CÍNICOS
Uma das coisas que mais me enoja é encontrar alguém nos corredores que soube ter andado a intrigar contra o que estou a fazer e ouvir dele uma frase simpática, como se nada se tivesse passado. Tenho para mim que não passa de uma forma reles de cobardia.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
setembro 02, 2003
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CÍNICOS
Uma das coisas que mais me enoja é encontrar alguém nos corredores que soube ter andado a intrigar contra o que estou a fazer e ouvir dele uma frase simpática, como se nada se tivesse passado. Tenho para mim que não passa de uma forma reles de cobardia.
Uma das coisas que mais me enoja é encontrar alguém nos corredores que soube ter andado a intrigar contra o que estou a fazer e ouvir dele uma frase simpática, como se nada se tivesse passado. Tenho para mim que não passa de uma forma reles de cobardia.
HOMEM MADURO
Hugh Hefner tem 77 anos e fundou a revista«Playboy» há cinco décadas. Continua a gostar de raparigas com vinte anos e sem apreciar as belezas das mulheres de 40. Até o Washington Post escreveu sobre o assunto.
Hugh Hefner tem 77 anos e fundou a revista«Playboy» há cinco décadas. Continua a gostar de raparigas com vinte anos e sem apreciar as belezas das mulheres de 40. Até o Washington Post escreveu sobre o assunto.
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HOMEM MADURO
Hugh Hefner tem 77 anos e fundou a revista«Playboy» há cinco décadas. Continua a gostar de raparigas com vinte anos e sem apreciar as belezas das mulheres de 40. Até o Washington Post escreveu sobre o assunto.
Hugh Hefner tem 77 anos e fundou a revista«Playboy» há cinco décadas. Continua a gostar de raparigas com vinte anos e sem apreciar as belezas das mulheres de 40. Até o Washington Post escreveu sobre o assunto.
AUTO ESPACIAL
A Nasa está a desenvolver um modelo de vai-vem espacial para transporte de astronautas de e para estações orbitais com a capacidade de apenas quatro lugares. Daqui a cinco anos a coisa deve estar operacional, relata a WIRED
A Nasa está a desenvolver um modelo de vai-vem espacial para transporte de astronautas de e para estações orbitais com a capacidade de apenas quatro lugares. Daqui a cinco anos a coisa deve estar operacional, relata a WIRED
agosto 31, 2003
GRANDE DOMINGO
Acordei cedo, cheio de boas intenções, a pensar em caminhar um bocado. Ainda estava na preguiça, veio a chuvada. Comecei a telefonar, ninguém se animava nas circunstâncias pluviais para uma incursão pelo campo. Percebi que era hoje que se esgotavam as desculpas para poder evitar arrumar o escritório. Eu explico: arrumar o meu escritório de casa é a pior coisa que me podem dizer para fazer. Sigo o princípio de meter numa pilha as cartas que chegam com os extractos dos bancos, as contas domésticas, os avisos do condomínio, as facturas da farmácia e por aí fora. Uma vez por ano, mais ou menos, arrumo tudo. Hoje deitei fora dois sacos do supermercado heios de papéis e cerca de um metro de altura de revistas diversas que vou guardando nunca percebi bem porquê, porque é raro voltar a folheá-las depois de as ter lido.
O resultado da aventura é que estive durante três horas a arrumar papelada. No fim o escritório estava irreconhecível: havia espaço no sofá para eu me sentar, em cima da secretária só ficou o computador, até encontrei receitas de petiscos alentejanos que às vezes peço à minha mãe para me escrever - e lá vou guardando os papéis pelo meio das correspondências. Recuperei uma receita de boleima e umas notas sobre a massada de peixe à moda da Nazaré, surgidas no fim de um jantar num tasco no Algarve há mais de um ano.
O dia não terminou sem desbastar duas semanas de jornais da sala - e nunca como nesse momento tive a sensação que foi gasto tanto papel para tão pouco.
Acordei cedo, cheio de boas intenções, a pensar em caminhar um bocado. Ainda estava na preguiça, veio a chuvada. Comecei a telefonar, ninguém se animava nas circunstâncias pluviais para uma incursão pelo campo. Percebi que era hoje que se esgotavam as desculpas para poder evitar arrumar o escritório. Eu explico: arrumar o meu escritório de casa é a pior coisa que me podem dizer para fazer. Sigo o princípio de meter numa pilha as cartas que chegam com os extractos dos bancos, as contas domésticas, os avisos do condomínio, as facturas da farmácia e por aí fora. Uma vez por ano, mais ou menos, arrumo tudo. Hoje deitei fora dois sacos do supermercado heios de papéis e cerca de um metro de altura de revistas diversas que vou guardando nunca percebi bem porquê, porque é raro voltar a folheá-las depois de as ter lido.
O resultado da aventura é que estive durante três horas a arrumar papelada. No fim o escritório estava irreconhecível: havia espaço no sofá para eu me sentar, em cima da secretária só ficou o computador, até encontrei receitas de petiscos alentejanos que às vezes peço à minha mãe para me escrever - e lá vou guardando os papéis pelo meio das correspondências. Recuperei uma receita de boleima e umas notas sobre a massada de peixe à moda da Nazaré, surgidas no fim de um jantar num tasco no Algarve há mais de um ano.
O dia não terminou sem desbastar duas semanas de jornais da sala - e nunca como nesse momento tive a sensação que foi gasto tanto papel para tão pouco.
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GRANDE DOMINGO
Acordei cedo, cheio de boas intenções, a pensar em caminhar um bocado. Ainda estava na preguiça, veio a chuvada. Comecei a telefonar, ninguém se animava nas circunstâncias pluviais para uma incursão pelo campo. Percebi que era hoje que se esgotavam as desculpas para poder evitar arrumar o escritório. Eu explico: arrumar o meu escritório de casa é a pior coisa que me podem dizer para fazer. Sigo o princípio de meter numa pilha as cartas que chegam com os extractos dos bancos, as contas domésticas, os avisos do condomínio, as facturas da farmácia e por aí fora. Uma vez por ano, mais ou menos, arrumo tudo. Hoje deitei fora dois sacos do supermercado heios de papéis e cerca de um metro de altura de revistas diversas que vou guardando nunca percebi bem porquê, porque é raro voltar a folheá-las depois de as ter lido.
O resultado da aventura é que estive durante três horas a arrumar papelada. No fim o escritório estava irreconhecível: havia espaço no sofá para eu me sentar, em cima da secretária só ficou o computador, até encontrei receitas de petiscos alentejanos que às vezes peço à minha mãe para me escrever - e lá vou guardando os papéis pelo meio das correspondências. Recuperei uma receita de boleima e umas notas sobre a massada de peixe à moda da Nazaré, surgidas no fim de um jantar num tasco no Algarve há mais de um ano.
O dia não terminou sem desbastar duas semanas de jornais da sala - e nunca como nesse momento tive a sensação que foi gasto tanto papel para tão pouco.
Acordei cedo, cheio de boas intenções, a pensar em caminhar um bocado. Ainda estava na preguiça, veio a chuvada. Comecei a telefonar, ninguém se animava nas circunstâncias pluviais para uma incursão pelo campo. Percebi que era hoje que se esgotavam as desculpas para poder evitar arrumar o escritório. Eu explico: arrumar o meu escritório de casa é a pior coisa que me podem dizer para fazer. Sigo o princípio de meter numa pilha as cartas que chegam com os extractos dos bancos, as contas domésticas, os avisos do condomínio, as facturas da farmácia e por aí fora. Uma vez por ano, mais ou menos, arrumo tudo. Hoje deitei fora dois sacos do supermercado heios de papéis e cerca de um metro de altura de revistas diversas que vou guardando nunca percebi bem porquê, porque é raro voltar a folheá-las depois de as ter lido.
O resultado da aventura é que estive durante três horas a arrumar papelada. No fim o escritório estava irreconhecível: havia espaço no sofá para eu me sentar, em cima da secretária só ficou o computador, até encontrei receitas de petiscos alentejanos que às vezes peço à minha mãe para me escrever - e lá vou guardando os papéis pelo meio das correspondências. Recuperei uma receita de boleima e umas notas sobre a massada de peixe à moda da Nazaré, surgidas no fim de um jantar num tasco no Algarve há mais de um ano.
O dia não terminou sem desbastar duas semanas de jornais da sala - e nunca como nesse momento tive a sensação que foi gasto tanto papel para tão pouco.
agosto 30, 2003
PERDIGUEIROS DO RIO
Consegui finalmente voltar ao teu bar Zé, depois de teres ido dar aquela volta. Já não é bem a mesma coisa - faltam miminhos na lista, até os pimentos padrones estavam falhos nesta tarde de sexta-feira.
Mas continua a ser um sítio bonito. É claro que nunca perceberei porque é que a Martini coloca publicidade onde pouca gente deve beber Martini, mas ele há segredos no mundo da publicidade. Não resisto a contar uma velha história de barmen que, salvo erro, o Miguel Esteves Cardoso me mostrou escrita num livro precioso sobre cocktails. Rezava mais ou menos assim: Durante anos, no centro de New York, um tipo com ar de executivo chegava por volta das seis da tarde sempre ao mesmo bar e pedia um dry Martini. Deliciava-se com a coisa, pagava, cumprimentava o barman, e saía. Acontece que o cidadão foi deslocalizado para outra cidade qualquer e esteve uns anos sem dar à costa em New York. Lá voltou um dia, dirigiu-se à mesma rua, entrou no mesmo bar, onde estava o mesmo barman. Pediu-lhe um Dry Martini, beberricou-o extasiado, revirou os olhos de prazer e no fim perguntou: «-Ouça lá, estive anos noutra cidade, experimentei milhares de Dry Martinis e nenhum tem o paladar do seu. Qual é o seu segredo?». Detrás de um imenso sorriso, o barman respondeu-lhe, cotovelo apoiado no bar: « - Repare, coloco o gin, deixo cair a pequena raspa de casca de limão, ponho a azeitona a nadar um pedaço, e depois pego na garrafa de Martini seco, destapo-a e passo com ela,meio inclinada, com o gargalo por cima do copo, com todo o cuidado de não deixar cair nem uma gota no Gin...».
Para me recompôr com a existência bastou-me ver aquele casal que chegou e se sentou ao pé das espreguiçadeiras e se pôs logo, cada um para seu canto, a ler uma revista diferente. A dele tinha fotografias de carros, a dela de casas. Mas pareciam felizes.
Claro que a existência ficou pior quando um rapaz do «Portugal Diário», que é um simulacro de informação que circula na net, me telefonou. Queria uma reacção: expliquei-lhe que achava que notoriamente escreviam mentiras e disse-lhe que optava por não falar com ele. Vai daí escreveu que eu não quis comentar um determinado texto. Como se vê, o rapaz percebe mal o português: não era uma questão de não querer comentar, era uma questão de preferir não o fazer para aquele media.
Adiante - a tarde recuperou quando o Carlos Oliveira Santos apareceu, vindo do estrangeiro, e me falou de ti - percebi que estávamos ali ao mesmo. Adeus menino, que se faz tarde, porta-te mal, cá voltarei um dia destes.
Consegui finalmente voltar ao teu bar Zé, depois de teres ido dar aquela volta. Já não é bem a mesma coisa - faltam miminhos na lista, até os pimentos padrones estavam falhos nesta tarde de sexta-feira.
Mas continua a ser um sítio bonito. É claro que nunca perceberei porque é que a Martini coloca publicidade onde pouca gente deve beber Martini, mas ele há segredos no mundo da publicidade. Não resisto a contar uma velha história de barmen que, salvo erro, o Miguel Esteves Cardoso me mostrou escrita num livro precioso sobre cocktails. Rezava mais ou menos assim: Durante anos, no centro de New York, um tipo com ar de executivo chegava por volta das seis da tarde sempre ao mesmo bar e pedia um dry Martini. Deliciava-se com a coisa, pagava, cumprimentava o barman, e saía. Acontece que o cidadão foi deslocalizado para outra cidade qualquer e esteve uns anos sem dar à costa em New York. Lá voltou um dia, dirigiu-se à mesma rua, entrou no mesmo bar, onde estava o mesmo barman. Pediu-lhe um Dry Martini, beberricou-o extasiado, revirou os olhos de prazer e no fim perguntou: «-Ouça lá, estive anos noutra cidade, experimentei milhares de Dry Martinis e nenhum tem o paladar do seu. Qual é o seu segredo?». Detrás de um imenso sorriso, o barman respondeu-lhe, cotovelo apoiado no bar: « - Repare, coloco o gin, deixo cair a pequena raspa de casca de limão, ponho a azeitona a nadar um pedaço, e depois pego na garrafa de Martini seco, destapo-a e passo com ela,meio inclinada, com o gargalo por cima do copo, com todo o cuidado de não deixar cair nem uma gota no Gin...».
Para me recompôr com a existência bastou-me ver aquele casal que chegou e se sentou ao pé das espreguiçadeiras e se pôs logo, cada um para seu canto, a ler uma revista diferente. A dele tinha fotografias de carros, a dela de casas. Mas pareciam felizes.
Claro que a existência ficou pior quando um rapaz do «Portugal Diário», que é um simulacro de informação que circula na net, me telefonou. Queria uma reacção: expliquei-lhe que achava que notoriamente escreviam mentiras e disse-lhe que optava por não falar com ele. Vai daí escreveu que eu não quis comentar um determinado texto. Como se vê, o rapaz percebe mal o português: não era uma questão de não querer comentar, era uma questão de preferir não o fazer para aquele media.
Adiante - a tarde recuperou quando o Carlos Oliveira Santos apareceu, vindo do estrangeiro, e me falou de ti - percebi que estávamos ali ao mesmo. Adeus menino, que se faz tarde, porta-te mal, cá voltarei um dia destes.
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PERDIGUEIROS DO RIO
Consegui finalmente voltar ao teu bar Zé, depois de teres ido dar aquela volta. Já não é bem a mesma coisa - faltam miminhos na lista, até os pimentos padrones estavam falhos nesta tarde de sexta-feira.
Mas continua a ser um sítio bonito. É claro que nunca perceberei porque é que a Martini coloca publicidade onde pouca gente deve beber Martini, mas ele há segredos no mundo da publicidade. Não resisto a contar uma velha história de barmen que, salvo erro, o Miguel Esteves Cardoso me mostrou escrita num livro precioso sobre cocktails. Rezava mais ou menos assim: Durante anos, no centro de New York, um tipo com ar de executivo chegava por volta das seis da tarde sempre ao mesmo bar e pedia um dry Martini. Deliciava-se com a coisa, pagava, cumprimentava o barman, e saía. Acontece que o cidadão foi deslocalizado para outra cidade qualquer e esteve uns anos sem dar à costa em New York. Lá voltou um dia, dirigiu-se à mesma rua, entrou no mesmo bar, onde estava o mesmo barman. Pediu-lhe um Dry Martini, beberricou-o extasiado, revirou os olhos de prazer e no fim perguntou: «-Ouça lá, estive anos noutra cidade, experimentei milhares de Dry Martinis e nenhum tem o paladar do seu. Qual é o seu segredo?». Detrás de um imenso sorriso, o barman respondeu-lhe, cotovelo apoiado no bar: « - Repare, coloco o gin, deixo cair a pequena raspa de casca de limão, ponho a azeitona a nadar um pedaço, e depois pego na garrafa de Martini seco, destapo-a e passo com ela,meio inclinada, com o gargalo por cima do copo, com todo o cuidado de não deixar cair nem uma gota no Gin...».
Para me recompôr com a existência bastou-me ver aquele casal que chegou e se sentou ao pé das espreguiçadeiras e se pôs logo, cada um para seu canto, a ler uma revista diferente. A dele tinha fotografias de carros, a dela de casas. Mas pareciam felizes.
Claro que a existência ficou pior quando um rapaz do «Portugal Diário», que é um simulacro de informação que circula na net, me telefonou. Queria uma reacção: expliquei-lhe que achava que notoriamente escreviam mentiras e disse-lhe que optava por não falar com ele. Vai daí escreveu que eu não quis comentar um determinado texto. Como se vê, o rapaz percebe mal o português: não era uma questão de não querer comentar, era uma questão de preferir não o fazer para aquele media.
Adiante - a tarde recuperou quando o Carlos Oliveira Santos apareceu, vindo do estrangeiro, e me falou de ti - percebi que estávamos ali ao mesmo. Adeus menino, que se faz tarde, porta-te mal, cá voltarei um dia destes.
Consegui finalmente voltar ao teu bar Zé, depois de teres ido dar aquela volta. Já não é bem a mesma coisa - faltam miminhos na lista, até os pimentos padrones estavam falhos nesta tarde de sexta-feira.
Mas continua a ser um sítio bonito. É claro que nunca perceberei porque é que a Martini coloca publicidade onde pouca gente deve beber Martini, mas ele há segredos no mundo da publicidade. Não resisto a contar uma velha história de barmen que, salvo erro, o Miguel Esteves Cardoso me mostrou escrita num livro precioso sobre cocktails. Rezava mais ou menos assim: Durante anos, no centro de New York, um tipo com ar de executivo chegava por volta das seis da tarde sempre ao mesmo bar e pedia um dry Martini. Deliciava-se com a coisa, pagava, cumprimentava o barman, e saía. Acontece que o cidadão foi deslocalizado para outra cidade qualquer e esteve uns anos sem dar à costa em New York. Lá voltou um dia, dirigiu-se à mesma rua, entrou no mesmo bar, onde estava o mesmo barman. Pediu-lhe um Dry Martini, beberricou-o extasiado, revirou os olhos de prazer e no fim perguntou: «-Ouça lá, estive anos noutra cidade, experimentei milhares de Dry Martinis e nenhum tem o paladar do seu. Qual é o seu segredo?». Detrás de um imenso sorriso, o barman respondeu-lhe, cotovelo apoiado no bar: « - Repare, coloco o gin, deixo cair a pequena raspa de casca de limão, ponho a azeitona a nadar um pedaço, e depois pego na garrafa de Martini seco, destapo-a e passo com ela,meio inclinada, com o gargalo por cima do copo, com todo o cuidado de não deixar cair nem uma gota no Gin...».
Para me recompôr com a existência bastou-me ver aquele casal que chegou e se sentou ao pé das espreguiçadeiras e se pôs logo, cada um para seu canto, a ler uma revista diferente. A dele tinha fotografias de carros, a dela de casas. Mas pareciam felizes.
Claro que a existência ficou pior quando um rapaz do «Portugal Diário», que é um simulacro de informação que circula na net, me telefonou. Queria uma reacção: expliquei-lhe que achava que notoriamente escreviam mentiras e disse-lhe que optava por não falar com ele. Vai daí escreveu que eu não quis comentar um determinado texto. Como se vê, o rapaz percebe mal o português: não era uma questão de não querer comentar, era uma questão de preferir não o fazer para aquele media.
Adiante - a tarde recuperou quando o Carlos Oliveira Santos apareceu, vindo do estrangeiro, e me falou de ti - percebi que estávamos ali ao mesmo. Adeus menino, que se faz tarde, porta-te mal, cá voltarei um dia destes.
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MARCAS
Porque é que todos os tipos com ar de jogadores de futebolistas falhados e com a barriguinha a despontar vestem camisolas da marca «Umbro» de côr berrante?
Porque é que todos os tipos com ar de jogadores de futebolistas falhados e com a barriguinha a despontar vestem camisolas da marca «Umbro» de côr berrante?
BOM ARTIGO
Muito bom o artigo de Paulo Teixeira Pinto em «O Independente», sob o título «Do Oráculo da Polis». Excertos: «Política é a distância que vai da mera gestão da conveniência pessoal ou tribal à real opção pelo bem comum...Na política, só um conselho é útil:não abrandar nunca o exercício do que é suposto dever fazer, nem por mau tempo ou por má sorte....Consta da própria definição das regras do jogo político que não há nunca empates. Só há dois resultados possíveis:perder ou ganhar. E o que se ganha é sempre algo que a prazo, por natureza, estará também inelutavelmente perdido - o poder...É louvável viver com e para a política. É censurável sobreviver só da política». E o resto vai por aí fora. às Vezes sabe bem voltar aos princípios porque «é nos princípios que residem os fins últimos da política».
Muito bom o artigo de Paulo Teixeira Pinto em «O Independente», sob o título «Do Oráculo da Polis». Excertos: «Política é a distância que vai da mera gestão da conveniência pessoal ou tribal à real opção pelo bem comum...Na política, só um conselho é útil:não abrandar nunca o exercício do que é suposto dever fazer, nem por mau tempo ou por má sorte....Consta da própria definição das regras do jogo político que não há nunca empates. Só há dois resultados possíveis:perder ou ganhar. E o que se ganha é sempre algo que a prazo, por natureza, estará também inelutavelmente perdido - o poder...É louvável viver com e para a política. É censurável sobreviver só da política». E o resto vai por aí fora. às Vezes sabe bem voltar aos princípios porque «é nos princípios que residem os fins últimos da política».
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BOM ARTIGO
Muito bom o artigo de Paulo Teixeira Pinto em «O Independente», sob o título «Do Oráculo da Polis». Excertos: «Política é a distância que vai da mera gestão da conveniência pessoal ou tribal à real opção pelo bem comum...Na política, só um conselho é útil:não abrandar nunca o exercício do que é suposto dever fazer, nem por mau tempo ou por má sorte....Consta da própria definição das regras do jogo político que não há nunca empates. Só há dois resultados possíveis:perder ou ganhar. E o que se ganha é sempre algo que a prazo, por natureza, estará também inelutavelmente perdido - o poder...É louvável viver com e para a política. É censurável sobreviver só da política». E o resto vai por aí fora. às Vezes sabe bem voltar aos princípios porque «é nos princípios que residem os fins últimos da política».
Muito bom o artigo de Paulo Teixeira Pinto em «O Independente», sob o título «Do Oráculo da Polis». Excertos: «Política é a distância que vai da mera gestão da conveniência pessoal ou tribal à real opção pelo bem comum...Na política, só um conselho é útil:não abrandar nunca o exercício do que é suposto dever fazer, nem por mau tempo ou por má sorte....Consta da própria definição das regras do jogo político que não há nunca empates. Só há dois resultados possíveis:perder ou ganhar. E o que se ganha é sempre algo que a prazo, por natureza, estará também inelutavelmente perdido - o poder...É louvável viver com e para a política. É censurável sobreviver só da política». E o resto vai por aí fora. às Vezes sabe bem voltar aos princípios porque «é nos princípios que residem os fins últimos da política».
agosto 29, 2003
ESQUINA NO PAPEL
Hoje, como todas as sextas-feiras, é dia de «Esquina» no papel do Jornal de Negócios. Excerto: O Partido Socialista considera desde o fim de semana passado que o grande argumento contra o Governo é acusá-lo de ser movido por um radicalismo de direita. A propósito arregimentou imagens retóricas da ditadura. O resultado não se fez esperar: PC e Bloco de Esquerda juntaram-se-lhe em côro gritando contra as ameaças de fascismo. Está recriada a Frente Popular, o velho sonho dos anos 30 e 40 que, de mãos dadas com os nazis em determinadas circunstâncias, e por mera reacção noutras, levou a Europa à guerra. Nunca nada me pareceu tão patético em política como exagerar na análise para provocar reacções também elas exageradas. O exagero, a hipérbole retórica, é geralmente sinal de falta de honestidade intelectual. Praticamente 30 anos depois do 25 de Abril a esquerda ainda quer deliberadamente confundir direita com fascismo, nacionalismo com ditadura, e verifica-se, sem surpresa, confesso, que é bem mais intolerante para quem não pensa como ela do que normalmente quem é de direita, em relação a quem é de esquerda.
Hoje, como todas as sextas-feiras, é dia de «Esquina» no papel do Jornal de Negócios. Excerto: O Partido Socialista considera desde o fim de semana passado que o grande argumento contra o Governo é acusá-lo de ser movido por um radicalismo de direita. A propósito arregimentou imagens retóricas da ditadura. O resultado não se fez esperar: PC e Bloco de Esquerda juntaram-se-lhe em côro gritando contra as ameaças de fascismo. Está recriada a Frente Popular, o velho sonho dos anos 30 e 40 que, de mãos dadas com os nazis em determinadas circunstâncias, e por mera reacção noutras, levou a Europa à guerra. Nunca nada me pareceu tão patético em política como exagerar na análise para provocar reacções também elas exageradas. O exagero, a hipérbole retórica, é geralmente sinal de falta de honestidade intelectual. Praticamente 30 anos depois do 25 de Abril a esquerda ainda quer deliberadamente confundir direita com fascismo, nacionalismo com ditadura, e verifica-se, sem surpresa, confesso, que é bem mais intolerante para quem não pensa como ela do que normalmente quem é de direita, em relação a quem é de esquerda.
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ESQUINA NO PAPEL
Hoje, como todas as sextas-feiras, é dia de «Esquina» no papel do Jornal de Negócios. Excerto: O Partido Socialista considera desde o fim de semana passado que o grande argumento contra o Governo é acusá-lo de ser movido por um radicalismo de direita. A propósito arregimentou imagens retóricas da ditadura. O resultado não se fez esperar: PC e Bloco de Esquerda juntaram-se-lhe em côro gritando contra as ameaças de fascismo. Está recriada a Frente Popular, o velho sonho dos anos 30 e 40 que, de mãos dadas com os nazis em determinadas circunstâncias, e por mera reacção noutras, levou a Europa à guerra. Nunca nada me pareceu tão patético em política como exagerar na análise para provocar reacções também elas exageradas. O exagero, a hipérbole retórica, é geralmente sinal de falta de honestidade intelectual. Praticamente 30 anos depois do 25 de Abril a esquerda ainda quer deliberadamente confundir direita com fascismo, nacionalismo com ditadura, e verifica-se, sem surpresa, confesso, que é bem mais intolerante para quem não pensa como ela do que normalmente quem é de direita, em relação a quem é de esquerda.
Hoje, como todas as sextas-feiras, é dia de «Esquina» no papel do Jornal de Negócios. Excerto: O Partido Socialista considera desde o fim de semana passado que o grande argumento contra o Governo é acusá-lo de ser movido por um radicalismo de direita. A propósito arregimentou imagens retóricas da ditadura. O resultado não se fez esperar: PC e Bloco de Esquerda juntaram-se-lhe em côro gritando contra as ameaças de fascismo. Está recriada a Frente Popular, o velho sonho dos anos 30 e 40 que, de mãos dadas com os nazis em determinadas circunstâncias, e por mera reacção noutras, levou a Europa à guerra. Nunca nada me pareceu tão patético em política como exagerar na análise para provocar reacções também elas exageradas. O exagero, a hipérbole retórica, é geralmente sinal de falta de honestidade intelectual. Praticamente 30 anos depois do 25 de Abril a esquerda ainda quer deliberadamente confundir direita com fascismo, nacionalismo com ditadura, e verifica-se, sem surpresa, confesso, que é bem mais intolerante para quem não pensa como ela do que normalmente quem é de direita, em relação a quem é de esquerda.
ART BUCHWALD
Confesso que sou admirador confesso deste cronista norte-americano que implacavelmente observa o mundo ao seu redor nas páginas do «Washington Post». Houve um tempo em que um jornal português publicava crónicas suas e foi aí que me habituei a deliciar-me com a sua escrita. Nesse tempo, já lá vão muitos anos mesmo, havia jornais em Portugal que falavam do mundo e não apenas das curiosidades e superficialidades que ocupam a maioria dos dias do pequeno rectângulo. Depois do 25 de Abril tornámo-nos tão obcecados conosco próprios, que começámos a ser incapazes de olhar em redor, sobretudo quando os ecos das últimas notas de «A Internacional» se desvaneceram por completo. Parte do exercício que me dá gozo e me leva a escrever estes posts é ter conseguido voltar a estabelecer uma rotina de pesquiase notícias, opiniões e comentários por esse mundo fora. Deliciem-se com este Buchwald.
Confesso que sou admirador confesso deste cronista norte-americano que implacavelmente observa o mundo ao seu redor nas páginas do «Washington Post». Houve um tempo em que um jornal português publicava crónicas suas e foi aí que me habituei a deliciar-me com a sua escrita. Nesse tempo, já lá vão muitos anos mesmo, havia jornais em Portugal que falavam do mundo e não apenas das curiosidades e superficialidades que ocupam a maioria dos dias do pequeno rectângulo. Depois do 25 de Abril tornámo-nos tão obcecados conosco próprios, que começámos a ser incapazes de olhar em redor, sobretudo quando os ecos das últimas notas de «A Internacional» se desvaneceram por completo. Parte do exercício que me dá gozo e me leva a escrever estes posts é ter conseguido voltar a estabelecer uma rotina de pesquiase notícias, opiniões e comentários por esse mundo fora. Deliciem-se com este Buchwald.
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ART BUCHWALD
Confesso que sou admirador confesso deste cronista norte-americano que implacavelmente observa o mundo ao seu redor nas páginas do «Washington Post». Houve um tempo em que um jornal português publicava crónicas suas e foi aí que me habituei a deliciar-me com a sua escrita. Nesse tempo, já lá vão muitos anos mesmo, havia jornais em Portugal que falavam do mundo e não apenas das curiosidades e superficialidades que ocupam a maioria dos dias do pequeno rectângulo. Depois do 25 de Abril tornámo-nos tão obcecados conosco próprios, que começámos a ser incapazes de olhar em redor, sobretudo quando os ecos das últimas notas de «A Internacional» se desvaneceram por completo. Parte do exercício que me dá gozo e me leva a escrever estes posts é ter conseguido voltar a estabelecer uma rotina de pesquiase notícias, opiniões e comentários por esse mundo fora. Deliciem-se com este Buchwald.
Confesso que sou admirador confesso deste cronista norte-americano que implacavelmente observa o mundo ao seu redor nas páginas do «Washington Post». Houve um tempo em que um jornal português publicava crónicas suas e foi aí que me habituei a deliciar-me com a sua escrita. Nesse tempo, já lá vão muitos anos mesmo, havia jornais em Portugal que falavam do mundo e não apenas das curiosidades e superficialidades que ocupam a maioria dos dias do pequeno rectângulo. Depois do 25 de Abril tornámo-nos tão obcecados conosco próprios, que começámos a ser incapazes de olhar em redor, sobretudo quando os ecos das últimas notas de «A Internacional» se desvaneceram por completo. Parte do exercício que me dá gozo e me leva a escrever estes posts é ter conseguido voltar a estabelecer uma rotina de pesquiase notícias, opiniões e comentários por esse mundo fora. Deliciem-se com este Buchwald.
HÁBITOS EUROPEUS
Um estudo europeu sobre os hábitos de consumo de media nos diversos países da Comunidade merece atenção. A versão integral pode ser consultada aqui e lá poderão ver que Portugal tem em matéria de consumo de televisão um consumo semelhante à Irlanda, com as séries e novelas a aparecerem em segundo lugar das preferências e os documentários a não constarem da lista dos mais vistos, ao contrário do que acontece na maioria dos países da Europa. Em matéria televisiva os telejornais e o desporto são os outros programas mais procurados - na verdade 75,7% das pessoas depende dos televisores em termos informativos.
Mais grave é o facto de 74,7% dos portugueses não utilizarem o computador e apenas 10,1% afirma utilizá-lo diariamente. O pior sector é o da imprensa, como já se temia: apenas 25,1% dos portugueses tem hábitos regulares de leitura de jornais diários - nesta desgraça somos acompanhados pela Grácia (20,3%) e a Espanha (24,8%).
Foi o Abrupto, de José Pacheco Pereira, que chamou a atenção para este documento e é dele a síntese da situação que, com a devida vénia, aqui se reproduz:"TV
Almost all Europeans (97.6%) watch television. 99% have at least one TV set at home.
The four types of programmes that Europeans mostly watch are: news and current affairs (88.9%), films (84.3%), documentaries (61.6%), sports (50.3%).
Radio
Almost 60% of the citizens within the European Union listen to radio every day.
Radio programmes that Europeans prefer are: music (86.3%), news and current affairs (52.9%), sports (17.4%).
Newspapers
46% of Europeans read newspapers 5 to 7 times a week. The highest rates are found in Finland, Sweden, Germany and Luxembourg where 77.8%, 77.7%, 65.5% and 62.7% people read newspapers 5 to 7 times a week. On the other hand in Greece, Spain and Portugal only 20.3%, 24.8% and 25.1%, respectively, do so. It is also in these three countries that the proportion of people saying that they never read newspapers is higher than in other countries (30.5%, 23.4% and 25.5% respectively).
Computer
A majority of Europeans (53.3%) does not use a computer. This is especially the case for Greece (75.3%) and Portugal (74.7%). On the other hand, more than one fifth (22.5%) uses it every day. This proportion reaches 36.7% in Sweden, 36.6% in Denmark and 32.2% in the Netherlands. A smaller proportion (14%) uses it several times a week.
Internet
34.5% of the interviewed surf the Internet: 13.5% several times a week and another 8.8% every day. Swedes (66.5%), Danes (59.4%), Dutch (53.8%) and Finns (51.4%) use the Internet more than other Europeans. On the other hand, the proportion of Internet usage is the lowest in Portugal and Greece (14.8% and 15.1%, respectively)."
Um estudo europeu sobre os hábitos de consumo de media nos diversos países da Comunidade merece atenção. A versão integral pode ser consultada aqui e lá poderão ver que Portugal tem em matéria de consumo de televisão um consumo semelhante à Irlanda, com as séries e novelas a aparecerem em segundo lugar das preferências e os documentários a não constarem da lista dos mais vistos, ao contrário do que acontece na maioria dos países da Europa. Em matéria televisiva os telejornais e o desporto são os outros programas mais procurados - na verdade 75,7% das pessoas depende dos televisores em termos informativos.
Mais grave é o facto de 74,7% dos portugueses não utilizarem o computador e apenas 10,1% afirma utilizá-lo diariamente. O pior sector é o da imprensa, como já se temia: apenas 25,1% dos portugueses tem hábitos regulares de leitura de jornais diários - nesta desgraça somos acompanhados pela Grácia (20,3%) e a Espanha (24,8%).
Foi o Abrupto, de José Pacheco Pereira, que chamou a atenção para este documento e é dele a síntese da situação que, com a devida vénia, aqui se reproduz:"TV
Almost all Europeans (97.6%) watch television. 99% have at least one TV set at home.
The four types of programmes that Europeans mostly watch are: news and current affairs (88.9%), films (84.3%), documentaries (61.6%), sports (50.3%).
Radio
Almost 60% of the citizens within the European Union listen to radio every day.
Radio programmes that Europeans prefer are: music (86.3%), news and current affairs (52.9%), sports (17.4%).
Newspapers
46% of Europeans read newspapers 5 to 7 times a week. The highest rates are found in Finland, Sweden, Germany and Luxembourg where 77.8%, 77.7%, 65.5% and 62.7% people read newspapers 5 to 7 times a week. On the other hand in Greece, Spain and Portugal only 20.3%, 24.8% and 25.1%, respectively, do so. It is also in these three countries that the proportion of people saying that they never read newspapers is higher than in other countries (30.5%, 23.4% and 25.5% respectively).
Computer
A majority of Europeans (53.3%) does not use a computer. This is especially the case for Greece (75.3%) and Portugal (74.7%). On the other hand, more than one fifth (22.5%) uses it every day. This proportion reaches 36.7% in Sweden, 36.6% in Denmark and 32.2% in the Netherlands. A smaller proportion (14%) uses it several times a week.
Internet
34.5% of the interviewed surf the Internet: 13.5% several times a week and another 8.8% every day. Swedes (66.5%), Danes (59.4%), Dutch (53.8%) and Finns (51.4%) use the Internet more than other Europeans. On the other hand, the proportion of Internet usage is the lowest in Portugal and Greece (14.8% and 15.1%, respectively)."
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HÁBITOS EUROPEUS
Um estudo europeu sobre os hábitos de consumo de media nos diversos países da Comunidade merece atenção. A versão integral pode ser consultada aqui e lá poderão ver que Portugal tem em matéria de consumo de televisão um consumo semelhante à Irlanda, com as séries e novelas a aparecerem em segundo lugar das preferências e os documentários a não constarem da lista dos mais vistos, ao contrário do que acontece na maioria dos países da Europa. Em matéria televisiva os telejornais e o desporto são os outros programas mais procurados - na verdade 75,7% das pessoas depende dos televisores em termos informativos.
Mais grave é o facto de 74,7% dos portugueses não utilizarem o computador e apenas 10,1% afirma utilizá-lo diariamente. O pior sector é o da imprensa, como já se temia: apenas 25,1% dos portugueses tem hábitos regulares de leitura de jornais diários - nesta desgraça somos acompanhados pela Grácia (20,3%) e a Espanha (24,8%).
Foi o Abrupto, de José Pacheco Pereira, que chamou a atenção para este documento e é dele a síntese da situação que, com a devida vénia, aqui se reproduz:"TV
Almost all Europeans (97.6%) watch television. 99% have at least one TV set at home.
The four types of programmes that Europeans mostly watch are: news and current affairs (88.9%), films (84.3%), documentaries (61.6%), sports (50.3%).
Radio
Almost 60% of the citizens within the European Union listen to radio every day.
Radio programmes that Europeans prefer are: music (86.3%), news and current affairs (52.9%), sports (17.4%).
Newspapers
46% of Europeans read newspapers 5 to 7 times a week. The highest rates are found in Finland, Sweden, Germany and Luxembourg where 77.8%, 77.7%, 65.5% and 62.7% people read newspapers 5 to 7 times a week. On the other hand in Greece, Spain and Portugal only 20.3%, 24.8% and 25.1%, respectively, do so. It is also in these three countries that the proportion of people saying that they never read newspapers is higher than in other countries (30.5%, 23.4% and 25.5% respectively).
Computer
A majority of Europeans (53.3%) does not use a computer. This is especially the case for Greece (75.3%) and Portugal (74.7%). On the other hand, more than one fifth (22.5%) uses it every day. This proportion reaches 36.7% in Sweden, 36.6% in Denmark and 32.2% in the Netherlands. A smaller proportion (14%) uses it several times a week.
Internet
34.5% of the interviewed surf the Internet: 13.5% several times a week and another 8.8% every day. Swedes (66.5%), Danes (59.4%), Dutch (53.8%) and Finns (51.4%) use the Internet more than other Europeans. On the other hand, the proportion of Internet usage is the lowest in Portugal and Greece (14.8% and 15.1%, respectively)."
Um estudo europeu sobre os hábitos de consumo de media nos diversos países da Comunidade merece atenção. A versão integral pode ser consultada aqui e lá poderão ver que Portugal tem em matéria de consumo de televisão um consumo semelhante à Irlanda, com as séries e novelas a aparecerem em segundo lugar das preferências e os documentários a não constarem da lista dos mais vistos, ao contrário do que acontece na maioria dos países da Europa. Em matéria televisiva os telejornais e o desporto são os outros programas mais procurados - na verdade 75,7% das pessoas depende dos televisores em termos informativos.
Mais grave é o facto de 74,7% dos portugueses não utilizarem o computador e apenas 10,1% afirma utilizá-lo diariamente. O pior sector é o da imprensa, como já se temia: apenas 25,1% dos portugueses tem hábitos regulares de leitura de jornais diários - nesta desgraça somos acompanhados pela Grácia (20,3%) e a Espanha (24,8%).
Foi o Abrupto, de José Pacheco Pereira, que chamou a atenção para este documento e é dele a síntese da situação que, com a devida vénia, aqui se reproduz:"TV
Almost all Europeans (97.6%) watch television. 99% have at least one TV set at home.
The four types of programmes that Europeans mostly watch are: news and current affairs (88.9%), films (84.3%), documentaries (61.6%), sports (50.3%).
Radio
Almost 60% of the citizens within the European Union listen to radio every day.
Radio programmes that Europeans prefer are: music (86.3%), news and current affairs (52.9%), sports (17.4%).
Newspapers
46% of Europeans read newspapers 5 to 7 times a week. The highest rates are found in Finland, Sweden, Germany and Luxembourg where 77.8%, 77.7%, 65.5% and 62.7% people read newspapers 5 to 7 times a week. On the other hand in Greece, Spain and Portugal only 20.3%, 24.8% and 25.1%, respectively, do so. It is also in these three countries that the proportion of people saying that they never read newspapers is higher than in other countries (30.5%, 23.4% and 25.5% respectively).
Computer
A majority of Europeans (53.3%) does not use a computer. This is especially the case for Greece (75.3%) and Portugal (74.7%). On the other hand, more than one fifth (22.5%) uses it every day. This proportion reaches 36.7% in Sweden, 36.6% in Denmark and 32.2% in the Netherlands. A smaller proportion (14%) uses it several times a week.
Internet
34.5% of the interviewed surf the Internet: 13.5% several times a week and another 8.8% every day. Swedes (66.5%), Danes (59.4%), Dutch (53.8%) and Finns (51.4%) use the Internet more than other Europeans. On the other hand, the proportion of Internet usage is the lowest in Portugal and Greece (14.8% and 15.1%, respectively)."
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