BRASIL VIRA-SE PARA LINUX
Mais dores de cabeça para a Microsoft: o responsável do Governo Federal pe4los sistemas de informação defende a utilização de plataformas de código aberto como o Linux pelos departamentos opficiais. Leia na Wired.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
novembro 18, 2003
novembro 15, 2003
BOLA
Não deliro com futebol. Nem a selecção me entusiasma - e pelo caminho que as coisas levam entusiasmará poucos portugueses. Com todo o devido respeito ao meu querido amigo, acho esta conversa em torno do novo estádio do FCP uma idiotice e não consigo perecber que o facto obrigue a alterar a vida das pessoas. Quem está. está; quem não está, estivesse. Cá por mim o Euro 2004 não era preciso para nada. Nunca vi dinheiro tão mal gasto.
Não deliro com futebol. Nem a selecção me entusiasma - e pelo caminho que as coisas levam entusiasmará poucos portugueses. Com todo o devido respeito ao meu querido amigo, acho esta conversa em torno do novo estádio do FCP uma idiotice e não consigo perecber que o facto obrigue a alterar a vida das pessoas. Quem está. está; quem não está, estivesse. Cá por mim o Euro 2004 não era preciso para nada. Nunca vi dinheiro tão mal gasto.
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BOLA
Não deliro com futebol. Nem a selecção me entusiasma - e pelo caminho que as coisas levam entusiasmará poucos portugueses. Com todo o devido respeito ao meu querido amigo, acho esta conversa em torno do novo estádio do FCP uma idiotice e não consigo perecber que o facto obrigue a alterar a vida das pessoas. Quem está. está; quem não está, estivesse. Cá por mim o Euro 2004 não era preciso para nada. Nunca vi dinheiro tão mal gasto.
Não deliro com futebol. Nem a selecção me entusiasma - e pelo caminho que as coisas levam entusiasmará poucos portugueses. Com todo o devido respeito ao meu querido amigo, acho esta conversa em torno do novo estádio do FCP uma idiotice e não consigo perecber que o facto obrigue a alterar a vida das pessoas. Quem está. está; quem não está, estivesse. Cá por mim o Euro 2004 não era preciso para nada. Nunca vi dinheiro tão mal gasto.
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MÚSICA
Desde há três dias o disco que ouço repetidamente é o novo trabalho de Van Morrison, o seu primeiro registo para a prestigiada Blue Note, o muito apropriado «What’s Wrong With This Picture?».
Desde há três dias o disco que ouço repetidamente é o novo trabalho de Van Morrison, o seu primeiro registo para a prestigiada Blue Note, o muito apropriado «What’s Wrong With This Picture?».
A ESQUINA ESCRITA
Como ontem foi sexta, a «esquina» teve a sua versão impressa no «Jornal de Negócios». Excertos:
Em declarações no Cinamina, Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, o respectivo Presidente do Júri, o realizador João Botelho, disse coisas um pouco exageradas - mas certeiras - sobre as televisões. Passo a citar: «Eles transformaram os telejornais em ficção e o resto são “reality shows”. Há cada vez menos espaço para coisas sérias, boas e rigorosas». Na mesma intervenção João Botelho exprimiu as suas dúvidas sobre a capacidade do futuro sucessor da RTP 2 em modificar este panorama. Continuo a achar ser possível criar condições que permitam que os factos mostrem que nesta última parte João Botelho se equivocou.
(...)
Criado pelo Ministro da Presidência, apresentado em Dezembro do ano passado como parte integrante das «Novas Opções Para o Audiovisual», o relatório do Grupo de Trabalho, na nota introdutória subscrita pelos seus membros, entre os quais me incluí, afirmava:
«Queremos também sublinhar uma convicção: o Serviço Público de Televisão não se coaduna com projectos de concorrência com os operadores privados, nem com a duplicação de estruturas ou o desperdício de meios, nem com a tentação da conquista fácil das audiências. Acreditamos que o Serviço Público de Televisão não pode ser escravo dos indícies de audiência, embora não possa ignorar audiências; deve ser visto pelo maior número, mas não depende, apenas, do maior número; assume a função de referência, porque a sua existência não depende de razões de mercado; e naturalmente está sujeito a mais obrigações do que os operadores privados, embora também estes devam submeter-se a certas obrigações de natureza pública».
E, mais adiante, nas Conclusões Gerais: « O Grupo de Trabalho entende que a segunda frequência pública disponível não deverá ser um canal generalista, mas antes um serviço alternativo aberto à sociedade civil, que possa reforçar, pela diferença, os princípios de universalidade, coesão e proximidade definidos neste documento, na sequência das ideias incluídas no capítulo “Programação Própria e Alternativa”». É este capítulo cuja leitura vivamente se aconselha e foi ele que, no essencial, serviu de guia para iniciar a formatação da RTP 2. Todo este trabalho serviu também para formular a proposta das «Novas Opções do Audiovisual» apresentada pelo Ministro da Presidência, da qual cito partes: «o objectivo do segundo canal é...fazer serviço público de televisão fora do operador de serviço público»; «não sendo um canal generalista procurará públicos exigentes e segmentados»; «o modelo definido, com uma gestão económico-financeira autónoma, procurando a auto-sustentação, terá um orçamento global que se estima em 50% do orçamento do Canal 2» (que era de cerca de 52 milhões de euros/ano). O mesmo documento definia claramente a cultura, a educação e a formação, a acção social, o desporto amador, as confissões religiosas, o ambiente e a defesa do consumidor, o cinema português e o experimentalismo audiovisual como as principais áreas de vocação do novo canal.
Continuo a achar que este modelo faz sentido e é possível. Confio que continue a existir empenho, de toda a gente envolvida nas decisões e operações de criação do novo canal, em que ele se concretize, nos timings e condições em que tudo foi anunciado e previsto. Acredito que o cepticismo do João Botelho desta vez se prove enganado e que os seus filmes possam ter o destaque que merecem nessa nova televisão. Aliás, só assim este projecto fará sentido.
Como ontem foi sexta, a «esquina» teve a sua versão impressa no «Jornal de Negócios». Excertos:
Em declarações no Cinamina, Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, o respectivo Presidente do Júri, o realizador João Botelho, disse coisas um pouco exageradas - mas certeiras - sobre as televisões. Passo a citar: «Eles transformaram os telejornais em ficção e o resto são “reality shows”. Há cada vez menos espaço para coisas sérias, boas e rigorosas». Na mesma intervenção João Botelho exprimiu as suas dúvidas sobre a capacidade do futuro sucessor da RTP 2 em modificar este panorama. Continuo a achar ser possível criar condições que permitam que os factos mostrem que nesta última parte João Botelho se equivocou.
(...)
Criado pelo Ministro da Presidência, apresentado em Dezembro do ano passado como parte integrante das «Novas Opções Para o Audiovisual», o relatório do Grupo de Trabalho, na nota introdutória subscrita pelos seus membros, entre os quais me incluí, afirmava:
«Queremos também sublinhar uma convicção: o Serviço Público de Televisão não se coaduna com projectos de concorrência com os operadores privados, nem com a duplicação de estruturas ou o desperdício de meios, nem com a tentação da conquista fácil das audiências. Acreditamos que o Serviço Público de Televisão não pode ser escravo dos indícies de audiência, embora não possa ignorar audiências; deve ser visto pelo maior número, mas não depende, apenas, do maior número; assume a função de referência, porque a sua existência não depende de razões de mercado; e naturalmente está sujeito a mais obrigações do que os operadores privados, embora também estes devam submeter-se a certas obrigações de natureza pública».
E, mais adiante, nas Conclusões Gerais: « O Grupo de Trabalho entende que a segunda frequência pública disponível não deverá ser um canal generalista, mas antes um serviço alternativo aberto à sociedade civil, que possa reforçar, pela diferença, os princípios de universalidade, coesão e proximidade definidos neste documento, na sequência das ideias incluídas no capítulo “Programação Própria e Alternativa”». É este capítulo cuja leitura vivamente se aconselha e foi ele que, no essencial, serviu de guia para iniciar a formatação da RTP 2. Todo este trabalho serviu também para formular a proposta das «Novas Opções do Audiovisual» apresentada pelo Ministro da Presidência, da qual cito partes: «o objectivo do segundo canal é...fazer serviço público de televisão fora do operador de serviço público»; «não sendo um canal generalista procurará públicos exigentes e segmentados»; «o modelo definido, com uma gestão económico-financeira autónoma, procurando a auto-sustentação, terá um orçamento global que se estima em 50% do orçamento do Canal 2» (que era de cerca de 52 milhões de euros/ano). O mesmo documento definia claramente a cultura, a educação e a formação, a acção social, o desporto amador, as confissões religiosas, o ambiente e a defesa do consumidor, o cinema português e o experimentalismo audiovisual como as principais áreas de vocação do novo canal.
Continuo a achar que este modelo faz sentido e é possível. Confio que continue a existir empenho, de toda a gente envolvida nas decisões e operações de criação do novo canal, em que ele se concretize, nos timings e condições em que tudo foi anunciado e previsto. Acredito que o cepticismo do João Botelho desta vez se prove enganado e que os seus filmes possam ter o destaque que merecem nessa nova televisão. Aliás, só assim este projecto fará sentido.
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A ESQUINA ESCRITA
Como ontem foi sexta, a «esquina» teve a sua versão impressa no «Jornal de Negócios». Excertos:
Em declarações no Cinamina, Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, o respectivo Presidente do Júri, o realizador João Botelho, disse coisas um pouco exageradas - mas certeiras - sobre as televisões. Passo a citar: «Eles transformaram os telejornais em ficção e o resto são “reality shows”. Há cada vez menos espaço para coisas sérias, boas e rigorosas». Na mesma intervenção João Botelho exprimiu as suas dúvidas sobre a capacidade do futuro sucessor da RTP 2 em modificar este panorama. Continuo a achar ser possível criar condições que permitam que os factos mostrem que nesta última parte João Botelho se equivocou.
(...)
Criado pelo Ministro da Presidência, apresentado em Dezembro do ano passado como parte integrante das «Novas Opções Para o Audiovisual», o relatório do Grupo de Trabalho, na nota introdutória subscrita pelos seus membros, entre os quais me incluí, afirmava:
«Queremos também sublinhar uma convicção: o Serviço Público de Televisão não se coaduna com projectos de concorrência com os operadores privados, nem com a duplicação de estruturas ou o desperdício de meios, nem com a tentação da conquista fácil das audiências. Acreditamos que o Serviço Público de Televisão não pode ser escravo dos indícies de audiência, embora não possa ignorar audiências; deve ser visto pelo maior número, mas não depende, apenas, do maior número; assume a função de referência, porque a sua existência não depende de razões de mercado; e naturalmente está sujeito a mais obrigações do que os operadores privados, embora também estes devam submeter-se a certas obrigações de natureza pública».
E, mais adiante, nas Conclusões Gerais: « O Grupo de Trabalho entende que a segunda frequência pública disponível não deverá ser um canal generalista, mas antes um serviço alternativo aberto à sociedade civil, que possa reforçar, pela diferença, os princípios de universalidade, coesão e proximidade definidos neste documento, na sequência das ideias incluídas no capítulo “Programação Própria e Alternativa”». É este capítulo cuja leitura vivamente se aconselha e foi ele que, no essencial, serviu de guia para iniciar a formatação da RTP 2. Todo este trabalho serviu também para formular a proposta das «Novas Opções do Audiovisual» apresentada pelo Ministro da Presidência, da qual cito partes: «o objectivo do segundo canal é...fazer serviço público de televisão fora do operador de serviço público»; «não sendo um canal generalista procurará públicos exigentes e segmentados»; «o modelo definido, com uma gestão económico-financeira autónoma, procurando a auto-sustentação, terá um orçamento global que se estima em 50% do orçamento do Canal 2» (que era de cerca de 52 milhões de euros/ano). O mesmo documento definia claramente a cultura, a educação e a formação, a acção social, o desporto amador, as confissões religiosas, o ambiente e a defesa do consumidor, o cinema português e o experimentalismo audiovisual como as principais áreas de vocação do novo canal.
Continuo a achar que este modelo faz sentido e é possível. Confio que continue a existir empenho, de toda a gente envolvida nas decisões e operações de criação do novo canal, em que ele se concretize, nos timings e condições em que tudo foi anunciado e previsto. Acredito que o cepticismo do João Botelho desta vez se prove enganado e que os seus filmes possam ter o destaque que merecem nessa nova televisão. Aliás, só assim este projecto fará sentido.
Como ontem foi sexta, a «esquina» teve a sua versão impressa no «Jornal de Negócios». Excertos:
Em declarações no Cinamina, Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, o respectivo Presidente do Júri, o realizador João Botelho, disse coisas um pouco exageradas - mas certeiras - sobre as televisões. Passo a citar: «Eles transformaram os telejornais em ficção e o resto são “reality shows”. Há cada vez menos espaço para coisas sérias, boas e rigorosas». Na mesma intervenção João Botelho exprimiu as suas dúvidas sobre a capacidade do futuro sucessor da RTP 2 em modificar este panorama. Continuo a achar ser possível criar condições que permitam que os factos mostrem que nesta última parte João Botelho se equivocou.
(...)
Criado pelo Ministro da Presidência, apresentado em Dezembro do ano passado como parte integrante das «Novas Opções Para o Audiovisual», o relatório do Grupo de Trabalho, na nota introdutória subscrita pelos seus membros, entre os quais me incluí, afirmava:
«Queremos também sublinhar uma convicção: o Serviço Público de Televisão não se coaduna com projectos de concorrência com os operadores privados, nem com a duplicação de estruturas ou o desperdício de meios, nem com a tentação da conquista fácil das audiências. Acreditamos que o Serviço Público de Televisão não pode ser escravo dos indícies de audiência, embora não possa ignorar audiências; deve ser visto pelo maior número, mas não depende, apenas, do maior número; assume a função de referência, porque a sua existência não depende de razões de mercado; e naturalmente está sujeito a mais obrigações do que os operadores privados, embora também estes devam submeter-se a certas obrigações de natureza pública».
E, mais adiante, nas Conclusões Gerais: « O Grupo de Trabalho entende que a segunda frequência pública disponível não deverá ser um canal generalista, mas antes um serviço alternativo aberto à sociedade civil, que possa reforçar, pela diferença, os princípios de universalidade, coesão e proximidade definidos neste documento, na sequência das ideias incluídas no capítulo “Programação Própria e Alternativa”». É este capítulo cuja leitura vivamente se aconselha e foi ele que, no essencial, serviu de guia para iniciar a formatação da RTP 2. Todo este trabalho serviu também para formular a proposta das «Novas Opções do Audiovisual» apresentada pelo Ministro da Presidência, da qual cito partes: «o objectivo do segundo canal é...fazer serviço público de televisão fora do operador de serviço público»; «não sendo um canal generalista procurará públicos exigentes e segmentados»; «o modelo definido, com uma gestão económico-financeira autónoma, procurando a auto-sustentação, terá um orçamento global que se estima em 50% do orçamento do Canal 2» (que era de cerca de 52 milhões de euros/ano). O mesmo documento definia claramente a cultura, a educação e a formação, a acção social, o desporto amador, as confissões religiosas, o ambiente e a defesa do consumidor, o cinema português e o experimentalismo audiovisual como as principais áreas de vocação do novo canal.
Continuo a achar que este modelo faz sentido e é possível. Confio que continue a existir empenho, de toda a gente envolvida nas decisões e operações de criação do novo canal, em que ele se concretize, nos timings e condições em que tudo foi anunciado e previsto. Acredito que o cepticismo do João Botelho desta vez se prove enganado e que os seus filmes possam ter o destaque que merecem nessa nova televisão. Aliás, só assim este projecto fará sentido.
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ONTEM
Almocei sózinho, pela terceira vez esta semana. E eu, que gosto de almoçar sózinho, senti hoje a falta de alguém.
Almocei sózinho, pela terceira vez esta semana. E eu, que gosto de almoçar sózinho, senti hoje a falta de alguém.
QUASE... (citando uma lembrança)
Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planeando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...
(Luiz Fernando Veríssimo)
Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planeando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...
(Luiz Fernando Veríssimo)
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QUASE... (citando uma lembrança)
Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planeando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...
(Luiz Fernando Veríssimo)
Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planeando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...
(Luiz Fernando Veríssimo)
EMPATAS
Eu já sabia que havia muitos empatas e já sei do que o país gasta. Mas a coisa está pior. E há mais empatas do que havia. E mais refinados. Se isto parece uma charada visitem o melhor blog sobre comunicação.
Eu já sabia que havia muitos empatas e já sei do que o país gasta. Mas a coisa está pior. E há mais empatas do que havia. E mais refinados. Se isto parece uma charada visitem o melhor blog sobre comunicação.
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EMPATAS
Eu já sabia que havia muitos empatas e já sei do que o país gasta. Mas a coisa está pior. E há mais empatas do que havia. E mais refinados. Se isto parece uma charada visitem o melhor blog sobre comunicação.
Eu já sabia que havia muitos empatas e já sei do que o país gasta. Mas a coisa está pior. E há mais empatas do que havia. E mais refinados. Se isto parece uma charada visitem o melhor blog sobre comunicação.
novembro 12, 2003
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OS MEUS AMIGOS
Soube há bocado que o meu amigo Manel, o do cinema, que já aqui citei, teve um colapso em plena redacção. Dizem-me que a situação é grave. Não consigo pensar noutra coisa. Espero que ele fique melhor, que volte a ver o sorriso do Pereira a falar de um filme.
Soube há bocado que o meu amigo Manel, o do cinema, que já aqui citei, teve um colapso em plena redacção. Dizem-me que a situação é grave. Não consigo pensar noutra coisa. Espero que ele fique melhor, que volte a ver o sorriso do Pereira a falar de um filme.
DESCOBRIR
Há momentos em que apetece pensar como serão os outros, os que escrevem e nós não sabemos quem são. Quem estará aqui?
Há momentos em que apetece pensar como serão os outros, os que escrevem e nós não sabemos quem são. Quem estará aqui?
novembro 10, 2003
MUDAR
Mudar é sempre mais difícil que ficar na mesma. Combater as rotinas e os hábitos é sempre contrário à natureza das pessoas. Fazer obras causa sempre incómodos. Por isso é que alguns exercem o poder sem nada fazerem e outros o utilizam para fazer reformas. Só ao fim de alguns anos é que se vê a diferença, e muitas vezes o prazo com que a mudança se torna visível não coincide com os calendários eleitorais. Claramente esta é uma das perversões do sistema - e uma das que beneficia quem pouco faz e quem não gosta de rupturas.
Mudar é sempre mais difícil que ficar na mesma. Combater as rotinas e os hábitos é sempre contrário à natureza das pessoas. Fazer obras causa sempre incómodos. Por isso é que alguns exercem o poder sem nada fazerem e outros o utilizam para fazer reformas. Só ao fim de alguns anos é que se vê a diferença, e muitas vezes o prazo com que a mudança se torna visível não coincide com os calendários eleitorais. Claramente esta é uma das perversões do sistema - e uma das que beneficia quem pouco faz e quem não gosta de rupturas.
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MUDAR
Mudar é sempre mais difícil que ficar na mesma. Combater as rotinas e os hábitos é sempre contrário à natureza das pessoas. Fazer obras causa sempre incómodos. Por isso é que alguns exercem o poder sem nada fazerem e outros o utilizam para fazer reformas. Só ao fim de alguns anos é que se vê a diferença, e muitas vezes o prazo com que a mudança se torna visível não coincide com os calendários eleitorais. Claramente esta é uma das perversões do sistema - e uma das que beneficia quem pouco faz e quem não gosta de rupturas.
Mudar é sempre mais difícil que ficar na mesma. Combater as rotinas e os hábitos é sempre contrário à natureza das pessoas. Fazer obras causa sempre incómodos. Por isso é que alguns exercem o poder sem nada fazerem e outros o utilizam para fazer reformas. Só ao fim de alguns anos é que se vê a diferença, e muitas vezes o prazo com que a mudança se torna visível não coincide com os calendários eleitorais. Claramente esta é uma das perversões do sistema - e uma das que beneficia quem pouco faz e quem não gosta de rupturas.
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