NEWSWEEK
Os títulos da capa da «Newsweek» são normais: «Arnold's Earthquake», «Berlusconi Battles Prodi», a beatificação de Madre Teresa. Histórias de interesse, coisas que aconteceram. Não imaginações. Por isso é que eu há muito prefiro a «Newsweek» que diligentemente continuo a assinar.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
outubro 15, 2003
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NEWSWEEK
Os títulos da capa da «Newsweek» são normais: «Arnold's Earthquake», «Berlusconi Battles Prodi», a beatificação de Madre Teresa. Histórias de interesse, coisas que aconteceram. Não imaginações. Por isso é que eu há muito prefiro a «Newsweek» que diligentemente continuo a assinar.
Os títulos da capa da «Newsweek» são normais: «Arnold's Earthquake», «Berlusconi Battles Prodi», a beatificação de Madre Teresa. Histórias de interesse, coisas que aconteceram. Não imaginações. Por isso é que eu há muito prefiro a «Newsweek» que diligentemente continuo a assinar.
DOIS DISCOS
Volta e meia revisito discos com uns meses. Eu explico: quando compro um disco ouço-o uma ou duas vezes em casa; se gosto muito passa para o carro, onde anda durante uma semana; depois é substituído por outro. Volta e meia, quando vou de viagem, pego em dois, ao acaso, da pilha dos últimos meses que ainda não esta devidamente arrumada. Desta vez calhou«out of season» de Beth Gibbons e Rustin Man e não me arrependi; e calhou o «a musical banquet» de Andreas Scholl. Acho que este ano me vou oferecer um ipod para poder ouvir música nos aviões.
Volta e meia revisito discos com uns meses. Eu explico: quando compro um disco ouço-o uma ou duas vezes em casa; se gosto muito passa para o carro, onde anda durante uma semana; depois é substituído por outro. Volta e meia, quando vou de viagem, pego em dois, ao acaso, da pilha dos últimos meses que ainda não esta devidamente arrumada. Desta vez calhou«out of season» de Beth Gibbons e Rustin Man e não me arrependi; e calhou o «a musical banquet» de Andreas Scholl. Acho que este ano me vou oferecer um ipod para poder ouvir música nos aviões.
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DOIS DISCOS
Volta e meia revisito discos com uns meses. Eu explico: quando compro um disco ouço-o uma ou duas vezes em casa; se gosto muito passa para o carro, onde anda durante uma semana; depois é substituído por outro. Volta e meia, quando vou de viagem, pego em dois, ao acaso, da pilha dos últimos meses que ainda não esta devidamente arrumada. Desta vez calhou«out of season» de Beth Gibbons e Rustin Man e não me arrependi; e calhou o «a musical banquet» de Andreas Scholl. Acho que este ano me vou oferecer um ipod para poder ouvir música nos aviões.
Volta e meia revisito discos com uns meses. Eu explico: quando compro um disco ouço-o uma ou duas vezes em casa; se gosto muito passa para o carro, onde anda durante uma semana; depois é substituído por outro. Volta e meia, quando vou de viagem, pego em dois, ao acaso, da pilha dos últimos meses que ainda não esta devidamente arrumada. Desta vez calhou«out of season» de Beth Gibbons e Rustin Man e não me arrependi; e calhou o «a musical banquet» de Andreas Scholl. Acho que este ano me vou oferecer um ipod para poder ouvir música nos aviões.
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UMA COMPANHIA
A minha companhia dos meus últimos três dias foi o livro «Koba O Terrível», de Martin Amis. Aqui o deixo publicamente recomendado com um alerta: espíritos fracos que sejam admiradores de Lenine e Staline ou do sistema soviético podem considerar algumas páginas chocantes.
A minha companhia dos meus últimos três dias foi o livro «Koba O Terrível», de Martin Amis. Aqui o deixo publicamente recomendado com um alerta: espíritos fracos que sejam admiradores de Lenine e Staline ou do sistema soviético podem considerar algumas páginas chocantes.
DE REGRESSO
Chegado a Lisboa dou com uma tempestade em torno da reportagem de capa da revista «Time», que compara Bragança ao Red District de Amsterdão. É claro que quem escreveu aquilo devia estar sob influência de alguma substãncia estranha. Mas é também claro que ainda vai aparecer por aí um regionalista convicto a dizer que o planalto transmontano é que é o local ideal para o novo aeroporto, tendo em conta a horda de turistas que já devem estar de malas aviadas. Julgavam que o Euro ía ser o acontecimento do ano? Esperem por Bragança...
Chegado a Lisboa dou com uma tempestade em torno da reportagem de capa da revista «Time», que compara Bragança ao Red District de Amsterdão. É claro que quem escreveu aquilo devia estar sob influência de alguma substãncia estranha. Mas é também claro que ainda vai aparecer por aí um regionalista convicto a dizer que o planalto transmontano é que é o local ideal para o novo aeroporto, tendo em conta a horda de turistas que já devem estar de malas aviadas. Julgavam que o Euro ía ser o acontecimento do ano? Esperem por Bragança...
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DE REGRESSO
Chegado a Lisboa dou com uma tempestade em torno da reportagem de capa da revista «Time», que compara Bragança ao Red District de Amsterdão. É claro que quem escreveu aquilo devia estar sob influência de alguma substãncia estranha. Mas é também claro que ainda vai aparecer por aí um regionalista convicto a dizer que o planalto transmontano é que é o local ideal para o novo aeroporto, tendo em conta a horda de turistas que já devem estar de malas aviadas. Julgavam que o Euro ía ser o acontecimento do ano? Esperem por Bragança...
Chegado a Lisboa dou com uma tempestade em torno da reportagem de capa da revista «Time», que compara Bragança ao Red District de Amsterdão. É claro que quem escreveu aquilo devia estar sob influência de alguma substãncia estranha. Mas é também claro que ainda vai aparecer por aí um regionalista convicto a dizer que o planalto transmontano é que é o local ideal para o novo aeroporto, tendo em conta a horda de turistas que já devem estar de malas aviadas. Julgavam que o Euro ía ser o acontecimento do ano? Esperem por Bragança...
outubro 12, 2003
O LENTO DESPERTAR
Estou no MIPCOM, o mercado de programas de televisão que se realiza duas vezes por ano em Cannes. Desde o 11 de Setembro que não se via tanta gente no mercado. Aos poucos a coisa recomeça a funcionar. A coisa é o mercado do entretenimento. As esperanças viram-se agora para os países de Leste e para a China, o gigante que desperta e que de repente compra produção ocidental. Os analistas dizem que as vendas nestes dois primeiros dias do mercado são as melhores desde há dois anos. Bom sinal.
O MUNDO VISTO DO LIBÉRATION
Pego no «Libération» e vejo como vai ser a nova maqueta, as novas secções. Descubro a revista de fim de semana, «style», que ainda não conhecia. No jornal, folheio as páginas e a publicidade: Paulo Branco anuncia a estreia francesa de «Um Filme Falado», a Espanha anuncia a Galiza. São as duas únicas referências à Península Ibérica.
Folheio outra vez o «Libération» e comparo mentalmente o que é o jornal e o que são os jornais portugueses. Lemos o «Libération» e percebemos o que não sabemos., reparamos nas coisas que não se sabem. Leio a notícia sobre o caso Juppé e penso no que acontecerá em Portugal quando se começarem a investigar os conflitos entre os interesses partidários e os públicos.
Estou no MIPCOM, o mercado de programas de televisão que se realiza duas vezes por ano em Cannes. Desde o 11 de Setembro que não se via tanta gente no mercado. Aos poucos a coisa recomeça a funcionar. A coisa é o mercado do entretenimento. As esperanças viram-se agora para os países de Leste e para a China, o gigante que desperta e que de repente compra produção ocidental. Os analistas dizem que as vendas nestes dois primeiros dias do mercado são as melhores desde há dois anos. Bom sinal.
O MUNDO VISTO DO LIBÉRATION
Pego no «Libération» e vejo como vai ser a nova maqueta, as novas secções. Descubro a revista de fim de semana, «style», que ainda não conhecia. No jornal, folheio as páginas e a publicidade: Paulo Branco anuncia a estreia francesa de «Um Filme Falado», a Espanha anuncia a Galiza. São as duas únicas referências à Península Ibérica.
Folheio outra vez o «Libération» e comparo mentalmente o que é o jornal e o que são os jornais portugueses. Lemos o «Libération» e percebemos o que não sabemos., reparamos nas coisas que não se sabem. Leio a notícia sobre o caso Juppé e penso no que acontecerá em Portugal quando se começarem a investigar os conflitos entre os interesses partidários e os públicos.
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O LENTO DESPERTAR
Estou no MIPCOM, o mercado de programas de televisão que se realiza duas vezes por ano em Cannes. Desde o 11 de Setembro que não se via tanta gente no mercado. Aos poucos a coisa recomeça a funcionar. A coisa é o mercado do entretenimento. As esperanças viram-se agora para os países de Leste e para a China, o gigante que desperta e que de repente compra produção ocidental. Os analistas dizem que as vendas nestes dois primeiros dias do mercado são as melhores desde há dois anos. Bom sinal.
O MUNDO VISTO DO LIBÉRATION
Pego no «Libération» e vejo como vai ser a nova maqueta, as novas secções. Descubro a revista de fim de semana, «style», que ainda não conhecia. No jornal, folheio as páginas e a publicidade: Paulo Branco anuncia a estreia francesa de «Um Filme Falado», a Espanha anuncia a Galiza. São as duas únicas referências à Península Ibérica.
Folheio outra vez o «Libération» e comparo mentalmente o que é o jornal e o que são os jornais portugueses. Lemos o «Libération» e percebemos o que não sabemos., reparamos nas coisas que não se sabem. Leio a notícia sobre o caso Juppé e penso no que acontecerá em Portugal quando se começarem a investigar os conflitos entre os interesses partidários e os públicos.
Estou no MIPCOM, o mercado de programas de televisão que se realiza duas vezes por ano em Cannes. Desde o 11 de Setembro que não se via tanta gente no mercado. Aos poucos a coisa recomeça a funcionar. A coisa é o mercado do entretenimento. As esperanças viram-se agora para os países de Leste e para a China, o gigante que desperta e que de repente compra produção ocidental. Os analistas dizem que as vendas nestes dois primeiros dias do mercado são as melhores desde há dois anos. Bom sinal.
O MUNDO VISTO DO LIBÉRATION
Pego no «Libération» e vejo como vai ser a nova maqueta, as novas secções. Descubro a revista de fim de semana, «style», que ainda não conhecia. No jornal, folheio as páginas e a publicidade: Paulo Branco anuncia a estreia francesa de «Um Filme Falado», a Espanha anuncia a Galiza. São as duas únicas referências à Península Ibérica.
Folheio outra vez o «Libération» e comparo mentalmente o que é o jornal e o que são os jornais portugueses. Lemos o «Libération» e percebemos o que não sabemos., reparamos nas coisas que não se sabem. Leio a notícia sobre o caso Juppé e penso no que acontecerá em Portugal quando se começarem a investigar os conflitos entre os interesses partidários e os públicos.
outubro 11, 2003
PRESO POLÍTICO?
Não resisto a voltar ao caso Paulo Pedroso. Ele tem todo o óbvio direito a ser considerado inocente até prova em contrário. Mas nem ele nem o seu partido têm o direito de se fazerem passar por presos ou perseguidos políticos no contexto em que o querem impôr à opinião pública. Paulo Pedroso não foi detido por delito de opinião nem por consequência de acção política. Confundir assim o plano das coisas e tornar a Assembleia da República palco desta encenação foram das piores coisas que podiam ter acontecido. A Assembleia da República já está desacreditada demais para sobreviver a muitas asneiras como esta.
DIFÍCIL
Não foi muito facil, mas acabou por funcionar: o Vodafone Connect Card que este Verão assegurou que este Blog fosse sempre feito, afinal também funciona bem fora de Portugal. Ontem tive alguma dificuldade em acerat com a rede e configuração, mas agora os problemas estão resolvidos e aqui estou eu de novo. E já li o «Público» de hoje. A vida é bem mais fácil assim, mesmo que às vezes seja difícil acertar com as ligações.
Não resisto a voltar ao caso Paulo Pedroso. Ele tem todo o óbvio direito a ser considerado inocente até prova em contrário. Mas nem ele nem o seu partido têm o direito de se fazerem passar por presos ou perseguidos políticos no contexto em que o querem impôr à opinião pública. Paulo Pedroso não foi detido por delito de opinião nem por consequência de acção política. Confundir assim o plano das coisas e tornar a Assembleia da República palco desta encenação foram das piores coisas que podiam ter acontecido. A Assembleia da República já está desacreditada demais para sobreviver a muitas asneiras como esta.
DIFÍCIL
Não foi muito facil, mas acabou por funcionar: o Vodafone Connect Card que este Verão assegurou que este Blog fosse sempre feito, afinal também funciona bem fora de Portugal. Ontem tive alguma dificuldade em acerat com a rede e configuração, mas agora os problemas estão resolvidos e aqui estou eu de novo. E já li o «Público» de hoje. A vida é bem mais fácil assim, mesmo que às vezes seja difícil acertar com as ligações.
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PRESO POLÍTICO?
Não resisto a voltar ao caso Paulo Pedroso. Ele tem todo o óbvio direito a ser considerado inocente até prova em contrário. Mas nem ele nem o seu partido têm o direito de se fazerem passar por presos ou perseguidos políticos no contexto em que o querem impôr à opinião pública. Paulo Pedroso não foi detido por delito de opinião nem por consequência de acção política. Confundir assim o plano das coisas e tornar a Assembleia da República palco desta encenação foram das piores coisas que podiam ter acontecido. A Assembleia da República já está desacreditada demais para sobreviver a muitas asneiras como esta.
DIFÍCIL
Não foi muito facil, mas acabou por funcionar: o Vodafone Connect Card que este Verão assegurou que este Blog fosse sempre feito, afinal também funciona bem fora de Portugal. Ontem tive alguma dificuldade em acerat com a rede e configuração, mas agora os problemas estão resolvidos e aqui estou eu de novo. E já li o «Público» de hoje. A vida é bem mais fácil assim, mesmo que às vezes seja difícil acertar com as ligações.
Não resisto a voltar ao caso Paulo Pedroso. Ele tem todo o óbvio direito a ser considerado inocente até prova em contrário. Mas nem ele nem o seu partido têm o direito de se fazerem passar por presos ou perseguidos políticos no contexto em que o querem impôr à opinião pública. Paulo Pedroso não foi detido por delito de opinião nem por consequência de acção política. Confundir assim o plano das coisas e tornar a Assembleia da República palco desta encenação foram das piores coisas que podiam ter acontecido. A Assembleia da República já está desacreditada demais para sobreviver a muitas asneiras como esta.
DIFÍCIL
Não foi muito facil, mas acabou por funcionar: o Vodafone Connect Card que este Verão assegurou que este Blog fosse sempre feito, afinal também funciona bem fora de Portugal. Ontem tive alguma dificuldade em acerat com a rede e configuração, mas agora os problemas estão resolvidos e aqui estou eu de novo. E já li o «Público» de hoje. A vida é bem mais fácil assim, mesmo que às vezes seja difícil acertar com as ligações.
outubro 09, 2003
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NÃO GOSTO
O que vi nas últimas 24 horas de confusão entre poder político e poder judicial, aquilo a que assisti de pressão de políticos sobre juízes e uma investigação, as cenas que vi na Assembleia da República, tudo me faz duvidar muito que o país e os seus eleitos estejam no bom caminho.
O que vi nas últimas 24 horas de confusão entre poder político e poder judicial, aquilo a que assisti de pressão de políticos sobre juízes e uma investigação, as cenas que vi na Assembleia da República, tudo me faz duvidar muito que o país e os seus eleitos estejam no bom caminho.
UM FILME
Gosto deste filme que se pode ir fazendo. Vou gostar de ver este meu amigo a escrevê-lo, a relatar o desenlace dos mistérios da serra de Sintra.
Gosto deste filme que se pode ir fazendo. Vou gostar de ver este meu amigo a escrevê-lo, a relatar o desenlace dos mistérios da serra de Sintra.
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OPTIMISMO
De uma assentada só, mais três mulheres no Governo. É uma boa notícia. São pessoas competentes. Repararam como as oposições se limitaram a fazer declarações de circunstância sobre os novos nomes?
De uma assentada só, mais três mulheres no Governo. É uma boa notícia. São pessoas competentes. Repararam como as oposições se limitaram a fazer declarações de circunstância sobre os novos nomes?
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