PIRATARIA
A indústria discográfica está apostada numa guerra contra a pirataria e o The Economist faz o ponto da situação. Vou aqui abrir uma polémica: na realidade acho que a pirataria mata a música. Quando se copia ilegalmente um disco está a contribuir-se para que novos discos não sejam gravados, para que novos talentos não sejam descobertos, para que a música deixe de ser a espiral de novidade e ciratividade que tem sido nos últimos 50 anos. Eu sei que é simpático ter-se a canção de que se gosta sem a pagar. Mas é isso que vai reduzir o universo musical aos grandes nomes que já estão feitos. Já repararam como nos últimos dois anos se reduziu o número de novidades verdadeiramente interessantes, criativas, inovadoras: não é o talento que desapareceu, é o investimento na descoberta que foi a primeira coisa a ser cortada pelas discográficas. Mas é claro que é preciso mudar muita coisa, a começar pelo preço dos discos: a Universal anunciou os primeiros passos. A ver vamos no que dá.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
setembro 10, 2003
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PIRATARIA
A indústria discográfica está apostada numa guerra contra a pirataria e o The Economist faz o ponto da situação. Vou aqui abrir uma polémica: na realidade acho que a pirataria mata a música. Quando se copia ilegalmente um disco está a contribuir-se para que novos discos não sejam gravados, para que novos talentos não sejam descobertos, para que a música deixe de ser a espiral de novidade e ciratividade que tem sido nos últimos 50 anos. Eu sei que é simpático ter-se a canção de que se gosta sem a pagar. Mas é isso que vai reduzir o universo musical aos grandes nomes que já estão feitos. Já repararam como nos últimos dois anos se reduziu o número de novidades verdadeiramente interessantes, criativas, inovadoras: não é o talento que desapareceu, é o investimento na descoberta que foi a primeira coisa a ser cortada pelas discográficas. Mas é claro que é preciso mudar muita coisa, a começar pelo preço dos discos: a Universal anunciou os primeiros passos. A ver vamos no que dá.
A indústria discográfica está apostada numa guerra contra a pirataria e o The Economist faz o ponto da situação. Vou aqui abrir uma polémica: na realidade acho que a pirataria mata a música. Quando se copia ilegalmente um disco está a contribuir-se para que novos discos não sejam gravados, para que novos talentos não sejam descobertos, para que a música deixe de ser a espiral de novidade e ciratividade que tem sido nos últimos 50 anos. Eu sei que é simpático ter-se a canção de que se gosta sem a pagar. Mas é isso que vai reduzir o universo musical aos grandes nomes que já estão feitos. Já repararam como nos últimos dois anos se reduziu o número de novidades verdadeiramente interessantes, criativas, inovadoras: não é o talento que desapareceu, é o investimento na descoberta que foi a primeira coisa a ser cortada pelas discográficas. Mas é claro que é preciso mudar muita coisa, a começar pelo preço dos discos: a Universal anunciou os primeiros passos. A ver vamos no que dá.
NOVOS NEGÓCIOS
Já repararam como ficou bem a nova página do Jornal de Negócios? Vale a pena passar por lá. Aos poucos a net vai voltando a dar provas de ganhar novas vidas.
Já repararam como ficou bem a nova página do Jornal de Negócios? Vale a pena passar por lá. Aos poucos a net vai voltando a dar provas de ganhar novas vidas.
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NOVOS NEGÓCIOS
Já repararam como ficou bem a nova página do Jornal de Negócios? Vale a pena passar por lá. Aos poucos a net vai voltando a dar provas de ganhar novas vidas.
Já repararam como ficou bem a nova página do Jornal de Negócios? Vale a pena passar por lá. Aos poucos a net vai voltando a dar provas de ganhar novas vidas.
setembro 08, 2003
O NOVO GIGANTE DOS MEDIA
A compra de toda a área de media norte-americana da Vivendi pela NBC vai criar um novo gigante no mundo da comunicação e do entretenimento. Vale a pena ler o The Economist. Excerto:The new entity, which could be worth up to $40 billion, is a media monster by any standards. GE’s NBC is contributing the NBC broadcast network; MSNBC, a cable news channel jointly owned with Microsoft; CNBC, a financial network jointly owned with Dow Jones that is gradually regaining its popularity after the dotcom bust; Bravo, an arts channel; and Telemundo, a Spanish-language television station. From Vivendi’s side comes Universal Pictures (whose recent hits include “2 Fast 2 Furious”, “Bruce Almighty” and “A Beautiful Mind”); the Universal theme parks; USA Network, a cable station with a big but ageing audience; the Sci-Fi channel; and Universal Television, which produces popular shows like “Law & Order”.
A compra de toda a área de media norte-americana da Vivendi pela NBC vai criar um novo gigante no mundo da comunicação e do entretenimento. Vale a pena ler o The Economist. Excerto:The new entity, which could be worth up to $40 billion, is a media monster by any standards. GE’s NBC is contributing the NBC broadcast network; MSNBC, a cable news channel jointly owned with Microsoft; CNBC, a financial network jointly owned with Dow Jones that is gradually regaining its popularity after the dotcom bust; Bravo, an arts channel; and Telemundo, a Spanish-language television station. From Vivendi’s side comes Universal Pictures (whose recent hits include “2 Fast 2 Furious”, “Bruce Almighty” and “A Beautiful Mind”); the Universal theme parks; USA Network, a cable station with a big but ageing audience; the Sci-Fi channel; and Universal Television, which produces popular shows like “Law & Order”.
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O NOVO GIGANTE DOS MEDIA
A compra de toda a área de media norte-americana da Vivendi pela NBC vai criar um novo gigante no mundo da comunicação e do entretenimento. Vale a pena ler o The Economist. Excerto:The new entity, which could be worth up to $40 billion, is a media monster by any standards. GE’s NBC is contributing the NBC broadcast network; MSNBC, a cable news channel jointly owned with Microsoft; CNBC, a financial network jointly owned with Dow Jones that is gradually regaining its popularity after the dotcom bust; Bravo, an arts channel; and Telemundo, a Spanish-language television station. From Vivendi’s side comes Universal Pictures (whose recent hits include “2 Fast 2 Furious”, “Bruce Almighty” and “A Beautiful Mind”); the Universal theme parks; USA Network, a cable station with a big but ageing audience; the Sci-Fi channel; and Universal Television, which produces popular shows like “Law & Order”.
A compra de toda a área de media norte-americana da Vivendi pela NBC vai criar um novo gigante no mundo da comunicação e do entretenimento. Vale a pena ler o The Economist. Excerto:The new entity, which could be worth up to $40 billion, is a media monster by any standards. GE’s NBC is contributing the NBC broadcast network; MSNBC, a cable news channel jointly owned with Microsoft; CNBC, a financial network jointly owned with Dow Jones that is gradually regaining its popularity after the dotcom bust; Bravo, an arts channel; and Telemundo, a Spanish-language television station. From Vivendi’s side comes Universal Pictures (whose recent hits include “2 Fast 2 Furious”, “Bruce Almighty” and “A Beautiful Mind”); the Universal theme parks; USA Network, a cable station with a big but ageing audience; the Sci-Fi channel; and Universal Television, which produces popular shows like “Law & Order”.
O SEGREDO DE JOSEPHINE
O cheiro do corpo de Josefina era tão encantador que o imperador Napoleão lhe pedia que não tomasse banho antes dos seus encontros amorosos. De facto Marie-Josèphe-Rose era originária da Martinica, filha de um rico proprietário de plantações, e já tinha enviuvado (o marido era um belo aristocrata que morreu na guilhotina...), quando Napoleão se apaixonou por ela, tornado-a na Imperatriz Josefina. Ao que parece a imperatriz - de quem Napoleão se veio a divorciar por não ter dela conseguido um herdeiro masculino - era viciada em compras, ponto em comum com muitas mulheres contemporâneas. The Rose Of Martinique é uma nova biografia da imperatriz escrita por Andrea Stuart.
O cheiro do corpo de Josefina era tão encantador que o imperador Napoleão lhe pedia que não tomasse banho antes dos seus encontros amorosos. De facto Marie-Josèphe-Rose era originária da Martinica, filha de um rico proprietário de plantações, e já tinha enviuvado (o marido era um belo aristocrata que morreu na guilhotina...), quando Napoleão se apaixonou por ela, tornado-a na Imperatriz Josefina. Ao que parece a imperatriz - de quem Napoleão se veio a divorciar por não ter dela conseguido um herdeiro masculino - era viciada em compras, ponto em comum com muitas mulheres contemporâneas. The Rose Of Martinique é uma nova biografia da imperatriz escrita por Andrea Stuart.
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O SEGREDO DE JOSEPHINE
O cheiro do corpo de Josefina era tão encantador que o imperador Napoleão lhe pedia que não tomasse banho antes dos seus encontros amorosos. De facto Marie-Josèphe-Rose era originária da Martinica, filha de um rico proprietário de plantações, e já tinha enviuvado (o marido era um belo aristocrata que morreu na guilhotina...), quando Napoleão se apaixonou por ela, tornado-a na Imperatriz Josefina. Ao que parece a imperatriz - de quem Napoleão se veio a divorciar por não ter dela conseguido um herdeiro masculino - era viciada em compras, ponto em comum com muitas mulheres contemporâneas. The Rose Of Martinique é uma nova biografia da imperatriz escrita por Andrea Stuart.
O cheiro do corpo de Josefina era tão encantador que o imperador Napoleão lhe pedia que não tomasse banho antes dos seus encontros amorosos. De facto Marie-Josèphe-Rose era originária da Martinica, filha de um rico proprietário de plantações, e já tinha enviuvado (o marido era um belo aristocrata que morreu na guilhotina...), quando Napoleão se apaixonou por ela, tornado-a na Imperatriz Josefina. Ao que parece a imperatriz - de quem Napoleão se veio a divorciar por não ter dela conseguido um herdeiro masculino - era viciada em compras, ponto em comum com muitas mulheres contemporâneas. The Rose Of Martinique é uma nova biografia da imperatriz escrita por Andrea Stuart.
DEVE SER DELICIOSO
A história promete: em 1903 existiam apenas cerca de 200 kms de estradas pavimentadas nos Estados Unidos, a maior parte das quais em cidades Horatio Nelson Jackson fez uma aposta sobre as vantagens do automóvel e meteu-se a caminho, de São Francisco para Nova Iorque. A aposta dizia que faria a viagem em menos de 90 dias - numa época em que ainda não existiam bombas de gasolina, oficinas ou nem sequer reboques. Contratou um mecânico e pôs-se à estrada. A história dessa aventura chama-se ''Horatio's Drive: America's First Road Trip''. Saibam mais sobre o assunto aqui.
A história promete: em 1903 existiam apenas cerca de 200 kms de estradas pavimentadas nos Estados Unidos, a maior parte das quais em cidades Horatio Nelson Jackson fez uma aposta sobre as vantagens do automóvel e meteu-se a caminho, de São Francisco para Nova Iorque. A aposta dizia que faria a viagem em menos de 90 dias - numa época em que ainda não existiam bombas de gasolina, oficinas ou nem sequer reboques. Contratou um mecânico e pôs-se à estrada. A história dessa aventura chama-se ''Horatio's Drive: America's First Road Trip''. Saibam mais sobre o assunto aqui.
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DEVE SER DELICIOSO
A história promete: em 1903 existiam apenas cerca de 200 kms de estradas pavimentadas nos Estados Unidos, a maior parte das quais em cidades Horatio Nelson Jackson fez uma aposta sobre as vantagens do automóvel e meteu-se a caminho, de São Francisco para Nova Iorque. A aposta dizia que faria a viagem em menos de 90 dias - numa época em que ainda não existiam bombas de gasolina, oficinas ou nem sequer reboques. Contratou um mecânico e pôs-se à estrada. A história dessa aventura chama-se ''Horatio's Drive: America's First Road Trip''. Saibam mais sobre o assunto aqui.
A história promete: em 1903 existiam apenas cerca de 200 kms de estradas pavimentadas nos Estados Unidos, a maior parte das quais em cidades Horatio Nelson Jackson fez uma aposta sobre as vantagens do automóvel e meteu-se a caminho, de São Francisco para Nova Iorque. A aposta dizia que faria a viagem em menos de 90 dias - numa época em que ainda não existiam bombas de gasolina, oficinas ou nem sequer reboques. Contratou um mecânico e pôs-se à estrada. A história dessa aventura chama-se ''Horatio's Drive: America's First Road Trip''. Saibam mais sobre o assunto aqui.
setembro 07, 2003
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SCONES
Hoje tive direito a prenda: um sorriso da minha neta, acompanhado por scones acabados de fazer pela minha filha. É isto que nos faz velhos. Ainda por cima os scones estão bons, coisa que me leva a pensar que a capacidade de evolução do ser humano é mesmo fantástica.
Hoje tive direito a prenda: um sorriso da minha neta, acompanhado por scones acabados de fazer pela minha filha. É isto que nos faz velhos. Ainda por cima os scones estão bons, coisa que me leva a pensar que a capacidade de evolução do ser humano é mesmo fantástica.
setembro 06, 2003
SOBRE OS CRITÉRIOS EDITORIAIS
Cito um post do Abrupto que me parece ser uma síntese perfeita sobre os critérios editoriais, as linhas editoriais e as falsas virgens que lançam gritinhos de isenção, isenção para poderem fazer os seus pensamentos por factos. Aqui vai o que Pacheco Pereira escreveu: Sem querer avançar, para já, muito mais na discussão , ela própria um pouco viciada, sobre se os órgãos de comunicação social portugueses são de "direita" ou "esquerda" , duas das mais ambíguas palavras correntes no nosso vocabulário, acrescentaria um ponto que deveria ter colocado previamente e que talvez ajudasse a arrumar o debate. É questão de saber se os nosso órgãos de comunicação social tem uma orientação editorial que possa ser identificada?
Num ou noutro caso, têm, ou pelo menos um embrião de orientação, como se pode perceber no Independente. Mas a regra é não terem, o que explica uma certa esquizofrenia. Esta divide-se em duas variantes: uma, a de, num mesmo jornal, haver diversos editoriais, nalguns casos completamente contraditórios, conforme os seus autores; outra, a de não existir consistência entre a linha definida nos editoriais e o conteúdo de diferentes secções, em particular as de política nacional e internacional.
Uma das razões porque me parece inaceitável, no caso português, julgar a "cor" política de um jornal pelos seus editoriais , é essa inconsistência interior. No caso da guerra do Iraque, por exemplo, os editoriais do Diário de Notícias eram às vezes, pró-coligação, mas o noticiário diário era baseado nos artigos de Robert Fisk, notório opositor da intervenção, e cujos originais saiam num jornal inglês que tinha essa oposição como linha editorial.
É uma fragilidade da nossa comunicação social essa ausência de linhas editoriais claras e eu defendo a prática anglo-saxónica de os media tomarem posições públicas sobre matérias de política corrente. Contrariamente ao que se pensa , isso não prejudica em nada o pluralismo, e só clarifica a relação com o leitor, ouvinte ou telespectador. A TSF, por exemplo, deveria tê-lo feito quando do conflito iraquiano, definindo editorialmente a sua posição contra a intervenção da coligação.
Cito um post do Abrupto que me parece ser uma síntese perfeita sobre os critérios editoriais, as linhas editoriais e as falsas virgens que lançam gritinhos de isenção, isenção para poderem fazer os seus pensamentos por factos. Aqui vai o que Pacheco Pereira escreveu: Sem querer avançar, para já, muito mais na discussão , ela própria um pouco viciada, sobre se os órgãos de comunicação social portugueses são de "direita" ou "esquerda" , duas das mais ambíguas palavras correntes no nosso vocabulário, acrescentaria um ponto que deveria ter colocado previamente e que talvez ajudasse a arrumar o debate. É questão de saber se os nosso órgãos de comunicação social tem uma orientação editorial que possa ser identificada?
Num ou noutro caso, têm, ou pelo menos um embrião de orientação, como se pode perceber no Independente. Mas a regra é não terem, o que explica uma certa esquizofrenia. Esta divide-se em duas variantes: uma, a de, num mesmo jornal, haver diversos editoriais, nalguns casos completamente contraditórios, conforme os seus autores; outra, a de não existir consistência entre a linha definida nos editoriais e o conteúdo de diferentes secções, em particular as de política nacional e internacional.
Uma das razões porque me parece inaceitável, no caso português, julgar a "cor" política de um jornal pelos seus editoriais , é essa inconsistência interior. No caso da guerra do Iraque, por exemplo, os editoriais do Diário de Notícias eram às vezes, pró-coligação, mas o noticiário diário era baseado nos artigos de Robert Fisk, notório opositor da intervenção, e cujos originais saiam num jornal inglês que tinha essa oposição como linha editorial.
É uma fragilidade da nossa comunicação social essa ausência de linhas editoriais claras e eu defendo a prática anglo-saxónica de os media tomarem posições públicas sobre matérias de política corrente. Contrariamente ao que se pensa , isso não prejudica em nada o pluralismo, e só clarifica a relação com o leitor, ouvinte ou telespectador. A TSF, por exemplo, deveria tê-lo feito quando do conflito iraquiano, definindo editorialmente a sua posição contra a intervenção da coligação.
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SOBRE OS CRITÉRIOS EDITORIAIS
Cito um post do Abrupto que me parece ser uma síntese perfeita sobre os critérios editoriais, as linhas editoriais e as falsas virgens que lançam gritinhos de isenção, isenção para poderem fazer os seus pensamentos por factos. Aqui vai o que Pacheco Pereira escreveu: Sem querer avançar, para já, muito mais na discussão , ela própria um pouco viciada, sobre se os órgãos de comunicação social portugueses são de "direita" ou "esquerda" , duas das mais ambíguas palavras correntes no nosso vocabulário, acrescentaria um ponto que deveria ter colocado previamente e que talvez ajudasse a arrumar o debate. É questão de saber se os nosso órgãos de comunicação social tem uma orientação editorial que possa ser identificada?
Num ou noutro caso, têm, ou pelo menos um embrião de orientação, como se pode perceber no Independente. Mas a regra é não terem, o que explica uma certa esquizofrenia. Esta divide-se em duas variantes: uma, a de, num mesmo jornal, haver diversos editoriais, nalguns casos completamente contraditórios, conforme os seus autores; outra, a de não existir consistência entre a linha definida nos editoriais e o conteúdo de diferentes secções, em particular as de política nacional e internacional.
Uma das razões porque me parece inaceitável, no caso português, julgar a "cor" política de um jornal pelos seus editoriais , é essa inconsistência interior. No caso da guerra do Iraque, por exemplo, os editoriais do Diário de Notícias eram às vezes, pró-coligação, mas o noticiário diário era baseado nos artigos de Robert Fisk, notório opositor da intervenção, e cujos originais saiam num jornal inglês que tinha essa oposição como linha editorial.
É uma fragilidade da nossa comunicação social essa ausência de linhas editoriais claras e eu defendo a prática anglo-saxónica de os media tomarem posições públicas sobre matérias de política corrente. Contrariamente ao que se pensa , isso não prejudica em nada o pluralismo, e só clarifica a relação com o leitor, ouvinte ou telespectador. A TSF, por exemplo, deveria tê-lo feito quando do conflito iraquiano, definindo editorialmente a sua posição contra a intervenção da coligação.
Cito um post do Abrupto que me parece ser uma síntese perfeita sobre os critérios editoriais, as linhas editoriais e as falsas virgens que lançam gritinhos de isenção, isenção para poderem fazer os seus pensamentos por factos. Aqui vai o que Pacheco Pereira escreveu: Sem querer avançar, para já, muito mais na discussão , ela própria um pouco viciada, sobre se os órgãos de comunicação social portugueses são de "direita" ou "esquerda" , duas das mais ambíguas palavras correntes no nosso vocabulário, acrescentaria um ponto que deveria ter colocado previamente e que talvez ajudasse a arrumar o debate. É questão de saber se os nosso órgãos de comunicação social tem uma orientação editorial que possa ser identificada?
Num ou noutro caso, têm, ou pelo menos um embrião de orientação, como se pode perceber no Independente. Mas a regra é não terem, o que explica uma certa esquizofrenia. Esta divide-se em duas variantes: uma, a de, num mesmo jornal, haver diversos editoriais, nalguns casos completamente contraditórios, conforme os seus autores; outra, a de não existir consistência entre a linha definida nos editoriais e o conteúdo de diferentes secções, em particular as de política nacional e internacional.
Uma das razões porque me parece inaceitável, no caso português, julgar a "cor" política de um jornal pelos seus editoriais , é essa inconsistência interior. No caso da guerra do Iraque, por exemplo, os editoriais do Diário de Notícias eram às vezes, pró-coligação, mas o noticiário diário era baseado nos artigos de Robert Fisk, notório opositor da intervenção, e cujos originais saiam num jornal inglês que tinha essa oposição como linha editorial.
É uma fragilidade da nossa comunicação social essa ausência de linhas editoriais claras e eu defendo a prática anglo-saxónica de os media tomarem posições públicas sobre matérias de política corrente. Contrariamente ao que se pensa , isso não prejudica em nada o pluralismo, e só clarifica a relação com o leitor, ouvinte ou telespectador. A TSF, por exemplo, deveria tê-lo feito quando do conflito iraquiano, definindo editorialmente a sua posição contra a intervenção da coligação.
PARA OS DEVOTOS DA APPLE
O meu primeiro computador pessoal foi um Apple, ainda dos velhinhos, quadrados. Durante anos só escrevi em Apple, só trabalhei em Apple, o meu primeiro laptop foi também um Apple. Derrotado pela penetração da Microsoft no mundo, permaneci fiel no coração à Apple. Um dia destes vou tratar de reatar o namoro até porque estão cada vez mais bonitos. Continuo a achar que funcionam melhor, crasham menos, e sobretudo são, ainda hoje, mais user friendly que qualquer rival. Deixo aqui um texto referencial da Wired sobre o assunto. Excerto:This fall, the iPod is the No. 2 "must have" item for the back-to-school season, right after new shoes, according to Look-Look's August youth culture newsletter. A new computer or laptop comes third on the list, specifically an iMac or PowerMac G5.
According to Gordon, the only other companies mentioned by young people as much as Apple are Nike, Target, VW and Sony.
"Apple comes up as a favorite brand, something they're saving up to buy, even a fashion accessory," she said.
Gordon, herself a Mac user, said Apple appeals to young people because celebrities they perceive as cool use their products, like musicians, filmmakers and designers. She also said Apple's slick advertising contributes to that image, as do its upscale retail stores.
"(Apple) came out with the first cool-looking computer that matched (young people's) sensibilities," she said. "The iMac was (Apple's) entrée into youth culture. It took them to a whole other place in youth culture. The iPod is another cool product from a cool company."
O meu primeiro computador pessoal foi um Apple, ainda dos velhinhos, quadrados. Durante anos só escrevi em Apple, só trabalhei em Apple, o meu primeiro laptop foi também um Apple. Derrotado pela penetração da Microsoft no mundo, permaneci fiel no coração à Apple. Um dia destes vou tratar de reatar o namoro até porque estão cada vez mais bonitos. Continuo a achar que funcionam melhor, crasham menos, e sobretudo são, ainda hoje, mais user friendly que qualquer rival. Deixo aqui um texto referencial da Wired sobre o assunto. Excerto:This fall, the iPod is the No. 2 "must have" item for the back-to-school season, right after new shoes, according to Look-Look's August youth culture newsletter. A new computer or laptop comes third on the list, specifically an iMac or PowerMac G5.
According to Gordon, the only other companies mentioned by young people as much as Apple are Nike, Target, VW and Sony.
"Apple comes up as a favorite brand, something they're saving up to buy, even a fashion accessory," she said.
Gordon, herself a Mac user, said Apple appeals to young people because celebrities they perceive as cool use their products, like musicians, filmmakers and designers. She also said Apple's slick advertising contributes to that image, as do its upscale retail stores.
"(Apple) came out with the first cool-looking computer that matched (young people's) sensibilities," she said. "The iMac was (Apple's) entrée into youth culture. It took them to a whole other place in youth culture. The iPod is another cool product from a cool company."
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PARA OS DEVOTOS DA APPLE
O meu primeiro computador pessoal foi um Apple, ainda dos velhinhos, quadrados. Durante anos só escrevi em Apple, só trabalhei em Apple, o meu primeiro laptop foi também um Apple. Derrotado pela penetração da Microsoft no mundo, permaneci fiel no coração à Apple. Um dia destes vou tratar de reatar o namoro até porque estão cada vez mais bonitos. Continuo a achar que funcionam melhor, crasham menos, e sobretudo são, ainda hoje, mais user friendly que qualquer rival. Deixo aqui um texto referencial da Wired sobre o assunto. Excerto:This fall, the iPod is the No. 2 "must have" item for the back-to-school season, right after new shoes, according to Look-Look's August youth culture newsletter. A new computer or laptop comes third on the list, specifically an iMac or PowerMac G5.
According to Gordon, the only other companies mentioned by young people as much as Apple are Nike, Target, VW and Sony.
"Apple comes up as a favorite brand, something they're saving up to buy, even a fashion accessory," she said.
Gordon, herself a Mac user, said Apple appeals to young people because celebrities they perceive as cool use their products, like musicians, filmmakers and designers. She also said Apple's slick advertising contributes to that image, as do its upscale retail stores.
"(Apple) came out with the first cool-looking computer that matched (young people's) sensibilities," she said. "The iMac was (Apple's) entrée into youth culture. It took them to a whole other place in youth culture. The iPod is another cool product from a cool company."
O meu primeiro computador pessoal foi um Apple, ainda dos velhinhos, quadrados. Durante anos só escrevi em Apple, só trabalhei em Apple, o meu primeiro laptop foi também um Apple. Derrotado pela penetração da Microsoft no mundo, permaneci fiel no coração à Apple. Um dia destes vou tratar de reatar o namoro até porque estão cada vez mais bonitos. Continuo a achar que funcionam melhor, crasham menos, e sobretudo são, ainda hoje, mais user friendly que qualquer rival. Deixo aqui um texto referencial da Wired sobre o assunto. Excerto:This fall, the iPod is the No. 2 "must have" item for the back-to-school season, right after new shoes, according to Look-Look's August youth culture newsletter. A new computer or laptop comes third on the list, specifically an iMac or PowerMac G5.
According to Gordon, the only other companies mentioned by young people as much as Apple are Nike, Target, VW and Sony.
"Apple comes up as a favorite brand, something they're saving up to buy, even a fashion accessory," she said.
Gordon, herself a Mac user, said Apple appeals to young people because celebrities they perceive as cool use their products, like musicians, filmmakers and designers. She also said Apple's slick advertising contributes to that image, as do its upscale retail stores.
"(Apple) came out with the first cool-looking computer that matched (young people's) sensibilities," she said. "The iMac was (Apple's) entrée into youth culture. It took them to a whole other place in youth culture. The iPod is another cool product from a cool company."
BERLUSCONI NA SPECTATOR
A edição desta semana da revista britânica Spectator publica uma entrevista com Silvio Berlusconi que é um documento a reter sobre um dos homens mais curiosos da política contemporânea. A conversa permite traçar um bom retrato do Primeiro Ministro italiano, sobre as razões que o levaram a entrar na política, o que ele acha do seu país, do mundo e da Europa em particular. Citação:We are now confronted by a new world situation. We have passed from the confrontation of two blocs because the Russian federation has decided, under the guidance of Mr Putin, to be part of Europe and the West. That is a very big fact. I had the occasion to be president of the G8 in Genoa in 2001, and I was the host of the dinner, trying to bring everyone into the conversation, and I was making jokes as usual. I asked Schröder about his experiences with women because he has been married four times, and I made him laugh. And I decided after a while just to push my chair back from the table and let them talk, and I saw Blair joking with Chirac, and Putin joking with Bush, and I was joking with everyone, and suddenly I thought, ‘Look, here I am, a man who has felt on his skin the second world war, since I was born in 1936. I saw my father dressed as a soldier, and I thought, ‘What a wonderful world.’
A edição desta semana da revista britânica Spectator publica uma entrevista com Silvio Berlusconi que é um documento a reter sobre um dos homens mais curiosos da política contemporânea. A conversa permite traçar um bom retrato do Primeiro Ministro italiano, sobre as razões que o levaram a entrar na política, o que ele acha do seu país, do mundo e da Europa em particular. Citação:We are now confronted by a new world situation. We have passed from the confrontation of two blocs because the Russian federation has decided, under the guidance of Mr Putin, to be part of Europe and the West. That is a very big fact. I had the occasion to be president of the G8 in Genoa in 2001, and I was the host of the dinner, trying to bring everyone into the conversation, and I was making jokes as usual. I asked Schröder about his experiences with women because he has been married four times, and I made him laugh. And I decided after a while just to push my chair back from the table and let them talk, and I saw Blair joking with Chirac, and Putin joking with Bush, and I was joking with everyone, and suddenly I thought, ‘Look, here I am, a man who has felt on his skin the second world war, since I was born in 1936. I saw my father dressed as a soldier, and I thought, ‘What a wonderful world.’
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BERLUSCONI NA SPECTATOR
A edição desta semana da revista britânica Spectator publica uma entrevista com Silvio Berlusconi que é um documento a reter sobre um dos homens mais curiosos da política contemporânea. A conversa permite traçar um bom retrato do Primeiro Ministro italiano, sobre as razões que o levaram a entrar na política, o que ele acha do seu país, do mundo e da Europa em particular. Citação:We are now confronted by a new world situation. We have passed from the confrontation of two blocs because the Russian federation has decided, under the guidance of Mr Putin, to be part of Europe and the West. That is a very big fact. I had the occasion to be president of the G8 in Genoa in 2001, and I was the host of the dinner, trying to bring everyone into the conversation, and I was making jokes as usual. I asked Schröder about his experiences with women because he has been married four times, and I made him laugh. And I decided after a while just to push my chair back from the table and let them talk, and I saw Blair joking with Chirac, and Putin joking with Bush, and I was joking with everyone, and suddenly I thought, ‘Look, here I am, a man who has felt on his skin the second world war, since I was born in 1936. I saw my father dressed as a soldier, and I thought, ‘What a wonderful world.’
A edição desta semana da revista britânica Spectator publica uma entrevista com Silvio Berlusconi que é um documento a reter sobre um dos homens mais curiosos da política contemporânea. A conversa permite traçar um bom retrato do Primeiro Ministro italiano, sobre as razões que o levaram a entrar na política, o que ele acha do seu país, do mundo e da Europa em particular. Citação:We are now confronted by a new world situation. We have passed from the confrontation of two blocs because the Russian federation has decided, under the guidance of Mr Putin, to be part of Europe and the West. That is a very big fact. I had the occasion to be president of the G8 in Genoa in 2001, and I was the host of the dinner, trying to bring everyone into the conversation, and I was making jokes as usual. I asked Schröder about his experiences with women because he has been married four times, and I made him laugh. And I decided after a while just to push my chair back from the table and let them talk, and I saw Blair joking with Chirac, and Putin joking with Bush, and I was joking with everyone, and suddenly I thought, ‘Look, here I am, a man who has felt on his skin the second world war, since I was born in 1936. I saw my father dressed as a soldier, and I thought, ‘What a wonderful world.’
JUPITER MAIS PERTO
A missão da sonda Galileo da NASA promete bons avanços para a ciência. Vale a pena ler o relato que vem na New Yorker. Citação: The orbiter also conducted forty flybys of planets and moons, far more than any other spacecraft. It was the first to swing close to an asteroid; the first to orbit one of the outer planets; the first to document fire fountains erupting from the surface of Jupiter’s volcanic moon, Io; and the first to fly through a plume from Io, a lurid yellow-orange sphere with an estimated three hundred volcanoes erupting at any given time. In July, 1994, Galileo provided direct observation of fragments of the Shoemaker-Levy 9 comet slamming into Jupiter; these collisions produced explosions more powerful than that of the largest H-bomb.
A missão da sonda Galileo da NASA promete bons avanços para a ciência. Vale a pena ler o relato que vem na New Yorker. Citação: The orbiter also conducted forty flybys of planets and moons, far more than any other spacecraft. It was the first to swing close to an asteroid; the first to orbit one of the outer planets; the first to document fire fountains erupting from the surface of Jupiter’s volcanic moon, Io; and the first to fly through a plume from Io, a lurid yellow-orange sphere with an estimated three hundred volcanoes erupting at any given time. In July, 1994, Galileo provided direct observation of fragments of the Shoemaker-Levy 9 comet slamming into Jupiter; these collisions produced explosions more powerful than that of the largest H-bomb.
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JUPITER MAIS PERTO
A missão da sonda Galileo da NASA promete bons avanços para a ciência. Vale a pena ler o relato que vem na New Yorker. Citação: The orbiter also conducted forty flybys of planets and moons, far more than any other spacecraft. It was the first to swing close to an asteroid; the first to orbit one of the outer planets; the first to document fire fountains erupting from the surface of Jupiter’s volcanic moon, Io; and the first to fly through a plume from Io, a lurid yellow-orange sphere with an estimated three hundred volcanoes erupting at any given time. In July, 1994, Galileo provided direct observation of fragments of the Shoemaker-Levy 9 comet slamming into Jupiter; these collisions produced explosions more powerful than that of the largest H-bomb.
A missão da sonda Galileo da NASA promete bons avanços para a ciência. Vale a pena ler o relato que vem na New Yorker. Citação: The orbiter also conducted forty flybys of planets and moons, far more than any other spacecraft. It was the first to swing close to an asteroid; the first to orbit one of the outer planets; the first to document fire fountains erupting from the surface of Jupiter’s volcanic moon, Io; and the first to fly through a plume from Io, a lurid yellow-orange sphere with an estimated three hundred volcanoes erupting at any given time. In July, 1994, Galileo provided direct observation of fragments of the Shoemaker-Levy 9 comet slamming into Jupiter; these collisions produced explosions more powerful than that of the largest H-bomb.
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