outubro 15, 2003

NEWSWEEK
Os títulos da capa da «Newsweek» são normais: «Arnold's Earthquake», «Berlusconi Battles Prodi», a beatificação de Madre Teresa. Histórias de interesse, coisas que aconteceram. Não imaginações. Por isso é que eu há muito prefiro a «Newsweek» que diligentemente continuo a assinar.

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NEWSWEEK

Os títulos da capa da «Newsweek» são normais: «Arnold's Earthquake», «Berlusconi Battles Prodi», a beatificação de Madre Teresa. Histórias de interesse, coisas que aconteceram. Não imaginações. Por isso é que eu há muito prefiro a «Newsweek» que diligentemente continuo a assinar.
DOIS DISCOS
Volta e meia revisito discos com uns meses. Eu explico: quando compro um disco ouço-o uma ou duas vezes em casa; se gosto muito passa para o carro, onde anda durante uma semana; depois é substituído por outro. Volta e meia, quando vou de viagem, pego em dois, ao acaso, da pilha dos últimos meses que ainda não esta devidamente arrumada. Desta vez calhou«out of season» de Beth Gibbons e Rustin Man e não me arrependi; e calhou o «a musical banquet» de Andreas Scholl. Acho que este ano me vou oferecer um ipod para poder ouvir música nos aviões.

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DOIS DISCOS

Volta e meia revisito discos com uns meses. Eu explico: quando compro um disco ouço-o uma ou duas vezes em casa; se gosto muito passa para o carro, onde anda durante uma semana; depois é substituído por outro. Volta e meia, quando vou de viagem, pego em dois, ao acaso, da pilha dos últimos meses que ainda não esta devidamente arrumada. Desta vez calhou«out of season» de Beth Gibbons e Rustin Man e não me arrependi; e calhou o «a musical banquet» de Andreas Scholl. Acho que este ano me vou oferecer um ipod para poder ouvir música nos aviões.
UMA COMPANHIA
A minha companhia dos meus últimos três dias foi o livro «Koba O Terrível», de Martin Amis. Aqui o deixo publicamente recomendado com um alerta: espíritos fracos que sejam admiradores de Lenine e Staline ou do sistema soviético podem considerar algumas páginas chocantes.

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UMA COMPANHIA

A minha companhia dos meus últimos três dias foi o livro «Koba O Terrível», de Martin Amis. Aqui o deixo publicamente recomendado com um alerta: espíritos fracos que sejam admiradores de Lenine e Staline ou do sistema soviético podem considerar algumas páginas chocantes.

DE REGRESSO
Chegado a Lisboa dou com uma tempestade em torno da reportagem de capa da revista «Time», que compara Bragança ao Red District de Amsterdão. É claro que quem escreveu aquilo devia estar sob influência de alguma substãncia estranha. Mas é também claro que ainda vai aparecer por aí um regionalista convicto a dizer que o planalto transmontano é que é o local ideal para o novo aeroporto, tendo em conta a horda de turistas que já devem estar de malas aviadas. Julgavam que o Euro ía ser o acontecimento do ano? Esperem por Bragança...

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DE REGRESSO

Chegado a Lisboa dou com uma tempestade em torno da reportagem de capa da revista «Time», que compara Bragança ao Red District de Amsterdão. É claro que quem escreveu aquilo devia estar sob influência de alguma substãncia estranha. Mas é também claro que ainda vai aparecer por aí um regionalista convicto a dizer que o planalto transmontano é que é o local ideal para o novo aeroporto, tendo em conta a horda de turistas que já devem estar de malas aviadas. Julgavam que o Euro ía ser o acontecimento do ano? Esperem por Bragança...

outubro 12, 2003

O LENTO DESPERTAR
Estou no MIPCOM, o mercado de programas de televisão que se realiza duas vezes por ano em Cannes. Desde o 11 de Setembro que não se via tanta gente no mercado. Aos poucos a coisa recomeça a funcionar. A coisa é o mercado do entretenimento. As esperanças viram-se agora para os países de Leste e para a China, o gigante que desperta e que de repente compra produção ocidental. Os analistas dizem que as vendas nestes dois primeiros dias do mercado são as melhores desde há dois anos. Bom sinal.


O MUNDO VISTO DO LIBÉRATION
Pego no «Libération» e vejo como vai ser a nova maqueta, as novas secções. Descubro a revista de fim de semana, «style», que ainda não conhecia. No jornal, folheio as páginas e a publicidade: Paulo Branco anuncia a estreia francesa de «Um Filme Falado», a Espanha anuncia a Galiza. São as duas únicas referências à Península Ibérica.
Folheio outra vez o «Libération» e comparo mentalmente o que é o jornal e o que são os jornais portugueses. Lemos o «Libération» e percebemos o que não sabemos., reparamos nas coisas que não se sabem. Leio a notícia sobre o caso Juppé e penso no que acontecerá em Portugal quando se começarem a investigar os conflitos entre os interesses partidários e os públicos.

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O LENTO DESPERTAR

Estou no MIPCOM, o mercado de programas de televisão que se realiza duas vezes por ano em Cannes. Desde o 11 de Setembro que não se via tanta gente no mercado. Aos poucos a coisa recomeça a funcionar. A coisa é o mercado do entretenimento. As esperanças viram-se agora para os países de Leste e para a China, o gigante que desperta e que de repente compra produção ocidental. Os analistas dizem que as vendas nestes dois primeiros dias do mercado são as melhores desde há dois anos. Bom sinal.





O MUNDO VISTO DO LIBÉRATION

Pego no «Libération» e vejo como vai ser a nova maqueta, as novas secções. Descubro a revista de fim de semana, «style», que ainda não conhecia. No jornal, folheio as páginas e a publicidade: Paulo Branco anuncia a estreia francesa de «Um Filme Falado», a Espanha anuncia a Galiza. São as duas únicas referências à Península Ibérica.

Folheio outra vez o «Libération» e comparo mentalmente o que é o jornal e o que são os jornais portugueses. Lemos o «Libération» e percebemos o que não sabemos., reparamos nas coisas que não se sabem. Leio a notícia sobre o caso Juppé e penso no que acontecerá em Portugal quando se começarem a investigar os conflitos entre os interesses partidários e os públicos.



outubro 11, 2003

PRESO POLÍTICO?
Não resisto a voltar ao caso Paulo Pedroso. Ele tem todo o óbvio direito a ser considerado inocente até prova em contrário. Mas nem ele nem o seu partido têm o direito de se fazerem passar por presos ou perseguidos políticos no contexto em que o querem impôr à opinião pública. Paulo Pedroso não foi detido por delito de opinião nem por consequência de acção política. Confundir assim o plano das coisas e tornar a Assembleia da República palco desta encenação foram das piores coisas que podiam ter acontecido. A Assembleia da República já está desacreditada demais para sobreviver a muitas asneiras como esta.


DIFÍCIL
Não foi muito facil, mas acabou por funcionar: o Vodafone Connect Card que este Verão assegurou que este Blog fosse sempre feito, afinal também funciona bem fora de Portugal. Ontem tive alguma dificuldade em acerat com a rede e configuração, mas agora os problemas estão resolvidos e aqui estou eu de novo. E já li o «Público» de hoje. A vida é bem mais fácil assim, mesmo que às vezes seja difícil acertar com as ligações.

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PRESO POLÍTICO?

Não resisto a voltar ao caso Paulo Pedroso. Ele tem todo o óbvio direito a ser considerado inocente até prova em contrário. Mas nem ele nem o seu partido têm o direito de se fazerem passar por presos ou perseguidos políticos no contexto em que o querem impôr à opinião pública. Paulo Pedroso não foi detido por delito de opinião nem por consequência de acção política. Confundir assim o plano das coisas e tornar a Assembleia da República palco desta encenação foram das piores coisas que podiam ter acontecido. A Assembleia da República já está desacreditada demais para sobreviver a muitas asneiras como esta.





DIFÍCIL

Não foi muito facil, mas acabou por funcionar: o Vodafone Connect Card que este Verão assegurou que este Blog fosse sempre feito, afinal também funciona bem fora de Portugal. Ontem tive alguma dificuldade em acerat com a rede e configuração, mas agora os problemas estão resolvidos e aqui estou eu de novo. E já li o «Público» de hoje. A vida é bem mais fácil assim, mesmo que às vezes seja difícil acertar com as ligações.

outubro 09, 2003

INTERROGAÇÃO
Não sei quem és mas tens graça.

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INTERROGAÇÃO

Não sei quem és mas tens graça.
NÃO GOSTO
O que vi nas últimas 24 horas de confusão entre poder político e poder judicial, aquilo a que assisti de pressão de políticos sobre juízes e uma investigação, as cenas que vi na Assembleia da República, tudo me faz duvidar muito que o país e os seus eleitos estejam no bom caminho.

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NÃO GOSTO

O que vi nas últimas 24 horas de confusão entre poder político e poder judicial, aquilo a que assisti de pressão de políticos sobre juízes e uma investigação, as cenas que vi na Assembleia da República, tudo me faz duvidar muito que o país e os seus eleitos estejam no bom caminho.

UM FILME
Gosto deste filme que se pode ir fazendo. Vou gostar de ver este meu amigo a escrevê-lo, a relatar o desenlace dos mistérios da serra de Sintra.

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UM FILME

Gosto deste filme que se pode ir fazendo. Vou gostar de ver este meu amigo a escrevê-lo, a relatar o desenlace dos mistérios da serra de Sintra.
OPTIMISMO
De uma assentada só, mais três mulheres no Governo. É uma boa notícia. São pessoas competentes. Repararam como as oposições se limitaram a fazer declarações de circunstância sobre os novos nomes?

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OPTIMISMO

De uma assentada só, mais três mulheres no Governo. É uma boa notícia. São pessoas competentes. Repararam como as oposições se limitaram a fazer declarações de circunstância sobre os novos nomes?