UM BOM RESUMO
Uma maneira rápida de saber o que se passa à nossa volta é consultar o serviço de síntese de revistas disponibilizado pela Slate, uma das mais antigas publicações da Internet, uma revista virtual da Microsoft, que além disso tem muito boa coisa para ler. Vejam também a secção
Travel & Food.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
agosto 26, 2003
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UM BOM RESUMO
Uma maneira rápida de saber o que se passa à nossa volta é consultar o serviço de síntese de revistas disponibilizado pela Slate, uma das mais antigas publicações da Internet, uma revista virtual da Microsoft, que além disso tem muito boa coisa para ler. Vejam também a secção
Travel & Food.
Uma maneira rápida de saber o que se passa à nossa volta é consultar o serviço de síntese de revistas disponibilizado pela Slate, uma das mais antigas publicações da Internet, uma revista virtual da Microsoft, que além disso tem muito boa coisa para ler. Vejam também a secção
Travel & Food.
agosto 25, 2003
COSTA NOVA
Gosto da Costa Nova, ali nas cercanias de Aveiro. Ontem passei lá o dia, naquela língua de terra com a ria de um lado e o oceano do outro. Ao almoço a minha amiga Ana serviu-nos o melhor petisco que imaginar se pode: caldeirada de enguias, uma perfeita delícia, com os bichinhos a nadar num abundante molho amarelo, saborosíssimo, onde andam umas batatas de boa consistência a ganhar paladar. Pelo meio da tarde houve sesta e antes de se ganhar alguma boa disposição com o empate do FCP face ao Estrela da Amadora, tive tempo de beber uma cerveja a contemplar um dos mais bonitos pôr do sol que conheço. Espreita-se para trás da casa e vê-se o Sol a cair no oceano, naquela luz de fim de tarde; viramo-nos para a ria e vemos o lado de lá banhado pela mesma luz, reflectida na água e nos bancos de areia. Tem que se viver aquela luz, naquele sítio, para se perceber o que é.
A Costa Nova é um dos paraísos portugueses, mas nos últimos anos a especulação imobiliária e as sempre suspeitas tentações imobiliárias de alguns autarcas arrasam com o que existe. Na ponta da Costa Nova deixaram construir um condomínio quase sem espaço até à estrada, demasiado movimentada, ainda por cima; e do outro lado, na Barra, preparam um complexo imobiliário de excessiva dimensão, durante anos empatado pelo Ministério do Ambiente e agora, sem se saber bem porquê, subitamente autorizado. É isto que chateia.
Gosto da Costa Nova, ali nas cercanias de Aveiro. Ontem passei lá o dia, naquela língua de terra com a ria de um lado e o oceano do outro. Ao almoço a minha amiga Ana serviu-nos o melhor petisco que imaginar se pode: caldeirada de enguias, uma perfeita delícia, com os bichinhos a nadar num abundante molho amarelo, saborosíssimo, onde andam umas batatas de boa consistência a ganhar paladar. Pelo meio da tarde houve sesta e antes de se ganhar alguma boa disposição com o empate do FCP face ao Estrela da Amadora, tive tempo de beber uma cerveja a contemplar um dos mais bonitos pôr do sol que conheço. Espreita-se para trás da casa e vê-se o Sol a cair no oceano, naquela luz de fim de tarde; viramo-nos para a ria e vemos o lado de lá banhado pela mesma luz, reflectida na água e nos bancos de areia. Tem que se viver aquela luz, naquele sítio, para se perceber o que é.
A Costa Nova é um dos paraísos portugueses, mas nos últimos anos a especulação imobiliária e as sempre suspeitas tentações imobiliárias de alguns autarcas arrasam com o que existe. Na ponta da Costa Nova deixaram construir um condomínio quase sem espaço até à estrada, demasiado movimentada, ainda por cima; e do outro lado, na Barra, preparam um complexo imobiliário de excessiva dimensão, durante anos empatado pelo Ministério do Ambiente e agora, sem se saber bem porquê, subitamente autorizado. É isto que chateia.
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COSTA NOVA
Gosto da Costa Nova, ali nas cercanias de Aveiro. Ontem passei lá o dia, naquela língua de terra com a ria de um lado e o oceano do outro. Ao almoço a minha amiga Ana serviu-nos o melhor petisco que imaginar se pode: caldeirada de enguias, uma perfeita delícia, com os bichinhos a nadar num abundante molho amarelo, saborosíssimo, onde andam umas batatas de boa consistência a ganhar paladar. Pelo meio da tarde houve sesta e antes de se ganhar alguma boa disposição com o empate do FCP face ao Estrela da Amadora, tive tempo de beber uma cerveja a contemplar um dos mais bonitos pôr do sol que conheço. Espreita-se para trás da casa e vê-se o Sol a cair no oceano, naquela luz de fim de tarde; viramo-nos para a ria e vemos o lado de lá banhado pela mesma luz, reflectida na água e nos bancos de areia. Tem que se viver aquela luz, naquele sítio, para se perceber o que é.
A Costa Nova é um dos paraísos portugueses, mas nos últimos anos a especulação imobiliária e as sempre suspeitas tentações imobiliárias de alguns autarcas arrasam com o que existe. Na ponta da Costa Nova deixaram construir um condomínio quase sem espaço até à estrada, demasiado movimentada, ainda por cima; e do outro lado, na Barra, preparam um complexo imobiliário de excessiva dimensão, durante anos empatado pelo Ministério do Ambiente e agora, sem se saber bem porquê, subitamente autorizado. É isto que chateia.
Gosto da Costa Nova, ali nas cercanias de Aveiro. Ontem passei lá o dia, naquela língua de terra com a ria de um lado e o oceano do outro. Ao almoço a minha amiga Ana serviu-nos o melhor petisco que imaginar se pode: caldeirada de enguias, uma perfeita delícia, com os bichinhos a nadar num abundante molho amarelo, saborosíssimo, onde andam umas batatas de boa consistência a ganhar paladar. Pelo meio da tarde houve sesta e antes de se ganhar alguma boa disposição com o empate do FCP face ao Estrela da Amadora, tive tempo de beber uma cerveja a contemplar um dos mais bonitos pôr do sol que conheço. Espreita-se para trás da casa e vê-se o Sol a cair no oceano, naquela luz de fim de tarde; viramo-nos para a ria e vemos o lado de lá banhado pela mesma luz, reflectida na água e nos bancos de areia. Tem que se viver aquela luz, naquele sítio, para se perceber o que é.
A Costa Nova é um dos paraísos portugueses, mas nos últimos anos a especulação imobiliária e as sempre suspeitas tentações imobiliárias de alguns autarcas arrasam com o que existe. Na ponta da Costa Nova deixaram construir um condomínio quase sem espaço até à estrada, demasiado movimentada, ainda por cima; e do outro lado, na Barra, preparam um complexo imobiliário de excessiva dimensão, durante anos empatado pelo Ministério do Ambiente e agora, sem se saber bem porquê, subitamente autorizado. É isto que chateia.
INDICAÇÕES ÚTEIS
A «Wired» fez um guia dos melhores aparelhos, de PDA's a Laptops, passando por auscultadores bluetooth. Basta clicar aqui para saber tudo.
A «Wired» fez um guia dos melhores aparelhos, de PDA's a Laptops, passando por auscultadores bluetooth. Basta clicar aqui para saber tudo.
COMO FAZER AS COISAS
O grande Art Buchwald ensina como se criam algumas notícias: Do you think the Pentagon wants to destabilize Iran by force?"
"The United States has a lot of troops over there and they don't want to send them home if there is going to be another war next door."
"So what are you going to do?"
"Hang tough, leak stuff to the press that will reveal what the Pentagon is doing, publicly announce that Iran is also our problem, and see that Powell gets as much time on television as Rumsfeld. If we don't, Defense will turn the State Department building into a hangar for B-52s."
"I will quote what you have just told me and you can deny you said it."
"Good boy." Para ler o texto integral nada como o Wasington Post.
O grande Art Buchwald ensina como se criam algumas notícias: Do you think the Pentagon wants to destabilize Iran by force?"
"The United States has a lot of troops over there and they don't want to send them home if there is going to be another war next door."
"So what are you going to do?"
"Hang tough, leak stuff to the press that will reveal what the Pentagon is doing, publicly announce that Iran is also our problem, and see that Powell gets as much time on television as Rumsfeld. If we don't, Defense will turn the State Department building into a hangar for B-52s."
"I will quote what you have just told me and you can deny you said it."
"Good boy." Para ler o texto integral nada como o Wasington Post.
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COMO FAZER AS COISAS
O grande Art Buchwald ensina como se criam algumas notícias: Do you think the Pentagon wants to destabilize Iran by force?"
"The United States has a lot of troops over there and they don't want to send them home if there is going to be another war next door."
"So what are you going to do?"
"Hang tough, leak stuff to the press that will reveal what the Pentagon is doing, publicly announce that Iran is also our problem, and see that Powell gets as much time on television as Rumsfeld. If we don't, Defense will turn the State Department building into a hangar for B-52s."
"I will quote what you have just told me and you can deny you said it."
"Good boy." Para ler o texto integral nada como o Wasington Post.
O grande Art Buchwald ensina como se criam algumas notícias: Do you think the Pentagon wants to destabilize Iran by force?"
"The United States has a lot of troops over there and they don't want to send them home if there is going to be another war next door."
"So what are you going to do?"
"Hang tough, leak stuff to the press that will reveal what the Pentagon is doing, publicly announce that Iran is also our problem, and see that Powell gets as much time on television as Rumsfeld. If we don't, Defense will turn the State Department building into a hangar for B-52s."
"I will quote what you have just told me and you can deny you said it."
"Good boy." Para ler o texto integral nada como o Wasington Post.
agosto 24, 2003
UM EXCERTO
Fica aqui a minha homenagem ao Guerra e Pas com a citação de um texto imperdível, um post do passado dia 18 intitulado Portugal de Futuro ou Há um Professor Bambo em todos nós
. Aqui vai, espero que vos dê tanto gôzo como me deu a mim:
Para daqui a 50 anos, prevejo para o nosso país que:
- Será admitido que as cedilhas sejam usadas nos “cês” que precedem “es” ou “is”.
- Margarida Rebelo Pinto será estudada nas universidades e aclamada como a libertadora da Literatura Portuguesa. A expressão “25 de abril” será usada associada aos seus primeiros livros.
- Terá havido um terramoto em Lisboa. Daí surgiram novos bairros: Nova Lapa, Novo Bairro (antigo bairro alto) e foram instaladas praias artificiais naquela quera a zona das docas há 50 anos.
- Viver em Lisboa é hoje um ‘must’, depois de uma reconstrução que se arrastou por 15 anos e que só terminou há menos de dez.
- Vários prédios são implodidos no antigo concelho de Sintra, hoje AML II (Área Metropolitana de Lisboa II). A ideia é construir um bosque artificial, respeitando a paisagem da zona de Sintra do passado
- Pedro Worscoski é o primeiro ministro português com ascedência ucraniana. Terá a pasta das comunidades.
- A rádio ‘como era antigamente’, sem que se pudessem escolher as músicas, mas sim seleccionada por animadores humanos, é o novo projecto do maior grupo de media português.
- A cidade do Porto inaugura o seu segundo Zoológico
- Lisboa inaugura a sua sexta travessia sobre o Tejo – a Ponte Milénio - , desta vez ligando mais uma vez a Trafaria a Algés, a apenas um quilómetro da Ponte Mário Soares.
- O Petróleo da Zona de Leiria vai deixar de ser explorado. As jazidas descobertas há 30 anos não são rentáveis, especialmente depois do declínio no uso de combustíveis fósseis.
- Mais de um sexto dos portugueses têm avós ou pais nascidos noutros países.
- O Estádio Pinto da Costa, no Porto, vai ser demolido e dará lugar a um novo, completamente automatizado.
- Há planos para a abertura de uma academia do fado, uma música célebre e popular no século passado e inícios deste século.
- Na Madeira será inaugurada finalmente a estátua a Alberto João Jardim. Ficará no Funchal, na Praça Vicente Jorge Silva.
- Benfica e Sporting disputam o campeonato. O FC Porto, há 18 anos sem ganhar, admite que ainda não será este ano.
Fica aqui a minha homenagem ao Guerra e Pas com a citação de um texto imperdível, um post do passado dia 18 intitulado Portugal de Futuro ou Há um Professor Bambo em todos nós
. Aqui vai, espero que vos dê tanto gôzo como me deu a mim:
Para daqui a 50 anos, prevejo para o nosso país que:
- Será admitido que as cedilhas sejam usadas nos “cês” que precedem “es” ou “is”.
- Margarida Rebelo Pinto será estudada nas universidades e aclamada como a libertadora da Literatura Portuguesa. A expressão “25 de abril” será usada associada aos seus primeiros livros.
- Terá havido um terramoto em Lisboa. Daí surgiram novos bairros: Nova Lapa, Novo Bairro (antigo bairro alto) e foram instaladas praias artificiais naquela quera a zona das docas há 50 anos.
- Viver em Lisboa é hoje um ‘must’, depois de uma reconstrução que se arrastou por 15 anos e que só terminou há menos de dez.
- Vários prédios são implodidos no antigo concelho de Sintra, hoje AML II (Área Metropolitana de Lisboa II). A ideia é construir um bosque artificial, respeitando a paisagem da zona de Sintra do passado
- Pedro Worscoski é o primeiro ministro português com ascedência ucraniana. Terá a pasta das comunidades.
- A rádio ‘como era antigamente’, sem que se pudessem escolher as músicas, mas sim seleccionada por animadores humanos, é o novo projecto do maior grupo de media português.
- A cidade do Porto inaugura o seu segundo Zoológico
- Lisboa inaugura a sua sexta travessia sobre o Tejo – a Ponte Milénio - , desta vez ligando mais uma vez a Trafaria a Algés, a apenas um quilómetro da Ponte Mário Soares.
- O Petróleo da Zona de Leiria vai deixar de ser explorado. As jazidas descobertas há 30 anos não são rentáveis, especialmente depois do declínio no uso de combustíveis fósseis.
- Mais de um sexto dos portugueses têm avós ou pais nascidos noutros países.
- O Estádio Pinto da Costa, no Porto, vai ser demolido e dará lugar a um novo, completamente automatizado.
- Há planos para a abertura de uma academia do fado, uma música célebre e popular no século passado e inícios deste século.
- Na Madeira será inaugurada finalmente a estátua a Alberto João Jardim. Ficará no Funchal, na Praça Vicente Jorge Silva.
- Benfica e Sporting disputam o campeonato. O FC Porto, há 18 anos sem ganhar, admite que ainda não será este ano.
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UM EXCERTO
Fica aqui a minha homenagem ao Guerra e Pas com a citação de um texto imperdível, um post do passado dia 18 intitulado Portugal de Futuro ou Há um Professor Bambo em todos nós
. Aqui vai, espero que vos dê tanto gôzo como me deu a mim:
Para daqui a 50 anos, prevejo para o nosso país que:
- Será admitido que as cedilhas sejam usadas nos “cês” que precedem “es” ou “is”.
- Margarida Rebelo Pinto será estudada nas universidades e aclamada como a libertadora da Literatura Portuguesa. A expressão “25 de abril” será usada associada aos seus primeiros livros.
- Terá havido um terramoto em Lisboa. Daí surgiram novos bairros: Nova Lapa, Novo Bairro (antigo bairro alto) e foram instaladas praias artificiais naquela quera a zona das docas há 50 anos.
- Viver em Lisboa é hoje um ‘must’, depois de uma reconstrução que se arrastou por 15 anos e que só terminou há menos de dez.
- Vários prédios são implodidos no antigo concelho de Sintra, hoje AML II (Área Metropolitana de Lisboa II). A ideia é construir um bosque artificial, respeitando a paisagem da zona de Sintra do passado
- Pedro Worscoski é o primeiro ministro português com ascedência ucraniana. Terá a pasta das comunidades.
- A rádio ‘como era antigamente’, sem que se pudessem escolher as músicas, mas sim seleccionada por animadores humanos, é o novo projecto do maior grupo de media português.
- A cidade do Porto inaugura o seu segundo Zoológico
- Lisboa inaugura a sua sexta travessia sobre o Tejo – a Ponte Milénio - , desta vez ligando mais uma vez a Trafaria a Algés, a apenas um quilómetro da Ponte Mário Soares.
- O Petróleo da Zona de Leiria vai deixar de ser explorado. As jazidas descobertas há 30 anos não são rentáveis, especialmente depois do declínio no uso de combustíveis fósseis.
- Mais de um sexto dos portugueses têm avós ou pais nascidos noutros países.
- O Estádio Pinto da Costa, no Porto, vai ser demolido e dará lugar a um novo, completamente automatizado.
- Há planos para a abertura de uma academia do fado, uma música célebre e popular no século passado e inícios deste século.
- Na Madeira será inaugurada finalmente a estátua a Alberto João Jardim. Ficará no Funchal, na Praça Vicente Jorge Silva.
- Benfica e Sporting disputam o campeonato. O FC Porto, há 18 anos sem ganhar, admite que ainda não será este ano.
Fica aqui a minha homenagem ao Guerra e Pas com a citação de um texto imperdível, um post do passado dia 18 intitulado Portugal de Futuro ou Há um Professor Bambo em todos nós
. Aqui vai, espero que vos dê tanto gôzo como me deu a mim:
Para daqui a 50 anos, prevejo para o nosso país que:
- Será admitido que as cedilhas sejam usadas nos “cês” que precedem “es” ou “is”.
- Margarida Rebelo Pinto será estudada nas universidades e aclamada como a libertadora da Literatura Portuguesa. A expressão “25 de abril” será usada associada aos seus primeiros livros.
- Terá havido um terramoto em Lisboa. Daí surgiram novos bairros: Nova Lapa, Novo Bairro (antigo bairro alto) e foram instaladas praias artificiais naquela quera a zona das docas há 50 anos.
- Viver em Lisboa é hoje um ‘must’, depois de uma reconstrução que se arrastou por 15 anos e que só terminou há menos de dez.
- Vários prédios são implodidos no antigo concelho de Sintra, hoje AML II (Área Metropolitana de Lisboa II). A ideia é construir um bosque artificial, respeitando a paisagem da zona de Sintra do passado
- Pedro Worscoski é o primeiro ministro português com ascedência ucraniana. Terá a pasta das comunidades.
- A rádio ‘como era antigamente’, sem que se pudessem escolher as músicas, mas sim seleccionada por animadores humanos, é o novo projecto do maior grupo de media português.
- A cidade do Porto inaugura o seu segundo Zoológico
- Lisboa inaugura a sua sexta travessia sobre o Tejo – a Ponte Milénio - , desta vez ligando mais uma vez a Trafaria a Algés, a apenas um quilómetro da Ponte Mário Soares.
- O Petróleo da Zona de Leiria vai deixar de ser explorado. As jazidas descobertas há 30 anos não são rentáveis, especialmente depois do declínio no uso de combustíveis fósseis.
- Mais de um sexto dos portugueses têm avós ou pais nascidos noutros países.
- O Estádio Pinto da Costa, no Porto, vai ser demolido e dará lugar a um novo, completamente automatizado.
- Há planos para a abertura de uma academia do fado, uma música célebre e popular no século passado e inícios deste século.
- Na Madeira será inaugurada finalmente a estátua a Alberto João Jardim. Ficará no Funchal, na Praça Vicente Jorge Silva.
- Benfica e Sporting disputam o campeonato. O FC Porto, há 18 anos sem ganhar, admite que ainda não será este ano.
GUERRA E PÁS (ASSIM MESMO)
Hoje sugiro-vos que não percam tempo comigo. Que não leiam o que aqui está. Que vão direitos ao Guerra e Pas. Este Blog, o melhor que alguma vez se escreveu sobre comunicação em Portugal, acabou na sexta-feira passada. Antes de terminar fez uma série de três posts, Porque é que os nossos telejornais são tão compridos? que é o melhor retrato alguma vez escrito sobre a inside story das estações de televisão portuguesas nos últimos cinco anos. Copiem-nos, imprimam-nos, dêem-nos a ler aos vossos amigos, façam-nos circular. Quem foi responsável por este blog sabe bem o que se passava. Não sei quem é, mas daqui lhe rendo a minha homenagem. Hei-de lê-lo e relê-lo.
Hoje sugiro-vos que não percam tempo comigo. Que não leiam o que aqui está. Que vão direitos ao Guerra e Pas. Este Blog, o melhor que alguma vez se escreveu sobre comunicação em Portugal, acabou na sexta-feira passada. Antes de terminar fez uma série de três posts, Porque é que os nossos telejornais são tão compridos? que é o melhor retrato alguma vez escrito sobre a inside story das estações de televisão portuguesas nos últimos cinco anos. Copiem-nos, imprimam-nos, dêem-nos a ler aos vossos amigos, façam-nos circular. Quem foi responsável por este blog sabe bem o que se passava. Não sei quem é, mas daqui lhe rendo a minha homenagem. Hei-de lê-lo e relê-lo.
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GUERRA E PÁS (ASSIM MESMO)
Hoje sugiro-vos que não percam tempo comigo. Que não leiam o que aqui está. Que vão direitos ao Guerra e Pas. Este Blog, o melhor que alguma vez se escreveu sobre comunicação em Portugal, acabou na sexta-feira passada. Antes de terminar fez uma série de três posts, Porque é que os nossos telejornais são tão compridos? que é o melhor retrato alguma vez escrito sobre a inside story das estações de televisão portuguesas nos últimos cinco anos. Copiem-nos, imprimam-nos, dêem-nos a ler aos vossos amigos, façam-nos circular. Quem foi responsável por este blog sabe bem o que se passava. Não sei quem é, mas daqui lhe rendo a minha homenagem. Hei-de lê-lo e relê-lo.
Hoje sugiro-vos que não percam tempo comigo. Que não leiam o que aqui está. Que vão direitos ao Guerra e Pas. Este Blog, o melhor que alguma vez se escreveu sobre comunicação em Portugal, acabou na sexta-feira passada. Antes de terminar fez uma série de três posts, Porque é que os nossos telejornais são tão compridos? que é o melhor retrato alguma vez escrito sobre a inside story das estações de televisão portuguesas nos últimos cinco anos. Copiem-nos, imprimam-nos, dêem-nos a ler aos vossos amigos, façam-nos circular. Quem foi responsável por este blog sabe bem o que se passava. Não sei quem é, mas daqui lhe rendo a minha homenagem. Hei-de lê-lo e relê-lo.
agosto 23, 2003
VER O OUTRO LADO
Uma das coisas que me habituei nos últimos dias é a ler o Haaretz, um diário israelita onde o mundo, e em particular o médio oriente, é relatado de forma diferente do que é costume, um infeliz lema que se tornou num clássico da última metade do século xx: «os árabes são bons, os judeus são maus». O jornal mostra o outro lado das coisas, que muitas vezes é deliberadamente escondido, para que se fique eternamente a cantar a canção do desgraçadinho. Descobri o «Haaretz» graças ao Aviz, que felizmente existe e me ajuda a perceber que vale a pena tentar. Cada vez mais me sinto próximo daquilo que o Francisco lá escreve.
Uma das coisas que me habituei nos últimos dias é a ler o Haaretz, um diário israelita onde o mundo, e em particular o médio oriente, é relatado de forma diferente do que é costume, um infeliz lema que se tornou num clássico da última metade do século xx: «os árabes são bons, os judeus são maus». O jornal mostra o outro lado das coisas, que muitas vezes é deliberadamente escondido, para que se fique eternamente a cantar a canção do desgraçadinho. Descobri o «Haaretz» graças ao Aviz, que felizmente existe e me ajuda a perceber que vale a pena tentar. Cada vez mais me sinto próximo daquilo que o Francisco lá escreve.
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VER O OUTRO LADO
Uma das coisas que me habituei nos últimos dias é a ler o Haaretz, um diário israelita onde o mundo, e em particular o médio oriente, é relatado de forma diferente do que é costume, um infeliz lema que se tornou num clássico da última metade do século xx: «os árabes são bons, os judeus são maus». O jornal mostra o outro lado das coisas, que muitas vezes é deliberadamente escondido, para que se fique eternamente a cantar a canção do desgraçadinho. Descobri o «Haaretz» graças ao Aviz, que felizmente existe e me ajuda a perceber que vale a pena tentar. Cada vez mais me sinto próximo daquilo que o Francisco lá escreve.
Uma das coisas que me habituei nos últimos dias é a ler o Haaretz, um diário israelita onde o mundo, e em particular o médio oriente, é relatado de forma diferente do que é costume, um infeliz lema que se tornou num clássico da última metade do século xx: «os árabes são bons, os judeus são maus». O jornal mostra o outro lado das coisas, que muitas vezes é deliberadamente escondido, para que se fique eternamente a cantar a canção do desgraçadinho. Descobri o «Haaretz» graças ao Aviz, que felizmente existe e me ajuda a perceber que vale a pena tentar. Cada vez mais me sinto próximo daquilo que o Francisco lá escreve.
VENCER O DOGMA
Olho para o que escrevi nos últimos dias e são quase só citações. Em parte é normal porque sou um leitor compulsivo de revistas e de sites de revistas e, portanto, isso há-de reflectir-se de alguma forma. Mas por outro lado isso significa que deixei de contar o que se passa à minha volta, sem ser pela interposta pessoa da citação.
Na fase de arranque de projectos há sempre uma altura assim - que é a que me dá mais gozo- quando deixo de conseguir perceber o que se passa comigo. Existe um momento em que está tudo caótico, as coisas a fazer são notoriamente mais do que aquilo que o bom senso e o tempo que existe permitem. As equipas ainda não estão completas, as ideias continuam razoavelmente desarrumadas e o caos anuncia-se. Quando chego ao escritório de manhã e ligo o computador, abro um ficheiro de powerpoint que me habituei a utilizar como um lembrete permanente e que é uma espécie de lista de tarefas distribuídas por pessoas, entidades e áreas específicas de actuação. Vejo-o a crescer e a adicionar novas páginas ao longo da semana. É quase como entrar num quarto e virar do avesso um balde grande de lego cheio daquelas peças mais pequeninas: todos os dias de manhã é isso que acontece e lá me ponho a juntá-las até que fique montada alguma coisa com nexo.
Ontem mesmo percebi que para ter a trabalhar com a minha equipa uma pessoa que acredita no projecto, que os meus colaboradores querem, cuja saída é aceite pelo departamento onde está, cuja existência abstracta está prevista em todos os planos de organização, é preciso fazer um circuito burocrático que só existe para dar trabalho não produtivo a gigantescos departamentos administrativos, que tentam encravar, atrasar, dificultar, conservar o status quo, evitar a mudança - quanto mais não seja a fazer perder tempo e energias às equipas envolvidas em novos projectos.
Durante uns dias desta semana suspeitei que o balde de lego devia ter molas porque tinha uma tendência repetida para se virar e espalhar tudo de novo. Felizmente chego a este sábado com a sensação que ontem ficaram feitas algumas coisas, que as peças se começam a encaixar mesmo e que algumas ideias começam a concretizar-se. E, para mim, ver como algumas ideias que pareciam loucas se conseguem começar a realizar mesmo é a prova de que vale sempre a pena apostar nas ideias, sair dos limites de pensamento em que muitas vezes nos deixamos condicionar e acreditar que o velho dogma português «é assim porque sim, isso não se pode fazer porque não» foi mais uma vez vencido.
Olho para o que escrevi nos últimos dias e são quase só citações. Em parte é normal porque sou um leitor compulsivo de revistas e de sites de revistas e, portanto, isso há-de reflectir-se de alguma forma. Mas por outro lado isso significa que deixei de contar o que se passa à minha volta, sem ser pela interposta pessoa da citação.
Na fase de arranque de projectos há sempre uma altura assim - que é a que me dá mais gozo- quando deixo de conseguir perceber o que se passa comigo. Existe um momento em que está tudo caótico, as coisas a fazer são notoriamente mais do que aquilo que o bom senso e o tempo que existe permitem. As equipas ainda não estão completas, as ideias continuam razoavelmente desarrumadas e o caos anuncia-se. Quando chego ao escritório de manhã e ligo o computador, abro um ficheiro de powerpoint que me habituei a utilizar como um lembrete permanente e que é uma espécie de lista de tarefas distribuídas por pessoas, entidades e áreas específicas de actuação. Vejo-o a crescer e a adicionar novas páginas ao longo da semana. É quase como entrar num quarto e virar do avesso um balde grande de lego cheio daquelas peças mais pequeninas: todos os dias de manhã é isso que acontece e lá me ponho a juntá-las até que fique montada alguma coisa com nexo.
Ontem mesmo percebi que para ter a trabalhar com a minha equipa uma pessoa que acredita no projecto, que os meus colaboradores querem, cuja saída é aceite pelo departamento onde está, cuja existência abstracta está prevista em todos os planos de organização, é preciso fazer um circuito burocrático que só existe para dar trabalho não produtivo a gigantescos departamentos administrativos, que tentam encravar, atrasar, dificultar, conservar o status quo, evitar a mudança - quanto mais não seja a fazer perder tempo e energias às equipas envolvidas em novos projectos.
Durante uns dias desta semana suspeitei que o balde de lego devia ter molas porque tinha uma tendência repetida para se virar e espalhar tudo de novo. Felizmente chego a este sábado com a sensação que ontem ficaram feitas algumas coisas, que as peças se começam a encaixar mesmo e que algumas ideias começam a concretizar-se. E, para mim, ver como algumas ideias que pareciam loucas se conseguem começar a realizar mesmo é a prova de que vale sempre a pena apostar nas ideias, sair dos limites de pensamento em que muitas vezes nos deixamos condicionar e acreditar que o velho dogma português «é assim porque sim, isso não se pode fazer porque não» foi mais uma vez vencido.
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VENCER O DOGMA
Olho para o que escrevi nos últimos dias e são quase só citações. Em parte é normal porque sou um leitor compulsivo de revistas e de sites de revistas e, portanto, isso há-de reflectir-se de alguma forma. Mas por outro lado isso significa que deixei de contar o que se passa à minha volta, sem ser pela interposta pessoa da citação.
Na fase de arranque de projectos há sempre uma altura assim - que é a que me dá mais gozo- quando deixo de conseguir perceber o que se passa comigo. Existe um momento em que está tudo caótico, as coisas a fazer são notoriamente mais do que aquilo que o bom senso e o tempo que existe permitem. As equipas ainda não estão completas, as ideias continuam razoavelmente desarrumadas e o caos anuncia-se. Quando chego ao escritório de manhã e ligo o computador, abro um ficheiro de powerpoint que me habituei a utilizar como um lembrete permanente e que é uma espécie de lista de tarefas distribuídas por pessoas, entidades e áreas específicas de actuação. Vejo-o a crescer e a adicionar novas páginas ao longo da semana. É quase como entrar num quarto e virar do avesso um balde grande de lego cheio daquelas peças mais pequeninas: todos os dias de manhã é isso que acontece e lá me ponho a juntá-las até que fique montada alguma coisa com nexo.
Ontem mesmo percebi que para ter a trabalhar com a minha equipa uma pessoa que acredita no projecto, que os meus colaboradores querem, cuja saída é aceite pelo departamento onde está, cuja existência abstracta está prevista em todos os planos de organização, é preciso fazer um circuito burocrático que só existe para dar trabalho não produtivo a gigantescos departamentos administrativos, que tentam encravar, atrasar, dificultar, conservar o status quo, evitar a mudança - quanto mais não seja a fazer perder tempo e energias às equipas envolvidas em novos projectos.
Durante uns dias desta semana suspeitei que o balde de lego devia ter molas porque tinha uma tendência repetida para se virar e espalhar tudo de novo. Felizmente chego a este sábado com a sensação que ontem ficaram feitas algumas coisas, que as peças se começam a encaixar mesmo e que algumas ideias começam a concretizar-se. E, para mim, ver como algumas ideias que pareciam loucas se conseguem começar a realizar mesmo é a prova de que vale sempre a pena apostar nas ideias, sair dos limites de pensamento em que muitas vezes nos deixamos condicionar e acreditar que o velho dogma português «é assim porque sim, isso não se pode fazer porque não» foi mais uma vez vencido.
Olho para o que escrevi nos últimos dias e são quase só citações. Em parte é normal porque sou um leitor compulsivo de revistas e de sites de revistas e, portanto, isso há-de reflectir-se de alguma forma. Mas por outro lado isso significa que deixei de contar o que se passa à minha volta, sem ser pela interposta pessoa da citação.
Na fase de arranque de projectos há sempre uma altura assim - que é a que me dá mais gozo- quando deixo de conseguir perceber o que se passa comigo. Existe um momento em que está tudo caótico, as coisas a fazer são notoriamente mais do que aquilo que o bom senso e o tempo que existe permitem. As equipas ainda não estão completas, as ideias continuam razoavelmente desarrumadas e o caos anuncia-se. Quando chego ao escritório de manhã e ligo o computador, abro um ficheiro de powerpoint que me habituei a utilizar como um lembrete permanente e que é uma espécie de lista de tarefas distribuídas por pessoas, entidades e áreas específicas de actuação. Vejo-o a crescer e a adicionar novas páginas ao longo da semana. É quase como entrar num quarto e virar do avesso um balde grande de lego cheio daquelas peças mais pequeninas: todos os dias de manhã é isso que acontece e lá me ponho a juntá-las até que fique montada alguma coisa com nexo.
Ontem mesmo percebi que para ter a trabalhar com a minha equipa uma pessoa que acredita no projecto, que os meus colaboradores querem, cuja saída é aceite pelo departamento onde está, cuja existência abstracta está prevista em todos os planos de organização, é preciso fazer um circuito burocrático que só existe para dar trabalho não produtivo a gigantescos departamentos administrativos, que tentam encravar, atrasar, dificultar, conservar o status quo, evitar a mudança - quanto mais não seja a fazer perder tempo e energias às equipas envolvidas em novos projectos.
Durante uns dias desta semana suspeitei que o balde de lego devia ter molas porque tinha uma tendência repetida para se virar e espalhar tudo de novo. Felizmente chego a este sábado com a sensação que ontem ficaram feitas algumas coisas, que as peças se começam a encaixar mesmo e que algumas ideias começam a concretizar-se. E, para mim, ver como algumas ideias que pareciam loucas se conseguem começar a realizar mesmo é a prova de que vale sempre a pena apostar nas ideias, sair dos limites de pensamento em que muitas vezes nos deixamos condicionar e acreditar que o velho dogma português «é assim porque sim, isso não se pode fazer porque não» foi mais uma vez vencido.
agosto 22, 2003
ESCRITA IMPRESSA
Hoje, porque é sexta, a Esquina aparece na sua edição impressa, no «Jornal de Negócios». Excertos: É certo que esta semana estamos todos com os olhos postos em Bagdad, à procura de perceber como se pode sair da situação que se criou. Este Verão, em Bagdad, é escaldante e, quando há poucos dias atrás li um artigo sobre o quotidiano estival dessa cidade em guerra, senti que íamos ainda assistir a muito horror. Veio súbito, com o atentado contra a sede da ONU. Para contraste, a encabeçar o artigo uma fotografia, magnífica, de um soldado americano a mergulhar na piscina do palácio do filho de Saddam, Uday Hussein, descrita mais à frente como o único local de Bagdad onde é possível iludir o calor.
O artigo de que falo chama-se «Iraq’s Bloody Summer» e é uma longa reportagem de Jon Lee Anderson para a revista «The New Yorker», na sua edição de 11 de Agosto. É sem dúvida um dos melhores trabalhos de reportagem que tenho tido ocasião de ler. É o relato de um ocidental que se sente um alvo nas ruas de uma cidade, de um jornalista que sente como há uma resistência que se organiza, que relata conversas, como estas a propósito de atentados, tida com um Iman:«Que pensa desse género de acções?»- pergunta Anderson; e responde o Iman: «Esse é o sentir do povo».
É redutora certamente a conversa, muito mais este excerto, mas o que a reportagem de Anderson tem é conseguir tirar-nos do imediatismo noticioso, é distanciar-se dos factos isolados. Ao longo de 12 páginas Anderson traça um relato impressionista da cidade e da situação. Valia bem a pena que alguém publicasse por cá este texto.
Hoje, porque é sexta, a Esquina aparece na sua edição impressa, no «Jornal de Negócios». Excertos: É certo que esta semana estamos todos com os olhos postos em Bagdad, à procura de perceber como se pode sair da situação que se criou. Este Verão, em Bagdad, é escaldante e, quando há poucos dias atrás li um artigo sobre o quotidiano estival dessa cidade em guerra, senti que íamos ainda assistir a muito horror. Veio súbito, com o atentado contra a sede da ONU. Para contraste, a encabeçar o artigo uma fotografia, magnífica, de um soldado americano a mergulhar na piscina do palácio do filho de Saddam, Uday Hussein, descrita mais à frente como o único local de Bagdad onde é possível iludir o calor.
O artigo de que falo chama-se «Iraq’s Bloody Summer» e é uma longa reportagem de Jon Lee Anderson para a revista «The New Yorker», na sua edição de 11 de Agosto. É sem dúvida um dos melhores trabalhos de reportagem que tenho tido ocasião de ler. É o relato de um ocidental que se sente um alvo nas ruas de uma cidade, de um jornalista que sente como há uma resistência que se organiza, que relata conversas, como estas a propósito de atentados, tida com um Iman:«Que pensa desse género de acções?»- pergunta Anderson; e responde o Iman: «Esse é o sentir do povo».
É redutora certamente a conversa, muito mais este excerto, mas o que a reportagem de Anderson tem é conseguir tirar-nos do imediatismo noticioso, é distanciar-se dos factos isolados. Ao longo de 12 páginas Anderson traça um relato impressionista da cidade e da situação. Valia bem a pena que alguém publicasse por cá este texto.
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ESCRITA IMPRESSA
Hoje, porque é sexta, a Esquina aparece na sua edição impressa, no «Jornal de Negócios». Excertos: É certo que esta semana estamos todos com os olhos postos em Bagdad, à procura de perceber como se pode sair da situação que se criou. Este Verão, em Bagdad, é escaldante e, quando há poucos dias atrás li um artigo sobre o quotidiano estival dessa cidade em guerra, senti que íamos ainda assistir a muito horror. Veio súbito, com o atentado contra a sede da ONU. Para contraste, a encabeçar o artigo uma fotografia, magnífica, de um soldado americano a mergulhar na piscina do palácio do filho de Saddam, Uday Hussein, descrita mais à frente como o único local de Bagdad onde é possível iludir o calor.
O artigo de que falo chama-se «Iraq’s Bloody Summer» e é uma longa reportagem de Jon Lee Anderson para a revista «The New Yorker», na sua edição de 11 de Agosto. É sem dúvida um dos melhores trabalhos de reportagem que tenho tido ocasião de ler. É o relato de um ocidental que se sente um alvo nas ruas de uma cidade, de um jornalista que sente como há uma resistência que se organiza, que relata conversas, como estas a propósito de atentados, tida com um Iman:«Que pensa desse género de acções?»- pergunta Anderson; e responde o Iman: «Esse é o sentir do povo».
É redutora certamente a conversa, muito mais este excerto, mas o que a reportagem de Anderson tem é conseguir tirar-nos do imediatismo noticioso, é distanciar-se dos factos isolados. Ao longo de 12 páginas Anderson traça um relato impressionista da cidade e da situação. Valia bem a pena que alguém publicasse por cá este texto.
Hoje, porque é sexta, a Esquina aparece na sua edição impressa, no «Jornal de Negócios». Excertos: É certo que esta semana estamos todos com os olhos postos em Bagdad, à procura de perceber como se pode sair da situação que se criou. Este Verão, em Bagdad, é escaldante e, quando há poucos dias atrás li um artigo sobre o quotidiano estival dessa cidade em guerra, senti que íamos ainda assistir a muito horror. Veio súbito, com o atentado contra a sede da ONU. Para contraste, a encabeçar o artigo uma fotografia, magnífica, de um soldado americano a mergulhar na piscina do palácio do filho de Saddam, Uday Hussein, descrita mais à frente como o único local de Bagdad onde é possível iludir o calor.
O artigo de que falo chama-se «Iraq’s Bloody Summer» e é uma longa reportagem de Jon Lee Anderson para a revista «The New Yorker», na sua edição de 11 de Agosto. É sem dúvida um dos melhores trabalhos de reportagem que tenho tido ocasião de ler. É o relato de um ocidental que se sente um alvo nas ruas de uma cidade, de um jornalista que sente como há uma resistência que se organiza, que relata conversas, como estas a propósito de atentados, tida com um Iman:«Que pensa desse género de acções?»- pergunta Anderson; e responde o Iman: «Esse é o sentir do povo».
É redutora certamente a conversa, muito mais este excerto, mas o que a reportagem de Anderson tem é conseguir tirar-nos do imediatismo noticioso, é distanciar-se dos factos isolados. Ao longo de 12 páginas Anderson traça um relato impressionista da cidade e da situação. Valia bem a pena que alguém publicasse por cá este texto.
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