A MUDANÇA
O actor norte-americano nascido na Áustria Arnold Schwarzenegger foi eleito governador da Califórnia. O democrata Gray Davis, afastado do cargo, já admitiu a derrota. - Esta é a notícia do dia em termos mundiais, mesmo que por cá a nossa linha de prioridades seja outra. É uma notícia - a da eleição de Schwarzenegger - que vale a pena reter. O actor tinha já uma participação cívica esporádica, mas agora a conversa é outra. Entrou na política de repente, era dado até há bem pouco tempo como potencial perdedor, e afinal ganhou. Aqui está um bom exemplo de como uma campanha bem organizada a partir de uma figura mediaticamente incontornavel e um elevado grau de notoriedade pública pode interferir no processo político como o conhecemos. A verdade é esta: no século XXI a política vai mudando aos poucos. Schwarzenegger é a primeira prova disso.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
outubro 08, 2003
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A MUDANÇA
O actor norte-americano nascido na Áustria Arnold Schwarzenegger foi eleito governador da Califórnia. O democrata Gray Davis, afastado do cargo, já admitiu a derrota. - Esta é a notícia do dia em termos mundiais, mesmo que por cá a nossa linha de prioridades seja outra. É uma notícia - a da eleição de Schwarzenegger - que vale a pena reter. O actor tinha já uma participação cívica esporádica, mas agora a conversa é outra. Entrou na política de repente, era dado até há bem pouco tempo como potencial perdedor, e afinal ganhou. Aqui está um bom exemplo de como uma campanha bem organizada a partir de uma figura mediaticamente incontornavel e um elevado grau de notoriedade pública pode interferir no processo político como o conhecemos. A verdade é esta: no século XXI a política vai mudando aos poucos. Schwarzenegger é a primeira prova disso.
O actor norte-americano nascido na Áustria Arnold Schwarzenegger foi eleito governador da Califórnia. O democrata Gray Davis, afastado do cargo, já admitiu a derrota. - Esta é a notícia do dia em termos mundiais, mesmo que por cá a nossa linha de prioridades seja outra. É uma notícia - a da eleição de Schwarzenegger - que vale a pena reter. O actor tinha já uma participação cívica esporádica, mas agora a conversa é outra. Entrou na política de repente, era dado até há bem pouco tempo como potencial perdedor, e afinal ganhou. Aqui está um bom exemplo de como uma campanha bem organizada a partir de uma figura mediaticamente incontornavel e um elevado grau de notoriedade pública pode interferir no processo político como o conhecemos. A verdade é esta: no século XXI a política vai mudando aos poucos. Schwarzenegger é a primeira prova disso.
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O CLIMA VAI ESTRANHO
Isto anda um pouco esquisito. Estava a oposição sem saber o que fazer quando o Governo de repente comprou um saco de sarna para se coçar. É daqueles casos em que vale a pena dizer «não havia necessidade».
Isto anda um pouco esquisito. Estava a oposição sem saber o que fazer quando o Governo de repente comprou um saco de sarna para se coçar. É daqueles casos em que vale a pena dizer «não havia necessidade».
O'CONNOR, O MINISTRO E O ENSINO
Um leitor d'Aesquina, Luis F., evoca esse grande actor que foi Donald O'Connor, fala do caso do Ministro dos Negócios Estrangeiros, dos jornais tendenciosos e do ensino universitário: Não sabia que tinha morrido e como fã que sou não consegui reprimir a vontade de te escrever algo sobre ele. Para mim a cena em que interpreta "Make'em laugh" (Singin'in the rain) também é uma referência como aquela em que aparece com Gene Kelly e Debbie Reynolds a dançar e cantar (cenário) pela casa toda. Foi um extraordinário bailarino nos fifties teve como muitos outros o "azar de ser contemporâneo de um Gene Kelly ou de um Fred Astaire em fim de carreira. Outros como Bob Fosse também o foram e tiveram o mesmo problema de notoriedade cinéfila.
Outra situação em que o recordo é no "Buster Keaton story" onde desempenha o papel daquele que em Portugal foi conhecido pelo Pamplinas e que foi o maior rival de Chaplin no mudo cómico.
Mudando de assunto e sobre a independencia da BBC, achei curiosa a tua menção. O problema da independencia ou não dos jornais não me preocupa particularmente. Para mim o que é problemático é os jornais aparecerem como independentes, ou "neutrais" politicamente mas de facto terem uma tendência definida o predominante que aparece subliminarmente como acontece com grande parte da imprensa portuguesa. Como é referido no teu post em Inglaterra, ou ainda na França ou Espanha por exemplo sabemos que quando compramos o Le Figaro, o Daily Telegraph ou o ABC temos uma linha e quando compramos o El Pais, o Guardian ou o Le Monde outra.
Claro que no caso da BBC como no da RTP o carácter público deveria implicar uma independencia e um pluralismo não querendo isso dizer uma opiniâo "amalgamada", mas sim um comentário com as várias perspectivas cada uma com a sua coerência.
O caso Martins da Cruz - Pedro Lynce é uma tristeza a ser verdade o que se tem ouvido na imprensa. Note-se que como tu sou um eleitor "à direita" do expectro político daí apoiar este governo e Durão Barroso, mas a actuação de Martins da Cruz é altamente condenável em termos éticos e também pelo mal que faz á maioria e ao governo, quando este precisa de serenidade e já tem inúmeros problemas pela frente que decorrem do esforço reformista, que muito bem está a empreender.
Quanto a mim o acesso a Medicina como a qualquer curso deve ser feito exclusivamente pela nota do exame de admissão, sendo preferível que a médio prazo ele seja da responsabilidade da própria universidade. Assim acabaria esta imoralidade que é a inflação de notas no ensino precedente e a aldrabice classificativa do sistema escolar obrigatório. O nº de vagas dependeria das necessidades do país e das capacidades das faculdades para leccionarem esses alunos. Uma vez estabelecido o nº de vagas entravam os melhores classificados no exame.
. Mais pormenores em
largo do rato
Um leitor d'Aesquina, Luis F., evoca esse grande actor que foi Donald O'Connor, fala do caso do Ministro dos Negócios Estrangeiros, dos jornais tendenciosos e do ensino universitário: Não sabia que tinha morrido e como fã que sou não consegui reprimir a vontade de te escrever algo sobre ele. Para mim a cena em que interpreta "Make'em laugh" (Singin'in the rain) também é uma referência como aquela em que aparece com Gene Kelly e Debbie Reynolds a dançar e cantar (cenário) pela casa toda. Foi um extraordinário bailarino nos fifties teve como muitos outros o "azar de ser contemporâneo de um Gene Kelly ou de um Fred Astaire em fim de carreira. Outros como Bob Fosse também o foram e tiveram o mesmo problema de notoriedade cinéfila.
Outra situação em que o recordo é no "Buster Keaton story" onde desempenha o papel daquele que em Portugal foi conhecido pelo Pamplinas e que foi o maior rival de Chaplin no mudo cómico.
Mudando de assunto e sobre a independencia da BBC, achei curiosa a tua menção. O problema da independencia ou não dos jornais não me preocupa particularmente. Para mim o que é problemático é os jornais aparecerem como independentes, ou "neutrais" politicamente mas de facto terem uma tendência definida o predominante que aparece subliminarmente como acontece com grande parte da imprensa portuguesa. Como é referido no teu post em Inglaterra, ou ainda na França ou Espanha por exemplo sabemos que quando compramos o Le Figaro, o Daily Telegraph ou o ABC temos uma linha e quando compramos o El Pais, o Guardian ou o Le Monde outra.
Claro que no caso da BBC como no da RTP o carácter público deveria implicar uma independencia e um pluralismo não querendo isso dizer uma opiniâo "amalgamada", mas sim um comentário com as várias perspectivas cada uma com a sua coerência.
O caso Martins da Cruz - Pedro Lynce é uma tristeza a ser verdade o que se tem ouvido na imprensa. Note-se que como tu sou um eleitor "à direita" do expectro político daí apoiar este governo e Durão Barroso, mas a actuação de Martins da Cruz é altamente condenável em termos éticos e também pelo mal que faz á maioria e ao governo, quando este precisa de serenidade e já tem inúmeros problemas pela frente que decorrem do esforço reformista, que muito bem está a empreender.
Quanto a mim o acesso a Medicina como a qualquer curso deve ser feito exclusivamente pela nota do exame de admissão, sendo preferível que a médio prazo ele seja da responsabilidade da própria universidade. Assim acabaria esta imoralidade que é a inflação de notas no ensino precedente e a aldrabice classificativa do sistema escolar obrigatório. O nº de vagas dependeria das necessidades do país e das capacidades das faculdades para leccionarem esses alunos. Uma vez estabelecido o nº de vagas entravam os melhores classificados no exame.
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O'CONNOR, O MINISTRO E O ENSINO
Um leitor d'Aesquina, Luis F., evoca esse grande actor que foi Donald O'Connor, fala do caso do Ministro dos Negócios Estrangeiros, dos jornais tendenciosos e do ensino universitário: Não sabia que tinha morrido e como fã que sou não consegui reprimir a vontade de te escrever algo sobre ele. Para mim a cena em que interpreta "Make'em laugh" (Singin'in the rain) também é uma referência como aquela em que aparece com Gene Kelly e Debbie Reynolds a dançar e cantar (cenário) pela casa toda. Foi um extraordinário bailarino nos fifties teve como muitos outros o "azar de ser contemporâneo de um Gene Kelly ou de um Fred Astaire em fim de carreira. Outros como Bob Fosse também o foram e tiveram o mesmo problema de notoriedade cinéfila.
Outra situação em que o recordo é no "Buster Keaton story" onde desempenha o papel daquele que em Portugal foi conhecido pelo Pamplinas e que foi o maior rival de Chaplin no mudo cómico.
Mudando de assunto e sobre a independencia da BBC, achei curiosa a tua menção. O problema da independencia ou não dos jornais não me preocupa particularmente. Para mim o que é problemático é os jornais aparecerem como independentes, ou "neutrais" politicamente mas de facto terem uma tendência definida o predominante que aparece subliminarmente como acontece com grande parte da imprensa portuguesa. Como é referido no teu post em Inglaterra, ou ainda na França ou Espanha por exemplo sabemos que quando compramos o Le Figaro, o Daily Telegraph ou o ABC temos uma linha e quando compramos o El Pais, o Guardian ou o Le Monde outra.
Claro que no caso da BBC como no da RTP o carácter público deveria implicar uma independencia e um pluralismo não querendo isso dizer uma opiniâo "amalgamada", mas sim um comentário com as várias perspectivas cada uma com a sua coerência.
O caso Martins da Cruz - Pedro Lynce é uma tristeza a ser verdade o que se tem ouvido na imprensa. Note-se que como tu sou um eleitor "à direita" do expectro político daí apoiar este governo e Durão Barroso, mas a actuação de Martins da Cruz é altamente condenável em termos éticos e também pelo mal que faz á maioria e ao governo, quando este precisa de serenidade e já tem inúmeros problemas pela frente que decorrem do esforço reformista, que muito bem está a empreender.
Quanto a mim o acesso a Medicina como a qualquer curso deve ser feito exclusivamente pela nota do exame de admissão, sendo preferível que a médio prazo ele seja da responsabilidade da própria universidade. Assim acabaria esta imoralidade que é a inflação de notas no ensino precedente e a aldrabice classificativa do sistema escolar obrigatório. O nº de vagas dependeria das necessidades do país e das capacidades das faculdades para leccionarem esses alunos. Uma vez estabelecido o nº de vagas entravam os melhores classificados no exame.
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Um leitor d'Aesquina, Luis F., evoca esse grande actor que foi Donald O'Connor, fala do caso do Ministro dos Negócios Estrangeiros, dos jornais tendenciosos e do ensino universitário: Não sabia que tinha morrido e como fã que sou não consegui reprimir a vontade de te escrever algo sobre ele. Para mim a cena em que interpreta "Make'em laugh" (Singin'in the rain) também é uma referência como aquela em que aparece com Gene Kelly e Debbie Reynolds a dançar e cantar (cenário) pela casa toda. Foi um extraordinário bailarino nos fifties teve como muitos outros o "azar de ser contemporâneo de um Gene Kelly ou de um Fred Astaire em fim de carreira. Outros como Bob Fosse também o foram e tiveram o mesmo problema de notoriedade cinéfila.
Outra situação em que o recordo é no "Buster Keaton story" onde desempenha o papel daquele que em Portugal foi conhecido pelo Pamplinas e que foi o maior rival de Chaplin no mudo cómico.
Mudando de assunto e sobre a independencia da BBC, achei curiosa a tua menção. O problema da independencia ou não dos jornais não me preocupa particularmente. Para mim o que é problemático é os jornais aparecerem como independentes, ou "neutrais" politicamente mas de facto terem uma tendência definida o predominante que aparece subliminarmente como acontece com grande parte da imprensa portuguesa. Como é referido no teu post em Inglaterra, ou ainda na França ou Espanha por exemplo sabemos que quando compramos o Le Figaro, o Daily Telegraph ou o ABC temos uma linha e quando compramos o El Pais, o Guardian ou o Le Monde outra.
Claro que no caso da BBC como no da RTP o carácter público deveria implicar uma independencia e um pluralismo não querendo isso dizer uma opiniâo "amalgamada", mas sim um comentário com as várias perspectivas cada uma com a sua coerência.
O caso Martins da Cruz - Pedro Lynce é uma tristeza a ser verdade o que se tem ouvido na imprensa. Note-se que como tu sou um eleitor "à direita" do expectro político daí apoiar este governo e Durão Barroso, mas a actuação de Martins da Cruz é altamente condenável em termos éticos e também pelo mal que faz á maioria e ao governo, quando este precisa de serenidade e já tem inúmeros problemas pela frente que decorrem do esforço reformista, que muito bem está a empreender.
Quanto a mim o acesso a Medicina como a qualquer curso deve ser feito exclusivamente pela nota do exame de admissão, sendo preferível que a médio prazo ele seja da responsabilidade da própria universidade. Assim acabaria esta imoralidade que é a inflação de notas no ensino precedente e a aldrabice classificativa do sistema escolar obrigatório. O nº de vagas dependeria das necessidades do país e das capacidades das faculdades para leccionarem esses alunos. Uma vez estabelecido o nº de vagas entravam os melhores classificados no exame.
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largo do rato
AO PEQUENO ALMOÇO
Tomo sempre o pequeno almoço sentado na mesa da cozinha, a olhar para a janela. Lá fora há um pátio largo, entra boa luz e a vista é desafogada. Ao fundo do pátio há um prédio novo. Quiseram os arquitectos que as janelas da casa de banho desse prédio fossem largas e encostadas ao duche. Agora, quando por volta das sete ainda está lusco-fusco, a luz no prédio do outro lado deixa ver as silhuetas recortadas. Uma delas, a de uma mulher, morena e de cabelos compridos, aparece a tomar duche à mesma hora que eu tomo o pequeno almoço. Vejo-a, recortada na sombra,mesmo em frente, a acompanhar-me o café. Adivinho-lhe o contorno do corpo, espreito-lhe as curvas, mesmo sem querer. Tornei-me um involuntário voyeur de pequeno almoço. Os arquitectos que há pouco mais de um ano colocaram o prédio da frente num espaço desafogado nunca pensaram que estavam a oferecer esta possibilidade aos vizinhos.
Tomo sempre o pequeno almoço sentado na mesa da cozinha, a olhar para a janela. Lá fora há um pátio largo, entra boa luz e a vista é desafogada. Ao fundo do pátio há um prédio novo. Quiseram os arquitectos que as janelas da casa de banho desse prédio fossem largas e encostadas ao duche. Agora, quando por volta das sete ainda está lusco-fusco, a luz no prédio do outro lado deixa ver as silhuetas recortadas. Uma delas, a de uma mulher, morena e de cabelos compridos, aparece a tomar duche à mesma hora que eu tomo o pequeno almoço. Vejo-a, recortada na sombra,mesmo em frente, a acompanhar-me o café. Adivinho-lhe o contorno do corpo, espreito-lhe as curvas, mesmo sem querer. Tornei-me um involuntário voyeur de pequeno almoço. Os arquitectos que há pouco mais de um ano colocaram o prédio da frente num espaço desafogado nunca pensaram que estavam a oferecer esta possibilidade aos vizinhos.
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AO PEQUENO ALMOÇO
Tomo sempre o pequeno almoço sentado na mesa da cozinha, a olhar para a janela. Lá fora há um pátio largo, entra boa luz e a vista é desafogada. Ao fundo do pátio há um prédio novo. Quiseram os arquitectos que as janelas da casa de banho desse prédio fossem largas e encostadas ao duche. Agora, quando por volta das sete ainda está lusco-fusco, a luz no prédio do outro lado deixa ver as silhuetas recortadas. Uma delas, a de uma mulher, morena e de cabelos compridos, aparece a tomar duche à mesma hora que eu tomo o pequeno almoço. Vejo-a, recortada na sombra,mesmo em frente, a acompanhar-me o café. Adivinho-lhe o contorno do corpo, espreito-lhe as curvas, mesmo sem querer. Tornei-me um involuntário voyeur de pequeno almoço. Os arquitectos que há pouco mais de um ano colocaram o prédio da frente num espaço desafogado nunca pensaram que estavam a oferecer esta possibilidade aos vizinhos.
Tomo sempre o pequeno almoço sentado na mesa da cozinha, a olhar para a janela. Lá fora há um pátio largo, entra boa luz e a vista é desafogada. Ao fundo do pátio há um prédio novo. Quiseram os arquitectos que as janelas da casa de banho desse prédio fossem largas e encostadas ao duche. Agora, quando por volta das sete ainda está lusco-fusco, a luz no prédio do outro lado deixa ver as silhuetas recortadas. Uma delas, a de uma mulher, morena e de cabelos compridos, aparece a tomar duche à mesma hora que eu tomo o pequeno almoço. Vejo-a, recortada na sombra,mesmo em frente, a acompanhar-me o café. Adivinho-lhe o contorno do corpo, espreito-lhe as curvas, mesmo sem querer. Tornei-me um involuntário voyeur de pequeno almoço. Os arquitectos que há pouco mais de um ano colocaram o prédio da frente num espaço desafogado nunca pensaram que estavam a oferecer esta possibilidade aos vizinhos.
outubro 07, 2003
A BBC SERÁ PARCIAL?
Todos os defensores irredutíveis da BBC como exemplo de seriedade informativa devem ler o artigo publicado esta semana na revista The Spectator em que se defende a tese de que a BBC desde há muito favorece de forma clara a esquerda. A análise é curiosa e o método devia ser aplicado em Portugal. Excerto: A group of researchers at Cchange, the Tory pressure group, devised this test. And it works. First of all go to the website of the Daily Telegraph — www.telegraph.co.uk — and study a range of political stories. Note the way they are covered, the experts who are quoted and the overall slant. You won’t be surprised by what you find. The Telegraph is the great broadsheet of the British Right, read by colonels and company directors of the more traditional kind.
Now visit the Guardian’s website —www.guardian.co.uk — to see the same stories covered from a very different ideological perspective. Again the results are predictable. The term ‘Guardian reader’ is a synonym for left-winger, and many social workers and university lecturers wear the label with pride.
Finally click on to the BBC’s excellent site, www.bbc.co.uk. It is a cornucopia of information. Not only can you get up-to-date news but it’s also possible to read transcripts of certain bulletins and political programmes and even to watch past editions online.
One might expect the BBC, with its compulsory levy and statutory duty of impartiality, to have none of the political bias of the other two sites. All programmes should be strictly neutral — but they’re not. At the very least it would be reasonable to expect a balance of biases. If one edition of Panorama denounces greedy employers for exploiting downtrodden workers, then surely another will point out that small businesses are drowning in over-regulation and increasingly onerous employment legislation. Not a bit of it. The fact is that, on issue after issue, the BBC broadcasts the views of the Guardian and its readers as if they were gospel. This takes place across a range of programmes. As goes the Left, so goes the BBC.
Todos os defensores irredutíveis da BBC como exemplo de seriedade informativa devem ler o artigo publicado esta semana na revista The Spectator em que se defende a tese de que a BBC desde há muito favorece de forma clara a esquerda. A análise é curiosa e o método devia ser aplicado em Portugal. Excerto: A group of researchers at Cchange, the Tory pressure group, devised this test. And it works. First of all go to the website of the Daily Telegraph — www.telegraph.co.uk — and study a range of political stories. Note the way they are covered, the experts who are quoted and the overall slant. You won’t be surprised by what you find. The Telegraph is the great broadsheet of the British Right, read by colonels and company directors of the more traditional kind.
Now visit the Guardian’s website —www.guardian.co.uk — to see the same stories covered from a very different ideological perspective. Again the results are predictable. The term ‘Guardian reader’ is a synonym for left-winger, and many social workers and university lecturers wear the label with pride.
Finally click on to the BBC’s excellent site, www.bbc.co.uk. It is a cornucopia of information. Not only can you get up-to-date news but it’s also possible to read transcripts of certain bulletins and political programmes and even to watch past editions online.
One might expect the BBC, with its compulsory levy and statutory duty of impartiality, to have none of the political bias of the other two sites. All programmes should be strictly neutral — but they’re not. At the very least it would be reasonable to expect a balance of biases. If one edition of Panorama denounces greedy employers for exploiting downtrodden workers, then surely another will point out that small businesses are drowning in over-regulation and increasingly onerous employment legislation. Not a bit of it. The fact is that, on issue after issue, the BBC broadcasts the views of the Guardian and its readers as if they were gospel. This takes place across a range of programmes. As goes the Left, so goes the BBC.
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A BBC SERÁ PARCIAL?
Todos os defensores irredutíveis da BBC como exemplo de seriedade informativa devem ler o artigo publicado esta semana na revista The Spectator em que se defende a tese de que a BBC desde há muito favorece de forma clara a esquerda. A análise é curiosa e o método devia ser aplicado em Portugal. Excerto: A group of researchers at Cchange, the Tory pressure group, devised this test. And it works. First of all go to the website of the Daily Telegraph — www.telegraph.co.uk — and study a range of political stories. Note the way they are covered, the experts who are quoted and the overall slant. You won’t be surprised by what you find. The Telegraph is the great broadsheet of the British Right, read by colonels and company directors of the more traditional kind.
Now visit the Guardian’s website —www.guardian.co.uk — to see the same stories covered from a very different ideological perspective. Again the results are predictable. The term ‘Guardian reader’ is a synonym for left-winger, and many social workers and university lecturers wear the label with pride.
Finally click on to the BBC’s excellent site, www.bbc.co.uk. It is a cornucopia of information. Not only can you get up-to-date news but it’s also possible to read transcripts of certain bulletins and political programmes and even to watch past editions online.
One might expect the BBC, with its compulsory levy and statutory duty of impartiality, to have none of the political bias of the other two sites. All programmes should be strictly neutral — but they’re not. At the very least it would be reasonable to expect a balance of biases. If one edition of Panorama denounces greedy employers for exploiting downtrodden workers, then surely another will point out that small businesses are drowning in over-regulation and increasingly onerous employment legislation. Not a bit of it. The fact is that, on issue after issue, the BBC broadcasts the views of the Guardian and its readers as if they were gospel. This takes place across a range of programmes. As goes the Left, so goes the BBC.
Todos os defensores irredutíveis da BBC como exemplo de seriedade informativa devem ler o artigo publicado esta semana na revista The Spectator em que se defende a tese de que a BBC desde há muito favorece de forma clara a esquerda. A análise é curiosa e o método devia ser aplicado em Portugal. Excerto: A group of researchers at Cchange, the Tory pressure group, devised this test. And it works. First of all go to the website of the Daily Telegraph — www.telegraph.co.uk — and study a range of political stories. Note the way they are covered, the experts who are quoted and the overall slant. You won’t be surprised by what you find. The Telegraph is the great broadsheet of the British Right, read by colonels and company directors of the more traditional kind.
Now visit the Guardian’s website —www.guardian.co.uk — to see the same stories covered from a very different ideological perspective. Again the results are predictable. The term ‘Guardian reader’ is a synonym for left-winger, and many social workers and university lecturers wear the label with pride.
Finally click on to the BBC’s excellent site, www.bbc.co.uk. It is a cornucopia of information. Not only can you get up-to-date news but it’s also possible to read transcripts of certain bulletins and political programmes and even to watch past editions online.
One might expect the BBC, with its compulsory levy and statutory duty of impartiality, to have none of the political bias of the other two sites. All programmes should be strictly neutral — but they’re not. At the very least it would be reasonable to expect a balance of biases. If one edition of Panorama denounces greedy employers for exploiting downtrodden workers, then surely another will point out that small businesses are drowning in over-regulation and increasingly onerous employment legislation. Not a bit of it. The fact is that, on issue after issue, the BBC broadcasts the views of the Guardian and its readers as if they were gospel. This takes place across a range of programmes. As goes the Left, so goes the BBC.
A MEDICINA
Este lamentável caso da filha do Ministro Martins da Cruz podia ao menos servir para lançar um debate sério sobre uma questão que permanece inexplicável: porque é que o acesso aos cursos de Medicina em Portugal é o que é? Porque é que os hospitais portugueses têm cada vez mais médicos e enfermeiros estrangeiros? Porque é que somos aparentemente incapazes de formar profissionais da saúde em número suficiente para as necessidades do país? Porque é que só conta a média e não interessa a vocação em profissões como estas?
Este lamentável caso da filha do Ministro Martins da Cruz podia ao menos servir para lançar um debate sério sobre uma questão que permanece inexplicável: porque é que o acesso aos cursos de Medicina em Portugal é o que é? Porque é que os hospitais portugueses têm cada vez mais médicos e enfermeiros estrangeiros? Porque é que somos aparentemente incapazes de formar profissionais da saúde em número suficiente para as necessidades do país? Porque é que só conta a média e não interessa a vocação em profissões como estas?
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A MEDICINA
Este lamentável caso da filha do Ministro Martins da Cruz podia ao menos servir para lançar um debate sério sobre uma questão que permanece inexplicável: porque é que o acesso aos cursos de Medicina em Portugal é o que é? Porque é que os hospitais portugueses têm cada vez mais médicos e enfermeiros estrangeiros? Porque é que somos aparentemente incapazes de formar profissionais da saúde em número suficiente para as necessidades do país? Porque é que só conta a média e não interessa a vocação em profissões como estas?
Este lamentável caso da filha do Ministro Martins da Cruz podia ao menos servir para lançar um debate sério sobre uma questão que permanece inexplicável: porque é que o acesso aos cursos de Medicina em Portugal é o que é? Porque é que os hospitais portugueses têm cada vez mais médicos e enfermeiros estrangeiros? Porque é que somos aparentemente incapazes de formar profissionais da saúde em número suficiente para as necessidades do país? Porque é que só conta a média e não interessa a vocação em profissões como estas?
outubro 06, 2003
SOBRE A FACILIDADE
O mais fácil é sempre não fazer nada. Não mudar. Deixar andar. Não tocar nas propinas. Não criar protestos. Não mudar as leis do trabalho. Não perturbar interesses estabelecidos. O mais fácil é deixar as coisas correrem por si sem interferir. O problema é que o mais fácil é o que nos impede de progredir. De avançar. De ser um país melhor, Quando não se faz nada raramente há vozes de protesto. A inacção não sofre contestação. É terrível, mas é assim - por isso é que uns acham que governar é só gerir equilíbrios e outros consideram que governar é agir sobre a mudança. Por mais fina que seja a linha, gerir equilíbrios é sempre mais fácil, mais caro e menor reprodutivo. Mas é o que as pessoas gostam.
O mais fácil é sempre não fazer nada. Não mudar. Deixar andar. Não tocar nas propinas. Não criar protestos. Não mudar as leis do trabalho. Não perturbar interesses estabelecidos. O mais fácil é deixar as coisas correrem por si sem interferir. O problema é que o mais fácil é o que nos impede de progredir. De avançar. De ser um país melhor, Quando não se faz nada raramente há vozes de protesto. A inacção não sofre contestação. É terrível, mas é assim - por isso é que uns acham que governar é só gerir equilíbrios e outros consideram que governar é agir sobre a mudança. Por mais fina que seja a linha, gerir equilíbrios é sempre mais fácil, mais caro e menor reprodutivo. Mas é o que as pessoas gostam.
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SOBRE A FACILIDADE
O mais fácil é sempre não fazer nada. Não mudar. Deixar andar. Não tocar nas propinas. Não criar protestos. Não mudar as leis do trabalho. Não perturbar interesses estabelecidos. O mais fácil é deixar as coisas correrem por si sem interferir. O problema é que o mais fácil é o que nos impede de progredir. De avançar. De ser um país melhor, Quando não se faz nada raramente há vozes de protesto. A inacção não sofre contestação. É terrível, mas é assim - por isso é que uns acham que governar é só gerir equilíbrios e outros consideram que governar é agir sobre a mudança. Por mais fina que seja a linha, gerir equilíbrios é sempre mais fácil, mais caro e menor reprodutivo. Mas é o que as pessoas gostam.
O mais fácil é sempre não fazer nada. Não mudar. Deixar andar. Não tocar nas propinas. Não criar protestos. Não mudar as leis do trabalho. Não perturbar interesses estabelecidos. O mais fácil é deixar as coisas correrem por si sem interferir. O problema é que o mais fácil é o que nos impede de progredir. De avançar. De ser um país melhor, Quando não se faz nada raramente há vozes de protesto. A inacção não sofre contestação. É terrível, mas é assim - por isso é que uns acham que governar é só gerir equilíbrios e outros consideram que governar é agir sobre a mudança. Por mais fina que seja a linha, gerir equilíbrios é sempre mais fácil, mais caro e menor reprodutivo. Mas é o que as pessoas gostam.
outubro 05, 2003
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DOIS DIAS
Quase dois dias sem alimentar este meu querido «tamagochi». Quase dois dias sem escrever. Dois dias para descansar, para pensar, para tomar umas decisões. Para decidir que vale a pena prosseguir, mesmo que a outro ritmo. Até já.
Quase dois dias sem alimentar este meu querido «tamagochi». Quase dois dias sem escrever. Dois dias para descansar, para pensar, para tomar umas decisões. Para decidir que vale a pena prosseguir, mesmo que a outro ritmo. Até já.
outubro 03, 2003
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CITAÇÃO DO DIA
Se os homens fossem anjos, os governos não seriam necessários.
James Madison (1751 - 1836)
Se os homens fossem anjos, os governos não seriam necessários.
James Madison (1751 - 1836)
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