QUEDA – Pois é verdade, a circulação de jornais está em queda. Os números relativos a 2005 provam isso mesmo e um muito citado especialista da Universidade do Minho considera tal se deve à falta de poder de compra da população em geral. Não ocorre ao especialista que se possa dever ao facto de os leitores não encontrarem aquilo que procuram e que isso seja, sempre, a causa da perca de audiências. Aqui há uns meses citei um belo artigo publicado na «Columbia Journalism Review» e que estudava casos de jornais nos Estados Unidos que conseguiram ganhar leitores. Receita? – Melhor jornalismo, melhor investigação, melhor reportagem, ir além do óbvio, mais rigor, mais imaginação.
CURIOSIDADE – No ano passado o mercado de conteúdos vídeos para dispositivos móveis nos Estados Unidos valeu 62 milhões de dólares. Um estudo recente prevê que em 2010 esse mesmo mercado valerá 501 milhões.
ESPLANADAS – Se não fosse o vento tínhamos o tempo ideal para esplanadas. Assim, ficamos com a aproximação. Agora que finalmente chegaram os dias longos apetece acabar as tardes ao ar livre, a ver o sol a desaparecer no rio. Fazem falta bons bares e esplanadas onde existam tapas decentes a preços honestos e onde se possa matar a fome sem ter que jantar à séria. Espero, ansioso, pela abertura dos Perdigueiros do Rio, ali junto ao Cais do Sodré.
LER – Jamie Oliver é um dos mais interessantes e inspirados cozinheiros britânicos contemporâneos, e também um caso raro de capacidade de comunicação, como uma recente série exibida na 2: mostrou. Mas ele é também um escritor divertido, que consegue colocar nas páginas de um livro a informalidade e o sentido lúdico das estórias que surgem a propósito das receitas que sugere. Apaixonado confesso pela gastronomia italiana, Oliver fez um autêntico roteiro da Itália, onde mistura observações pessoais com receitas, recomendações de ingredientes, temperos ou preparação. Sobre a pizza, por exemplo, faz uma dissertação quase filosófica, desde a massa aos ingredientes que se colocam por cima dela. Inicialmente o projecto era uma série para o Channel Four, depois transposta para livro, «Jamie’s Italy», onde Oliver conta com a ajuda de boas fotografias de David Loftus e Chris Terry. É dos mais divertidos e úteis livros de cozinha que tenho lido. Edição Penguin, comprada na Amazon.
OUVIR – A banda sonora do filme «Good Night And Good Luck», em que Dianne Reeves interpreta de forma sóbria, mas sentida, grandes clássicos do jazz vocal como «I’ve Got My Eyes on You», «How High The Moon», «There’ll Be Another Spring» ou «One For My Baby», alguns dos 15 temas desta banda Sonora seleccionada e produzida pelo próprio George Clooney. CD Concord.
VER – Até 29 de Abril pode visitar 15 exposições em tantas outras galerias na iniciativa «Lisboarte». O roteiro pode ser consultado em www.lisboarte.com e é um belo pretexto para a ocupação de um fim de semana. Se me permitem destaco pinturas e desenhos de Fernando Calhau na Galeria Luís Serpa Projectos e, seguindo recomendação certeira, fotografias de Graça Sarsfield na Módulo – Centro Difusor de Arte.
AGENDA – Hoje mesmo inaugura no Museu Nacional de Arte Antiga a exposição de fotografias «Lúmen», de André Gomes e por lá fica até 28 de Maio.
O MELHOR DA SEMANA – O regresso do CCB a uma lógica de programação e actuação dinâmicas, depois de dez anos de declínio. As entrevistas de António Mega Ferreira sobre os seus planos para o CCB foram uma lufada de ar fresco.
O PIOR DA SEMANA – As reacções tipo «dor de cotovelo» e género «porque é que não fui eu a lembrar-me disto?» ao programa Simplex (embora este seja o raio de um nome…mesmo a pedir chacota).
TRINCAR – Boas surpresas italianas na Trattoria Vitalli, carnes bem trabalhadas e temperadas, ambiente simpático, preço honesto, Rua dos Duques de Bragança 5M, tel. 213 427 669, encerra aos Domingos.
BACK TO BASICS – «Quando o acto de comprar e de vender são regulamentados por legislação, os primeiros a serem comprados são os legisladores» - P.J. O’Rourke
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
abril 01, 2006
Untitled
QUEDA – Pois é verdade, a circulação de jornais está em queda. Os números relativos a 2005 provam isso mesmo e um muito citado especialista da Universidade do Minho considera tal se deve à falta de poder de compra da população em geral. Não ocorre ao especialista que se possa dever ao facto de os leitores não encontrarem aquilo que procuram e que isso seja, sempre, a causa da perca de audiências. Aqui há uns meses citei um belo artigo publicado na «Columbia Journalism Review» e que estudava casos de jornais nos Estados Unidos que conseguiram ganhar leitores. Receita? – Melhor jornalismo, melhor investigação, melhor reportagem, ir além do óbvio, mais rigor, mais imaginação.
CURIOSIDADE – No ano passado o mercado de conteúdos vídeos para dispositivos móveis nos Estados Unidos valeu 62 milhões de dólares. Um estudo recente prevê que em 2010 esse mesmo mercado valerá 501 milhões.
ESPLANADAS – Se não fosse o vento tínhamos o tempo ideal para esplanadas. Assim, ficamos com a aproximação. Agora que finalmente chegaram os dias longos apetece acabar as tardes ao ar livre, a ver o sol a desaparecer no rio. Fazem falta bons bares e esplanadas onde existam tapas decentes a preços honestos e onde se possa matar a fome sem ter que jantar à séria. Espero, ansioso, pela abertura dos Perdigueiros do Rio, ali junto ao Cais do Sodré.
LER – Jamie Oliver é um dos mais interessantes e inspirados cozinheiros britânicos contemporâneos, e também um caso raro de capacidade de comunicação, como uma recente série exibida na 2: mostrou. Mas ele é também um escritor divertido, que consegue colocar nas páginas de um livro a informalidade e o sentido lúdico das estórias que surgem a propósito das receitas que sugere. Apaixonado confesso pela gastronomia italiana, Oliver fez um autêntico roteiro da Itália, onde mistura observações pessoais com receitas, recomendações de ingredientes, temperos ou preparação. Sobre a pizza, por exemplo, faz uma dissertação quase filosófica, desde a massa aos ingredientes que se colocam por cima dela. Inicialmente o projecto era uma série para o Channel Four, depois transposta para livro, «Jamie’s Italy», onde Oliver conta com a ajuda de boas fotografias de David Loftus e Chris Terry. É dos mais divertidos e úteis livros de cozinha que tenho lido. Edição Penguin, comprada na Amazon.
OUVIR – A banda sonora do filme «Good Night And Good Luck», em que Dianne Reeves interpreta de forma sóbria, mas sentida, grandes clássicos do jazz vocal como «I’ve Got My Eyes on You», «How High The Moon», «There’ll Be Another Spring» ou «One For My Baby», alguns dos 15 temas desta banda Sonora seleccionada e produzida pelo próprio George Clooney. CD Concord.
VER – Até 29 de Abril pode visitar 15 exposições em tantas outras galerias na iniciativa «Lisboarte». O roteiro pode ser consultado em www.lisboarte.com e é um belo pretexto para a ocupação de um fim de semana. Se me permitem destaco pinturas e desenhos de Fernando Calhau na Galeria Luís Serpa Projectos e, seguindo recomendação certeira, fotografias de Graça Sarsfield na Módulo – Centro Difusor de Arte.
AGENDA – Hoje mesmo inaugura no Museu Nacional de Arte Antiga a exposição de fotografias «Lúmen», de André Gomes e por lá fica até 28 de Maio.
O MELHOR DA SEMANA – O regresso do CCB a uma lógica de programação e actuação dinâmicas, depois de dez anos de declínio. As entrevistas de António Mega Ferreira sobre os seus planos para o CCB foram uma lufada de ar fresco.
O PIOR DA SEMANA – As reacções tipo «dor de cotovelo» e género «porque é que não fui eu a lembrar-me disto?» ao programa Simplex (embora este seja o raio de um nome…mesmo a pedir chacota).
TRINCAR – Boas surpresas italianas na Trattoria Vitalli, carnes bem trabalhadas e temperadas, ambiente simpático, preço honesto, Rua dos Duques de Bragança 5M, tel. 213 427 669, encerra aos Domingos.
BACK TO BASICS – «Quando o acto de comprar e de vender são regulamentados por legislação, os primeiros a serem comprados são os legisladores» - P.J. O’Rourke
CURIOSIDADE – No ano passado o mercado de conteúdos vídeos para dispositivos móveis nos Estados Unidos valeu 62 milhões de dólares. Um estudo recente prevê que em 2010 esse mesmo mercado valerá 501 milhões.
ESPLANADAS – Se não fosse o vento tínhamos o tempo ideal para esplanadas. Assim, ficamos com a aproximação. Agora que finalmente chegaram os dias longos apetece acabar as tardes ao ar livre, a ver o sol a desaparecer no rio. Fazem falta bons bares e esplanadas onde existam tapas decentes a preços honestos e onde se possa matar a fome sem ter que jantar à séria. Espero, ansioso, pela abertura dos Perdigueiros do Rio, ali junto ao Cais do Sodré.
LER – Jamie Oliver é um dos mais interessantes e inspirados cozinheiros britânicos contemporâneos, e também um caso raro de capacidade de comunicação, como uma recente série exibida na 2: mostrou. Mas ele é também um escritor divertido, que consegue colocar nas páginas de um livro a informalidade e o sentido lúdico das estórias que surgem a propósito das receitas que sugere. Apaixonado confesso pela gastronomia italiana, Oliver fez um autêntico roteiro da Itália, onde mistura observações pessoais com receitas, recomendações de ingredientes, temperos ou preparação. Sobre a pizza, por exemplo, faz uma dissertação quase filosófica, desde a massa aos ingredientes que se colocam por cima dela. Inicialmente o projecto era uma série para o Channel Four, depois transposta para livro, «Jamie’s Italy», onde Oliver conta com a ajuda de boas fotografias de David Loftus e Chris Terry. É dos mais divertidos e úteis livros de cozinha que tenho lido. Edição Penguin, comprada na Amazon.
OUVIR – A banda sonora do filme «Good Night And Good Luck», em que Dianne Reeves interpreta de forma sóbria, mas sentida, grandes clássicos do jazz vocal como «I’ve Got My Eyes on You», «How High The Moon», «There’ll Be Another Spring» ou «One For My Baby», alguns dos 15 temas desta banda Sonora seleccionada e produzida pelo próprio George Clooney. CD Concord.
VER – Até 29 de Abril pode visitar 15 exposições em tantas outras galerias na iniciativa «Lisboarte». O roteiro pode ser consultado em www.lisboarte.com e é um belo pretexto para a ocupação de um fim de semana. Se me permitem destaco pinturas e desenhos de Fernando Calhau na Galeria Luís Serpa Projectos e, seguindo recomendação certeira, fotografias de Graça Sarsfield na Módulo – Centro Difusor de Arte.
AGENDA – Hoje mesmo inaugura no Museu Nacional de Arte Antiga a exposição de fotografias «Lúmen», de André Gomes e por lá fica até 28 de Maio.
O MELHOR DA SEMANA – O regresso do CCB a uma lógica de programação e actuação dinâmicas, depois de dez anos de declínio. As entrevistas de António Mega Ferreira sobre os seus planos para o CCB foram uma lufada de ar fresco.
O PIOR DA SEMANA – As reacções tipo «dor de cotovelo» e género «porque é que não fui eu a lembrar-me disto?» ao programa Simplex (embora este seja o raio de um nome…mesmo a pedir chacota).
TRINCAR – Boas surpresas italianas na Trattoria Vitalli, carnes bem trabalhadas e temperadas, ambiente simpático, preço honesto, Rua dos Duques de Bragança 5M, tel. 213 427 669, encerra aos Domingos.
BACK TO BASICS – «Quando o acto de comprar e de vender são regulamentados por legislação, os primeiros a serem comprados são os legisladores» - P.J. O’Rourke
Untitled
SAMPAIO VENCE SOARES
O ex-Presidente Jorge Sampaio começou a dar bocas sobre o ´pais ainda mais depressa do que o ex-Presidente Mário Soares, depois de ambos terem saído de Belém. A coisa promete.
O ex-Presidente Jorge Sampaio começou a dar bocas sobre o ´pais ainda mais depressa do que o ex-Presidente Mário Soares, depois de ambos terem saído de Belém. A coisa promete.
março 26, 2006
A CALMA – Cozinhar é um ritual que me descansa. Gosto de cozinhar assim a partir do nada, em improviso, agarrando o que aparece no frigorífico ou na dispensa. É impressionante o que se consegue com pouca coisa, algumas especiarias e temperos e um bocado de paciência. Enquanto cozinho gosto de ir petiscando uns salgados, com a ajuda de um vinho branco ou de uma cerveja. Gostava de saber fazer um bom arroz de bacalhau, mas ainda não cheguei lá, pode ser que um dia alguém me ensine.
A VELOCIDADE - Vivemos numa época de decisões instantâneas, ou de «exercício cognitivo rápido», como alguns teóricos gostam de lhe chamar. A própria política parece hoje em dia que segue as regras do «speed-dating»: a cada candidato são dados cinco minutos para mostrar o que vale – assim sendo, os 100 dias tradicionais de benefício da dúvida para os políticos recém eleitos são hoje em dia uma eternidade. As eleições autárquicas foram a 9 de Outubro. Já lá vão mais de 150 dias…
O PAÍS - Estava eu encostado uma destas manhãs ao vidro de um
sétimo andar no centro de Lisboa quando dei por um descontraído cidadão
que, aí por volta das onze em meia, resolveu urinar encostado a uma
parede num pequeno largo, no meio da rua em frente. A coisa foi feita com grande
à-vontade e naturalidade e, de repente, dei por mim a pensar que há uma expressão para definir o que se passa: tornámo-nos num país de mija na rua.
O MELHOR DA SEMANA - A exemplar produção do especial aniversário de Herman José na SIC, a semana passada. Um modelo de entretenimento.
O PIOR DA SEMANA – As desculpas eurocratas do mais acabado exemplo de burocrata comunitário, o Ministro da Agricultura português.
LER – Na «Time» desta semana o artigo sobre a vivacidade e rentabilidade da obra de Shakespeare neste ano em que se assinala o seu quarto centenário. Além de genial dramaturgo, Shakespeare é dos mais lucrativos autores e à volta da sua obra floresce uma próspera indústria.
OUVIR – Ano Mozart, já se sabe, lá volta o tema à baila, agora mais tranquilo que já se fala menos do assunto. A Philips recolocou no mercado uma selecção dos concertos para piano do compositor, com interpretação de Mitsuko Uchida e da English Chamber Orchestra, dirigida por Jeffrey Tate. As gravações foram efectuadas em diversos locais, entre Outubro de 1985 e Fevereiro de 1990 e estão agrupadas numa caixa com oito CD’s. Aqui estão os concertos número 5, 6, 8, 9, 11, 12, 13, 14, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 24, 25, 26 e 27 , em interpretações fidelíssimas, sóbrias e empolgantes - parece impossível, mas não é. Caixa Philips, distribuída por Universal Music – Mozart, The Piano Concerts by Mitsuko Ushida.
VER – Com base em desenhos minuciosos a tinta da china, Jorge Feijão constrói quadros intrigantes e sedutores. A exposição pode ser vista na VPF Creamarte até 29 de Abril. Vejam-nos com calma e detalhe, sobretudo aquele que aparece escondido num recanto. No andar de cima, na Plataforma Revolver, uma colectiva intitulada « Boa noite!, eu sou a Manuela Moura Guedes», com um vídeo muito curioso de Filipe Rocha da Silva feito em Nova York, uma instalação de Gustavo Sumpta, fotografias encenadas de Jane Gilmor e trabalhos de João Pedro Rui. Rua da Boavista 84, 2º e 3º andar, Lisboa.
TRINCAR – Já não cheira a fritos na «Primavera», do Bairro Alto. O Senhor Rafael lá fez obras e mudou o exaustor e agora as maravilhas que a Dona Helena prepara na cozinha já podem ser saboreados sem medo de a roupa ficar contagiada pelos odores das frituras dos deliciosos panadinhos e dos filetes. Até mesmo com a porta fechada o ar continua fresco e inodoro. Vale a pena ir redescobrir a «Primavera». Travessa da Espera 34, tel. 213 420 477.
AGENDA – Damian Marley, filho de Bob Marley, parte do reggae genético e vai pelos caminhos dos Rhythm’n’Blues e do Hip-Hop. Aterra com o seu «Welcome To Jamrock» terça-feira que vem, dia 28, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
BACK TO BASICS – A liberdade implica responsabilidade, por isso é que a maior parte das pessoas a receiam (George Bernard Shaw).
A VELOCIDADE - Vivemos numa época de decisões instantâneas, ou de «exercício cognitivo rápido», como alguns teóricos gostam de lhe chamar. A própria política parece hoje em dia que segue as regras do «speed-dating»: a cada candidato são dados cinco minutos para mostrar o que vale – assim sendo, os 100 dias tradicionais de benefício da dúvida para os políticos recém eleitos são hoje em dia uma eternidade. As eleições autárquicas foram a 9 de Outubro. Já lá vão mais de 150 dias…
O PAÍS - Estava eu encostado uma destas manhãs ao vidro de um
sétimo andar no centro de Lisboa quando dei por um descontraído cidadão
que, aí por volta das onze em meia, resolveu urinar encostado a uma
parede num pequeno largo, no meio da rua em frente. A coisa foi feita com grande
à-vontade e naturalidade e, de repente, dei por mim a pensar que há uma expressão para definir o que se passa: tornámo-nos num país de mija na rua.
O MELHOR DA SEMANA - A exemplar produção do especial aniversário de Herman José na SIC, a semana passada. Um modelo de entretenimento.
O PIOR DA SEMANA – As desculpas eurocratas do mais acabado exemplo de burocrata comunitário, o Ministro da Agricultura português.
LER – Na «Time» desta semana o artigo sobre a vivacidade e rentabilidade da obra de Shakespeare neste ano em que se assinala o seu quarto centenário. Além de genial dramaturgo, Shakespeare é dos mais lucrativos autores e à volta da sua obra floresce uma próspera indústria.
OUVIR – Ano Mozart, já se sabe, lá volta o tema à baila, agora mais tranquilo que já se fala menos do assunto. A Philips recolocou no mercado uma selecção dos concertos para piano do compositor, com interpretação de Mitsuko Uchida e da English Chamber Orchestra, dirigida por Jeffrey Tate. As gravações foram efectuadas em diversos locais, entre Outubro de 1985 e Fevereiro de 1990 e estão agrupadas numa caixa com oito CD’s. Aqui estão os concertos número 5, 6, 8, 9, 11, 12, 13, 14, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 24, 25, 26 e 27 , em interpretações fidelíssimas, sóbrias e empolgantes - parece impossível, mas não é. Caixa Philips, distribuída por Universal Music – Mozart, The Piano Concerts by Mitsuko Ushida.
VER – Com base em desenhos minuciosos a tinta da china, Jorge Feijão constrói quadros intrigantes e sedutores. A exposição pode ser vista na VPF Creamarte até 29 de Abril. Vejam-nos com calma e detalhe, sobretudo aquele que aparece escondido num recanto. No andar de cima, na Plataforma Revolver, uma colectiva intitulada « Boa noite!, eu sou a Manuela Moura Guedes», com um vídeo muito curioso de Filipe Rocha da Silva feito em Nova York, uma instalação de Gustavo Sumpta, fotografias encenadas de Jane Gilmor e trabalhos de João Pedro Rui. Rua da Boavista 84, 2º e 3º andar, Lisboa.
TRINCAR – Já não cheira a fritos na «Primavera», do Bairro Alto. O Senhor Rafael lá fez obras e mudou o exaustor e agora as maravilhas que a Dona Helena prepara na cozinha já podem ser saboreados sem medo de a roupa ficar contagiada pelos odores das frituras dos deliciosos panadinhos e dos filetes. Até mesmo com a porta fechada o ar continua fresco e inodoro. Vale a pena ir redescobrir a «Primavera». Travessa da Espera 34, tel. 213 420 477.
AGENDA – Damian Marley, filho de Bob Marley, parte do reggae genético e vai pelos caminhos dos Rhythm’n’Blues e do Hip-Hop. Aterra com o seu «Welcome To Jamrock» terça-feira que vem, dia 28, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
BACK TO BASICS – A liberdade implica responsabilidade, por isso é que a maior parte das pessoas a receiam (George Bernard Shaw).
Untitled
A CALMA – Cozinhar é um ritual que me descansa. Gosto de cozinhar assim a partir do nada, em improviso, agarrando o que aparece no frigorífico ou na dispensa. É impressionante o que se consegue com pouca coisa, algumas especiarias e temperos e um bocado de paciência. Enquanto cozinho gosto de ir petiscando uns salgados, com a ajuda de um vinho branco ou de uma cerveja. Gostava de saber fazer um bom arroz de bacalhau, mas ainda não cheguei lá, pode ser que um dia alguém me ensine.
A VELOCIDADE - Vivemos numa época de decisões instantâneas, ou de «exercício cognitivo rápido», como alguns teóricos gostam de lhe chamar. A própria política parece hoje em dia que segue as regras do «speed-dating»: a cada candidato são dados cinco minutos para mostrar o que vale – assim sendo, os 100 dias tradicionais de benefício da dúvida para os políticos recém eleitos são hoje em dia uma eternidade. As eleições autárquicas foram a 9 de Outubro. Já lá vão mais de 150 dias…
O PAÍS - Estava eu encostado uma destas manhãs ao vidro de um
sétimo andar no centro de Lisboa quando dei por um descontraído cidadão
que, aí por volta das onze em meia, resolveu urinar encostado a uma
parede num pequeno largo, no meio da rua em frente. A coisa foi feita com grande
à-vontade e naturalidade e, de repente, dei por mim a pensar que há uma expressão para definir o que se passa: tornámo-nos num país de mija na rua.
O MELHOR DA SEMANA - A exemplar produção do especial aniversário de Herman José na SIC, a semana passada. Um modelo de entretenimento.
O PIOR DA SEMANA – As desculpas eurocratas do mais acabado exemplo de burocrata comunitário, o Ministro da Agricultura português.
LER – Na «Time» desta semana o artigo sobre a vivacidade e rentabilidade da obra de Shakespeare neste ano em que se assinala o seu quarto centenário. Além de genial dramaturgo, Shakespeare é dos mais lucrativos autores e à volta da sua obra floresce uma próspera indústria.
OUVIR – Ano Mozart, já se sabe, lá volta o tema à baila, agora mais tranquilo que já se fala menos do assunto. A Philips recolocou no mercado uma selecção dos concertos para piano do compositor, com interpretação de Mitsuko Uchida e da English Chamber Orchestra, dirigida por Jeffrey Tate. As gravações foram efectuadas em diversos locais, entre Outubro de 1985 e Fevereiro de 1990 e estão agrupadas numa caixa com oito CD’s. Aqui estão os concertos número 5, 6, 8, 9, 11, 12, 13, 14, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 24, 25, 26 e 27 , em interpretações fidelíssimas, sóbrias e empolgantes - parece impossível, mas não é. Caixa Philips, distribuída por Universal Music – Mozart, The Piano Concerts by Mitsuko Ushida.
VER – Com base em desenhos minuciosos a tinta da china, Jorge Feijão constrói quadros intrigantes e sedutores. A exposição pode ser vista na VPF Creamarte até 29 de Abril. Vejam-nos com calma e detalhe, sobretudo aquele que aparece escondido num recanto. No andar de cima, na Plataforma Revolver, uma colectiva intitulada « Boa noite!, eu sou a Manuela Moura Guedes», com um vídeo muito curioso de Filipe Rocha da Silva feito em Nova York, uma instalação de Gustavo Sumpta, fotografias encenadas de Jane Gilmor e trabalhos de João Pedro Rui. Rua da Boavista 84, 2º e 3º andar, Lisboa.
TRINCAR – Já não cheira a fritos na «Primavera», do Bairro Alto. O Senhor Rafael lá fez obras e mudou o exaustor e agora as maravilhas que a Dona Helena prepara na cozinha já podem ser saboreados sem medo de a roupa ficar contagiada pelos odores das frituras dos deliciosos panadinhos e dos filetes. Até mesmo com a porta fechada o ar continua fresco e inodoro. Vale a pena ir redescobrir a «Primavera». Travessa da Espera 34, tel. 213 420 477.
AGENDA – Damian Marley, filho de Bob Marley, parte do reggae genético e vai pelos caminhos dos Rhythm’n’Blues e do Hip-Hop. Aterra com o seu «Welcome To Jamrock» terça-feira que vem, dia 28, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
BACK TO BASICS – A liberdade implica responsabilidade, por isso é que a maior parte das pessoas a receiam (George Bernard Shaw).
A VELOCIDADE - Vivemos numa época de decisões instantâneas, ou de «exercício cognitivo rápido», como alguns teóricos gostam de lhe chamar. A própria política parece hoje em dia que segue as regras do «speed-dating»: a cada candidato são dados cinco minutos para mostrar o que vale – assim sendo, os 100 dias tradicionais de benefício da dúvida para os políticos recém eleitos são hoje em dia uma eternidade. As eleições autárquicas foram a 9 de Outubro. Já lá vão mais de 150 dias…
O PAÍS - Estava eu encostado uma destas manhãs ao vidro de um
sétimo andar no centro de Lisboa quando dei por um descontraído cidadão
que, aí por volta das onze em meia, resolveu urinar encostado a uma
parede num pequeno largo, no meio da rua em frente. A coisa foi feita com grande
à-vontade e naturalidade e, de repente, dei por mim a pensar que há uma expressão para definir o que se passa: tornámo-nos num país de mija na rua.
O MELHOR DA SEMANA - A exemplar produção do especial aniversário de Herman José na SIC, a semana passada. Um modelo de entretenimento.
O PIOR DA SEMANA – As desculpas eurocratas do mais acabado exemplo de burocrata comunitário, o Ministro da Agricultura português.
LER – Na «Time» desta semana o artigo sobre a vivacidade e rentabilidade da obra de Shakespeare neste ano em que se assinala o seu quarto centenário. Além de genial dramaturgo, Shakespeare é dos mais lucrativos autores e à volta da sua obra floresce uma próspera indústria.
OUVIR – Ano Mozart, já se sabe, lá volta o tema à baila, agora mais tranquilo que já se fala menos do assunto. A Philips recolocou no mercado uma selecção dos concertos para piano do compositor, com interpretação de Mitsuko Uchida e da English Chamber Orchestra, dirigida por Jeffrey Tate. As gravações foram efectuadas em diversos locais, entre Outubro de 1985 e Fevereiro de 1990 e estão agrupadas numa caixa com oito CD’s. Aqui estão os concertos número 5, 6, 8, 9, 11, 12, 13, 14, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 24, 25, 26 e 27 , em interpretações fidelíssimas, sóbrias e empolgantes - parece impossível, mas não é. Caixa Philips, distribuída por Universal Music – Mozart, The Piano Concerts by Mitsuko Ushida.
VER – Com base em desenhos minuciosos a tinta da china, Jorge Feijão constrói quadros intrigantes e sedutores. A exposição pode ser vista na VPF Creamarte até 29 de Abril. Vejam-nos com calma e detalhe, sobretudo aquele que aparece escondido num recanto. No andar de cima, na Plataforma Revolver, uma colectiva intitulada « Boa noite!, eu sou a Manuela Moura Guedes», com um vídeo muito curioso de Filipe Rocha da Silva feito em Nova York, uma instalação de Gustavo Sumpta, fotografias encenadas de Jane Gilmor e trabalhos de João Pedro Rui. Rua da Boavista 84, 2º e 3º andar, Lisboa.
TRINCAR – Já não cheira a fritos na «Primavera», do Bairro Alto. O Senhor Rafael lá fez obras e mudou o exaustor e agora as maravilhas que a Dona Helena prepara na cozinha já podem ser saboreados sem medo de a roupa ficar contagiada pelos odores das frituras dos deliciosos panadinhos e dos filetes. Até mesmo com a porta fechada o ar continua fresco e inodoro. Vale a pena ir redescobrir a «Primavera». Travessa da Espera 34, tel. 213 420 477.
AGENDA – Damian Marley, filho de Bob Marley, parte do reggae genético e vai pelos caminhos dos Rhythm’n’Blues e do Hip-Hop. Aterra com o seu «Welcome To Jamrock» terça-feira que vem, dia 28, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
BACK TO BASICS – A liberdade implica responsabilidade, por isso é que a maior parte das pessoas a receiam (George Bernard Shaw).
NADA A DIZER
O PSD parece que realizou um Congresso. Estive a almoçar com alguns militantes, destacados, que não puseram lá os pés. Estive a falar com mais uns tantos que nem puseram a hipótese de participar no conclave. Escrevo estas linhas na terça-feira à tarde e a verdade é que tudo corre como se nada se tivesse passado. De duas outras reuniões de fim-de-semana – a Assembleia do Sporting e a da Direcção do PP ouve-se falar bastante. Há ecos. Assuntos por resolver. Parece existir algum movimento.
Por mérito de Sócrates e demérito de Marques Mendes o PS ocupou todo o espaço de centro-direita e esvaziou completamente o PSD. O pragmatismo eficaz de José Sócrates chama um doce à inexistência de estratégia e de táctica do PSD. Nas últimas semanas a única oposição ao Governo veio dos agricultores, revoltados com um Ministro que está apostado em transformar o país num deserto.
Do PSD nada se ouve. Nada dá que falar. A presente direcção social-democrata conseguiu instalar a desmobilização total. Apática na sua acção política, tornou-se paralizante na actividade interna. A prova ficou dada no fim-de-semana passado.
O PSD perdeu vozes na sociedade, não pensa, não analisa, não procura formas de apresentar melhores propostas políticas, não investe numa definição ideológica que lhe dê rumo e alento. Assim, como está, o PSD é semelhante ao PS, mas mais anémico – e não é só a diferença entre o laranja e o vermelho.
Marques Mendes investiu na sua sobrevivência, criou condições para se manter mais tempo no fraco poder de líder de uma oposição que não se sente. Mas torna-se cada vez mais evidente que a sobrevivência de Marques Mendes é directamente proporcional à decadência do PSD.
O PSD parece que realizou um Congresso. Estive a almoçar com alguns militantes, destacados, que não puseram lá os pés. Estive a falar com mais uns tantos que nem puseram a hipótese de participar no conclave. Escrevo estas linhas na terça-feira à tarde e a verdade é que tudo corre como se nada se tivesse passado. De duas outras reuniões de fim-de-semana – a Assembleia do Sporting e a da Direcção do PP ouve-se falar bastante. Há ecos. Assuntos por resolver. Parece existir algum movimento.
Por mérito de Sócrates e demérito de Marques Mendes o PS ocupou todo o espaço de centro-direita e esvaziou completamente o PSD. O pragmatismo eficaz de José Sócrates chama um doce à inexistência de estratégia e de táctica do PSD. Nas últimas semanas a única oposição ao Governo veio dos agricultores, revoltados com um Ministro que está apostado em transformar o país num deserto.
Do PSD nada se ouve. Nada dá que falar. A presente direcção social-democrata conseguiu instalar a desmobilização total. Apática na sua acção política, tornou-se paralizante na actividade interna. A prova ficou dada no fim-de-semana passado.
O PSD perdeu vozes na sociedade, não pensa, não analisa, não procura formas de apresentar melhores propostas políticas, não investe numa definição ideológica que lhe dê rumo e alento. Assim, como está, o PSD é semelhante ao PS, mas mais anémico – e não é só a diferença entre o laranja e o vermelho.
Marques Mendes investiu na sua sobrevivência, criou condições para se manter mais tempo no fraco poder de líder de uma oposição que não se sente. Mas torna-se cada vez mais evidente que a sobrevivência de Marques Mendes é directamente proporcional à decadência do PSD.
Pelo menos uma vez por semana tento almoçar sozinho. Quer dizer, não é bem sozinho, é acompanhado por uma revista – e nesta altura do ano isso é especialmente agradável numa esplanada. Nesses dias gosto de ir almoçar fora de horas, lá para as duas e tal, para ficar sossegado a folhear o objecto. Esta semana veio ter-me às mãos mais uma edição, o número 8, da revista «Attitude», publicada no Porto e uma das poucas publicações portuguesas com um carácter verdadeiramente cosmopolita. Este número é dedicado a Amsterdão e merece ser guardado por todos aqueles que pensem em lá dar um salto nos próximos meses. Tem de tudo desde o «Foam», o museu de fotografia da cidade até reportagens em ateliers, conversas com designers, trabalhos de fotógrafos, e uma visita ao Superclub, onde as noites se espalham por quatro salas de ambientes diversos – um conceito muito interessante. Pelo meio ficam ainda visitas a pastelarias, lojas de espelhos, um belo artigo sobre o origami (a arte japonesa de dobrar papel) e um destaque sobre a casa Roscoe ,na California. Tudo por cinco euros, do Porto para o mundo.
Muito regularmente prometo a mim mesmo que vou ter mais cuidado com a alimentação, que vou cortar os deliciosos almoços de comida caseira e portuguesa de dois pequenos restaurantes da zona de Chelas e do Beato onde costumo ir. Garanto que me vou dedicar ao peixe grelhado e que abandono os deliciosos filetes de polvo do «Apuradinho», em Campolide. E todas as semanas garanto que vou comer jantares ligeiros, género salada caprese, essa deliciosa mistura de tomate maduro com queijo mozarella, temperado com basílico fresco, sal e o melhor azeite virgem que tiver à mão (provavelmente será o «Romeu», de Trás-Os Montes). E penso em beber água em vez do vinho branco que esta salada requisita. O pior de tudo é que compro o mozarella e depois acabo por o deixar passar de prazo e deitar fora, sem sequer ver a cor da saladinha.
O pior de tudo são as fomes súbitas nocturnas, ainda por cima quando se mora ao pé da remoçada «Paródia», um histórico bar lisboeta que há 30 anos homenageia com o seu nome e decoração o génio de Rafael Bordalo Pinheiro. Pois esta «Paródia» tem umas belíssimas tostas mistas e um tentador bolo de chocolate, acompanhadas nas noites de quinta feira por poesia avulsa e piano inspirado. Eu prefiro a cerveja para a tosta, mas há cocktails arrojados para os aventureiros. Rua do Patrocínio 26 B, 213 964 724.
Esta semana descarreguei dois discos para o meu iPod: a banda sonora de «Brokeback Moutain», de que já aqui falei há umas semanas e um novinho em folha, o maravilhoso «The Little Willies», um grupo surgido da reunião de cinco amigos que gostam de tocar temas tradicionais da música popular norte-americana. Os cinco amigos são de peso: Lee Alexander no contrabaixo, Jim Campilongo na guitarra eléctrica, Norah Jones na voz e piano, Richard Julian na voz e guitarra e Dan Riser na bateria. Interpretam temas de Willie Nelson (o nome do grupo vem do nome do músico…), de Kris Kristofferson, Fred Rose ou Hank Williams. O bar onde tocam habitualmente chama-se The Living Room e o disco captura bem o ambiente descontraído e informal de um grupo de amigos a tocar canções conhecidas de que todos gostam. CD Milking Bull Records, distribuído por EMI.
Duas recomendações para quem gosta de ver pintura: obras da colecção de Joe Berardo na recém recuperada galeria do «Diário de Notícias» (Avenida da Liberdade 266) e a nova exposição «Veduta», de Jorge Humberto, um dos mais fascinantes pintores portugueses contemporâneos, na Galeria Jorge Shirley (Largo Hintze Ribeiro 2 E/F, à Rua de S. Bento).
O melhor da semana – A Primavera começa dia 21, terça-feira que vem, que por acaso é também Dia da Poesia (comemorações a rigor na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa).
O pior da semana – Os preparativos da reunião privada dos amigos de Marques Mendes, a que alguma alma caridosa se lembrou de chamar Congresso do PSD.
Back To Basics - «Adoro patidos politicos, são o único local que resta onde as pessoas não falam de política» - Oscar Wilde.
Muito regularmente prometo a mim mesmo que vou ter mais cuidado com a alimentação, que vou cortar os deliciosos almoços de comida caseira e portuguesa de dois pequenos restaurantes da zona de Chelas e do Beato onde costumo ir. Garanto que me vou dedicar ao peixe grelhado e que abandono os deliciosos filetes de polvo do «Apuradinho», em Campolide. E todas as semanas garanto que vou comer jantares ligeiros, género salada caprese, essa deliciosa mistura de tomate maduro com queijo mozarella, temperado com basílico fresco, sal e o melhor azeite virgem que tiver à mão (provavelmente será o «Romeu», de Trás-Os Montes). E penso em beber água em vez do vinho branco que esta salada requisita. O pior de tudo é que compro o mozarella e depois acabo por o deixar passar de prazo e deitar fora, sem sequer ver a cor da saladinha.
O pior de tudo são as fomes súbitas nocturnas, ainda por cima quando se mora ao pé da remoçada «Paródia», um histórico bar lisboeta que há 30 anos homenageia com o seu nome e decoração o génio de Rafael Bordalo Pinheiro. Pois esta «Paródia» tem umas belíssimas tostas mistas e um tentador bolo de chocolate, acompanhadas nas noites de quinta feira por poesia avulsa e piano inspirado. Eu prefiro a cerveja para a tosta, mas há cocktails arrojados para os aventureiros. Rua do Patrocínio 26 B, 213 964 724.
Esta semana descarreguei dois discos para o meu iPod: a banda sonora de «Brokeback Moutain», de que já aqui falei há umas semanas e um novinho em folha, o maravilhoso «The Little Willies», um grupo surgido da reunião de cinco amigos que gostam de tocar temas tradicionais da música popular norte-americana. Os cinco amigos são de peso: Lee Alexander no contrabaixo, Jim Campilongo na guitarra eléctrica, Norah Jones na voz e piano, Richard Julian na voz e guitarra e Dan Riser na bateria. Interpretam temas de Willie Nelson (o nome do grupo vem do nome do músico…), de Kris Kristofferson, Fred Rose ou Hank Williams. O bar onde tocam habitualmente chama-se The Living Room e o disco captura bem o ambiente descontraído e informal de um grupo de amigos a tocar canções conhecidas de que todos gostam. CD Milking Bull Records, distribuído por EMI.
Duas recomendações para quem gosta de ver pintura: obras da colecção de Joe Berardo na recém recuperada galeria do «Diário de Notícias» (Avenida da Liberdade 266) e a nova exposição «Veduta», de Jorge Humberto, um dos mais fascinantes pintores portugueses contemporâneos, na Galeria Jorge Shirley (Largo Hintze Ribeiro 2 E/F, à Rua de S. Bento).
O melhor da semana – A Primavera começa dia 21, terça-feira que vem, que por acaso é também Dia da Poesia (comemorações a rigor na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa).
O pior da semana – Os preparativos da reunião privada dos amigos de Marques Mendes, a que alguma alma caridosa se lembrou de chamar Congresso do PSD.
Back To Basics - «Adoro patidos politicos, são o único local que resta onde as pessoas não falam de política» - Oscar Wilde.
Untitled
NADA A DIZER
O PSD parece que realizou um Congresso. Estive a almoçar com alguns militantes, destacados, que não puseram lá os pés. Estive a falar com mais uns tantos que nem puseram a hipótese de participar no conclave. Escrevo estas linhas na terça-feira à tarde e a verdade é que tudo corre como se nada se tivesse passado. De duas outras reuniões de fim-de-semana – a Assembleia do Sporting e a da Direcção do PP ouve-se falar bastante. Há ecos. Assuntos por resolver. Parece existir algum movimento.
Por mérito de Sócrates e demérito de Marques Mendes o PS ocupou todo o espaço de centro-direita e esvaziou completamente o PSD. O pragmatismo eficaz de José Sócrates chama um doce à inexistência de estratégia e de táctica do PSD. Nas últimas semanas a única oposição ao Governo veio dos agricultores, revoltados com um Ministro que está apostado em transformar o país num deserto.
Do PSD nada se ouve. Nada dá que falar. A presente direcção social-democrata conseguiu instalar a desmobilização total. Apática na sua acção política, tornou-se paralizante na actividade interna. A prova ficou dada no fim-de-semana passado.
O PSD perdeu vozes na sociedade, não pensa, não analisa, não procura formas de apresentar melhores propostas políticas, não investe numa definição ideológica que lhe dê rumo e alento. Assim, como está, o PSD é semelhante ao PS, mas mais anémico – e não é só a diferença entre o laranja e o vermelho.
Marques Mendes investiu na sua sobrevivência, criou condições para se manter mais tempo no fraco poder de líder de uma oposição que não se sente. Mas torna-se cada vez mais evidente que a sobrevivência de Marques Mendes é directamente proporcional à decadência do PSD.
O PSD parece que realizou um Congresso. Estive a almoçar com alguns militantes, destacados, que não puseram lá os pés. Estive a falar com mais uns tantos que nem puseram a hipótese de participar no conclave. Escrevo estas linhas na terça-feira à tarde e a verdade é que tudo corre como se nada se tivesse passado. De duas outras reuniões de fim-de-semana – a Assembleia do Sporting e a da Direcção do PP ouve-se falar bastante. Há ecos. Assuntos por resolver. Parece existir algum movimento.
Por mérito de Sócrates e demérito de Marques Mendes o PS ocupou todo o espaço de centro-direita e esvaziou completamente o PSD. O pragmatismo eficaz de José Sócrates chama um doce à inexistência de estratégia e de táctica do PSD. Nas últimas semanas a única oposição ao Governo veio dos agricultores, revoltados com um Ministro que está apostado em transformar o país num deserto.
Do PSD nada se ouve. Nada dá que falar. A presente direcção social-democrata conseguiu instalar a desmobilização total. Apática na sua acção política, tornou-se paralizante na actividade interna. A prova ficou dada no fim-de-semana passado.
O PSD perdeu vozes na sociedade, não pensa, não analisa, não procura formas de apresentar melhores propostas políticas, não investe numa definição ideológica que lhe dê rumo e alento. Assim, como está, o PSD é semelhante ao PS, mas mais anémico – e não é só a diferença entre o laranja e o vermelho.
Marques Mendes investiu na sua sobrevivência, criou condições para se manter mais tempo no fraco poder de líder de uma oposição que não se sente. Mas torna-se cada vez mais evidente que a sobrevivência de Marques Mendes é directamente proporcional à decadência do PSD.
Untitled
Pelo menos uma vez por semana tento almoçar sozinho. Quer dizer, não é bem sozinho, é acompanhado por uma revista – e nesta altura do ano isso é especialmente agradável numa esplanada. Nesses dias gosto de ir almoçar fora de horas, lá para as duas e tal, para ficar sossegado a folhear o objecto. Esta semana veio ter-me às mãos mais uma edição, o número 8, da revista «Attitude», publicada no Porto e uma das poucas publicações portuguesas com um carácter verdadeiramente cosmopolita. Este número é dedicado a Amsterdão e merece ser guardado por todos aqueles que pensem em lá dar um salto nos próximos meses. Tem de tudo desde o «Foam», o museu de fotografia da cidade até reportagens em ateliers, conversas com designers, trabalhos de fotógrafos, e uma visita ao Superclub, onde as noites se espalham por quatro salas de ambientes diversos – um conceito muito interessante. Pelo meio ficam ainda visitas a pastelarias, lojas de espelhos, um belo artigo sobre o origami (a arte japonesa de dobrar papel) e um destaque sobre a casa Roscoe ,na California. Tudo por cinco euros, do Porto para o mundo.
Muito regularmente prometo a mim mesmo que vou ter mais cuidado com a alimentação, que vou cortar os deliciosos almoços de comida caseira e portuguesa de dois pequenos restaurantes da zona de Chelas e do Beato onde costumo ir. Garanto que me vou dedicar ao peixe grelhado e que abandono os deliciosos filetes de polvo do «Apuradinho», em Campolide. E todas as semanas garanto que vou comer jantares ligeiros, género salada caprese, essa deliciosa mistura de tomate maduro com queijo mozarella, temperado com basílico fresco, sal e o melhor azeite virgem que tiver à mão (provavelmente será o «Romeu», de Trás-Os Montes). E penso em beber água em vez do vinho branco que esta salada requisita. O pior de tudo é que compro o mozarella e depois acabo por o deixar passar de prazo e deitar fora, sem sequer ver a cor da saladinha.
O pior de tudo são as fomes súbitas nocturnas, ainda por cima quando se mora ao pé da remoçada «Paródia», um histórico bar lisboeta que há 30 anos homenageia com o seu nome e decoração o génio de Rafael Bordalo Pinheiro. Pois esta «Paródia» tem umas belíssimas tostas mistas e um tentador bolo de chocolate, acompanhadas nas noites de quinta feira por poesia avulsa e piano inspirado. Eu prefiro a cerveja para a tosta, mas há cocktails arrojados para os aventureiros. Rua do Patrocínio 26 B, 213 964 724.
Esta semana descarreguei dois discos para o meu iPod: a banda sonora de «Brokeback Moutain», de que já aqui falei há umas semanas e um novinho em folha, o maravilhoso «The Little Willies», um grupo surgido da reunião de cinco amigos que gostam de tocar temas tradicionais da música popular norte-americana. Os cinco amigos são de peso: Lee Alexander no contrabaixo, Jim Campilongo na guitarra eléctrica, Norah Jones na voz e piano, Richard Julian na voz e guitarra e Dan Riser na bateria. Interpretam temas de Willie Nelson (o nome do grupo vem do nome do músico…), de Kris Kristofferson, Fred Rose ou Hank Williams. O bar onde tocam habitualmente chama-se The Living Room e o disco captura bem o ambiente descontraído e informal de um grupo de amigos a tocar canções conhecidas de que todos gostam. CD Milking Bull Records, distribuído por EMI.
Duas recomendações para quem gosta de ver pintura: obras da colecção de Joe Berardo na recém recuperada galeria do «Diário de Notícias» (Avenida da Liberdade 266) e a nova exposição «Veduta», de Jorge Humberto, um dos mais fascinantes pintores portugueses contemporâneos, na Galeria Jorge Shirley (Largo Hintze Ribeiro 2 E/F, à Rua de S. Bento).
O melhor da semana – A Primavera começa dia 21, terça-feira que vem, que por acaso é também Dia da Poesia (comemorações a rigor na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa).
O pior da semana – Os preparativos da reunião privada dos amigos de Marques Mendes, a que alguma alma caridosa se lembrou de chamar Congresso do PSD.
Back To Basics - «Adoro patidos politicos, são o único local que resta onde as pessoas não falam de política» - Oscar Wilde.
Muito regularmente prometo a mim mesmo que vou ter mais cuidado com a alimentação, que vou cortar os deliciosos almoços de comida caseira e portuguesa de dois pequenos restaurantes da zona de Chelas e do Beato onde costumo ir. Garanto que me vou dedicar ao peixe grelhado e que abandono os deliciosos filetes de polvo do «Apuradinho», em Campolide. E todas as semanas garanto que vou comer jantares ligeiros, género salada caprese, essa deliciosa mistura de tomate maduro com queijo mozarella, temperado com basílico fresco, sal e o melhor azeite virgem que tiver à mão (provavelmente será o «Romeu», de Trás-Os Montes). E penso em beber água em vez do vinho branco que esta salada requisita. O pior de tudo é que compro o mozarella e depois acabo por o deixar passar de prazo e deitar fora, sem sequer ver a cor da saladinha.
O pior de tudo são as fomes súbitas nocturnas, ainda por cima quando se mora ao pé da remoçada «Paródia», um histórico bar lisboeta que há 30 anos homenageia com o seu nome e decoração o génio de Rafael Bordalo Pinheiro. Pois esta «Paródia» tem umas belíssimas tostas mistas e um tentador bolo de chocolate, acompanhadas nas noites de quinta feira por poesia avulsa e piano inspirado. Eu prefiro a cerveja para a tosta, mas há cocktails arrojados para os aventureiros. Rua do Patrocínio 26 B, 213 964 724.
Esta semana descarreguei dois discos para o meu iPod: a banda sonora de «Brokeback Moutain», de que já aqui falei há umas semanas e um novinho em folha, o maravilhoso «The Little Willies», um grupo surgido da reunião de cinco amigos que gostam de tocar temas tradicionais da música popular norte-americana. Os cinco amigos são de peso: Lee Alexander no contrabaixo, Jim Campilongo na guitarra eléctrica, Norah Jones na voz e piano, Richard Julian na voz e guitarra e Dan Riser na bateria. Interpretam temas de Willie Nelson (o nome do grupo vem do nome do músico…), de Kris Kristofferson, Fred Rose ou Hank Williams. O bar onde tocam habitualmente chama-se The Living Room e o disco captura bem o ambiente descontraído e informal de um grupo de amigos a tocar canções conhecidas de que todos gostam. CD Milking Bull Records, distribuído por EMI.
Duas recomendações para quem gosta de ver pintura: obras da colecção de Joe Berardo na recém recuperada galeria do «Diário de Notícias» (Avenida da Liberdade 266) e a nova exposição «Veduta», de Jorge Humberto, um dos mais fascinantes pintores portugueses contemporâneos, na Galeria Jorge Shirley (Largo Hintze Ribeiro 2 E/F, à Rua de S. Bento).
O melhor da semana – A Primavera começa dia 21, terça-feira que vem, que por acaso é também Dia da Poesia (comemorações a rigor na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa).
O pior da semana – Os preparativos da reunião privada dos amigos de Marques Mendes, a que alguma alma caridosa se lembrou de chamar Congresso do PSD.
Back To Basics - «Adoro patidos politicos, são o único local que resta onde as pessoas não falam de política» - Oscar Wilde.
O MINISTRO POLITIQUEIRO
Nos últimos dias o Ministro socialista dos Assuntos Parlamentares e da Informação esteve numa estação de rádio, numa de televisão e em dois jornais diários de referência, através de entrevistas e de um artigo de opinião. Tudo isto se passou no mesmo fim de semana em que José Sócrates ainda teve a paciência de reunir um conclave socialista, a terceira Convenção Novas Fronteiras, para celebrar o primeiro ano de governo social-democratizante.
Augusto Santos Silva é um daqueles políticos todo-o-terreno que não se preocupa muito com a definição de funções dos Ministérios por onde vai passando. A sua missão é fazer a politiquice nacional e não desenvolver políticas. Há uns anos atrás, na Cultura, não deixou rasto nem marca; nesta pasta, mais política, deixa um marco de estatismo, intervencionista, de controlo e de negociata. Este Ministro, que é suposto fazer a articulação do Governo com o Parlamento, acha que negociata é sinónimo de ligação e não entende a curiosidade dos jornalistas que lhe perguntam como é possível haver alguém escolhido pelos seus pares quando esses pares eram ainda inexistentes.
Augusto Santos Silva cultiva um jeito de arrogância, desajeitado, mostrando que lhe estala o verniz ao primeiro toque. A entidade reguladora contra a comunicação social – que ficará como o seu legado político - não é obviamente ilegal. Mas a situação que a criou, a promiscuidade parlamentar em que foi fabricada (e aqui o Dr. Marques Mendes tem tantas culpas como o Dr. Santos Silva), a designação de um presidente feita de arranjinhos – isso é que é a vergonha. Se Santos Silva não consegue perceber uma coisa tão simples como o papel da decência e da ética na política, que está fazer no Governo?
Nos últimos dias o Ministro socialista dos Assuntos Parlamentares e da Informação esteve numa estação de rádio, numa de televisão e em dois jornais diários de referência, através de entrevistas e de um artigo de opinião. Tudo isto se passou no mesmo fim de semana em que José Sócrates ainda teve a paciência de reunir um conclave socialista, a terceira Convenção Novas Fronteiras, para celebrar o primeiro ano de governo social-democratizante.
Augusto Santos Silva é um daqueles políticos todo-o-terreno que não se preocupa muito com a definição de funções dos Ministérios por onde vai passando. A sua missão é fazer a politiquice nacional e não desenvolver políticas. Há uns anos atrás, na Cultura, não deixou rasto nem marca; nesta pasta, mais política, deixa um marco de estatismo, intervencionista, de controlo e de negociata. Este Ministro, que é suposto fazer a articulação do Governo com o Parlamento, acha que negociata é sinónimo de ligação e não entende a curiosidade dos jornalistas que lhe perguntam como é possível haver alguém escolhido pelos seus pares quando esses pares eram ainda inexistentes.
Augusto Santos Silva cultiva um jeito de arrogância, desajeitado, mostrando que lhe estala o verniz ao primeiro toque. A entidade reguladora contra a comunicação social – que ficará como o seu legado político - não é obviamente ilegal. Mas a situação que a criou, a promiscuidade parlamentar em que foi fabricada (e aqui o Dr. Marques Mendes tem tantas culpas como o Dr. Santos Silva), a designação de um presidente feita de arranjinhos – isso é que é a vergonha. Se Santos Silva não consegue perceber uma coisa tão simples como o papel da decência e da ética na política, que está fazer no Governo?
Untitled
O MINISTRO POLITIQUEIRO
Nos últimos dias o Ministro socialista dos Assuntos Parlamentares e da Informação esteve numa estação de rádio, numa de televisão e em dois jornais diários de referência, através de entrevistas e de um artigo de opinião. Tudo isto se passou no mesmo fim de semana em que José Sócrates ainda teve a paciência de reunir um conclave socialista, a terceira Convenção Novas Fronteiras, para celebrar o primeiro ano de governo social-democratizante.
Augusto Santos Silva é um daqueles políticos todo-o-terreno que não se preocupa muito com a definição de funções dos Ministérios por onde vai passando. A sua missão é fazer a politiquice nacional e não desenvolver políticas. Há uns anos atrás, na Cultura, não deixou rasto nem marca; nesta pasta, mais política, deixa um marco de estatismo, intervencionista, de controlo e de negociata. Este Ministro, que é suposto fazer a articulação do Governo com o Parlamento, acha que negociata é sinónimo de ligação e não entende a curiosidade dos jornalistas que lhe perguntam como é possível haver alguém escolhido pelos seus pares quando esses pares eram ainda inexistentes.
Augusto Santos Silva cultiva um jeito de arrogância, desajeitado, mostrando que lhe estala o verniz ao primeiro toque. A entidade reguladora contra a comunicação social – que ficará como o seu legado político - não é obviamente ilegal. Mas a situação que a criou, a promiscuidade parlamentar em que foi fabricada (e aqui o Dr. Marques Mendes tem tantas culpas como o Dr. Santos Silva), a designação de um presidente feita de arranjinhos – isso é que é a vergonha. Se Santos Silva não consegue perceber uma coisa tão simples como o papel da decência e da ética na política, que está fazer no Governo?
Nos últimos dias o Ministro socialista dos Assuntos Parlamentares e da Informação esteve numa estação de rádio, numa de televisão e em dois jornais diários de referência, através de entrevistas e de um artigo de opinião. Tudo isto se passou no mesmo fim de semana em que José Sócrates ainda teve a paciência de reunir um conclave socialista, a terceira Convenção Novas Fronteiras, para celebrar o primeiro ano de governo social-democratizante.
Augusto Santos Silva é um daqueles políticos todo-o-terreno que não se preocupa muito com a definição de funções dos Ministérios por onde vai passando. A sua missão é fazer a politiquice nacional e não desenvolver políticas. Há uns anos atrás, na Cultura, não deixou rasto nem marca; nesta pasta, mais política, deixa um marco de estatismo, intervencionista, de controlo e de negociata. Este Ministro, que é suposto fazer a articulação do Governo com o Parlamento, acha que negociata é sinónimo de ligação e não entende a curiosidade dos jornalistas que lhe perguntam como é possível haver alguém escolhido pelos seus pares quando esses pares eram ainda inexistentes.
Augusto Santos Silva cultiva um jeito de arrogância, desajeitado, mostrando que lhe estala o verniz ao primeiro toque. A entidade reguladora contra a comunicação social – que ficará como o seu legado político - não é obviamente ilegal. Mas a situação que a criou, a promiscuidade parlamentar em que foi fabricada (e aqui o Dr. Marques Mendes tem tantas culpas como o Dr. Santos Silva), a designação de um presidente feita de arranjinhos – isso é que é a vergonha. Se Santos Silva não consegue perceber uma coisa tão simples como o papel da decência e da ética na política, que está fazer no Governo?
março 13, 2006
RECORDISTA
O Ministro da Entidade Reguladora para A Comunicação Social, Augusto Santos Silva, deu este fim de semana uma entrevista à Rádio Renascença, à Dois e ao Público e escreveu um artigo de opinião para o «Diário de Notícias». Teor: justificações e mais justificações e a queixa de que, apesar do número recorde de publicações conseguidas, não tem forma de se explicar nem consegue fazer passar a essência do seu pensamento...
Foi a forma que teve para assinalar o seu primeiro aniversário no Governo. Pouco hábil, não é?
O Ministro da Entidade Reguladora para A Comunicação Social, Augusto Santos Silva, deu este fim de semana uma entrevista à Rádio Renascença, à Dois e ao Público e escreveu um artigo de opinião para o «Diário de Notícias». Teor: justificações e mais justificações e a queixa de que, apesar do número recorde de publicações conseguidas, não tem forma de se explicar nem consegue fazer passar a essência do seu pensamento...
Foi a forma que teve para assinalar o seu primeiro aniversário no Governo. Pouco hábil, não é?
Untitled
RECORDISTA
O Ministro da Entidade Reguladora para A Comunicação Social, Augusto Santos Silva, deu este fim de semana uma entrevista à Rádio Renascença, à Dois e ao Público e escreveu um artigo de opinião para o «Diário de Notícias». Teor: justificações e mais justificações e a queixa de que, apesar do número recorde de publicações conseguidas, não tem forma de se explicar nem consegue fazer passar a essência do seu pensamento...
Foi a forma que teve para assinalar o seu primeiro aniversário no Governo. Pouco hábil, não é?
O Ministro da Entidade Reguladora para A Comunicação Social, Augusto Santos Silva, deu este fim de semana uma entrevista à Rádio Renascença, à Dois e ao Público e escreveu um artigo de opinião para o «Diário de Notícias». Teor: justificações e mais justificações e a queixa de que, apesar do número recorde de publicações conseguidas, não tem forma de se explicar nem consegue fazer passar a essência do seu pensamento...
Foi a forma que teve para assinalar o seu primeiro aniversário no Governo. Pouco hábil, não é?
março 12, 2006
O MONSTRO – Sem que tivesse sido anunciado o Governo criou um Ministro do Controlo da Informação. Chama-se Augusto Santos Silva e é o autor de um monstro chamado Entidade Reguladora da Comunicação Social, uma coisa que nem o seu Presidente sabe bem para que serve, como se viu esta semana no «Prós e Contras». Só o nome «entidade» diz quase tudo –o «ente» está para ali, a viver à custa do sector que vai controlar, por um acordo estranho entre os partidos da maioria – o que ganhou as eleições e o que lhe não faz oposição.
ESTUDO – 72% dos utilizadores de iPod vídeo que já fizeram downloads de séries de televisão nos Estados Unidos estão dispostos a ver um spot de 30 segundos no meio do programa, se o anunciante suportar os custos desses downloads. Nos Estados Unidos um episódio de uma série como «Desperate Housewives» custa 1.99 dolares para poder ser descarregado para o iPod.
EXEMPLO – A CBS é o canal de televisão norte-americano que tem maior número de espectadores, que domina o segmento 25 -54 anos e que está em segundo no segmento 18-49 anos. Não é bem por acaso que isto acontece – este é o canal que assegura a exibição de séries como «Criminal Minds», «Cold Case», todos os «CSI», «Without a Trace» e «Survivor», algumas das 14 séries que o canal encomenda a produtores independentes.
OUVIR – A nova rádio «Europa», na região de Lisboa, sucessora da Rádio Paris Lisboa, agora mais abrangente, com uma programação musical muito baseada no jazz e em músicas de origem europeia. Destaque para os fins de tarde e para uma escolha musical ao longo do dia feita a pensar em quem está a trabalhar. Na região da Grande Lisboa pode ser ouvida em 90.4 FM.
LER/VER – A edição de Março da revista «Vanity Fair» - trata-se do habitual número dedicado a Hollywood. Desta vez a responsabilidade editorial cabe a Tom Ford, o génio que foi director criativo da Gucci e da Yves Saint Laurent e que foi o responsável pelo ressurgimento e reinvenção destas marcas nos últimos anos. Ford assegurou pessoalmente a escolha e edição do portfolio de 47 páginas sobre os actores de Hollywood. Destaques para as fotos de Jake Gyllenhall e Heath Ledger, os dois actores de «Brokeback Moutain», ambas da autoria de Annie Leibowitz, que também assina inesquecíveis retratos de Joaquin Phoenix, George Clooney, Angelina Jolie e Sienna Miller. Outros destaques de imagens: Jennifer Aston por Mário Testino e Reese Witherspoon por Michael Thompson. Na mesma edição está um imperdível guia de Los Angeles e uma deliciosa dupla página sobre David Hockney.
PERGUNTINHA – O cartaz de uma festarola publicitária abrasileirada que se vai passar em Maio, em terrenos da autarquia lisboeta e com apoios do erário público, parece um regresso ao passado: Sting, Guns & Roses e Santana. Estamos em 1996 ou em 2006? Para quê apoiar com meios e dinheiros públicos uma coisa destas, misto de marketing bancário e de canal de escoamento de produtores de cerveja?
TRINCAR ( Regresso aos clássicos) – Os filetes de peixe galo no Polícia, Rua Marquês Sá da Bandeira, 112A, Telefone: 21 796 35 05.
AGENDA – Vem longe, mas vale a pena – Dia Mundial da Poesia (21 de Março), nas Casa Fernando Pessoa, Lisboa. 12 poetas lêem poemas seus e de outros poetas. A música ao evocará Bach, cujo aniversário se celebra no mesmo dia. Em exposição estarão manuscritos de poetas, que serão editados em formato de postal ilustrado.
O MELHOR DA SEMANA – O fim do mandato de Jorge Sampaio.
O PIOR DA SEMANA – O comunicado da Procuradoria Geral da República sobre o caso do «envelope 9», que continua a preferir investigar como é que as notícias chegam aos jornais, em vez de explicar como é que registos telefónicos das mais altas figuras do Estado português foram parar a um processo de pedofilia.
BACK TO BASICS – Um optimista é a personificação humana da primavera (Susan J. Bissonette).
ESTUDO – 72% dos utilizadores de iPod vídeo que já fizeram downloads de séries de televisão nos Estados Unidos estão dispostos a ver um spot de 30 segundos no meio do programa, se o anunciante suportar os custos desses downloads. Nos Estados Unidos um episódio de uma série como «Desperate Housewives» custa 1.99 dolares para poder ser descarregado para o iPod.
EXEMPLO – A CBS é o canal de televisão norte-americano que tem maior número de espectadores, que domina o segmento 25 -54 anos e que está em segundo no segmento 18-49 anos. Não é bem por acaso que isto acontece – este é o canal que assegura a exibição de séries como «Criminal Minds», «Cold Case», todos os «CSI», «Without a Trace» e «Survivor», algumas das 14 séries que o canal encomenda a produtores independentes.
OUVIR – A nova rádio «Europa», na região de Lisboa, sucessora da Rádio Paris Lisboa, agora mais abrangente, com uma programação musical muito baseada no jazz e em músicas de origem europeia. Destaque para os fins de tarde e para uma escolha musical ao longo do dia feita a pensar em quem está a trabalhar. Na região da Grande Lisboa pode ser ouvida em 90.4 FM.
LER/VER – A edição de Março da revista «Vanity Fair» - trata-se do habitual número dedicado a Hollywood. Desta vez a responsabilidade editorial cabe a Tom Ford, o génio que foi director criativo da Gucci e da Yves Saint Laurent e que foi o responsável pelo ressurgimento e reinvenção destas marcas nos últimos anos. Ford assegurou pessoalmente a escolha e edição do portfolio de 47 páginas sobre os actores de Hollywood. Destaques para as fotos de Jake Gyllenhall e Heath Ledger, os dois actores de «Brokeback Moutain», ambas da autoria de Annie Leibowitz, que também assina inesquecíveis retratos de Joaquin Phoenix, George Clooney, Angelina Jolie e Sienna Miller. Outros destaques de imagens: Jennifer Aston por Mário Testino e Reese Witherspoon por Michael Thompson. Na mesma edição está um imperdível guia de Los Angeles e uma deliciosa dupla página sobre David Hockney.
PERGUNTINHA – O cartaz de uma festarola publicitária abrasileirada que se vai passar em Maio, em terrenos da autarquia lisboeta e com apoios do erário público, parece um regresso ao passado: Sting, Guns & Roses e Santana. Estamos em 1996 ou em 2006? Para quê apoiar com meios e dinheiros públicos uma coisa destas, misto de marketing bancário e de canal de escoamento de produtores de cerveja?
TRINCAR ( Regresso aos clássicos) – Os filetes de peixe galo no Polícia, Rua Marquês Sá da Bandeira, 112A, Telefone: 21 796 35 05.
AGENDA – Vem longe, mas vale a pena – Dia Mundial da Poesia (21 de Março), nas Casa Fernando Pessoa, Lisboa. 12 poetas lêem poemas seus e de outros poetas. A música ao evocará Bach, cujo aniversário se celebra no mesmo dia. Em exposição estarão manuscritos de poetas, que serão editados em formato de postal ilustrado.
O MELHOR DA SEMANA – O fim do mandato de Jorge Sampaio.
O PIOR DA SEMANA – O comunicado da Procuradoria Geral da República sobre o caso do «envelope 9», que continua a preferir investigar como é que as notícias chegam aos jornais, em vez de explicar como é que registos telefónicos das mais altas figuras do Estado português foram parar a um processo de pedofilia.
BACK TO BASICS – Um optimista é a personificação humana da primavera (Susan J. Bissonette).
Untitled
O MONSTRO – Sem que tivesse sido anunciado o Governo criou um Ministro do Controlo da Informação. Chama-se Augusto Santos Silva e é o autor de um monstro chamado Entidade Reguladora da Comunicação Social, uma coisa que nem o seu Presidente sabe bem para que serve, como se viu esta semana no «Prós e Contras». Só o nome «entidade» diz quase tudo –o «ente» está para ali, a viver à custa do sector que vai controlar, por um acordo estranho entre os partidos da maioria – o que ganhou as eleições e o que lhe não faz oposição.
ESTUDO – 72% dos utilizadores de iPod vídeo que já fizeram downloads de séries de televisão nos Estados Unidos estão dispostos a ver um spot de 30 segundos no meio do programa, se o anunciante suportar os custos desses downloads. Nos Estados Unidos um episódio de uma série como «Desperate Housewives» custa 1.99 dolares para poder ser descarregado para o iPod.
EXEMPLO – A CBS é o canal de televisão norte-americano que tem maior número de espectadores, que domina o segmento 25 -54 anos e que está em segundo no segmento 18-49 anos. Não é bem por acaso que isto acontece – este é o canal que assegura a exibição de séries como «Criminal Minds», «Cold Case», todos os «CSI», «Without a Trace» e «Survivor», algumas das 14 séries que o canal encomenda a produtores independentes.
OUVIR – A nova rádio «Europa», na região de Lisboa, sucessora da Rádio Paris Lisboa, agora mais abrangente, com uma programação musical muito baseada no jazz e em músicas de origem europeia. Destaque para os fins de tarde e para uma escolha musical ao longo do dia feita a pensar em quem está a trabalhar. Na região da Grande Lisboa pode ser ouvida em 90.4 FM.
LER/VER – A edição de Março da revista «Vanity Fair» - trata-se do habitual número dedicado a Hollywood. Desta vez a responsabilidade editorial cabe a Tom Ford, o génio que foi director criativo da Gucci e da Yves Saint Laurent e que foi o responsável pelo ressurgimento e reinvenção destas marcas nos últimos anos. Ford assegurou pessoalmente a escolha e edição do portfolio de 47 páginas sobre os actores de Hollywood. Destaques para as fotos de Jake Gyllenhall e Heath Ledger, os dois actores de «Brokeback Moutain», ambas da autoria de Annie Leibowitz, que também assina inesquecíveis retratos de Joaquin Phoenix, George Clooney, Angelina Jolie e Sienna Miller. Outros destaques de imagens: Jennifer Aston por Mário Testino e Reese Witherspoon por Michael Thompson. Na mesma edição está um imperdível guia de Los Angeles e uma deliciosa dupla página sobre David Hockney.
PERGUNTINHA – O cartaz de uma festarola publicitária abrasileirada que se vai passar em Maio, em terrenos da autarquia lisboeta e com apoios do erário público, parece um regresso ao passado: Sting, Guns & Roses e Santana. Estamos em 1996 ou em 2006? Para quê apoiar com meios e dinheiros públicos uma coisa destas, misto de marketing bancário e de canal de escoamento de produtores de cerveja?
TRINCAR ( Regresso aos clássicos) – Os filetes de peixe galo no Polícia, Rua Marquês Sá da Bandeira, 112A, Telefone: 21 796 35 05.
AGENDA – Vem longe, mas vale a pena – Dia Mundial da Poesia (21 de Março), nas Casa Fernando Pessoa, Lisboa. 12 poetas lêem poemas seus e de outros poetas. A música ao evocará Bach, cujo aniversário se celebra no mesmo dia. Em exposição estarão manuscritos de poetas, que serão editados em formato de postal ilustrado.
O MELHOR DA SEMANA – O fim do mandato de Jorge Sampaio.
O PIOR DA SEMANA – O comunicado da Procuradoria Geral da República sobre o caso do «envelope 9», que continua a preferir investigar como é que as notícias chegam aos jornais, em vez de explicar como é que registos telefónicos das mais altas figuras do Estado português foram parar a um processo de pedofilia.
BACK TO BASICS – Um optimista é a personificação humana da primavera (Susan J. Bissonette).
ESTUDO – 72% dos utilizadores de iPod vídeo que já fizeram downloads de séries de televisão nos Estados Unidos estão dispostos a ver um spot de 30 segundos no meio do programa, se o anunciante suportar os custos desses downloads. Nos Estados Unidos um episódio de uma série como «Desperate Housewives» custa 1.99 dolares para poder ser descarregado para o iPod.
EXEMPLO – A CBS é o canal de televisão norte-americano que tem maior número de espectadores, que domina o segmento 25 -54 anos e que está em segundo no segmento 18-49 anos. Não é bem por acaso que isto acontece – este é o canal que assegura a exibição de séries como «Criminal Minds», «Cold Case», todos os «CSI», «Without a Trace» e «Survivor», algumas das 14 séries que o canal encomenda a produtores independentes.
OUVIR – A nova rádio «Europa», na região de Lisboa, sucessora da Rádio Paris Lisboa, agora mais abrangente, com uma programação musical muito baseada no jazz e em músicas de origem europeia. Destaque para os fins de tarde e para uma escolha musical ao longo do dia feita a pensar em quem está a trabalhar. Na região da Grande Lisboa pode ser ouvida em 90.4 FM.
LER/VER – A edição de Março da revista «Vanity Fair» - trata-se do habitual número dedicado a Hollywood. Desta vez a responsabilidade editorial cabe a Tom Ford, o génio que foi director criativo da Gucci e da Yves Saint Laurent e que foi o responsável pelo ressurgimento e reinvenção destas marcas nos últimos anos. Ford assegurou pessoalmente a escolha e edição do portfolio de 47 páginas sobre os actores de Hollywood. Destaques para as fotos de Jake Gyllenhall e Heath Ledger, os dois actores de «Brokeback Moutain», ambas da autoria de Annie Leibowitz, que também assina inesquecíveis retratos de Joaquin Phoenix, George Clooney, Angelina Jolie e Sienna Miller. Outros destaques de imagens: Jennifer Aston por Mário Testino e Reese Witherspoon por Michael Thompson. Na mesma edição está um imperdível guia de Los Angeles e uma deliciosa dupla página sobre David Hockney.
PERGUNTINHA – O cartaz de uma festarola publicitária abrasileirada que se vai passar em Maio, em terrenos da autarquia lisboeta e com apoios do erário público, parece um regresso ao passado: Sting, Guns & Roses e Santana. Estamos em 1996 ou em 2006? Para quê apoiar com meios e dinheiros públicos uma coisa destas, misto de marketing bancário e de canal de escoamento de produtores de cerveja?
TRINCAR ( Regresso aos clássicos) – Os filetes de peixe galo no Polícia, Rua Marquês Sá da Bandeira, 112A, Telefone: 21 796 35 05.
AGENDA – Vem longe, mas vale a pena – Dia Mundial da Poesia (21 de Março), nas Casa Fernando Pessoa, Lisboa. 12 poetas lêem poemas seus e de outros poetas. A música ao evocará Bach, cujo aniversário se celebra no mesmo dia. Em exposição estarão manuscritos de poetas, que serão editados em formato de postal ilustrado.
O MELHOR DA SEMANA – O fim do mandato de Jorge Sampaio.
O PIOR DA SEMANA – O comunicado da Procuradoria Geral da República sobre o caso do «envelope 9», que continua a preferir investigar como é que as notícias chegam aos jornais, em vez de explicar como é que registos telefónicos das mais altas figuras do Estado português foram parar a um processo de pedofilia.
BACK TO BASICS – Um optimista é a personificação humana da primavera (Susan J. Bissonette).
março 10, 2006
PAZ PÔDRE
Os principais protagonistas da actividade política decretaram nas últimas semanas a instituição oficial do regime de paz pôdre: só há eleições daqui a três anos, agora é deixar andar. Simultaneamente isto permitirá ao Eng. Sócrates um estatuto de intocável e, por outro, desculpa a anemia galopante na oposição.
Uma coisa é garantir a estabilidade governativa e o cumprimento dos ciclos políticos, outra, é existir uma oposição que faça jus ao nome. Ora acontece que em Portugal a oposição anda em parte incerta. Surge pontualmente, quase só no Parlamento, que lá vai cumprindo o seu papel de justificativo democrático, de forma cada vez mais trôpega e incoerente. A nossa oposição precisa de Viagra mas tem vergonha de o ir comprar à farmácia.
Esta Assembleia da República passou a ser uma loja de porcelanas onde os elefantes só podem entrar uma vez por mês – no dia do debate com o Governo. No resto do tempo é como se nada se passasse, parece uma estufa de orquídeas. Este Parlamento é uma vergonha e a forma como deu cobertura – basicamente pelo silêncio- ao processo em curso de ataque à liberdade de informação mostra uma evidência: há um entendimento partidário para criar medidas repressivas contra jornais e jornalistas que toquem casos incómodos ou façam revelações que deviam permanecer nos segredos dos bastidores. A Entidade Reguladora da Comunicação Social consagra esse entendimento e é o espelho deste regime de arranjinhos em que o Parlamento se converteu.
Os próximos anos serão a consagração do pior que pode haver num bloco central de consensos hipócritas e entendimentos de circunstância. Provavelmente quando este ciclo acabar alguns partidos deixarão de ter razão de ser. Os políticos em exercício caminham para deixar como herança um regime de quase partido único – o grande centrão. Esta não é certamente uma boa notícia.
Os principais protagonistas da actividade política decretaram nas últimas semanas a instituição oficial do regime de paz pôdre: só há eleições daqui a três anos, agora é deixar andar. Simultaneamente isto permitirá ao Eng. Sócrates um estatuto de intocável e, por outro, desculpa a anemia galopante na oposição.
Uma coisa é garantir a estabilidade governativa e o cumprimento dos ciclos políticos, outra, é existir uma oposição que faça jus ao nome. Ora acontece que em Portugal a oposição anda em parte incerta. Surge pontualmente, quase só no Parlamento, que lá vai cumprindo o seu papel de justificativo democrático, de forma cada vez mais trôpega e incoerente. A nossa oposição precisa de Viagra mas tem vergonha de o ir comprar à farmácia.
Esta Assembleia da República passou a ser uma loja de porcelanas onde os elefantes só podem entrar uma vez por mês – no dia do debate com o Governo. No resto do tempo é como se nada se passasse, parece uma estufa de orquídeas. Este Parlamento é uma vergonha e a forma como deu cobertura – basicamente pelo silêncio- ao processo em curso de ataque à liberdade de informação mostra uma evidência: há um entendimento partidário para criar medidas repressivas contra jornais e jornalistas que toquem casos incómodos ou façam revelações que deviam permanecer nos segredos dos bastidores. A Entidade Reguladora da Comunicação Social consagra esse entendimento e é o espelho deste regime de arranjinhos em que o Parlamento se converteu.
Os próximos anos serão a consagração do pior que pode haver num bloco central de consensos hipócritas e entendimentos de circunstância. Provavelmente quando este ciclo acabar alguns partidos deixarão de ter razão de ser. Os políticos em exercício caminham para deixar como herança um regime de quase partido único – o grande centrão. Esta não é certamente uma boa notícia.
Untitled
PAZ PÔDRE
Os principais protagonistas da actividade política decretaram nas últimas semanas a instituição oficial do regime de paz pôdre: só há eleições daqui a três anos, agora é deixar andar. Simultaneamente isto permitirá ao Eng. Sócrates um estatuto de intocável e, por outro, desculpa a anemia galopante na oposição.
Uma coisa é garantir a estabilidade governativa e o cumprimento dos ciclos políticos, outra, é existir uma oposição que faça jus ao nome. Ora acontece que em Portugal a oposição anda em parte incerta. Surge pontualmente, quase só no Parlamento, que lá vai cumprindo o seu papel de justificativo democrático, de forma cada vez mais trôpega e incoerente. A nossa oposição precisa de Viagra mas tem vergonha de o ir comprar à farmácia.
Esta Assembleia da República passou a ser uma loja de porcelanas onde os elefantes só podem entrar uma vez por mês – no dia do debate com o Governo. No resto do tempo é como se nada se passasse, parece uma estufa de orquídeas. Este Parlamento é uma vergonha e a forma como deu cobertura – basicamente pelo silêncio- ao processo em curso de ataque à liberdade de informação mostra uma evidência: há um entendimento partidário para criar medidas repressivas contra jornais e jornalistas que toquem casos incómodos ou façam revelações que deviam permanecer nos segredos dos bastidores. A Entidade Reguladora da Comunicação Social consagra esse entendimento e é o espelho deste regime de arranjinhos em que o Parlamento se converteu.
Os próximos anos serão a consagração do pior que pode haver num bloco central de consensos hipócritas e entendimentos de circunstância. Provavelmente quando este ciclo acabar alguns partidos deixarão de ter razão de ser. Os políticos em exercício caminham para deixar como herança um regime de quase partido único – o grande centrão. Esta não é certamente uma boa notícia.
Os principais protagonistas da actividade política decretaram nas últimas semanas a instituição oficial do regime de paz pôdre: só há eleições daqui a três anos, agora é deixar andar. Simultaneamente isto permitirá ao Eng. Sócrates um estatuto de intocável e, por outro, desculpa a anemia galopante na oposição.
Uma coisa é garantir a estabilidade governativa e o cumprimento dos ciclos políticos, outra, é existir uma oposição que faça jus ao nome. Ora acontece que em Portugal a oposição anda em parte incerta. Surge pontualmente, quase só no Parlamento, que lá vai cumprindo o seu papel de justificativo democrático, de forma cada vez mais trôpega e incoerente. A nossa oposição precisa de Viagra mas tem vergonha de o ir comprar à farmácia.
Esta Assembleia da República passou a ser uma loja de porcelanas onde os elefantes só podem entrar uma vez por mês – no dia do debate com o Governo. No resto do tempo é como se nada se passasse, parece uma estufa de orquídeas. Este Parlamento é uma vergonha e a forma como deu cobertura – basicamente pelo silêncio- ao processo em curso de ataque à liberdade de informação mostra uma evidência: há um entendimento partidário para criar medidas repressivas contra jornais e jornalistas que toquem casos incómodos ou façam revelações que deviam permanecer nos segredos dos bastidores. A Entidade Reguladora da Comunicação Social consagra esse entendimento e é o espelho deste regime de arranjinhos em que o Parlamento se converteu.
Os próximos anos serão a consagração do pior que pode haver num bloco central de consensos hipócritas e entendimentos de circunstância. Provavelmente quando este ciclo acabar alguns partidos deixarão de ter razão de ser. Os políticos em exercício caminham para deixar como herança um regime de quase partido único – o grande centrão. Esta não é certamente uma boa notícia.
março 09, 2006
O FUTURO
Considerando:
- Que Cavaco Silva só muito dificilmente deixará de fazer dois mandatos;
- Que o seu discurso de tomada de posse tem muitos elementos de convergência com o programa de Sócrates;
- Que, na prática, deixou de existir oposição ao Governo e que fazer oposição até passou a ser considerado politicamente incorrecto;
- Que nestas condições muito provavelmente Sócrates fará duas legislaturas;
Proponho:
Que se aproveitem estes sete ou oito anos que temos pela frente para reorganizar a participação dos cidadãos na política, mudar o mapa partidário e deixar de fazer politiquice.
Considerando:
- Que Cavaco Silva só muito dificilmente deixará de fazer dois mandatos;
- Que o seu discurso de tomada de posse tem muitos elementos de convergência com o programa de Sócrates;
- Que, na prática, deixou de existir oposição ao Governo e que fazer oposição até passou a ser considerado politicamente incorrecto;
- Que nestas condições muito provavelmente Sócrates fará duas legislaturas;
Proponho:
Que se aproveitem estes sete ou oito anos que temos pela frente para reorganizar a participação dos cidadãos na política, mudar o mapa partidário e deixar de fazer politiquice.
Untitled
O FUTURO
Considerando:
- Que Cavaco Silva só muito dificilmente deixará de fazer dois mandatos;
- Que o seu discurso de tomada de posse tem muitos elementos de convergência com o programa de Sócrates;
- Que, na prática, deixou de existir oposição ao Governo e que fazer oposição até passou a ser considerado politicamente incorrecto;
- Que nestas condições muito provavelmente Sócrates fará duas legislaturas;
Proponho:
Que se aproveitem estes sete ou oito anos que temos pela frente para reorganizar a participação dos cidadãos na política, mudar o mapa partidário e deixar de fazer politiquice.
Considerando:
- Que Cavaco Silva só muito dificilmente deixará de fazer dois mandatos;
- Que o seu discurso de tomada de posse tem muitos elementos de convergência com o programa de Sócrates;
- Que, na prática, deixou de existir oposição ao Governo e que fazer oposição até passou a ser considerado politicamente incorrecto;
- Que nestas condições muito provavelmente Sócrates fará duas legislaturas;
Proponho:
Que se aproveitem estes sete ou oito anos que temos pela frente para reorganizar a participação dos cidadãos na política, mudar o mapa partidário e deixar de fazer politiquice.
março 06, 2006
CÓMICO – O Professor Marcelo parece o senhor Sabe-Sabe. Lá vai dando umas aulas ao domingo, em comentários cada vez menos interessantes, cada vez mais combinados com a senhora que faz parte do cenário. A forma como abordou a gripe das aves na semana passada seria cómica se o assunto não fosse trágico. De Professor, está a passar a fala barato. Pode cativar os simples de espírito, mas não é bom para ninguém.
O MELHOR DA SEMANA –A maneira de resolver a situação do IPO, uma das mais modelares instituições do sistema de saúde em Portugal. Espera-se que o desenvolvimento do processo seja tão bom como o lançamento da ideia de substituir o velho edifício por um novo, com tudo o que se pode esperar de benefícios para os utentes.
O PIOR DA SEMANA – O silêncio continuado e ensurdecedor da Entidade Reguladora para a Comunicação Social sobre a perseguição judicial à protecção do sigilo das fontes dos jornalistas. Esta entidade, quer-me parecer, não é para defender nem as políticas do Governo, nem os abusos judiciais. Antes que tudo é para defender o pluralismo e a liberdade de expressão e de informação. Convém que quem está na Entidade não se esqueça que os seus membros devem trabalhar para os cidadãos e não para o sistema.
DIGITAL – O Governo sueco concedeu na semana passada sete licenças para televisão digital terrestre, que vão começar a operar já este ano. Por cá continua a aguardar-se que seja fixada a data da transição de analógico para terrestre, mas antes disso ainda terá que se fazer novo concurso de atribuição das licenças já que o anterior, feito há anos, resultou em nada. Já agora, pode ser que o exemplo sueco seja inspirador para que pelo menos o que corre bem seja copiado.
TRINCAR – (Revisitar os clássicos) – O verdadeiro bife à cortador no clássico «Oh Lacerda», que desde 1943 dá cartas na arte de bem servir. Avenida de Berna 36-A, tel. 21 797 40 57.
OUVIR – A nova voz do Tango argentino, Cristóbal Repetto. Aqui está a gravação estreia deste cantor, que é apontado como a mais expressiva voz a gravar Tangos desde há muitos anos. Baseado em versões de Tangos tradicionais, esta edição inclui também um DVD com excertos de um concerto gravado em Paris em 2005. Repetto tem uma voz de timbre invulgar, emotiva e excitante, como a canção popular da cidade de Buenos Aires exige – ouçam a sua versão de «De tardecita» e perceberão aquilo de que estoua falar. CD Edge, distribuído por Universal Music.
AGENDA – Amanhã, sábado, no Porto, na Galeria Fernando Santos (R. Miguel Bombarda 526), Jorge Silva Melo vai ler excertos do livro «Barulheira», de Álvaro Lapa, no meio da exposição «Reunião», a derradeira mostra de obras do artista, que morreu no passado dia 10 de Fevereiro.
LER – Um dos melhores sites de jornais que conheço é feito aqui ao lado, em Espanha. É o do diário «El Mundo» e pode ser acedido em www.elmundo.es . O que o distingue? Muito bom noticiário internacional, cientíico e de entretenimento – além de uma belíssima cobertura de Espanha e dos países da América Latina.
A NÃO PERDER – Se gostam de country music não percam o filme «Walk The Line», a história da vida de Johnny Cash. Se não puderem ver o filme, corram a encontrar uma edição com uns anos, «American Recordings», um original de 2002 e porventura um dos discos mais importantes de sempre.
PERGUNTINHA DA SEMANA – O Governo diminuíu ou há Ministros que deixaram de aparecer?
BACK TO BASICS – Os políticos prometem construir pontes mesmo quando não há rios à vista (Nikita Krushchev).
O MELHOR DA SEMANA –A maneira de resolver a situação do IPO, uma das mais modelares instituições do sistema de saúde em Portugal. Espera-se que o desenvolvimento do processo seja tão bom como o lançamento da ideia de substituir o velho edifício por um novo, com tudo o que se pode esperar de benefícios para os utentes.
O PIOR DA SEMANA – O silêncio continuado e ensurdecedor da Entidade Reguladora para a Comunicação Social sobre a perseguição judicial à protecção do sigilo das fontes dos jornalistas. Esta entidade, quer-me parecer, não é para defender nem as políticas do Governo, nem os abusos judiciais. Antes que tudo é para defender o pluralismo e a liberdade de expressão e de informação. Convém que quem está na Entidade não se esqueça que os seus membros devem trabalhar para os cidadãos e não para o sistema.
DIGITAL – O Governo sueco concedeu na semana passada sete licenças para televisão digital terrestre, que vão começar a operar já este ano. Por cá continua a aguardar-se que seja fixada a data da transição de analógico para terrestre, mas antes disso ainda terá que se fazer novo concurso de atribuição das licenças já que o anterior, feito há anos, resultou em nada. Já agora, pode ser que o exemplo sueco seja inspirador para que pelo menos o que corre bem seja copiado.
TRINCAR – (Revisitar os clássicos) – O verdadeiro bife à cortador no clássico «Oh Lacerda», que desde 1943 dá cartas na arte de bem servir. Avenida de Berna 36-A, tel. 21 797 40 57.
OUVIR – A nova voz do Tango argentino, Cristóbal Repetto. Aqui está a gravação estreia deste cantor, que é apontado como a mais expressiva voz a gravar Tangos desde há muitos anos. Baseado em versões de Tangos tradicionais, esta edição inclui também um DVD com excertos de um concerto gravado em Paris em 2005. Repetto tem uma voz de timbre invulgar, emotiva e excitante, como a canção popular da cidade de Buenos Aires exige – ouçam a sua versão de «De tardecita» e perceberão aquilo de que estoua falar. CD Edge, distribuído por Universal Music.
AGENDA – Amanhã, sábado, no Porto, na Galeria Fernando Santos (R. Miguel Bombarda 526), Jorge Silva Melo vai ler excertos do livro «Barulheira», de Álvaro Lapa, no meio da exposição «Reunião», a derradeira mostra de obras do artista, que morreu no passado dia 10 de Fevereiro.
LER – Um dos melhores sites de jornais que conheço é feito aqui ao lado, em Espanha. É o do diário «El Mundo» e pode ser acedido em www.elmundo.es . O que o distingue? Muito bom noticiário internacional, cientíico e de entretenimento – além de uma belíssima cobertura de Espanha e dos países da América Latina.
A NÃO PERDER – Se gostam de country music não percam o filme «Walk The Line», a história da vida de Johnny Cash. Se não puderem ver o filme, corram a encontrar uma edição com uns anos, «American Recordings», um original de 2002 e porventura um dos discos mais importantes de sempre.
PERGUNTINHA DA SEMANA – O Governo diminuíu ou há Ministros que deixaram de aparecer?
BACK TO BASICS – Os políticos prometem construir pontes mesmo quando não há rios à vista (Nikita Krushchev).
Untitled
CÓMICO – O Professor Marcelo parece o senhor Sabe-Sabe. Lá vai dando umas aulas ao domingo, em comentários cada vez menos interessantes, cada vez mais combinados com a senhora que faz parte do cenário. A forma como abordou a gripe das aves na semana passada seria cómica se o assunto não fosse trágico. De Professor, está a passar a fala barato. Pode cativar os simples de espírito, mas não é bom para ninguém.
O MELHOR DA SEMANA –A maneira de resolver a situação do IPO, uma das mais modelares instituições do sistema de saúde em Portugal. Espera-se que o desenvolvimento do processo seja tão bom como o lançamento da ideia de substituir o velho edifício por um novo, com tudo o que se pode esperar de benefícios para os utentes.
O PIOR DA SEMANA – O silêncio continuado e ensurdecedor da Entidade Reguladora para a Comunicação Social sobre a perseguição judicial à protecção do sigilo das fontes dos jornalistas. Esta entidade, quer-me parecer, não é para defender nem as políticas do Governo, nem os abusos judiciais. Antes que tudo é para defender o pluralismo e a liberdade de expressão e de informação. Convém que quem está na Entidade não se esqueça que os seus membros devem trabalhar para os cidadãos e não para o sistema.
DIGITAL – O Governo sueco concedeu na semana passada sete licenças para televisão digital terrestre, que vão começar a operar já este ano. Por cá continua a aguardar-se que seja fixada a data da transição de analógico para terrestre, mas antes disso ainda terá que se fazer novo concurso de atribuição das licenças já que o anterior, feito há anos, resultou em nada. Já agora, pode ser que o exemplo sueco seja inspirador para que pelo menos o que corre bem seja copiado.
TRINCAR – (Revisitar os clássicos) – O verdadeiro bife à cortador no clássico «Oh Lacerda», que desde 1943 dá cartas na arte de bem servir. Avenida de Berna 36-A, tel. 21 797 40 57.
OUVIR – A nova voz do Tango argentino, Cristóbal Repetto. Aqui está a gravação estreia deste cantor, que é apontado como a mais expressiva voz a gravar Tangos desde há muitos anos. Baseado em versões de Tangos tradicionais, esta edição inclui também um DVD com excertos de um concerto gravado em Paris em 2005. Repetto tem uma voz de timbre invulgar, emotiva e excitante, como a canção popular da cidade de Buenos Aires exige – ouçam a sua versão de «De tardecita» e perceberão aquilo de que estoua falar. CD Edge, distribuído por Universal Music.
AGENDA – Amanhã, sábado, no Porto, na Galeria Fernando Santos (R. Miguel Bombarda 526), Jorge Silva Melo vai ler excertos do livro «Barulheira», de Álvaro Lapa, no meio da exposição «Reunião», a derradeira mostra de obras do artista, que morreu no passado dia 10 de Fevereiro.
LER – Um dos melhores sites de jornais que conheço é feito aqui ao lado, em Espanha. É o do diário «El Mundo» e pode ser acedido em www.elmundo.es . O que o distingue? Muito bom noticiário internacional, cientíico e de entretenimento – além de uma belíssima cobertura de Espanha e dos países da América Latina.
A NÃO PERDER – Se gostam de country music não percam o filme «Walk The Line», a história da vida de Johnny Cash. Se não puderem ver o filme, corram a encontrar uma edição com uns anos, «American Recordings», um original de 2002 e porventura um dos discos mais importantes de sempre.
PERGUNTINHA DA SEMANA – O Governo diminuíu ou há Ministros que deixaram de aparecer?
BACK TO BASICS – Os políticos prometem construir pontes mesmo quando não há rios à vista (Nikita Krushchev).
O MELHOR DA SEMANA –A maneira de resolver a situação do IPO, uma das mais modelares instituições do sistema de saúde em Portugal. Espera-se que o desenvolvimento do processo seja tão bom como o lançamento da ideia de substituir o velho edifício por um novo, com tudo o que se pode esperar de benefícios para os utentes.
O PIOR DA SEMANA – O silêncio continuado e ensurdecedor da Entidade Reguladora para a Comunicação Social sobre a perseguição judicial à protecção do sigilo das fontes dos jornalistas. Esta entidade, quer-me parecer, não é para defender nem as políticas do Governo, nem os abusos judiciais. Antes que tudo é para defender o pluralismo e a liberdade de expressão e de informação. Convém que quem está na Entidade não se esqueça que os seus membros devem trabalhar para os cidadãos e não para o sistema.
DIGITAL – O Governo sueco concedeu na semana passada sete licenças para televisão digital terrestre, que vão começar a operar já este ano. Por cá continua a aguardar-se que seja fixada a data da transição de analógico para terrestre, mas antes disso ainda terá que se fazer novo concurso de atribuição das licenças já que o anterior, feito há anos, resultou em nada. Já agora, pode ser que o exemplo sueco seja inspirador para que pelo menos o que corre bem seja copiado.
TRINCAR – (Revisitar os clássicos) – O verdadeiro bife à cortador no clássico «Oh Lacerda», que desde 1943 dá cartas na arte de bem servir. Avenida de Berna 36-A, tel. 21 797 40 57.
OUVIR – A nova voz do Tango argentino, Cristóbal Repetto. Aqui está a gravação estreia deste cantor, que é apontado como a mais expressiva voz a gravar Tangos desde há muitos anos. Baseado em versões de Tangos tradicionais, esta edição inclui também um DVD com excertos de um concerto gravado em Paris em 2005. Repetto tem uma voz de timbre invulgar, emotiva e excitante, como a canção popular da cidade de Buenos Aires exige – ouçam a sua versão de «De tardecita» e perceberão aquilo de que estoua falar. CD Edge, distribuído por Universal Music.
AGENDA – Amanhã, sábado, no Porto, na Galeria Fernando Santos (R. Miguel Bombarda 526), Jorge Silva Melo vai ler excertos do livro «Barulheira», de Álvaro Lapa, no meio da exposição «Reunião», a derradeira mostra de obras do artista, que morreu no passado dia 10 de Fevereiro.
LER – Um dos melhores sites de jornais que conheço é feito aqui ao lado, em Espanha. É o do diário «El Mundo» e pode ser acedido em www.elmundo.es . O que o distingue? Muito bom noticiário internacional, cientíico e de entretenimento – além de uma belíssima cobertura de Espanha e dos países da América Latina.
A NÃO PERDER – Se gostam de country music não percam o filme «Walk The Line», a história da vida de Johnny Cash. Se não puderem ver o filme, corram a encontrar uma edição com uns anos, «American Recordings», um original de 2002 e porventura um dos discos mais importantes de sempre.
PERGUNTINHA DA SEMANA – O Governo diminuíu ou há Ministros que deixaram de aparecer?
BACK TO BASICS – Os políticos prometem construir pontes mesmo quando não há rios à vista (Nikita Krushchev).
março 03, 2006
Untitled
A BASÓFIA
Freitas do Amaral gabou-se ontem de grandes passados em matéria da luta pela Liberdade. Cuidado, não puxe muito pelo assunto, pode ficar destapado, senhor Ministro dos assuntos árabes...
Freitas do Amaral gabou-se ontem de grandes passados em matéria da luta pela Liberdade. Cuidado, não puxe muito pelo assunto, pode ficar destapado, senhor Ministro dos assuntos árabes...
março 02, 2006
ATLÂNTICO
Já compraram, leram, devoraram e guardaram o vosso exemplar precioso da revista atlântico deste mês. Fátima Bonifácio escreve sobre o fim do soarismo, Vasco Rato despede-se desse «presidente banal» que foi Sampaio, Rui Ramos escreve sobre o novo livro de Agustina, Ricardo Gross escreve sobre a voz divinal de Ana Maria Bobone, a incomparável Carla Hilário Quevedo faz uma «Introdução à Blogosfera» e Maria Filomena Mónica escreve um artigo chamado «Deus». Não estão com uma súbita vontade de ver esta revista, única no nosso pequeno rectângulo?espreitem aqui
Já compraram, leram, devoraram e guardaram o vosso exemplar precioso da revista atlântico deste mês. Fátima Bonifácio escreve sobre o fim do soarismo, Vasco Rato despede-se desse «presidente banal» que foi Sampaio, Rui Ramos escreve sobre o novo livro de Agustina, Ricardo Gross escreve sobre a voz divinal de Ana Maria Bobone, a incomparável Carla Hilário Quevedo faz uma «Introdução à Blogosfera» e Maria Filomena Mónica escreve um artigo chamado «Deus». Não estão com uma súbita vontade de ver esta revista, única no nosso pequeno rectângulo?espreitem aqui
Untitled
ATLÂNTICO
Já compraram, leram, devoraram e guardaram o vosso exemplar precioso da revista atlântico deste mês. Fátima Bonifácio escreve sobre o fim do soarismo, Vasco Rato despede-se desse «presidente banal» que foi Sampaio, Rui Ramos escreve sobre o novo livro de Agustina, Ricardo Gross escreve sobre a voz divinal de Ana Maria Bobone, a incomparável Carla Hilário Quevedo faz uma «Introdução à Blogosfera» e Maria Filomena Mónica escreve um artigo chamado «Deus». Não estão com uma súbita vontade de ver esta revista, única no nosso pequeno rectângulo?espreitem aqui
Já compraram, leram, devoraram e guardaram o vosso exemplar precioso da revista atlântico deste mês. Fátima Bonifácio escreve sobre o fim do soarismo, Vasco Rato despede-se desse «presidente banal» que foi Sampaio, Rui Ramos escreve sobre o novo livro de Agustina, Ricardo Gross escreve sobre a voz divinal de Ana Maria Bobone, a incomparável Carla Hilário Quevedo faz uma «Introdução à Blogosfera» e Maria Filomena Mónica escreve um artigo chamado «Deus». Não estão com uma súbita vontade de ver esta revista, única no nosso pequeno rectângulo?espreitem aqui
fevereiro 27, 2006
O CASO – Há muitos anos que se ouve dizer que a empresa Bragaparques cresceu de uma forma veloz graças a não ter encontrado dificuldades de maior nos seus projectos em Braga e noutras cidades do país. Tem ficado sempre no ar que os negócios são melhores para a empresa do que para as autarquias envolvidas, e tem ficado sempre na dúvida se não terá havido nalguns casos tratamento privilegiado. Como é de dinheiros e de bens públicos que se trata, o elementar é que a Câmara Municipal de Lisboa esclareça este assunto todo sem margem para dúvidas.
O MELHOR DA SEMANA – O blog de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente (www.o-espectro.blogspot.com) tem sido a alegria de quem gosta de pensar no que se passa neste rectângulo à beira mar plantado. Com actualizações frequentes, uma pontaria certeira e um constante humor, O Espectro tornou-se numa referência absolutamente fundamental da blogosfera e numa imperdível leitura diária.
O PIOR DA SEMANA – A absoluta falta de reacção do Presidente da República, do Presidente da Assembleia da República e do Presidente do novo órgão regulador da comunicação social ( e já agora dos seus pares) em relação ao ataque policial ao jornal «24 Horas», em busca da localização de fontes de uma notícia. Com instituições destas, estamos conversados – ainda havemos de ver pior. Lembram-se daquele poema de Brecht que dizia «primeiro vieram e ninguém se importou»? Estamos a caminho da indiferença – e em matéria de liberdades e direitos nada é pior. Mandava o bom senso que, na tomada de posse, o empossado Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social pusesse os pontos nos iis – só para sabermos como isto irá ser.
TRINCAR – Os croquetes com arroz de tomate malandrinho do bar Pedro Quinto, na Rua D.Pedro V nº14, uma casa a cargo do Senhor Juvenal e que combina a intriga política e jornalística com comida honesta fora de horas. Telefone 213 427 842.
OUVIR – Se há discos feitos para acompanhar paixões, «Foreign Land» de Christina Rosenvinge é exactamente o bom exemplo. A produção é simples e escorreita e tem por único objectivo destacar a voz, sublinhar as palavras e deixar respirar canções como «off scream», «king size», «german heart» e sobretudo «submission». Resta dizer que Christina Rosenvinge nasceu em Madrid filha de pais dinamarqueses e está a meio caminho entre os Velvet Underground e Françoise Hardy.
AGENDA – Sai dentro de dias, a 27, o disco estreia dos Cindy Kat, a nova banda de Pedro Oliveira ( a voz da Sétima Legião), Paulo Abelho (Golpe de Estado) e Paulo Eleutério (Comboio Fantasma). Com convidados como Sam The Kid, JP Simões (Bellechase Hotel), Gomo e Pedro Abrunhosa, os Cindy Kat trouxeram os hinos de volta à musica portuguesa, acentuando o valor das palavras e de uma subtil combinação entre ritmos e melodias, muito ao som dos anos 80, como o concerto de apresentação no Lux na passada quarta-feira mostrou – destaque absoluto para «Distância», o tema interpretado com Gomo e para «Polaróide», o single estreia.
LER – A nova edição de um clássico de Marshall McLuhan, «Understanding Media», uma edição crítica e anotada por Terrence Gordon e editada pela Gingko Press. Eu acho que cada membro da nova Entidade Reguladora da Comunicação Social devia receber um livrinho destes e ser estimulado a lê-lo, com teste de perguntas no fim, a ver se perceberam aquilo de que devem tratar.
A NÃO PERDER – O «Obituário Político do Soarismo” por Fátima Bonifácio, na edição de Março da revista «Atlântico».
PERGUNTINHA DA SEMANA – O que vai acontecer ao Galo de Barcelos com a gripe das aves?
BACK TO BASICS – «Posso resistir a tudo, menos à tentação» . Oscar Wilde
O MELHOR DA SEMANA – O blog de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente (www.o-espectro.blogspot.com) tem sido a alegria de quem gosta de pensar no que se passa neste rectângulo à beira mar plantado. Com actualizações frequentes, uma pontaria certeira e um constante humor, O Espectro tornou-se numa referência absolutamente fundamental da blogosfera e numa imperdível leitura diária.
O PIOR DA SEMANA – A absoluta falta de reacção do Presidente da República, do Presidente da Assembleia da República e do Presidente do novo órgão regulador da comunicação social ( e já agora dos seus pares) em relação ao ataque policial ao jornal «24 Horas», em busca da localização de fontes de uma notícia. Com instituições destas, estamos conversados – ainda havemos de ver pior. Lembram-se daquele poema de Brecht que dizia «primeiro vieram e ninguém se importou»? Estamos a caminho da indiferença – e em matéria de liberdades e direitos nada é pior. Mandava o bom senso que, na tomada de posse, o empossado Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social pusesse os pontos nos iis – só para sabermos como isto irá ser.
TRINCAR – Os croquetes com arroz de tomate malandrinho do bar Pedro Quinto, na Rua D.Pedro V nº14, uma casa a cargo do Senhor Juvenal e que combina a intriga política e jornalística com comida honesta fora de horas. Telefone 213 427 842.
OUVIR – Se há discos feitos para acompanhar paixões, «Foreign Land» de Christina Rosenvinge é exactamente o bom exemplo. A produção é simples e escorreita e tem por único objectivo destacar a voz, sublinhar as palavras e deixar respirar canções como «off scream», «king size», «german heart» e sobretudo «submission». Resta dizer que Christina Rosenvinge nasceu em Madrid filha de pais dinamarqueses e está a meio caminho entre os Velvet Underground e Françoise Hardy.
AGENDA – Sai dentro de dias, a 27, o disco estreia dos Cindy Kat, a nova banda de Pedro Oliveira ( a voz da Sétima Legião), Paulo Abelho (Golpe de Estado) e Paulo Eleutério (Comboio Fantasma). Com convidados como Sam The Kid, JP Simões (Bellechase Hotel), Gomo e Pedro Abrunhosa, os Cindy Kat trouxeram os hinos de volta à musica portuguesa, acentuando o valor das palavras e de uma subtil combinação entre ritmos e melodias, muito ao som dos anos 80, como o concerto de apresentação no Lux na passada quarta-feira mostrou – destaque absoluto para «Distância», o tema interpretado com Gomo e para «Polaróide», o single estreia.
LER – A nova edição de um clássico de Marshall McLuhan, «Understanding Media», uma edição crítica e anotada por Terrence Gordon e editada pela Gingko Press. Eu acho que cada membro da nova Entidade Reguladora da Comunicação Social devia receber um livrinho destes e ser estimulado a lê-lo, com teste de perguntas no fim, a ver se perceberam aquilo de que devem tratar.
A NÃO PERDER – O «Obituário Político do Soarismo” por Fátima Bonifácio, na edição de Março da revista «Atlântico».
PERGUNTINHA DA SEMANA – O que vai acontecer ao Galo de Barcelos com a gripe das aves?
BACK TO BASICS – «Posso resistir a tudo, menos à tentação» . Oscar Wilde
Untitled
O CASO – Há muitos anos que se ouve dizer que a empresa Bragaparques cresceu de uma forma veloz graças a não ter encontrado dificuldades de maior nos seus projectos em Braga e noutras cidades do país. Tem ficado sempre no ar que os negócios são melhores para a empresa do que para as autarquias envolvidas, e tem ficado sempre na dúvida se não terá havido nalguns casos tratamento privilegiado. Como é de dinheiros e de bens públicos que se trata, o elementar é que a Câmara Municipal de Lisboa esclareça este assunto todo sem margem para dúvidas.
O MELHOR DA SEMANA – O blog de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente (www.o-espectro.blogspot.com) tem sido a alegria de quem gosta de pensar no que se passa neste rectângulo à beira mar plantado. Com actualizações frequentes, uma pontaria certeira e um constante humor, O Espectro tornou-se numa referência absolutamente fundamental da blogosfera e numa imperdível leitura diária.
O PIOR DA SEMANA – A absoluta falta de reacção do Presidente da República, do Presidente da Assembleia da República e do Presidente do novo órgão regulador da comunicação social ( e já agora dos seus pares) em relação ao ataque policial ao jornal «24 Horas», em busca da localização de fontes de uma notícia. Com instituições destas, estamos conversados – ainda havemos de ver pior. Lembram-se daquele poema de Brecht que dizia «primeiro vieram e ninguém se importou»? Estamos a caminho da indiferença – e em matéria de liberdades e direitos nada é pior. Mandava o bom senso que, na tomada de posse, o empossado Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social pusesse os pontos nos iis – só para sabermos como isto irá ser.
TRINCAR – Os croquetes com arroz de tomate malandrinho do bar Pedro Quinto, na Rua D.Pedro V nº14, uma casa a cargo do Senhor Juvenal e que combina a intriga política e jornalística com comida honesta fora de horas. Telefone 213 427 842.
OUVIR – Se há discos feitos para acompanhar paixões, «Foreign Land» de Christina Rosenvinge é exactamente o bom exemplo. A produção é simples e escorreita e tem por único objectivo destacar a voz, sublinhar as palavras e deixar respirar canções como «off scream», «king size», «german heart» e sobretudo «submission». Resta dizer que Christina Rosenvinge nasceu em Madrid filha de pais dinamarqueses e está a meio caminho entre os Velvet Underground e Françoise Hardy.
AGENDA – Sai dentro de dias, a 27, o disco estreia dos Cindy Kat, a nova banda de Pedro Oliveira ( a voz da Sétima Legião), Paulo Abelho (Golpe de Estado) e Paulo Eleutério (Comboio Fantasma). Com convidados como Sam The Kid, JP Simões (Bellechase Hotel), Gomo e Pedro Abrunhosa, os Cindy Kat trouxeram os hinos de volta à musica portuguesa, acentuando o valor das palavras e de uma subtil combinação entre ritmos e melodias, muito ao som dos anos 80, como o concerto de apresentação no Lux na passada quarta-feira mostrou – destaque absoluto para «Distância», o tema interpretado com Gomo e para «Polaróide», o single estreia.
LER – A nova edição de um clássico de Marshall McLuhan, «Understanding Media», uma edição crítica e anotada por Terrence Gordon e editada pela Gingko Press. Eu acho que cada membro da nova Entidade Reguladora da Comunicação Social devia receber um livrinho destes e ser estimulado a lê-lo, com teste de perguntas no fim, a ver se perceberam aquilo de que devem tratar.
A NÃO PERDER – O «Obituário Político do Soarismo” por Fátima Bonifácio, na edição de Março da revista «Atlântico».
PERGUNTINHA DA SEMANA – O que vai acontecer ao Galo de Barcelos com a gripe das aves?
BACK TO BASICS – «Posso resistir a tudo, menos à tentação» . Oscar Wilde
O MELHOR DA SEMANA – O blog de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente (www.o-espectro.blogspot.com) tem sido a alegria de quem gosta de pensar no que se passa neste rectângulo à beira mar plantado. Com actualizações frequentes, uma pontaria certeira e um constante humor, O Espectro tornou-se numa referência absolutamente fundamental da blogosfera e numa imperdível leitura diária.
O PIOR DA SEMANA – A absoluta falta de reacção do Presidente da República, do Presidente da Assembleia da República e do Presidente do novo órgão regulador da comunicação social ( e já agora dos seus pares) em relação ao ataque policial ao jornal «24 Horas», em busca da localização de fontes de uma notícia. Com instituições destas, estamos conversados – ainda havemos de ver pior. Lembram-se daquele poema de Brecht que dizia «primeiro vieram e ninguém se importou»? Estamos a caminho da indiferença – e em matéria de liberdades e direitos nada é pior. Mandava o bom senso que, na tomada de posse, o empossado Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social pusesse os pontos nos iis – só para sabermos como isto irá ser.
TRINCAR – Os croquetes com arroz de tomate malandrinho do bar Pedro Quinto, na Rua D.Pedro V nº14, uma casa a cargo do Senhor Juvenal e que combina a intriga política e jornalística com comida honesta fora de horas. Telefone 213 427 842.
OUVIR – Se há discos feitos para acompanhar paixões, «Foreign Land» de Christina Rosenvinge é exactamente o bom exemplo. A produção é simples e escorreita e tem por único objectivo destacar a voz, sublinhar as palavras e deixar respirar canções como «off scream», «king size», «german heart» e sobretudo «submission». Resta dizer que Christina Rosenvinge nasceu em Madrid filha de pais dinamarqueses e está a meio caminho entre os Velvet Underground e Françoise Hardy.
AGENDA – Sai dentro de dias, a 27, o disco estreia dos Cindy Kat, a nova banda de Pedro Oliveira ( a voz da Sétima Legião), Paulo Abelho (Golpe de Estado) e Paulo Eleutério (Comboio Fantasma). Com convidados como Sam The Kid, JP Simões (Bellechase Hotel), Gomo e Pedro Abrunhosa, os Cindy Kat trouxeram os hinos de volta à musica portuguesa, acentuando o valor das palavras e de uma subtil combinação entre ritmos e melodias, muito ao som dos anos 80, como o concerto de apresentação no Lux na passada quarta-feira mostrou – destaque absoluto para «Distância», o tema interpretado com Gomo e para «Polaróide», o single estreia.
LER – A nova edição de um clássico de Marshall McLuhan, «Understanding Media», uma edição crítica e anotada por Terrence Gordon e editada pela Gingko Press. Eu acho que cada membro da nova Entidade Reguladora da Comunicação Social devia receber um livrinho destes e ser estimulado a lê-lo, com teste de perguntas no fim, a ver se perceberam aquilo de que devem tratar.
A NÃO PERDER – O «Obituário Político do Soarismo” por Fátima Bonifácio, na edição de Março da revista «Atlântico».
PERGUNTINHA DA SEMANA – O que vai acontecer ao Galo de Barcelos com a gripe das aves?
BACK TO BASICS – «Posso resistir a tudo, menos à tentação» . Oscar Wilde
ISTO ANDA TUDO LIGADO
O que eu gostava mesmo é que as entidades policiais e judiciais investigassem o tentacular mundo da corrupção na política em vez de investigarem quem são as fontes dos jornalistas; o que eu gostava era de ver uma brigada da judiciária a fazer em sede política o que se atreve a fazer em sede jornalística; o que eu gostava era que vivêssemos numa sociedade onde se procurasse justiça e não apenas perseguição e intimidação.
Na semana passada ficámos a saber que um vereador da autarquia lisboeta reuniu provas de uma tentativa de corrupção por uma empresa de construção que tem, digamos, um registo de influências e situações de excepção nos seus negócios com entidades públicas.
Se for verdade devo dizer que a coisa não me espanta. Já aqui o escrevi uma vez, mas esta é boa altura para recordar: nas décadas mais recentes quem manda na política (e muitas vezes em políticos) é o mundo da construção – seja nas grandes obras públicas, seja nos negócios imobiliários das autarquias.
Basta ver de onde se diz que vêm financiamentos não declarados a campanhas e actividades partidárias, basta ver a impunidade com que construtores se passeiam com autarcas, basta olhar para o desgraçado estado de tantas e tantas cidades, desfiguradas pelos promotores imobiliários em nome do progresso.
Este país tem uma justiça péssima, umas polícias prepotentes e pré-históricas, um sistema de saúde deficiente e um sistema de ensino ineficiente; mas farta-se de construir e de semear betão, infelizmente sem pensar muito no assunto.
Todos os negócios são legítimos – desde que as oportunidades sejam iguais e que a concorrência não seja desvirtuada. O problema é que, à vista desarmada, parece que na construção há mais tráfico de influências que concorrência salutar.
O que eu gostava mesmo é que as entidades policiais e judiciais investigassem o tentacular mundo da corrupção na política em vez de investigarem quem são as fontes dos jornalistas; o que eu gostava era de ver uma brigada da judiciária a fazer em sede política o que se atreve a fazer em sede jornalística; o que eu gostava era que vivêssemos numa sociedade onde se procurasse justiça e não apenas perseguição e intimidação.
Na semana passada ficámos a saber que um vereador da autarquia lisboeta reuniu provas de uma tentativa de corrupção por uma empresa de construção que tem, digamos, um registo de influências e situações de excepção nos seus negócios com entidades públicas.
Se for verdade devo dizer que a coisa não me espanta. Já aqui o escrevi uma vez, mas esta é boa altura para recordar: nas décadas mais recentes quem manda na política (e muitas vezes em políticos) é o mundo da construção – seja nas grandes obras públicas, seja nos negócios imobiliários das autarquias.
Basta ver de onde se diz que vêm financiamentos não declarados a campanhas e actividades partidárias, basta ver a impunidade com que construtores se passeiam com autarcas, basta olhar para o desgraçado estado de tantas e tantas cidades, desfiguradas pelos promotores imobiliários em nome do progresso.
Este país tem uma justiça péssima, umas polícias prepotentes e pré-históricas, um sistema de saúde deficiente e um sistema de ensino ineficiente; mas farta-se de construir e de semear betão, infelizmente sem pensar muito no assunto.
Todos os negócios são legítimos – desde que as oportunidades sejam iguais e que a concorrência não seja desvirtuada. O problema é que, à vista desarmada, parece que na construção há mais tráfico de influências que concorrência salutar.
Untitled
ISTO ANDA TUDO LIGADO
O que eu gostava mesmo é que as entidades policiais e judiciais investigassem o tentacular mundo da corrupção na política em vez de investigarem quem são as fontes dos jornalistas; o que eu gostava era de ver uma brigada da judiciária a fazer em sede política o que se atreve a fazer em sede jornalística; o que eu gostava era que vivêssemos numa sociedade onde se procurasse justiça e não apenas perseguição e intimidação.
Na semana passada ficámos a saber que um vereador da autarquia lisboeta reuniu provas de uma tentativa de corrupção por uma empresa de construção que tem, digamos, um registo de influências e situações de excepção nos seus negócios com entidades públicas.
Se for verdade devo dizer que a coisa não me espanta. Já aqui o escrevi uma vez, mas esta é boa altura para recordar: nas décadas mais recentes quem manda na política (e muitas vezes em políticos) é o mundo da construção – seja nas grandes obras públicas, seja nos negócios imobiliários das autarquias.
Basta ver de onde se diz que vêm financiamentos não declarados a campanhas e actividades partidárias, basta ver a impunidade com que construtores se passeiam com autarcas, basta olhar para o desgraçado estado de tantas e tantas cidades, desfiguradas pelos promotores imobiliários em nome do progresso.
Este país tem uma justiça péssima, umas polícias prepotentes e pré-históricas, um sistema de saúde deficiente e um sistema de ensino ineficiente; mas farta-se de construir e de semear betão, infelizmente sem pensar muito no assunto.
Todos os negócios são legítimos – desde que as oportunidades sejam iguais e que a concorrência não seja desvirtuada. O problema é que, à vista desarmada, parece que na construção há mais tráfico de influências que concorrência salutar.
O que eu gostava mesmo é que as entidades policiais e judiciais investigassem o tentacular mundo da corrupção na política em vez de investigarem quem são as fontes dos jornalistas; o que eu gostava era de ver uma brigada da judiciária a fazer em sede política o que se atreve a fazer em sede jornalística; o que eu gostava era que vivêssemos numa sociedade onde se procurasse justiça e não apenas perseguição e intimidação.
Na semana passada ficámos a saber que um vereador da autarquia lisboeta reuniu provas de uma tentativa de corrupção por uma empresa de construção que tem, digamos, um registo de influências e situações de excepção nos seus negócios com entidades públicas.
Se for verdade devo dizer que a coisa não me espanta. Já aqui o escrevi uma vez, mas esta é boa altura para recordar: nas décadas mais recentes quem manda na política (e muitas vezes em políticos) é o mundo da construção – seja nas grandes obras públicas, seja nos negócios imobiliários das autarquias.
Basta ver de onde se diz que vêm financiamentos não declarados a campanhas e actividades partidárias, basta ver a impunidade com que construtores se passeiam com autarcas, basta olhar para o desgraçado estado de tantas e tantas cidades, desfiguradas pelos promotores imobiliários em nome do progresso.
Este país tem uma justiça péssima, umas polícias prepotentes e pré-históricas, um sistema de saúde deficiente e um sistema de ensino ineficiente; mas farta-se de construir e de semear betão, infelizmente sem pensar muito no assunto.
Todos os negócios são legítimos – desde que as oportunidades sejam iguais e que a concorrência não seja desvirtuada. O problema é que, à vista desarmada, parece que na construção há mais tráfico de influências que concorrência salutar.
BASTA! - Não sou leitor do «24 Horas» – mas há jornais assim em todo o mundo. Mais: ainda bem que em Portugal também há um «24 Horas». O problema de que o «24 Horas» parece ser acusado não é, na realidade, da responsabilidade do jornal: é de alguém, nos meandros do aparelho judicial, seja na duvidosa Procuradoria da República ou na prepotente Judiciária. Alguém de dentro do sistema deixou escapar o que o sistema queria esconder, houve um jornal que publicou o que obteve – e que por acaso mostra abuso de autoridade. Quem está mal? Certamente não é o jornal. A Judiciária anda a assemelhar-se a uma máquina de perseguição – há sectores dentro dessa polícia que consideram ser esse o caminho. E cá para mim, já que o mundo anda em maré de solidariedades, convém dizer aos esbirros da Judiciária: somos todos do «24 Horas».
PENSAR – Uma das coisas curiosas em toda a envolvente da OPA da Sonae sobre a PT é a simpatia geral, em termos de opinião pública, com a qual esta acção foi recebida. Seja qual for o resultado final este acolhimento simpático ultrapassa o carinho pelo mito de David contra Golias. O que dá que pensar é que a PT, com o seu sistemático desprezo pelos clientes, grangeou ao longo dos anos um clima de antipatia latente que agora explodiu. Por aqui passa um dos grandes problemas da PT.
COMER – Chegou a lampreia, e com ela nascem novas alegrias nesta altura do ano. Desde já sublinho que este é um bom pretexto para revisitar o «Manel» do Parque Mayer, onde o bicho é servido à moda do Minho, com arroz farto e cheio de sabores do animal. O estacionamento é fácil, o serviço é bom, a casa continua a merecer uma visita. Telefone antes, para saber quando há lampreia, 21 346 3167.
LER – Todos os que se interessam por meios de comunicação, e em particular pelos conteúdos jornalísticos, deviam ler o artigo que tem honras de capa na edição de Janeiro/Fevereiro da «Columbia Journalism Review». Sob o título «Há Uma Saída Para Isto?» (Is There A Way Out?), Douglas McCollam aborda a relação entre os accionistas e as empresas detentoras de meios, e o círculo vicioso em que se tem vindo a cair – e que tem produzido maus resultados empresariais e péssimos produtos jornalísticos. Da maneira que as coisas andam cá na terrinha há muita gente que poderia aproveitar bastante de uma leitura atenta deste belíssimo artigo, disponível em www.cjr.org .
OUVIR – No meio das celebrações mozartianas foi reeditada uma das mais brilhantes gravações das suas obras para cravo e piano. Trata-se de uma gravação de 1962, devidamente actualizada em termos tecnológicos, e que mostra a interpretação que Wilhelm Kempff fez , ao piano, de duas Fantasias (397 e 475) e duas Sonatas (331 e 310) de Mozart. Em vez de amontoarem vinte discos coleccionáveis que surgem tipo brinde, comprem este só e ouçam-no repetidamente. Nunca é demais dizer que o espírito humano às vezes se eleva para além do que se poderia imaginar.
VER – «O Livro de Cesário Verde», uma exposição de um livro-objecto do pintor João Vieira, na Galeria Arqué (Avenida Miguel Bombarda 120), até dia 7 de Março.
AGENDA – Dia 23, quinta da próxima semana - depois de ter estado na Tate Modern e na Fundacion Caixa Galicia, inaugura no CCB a exposição sobre a obra da pintora mexicana Frida Kahlo. Imperdível.
PERGUNTINHA DA SEMANA – O Ministro da Justiça dorme feliz e descansado?
BACK TO BASICS – Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
PENSAR – Uma das coisas curiosas em toda a envolvente da OPA da Sonae sobre a PT é a simpatia geral, em termos de opinião pública, com a qual esta acção foi recebida. Seja qual for o resultado final este acolhimento simpático ultrapassa o carinho pelo mito de David contra Golias. O que dá que pensar é que a PT, com o seu sistemático desprezo pelos clientes, grangeou ao longo dos anos um clima de antipatia latente que agora explodiu. Por aqui passa um dos grandes problemas da PT.
COMER – Chegou a lampreia, e com ela nascem novas alegrias nesta altura do ano. Desde já sublinho que este é um bom pretexto para revisitar o «Manel» do Parque Mayer, onde o bicho é servido à moda do Minho, com arroz farto e cheio de sabores do animal. O estacionamento é fácil, o serviço é bom, a casa continua a merecer uma visita. Telefone antes, para saber quando há lampreia, 21 346 3167.
LER – Todos os que se interessam por meios de comunicação, e em particular pelos conteúdos jornalísticos, deviam ler o artigo que tem honras de capa na edição de Janeiro/Fevereiro da «Columbia Journalism Review». Sob o título «Há Uma Saída Para Isto?» (Is There A Way Out?), Douglas McCollam aborda a relação entre os accionistas e as empresas detentoras de meios, e o círculo vicioso em que se tem vindo a cair – e que tem produzido maus resultados empresariais e péssimos produtos jornalísticos. Da maneira que as coisas andam cá na terrinha há muita gente que poderia aproveitar bastante de uma leitura atenta deste belíssimo artigo, disponível em www.cjr.org .
OUVIR – No meio das celebrações mozartianas foi reeditada uma das mais brilhantes gravações das suas obras para cravo e piano. Trata-se de uma gravação de 1962, devidamente actualizada em termos tecnológicos, e que mostra a interpretação que Wilhelm Kempff fez , ao piano, de duas Fantasias (397 e 475) e duas Sonatas (331 e 310) de Mozart. Em vez de amontoarem vinte discos coleccionáveis que surgem tipo brinde, comprem este só e ouçam-no repetidamente. Nunca é demais dizer que o espírito humano às vezes se eleva para além do que se poderia imaginar.
VER – «O Livro de Cesário Verde», uma exposição de um livro-objecto do pintor João Vieira, na Galeria Arqué (Avenida Miguel Bombarda 120), até dia 7 de Março.
AGENDA – Dia 23, quinta da próxima semana - depois de ter estado na Tate Modern e na Fundacion Caixa Galicia, inaugura no CCB a exposição sobre a obra da pintora mexicana Frida Kahlo. Imperdível.
PERGUNTINHA DA SEMANA – O Ministro da Justiça dorme feliz e descansado?
BACK TO BASICS – Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
Untitled
BASTA! - Não sou leitor do «24 Horas» – mas há jornais assim em todo o mundo. Mais: ainda bem que em Portugal também há um «24 Horas». O problema de que o «24 Horas» parece ser acusado não é, na realidade, da responsabilidade do jornal: é de alguém, nos meandros do aparelho judicial, seja na duvidosa Procuradoria da República ou na prepotente Judiciária. Alguém de dentro do sistema deixou escapar o que o sistema queria esconder, houve um jornal que publicou o que obteve – e que por acaso mostra abuso de autoridade. Quem está mal? Certamente não é o jornal. A Judiciária anda a assemelhar-se a uma máquina de perseguição – há sectores dentro dessa polícia que consideram ser esse o caminho. E cá para mim, já que o mundo anda em maré de solidariedades, convém dizer aos esbirros da Judiciária: somos todos do «24 Horas».
PENSAR – Uma das coisas curiosas em toda a envolvente da OPA da Sonae sobre a PT é a simpatia geral, em termos de opinião pública, com a qual esta acção foi recebida. Seja qual for o resultado final este acolhimento simpático ultrapassa o carinho pelo mito de David contra Golias. O que dá que pensar é que a PT, com o seu sistemático desprezo pelos clientes, grangeou ao longo dos anos um clima de antipatia latente que agora explodiu. Por aqui passa um dos grandes problemas da PT.
COMER – Chegou a lampreia, e com ela nascem novas alegrias nesta altura do ano. Desde já sublinho que este é um bom pretexto para revisitar o «Manel» do Parque Mayer, onde o bicho é servido à moda do Minho, com arroz farto e cheio de sabores do animal. O estacionamento é fácil, o serviço é bom, a casa continua a merecer uma visita. Telefone antes, para saber quando há lampreia, 21 346 3167.
LER – Todos os que se interessam por meios de comunicação, e em particular pelos conteúdos jornalísticos, deviam ler o artigo que tem honras de capa na edição de Janeiro/Fevereiro da «Columbia Journalism Review». Sob o título «Há Uma Saída Para Isto?» (Is There A Way Out?), Douglas McCollam aborda a relação entre os accionistas e as empresas detentoras de meios, e o círculo vicioso em que se tem vindo a cair – e que tem produzido maus resultados empresariais e péssimos produtos jornalísticos. Da maneira que as coisas andam cá na terrinha há muita gente que poderia aproveitar bastante de uma leitura atenta deste belíssimo artigo, disponível em www.cjr.org .
OUVIR – No meio das celebrações mozartianas foi reeditada uma das mais brilhantes gravações das suas obras para cravo e piano. Trata-se de uma gravação de 1962, devidamente actualizada em termos tecnológicos, e que mostra a interpretação que Wilhelm Kempff fez , ao piano, de duas Fantasias (397 e 475) e duas Sonatas (331 e 310) de Mozart. Em vez de amontoarem vinte discos coleccionáveis que surgem tipo brinde, comprem este só e ouçam-no repetidamente. Nunca é demais dizer que o espírito humano às vezes se eleva para além do que se poderia imaginar.
VER – «O Livro de Cesário Verde», uma exposição de um livro-objecto do pintor João Vieira, na Galeria Arqué (Avenida Miguel Bombarda 120), até dia 7 de Março.
AGENDA – Dia 23, quinta da próxima semana - depois de ter estado na Tate Modern e na Fundacion Caixa Galicia, inaugura no CCB a exposição sobre a obra da pintora mexicana Frida Kahlo. Imperdível.
PERGUNTINHA DA SEMANA – O Ministro da Justiça dorme feliz e descansado?
BACK TO BASICS – Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
PENSAR – Uma das coisas curiosas em toda a envolvente da OPA da Sonae sobre a PT é a simpatia geral, em termos de opinião pública, com a qual esta acção foi recebida. Seja qual for o resultado final este acolhimento simpático ultrapassa o carinho pelo mito de David contra Golias. O que dá que pensar é que a PT, com o seu sistemático desprezo pelos clientes, grangeou ao longo dos anos um clima de antipatia latente que agora explodiu. Por aqui passa um dos grandes problemas da PT.
COMER – Chegou a lampreia, e com ela nascem novas alegrias nesta altura do ano. Desde já sublinho que este é um bom pretexto para revisitar o «Manel» do Parque Mayer, onde o bicho é servido à moda do Minho, com arroz farto e cheio de sabores do animal. O estacionamento é fácil, o serviço é bom, a casa continua a merecer uma visita. Telefone antes, para saber quando há lampreia, 21 346 3167.
LER – Todos os que se interessam por meios de comunicação, e em particular pelos conteúdos jornalísticos, deviam ler o artigo que tem honras de capa na edição de Janeiro/Fevereiro da «Columbia Journalism Review». Sob o título «Há Uma Saída Para Isto?» (Is There A Way Out?), Douglas McCollam aborda a relação entre os accionistas e as empresas detentoras de meios, e o círculo vicioso em que se tem vindo a cair – e que tem produzido maus resultados empresariais e péssimos produtos jornalísticos. Da maneira que as coisas andam cá na terrinha há muita gente que poderia aproveitar bastante de uma leitura atenta deste belíssimo artigo, disponível em www.cjr.org .
OUVIR – No meio das celebrações mozartianas foi reeditada uma das mais brilhantes gravações das suas obras para cravo e piano. Trata-se de uma gravação de 1962, devidamente actualizada em termos tecnológicos, e que mostra a interpretação que Wilhelm Kempff fez , ao piano, de duas Fantasias (397 e 475) e duas Sonatas (331 e 310) de Mozart. Em vez de amontoarem vinte discos coleccionáveis que surgem tipo brinde, comprem este só e ouçam-no repetidamente. Nunca é demais dizer que o espírito humano às vezes se eleva para além do que se poderia imaginar.
VER – «O Livro de Cesário Verde», uma exposição de um livro-objecto do pintor João Vieira, na Galeria Arqué (Avenida Miguel Bombarda 120), até dia 7 de Março.
AGENDA – Dia 23, quinta da próxima semana - depois de ter estado na Tate Modern e na Fundacion Caixa Galicia, inaugura no CCB a exposição sobre a obra da pintora mexicana Frida Kahlo. Imperdível.
PERGUNTINHA DA SEMANA – O Ministro da Justiça dorme feliz e descansado?
BACK TO BASICS – Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
UM PRESIDENTE PARA A HISTÓRIA
Jorge Sampaio vai certamente ficar para a História, mas não pelas melhores razões. O seu segundo mandato é um «case study» de manobra política, de instabilidade, de favoritismo à sua família partidária. O tempo se encarregará de proporcionar a distância, que é a melhor conselheira na elaboração de juízos.
No meio deste unanimismo bajulatório de final de mandato vale a pena recordar três temas: em primeiro lugar a guerra surda de Sampaio com Ferro Rodrigues (cujas razões verdadeiras talvez nunca se descubram) depois do desaparecimento de Guterres, guerra surda que acabou por facilitar a chegada de Durão Barroso ao poder; em segundo lugar a reacção presidencial ao abandono do cargo de Primeiro-Ministro por Durão Barroso e o longuíssimo período de instabilidade e indecisão que se lhe seguiu; em terceiro lugar o facto de nessa altura não ter convocado eleições antecipadas, sendo certo que se na época, Verão de 2004, o PS tivesse ido a votos dificilmente obteria um resultado vitorioso – e a situação político-partidária seria provavelmente muito diferente hoje em dia. Sampaio preferiu esperar e criar clima para a dissolução da Assembleia da República quando Sócrates já tivesse criado as condições mínimas no PS para se poder submeter às urnas.
Mas se na política a instabilidade foi a marca do segundo mandato de Sampaio, na sociedade portuguesa estes anos ficarão marcados pela degradação e descredibilização da justiça, pelo grau zero da confiança dos cidadãos num sistema judicial que cada vez mais se mostra incapaz de investigar e julgar no respeito pelas liberdades e direitos dos cidadãos. Um Presidente que deixa a situação chegar onde chegou ao longo do seu mandato –acabando ele próprio por ser escutado - certamente tem pouco de que se orgulhar.
Jorge Sampaio vai certamente ficar para a História, mas não pelas melhores razões. O seu segundo mandato é um «case study» de manobra política, de instabilidade, de favoritismo à sua família partidária. O tempo se encarregará de proporcionar a distância, que é a melhor conselheira na elaboração de juízos.
No meio deste unanimismo bajulatório de final de mandato vale a pena recordar três temas: em primeiro lugar a guerra surda de Sampaio com Ferro Rodrigues (cujas razões verdadeiras talvez nunca se descubram) depois do desaparecimento de Guterres, guerra surda que acabou por facilitar a chegada de Durão Barroso ao poder; em segundo lugar a reacção presidencial ao abandono do cargo de Primeiro-Ministro por Durão Barroso e o longuíssimo período de instabilidade e indecisão que se lhe seguiu; em terceiro lugar o facto de nessa altura não ter convocado eleições antecipadas, sendo certo que se na época, Verão de 2004, o PS tivesse ido a votos dificilmente obteria um resultado vitorioso – e a situação político-partidária seria provavelmente muito diferente hoje em dia. Sampaio preferiu esperar e criar clima para a dissolução da Assembleia da República quando Sócrates já tivesse criado as condições mínimas no PS para se poder submeter às urnas.
Mas se na política a instabilidade foi a marca do segundo mandato de Sampaio, na sociedade portuguesa estes anos ficarão marcados pela degradação e descredibilização da justiça, pelo grau zero da confiança dos cidadãos num sistema judicial que cada vez mais se mostra incapaz de investigar e julgar no respeito pelas liberdades e direitos dos cidadãos. Um Presidente que deixa a situação chegar onde chegou ao longo do seu mandato –acabando ele próprio por ser escutado - certamente tem pouco de que se orgulhar.
Untitled
UM PRESIDENTE PARA A HISTÓRIA
Jorge Sampaio vai certamente ficar para a História, mas não pelas melhores razões. O seu segundo mandato é um «case study» de manobra política, de instabilidade, de favoritismo à sua família partidária. O tempo se encarregará de proporcionar a distância, que é a melhor conselheira na elaboração de juízos.
No meio deste unanimismo bajulatório de final de mandato vale a pena recordar três temas: em primeiro lugar a guerra surda de Sampaio com Ferro Rodrigues (cujas razões verdadeiras talvez nunca se descubram) depois do desaparecimento de Guterres, guerra surda que acabou por facilitar a chegada de Durão Barroso ao poder; em segundo lugar a reacção presidencial ao abandono do cargo de Primeiro-Ministro por Durão Barroso e o longuíssimo período de instabilidade e indecisão que se lhe seguiu; em terceiro lugar o facto de nessa altura não ter convocado eleições antecipadas, sendo certo que se na época, Verão de 2004, o PS tivesse ido a votos dificilmente obteria um resultado vitorioso – e a situação político-partidária seria provavelmente muito diferente hoje em dia. Sampaio preferiu esperar e criar clima para a dissolução da Assembleia da República quando Sócrates já tivesse criado as condições mínimas no PS para se poder submeter às urnas.
Mas se na política a instabilidade foi a marca do segundo mandato de Sampaio, na sociedade portuguesa estes anos ficarão marcados pela degradação e descredibilização da justiça, pelo grau zero da confiança dos cidadãos num sistema judicial que cada vez mais se mostra incapaz de investigar e julgar no respeito pelas liberdades e direitos dos cidadãos. Um Presidente que deixa a situação chegar onde chegou ao longo do seu mandato –acabando ele próprio por ser escutado - certamente tem pouco de que se orgulhar.
Jorge Sampaio vai certamente ficar para a História, mas não pelas melhores razões. O seu segundo mandato é um «case study» de manobra política, de instabilidade, de favoritismo à sua família partidária. O tempo se encarregará de proporcionar a distância, que é a melhor conselheira na elaboração de juízos.
No meio deste unanimismo bajulatório de final de mandato vale a pena recordar três temas: em primeiro lugar a guerra surda de Sampaio com Ferro Rodrigues (cujas razões verdadeiras talvez nunca se descubram) depois do desaparecimento de Guterres, guerra surda que acabou por facilitar a chegada de Durão Barroso ao poder; em segundo lugar a reacção presidencial ao abandono do cargo de Primeiro-Ministro por Durão Barroso e o longuíssimo período de instabilidade e indecisão que se lhe seguiu; em terceiro lugar o facto de nessa altura não ter convocado eleições antecipadas, sendo certo que se na época, Verão de 2004, o PS tivesse ido a votos dificilmente obteria um resultado vitorioso – e a situação político-partidária seria provavelmente muito diferente hoje em dia. Sampaio preferiu esperar e criar clima para a dissolução da Assembleia da República quando Sócrates já tivesse criado as condições mínimas no PS para se poder submeter às urnas.
Mas se na política a instabilidade foi a marca do segundo mandato de Sampaio, na sociedade portuguesa estes anos ficarão marcados pela degradação e descredibilização da justiça, pelo grau zero da confiança dos cidadãos num sistema judicial que cada vez mais se mostra incapaz de investigar e julgar no respeito pelas liberdades e direitos dos cidadãos. Um Presidente que deixa a situação chegar onde chegou ao longo do seu mandato –acabando ele próprio por ser escutado - certamente tem pouco de que se orgulhar.
fevereiro 13, 2006
ESMAGADOR - A transmissão da Superbowl no Domingo passado deu à cadeia de televisão norte-americana ABC uma audiência média de 90,7 milhões de espectadores, um aumento de cinco por cento emr relação ao ano passado.A vitória dos Pittsburgh Steelers sobre os Seattle Seahawks foi vista em 45.85 milhões de casas. Um spot publicitário de 30 segundos num dos intervalos custava 2,5 milhões de dólares (no ano passado o valor era de 2,4 milhões). A cervejeira Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, colocou dez spots ao longo de todo o jogo, que teve os Rolling Stones como convidados musicais.
DIFERENTE – A entidade reguladora britânica de media, Ofcom, anunciou estar a estudar a possibilidade de autorizar o patrocínio integral e exclusivo de canais de rádio e de televisão por uma única entidade comercial. Existem no entanto limitações: entidades proibidas de fazer publicidade nestes media, como o tabaco, não poderão ser patrocinadores. E canais que tenham serviços de noticiários e de actualidades também não podem receber subsídio integral e exclusivo.
BARATO – O site da estação de televisão norte-americana CBS permite que se faça o download dos novos episódios do reality show «Survivor» ao preço de 1.99 dolares por episódio.
PERIGOSO – A ideia de colocar artistas à frente de espaços culturais é mais sinal de atraso e de provincianismo do que de abertura e inteligência. À frente dos espaços culturais devem estar pessoas não directamente envolvidas no processo criativo que é o sujeito principal do espaço que vão gerir. Têm que ser pessoas interessadas e conhecedoras, com uma visão pluridisciplinar e não parte interessada daquilo que será programado. Por isso é que a escolha de António Mega Ferreira para o CCB é muito boa e a de Pedro Burmester para a Casa da Música ou Diogo Infante para o Teatro Maria Matos levanta as maiores dúvidas e reservas. Estes espaços são casas de acolhimento e não devem ser núcleos de produção.
O MELHOR DA SEMANA – Todo o movimento desencadeado pela Sonae em torno da OPA sobre o universo PT. Nos tempos que correm não se pode dar nada por certo e imutável – essa é a grande lição de Belmiro de Azevedo.
O PIOR DA SEMANA – Freitas do Amaral, pela desgraçada e envergonhativa nota em prol do fundamentalismo islâmico.
UMA PERGUNTINHA – O Ministério dos Negócios Estrangeiros mudou de nome e de missão?
DESABAFO - Se Bill Gates visitasse Portugal todas as semanas tínhamos o Governo a tomar medidas positivas constantemente…
APROVEITAR – Este sábado, pelas 16h00, no CCB, o fotógrafo José Maçãs de Carvalho fala sobre a sua obra e o seu universo criativo. Algumas das suas imagens podem ser vistas no mesmo local, na exposição BESphoto.
LER – A história recente da transformação da Lego e da sua entrada no mundo virtual e de alta tecnologia, na edição deste mês da revista norte-americana «Wired» (também disponível em www.wired.com) .
OUVIR – Um grupo de artistas de New Orleans juntou-se depois do furacão e gravou este disco que reflecte a diversidade e a riqueza dos estilos musicais da cidade. É um testemunho de criatividade no meio das ruínas, é uma autêntica história da música da cidade. Inclui participações de Eddie Bo, Carol Fran, Allen Toussaint, Wild Magnólias e da Louisiana Philarmonic Orchestra, entre outros.
CD Elekta Nonesuch/Warner.
PROVAR – O velho e clássico Senhor Sebastião, do Cantinho da Paz, a S.Bento, tomou conta do restaurante da Casa de Goa, perto do Palácio das Necessidades, Calçada do Livramento 17, telefone 219 301 712. Ali se podem provar os petiscos que fizeram a fama do Cantinho, num sítio simpático e onde se estaciona com facilidade.
BACK TO BASICS - A liberdade de cada um termina onde começa a do próximo.
DIFERENTE – A entidade reguladora britânica de media, Ofcom, anunciou estar a estudar a possibilidade de autorizar o patrocínio integral e exclusivo de canais de rádio e de televisão por uma única entidade comercial. Existem no entanto limitações: entidades proibidas de fazer publicidade nestes media, como o tabaco, não poderão ser patrocinadores. E canais que tenham serviços de noticiários e de actualidades também não podem receber subsídio integral e exclusivo.
BARATO – O site da estação de televisão norte-americana CBS permite que se faça o download dos novos episódios do reality show «Survivor» ao preço de 1.99 dolares por episódio.
PERIGOSO – A ideia de colocar artistas à frente de espaços culturais é mais sinal de atraso e de provincianismo do que de abertura e inteligência. À frente dos espaços culturais devem estar pessoas não directamente envolvidas no processo criativo que é o sujeito principal do espaço que vão gerir. Têm que ser pessoas interessadas e conhecedoras, com uma visão pluridisciplinar e não parte interessada daquilo que será programado. Por isso é que a escolha de António Mega Ferreira para o CCB é muito boa e a de Pedro Burmester para a Casa da Música ou Diogo Infante para o Teatro Maria Matos levanta as maiores dúvidas e reservas. Estes espaços são casas de acolhimento e não devem ser núcleos de produção.
O MELHOR DA SEMANA – Todo o movimento desencadeado pela Sonae em torno da OPA sobre o universo PT. Nos tempos que correm não se pode dar nada por certo e imutável – essa é a grande lição de Belmiro de Azevedo.
O PIOR DA SEMANA – Freitas do Amaral, pela desgraçada e envergonhativa nota em prol do fundamentalismo islâmico.
UMA PERGUNTINHA – O Ministério dos Negócios Estrangeiros mudou de nome e de missão?
DESABAFO - Se Bill Gates visitasse Portugal todas as semanas tínhamos o Governo a tomar medidas positivas constantemente…
APROVEITAR – Este sábado, pelas 16h00, no CCB, o fotógrafo José Maçãs de Carvalho fala sobre a sua obra e o seu universo criativo. Algumas das suas imagens podem ser vistas no mesmo local, na exposição BESphoto.
LER – A história recente da transformação da Lego e da sua entrada no mundo virtual e de alta tecnologia, na edição deste mês da revista norte-americana «Wired» (também disponível em www.wired.com) .
OUVIR – Um grupo de artistas de New Orleans juntou-se depois do furacão e gravou este disco que reflecte a diversidade e a riqueza dos estilos musicais da cidade. É um testemunho de criatividade no meio das ruínas, é uma autêntica história da música da cidade. Inclui participações de Eddie Bo, Carol Fran, Allen Toussaint, Wild Magnólias e da Louisiana Philarmonic Orchestra, entre outros.
CD Elekta Nonesuch/Warner.
PROVAR – O velho e clássico Senhor Sebastião, do Cantinho da Paz, a S.Bento, tomou conta do restaurante da Casa de Goa, perto do Palácio das Necessidades, Calçada do Livramento 17, telefone 219 301 712. Ali se podem provar os petiscos que fizeram a fama do Cantinho, num sítio simpático e onde se estaciona com facilidade.
BACK TO BASICS - A liberdade de cada um termina onde começa a do próximo.
Untitled
ESMAGADOR - A transmissão da Superbowl no Domingo passado deu à cadeia de televisão norte-americana ABC uma audiência média de 90,7 milhões de espectadores, um aumento de cinco por cento emr relação ao ano passado.A vitória dos Pittsburgh Steelers sobre os Seattle Seahawks foi vista em 45.85 milhões de casas. Um spot publicitário de 30 segundos num dos intervalos custava 2,5 milhões de dólares (no ano passado o valor era de 2,4 milhões). A cervejeira Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, colocou dez spots ao longo de todo o jogo, que teve os Rolling Stones como convidados musicais.
DIFERENTE – A entidade reguladora britânica de media, Ofcom, anunciou estar a estudar a possibilidade de autorizar o patrocínio integral e exclusivo de canais de rádio e de televisão por uma única entidade comercial. Existem no entanto limitações: entidades proibidas de fazer publicidade nestes media, como o tabaco, não poderão ser patrocinadores. E canais que tenham serviços de noticiários e de actualidades também não podem receber subsídio integral e exclusivo.
BARATO – O site da estação de televisão norte-americana CBS permite que se faça o download dos novos episódios do reality show «Survivor» ao preço de 1.99 dolares por episódio.
PERIGOSO – A ideia de colocar artistas à frente de espaços culturais é mais sinal de atraso e de provincianismo do que de abertura e inteligência. À frente dos espaços culturais devem estar pessoas não directamente envolvidas no processo criativo que é o sujeito principal do espaço que vão gerir. Têm que ser pessoas interessadas e conhecedoras, com uma visão pluridisciplinar e não parte interessada daquilo que será programado. Por isso é que a escolha de António Mega Ferreira para o CCB é muito boa e a de Pedro Burmester para a Casa da Música ou Diogo Infante para o Teatro Maria Matos levanta as maiores dúvidas e reservas. Estes espaços são casas de acolhimento e não devem ser núcleos de produção.
O MELHOR DA SEMANA – Todo o movimento desencadeado pela Sonae em torno da OPA sobre o universo PT. Nos tempos que correm não se pode dar nada por certo e imutável – essa é a grande lição de Belmiro de Azevedo.
O PIOR DA SEMANA – Freitas do Amaral, pela desgraçada e envergonhativa nota em prol do fundamentalismo islâmico.
UMA PERGUNTINHA – O Ministério dos Negócios Estrangeiros mudou de nome e de missão?
DESABAFO - Se Bill Gates visitasse Portugal todas as semanas tínhamos o Governo a tomar medidas positivas constantemente…
APROVEITAR – Este sábado, pelas 16h00, no CCB, o fotógrafo José Maçãs de Carvalho fala sobre a sua obra e o seu universo criativo. Algumas das suas imagens podem ser vistas no mesmo local, na exposição BESphoto.
LER – A história recente da transformação da Lego e da sua entrada no mundo virtual e de alta tecnologia, na edição deste mês da revista norte-americana «Wired» (também disponível em www.wired.com) .
OUVIR – Um grupo de artistas de New Orleans juntou-se depois do furacão e gravou este disco que reflecte a diversidade e a riqueza dos estilos musicais da cidade. É um testemunho de criatividade no meio das ruínas, é uma autêntica história da música da cidade. Inclui participações de Eddie Bo, Carol Fran, Allen Toussaint, Wild Magnólias e da Louisiana Philarmonic Orchestra, entre outros.
CD Elekta Nonesuch/Warner.
PROVAR – O velho e clássico Senhor Sebastião, do Cantinho da Paz, a S.Bento, tomou conta do restaurante da Casa de Goa, perto do Palácio das Necessidades, Calçada do Livramento 17, telefone 219 301 712. Ali se podem provar os petiscos que fizeram a fama do Cantinho, num sítio simpático e onde se estaciona com facilidade.
BACK TO BASICS - A liberdade de cada um termina onde começa a do próximo.
DIFERENTE – A entidade reguladora britânica de media, Ofcom, anunciou estar a estudar a possibilidade de autorizar o patrocínio integral e exclusivo de canais de rádio e de televisão por uma única entidade comercial. Existem no entanto limitações: entidades proibidas de fazer publicidade nestes media, como o tabaco, não poderão ser patrocinadores. E canais que tenham serviços de noticiários e de actualidades também não podem receber subsídio integral e exclusivo.
BARATO – O site da estação de televisão norte-americana CBS permite que se faça o download dos novos episódios do reality show «Survivor» ao preço de 1.99 dolares por episódio.
PERIGOSO – A ideia de colocar artistas à frente de espaços culturais é mais sinal de atraso e de provincianismo do que de abertura e inteligência. À frente dos espaços culturais devem estar pessoas não directamente envolvidas no processo criativo que é o sujeito principal do espaço que vão gerir. Têm que ser pessoas interessadas e conhecedoras, com uma visão pluridisciplinar e não parte interessada daquilo que será programado. Por isso é que a escolha de António Mega Ferreira para o CCB é muito boa e a de Pedro Burmester para a Casa da Música ou Diogo Infante para o Teatro Maria Matos levanta as maiores dúvidas e reservas. Estes espaços são casas de acolhimento e não devem ser núcleos de produção.
O MELHOR DA SEMANA – Todo o movimento desencadeado pela Sonae em torno da OPA sobre o universo PT. Nos tempos que correm não se pode dar nada por certo e imutável – essa é a grande lição de Belmiro de Azevedo.
O PIOR DA SEMANA – Freitas do Amaral, pela desgraçada e envergonhativa nota em prol do fundamentalismo islâmico.
UMA PERGUNTINHA – O Ministério dos Negócios Estrangeiros mudou de nome e de missão?
DESABAFO - Se Bill Gates visitasse Portugal todas as semanas tínhamos o Governo a tomar medidas positivas constantemente…
APROVEITAR – Este sábado, pelas 16h00, no CCB, o fotógrafo José Maçãs de Carvalho fala sobre a sua obra e o seu universo criativo. Algumas das suas imagens podem ser vistas no mesmo local, na exposição BESphoto.
LER – A história recente da transformação da Lego e da sua entrada no mundo virtual e de alta tecnologia, na edição deste mês da revista norte-americana «Wired» (também disponível em www.wired.com) .
OUVIR – Um grupo de artistas de New Orleans juntou-se depois do furacão e gravou este disco que reflecte a diversidade e a riqueza dos estilos musicais da cidade. É um testemunho de criatividade no meio das ruínas, é uma autêntica história da música da cidade. Inclui participações de Eddie Bo, Carol Fran, Allen Toussaint, Wild Magnólias e da Louisiana Philarmonic Orchestra, entre outros.
CD Elekta Nonesuch/Warner.
PROVAR – O velho e clássico Senhor Sebastião, do Cantinho da Paz, a S.Bento, tomou conta do restaurante da Casa de Goa, perto do Palácio das Necessidades, Calçada do Livramento 17, telefone 219 301 712. Ali se podem provar os petiscos que fizeram a fama do Cantinho, num sítio simpático e onde se estaciona com facilidade.
BACK TO BASICS - A liberdade de cada um termina onde começa a do próximo.
O ESTIMADO CLIENTE
Um inquérito recente a cidadãos estrangeiros que vivem em Portugal tinha um dado curioso. Interrogados sobre a qualidade dos serviços, a maioria dos inquiridos dizia que esperava que fosse introduzida concorrência no fornecimento de energia eléctrica a particulares para poder deixar de ser cliente da EDP. Percebo bem o problema: para a EDP o estimado cliente serve apenas para pagar as facturas, de preferência pagando adiantado e sem refilar muito. Que a energia falhe, seja instável, que as facturas de estimativa tenham pouca correspondência com a realidade e outros pormenores do género são detalhes de somenos importância.
Nos últimos meses assisto muito interessado à discussão sobre o futuro modelo de governação da EDP e correspondentes alterações na sua administração. Muito curiosamente não vejo ninguém da empresa a preocupar-se com o serviço que é prestado, com a assistência aos clientes.
Dir-me-ão que não é caso único. Pois não, mas curiosamente há uma matriz: os piores casos de desrespeito pelo cliente vêm, na generalidade, de empresas que eram exclusivamente de capitais públicos e que existiam como monopólios estatais na sua área. Quem não tem reclamações da PT e seu universo, da Gás de Portugal e seu rol de subsidiárias, das empresas de fornecimento de águas ou da EDP? Como é que empresas desta dimensão tratam de forma tão má – abusiva mesmo - os seus clientes?
Esta área da atenção dada aos clientes, do equilíbrio dos tarifários, da qualidade do serviço prestado devia ser vigiada e regulada por alguém. José Sócrates bem que podia recuperar para o seu Governo a dinâmica de defesa dos consumidores que teve quando foi Ministro com a tutela dessa área.
Um inquérito recente a cidadãos estrangeiros que vivem em Portugal tinha um dado curioso. Interrogados sobre a qualidade dos serviços, a maioria dos inquiridos dizia que esperava que fosse introduzida concorrência no fornecimento de energia eléctrica a particulares para poder deixar de ser cliente da EDP. Percebo bem o problema: para a EDP o estimado cliente serve apenas para pagar as facturas, de preferência pagando adiantado e sem refilar muito. Que a energia falhe, seja instável, que as facturas de estimativa tenham pouca correspondência com a realidade e outros pormenores do género são detalhes de somenos importância.
Nos últimos meses assisto muito interessado à discussão sobre o futuro modelo de governação da EDP e correspondentes alterações na sua administração. Muito curiosamente não vejo ninguém da empresa a preocupar-se com o serviço que é prestado, com a assistência aos clientes.
Dir-me-ão que não é caso único. Pois não, mas curiosamente há uma matriz: os piores casos de desrespeito pelo cliente vêm, na generalidade, de empresas que eram exclusivamente de capitais públicos e que existiam como monopólios estatais na sua área. Quem não tem reclamações da PT e seu universo, da Gás de Portugal e seu rol de subsidiárias, das empresas de fornecimento de águas ou da EDP? Como é que empresas desta dimensão tratam de forma tão má – abusiva mesmo - os seus clientes?
Esta área da atenção dada aos clientes, do equilíbrio dos tarifários, da qualidade do serviço prestado devia ser vigiada e regulada por alguém. José Sócrates bem que podia recuperar para o seu Governo a dinâmica de defesa dos consumidores que teve quando foi Ministro com a tutela dessa área.
Untitled
O ESTIMADO CLIENTE
Um inquérito recente a cidadãos estrangeiros que vivem em Portugal tinha um dado curioso. Interrogados sobre a qualidade dos serviços, a maioria dos inquiridos dizia que esperava que fosse introduzida concorrência no fornecimento de energia eléctrica a particulares para poder deixar de ser cliente da EDP. Percebo bem o problema: para a EDP o estimado cliente serve apenas para pagar as facturas, de preferência pagando adiantado e sem refilar muito. Que a energia falhe, seja instável, que as facturas de estimativa tenham pouca correspondência com a realidade e outros pormenores do género são detalhes de somenos importância.
Nos últimos meses assisto muito interessado à discussão sobre o futuro modelo de governação da EDP e correspondentes alterações na sua administração. Muito curiosamente não vejo ninguém da empresa a preocupar-se com o serviço que é prestado, com a assistência aos clientes.
Dir-me-ão que não é caso único. Pois não, mas curiosamente há uma matriz: os piores casos de desrespeito pelo cliente vêm, na generalidade, de empresas que eram exclusivamente de capitais públicos e que existiam como monopólios estatais na sua área. Quem não tem reclamações da PT e seu universo, da Gás de Portugal e seu rol de subsidiárias, das empresas de fornecimento de águas ou da EDP? Como é que empresas desta dimensão tratam de forma tão má – abusiva mesmo - os seus clientes?
Esta área da atenção dada aos clientes, do equilíbrio dos tarifários, da qualidade do serviço prestado devia ser vigiada e regulada por alguém. José Sócrates bem que podia recuperar para o seu Governo a dinâmica de defesa dos consumidores que teve quando foi Ministro com a tutela dessa área.
Um inquérito recente a cidadãos estrangeiros que vivem em Portugal tinha um dado curioso. Interrogados sobre a qualidade dos serviços, a maioria dos inquiridos dizia que esperava que fosse introduzida concorrência no fornecimento de energia eléctrica a particulares para poder deixar de ser cliente da EDP. Percebo bem o problema: para a EDP o estimado cliente serve apenas para pagar as facturas, de preferência pagando adiantado e sem refilar muito. Que a energia falhe, seja instável, que as facturas de estimativa tenham pouca correspondência com a realidade e outros pormenores do género são detalhes de somenos importância.
Nos últimos meses assisto muito interessado à discussão sobre o futuro modelo de governação da EDP e correspondentes alterações na sua administração. Muito curiosamente não vejo ninguém da empresa a preocupar-se com o serviço que é prestado, com a assistência aos clientes.
Dir-me-ão que não é caso único. Pois não, mas curiosamente há uma matriz: os piores casos de desrespeito pelo cliente vêm, na generalidade, de empresas que eram exclusivamente de capitais públicos e que existiam como monopólios estatais na sua área. Quem não tem reclamações da PT e seu universo, da Gás de Portugal e seu rol de subsidiárias, das empresas de fornecimento de águas ou da EDP? Como é que empresas desta dimensão tratam de forma tão má – abusiva mesmo - os seus clientes?
Esta área da atenção dada aos clientes, do equilíbrio dos tarifários, da qualidade do serviço prestado devia ser vigiada e regulada por alguém. José Sócrates bem que podia recuperar para o seu Governo a dinâmica de defesa dos consumidores que teve quando foi Ministro com a tutela dessa área.
fevereiro 05, 2006
Guerra de sexos – Cerca de metade dos 98 milhões de espectadores de um dos maiores eventos desportivos em televisão, a Superbowl, são mulheres, revela um estudo recente. Ora acontece que a publicidade dos intervalos tem sido quase exclusivamente dirigida ao público masculino – mas este ano as coisas vão mudar com os sabonetes Dove e com a Anheuser – Busch, que irá fazer um spot dirigido para as mulheres que gostam de cerveja.
Lojas – A News Corporation de Rupert Murdoch está a desenvolver a sua actividade de colocação de espaço publicitário em 35 000 lojas e, através da News America, está já a assinar contratos, que vão até dois anos de exclusivo pela utilização de todo o espaço de publicidade e promoção de produtos utilizável dentro dos estabelecimentos comerciais afiliados. A operação rende cerca de 300 milhões de dólares por ano à News America.
Record – 2005 foi o ano desta década em que maior número de companhias da lista das 1000 mais da Fortune mudou de CEO. Ao todo foram 129 novas nomeações (entre as quais a HP e a Sony), contra 98 em 2004 e 57 em 2000. A vida média de um CEO no cargo anda agora nos 54 meses, nada mau comparado com os 23 meses de vida média de um responsável de marketing das grandes companhias.
Exemplo irlandês –Novo canal de televisão na Irlanda dentro em breve. Trata-se do Channel 6, resultado do interesse de um conjunto de investidores privados que juntaram 14 milhões de euros para assegurar o capital inicial do canal, que emitirá em sinal aberto, por cabo e satélite, com as receitas provenientes da publicidade. A grelha baseia-se em séries norte-americanas, filmes e entretenimento. O alvo é o público entre os 15 e 35 anos.
Concorrência – A Google que se cuide . A Yahoo News é uma página informativa organizada de forma exemplar (news.yahoo.com), fornecendo o melhor da actualidade mas também reportagens exclusivas e uma ronda por algumas colaborações via blog.
O melhor da semana – a série de medidas de desburocratização anunciadas por José Sócrates. Se se cumprirem num prazo razoável será dos maiores avanços para fazer o país avançar.
O pior da semana – as reportagens patéticas e de poesia de pacotilha a propósito dos nevõezitos de há uns dias atrás.
Para ler – A edição de Fevereiro da revista «Atlântico», a primeira dirigida por Paulo Pinto de Mascarenhas, focada no resultado das presidenciais e com um belíssimo artigo de Rui Ramos muito apropriadamente intitulado «A esquerda já não mora lá». Descubram o resto em qualquer banca de jornais perto de si e em www.revista-atlantico.com .
Para navegar – O recém criado blogue www.o-espectro.blogspot.com , da autoria conjunta de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente. É obrigatório ler todos os dias a prosa – aqui ainda mais solta – de VPV. Se mantiverem o ritmo de escrita dos primeiros dias promete ser dos sítios mais animados da blogosfera.
Para ouvir – O álbum de estreia dos norte-americanos Clap Your Hands Say Yeah , uma banda que cresceu na Internet e que fez um disco onde uma voz que evoca em alguns momentos David Byrne se mistura com influências dos Cure, Smiths e de um bom número de sonoridades dos anos 80. Vale a pena descobrir um álbum que tem canções como «Over And Over Again (Lost & Found) » ou «Upon This Tidal Wave Of Young Blood». Sempre é uma boa alternativa à enchente de Mozart que de repente se abateu sobre nós.
Para beber – A Happy Hour do Bar Garrett, no Bairro Alto Hotel, Largo de Camões. Lisboa ganhou um daqueles sítios onde apetece acabar o dia antes de começar a noite, um bar confortável, com uma decoração irrepreensível, boa música de fundo e uma mezzanine com uns sofás irresistíveis e tentadores.
Uma perguntinha – Como se chama a um entrevistador que escolhe sempre a mesma pessoa para entrevistar e usa sempre o mesmo estilo?
Desabafo – oposição, procura-se.
Back To Basics – Estude o passado se quer saber como vai ser o futuro, Confúcio.
Lojas – A News Corporation de Rupert Murdoch está a desenvolver a sua actividade de colocação de espaço publicitário em 35 000 lojas e, através da News America, está já a assinar contratos, que vão até dois anos de exclusivo pela utilização de todo o espaço de publicidade e promoção de produtos utilizável dentro dos estabelecimentos comerciais afiliados. A operação rende cerca de 300 milhões de dólares por ano à News America.
Record – 2005 foi o ano desta década em que maior número de companhias da lista das 1000 mais da Fortune mudou de CEO. Ao todo foram 129 novas nomeações (entre as quais a HP e a Sony), contra 98 em 2004 e 57 em 2000. A vida média de um CEO no cargo anda agora nos 54 meses, nada mau comparado com os 23 meses de vida média de um responsável de marketing das grandes companhias.
Exemplo irlandês –Novo canal de televisão na Irlanda dentro em breve. Trata-se do Channel 6, resultado do interesse de um conjunto de investidores privados que juntaram 14 milhões de euros para assegurar o capital inicial do canal, que emitirá em sinal aberto, por cabo e satélite, com as receitas provenientes da publicidade. A grelha baseia-se em séries norte-americanas, filmes e entretenimento. O alvo é o público entre os 15 e 35 anos.
Concorrência – A Google que se cuide . A Yahoo News é uma página informativa organizada de forma exemplar (news.yahoo.com), fornecendo o melhor da actualidade mas também reportagens exclusivas e uma ronda por algumas colaborações via blog.
O melhor da semana – a série de medidas de desburocratização anunciadas por José Sócrates. Se se cumprirem num prazo razoável será dos maiores avanços para fazer o país avançar.
O pior da semana – as reportagens patéticas e de poesia de pacotilha a propósito dos nevõezitos de há uns dias atrás.
Para ler – A edição de Fevereiro da revista «Atlântico», a primeira dirigida por Paulo Pinto de Mascarenhas, focada no resultado das presidenciais e com um belíssimo artigo de Rui Ramos muito apropriadamente intitulado «A esquerda já não mora lá». Descubram o resto em qualquer banca de jornais perto de si e em www.revista-atlantico.com .
Para navegar – O recém criado blogue www.o-espectro.blogspot.com , da autoria conjunta de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente. É obrigatório ler todos os dias a prosa – aqui ainda mais solta – de VPV. Se mantiverem o ritmo de escrita dos primeiros dias promete ser dos sítios mais animados da blogosfera.
Para ouvir – O álbum de estreia dos norte-americanos Clap Your Hands Say Yeah , uma banda que cresceu na Internet e que fez um disco onde uma voz que evoca em alguns momentos David Byrne se mistura com influências dos Cure, Smiths e de um bom número de sonoridades dos anos 80. Vale a pena descobrir um álbum que tem canções como «Over And Over Again (Lost & Found) » ou «Upon This Tidal Wave Of Young Blood». Sempre é uma boa alternativa à enchente de Mozart que de repente se abateu sobre nós.
Para beber – A Happy Hour do Bar Garrett, no Bairro Alto Hotel, Largo de Camões. Lisboa ganhou um daqueles sítios onde apetece acabar o dia antes de começar a noite, um bar confortável, com uma decoração irrepreensível, boa música de fundo e uma mezzanine com uns sofás irresistíveis e tentadores.
Uma perguntinha – Como se chama a um entrevistador que escolhe sempre a mesma pessoa para entrevistar e usa sempre o mesmo estilo?
Desabafo – oposição, procura-se.
Back To Basics – Estude o passado se quer saber como vai ser o futuro, Confúcio.
Untitled
Guerra de sexos – Cerca de metade dos 98 milhões de espectadores de um dos maiores eventos desportivos em televisão, a Superbowl, são mulheres, revela um estudo recente. Ora acontece que a publicidade dos intervalos tem sido quase exclusivamente dirigida ao público masculino – mas este ano as coisas vão mudar com os sabonetes Dove e com a Anheuser – Busch, que irá fazer um spot dirigido para as mulheres que gostam de cerveja.
Lojas – A News Corporation de Rupert Murdoch está a desenvolver a sua actividade de colocação de espaço publicitário em 35 000 lojas e, através da News America, está já a assinar contratos, que vão até dois anos de exclusivo pela utilização de todo o espaço de publicidade e promoção de produtos utilizável dentro dos estabelecimentos comerciais afiliados. A operação rende cerca de 300 milhões de dólares por ano à News America.
Record – 2005 foi o ano desta década em que maior número de companhias da lista das 1000 mais da Fortune mudou de CEO. Ao todo foram 129 novas nomeações (entre as quais a HP e a Sony), contra 98 em 2004 e 57 em 2000. A vida média de um CEO no cargo anda agora nos 54 meses, nada mau comparado com os 23 meses de vida média de um responsável de marketing das grandes companhias.
Exemplo irlandês –Novo canal de televisão na Irlanda dentro em breve. Trata-se do Channel 6, resultado do interesse de um conjunto de investidores privados que juntaram 14 milhões de euros para assegurar o capital inicial do canal, que emitirá em sinal aberto, por cabo e satélite, com as receitas provenientes da publicidade. A grelha baseia-se em séries norte-americanas, filmes e entretenimento. O alvo é o público entre os 15 e 35 anos.
Concorrência – A Google que se cuide . A Yahoo News é uma página informativa organizada de forma exemplar (news.yahoo.com), fornecendo o melhor da actualidade mas também reportagens exclusivas e uma ronda por algumas colaborações via blog.
O melhor da semana – a série de medidas de desburocratização anunciadas por José Sócrates. Se se cumprirem num prazo razoável será dos maiores avanços para fazer o país avançar.
O pior da semana – as reportagens patéticas e de poesia de pacotilha a propósito dos nevõezitos de há uns dias atrás.
Para ler – A edição de Fevereiro da revista «Atlântico», a primeira dirigida por Paulo Pinto de Mascarenhas, focada no resultado das presidenciais e com um belíssimo artigo de Rui Ramos muito apropriadamente intitulado «A esquerda já não mora lá». Descubram o resto em qualquer banca de jornais perto de si e em www.revista-atlantico.com .
Para navegar – O recém criado blogue www.o-espectro.blogspot.com , da autoria conjunta de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente. É obrigatório ler todos os dias a prosa – aqui ainda mais solta – de VPV. Se mantiverem o ritmo de escrita dos primeiros dias promete ser dos sítios mais animados da blogosfera.
Para ouvir – O álbum de estreia dos norte-americanos Clap Your Hands Say Yeah , uma banda que cresceu na Internet e que fez um disco onde uma voz que evoca em alguns momentos David Byrne se mistura com influências dos Cure, Smiths e de um bom número de sonoridades dos anos 80. Vale a pena descobrir um álbum que tem canções como «Over And Over Again (Lost & Found) » ou «Upon This Tidal Wave Of Young Blood». Sempre é uma boa alternativa à enchente de Mozart que de repente se abateu sobre nós.
Para beber – A Happy Hour do Bar Garrett, no Bairro Alto Hotel, Largo de Camões. Lisboa ganhou um daqueles sítios onde apetece acabar o dia antes de começar a noite, um bar confortável, com uma decoração irrepreensível, boa música de fundo e uma mezzanine com uns sofás irresistíveis e tentadores.
Uma perguntinha – Como se chama a um entrevistador que escolhe sempre a mesma pessoa para entrevistar e usa sempre o mesmo estilo?
Desabafo – oposição, procura-se.
Back To Basics – Estude o passado se quer saber como vai ser o futuro, Confúcio.
Lojas – A News Corporation de Rupert Murdoch está a desenvolver a sua actividade de colocação de espaço publicitário em 35 000 lojas e, através da News America, está já a assinar contratos, que vão até dois anos de exclusivo pela utilização de todo o espaço de publicidade e promoção de produtos utilizável dentro dos estabelecimentos comerciais afiliados. A operação rende cerca de 300 milhões de dólares por ano à News America.
Record – 2005 foi o ano desta década em que maior número de companhias da lista das 1000 mais da Fortune mudou de CEO. Ao todo foram 129 novas nomeações (entre as quais a HP e a Sony), contra 98 em 2004 e 57 em 2000. A vida média de um CEO no cargo anda agora nos 54 meses, nada mau comparado com os 23 meses de vida média de um responsável de marketing das grandes companhias.
Exemplo irlandês –Novo canal de televisão na Irlanda dentro em breve. Trata-se do Channel 6, resultado do interesse de um conjunto de investidores privados que juntaram 14 milhões de euros para assegurar o capital inicial do canal, que emitirá em sinal aberto, por cabo e satélite, com as receitas provenientes da publicidade. A grelha baseia-se em séries norte-americanas, filmes e entretenimento. O alvo é o público entre os 15 e 35 anos.
Concorrência – A Google que se cuide . A Yahoo News é uma página informativa organizada de forma exemplar (news.yahoo.com), fornecendo o melhor da actualidade mas também reportagens exclusivas e uma ronda por algumas colaborações via blog.
O melhor da semana – a série de medidas de desburocratização anunciadas por José Sócrates. Se se cumprirem num prazo razoável será dos maiores avanços para fazer o país avançar.
O pior da semana – as reportagens patéticas e de poesia de pacotilha a propósito dos nevõezitos de há uns dias atrás.
Para ler – A edição de Fevereiro da revista «Atlântico», a primeira dirigida por Paulo Pinto de Mascarenhas, focada no resultado das presidenciais e com um belíssimo artigo de Rui Ramos muito apropriadamente intitulado «A esquerda já não mora lá». Descubram o resto em qualquer banca de jornais perto de si e em www.revista-atlantico.com .
Para navegar – O recém criado blogue www.o-espectro.blogspot.com , da autoria conjunta de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente. É obrigatório ler todos os dias a prosa – aqui ainda mais solta – de VPV. Se mantiverem o ritmo de escrita dos primeiros dias promete ser dos sítios mais animados da blogosfera.
Para ouvir – O álbum de estreia dos norte-americanos Clap Your Hands Say Yeah , uma banda que cresceu na Internet e que fez um disco onde uma voz que evoca em alguns momentos David Byrne se mistura com influências dos Cure, Smiths e de um bom número de sonoridades dos anos 80. Vale a pena descobrir um álbum que tem canções como «Over And Over Again (Lost & Found) » ou «Upon This Tidal Wave Of Young Blood». Sempre é uma boa alternativa à enchente de Mozart que de repente se abateu sobre nós.
Para beber – A Happy Hour do Bar Garrett, no Bairro Alto Hotel, Largo de Camões. Lisboa ganhou um daqueles sítios onde apetece acabar o dia antes de começar a noite, um bar confortável, com uma decoração irrepreensível, boa música de fundo e uma mezzanine com uns sofás irresistíveis e tentadores.
Uma perguntinha – Como se chama a um entrevistador que escolhe sempre a mesma pessoa para entrevistar e usa sempre o mesmo estilo?
Desabafo – oposição, procura-se.
Back To Basics – Estude o passado se quer saber como vai ser o futuro, Confúcio.
janeiro 30, 2006
Untitled
NEVÃO
Já estou um bocadinho farto de tanta poesia de pacotilha feita sobre os nevões de Domingo.
Já estou um bocadinho farto de tanta poesia de pacotilha feita sobre os nevões de Domingo.
janeiro 28, 2006
Untitled
MANUAL DA CONSPIRAÇÃO
Passo a passo José Sócrates vai concluindo a estratégia que metodicamente traçou para limpar o seu próprio partido de quaisquer veleidades de oposição ao rumo que quer prosseguir. Os resultados eleitorais de Domingo são um dos passos com maiores consequências: por um lado garantem-lhe estabilidade governativa desde que cumpra um programa de reformas que em boa medida desagrada ao seu próprio partido (a votação em Alegre é disso prova provada); e, por outro, permitiu-lhe finalmente eliminar o posicionamento de Mário Soares como figura tutelar do PS, além de ter dado xeque mate a um conjunto importante de personalidades que constituíram o núcleo duro da candidatura; finalmente sacrificou Jorge Coelho no altar dos votos pela segunda vez consecutiva (a primeira foi nas autárquicas).
Antes disso, é bom recordar, desfizera-se de boa parte da oposição interna no processo eleitoral para as autarquias, deixando Carrilho, Francisco Assis e João Soares esturricarem em lume brando. No último ano Sócrates foi o único a vencer eleições, todos os outros que o PS apresentou as perderam - e estrondosamente.
O único ponto aparentemente imprevisto foi a teimosia de Alegre em concorrer e o resultado que obteve. Resta saber como Alegre irá gerir o capital político que esses 20% de votos lhe dão, resta saber se ele será capaz de lançar uma oposição interna, de esquerda, contra as reformas de Sócrates – que muitos no PS consideram de direita.
Por via das dúvidas Sócrates preferiu logo na noite eleitoral impor a sua voz à de Alegre – ninguém acredita que na vasta equipa de assessores de que se rodeia ninguém soubesse o que estava a acontecer e ninguém o avisasse, ninguém acredita que não houvesse televisões ligadas na sede o PS. Para além da derrota de Soares, a marca da noite eleitoral foi Sócrates a calar Alegre. É o que se vai passar a partir de agora.
Passo a passo José Sócrates vai concluindo a estratégia que metodicamente traçou para limpar o seu próprio partido de quaisquer veleidades de oposição ao rumo que quer prosseguir. Os resultados eleitorais de Domingo são um dos passos com maiores consequências: por um lado garantem-lhe estabilidade governativa desde que cumpra um programa de reformas que em boa medida desagrada ao seu próprio partido (a votação em Alegre é disso prova provada); e, por outro, permitiu-lhe finalmente eliminar o posicionamento de Mário Soares como figura tutelar do PS, além de ter dado xeque mate a um conjunto importante de personalidades que constituíram o núcleo duro da candidatura; finalmente sacrificou Jorge Coelho no altar dos votos pela segunda vez consecutiva (a primeira foi nas autárquicas).
Antes disso, é bom recordar, desfizera-se de boa parte da oposição interna no processo eleitoral para as autarquias, deixando Carrilho, Francisco Assis e João Soares esturricarem em lume brando. No último ano Sócrates foi o único a vencer eleições, todos os outros que o PS apresentou as perderam - e estrondosamente.
O único ponto aparentemente imprevisto foi a teimosia de Alegre em concorrer e o resultado que obteve. Resta saber como Alegre irá gerir o capital político que esses 20% de votos lhe dão, resta saber se ele será capaz de lançar uma oposição interna, de esquerda, contra as reformas de Sócrates – que muitos no PS consideram de direita.
Por via das dúvidas Sócrates preferiu logo na noite eleitoral impor a sua voz à de Alegre – ninguém acredita que na vasta equipa de assessores de que se rodeia ninguém soubesse o que estava a acontecer e ninguém o avisasse, ninguém acredita que não houvesse televisões ligadas na sede o PS. Para além da derrota de Soares, a marca da noite eleitoral foi Sócrates a calar Alegre. É o que se vai passar a partir de agora.
MANUAL DA CONSPIRAÇÃO
Passo a passo José Sócrates vai concluindo a estratégia que metodicamente traçou para limpar o seu próprio partido de quaisquer veleidades de oposição ao rumo que quer prosseguir. Os resultados eleitorais de Domingo são um dos passos com maiores consequências: por um lado garantem-lhe estabilidade governativa desde que cumpra um programa de reformas que em boa medida desagrada ao seu próprio partido (a votação em Alegre é disso prova provada); e, por outro, permitiu-lhe finalmente eliminar o posicionamento de Mário Soares como figura tutelar do PS, além de ter dado xeque mate a um conjunto importante de personalidades que constituíram o núcleo duro da candidatura; finalmente sacrificou Jorge Coelho no altar dos votos pela segunda vez consecutiva (a primeira foi nas autárquicas).
Antes disso, é bom recordar, desfizera-se de boa parte da oposição interna no processo eleitoral para as autarquias, deixando Carrilho, Francisco Assis e João Soares esturricarem em lume brando. No último ano Sócrates foi o único a vencer eleições, todos os outros que o PS apresentou as perderam - e estrondosamente.
O único ponto aparentemente imprevisto foi a teimosia de Alegre em concorrer e o resultado que obteve. Resta saber como Alegre irá gerir o capital político que esses 20% de votos lhe dão, resta saber se ele será capaz de lançar uma oposição interna, de esquerda, contra as reformas de Sócrates – que muitos no PS consideram de direita.
Por via das dúvidas Sócrates preferiu logo na noite eleitoral impor a sua voz à de Alegre – ninguém acredita que na vasta equipa de assessores de que se rodeia ninguém soubesse o que estava a acontecer e ninguém o avisasse, ninguém acredita que não houvesse televisões ligadas na sede o PS. Para além da derrota de Soares, a marca da noite eleitoral foi Sócrates a calar Alegre. É o que se vai passar a partir de agora.
Passo a passo José Sócrates vai concluindo a estratégia que metodicamente traçou para limpar o seu próprio partido de quaisquer veleidades de oposição ao rumo que quer prosseguir. Os resultados eleitorais de Domingo são um dos passos com maiores consequências: por um lado garantem-lhe estabilidade governativa desde que cumpra um programa de reformas que em boa medida desagrada ao seu próprio partido (a votação em Alegre é disso prova provada); e, por outro, permitiu-lhe finalmente eliminar o posicionamento de Mário Soares como figura tutelar do PS, além de ter dado xeque mate a um conjunto importante de personalidades que constituíram o núcleo duro da candidatura; finalmente sacrificou Jorge Coelho no altar dos votos pela segunda vez consecutiva (a primeira foi nas autárquicas).
Antes disso, é bom recordar, desfizera-se de boa parte da oposição interna no processo eleitoral para as autarquias, deixando Carrilho, Francisco Assis e João Soares esturricarem em lume brando. No último ano Sócrates foi o único a vencer eleições, todos os outros que o PS apresentou as perderam - e estrondosamente.
O único ponto aparentemente imprevisto foi a teimosia de Alegre em concorrer e o resultado que obteve. Resta saber como Alegre irá gerir o capital político que esses 20% de votos lhe dão, resta saber se ele será capaz de lançar uma oposição interna, de esquerda, contra as reformas de Sócrates – que muitos no PS consideram de direita.
Por via das dúvidas Sócrates preferiu logo na noite eleitoral impor a sua voz à de Alegre – ninguém acredita que na vasta equipa de assessores de que se rodeia ninguém soubesse o que estava a acontecer e ninguém o avisasse, ninguém acredita que não houvesse televisões ligadas na sede o PS. Para além da derrota de Soares, a marca da noite eleitoral foi Sócrates a calar Alegre. É o que se vai passar a partir de agora.
Subscrever:
Mensagens (Atom)