DESCOBRIR - Sugiro esta semana alguma ronda por blogs recentes e bem interessantes. Começo pelo novo de Paulo Pinto Mascarenhas, o director da revista «Atlântico», autor do «abcdoppm». Humor, espírito de observação e uma despretenciosa crónica do quotidiano podem ser por lá encontrados. O jornalista Pedro Boucherie Mendes regressa também às lides bloguísticas c om o «Aos 35», muito pessoal, a escolher boas citações, com um fino sentido de humor. Finalmente recomenda-se também vivamente o menos novo mas sempre muito polémico «Esplanar», de Carlos Leone e João Pedro George (este último muito divulgado por causa das críticas aos livros de Margarida Rebelo Pinto). E se querem uma visão diferente da política espreitem o «Bloguitica», de Paulo Gorjão. Com persistência e apurado sentido crítico, o seu autor escolhe citações, recolhe posições e depois junta-as em raciocínios que fazem sentido. Têm os links aqui ao lado.
LER- «Desperate Networks» de Bill Carter é um livro fundamental para todos os que se interessam por televisão. Foi agora editado nos Estados Unidos (é para isto que a Amazon serve…) e analisa as profundas transformações surgidas na época mais conturbada da história da TV, precisamente estes doze últimos anos. Neste período, nos Estados Unidos, as audiências das quatro grandes cadeias nacionais caíram de 72 para 46 por cento, o peso dos canais de cabo independentes como a HBO aumentou e surgiram novos tipos de programas (como os reality-shows), que perturbaram completamente as tradicionais grelhas de programas – da mesma forma que a evolução tecnológica veio permitir ver o que se quer quando se deseja e não quando o programador estabelece – é o que acontece com os downloads de episódios para iPod’s. O livro é muito baseado na realidade americana, é muito documentado mas para nós tem um interesse acrescido: é que muito do que Cárter agora analisa e já acontece nos Estados Unidos, há-de estar a chegar à Europa muito em breve. «Desperate Networks», editado pela Doubleday.
OUVIR - Sérgio Mendes foi dos primeiros músicos brasileiros oriundos da Bossa Nova a fazer carreira nos Estados Unidos – foi para lá em 1966 e agora, quarenta anos depois, faz um disco que propõe novas abordagens a êxitos como «Mas Que Nada», «Berimbau», «Lamento», «E Menina», «Bananeira» ou n«Samba da Bênção». O curioso é que o produtor do disco é Wil. I. Am. Dos Black Eyed Peas – que aliás participam no disco ao lado de nomes como Erykah Badu, Q-Tip, Jill Scott, Mr. Vegas ou Justin Timberlake. Simplesmente irresistível – aliás a publicidade já pegou na versão dos Black Eyed Peas para «Mas Que Nada», que já anda aí em spots relacionados com o Mundial. «Timeless», Sérgio Mendes, CD Concord, distribuído por Universal Music.
COMIDAS – Aqui deixo o meu protesto contra a falta de cardápio de verão decente nos restaurantes deste país. Abundam as sardinhas com pimentos (que são deliciosas, diga-se), mas faltam boas saladas, alternativas leves para um almoço. É raro o sítio onde se consegue encontrar uma salada elaborada que sirva de prato principal. Se estiverem desesperados e procurarem ideias para saladas, visitem a secção respectiva no site www.petiscos.com, um dos melhores locais da rede com receitas em português.
BACK TO BASICS - As pequenas economias têm que ser virtuosas, devem pensar nos outros, naqueles com quem se têm que relacionar, não podem ser egoístas e pensarem apenas em si próprias (F.R.)
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
maio 21, 2006
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DESCOBRIR - Sugiro esta semana alguma ronda por blogs recentes e bem interessantes. Começo pelo novo de Paulo Pinto Mascarenhas, o director da revista «Atlântico», autor do «abcdoppm». Humor, espírito de observação e uma despretenciosa crónica do quotidiano podem ser por lá encontrados. O jornalista Pedro Boucherie Mendes regressa também às lides bloguísticas c om o «Aos 35», muito pessoal, a escolher boas citações, com um fino sentido de humor. Finalmente recomenda-se também vivamente o menos novo mas sempre muito polémico «Esplanar», de Carlos Leone e João Pedro George (este último muito divulgado por causa das críticas aos livros de Margarida Rebelo Pinto). E se querem uma visão diferente da política espreitem o «Bloguitica», de Paulo Gorjão. Com persistência e apurado sentido crítico, o seu autor escolhe citações, recolhe posições e depois junta-as em raciocínios que fazem sentido. Têm os links aqui ao lado.
LER- «Desperate Networks» de Bill Carter é um livro fundamental para todos os que se interessam por televisão. Foi agora editado nos Estados Unidos (é para isto que a Amazon serve…) e analisa as profundas transformações surgidas na época mais conturbada da história da TV, precisamente estes doze últimos anos. Neste período, nos Estados Unidos, as audiências das quatro grandes cadeias nacionais caíram de 72 para 46 por cento, o peso dos canais de cabo independentes como a HBO aumentou e surgiram novos tipos de programas (como os reality-shows), que perturbaram completamente as tradicionais grelhas de programas – da mesma forma que a evolução tecnológica veio permitir ver o que se quer quando se deseja e não quando o programador estabelece – é o que acontece com os downloads de episódios para iPod’s. O livro é muito baseado na realidade americana, é muito documentado mas para nós tem um interesse acrescido: é que muito do que Cárter agora analisa e já acontece nos Estados Unidos, há-de estar a chegar à Europa muito em breve. «Desperate Networks», editado pela Doubleday.
OUVIR - Sérgio Mendes foi dos primeiros músicos brasileiros oriundos da Bossa Nova a fazer carreira nos Estados Unidos – foi para lá em 1966 e agora, quarenta anos depois, faz um disco que propõe novas abordagens a êxitos como «Mas Que Nada», «Berimbau», «Lamento», «E Menina», «Bananeira» ou n«Samba da Bênção». O curioso é que o produtor do disco é Wil. I. Am. Dos Black Eyed Peas – que aliás participam no disco ao lado de nomes como Erykah Badu, Q-Tip, Jill Scott, Mr. Vegas ou Justin Timberlake. Simplesmente irresistível – aliás a publicidade já pegou na versão dos Black Eyed Peas para «Mas Que Nada», que já anda aí em spots relacionados com o Mundial. «Timeless», Sérgio Mendes, CD Concord, distribuído por Universal Music.
COMIDAS – Aqui deixo o meu protesto contra a falta de cardápio de verão decente nos restaurantes deste país. Abundam as sardinhas com pimentos (que são deliciosas, diga-se), mas faltam boas saladas, alternativas leves para um almoço. É raro o sítio onde se consegue encontrar uma salada elaborada que sirva de prato principal. Se estiverem desesperados e procurarem ideias para saladas, visitem a secção respectiva no site www.petiscos.com, um dos melhores locais da rede com receitas em português.
BACK TO BASICS - As pequenas economias têm que ser virtuosas, devem pensar nos outros, naqueles com quem se têm que relacionar, não podem ser egoístas e pensarem apenas em si próprias (F.R.)
LER- «Desperate Networks» de Bill Carter é um livro fundamental para todos os que se interessam por televisão. Foi agora editado nos Estados Unidos (é para isto que a Amazon serve…) e analisa as profundas transformações surgidas na época mais conturbada da história da TV, precisamente estes doze últimos anos. Neste período, nos Estados Unidos, as audiências das quatro grandes cadeias nacionais caíram de 72 para 46 por cento, o peso dos canais de cabo independentes como a HBO aumentou e surgiram novos tipos de programas (como os reality-shows), que perturbaram completamente as tradicionais grelhas de programas – da mesma forma que a evolução tecnológica veio permitir ver o que se quer quando se deseja e não quando o programador estabelece – é o que acontece com os downloads de episódios para iPod’s. O livro é muito baseado na realidade americana, é muito documentado mas para nós tem um interesse acrescido: é que muito do que Cárter agora analisa e já acontece nos Estados Unidos, há-de estar a chegar à Europa muito em breve. «Desperate Networks», editado pela Doubleday.
OUVIR - Sérgio Mendes foi dos primeiros músicos brasileiros oriundos da Bossa Nova a fazer carreira nos Estados Unidos – foi para lá em 1966 e agora, quarenta anos depois, faz um disco que propõe novas abordagens a êxitos como «Mas Que Nada», «Berimbau», «Lamento», «E Menina», «Bananeira» ou n«Samba da Bênção». O curioso é que o produtor do disco é Wil. I. Am. Dos Black Eyed Peas – que aliás participam no disco ao lado de nomes como Erykah Badu, Q-Tip, Jill Scott, Mr. Vegas ou Justin Timberlake. Simplesmente irresistível – aliás a publicidade já pegou na versão dos Black Eyed Peas para «Mas Que Nada», que já anda aí em spots relacionados com o Mundial. «Timeless», Sérgio Mendes, CD Concord, distribuído por Universal Music.
COMIDAS – Aqui deixo o meu protesto contra a falta de cardápio de verão decente nos restaurantes deste país. Abundam as sardinhas com pimentos (que são deliciosas, diga-se), mas faltam boas saladas, alternativas leves para um almoço. É raro o sítio onde se consegue encontrar uma salada elaborada que sirva de prato principal. Se estiverem desesperados e procurarem ideias para saladas, visitem a secção respectiva no site www.petiscos.com, um dos melhores locais da rede com receitas em português.
BACK TO BASICS - As pequenas economias têm que ser virtuosas, devem pensar nos outros, naqueles com quem se têm que relacionar, não podem ser egoístas e pensarem apenas em si próprias (F.R.)
maio 20, 2006
FAZER E PODER
O mais recente filme de Claude Chabrol chama-se «L’Ivresse Du Pouvoir» («A Embriaguez do Poder») e aborda a relação entre investigadores e investigados e os complexos jogos de poder que se estabelecem.
O caso é tão actual, pelos vistos, aqui como em França. Mas não afecta só o mundo da justiça, passa por todo o aparelho do Estado. Tomemos o exemplo de um Governo – não este em particular, mas um qualquer. Um membro do Governo tem sempre a ilusão de ser detentor de um poder (quase mágico) que efectivamente não tem. Muitas vezes deslumbra-se com esse poder e vive como se o tivesse. A pior forma de ilusão é quando o iludido se deixa convencer de que o poder que tem é suficiente para modificar as coisas e obter resultados, mesmo que apenas use lindas palavras e boas ideias e depois se esqueça de criar os mecanismos de acção que poderiam levar à sua concretização.
A versão mais recorrente da embriaguez do poder está na embriaguez da palavra. A promessa é o poder da política, o anúncio de medidas que não se concretizam é o abuso de poder.
A sociedade – em particular os media – não têm o salutar hábito de questionar e verificar o ratio entre promessas ou anúncios produzidos e medidas concretizadas. No subconsciente social é a evidente desproporção entre promessas e resultados que leva à degradação da imagem dos políticos. Nos dias que correm a demagogia não é só fazer promessas eleitorais impossíveis, é anunciar como de facto medidas e reformas que depois não são implementadas nem escrutinadas.
Tomemos o caso de Manuel Maria Carrilho, que se auto-proclama o melhor Ministro da Cultura de sempre. Acho que se alguém com seriedade fosse ver, de entre as coisas que prometeu, anunciou e falou, aquelas que efectivamente foram concretizadas teria uma grande surpresa. Carrilho poderá ser um homem de pensamento e palavra, mas não é um homem de acção, a não ser para a chicana política, como esta semana se viu. Ele não sabe fazer. Não sabe concretizar. Não é o único, mas é o mais evidente de todos. Façam o exercício e comparem o dito com o feito. O facto de uma boa parte do aparelho socialista ter ido ao beija mão a Carrilho é elucidativo. É gente para quem interessa pouco o que se faz. Gostam muito de falar, nem sempre de ouvir, raras vezes de fazer.
O mais recente filme de Claude Chabrol chama-se «L’Ivresse Du Pouvoir» («A Embriaguez do Poder») e aborda a relação entre investigadores e investigados e os complexos jogos de poder que se estabelecem.
O caso é tão actual, pelos vistos, aqui como em França. Mas não afecta só o mundo da justiça, passa por todo o aparelho do Estado. Tomemos o exemplo de um Governo – não este em particular, mas um qualquer. Um membro do Governo tem sempre a ilusão de ser detentor de um poder (quase mágico) que efectivamente não tem. Muitas vezes deslumbra-se com esse poder e vive como se o tivesse. A pior forma de ilusão é quando o iludido se deixa convencer de que o poder que tem é suficiente para modificar as coisas e obter resultados, mesmo que apenas use lindas palavras e boas ideias e depois se esqueça de criar os mecanismos de acção que poderiam levar à sua concretização.
A versão mais recorrente da embriaguez do poder está na embriaguez da palavra. A promessa é o poder da política, o anúncio de medidas que não se concretizam é o abuso de poder.
A sociedade – em particular os media – não têm o salutar hábito de questionar e verificar o ratio entre promessas ou anúncios produzidos e medidas concretizadas. No subconsciente social é a evidente desproporção entre promessas e resultados que leva à degradação da imagem dos políticos. Nos dias que correm a demagogia não é só fazer promessas eleitorais impossíveis, é anunciar como de facto medidas e reformas que depois não são implementadas nem escrutinadas.
Tomemos o caso de Manuel Maria Carrilho, que se auto-proclama o melhor Ministro da Cultura de sempre. Acho que se alguém com seriedade fosse ver, de entre as coisas que prometeu, anunciou e falou, aquelas que efectivamente foram concretizadas teria uma grande surpresa. Carrilho poderá ser um homem de pensamento e palavra, mas não é um homem de acção, a não ser para a chicana política, como esta semana se viu. Ele não sabe fazer. Não sabe concretizar. Não é o único, mas é o mais evidente de todos. Façam o exercício e comparem o dito com o feito. O facto de uma boa parte do aparelho socialista ter ido ao beija mão a Carrilho é elucidativo. É gente para quem interessa pouco o que se faz. Gostam muito de falar, nem sempre de ouvir, raras vezes de fazer.
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FAZER E PODER
O mais recente filme de Claude Chabrol chama-se «L’Ivresse Du Pouvoir» («A Embriaguez do Poder») e aborda a relação entre investigadores e investigados e os complexos jogos de poder que se estabelecem.
O caso é tão actual, pelos vistos, aqui como em França. Mas não afecta só o mundo da justiça, passa por todo o aparelho do Estado. Tomemos o exemplo de um Governo – não este em particular, mas um qualquer. Um membro do Governo tem sempre a ilusão de ser detentor de um poder (quase mágico) que efectivamente não tem. Muitas vezes deslumbra-se com esse poder e vive como se o tivesse. A pior forma de ilusão é quando o iludido se deixa convencer de que o poder que tem é suficiente para modificar as coisas e obter resultados, mesmo que apenas use lindas palavras e boas ideias e depois se esqueça de criar os mecanismos de acção que poderiam levar à sua concretização.
A versão mais recorrente da embriaguez do poder está na embriaguez da palavra. A promessa é o poder da política, o anúncio de medidas que não se concretizam é o abuso de poder.
A sociedade – em particular os media – não têm o salutar hábito de questionar e verificar o ratio entre promessas ou anúncios produzidos e medidas concretizadas. No subconsciente social é a evidente desproporção entre promessas e resultados que leva à degradação da imagem dos políticos. Nos dias que correm a demagogia não é só fazer promessas eleitorais impossíveis, é anunciar como de facto medidas e reformas que depois não são implementadas nem escrutinadas.
Tomemos o caso de Manuel Maria Carrilho, que se auto-proclama o melhor Ministro da Cultura de sempre. Acho que se alguém com seriedade fosse ver, de entre as coisas que prometeu, anunciou e falou, aquelas que efectivamente foram concretizadas teria uma grande surpresa. Carrilho poderá ser um homem de pensamento e palavra, mas não é um homem de acção, a não ser para a chicana política, como esta semana se viu. Ele não sabe fazer. Não sabe concretizar. Não é o único, mas é o mais evidente de todos. Façam o exercício e comparem o dito com o feito. O facto de uma boa parte do aparelho socialista ter ido ao beija mão a Carrilho é elucidativo. É gente para quem interessa pouco o que se faz. Gostam muito de falar, nem sempre de ouvir, raras vezes de fazer.
O mais recente filme de Claude Chabrol chama-se «L’Ivresse Du Pouvoir» («A Embriaguez do Poder») e aborda a relação entre investigadores e investigados e os complexos jogos de poder que se estabelecem.
O caso é tão actual, pelos vistos, aqui como em França. Mas não afecta só o mundo da justiça, passa por todo o aparelho do Estado. Tomemos o exemplo de um Governo – não este em particular, mas um qualquer. Um membro do Governo tem sempre a ilusão de ser detentor de um poder (quase mágico) que efectivamente não tem. Muitas vezes deslumbra-se com esse poder e vive como se o tivesse. A pior forma de ilusão é quando o iludido se deixa convencer de que o poder que tem é suficiente para modificar as coisas e obter resultados, mesmo que apenas use lindas palavras e boas ideias e depois se esqueça de criar os mecanismos de acção que poderiam levar à sua concretização.
A versão mais recorrente da embriaguez do poder está na embriaguez da palavra. A promessa é o poder da política, o anúncio de medidas que não se concretizam é o abuso de poder.
A sociedade – em particular os media – não têm o salutar hábito de questionar e verificar o ratio entre promessas ou anúncios produzidos e medidas concretizadas. No subconsciente social é a evidente desproporção entre promessas e resultados que leva à degradação da imagem dos políticos. Nos dias que correm a demagogia não é só fazer promessas eleitorais impossíveis, é anunciar como de facto medidas e reformas que depois não são implementadas nem escrutinadas.
Tomemos o caso de Manuel Maria Carrilho, que se auto-proclama o melhor Ministro da Cultura de sempre. Acho que se alguém com seriedade fosse ver, de entre as coisas que prometeu, anunciou e falou, aquelas que efectivamente foram concretizadas teria uma grande surpresa. Carrilho poderá ser um homem de pensamento e palavra, mas não é um homem de acção, a não ser para a chicana política, como esta semana se viu. Ele não sabe fazer. Não sabe concretizar. Não é o único, mas é o mais evidente de todos. Façam o exercício e comparem o dito com o feito. O facto de uma boa parte do aparelho socialista ter ido ao beija mão a Carrilho é elucidativo. É gente para quem interessa pouco o que se faz. Gostam muito de falar, nem sempre de ouvir, raras vezes de fazer.
maio 19, 2006
MANIFESTO
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
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MANIFESTO
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
PERGUNTA
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
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PERGUNTA
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
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PERGUNTA INCÓMODA
Quantas árvores do Parque da Belavista já foram destruídas «por acidente» pela muito ecologica e politicamente correcta equipa do Rock In Rio?
Quantas árvores do Parque da Belavista já foram destruídas «por acidente» pela muito ecologica e politicamente correcta equipa do Rock In Rio?
VIVA O MNAA!
A equipa do Museu Nacional de Arte Antiga está de parabéns: grande exposição (95 peças da Colecção Rau) de mestres da pintura europeia, muito bem apresentada, grande festa, grande noite. Boa música, bares a funcionar, uma belíssima mistura de públicos, tudo o que esteve a cargo da equipa do Museu correu sobre rodas. Dalila Rodrigues - a Directora do MNAA - está de parabéns. É a melhor exposição a visitar Lisboa desde há uns bons anos. Absolutamente imperdível - todos às Janelas Verdes até 17 de Setembro!
(Só foi pena a polícia municipal ser tão intolerante e estúpida -mas para que serve a polícia municipal para além de garantir estacionamento aos dignatários camarários, alguém me diz?)
A equipa do Museu Nacional de Arte Antiga está de parabéns: grande exposição (95 peças da Colecção Rau) de mestres da pintura europeia, muito bem apresentada, grande festa, grande noite. Boa música, bares a funcionar, uma belíssima mistura de públicos, tudo o que esteve a cargo da equipa do Museu correu sobre rodas. Dalila Rodrigues - a Directora do MNAA - está de parabéns. É a melhor exposição a visitar Lisboa desde há uns bons anos. Absolutamente imperdível - todos às Janelas Verdes até 17 de Setembro!
(Só foi pena a polícia municipal ser tão intolerante e estúpida -mas para que serve a polícia municipal para além de garantir estacionamento aos dignatários camarários, alguém me diz?)
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VIVA O MNAA!
A equipa do Museu Nacional de Arte Antiga está de parabéns: grande exposição (95 peças da Colecção Rau) de mestres da pintura europeia, muito bem apresentada, grande festa, grande noite. Boa música, bares a funcionar, uma belíssima mistura de públicos, tudo o que esteve a cargo da equipa do Museu correu sobre rodas. Dalila Rodrigues - a Directora do MNAA - está de parabéns. É a melhor exposição a visitar Lisboa desde há uns bons anos. Absolutamente imperdível - todos às Janelas Verdes até 17 de Setembro!
(Só foi pena a polícia municipal ser tão intolerante e estúpida -mas para que serve a polícia municipal para além de garantir estacionamento aos dignatários camarários, alguém me diz?)
A equipa do Museu Nacional de Arte Antiga está de parabéns: grande exposição (95 peças da Colecção Rau) de mestres da pintura europeia, muito bem apresentada, grande festa, grande noite. Boa música, bares a funcionar, uma belíssima mistura de públicos, tudo o que esteve a cargo da equipa do Museu correu sobre rodas. Dalila Rodrigues - a Directora do MNAA - está de parabéns. É a melhor exposição a visitar Lisboa desde há uns bons anos. Absolutamente imperdível - todos às Janelas Verdes até 17 de Setembro!
(Só foi pena a polícia municipal ser tão intolerante e estúpida -mas para que serve a polícia municipal para além de garantir estacionamento aos dignatários camarários, alguém me diz?)
maio 18, 2006
O SONHO EUROPEU
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
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O SONHO EUROPEU
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
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OTA...
Leio nos jornais que afinal já não é assim tão certo que se faça já o novo aeroporto e que, talvez, se possa ainda estudar outra localização. É nestes momentos que sinto um formigueirozito no pé...
Leio nos jornais que afinal já não é assim tão certo que se faça já o novo aeroporto e que, talvez, se possa ainda estudar outra localização. É nestes momentos que sinto um formigueirozito no pé...
maio 17, 2006
BLOG-CONGRESSO
Rodrigo Moita de Deus é um dos autores do «Manifesto da Culpa dos Outros», um imperdível documento sobre o PSD, dirigido ao seu Congresso, que pode ser lido neste blog.
Rodrigo Moita de Deus é um dos autores do «Manifesto da Culpa dos Outros», um imperdível documento sobre o PSD, dirigido ao seu Congresso, que pode ser lido neste blog.
AS OBRAS NO CINEMA SÃO JORGE
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
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AS OBRAS NO CINEMA SÃO JORGE
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
NAO APOIEM O ROCK IN RIO
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
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NAO APOIEM O ROCK IN RIO
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
maio 16, 2006
NÃO SE ESTRAGAM DUAS CASAS...
Carlos Martins, que em alguns momentos conseguiu ser uma referência no
jazz português, voltou às trapalhadas e misturadas que nos últimos
anos têm afligido a sua carreira e no seu disco «Do Outro Lado»
associa-se a esse expoente do engano musical lusitano que é Carlos do
Carmo. Duas conclusões: 1 - Carlos Martins definitivamente passou-se
para o outro lado; 2- Não se estragam duas casas.
Carlos do Carmo tornou-se notado nos últimos meses por ser o arauto de
um filme propangandistico teoricamente sobre o fado realizado pelo
decadente Carlos Saura e pago pelo erário público, no caso pela
autarquia lisboeta.
Carlos Martins, que em alguns momentos conseguiu ser uma referência no
jazz português, voltou às trapalhadas e misturadas que nos últimos
anos têm afligido a sua carreira e no seu disco «Do Outro Lado»
associa-se a esse expoente do engano musical lusitano que é Carlos do
Carmo. Duas conclusões: 1 - Carlos Martins definitivamente passou-se
para o outro lado; 2- Não se estragam duas casas.
Carlos do Carmo tornou-se notado nos últimos meses por ser o arauto de
um filme propangandistico teoricamente sobre o fado realizado pelo
decadente Carlos Saura e pago pelo erário público, no caso pela
autarquia lisboeta.
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NÃO SE ESTRAGAM DUAS CASAS...
Carlos Martins, que em alguns momentos conseguiu ser uma referência no
jazz português, voltou às trapalhadas e misturadas que nos últimos
anos têm afligido a sua carreira e no seu disco «Do Outro Lado»
associa-se a esse expoente do engano musical lusitano que é Carlos do
Carmo. Duas conclusões: 1 - Carlos Martins definitivamente passou-se
para o outro lado; 2- Não se estragam duas casas.
Carlos do Carmo tornou-se notado nos últimos meses por ser o arauto de
um filme propangandistico teoricamente sobre o fado realizado pelo
decadente Carlos Saura e pago pelo erário público, no caso pela
autarquia lisboeta.
Carlos Martins, que em alguns momentos conseguiu ser uma referência no
jazz português, voltou às trapalhadas e misturadas que nos últimos
anos têm afligido a sua carreira e no seu disco «Do Outro Lado»
associa-se a esse expoente do engano musical lusitano que é Carlos do
Carmo. Duas conclusões: 1 - Carlos Martins definitivamente passou-se
para o outro lado; 2- Não se estragam duas casas.
Carlos do Carmo tornou-se notado nos últimos meses por ser o arauto de
um filme propangandistico teoricamente sobre o fado realizado pelo
decadente Carlos Saura e pago pelo erário público, no caso pela
autarquia lisboeta.
O ABC
Paulo Pinto de Mascarenhas regressou em grande com novo blog, ABC que é imperativo ler. E já que lá estão podem sugerir alguns dos links sugeridos, como o do Rodrigo Moita de Deus.
Paulo Pinto de Mascarenhas regressou em grande com novo blog, ABC que é imperativo ler. E já que lá estão podem sugerir alguns dos links sugeridos, como o do Rodrigo Moita de Deus.
maio 13, 2006
ESPREITAR – O site da revista que ganhou um dos National Magazine Awards norte-americanos, a «Virginia Quarterly Review». Graficamente deslumbrante, os conteúdos vão de artigos sobre ciência a design, passando por literatura, história e filosofia. É editada pela Universidade da Virgínia quatro vezes por ano. Podem levantar a ponta do véu em http://www.vqronline.org/ .
EUROPEIZAR – Por cá o Dia da Europa foi este ano assinalado com guloseimas no velho Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço. A vetusta casa que albergou, entre outros, Fernando Pessoa, foi a escolhida em Portugal na iniciativa Café d’Europe. À porta, nesse dia, distribuía-se uma edição especial do «Frankfurter Allgemeine», felizmente escrita em inglês, e que levava em subtítulo «The Europe Journal». Cada um dos membros da União tinha direito a um artigo. Alguns exemplos: a boa aposta da Estónia nas novas tecnologias, a capacidade de integração dos emigrantes na Holanda, uma curiosa experiência de agricultura na Sicília, a florescente actividade artística em Barcelona, o inesperado sucesso de escritores policiais suecos, uma inovadora política social na Dinamarca. E qual o tema escolhido para Portugal? – Os incêncios de verão, num retrato devastador da política florestal e de segurança dos últimos anos. No meio de artigos essencialmente positivos, um retrato negativo do país. Nada de que nos possamos orgulhar.
VER - «Movimentos Perpétuos, cine-tributo a Carlos Paredes» é talvez o melhor dos filmes que Edgar Pêra realizou até hoje. Fruto de um trabalho longo e persistente de edição e pesquisa, baseado na gravação áudio de um recital de Paredes, promovido pelo «Mundo da Canção» no Porto, o filme acaba por ser uma espécie de «o Mundo visto por Carlos Paredes» e é isso que o torna precisamente tão atraente e contemporâneo – e por vezes incómodo. Em exibição no Lusomundo-Vasco da Gama.
VISITAR – A exposição de pintura de Francisco Vidal na VPFcream Arte (Rua da Boavista 84-2º, Lisboa, de terça a sábado das 14 às 19h30, até 17 de Junho). Já agora aproveite para conhecer o novo espaço da VPF, um andar acima, a meio caminho para a Plataforma Revólver. Aí poderá ver obras do acervo da galeria, com destaque para fotografias recentes (e muito interessantes) de José Maçãs de Carvalho, esculturas, vídeos e pinturas de diversos artistas. Mais acima, na Plataforma Revólver, está uma exposição de fotografias de Pedro Loureiro.
OUVIR – Para muitos Pete Seeger é sobretudo o autor de canções de protesto, como «We Shall Overcome», que foi o hino do Movimento pelas Liberdades Cívicas e também dos movimentos contra a guerra no Vietname, nos anos 60, nos Estados Unidos. Mas Seeger foi muito mais que isso, foi essencialmente um talentoso compositor, um divulgador persistente da música folk norte-americana. São suas canções como «Turn, Turn, Turn», «If I Had A Hammer», ou «Where Have All The Flowers Gone». O novo disco de Bruce Springsteen é um tributo a Pete Seeger através de alguns dos seus temas mais ricos do ponto de vista musical, como «Old Dan Tucker», «O Mary Don’t You Weep», «John Henry» ou «Erie Canal». Springsteen inteligentemente recria as composições com arranjos notáveis e de uma fidelidade musical absoluta às raízes do folk norte-americano, num exercício de contenção e criatividade absolutamente exemplares. Para além do CD, esta edição oferece em bónus um DVD sobre o processo de gravação, com algumas interpretações ao vivo. «We Shall Overcome – The Seeger Sessions», Bruce Springsteen, CD e DVD Columbia.
COMIDINHA – Apesar de ser muito elogiada pela generalidade dos críticos gastronómicos da estimada praça, a Quinta de Catralvos (estrada Azeitão-Sesimbra) revela-se na prática bem menos entusiasmante do que aquilo que os bem pensantes locais têm escrito. Eu não sou grande fã dos restaurantes que impingem menus degustação à força e, neste caso, o resultado foi francamente decepcionante em relação à fama que precedia o trabalho do chefe Luís Baena. O serviço foi pouco cuidado, apressado, esquecido (apesar de a sala estar meio vazia). Em suma, não apetece muito lá voltar. Tel. 212197610.
Back To Basics - «Belas palavras e uma aparência insinuante raramente estão associadas à virtude» - Confúcio.
EUROPEIZAR – Por cá o Dia da Europa foi este ano assinalado com guloseimas no velho Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço. A vetusta casa que albergou, entre outros, Fernando Pessoa, foi a escolhida em Portugal na iniciativa Café d’Europe. À porta, nesse dia, distribuía-se uma edição especial do «Frankfurter Allgemeine», felizmente escrita em inglês, e que levava em subtítulo «The Europe Journal». Cada um dos membros da União tinha direito a um artigo. Alguns exemplos: a boa aposta da Estónia nas novas tecnologias, a capacidade de integração dos emigrantes na Holanda, uma curiosa experiência de agricultura na Sicília, a florescente actividade artística em Barcelona, o inesperado sucesso de escritores policiais suecos, uma inovadora política social na Dinamarca. E qual o tema escolhido para Portugal? – Os incêncios de verão, num retrato devastador da política florestal e de segurança dos últimos anos. No meio de artigos essencialmente positivos, um retrato negativo do país. Nada de que nos possamos orgulhar.
VER - «Movimentos Perpétuos, cine-tributo a Carlos Paredes» é talvez o melhor dos filmes que Edgar Pêra realizou até hoje. Fruto de um trabalho longo e persistente de edição e pesquisa, baseado na gravação áudio de um recital de Paredes, promovido pelo «Mundo da Canção» no Porto, o filme acaba por ser uma espécie de «o Mundo visto por Carlos Paredes» e é isso que o torna precisamente tão atraente e contemporâneo – e por vezes incómodo. Em exibição no Lusomundo-Vasco da Gama.
VISITAR – A exposição de pintura de Francisco Vidal na VPFcream Arte (Rua da Boavista 84-2º, Lisboa, de terça a sábado das 14 às 19h30, até 17 de Junho). Já agora aproveite para conhecer o novo espaço da VPF, um andar acima, a meio caminho para a Plataforma Revólver. Aí poderá ver obras do acervo da galeria, com destaque para fotografias recentes (e muito interessantes) de José Maçãs de Carvalho, esculturas, vídeos e pinturas de diversos artistas. Mais acima, na Plataforma Revólver, está uma exposição de fotografias de Pedro Loureiro.
OUVIR – Para muitos Pete Seeger é sobretudo o autor de canções de protesto, como «We Shall Overcome», que foi o hino do Movimento pelas Liberdades Cívicas e também dos movimentos contra a guerra no Vietname, nos anos 60, nos Estados Unidos. Mas Seeger foi muito mais que isso, foi essencialmente um talentoso compositor, um divulgador persistente da música folk norte-americana. São suas canções como «Turn, Turn, Turn», «If I Had A Hammer», ou «Where Have All The Flowers Gone». O novo disco de Bruce Springsteen é um tributo a Pete Seeger através de alguns dos seus temas mais ricos do ponto de vista musical, como «Old Dan Tucker», «O Mary Don’t You Weep», «John Henry» ou «Erie Canal». Springsteen inteligentemente recria as composições com arranjos notáveis e de uma fidelidade musical absoluta às raízes do folk norte-americano, num exercício de contenção e criatividade absolutamente exemplares. Para além do CD, esta edição oferece em bónus um DVD sobre o processo de gravação, com algumas interpretações ao vivo. «We Shall Overcome – The Seeger Sessions», Bruce Springsteen, CD e DVD Columbia.
COMIDINHA – Apesar de ser muito elogiada pela generalidade dos críticos gastronómicos da estimada praça, a Quinta de Catralvos (estrada Azeitão-Sesimbra) revela-se na prática bem menos entusiasmante do que aquilo que os bem pensantes locais têm escrito. Eu não sou grande fã dos restaurantes que impingem menus degustação à força e, neste caso, o resultado foi francamente decepcionante em relação à fama que precedia o trabalho do chefe Luís Baena. O serviço foi pouco cuidado, apressado, esquecido (apesar de a sala estar meio vazia). Em suma, não apetece muito lá voltar. Tel. 212197610.
Back To Basics - «Belas palavras e uma aparência insinuante raramente estão associadas à virtude» - Confúcio.
POLÍCIA ATRAPALHA O TRÂNSITO
O trânsito em Lisboa está cada vez mais caótico e isso deve-se em grande parte à complacência da polícia. Vamos a factos: frequentemente vejo polícias a multarem e a prepararem para reboque carros que estão estacionados em contravenção, mas que não empatam o trânsito. Constantemente vejo a polícia a não fazer nada para dissuadir do estacionamento em dupla e em tripla fila. Isto sempre me fez espécie: porque é que a polícia não dissuade o estacionamento que empata o trânsito e persegue males menores? Qual o sentido disto? Dará menos trabalho?
Os locais são conhecidos, mas é nas Avenidas Novas de Lisboa que a coisa se revela mais desesperante, em particular no troço de sentido único da Avenida Miguel Bombarda – onde as quatro faixas teoricamente existentes chegam a estar reduzidas a uma única útil.
Passo por lá todos os dias e nunca vi um polícia a multar, a dissuadir. O mesmo se pode dizer da Avenida João Crisóstomo – que não se consegue fazer sem zigue-zaguear entre os carros estacionados – neste caso a escassas dezenas de metros de uma esquadra policial.
Se a polícia sabe o que se passa, não faz nada e empata recursos noutras operações que se reflectem menos no conforto dos cidadãos, só pode ser porque gosta de atrapalhar o trânsito, gosta que as coisas se compliquem, que as pessoas se enervem, que se criem engarrafamentos.
Chamemos as coisas pelo seu nome: a grande responsável do caos no trânsito na capital é a divisão de trânsito da Polícia de Segurança Pública, incapaz de definir prioridades e de agir com inteligência em vez de espírito persecutório. Um autêntico caso de polícia.
O trânsito em Lisboa está cada vez mais caótico e isso deve-se em grande parte à complacência da polícia. Vamos a factos: frequentemente vejo polícias a multarem e a prepararem para reboque carros que estão estacionados em contravenção, mas que não empatam o trânsito. Constantemente vejo a polícia a não fazer nada para dissuadir do estacionamento em dupla e em tripla fila. Isto sempre me fez espécie: porque é que a polícia não dissuade o estacionamento que empata o trânsito e persegue males menores? Qual o sentido disto? Dará menos trabalho?
Os locais são conhecidos, mas é nas Avenidas Novas de Lisboa que a coisa se revela mais desesperante, em particular no troço de sentido único da Avenida Miguel Bombarda – onde as quatro faixas teoricamente existentes chegam a estar reduzidas a uma única útil.
Passo por lá todos os dias e nunca vi um polícia a multar, a dissuadir. O mesmo se pode dizer da Avenida João Crisóstomo – que não se consegue fazer sem zigue-zaguear entre os carros estacionados – neste caso a escassas dezenas de metros de uma esquadra policial.
Se a polícia sabe o que se passa, não faz nada e empata recursos noutras operações que se reflectem menos no conforto dos cidadãos, só pode ser porque gosta de atrapalhar o trânsito, gosta que as coisas se compliquem, que as pessoas se enervem, que se criem engarrafamentos.
Chamemos as coisas pelo seu nome: a grande responsável do caos no trânsito na capital é a divisão de trânsito da Polícia de Segurança Pública, incapaz de definir prioridades e de agir com inteligência em vez de espírito persecutório. Um autêntico caso de polícia.
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POLÍCIA ATRAPALHA O TRÂNSITO
O trânsito em Lisboa está cada vez mais caótico e isso deve-se em grande parte à complacência da polícia. Vamos a factos: frequentemente vejo polícias a multarem e a prepararem para reboque carros que estão estacionados em contravenção, mas que não empatam o trânsito. Constantemente vejo a polícia a não fazer nada para dissuadir do estacionamento em dupla e em tripla fila. Isto sempre me fez espécie: porque é que a polícia não dissuade o estacionamento que empata o trânsito e persegue males menores? Qual o sentido disto? Dará menos trabalho?
Os locais são conhecidos, mas é nas Avenidas Novas de Lisboa que a coisa se revela mais desesperante, em particular no troço de sentido único da Avenida Miguel Bombarda – onde as quatro faixas teoricamente existentes chegam a estar reduzidas a uma única útil.
Passo por lá todos os dias e nunca vi um polícia a multar, a dissuadir. O mesmo se pode dizer da Avenida João Crisóstomo – que não se consegue fazer sem zigue-zaguear entre os carros estacionados – neste caso a escassas dezenas de metros de uma esquadra policial.
Se a polícia sabe o que se passa, não faz nada e empata recursos noutras operações que se reflectem menos no conforto dos cidadãos, só pode ser porque gosta de atrapalhar o trânsito, gosta que as coisas se compliquem, que as pessoas se enervem, que se criem engarrafamentos.
Chamemos as coisas pelo seu nome: a grande responsável do caos no trânsito na capital é a divisão de trânsito da Polícia de Segurança Pública, incapaz de definir prioridades e de agir com inteligência em vez de espírito persecutório. Um autêntico caso de polícia.
O trânsito em Lisboa está cada vez mais caótico e isso deve-se em grande parte à complacência da polícia. Vamos a factos: frequentemente vejo polícias a multarem e a prepararem para reboque carros que estão estacionados em contravenção, mas que não empatam o trânsito. Constantemente vejo a polícia a não fazer nada para dissuadir do estacionamento em dupla e em tripla fila. Isto sempre me fez espécie: porque é que a polícia não dissuade o estacionamento que empata o trânsito e persegue males menores? Qual o sentido disto? Dará menos trabalho?
Os locais são conhecidos, mas é nas Avenidas Novas de Lisboa que a coisa se revela mais desesperante, em particular no troço de sentido único da Avenida Miguel Bombarda – onde as quatro faixas teoricamente existentes chegam a estar reduzidas a uma única útil.
Passo por lá todos os dias e nunca vi um polícia a multar, a dissuadir. O mesmo se pode dizer da Avenida João Crisóstomo – que não se consegue fazer sem zigue-zaguear entre os carros estacionados – neste caso a escassas dezenas de metros de uma esquadra policial.
Se a polícia sabe o que se passa, não faz nada e empata recursos noutras operações que se reflectem menos no conforto dos cidadãos, só pode ser porque gosta de atrapalhar o trânsito, gosta que as coisas se compliquem, que as pessoas se enervem, que se criem engarrafamentos.
Chamemos as coisas pelo seu nome: a grande responsável do caos no trânsito na capital é a divisão de trânsito da Polícia de Segurança Pública, incapaz de definir prioridades e de agir com inteligência em vez de espírito persecutório. Um autêntico caso de polícia.
Untitled
ESPREITAR – O site da revista que ganhou um dos National Magazine Awards norte-americanos, a «Virginia Quarterly Review». Graficamente deslumbrante, os conteúdos vão de artigos sobre ciência a design, passando por literatura, história e filosofia. É editada pela Universidade da Virgínia quatro vezes por ano. Podem levantar a ponta do véu em http://www.vqronline.org/ .
EUROPEIZAR – Por cá o Dia da Europa foi este ano assinalado com guloseimas no velho Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço. A vetusta casa que albergou, entre outros, Fernando Pessoa, foi a escolhida em Portugal na iniciativa Café d’Europe. À porta, nesse dia, distribuía-se uma edição especial do «Frankfurter Allgemeine», felizmente escrita em inglês, e que levava em subtítulo «The Europe Journal». Cada um dos membros da União tinha direito a um artigo. Alguns exemplos: a boa aposta da Estónia nas novas tecnologias, a capacidade de integração dos emigrantes na Holanda, uma curiosa experiência de agricultura na Sicília, a florescente actividade artística em Barcelona, o inesperado sucesso de escritores policiais suecos, uma inovadora política social na Dinamarca. E qual o tema escolhido para Portugal? – Os incêncios de verão, num retrato devastador da política florestal e de segurança dos últimos anos. No meio de artigos essencialmente positivos, um retrato negativo do país. Nada de que nos possamos orgulhar.
VER - «Movimentos Perpétuos, cine-tributo a Carlos Paredes» é talvez o melhor dos filmes que Edgar Pêra realizou até hoje. Fruto de um trabalho longo e persistente de edição e pesquisa, baseado na gravação áudio de um recital de Paredes, promovido pelo «Mundo da Canção» no Porto, o filme acaba por ser uma espécie de «o Mundo visto por Carlos Paredes» e é isso que o torna precisamente tão atraente e contemporâneo – e por vezes incómodo. Em exibição no Lusomundo-Vasco da Gama.
VISITAR – A exposição de pintura de Francisco Vidal na VPFcream Arte (Rua da Boavista 84-2º, Lisboa, de terça a sábado das 14 às 19h30, até 17 de Junho). Já agora aproveite para conhecer o novo espaço da VPF, um andar acima, a meio caminho para a Plataforma Revólver. Aí poderá ver obras do acervo da galeria, com destaque para fotografias recentes (e muito interessantes) de José Maçãs de Carvalho, esculturas, vídeos e pinturas de diversos artistas. Mais acima, na Plataforma Revólver, está uma exposição de fotografias de Pedro Loureiro.
OUVIR – Para muitos Pete Seeger é sobretudo o autor de canções de protesto, como «We Shall Overcome», que foi o hino do Movimento pelas Liberdades Cívicas e também dos movimentos contra a guerra no Vietname, nos anos 60, nos Estados Unidos. Mas Seeger foi muito mais que isso, foi essencialmente um talentoso compositor, um divulgador persistente da música folk norte-americana. São suas canções como «Turn, Turn, Turn», «If I Had A Hammer», ou «Where Have All The Flowers Gone». O novo disco de Bruce Springsteen é um tributo a Pete Seeger através de alguns dos seus temas mais ricos do ponto de vista musical, como «Old Dan Tucker», «O Mary Don’t You Weep», «John Henry» ou «Erie Canal». Springsteen inteligentemente recria as composições com arranjos notáveis e de uma fidelidade musical absoluta às raízes do folk norte-americano, num exercício de contenção e criatividade absolutamente exemplares. Para além do CD, esta edição oferece em bónus um DVD sobre o processo de gravação, com algumas interpretações ao vivo. «We Shall Overcome – The Seeger Sessions», Bruce Springsteen, CD e DVD Columbia.
COMIDINHA – Apesar de ser muito elogiada pela generalidade dos críticos gastronómicos da estimada praça, a Quinta de Catralvos (estrada Azeitão-Sesimbra) revela-se na prática bem menos entusiasmante do que aquilo que os bem pensantes locais têm escrito. Eu não sou grande fã dos restaurantes que impingem menus degustação à força e, neste caso, o resultado foi francamente decepcionante em relação à fama que precedia o trabalho do chefe Luís Baena. O serviço foi pouco cuidado, apressado, esquecido (apesar de a sala estar meio vazia). Em suma, não apetece muito lá voltar. Tel. 212197610.
Back To Basics - «Belas palavras e uma aparência insinuante raramente estão associadas à virtude» - Confúcio.
EUROPEIZAR – Por cá o Dia da Europa foi este ano assinalado com guloseimas no velho Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço. A vetusta casa que albergou, entre outros, Fernando Pessoa, foi a escolhida em Portugal na iniciativa Café d’Europe. À porta, nesse dia, distribuía-se uma edição especial do «Frankfurter Allgemeine», felizmente escrita em inglês, e que levava em subtítulo «The Europe Journal». Cada um dos membros da União tinha direito a um artigo. Alguns exemplos: a boa aposta da Estónia nas novas tecnologias, a capacidade de integração dos emigrantes na Holanda, uma curiosa experiência de agricultura na Sicília, a florescente actividade artística em Barcelona, o inesperado sucesso de escritores policiais suecos, uma inovadora política social na Dinamarca. E qual o tema escolhido para Portugal? – Os incêncios de verão, num retrato devastador da política florestal e de segurança dos últimos anos. No meio de artigos essencialmente positivos, um retrato negativo do país. Nada de que nos possamos orgulhar.
VER - «Movimentos Perpétuos, cine-tributo a Carlos Paredes» é talvez o melhor dos filmes que Edgar Pêra realizou até hoje. Fruto de um trabalho longo e persistente de edição e pesquisa, baseado na gravação áudio de um recital de Paredes, promovido pelo «Mundo da Canção» no Porto, o filme acaba por ser uma espécie de «o Mundo visto por Carlos Paredes» e é isso que o torna precisamente tão atraente e contemporâneo – e por vezes incómodo. Em exibição no Lusomundo-Vasco da Gama.
VISITAR – A exposição de pintura de Francisco Vidal na VPFcream Arte (Rua da Boavista 84-2º, Lisboa, de terça a sábado das 14 às 19h30, até 17 de Junho). Já agora aproveite para conhecer o novo espaço da VPF, um andar acima, a meio caminho para a Plataforma Revólver. Aí poderá ver obras do acervo da galeria, com destaque para fotografias recentes (e muito interessantes) de José Maçãs de Carvalho, esculturas, vídeos e pinturas de diversos artistas. Mais acima, na Plataforma Revólver, está uma exposição de fotografias de Pedro Loureiro.
OUVIR – Para muitos Pete Seeger é sobretudo o autor de canções de protesto, como «We Shall Overcome», que foi o hino do Movimento pelas Liberdades Cívicas e também dos movimentos contra a guerra no Vietname, nos anos 60, nos Estados Unidos. Mas Seeger foi muito mais que isso, foi essencialmente um talentoso compositor, um divulgador persistente da música folk norte-americana. São suas canções como «Turn, Turn, Turn», «If I Had A Hammer», ou «Where Have All The Flowers Gone». O novo disco de Bruce Springsteen é um tributo a Pete Seeger através de alguns dos seus temas mais ricos do ponto de vista musical, como «Old Dan Tucker», «O Mary Don’t You Weep», «John Henry» ou «Erie Canal». Springsteen inteligentemente recria as composições com arranjos notáveis e de uma fidelidade musical absoluta às raízes do folk norte-americano, num exercício de contenção e criatividade absolutamente exemplares. Para além do CD, esta edição oferece em bónus um DVD sobre o processo de gravação, com algumas interpretações ao vivo. «We Shall Overcome – The Seeger Sessions», Bruce Springsteen, CD e DVD Columbia.
COMIDINHA – Apesar de ser muito elogiada pela generalidade dos críticos gastronómicos da estimada praça, a Quinta de Catralvos (estrada Azeitão-Sesimbra) revela-se na prática bem menos entusiasmante do que aquilo que os bem pensantes locais têm escrito. Eu não sou grande fã dos restaurantes que impingem menus degustação à força e, neste caso, o resultado foi francamente decepcionante em relação à fama que precedia o trabalho do chefe Luís Baena. O serviço foi pouco cuidado, apressado, esquecido (apesar de a sala estar meio vazia). Em suma, não apetece muito lá voltar. Tel. 212197610.
Back To Basics - «Belas palavras e uma aparência insinuante raramente estão associadas à virtude» - Confúcio.
maio 07, 2006
POLÍCIA DE INSEGURANÇA PÚBLICA
Nos últimos seis meses um dos meus filhos foi assaltado duas vezes em plena luz do dia, na Praça do Areeiro, junto à saída do metropolitano. Da última vez dirigiu-se a um polícia, que o mandou ir à esquadra fazer a participação sem perguntar mais nada, sem se interessar sequer pelo sucedido.
Um amigo meu que é entendido nestas coisas de segurança diz que é normal, que o Areeiro é uma zona de risco, como qualquer ponto de cruzamento de diversos meios de transportes públicos.
Pois eu não acho nada disto normal – nem a atitude do polícia, nem que se encare como normal que não se pode andar na rua à luz do dia no centro da cidade sem correr o risco de ser assaltado. É certo que tenho as maiores reservas em relação ao funcionamento da PSP – a sucessão de casos em que elementos dessa polícia aparecem ligados ao crime organizado explica muita da indiferença face à protecção das pessoas.
Tenho as maiores reservas face a uma força policial cujos agentes se preocupam mais com eles próprios do que com as pessoas, que dedicam mais energia a fazer manifestações e greves que a patrulhar as ruas, que mais depressa incomodam cidadãos desprotegidos do que criminosos. A polícia portuguesa continua a ser prepotente contra os cidadãos e cobarde – ou conivente – face aos criminosos.
A responsabilidade disto é, em primeiro lugar, das suas chefias e dos seus comandos que não conseguem pôr de pé um plano mínimo de presença física policial em zonas de risco que sirva de dissuasor, que permitem que Lisboa se esteja a tornar cada vez mais numa selva, com assaltos em sinais vermelhos ou à entrada de parques de estacionamento – como agora acontece com frequência nas Amoreiras, ou no meio de zonas centrais. Todas as cidades que fizeram diminuir a criminalidade usaram a presença física constante dos agentes nas zonas mais problemáticas para garantir maior segurança. Será que os comandos da PSP não sabem quais são as zonas problemáticas de Lisboa? – Provavelmente não – já que manifestamente sabem tão pouco do que se passa dentro da organização que é suposto dirigirem, não admira que ignorem tudo o resto.
Nos últimos seis meses um dos meus filhos foi assaltado duas vezes em plena luz do dia, na Praça do Areeiro, junto à saída do metropolitano. Da última vez dirigiu-se a um polícia, que o mandou ir à esquadra fazer a participação sem perguntar mais nada, sem se interessar sequer pelo sucedido.
Um amigo meu que é entendido nestas coisas de segurança diz que é normal, que o Areeiro é uma zona de risco, como qualquer ponto de cruzamento de diversos meios de transportes públicos.
Pois eu não acho nada disto normal – nem a atitude do polícia, nem que se encare como normal que não se pode andar na rua à luz do dia no centro da cidade sem correr o risco de ser assaltado. É certo que tenho as maiores reservas em relação ao funcionamento da PSP – a sucessão de casos em que elementos dessa polícia aparecem ligados ao crime organizado explica muita da indiferença face à protecção das pessoas.
Tenho as maiores reservas face a uma força policial cujos agentes se preocupam mais com eles próprios do que com as pessoas, que dedicam mais energia a fazer manifestações e greves que a patrulhar as ruas, que mais depressa incomodam cidadãos desprotegidos do que criminosos. A polícia portuguesa continua a ser prepotente contra os cidadãos e cobarde – ou conivente – face aos criminosos.
A responsabilidade disto é, em primeiro lugar, das suas chefias e dos seus comandos que não conseguem pôr de pé um plano mínimo de presença física policial em zonas de risco que sirva de dissuasor, que permitem que Lisboa se esteja a tornar cada vez mais numa selva, com assaltos em sinais vermelhos ou à entrada de parques de estacionamento – como agora acontece com frequência nas Amoreiras, ou no meio de zonas centrais. Todas as cidades que fizeram diminuir a criminalidade usaram a presença física constante dos agentes nas zonas mais problemáticas para garantir maior segurança. Será que os comandos da PSP não sabem quais são as zonas problemáticas de Lisboa? – Provavelmente não – já que manifestamente sabem tão pouco do que se passa dentro da organização que é suposto dirigirem, não admira que ignorem tudo o resto.
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POLÍCIA DE INSEGURANÇA PÚBLICA
Nos últimos seis meses um dos meus filhos foi assaltado duas vezes em plena luz do dia, na Praça do Areeiro, junto à saída do metropolitano. Da última vez dirigiu-se a um polícia, que o mandou ir à esquadra fazer a participação sem perguntar mais nada, sem se interessar sequer pelo sucedido.
Um amigo meu que é entendido nestas coisas de segurança diz que é normal, que o Areeiro é uma zona de risco, como qualquer ponto de cruzamento de diversos meios de transportes públicos.
Pois eu não acho nada disto normal – nem a atitude do polícia, nem que se encare como normal que não se pode andar na rua à luz do dia no centro da cidade sem correr o risco de ser assaltado. É certo que tenho as maiores reservas em relação ao funcionamento da PSP – a sucessão de casos em que elementos dessa polícia aparecem ligados ao crime organizado explica muita da indiferença face à protecção das pessoas.
Tenho as maiores reservas face a uma força policial cujos agentes se preocupam mais com eles próprios do que com as pessoas, que dedicam mais energia a fazer manifestações e greves que a patrulhar as ruas, que mais depressa incomodam cidadãos desprotegidos do que criminosos. A polícia portuguesa continua a ser prepotente contra os cidadãos e cobarde – ou conivente – face aos criminosos.
A responsabilidade disto é, em primeiro lugar, das suas chefias e dos seus comandos que não conseguem pôr de pé um plano mínimo de presença física policial em zonas de risco que sirva de dissuasor, que permitem que Lisboa se esteja a tornar cada vez mais numa selva, com assaltos em sinais vermelhos ou à entrada de parques de estacionamento – como agora acontece com frequência nas Amoreiras, ou no meio de zonas centrais. Todas as cidades que fizeram diminuir a criminalidade usaram a presença física constante dos agentes nas zonas mais problemáticas para garantir maior segurança. Será que os comandos da PSP não sabem quais são as zonas problemáticas de Lisboa? – Provavelmente não – já que manifestamente sabem tão pouco do que se passa dentro da organização que é suposto dirigirem, não admira que ignorem tudo o resto.
Nos últimos seis meses um dos meus filhos foi assaltado duas vezes em plena luz do dia, na Praça do Areeiro, junto à saída do metropolitano. Da última vez dirigiu-se a um polícia, que o mandou ir à esquadra fazer a participação sem perguntar mais nada, sem se interessar sequer pelo sucedido.
Um amigo meu que é entendido nestas coisas de segurança diz que é normal, que o Areeiro é uma zona de risco, como qualquer ponto de cruzamento de diversos meios de transportes públicos.
Pois eu não acho nada disto normal – nem a atitude do polícia, nem que se encare como normal que não se pode andar na rua à luz do dia no centro da cidade sem correr o risco de ser assaltado. É certo que tenho as maiores reservas em relação ao funcionamento da PSP – a sucessão de casos em que elementos dessa polícia aparecem ligados ao crime organizado explica muita da indiferença face à protecção das pessoas.
Tenho as maiores reservas face a uma força policial cujos agentes se preocupam mais com eles próprios do que com as pessoas, que dedicam mais energia a fazer manifestações e greves que a patrulhar as ruas, que mais depressa incomodam cidadãos desprotegidos do que criminosos. A polícia portuguesa continua a ser prepotente contra os cidadãos e cobarde – ou conivente – face aos criminosos.
A responsabilidade disto é, em primeiro lugar, das suas chefias e dos seus comandos que não conseguem pôr de pé um plano mínimo de presença física policial em zonas de risco que sirva de dissuasor, que permitem que Lisboa se esteja a tornar cada vez mais numa selva, com assaltos em sinais vermelhos ou à entrada de parques de estacionamento – como agora acontece com frequência nas Amoreiras, ou no meio de zonas centrais. Todas as cidades que fizeram diminuir a criminalidade usaram a presença física constante dos agentes nas zonas mais problemáticas para garantir maior segurança. Será que os comandos da PSP não sabem quais são as zonas problemáticas de Lisboa? – Provavelmente não – já que manifestamente sabem tão pouco do que se passa dentro da organização que é suposto dirigirem, não admira que ignorem tudo o resto.
LUCROS – A Time Warner anunciou um aumento de lucros de 60 por cento no primeiro trimestre deste ano (o seu melhor de sempre), a Bertelsmann duplicou os lucros obtidos no período homólogo do ano passado e a BSkyB (operador de televisão de satélite britânico) anunciou que este período foi o mais lucrativo da história da companhia. Nem tudo são más notícias.
DEVORAR – A nova edição da revista «Atlântico», até agora a melhor desta nova série. A reter, em vésperas de Congresso do CDS, um muito interessante artigo de Pedro Ferraz da Costa sobre o partido, uma lúcida análise de Rui Ramos sobre «Um Cavaco Desconhecido», as peripécias do périplo africano do Primeiro-Ministro em «Como Esquiar em Angola», Carla Hilário Quevedo (a autora do blog «Bomba Inteligente») a braços com as polémicas em torno do mais recente livro de Margarida Rebelo Pinto e uma nova coluna, «O Engraxador», dedicada por Fernando Sobral à «Cinderella da política cultural da esquerda», Isabel Pires de Lima. Muita e divertida leitura para o fim de semana.
ESPERAR – A partir de 16 de Setembro vai haver um novo jornal semanário nas bancas, aos sábados. Chama-se «Sol» e será dirigido por António José Saraiva, Director do «Expresso» até ao fim do ano passado. Saraiva fez quarta-feira uma minuciosa apresentação do novo jornal e mostrou que nestes meses ele e a sua equipa fizeram bem o trabalho de casa. O projecto aponta para um jornal politicamente influente com mais características populares que é hábito neste tipo de imprensa, e quer ser assumidamente especulativo e interventivo. O «Sol» (logótipo muito bem conseguido de Pedro Proença) tem um grafismo entre o «back to basics» e detalhes interessantes da utilização da cor. A sua revista, «Tabu», promete ser uma boa surpresa. Sob o lema «Um Jornal Como Nunca Se Viu», o «Sol» vai de certeza dar muita dor de cabeça aos responsáveis do já conturbado mundo editorial português.
DESCOBRIR – Um novo magazine sobre artes plásticas, exclusivamente disponível na Internet, ArteCapital, está desde hoje disponível em www.artecapital.net . Dedicado fundamentalmente à arte moderna e contemporânea, a nova publicação on-line permitirá «ver» algumas das exposições patentes em galerias e museus e a ideia é de um conhecido coleccionador e galerista, Victor Pinto da Fonseca.
OUVIR – Serge Gainsbourg (1928-1991) foi uma das poucas personalidades marcantes na cultura popular francesa do século passado. Poeta, cantor, compositor, actor e realizador, Serge Gainsbourg viveu no início da sua carreira das influências de Boris Vian. Ganhou a notoriedade em 1968 graças a «Je T’Aime, Moi Non Plus» - a primeira versão era com Brigitte Bardot, que proibiu a sua edição e foi substituída em todos os sentido por uma jovem inglesa que tinha dado nas vistas numa cena de nu no filme «Blow Up» de Antonioni, Jane Birkin. A partir daí Gainsbourg tornou-se ainda mais radical nas suas provocações: queimou uma nota de 500 francos em directo num programa de televisão, gravou uma versão reggae da Marselhesa e fez-se fotografar quase nu ao lado da sua filha de 14 anos para o vídeo de «Lemon Incest». Escândalos à parte, Gainsbourg foi de facto um grande escritor de canções e «Monsieur Gainsbourg Revisited» é uma homenagem à sua obra. Nesta edição Jane Birkin coloca-se ao lado dos Franz Ferdinand para uma versão de «Sorry Angel», Cat Power e Karen Elson levam a provocação mais longe em «Je T’aime , Moi Non Plus», os Portishead cantam «Un Jour Comme Un Autre», Michael Stipe interpreta «L’Hotel», Tricky atira-se a «Goodbye Emmanuelle», Marianne Faithfull junta-se a Sly & Robbie para «Lola Rastaquore», os Placebo cantam «Ballade de Melody Nelson» e Carla Bruni retoma a tradição com «Cês Petits Riens». O disco, já devem ter percebido a esta hora, é mesmo imperdível. «Monsieur Gainsbourg Revisited», edição e distribuição Universal Music.
SABOREAR – No restaurante do novo Hotel «Aviz», não se come –saboreia-se. O cuidado posto na escolha de ingredientes, na confecção e no empratamento é grande, e as doses são fartas. Há clássicos que vêm do velho «Aviz» (como o Bacalhau à Gomes de Sá), há influências de mentores do projecto (bife raspado à Monjardino), a cozinha portuguesa impera nos pratos do dia, que vêm acompanhados por boas sugestões de vinhos. A sala é muito confortável, o serviço é primoroso, a conta é pesada, mas o prazer é bastante. Reservas pelo telefone 210 402 104, Rua Duque de Palmela 32, ao Marquês do Pombal.
Back To Basics - «Os políticos deviam ler ficção científica em vez de se meterem em cóboiadas e casos de polícia» - Arthur C. Clarke.
DEVORAR – A nova edição da revista «Atlântico», até agora a melhor desta nova série. A reter, em vésperas de Congresso do CDS, um muito interessante artigo de Pedro Ferraz da Costa sobre o partido, uma lúcida análise de Rui Ramos sobre «Um Cavaco Desconhecido», as peripécias do périplo africano do Primeiro-Ministro em «Como Esquiar em Angola», Carla Hilário Quevedo (a autora do blog «Bomba Inteligente») a braços com as polémicas em torno do mais recente livro de Margarida Rebelo Pinto e uma nova coluna, «O Engraxador», dedicada por Fernando Sobral à «Cinderella da política cultural da esquerda», Isabel Pires de Lima. Muita e divertida leitura para o fim de semana.
ESPERAR – A partir de 16 de Setembro vai haver um novo jornal semanário nas bancas, aos sábados. Chama-se «Sol» e será dirigido por António José Saraiva, Director do «Expresso» até ao fim do ano passado. Saraiva fez quarta-feira uma minuciosa apresentação do novo jornal e mostrou que nestes meses ele e a sua equipa fizeram bem o trabalho de casa. O projecto aponta para um jornal politicamente influente com mais características populares que é hábito neste tipo de imprensa, e quer ser assumidamente especulativo e interventivo. O «Sol» (logótipo muito bem conseguido de Pedro Proença) tem um grafismo entre o «back to basics» e detalhes interessantes da utilização da cor. A sua revista, «Tabu», promete ser uma boa surpresa. Sob o lema «Um Jornal Como Nunca Se Viu», o «Sol» vai de certeza dar muita dor de cabeça aos responsáveis do já conturbado mundo editorial português.
DESCOBRIR – Um novo magazine sobre artes plásticas, exclusivamente disponível na Internet, ArteCapital, está desde hoje disponível em www.artecapital.net . Dedicado fundamentalmente à arte moderna e contemporânea, a nova publicação on-line permitirá «ver» algumas das exposições patentes em galerias e museus e a ideia é de um conhecido coleccionador e galerista, Victor Pinto da Fonseca.
OUVIR – Serge Gainsbourg (1928-1991) foi uma das poucas personalidades marcantes na cultura popular francesa do século passado. Poeta, cantor, compositor, actor e realizador, Serge Gainsbourg viveu no início da sua carreira das influências de Boris Vian. Ganhou a notoriedade em 1968 graças a «Je T’Aime, Moi Non Plus» - a primeira versão era com Brigitte Bardot, que proibiu a sua edição e foi substituída em todos os sentido por uma jovem inglesa que tinha dado nas vistas numa cena de nu no filme «Blow Up» de Antonioni, Jane Birkin. A partir daí Gainsbourg tornou-se ainda mais radical nas suas provocações: queimou uma nota de 500 francos em directo num programa de televisão, gravou uma versão reggae da Marselhesa e fez-se fotografar quase nu ao lado da sua filha de 14 anos para o vídeo de «Lemon Incest». Escândalos à parte, Gainsbourg foi de facto um grande escritor de canções e «Monsieur Gainsbourg Revisited» é uma homenagem à sua obra. Nesta edição Jane Birkin coloca-se ao lado dos Franz Ferdinand para uma versão de «Sorry Angel», Cat Power e Karen Elson levam a provocação mais longe em «Je T’aime , Moi Non Plus», os Portishead cantam «Un Jour Comme Un Autre», Michael Stipe interpreta «L’Hotel», Tricky atira-se a «Goodbye Emmanuelle», Marianne Faithfull junta-se a Sly & Robbie para «Lola Rastaquore», os Placebo cantam «Ballade de Melody Nelson» e Carla Bruni retoma a tradição com «Cês Petits Riens». O disco, já devem ter percebido a esta hora, é mesmo imperdível. «Monsieur Gainsbourg Revisited», edição e distribuição Universal Music.
SABOREAR – No restaurante do novo Hotel «Aviz», não se come –saboreia-se. O cuidado posto na escolha de ingredientes, na confecção e no empratamento é grande, e as doses são fartas. Há clássicos que vêm do velho «Aviz» (como o Bacalhau à Gomes de Sá), há influências de mentores do projecto (bife raspado à Monjardino), a cozinha portuguesa impera nos pratos do dia, que vêm acompanhados por boas sugestões de vinhos. A sala é muito confortável, o serviço é primoroso, a conta é pesada, mas o prazer é bastante. Reservas pelo telefone 210 402 104, Rua Duque de Palmela 32, ao Marquês do Pombal.
Back To Basics - «Os políticos deviam ler ficção científica em vez de se meterem em cóboiadas e casos de polícia» - Arthur C. Clarke.
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LUCROS – A Time Warner anunciou um aumento de lucros de 60 por cento no primeiro trimestre deste ano (o seu melhor de sempre), a Bertelsmann duplicou os lucros obtidos no período homólogo do ano passado e a BSkyB (operador de televisão de satélite britânico) anunciou que este período foi o mais lucrativo da história da companhia. Nem tudo são más notícias.
DEVORAR – A nova edição da revista «Atlântico», até agora a melhor desta nova série. A reter, em vésperas de Congresso do CDS, um muito interessante artigo de Pedro Ferraz da Costa sobre o partido, uma lúcida análise de Rui Ramos sobre «Um Cavaco Desconhecido», as peripécias do périplo africano do Primeiro-Ministro em «Como Esquiar em Angola», Carla Hilário Quevedo (a autora do blog «Bomba Inteligente») a braços com as polémicas em torno do mais recente livro de Margarida Rebelo Pinto e uma nova coluna, «O Engraxador», dedicada por Fernando Sobral à «Cinderella da política cultural da esquerda», Isabel Pires de Lima. Muita e divertida leitura para o fim de semana.
ESPERAR – A partir de 16 de Setembro vai haver um novo jornal semanário nas bancas, aos sábados. Chama-se «Sol» e será dirigido por António José Saraiva, Director do «Expresso» até ao fim do ano passado. Saraiva fez quarta-feira uma minuciosa apresentação do novo jornal e mostrou que nestes meses ele e a sua equipa fizeram bem o trabalho de casa. O projecto aponta para um jornal politicamente influente com mais características populares que é hábito neste tipo de imprensa, e quer ser assumidamente especulativo e interventivo. O «Sol» (logótipo muito bem conseguido de Pedro Proença) tem um grafismo entre o «back to basics» e detalhes interessantes da utilização da cor. A sua revista, «Tabu», promete ser uma boa surpresa. Sob o lema «Um Jornal Como Nunca Se Viu», o «Sol» vai de certeza dar muita dor de cabeça aos responsáveis do já conturbado mundo editorial português.
DESCOBRIR – Um novo magazine sobre artes plásticas, exclusivamente disponível na Internet, ArteCapital, está desde hoje disponível em www.artecapital.net . Dedicado fundamentalmente à arte moderna e contemporânea, a nova publicação on-line permitirá «ver» algumas das exposições patentes em galerias e museus e a ideia é de um conhecido coleccionador e galerista, Victor Pinto da Fonseca.
OUVIR – Serge Gainsbourg (1928-1991) foi uma das poucas personalidades marcantes na cultura popular francesa do século passado. Poeta, cantor, compositor, actor e realizador, Serge Gainsbourg viveu no início da sua carreira das influências de Boris Vian. Ganhou a notoriedade em 1968 graças a «Je T’Aime, Moi Non Plus» - a primeira versão era com Brigitte Bardot, que proibiu a sua edição e foi substituída em todos os sentido por uma jovem inglesa que tinha dado nas vistas numa cena de nu no filme «Blow Up» de Antonioni, Jane Birkin. A partir daí Gainsbourg tornou-se ainda mais radical nas suas provocações: queimou uma nota de 500 francos em directo num programa de televisão, gravou uma versão reggae da Marselhesa e fez-se fotografar quase nu ao lado da sua filha de 14 anos para o vídeo de «Lemon Incest». Escândalos à parte, Gainsbourg foi de facto um grande escritor de canções e «Monsieur Gainsbourg Revisited» é uma homenagem à sua obra. Nesta edição Jane Birkin coloca-se ao lado dos Franz Ferdinand para uma versão de «Sorry Angel», Cat Power e Karen Elson levam a provocação mais longe em «Je T’aime , Moi Non Plus», os Portishead cantam «Un Jour Comme Un Autre», Michael Stipe interpreta «L’Hotel», Tricky atira-se a «Goodbye Emmanuelle», Marianne Faithfull junta-se a Sly & Robbie para «Lola Rastaquore», os Placebo cantam «Ballade de Melody Nelson» e Carla Bruni retoma a tradição com «Cês Petits Riens». O disco, já devem ter percebido a esta hora, é mesmo imperdível. «Monsieur Gainsbourg Revisited», edição e distribuição Universal Music.
SABOREAR – No restaurante do novo Hotel «Aviz», não se come –saboreia-se. O cuidado posto na escolha de ingredientes, na confecção e no empratamento é grande, e as doses são fartas. Há clássicos que vêm do velho «Aviz» (como o Bacalhau à Gomes de Sá), há influências de mentores do projecto (bife raspado à Monjardino), a cozinha portuguesa impera nos pratos do dia, que vêm acompanhados por boas sugestões de vinhos. A sala é muito confortável, o serviço é primoroso, a conta é pesada, mas o prazer é bastante. Reservas pelo telefone 210 402 104, Rua Duque de Palmela 32, ao Marquês do Pombal.
Back To Basics - «Os políticos deviam ler ficção científica em vez de se meterem em cóboiadas e casos de polícia» - Arthur C. Clarke.
DEVORAR – A nova edição da revista «Atlântico», até agora a melhor desta nova série. A reter, em vésperas de Congresso do CDS, um muito interessante artigo de Pedro Ferraz da Costa sobre o partido, uma lúcida análise de Rui Ramos sobre «Um Cavaco Desconhecido», as peripécias do périplo africano do Primeiro-Ministro em «Como Esquiar em Angola», Carla Hilário Quevedo (a autora do blog «Bomba Inteligente») a braços com as polémicas em torno do mais recente livro de Margarida Rebelo Pinto e uma nova coluna, «O Engraxador», dedicada por Fernando Sobral à «Cinderella da política cultural da esquerda», Isabel Pires de Lima. Muita e divertida leitura para o fim de semana.
ESPERAR – A partir de 16 de Setembro vai haver um novo jornal semanário nas bancas, aos sábados. Chama-se «Sol» e será dirigido por António José Saraiva, Director do «Expresso» até ao fim do ano passado. Saraiva fez quarta-feira uma minuciosa apresentação do novo jornal e mostrou que nestes meses ele e a sua equipa fizeram bem o trabalho de casa. O projecto aponta para um jornal politicamente influente com mais características populares que é hábito neste tipo de imprensa, e quer ser assumidamente especulativo e interventivo. O «Sol» (logótipo muito bem conseguido de Pedro Proença) tem um grafismo entre o «back to basics» e detalhes interessantes da utilização da cor. A sua revista, «Tabu», promete ser uma boa surpresa. Sob o lema «Um Jornal Como Nunca Se Viu», o «Sol» vai de certeza dar muita dor de cabeça aos responsáveis do já conturbado mundo editorial português.
DESCOBRIR – Um novo magazine sobre artes plásticas, exclusivamente disponível na Internet, ArteCapital, está desde hoje disponível em www.artecapital.net . Dedicado fundamentalmente à arte moderna e contemporânea, a nova publicação on-line permitirá «ver» algumas das exposições patentes em galerias e museus e a ideia é de um conhecido coleccionador e galerista, Victor Pinto da Fonseca.
OUVIR – Serge Gainsbourg (1928-1991) foi uma das poucas personalidades marcantes na cultura popular francesa do século passado. Poeta, cantor, compositor, actor e realizador, Serge Gainsbourg viveu no início da sua carreira das influências de Boris Vian. Ganhou a notoriedade em 1968 graças a «Je T’Aime, Moi Non Plus» - a primeira versão era com Brigitte Bardot, que proibiu a sua edição e foi substituída em todos os sentido por uma jovem inglesa que tinha dado nas vistas numa cena de nu no filme «Blow Up» de Antonioni, Jane Birkin. A partir daí Gainsbourg tornou-se ainda mais radical nas suas provocações: queimou uma nota de 500 francos em directo num programa de televisão, gravou uma versão reggae da Marselhesa e fez-se fotografar quase nu ao lado da sua filha de 14 anos para o vídeo de «Lemon Incest». Escândalos à parte, Gainsbourg foi de facto um grande escritor de canções e «Monsieur Gainsbourg Revisited» é uma homenagem à sua obra. Nesta edição Jane Birkin coloca-se ao lado dos Franz Ferdinand para uma versão de «Sorry Angel», Cat Power e Karen Elson levam a provocação mais longe em «Je T’aime , Moi Non Plus», os Portishead cantam «Un Jour Comme Un Autre», Michael Stipe interpreta «L’Hotel», Tricky atira-se a «Goodbye Emmanuelle», Marianne Faithfull junta-se a Sly & Robbie para «Lola Rastaquore», os Placebo cantam «Ballade de Melody Nelson» e Carla Bruni retoma a tradição com «Cês Petits Riens». O disco, já devem ter percebido a esta hora, é mesmo imperdível. «Monsieur Gainsbourg Revisited», edição e distribuição Universal Music.
SABOREAR – No restaurante do novo Hotel «Aviz», não se come –saboreia-se. O cuidado posto na escolha de ingredientes, na confecção e no empratamento é grande, e as doses são fartas. Há clássicos que vêm do velho «Aviz» (como o Bacalhau à Gomes de Sá), há influências de mentores do projecto (bife raspado à Monjardino), a cozinha portuguesa impera nos pratos do dia, que vêm acompanhados por boas sugestões de vinhos. A sala é muito confortável, o serviço é primoroso, a conta é pesada, mas o prazer é bastante. Reservas pelo telefone 210 402 104, Rua Duque de Palmela 32, ao Marquês do Pombal.
Back To Basics - «Os políticos deviam ler ficção científica em vez de se meterem em cóboiadas e casos de polícia» - Arthur C. Clarke.
maio 02, 2006
ANOTAR - Al Gore reinventou-se e na semana passada foi o orador convidado de uma plateia que juntou as estrelas de Silicon Valley, como os líderes da Apple, Yahoo e Google, entre outros. Num discurso apaixonado de hora e meia, Gore espantou a audiência com a forma como expôs a sua cruzada contra o aquecimento global do planeta. O seu objectivo era conseguir convencer os cérebros de Silicon Valley de que é fundamental descobrir soluções técnicas sólidas para combater o aquecimento global, numa espécia de aliança entre a ecologia, a tecnologia e o capitalismo. Além de estar num autêntico road-show mundial com este discurso, baseado num powerpoint que se está a tornar num mito, Gore e esta sua cruzada são o tema central de um documentário que foi uma das estrelas do Festval de Sundance e que vai ser distribuído agora pela Paramount, «An Inconvenient Truth». Gore – que cedo se deixou de carpir a derrota na campanha presidencial – conseguiu dar completamente a volta à sua actividade e é hoje em dia conselheiro de empresas como a Apple e a Google, impulsionador de um canal de televisão baseado na cidadania, a Current TV e está a concluir um novo livro que será editado ainda este ano.
DESCOBRIR - A revista norte-americana «Wired» detecta esta semana o surgimento de um novo grupo social, os «eco-estetas» e define-os assim: o telhado das suas casas está forrado a painéis solares, na garagem têm um carro com motor híbrido, nos armários têm apenas roupa feita a partir de algodão cultivado segundo os princípios orgânicos da agricultura biológica. O que é facto é que nos Estados Unidos são já um grupo de consumidores significativo, que estão a chamar a atenção, constituindo um mercado que ganha dimensão e que procura cada vez mais produtos que estejam associados à protecção do meio ambiente.
LER - A melhor ideia dos últimos tempos nasceu esta semana no jornal espanhol «El Pais». Trata-se de um novo jornal, autónomo, de distribuição gratuita, o «24 Horas», que tem a particularidade de não ser impresso. É de facto um jornal virtual, que existe apenas na Internet, que tem actualizações constantes, e que pode ser descarregado e impresso para se ler com calma à hora do almoço ou num copo de fim de tarde - «o primeiro jornal gratuito actualizado permanentemente», como anuncia o «El Pais». Este autêntico ovo de Colombo pode ainda por cima ser personalizado: cada leitor define o seu próprio perfil e pode pedir mais artigos relacionados com desporto, ou tecnologias, ou política internacional, ou cultura, ou sociedade. O jornal é feito a partir de artigos do «El Pais», pela redacção do diário madrileno. A distribuição fica facilitada à partida por ser baseada num dos sites mais visitados de Espanha (e da Europa), e a impressão deixa de ser um custo central para ser disseminada pelos leitores que fazem download do ficheiro PDF que se obtém fazendo o download do «24 Horas». O «24 Horas» é patrocinado em exclusivo pela transportadora aérea Iberia. O registo é gratuito, fundamental para se fazer a personalização da edição, mas toda a gente, mesmo os não registados, podem fazer o download. Todas as informações em www.elpais.es .
OUVIR - Sou um fã de canções inspiradas por blues e pelo jazz e, confesso, sou um fã da obra de Harold Arlen, um dos grandes compositores da música popular norte americana, que morreu em 1986. São suas canções como «Over The Rainbow», «One More For The Road», «Come Rain Or Come Shine», «It’s Only A Paper Moon» ou «Stormy Weather». Pois bem, Toots Thielemans, um grande músico de jazz belga que se tornou conhecido pela forma única como toca a harmónica, teve a ideia de juntar algumas das mais marcantes vozes do jazz contemporâneo, fazer novos arranjos das canções de Arlen e juntar tudo num só disco – que apropriadamente se chama «One More For The Road». Ali estão vozes como Jamie Cullum, Till Bronner, Madeleine Peyroux, Silje Nergaard e a grande Oleta Adams que se atira a «Stormy Weather». Um grande disco, CD Verve, distribuído por Universal Music.
EXPERIMENTAR – Os novos vinhos da enóloga Filipa Pato, filha de Luís Pato, «Ensaios». Tanto o branco como o tinto merecem atenção e têm uma belíssima relação qualidade/preço.
BACK TO BASICS – «Ao longo dos anos fui percebendo que um homem inútil é uma vergonha, dois são um escritório de advogados e três ou mais são um parlamento» - John Adams.
DESCOBRIR - A revista norte-americana «Wired» detecta esta semana o surgimento de um novo grupo social, os «eco-estetas» e define-os assim: o telhado das suas casas está forrado a painéis solares, na garagem têm um carro com motor híbrido, nos armários têm apenas roupa feita a partir de algodão cultivado segundo os princípios orgânicos da agricultura biológica. O que é facto é que nos Estados Unidos são já um grupo de consumidores significativo, que estão a chamar a atenção, constituindo um mercado que ganha dimensão e que procura cada vez mais produtos que estejam associados à protecção do meio ambiente.
LER - A melhor ideia dos últimos tempos nasceu esta semana no jornal espanhol «El Pais». Trata-se de um novo jornal, autónomo, de distribuição gratuita, o «24 Horas», que tem a particularidade de não ser impresso. É de facto um jornal virtual, que existe apenas na Internet, que tem actualizações constantes, e que pode ser descarregado e impresso para se ler com calma à hora do almoço ou num copo de fim de tarde - «o primeiro jornal gratuito actualizado permanentemente», como anuncia o «El Pais». Este autêntico ovo de Colombo pode ainda por cima ser personalizado: cada leitor define o seu próprio perfil e pode pedir mais artigos relacionados com desporto, ou tecnologias, ou política internacional, ou cultura, ou sociedade. O jornal é feito a partir de artigos do «El Pais», pela redacção do diário madrileno. A distribuição fica facilitada à partida por ser baseada num dos sites mais visitados de Espanha (e da Europa), e a impressão deixa de ser um custo central para ser disseminada pelos leitores que fazem download do ficheiro PDF que se obtém fazendo o download do «24 Horas». O «24 Horas» é patrocinado em exclusivo pela transportadora aérea Iberia. O registo é gratuito, fundamental para se fazer a personalização da edição, mas toda a gente, mesmo os não registados, podem fazer o download. Todas as informações em www.elpais.es .
OUVIR - Sou um fã de canções inspiradas por blues e pelo jazz e, confesso, sou um fã da obra de Harold Arlen, um dos grandes compositores da música popular norte americana, que morreu em 1986. São suas canções como «Over The Rainbow», «One More For The Road», «Come Rain Or Come Shine», «It’s Only A Paper Moon» ou «Stormy Weather». Pois bem, Toots Thielemans, um grande músico de jazz belga que se tornou conhecido pela forma única como toca a harmónica, teve a ideia de juntar algumas das mais marcantes vozes do jazz contemporâneo, fazer novos arranjos das canções de Arlen e juntar tudo num só disco – que apropriadamente se chama «One More For The Road». Ali estão vozes como Jamie Cullum, Till Bronner, Madeleine Peyroux, Silje Nergaard e a grande Oleta Adams que se atira a «Stormy Weather». Um grande disco, CD Verve, distribuído por Universal Music.
EXPERIMENTAR – Os novos vinhos da enóloga Filipa Pato, filha de Luís Pato, «Ensaios». Tanto o branco como o tinto merecem atenção e têm uma belíssima relação qualidade/preço.
BACK TO BASICS – «Ao longo dos anos fui percebendo que um homem inútil é uma vergonha, dois são um escritório de advogados e três ou mais são um parlamento» - John Adams.
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ANOTAR - Al Gore reinventou-se e na semana passada foi o orador convidado de uma plateia que juntou as estrelas de Silicon Valley, como os líderes da Apple, Yahoo e Google, entre outros. Num discurso apaixonado de hora e meia, Gore espantou a audiência com a forma como expôs a sua cruzada contra o aquecimento global do planeta. O seu objectivo era conseguir convencer os cérebros de Silicon Valley de que é fundamental descobrir soluções técnicas sólidas para combater o aquecimento global, numa espécia de aliança entre a ecologia, a tecnologia e o capitalismo. Além de estar num autêntico road-show mundial com este discurso, baseado num powerpoint que se está a tornar num mito, Gore e esta sua cruzada são o tema central de um documentário que foi uma das estrelas do Festval de Sundance e que vai ser distribuído agora pela Paramount, «An Inconvenient Truth». Gore – que cedo se deixou de carpir a derrota na campanha presidencial – conseguiu dar completamente a volta à sua actividade e é hoje em dia conselheiro de empresas como a Apple e a Google, impulsionador de um canal de televisão baseado na cidadania, a Current TV e está a concluir um novo livro que será editado ainda este ano.
DESCOBRIR - A revista norte-americana «Wired» detecta esta semana o surgimento de um novo grupo social, os «eco-estetas» e define-os assim: o telhado das suas casas está forrado a painéis solares, na garagem têm um carro com motor híbrido, nos armários têm apenas roupa feita a partir de algodão cultivado segundo os princípios orgânicos da agricultura biológica. O que é facto é que nos Estados Unidos são já um grupo de consumidores significativo, que estão a chamar a atenção, constituindo um mercado que ganha dimensão e que procura cada vez mais produtos que estejam associados à protecção do meio ambiente.
LER - A melhor ideia dos últimos tempos nasceu esta semana no jornal espanhol «El Pais». Trata-se de um novo jornal, autónomo, de distribuição gratuita, o «24 Horas», que tem a particularidade de não ser impresso. É de facto um jornal virtual, que existe apenas na Internet, que tem actualizações constantes, e que pode ser descarregado e impresso para se ler com calma à hora do almoço ou num copo de fim de tarde - «o primeiro jornal gratuito actualizado permanentemente», como anuncia o «El Pais». Este autêntico ovo de Colombo pode ainda por cima ser personalizado: cada leitor define o seu próprio perfil e pode pedir mais artigos relacionados com desporto, ou tecnologias, ou política internacional, ou cultura, ou sociedade. O jornal é feito a partir de artigos do «El Pais», pela redacção do diário madrileno. A distribuição fica facilitada à partida por ser baseada num dos sites mais visitados de Espanha (e da Europa), e a impressão deixa de ser um custo central para ser disseminada pelos leitores que fazem download do ficheiro PDF que se obtém fazendo o download do «24 Horas». O «24 Horas» é patrocinado em exclusivo pela transportadora aérea Iberia. O registo é gratuito, fundamental para se fazer a personalização da edição, mas toda a gente, mesmo os não registados, podem fazer o download. Todas as informações em www.elpais.es .
OUVIR - Sou um fã de canções inspiradas por blues e pelo jazz e, confesso, sou um fã da obra de Harold Arlen, um dos grandes compositores da música popular norte americana, que morreu em 1986. São suas canções como «Over The Rainbow», «One More For The Road», «Come Rain Or Come Shine», «It’s Only A Paper Moon» ou «Stormy Weather». Pois bem, Toots Thielemans, um grande músico de jazz belga que se tornou conhecido pela forma única como toca a harmónica, teve a ideia de juntar algumas das mais marcantes vozes do jazz contemporâneo, fazer novos arranjos das canções de Arlen e juntar tudo num só disco – que apropriadamente se chama «One More For The Road». Ali estão vozes como Jamie Cullum, Till Bronner, Madeleine Peyroux, Silje Nergaard e a grande Oleta Adams que se atira a «Stormy Weather». Um grande disco, CD Verve, distribuído por Universal Music.
EXPERIMENTAR – Os novos vinhos da enóloga Filipa Pato, filha de Luís Pato, «Ensaios». Tanto o branco como o tinto merecem atenção e têm uma belíssima relação qualidade/preço.
BACK TO BASICS – «Ao longo dos anos fui percebendo que um homem inútil é uma vergonha, dois são um escritório de advogados e três ou mais são um parlamento» - John Adams.
DESCOBRIR - A revista norte-americana «Wired» detecta esta semana o surgimento de um novo grupo social, os «eco-estetas» e define-os assim: o telhado das suas casas está forrado a painéis solares, na garagem têm um carro com motor híbrido, nos armários têm apenas roupa feita a partir de algodão cultivado segundo os princípios orgânicos da agricultura biológica. O que é facto é que nos Estados Unidos são já um grupo de consumidores significativo, que estão a chamar a atenção, constituindo um mercado que ganha dimensão e que procura cada vez mais produtos que estejam associados à protecção do meio ambiente.
LER - A melhor ideia dos últimos tempos nasceu esta semana no jornal espanhol «El Pais». Trata-se de um novo jornal, autónomo, de distribuição gratuita, o «24 Horas», que tem a particularidade de não ser impresso. É de facto um jornal virtual, que existe apenas na Internet, que tem actualizações constantes, e que pode ser descarregado e impresso para se ler com calma à hora do almoço ou num copo de fim de tarde - «o primeiro jornal gratuito actualizado permanentemente», como anuncia o «El Pais». Este autêntico ovo de Colombo pode ainda por cima ser personalizado: cada leitor define o seu próprio perfil e pode pedir mais artigos relacionados com desporto, ou tecnologias, ou política internacional, ou cultura, ou sociedade. O jornal é feito a partir de artigos do «El Pais», pela redacção do diário madrileno. A distribuição fica facilitada à partida por ser baseada num dos sites mais visitados de Espanha (e da Europa), e a impressão deixa de ser um custo central para ser disseminada pelos leitores que fazem download do ficheiro PDF que se obtém fazendo o download do «24 Horas». O «24 Horas» é patrocinado em exclusivo pela transportadora aérea Iberia. O registo é gratuito, fundamental para se fazer a personalização da edição, mas toda a gente, mesmo os não registados, podem fazer o download. Todas as informações em www.elpais.es .
OUVIR - Sou um fã de canções inspiradas por blues e pelo jazz e, confesso, sou um fã da obra de Harold Arlen, um dos grandes compositores da música popular norte americana, que morreu em 1986. São suas canções como «Over The Rainbow», «One More For The Road», «Come Rain Or Come Shine», «It’s Only A Paper Moon» ou «Stormy Weather». Pois bem, Toots Thielemans, um grande músico de jazz belga que se tornou conhecido pela forma única como toca a harmónica, teve a ideia de juntar algumas das mais marcantes vozes do jazz contemporâneo, fazer novos arranjos das canções de Arlen e juntar tudo num só disco – que apropriadamente se chama «One More For The Road». Ali estão vozes como Jamie Cullum, Till Bronner, Madeleine Peyroux, Silje Nergaard e a grande Oleta Adams que se atira a «Stormy Weather». Um grande disco, CD Verve, distribuído por Universal Music.
EXPERIMENTAR – Os novos vinhos da enóloga Filipa Pato, filha de Luís Pato, «Ensaios». Tanto o branco como o tinto merecem atenção e têm uma belíssima relação qualidade/preço.
BACK TO BASICS – «Ao longo dos anos fui percebendo que um homem inútil é uma vergonha, dois são um escritório de advogados e três ou mais são um parlamento» - John Adams.
abril 23, 2006
OS POLÍTICOS
Laxismo, demagogia e tráfico de influências são as principais características dos políticos portugueses e o Parlamento é o espelho de todos os seus vícios. Na semana passada o laxismo ficou à vista, com o escandaloso número de ausências em ante-véspera de um feriado. Mas mais sério ainda é a demagogia que varre todas as bancadas e que se traduz, hoje em dia, numa acção governativa feita de muitas palavras e de poucas acções e numa oposição que notoriamente não sabe sequer porque defende hoje uma coisa e amanhã outra.
Porventura o mais grave de tudo é o permanente tráfico de influências, que une adversários políticos e que se passeia impunemente pelos corredores da Assembleia da República e dos ministérios. Já se tornou lugar comum ver líderes e figuras proeminentes de escritórios de advogados especializados em direito comercial, misturando os interesses dos seus clientes com o cargo para que foram eleitos. Numa teia de incompatibilidades aparentemente muito rígida, os juristas – tradicionalmente o grupo profissional de onde provém a maioria dos deputados – conseguiu excepcionar e arranjar artimanhas para que impunemente pudessem continuar em dois ofícios que não são bem complementares: defender o interesse público dos cidadãos eleitores e defender os interesses comerciais de clientes. Os exemplos são numerosos, basta folhear jornais e ver quem representa quem, quem está na assembleia e lidera sociedades de advogados. Tem-se a sensação de que, para muitos, a passagem pela Assembleia e pela política é apenas um meio para atingir fins estritamente pessoais. A concubinagem entre parlamentares e interesses particulares tem aumentado e é uma maldição que, verdade seja dita, assola particularmente o centralão que nos governa. O Parlamento deixou há muito de ser uma referência. Passou a ser um expediente.
Laxismo, demagogia e tráfico de influências são as principais características dos políticos portugueses e o Parlamento é o espelho de todos os seus vícios. Na semana passada o laxismo ficou à vista, com o escandaloso número de ausências em ante-véspera de um feriado. Mas mais sério ainda é a demagogia que varre todas as bancadas e que se traduz, hoje em dia, numa acção governativa feita de muitas palavras e de poucas acções e numa oposição que notoriamente não sabe sequer porque defende hoje uma coisa e amanhã outra.
Porventura o mais grave de tudo é o permanente tráfico de influências, que une adversários políticos e que se passeia impunemente pelos corredores da Assembleia da República e dos ministérios. Já se tornou lugar comum ver líderes e figuras proeminentes de escritórios de advogados especializados em direito comercial, misturando os interesses dos seus clientes com o cargo para que foram eleitos. Numa teia de incompatibilidades aparentemente muito rígida, os juristas – tradicionalmente o grupo profissional de onde provém a maioria dos deputados – conseguiu excepcionar e arranjar artimanhas para que impunemente pudessem continuar em dois ofícios que não são bem complementares: defender o interesse público dos cidadãos eleitores e defender os interesses comerciais de clientes. Os exemplos são numerosos, basta folhear jornais e ver quem representa quem, quem está na assembleia e lidera sociedades de advogados. Tem-se a sensação de que, para muitos, a passagem pela Assembleia e pela política é apenas um meio para atingir fins estritamente pessoais. A concubinagem entre parlamentares e interesses particulares tem aumentado e é uma maldição que, verdade seja dita, assola particularmente o centralão que nos governa. O Parlamento deixou há muito de ser uma referência. Passou a ser um expediente.
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OS POLÍTICOS
Laxismo, demagogia e tráfico de influências são as principais características dos políticos portugueses e o Parlamento é o espelho de todos os seus vícios. Na semana passada o laxismo ficou à vista, com o escandaloso número de ausências em ante-véspera de um feriado. Mas mais sério ainda é a demagogia que varre todas as bancadas e que se traduz, hoje em dia, numa acção governativa feita de muitas palavras e de poucas acções e numa oposição que notoriamente não sabe sequer porque defende hoje uma coisa e amanhã outra.
Porventura o mais grave de tudo é o permanente tráfico de influências, que une adversários políticos e que se passeia impunemente pelos corredores da Assembleia da República e dos ministérios. Já se tornou lugar comum ver líderes e figuras proeminentes de escritórios de advogados especializados em direito comercial, misturando os interesses dos seus clientes com o cargo para que foram eleitos. Numa teia de incompatibilidades aparentemente muito rígida, os juristas – tradicionalmente o grupo profissional de onde provém a maioria dos deputados – conseguiu excepcionar e arranjar artimanhas para que impunemente pudessem continuar em dois ofícios que não são bem complementares: defender o interesse público dos cidadãos eleitores e defender os interesses comerciais de clientes. Os exemplos são numerosos, basta folhear jornais e ver quem representa quem, quem está na assembleia e lidera sociedades de advogados. Tem-se a sensação de que, para muitos, a passagem pela Assembleia e pela política é apenas um meio para atingir fins estritamente pessoais. A concubinagem entre parlamentares e interesses particulares tem aumentado e é uma maldição que, verdade seja dita, assola particularmente o centralão que nos governa. O Parlamento deixou há muito de ser uma referência. Passou a ser um expediente.
Laxismo, demagogia e tráfico de influências são as principais características dos políticos portugueses e o Parlamento é o espelho de todos os seus vícios. Na semana passada o laxismo ficou à vista, com o escandaloso número de ausências em ante-véspera de um feriado. Mas mais sério ainda é a demagogia que varre todas as bancadas e que se traduz, hoje em dia, numa acção governativa feita de muitas palavras e de poucas acções e numa oposição que notoriamente não sabe sequer porque defende hoje uma coisa e amanhã outra.
Porventura o mais grave de tudo é o permanente tráfico de influências, que une adversários políticos e que se passeia impunemente pelos corredores da Assembleia da República e dos ministérios. Já se tornou lugar comum ver líderes e figuras proeminentes de escritórios de advogados especializados em direito comercial, misturando os interesses dos seus clientes com o cargo para que foram eleitos. Numa teia de incompatibilidades aparentemente muito rígida, os juristas – tradicionalmente o grupo profissional de onde provém a maioria dos deputados – conseguiu excepcionar e arranjar artimanhas para que impunemente pudessem continuar em dois ofícios que não são bem complementares: defender o interesse público dos cidadãos eleitores e defender os interesses comerciais de clientes. Os exemplos são numerosos, basta folhear jornais e ver quem representa quem, quem está na assembleia e lidera sociedades de advogados. Tem-se a sensação de que, para muitos, a passagem pela Assembleia e pela política é apenas um meio para atingir fins estritamente pessoais. A concubinagem entre parlamentares e interesses particulares tem aumentado e é uma maldição que, verdade seja dita, assola particularmente o centralão que nos governa. O Parlamento deixou há muito de ser uma referência. Passou a ser um expediente.
NOVIDADE – A Time Warner e Michael Eisner, o ex-Presidente da Disney, estão entre os novos accionistas da Veoh Networks, uma companhia que, nas palavras de Eisner, vai revolucionar a televisão ao desenvolver uma tecnologia que aproveita a Internet para permitir que cada entidade, seja um cidadão sozinho ou uma companhia de media, possa criar o seu próprio canal de televisão. No passado, diz Eisner, distribuir programas de televisão exigia uma enorme infraestrutura de distribuição e a Veoh vai possibilitar que qualquer pessoa com uma ligação à Internet possa receber e distribuir programas com a melhor qualidade de imagem e som. A Veoh permite a distribuição de televisão de alta definição e agiliza a interactividade entre o emissor e o receptor. Ou muito me engano ou aqui está uma coisa a seguir com atenção.
VER – «Em Foco - Fotógrafos Portugueses do Pós-guerra», a exposição de fotografias, comissariada por Miguel Amado e que reúne obras de 12 fotógrafos portugueses que começaram a sua actividade nos anos 40. Integram a belíssima colecção do escritório de advogados PLMJ (ver, a propósito, o livro baseado nesta colecção editado pela Assírio & Alvim). Destaque para Fernando Lemos, António Sena da Silva, Augusto Cabrita, Eduardo Gageiro, Vítor Palla e Gérard Castello Lopes. A não perder no Museu da Cidade, Campo Grande, Lisboa, até 28 de Maio.
OUVIR – O piano é dos instrumentos que mais me fascinam e Mário Laginha é dos pianistas que mais gosto de ouvir – no caso dele vale a pena também usar a palavra «ver» - porque é muito bonito vê-lo a tocar, perceber como ele sente fisicamente a música. Hoje em dia é relativamente raro existir a oportunidade de se poder ouvir Mário Laginha a solo e este disco vem resolver esse problema. Ele sozinho com o seu piano e a sua música, 12 temas próprios, íntimos mas intensos. Este é daqueles discos que apetece ouvir vezes sem fim, companhia perfeita para qualquer noite em que o pensamento está com vontade de fugir. A gravação foi feita em Dezembro de 2005 no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. «Canções & Fugas», Mário Laginha, editado e distribuído por Universal Music Portugal.
LER – Santi Santamaria é um dos cozinheiros que nos últimos anos mais se tem destacado pela forma como trabalha com base nas tradições gastronómicas da Catalunha. Em 1981 inaugurou perto de Barcelona, em Sant Celoni, no Parque Natural de Montseny, o restaurante que lhe deu nome e que ainda hoje é uma referência, o Can Fabes, e em 1990 lançou o restaurante Santceloni (Hotel Hesperia, Paseo de la Castellana 57, Madrid), em ambos os casos sendo de imediato distinguido pelos Guias Michelin, que na edição de 2005 consideraram o Can Fabes como o melhor restaurante de Espanha. Desde 2001tem escrito com regularidade para o jornal «La Vanguardia», de Barcelona. Algumas das suas melhores crónicas foram agora reunidas em livro e mostram uma forma diferente de escrever sobre cozinha e a arte da mesa. Em textos curtos (duas páginas cada) abordam-se, de uma forma singular e divertida, temas que vão desde a forma de escolher vinhos até à comida dos aviões, passando por almoços de negócios. De certa forma as crónicas de costumes cruzam-se com sugestões gastronómicas e com dicas para receitas e formas de trabalhar determinados ingredientes. Perfeitamente delicioso, no verdadeiro sentido da palavra. «Palabra de Cocinero», de Santi Santamaria, ediciones Península, 288 páginas.
COMER – Existe por vezes ainda algum preconceito contra os restaurantes dos hotéis, mas esse é, cada vez mais, um juízo injustificado. No Hotel D. Pedro Lisboa existe um dos restaurantes italianos que vale a pena conhecer, o Il Gattopardo – nome retirado do filme emblemático de Visconti. Cozinha italiana muito elaborada, riquíssima em sabores, feita com delicadeza e saber. As massas frescas são belíssimas, as propostas do chefe são boas recomendações. Aberto todos os dias ao almoço e jantar, nos dias bons disfrute da esplanada no terraço. Av. Eng. Duarte Pacheco 24, reservas pelo telefone 21 389 66 00.
AGENDA – Dia 28, no Grande Auditório da Culturgest, a cantora peruana Susana Baca, vencedora de um Grammy, apresenta o seu disco mais recente, «Traversias».
O MELHOR DA SEMANA – A Festa da Música, hoje, amanhã e depois, no CCB, o destaque vai para a Europa barroca.
O PIOR DA SEMANA – O Parlamento, os políticos, as mentiras do deficit, este mundo de faz de conta.
BACK TO BASICS – 90 por cento dos políticos são responsáveis pela má reputação que atinge os outros 10 por cento, Henry Kissinger
VER – «Em Foco - Fotógrafos Portugueses do Pós-guerra», a exposição de fotografias, comissariada por Miguel Amado e que reúne obras de 12 fotógrafos portugueses que começaram a sua actividade nos anos 40. Integram a belíssima colecção do escritório de advogados PLMJ (ver, a propósito, o livro baseado nesta colecção editado pela Assírio & Alvim). Destaque para Fernando Lemos, António Sena da Silva, Augusto Cabrita, Eduardo Gageiro, Vítor Palla e Gérard Castello Lopes. A não perder no Museu da Cidade, Campo Grande, Lisboa, até 28 de Maio.
OUVIR – O piano é dos instrumentos que mais me fascinam e Mário Laginha é dos pianistas que mais gosto de ouvir – no caso dele vale a pena também usar a palavra «ver» - porque é muito bonito vê-lo a tocar, perceber como ele sente fisicamente a música. Hoje em dia é relativamente raro existir a oportunidade de se poder ouvir Mário Laginha a solo e este disco vem resolver esse problema. Ele sozinho com o seu piano e a sua música, 12 temas próprios, íntimos mas intensos. Este é daqueles discos que apetece ouvir vezes sem fim, companhia perfeita para qualquer noite em que o pensamento está com vontade de fugir. A gravação foi feita em Dezembro de 2005 no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. «Canções & Fugas», Mário Laginha, editado e distribuído por Universal Music Portugal.
LER – Santi Santamaria é um dos cozinheiros que nos últimos anos mais se tem destacado pela forma como trabalha com base nas tradições gastronómicas da Catalunha. Em 1981 inaugurou perto de Barcelona, em Sant Celoni, no Parque Natural de Montseny, o restaurante que lhe deu nome e que ainda hoje é uma referência, o Can Fabes, e em 1990 lançou o restaurante Santceloni (Hotel Hesperia, Paseo de la Castellana 57, Madrid), em ambos os casos sendo de imediato distinguido pelos Guias Michelin, que na edição de 2005 consideraram o Can Fabes como o melhor restaurante de Espanha. Desde 2001tem escrito com regularidade para o jornal «La Vanguardia», de Barcelona. Algumas das suas melhores crónicas foram agora reunidas em livro e mostram uma forma diferente de escrever sobre cozinha e a arte da mesa. Em textos curtos (duas páginas cada) abordam-se, de uma forma singular e divertida, temas que vão desde a forma de escolher vinhos até à comida dos aviões, passando por almoços de negócios. De certa forma as crónicas de costumes cruzam-se com sugestões gastronómicas e com dicas para receitas e formas de trabalhar determinados ingredientes. Perfeitamente delicioso, no verdadeiro sentido da palavra. «Palabra de Cocinero», de Santi Santamaria, ediciones Península, 288 páginas.
COMER – Existe por vezes ainda algum preconceito contra os restaurantes dos hotéis, mas esse é, cada vez mais, um juízo injustificado. No Hotel D. Pedro Lisboa existe um dos restaurantes italianos que vale a pena conhecer, o Il Gattopardo – nome retirado do filme emblemático de Visconti. Cozinha italiana muito elaborada, riquíssima em sabores, feita com delicadeza e saber. As massas frescas são belíssimas, as propostas do chefe são boas recomendações. Aberto todos os dias ao almoço e jantar, nos dias bons disfrute da esplanada no terraço. Av. Eng. Duarte Pacheco 24, reservas pelo telefone 21 389 66 00.
AGENDA – Dia 28, no Grande Auditório da Culturgest, a cantora peruana Susana Baca, vencedora de um Grammy, apresenta o seu disco mais recente, «Traversias».
O MELHOR DA SEMANA – A Festa da Música, hoje, amanhã e depois, no CCB, o destaque vai para a Europa barroca.
O PIOR DA SEMANA – O Parlamento, os políticos, as mentiras do deficit, este mundo de faz de conta.
BACK TO BASICS – 90 por cento dos políticos são responsáveis pela má reputação que atinge os outros 10 por cento, Henry Kissinger
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NOVIDADE – A Time Warner e Michael Eisner, o ex-Presidente da Disney, estão entre os novos accionistas da Veoh Networks, uma companhia que, nas palavras de Eisner, vai revolucionar a televisão ao desenvolver uma tecnologia que aproveita a Internet para permitir que cada entidade, seja um cidadão sozinho ou uma companhia de media, possa criar o seu próprio canal de televisão. No passado, diz Eisner, distribuir programas de televisão exigia uma enorme infraestrutura de distribuição e a Veoh vai possibilitar que qualquer pessoa com uma ligação à Internet possa receber e distribuir programas com a melhor qualidade de imagem e som. A Veoh permite a distribuição de televisão de alta definição e agiliza a interactividade entre o emissor e o receptor. Ou muito me engano ou aqui está uma coisa a seguir com atenção.
VER – «Em Foco - Fotógrafos Portugueses do Pós-guerra», a exposição de fotografias, comissariada por Miguel Amado e que reúne obras de 12 fotógrafos portugueses que começaram a sua actividade nos anos 40. Integram a belíssima colecção do escritório de advogados PLMJ (ver, a propósito, o livro baseado nesta colecção editado pela Assírio & Alvim). Destaque para Fernando Lemos, António Sena da Silva, Augusto Cabrita, Eduardo Gageiro, Vítor Palla e Gérard Castello Lopes. A não perder no Museu da Cidade, Campo Grande, Lisboa, até 28 de Maio.
OUVIR – O piano é dos instrumentos que mais me fascinam e Mário Laginha é dos pianistas que mais gosto de ouvir – no caso dele vale a pena também usar a palavra «ver» - porque é muito bonito vê-lo a tocar, perceber como ele sente fisicamente a música. Hoje em dia é relativamente raro existir a oportunidade de se poder ouvir Mário Laginha a solo e este disco vem resolver esse problema. Ele sozinho com o seu piano e a sua música, 12 temas próprios, íntimos mas intensos. Este é daqueles discos que apetece ouvir vezes sem fim, companhia perfeita para qualquer noite em que o pensamento está com vontade de fugir. A gravação foi feita em Dezembro de 2005 no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. «Canções & Fugas», Mário Laginha, editado e distribuído por Universal Music Portugal.
LER – Santi Santamaria é um dos cozinheiros que nos últimos anos mais se tem destacado pela forma como trabalha com base nas tradições gastronómicas da Catalunha. Em 1981 inaugurou perto de Barcelona, em Sant Celoni, no Parque Natural de Montseny, o restaurante que lhe deu nome e que ainda hoje é uma referência, o Can Fabes, e em 1990 lançou o restaurante Santceloni (Hotel Hesperia, Paseo de la Castellana 57, Madrid), em ambos os casos sendo de imediato distinguido pelos Guias Michelin, que na edição de 2005 consideraram o Can Fabes como o melhor restaurante de Espanha. Desde 2001tem escrito com regularidade para o jornal «La Vanguardia», de Barcelona. Algumas das suas melhores crónicas foram agora reunidas em livro e mostram uma forma diferente de escrever sobre cozinha e a arte da mesa. Em textos curtos (duas páginas cada) abordam-se, de uma forma singular e divertida, temas que vão desde a forma de escolher vinhos até à comida dos aviões, passando por almoços de negócios. De certa forma as crónicas de costumes cruzam-se com sugestões gastronómicas e com dicas para receitas e formas de trabalhar determinados ingredientes. Perfeitamente delicioso, no verdadeiro sentido da palavra. «Palabra de Cocinero», de Santi Santamaria, ediciones Península, 288 páginas.
COMER – Existe por vezes ainda algum preconceito contra os restaurantes dos hotéis, mas esse é, cada vez mais, um juízo injustificado. No Hotel D. Pedro Lisboa existe um dos restaurantes italianos que vale a pena conhecer, o Il Gattopardo – nome retirado do filme emblemático de Visconti. Cozinha italiana muito elaborada, riquíssima em sabores, feita com delicadeza e saber. As massas frescas são belíssimas, as propostas do chefe são boas recomendações. Aberto todos os dias ao almoço e jantar, nos dias bons disfrute da esplanada no terraço. Av. Eng. Duarte Pacheco 24, reservas pelo telefone 21 389 66 00.
AGENDA – Dia 28, no Grande Auditório da Culturgest, a cantora peruana Susana Baca, vencedora de um Grammy, apresenta o seu disco mais recente, «Traversias».
O MELHOR DA SEMANA – A Festa da Música, hoje, amanhã e depois, no CCB, o destaque vai para a Europa barroca.
O PIOR DA SEMANA – O Parlamento, os políticos, as mentiras do deficit, este mundo de faz de conta.
BACK TO BASICS – 90 por cento dos políticos são responsáveis pela má reputação que atinge os outros 10 por cento, Henry Kissinger
VER – «Em Foco - Fotógrafos Portugueses do Pós-guerra», a exposição de fotografias, comissariada por Miguel Amado e que reúne obras de 12 fotógrafos portugueses que começaram a sua actividade nos anos 40. Integram a belíssima colecção do escritório de advogados PLMJ (ver, a propósito, o livro baseado nesta colecção editado pela Assírio & Alvim). Destaque para Fernando Lemos, António Sena da Silva, Augusto Cabrita, Eduardo Gageiro, Vítor Palla e Gérard Castello Lopes. A não perder no Museu da Cidade, Campo Grande, Lisboa, até 28 de Maio.
OUVIR – O piano é dos instrumentos que mais me fascinam e Mário Laginha é dos pianistas que mais gosto de ouvir – no caso dele vale a pena também usar a palavra «ver» - porque é muito bonito vê-lo a tocar, perceber como ele sente fisicamente a música. Hoje em dia é relativamente raro existir a oportunidade de se poder ouvir Mário Laginha a solo e este disco vem resolver esse problema. Ele sozinho com o seu piano e a sua música, 12 temas próprios, íntimos mas intensos. Este é daqueles discos que apetece ouvir vezes sem fim, companhia perfeita para qualquer noite em que o pensamento está com vontade de fugir. A gravação foi feita em Dezembro de 2005 no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. «Canções & Fugas», Mário Laginha, editado e distribuído por Universal Music Portugal.
LER – Santi Santamaria é um dos cozinheiros que nos últimos anos mais se tem destacado pela forma como trabalha com base nas tradições gastronómicas da Catalunha. Em 1981 inaugurou perto de Barcelona, em Sant Celoni, no Parque Natural de Montseny, o restaurante que lhe deu nome e que ainda hoje é uma referência, o Can Fabes, e em 1990 lançou o restaurante Santceloni (Hotel Hesperia, Paseo de la Castellana 57, Madrid), em ambos os casos sendo de imediato distinguido pelos Guias Michelin, que na edição de 2005 consideraram o Can Fabes como o melhor restaurante de Espanha. Desde 2001tem escrito com regularidade para o jornal «La Vanguardia», de Barcelona. Algumas das suas melhores crónicas foram agora reunidas em livro e mostram uma forma diferente de escrever sobre cozinha e a arte da mesa. Em textos curtos (duas páginas cada) abordam-se, de uma forma singular e divertida, temas que vão desde a forma de escolher vinhos até à comida dos aviões, passando por almoços de negócios. De certa forma as crónicas de costumes cruzam-se com sugestões gastronómicas e com dicas para receitas e formas de trabalhar determinados ingredientes. Perfeitamente delicioso, no verdadeiro sentido da palavra. «Palabra de Cocinero», de Santi Santamaria, ediciones Península, 288 páginas.
COMER – Existe por vezes ainda algum preconceito contra os restaurantes dos hotéis, mas esse é, cada vez mais, um juízo injustificado. No Hotel D. Pedro Lisboa existe um dos restaurantes italianos que vale a pena conhecer, o Il Gattopardo – nome retirado do filme emblemático de Visconti. Cozinha italiana muito elaborada, riquíssima em sabores, feita com delicadeza e saber. As massas frescas são belíssimas, as propostas do chefe são boas recomendações. Aberto todos os dias ao almoço e jantar, nos dias bons disfrute da esplanada no terraço. Av. Eng. Duarte Pacheco 24, reservas pelo telefone 21 389 66 00.
AGENDA – Dia 28, no Grande Auditório da Culturgest, a cantora peruana Susana Baca, vencedora de um Grammy, apresenta o seu disco mais recente, «Traversias».
O MELHOR DA SEMANA – A Festa da Música, hoje, amanhã e depois, no CCB, o destaque vai para a Europa barroca.
O PIOR DA SEMANA – O Parlamento, os políticos, as mentiras do deficit, este mundo de faz de conta.
BACK TO BASICS – 90 por cento dos políticos são responsáveis pela má reputação que atinge os outros 10 por cento, Henry Kissinger
abril 19, 2006
SINAL DOS TEMPOS – A Academia das Artes e Ciências de Televisão, dos Estados Unidos, decidiu criar este ano uma nova categoria dos prémios Emmy, dedicada a programas produzidos expressamente para plataformas móveis, telemóveis de banda larga, iPods, PDA’s e outros suportes de imagem não tradicionais. A MTV tornou-se entretanto o maior fornecedor mundial de conteúdos para telemóveis, tendo já atingido o número de 1 milhão de downloads mensais. Tenham uma ideia do negócio: em termos mundiais estima-se que os jovens gastem 16 mil milhões de dólares em música gravada por ano, quase nada comparado com os 106 mil milhões que o mesmo segmento gasta em comunicações móveis sob todas as formas.
PROGRAMA – Ir nas noites de terça feira à Casa da Morna e deixar-se conquistar por quem estiver de serviço nesse dia a cantar. Semanalmente, às terças, pelas 23h30, depois do jantar ou no meio de um copo, pode assistir a vozes africanas pouco conhecidas – algumas vezes acompanhadas em palco por Tito Paris, o homem da casa. É o jantar-concerto, uma ocasião para boas descobertas. A muqueca de camarão é muito boa, o ambiente é simpático, em cima há um bar, em baixo o restaurante, o palco fica no meio. Nas paredes há sempre uma exposição de obras de artistas africanos. Todos os dias também há música ao vivo e pode-se sempre jantar de segunda a sábado. Casa da Morna, Rua Rodrigues Faria nº21, www.casadamorna.com , tel. 213 646 399.
OUVIR - Muito divertido o novo CD de Elvis Costello, mais uma vez a mostrar a sua atracção pelo jazz . «My Flame Burns Blue» é uma gravação efectuada na edição de Julho de 2004 do North Sea Jazz Festival e Costello surge acompanhado de um grupo de excelentes músicos, cheios de swing, a que deu o nome de Metrópole Orkest. A maior parte dos temas são do próprio Elvis Costello, mas existem versões suas para originais de Charles Mingus, Billy Strayhorn, Burt Bacharach e Dave Bartholomew. Como bónus há um CD extra, com a suite «Il Sogno», a pessoalíssima visão de Costello para um bailado sobre uma obra de Shakespeare, «Midsummer Night’s Dream», aqui com a participação da London Symphony Orchestra. CD Deustche Grammophon, distribuído por Universal Music.
LER – Edward Bernays foi um dos percursores das relações públicas e da comunicação de massas. A sua carreira começou como agente de imprensa na Broadway e desenvolveu-se na grande fábrica da propaganda a favor da participação norte-americana na I Grande Guerra, o Comité Para a Informação Pública. Com os ensinamentos adquiridos funda no pós-guerra a sua própria agência e mantém-se independente até ao fim da vida, evitando sempre propostas de fusões e aquisições que lhe foram feitas. Entre os seus clientes estiveram a General Electric, a Procter & Gamble, a Dodge Motors, a General Motors e a United Fruit, por exemplo. «Propaganda», o seu segundo livro, editado originalmente em 1928, mantém-se estranhamente actual e a sua recente edição em Portugal (da Mareantes Editora) é uma boa ocasião para descobrir a sua obra – tanto mais que o prefácio escrito por Luís Paixão Martins é em si próprio um belíssimo resumo de algumas das facetas mais importantes da actuação de um consultor de comunicação e relações públicas.
PRENDA DE PÁSCOA - Karl Richter foi dos nomes que mais contribuíu para a divulgação da música antiga e as suas interpretações de Bach são históricas. Richter, que morreu com 55 anos em 1981, era um maestro de rara sensibilidade e um organista e cravista virtuoso. «The Legacy Of Karl Richter» é um documentário de 76 minutos que traça a história do grande músico e mostra momentos de algumas das suas actuações mais expressivas (incluindo a derradeira, em 12 de Fevereiro de 1981, três dias antes da sua morte). Este trabalho, inédito, é lançado no ano em que Richter comemoraria 80 anos e inclui entrevistas e testemunhos com contemporâneos seus que ajudam a enquadrar a sua vida e obra. DVD Deustche Grammophon, distribuído por Universal Music.
O PIOR DA SEMANA – Supremo Tribunal de Justiça considerou como lícitos os correctivos corporais dados a crianças deficientes num lar em Setúbal.
O MELHOR DA SEMANA – O site www.omeuecoponto.pt da Sociedade Ponto Verde, que explica onde se podem encontrar e como se devem utilizar os ecopontos e fazer a separação do lixo doméstico.
BACK TO BASICS – Um bom esboço vale mais que um longo discurso, Napoleão.
PROGRAMA – Ir nas noites de terça feira à Casa da Morna e deixar-se conquistar por quem estiver de serviço nesse dia a cantar. Semanalmente, às terças, pelas 23h30, depois do jantar ou no meio de um copo, pode assistir a vozes africanas pouco conhecidas – algumas vezes acompanhadas em palco por Tito Paris, o homem da casa. É o jantar-concerto, uma ocasião para boas descobertas. A muqueca de camarão é muito boa, o ambiente é simpático, em cima há um bar, em baixo o restaurante, o palco fica no meio. Nas paredes há sempre uma exposição de obras de artistas africanos. Todos os dias também há música ao vivo e pode-se sempre jantar de segunda a sábado. Casa da Morna, Rua Rodrigues Faria nº21, www.casadamorna.com , tel. 213 646 399.
OUVIR - Muito divertido o novo CD de Elvis Costello, mais uma vez a mostrar a sua atracção pelo jazz . «My Flame Burns Blue» é uma gravação efectuada na edição de Julho de 2004 do North Sea Jazz Festival e Costello surge acompanhado de um grupo de excelentes músicos, cheios de swing, a que deu o nome de Metrópole Orkest. A maior parte dos temas são do próprio Elvis Costello, mas existem versões suas para originais de Charles Mingus, Billy Strayhorn, Burt Bacharach e Dave Bartholomew. Como bónus há um CD extra, com a suite «Il Sogno», a pessoalíssima visão de Costello para um bailado sobre uma obra de Shakespeare, «Midsummer Night’s Dream», aqui com a participação da London Symphony Orchestra. CD Deustche Grammophon, distribuído por Universal Music.
LER – Edward Bernays foi um dos percursores das relações públicas e da comunicação de massas. A sua carreira começou como agente de imprensa na Broadway e desenvolveu-se na grande fábrica da propaganda a favor da participação norte-americana na I Grande Guerra, o Comité Para a Informação Pública. Com os ensinamentos adquiridos funda no pós-guerra a sua própria agência e mantém-se independente até ao fim da vida, evitando sempre propostas de fusões e aquisições que lhe foram feitas. Entre os seus clientes estiveram a General Electric, a Procter & Gamble, a Dodge Motors, a General Motors e a United Fruit, por exemplo. «Propaganda», o seu segundo livro, editado originalmente em 1928, mantém-se estranhamente actual e a sua recente edição em Portugal (da Mareantes Editora) é uma boa ocasião para descobrir a sua obra – tanto mais que o prefácio escrito por Luís Paixão Martins é em si próprio um belíssimo resumo de algumas das facetas mais importantes da actuação de um consultor de comunicação e relações públicas.
PRENDA DE PÁSCOA - Karl Richter foi dos nomes que mais contribuíu para a divulgação da música antiga e as suas interpretações de Bach são históricas. Richter, que morreu com 55 anos em 1981, era um maestro de rara sensibilidade e um organista e cravista virtuoso. «The Legacy Of Karl Richter» é um documentário de 76 minutos que traça a história do grande músico e mostra momentos de algumas das suas actuações mais expressivas (incluindo a derradeira, em 12 de Fevereiro de 1981, três dias antes da sua morte). Este trabalho, inédito, é lançado no ano em que Richter comemoraria 80 anos e inclui entrevistas e testemunhos com contemporâneos seus que ajudam a enquadrar a sua vida e obra. DVD Deustche Grammophon, distribuído por Universal Music.
O PIOR DA SEMANA – Supremo Tribunal de Justiça considerou como lícitos os correctivos corporais dados a crianças deficientes num lar em Setúbal.
O MELHOR DA SEMANA – O site www.omeuecoponto.pt da Sociedade Ponto Verde, que explica onde se podem encontrar e como se devem utilizar os ecopontos e fazer a separação do lixo doméstico.
BACK TO BASICS – Um bom esboço vale mais que um longo discurso, Napoleão.
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SINAL DOS TEMPOS – A Academia das Artes e Ciências de Televisão, dos Estados Unidos, decidiu criar este ano uma nova categoria dos prémios Emmy, dedicada a programas produzidos expressamente para plataformas móveis, telemóveis de banda larga, iPods, PDA’s e outros suportes de imagem não tradicionais. A MTV tornou-se entretanto o maior fornecedor mundial de conteúdos para telemóveis, tendo já atingido o número de 1 milhão de downloads mensais. Tenham uma ideia do negócio: em termos mundiais estima-se que os jovens gastem 16 mil milhões de dólares em música gravada por ano, quase nada comparado com os 106 mil milhões que o mesmo segmento gasta em comunicações móveis sob todas as formas.
PROGRAMA – Ir nas noites de terça feira à Casa da Morna e deixar-se conquistar por quem estiver de serviço nesse dia a cantar. Semanalmente, às terças, pelas 23h30, depois do jantar ou no meio de um copo, pode assistir a vozes africanas pouco conhecidas – algumas vezes acompanhadas em palco por Tito Paris, o homem da casa. É o jantar-concerto, uma ocasião para boas descobertas. A muqueca de camarão é muito boa, o ambiente é simpático, em cima há um bar, em baixo o restaurante, o palco fica no meio. Nas paredes há sempre uma exposição de obras de artistas africanos. Todos os dias também há música ao vivo e pode-se sempre jantar de segunda a sábado. Casa da Morna, Rua Rodrigues Faria nº21, www.casadamorna.com , tel. 213 646 399.
OUVIR - Muito divertido o novo CD de Elvis Costello, mais uma vez a mostrar a sua atracção pelo jazz . «My Flame Burns Blue» é uma gravação efectuada na edição de Julho de 2004 do North Sea Jazz Festival e Costello surge acompanhado de um grupo de excelentes músicos, cheios de swing, a que deu o nome de Metrópole Orkest. A maior parte dos temas são do próprio Elvis Costello, mas existem versões suas para originais de Charles Mingus, Billy Strayhorn, Burt Bacharach e Dave Bartholomew. Como bónus há um CD extra, com a suite «Il Sogno», a pessoalíssima visão de Costello para um bailado sobre uma obra de Shakespeare, «Midsummer Night’s Dream», aqui com a participação da London Symphony Orchestra. CD Deustche Grammophon, distribuído por Universal Music.
LER – Edward Bernays foi um dos percursores das relações públicas e da comunicação de massas. A sua carreira começou como agente de imprensa na Broadway e desenvolveu-se na grande fábrica da propaganda a favor da participação norte-americana na I Grande Guerra, o Comité Para a Informação Pública. Com os ensinamentos adquiridos funda no pós-guerra a sua própria agência e mantém-se independente até ao fim da vida, evitando sempre propostas de fusões e aquisições que lhe foram feitas. Entre os seus clientes estiveram a General Electric, a Procter & Gamble, a Dodge Motors, a General Motors e a United Fruit, por exemplo. «Propaganda», o seu segundo livro, editado originalmente em 1928, mantém-se estranhamente actual e a sua recente edição em Portugal (da Mareantes Editora) é uma boa ocasião para descobrir a sua obra – tanto mais que o prefácio escrito por Luís Paixão Martins é em si próprio um belíssimo resumo de algumas das facetas mais importantes da actuação de um consultor de comunicação e relações públicas.
PRENDA DE PÁSCOA - Karl Richter foi dos nomes que mais contribuíu para a divulgação da música antiga e as suas interpretações de Bach são históricas. Richter, que morreu com 55 anos em 1981, era um maestro de rara sensibilidade e um organista e cravista virtuoso. «The Legacy Of Karl Richter» é um documentário de 76 minutos que traça a história do grande músico e mostra momentos de algumas das suas actuações mais expressivas (incluindo a derradeira, em 12 de Fevereiro de 1981, três dias antes da sua morte). Este trabalho, inédito, é lançado no ano em que Richter comemoraria 80 anos e inclui entrevistas e testemunhos com contemporâneos seus que ajudam a enquadrar a sua vida e obra. DVD Deustche Grammophon, distribuído por Universal Music.
O PIOR DA SEMANA – Supremo Tribunal de Justiça considerou como lícitos os correctivos corporais dados a crianças deficientes num lar em Setúbal.
O MELHOR DA SEMANA – O site www.omeuecoponto.pt da Sociedade Ponto Verde, que explica onde se podem encontrar e como se devem utilizar os ecopontos e fazer a separação do lixo doméstico.
BACK TO BASICS – Um bom esboço vale mais que um longo discurso, Napoleão.
PROGRAMA – Ir nas noites de terça feira à Casa da Morna e deixar-se conquistar por quem estiver de serviço nesse dia a cantar. Semanalmente, às terças, pelas 23h30, depois do jantar ou no meio de um copo, pode assistir a vozes africanas pouco conhecidas – algumas vezes acompanhadas em palco por Tito Paris, o homem da casa. É o jantar-concerto, uma ocasião para boas descobertas. A muqueca de camarão é muito boa, o ambiente é simpático, em cima há um bar, em baixo o restaurante, o palco fica no meio. Nas paredes há sempre uma exposição de obras de artistas africanos. Todos os dias também há música ao vivo e pode-se sempre jantar de segunda a sábado. Casa da Morna, Rua Rodrigues Faria nº21, www.casadamorna.com , tel. 213 646 399.
OUVIR - Muito divertido o novo CD de Elvis Costello, mais uma vez a mostrar a sua atracção pelo jazz . «My Flame Burns Blue» é uma gravação efectuada na edição de Julho de 2004 do North Sea Jazz Festival e Costello surge acompanhado de um grupo de excelentes músicos, cheios de swing, a que deu o nome de Metrópole Orkest. A maior parte dos temas são do próprio Elvis Costello, mas existem versões suas para originais de Charles Mingus, Billy Strayhorn, Burt Bacharach e Dave Bartholomew. Como bónus há um CD extra, com a suite «Il Sogno», a pessoalíssima visão de Costello para um bailado sobre uma obra de Shakespeare, «Midsummer Night’s Dream», aqui com a participação da London Symphony Orchestra. CD Deustche Grammophon, distribuído por Universal Music.
LER – Edward Bernays foi um dos percursores das relações públicas e da comunicação de massas. A sua carreira começou como agente de imprensa na Broadway e desenvolveu-se na grande fábrica da propaganda a favor da participação norte-americana na I Grande Guerra, o Comité Para a Informação Pública. Com os ensinamentos adquiridos funda no pós-guerra a sua própria agência e mantém-se independente até ao fim da vida, evitando sempre propostas de fusões e aquisições que lhe foram feitas. Entre os seus clientes estiveram a General Electric, a Procter & Gamble, a Dodge Motors, a General Motors e a United Fruit, por exemplo. «Propaganda», o seu segundo livro, editado originalmente em 1928, mantém-se estranhamente actual e a sua recente edição em Portugal (da Mareantes Editora) é uma boa ocasião para descobrir a sua obra – tanto mais que o prefácio escrito por Luís Paixão Martins é em si próprio um belíssimo resumo de algumas das facetas mais importantes da actuação de um consultor de comunicação e relações públicas.
PRENDA DE PÁSCOA - Karl Richter foi dos nomes que mais contribuíu para a divulgação da música antiga e as suas interpretações de Bach são históricas. Richter, que morreu com 55 anos em 1981, era um maestro de rara sensibilidade e um organista e cravista virtuoso. «The Legacy Of Karl Richter» é um documentário de 76 minutos que traça a história do grande músico e mostra momentos de algumas das suas actuações mais expressivas (incluindo a derradeira, em 12 de Fevereiro de 1981, três dias antes da sua morte). Este trabalho, inédito, é lançado no ano em que Richter comemoraria 80 anos e inclui entrevistas e testemunhos com contemporâneos seus que ajudam a enquadrar a sua vida e obra. DVD Deustche Grammophon, distribuído por Universal Music.
O PIOR DA SEMANA – Supremo Tribunal de Justiça considerou como lícitos os correctivos corporais dados a crianças deficientes num lar em Setúbal.
O MELHOR DA SEMANA – O site www.omeuecoponto.pt da Sociedade Ponto Verde, que explica onde se podem encontrar e como se devem utilizar os ecopontos e fazer a separação do lixo doméstico.
BACK TO BASICS – Um bom esboço vale mais que um longo discurso, Napoleão.
FALTA DE COMPARÊNCIA
Parece que no PSD vai haver um candidato único à liderança do partido, apesar de todos os dias se avolumarem as críticas à forma como as coisas correm. No PP as coisas andam lá perto, pelo menos em termos de alternativas credíveis a Ribeiro e Castro. Um correspondente estrangeiro poderia resumir assim a situação política portuguesa para os seus leitores, algures num país distante: Em Portugal os dois principais partidos da oposição abdicaram de se opôr com veemência ao Governo do Engenheiro Sócrates: do lado do PSD Marques Mendes é acusado de ser um líder fraco mas não aparece ninguém a querer o seu lugar, e no PP a oposição tem-se resumido a graçolas e trocadilhos sobre as reformas anunciadas pelo executivo.
Fora de brincadeiras, a situação prenuncia que – caso o Governo consiga concretizar e implementar a maioria das medidas que anunciou e não se fique só pelas palavras e a propaganda – a coisa vá ser difícil para os partidos à direita do PS.
Na realidade a dificuldade começa aí mesmo, no posicionamento. Com Sócrates a deslocar o PS cada vez mais para o centro, a direita sente-se encurralada – até porque, em Portugal, ela tem sido sempre preguiçosa a definir uma ideologia, uma estratégia e uma táctica. Há 30 anos a sua linha de fronteira era combater a revolução e há 15 fazer as privatizações. Fora isso não se lhe conhecem grandes rasgos teóricos, embora se lhe conheçam muitos tiques populistas. Se os partidos à direita do PS não fizerem o trabalho de casa, não reinventarem a cidadania e não conseguirem ter um programa próprio estruturado, quer-me parecer que o eng. Sócrates, ou os seus sucessores, irão ganhar os próximos actos eleitorais por falta de comparência do adversário.
(de O Independente)
Parece que no PSD vai haver um candidato único à liderança do partido, apesar de todos os dias se avolumarem as críticas à forma como as coisas correm. No PP as coisas andam lá perto, pelo menos em termos de alternativas credíveis a Ribeiro e Castro. Um correspondente estrangeiro poderia resumir assim a situação política portuguesa para os seus leitores, algures num país distante: Em Portugal os dois principais partidos da oposição abdicaram de se opôr com veemência ao Governo do Engenheiro Sócrates: do lado do PSD Marques Mendes é acusado de ser um líder fraco mas não aparece ninguém a querer o seu lugar, e no PP a oposição tem-se resumido a graçolas e trocadilhos sobre as reformas anunciadas pelo executivo.
Fora de brincadeiras, a situação prenuncia que – caso o Governo consiga concretizar e implementar a maioria das medidas que anunciou e não se fique só pelas palavras e a propaganda – a coisa vá ser difícil para os partidos à direita do PS.
Na realidade a dificuldade começa aí mesmo, no posicionamento. Com Sócrates a deslocar o PS cada vez mais para o centro, a direita sente-se encurralada – até porque, em Portugal, ela tem sido sempre preguiçosa a definir uma ideologia, uma estratégia e uma táctica. Há 30 anos a sua linha de fronteira era combater a revolução e há 15 fazer as privatizações. Fora isso não se lhe conhecem grandes rasgos teóricos, embora se lhe conheçam muitos tiques populistas. Se os partidos à direita do PS não fizerem o trabalho de casa, não reinventarem a cidadania e não conseguirem ter um programa próprio estruturado, quer-me parecer que o eng. Sócrates, ou os seus sucessores, irão ganhar os próximos actos eleitorais por falta de comparência do adversário.
(de O Independente)
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FALTA DE COMPARÊNCIA
Parece que no PSD vai haver um candidato único à liderança do partido, apesar de todos os dias se avolumarem as críticas à forma como as coisas correm. No PP as coisas andam lá perto, pelo menos em termos de alternativas credíveis a Ribeiro e Castro. Um correspondente estrangeiro poderia resumir assim a situação política portuguesa para os seus leitores, algures num país distante: Em Portugal os dois principais partidos da oposição abdicaram de se opôr com veemência ao Governo do Engenheiro Sócrates: do lado do PSD Marques Mendes é acusado de ser um líder fraco mas não aparece ninguém a querer o seu lugar, e no PP a oposição tem-se resumido a graçolas e trocadilhos sobre as reformas anunciadas pelo executivo.
Fora de brincadeiras, a situação prenuncia que – caso o Governo consiga concretizar e implementar a maioria das medidas que anunciou e não se fique só pelas palavras e a propaganda – a coisa vá ser difícil para os partidos à direita do PS.
Na realidade a dificuldade começa aí mesmo, no posicionamento. Com Sócrates a deslocar o PS cada vez mais para o centro, a direita sente-se encurralada – até porque, em Portugal, ela tem sido sempre preguiçosa a definir uma ideologia, uma estratégia e uma táctica. Há 30 anos a sua linha de fronteira era combater a revolução e há 15 fazer as privatizações. Fora isso não se lhe conhecem grandes rasgos teóricos, embora se lhe conheçam muitos tiques populistas. Se os partidos à direita do PS não fizerem o trabalho de casa, não reinventarem a cidadania e não conseguirem ter um programa próprio estruturado, quer-me parecer que o eng. Sócrates, ou os seus sucessores, irão ganhar os próximos actos eleitorais por falta de comparência do adversário.
(de O Independente)
Parece que no PSD vai haver um candidato único à liderança do partido, apesar de todos os dias se avolumarem as críticas à forma como as coisas correm. No PP as coisas andam lá perto, pelo menos em termos de alternativas credíveis a Ribeiro e Castro. Um correspondente estrangeiro poderia resumir assim a situação política portuguesa para os seus leitores, algures num país distante: Em Portugal os dois principais partidos da oposição abdicaram de se opôr com veemência ao Governo do Engenheiro Sócrates: do lado do PSD Marques Mendes é acusado de ser um líder fraco mas não aparece ninguém a querer o seu lugar, e no PP a oposição tem-se resumido a graçolas e trocadilhos sobre as reformas anunciadas pelo executivo.
Fora de brincadeiras, a situação prenuncia que – caso o Governo consiga concretizar e implementar a maioria das medidas que anunciou e não se fique só pelas palavras e a propaganda – a coisa vá ser difícil para os partidos à direita do PS.
Na realidade a dificuldade começa aí mesmo, no posicionamento. Com Sócrates a deslocar o PS cada vez mais para o centro, a direita sente-se encurralada – até porque, em Portugal, ela tem sido sempre preguiçosa a definir uma ideologia, uma estratégia e uma táctica. Há 30 anos a sua linha de fronteira era combater a revolução e há 15 fazer as privatizações. Fora isso não se lhe conhecem grandes rasgos teóricos, embora se lhe conheçam muitos tiques populistas. Se os partidos à direita do PS não fizerem o trabalho de casa, não reinventarem a cidadania e não conseguirem ter um programa próprio estruturado, quer-me parecer que o eng. Sócrates, ou os seus sucessores, irão ganhar os próximos actos eleitorais por falta de comparência do adversário.
(de O Independente)
abril 09, 2006
VENTO – Suporto a chuva, o frio (pelo menos o nosso) não me incomoda muito. Mas o vento dá cabo de mim. Não gosto do som do vento e muito menos de o sentir na pele. Faz-me dor de cabeça. Estes dias têm sido terríveis. A única vantagem visível deste vento é que os cheiros dos jasmins da Primavera parecem circular mais este ano.
FIM – O «Blitz» morreu, viva o «Blitz». Quando há 22 anos fundei e dirigi o jornal «Blitz» tive uma das mais gratificantes experiências da minha vida, podendo trabalhar em formatos gráficos com poucas regras e muita descoberta, subvertendo as regras tradicionais da escrita e apostando em imagens que eram aproximações diferentes à fotografia. Jornais assim têm ciclos de vida curtos e o «Blitz» teve um ciclo longo, felizmente partilhado por muita gente que ao longo dos anos lá colaborou. Às vezes apetece-me repetir o desafio e encontrar outra forma de o fazer, voltando a conjugar o grafismo, a fotografia e o texto, as minhas recorrentes paixões. Há três pessoas que não têm sido referidas nesta história e manda a justiça que se diga que foram elas que viabilizaram o projecto, dando-lhe meios para se fazer e permitindo todas as experiências – a Administração da CEIG na época: João Tito de Morais, Francisco Calheiros e José Lobato
PAPEL – Isto anda tudo ligado: nos Estados Unidos a editora Hachette Filipacchi suspendeu a publicação da revista «Elle Girl» em papel, mas decidiu continuá-la na Web e com conteúdos desenhados para plataformas móveis. Isto acontece num ano em que a revista teve um aumento de 46,1% nas páginas de publicidades vendidas e em que a circulação paga subiu 17,9% para um total de 601.000 exemplares por edição. Jack Kliger, o Presidente do grupo editorial sublinha que decidiu a mudança, apesar da boa performance da revista segundo os indicadores de referência, porque acredita que este tipo de projecto deve ser reorientado estrategicamente para formatos wireless e dispôs-se mesmo a reforçar os meios investidos na produção da revista.
FICÇÃO – Mão amiga fez-me chegar a edição da belíssima revista de Domingo do «El Pais» da semana passada. No artigo da última página o escritor Javier Marias propõe aos editores de jornais, revistas e outros media em geral que criem o cargo de «Detector de Ficções» , para acabar de vez com relatos falsos, notícias inventadas, fretes avulsos, «para pôr fim à venda de gato por lebre», tão frequente nos media de hoje em dia. Se o cargo fosse criado havia por aí muito jornal em que o respectivo titular não teria mãos a medir.
VER – Três propostas diferentes: a exposição XX, que assinala os 26 anos dos Encontros de Fotografia, no Centro de Artes Visuais de Coimbra; desenhos (não de arquitectura) do arquitecto Álvaro Siza na Galeria João Esteves de Oliveira, ao Chiado; e os trabalhos em grafite, tinta da china e acrílico de Diogo Pimentão na Fundação Carmona e Costa, na Rua Soeiro Pereira Gomes em Lisboa.
AGENDA – Serralves inaugura hoje as exposições de Pedro Morais e uma (quase) retropectiva de António Dacosta. Ficam até ao início de Julho.
LER – A edição de Março da revista «Egoísta», com as cidades como tema de fundo. Textos (entre outros) de Filipa Melo, António Mega Ferreira e Hugo Gonçalves, fotos (entre outros) de Amy Yoes, João Vilhena e Helmut Newton. Patrícia Reis edita a revista que Mário Assis Ferreira felizmente continua a viabilizar.
OUVIR – O concerto para piano nº1 de Brahms, com o pianista Krystian Zimerman e a Filarmónica de Berlim dirigida por Simon Rattle. Uma gravação fora de série fruto de um dinâmico encontro criativo. Edição Deustche Grammophon, distribuição Universal Music.
SÍTIO – Cerveja de fim de tarde no bar irlandês Hennessy’s, ao Cais do Sodré. Ampla escolha de cervejas, bom gin tónico.
O MELHOR DA SEMANA – Finalmente, arroz de bacalhau com coentros. Simples.
O PIOR DA SEMANA – O desastrado folhetim da Judiciária, em que o Ministro Alberto Costa resolveu desempenhar o papel de elefante em loja de porcelana. Quem tem falta de jeito não se devia meter na política, digo eu.
FIM – O «Blitz» morreu, viva o «Blitz». Quando há 22 anos fundei e dirigi o jornal «Blitz» tive uma das mais gratificantes experiências da minha vida, podendo trabalhar em formatos gráficos com poucas regras e muita descoberta, subvertendo as regras tradicionais da escrita e apostando em imagens que eram aproximações diferentes à fotografia. Jornais assim têm ciclos de vida curtos e o «Blitz» teve um ciclo longo, felizmente partilhado por muita gente que ao longo dos anos lá colaborou. Às vezes apetece-me repetir o desafio e encontrar outra forma de o fazer, voltando a conjugar o grafismo, a fotografia e o texto, as minhas recorrentes paixões. Há três pessoas que não têm sido referidas nesta história e manda a justiça que se diga que foram elas que viabilizaram o projecto, dando-lhe meios para se fazer e permitindo todas as experiências – a Administração da CEIG na época: João Tito de Morais, Francisco Calheiros e José Lobato
PAPEL – Isto anda tudo ligado: nos Estados Unidos a editora Hachette Filipacchi suspendeu a publicação da revista «Elle Girl» em papel, mas decidiu continuá-la na Web e com conteúdos desenhados para plataformas móveis. Isto acontece num ano em que a revista teve um aumento de 46,1% nas páginas de publicidades vendidas e em que a circulação paga subiu 17,9% para um total de 601.000 exemplares por edição. Jack Kliger, o Presidente do grupo editorial sublinha que decidiu a mudança, apesar da boa performance da revista segundo os indicadores de referência, porque acredita que este tipo de projecto deve ser reorientado estrategicamente para formatos wireless e dispôs-se mesmo a reforçar os meios investidos na produção da revista.
FICÇÃO – Mão amiga fez-me chegar a edição da belíssima revista de Domingo do «El Pais» da semana passada. No artigo da última página o escritor Javier Marias propõe aos editores de jornais, revistas e outros media em geral que criem o cargo de «Detector de Ficções» , para acabar de vez com relatos falsos, notícias inventadas, fretes avulsos, «para pôr fim à venda de gato por lebre», tão frequente nos media de hoje em dia. Se o cargo fosse criado havia por aí muito jornal em que o respectivo titular não teria mãos a medir.
VER – Três propostas diferentes: a exposição XX, que assinala os 26 anos dos Encontros de Fotografia, no Centro de Artes Visuais de Coimbra; desenhos (não de arquitectura) do arquitecto Álvaro Siza na Galeria João Esteves de Oliveira, ao Chiado; e os trabalhos em grafite, tinta da china e acrílico de Diogo Pimentão na Fundação Carmona e Costa, na Rua Soeiro Pereira Gomes em Lisboa.
AGENDA – Serralves inaugura hoje as exposições de Pedro Morais e uma (quase) retropectiva de António Dacosta. Ficam até ao início de Julho.
LER – A edição de Março da revista «Egoísta», com as cidades como tema de fundo. Textos (entre outros) de Filipa Melo, António Mega Ferreira e Hugo Gonçalves, fotos (entre outros) de Amy Yoes, João Vilhena e Helmut Newton. Patrícia Reis edita a revista que Mário Assis Ferreira felizmente continua a viabilizar.
OUVIR – O concerto para piano nº1 de Brahms, com o pianista Krystian Zimerman e a Filarmónica de Berlim dirigida por Simon Rattle. Uma gravação fora de série fruto de um dinâmico encontro criativo. Edição Deustche Grammophon, distribuição Universal Music.
SÍTIO – Cerveja de fim de tarde no bar irlandês Hennessy’s, ao Cais do Sodré. Ampla escolha de cervejas, bom gin tónico.
O MELHOR DA SEMANA – Finalmente, arroz de bacalhau com coentros. Simples.
O PIOR DA SEMANA – O desastrado folhetim da Judiciária, em que o Ministro Alberto Costa resolveu desempenhar o papel de elefante em loja de porcelana. Quem tem falta de jeito não se devia meter na política, digo eu.
Untitled
VENTO – Suporto a chuva, o frio (pelo menos o nosso) não me incomoda muito. Mas o vento dá cabo de mim. Não gosto do som do vento e muito menos de o sentir na pele. Faz-me dor de cabeça. Estes dias têm sido terríveis. A única vantagem visível deste vento é que os cheiros dos jasmins da Primavera parecem circular mais este ano.
FIM – O «Blitz» morreu, viva o «Blitz». Quando há 22 anos fundei e dirigi o jornal «Blitz» tive uma das mais gratificantes experiências da minha vida, podendo trabalhar em formatos gráficos com poucas regras e muita descoberta, subvertendo as regras tradicionais da escrita e apostando em imagens que eram aproximações diferentes à fotografia. Jornais assim têm ciclos de vida curtos e o «Blitz» teve um ciclo longo, felizmente partilhado por muita gente que ao longo dos anos lá colaborou. Às vezes apetece-me repetir o desafio e encontrar outra forma de o fazer, voltando a conjugar o grafismo, a fotografia e o texto, as minhas recorrentes paixões. Há três pessoas que não têm sido referidas nesta história e manda a justiça que se diga que foram elas que viabilizaram o projecto, dando-lhe meios para se fazer e permitindo todas as experiências – a Administração da CEIG na época: João Tito de Morais, Francisco Calheiros e José Lobato
PAPEL – Isto anda tudo ligado: nos Estados Unidos a editora Hachette Filipacchi suspendeu a publicação da revista «Elle Girl» em papel, mas decidiu continuá-la na Web e com conteúdos desenhados para plataformas móveis. Isto acontece num ano em que a revista teve um aumento de 46,1% nas páginas de publicidades vendidas e em que a circulação paga subiu 17,9% para um total de 601.000 exemplares por edição. Jack Kliger, o Presidente do grupo editorial sublinha que decidiu a mudança, apesar da boa performance da revista segundo os indicadores de referência, porque acredita que este tipo de projecto deve ser reorientado estrategicamente para formatos wireless e dispôs-se mesmo a reforçar os meios investidos na produção da revista.
FICÇÃO – Mão amiga fez-me chegar a edição da belíssima revista de Domingo do «El Pais» da semana passada. No artigo da última página o escritor Javier Marias propõe aos editores de jornais, revistas e outros media em geral que criem o cargo de «Detector de Ficções» , para acabar de vez com relatos falsos, notícias inventadas, fretes avulsos, «para pôr fim à venda de gato por lebre», tão frequente nos media de hoje em dia. Se o cargo fosse criado havia por aí muito jornal em que o respectivo titular não teria mãos a medir.
VER – Três propostas diferentes: a exposição XX, que assinala os 26 anos dos Encontros de Fotografia, no Centro de Artes Visuais de Coimbra; desenhos (não de arquitectura) do arquitecto Álvaro Siza na Galeria João Esteves de Oliveira, ao Chiado; e os trabalhos em grafite, tinta da china e acrílico de Diogo Pimentão na Fundação Carmona e Costa, na Rua Soeiro Pereira Gomes em Lisboa.
AGENDA – Serralves inaugura hoje as exposições de Pedro Morais e uma (quase) retropectiva de António Dacosta. Ficam até ao início de Julho.
LER – A edição de Março da revista «Egoísta», com as cidades como tema de fundo. Textos (entre outros) de Filipa Melo, António Mega Ferreira e Hugo Gonçalves, fotos (entre outros) de Amy Yoes, João Vilhena e Helmut Newton. Patrícia Reis edita a revista que Mário Assis Ferreira felizmente continua a viabilizar.
OUVIR – O concerto para piano nº1 de Brahms, com o pianista Krystian Zimerman e a Filarmónica de Berlim dirigida por Simon Rattle. Uma gravação fora de série fruto de um dinâmico encontro criativo. Edição Deustche Grammophon, distribuição Universal Music.
SÍTIO – Cerveja de fim de tarde no bar irlandês Hennessy’s, ao Cais do Sodré. Ampla escolha de cervejas, bom gin tónico.
O MELHOR DA SEMANA – Finalmente, arroz de bacalhau com coentros. Simples.
O PIOR DA SEMANA – O desastrado folhetim da Judiciária, em que o Ministro Alberto Costa resolveu desempenhar o papel de elefante em loja de porcelana. Quem tem falta de jeito não se devia meter na política, digo eu.
FIM – O «Blitz» morreu, viva o «Blitz». Quando há 22 anos fundei e dirigi o jornal «Blitz» tive uma das mais gratificantes experiências da minha vida, podendo trabalhar em formatos gráficos com poucas regras e muita descoberta, subvertendo as regras tradicionais da escrita e apostando em imagens que eram aproximações diferentes à fotografia. Jornais assim têm ciclos de vida curtos e o «Blitz» teve um ciclo longo, felizmente partilhado por muita gente que ao longo dos anos lá colaborou. Às vezes apetece-me repetir o desafio e encontrar outra forma de o fazer, voltando a conjugar o grafismo, a fotografia e o texto, as minhas recorrentes paixões. Há três pessoas que não têm sido referidas nesta história e manda a justiça que se diga que foram elas que viabilizaram o projecto, dando-lhe meios para se fazer e permitindo todas as experiências – a Administração da CEIG na época: João Tito de Morais, Francisco Calheiros e José Lobato
PAPEL – Isto anda tudo ligado: nos Estados Unidos a editora Hachette Filipacchi suspendeu a publicação da revista «Elle Girl» em papel, mas decidiu continuá-la na Web e com conteúdos desenhados para plataformas móveis. Isto acontece num ano em que a revista teve um aumento de 46,1% nas páginas de publicidades vendidas e em que a circulação paga subiu 17,9% para um total de 601.000 exemplares por edição. Jack Kliger, o Presidente do grupo editorial sublinha que decidiu a mudança, apesar da boa performance da revista segundo os indicadores de referência, porque acredita que este tipo de projecto deve ser reorientado estrategicamente para formatos wireless e dispôs-se mesmo a reforçar os meios investidos na produção da revista.
FICÇÃO – Mão amiga fez-me chegar a edição da belíssima revista de Domingo do «El Pais» da semana passada. No artigo da última página o escritor Javier Marias propõe aos editores de jornais, revistas e outros media em geral que criem o cargo de «Detector de Ficções» , para acabar de vez com relatos falsos, notícias inventadas, fretes avulsos, «para pôr fim à venda de gato por lebre», tão frequente nos media de hoje em dia. Se o cargo fosse criado havia por aí muito jornal em que o respectivo titular não teria mãos a medir.
VER – Três propostas diferentes: a exposição XX, que assinala os 26 anos dos Encontros de Fotografia, no Centro de Artes Visuais de Coimbra; desenhos (não de arquitectura) do arquitecto Álvaro Siza na Galeria João Esteves de Oliveira, ao Chiado; e os trabalhos em grafite, tinta da china e acrílico de Diogo Pimentão na Fundação Carmona e Costa, na Rua Soeiro Pereira Gomes em Lisboa.
AGENDA – Serralves inaugura hoje as exposições de Pedro Morais e uma (quase) retropectiva de António Dacosta. Ficam até ao início de Julho.
LER – A edição de Março da revista «Egoísta», com as cidades como tema de fundo. Textos (entre outros) de Filipa Melo, António Mega Ferreira e Hugo Gonçalves, fotos (entre outros) de Amy Yoes, João Vilhena e Helmut Newton. Patrícia Reis edita a revista que Mário Assis Ferreira felizmente continua a viabilizar.
OUVIR – O concerto para piano nº1 de Brahms, com o pianista Krystian Zimerman e a Filarmónica de Berlim dirigida por Simon Rattle. Uma gravação fora de série fruto de um dinâmico encontro criativo. Edição Deustche Grammophon, distribuição Universal Music.
SÍTIO – Cerveja de fim de tarde no bar irlandês Hennessy’s, ao Cais do Sodré. Ampla escolha de cervejas, bom gin tónico.
O MELHOR DA SEMANA – Finalmente, arroz de bacalhau com coentros. Simples.
O PIOR DA SEMANA – O desastrado folhetim da Judiciária, em que o Ministro Alberto Costa resolveu desempenhar o papel de elefante em loja de porcelana. Quem tem falta de jeito não se devia meter na política, digo eu.
UM MINISTRO CONTRA LISBOA
Em qualquer boa história há sempre os bons e os maus. Na semana passada confirmou-se como os papéis se distribuem dentro do Governo. Há Ministros que servem para lançar sarilhos, são os maus da fita; e há o Primeiro-Ministro, sempre apaziguador, que sem contrariar ninguém vai lançando água na fervura, mesmo quando se fica com a impressão de que poderá ter sido ele a levantar a intensidade da chama.
Um caso particularmente interessante de terrorismo institucional é dado pelo Ministro Mário Lino, que utiliza as Obras Públicas como património de acção política. Na semana passada veio marcar a agenda de Lisboa, com a questão das obras do Metropolitano na envolvente do Túnel do Marquês. Na prática o que Mário Lino fez foi condicionar e achincalhar o Presidente da Câmara de Lisboa, dizendo-lhe que não é ele quem manda na cidade, e impondo que é o Ministro quem decide o calendário de obras e inaugurações.
O estranho disto tudo é que o Presidente da Câmara tenha ficado no silêncio absoluto, submisso, sem reacção e, sobretudo, sem vir dizer claro e em bom português o que acha das interferências do Senhor Ministro.
O peso político ganha-se e constrói-se, a autoridade conquista-se, a luta política não é uma dança de salão nem um grupo excursionista. Quando a capital de um país é descriminada e abusada por ser de cor política diferente do Governo convém que haja alguém que fale grosso para um Ministro que continua a ser o responsável por ter o Terreiro do Paço esventrado há anos – e suspeita-se que o plano para o Marquês do Pombal seja o mesmo. No fundo o plano de acção do Ministério das Obras Públicas é o a-b-c do terrorismo: lançar o caos na cidade.
Em qualquer boa história há sempre os bons e os maus. Na semana passada confirmou-se como os papéis se distribuem dentro do Governo. Há Ministros que servem para lançar sarilhos, são os maus da fita; e há o Primeiro-Ministro, sempre apaziguador, que sem contrariar ninguém vai lançando água na fervura, mesmo quando se fica com a impressão de que poderá ter sido ele a levantar a intensidade da chama.
Um caso particularmente interessante de terrorismo institucional é dado pelo Ministro Mário Lino, que utiliza as Obras Públicas como património de acção política. Na semana passada veio marcar a agenda de Lisboa, com a questão das obras do Metropolitano na envolvente do Túnel do Marquês. Na prática o que Mário Lino fez foi condicionar e achincalhar o Presidente da Câmara de Lisboa, dizendo-lhe que não é ele quem manda na cidade, e impondo que é o Ministro quem decide o calendário de obras e inaugurações.
O estranho disto tudo é que o Presidente da Câmara tenha ficado no silêncio absoluto, submisso, sem reacção e, sobretudo, sem vir dizer claro e em bom português o que acha das interferências do Senhor Ministro.
O peso político ganha-se e constrói-se, a autoridade conquista-se, a luta política não é uma dança de salão nem um grupo excursionista. Quando a capital de um país é descriminada e abusada por ser de cor política diferente do Governo convém que haja alguém que fale grosso para um Ministro que continua a ser o responsável por ter o Terreiro do Paço esventrado há anos – e suspeita-se que o plano para o Marquês do Pombal seja o mesmo. No fundo o plano de acção do Ministério das Obras Públicas é o a-b-c do terrorismo: lançar o caos na cidade.
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UM MINISTRO CONTRA LISBOA
Em qualquer boa história há sempre os bons e os maus. Na semana passada confirmou-se como os papéis se distribuem dentro do Governo. Há Ministros que servem para lançar sarilhos, são os maus da fita; e há o Primeiro-Ministro, sempre apaziguador, que sem contrariar ninguém vai lançando água na fervura, mesmo quando se fica com a impressão de que poderá ter sido ele a levantar a intensidade da chama.
Um caso particularmente interessante de terrorismo institucional é dado pelo Ministro Mário Lino, que utiliza as Obras Públicas como património de acção política. Na semana passada veio marcar a agenda de Lisboa, com a questão das obras do Metropolitano na envolvente do Túnel do Marquês. Na prática o que Mário Lino fez foi condicionar e achincalhar o Presidente da Câmara de Lisboa, dizendo-lhe que não é ele quem manda na cidade, e impondo que é o Ministro quem decide o calendário de obras e inaugurações.
O estranho disto tudo é que o Presidente da Câmara tenha ficado no silêncio absoluto, submisso, sem reacção e, sobretudo, sem vir dizer claro e em bom português o que acha das interferências do Senhor Ministro.
O peso político ganha-se e constrói-se, a autoridade conquista-se, a luta política não é uma dança de salão nem um grupo excursionista. Quando a capital de um país é descriminada e abusada por ser de cor política diferente do Governo convém que haja alguém que fale grosso para um Ministro que continua a ser o responsável por ter o Terreiro do Paço esventrado há anos – e suspeita-se que o plano para o Marquês do Pombal seja o mesmo. No fundo o plano de acção do Ministério das Obras Públicas é o a-b-c do terrorismo: lançar o caos na cidade.
Em qualquer boa história há sempre os bons e os maus. Na semana passada confirmou-se como os papéis se distribuem dentro do Governo. Há Ministros que servem para lançar sarilhos, são os maus da fita; e há o Primeiro-Ministro, sempre apaziguador, que sem contrariar ninguém vai lançando água na fervura, mesmo quando se fica com a impressão de que poderá ter sido ele a levantar a intensidade da chama.
Um caso particularmente interessante de terrorismo institucional é dado pelo Ministro Mário Lino, que utiliza as Obras Públicas como património de acção política. Na semana passada veio marcar a agenda de Lisboa, com a questão das obras do Metropolitano na envolvente do Túnel do Marquês. Na prática o que Mário Lino fez foi condicionar e achincalhar o Presidente da Câmara de Lisboa, dizendo-lhe que não é ele quem manda na cidade, e impondo que é o Ministro quem decide o calendário de obras e inaugurações.
O estranho disto tudo é que o Presidente da Câmara tenha ficado no silêncio absoluto, submisso, sem reacção e, sobretudo, sem vir dizer claro e em bom português o que acha das interferências do Senhor Ministro.
O peso político ganha-se e constrói-se, a autoridade conquista-se, a luta política não é uma dança de salão nem um grupo excursionista. Quando a capital de um país é descriminada e abusada por ser de cor política diferente do Governo convém que haja alguém que fale grosso para um Ministro que continua a ser o responsável por ter o Terreiro do Paço esventrado há anos – e suspeita-se que o plano para o Marquês do Pombal seja o mesmo. No fundo o plano de acção do Ministério das Obras Públicas é o a-b-c do terrorismo: lançar o caos na cidade.
abril 04, 2006
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KITSCH
Quase tão kitsch como Alberto Costa está a ser o Maxim na Praça da Alegria - a sua aproximação a José Cid imita o que fez Vitorino há uns anos com Tony de Matos. Será Manuel João Vieira o novo Vitorino Salomé?
Quase tão kitsch como Alberto Costa está a ser o Maxim na Praça da Alegria - a sua aproximação a José Cid imita o que fez Vitorino há uns anos com Tony de Matos. Será Manuel João Vieira o novo Vitorino Salomé?
O DEMAGOGO
Decidiamente Alberto Costa é o mais demagógico e um dos mais ineficazes Ministros do actual Governo. O recente incidente da Judiciária e as suas declarações revanchistas definem o seu carácter. E o boneco não é bonito de se ver. Uma pouca-vergonha, é o que é - basta olhar para o que disse sobre a necessidade de modernizar a gestão orçamental da Judiciária e que se resume a isto: fazer omoletas em ovos. Um autêntico pilha-galinhas...
Decidiamente Alberto Costa é o mais demagógico e um dos mais ineficazes Ministros do actual Governo. O recente incidente da Judiciária e as suas declarações revanchistas definem o seu carácter. E o boneco não é bonito de se ver. Uma pouca-vergonha, é o que é - basta olhar para o que disse sobre a necessidade de modernizar a gestão orçamental da Judiciária e que se resume a isto: fazer omoletas em ovos. Um autêntico pilha-galinhas...
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O DEMAGOGO
Decidiamente Alberto Costa é o mais demagógico e um dos mais ineficazes Ministros do actual Governo. O recente incidente da Judiciária e as suas declarações revanchistas definem o seu carácter. E o boneco não é bonito de se ver. Uma pouca-vergonha, é o que é - basta olhar para o que disse sobre a necessidade de modernizar a gestão orçamental da Judiciária e que se resume a isto: fazer omoletas em ovos. Um autêntico pilha-galinhas...
Decidiamente Alberto Costa é o mais demagógico e um dos mais ineficazes Ministros do actual Governo. O recente incidente da Judiciária e as suas declarações revanchistas definem o seu carácter. E o boneco não é bonito de se ver. Uma pouca-vergonha, é o que é - basta olhar para o que disse sobre a necessidade de modernizar a gestão orçamental da Judiciária e que se resume a isto: fazer omoletas em ovos. Um autêntico pilha-galinhas...
abril 01, 2006
QUEDA – Pois é verdade, a circulação de jornais está em queda. Os números relativos a 2005 provam isso mesmo e um muito citado especialista da Universidade do Minho considera tal se deve à falta de poder de compra da população em geral. Não ocorre ao especialista que se possa dever ao facto de os leitores não encontrarem aquilo que procuram e que isso seja, sempre, a causa da perca de audiências. Aqui há uns meses citei um belo artigo publicado na «Columbia Journalism Review» e que estudava casos de jornais nos Estados Unidos que conseguiram ganhar leitores. Receita? – Melhor jornalismo, melhor investigação, melhor reportagem, ir além do óbvio, mais rigor, mais imaginação.
CURIOSIDADE – No ano passado o mercado de conteúdos vídeos para dispositivos móveis nos Estados Unidos valeu 62 milhões de dólares. Um estudo recente prevê que em 2010 esse mesmo mercado valerá 501 milhões.
ESPLANADAS – Se não fosse o vento tínhamos o tempo ideal para esplanadas. Assim, ficamos com a aproximação. Agora que finalmente chegaram os dias longos apetece acabar as tardes ao ar livre, a ver o sol a desaparecer no rio. Fazem falta bons bares e esplanadas onde existam tapas decentes a preços honestos e onde se possa matar a fome sem ter que jantar à séria. Espero, ansioso, pela abertura dos Perdigueiros do Rio, ali junto ao Cais do Sodré.
LER – Jamie Oliver é um dos mais interessantes e inspirados cozinheiros britânicos contemporâneos, e também um caso raro de capacidade de comunicação, como uma recente série exibida na 2: mostrou. Mas ele é também um escritor divertido, que consegue colocar nas páginas de um livro a informalidade e o sentido lúdico das estórias que surgem a propósito das receitas que sugere. Apaixonado confesso pela gastronomia italiana, Oliver fez um autêntico roteiro da Itália, onde mistura observações pessoais com receitas, recomendações de ingredientes, temperos ou preparação. Sobre a pizza, por exemplo, faz uma dissertação quase filosófica, desde a massa aos ingredientes que se colocam por cima dela. Inicialmente o projecto era uma série para o Channel Four, depois transposta para livro, «Jamie’s Italy», onde Oliver conta com a ajuda de boas fotografias de David Loftus e Chris Terry. É dos mais divertidos e úteis livros de cozinha que tenho lido. Edição Penguin, comprada na Amazon.
OUVIR – A banda sonora do filme «Good Night And Good Luck», em que Dianne Reeves interpreta de forma sóbria, mas sentida, grandes clássicos do jazz vocal como «I’ve Got My Eyes on You», «How High The Moon», «There’ll Be Another Spring» ou «One For My Baby», alguns dos 15 temas desta banda Sonora seleccionada e produzida pelo próprio George Clooney. CD Concord.
VER – Até 29 de Abril pode visitar 15 exposições em tantas outras galerias na iniciativa «Lisboarte». O roteiro pode ser consultado em www.lisboarte.com e é um belo pretexto para a ocupação de um fim de semana. Se me permitem destaco pinturas e desenhos de Fernando Calhau na Galeria Luís Serpa Projectos e, seguindo recomendação certeira, fotografias de Graça Sarsfield na Módulo – Centro Difusor de Arte.
AGENDA – Hoje mesmo inaugura no Museu Nacional de Arte Antiga a exposição de fotografias «Lúmen», de André Gomes e por lá fica até 28 de Maio.
O MELHOR DA SEMANA – O regresso do CCB a uma lógica de programação e actuação dinâmicas, depois de dez anos de declínio. As entrevistas de António Mega Ferreira sobre os seus planos para o CCB foram uma lufada de ar fresco.
O PIOR DA SEMANA – As reacções tipo «dor de cotovelo» e género «porque é que não fui eu a lembrar-me disto?» ao programa Simplex (embora este seja o raio de um nome…mesmo a pedir chacota).
TRINCAR – Boas surpresas italianas na Trattoria Vitalli, carnes bem trabalhadas e temperadas, ambiente simpático, preço honesto, Rua dos Duques de Bragança 5M, tel. 213 427 669, encerra aos Domingos.
BACK TO BASICS – «Quando o acto de comprar e de vender são regulamentados por legislação, os primeiros a serem comprados são os legisladores» - P.J. O’Rourke
CURIOSIDADE – No ano passado o mercado de conteúdos vídeos para dispositivos móveis nos Estados Unidos valeu 62 milhões de dólares. Um estudo recente prevê que em 2010 esse mesmo mercado valerá 501 milhões.
ESPLANADAS – Se não fosse o vento tínhamos o tempo ideal para esplanadas. Assim, ficamos com a aproximação. Agora que finalmente chegaram os dias longos apetece acabar as tardes ao ar livre, a ver o sol a desaparecer no rio. Fazem falta bons bares e esplanadas onde existam tapas decentes a preços honestos e onde se possa matar a fome sem ter que jantar à séria. Espero, ansioso, pela abertura dos Perdigueiros do Rio, ali junto ao Cais do Sodré.
LER – Jamie Oliver é um dos mais interessantes e inspirados cozinheiros britânicos contemporâneos, e também um caso raro de capacidade de comunicação, como uma recente série exibida na 2: mostrou. Mas ele é também um escritor divertido, que consegue colocar nas páginas de um livro a informalidade e o sentido lúdico das estórias que surgem a propósito das receitas que sugere. Apaixonado confesso pela gastronomia italiana, Oliver fez um autêntico roteiro da Itália, onde mistura observações pessoais com receitas, recomendações de ingredientes, temperos ou preparação. Sobre a pizza, por exemplo, faz uma dissertação quase filosófica, desde a massa aos ingredientes que se colocam por cima dela. Inicialmente o projecto era uma série para o Channel Four, depois transposta para livro, «Jamie’s Italy», onde Oliver conta com a ajuda de boas fotografias de David Loftus e Chris Terry. É dos mais divertidos e úteis livros de cozinha que tenho lido. Edição Penguin, comprada na Amazon.
OUVIR – A banda sonora do filme «Good Night And Good Luck», em que Dianne Reeves interpreta de forma sóbria, mas sentida, grandes clássicos do jazz vocal como «I’ve Got My Eyes on You», «How High The Moon», «There’ll Be Another Spring» ou «One For My Baby», alguns dos 15 temas desta banda Sonora seleccionada e produzida pelo próprio George Clooney. CD Concord.
VER – Até 29 de Abril pode visitar 15 exposições em tantas outras galerias na iniciativa «Lisboarte». O roteiro pode ser consultado em www.lisboarte.com e é um belo pretexto para a ocupação de um fim de semana. Se me permitem destaco pinturas e desenhos de Fernando Calhau na Galeria Luís Serpa Projectos e, seguindo recomendação certeira, fotografias de Graça Sarsfield na Módulo – Centro Difusor de Arte.
AGENDA – Hoje mesmo inaugura no Museu Nacional de Arte Antiga a exposição de fotografias «Lúmen», de André Gomes e por lá fica até 28 de Maio.
O MELHOR DA SEMANA – O regresso do CCB a uma lógica de programação e actuação dinâmicas, depois de dez anos de declínio. As entrevistas de António Mega Ferreira sobre os seus planos para o CCB foram uma lufada de ar fresco.
O PIOR DA SEMANA – As reacções tipo «dor de cotovelo» e género «porque é que não fui eu a lembrar-me disto?» ao programa Simplex (embora este seja o raio de um nome…mesmo a pedir chacota).
TRINCAR – Boas surpresas italianas na Trattoria Vitalli, carnes bem trabalhadas e temperadas, ambiente simpático, preço honesto, Rua dos Duques de Bragança 5M, tel. 213 427 669, encerra aos Domingos.
BACK TO BASICS – «Quando o acto de comprar e de vender são regulamentados por legislação, os primeiros a serem comprados são os legisladores» - P.J. O’Rourke
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