers the life he's living is an illusion, an idea Dick developed in his 1959 novel Time Out of Joint. Next year, Carrey and Kate Winslet will play a couple who have their memories of each other erased in Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Memory, paranoia, alternate realities: Dick's themes are everywhere.
At a time when most 20th-century science fiction writers seem hopelessly dated, Dick gives us a vision of the future that captures the feel of our time. He didn't really care about robots or space travel, though they sometimes turn up in his stories. He wrote about ordinary Joes caught in a web of corporate domination and ubiquitous electronic media, of memory implants and mood dispensers and counterfeit worlds. This strikes a nerve. "People cannot put their finger anymore on what is real and what is not real," observes Paul Verhoeven, the one-time Dutch mathematician who directed Total Recall. "What we find in Dick is an absence of truth and an ambiguous interpretation of reality. Dreams that turn out to be reality, reality that turns out to be a dream. This can only sell when people recognize it, and they can only recognize it when they see it in their own lives."
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
novembro 23, 2003
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DICK
Philip K. Dick é um dos maiores escritores de ficção científica e ganhou a sua fama na época em que o género fazia sentido. Tornou-se um clássico e hoje é um filão para a indústria cinematográfica. Leia a história inteira na Wired, a propósito da próxima estreia de «Paycheck», o novo filme de John Woo. Outros filmes baseados em obras de Philip K. Dick: «Blade Runner», «Total Recall», «Minority Report».
Curto excerto do artigo para ajudar a situar quem foi Philip K.Dick, que morreu pouco antes da estreia de «Blade Runner» e sem nunca ter ganho dinheiro que se visse com a sua obra: Dick's anxious surrealism all but defines contemporary Hollywood science fiction and spills over into other kinds of movies as well. His influence is pervasive in The Matrix and its sequels, which present the world we know as nothing more than an information grid; Dick articulated the concept in a 1977 speech in which he posited the existence of multiple realities overlapping the "matrix world" that most of us experience. Vanilla Sky, with its dizzying shifts between fantasy and fact, likewise ventures into a Dickian warp zone, as does Dark City, The Thirteenth Floor, and David Cronenberg's eXistenZ. Memento reprises Dick's memory obsession by focusing on a man whose attempts to avenge his wife's murder are complicated by his inability to remember anything. In The Truman Show, Jim Carrey discovers the life he's living is an illusion, an idea Dick developed in his 1959 novel Time Out of Joint. Next year, Carrey and Kate Winslet will play a couple who have their memories of each other erased in Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Memory, paranoia, alternate realities: Dick's themes are everywhere.
At a time when most 20th-century science fiction writers seem hopelessly dated, Dick gives us a vision of the future that captures the feel of our time. He didn't really care about robots or space travel, though they sometimes turn up in his stories. He wrote about ordinary Joes caught in a web of corporate domination and ubiquitous electronic media, of memory implants and mood dispensers and counterfeit worlds. This strikes a nerve. "People cannot put their finger anymore on what is real and what is not real," observes Paul Verhoeven, the one-time Dutch mathematician who directed Total Recall. "What we find in Dick is an absence of truth and an ambiguous interpretation of reality. Dreams that turn out to be reality, reality that turns out to be a dream. This can only sell when people recognize it, and they can only recognize it when they see it in their own lives."
Philip K. Dick é um dos maiores escritores de ficção científica e ganhou a sua fama na época em que o género fazia sentido. Tornou-se um clássico e hoje é um filão para a indústria cinematográfica. Leia a história inteira na Wired, a propósito da próxima estreia de «Paycheck», o novo filme de John Woo. Outros filmes baseados em obras de Philip K. Dick: «Blade Runner», «Total Recall», «Minority Report».
Curto excerto do artigo para ajudar a situar quem foi Philip K.Dick, que morreu pouco antes da estreia de «Blade Runner» e sem nunca ter ganho dinheiro que se visse com a sua obra: Dick's anxious surrealism all but defines contemporary Hollywood science fiction and spills over into other kinds of movies as well. His influence is pervasive in The Matrix and its sequels, which present the world we know as nothing more than an information grid; Dick articulated the concept in a 1977 speech in which he posited the existence of multiple realities overlapping the "matrix world" that most of us experience. Vanilla Sky, with its dizzying shifts between fantasy and fact, likewise ventures into a Dickian warp zone, as does Dark City, The Thirteenth Floor, and David Cronenberg's eXistenZ. Memento reprises Dick's memory obsession by focusing on a man whose attempts to avenge his wife's murder are complicated by his inability to remember anything. In The Truman Show, Jim Carrey discovers the life he's living is an illusion, an idea Dick developed in his 1959 novel Time Out of Joint. Next year, Carrey and Kate Winslet will play a couple who have their memories of each other erased in Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Memory, paranoia, alternate realities: Dick's themes are everywhere.
At a time when most 20th-century science fiction writers seem hopelessly dated, Dick gives us a vision of the future that captures the feel of our time. He didn't really care about robots or space travel, though they sometimes turn up in his stories. He wrote about ordinary Joes caught in a web of corporate domination and ubiquitous electronic media, of memory implants and mood dispensers and counterfeit worlds. This strikes a nerve. "People cannot put their finger anymore on what is real and what is not real," observes Paul Verhoeven, the one-time Dutch mathematician who directed Total Recall. "What we find in Dick is an absence of truth and an ambiguous interpretation of reality. Dreams that turn out to be reality, reality that turns out to be a dream. This can only sell when people recognize it, and they can only recognize it when they see it in their own lives."
GRANDE AVIZ
Não resisto a citar o Francisco José Viegas que com a sua simplicidade actual vai continuando a sua cruzada contra os mitos: CULTURA GERAL. Eu não concordo com a ideia de Freitas do Amaral, defendida ontem na Visão sobre a inclusão (que suponho imaginária — só pode) de uma cadeira de cultura geral no ensino Secundário (a tese vem de Hirsch, por exemplo). Mas, como quase nunca concordo com Freitas do Amaral, distingo uma ideia sua que me parece premonitória: daqui a uns anos, pelo caminho que as coisas levam no Secundário, talvez passemos «da cauda da Europa dos 15 para o terço inferior da Europa dos 25».
A ideia da Cultura Geral, de qualquer modo, pode fascinar algumas pessoas — pelo seu carácter «democrático», suponho. O problema é que a cultura geral verdadeira não é uma especificidade mas uma generalidade que resulta do interesse pessoal; esse interesse vem da frequência das «disciplinas do Cânone». O apelo constante para ceder à mediocridade na escola, na televisão, nos jornais, na vida política, é que destruiu a cultura geral. Saber onde fica Vilnius, onde desagua o Tâmega, qual a nacionalidade de Ibsen ou quem foi Tucídides, é uma coisa que se aprende num trivial pursuit — mas que se procura saber mais profundamente se a escola, a televisão, os jornais e a vida política não desvalorizarem quem tiver interesse em saber isso (a não ser no «Quem Quer Ser Milionário», naturalmente...).
Não resisto a citar o Francisco José Viegas que com a sua simplicidade actual vai continuando a sua cruzada contra os mitos: CULTURA GERAL. Eu não concordo com a ideia de Freitas do Amaral, defendida ontem na Visão sobre a inclusão (que suponho imaginária — só pode) de uma cadeira de cultura geral no ensino Secundário (a tese vem de Hirsch, por exemplo). Mas, como quase nunca concordo com Freitas do Amaral, distingo uma ideia sua que me parece premonitória: daqui a uns anos, pelo caminho que as coisas levam no Secundário, talvez passemos «da cauda da Europa dos 15 para o terço inferior da Europa dos 25».
A ideia da Cultura Geral, de qualquer modo, pode fascinar algumas pessoas — pelo seu carácter «democrático», suponho. O problema é que a cultura geral verdadeira não é uma especificidade mas uma generalidade que resulta do interesse pessoal; esse interesse vem da frequência das «disciplinas do Cânone». O apelo constante para ceder à mediocridade na escola, na televisão, nos jornais, na vida política, é que destruiu a cultura geral. Saber onde fica Vilnius, onde desagua o Tâmega, qual a nacionalidade de Ibsen ou quem foi Tucídides, é uma coisa que se aprende num trivial pursuit — mas que se procura saber mais profundamente se a escola, a televisão, os jornais e a vida política não desvalorizarem quem tiver interesse em saber isso (a não ser no «Quem Quer Ser Milionário», naturalmente...).
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GRANDE AVIZ
Não resisto a citar o Francisco José Viegas que com a sua simplicidade actual vai continuando a sua cruzada contra os mitos: CULTURA GERAL. Eu não concordo com a ideia de Freitas do Amaral, defendida ontem na Visão sobre a inclusão (que suponho imaginária — só pode) de uma cadeira de cultura geral no ensino Secundário (a tese vem de Hirsch, por exemplo). Mas, como quase nunca concordo com Freitas do Amaral, distingo uma ideia sua que me parece premonitória: daqui a uns anos, pelo caminho que as coisas levam no Secundário, talvez passemos «da cauda da Europa dos 15 para o terço inferior da Europa dos 25».
A ideia da Cultura Geral, de qualquer modo, pode fascinar algumas pessoas — pelo seu carácter «democrático», suponho. O problema é que a cultura geral verdadeira não é uma especificidade mas uma generalidade que resulta do interesse pessoal; esse interesse vem da frequência das «disciplinas do Cânone». O apelo constante para ceder à mediocridade na escola, na televisão, nos jornais, na vida política, é que destruiu a cultura geral. Saber onde fica Vilnius, onde desagua o Tâmega, qual a nacionalidade de Ibsen ou quem foi Tucídides, é uma coisa que se aprende num trivial pursuit — mas que se procura saber mais profundamente se a escola, a televisão, os jornais e a vida política não desvalorizarem quem tiver interesse em saber isso (a não ser no «Quem Quer Ser Milionário», naturalmente...).
Não resisto a citar o Francisco José Viegas que com a sua simplicidade actual vai continuando a sua cruzada contra os mitos: CULTURA GERAL. Eu não concordo com a ideia de Freitas do Amaral, defendida ontem na Visão sobre a inclusão (que suponho imaginária — só pode) de uma cadeira de cultura geral no ensino Secundário (a tese vem de Hirsch, por exemplo). Mas, como quase nunca concordo com Freitas do Amaral, distingo uma ideia sua que me parece premonitória: daqui a uns anos, pelo caminho que as coisas levam no Secundário, talvez passemos «da cauda da Europa dos 15 para o terço inferior da Europa dos 25».
A ideia da Cultura Geral, de qualquer modo, pode fascinar algumas pessoas — pelo seu carácter «democrático», suponho. O problema é que a cultura geral verdadeira não é uma especificidade mas uma generalidade que resulta do interesse pessoal; esse interesse vem da frequência das «disciplinas do Cânone». O apelo constante para ceder à mediocridade na escola, na televisão, nos jornais, na vida política, é que destruiu a cultura geral. Saber onde fica Vilnius, onde desagua o Tâmega, qual a nacionalidade de Ibsen ou quem foi Tucídides, é uma coisa que se aprende num trivial pursuit — mas que se procura saber mais profundamente se a escola, a televisão, os jornais e a vida política não desvalorizarem quem tiver interesse em saber isso (a não ser no «Quem Quer Ser Milionário», naturalmente...).
novembro 20, 2003
A VOZ
Para os que não têm ideia o Village Voice é uma das referências do jornalismo norte-americano. Nas suas páginas começaram a escrever alguns dos grandes repórteres e escritores contemporâneos.
Para terem uma ideia:
When it was founded by Dan Wolf, Ed Fancher and Norman Mailer in the fall of 1955, The Village Voice introduced free-form, high-spirited and passionate journalism into the public discourse. As the nation's first and largest alternative newsweekly, the Voice maintains the same tradition of no-holds barred reporting and criticism it first embraced when it began publishing more than forty years ago.
The recipient of three Pulitzer prizes, the George Polk Award, Front Page Awards, Deadline Club Awards and many others, the Voice has earned a reputation for its groundbreaking investigations of New York City politics, and as the premier expert on New York's downtown scene. Writing and reporting on local and national politics, with opinionated arts, culture, music, dance, film and theater reviews, Web dispatches and comprehensive entertainment listings, the Voice is the authoritative source on all that New York has to offer. Add classifieds unrivaled by any other New York publication, the Voice is New York's most influential must-read alternative newspaper.
Dozens of diverse, talented and idiosyncratic writers, novelists, playwrights, poets, and political activists—lured by the journalistic freedom that non-mainstream status affords—have filled the Voice's pages over the years, cementing its standing as "a writer's paper." Among those who made the paper their romping ground in the past were Ezra Pound, Henry Miller, Katherine Anne Porter, James Baldwin, e.e. cummings, Ted Hoagland, Tom Stoppard, Lorraine Hansberry, Jerry Tallmer, Allen Ginsberg, Murray Kempton, I.F. Stone, Pete Hamill, and Roger Wilkins. Former Editors in Chief have included Dan Wolf, Clay Felker, Tom Morgan, Marianne Partridge, David Schneiderman, Robert Friedman, Marty Gottlieb, Jonathan Larsen, and Karen Durbin.
Para os que não têm ideia o Village Voice é uma das referências do jornalismo norte-americano. Nas suas páginas começaram a escrever alguns dos grandes repórteres e escritores contemporâneos.
Para terem uma ideia:
When it was founded by Dan Wolf, Ed Fancher and Norman Mailer in the fall of 1955, The Village Voice introduced free-form, high-spirited and passionate journalism into the public discourse. As the nation's first and largest alternative newsweekly, the Voice maintains the same tradition of no-holds barred reporting and criticism it first embraced when it began publishing more than forty years ago.
The recipient of three Pulitzer prizes, the George Polk Award, Front Page Awards, Deadline Club Awards and many others, the Voice has earned a reputation for its groundbreaking investigations of New York City politics, and as the premier expert on New York's downtown scene. Writing and reporting on local and national politics, with opinionated arts, culture, music, dance, film and theater reviews, Web dispatches and comprehensive entertainment listings, the Voice is the authoritative source on all that New York has to offer. Add classifieds unrivaled by any other New York publication, the Voice is New York's most influential must-read alternative newspaper.
Dozens of diverse, talented and idiosyncratic writers, novelists, playwrights, poets, and political activists—lured by the journalistic freedom that non-mainstream status affords—have filled the Voice's pages over the years, cementing its standing as "a writer's paper." Among those who made the paper their romping ground in the past were Ezra Pound, Henry Miller, Katherine Anne Porter, James Baldwin, e.e. cummings, Ted Hoagland, Tom Stoppard, Lorraine Hansberry, Jerry Tallmer, Allen Ginsberg, Murray Kempton, I.F. Stone, Pete Hamill, and Roger Wilkins. Former Editors in Chief have included Dan Wolf, Clay Felker, Tom Morgan, Marianne Partridge, David Schneiderman, Robert Friedman, Marty Gottlieb, Jonathan Larsen, and Karen Durbin.
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A VOZ
Para os que não têm ideia o Village Voice é uma das referências do jornalismo norte-americano. Nas suas páginas começaram a escrever alguns dos grandes repórteres e escritores contemporâneos.
Para terem uma ideia:
When it was founded by Dan Wolf, Ed Fancher and Norman Mailer in the fall of 1955, The Village Voice introduced free-form, high-spirited and passionate journalism into the public discourse. As the nation's first and largest alternative newsweekly, the Voice maintains the same tradition of no-holds barred reporting and criticism it first embraced when it began publishing more than forty years ago.
The recipient of three Pulitzer prizes, the George Polk Award, Front Page Awards, Deadline Club Awards and many others, the Voice has earned a reputation for its groundbreaking investigations of New York City politics, and as the premier expert on New York's downtown scene. Writing and reporting on local and national politics, with opinionated arts, culture, music, dance, film and theater reviews, Web dispatches and comprehensive entertainment listings, the Voice is the authoritative source on all that New York has to offer. Add classifieds unrivaled by any other New York publication, the Voice is New York's most influential must-read alternative newspaper.
Dozens of diverse, talented and idiosyncratic writers, novelists, playwrights, poets, and political activists—lured by the journalistic freedom that non-mainstream status affords—have filled the Voice's pages over the years, cementing its standing as "a writer's paper." Among those who made the paper their romping ground in the past were Ezra Pound, Henry Miller, Katherine Anne Porter, James Baldwin, e.e. cummings, Ted Hoagland, Tom Stoppard, Lorraine Hansberry, Jerry Tallmer, Allen Ginsberg, Murray Kempton, I.F. Stone, Pete Hamill, and Roger Wilkins. Former Editors in Chief have included Dan Wolf, Clay Felker, Tom Morgan, Marianne Partridge, David Schneiderman, Robert Friedman, Marty Gottlieb, Jonathan Larsen, and Karen Durbin.
Para os que não têm ideia o Village Voice é uma das referências do jornalismo norte-americano. Nas suas páginas começaram a escrever alguns dos grandes repórteres e escritores contemporâneos.
Para terem uma ideia:
When it was founded by Dan Wolf, Ed Fancher and Norman Mailer in the fall of 1955, The Village Voice introduced free-form, high-spirited and passionate journalism into the public discourse. As the nation's first and largest alternative newsweekly, the Voice maintains the same tradition of no-holds barred reporting and criticism it first embraced when it began publishing more than forty years ago.
The recipient of three Pulitzer prizes, the George Polk Award, Front Page Awards, Deadline Club Awards and many others, the Voice has earned a reputation for its groundbreaking investigations of New York City politics, and as the premier expert on New York's downtown scene. Writing and reporting on local and national politics, with opinionated arts, culture, music, dance, film and theater reviews, Web dispatches and comprehensive entertainment listings, the Voice is the authoritative source on all that New York has to offer. Add classifieds unrivaled by any other New York publication, the Voice is New York's most influential must-read alternative newspaper.
Dozens of diverse, talented and idiosyncratic writers, novelists, playwrights, poets, and political activists—lured by the journalistic freedom that non-mainstream status affords—have filled the Voice's pages over the years, cementing its standing as "a writer's paper." Among those who made the paper their romping ground in the past were Ezra Pound, Henry Miller, Katherine Anne Porter, James Baldwin, e.e. cummings, Ted Hoagland, Tom Stoppard, Lorraine Hansberry, Jerry Tallmer, Allen Ginsberg, Murray Kempton, I.F. Stone, Pete Hamill, and Roger Wilkins. Former Editors in Chief have included Dan Wolf, Clay Felker, Tom Morgan, Marianne Partridge, David Schneiderman, Robert Friedman, Marty Gottlieb, Jonathan Larsen, and Karen Durbin.
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OSCAR WILDE
«Experiência é o nome que damos aos nosso erros».
«Perdoem sempre aos vossos inimigos; nada os deixa tão irritados».
«Experiência é o nome que damos aos nosso erros».
«Perdoem sempre aos vossos inimigos; nada os deixa tão irritados».
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
novembro 19, 2003
MANEL
Lembras-te quando eu passava os hinos de Meat Loaf no nosso programa de rádio de bandas sonoras de cinema e dizia que elas eram as mais cinematográficas de todas as canções? Recordas-te como me fizeste descobrir as bandas sonoras dos filmes do Almodóvar? Nestes dias tenho pensado naquelas nossas noites, num estúdio de rádio nas Amoreiras, no velho Rádio Clube Português, a curtir a paixão da música e do cinema que nos devorava. Só fazíamos aquilo por gôzo, puro gôzo - de falar, conversar, passar um bom bocado.
Resolveste fazer outro filme, teimoso como sempre foste, convicto, cheio de ideias próprias. Sempre te percebi e tenho que te perceber agora. Tenho já saudades tuas, mas percebo-te. Vamos falando Manel, cada vez que ouvir uma canção num filme vou pensar no teu sorriso, cada vez que topar um diálogo bem esgalhado vou recordar o teu encanto pelas boas «deixas». Sei que quando ouvires as guitarras do Meat Loaf te vais rir às gargalhadas.
Força rapaz. Pelo menos ficaste a saber que o velho Arnold acabou em governador - nós sempre achámos que ele tinha um futuro promissor. Força rapaz.
Lembras-te quando eu passava os hinos de Meat Loaf no nosso programa de rádio de bandas sonoras de cinema e dizia que elas eram as mais cinematográficas de todas as canções? Recordas-te como me fizeste descobrir as bandas sonoras dos filmes do Almodóvar? Nestes dias tenho pensado naquelas nossas noites, num estúdio de rádio nas Amoreiras, no velho Rádio Clube Português, a curtir a paixão da música e do cinema que nos devorava. Só fazíamos aquilo por gôzo, puro gôzo - de falar, conversar, passar um bom bocado.
Resolveste fazer outro filme, teimoso como sempre foste, convicto, cheio de ideias próprias. Sempre te percebi e tenho que te perceber agora. Tenho já saudades tuas, mas percebo-te. Vamos falando Manel, cada vez que ouvir uma canção num filme vou pensar no teu sorriso, cada vez que topar um diálogo bem esgalhado vou recordar o teu encanto pelas boas «deixas». Sei que quando ouvires as guitarras do Meat Loaf te vais rir às gargalhadas.
Força rapaz. Pelo menos ficaste a saber que o velho Arnold acabou em governador - nós sempre achámos que ele tinha um futuro promissor. Força rapaz.
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MANEL
Lembras-te quando eu passava os hinos de Meat Loaf no nosso programa de rádio de bandas sonoras de cinema e dizia que elas eram as mais cinematográficas de todas as canções? Recordas-te como me fizeste descobrir as bandas sonoras dos filmes do Almodóvar? Nestes dias tenho pensado naquelas nossas noites, num estúdio de rádio nas Amoreiras, no velho Rádio Clube Português, a curtir a paixão da música e do cinema que nos devorava. Só fazíamos aquilo por gôzo, puro gôzo - de falar, conversar, passar um bom bocado.
Resolveste fazer outro filme, teimoso como sempre foste, convicto, cheio de ideias próprias. Sempre te percebi e tenho que te perceber agora. Tenho já saudades tuas, mas percebo-te. Vamos falando Manel, cada vez que ouvir uma canção num filme vou pensar no teu sorriso, cada vez que topar um diálogo bem esgalhado vou recordar o teu encanto pelas boas «deixas». Sei que quando ouvires as guitarras do Meat Loaf te vais rir às gargalhadas.
Força rapaz. Pelo menos ficaste a saber que o velho Arnold acabou em governador - nós sempre achámos que ele tinha um futuro promissor. Força rapaz.
Lembras-te quando eu passava os hinos de Meat Loaf no nosso programa de rádio de bandas sonoras de cinema e dizia que elas eram as mais cinematográficas de todas as canções? Recordas-te como me fizeste descobrir as bandas sonoras dos filmes do Almodóvar? Nestes dias tenho pensado naquelas nossas noites, num estúdio de rádio nas Amoreiras, no velho Rádio Clube Português, a curtir a paixão da música e do cinema que nos devorava. Só fazíamos aquilo por gôzo, puro gôzo - de falar, conversar, passar um bom bocado.
Resolveste fazer outro filme, teimoso como sempre foste, convicto, cheio de ideias próprias. Sempre te percebi e tenho que te perceber agora. Tenho já saudades tuas, mas percebo-te. Vamos falando Manel, cada vez que ouvir uma canção num filme vou pensar no teu sorriso, cada vez que topar um diálogo bem esgalhado vou recordar o teu encanto pelas boas «deixas». Sei que quando ouvires as guitarras do Meat Loaf te vais rir às gargalhadas.
Força rapaz. Pelo menos ficaste a saber que o velho Arnold acabou em governador - nós sempre achámos que ele tinha um futuro promissor. Força rapaz.
novembro 18, 2003
BUSH NO REINO UNIDO
Se querem saber porque é que uma fotografia ao lado da Rainha Isabel II pode ser importante para a geoiestratégia mundial, leiam o Spectator.
Se querem saber porque é que uma fotografia ao lado da Rainha Isabel II pode ser importante para a geoiestratégia mundial, leiam o Spectator.
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