GEHRY – Em Espanha um dos grandes produtores de vinhos de Rioja, as Bodegas Marqués de Riscal, contrataram o arquitecto Frank Gehry para desenhar e construir no meio dos vinhedos de Elciego uma Cidade do Vinho. Ao lado da antiga e histórica adega, Gehry erigiu um hotel, um spa e um centro de reuniões. O projecto, surpreendente, foi inaugurado a semana passada com a presença dos Reis de Espanha. Notem por favor a diferença com o que se tem passado com o mesmo arquitecto em Portugal e pensem nisto: será o arquitecto mais caro aqui do que lá? Que teremos nós para o desenho do seu projecto aqui não estar sequer terminado enquanto em Espanha já está finalizada a construção? De quem será a culpa?
DESCOBRIR – O novo fenómeno da política norte-americana, o senador Barack Obama, do Illinois, que alguns dizem dever ser o candidato democrata às presidenciais de 2008. Pesquisem o site da Time (www.time.com) e leiam a sua história. Pelo caminho vejam os belos ensaios fotográficos da revista sobre a actual campanha para o senado.
EVITAR – A mais autocrítica exposição de fotografia dos últimos tempos chama-se «Paisagens Inúteis», é da autoria de Augusto Alves da Silva e está exposta na Galeria da Fidelidade, ao Chiado, gerência Culturgest. É preciso ter muita lata para colocar imagens banais, em ampliações gigantescas que apenas fazem da monumentalidade um cenário e uma desculpa para o vazio de criatividade. Puro oportunismo, por mais reflexões e teorizações que se façam – e não têm faltado, claro. Para fazer fotografia não basta usar técnica e ter presunção contextualizante.
VER – As maravilhosas montras da loja Hermès do Chiado, concebidas e desenhadas por Filipe Faísca a partir de flores transformadas e manipuladas.
USAR – O serviço de entregas «noMenu» (que, entre outros, já disponibilizava os petiscos japoneses do restaurante Assuka e os chineses do Tun Fon), passou a incluir as deliciosas sanduíches da «City Sandwich», a resposta do chefe de cozinha do Mezzaluna, Michael Guerrieri, à fast food. Vale a pena ler sobre ele em www.chefguerrieri.com e descobrir a sua história assim como algumas receitas. Em www.no-menu.com escolha do lado direito a opção «sandwich» e estude as possibilidades. Eu experimentei uma deliciosa construção de pão com gambas, agrião, pesto de manjericão com iogurte, mel, mostarda, cebola e tomate. Do menu constam iguarias como beringela panada com molho de tomate e mozarella derretida ou ainda atum com iogurte, aipo, cebola, orégãos e alface. O pão , género chapata comprida, é delicioso e estaladiço, com pouco miolo e boa côdea e obviamente segue a regra da casa: aqui não entra mayonese. Se quiser pode visitar a City Sandwich no Palácio Sotto Mayor (Av Fontes Pereira de Melo) ou na esquina da Joaquim António de Aguiar com a Artilharia Um.
EXPERIMENTAR – Por estes dias abra um dióspiro bem maduro (é a época), tire-lhe a polpa, misture ao de leve gelado de baunilha e polvilhe com canela . É de chorar por mais – as coisas simples são sempre maravilhosas.
OUVIR – Pode parecer estranho, mas funciona: Sting atirou-se à música antiga, canções do século XVII, compostas por John Dowland, e fez um disco contemporâneo que preserva a riqueza da música nos intrumentos de época, mas com uma interpretação vocal herética e apropriada. A execução instrumental é da responsabilidade de Edin Karamazov. Um oásis de criatividade no meio de tanta imitação. Gravação Deutsche Grammophon, CD distribuído por Universal Music.
INSUPORTÁVEL – Ouvir as crónicas de António Peres Metelo, que está transformado num autêntico pregoeiro radiofónico do Ministro Teixeira dos Santos.
PERGUNTAS VADIAS – Como se chama a quem ganha eleições a prometer não aumentar impostos nem cobrar portagens nas Scuts e, depois, chegado ao Governo, desata a fazer tudo ao contrário?
BACK TO BASICS – O idealismo precede a experiência; o cinismo é o passo seguinte – David T. Wolf.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
outubro 23, 2006
outubro 19, 2006
DÚVIDA - Existem duas hipóteses: 1- Quando na campanha eleitoral o PS prometeu não subir os impostos e não cobrar portagens nas SCUT não estava bem informado, não tinha estudado a realidade e não estava preparado para Governar; 2- Quando o PS fez as promessas eleitorais já sabia bem como tudo estava, mas mentiu para ganhar votos, uso e abusou da demagogia para enganar os eleitores e mal se viu no poder passou a fazer o que havia criticado na campanha eleitoral. Entre as duas hipóteses venha o Diabo e escolha.
Untitled
DÚVIDA - Existem duas hipóteses: 1- Quando na campanha eleitoral o PS prometeu não subir os impostos e não cobrar portagens nas SCUT não estava bem informado, não tinha estudado a realidade e não estava preparado para Governar; 2- Quando o PS fez as promessas eleitorais já sabia bem como tudo estava, mas mentiu para ganhar votos, uso e abusou da demagogia para enganar os eleitores e mal se viu no poder passou a fazer o que havia criticado na campanha eleitoral. Entre as duas hipóteses venha o Diabo e escolha.
outubro 18, 2006
UM ANO
O balanço deste primeiro ano de actividade da vereação da Cultura - e da política cultural em geral - na Câmara Municipal de Lisboa é um desastre total - pouca iniciativa, falta de cumprimento das promessas, adiamento dos compromissos anunciados e assumidos. Depois de um período inicial de anúncios constantes, passam-se meses sem que nada seja concretizado.
O Parque Mayer continua uma confusão, o destino do Pavilhão de Portugal é um mistério, o Cinema S. Jorge continua a ser aberto sem ter condições de segurança para tal. Do resto nem vale a pena falar - travou-se a maior parte do que existia, mudou-se por mudar, e quase nada se fez.
Mas o mais engraçado de tudo foi a entrevista dada a semana passada por Amaral Lopes à »Visão», em que antecipando-se a balanços inevitavelmente negativos, preferiu assumir-se como incompetente para resolver os problemas que lhe surgem no dia a dia autárquico. Extraordinário, simplesmente extraordinário.
O balanço deste primeiro ano de actividade da vereação da Cultura - e da política cultural em geral - na Câmara Municipal de Lisboa é um desastre total - pouca iniciativa, falta de cumprimento das promessas, adiamento dos compromissos anunciados e assumidos. Depois de um período inicial de anúncios constantes, passam-se meses sem que nada seja concretizado.
O Parque Mayer continua uma confusão, o destino do Pavilhão de Portugal é um mistério, o Cinema S. Jorge continua a ser aberto sem ter condições de segurança para tal. Do resto nem vale a pena falar - travou-se a maior parte do que existia, mudou-se por mudar, e quase nada se fez.
Mas o mais engraçado de tudo foi a entrevista dada a semana passada por Amaral Lopes à »Visão», em que antecipando-se a balanços inevitavelmente negativos, preferiu assumir-se como incompetente para resolver os problemas que lhe surgem no dia a dia autárquico. Extraordinário, simplesmente extraordinário.
AUMENTO – As audiências de TV Móvel (emissões para telemóveis) aumentaram 45 por cento no segundo trimestre deste ano, nos Estados Unidos. Existem agora 3,7 milhões de assinantes do serviço e as receitas da TV Móvel aumentaram 86 milhões de dólares no mesmo período. Canais de notícias, previsão do tempo, desporto e humor lideram, por esta ordem, as preferências do público. Em Portugal, na TV Móvel, o humor também conta: os líderes incontestados da RTP Móvel são os sketches dos Gato Fedorento.
GRAVE – O facto de a maior parte da população activa estar na faixa litoral, sobretudo entre Porto e Lisboa, não deve ser motivo de justificação de medidas técnicas, mas sim de séria preocupação política sobre o desenvolvimento do país e a igualdade dos cidadãos. Nos últimos tempos o Governo tem tomado, em nome da racionalidade técnica, uma série de medidas que descriminam o interior em áreas básicas como a educação e a saúde. A gravidade de tal opção vai deixar marcas fundas no país, vai agravar a macrocefalia histórica de Portugal e vai condenar ainda mais o interior ao subdesenvolvimento. O que se está a fazer na área da saúde não é aceitável.
CURIOSO – Os jornais desta semana deram conta da demissão do editor de política nacional da agência Lusa, Nuno Simas. Aqui há algum tempo dei conta nesta coluna do incómodo que começava a existir na agência pela forma como o Director nomeado por este Governo, Luís Miguel Viana, velava pelo que entendia ser a correcção do noticiário político difundido pela agência. Os jornais desta semana diziam que as pressões da Direcção sobre a editoria nacional tinham levado à demissão do seu responsável. A situação veio apenas confirmar que o que se está a passar na Lusa merece a atenção especial da Entidade Reguladora da Comunicação Social – já agora convinha que garantisse o pluralismo e o papel imprescindível que nessa matéria uma agência noticiosa deve ter.
LER – Confesso que gosto de policiais, é um género que me agrada particularmente. Há cerca de um ano recomendei aqui «O Canto da Sereia» do brsaileiro Nelson Motta. Repito a recomendação para o novo livro do autor, «Bandidos e Mocinhas», uma trama de mistério passada em torno da morte de uma actriz de teatro em pleno palco. O enredo é arrebatador, a caracterização de personagens e a forma como se cruzam na história é simplesmente brilhante. Nelson Motta escreve com a acção nas mãos, com uma simplicidade que encanta – como fazia aliás nas saudosas conversas de «Manhattan Connection», do tempo em que se podia ver em Portugal o GNT. Editado pela Palavra, 256 páginas.
OUVIR – Música com ritmo, imprevisível, inconformista: o jazz é isto, não é uma sucessão de harmonias delico doces, como às vezes se pensa hoje em dia. O Quarteto de Branford Marsalis atirou-se ao assunto com arte e devoção e fez um belíssimo disco, «Braggtown», que esta semana me acompanhou nalgumas noites de dúvida, preocupação e decisão. Este é um disco aventureiro e foi uma inspiração. Ao lado do saxofone de Branford Marsalis esá o piano de Joey Calderazzo, o baixo de Eric Revis e a bateria de Jeff «Tain» Watts. CD Marsalis Music, distribuído pela Universal.
EVITAR – As teorizações revisionistas sobre o kitsch em torno das aventuras pirosas de Anne Sofie Von Otter sobre a música dos Abba. Uma grande voz de uma grande intérprete, por melhor que seja, não consegue eliminar a vulgaridade bacoca das canções de Benny Anderson. Os Abba foram o expoente europeu da bubble gum music: mascar e deitar fora. Não há necessidade nenhuma de criar justificações para o injustificável.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o o Ministro António Costa ainda não disse se acha bem o comportamento da GNR nos dois incidentes ocorridos na região do Porto nos últimos dias?
BACK TO BASICS – A felicidade resume-se a ser saudável e a ter má memória, Albert Schweitzer.
GRAVE – O facto de a maior parte da população activa estar na faixa litoral, sobretudo entre Porto e Lisboa, não deve ser motivo de justificação de medidas técnicas, mas sim de séria preocupação política sobre o desenvolvimento do país e a igualdade dos cidadãos. Nos últimos tempos o Governo tem tomado, em nome da racionalidade técnica, uma série de medidas que descriminam o interior em áreas básicas como a educação e a saúde. A gravidade de tal opção vai deixar marcas fundas no país, vai agravar a macrocefalia histórica de Portugal e vai condenar ainda mais o interior ao subdesenvolvimento. O que se está a fazer na área da saúde não é aceitável.
CURIOSO – Os jornais desta semana deram conta da demissão do editor de política nacional da agência Lusa, Nuno Simas. Aqui há algum tempo dei conta nesta coluna do incómodo que começava a existir na agência pela forma como o Director nomeado por este Governo, Luís Miguel Viana, velava pelo que entendia ser a correcção do noticiário político difundido pela agência. Os jornais desta semana diziam que as pressões da Direcção sobre a editoria nacional tinham levado à demissão do seu responsável. A situação veio apenas confirmar que o que se está a passar na Lusa merece a atenção especial da Entidade Reguladora da Comunicação Social – já agora convinha que garantisse o pluralismo e o papel imprescindível que nessa matéria uma agência noticiosa deve ter.
LER – Confesso que gosto de policiais, é um género que me agrada particularmente. Há cerca de um ano recomendei aqui «O Canto da Sereia» do brsaileiro Nelson Motta. Repito a recomendação para o novo livro do autor, «Bandidos e Mocinhas», uma trama de mistério passada em torno da morte de uma actriz de teatro em pleno palco. O enredo é arrebatador, a caracterização de personagens e a forma como se cruzam na história é simplesmente brilhante. Nelson Motta escreve com a acção nas mãos, com uma simplicidade que encanta – como fazia aliás nas saudosas conversas de «Manhattan Connection», do tempo em que se podia ver em Portugal o GNT. Editado pela Palavra, 256 páginas.
OUVIR – Música com ritmo, imprevisível, inconformista: o jazz é isto, não é uma sucessão de harmonias delico doces, como às vezes se pensa hoje em dia. O Quarteto de Branford Marsalis atirou-se ao assunto com arte e devoção e fez um belíssimo disco, «Braggtown», que esta semana me acompanhou nalgumas noites de dúvida, preocupação e decisão. Este é um disco aventureiro e foi uma inspiração. Ao lado do saxofone de Branford Marsalis esá o piano de Joey Calderazzo, o baixo de Eric Revis e a bateria de Jeff «Tain» Watts. CD Marsalis Music, distribuído pela Universal.
EVITAR – As teorizações revisionistas sobre o kitsch em torno das aventuras pirosas de Anne Sofie Von Otter sobre a música dos Abba. Uma grande voz de uma grande intérprete, por melhor que seja, não consegue eliminar a vulgaridade bacoca das canções de Benny Anderson. Os Abba foram o expoente europeu da bubble gum music: mascar e deitar fora. Não há necessidade nenhuma de criar justificações para o injustificável.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o o Ministro António Costa ainda não disse se acha bem o comportamento da GNR nos dois incidentes ocorridos na região do Porto nos últimos dias?
BACK TO BASICS – A felicidade resume-se a ser saudável e a ter má memória, Albert Schweitzer.
Untitled
UM ANO
O balanço deste primeiro ano de actividade da vereação da Cultura - e da política cultural em geral - na Câmara Municipal de Lisboa é um desastre total - pouca iniciativa, falta de cumprimento das promessas, adiamento dos compromissos anunciados e assumidos. Depois de um período inicial de anúncios constantes, passam-se meses sem que nada seja concretizado.
O Parque Mayer continua uma confusão, o destino do Pavilhão de Portugal é um mistério, o Cinema S. Jorge continua a ser aberto sem ter condições de segurança para tal. Do resto nem vale a pena falar - travou-se a maior parte do que existia, mudou-se por mudar, e quase nada se fez.
Mas o mais engraçado de tudo foi a entrevista dada a semana passada por Amaral Lopes à »Visão», em que antecipando-se a balanços inevitavelmente negativos, preferiu assumir-se como incompetente para resolver os problemas que lhe surgem no dia a dia autárquico. Extraordinário, simplesmente extraordinário.
O balanço deste primeiro ano de actividade da vereação da Cultura - e da política cultural em geral - na Câmara Municipal de Lisboa é um desastre total - pouca iniciativa, falta de cumprimento das promessas, adiamento dos compromissos anunciados e assumidos. Depois de um período inicial de anúncios constantes, passam-se meses sem que nada seja concretizado.
O Parque Mayer continua uma confusão, o destino do Pavilhão de Portugal é um mistério, o Cinema S. Jorge continua a ser aberto sem ter condições de segurança para tal. Do resto nem vale a pena falar - travou-se a maior parte do que existia, mudou-se por mudar, e quase nada se fez.
Mas o mais engraçado de tudo foi a entrevista dada a semana passada por Amaral Lopes à »Visão», em que antecipando-se a balanços inevitavelmente negativos, preferiu assumir-se como incompetente para resolver os problemas que lhe surgem no dia a dia autárquico. Extraordinário, simplesmente extraordinário.
Untitled
AUMENTO – As audiências de TV Móvel (emissões para telemóveis) aumentaram 45 por cento no segundo trimestre deste ano, nos Estados Unidos. Existem agora 3,7 milhões de assinantes do serviço e as receitas da TV Móvel aumentaram 86 milhões de dólares no mesmo período. Canais de notícias, previsão do tempo, desporto e humor lideram, por esta ordem, as preferências do público. Em Portugal, na TV Móvel, o humor também conta: os líderes incontestados da RTP Móvel são os sketches dos Gato Fedorento.
GRAVE – O facto de a maior parte da população activa estar na faixa litoral, sobretudo entre Porto e Lisboa, não deve ser motivo de justificação de medidas técnicas, mas sim de séria preocupação política sobre o desenvolvimento do país e a igualdade dos cidadãos. Nos últimos tempos o Governo tem tomado, em nome da racionalidade técnica, uma série de medidas que descriminam o interior em áreas básicas como a educação e a saúde. A gravidade de tal opção vai deixar marcas fundas no país, vai agravar a macrocefalia histórica de Portugal e vai condenar ainda mais o interior ao subdesenvolvimento. O que se está a fazer na área da saúde não é aceitável.
CURIOSO – Os jornais desta semana deram conta da demissão do editor de política nacional da agência Lusa, Nuno Simas. Aqui há algum tempo dei conta nesta coluna do incómodo que começava a existir na agência pela forma como o Director nomeado por este Governo, Luís Miguel Viana, velava pelo que entendia ser a correcção do noticiário político difundido pela agência. Os jornais desta semana diziam que as pressões da Direcção sobre a editoria nacional tinham levado à demissão do seu responsável. A situação veio apenas confirmar que o que se está a passar na Lusa merece a atenção especial da Entidade Reguladora da Comunicação Social – já agora convinha que garantisse o pluralismo e o papel imprescindível que nessa matéria uma agência noticiosa deve ter.
LER – Confesso que gosto de policiais, é um género que me agrada particularmente. Há cerca de um ano recomendei aqui «O Canto da Sereia» do brsaileiro Nelson Motta. Repito a recomendação para o novo livro do autor, «Bandidos e Mocinhas», uma trama de mistério passada em torno da morte de uma actriz de teatro em pleno palco. O enredo é arrebatador, a caracterização de personagens e a forma como se cruzam na história é simplesmente brilhante. Nelson Motta escreve com a acção nas mãos, com uma simplicidade que encanta – como fazia aliás nas saudosas conversas de «Manhattan Connection», do tempo em que se podia ver em Portugal o GNT. Editado pela Palavra, 256 páginas.
OUVIR – Música com ritmo, imprevisível, inconformista: o jazz é isto, não é uma sucessão de harmonias delico doces, como às vezes se pensa hoje em dia. O Quarteto de Branford Marsalis atirou-se ao assunto com arte e devoção e fez um belíssimo disco, «Braggtown», que esta semana me acompanhou nalgumas noites de dúvida, preocupação e decisão. Este é um disco aventureiro e foi uma inspiração. Ao lado do saxofone de Branford Marsalis esá o piano de Joey Calderazzo, o baixo de Eric Revis e a bateria de Jeff «Tain» Watts. CD Marsalis Music, distribuído pela Universal.
EVITAR – As teorizações revisionistas sobre o kitsch em torno das aventuras pirosas de Anne Sofie Von Otter sobre a música dos Abba. Uma grande voz de uma grande intérprete, por melhor que seja, não consegue eliminar a vulgaridade bacoca das canções de Benny Anderson. Os Abba foram o expoente europeu da bubble gum music: mascar e deitar fora. Não há necessidade nenhuma de criar justificações para o injustificável.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o o Ministro António Costa ainda não disse se acha bem o comportamento da GNR nos dois incidentes ocorridos na região do Porto nos últimos dias?
BACK TO BASICS – A felicidade resume-se a ser saudável e a ter má memória, Albert Schweitzer.
GRAVE – O facto de a maior parte da população activa estar na faixa litoral, sobretudo entre Porto e Lisboa, não deve ser motivo de justificação de medidas técnicas, mas sim de séria preocupação política sobre o desenvolvimento do país e a igualdade dos cidadãos. Nos últimos tempos o Governo tem tomado, em nome da racionalidade técnica, uma série de medidas que descriminam o interior em áreas básicas como a educação e a saúde. A gravidade de tal opção vai deixar marcas fundas no país, vai agravar a macrocefalia histórica de Portugal e vai condenar ainda mais o interior ao subdesenvolvimento. O que se está a fazer na área da saúde não é aceitável.
CURIOSO – Os jornais desta semana deram conta da demissão do editor de política nacional da agência Lusa, Nuno Simas. Aqui há algum tempo dei conta nesta coluna do incómodo que começava a existir na agência pela forma como o Director nomeado por este Governo, Luís Miguel Viana, velava pelo que entendia ser a correcção do noticiário político difundido pela agência. Os jornais desta semana diziam que as pressões da Direcção sobre a editoria nacional tinham levado à demissão do seu responsável. A situação veio apenas confirmar que o que se está a passar na Lusa merece a atenção especial da Entidade Reguladora da Comunicação Social – já agora convinha que garantisse o pluralismo e o papel imprescindível que nessa matéria uma agência noticiosa deve ter.
LER – Confesso que gosto de policiais, é um género que me agrada particularmente. Há cerca de um ano recomendei aqui «O Canto da Sereia» do brsaileiro Nelson Motta. Repito a recomendação para o novo livro do autor, «Bandidos e Mocinhas», uma trama de mistério passada em torno da morte de uma actriz de teatro em pleno palco. O enredo é arrebatador, a caracterização de personagens e a forma como se cruzam na história é simplesmente brilhante. Nelson Motta escreve com a acção nas mãos, com uma simplicidade que encanta – como fazia aliás nas saudosas conversas de «Manhattan Connection», do tempo em que se podia ver em Portugal o GNT. Editado pela Palavra, 256 páginas.
OUVIR – Música com ritmo, imprevisível, inconformista: o jazz é isto, não é uma sucessão de harmonias delico doces, como às vezes se pensa hoje em dia. O Quarteto de Branford Marsalis atirou-se ao assunto com arte e devoção e fez um belíssimo disco, «Braggtown», que esta semana me acompanhou nalgumas noites de dúvida, preocupação e decisão. Este é um disco aventureiro e foi uma inspiração. Ao lado do saxofone de Branford Marsalis esá o piano de Joey Calderazzo, o baixo de Eric Revis e a bateria de Jeff «Tain» Watts. CD Marsalis Music, distribuído pela Universal.
EVITAR – As teorizações revisionistas sobre o kitsch em torno das aventuras pirosas de Anne Sofie Von Otter sobre a música dos Abba. Uma grande voz de uma grande intérprete, por melhor que seja, não consegue eliminar a vulgaridade bacoca das canções de Benny Anderson. Os Abba foram o expoente europeu da bubble gum music: mascar e deitar fora. Não há necessidade nenhuma de criar justificações para o injustificável.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o o Ministro António Costa ainda não disse se acha bem o comportamento da GNR nos dois incidentes ocorridos na região do Porto nos últimos dias?
BACK TO BASICS – A felicidade resume-se a ser saudável e a ter má memória, Albert Schweitzer.
outubro 09, 2006
CONHECER – Após um ano de trabalho, o American Press Institute (www.americanpressinstitute.org) divulgou o primeiro estudo sério (93 páginas), feito com o objectivo de ajudar a redefinir e recuperar o sector da imprensa, dos jornais diários em particular. Intitulado «Blueprint For Transformation» e elaborado pela equipa do projecto «Newspaper Next» (www.newspapernext.org) este estudo demonstra que a circulação, audiência e receitas publicitárias dos jornais estão a encolher mais depressa do que a penetração e a publicidade online estão a aumentar. Em todos os casos estudados a receita para a crise foi semelhante: mais proximidade, sites que privilegiem a interacção com os leitores, leitura mais rápida, edições especiais segmentadas. Em resumo as empresas jornalísticas têm que repensar a forma como se organizam, como inovam e como elaboram a sua estratégia. Vale a pena fazer o download.
LUCRO – As cem maiores companhias de media dos Estados Unidos tiveram uma receita global de 268 mil milhões de dólares, com a internet e o cabo no papel de locomotivas de um crescimento de 6,6% em 2005. A maior empresa continua a ser a Time Warner, com receitas de 33,7 mil milhões, bastante à frente da segunda classificada, a Comcast, com 22 mil milhões. O sector da internet significa já 17 mil milhões em publicidade e assinatura de serviços, tornando-se num importante canal de distribuição, mas quem lidera é o cabo com 72 mil milhões.
CONFIANÇA – Um recente inquérito realizado nos Estados Unidos mostra que a maioria dos consumidores de informação (52%) deposita maior confiança nos formatos tradicionais dos media (jornais, revistas, TV e rádio) do que na informação fornecida pelos novos media, como sites, podcasts, blogs e pelo chamado «jornalismo dos cidadãos».
LER – Jeremy Bullmore dirigiu a J. Walter Thompson em Londres de 1976 a 1987 e foi também durante vários anos o presidente da Advertising Association britânica. É dono de um agudo sentido de observação, de um contagiante sentido de humor e de um enorme conhecimento do mercado publicitário. «Apples, Insights and Mad Inventors- an entertaining analysis of modern marketing» é uma compilação de algumas das suas conferências e textos, editada já este ano pela Wiley,e certamente um dos mais entusiasmantes livros sobre esta área que tive oportunidade de ler.
OUVIR- Inesperado, divertido, provocador – três palavras para uma descrição rápida de «Cê», o novo álbum de Caetano Veloso, onde a palavra se joga numa dimensão especial, onde o sexo é tema sempre presente e em que o rock é o veículo de excelência. É, de longe, um dos mais surpreendentes e cativantes discos de Caetano nos últimos anos, bem longe do conformismo papai-mamãe que parecia estar a marcar esta fase mais recente da sua carreira. A ouvir, mesmo. CD Universal
PETISCAR – Fruto de noitadas e de boas companhias dei comigo a especializar-me ultimamente em tostas. Numa das incursões mais recentes por este domínio fiquei deliciado a ensaiar uma tosta de queijo brie com azeitonas e rúcula, em pão saloio, que estava simplesmente delirante. O petisco deixou-se comer numa nova esplanada ribeirinha, na Doca do Bom Sucesso. O local chama-se «À Margem» e além das tostas há chás, refeições mais sérias e copos variados. Telefone 917 824 149.
VER – Lisboa está bem recheada de coisas para ver: (Re)volver, uma colectiva de esculturas, fotografias e instalações na Plataforma Revólver e as pinturas de Manuel Gantes na VPF Creamarte, ambas na Rua da Boavista 84º; a retrospectiva de João Paulo Feliciano na Culturgest; e o estado da nação do fotojornalismo no «World Press Photo», no CCB.
PERGUNTA VADIA – Se o caso de compras vultuosas de acções de um banco pelos seus principais dirigentes a 24 horas do anúncio de uma OPA se passasse nos Estados Unidos, o que aconteceria?
BACK TO BASICS – Um banqueiro é alguém disposto a emprestar o chapéu de chuva num dia de sol, mas que o exige logo de volta aos primeiros sinais de chuvisco. (Mark Twain)
LUCRO – As cem maiores companhias de media dos Estados Unidos tiveram uma receita global de 268 mil milhões de dólares, com a internet e o cabo no papel de locomotivas de um crescimento de 6,6% em 2005. A maior empresa continua a ser a Time Warner, com receitas de 33,7 mil milhões, bastante à frente da segunda classificada, a Comcast, com 22 mil milhões. O sector da internet significa já 17 mil milhões em publicidade e assinatura de serviços, tornando-se num importante canal de distribuição, mas quem lidera é o cabo com 72 mil milhões.
CONFIANÇA – Um recente inquérito realizado nos Estados Unidos mostra que a maioria dos consumidores de informação (52%) deposita maior confiança nos formatos tradicionais dos media (jornais, revistas, TV e rádio) do que na informação fornecida pelos novos media, como sites, podcasts, blogs e pelo chamado «jornalismo dos cidadãos».
LER – Jeremy Bullmore dirigiu a J. Walter Thompson em Londres de 1976 a 1987 e foi também durante vários anos o presidente da Advertising Association britânica. É dono de um agudo sentido de observação, de um contagiante sentido de humor e de um enorme conhecimento do mercado publicitário. «Apples, Insights and Mad Inventors- an entertaining analysis of modern marketing» é uma compilação de algumas das suas conferências e textos, editada já este ano pela Wiley,e certamente um dos mais entusiasmantes livros sobre esta área que tive oportunidade de ler.
OUVIR- Inesperado, divertido, provocador – três palavras para uma descrição rápida de «Cê», o novo álbum de Caetano Veloso, onde a palavra se joga numa dimensão especial, onde o sexo é tema sempre presente e em que o rock é o veículo de excelência. É, de longe, um dos mais surpreendentes e cativantes discos de Caetano nos últimos anos, bem longe do conformismo papai-mamãe que parecia estar a marcar esta fase mais recente da sua carreira. A ouvir, mesmo. CD Universal
PETISCAR – Fruto de noitadas e de boas companhias dei comigo a especializar-me ultimamente em tostas. Numa das incursões mais recentes por este domínio fiquei deliciado a ensaiar uma tosta de queijo brie com azeitonas e rúcula, em pão saloio, que estava simplesmente delirante. O petisco deixou-se comer numa nova esplanada ribeirinha, na Doca do Bom Sucesso. O local chama-se «À Margem» e além das tostas há chás, refeições mais sérias e copos variados. Telefone 917 824 149.
VER – Lisboa está bem recheada de coisas para ver: (Re)volver, uma colectiva de esculturas, fotografias e instalações na Plataforma Revólver e as pinturas de Manuel Gantes na VPF Creamarte, ambas na Rua da Boavista 84º; a retrospectiva de João Paulo Feliciano na Culturgest; e o estado da nação do fotojornalismo no «World Press Photo», no CCB.
PERGUNTA VADIA – Se o caso de compras vultuosas de acções de um banco pelos seus principais dirigentes a 24 horas do anúncio de uma OPA se passasse nos Estados Unidos, o que aconteceria?
BACK TO BASICS – Um banqueiro é alguém disposto a emprestar o chapéu de chuva num dia de sol, mas que o exige logo de volta aos primeiros sinais de chuvisco. (Mark Twain)
Untitled
CONHECER – Após um ano de trabalho, o American Press Institute (www.americanpressinstitute.org) divulgou o primeiro estudo sério (93 páginas), feito com o objectivo de ajudar a redefinir e recuperar o sector da imprensa, dos jornais diários em particular. Intitulado «Blueprint For Transformation» e elaborado pela equipa do projecto «Newspaper Next» (www.newspapernext.org) este estudo demonstra que a circulação, audiência e receitas publicitárias dos jornais estão a encolher mais depressa do que a penetração e a publicidade online estão a aumentar. Em todos os casos estudados a receita para a crise foi semelhante: mais proximidade, sites que privilegiem a interacção com os leitores, leitura mais rápida, edições especiais segmentadas. Em resumo as empresas jornalísticas têm que repensar a forma como se organizam, como inovam e como elaboram a sua estratégia. Vale a pena fazer o download.
LUCRO – As cem maiores companhias de media dos Estados Unidos tiveram uma receita global de 268 mil milhões de dólares, com a internet e o cabo no papel de locomotivas de um crescimento de 6,6% em 2005. A maior empresa continua a ser a Time Warner, com receitas de 33,7 mil milhões, bastante à frente da segunda classificada, a Comcast, com 22 mil milhões. O sector da internet significa já 17 mil milhões em publicidade e assinatura de serviços, tornando-se num importante canal de distribuição, mas quem lidera é o cabo com 72 mil milhões.
CONFIANÇA – Um recente inquérito realizado nos Estados Unidos mostra que a maioria dos consumidores de informação (52%) deposita maior confiança nos formatos tradicionais dos media (jornais, revistas, TV e rádio) do que na informação fornecida pelos novos media, como sites, podcasts, blogs e pelo chamado «jornalismo dos cidadãos».
LER – Jeremy Bullmore dirigiu a J. Walter Thompson em Londres de 1976 a 1987 e foi também durante vários anos o presidente da Advertising Association britânica. É dono de um agudo sentido de observação, de um contagiante sentido de humor e de um enorme conhecimento do mercado publicitário. «Apples, Insights and Mad Inventors- an entertaining analysis of modern marketing» é uma compilação de algumas das suas conferências e textos, editada já este ano pela Wiley,e certamente um dos mais entusiasmantes livros sobre esta área que tive oportunidade de ler.
OUVIR- Inesperado, divertido, provocador – três palavras para uma descrição rápida de «Cê», o novo álbum de Caetano Veloso, onde a palavra se joga numa dimensão especial, onde o sexo é tema sempre presente e em que o rock é o veículo de excelência. É, de longe, um dos mais surpreendentes e cativantes discos de Caetano nos últimos anos, bem longe do conformismo papai-mamãe que parecia estar a marcar esta fase mais recente da sua carreira. A ouvir, mesmo. CD Universal
PETISCAR – Fruto de noitadas e de boas companhias dei comigo a especializar-me ultimamente em tostas. Numa das incursões mais recentes por este domínio fiquei deliciado a ensaiar uma tosta de queijo brie com azeitonas e rúcula, em pão saloio, que estava simplesmente delirante. O petisco deixou-se comer numa nova esplanada ribeirinha, na Doca do Bom Sucesso. O local chama-se «À Margem» e além das tostas há chás, refeições mais sérias e copos variados. Telefone 917 824 149.
VER – Lisboa está bem recheada de coisas para ver: (Re)volver, uma colectiva de esculturas, fotografias e instalações na Plataforma Revólver e as pinturas de Manuel Gantes na VPF Creamarte, ambas na Rua da Boavista 84º; a retrospectiva de João Paulo Feliciano na Culturgest; e o estado da nação do fotojornalismo no «World Press Photo», no CCB.
PERGUNTA VADIA – Se o caso de compras vultuosas de acções de um banco pelos seus principais dirigentes a 24 horas do anúncio de uma OPA se passasse nos Estados Unidos, o que aconteceria?
BACK TO BASICS – Um banqueiro é alguém disposto a emprestar o chapéu de chuva num dia de sol, mas que o exige logo de volta aos primeiros sinais de chuvisco. (Mark Twain)
LUCRO – As cem maiores companhias de media dos Estados Unidos tiveram uma receita global de 268 mil milhões de dólares, com a internet e o cabo no papel de locomotivas de um crescimento de 6,6% em 2005. A maior empresa continua a ser a Time Warner, com receitas de 33,7 mil milhões, bastante à frente da segunda classificada, a Comcast, com 22 mil milhões. O sector da internet significa já 17 mil milhões em publicidade e assinatura de serviços, tornando-se num importante canal de distribuição, mas quem lidera é o cabo com 72 mil milhões.
CONFIANÇA – Um recente inquérito realizado nos Estados Unidos mostra que a maioria dos consumidores de informação (52%) deposita maior confiança nos formatos tradicionais dos media (jornais, revistas, TV e rádio) do que na informação fornecida pelos novos media, como sites, podcasts, blogs e pelo chamado «jornalismo dos cidadãos».
LER – Jeremy Bullmore dirigiu a J. Walter Thompson em Londres de 1976 a 1987 e foi também durante vários anos o presidente da Advertising Association britânica. É dono de um agudo sentido de observação, de um contagiante sentido de humor e de um enorme conhecimento do mercado publicitário. «Apples, Insights and Mad Inventors- an entertaining analysis of modern marketing» é uma compilação de algumas das suas conferências e textos, editada já este ano pela Wiley,e certamente um dos mais entusiasmantes livros sobre esta área que tive oportunidade de ler.
OUVIR- Inesperado, divertido, provocador – três palavras para uma descrição rápida de «Cê», o novo álbum de Caetano Veloso, onde a palavra se joga numa dimensão especial, onde o sexo é tema sempre presente e em que o rock é o veículo de excelência. É, de longe, um dos mais surpreendentes e cativantes discos de Caetano nos últimos anos, bem longe do conformismo papai-mamãe que parecia estar a marcar esta fase mais recente da sua carreira. A ouvir, mesmo. CD Universal
PETISCAR – Fruto de noitadas e de boas companhias dei comigo a especializar-me ultimamente em tostas. Numa das incursões mais recentes por este domínio fiquei deliciado a ensaiar uma tosta de queijo brie com azeitonas e rúcula, em pão saloio, que estava simplesmente delirante. O petisco deixou-se comer numa nova esplanada ribeirinha, na Doca do Bom Sucesso. O local chama-se «À Margem» e além das tostas há chás, refeições mais sérias e copos variados. Telefone 917 824 149.
VER – Lisboa está bem recheada de coisas para ver: (Re)volver, uma colectiva de esculturas, fotografias e instalações na Plataforma Revólver e as pinturas de Manuel Gantes na VPF Creamarte, ambas na Rua da Boavista 84º; a retrospectiva de João Paulo Feliciano na Culturgest; e o estado da nação do fotojornalismo no «World Press Photo», no CCB.
PERGUNTA VADIA – Se o caso de compras vultuosas de acções de um banco pelos seus principais dirigentes a 24 horas do anúncio de uma OPA se passasse nos Estados Unidos, o que aconteceria?
BACK TO BASICS – Um banqueiro é alguém disposto a emprestar o chapéu de chuva num dia de sol, mas que o exige logo de volta aos primeiros sinais de chuvisco. (Mark Twain)
outubro 02, 2006
PREÇO – 620 000 dólares é o preço de um spot de 30 segundos no intervalo do show de maior audiência da Fox TV, a versão norte-americana dos «Ídolos». Outros preços: um spot de 30 segundos no intervalo de «Desperate Housewives» nas noites de Domingo na cadeia ABC custa 394 000 dólares e CSI às Quintas na CBS vale 347 000. «Grey’s Anatomy», da ABC, que esta semana derrotou CSI em audiências, valia até agora 344 000.
GOLFE – Em 1996 a Nike assinou um contrato com Tiger Woods, inicialmente só para roupas. Em 1998 a companhia decidiu criar a marca Nike Golf. Em 2000 Tiger Woods começou a jogar com bolas da Nike, mediante mais um contrato, e em 2002 reforçou o seu envolvimento com a marca, jogando a partir dessa data com tacos Nike. Este ano a Nike subiu ao quarto lugar das marcas mais importantes no golfe, uma ascensão meteórica nos oito anos que leva no sector, com uma facturação de 650 milhões de dólares. Mas não é só aqui que eTiger Woods faz «milagres»: a Buick diz que desde que Woods está associado à marca conseguiu diminuir a idade média dos seus clientes em dez anos, um dos seus objectivos face ao envelhecimento da sua clientela. Os contratos de patrocínio de Tiger Woods significam 87 milhões de dólares por ano e envolvem outras marcas como os relógios TAG Heuer e os cartões American Express.
COMPROMISSO – Mais do que as presenças, foram muito notadas algumas ausências na segunda edição do Compromisso Portugal, na semana passada. Mais curioso ainda foi ver o alinhado batalhão de opiniões contra as propostas saídas da reunião. E, ainda mais engraçado, foi notar que depois de vários porta-vozes governamentais, fardados e à paisana, terem arrasado as observações do Compromisso sobre a Função Pública, eis que a própria Comissão oficial nomeada pelo Governo apareceu a dizer coisas, na substância, semelhantes. Não admira que tivesse sido sumariamente despedida.
LISBOA – Tenho muita pena de Lisboa, do estado a que as coisas chegaram, de a Câmara Municipal querer aumentar os encargos de estacionamento residencial para os moradores, em vez de procurar cativar mais gente para viver na cidade. Tenho pena que uns folclóricos tenham posto metade da cidade às escuras com umas capas ridículas nos candeeiros. Tenho pena do caos de obras e da irresponsabilidade geral. Tenho pena de todas as indefinições, como a do futuro do Pavilhão de Portugal. Não gosto de viver numa cidade em que e Assembleia Municipal passa uma sessão inteira (como aconteceu na semana passada) a discutir moções em vez de debater os pontos da Ordem de Trabalhos. Não me agrada que quem vive na cidade seja mal tratado – mas é o que acontece.
LER – Passei os anos 80 a ler a «Face», os anos 90 a ler a «Wired» e agora devoro a «Wallpaper». Não me arrependo: a revista faz dez anos e comemora-os com uma edição especial, de encantar, imperdível e arrasadora.
OUVIR- O tributo a Mozart gravado por Anna Netrebko, Thomas Quasthoff, Bryn Terfel, Elina Garanca e René Pape, que interpretam árias de «Le nozze di Fígaro», «La clemenza di Tito», «Don Giovanni», «Idomeneo», «Die Zauberflute» e «Cosi Fan Tutte», sob a direcção de Cláudio Abbado, Charles Mackerras e Sebastien Weigle. Bem sei que a teoria dos «Best Of» não é coisa que se recomende, mas este tributo a Mozart é a excepção que vale a pena conhecer – arrisque começar o dia assim, com a Netrebko a cantar a «Giunse alfn il momento», das «Bodas de Fígaro». CD «The Mozart Album», edição Deustche Grammophon, Universal Music.
PETISCAR – Um dia destes entrei num sítio simpático para almoçar à procura de qualquer coisa levezinha. Encontrei na lista uma ideia sedutora, Braz de Vegetais, esclareceram-me que era uma espécie de Bacalhau à Braz em que o bacalhau era substituído por legumes, e resolvi experimentar. Resposta rápida da gentil funcionária: « - olhe que vai ficar com fome» . Bem sei que tenho um volume considerável, mas mesmo assim arrisquei. Não me arrependi, «Spazio», Av. Sacadura Cabral 53-B, Lisboa, tel. 21 797 07 60.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o Primeiro Ministro não conta como foi a reforma do sistema de pensões que o PSOE promoveu em Espanha há uns anos?
BACK TO BASICS – Existem três géneros de mentiras: as mentiras simples, as maldosas, e as estatísticas. (Benjamin Disraeli).
GOLFE – Em 1996 a Nike assinou um contrato com Tiger Woods, inicialmente só para roupas. Em 1998 a companhia decidiu criar a marca Nike Golf. Em 2000 Tiger Woods começou a jogar com bolas da Nike, mediante mais um contrato, e em 2002 reforçou o seu envolvimento com a marca, jogando a partir dessa data com tacos Nike. Este ano a Nike subiu ao quarto lugar das marcas mais importantes no golfe, uma ascensão meteórica nos oito anos que leva no sector, com uma facturação de 650 milhões de dólares. Mas não é só aqui que eTiger Woods faz «milagres»: a Buick diz que desde que Woods está associado à marca conseguiu diminuir a idade média dos seus clientes em dez anos, um dos seus objectivos face ao envelhecimento da sua clientela. Os contratos de patrocínio de Tiger Woods significam 87 milhões de dólares por ano e envolvem outras marcas como os relógios TAG Heuer e os cartões American Express.
COMPROMISSO – Mais do que as presenças, foram muito notadas algumas ausências na segunda edição do Compromisso Portugal, na semana passada. Mais curioso ainda foi ver o alinhado batalhão de opiniões contra as propostas saídas da reunião. E, ainda mais engraçado, foi notar que depois de vários porta-vozes governamentais, fardados e à paisana, terem arrasado as observações do Compromisso sobre a Função Pública, eis que a própria Comissão oficial nomeada pelo Governo apareceu a dizer coisas, na substância, semelhantes. Não admira que tivesse sido sumariamente despedida.
LISBOA – Tenho muita pena de Lisboa, do estado a que as coisas chegaram, de a Câmara Municipal querer aumentar os encargos de estacionamento residencial para os moradores, em vez de procurar cativar mais gente para viver na cidade. Tenho pena que uns folclóricos tenham posto metade da cidade às escuras com umas capas ridículas nos candeeiros. Tenho pena do caos de obras e da irresponsabilidade geral. Tenho pena de todas as indefinições, como a do futuro do Pavilhão de Portugal. Não gosto de viver numa cidade em que e Assembleia Municipal passa uma sessão inteira (como aconteceu na semana passada) a discutir moções em vez de debater os pontos da Ordem de Trabalhos. Não me agrada que quem vive na cidade seja mal tratado – mas é o que acontece.
LER – Passei os anos 80 a ler a «Face», os anos 90 a ler a «Wired» e agora devoro a «Wallpaper». Não me arrependo: a revista faz dez anos e comemora-os com uma edição especial, de encantar, imperdível e arrasadora.
OUVIR- O tributo a Mozart gravado por Anna Netrebko, Thomas Quasthoff, Bryn Terfel, Elina Garanca e René Pape, que interpretam árias de «Le nozze di Fígaro», «La clemenza di Tito», «Don Giovanni», «Idomeneo», «Die Zauberflute» e «Cosi Fan Tutte», sob a direcção de Cláudio Abbado, Charles Mackerras e Sebastien Weigle. Bem sei que a teoria dos «Best Of» não é coisa que se recomende, mas este tributo a Mozart é a excepção que vale a pena conhecer – arrisque começar o dia assim, com a Netrebko a cantar a «Giunse alfn il momento», das «Bodas de Fígaro». CD «The Mozart Album», edição Deustche Grammophon, Universal Music.
PETISCAR – Um dia destes entrei num sítio simpático para almoçar à procura de qualquer coisa levezinha. Encontrei na lista uma ideia sedutora, Braz de Vegetais, esclareceram-me que era uma espécie de Bacalhau à Braz em que o bacalhau era substituído por legumes, e resolvi experimentar. Resposta rápida da gentil funcionária: « - olhe que vai ficar com fome» . Bem sei que tenho um volume considerável, mas mesmo assim arrisquei. Não me arrependi, «Spazio», Av. Sacadura Cabral 53-B, Lisboa, tel. 21 797 07 60.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o Primeiro Ministro não conta como foi a reforma do sistema de pensões que o PSOE promoveu em Espanha há uns anos?
BACK TO BASICS – Existem três géneros de mentiras: as mentiras simples, as maldosas, e as estatísticas. (Benjamin Disraeli).
Untitled
PREÇO – 620 000 dólares é o preço de um spot de 30 segundos no intervalo do show de maior audiência da Fox TV, a versão norte-americana dos «Ídolos». Outros preços: um spot de 30 segundos no intervalo de «Desperate Housewives» nas noites de Domingo na cadeia ABC custa 394 000 dólares e CSI às Quintas na CBS vale 347 000. «Grey’s Anatomy», da ABC, que esta semana derrotou CSI em audiências, valia até agora 344 000.
GOLFE – Em 1996 a Nike assinou um contrato com Tiger Woods, inicialmente só para roupas. Em 1998 a companhia decidiu criar a marca Nike Golf. Em 2000 Tiger Woods começou a jogar com bolas da Nike, mediante mais um contrato, e em 2002 reforçou o seu envolvimento com a marca, jogando a partir dessa data com tacos Nike. Este ano a Nike subiu ao quarto lugar das marcas mais importantes no golfe, uma ascensão meteórica nos oito anos que leva no sector, com uma facturação de 650 milhões de dólares. Mas não é só aqui que eTiger Woods faz «milagres»: a Buick diz que desde que Woods está associado à marca conseguiu diminuir a idade média dos seus clientes em dez anos, um dos seus objectivos face ao envelhecimento da sua clientela. Os contratos de patrocínio de Tiger Woods significam 87 milhões de dólares por ano e envolvem outras marcas como os relógios TAG Heuer e os cartões American Express.
COMPROMISSO – Mais do que as presenças, foram muito notadas algumas ausências na segunda edição do Compromisso Portugal, na semana passada. Mais curioso ainda foi ver o alinhado batalhão de opiniões contra as propostas saídas da reunião. E, ainda mais engraçado, foi notar que depois de vários porta-vozes governamentais, fardados e à paisana, terem arrasado as observações do Compromisso sobre a Função Pública, eis que a própria Comissão oficial nomeada pelo Governo apareceu a dizer coisas, na substância, semelhantes. Não admira que tivesse sido sumariamente despedida.
LISBOA – Tenho muita pena de Lisboa, do estado a que as coisas chegaram, de a Câmara Municipal querer aumentar os encargos de estacionamento residencial para os moradores, em vez de procurar cativar mais gente para viver na cidade. Tenho pena que uns folclóricos tenham posto metade da cidade às escuras com umas capas ridículas nos candeeiros. Tenho pena do caos de obras e da irresponsabilidade geral. Tenho pena de todas as indefinições, como a do futuro do Pavilhão de Portugal. Não gosto de viver numa cidade em que e Assembleia Municipal passa uma sessão inteira (como aconteceu na semana passada) a discutir moções em vez de debater os pontos da Ordem de Trabalhos. Não me agrada que quem vive na cidade seja mal tratado – mas é o que acontece.
LER – Passei os anos 80 a ler a «Face», os anos 90 a ler a «Wired» e agora devoro a «Wallpaper». Não me arrependo: a revista faz dez anos e comemora-os com uma edição especial, de encantar, imperdível e arrasadora.
OUVIR- O tributo a Mozart gravado por Anna Netrebko, Thomas Quasthoff, Bryn Terfel, Elina Garanca e René Pape, que interpretam árias de «Le nozze di Fígaro», «La clemenza di Tito», «Don Giovanni», «Idomeneo», «Die Zauberflute» e «Cosi Fan Tutte», sob a direcção de Cláudio Abbado, Charles Mackerras e Sebastien Weigle. Bem sei que a teoria dos «Best Of» não é coisa que se recomende, mas este tributo a Mozart é a excepção que vale a pena conhecer – arrisque começar o dia assim, com a Netrebko a cantar a «Giunse alfn il momento», das «Bodas de Fígaro». CD «The Mozart Album», edição Deustche Grammophon, Universal Music.
PETISCAR – Um dia destes entrei num sítio simpático para almoçar à procura de qualquer coisa levezinha. Encontrei na lista uma ideia sedutora, Braz de Vegetais, esclareceram-me que era uma espécie de Bacalhau à Braz em que o bacalhau era substituído por legumes, e resolvi experimentar. Resposta rápida da gentil funcionária: « - olhe que vai ficar com fome» . Bem sei que tenho um volume considerável, mas mesmo assim arrisquei. Não me arrependi, «Spazio», Av. Sacadura Cabral 53-B, Lisboa, tel. 21 797 07 60.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o Primeiro Ministro não conta como foi a reforma do sistema de pensões que o PSOE promoveu em Espanha há uns anos?
BACK TO BASICS – Existem três géneros de mentiras: as mentiras simples, as maldosas, e as estatísticas. (Benjamin Disraeli).
GOLFE – Em 1996 a Nike assinou um contrato com Tiger Woods, inicialmente só para roupas. Em 1998 a companhia decidiu criar a marca Nike Golf. Em 2000 Tiger Woods começou a jogar com bolas da Nike, mediante mais um contrato, e em 2002 reforçou o seu envolvimento com a marca, jogando a partir dessa data com tacos Nike. Este ano a Nike subiu ao quarto lugar das marcas mais importantes no golfe, uma ascensão meteórica nos oito anos que leva no sector, com uma facturação de 650 milhões de dólares. Mas não é só aqui que eTiger Woods faz «milagres»: a Buick diz que desde que Woods está associado à marca conseguiu diminuir a idade média dos seus clientes em dez anos, um dos seus objectivos face ao envelhecimento da sua clientela. Os contratos de patrocínio de Tiger Woods significam 87 milhões de dólares por ano e envolvem outras marcas como os relógios TAG Heuer e os cartões American Express.
COMPROMISSO – Mais do que as presenças, foram muito notadas algumas ausências na segunda edição do Compromisso Portugal, na semana passada. Mais curioso ainda foi ver o alinhado batalhão de opiniões contra as propostas saídas da reunião. E, ainda mais engraçado, foi notar que depois de vários porta-vozes governamentais, fardados e à paisana, terem arrasado as observações do Compromisso sobre a Função Pública, eis que a própria Comissão oficial nomeada pelo Governo apareceu a dizer coisas, na substância, semelhantes. Não admira que tivesse sido sumariamente despedida.
LISBOA – Tenho muita pena de Lisboa, do estado a que as coisas chegaram, de a Câmara Municipal querer aumentar os encargos de estacionamento residencial para os moradores, em vez de procurar cativar mais gente para viver na cidade. Tenho pena que uns folclóricos tenham posto metade da cidade às escuras com umas capas ridículas nos candeeiros. Tenho pena do caos de obras e da irresponsabilidade geral. Tenho pena de todas as indefinições, como a do futuro do Pavilhão de Portugal. Não gosto de viver numa cidade em que e Assembleia Municipal passa uma sessão inteira (como aconteceu na semana passada) a discutir moções em vez de debater os pontos da Ordem de Trabalhos. Não me agrada que quem vive na cidade seja mal tratado – mas é o que acontece.
LER – Passei os anos 80 a ler a «Face», os anos 90 a ler a «Wired» e agora devoro a «Wallpaper». Não me arrependo: a revista faz dez anos e comemora-os com uma edição especial, de encantar, imperdível e arrasadora.
OUVIR- O tributo a Mozart gravado por Anna Netrebko, Thomas Quasthoff, Bryn Terfel, Elina Garanca e René Pape, que interpretam árias de «Le nozze di Fígaro», «La clemenza di Tito», «Don Giovanni», «Idomeneo», «Die Zauberflute» e «Cosi Fan Tutte», sob a direcção de Cláudio Abbado, Charles Mackerras e Sebastien Weigle. Bem sei que a teoria dos «Best Of» não é coisa que se recomende, mas este tributo a Mozart é a excepção que vale a pena conhecer – arrisque começar o dia assim, com a Netrebko a cantar a «Giunse alfn il momento», das «Bodas de Fígaro». CD «The Mozart Album», edição Deustche Grammophon, Universal Music.
PETISCAR – Um dia destes entrei num sítio simpático para almoçar à procura de qualquer coisa levezinha. Encontrei na lista uma ideia sedutora, Braz de Vegetais, esclareceram-me que era uma espécie de Bacalhau à Braz em que o bacalhau era substituído por legumes, e resolvi experimentar. Resposta rápida da gentil funcionária: « - olhe que vai ficar com fome» . Bem sei que tenho um volume considerável, mas mesmo assim arrisquei. Não me arrependi, «Spazio», Av. Sacadura Cabral 53-B, Lisboa, tel. 21 797 07 60.
PERGUNTA VADIA – Porque é que o Primeiro Ministro não conta como foi a reforma do sistema de pensões que o PSOE promoveu em Espanha há uns anos?
BACK TO BASICS – Existem três géneros de mentiras: as mentiras simples, as maldosas, e as estatísticas. (Benjamin Disraeli).
TENDÊNCIAS - Os principais anunciantes norte-americanos estão a seguir a mesma tendência nos próximos orçamentos de marketing:menos spots de 30 segundos para televisão, mas mais product placement e mais patrocínios de programas. Os novos media começam também a reter somas significativas: a Coca Cola decidiu que 25 milhões de dólares serão investidos nesses novos suportes, seja na Internet, em Digital Vídeo Recorders (DVR’s), Vídeo On Demand (VOD) , jogos ou em sistemas móveis.
DESACELERAÇÃO – A atenção redobrada dada a novos formatos digitais, nomeadamente os que funcionam sobre dispositivos móveis, levou já a Yahoo a prever um abrandamento no crescimento da publicidade on line, que este ano nos Estados Unidos valerá oito mil milhões de dólares, contra 7,2 no ano passado. A Yahoo sozinha é responsável por 1,15 mil milhões de dólares, investidos sobretudo no Yahoo Mail, bem à frente do seu mais directo rival, o MySpace. A quota da Internet no investimento publicitário global nos Estados Unidos deve subir dos 3,7% de 2005 para 8,3% em 2012, segundo previsões divulgadas pela Merril Lynch.
JORNALISMO – A nova campanha publicitária do «New York Times» coloca a tónica num ponto pouco vulgar – a qualidade da reportagem e do jornalismo do diário. O novo slogan é «These Times Demand The Times», e o spot televisivo, filmado na redacção, acaba com a frase: «It’s about the quality of the journalism. Period. End of story.» . A nova campanha substitui a anterior, «Expect The World», que foi utilizada nos anos mais recentes. Os responsáveis de marketing do jornal sublinham que neste período de crise da imprensa, a qualidade do jornalismo e o rigor da reportagem são os valores principais de qualquer marca na área da informação. A edição de Domingo do «New York Times» vende um milhão e seiscentos mil exemplares e oferece sob diversas formas promocionais mais 83 000 exemplares. Números simpáticos.
MULTAS – Parece que uma extraordinária entidade lisboeta que é a EMEL vai alargar o seu poder de passar multas de estacionamento – é a maior declaração da ineficácia e inutilidade dessa coisa bizarra que é a Polícia Municipal e que conta entre as suas prioridades a fiscalização e ordenamento do estacionamento. Lisboa está a ficar uma prepotente que pratica o desrespeito continuado pelos seus residentes, pelos munícipes e onde o abuso de poder é oficialmente estimulado. As novas tarifas e poderes da EMEL são um escândalo, um roubo à mão armada que penaliza quem vive na cidade. Uma vergonha.
UNIVERSIDADE – Os alunos da segunda fase de candidaturas ao Ensino Superior vão ter que esperar mais de um mês pelas colocações e é mais que certo que muitos alunos com médias altas não conseguirão entrar para os cursos que pretendiam porque na primeira fase houve vagas ocupadas por alunos com médias baixas. Que sistema é este? Que justiça é esta? Que lógica existe?
VER - «Voltar», o novo filme de Pedro Almodóvar. É uma história bizarra à volta de três gerações de mulheres da mesma família, por vezes previsível no enquadramento da obra do autor, mas com algumas soluções de realização inesperadas (alguns enquadramentos, a presença de uma equipa de filmagens na própria acção) , momentos épicos e irresistivelmente divertidos. Alguns diálogos extraordinários e uma interpretação absolutamente magnética de Pénélope Cruz, no papel principal, Raimunda., fazem deste filme uma das melhores propostas para estas noites de fim de Verão e início de Outono.
OUVIR – Regina Belle nasceu em New Jersey e cresceu a ouvir e a cantar gospel e soul. Estudou jazz e opera e na sua carreira cantou ao lado de nomes como Peabo Bryson e Kool & The Gang. «Lazy Afternoon» é um disco editado originalmente em 2004. Fazendo jus ao título, o álbum começa com canções de jazz boas para uma tarde preguiçosa, mas com o andar das faixas vai nascendo uma noite bem quente, com rhythm and blues bem ritmados. Destaque para a interpretação de «Fly Me To The Moon» popularizada por Sinatra e por uma arrebatadora homenagem a Otis Redding com «Try A Little Tenderness».
PERGUNTA VADIA – Porque será que os deputados são considerados pelos eleitores como sendo os políticos com menor credibilidade? (sondagem «Correio da Manhã»).
BACK TO BASICS – Os políticos são sempre o mesmo: prometem construir uma ponte mesmo nos sítios onde não existe nenhum rio –Nikita Khrushchev.
DESACELERAÇÃO – A atenção redobrada dada a novos formatos digitais, nomeadamente os que funcionam sobre dispositivos móveis, levou já a Yahoo a prever um abrandamento no crescimento da publicidade on line, que este ano nos Estados Unidos valerá oito mil milhões de dólares, contra 7,2 no ano passado. A Yahoo sozinha é responsável por 1,15 mil milhões de dólares, investidos sobretudo no Yahoo Mail, bem à frente do seu mais directo rival, o MySpace. A quota da Internet no investimento publicitário global nos Estados Unidos deve subir dos 3,7% de 2005 para 8,3% em 2012, segundo previsões divulgadas pela Merril Lynch.
JORNALISMO – A nova campanha publicitária do «New York Times» coloca a tónica num ponto pouco vulgar – a qualidade da reportagem e do jornalismo do diário. O novo slogan é «These Times Demand The Times», e o spot televisivo, filmado na redacção, acaba com a frase: «It’s about the quality of the journalism. Period. End of story.» . A nova campanha substitui a anterior, «Expect The World», que foi utilizada nos anos mais recentes. Os responsáveis de marketing do jornal sublinham que neste período de crise da imprensa, a qualidade do jornalismo e o rigor da reportagem são os valores principais de qualquer marca na área da informação. A edição de Domingo do «New York Times» vende um milhão e seiscentos mil exemplares e oferece sob diversas formas promocionais mais 83 000 exemplares. Números simpáticos.
MULTAS – Parece que uma extraordinária entidade lisboeta que é a EMEL vai alargar o seu poder de passar multas de estacionamento – é a maior declaração da ineficácia e inutilidade dessa coisa bizarra que é a Polícia Municipal e que conta entre as suas prioridades a fiscalização e ordenamento do estacionamento. Lisboa está a ficar uma prepotente que pratica o desrespeito continuado pelos seus residentes, pelos munícipes e onde o abuso de poder é oficialmente estimulado. As novas tarifas e poderes da EMEL são um escândalo, um roubo à mão armada que penaliza quem vive na cidade. Uma vergonha.
UNIVERSIDADE – Os alunos da segunda fase de candidaturas ao Ensino Superior vão ter que esperar mais de um mês pelas colocações e é mais que certo que muitos alunos com médias altas não conseguirão entrar para os cursos que pretendiam porque na primeira fase houve vagas ocupadas por alunos com médias baixas. Que sistema é este? Que justiça é esta? Que lógica existe?
VER - «Voltar», o novo filme de Pedro Almodóvar. É uma história bizarra à volta de três gerações de mulheres da mesma família, por vezes previsível no enquadramento da obra do autor, mas com algumas soluções de realização inesperadas (alguns enquadramentos, a presença de uma equipa de filmagens na própria acção) , momentos épicos e irresistivelmente divertidos. Alguns diálogos extraordinários e uma interpretação absolutamente magnética de Pénélope Cruz, no papel principal, Raimunda., fazem deste filme uma das melhores propostas para estas noites de fim de Verão e início de Outono.
OUVIR – Regina Belle nasceu em New Jersey e cresceu a ouvir e a cantar gospel e soul. Estudou jazz e opera e na sua carreira cantou ao lado de nomes como Peabo Bryson e Kool & The Gang. «Lazy Afternoon» é um disco editado originalmente em 2004. Fazendo jus ao título, o álbum começa com canções de jazz boas para uma tarde preguiçosa, mas com o andar das faixas vai nascendo uma noite bem quente, com rhythm and blues bem ritmados. Destaque para a interpretação de «Fly Me To The Moon» popularizada por Sinatra e por uma arrebatadora homenagem a Otis Redding com «Try A Little Tenderness».
PERGUNTA VADIA – Porque será que os deputados são considerados pelos eleitores como sendo os políticos com menor credibilidade? (sondagem «Correio da Manhã»).
BACK TO BASICS – Os políticos são sempre o mesmo: prometem construir uma ponte mesmo nos sítios onde não existe nenhum rio –Nikita Khrushchev.
Untitled
TENDÊNCIAS - Os principais anunciantes norte-americanos estão a seguir a mesma tendência nos próximos orçamentos de marketing:menos spots de 30 segundos para televisão, mas mais product placement e mais patrocínios de programas. Os novos media começam também a reter somas significativas: a Coca Cola decidiu que 25 milhões de dólares serão investidos nesses novos suportes, seja na Internet, em Digital Vídeo Recorders (DVR’s), Vídeo On Demand (VOD) , jogos ou em sistemas móveis.
DESACELERAÇÃO – A atenção redobrada dada a novos formatos digitais, nomeadamente os que funcionam sobre dispositivos móveis, levou já a Yahoo a prever um abrandamento no crescimento da publicidade on line, que este ano nos Estados Unidos valerá oito mil milhões de dólares, contra 7,2 no ano passado. A Yahoo sozinha é responsável por 1,15 mil milhões de dólares, investidos sobretudo no Yahoo Mail, bem à frente do seu mais directo rival, o MySpace. A quota da Internet no investimento publicitário global nos Estados Unidos deve subir dos 3,7% de 2005 para 8,3% em 2012, segundo previsões divulgadas pela Merril Lynch.
JORNALISMO – A nova campanha publicitária do «New York Times» coloca a tónica num ponto pouco vulgar – a qualidade da reportagem e do jornalismo do diário. O novo slogan é «These Times Demand The Times», e o spot televisivo, filmado na redacção, acaba com a frase: «It’s about the quality of the journalism. Period. End of story.» . A nova campanha substitui a anterior, «Expect The World», que foi utilizada nos anos mais recentes. Os responsáveis de marketing do jornal sublinham que neste período de crise da imprensa, a qualidade do jornalismo e o rigor da reportagem são os valores principais de qualquer marca na área da informação. A edição de Domingo do «New York Times» vende um milhão e seiscentos mil exemplares e oferece sob diversas formas promocionais mais 83 000 exemplares. Números simpáticos.
MULTAS – Parece que uma extraordinária entidade lisboeta que é a EMEL vai alargar o seu poder de passar multas de estacionamento – é a maior declaração da ineficácia e inutilidade dessa coisa bizarra que é a Polícia Municipal e que conta entre as suas prioridades a fiscalização e ordenamento do estacionamento. Lisboa está a ficar uma prepotente que pratica o desrespeito continuado pelos seus residentes, pelos munícipes e onde o abuso de poder é oficialmente estimulado. As novas tarifas e poderes da EMEL são um escândalo, um roubo à mão armada que penaliza quem vive na cidade. Uma vergonha.
UNIVERSIDADE – Os alunos da segunda fase de candidaturas ao Ensino Superior vão ter que esperar mais de um mês pelas colocações e é mais que certo que muitos alunos com médias altas não conseguirão entrar para os cursos que pretendiam porque na primeira fase houve vagas ocupadas por alunos com médias baixas. Que sistema é este? Que justiça é esta? Que lógica existe?
VER - «Voltar», o novo filme de Pedro Almodóvar. É uma história bizarra à volta de três gerações de mulheres da mesma família, por vezes previsível no enquadramento da obra do autor, mas com algumas soluções de realização inesperadas (alguns enquadramentos, a presença de uma equipa de filmagens na própria acção) , momentos épicos e irresistivelmente divertidos. Alguns diálogos extraordinários e uma interpretação absolutamente magnética de Pénélope Cruz, no papel principal, Raimunda., fazem deste filme uma das melhores propostas para estas noites de fim de Verão e início de Outono.
OUVIR – Regina Belle nasceu em New Jersey e cresceu a ouvir e a cantar gospel e soul. Estudou jazz e opera e na sua carreira cantou ao lado de nomes como Peabo Bryson e Kool & The Gang. «Lazy Afternoon» é um disco editado originalmente em 2004. Fazendo jus ao título, o álbum começa com canções de jazz boas para uma tarde preguiçosa, mas com o andar das faixas vai nascendo uma noite bem quente, com rhythm and blues bem ritmados. Destaque para a interpretação de «Fly Me To The Moon» popularizada por Sinatra e por uma arrebatadora homenagem a Otis Redding com «Try A Little Tenderness».
PERGUNTA VADIA – Porque será que os deputados são considerados pelos eleitores como sendo os políticos com menor credibilidade? (sondagem «Correio da Manhã»).
BACK TO BASICS – Os políticos são sempre o mesmo: prometem construir uma ponte mesmo nos sítios onde não existe nenhum rio –Nikita Khrushchev.
DESACELERAÇÃO – A atenção redobrada dada a novos formatos digitais, nomeadamente os que funcionam sobre dispositivos móveis, levou já a Yahoo a prever um abrandamento no crescimento da publicidade on line, que este ano nos Estados Unidos valerá oito mil milhões de dólares, contra 7,2 no ano passado. A Yahoo sozinha é responsável por 1,15 mil milhões de dólares, investidos sobretudo no Yahoo Mail, bem à frente do seu mais directo rival, o MySpace. A quota da Internet no investimento publicitário global nos Estados Unidos deve subir dos 3,7% de 2005 para 8,3% em 2012, segundo previsões divulgadas pela Merril Lynch.
JORNALISMO – A nova campanha publicitária do «New York Times» coloca a tónica num ponto pouco vulgar – a qualidade da reportagem e do jornalismo do diário. O novo slogan é «These Times Demand The Times», e o spot televisivo, filmado na redacção, acaba com a frase: «It’s about the quality of the journalism. Period. End of story.» . A nova campanha substitui a anterior, «Expect The World», que foi utilizada nos anos mais recentes. Os responsáveis de marketing do jornal sublinham que neste período de crise da imprensa, a qualidade do jornalismo e o rigor da reportagem são os valores principais de qualquer marca na área da informação. A edição de Domingo do «New York Times» vende um milhão e seiscentos mil exemplares e oferece sob diversas formas promocionais mais 83 000 exemplares. Números simpáticos.
MULTAS – Parece que uma extraordinária entidade lisboeta que é a EMEL vai alargar o seu poder de passar multas de estacionamento – é a maior declaração da ineficácia e inutilidade dessa coisa bizarra que é a Polícia Municipal e que conta entre as suas prioridades a fiscalização e ordenamento do estacionamento. Lisboa está a ficar uma prepotente que pratica o desrespeito continuado pelos seus residentes, pelos munícipes e onde o abuso de poder é oficialmente estimulado. As novas tarifas e poderes da EMEL são um escândalo, um roubo à mão armada que penaliza quem vive na cidade. Uma vergonha.
UNIVERSIDADE – Os alunos da segunda fase de candidaturas ao Ensino Superior vão ter que esperar mais de um mês pelas colocações e é mais que certo que muitos alunos com médias altas não conseguirão entrar para os cursos que pretendiam porque na primeira fase houve vagas ocupadas por alunos com médias baixas. Que sistema é este? Que justiça é esta? Que lógica existe?
VER - «Voltar», o novo filme de Pedro Almodóvar. É uma história bizarra à volta de três gerações de mulheres da mesma família, por vezes previsível no enquadramento da obra do autor, mas com algumas soluções de realização inesperadas (alguns enquadramentos, a presença de uma equipa de filmagens na própria acção) , momentos épicos e irresistivelmente divertidos. Alguns diálogos extraordinários e uma interpretação absolutamente magnética de Pénélope Cruz, no papel principal, Raimunda., fazem deste filme uma das melhores propostas para estas noites de fim de Verão e início de Outono.
OUVIR – Regina Belle nasceu em New Jersey e cresceu a ouvir e a cantar gospel e soul. Estudou jazz e opera e na sua carreira cantou ao lado de nomes como Peabo Bryson e Kool & The Gang. «Lazy Afternoon» é um disco editado originalmente em 2004. Fazendo jus ao título, o álbum começa com canções de jazz boas para uma tarde preguiçosa, mas com o andar das faixas vai nascendo uma noite bem quente, com rhythm and blues bem ritmados. Destaque para a interpretação de «Fly Me To The Moon» popularizada por Sinatra e por uma arrebatadora homenagem a Otis Redding com «Try A Little Tenderness».
PERGUNTA VADIA – Porque será que os deputados são considerados pelos eleitores como sendo os políticos com menor credibilidade? (sondagem «Correio da Manhã»).
BACK TO BASICS – Os políticos são sempre o mesmo: prometem construir uma ponte mesmo nos sítios onde não existe nenhum rio –Nikita Khrushchev.
setembro 18, 2006
ESCALA – A General Motors juntou no Lincoln Center de Nova York os principais media do país (Time Warner, Viacom, Universal, Walt Disney, Google, NBC, etc) naquilo a que chamou «The First Media Partner Summit». Em causa um bolo publicitário de 4,4 mil milhões de dólares e a General Motors quer saber o que é que os media em que ela mais investe estão dispostos a fazer por ela para garantir a continuação desse investimento. Na mesa e na plateia não estavam segundas figuras – apenas os membros das administrações das empresas presentes, a começar, é claro, pela afintriã General Motors. Notem bem: estiveram todos, ao mesmo tempo, a falar uns em frente dos outros – não foi almocinhos separados com cada um. Questão de escala. E de mentalidade.
SURPRESA – As grandes companhias de media norte-americanas estão a conseguir disputar uma parte importante do investimento publicitário na Internet. Um estudo recente da VSS mostra que as áreas on line e de dispositivos móveis dos grandes grupos de comunicação tradicionais subiram dos 23 por cento que detinham em 2000 para 37 por cento no bolo global de investimento publicitário neste sector, que já atinge 22 mil milhões de dólares nos Estados Unidos. O mesmo estudo prevê que em 2010 a publicidade on line e em dispositivos móveis atingira 44 mil milhões de dólares e que nessa altura as companhias de media tradicionais captarão 17 mil milhões (39%) desse total. Isto mostra, inesperadamente, a capacidade de adaptação crescente dos grandes grupos de imprensa, rádio e televisão tradicionais, face a rivais como o Yahoo e o Google, conclui o estudo.
CHINA – A Paramount norte-americana vai assegurar a produção de uma versão chinesa do seu concurso «A próxima Top Model». A produção, em mandarim, será feita em Xangai e irá para o ar no prime time aos sábados, na Dragon TV, a partir de Janeiro. Este formato existe já em 13 países.
PACTO – O pacto de regime sobre a justiça é uma ideia que vem de um anterior Governo, convém já agora que as memórias não se percam. Adiante, o pacto está feito e, admitamos, era mais ou menos consensual. O Governo fez boa figura, a oposição fez boa figura, o Presidente da República aplaudiu. Ninguém gritou: «O Rei vai nu!»…até ao dia em que o Primeiro-Ministro esclareceu não estar disposto a um pacto em matéria da reforma do sistema de previdência. O pacto da justiça serviu para atirar poeira para os olhos – aquele que era verdadeiramente importante para as gerações vindouras era o da previdência – mas aí as diferenças ideológicas fizeram-se sentir e José Sócrates preferiu ganhar a simpatia no PS e na esquerda do que ter a coragem de fazer uma reforma séria que, essa sim, seria estrutural para o futuro. Escudou-se em demagogia e propaganda populista para iludir a questão central: o sistema que o PSD propõe é o que vigora na maior parte dos países que há mais tempo pertencem à Comunidade Europeia, a própria Espanha adoptou um regime parecido, misto, e em última análise a questão é esta: aos contribuintes custaria o mesmo, os efeitos finais seriam melhor, o Estado é qwue arrecadaria menos receita, mas teria também menos despesa. E num Governo socialista é impensável diminuir o papel do Estado. A prova dos nove está aí, à vista.
REGULAÇÃO – As três estações comerciais de televisão (RTP, SIC e TVI) fizeram um pacto de auto-regulação sobre uma série de matérias sensíveis. Não precisaram da Entidade Reguladora para o mediar. Fizeram-no depressa e bem. Sem o Estado pelo meio. Foi uma boa ideia.
OUVIR – Belas canções clássicas, standards americanos como «As Time Goês By» ou «Besame Mucho», ou ainda uma versão particularmente malandreca de «Back In Town» por uma das novas vozes do soft jazz – Matt Dusk. O disco prima pelos arranjos, alguns inesperados, e por uma boa disposição contagiante. Ideal para noites românticas. CD «Back In Town», por Matt Dusk, distribuição Universal.
PERGUNTA VADIA – Não acham que com o novo visual ligeiramente despenteado e as patilhas maiorzitas o Primeiro-Ministro anda a querer ficar parecido com Geroge Clooney?
BACK TO BASICS – Não é bom sinal quando as únicas pessoas que se gabam de saber governar o país estão ocupadas a guiar táxis ou a cortar cabelos (George Burns).
SURPRESA – As grandes companhias de media norte-americanas estão a conseguir disputar uma parte importante do investimento publicitário na Internet. Um estudo recente da VSS mostra que as áreas on line e de dispositivos móveis dos grandes grupos de comunicação tradicionais subiram dos 23 por cento que detinham em 2000 para 37 por cento no bolo global de investimento publicitário neste sector, que já atinge 22 mil milhões de dólares nos Estados Unidos. O mesmo estudo prevê que em 2010 a publicidade on line e em dispositivos móveis atingira 44 mil milhões de dólares e que nessa altura as companhias de media tradicionais captarão 17 mil milhões (39%) desse total. Isto mostra, inesperadamente, a capacidade de adaptação crescente dos grandes grupos de imprensa, rádio e televisão tradicionais, face a rivais como o Yahoo e o Google, conclui o estudo.
CHINA – A Paramount norte-americana vai assegurar a produção de uma versão chinesa do seu concurso «A próxima Top Model». A produção, em mandarim, será feita em Xangai e irá para o ar no prime time aos sábados, na Dragon TV, a partir de Janeiro. Este formato existe já em 13 países.
PACTO – O pacto de regime sobre a justiça é uma ideia que vem de um anterior Governo, convém já agora que as memórias não se percam. Adiante, o pacto está feito e, admitamos, era mais ou menos consensual. O Governo fez boa figura, a oposição fez boa figura, o Presidente da República aplaudiu. Ninguém gritou: «O Rei vai nu!»…até ao dia em que o Primeiro-Ministro esclareceu não estar disposto a um pacto em matéria da reforma do sistema de previdência. O pacto da justiça serviu para atirar poeira para os olhos – aquele que era verdadeiramente importante para as gerações vindouras era o da previdência – mas aí as diferenças ideológicas fizeram-se sentir e José Sócrates preferiu ganhar a simpatia no PS e na esquerda do que ter a coragem de fazer uma reforma séria que, essa sim, seria estrutural para o futuro. Escudou-se em demagogia e propaganda populista para iludir a questão central: o sistema que o PSD propõe é o que vigora na maior parte dos países que há mais tempo pertencem à Comunidade Europeia, a própria Espanha adoptou um regime parecido, misto, e em última análise a questão é esta: aos contribuintes custaria o mesmo, os efeitos finais seriam melhor, o Estado é qwue arrecadaria menos receita, mas teria também menos despesa. E num Governo socialista é impensável diminuir o papel do Estado. A prova dos nove está aí, à vista.
REGULAÇÃO – As três estações comerciais de televisão (RTP, SIC e TVI) fizeram um pacto de auto-regulação sobre uma série de matérias sensíveis. Não precisaram da Entidade Reguladora para o mediar. Fizeram-no depressa e bem. Sem o Estado pelo meio. Foi uma boa ideia.
OUVIR – Belas canções clássicas, standards americanos como «As Time Goês By» ou «Besame Mucho», ou ainda uma versão particularmente malandreca de «Back In Town» por uma das novas vozes do soft jazz – Matt Dusk. O disco prima pelos arranjos, alguns inesperados, e por uma boa disposição contagiante. Ideal para noites românticas. CD «Back In Town», por Matt Dusk, distribuição Universal.
PERGUNTA VADIA – Não acham que com o novo visual ligeiramente despenteado e as patilhas maiorzitas o Primeiro-Ministro anda a querer ficar parecido com Geroge Clooney?
BACK TO BASICS – Não é bom sinal quando as únicas pessoas que se gabam de saber governar o país estão ocupadas a guiar táxis ou a cortar cabelos (George Burns).
Untitled
ESCALA – A General Motors juntou no Lincoln Center de Nova York os principais media do país (Time Warner, Viacom, Universal, Walt Disney, Google, NBC, etc) naquilo a que chamou «The First Media Partner Summit». Em causa um bolo publicitário de 4,4 mil milhões de dólares e a General Motors quer saber o que é que os media em que ela mais investe estão dispostos a fazer por ela para garantir a continuação desse investimento. Na mesa e na plateia não estavam segundas figuras – apenas os membros das administrações das empresas presentes, a começar, é claro, pela afintriã General Motors. Notem bem: estiveram todos, ao mesmo tempo, a falar uns em frente dos outros – não foi almocinhos separados com cada um. Questão de escala. E de mentalidade.
SURPRESA – As grandes companhias de media norte-americanas estão a conseguir disputar uma parte importante do investimento publicitário na Internet. Um estudo recente da VSS mostra que as áreas on line e de dispositivos móveis dos grandes grupos de comunicação tradicionais subiram dos 23 por cento que detinham em 2000 para 37 por cento no bolo global de investimento publicitário neste sector, que já atinge 22 mil milhões de dólares nos Estados Unidos. O mesmo estudo prevê que em 2010 a publicidade on line e em dispositivos móveis atingira 44 mil milhões de dólares e que nessa altura as companhias de media tradicionais captarão 17 mil milhões (39%) desse total. Isto mostra, inesperadamente, a capacidade de adaptação crescente dos grandes grupos de imprensa, rádio e televisão tradicionais, face a rivais como o Yahoo e o Google, conclui o estudo.
CHINA – A Paramount norte-americana vai assegurar a produção de uma versão chinesa do seu concurso «A próxima Top Model». A produção, em mandarim, será feita em Xangai e irá para o ar no prime time aos sábados, na Dragon TV, a partir de Janeiro. Este formato existe já em 13 países.
PACTO – O pacto de regime sobre a justiça é uma ideia que vem de um anterior Governo, convém já agora que as memórias não se percam. Adiante, o pacto está feito e, admitamos, era mais ou menos consensual. O Governo fez boa figura, a oposição fez boa figura, o Presidente da República aplaudiu. Ninguém gritou: «O Rei vai nu!»…até ao dia em que o Primeiro-Ministro esclareceu não estar disposto a um pacto em matéria da reforma do sistema de previdência. O pacto da justiça serviu para atirar poeira para os olhos – aquele que era verdadeiramente importante para as gerações vindouras era o da previdência – mas aí as diferenças ideológicas fizeram-se sentir e José Sócrates preferiu ganhar a simpatia no PS e na esquerda do que ter a coragem de fazer uma reforma séria que, essa sim, seria estrutural para o futuro. Escudou-se em demagogia e propaganda populista para iludir a questão central: o sistema que o PSD propõe é o que vigora na maior parte dos países que há mais tempo pertencem à Comunidade Europeia, a própria Espanha adoptou um regime parecido, misto, e em última análise a questão é esta: aos contribuintes custaria o mesmo, os efeitos finais seriam melhor, o Estado é qwue arrecadaria menos receita, mas teria também menos despesa. E num Governo socialista é impensável diminuir o papel do Estado. A prova dos nove está aí, à vista.
REGULAÇÃO – As três estações comerciais de televisão (RTP, SIC e TVI) fizeram um pacto de auto-regulação sobre uma série de matérias sensíveis. Não precisaram da Entidade Reguladora para o mediar. Fizeram-no depressa e bem. Sem o Estado pelo meio. Foi uma boa ideia.
OUVIR – Belas canções clássicas, standards americanos como «As Time Goês By» ou «Besame Mucho», ou ainda uma versão particularmente malandreca de «Back In Town» por uma das novas vozes do soft jazz – Matt Dusk. O disco prima pelos arranjos, alguns inesperados, e por uma boa disposição contagiante. Ideal para noites românticas. CD «Back In Town», por Matt Dusk, distribuição Universal.
PERGUNTA VADIA – Não acham que com o novo visual ligeiramente despenteado e as patilhas maiorzitas o Primeiro-Ministro anda a querer ficar parecido com Geroge Clooney?
BACK TO BASICS – Não é bom sinal quando as únicas pessoas que se gabam de saber governar o país estão ocupadas a guiar táxis ou a cortar cabelos (George Burns).
SURPRESA – As grandes companhias de media norte-americanas estão a conseguir disputar uma parte importante do investimento publicitário na Internet. Um estudo recente da VSS mostra que as áreas on line e de dispositivos móveis dos grandes grupos de comunicação tradicionais subiram dos 23 por cento que detinham em 2000 para 37 por cento no bolo global de investimento publicitário neste sector, que já atinge 22 mil milhões de dólares nos Estados Unidos. O mesmo estudo prevê que em 2010 a publicidade on line e em dispositivos móveis atingira 44 mil milhões de dólares e que nessa altura as companhias de media tradicionais captarão 17 mil milhões (39%) desse total. Isto mostra, inesperadamente, a capacidade de adaptação crescente dos grandes grupos de imprensa, rádio e televisão tradicionais, face a rivais como o Yahoo e o Google, conclui o estudo.
CHINA – A Paramount norte-americana vai assegurar a produção de uma versão chinesa do seu concurso «A próxima Top Model». A produção, em mandarim, será feita em Xangai e irá para o ar no prime time aos sábados, na Dragon TV, a partir de Janeiro. Este formato existe já em 13 países.
PACTO – O pacto de regime sobre a justiça é uma ideia que vem de um anterior Governo, convém já agora que as memórias não se percam. Adiante, o pacto está feito e, admitamos, era mais ou menos consensual. O Governo fez boa figura, a oposição fez boa figura, o Presidente da República aplaudiu. Ninguém gritou: «O Rei vai nu!»…até ao dia em que o Primeiro-Ministro esclareceu não estar disposto a um pacto em matéria da reforma do sistema de previdência. O pacto da justiça serviu para atirar poeira para os olhos – aquele que era verdadeiramente importante para as gerações vindouras era o da previdência – mas aí as diferenças ideológicas fizeram-se sentir e José Sócrates preferiu ganhar a simpatia no PS e na esquerda do que ter a coragem de fazer uma reforma séria que, essa sim, seria estrutural para o futuro. Escudou-se em demagogia e propaganda populista para iludir a questão central: o sistema que o PSD propõe é o que vigora na maior parte dos países que há mais tempo pertencem à Comunidade Europeia, a própria Espanha adoptou um regime parecido, misto, e em última análise a questão é esta: aos contribuintes custaria o mesmo, os efeitos finais seriam melhor, o Estado é qwue arrecadaria menos receita, mas teria também menos despesa. E num Governo socialista é impensável diminuir o papel do Estado. A prova dos nove está aí, à vista.
REGULAÇÃO – As três estações comerciais de televisão (RTP, SIC e TVI) fizeram um pacto de auto-regulação sobre uma série de matérias sensíveis. Não precisaram da Entidade Reguladora para o mediar. Fizeram-no depressa e bem. Sem o Estado pelo meio. Foi uma boa ideia.
OUVIR – Belas canções clássicas, standards americanos como «As Time Goês By» ou «Besame Mucho», ou ainda uma versão particularmente malandreca de «Back In Town» por uma das novas vozes do soft jazz – Matt Dusk. O disco prima pelos arranjos, alguns inesperados, e por uma boa disposição contagiante. Ideal para noites românticas. CD «Back In Town», por Matt Dusk, distribuição Universal.
PERGUNTA VADIA – Não acham que com o novo visual ligeiramente despenteado e as patilhas maiorzitas o Primeiro-Ministro anda a querer ficar parecido com Geroge Clooney?
BACK TO BASICS – Não é bom sinal quando as únicas pessoas que se gabam de saber governar o país estão ocupadas a guiar táxis ou a cortar cabelos (George Burns).
setembro 14, 2006
GRATUITOS – A guerra entre os novos vespertinos gratuitos de Londres está ao rubro. De um lado «The London Paper» da News International, que utiliza 700 ardinas de nova geração; do outro o «London Lite», da Associated Newspapers, que utiliza 500 distribuidores. Ambos os jornais imprimem 400.000 exemplares diários e estão na rua a partir das 16h30, nas estações de comboio, metro e grandes pontos de passagem. Se querem ter uma ideia do que é um deles visitem www.thelondonpaper.com .
DESPORTO – E a guerra vai ainda aumentar mais quando na sexta feira 29 de Setembro começar a ser distribuído um jornal semanal de desporto, o «Sport». Inicialmente apenas com distribuição em Londres e uma tiragem de 350.000 exemplares, o «Sport» projecta ter distribuição nas principais cidades britânicas daqui a algumas semanas, prevendo um aumento de número de exemplares impressos. O jornal é distribuído entre as sete e as nove e meia da manhã no metro, comboios, ginásios, clubes desportivos e sedes de empresas, além de algumas das principais linhas aéreas. O investimento inicial é de sete milhões de libras. O «Sport» é um formato francês que existe há cerca de dois anos e foi criado pela Sport, Media et Stratégie. Distribui 525.000 exemplares por semana em 11 cidades francesas e começou a dar lucros a partir do final de 2005. Grandes fotografias, entrevistas de fundo, antecipação dos principais jogos, um guia do desporto na TV, desportos radicais e um mix que dedica 2/e do espaço ao futebol e o resto a outras modalidades é a fórmula de um dos grandes casos de sucesso no domínio dos jornais gratuitos.
DIGITAL – A área de televisão da Warner acaba de criar o Studio 2.0, uma empresa que vai desenvolver projectos expressamente concebidos para distribuição via banda larga e dispositivos sem fios, nomeadamente programas de curta duração, de imagem real e animação. O objectivo é licenciar este programas a sites da Internet e operadores de telecomunicações e a Warner é o primeiro dos grandes estúdios de Hollywood a entrar nesta área.
CURIOSO- Um recente inquérito à segurança rodoviária realizado na Rússia indica que um quarto dos condutores russos praticam diversas formas de actividade sexual ao mesmo tempo que conduzem os seus automóveis. O estudo foi patrocinado pelos pneus Goodyear para tentar perceber a razão porque cada vez há mais acidentes nas estradas russas.
POLÍTICA – Um bom amigo meu resumia assim a situação política desta maneira:« não há que enganar, a direita finalmente é maioritária e abrange um leque cada vez mais alargado, que vai de Jaime Nogueira Pinto a António Costa, com Sócrates mais ou menos a meio do gráfico».
LER – A revista portuguesa «Attitude» está cada vez melhor do ponto de vista de conteúdo. Centrada na arquitectura, arte, design e interiores, a «Attitude» é editada no Porto, vai na sua oitava edição, tem um arranjo gráfico cuidado, uma edição fotográfica criteriosa e o dossier sobre Amsterdão que vem nesta edição é de leitura obrigatória para quem quiser visitar a cidade.
OUVIR – Sem saudosismos nem pieguices o novo disco de Bob Dylan, «Modern Times», é uma belíssima surpresa. Aos 65 anos Dylan continua a mostrar saber fazer grandes canções, que se desenrolam de forma natural. Muito «bluesy», com um ritmo bem marcado, «Modern Times» merece que os mais relutantes não torçam o nariz e ouçam as dez canções novas que aqui estão. É absolutamente surpreendente que Dylan, ao fim de todo este tempo (o seu primeiro disco data de 1962), continue a afirmar o seu talento. Se tivesse que escolher três das dez canções apontava já «Someday Baby» , «Beyond The Horizon» e «Ain’t Talkin». CD Columbia, distribuído por Sony Music.
COPOS – Procura um lugar invulgar para um copo ao fim da tarde no centro de Lisboa? Experimente o bar 39 Degraus, na Cinemateca Portuguesa, Rua Barata Salgueiro 39. O bar – cafetaria serve almoços ligeiros entre o meia dia e meia e as três e jantares até as dez e meia. Fecha ao Domingo e a qualidade é boa. Tel. 213 596 200.
BACK TO BASICS – Uma noite de verão é como um pensamento perfeito, Wallace Stevens
DESPORTO – E a guerra vai ainda aumentar mais quando na sexta feira 29 de Setembro começar a ser distribuído um jornal semanal de desporto, o «Sport». Inicialmente apenas com distribuição em Londres e uma tiragem de 350.000 exemplares, o «Sport» projecta ter distribuição nas principais cidades britânicas daqui a algumas semanas, prevendo um aumento de número de exemplares impressos. O jornal é distribuído entre as sete e as nove e meia da manhã no metro, comboios, ginásios, clubes desportivos e sedes de empresas, além de algumas das principais linhas aéreas. O investimento inicial é de sete milhões de libras. O «Sport» é um formato francês que existe há cerca de dois anos e foi criado pela Sport, Media et Stratégie. Distribui 525.000 exemplares por semana em 11 cidades francesas e começou a dar lucros a partir do final de 2005. Grandes fotografias, entrevistas de fundo, antecipação dos principais jogos, um guia do desporto na TV, desportos radicais e um mix que dedica 2/e do espaço ao futebol e o resto a outras modalidades é a fórmula de um dos grandes casos de sucesso no domínio dos jornais gratuitos.
DIGITAL – A área de televisão da Warner acaba de criar o Studio 2.0, uma empresa que vai desenvolver projectos expressamente concebidos para distribuição via banda larga e dispositivos sem fios, nomeadamente programas de curta duração, de imagem real e animação. O objectivo é licenciar este programas a sites da Internet e operadores de telecomunicações e a Warner é o primeiro dos grandes estúdios de Hollywood a entrar nesta área.
CURIOSO- Um recente inquérito à segurança rodoviária realizado na Rússia indica que um quarto dos condutores russos praticam diversas formas de actividade sexual ao mesmo tempo que conduzem os seus automóveis. O estudo foi patrocinado pelos pneus Goodyear para tentar perceber a razão porque cada vez há mais acidentes nas estradas russas.
POLÍTICA – Um bom amigo meu resumia assim a situação política desta maneira:« não há que enganar, a direita finalmente é maioritária e abrange um leque cada vez mais alargado, que vai de Jaime Nogueira Pinto a António Costa, com Sócrates mais ou menos a meio do gráfico».
LER – A revista portuguesa «Attitude» está cada vez melhor do ponto de vista de conteúdo. Centrada na arquitectura, arte, design e interiores, a «Attitude» é editada no Porto, vai na sua oitava edição, tem um arranjo gráfico cuidado, uma edição fotográfica criteriosa e o dossier sobre Amsterdão que vem nesta edição é de leitura obrigatória para quem quiser visitar a cidade.
OUVIR – Sem saudosismos nem pieguices o novo disco de Bob Dylan, «Modern Times», é uma belíssima surpresa. Aos 65 anos Dylan continua a mostrar saber fazer grandes canções, que se desenrolam de forma natural. Muito «bluesy», com um ritmo bem marcado, «Modern Times» merece que os mais relutantes não torçam o nariz e ouçam as dez canções novas que aqui estão. É absolutamente surpreendente que Dylan, ao fim de todo este tempo (o seu primeiro disco data de 1962), continue a afirmar o seu talento. Se tivesse que escolher três das dez canções apontava já «Someday Baby» , «Beyond The Horizon» e «Ain’t Talkin». CD Columbia, distribuído por Sony Music.
COPOS – Procura um lugar invulgar para um copo ao fim da tarde no centro de Lisboa? Experimente o bar 39 Degraus, na Cinemateca Portuguesa, Rua Barata Salgueiro 39. O bar – cafetaria serve almoços ligeiros entre o meia dia e meia e as três e jantares até as dez e meia. Fecha ao Domingo e a qualidade é boa. Tel. 213 596 200.
BACK TO BASICS – Uma noite de verão é como um pensamento perfeito, Wallace Stevens
Untitled
GRATUITOS – A guerra entre os novos vespertinos gratuitos de Londres está ao rubro. De um lado «The London Paper» da News International, que utiliza 700 ardinas de nova geração; do outro o «London Lite», da Associated Newspapers, que utiliza 500 distribuidores. Ambos os jornais imprimem 400.000 exemplares diários e estão na rua a partir das 16h30, nas estações de comboio, metro e grandes pontos de passagem. Se querem ter uma ideia do que é um deles visitem www.thelondonpaper.com .
DESPORTO – E a guerra vai ainda aumentar mais quando na sexta feira 29 de Setembro começar a ser distribuído um jornal semanal de desporto, o «Sport». Inicialmente apenas com distribuição em Londres e uma tiragem de 350.000 exemplares, o «Sport» projecta ter distribuição nas principais cidades britânicas daqui a algumas semanas, prevendo um aumento de número de exemplares impressos. O jornal é distribuído entre as sete e as nove e meia da manhã no metro, comboios, ginásios, clubes desportivos e sedes de empresas, além de algumas das principais linhas aéreas. O investimento inicial é de sete milhões de libras. O «Sport» é um formato francês que existe há cerca de dois anos e foi criado pela Sport, Media et Stratégie. Distribui 525.000 exemplares por semana em 11 cidades francesas e começou a dar lucros a partir do final de 2005. Grandes fotografias, entrevistas de fundo, antecipação dos principais jogos, um guia do desporto na TV, desportos radicais e um mix que dedica 2/e do espaço ao futebol e o resto a outras modalidades é a fórmula de um dos grandes casos de sucesso no domínio dos jornais gratuitos.
DIGITAL – A área de televisão da Warner acaba de criar o Studio 2.0, uma empresa que vai desenvolver projectos expressamente concebidos para distribuição via banda larga e dispositivos sem fios, nomeadamente programas de curta duração, de imagem real e animação. O objectivo é licenciar este programas a sites da Internet e operadores de telecomunicações e a Warner é o primeiro dos grandes estúdios de Hollywood a entrar nesta área.
CURIOSO- Um recente inquérito à segurança rodoviária realizado na Rússia indica que um quarto dos condutores russos praticam diversas formas de actividade sexual ao mesmo tempo que conduzem os seus automóveis. O estudo foi patrocinado pelos pneus Goodyear para tentar perceber a razão porque cada vez há mais acidentes nas estradas russas.
POLÍTICA – Um bom amigo meu resumia assim a situação política desta maneira:« não há que enganar, a direita finalmente é maioritária e abrange um leque cada vez mais alargado, que vai de Jaime Nogueira Pinto a António Costa, com Sócrates mais ou menos a meio do gráfico».
LER – A revista portuguesa «Attitude» está cada vez melhor do ponto de vista de conteúdo. Centrada na arquitectura, arte, design e interiores, a «Attitude» é editada no Porto, vai na sua oitava edição, tem um arranjo gráfico cuidado, uma edição fotográfica criteriosa e o dossier sobre Amsterdão que vem nesta edição é de leitura obrigatória para quem quiser visitar a cidade.
OUVIR – Sem saudosismos nem pieguices o novo disco de Bob Dylan, «Modern Times», é uma belíssima surpresa. Aos 65 anos Dylan continua a mostrar saber fazer grandes canções, que se desenrolam de forma natural. Muito «bluesy», com um ritmo bem marcado, «Modern Times» merece que os mais relutantes não torçam o nariz e ouçam as dez canções novas que aqui estão. É absolutamente surpreendente que Dylan, ao fim de todo este tempo (o seu primeiro disco data de 1962), continue a afirmar o seu talento. Se tivesse que escolher três das dez canções apontava já «Someday Baby» , «Beyond The Horizon» e «Ain’t Talkin». CD Columbia, distribuído por Sony Music.
COPOS – Procura um lugar invulgar para um copo ao fim da tarde no centro de Lisboa? Experimente o bar 39 Degraus, na Cinemateca Portuguesa, Rua Barata Salgueiro 39. O bar – cafetaria serve almoços ligeiros entre o meia dia e meia e as três e jantares até as dez e meia. Fecha ao Domingo e a qualidade é boa. Tel. 213 596 200.
BACK TO BASICS – Uma noite de verão é como um pensamento perfeito, Wallace Stevens
DESPORTO – E a guerra vai ainda aumentar mais quando na sexta feira 29 de Setembro começar a ser distribuído um jornal semanal de desporto, o «Sport». Inicialmente apenas com distribuição em Londres e uma tiragem de 350.000 exemplares, o «Sport» projecta ter distribuição nas principais cidades britânicas daqui a algumas semanas, prevendo um aumento de número de exemplares impressos. O jornal é distribuído entre as sete e as nove e meia da manhã no metro, comboios, ginásios, clubes desportivos e sedes de empresas, além de algumas das principais linhas aéreas. O investimento inicial é de sete milhões de libras. O «Sport» é um formato francês que existe há cerca de dois anos e foi criado pela Sport, Media et Stratégie. Distribui 525.000 exemplares por semana em 11 cidades francesas e começou a dar lucros a partir do final de 2005. Grandes fotografias, entrevistas de fundo, antecipação dos principais jogos, um guia do desporto na TV, desportos radicais e um mix que dedica 2/e do espaço ao futebol e o resto a outras modalidades é a fórmula de um dos grandes casos de sucesso no domínio dos jornais gratuitos.
DIGITAL – A área de televisão da Warner acaba de criar o Studio 2.0, uma empresa que vai desenvolver projectos expressamente concebidos para distribuição via banda larga e dispositivos sem fios, nomeadamente programas de curta duração, de imagem real e animação. O objectivo é licenciar este programas a sites da Internet e operadores de telecomunicações e a Warner é o primeiro dos grandes estúdios de Hollywood a entrar nesta área.
CURIOSO- Um recente inquérito à segurança rodoviária realizado na Rússia indica que um quarto dos condutores russos praticam diversas formas de actividade sexual ao mesmo tempo que conduzem os seus automóveis. O estudo foi patrocinado pelos pneus Goodyear para tentar perceber a razão porque cada vez há mais acidentes nas estradas russas.
POLÍTICA – Um bom amigo meu resumia assim a situação política desta maneira:« não há que enganar, a direita finalmente é maioritária e abrange um leque cada vez mais alargado, que vai de Jaime Nogueira Pinto a António Costa, com Sócrates mais ou menos a meio do gráfico».
LER – A revista portuguesa «Attitude» está cada vez melhor do ponto de vista de conteúdo. Centrada na arquitectura, arte, design e interiores, a «Attitude» é editada no Porto, vai na sua oitava edição, tem um arranjo gráfico cuidado, uma edição fotográfica criteriosa e o dossier sobre Amsterdão que vem nesta edição é de leitura obrigatória para quem quiser visitar a cidade.
OUVIR – Sem saudosismos nem pieguices o novo disco de Bob Dylan, «Modern Times», é uma belíssima surpresa. Aos 65 anos Dylan continua a mostrar saber fazer grandes canções, que se desenrolam de forma natural. Muito «bluesy», com um ritmo bem marcado, «Modern Times» merece que os mais relutantes não torçam o nariz e ouçam as dez canções novas que aqui estão. É absolutamente surpreendente que Dylan, ao fim de todo este tempo (o seu primeiro disco data de 1962), continue a afirmar o seu talento. Se tivesse que escolher três das dez canções apontava já «Someday Baby» , «Beyond The Horizon» e «Ain’t Talkin». CD Columbia, distribuído por Sony Music.
COPOS – Procura um lugar invulgar para um copo ao fim da tarde no centro de Lisboa? Experimente o bar 39 Degraus, na Cinemateca Portuguesa, Rua Barata Salgueiro 39. O bar – cafetaria serve almoços ligeiros entre o meia dia e meia e as três e jantares até as dez e meia. Fecha ao Domingo e a qualidade é boa. Tel. 213 596 200.
BACK TO BASICS – Uma noite de verão é como um pensamento perfeito, Wallace Stevens
setembro 04, 2006
DIGITAL – De acordo com um estudo da Datamonitor, na Europa e nos Estados Unidos existirão 187 milhões de lares com televisão digital em 2010, prevendo-se que o Velho Continente ultrapasse os Estados Unidos no final desse ano. O estudo prevê que, no final de 2009, 63% dos lares das duas regiões terão acesso à televisão digital. Actualmente já mais de 100 milhões de lares na Europa e Estados Unidos utilizam a televisão digital. Na Europa o mercado britânico é o mais desenvolvido, com uma penetração superior a 50%. O futuro não parece no entanto tão brilhante para a televisão por banda larga – na realidade as estimativas apontam para apenas 9% dos utilizadores a acederem ao digital por esta tecnologia (que inclui o acesso ADSL).
SILÊNCIO – Há silêncios muito ruidosos. No meio de toda a novela sobre a dimensão do controlo governamental da informação do serviço público, sente-se a falta de uma análise do provedor dos telespectadores ao alinhamento dos telejornais, em relação à questão em causa, o incêndio no Gerês.
FUTEBOL – Se dúvidas ainda existissem, a trapalhada no arranque da Liga e o somatório de disparates ditos e praticados por todas as partes na questão que opõe o Gil Vicente ao Belenenses, chegaria para demonstrar que o futebol continua a não ser visto nem como um desporto, nem como um saudável negócio de entretenimento, mas como um terreno de golpadas.
LER – A edição da revista «The Economist» do passado dia 26 de Setembro, com o título de capa «Who Killed The Newspaper?» - trata-se de uma das análises mais lúcidas sobre as origens da crise que atinge os jornais um pouco por todo o mundo. A revista dedica ao tema o editorial e um artigo de três páginas. O editorial abre com uma frase de Arthur Miller: «Um bom jornal, creio, é o país a falar consigo próprio». É daqui que se parte para uma visão desassombrada das relações entre poder político, poder económico e os media. No caso dos jornais mostra-se como o afastamento das realidades locais, do noticiário de proximidade, fez perder leitores; mostram-se exemplos de boa utilização das edições digitais, quer do ponto de vista editorial, quer do ponto de vista comercial. O artigo é muito reveladoramente intitulado «More media, less news». A qualidade e diversidade do conteúdo reflecte-se nas audiências – disso já ninguém tem dúvidas – e isso tem efeitos graves na publicidade. Estudos citados dizem que em 1995 a imprensa captava 36% do investimento publicitário global; esse número desceu para 30% em 2005 e cairá pelo menos para 25% em 2015. O artigo faz notar que as empresas de media são das únicas que praticamente não investem em investigação e desenvolvimento de novos produtos e novos negócios e mostra uma série de bons exemplos surgidos nos últimos tempos, num equilíbrio entre bom jornalismo e sentido comercial. Aqui está algo que devia fazer pensar algumas pessoas neste país.
OUVIR – Um dos discos mais emocionantes que ouvi este ano é a banda sonora do filme-documentário «Leonard Cohen – I’m Your Man», realizado por Lian Lunson. Todas as canções que integram esta banda sonora foram gravadas ao vivo no Brighton Festival de 2004, numa noite especial intitulada «Came So Far For Beauty: An Evening Of Leonard Cohen Songs». Este é daqueles discos que inevitavelmente nos fazem pensar em alguém e nos fazem sentir saudades. De entre os 16 temas destaco a versão de «I’m Your Man» por Nick Cave, a de «Sisters Of Mercy» por Beth Orton, a fantástica forma de Rufus Wainright cantar «Chelsea Hotel no. 2» e «Everybody Knows», ou the Antony interpretar «If It Will Be Your Will». Mas vale a pena também reter a forma como os The Handsome Family cantam «Famous Blue Raincoat», como Perla Batalla interpreta «Bird On The Wire» e uma versão de «Suzanne» por um trio de peso: Nick Cave, Julie Christensen e Perla Batalla. O disco, faltou dizer, termina com os U2 a acompanharem o próprio Leonard Cohen em «Tower Song». Claramente canções tórridas. (CD Universal).
CLÁSSICO – A esplanada do Toni, em Sesimbra, nas noites quentes. Experimentem as amêijoas, as gambas, se houver Imperador atirem-se a ele. Esta é uma daquelas marisqueiras históricas que continuam a ser incontornáveis. No centro de Sesimbra, Largo dos Bombaldes, tel 212 233 199.
BACK TO BASICS – Metade da população nunca leu um jornal e metade nunca votou – esperemos que seja a mesma metade (Gore Vidal).
SILÊNCIO – Há silêncios muito ruidosos. No meio de toda a novela sobre a dimensão do controlo governamental da informação do serviço público, sente-se a falta de uma análise do provedor dos telespectadores ao alinhamento dos telejornais, em relação à questão em causa, o incêndio no Gerês.
FUTEBOL – Se dúvidas ainda existissem, a trapalhada no arranque da Liga e o somatório de disparates ditos e praticados por todas as partes na questão que opõe o Gil Vicente ao Belenenses, chegaria para demonstrar que o futebol continua a não ser visto nem como um desporto, nem como um saudável negócio de entretenimento, mas como um terreno de golpadas.
LER – A edição da revista «The Economist» do passado dia 26 de Setembro, com o título de capa «Who Killed The Newspaper?» - trata-se de uma das análises mais lúcidas sobre as origens da crise que atinge os jornais um pouco por todo o mundo. A revista dedica ao tema o editorial e um artigo de três páginas. O editorial abre com uma frase de Arthur Miller: «Um bom jornal, creio, é o país a falar consigo próprio». É daqui que se parte para uma visão desassombrada das relações entre poder político, poder económico e os media. No caso dos jornais mostra-se como o afastamento das realidades locais, do noticiário de proximidade, fez perder leitores; mostram-se exemplos de boa utilização das edições digitais, quer do ponto de vista editorial, quer do ponto de vista comercial. O artigo é muito reveladoramente intitulado «More media, less news». A qualidade e diversidade do conteúdo reflecte-se nas audiências – disso já ninguém tem dúvidas – e isso tem efeitos graves na publicidade. Estudos citados dizem que em 1995 a imprensa captava 36% do investimento publicitário global; esse número desceu para 30% em 2005 e cairá pelo menos para 25% em 2015. O artigo faz notar que as empresas de media são das únicas que praticamente não investem em investigação e desenvolvimento de novos produtos e novos negócios e mostra uma série de bons exemplos surgidos nos últimos tempos, num equilíbrio entre bom jornalismo e sentido comercial. Aqui está algo que devia fazer pensar algumas pessoas neste país.
OUVIR – Um dos discos mais emocionantes que ouvi este ano é a banda sonora do filme-documentário «Leonard Cohen – I’m Your Man», realizado por Lian Lunson. Todas as canções que integram esta banda sonora foram gravadas ao vivo no Brighton Festival de 2004, numa noite especial intitulada «Came So Far For Beauty: An Evening Of Leonard Cohen Songs». Este é daqueles discos que inevitavelmente nos fazem pensar em alguém e nos fazem sentir saudades. De entre os 16 temas destaco a versão de «I’m Your Man» por Nick Cave, a de «Sisters Of Mercy» por Beth Orton, a fantástica forma de Rufus Wainright cantar «Chelsea Hotel no. 2» e «Everybody Knows», ou the Antony interpretar «If It Will Be Your Will». Mas vale a pena também reter a forma como os The Handsome Family cantam «Famous Blue Raincoat», como Perla Batalla interpreta «Bird On The Wire» e uma versão de «Suzanne» por um trio de peso: Nick Cave, Julie Christensen e Perla Batalla. O disco, faltou dizer, termina com os U2 a acompanharem o próprio Leonard Cohen em «Tower Song». Claramente canções tórridas. (CD Universal).
CLÁSSICO – A esplanada do Toni, em Sesimbra, nas noites quentes. Experimentem as amêijoas, as gambas, se houver Imperador atirem-se a ele. Esta é uma daquelas marisqueiras históricas que continuam a ser incontornáveis. No centro de Sesimbra, Largo dos Bombaldes, tel 212 233 199.
BACK TO BASICS – Metade da população nunca leu um jornal e metade nunca votou – esperemos que seja a mesma metade (Gore Vidal).
Untitled
DIGITAL – De acordo com um estudo da Datamonitor, na Europa e nos Estados Unidos existirão 187 milhões de lares com televisão digital em 2010, prevendo-se que o Velho Continente ultrapasse os Estados Unidos no final desse ano. O estudo prevê que, no final de 2009, 63% dos lares das duas regiões terão acesso à televisão digital. Actualmente já mais de 100 milhões de lares na Europa e Estados Unidos utilizam a televisão digital. Na Europa o mercado britânico é o mais desenvolvido, com uma penetração superior a 50%. O futuro não parece no entanto tão brilhante para a televisão por banda larga – na realidade as estimativas apontam para apenas 9% dos utilizadores a acederem ao digital por esta tecnologia (que inclui o acesso ADSL).
SILÊNCIO – Há silêncios muito ruidosos. No meio de toda a novela sobre a dimensão do controlo governamental da informação do serviço público, sente-se a falta de uma análise do provedor dos telespectadores ao alinhamento dos telejornais, em relação à questão em causa, o incêndio no Gerês.
FUTEBOL – Se dúvidas ainda existissem, a trapalhada no arranque da Liga e o somatório de disparates ditos e praticados por todas as partes na questão que opõe o Gil Vicente ao Belenenses, chegaria para demonstrar que o futebol continua a não ser visto nem como um desporto, nem como um saudável negócio de entretenimento, mas como um terreno de golpadas.
LER – A edição da revista «The Economist» do passado dia 26 de Setembro, com o título de capa «Who Killed The Newspaper?» - trata-se de uma das análises mais lúcidas sobre as origens da crise que atinge os jornais um pouco por todo o mundo. A revista dedica ao tema o editorial e um artigo de três páginas. O editorial abre com uma frase de Arthur Miller: «Um bom jornal, creio, é o país a falar consigo próprio». É daqui que se parte para uma visão desassombrada das relações entre poder político, poder económico e os media. No caso dos jornais mostra-se como o afastamento das realidades locais, do noticiário de proximidade, fez perder leitores; mostram-se exemplos de boa utilização das edições digitais, quer do ponto de vista editorial, quer do ponto de vista comercial. O artigo é muito reveladoramente intitulado «More media, less news». A qualidade e diversidade do conteúdo reflecte-se nas audiências – disso já ninguém tem dúvidas – e isso tem efeitos graves na publicidade. Estudos citados dizem que em 1995 a imprensa captava 36% do investimento publicitário global; esse número desceu para 30% em 2005 e cairá pelo menos para 25% em 2015. O artigo faz notar que as empresas de media são das únicas que praticamente não investem em investigação e desenvolvimento de novos produtos e novos negócios e mostra uma série de bons exemplos surgidos nos últimos tempos, num equilíbrio entre bom jornalismo e sentido comercial. Aqui está algo que devia fazer pensar algumas pessoas neste país.
OUVIR – Um dos discos mais emocionantes que ouvi este ano é a banda sonora do filme-documentário «Leonard Cohen – I’m Your Man», realizado por Lian Lunson. Todas as canções que integram esta banda sonora foram gravadas ao vivo no Brighton Festival de 2004, numa noite especial intitulada «Came So Far For Beauty: An Evening Of Leonard Cohen Songs». Este é daqueles discos que inevitavelmente nos fazem pensar em alguém e nos fazem sentir saudades. De entre os 16 temas destaco a versão de «I’m Your Man» por Nick Cave, a de «Sisters Of Mercy» por Beth Orton, a fantástica forma de Rufus Wainright cantar «Chelsea Hotel no. 2» e «Everybody Knows», ou the Antony interpretar «If It Will Be Your Will». Mas vale a pena também reter a forma como os The Handsome Family cantam «Famous Blue Raincoat», como Perla Batalla interpreta «Bird On The Wire» e uma versão de «Suzanne» por um trio de peso: Nick Cave, Julie Christensen e Perla Batalla. O disco, faltou dizer, termina com os U2 a acompanharem o próprio Leonard Cohen em «Tower Song». Claramente canções tórridas. (CD Universal).
CLÁSSICO – A esplanada do Toni, em Sesimbra, nas noites quentes. Experimentem as amêijoas, as gambas, se houver Imperador atirem-se a ele. Esta é uma daquelas marisqueiras históricas que continuam a ser incontornáveis. No centro de Sesimbra, Largo dos Bombaldes, tel 212 233 199.
BACK TO BASICS – Metade da população nunca leu um jornal e metade nunca votou – esperemos que seja a mesma metade (Gore Vidal).
SILÊNCIO – Há silêncios muito ruidosos. No meio de toda a novela sobre a dimensão do controlo governamental da informação do serviço público, sente-se a falta de uma análise do provedor dos telespectadores ao alinhamento dos telejornais, em relação à questão em causa, o incêndio no Gerês.
FUTEBOL – Se dúvidas ainda existissem, a trapalhada no arranque da Liga e o somatório de disparates ditos e praticados por todas as partes na questão que opõe o Gil Vicente ao Belenenses, chegaria para demonstrar que o futebol continua a não ser visto nem como um desporto, nem como um saudável negócio de entretenimento, mas como um terreno de golpadas.
LER – A edição da revista «The Economist» do passado dia 26 de Setembro, com o título de capa «Who Killed The Newspaper?» - trata-se de uma das análises mais lúcidas sobre as origens da crise que atinge os jornais um pouco por todo o mundo. A revista dedica ao tema o editorial e um artigo de três páginas. O editorial abre com uma frase de Arthur Miller: «Um bom jornal, creio, é o país a falar consigo próprio». É daqui que se parte para uma visão desassombrada das relações entre poder político, poder económico e os media. No caso dos jornais mostra-se como o afastamento das realidades locais, do noticiário de proximidade, fez perder leitores; mostram-se exemplos de boa utilização das edições digitais, quer do ponto de vista editorial, quer do ponto de vista comercial. O artigo é muito reveladoramente intitulado «More media, less news». A qualidade e diversidade do conteúdo reflecte-se nas audiências – disso já ninguém tem dúvidas – e isso tem efeitos graves na publicidade. Estudos citados dizem que em 1995 a imprensa captava 36% do investimento publicitário global; esse número desceu para 30% em 2005 e cairá pelo menos para 25% em 2015. O artigo faz notar que as empresas de media são das únicas que praticamente não investem em investigação e desenvolvimento de novos produtos e novos negócios e mostra uma série de bons exemplos surgidos nos últimos tempos, num equilíbrio entre bom jornalismo e sentido comercial. Aqui está algo que devia fazer pensar algumas pessoas neste país.
OUVIR – Um dos discos mais emocionantes que ouvi este ano é a banda sonora do filme-documentário «Leonard Cohen – I’m Your Man», realizado por Lian Lunson. Todas as canções que integram esta banda sonora foram gravadas ao vivo no Brighton Festival de 2004, numa noite especial intitulada «Came So Far For Beauty: An Evening Of Leonard Cohen Songs». Este é daqueles discos que inevitavelmente nos fazem pensar em alguém e nos fazem sentir saudades. De entre os 16 temas destaco a versão de «I’m Your Man» por Nick Cave, a de «Sisters Of Mercy» por Beth Orton, a fantástica forma de Rufus Wainright cantar «Chelsea Hotel no. 2» e «Everybody Knows», ou the Antony interpretar «If It Will Be Your Will». Mas vale a pena também reter a forma como os The Handsome Family cantam «Famous Blue Raincoat», como Perla Batalla interpreta «Bird On The Wire» e uma versão de «Suzanne» por um trio de peso: Nick Cave, Julie Christensen e Perla Batalla. O disco, faltou dizer, termina com os U2 a acompanharem o próprio Leonard Cohen em «Tower Song». Claramente canções tórridas. (CD Universal).
CLÁSSICO – A esplanada do Toni, em Sesimbra, nas noites quentes. Experimentem as amêijoas, as gambas, se houver Imperador atirem-se a ele. Esta é uma daquelas marisqueiras históricas que continuam a ser incontornáveis. No centro de Sesimbra, Largo dos Bombaldes, tel 212 233 199.
BACK TO BASICS – Metade da população nunca leu um jornal e metade nunca votou – esperemos que seja a mesma metade (Gore Vidal).
setembro 01, 2006
UM REGIME PERIGOSO
(sobre o fim de «O INDEPENDENTE»)
O regime patrocina o apoliticismo, o amorfismo, o acriticismo, enaltece o cinzentismo, cuida religiosamente do dogma da infalibilidade de quem manda e promove os guardiões do templo. Aos poucos, nos últimos anos, foi-se reduzindo o leque de sensibilidades com presença relevante nos media portugueses.
O futuro analisará o peso que teve a concentração de media no universo da PT num panorama de efectiva diminuição de liberdade de escolha dos leitores e de consequente declínio da qualidade dos títulos.
Num universo de degradação da experiência e qualidade das redacções, a agência noticiosa volta a ganhar relevância – que não teve durante uma série de anos. Hoje a taxa de publicação ipsis-verbis dos despachos da agência é maior que nos anos 90 e isso é sinal do desinvestimento nas redacções e da degradação da qualidade do produto final. Não há-de ser por acaso que o Governo e seus apêndices estrategicamente colocados dedicaram particular atenção à nomeação de um director para a agência Lusa, que já se tornou conhecido entre os jornalistas por querer ler de fio a pavio, com especial atenção, todo o noticiário político antes de ele ser enviado para a linha.
Hoje em dia a imprensa portuguesa está qualitativamente pior que há uns anos, é menos informativa, mais opinativa, e inevitavelmente, perdeu capacidade de iniciativa e desprezou a proximidade aos públicos destinatários. A agenda dos jornais é ditada de fora – não pela actualidade, mas pelo trabalho de assessores de governos, de empresas, de instituições. Mais do que sugerir o que se deve ler, o trabalho de todos estes profissionais dedica-se a evitar que algumas coisas sejam ditas, escritas, abordadas. São os assessores do silêncio e na realidade são eles que mandam em muitos media portugueses. Querem encontrar uma razão para a semelhança e vacuidade da generalidade dos media? Comecem por analisar a coisa por este prisma.
O espectro geral do que se pode ler é mais reduzido, é mais fácil manipular a informação e a opinião do que há uns anos atrás. Há menos vozes contra, há menos media críticos, há menos jornalismo de investigação, há menos procura de histórias que acrescentem alguma coisa de novo.
Quando um regime sorri ao ver diminuir o leque de informação de que a sociedade dispõe as coisas não vão nada bem; e quando a sociedade fica impassível assistindo à redução da sua possibilidade de escolha, então o assunto é mesmo sério.
Nota – Quando «O Independente» nasceu em 1988 eu era seu subdirector. Ao longo destes 18 anos de vida estive quase sempre mais ou menos ligado ao jornal. O «Indy» nasceu como um projecto contra a passividade, que é o que hoje abunda na sociedade portuguesa. Tenho muita honra em me terem deixado sempre escrever nestas páginas.
Faz falta um jornal assim – que saiba dizer não. Que saiba dizer: Basta!
(sobre o fim de «O INDEPENDENTE»)
O regime patrocina o apoliticismo, o amorfismo, o acriticismo, enaltece o cinzentismo, cuida religiosamente do dogma da infalibilidade de quem manda e promove os guardiões do templo. Aos poucos, nos últimos anos, foi-se reduzindo o leque de sensibilidades com presença relevante nos media portugueses.
O futuro analisará o peso que teve a concentração de media no universo da PT num panorama de efectiva diminuição de liberdade de escolha dos leitores e de consequente declínio da qualidade dos títulos.
Num universo de degradação da experiência e qualidade das redacções, a agência noticiosa volta a ganhar relevância – que não teve durante uma série de anos. Hoje a taxa de publicação ipsis-verbis dos despachos da agência é maior que nos anos 90 e isso é sinal do desinvestimento nas redacções e da degradação da qualidade do produto final. Não há-de ser por acaso que o Governo e seus apêndices estrategicamente colocados dedicaram particular atenção à nomeação de um director para a agência Lusa, que já se tornou conhecido entre os jornalistas por querer ler de fio a pavio, com especial atenção, todo o noticiário político antes de ele ser enviado para a linha.
Hoje em dia a imprensa portuguesa está qualitativamente pior que há uns anos, é menos informativa, mais opinativa, e inevitavelmente, perdeu capacidade de iniciativa e desprezou a proximidade aos públicos destinatários. A agenda dos jornais é ditada de fora – não pela actualidade, mas pelo trabalho de assessores de governos, de empresas, de instituições. Mais do que sugerir o que se deve ler, o trabalho de todos estes profissionais dedica-se a evitar que algumas coisas sejam ditas, escritas, abordadas. São os assessores do silêncio e na realidade são eles que mandam em muitos media portugueses. Querem encontrar uma razão para a semelhança e vacuidade da generalidade dos media? Comecem por analisar a coisa por este prisma.
O espectro geral do que se pode ler é mais reduzido, é mais fácil manipular a informação e a opinião do que há uns anos atrás. Há menos vozes contra, há menos media críticos, há menos jornalismo de investigação, há menos procura de histórias que acrescentem alguma coisa de novo.
Quando um regime sorri ao ver diminuir o leque de informação de que a sociedade dispõe as coisas não vão nada bem; e quando a sociedade fica impassível assistindo à redução da sua possibilidade de escolha, então o assunto é mesmo sério.
Nota – Quando «O Independente» nasceu em 1988 eu era seu subdirector. Ao longo destes 18 anos de vida estive quase sempre mais ou menos ligado ao jornal. O «Indy» nasceu como um projecto contra a passividade, que é o que hoje abunda na sociedade portuguesa. Tenho muita honra em me terem deixado sempre escrever nestas páginas.
Faz falta um jornal assim – que saiba dizer não. Que saiba dizer: Basta!
Untitled
UM REGIME PERIGOSO
(sobre o fim de «O INDEPENDENTE»)
O regime patrocina o apoliticismo, o amorfismo, o acriticismo, enaltece o cinzentismo, cuida religiosamente do dogma da infalibilidade de quem manda e promove os guardiões do templo. Aos poucos, nos últimos anos, foi-se reduzindo o leque de sensibilidades com presença relevante nos media portugueses.
O futuro analisará o peso que teve a concentração de media no universo da PT num panorama de efectiva diminuição de liberdade de escolha dos leitores e de consequente declínio da qualidade dos títulos.
Num universo de degradação da experiência e qualidade das redacções, a agência noticiosa volta a ganhar relevância – que não teve durante uma série de anos. Hoje a taxa de publicação ipsis-verbis dos despachos da agência é maior que nos anos 90 e isso é sinal do desinvestimento nas redacções e da degradação da qualidade do produto final. Não há-de ser por acaso que o Governo e seus apêndices estrategicamente colocados dedicaram particular atenção à nomeação de um director para a agência Lusa, que já se tornou conhecido entre os jornalistas por querer ler de fio a pavio, com especial atenção, todo o noticiário político antes de ele ser enviado para a linha.
Hoje em dia a imprensa portuguesa está qualitativamente pior que há uns anos, é menos informativa, mais opinativa, e inevitavelmente, perdeu capacidade de iniciativa e desprezou a proximidade aos públicos destinatários. A agenda dos jornais é ditada de fora – não pela actualidade, mas pelo trabalho de assessores de governos, de empresas, de instituições. Mais do que sugerir o que se deve ler, o trabalho de todos estes profissionais dedica-se a evitar que algumas coisas sejam ditas, escritas, abordadas. São os assessores do silêncio e na realidade são eles que mandam em muitos media portugueses. Querem encontrar uma razão para a semelhança e vacuidade da generalidade dos media? Comecem por analisar a coisa por este prisma.
O espectro geral do que se pode ler é mais reduzido, é mais fácil manipular a informação e a opinião do que há uns anos atrás. Há menos vozes contra, há menos media críticos, há menos jornalismo de investigação, há menos procura de histórias que acrescentem alguma coisa de novo.
Quando um regime sorri ao ver diminuir o leque de informação de que a sociedade dispõe as coisas não vão nada bem; e quando a sociedade fica impassível assistindo à redução da sua possibilidade de escolha, então o assunto é mesmo sério.
Nota – Quando «O Independente» nasceu em 1988 eu era seu subdirector. Ao longo destes 18 anos de vida estive quase sempre mais ou menos ligado ao jornal. O «Indy» nasceu como um projecto contra a passividade, que é o que hoje abunda na sociedade portuguesa. Tenho muita honra em me terem deixado sempre escrever nestas páginas.
Faz falta um jornal assim – que saiba dizer não. Que saiba dizer: Basta!
(sobre o fim de «O INDEPENDENTE»)
O regime patrocina o apoliticismo, o amorfismo, o acriticismo, enaltece o cinzentismo, cuida religiosamente do dogma da infalibilidade de quem manda e promove os guardiões do templo. Aos poucos, nos últimos anos, foi-se reduzindo o leque de sensibilidades com presença relevante nos media portugueses.
O futuro analisará o peso que teve a concentração de media no universo da PT num panorama de efectiva diminuição de liberdade de escolha dos leitores e de consequente declínio da qualidade dos títulos.
Num universo de degradação da experiência e qualidade das redacções, a agência noticiosa volta a ganhar relevância – que não teve durante uma série de anos. Hoje a taxa de publicação ipsis-verbis dos despachos da agência é maior que nos anos 90 e isso é sinal do desinvestimento nas redacções e da degradação da qualidade do produto final. Não há-de ser por acaso que o Governo e seus apêndices estrategicamente colocados dedicaram particular atenção à nomeação de um director para a agência Lusa, que já se tornou conhecido entre os jornalistas por querer ler de fio a pavio, com especial atenção, todo o noticiário político antes de ele ser enviado para a linha.
Hoje em dia a imprensa portuguesa está qualitativamente pior que há uns anos, é menos informativa, mais opinativa, e inevitavelmente, perdeu capacidade de iniciativa e desprezou a proximidade aos públicos destinatários. A agenda dos jornais é ditada de fora – não pela actualidade, mas pelo trabalho de assessores de governos, de empresas, de instituições. Mais do que sugerir o que se deve ler, o trabalho de todos estes profissionais dedica-se a evitar que algumas coisas sejam ditas, escritas, abordadas. São os assessores do silêncio e na realidade são eles que mandam em muitos media portugueses. Querem encontrar uma razão para a semelhança e vacuidade da generalidade dos media? Comecem por analisar a coisa por este prisma.
O espectro geral do que se pode ler é mais reduzido, é mais fácil manipular a informação e a opinião do que há uns anos atrás. Há menos vozes contra, há menos media críticos, há menos jornalismo de investigação, há menos procura de histórias que acrescentem alguma coisa de novo.
Quando um regime sorri ao ver diminuir o leque de informação de que a sociedade dispõe as coisas não vão nada bem; e quando a sociedade fica impassível assistindo à redução da sua possibilidade de escolha, então o assunto é mesmo sério.
Nota – Quando «O Independente» nasceu em 1988 eu era seu subdirector. Ao longo destes 18 anos de vida estive quase sempre mais ou menos ligado ao jornal. O «Indy» nasceu como um projecto contra a passividade, que é o que hoje abunda na sociedade portuguesa. Tenho muita honra em me terem deixado sempre escrever nestas páginas.
Faz falta um jornal assim – que saiba dizer não. Que saiba dizer: Basta!
O PONTO DE PARTIDA
Os jornais acabam quando empresarialmente já não fazem sentido, não há volta a dar ao assunto. «O Independente» nasceu contra a passividade, uma coisa que hoje abunda na sociedade portuguesa. Para além das razões que levaram à situação actual, a verdade é que o fecho de «O Independente» significa uma redução do leque de sensibilidades presentes nos media portugueses - é um sinal político destes tempos onde o controlo da informação aperta e onde é arriscado abraçar - mesmo empresarialmente - projectos incómodos. O regime é cinzento e acinzenta tudo à sua volta.
Vale a pena recordar que «O Independente» foi o ponto de partida para um dos poucos grupos económicos exclusivamente dedicados aos media e com sucesso que existe em Portugal. Um grupo de capitalistas com coragem e sentido de risco juntou-se para criar uma empresa de comunicação e não interferiu no produto. Esses fundadores de «O Independente», os que o financiaram desde o início, merecem hoje uma palavra - até porque, a verdade, é que a situação mudou tanto que não sei se hoje seria possível juntar um investimento tão significativo como aquele que, há 18 anos, permitiu fundar um jornal assumidamente de direita num universo mediático que continua predominantemente alinhado à esquerda.
Os jornais acabam quando empresarialmente já não fazem sentido, não há volta a dar ao assunto. «O Independente» nasceu contra a passividade, uma coisa que hoje abunda na sociedade portuguesa. Para além das razões que levaram à situação actual, a verdade é que o fecho de «O Independente» significa uma redução do leque de sensibilidades presentes nos media portugueses - é um sinal político destes tempos onde o controlo da informação aperta e onde é arriscado abraçar - mesmo empresarialmente - projectos incómodos. O regime é cinzento e acinzenta tudo à sua volta.
Vale a pena recordar que «O Independente» foi o ponto de partida para um dos poucos grupos económicos exclusivamente dedicados aos media e com sucesso que existe em Portugal. Um grupo de capitalistas com coragem e sentido de risco juntou-se para criar uma empresa de comunicação e não interferiu no produto. Esses fundadores de «O Independente», os que o financiaram desde o início, merecem hoje uma palavra - até porque, a verdade, é que a situação mudou tanto que não sei se hoje seria possível juntar um investimento tão significativo como aquele que, há 18 anos, permitiu fundar um jornal assumidamente de direita num universo mediático que continua predominantemente alinhado à esquerda.
Untitled
O PONTO DE PARTIDA
Os jornais acabam quando empresarialmente já não fazem sentido, não há volta a dar ao assunto. «O Independente» nasceu contra a passividade, uma coisa que hoje abunda na sociedade portuguesa. Para além das razões que levaram à situação actual, a verdade é que o fecho de «O Independente» significa uma redução do leque de sensibilidades presentes nos media portugueses - é um sinal político destes tempos onde o controlo da informação aperta e onde é arriscado abraçar - mesmo empresarialmente - projectos incómodos. O regime é cinzento e acinzenta tudo à sua volta.
Vale a pena recordar que «O Independente» foi o ponto de partida para um dos poucos grupos económicos exclusivamente dedicados aos media e com sucesso que existe em Portugal. Um grupo de capitalistas com coragem e sentido de risco juntou-se para criar uma empresa de comunicação e não interferiu no produto. Esses fundadores de «O Independente», os que o financiaram desde o início, merecem hoje uma palavra - até porque, a verdade, é que a situação mudou tanto que não sei se hoje seria possível juntar um investimento tão significativo como aquele que, há 18 anos, permitiu fundar um jornal assumidamente de direita num universo mediático que continua predominantemente alinhado à esquerda.
Os jornais acabam quando empresarialmente já não fazem sentido, não há volta a dar ao assunto. «O Independente» nasceu contra a passividade, uma coisa que hoje abunda na sociedade portuguesa. Para além das razões que levaram à situação actual, a verdade é que o fecho de «O Independente» significa uma redução do leque de sensibilidades presentes nos media portugueses - é um sinal político destes tempos onde o controlo da informação aperta e onde é arriscado abraçar - mesmo empresarialmente - projectos incómodos. O regime é cinzento e acinzenta tudo à sua volta.
Vale a pena recordar que «O Independente» foi o ponto de partida para um dos poucos grupos económicos exclusivamente dedicados aos media e com sucesso que existe em Portugal. Um grupo de capitalistas com coragem e sentido de risco juntou-se para criar uma empresa de comunicação e não interferiu no produto. Esses fundadores de «O Independente», os que o financiaram desde o início, merecem hoje uma palavra - até porque, a verdade, é que a situação mudou tanto que não sei se hoje seria possível juntar um investimento tão significativo como aquele que, há 18 anos, permitiu fundar um jornal assumidamente de direita num universo mediático que continua predominantemente alinhado à esquerda.
agosto 30, 2006
FOGOS – O Director de Informação da RTP escandalizou-se com a opinião de um jornalista, crítico e estudioso de TV, sobre a cobertura feita pelo canal do Estado aos incêndios, que acusou de ser manipulada para benefício da imagem do Governo. Ameaçou o autor das críticas de processos judiciais e garantiu ir recorrer à Entidade Reguladora, que agora pelos vistos é a depositária de queixinhas do concessionário de Serviço Público. Acho extraordinária a reacção: as pressões existem, conheço muita gente que as reconhece, conheço quem lhes resista e vejo quem lhes cede. Pensar que o Governo não interfere no Serviço Público é uma ficção perigosa, não é apenas uma ingenuidade própria de lolitas em busca da inocência perdida. A situação é antiga e está sempre presente ao longo dos anos – com o correr dos tempos foi-se refinando: hoje são sugestões transmitidas, cumplicidades sopradas, desabafos deixados cair – no sítio certo, na circunstância certa, com um objectivo preciso. Eduardo Cintra Torres, o crítico em questão, fez bem em recolher dados, mostrá-los, tornar evidente quais os serviços noticiosos que subalternizaram o noticiário relativo a incêndios; à RTP fica mal a maneira como reage, recorrendo a ameaças para justificar um alinhamento editorial mais próprio do Burkina Faso do que de Portugal.
AUDIOVISUAL – Na semana passada o Governo aprovou o Decreto-Lei que regulamenta medidas relativas ao fomento, ao desenvolvimento e à protecção das artes e actividades cinematográficas e audiovisuais. O comunicado do Conselho de Ministros sobre este assunto salienta que o objectivo do diploma é reforçar as «políticas públicas na área do cinema e do audiovisual, tanto através dos apoios ao desenvolvimento da criatividade e inovação artística no âmbito do ICAM, como através das parceiras com o sector privado e dos incentivos no âmbito do fundo de investimento agora criado, visando o desenvolvimento sustentado do tecido empresarial do sector, constituído nomeadamente por pequenas e médias empresas de produção independente». Palavras, lindas palavras. Assim que li isto perguntei logo à Associação de Produtores Independentes de Televisão (APIT) se conheciam o diploma e o que achavam. Resposta: em 3 de Novembro passado enviaram ao Secretário de Estado da Cultura a sua resposta aos projectos de diploma agora aprovados, mas nunca ninguém depois reagiu nem às sugestões, nem às críticas. Ignoravam o que ficou na versão final. Fui à procura do Diploma aprovado e não encontrei nada. Terei que esperar pela sua publicação em «Diário da República». Do documento enviado pela APIT ao Secretário de Estado destacam-se duas ideias-chave: as propostas mantinham uma situação de privilégio nos apoios ao cinema, área que nos últimos cinco anos recebeu 50 milhões de euros para apoios à produção, traduzidos em obras, na generalidade, de pouco valor criativo, artístico e muito menos económico; e o Governo não fazia um esforço sério para fomentar a consolidação do tecido industrial do audiovisual, uma coisa paradoxal num executivo que olha para plataformas digitais e para a convergência de meios como um dos caminhos do futuro. Este Governo volta pois a acarinhar o mito do artesanatozito pretensamente criativo do cinema português, uma fantasia caríssima e que, com raras excepções, não existe. Vou esperar por ler o texto final, mas o que estava nos projectos era mau, era um retrocesso, era a manutenção de um status quo que é responsável pelo nosso atraso na matéria.
VER – A edição de Setembro da revista «Wallpaper», em pleno processo de celebração dos seus dez anos de vida. A «Wallpaper» tornou-se numa das melhores revistas do final dos anos 90, partindo de um posicionamento centrado no design e na arquitectura. Nesta edição destaque precisamente para a consolidação do design no coleccionismo de arte contemporânea, e para os artigos sobre os novos trabalhos do arquitecto Jean Nouvel em Paris e Minneapolis, um museu em Aomori, no Japão e para o novo projecto de Rem Koolhas (Casa da Música, Porto), desta vez um museu em Seul, Coreia. A finalizar, já que esta semana estamos no audiovisual, uma boa lição para muitos dos que pensam cenários em Portugal, imagens das obras cenográficas para televisão da francesa Marina Gadonneix.
OUVIR – Jazz na Europa FM, 90.4 Lisboa.
CURIOSIDADE – O Café Império, renovado, que abre hoje em Lisboa.
BACK TO BASICS – Negar a evidência dá sempre mau resultado.
AUDIOVISUAL – Na semana passada o Governo aprovou o Decreto-Lei que regulamenta medidas relativas ao fomento, ao desenvolvimento e à protecção das artes e actividades cinematográficas e audiovisuais. O comunicado do Conselho de Ministros sobre este assunto salienta que o objectivo do diploma é reforçar as «políticas públicas na área do cinema e do audiovisual, tanto através dos apoios ao desenvolvimento da criatividade e inovação artística no âmbito do ICAM, como através das parceiras com o sector privado e dos incentivos no âmbito do fundo de investimento agora criado, visando o desenvolvimento sustentado do tecido empresarial do sector, constituído nomeadamente por pequenas e médias empresas de produção independente». Palavras, lindas palavras. Assim que li isto perguntei logo à Associação de Produtores Independentes de Televisão (APIT) se conheciam o diploma e o que achavam. Resposta: em 3 de Novembro passado enviaram ao Secretário de Estado da Cultura a sua resposta aos projectos de diploma agora aprovados, mas nunca ninguém depois reagiu nem às sugestões, nem às críticas. Ignoravam o que ficou na versão final. Fui à procura do Diploma aprovado e não encontrei nada. Terei que esperar pela sua publicação em «Diário da República». Do documento enviado pela APIT ao Secretário de Estado destacam-se duas ideias-chave: as propostas mantinham uma situação de privilégio nos apoios ao cinema, área que nos últimos cinco anos recebeu 50 milhões de euros para apoios à produção, traduzidos em obras, na generalidade, de pouco valor criativo, artístico e muito menos económico; e o Governo não fazia um esforço sério para fomentar a consolidação do tecido industrial do audiovisual, uma coisa paradoxal num executivo que olha para plataformas digitais e para a convergência de meios como um dos caminhos do futuro. Este Governo volta pois a acarinhar o mito do artesanatozito pretensamente criativo do cinema português, uma fantasia caríssima e que, com raras excepções, não existe. Vou esperar por ler o texto final, mas o que estava nos projectos era mau, era um retrocesso, era a manutenção de um status quo que é responsável pelo nosso atraso na matéria.
VER – A edição de Setembro da revista «Wallpaper», em pleno processo de celebração dos seus dez anos de vida. A «Wallpaper» tornou-se numa das melhores revistas do final dos anos 90, partindo de um posicionamento centrado no design e na arquitectura. Nesta edição destaque precisamente para a consolidação do design no coleccionismo de arte contemporânea, e para os artigos sobre os novos trabalhos do arquitecto Jean Nouvel em Paris e Minneapolis, um museu em Aomori, no Japão e para o novo projecto de Rem Koolhas (Casa da Música, Porto), desta vez um museu em Seul, Coreia. A finalizar, já que esta semana estamos no audiovisual, uma boa lição para muitos dos que pensam cenários em Portugal, imagens das obras cenográficas para televisão da francesa Marina Gadonneix.
OUVIR – Jazz na Europa FM, 90.4 Lisboa.
CURIOSIDADE – O Café Império, renovado, que abre hoje em Lisboa.
BACK TO BASICS – Negar a evidência dá sempre mau resultado.
Untitled
FOGOS – O Director de Informação da RTP escandalizou-se com a opinião de um jornalista, crítico e estudioso de TV, sobre a cobertura feita pelo canal do Estado aos incêndios, que acusou de ser manipulada para benefício da imagem do Governo. Ameaçou o autor das críticas de processos judiciais e garantiu ir recorrer à Entidade Reguladora, que agora pelos vistos é a depositária de queixinhas do concessionário de Serviço Público. Acho extraordinária a reacção: as pressões existem, conheço muita gente que as reconhece, conheço quem lhes resista e vejo quem lhes cede. Pensar que o Governo não interfere no Serviço Público é uma ficção perigosa, não é apenas uma ingenuidade própria de lolitas em busca da inocência perdida. A situação é antiga e está sempre presente ao longo dos anos – com o correr dos tempos foi-se refinando: hoje são sugestões transmitidas, cumplicidades sopradas, desabafos deixados cair – no sítio certo, na circunstância certa, com um objectivo preciso. Eduardo Cintra Torres, o crítico em questão, fez bem em recolher dados, mostrá-los, tornar evidente quais os serviços noticiosos que subalternizaram o noticiário relativo a incêndios; à RTP fica mal a maneira como reage, recorrendo a ameaças para justificar um alinhamento editorial mais próprio do Burkina Faso do que de Portugal.
AUDIOVISUAL – Na semana passada o Governo aprovou o Decreto-Lei que regulamenta medidas relativas ao fomento, ao desenvolvimento e à protecção das artes e actividades cinematográficas e audiovisuais. O comunicado do Conselho de Ministros sobre este assunto salienta que o objectivo do diploma é reforçar as «políticas públicas na área do cinema e do audiovisual, tanto através dos apoios ao desenvolvimento da criatividade e inovação artística no âmbito do ICAM, como através das parceiras com o sector privado e dos incentivos no âmbito do fundo de investimento agora criado, visando o desenvolvimento sustentado do tecido empresarial do sector, constituído nomeadamente por pequenas e médias empresas de produção independente». Palavras, lindas palavras. Assim que li isto perguntei logo à Associação de Produtores Independentes de Televisão (APIT) se conheciam o diploma e o que achavam. Resposta: em 3 de Novembro passado enviaram ao Secretário de Estado da Cultura a sua resposta aos projectos de diploma agora aprovados, mas nunca ninguém depois reagiu nem às sugestões, nem às críticas. Ignoravam o que ficou na versão final. Fui à procura do Diploma aprovado e não encontrei nada. Terei que esperar pela sua publicação em «Diário da República». Do documento enviado pela APIT ao Secretário de Estado destacam-se duas ideias-chave: as propostas mantinham uma situação de privilégio nos apoios ao cinema, área que nos últimos cinco anos recebeu 50 milhões de euros para apoios à produção, traduzidos em obras, na generalidade, de pouco valor criativo, artístico e muito menos económico; e o Governo não fazia um esforço sério para fomentar a consolidação do tecido industrial do audiovisual, uma coisa paradoxal num executivo que olha para plataformas digitais e para a convergência de meios como um dos caminhos do futuro. Este Governo volta pois a acarinhar o mito do artesanatozito pretensamente criativo do cinema português, uma fantasia caríssima e que, com raras excepções, não existe. Vou esperar por ler o texto final, mas o que estava nos projectos era mau, era um retrocesso, era a manutenção de um status quo que é responsável pelo nosso atraso na matéria.
VER – A edição de Setembro da revista «Wallpaper», em pleno processo de celebração dos seus dez anos de vida. A «Wallpaper» tornou-se numa das melhores revistas do final dos anos 90, partindo de um posicionamento centrado no design e na arquitectura. Nesta edição destaque precisamente para a consolidação do design no coleccionismo de arte contemporânea, e para os artigos sobre os novos trabalhos do arquitecto Jean Nouvel em Paris e Minneapolis, um museu em Aomori, no Japão e para o novo projecto de Rem Koolhas (Casa da Música, Porto), desta vez um museu em Seul, Coreia. A finalizar, já que esta semana estamos no audiovisual, uma boa lição para muitos dos que pensam cenários em Portugal, imagens das obras cenográficas para televisão da francesa Marina Gadonneix.
OUVIR – Jazz na Europa FM, 90.4 Lisboa.
CURIOSIDADE – O Café Império, renovado, que abre hoje em Lisboa.
BACK TO BASICS – Negar a evidência dá sempre mau resultado.
AUDIOVISUAL – Na semana passada o Governo aprovou o Decreto-Lei que regulamenta medidas relativas ao fomento, ao desenvolvimento e à protecção das artes e actividades cinematográficas e audiovisuais. O comunicado do Conselho de Ministros sobre este assunto salienta que o objectivo do diploma é reforçar as «políticas públicas na área do cinema e do audiovisual, tanto através dos apoios ao desenvolvimento da criatividade e inovação artística no âmbito do ICAM, como através das parceiras com o sector privado e dos incentivos no âmbito do fundo de investimento agora criado, visando o desenvolvimento sustentado do tecido empresarial do sector, constituído nomeadamente por pequenas e médias empresas de produção independente». Palavras, lindas palavras. Assim que li isto perguntei logo à Associação de Produtores Independentes de Televisão (APIT) se conheciam o diploma e o que achavam. Resposta: em 3 de Novembro passado enviaram ao Secretário de Estado da Cultura a sua resposta aos projectos de diploma agora aprovados, mas nunca ninguém depois reagiu nem às sugestões, nem às críticas. Ignoravam o que ficou na versão final. Fui à procura do Diploma aprovado e não encontrei nada. Terei que esperar pela sua publicação em «Diário da República». Do documento enviado pela APIT ao Secretário de Estado destacam-se duas ideias-chave: as propostas mantinham uma situação de privilégio nos apoios ao cinema, área que nos últimos cinco anos recebeu 50 milhões de euros para apoios à produção, traduzidos em obras, na generalidade, de pouco valor criativo, artístico e muito menos económico; e o Governo não fazia um esforço sério para fomentar a consolidação do tecido industrial do audiovisual, uma coisa paradoxal num executivo que olha para plataformas digitais e para a convergência de meios como um dos caminhos do futuro. Este Governo volta pois a acarinhar o mito do artesanatozito pretensamente criativo do cinema português, uma fantasia caríssima e que, com raras excepções, não existe. Vou esperar por ler o texto final, mas o que estava nos projectos era mau, era um retrocesso, era a manutenção de um status quo que é responsável pelo nosso atraso na matéria.
VER – A edição de Setembro da revista «Wallpaper», em pleno processo de celebração dos seus dez anos de vida. A «Wallpaper» tornou-se numa das melhores revistas do final dos anos 90, partindo de um posicionamento centrado no design e na arquitectura. Nesta edição destaque precisamente para a consolidação do design no coleccionismo de arte contemporânea, e para os artigos sobre os novos trabalhos do arquitecto Jean Nouvel em Paris e Minneapolis, um museu em Aomori, no Japão e para o novo projecto de Rem Koolhas (Casa da Música, Porto), desta vez um museu em Seul, Coreia. A finalizar, já que esta semana estamos no audiovisual, uma boa lição para muitos dos que pensam cenários em Portugal, imagens das obras cenográficas para televisão da francesa Marina Gadonneix.
OUVIR – Jazz na Europa FM, 90.4 Lisboa.
CURIOSIDADE – O Café Império, renovado, que abre hoje em Lisboa.
BACK TO BASICS – Negar a evidência dá sempre mau resultado.
SÓ PODE SER ANEDOTA
Antes de mais nada deixem-me esclarecer que sou completamente a favor de um apertado controlo de uso de armas de fogo, quer por civis, quer por forças policiais. Manifesta e factualmente Portugal é neste domínio um país descontrolado – em parte por causa dos caçadores, em parte pela forma como as forças policiais têm tradicionalmente utilizado armas de fogo, quer em serviço, quer os seus agentes enquanto civis.
Mas até dou de barato que convém regulamentar bem e limitar a utilização de armas de fogo por civis – e sempre achei que a forma como em época de caça se passeiam, exibem e utilizam armas é uma coisa absolutamente inaceitável – e que objectivamente cria a existência de um número elevado de espingardas, algumas das quais são depois utilizadas noutras actividades.
Regulamente-se, portanto. Mas para manter alguma seriedade na coisa, convirá que se regulamente com lógica.
A nova lei prevê, e bem, que as licenças de utilização de armas, estejam dependentes da frequência de um curso de formação técnica e cívica. Ora aqui é que começa a parte anedótica da legislação: é que a Lei prevê que estes cursos sejam ministrados pela PSP ou por entidades que ela credencie. O ponto é precisamente este: alguém em seu perfeito juízo acha que a PSP pode ser referência em formação cívica? Uma força policial que abusa da autoridade, da força, e das armas de que dispõe, que ora foge do crime organizado, ora faz uso desproporcionado da força em conflitos controlados, que referências cívicas tem? O legislador deveria reconverter-se para escritor de anedotas: acreditar que a PSP seja uma referência cívica é um erro fatal – tanto mais que o historial de uso indevido de armas de fogo pelos seus agentes, em serviço e fora dele, é manifestamente uma prova precisamente do contrário. A PSP na prática é a força que decide quem pode e não pode usar arma – é isso que está na letra da Lei e isso é uma garantia de insegurança certa, uma porta aberta para o arbítrio, e tendo em conta casos recentes, mais uma possibilidade de corruptelas variadas.
Outro ponto que esta Lei mantém, inexplicavelmente, é a concessão automática de licenças de uso e porte de arma a deputados e governantes – deve ser alguma herança do jacobinismo do início da República, mas nos dias de hoje é inexplicável.
De boas intenções está o inferno cheio – e esta Lei parece ser apenas um somatório de boas intenções para tranquilizar os simples de espírito
Antes de mais nada deixem-me esclarecer que sou completamente a favor de um apertado controlo de uso de armas de fogo, quer por civis, quer por forças policiais. Manifesta e factualmente Portugal é neste domínio um país descontrolado – em parte por causa dos caçadores, em parte pela forma como as forças policiais têm tradicionalmente utilizado armas de fogo, quer em serviço, quer os seus agentes enquanto civis.
Mas até dou de barato que convém regulamentar bem e limitar a utilização de armas de fogo por civis – e sempre achei que a forma como em época de caça se passeiam, exibem e utilizam armas é uma coisa absolutamente inaceitável – e que objectivamente cria a existência de um número elevado de espingardas, algumas das quais são depois utilizadas noutras actividades.
Regulamente-se, portanto. Mas para manter alguma seriedade na coisa, convirá que se regulamente com lógica.
A nova lei prevê, e bem, que as licenças de utilização de armas, estejam dependentes da frequência de um curso de formação técnica e cívica. Ora aqui é que começa a parte anedótica da legislação: é que a Lei prevê que estes cursos sejam ministrados pela PSP ou por entidades que ela credencie. O ponto é precisamente este: alguém em seu perfeito juízo acha que a PSP pode ser referência em formação cívica? Uma força policial que abusa da autoridade, da força, e das armas de que dispõe, que ora foge do crime organizado, ora faz uso desproporcionado da força em conflitos controlados, que referências cívicas tem? O legislador deveria reconverter-se para escritor de anedotas: acreditar que a PSP seja uma referência cívica é um erro fatal – tanto mais que o historial de uso indevido de armas de fogo pelos seus agentes, em serviço e fora dele, é manifestamente uma prova precisamente do contrário. A PSP na prática é a força que decide quem pode e não pode usar arma – é isso que está na letra da Lei e isso é uma garantia de insegurança certa, uma porta aberta para o arbítrio, e tendo em conta casos recentes, mais uma possibilidade de corruptelas variadas.
Outro ponto que esta Lei mantém, inexplicavelmente, é a concessão automática de licenças de uso e porte de arma a deputados e governantes – deve ser alguma herança do jacobinismo do início da República, mas nos dias de hoje é inexplicável.
De boas intenções está o inferno cheio – e esta Lei parece ser apenas um somatório de boas intenções para tranquilizar os simples de espírito
Untitled
SÓ PODE SER ANEDOTA
Antes de mais nada deixem-me esclarecer que sou completamente a favor de um apertado controlo de uso de armas de fogo, quer por civis, quer por forças policiais. Manifesta e factualmente Portugal é neste domínio um país descontrolado – em parte por causa dos caçadores, em parte pela forma como as forças policiais têm tradicionalmente utilizado armas de fogo, quer em serviço, quer os seus agentes enquanto civis.
Mas até dou de barato que convém regulamentar bem e limitar a utilização de armas de fogo por civis – e sempre achei que a forma como em época de caça se passeiam, exibem e utilizam armas é uma coisa absolutamente inaceitável – e que objectivamente cria a existência de um número elevado de espingardas, algumas das quais são depois utilizadas noutras actividades.
Regulamente-se, portanto. Mas para manter alguma seriedade na coisa, convirá que se regulamente com lógica.
A nova lei prevê, e bem, que as licenças de utilização de armas, estejam dependentes da frequência de um curso de formação técnica e cívica. Ora aqui é que começa a parte anedótica da legislação: é que a Lei prevê que estes cursos sejam ministrados pela PSP ou por entidades que ela credencie. O ponto é precisamente este: alguém em seu perfeito juízo acha que a PSP pode ser referência em formação cívica? Uma força policial que abusa da autoridade, da força, e das armas de que dispõe, que ora foge do crime organizado, ora faz uso desproporcionado da força em conflitos controlados, que referências cívicas tem? O legislador deveria reconverter-se para escritor de anedotas: acreditar que a PSP seja uma referência cívica é um erro fatal – tanto mais que o historial de uso indevido de armas de fogo pelos seus agentes, em serviço e fora dele, é manifestamente uma prova precisamente do contrário. A PSP na prática é a força que decide quem pode e não pode usar arma – é isso que está na letra da Lei e isso é uma garantia de insegurança certa, uma porta aberta para o arbítrio, e tendo em conta casos recentes, mais uma possibilidade de corruptelas variadas.
Outro ponto que esta Lei mantém, inexplicavelmente, é a concessão automática de licenças de uso e porte de arma a deputados e governantes – deve ser alguma herança do jacobinismo do início da República, mas nos dias de hoje é inexplicável.
De boas intenções está o inferno cheio – e esta Lei parece ser apenas um somatório de boas intenções para tranquilizar os simples de espírito
Antes de mais nada deixem-me esclarecer que sou completamente a favor de um apertado controlo de uso de armas de fogo, quer por civis, quer por forças policiais. Manifesta e factualmente Portugal é neste domínio um país descontrolado – em parte por causa dos caçadores, em parte pela forma como as forças policiais têm tradicionalmente utilizado armas de fogo, quer em serviço, quer os seus agentes enquanto civis.
Mas até dou de barato que convém regulamentar bem e limitar a utilização de armas de fogo por civis – e sempre achei que a forma como em época de caça se passeiam, exibem e utilizam armas é uma coisa absolutamente inaceitável – e que objectivamente cria a existência de um número elevado de espingardas, algumas das quais são depois utilizadas noutras actividades.
Regulamente-se, portanto. Mas para manter alguma seriedade na coisa, convirá que se regulamente com lógica.
A nova lei prevê, e bem, que as licenças de utilização de armas, estejam dependentes da frequência de um curso de formação técnica e cívica. Ora aqui é que começa a parte anedótica da legislação: é que a Lei prevê que estes cursos sejam ministrados pela PSP ou por entidades que ela credencie. O ponto é precisamente este: alguém em seu perfeito juízo acha que a PSP pode ser referência em formação cívica? Uma força policial que abusa da autoridade, da força, e das armas de que dispõe, que ora foge do crime organizado, ora faz uso desproporcionado da força em conflitos controlados, que referências cívicas tem? O legislador deveria reconverter-se para escritor de anedotas: acreditar que a PSP seja uma referência cívica é um erro fatal – tanto mais que o historial de uso indevido de armas de fogo pelos seus agentes, em serviço e fora dele, é manifestamente uma prova precisamente do contrário. A PSP na prática é a força que decide quem pode e não pode usar arma – é isso que está na letra da Lei e isso é uma garantia de insegurança certa, uma porta aberta para o arbítrio, e tendo em conta casos recentes, mais uma possibilidade de corruptelas variadas.
Outro ponto que esta Lei mantém, inexplicavelmente, é a concessão automática de licenças de uso e porte de arma a deputados e governantes – deve ser alguma herança do jacobinismo do início da República, mas nos dias de hoje é inexplicável.
De boas intenções está o inferno cheio – e esta Lei parece ser apenas um somatório de boas intenções para tranquilizar os simples de espírito
agosto 24, 2006
O MISTÉRIO
O Ministro António Costa teve a coragem de tocar no ponto crucial da questão dos incêndios: a prevenção não funcionou. Para isto ter chegado a este ponto há um conjunto de razões e essas é que todos gostávamos de ver resolvidas.
Em primeiro lugar há incêndios porque eles servem aos interesses económicos de muita gente. O terreno dos interesses é vasto, suspeita-se que acidentado, e embora isto possa parecer uma heresia, provavelmente junta quem lucra com a madeira ardida e quem lucra com o combate aos incêndios. Os incêndios, em si, a triste verdade é esta, transformaram-se numa indústria macabra. É o mistério mais mal escondido de Portugal.
Mas António Costa tocou noutro ponto: o dos fundamentalismos ambientais. Provavelmente sabe do que fala e tem carradas de razão. Portugal anda desde há uns anos a ser governado por um lobby que faz do ambiente uma bandeira para facturar – o Primeiro Ministro deve saber bem disso, de quando ocupou a pasta do ambiente. Alguns ambientalistas estão ao nível dos piores patos bravos, apenas que em sentido contrário. Têm escritório montado, operação de realções públicas em funcionamento e fazem lucrativas consultorias ao Estado. António Costa teve coragem em os denunciar, esperamos que tenha força para resolver o problema. Os ambientalistas bloqueiam os interesses públicos e raramente o fazem nos interesses privados, já repararam?
E em terceiro lugar há o eterno e omnipresente Ministério das Finanças. Está dito e redito que uma parte imensa da floresta portuguesa é um imbróglio jurídico de heranças mal resolvidas – mas é também um caso social grave. Muita gente que herdou pequenas parcelas não tem dinheiro para as manter e limpar. Um Mistério das Finanças que fosse próximo dos cidadãos e do país (e não dos diktat de Bruxelas) podia pensar em fazer deduções à colecta dos gastos incorridos na limpeza de matas, na base de um custo determinado por área definida – ou temos ilusões de que no interior das zonas florestais não se conhece o que são facturas nem IVA, por mais que Bruxelas urre e espernei?. Será que ninguém pode explicar aos burocratas que melhor é deduzir x por metro quadrado limpo que deixar arder hectares por falta de factura legalmente aceitável?
O país profundo vive longe da Europa, de Bruxelas e mesmo do simplex. Experimentem estar numa aldeia do interior e pedir a um trabalhador rural para passar um recibo verde respeitante à limpeza de uma mata. Alguém acredita na seriedade de um Estado que não reconhece a realidade do que administra?
O Ministro António Costa teve a coragem de tocar no ponto crucial da questão dos incêndios: a prevenção não funcionou. Para isto ter chegado a este ponto há um conjunto de razões e essas é que todos gostávamos de ver resolvidas.
Em primeiro lugar há incêndios porque eles servem aos interesses económicos de muita gente. O terreno dos interesses é vasto, suspeita-se que acidentado, e embora isto possa parecer uma heresia, provavelmente junta quem lucra com a madeira ardida e quem lucra com o combate aos incêndios. Os incêndios, em si, a triste verdade é esta, transformaram-se numa indústria macabra. É o mistério mais mal escondido de Portugal.
Mas António Costa tocou noutro ponto: o dos fundamentalismos ambientais. Provavelmente sabe do que fala e tem carradas de razão. Portugal anda desde há uns anos a ser governado por um lobby que faz do ambiente uma bandeira para facturar – o Primeiro Ministro deve saber bem disso, de quando ocupou a pasta do ambiente. Alguns ambientalistas estão ao nível dos piores patos bravos, apenas que em sentido contrário. Têm escritório montado, operação de realções públicas em funcionamento e fazem lucrativas consultorias ao Estado. António Costa teve coragem em os denunciar, esperamos que tenha força para resolver o problema. Os ambientalistas bloqueiam os interesses públicos e raramente o fazem nos interesses privados, já repararam?
E em terceiro lugar há o eterno e omnipresente Ministério das Finanças. Está dito e redito que uma parte imensa da floresta portuguesa é um imbróglio jurídico de heranças mal resolvidas – mas é também um caso social grave. Muita gente que herdou pequenas parcelas não tem dinheiro para as manter e limpar. Um Mistério das Finanças que fosse próximo dos cidadãos e do país (e não dos diktat de Bruxelas) podia pensar em fazer deduções à colecta dos gastos incorridos na limpeza de matas, na base de um custo determinado por área definida – ou temos ilusões de que no interior das zonas florestais não se conhece o que são facturas nem IVA, por mais que Bruxelas urre e espernei?. Será que ninguém pode explicar aos burocratas que melhor é deduzir x por metro quadrado limpo que deixar arder hectares por falta de factura legalmente aceitável?
O país profundo vive longe da Europa, de Bruxelas e mesmo do simplex. Experimentem estar numa aldeia do interior e pedir a um trabalhador rural para passar um recibo verde respeitante à limpeza de uma mata. Alguém acredita na seriedade de um Estado que não reconhece a realidade do que administra?
Untitled
O MISTÉRIO
O Ministro António Costa teve a coragem de tocar no ponto crucial da questão dos incêndios: a prevenção não funcionou. Para isto ter chegado a este ponto há um conjunto de razões e essas é que todos gostávamos de ver resolvidas.
Em primeiro lugar há incêndios porque eles servem aos interesses económicos de muita gente. O terreno dos interesses é vasto, suspeita-se que acidentado, e embora isto possa parecer uma heresia, provavelmente junta quem lucra com a madeira ardida e quem lucra com o combate aos incêndios. Os incêndios, em si, a triste verdade é esta, transformaram-se numa indústria macabra. É o mistério mais mal escondido de Portugal.
Mas António Costa tocou noutro ponto: o dos fundamentalismos ambientais. Provavelmente sabe do que fala e tem carradas de razão. Portugal anda desde há uns anos a ser governado por um lobby que faz do ambiente uma bandeira para facturar – o Primeiro Ministro deve saber bem disso, de quando ocupou a pasta do ambiente. Alguns ambientalistas estão ao nível dos piores patos bravos, apenas que em sentido contrário. Têm escritório montado, operação de realções públicas em funcionamento e fazem lucrativas consultorias ao Estado. António Costa teve coragem em os denunciar, esperamos que tenha força para resolver o problema. Os ambientalistas bloqueiam os interesses públicos e raramente o fazem nos interesses privados, já repararam?
E em terceiro lugar há o eterno e omnipresente Ministério das Finanças. Está dito e redito que uma parte imensa da floresta portuguesa é um imbróglio jurídico de heranças mal resolvidas – mas é também um caso social grave. Muita gente que herdou pequenas parcelas não tem dinheiro para as manter e limpar. Um Mistério das Finanças que fosse próximo dos cidadãos e do país (e não dos diktat de Bruxelas) podia pensar em fazer deduções à colecta dos gastos incorridos na limpeza de matas, na base de um custo determinado por área definida – ou temos ilusões de que no interior das zonas florestais não se conhece o que são facturas nem IVA, por mais que Bruxelas urre e espernei?. Será que ninguém pode explicar aos burocratas que melhor é deduzir x por metro quadrado limpo que deixar arder hectares por falta de factura legalmente aceitável?
O país profundo vive longe da Europa, de Bruxelas e mesmo do simplex. Experimentem estar numa aldeia do interior e pedir a um trabalhador rural para passar um recibo verde respeitante à limpeza de uma mata. Alguém acredita na seriedade de um Estado que não reconhece a realidade do que administra?
O Ministro António Costa teve a coragem de tocar no ponto crucial da questão dos incêndios: a prevenção não funcionou. Para isto ter chegado a este ponto há um conjunto de razões e essas é que todos gostávamos de ver resolvidas.
Em primeiro lugar há incêndios porque eles servem aos interesses económicos de muita gente. O terreno dos interesses é vasto, suspeita-se que acidentado, e embora isto possa parecer uma heresia, provavelmente junta quem lucra com a madeira ardida e quem lucra com o combate aos incêndios. Os incêndios, em si, a triste verdade é esta, transformaram-se numa indústria macabra. É o mistério mais mal escondido de Portugal.
Mas António Costa tocou noutro ponto: o dos fundamentalismos ambientais. Provavelmente sabe do que fala e tem carradas de razão. Portugal anda desde há uns anos a ser governado por um lobby que faz do ambiente uma bandeira para facturar – o Primeiro Ministro deve saber bem disso, de quando ocupou a pasta do ambiente. Alguns ambientalistas estão ao nível dos piores patos bravos, apenas que em sentido contrário. Têm escritório montado, operação de realções públicas em funcionamento e fazem lucrativas consultorias ao Estado. António Costa teve coragem em os denunciar, esperamos que tenha força para resolver o problema. Os ambientalistas bloqueiam os interesses públicos e raramente o fazem nos interesses privados, já repararam?
E em terceiro lugar há o eterno e omnipresente Ministério das Finanças. Está dito e redito que uma parte imensa da floresta portuguesa é um imbróglio jurídico de heranças mal resolvidas – mas é também um caso social grave. Muita gente que herdou pequenas parcelas não tem dinheiro para as manter e limpar. Um Mistério das Finanças que fosse próximo dos cidadãos e do país (e não dos diktat de Bruxelas) podia pensar em fazer deduções à colecta dos gastos incorridos na limpeza de matas, na base de um custo determinado por área definida – ou temos ilusões de que no interior das zonas florestais não se conhece o que são facturas nem IVA, por mais que Bruxelas urre e espernei?. Será que ninguém pode explicar aos burocratas que melhor é deduzir x por metro quadrado limpo que deixar arder hectares por falta de factura legalmente aceitável?
O país profundo vive longe da Europa, de Bruxelas e mesmo do simplex. Experimentem estar numa aldeia do interior e pedir a um trabalhador rural para passar um recibo verde respeitante à limpeza de uma mata. Alguém acredita na seriedade de um Estado que não reconhece a realidade do que administra?
GALOPANTE - O montante total de «product placement» pago em programas de televisão, filmes e outros media vai aumentar 38,8% para 3,07 mil milhões de dólares em 2006, revela um estudo desenvolvido pela empresa norte-americana PQ. Segundo o mesmo estudo já em 2005 se tinha verificado um aumento de 42,2%, para um valor total de 2,21 mil milhões de dólares. « O Product Placement evoluiu de ser apenas uma nova táctica de marketing para se tornar numa peça fundamental das estratégias de marketing a nível global e isso tem a ver com a procura de formas de estabelecer ligações emocionais fortes com os consumidores», sublinhou o presidente da empresa. Segundo o mesmo estudo o país onde existem maiores investimentos em product placement é os Estados Unidos, seguidos pelo Brasil, Austrália, França e Japão. Segundo a PQ Media em 2010 o mercado global de Product Placement deve atingir os 7,55 mil milhões de dólares com um ritmo de crescimento médio anual de 27,9%.
IRRA - Um novo media está a nascer nos Estados Unidos, dirigido aos jogadores de golfe. A ideia é aproveitar os ecrãs dos sistemas de GPS que já existem nos buggys de alguns clubes de golfe (no Algarve já existem vários assim equipados). Para além da localização da bola, distância ao buraco e conselhos para o shot a efectuar, os ecrãs veiculariam mensagens publicitárias seleccionadas dirigidas a clientes com elevado poder de compra. O sistema está a ser desenvolvido nos Estados Unidos pela ProLink Solutions. Já nem no golfe se poderá estar descansado?
FOFOCA - Um site norte-americano dedicado a jornalistas, que funciona como bolsa de emprego, mas também como fonte de notícias sobre media, fofoca de redacções e seus profissionais, está a tornar-se num êxito de tal maneira grande que já surgiram diversos interessados na sua aquisição, desde companhias de media até empresas de colocação e emprego. Vale a pena visitar www.mediabistro.com para ver como ele é de facto muito bem conseguido.
LER – O mais recente livro de Vasco Pulido Valente lê-se de um fôlego e é arrebatador como um bom thriller. Não se trata de um romance, mas sim da biografia de Henrique Paiva Couceiro, titulada «Um Heróis Português». Paiva Couceiro viveu entre 1861 e 1944 e nesta obra, a pretexto da vida do militar, aventureiro, político, percorre-se também a História de Portugal desse período. Vasco Pulido Valente diz que Paiva Couceiro viveu a vida de um D.Quixote, e é a sensação de aventura que percorre todo o livro. Vasco Pulido Valente é provavelmente quem melhor escreve sobre a História recente de Portugal e uma das cabeças que melhor e mais lucidamente reflecte sobre o país. Este livro reafirma isso exactamente.
OUVIR – Gosto de comprar compilações – gosto de as ouvir, de sentir a conjugação de estilos, o encadeamento de sons. A Deutsche Grammophon tem uma série de compilações a que chamou «Weekend Classics». Antes de vir de férias comprei na FNAC o «Baroque Guitar Weekend» e a verdade é que tem funcionado como banda sonora de grande parte do meu verão – a guitarra transmite-me uma sensação que supera as ausências, que evoca os bons momentos e que me ajuda a ler. Na compilação estão peças de Vivaldi, Bach, Weiss, Handel e as inevitáveis «Suite Española» de Gaspar Sanz e o clássico «Greensleeves», um tradicional do século XVI. Instrumento importante da música barroca, mas muito desprezado depois e apenas retomado pelas músicas populares do século XX, a guitarra tem em si uma particularidade que não pára de seduzir – pode estar sozinha que a riqueza do seu som é sempre surpreendente.
PETISCO – Numa destas tardes, mão amiga fez-me provar uma das delícias da gastronomia portuguesa: a utilização de molho vilão como base para acolher carne de caça desfiada, uma ideia ribatejana. No caso foi uma perdiz, simplesmente cozida e depois desossada e desfiada em bocados pequenos. O molho vilão tem uma receita simples: duas partes de bom azeite para um pouco menos que uma parte de bom vinagre de vinho, sal, pimenta, tudo bem mexido. A esta vinagreta junta-se uma cebola picadinha muito fina, salsa picada e um ou dois dentes de alho também picados. Há quem lhe junte colorau. O molho assim preparado aparece um pouco por toda a parte, desde Trás-os montes (com coelho), aos Açores para realçar chicharros ou à Madeira, para dar mais vida às cavalas. Assim, com a perdiz desfiada bem misturada e ensopada no molho, faz uma pasta que fica uma delícia a barrar fatias de bom pão cortado fininho. Dizem que feito de véspera ainda fica melhor. Preparado por quem sabe e na boa companhia isto é mesmo um petisco.
BACK TO BASICS – Parte do segredo de uma vida de sucesso é comer aquilo de que se gosta e deixar que os alimentos se degladiem depois dentro do nosso corpo (Mark Twain).
IRRA - Um novo media está a nascer nos Estados Unidos, dirigido aos jogadores de golfe. A ideia é aproveitar os ecrãs dos sistemas de GPS que já existem nos buggys de alguns clubes de golfe (no Algarve já existem vários assim equipados). Para além da localização da bola, distância ao buraco e conselhos para o shot a efectuar, os ecrãs veiculariam mensagens publicitárias seleccionadas dirigidas a clientes com elevado poder de compra. O sistema está a ser desenvolvido nos Estados Unidos pela ProLink Solutions. Já nem no golfe se poderá estar descansado?
FOFOCA - Um site norte-americano dedicado a jornalistas, que funciona como bolsa de emprego, mas também como fonte de notícias sobre media, fofoca de redacções e seus profissionais, está a tornar-se num êxito de tal maneira grande que já surgiram diversos interessados na sua aquisição, desde companhias de media até empresas de colocação e emprego. Vale a pena visitar www.mediabistro.com para ver como ele é de facto muito bem conseguido.
LER – O mais recente livro de Vasco Pulido Valente lê-se de um fôlego e é arrebatador como um bom thriller. Não se trata de um romance, mas sim da biografia de Henrique Paiva Couceiro, titulada «Um Heróis Português». Paiva Couceiro viveu entre 1861 e 1944 e nesta obra, a pretexto da vida do militar, aventureiro, político, percorre-se também a História de Portugal desse período. Vasco Pulido Valente diz que Paiva Couceiro viveu a vida de um D.Quixote, e é a sensação de aventura que percorre todo o livro. Vasco Pulido Valente é provavelmente quem melhor escreve sobre a História recente de Portugal e uma das cabeças que melhor e mais lucidamente reflecte sobre o país. Este livro reafirma isso exactamente.
OUVIR – Gosto de comprar compilações – gosto de as ouvir, de sentir a conjugação de estilos, o encadeamento de sons. A Deutsche Grammophon tem uma série de compilações a que chamou «Weekend Classics». Antes de vir de férias comprei na FNAC o «Baroque Guitar Weekend» e a verdade é que tem funcionado como banda sonora de grande parte do meu verão – a guitarra transmite-me uma sensação que supera as ausências, que evoca os bons momentos e que me ajuda a ler. Na compilação estão peças de Vivaldi, Bach, Weiss, Handel e as inevitáveis «Suite Española» de Gaspar Sanz e o clássico «Greensleeves», um tradicional do século XVI. Instrumento importante da música barroca, mas muito desprezado depois e apenas retomado pelas músicas populares do século XX, a guitarra tem em si uma particularidade que não pára de seduzir – pode estar sozinha que a riqueza do seu som é sempre surpreendente.
PETISCO – Numa destas tardes, mão amiga fez-me provar uma das delícias da gastronomia portuguesa: a utilização de molho vilão como base para acolher carne de caça desfiada, uma ideia ribatejana. No caso foi uma perdiz, simplesmente cozida e depois desossada e desfiada em bocados pequenos. O molho vilão tem uma receita simples: duas partes de bom azeite para um pouco menos que uma parte de bom vinagre de vinho, sal, pimenta, tudo bem mexido. A esta vinagreta junta-se uma cebola picadinha muito fina, salsa picada e um ou dois dentes de alho também picados. Há quem lhe junte colorau. O molho assim preparado aparece um pouco por toda a parte, desde Trás-os montes (com coelho), aos Açores para realçar chicharros ou à Madeira, para dar mais vida às cavalas. Assim, com a perdiz desfiada bem misturada e ensopada no molho, faz uma pasta que fica uma delícia a barrar fatias de bom pão cortado fininho. Dizem que feito de véspera ainda fica melhor. Preparado por quem sabe e na boa companhia isto é mesmo um petisco.
BACK TO BASICS – Parte do segredo de uma vida de sucesso é comer aquilo de que se gosta e deixar que os alimentos se degladiem depois dentro do nosso corpo (Mark Twain).
Untitled
GALOPANTE - O montante total de «product placement» pago em programas de televisão, filmes e outros media vai aumentar 38,8% para 3,07 mil milhões de dólares em 2006, revela um estudo desenvolvido pela empresa norte-americana PQ. Segundo o mesmo estudo já em 2005 se tinha verificado um aumento de 42,2%, para um valor total de 2,21 mil milhões de dólares. « O Product Placement evoluiu de ser apenas uma nova táctica de marketing para se tornar numa peça fundamental das estratégias de marketing a nível global e isso tem a ver com a procura de formas de estabelecer ligações emocionais fortes com os consumidores», sublinhou o presidente da empresa. Segundo o mesmo estudo o país onde existem maiores investimentos em product placement é os Estados Unidos, seguidos pelo Brasil, Austrália, França e Japão. Segundo a PQ Media em 2010 o mercado global de Product Placement deve atingir os 7,55 mil milhões de dólares com um ritmo de crescimento médio anual de 27,9%.
IRRA - Um novo media está a nascer nos Estados Unidos, dirigido aos jogadores de golfe. A ideia é aproveitar os ecrãs dos sistemas de GPS que já existem nos buggys de alguns clubes de golfe (no Algarve já existem vários assim equipados). Para além da localização da bola, distância ao buraco e conselhos para o shot a efectuar, os ecrãs veiculariam mensagens publicitárias seleccionadas dirigidas a clientes com elevado poder de compra. O sistema está a ser desenvolvido nos Estados Unidos pela ProLink Solutions. Já nem no golfe se poderá estar descansado?
FOFOCA - Um site norte-americano dedicado a jornalistas, que funciona como bolsa de emprego, mas também como fonte de notícias sobre media, fofoca de redacções e seus profissionais, está a tornar-se num êxito de tal maneira grande que já surgiram diversos interessados na sua aquisição, desde companhias de media até empresas de colocação e emprego. Vale a pena visitar www.mediabistro.com para ver como ele é de facto muito bem conseguido.
LER – O mais recente livro de Vasco Pulido Valente lê-se de um fôlego e é arrebatador como um bom thriller. Não se trata de um romance, mas sim da biografia de Henrique Paiva Couceiro, titulada «Um Heróis Português». Paiva Couceiro viveu entre 1861 e 1944 e nesta obra, a pretexto da vida do militar, aventureiro, político, percorre-se também a História de Portugal desse período. Vasco Pulido Valente diz que Paiva Couceiro viveu a vida de um D.Quixote, e é a sensação de aventura que percorre todo o livro. Vasco Pulido Valente é provavelmente quem melhor escreve sobre a História recente de Portugal e uma das cabeças que melhor e mais lucidamente reflecte sobre o país. Este livro reafirma isso exactamente.
OUVIR – Gosto de comprar compilações – gosto de as ouvir, de sentir a conjugação de estilos, o encadeamento de sons. A Deutsche Grammophon tem uma série de compilações a que chamou «Weekend Classics». Antes de vir de férias comprei na FNAC o «Baroque Guitar Weekend» e a verdade é que tem funcionado como banda sonora de grande parte do meu verão – a guitarra transmite-me uma sensação que supera as ausências, que evoca os bons momentos e que me ajuda a ler. Na compilação estão peças de Vivaldi, Bach, Weiss, Handel e as inevitáveis «Suite Española» de Gaspar Sanz e o clássico «Greensleeves», um tradicional do século XVI. Instrumento importante da música barroca, mas muito desprezado depois e apenas retomado pelas músicas populares do século XX, a guitarra tem em si uma particularidade que não pára de seduzir – pode estar sozinha que a riqueza do seu som é sempre surpreendente.
PETISCO – Numa destas tardes, mão amiga fez-me provar uma das delícias da gastronomia portuguesa: a utilização de molho vilão como base para acolher carne de caça desfiada, uma ideia ribatejana. No caso foi uma perdiz, simplesmente cozida e depois desossada e desfiada em bocados pequenos. O molho vilão tem uma receita simples: duas partes de bom azeite para um pouco menos que uma parte de bom vinagre de vinho, sal, pimenta, tudo bem mexido. A esta vinagreta junta-se uma cebola picadinha muito fina, salsa picada e um ou dois dentes de alho também picados. Há quem lhe junte colorau. O molho assim preparado aparece um pouco por toda a parte, desde Trás-os montes (com coelho), aos Açores para realçar chicharros ou à Madeira, para dar mais vida às cavalas. Assim, com a perdiz desfiada bem misturada e ensopada no molho, faz uma pasta que fica uma delícia a barrar fatias de bom pão cortado fininho. Dizem que feito de véspera ainda fica melhor. Preparado por quem sabe e na boa companhia isto é mesmo um petisco.
BACK TO BASICS – Parte do segredo de uma vida de sucesso é comer aquilo de que se gosta e deixar que os alimentos se degladiem depois dentro do nosso corpo (Mark Twain).
IRRA - Um novo media está a nascer nos Estados Unidos, dirigido aos jogadores de golfe. A ideia é aproveitar os ecrãs dos sistemas de GPS que já existem nos buggys de alguns clubes de golfe (no Algarve já existem vários assim equipados). Para além da localização da bola, distância ao buraco e conselhos para o shot a efectuar, os ecrãs veiculariam mensagens publicitárias seleccionadas dirigidas a clientes com elevado poder de compra. O sistema está a ser desenvolvido nos Estados Unidos pela ProLink Solutions. Já nem no golfe se poderá estar descansado?
FOFOCA - Um site norte-americano dedicado a jornalistas, que funciona como bolsa de emprego, mas também como fonte de notícias sobre media, fofoca de redacções e seus profissionais, está a tornar-se num êxito de tal maneira grande que já surgiram diversos interessados na sua aquisição, desde companhias de media até empresas de colocação e emprego. Vale a pena visitar www.mediabistro.com para ver como ele é de facto muito bem conseguido.
LER – O mais recente livro de Vasco Pulido Valente lê-se de um fôlego e é arrebatador como um bom thriller. Não se trata de um romance, mas sim da biografia de Henrique Paiva Couceiro, titulada «Um Heróis Português». Paiva Couceiro viveu entre 1861 e 1944 e nesta obra, a pretexto da vida do militar, aventureiro, político, percorre-se também a História de Portugal desse período. Vasco Pulido Valente diz que Paiva Couceiro viveu a vida de um D.Quixote, e é a sensação de aventura que percorre todo o livro. Vasco Pulido Valente é provavelmente quem melhor escreve sobre a História recente de Portugal e uma das cabeças que melhor e mais lucidamente reflecte sobre o país. Este livro reafirma isso exactamente.
OUVIR – Gosto de comprar compilações – gosto de as ouvir, de sentir a conjugação de estilos, o encadeamento de sons. A Deutsche Grammophon tem uma série de compilações a que chamou «Weekend Classics». Antes de vir de férias comprei na FNAC o «Baroque Guitar Weekend» e a verdade é que tem funcionado como banda sonora de grande parte do meu verão – a guitarra transmite-me uma sensação que supera as ausências, que evoca os bons momentos e que me ajuda a ler. Na compilação estão peças de Vivaldi, Bach, Weiss, Handel e as inevitáveis «Suite Española» de Gaspar Sanz e o clássico «Greensleeves», um tradicional do século XVI. Instrumento importante da música barroca, mas muito desprezado depois e apenas retomado pelas músicas populares do século XX, a guitarra tem em si uma particularidade que não pára de seduzir – pode estar sozinha que a riqueza do seu som é sempre surpreendente.
PETISCO – Numa destas tardes, mão amiga fez-me provar uma das delícias da gastronomia portuguesa: a utilização de molho vilão como base para acolher carne de caça desfiada, uma ideia ribatejana. No caso foi uma perdiz, simplesmente cozida e depois desossada e desfiada em bocados pequenos. O molho vilão tem uma receita simples: duas partes de bom azeite para um pouco menos que uma parte de bom vinagre de vinho, sal, pimenta, tudo bem mexido. A esta vinagreta junta-se uma cebola picadinha muito fina, salsa picada e um ou dois dentes de alho também picados. Há quem lhe junte colorau. O molho assim preparado aparece um pouco por toda a parte, desde Trás-os montes (com coelho), aos Açores para realçar chicharros ou à Madeira, para dar mais vida às cavalas. Assim, com a perdiz desfiada bem misturada e ensopada no molho, faz uma pasta que fica uma delícia a barrar fatias de bom pão cortado fininho. Dizem que feito de véspera ainda fica melhor. Preparado por quem sabe e na boa companhia isto é mesmo um petisco.
BACK TO BASICS – Parte do segredo de uma vida de sucesso é comer aquilo de que se gosta e deixar que os alimentos se degladiem depois dentro do nosso corpo (Mark Twain).
Subscrever:
Mensagens (Atom)