novembro 15, 2003

ONTEM
Almocei sózinho, pela terceira vez esta semana. E eu, que gosto de almoçar sózinho, senti hoje a falta de alguém.

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ONTEM

Almocei sózinho, pela terceira vez esta semana. E eu, que gosto de almoçar sózinho, senti hoje a falta de alguém.

QUASE... (citando uma lembrança)
Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planeando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...

(Luiz Fernando Veríssimo)

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QUASE... (citando uma lembrança)

Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!

Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.

A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.

Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.

Gasta mais horas realizando, que sonhando...

Fazendo, que planeando...

Vivendo, que esperando...

Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...



(Luiz Fernando Veríssimo)



EMPATAS
Eu já sabia que havia muitos empatas e já sei do que o país gasta. Mas a coisa está pior. E há mais empatas do que havia. E mais refinados. Se isto parece uma charada visitem o melhor blog sobre comunicação.

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EMPATAS

Eu já sabia que havia muitos empatas e já sei do que o país gasta. Mas a coisa está pior. E há mais empatas do que havia. E mais refinados. Se isto parece uma charada visitem o melhor blog sobre comunicação.

novembro 12, 2003

OS MEUS AMIGOS
Soube há bocado que o meu amigo Manel, o do cinema, que já aqui citei, teve um colapso em plena redacção. Dizem-me que a situação é grave. Não consigo pensar noutra coisa. Espero que ele fique melhor, que volte a ver o sorriso do Pereira a falar de um filme.

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OS MEUS AMIGOS

Soube há bocado que o meu amigo Manel, o do cinema, que já aqui citei, teve um colapso em plena redacção. Dizem-me que a situação é grave. Não consigo pensar noutra coisa. Espero que ele fique melhor, que volte a ver o sorriso do Pereira a falar de um filme.
DESCOBRIR
Há momentos em que apetece pensar como serão os outros, os que escrevem e nós não sabemos quem são. Quem estará aqui?

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DESCOBRIR

Há momentos em que apetece pensar como serão os outros, os que escrevem e nós não sabemos quem são. Quem estará aqui?

novembro 10, 2003

MUDAR
Mudar é sempre mais difícil que ficar na mesma. Combater as rotinas e os hábitos é sempre contrário à natureza das pessoas. Fazer obras causa sempre incómodos. Por isso é que alguns exercem o poder sem nada fazerem e outros o utilizam para fazer reformas. Só ao fim de alguns anos é que se vê a diferença, e muitas vezes o prazo com que a mudança se torna visível não coincide com os calendários eleitorais. Claramente esta é uma das perversões do sistema - e uma das que beneficia quem pouco faz e quem não gosta de rupturas.

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MUDAR

Mudar é sempre mais difícil que ficar na mesma. Combater as rotinas e os hábitos é sempre contrário à natureza das pessoas. Fazer obras causa sempre incómodos. Por isso é que alguns exercem o poder sem nada fazerem e outros o utilizam para fazer reformas. Só ao fim de alguns anos é que se vê a diferença, e muitas vezes o prazo com que a mudança se torna visível não coincide com os calendários eleitorais. Claramente esta é uma das perversões do sistema - e uma das que beneficia quem pouco faz e quem não gosta de rupturas.

novembro 08, 2003

PBS
Para acabar de uma vez com as confusões, aconselho todos os que falam de serviço público de televisão a visitarem a PBS, o Public Broadcasting Service norte-americano. Visitem o local, passeiem-se, vejam os conselhos dados aos produtores e as respostas às perguntas mais frequentes.

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PBS

Para acabar de uma vez com as confusões, aconselho todos os que falam de serviço público de televisão a visitarem a PBS, o Public Broadcasting Service norte-americano. Visitem o local, passeiem-se, vejam os conselhos dados aos produtores e as respostas às perguntas mais frequentes.

novembro 07, 2003

A ESQUINA ESCRITA
Porque hoje é sexta, a Esquina tem o seu lugar no «Jornal de Negócios». Excertos:
Um dia destes quando alguém fizer contas vai ficar admirado com a quantidade de livros, CD’s e DVD’s que se vendem nos quiosques de jornais. Há pelo menos meia dúzia de colecções de livros de boa qualidade à venda nos quiosques, quer de forma autónoma, quer em suplemento a jornais. Todas as semanas jornais diários de grande circulação distribuem DVD’s de filmes recentes, de qualidade e populares a preços arrasadores.

Existe um mecanismo perverso em todo este processo: há jornais que se descaracterizam do ponto de vista editorial, que deixam de ser criativos e inovadores e que parecem concentrar todos os seus recursos em manobras de marketing com o exclusivo objectivo de darem a conhecer os produtos cuja compra a baixo preço facultam. È como se já não interessasse dizer que as notícias são relevantes, e que são elas que fazem as pessoas comprar jornais. Se calhar sou eu que estou errado, mas chateia-me chegar aos quiosques e ver as prendas à venda expostas em lugar de destaque em vez das manchetes com notícias.

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A ESQUINA ESCRITA

Porque hoje é sexta, a Esquina tem o seu lugar no «Jornal de Negócios». Excertos:

Um dia destes quando alguém fizer contas vai ficar admirado com a quantidade de livros, CD’s e DVD’s que se vendem nos quiosques de jornais. Há pelo menos meia dúzia de colecções de livros de boa qualidade à venda nos quiosques, quer de forma autónoma, quer em suplemento a jornais. Todas as semanas jornais diários de grande circulação distribuem DVD’s de filmes recentes, de qualidade e populares a preços arrasadores.



Existe um mecanismo perverso em todo este processo: há jornais que se descaracterizam do ponto de vista editorial, que deixam de ser criativos e inovadores e que parecem concentrar todos os seus recursos em manobras de marketing com o exclusivo objectivo de darem a conhecer os produtos cuja compra a baixo preço facultam. È como se já não interessasse dizer que as notícias são relevantes, e que são elas que fazem as pessoas comprar jornais. Se calhar sou eu que estou errado, mas chateia-me chegar aos quiosques e ver as prendas à venda expostas em lugar de destaque em vez das manchetes com notícias.

novembro 06, 2003

BERLIN
No jantar de ontem o meu amigo Vitor disse-me que Berlin está outra vez uma cidade irresistível. Antes da queda do Muro adorava Berlim, era mesmo um local único, inesperado, onde criatividade e disponibilidade andavam de mão dada. Depois da queda do Muro fui lá duas vezes e não gostei. A cidade pareceu-me confusa, sem o encanto especial que tinha antes. Parece que agora está outra vez fantástica. Fiquei cheio de vontade de ir lá. Entretanto fui aqui.

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BERLIN

No jantar de ontem o meu amigo Vitor disse-me que Berlin está outra vez uma cidade irresistível. Antes da queda do Muro adorava Berlim, era mesmo um local único, inesperado, onde criatividade e disponibilidade andavam de mão dada. Depois da queda do Muro fui lá duas vezes e não gostei. A cidade pareceu-me confusa, sem o encanto especial que tinha antes. Parece que agora está outra vez fantástica. Fiquei cheio de vontade de ir lá. Entretanto fui aqui.
PARA SABER DE ARTE
Um dos meus amigos destes jantares vive para a pintura. É ela o seu universo. Gosta verdadeiramente de descobrir e seguir novos artistas. Ontem ao jantar falou-me deste sítio que vai já para a minha lista de favoritos.

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PARA SABER DE ARTE

Um dos meus amigos destes jantares vive para a pintura. É ela o seu universo. Gosta verdadeiramente de descobrir e seguir novos artistas. Ontem ao jantar falou-me deste sítio que vai já para a minha lista de favoritos.