MOBILIDADE – Um novo relatório divulgado na Holanda pela empresa de estudos Informa considera que no final do ano 2010, em todo o mundo, 125 milhões de pessoas irão seguir regularmente emissões de televisão nos seus telemóveis. O mesmo relatório considera que até final do ano serão vendidos 130 000 telefones com capacidade de recpção de emissões de televisão. A Nokia já anunciou que irá apresentar um modelo com estas capacidades na primeira metade do próximo ano e a Samsumg já faz demonstrações online do aparelho que entretanto desenvolveu.
DEFINIÇÃO – O realizador Steven Soderbergh vai dirigir seis produções integralmente registadas em video de alta definição, que se destinam a ser distribuídas simultaneamente através da exibição em cinemas, da emissão em televisão e do mercado de DVD e Video. O objectivo do produtor ao fazer este lançamento simultâneo é proporcionar ao espectador a possibilidade de decidir desde o início do coclo de vida da obra qual o formato e o meio em que pretende ver o filme. O primeiro filma da série chama-se «Bubble» e é um policial filmado numa pequena cidade do Ohio. Soderbergh é o autor de filmes como «Sex, Lies And Videotapes», «Erin Brokovich» e «Ocean’s Eleven».
SKY – A plataforma de satélite britânica BSkyB atingiu um total de 7,7 milhões de assinantes, conseguiu um aumento de receitas de 10 por cento atingindo os 2.96 mil milhões de libras e obteve um lucro, depois de impostos, de 273 milhões de libras, o que significa um aumento de 12 por cento.
RANKING – Segundo a revista Forbes a Time Warner é a companhia de Media com melhores resultados, aparecendo na posição 51 do seu ranking global das 2000 maiores companhias mundiais. A seguir vem a Disney na posição 99, a Sony na posição 123, a News Corp (de Murdoch) na posição 125 e o distribuidor norte-americano de cabo Comcast na posição 131. A Viacom, outro operador de cabo, surge no lugar 448 e a Vivendi Universal em 454. A BSkyB surge na posição 702. A Warner gerou receitas de 42 mil milhões de dolares e lucro de 3.3 mil milhões de dolares.
LER - «Há sítios onde não chove...Mas no Porto chove sempre. Mesmo quando não chove parece que está a chover, deve ser porque a foz está cada vez mais perto da cidade» - a citação, com a devida vénia, é apenas um dos muito irónicos e estimulantes diálogos do novo livro de Francisco José Viegas, «Longe de Manaus», mais um policial protagonizado pelo detective Jaime Ramos. Arrisco-me a dizer que é o melhor livro que o autor construíu com este personagem. Tem sido o meu entretém desta semana. Melhor que quase qualquer coisa, excepto a nova série dos «Sete Palmos de Terra». Edição Asa, Colecção Finisterra.
OUVIR – A voz é um bocado intrigante, parece ter sido feita de «samples» de outras grandes vozes. Há timbres que evocam memórias, mas há sobretudo uma capacidade melódica vocal que é rara e há uma carga dramática na interpretação que roça o limite do «pastiche», mas que consegue reter, por um fio, lugar cativo na elegância. Ele chama-se Antony, canta com os Johnsons e o disco chama-se «I’m A Bird Now». Vão fazer uma curta digressão nacional no fim de Maio (dia 31 na Aula Magna de Lisboa) e início de Junho. Comprem o disco, estejam atentos aos concertos. Belas canções.
COMIDINHA – Se querem experimentar como está a vossa habilidade culinária com um receituário internacional, visitem o sítio www.epicurious.com e ficarão deliciados. Há uma secção especial para vegetarianos e sobretudo um sistema de pesquisa que permite seleccionar sugestões por ingredientes, método de preparação, cozinhas nacionais, métodos especiais, receitas sazonais, por refeição a que se destinam e por tipo de prato – de saladas a sanduiches. É o motor de busca culinário mais completo que conheço. Pode ainda encontrar sugestões de vinhos e de restaurantes nas principais grandes cidades do planeta.
REMATE – Não é nada má ideia abandonar a reconstrução do Parque Mayer e pensar noutro local para fazer obras de arquitectura emblemáticas. E não há que ter medo das boas ideias, venham de onde vierem.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
maio 09, 2005
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MOBILIDADE – Um novo relatório divulgado na Holanda pela empresa de estudos Informa considera que no final do ano 2010, em todo o mundo, 125 milhões de pessoas irão seguir regularmente emissões de televisão nos seus telemóveis. O mesmo relatório considera que até final do ano serão vendidos 130 000 telefones com capacidade de recpção de emissões de televisão. A Nokia já anunciou que irá apresentar um modelo com estas capacidades na primeira metade do próximo ano e a Samsumg já faz demonstrações online do aparelho que entretanto desenvolveu.
DEFINIÇÃO – O realizador Steven Soderbergh vai dirigir seis produções integralmente registadas em video de alta definição, que se destinam a ser distribuídas simultaneamente através da exibição em cinemas, da emissão em televisão e do mercado de DVD e Video. O objectivo do produtor ao fazer este lançamento simultâneo é proporcionar ao espectador a possibilidade de decidir desde o início do coclo de vida da obra qual o formato e o meio em que pretende ver o filme. O primeiro filma da série chama-se «Bubble» e é um policial filmado numa pequena cidade do Ohio. Soderbergh é o autor de filmes como «Sex, Lies And Videotapes», «Erin Brokovich» e «Ocean’s Eleven».
SKY – A plataforma de satélite britânica BSkyB atingiu um total de 7,7 milhões de assinantes, conseguiu um aumento de receitas de 10 por cento atingindo os 2.96 mil milhões de libras e obteve um lucro, depois de impostos, de 273 milhões de libras, o que significa um aumento de 12 por cento.
RANKING – Segundo a revista Forbes a Time Warner é a companhia de Media com melhores resultados, aparecendo na posição 51 do seu ranking global das 2000 maiores companhias mundiais. A seguir vem a Disney na posição 99, a Sony na posição 123, a News Corp (de Murdoch) na posição 125 e o distribuidor norte-americano de cabo Comcast na posição 131. A Viacom, outro operador de cabo, surge no lugar 448 e a Vivendi Universal em 454. A BSkyB surge na posição 702. A Warner gerou receitas de 42 mil milhões de dolares e lucro de 3.3 mil milhões de dolares.
LER - «Há sítios onde não chove...Mas no Porto chove sempre. Mesmo quando não chove parece que está a chover, deve ser porque a foz está cada vez mais perto da cidade» - a citação, com a devida vénia, é apenas um dos muito irónicos e estimulantes diálogos do novo livro de Francisco José Viegas, «Longe de Manaus», mais um policial protagonizado pelo detective Jaime Ramos. Arrisco-me a dizer que é o melhor livro que o autor construíu com este personagem. Tem sido o meu entretém desta semana. Melhor que quase qualquer coisa, excepto a nova série dos «Sete Palmos de Terra». Edição Asa, Colecção Finisterra.
OUVIR – A voz é um bocado intrigante, parece ter sido feita de «samples» de outras grandes vozes. Há timbres que evocam memórias, mas há sobretudo uma capacidade melódica vocal que é rara e há uma carga dramática na interpretação que roça o limite do «pastiche», mas que consegue reter, por um fio, lugar cativo na elegância. Ele chama-se Antony, canta com os Johnsons e o disco chama-se «I’m A Bird Now». Vão fazer uma curta digressão nacional no fim de Maio (dia 31 na Aula Magna de Lisboa) e início de Junho. Comprem o disco, estejam atentos aos concertos. Belas canções.
COMIDINHA – Se querem experimentar como está a vossa habilidade culinária com um receituário internacional, visitem o sítio www.epicurious.com e ficarão deliciados. Há uma secção especial para vegetarianos e sobretudo um sistema de pesquisa que permite seleccionar sugestões por ingredientes, método de preparação, cozinhas nacionais, métodos especiais, receitas sazonais, por refeição a que se destinam e por tipo de prato – de saladas a sanduiches. É o motor de busca culinário mais completo que conheço. Pode ainda encontrar sugestões de vinhos e de restaurantes nas principais grandes cidades do planeta.
REMATE – Não é nada má ideia abandonar a reconstrução do Parque Mayer e pensar noutro local para fazer obras de arquitectura emblemáticas. E não há que ter medo das boas ideias, venham de onde vierem.
DEFINIÇÃO – O realizador Steven Soderbergh vai dirigir seis produções integralmente registadas em video de alta definição, que se destinam a ser distribuídas simultaneamente através da exibição em cinemas, da emissão em televisão e do mercado de DVD e Video. O objectivo do produtor ao fazer este lançamento simultâneo é proporcionar ao espectador a possibilidade de decidir desde o início do coclo de vida da obra qual o formato e o meio em que pretende ver o filme. O primeiro filma da série chama-se «Bubble» e é um policial filmado numa pequena cidade do Ohio. Soderbergh é o autor de filmes como «Sex, Lies And Videotapes», «Erin Brokovich» e «Ocean’s Eleven».
SKY – A plataforma de satélite britânica BSkyB atingiu um total de 7,7 milhões de assinantes, conseguiu um aumento de receitas de 10 por cento atingindo os 2.96 mil milhões de libras e obteve um lucro, depois de impostos, de 273 milhões de libras, o que significa um aumento de 12 por cento.
RANKING – Segundo a revista Forbes a Time Warner é a companhia de Media com melhores resultados, aparecendo na posição 51 do seu ranking global das 2000 maiores companhias mundiais. A seguir vem a Disney na posição 99, a Sony na posição 123, a News Corp (de Murdoch) na posição 125 e o distribuidor norte-americano de cabo Comcast na posição 131. A Viacom, outro operador de cabo, surge no lugar 448 e a Vivendi Universal em 454. A BSkyB surge na posição 702. A Warner gerou receitas de 42 mil milhões de dolares e lucro de 3.3 mil milhões de dolares.
LER - «Há sítios onde não chove...Mas no Porto chove sempre. Mesmo quando não chove parece que está a chover, deve ser porque a foz está cada vez mais perto da cidade» - a citação, com a devida vénia, é apenas um dos muito irónicos e estimulantes diálogos do novo livro de Francisco José Viegas, «Longe de Manaus», mais um policial protagonizado pelo detective Jaime Ramos. Arrisco-me a dizer que é o melhor livro que o autor construíu com este personagem. Tem sido o meu entretém desta semana. Melhor que quase qualquer coisa, excepto a nova série dos «Sete Palmos de Terra». Edição Asa, Colecção Finisterra.
OUVIR – A voz é um bocado intrigante, parece ter sido feita de «samples» de outras grandes vozes. Há timbres que evocam memórias, mas há sobretudo uma capacidade melódica vocal que é rara e há uma carga dramática na interpretação que roça o limite do «pastiche», mas que consegue reter, por um fio, lugar cativo na elegância. Ele chama-se Antony, canta com os Johnsons e o disco chama-se «I’m A Bird Now». Vão fazer uma curta digressão nacional no fim de Maio (dia 31 na Aula Magna de Lisboa) e início de Junho. Comprem o disco, estejam atentos aos concertos. Belas canções.
COMIDINHA – Se querem experimentar como está a vossa habilidade culinária com um receituário internacional, visitem o sítio www.epicurious.com e ficarão deliciados. Há uma secção especial para vegetarianos e sobretudo um sistema de pesquisa que permite seleccionar sugestões por ingredientes, método de preparação, cozinhas nacionais, métodos especiais, receitas sazonais, por refeição a que se destinam e por tipo de prato – de saladas a sanduiches. É o motor de busca culinário mais completo que conheço. Pode ainda encontrar sugestões de vinhos e de restaurantes nas principais grandes cidades do planeta.
REMATE – Não é nada má ideia abandonar a reconstrução do Parque Mayer e pensar noutro local para fazer obras de arquitectura emblemáticas. E não há que ter medo das boas ideias, venham de onde vierem.
maio 02, 2005
IMPRENSA - Um estudo recente da World Association of Newspapers, citado pela revista «The Economist» apresenta resultados que merecem reflexão: entre 1995 e 2003 a circulação de jornais caíu 5% nos Estados Unidos, 3% na Europa e 2% no Japão. Nos anos 60 quatro em cada cinco norte-americanos liam um jornal diário regularmente, hoje só metade o faz. Philip Meyer, autor do livro «The Vanishing Newspaper: Saving Journalism In The Information Age» afirma que se esta tendência persistir os jornais tais como os conhecemos, impressos e em papel, desaparecerão por volta de 2040. Curiosos são os números sobre os blogs revelados pela mesma revista: 56% dos norte-americanos não ouviram falar de blogs e só 3% os lêem com regularidade, mas significativamente 44% dos norte-americanos entre os 18 e 29 anos, utilizadores da internet, declaram-se leitores assíduos de blogs num estudo efectuadop pela CNN/USA Today/ Gallup.
SIMPSONS – A série de animação norte-american «The Simpsons» vai estrear este Domingo, nos Estados Unidos, o seu 350º episódio – um marco assinalável para a estação que desde há 16 épocas mantém este programa no ar – a Fox. Trata-se da maior duração de sempre uma série de animação não destinada a crianças, mas também de um número considerável em termos de séries de entretenimento. Os Simpsons já têm mais episódios que a soma de «Seinfled» com o «Mary Tyler Moore Show», e antes do ano acabar ultrapassarão «Dallas», que fez 357 episódios. Os recordistas são «My Three Sons» com 380 episódios e «The Adventures of Ozzie & Harriet», com uns impressionantes 435 episódios.
OFFICE – Ricky Gervais e Stephen Merchant, a dupla que criou a série «The Office», uma das mais divertidas e premiadas na história da BBC, iniciou uma nova produção, feita em conjunto com a HBO, chamada «Extras», que estreará no Verão. Gervais é considerado um dos grandes cómicos da sua geração e nesta nova série desempenhará o papel de um jovem, amargurado, que pretende iniciar uma carreira de actor, e desiste do seu emprego para tentar o mundo do cinema onde só consegue papéis modestos.
DESRESPEITO – A antiga rotunda da Baptista Russo, perto da Expo, está há meses em obras para a construção de um túnel que deverá aliviar a circulação numa das zonas de Lisboa onde existe maior movimento de veículos pesados. Até aí tudo bem – o problema começa quando os responsáveis da obra fazem alterações de trânsito devido aos trabalhos, provocam o maior caos no cruzamento e, inexplicavelmente, numa obra daquela envergadura e que provoca problemas e engarrafamentos, não se vislumbra um polícia por perto para ajudar a circulação a fluir.
VER E OUVIR – O pianista chinês Lang Lang é uma das grandes novas estrelas da música clássica. O seu talento como intérprete tem sido elogiado e a sua estreia no Carnegie Hall, em Nova Iorque, em Novembro de 2003 foi considerado um dos grandes momentos da sua carreira. É exactamente esse recital que surge agora editado em DVD. É uma gravação cuidada, feita com cinco câmaras independentes de alta definição, duas delas centradas nos dedos do pianista. A gravação audio foi efectuada com o sistema 5.1 da Dolby. O realizador foi Benedict Mirow e o resultado é francamente excepcional. Nessa noite de 7 de Novembro de 2003 Lang Lang interpretou obras de Schumann, Haydn, Schubert, Tan Dun, Chopin e Liszt. O DVD inclui ainda extras como uma entrevista. Edição Deutsche Grammophon, distribuição Universal.
COMIDINHA –Não sabe o que fazer para aquele jantar de amigos? Espreite em www.petiscos.com, um belo site para quem gosta de cozinhar, desde pratos simples que parecem complicados até receitas rápidas, mesmo sanduíches, passando por muitas receitas de massas e sugestões variadas para o dia-a-dia. Mas este site português da Companhia dos Petiscos dá também sugestões de bebidas e sobremesas e é verdadeiramente interessante – inclui até receitas afrodisíacas. Para a semana falamos de um site internacional do mesmo género para quem se quer lançar noutras aventuras.
REMATE – Não era má ideia importar juízes e tribunais dos Açores para o Continente. Temos muito que aprender com as ilhas.
SIMPSONS – A série de animação norte-american «The Simpsons» vai estrear este Domingo, nos Estados Unidos, o seu 350º episódio – um marco assinalável para a estação que desde há 16 épocas mantém este programa no ar – a Fox. Trata-se da maior duração de sempre uma série de animação não destinada a crianças, mas também de um número considerável em termos de séries de entretenimento. Os Simpsons já têm mais episódios que a soma de «Seinfled» com o «Mary Tyler Moore Show», e antes do ano acabar ultrapassarão «Dallas», que fez 357 episódios. Os recordistas são «My Three Sons» com 380 episódios e «The Adventures of Ozzie & Harriet», com uns impressionantes 435 episódios.
OFFICE – Ricky Gervais e Stephen Merchant, a dupla que criou a série «The Office», uma das mais divertidas e premiadas na história da BBC, iniciou uma nova produção, feita em conjunto com a HBO, chamada «Extras», que estreará no Verão. Gervais é considerado um dos grandes cómicos da sua geração e nesta nova série desempenhará o papel de um jovem, amargurado, que pretende iniciar uma carreira de actor, e desiste do seu emprego para tentar o mundo do cinema onde só consegue papéis modestos.
DESRESPEITO – A antiga rotunda da Baptista Russo, perto da Expo, está há meses em obras para a construção de um túnel que deverá aliviar a circulação numa das zonas de Lisboa onde existe maior movimento de veículos pesados. Até aí tudo bem – o problema começa quando os responsáveis da obra fazem alterações de trânsito devido aos trabalhos, provocam o maior caos no cruzamento e, inexplicavelmente, numa obra daquela envergadura e que provoca problemas e engarrafamentos, não se vislumbra um polícia por perto para ajudar a circulação a fluir.
VER E OUVIR – O pianista chinês Lang Lang é uma das grandes novas estrelas da música clássica. O seu talento como intérprete tem sido elogiado e a sua estreia no Carnegie Hall, em Nova Iorque, em Novembro de 2003 foi considerado um dos grandes momentos da sua carreira. É exactamente esse recital que surge agora editado em DVD. É uma gravação cuidada, feita com cinco câmaras independentes de alta definição, duas delas centradas nos dedos do pianista. A gravação audio foi efectuada com o sistema 5.1 da Dolby. O realizador foi Benedict Mirow e o resultado é francamente excepcional. Nessa noite de 7 de Novembro de 2003 Lang Lang interpretou obras de Schumann, Haydn, Schubert, Tan Dun, Chopin e Liszt. O DVD inclui ainda extras como uma entrevista. Edição Deutsche Grammophon, distribuição Universal.
COMIDINHA –Não sabe o que fazer para aquele jantar de amigos? Espreite em www.petiscos.com, um belo site para quem gosta de cozinhar, desde pratos simples que parecem complicados até receitas rápidas, mesmo sanduíches, passando por muitas receitas de massas e sugestões variadas para o dia-a-dia. Mas este site português da Companhia dos Petiscos dá também sugestões de bebidas e sobremesas e é verdadeiramente interessante – inclui até receitas afrodisíacas. Para a semana falamos de um site internacional do mesmo género para quem se quer lançar noutras aventuras.
REMATE – Não era má ideia importar juízes e tribunais dos Açores para o Continente. Temos muito que aprender com as ilhas.
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IMPRENSA - Um estudo recente da World Association of Newspapers, citado pela revista «The Economist» apresenta resultados que merecem reflexão: entre 1995 e 2003 a circulação de jornais caíu 5% nos Estados Unidos, 3% na Europa e 2% no Japão. Nos anos 60 quatro em cada cinco norte-americanos liam um jornal diário regularmente, hoje só metade o faz. Philip Meyer, autor do livro «The Vanishing Newspaper: Saving Journalism In The Information Age» afirma que se esta tendência persistir os jornais tais como os conhecemos, impressos e em papel, desaparecerão por volta de 2040. Curiosos são os números sobre os blogs revelados pela mesma revista: 56% dos norte-americanos não ouviram falar de blogs e só 3% os lêem com regularidade, mas significativamente 44% dos norte-americanos entre os 18 e 29 anos, utilizadores da internet, declaram-se leitores assíduos de blogs num estudo efectuadop pela CNN/USA Today/ Gallup.
SIMPSONS – A série de animação norte-american «The Simpsons» vai estrear este Domingo, nos Estados Unidos, o seu 350º episódio – um marco assinalável para a estação que desde há 16 épocas mantém este programa no ar – a Fox. Trata-se da maior duração de sempre uma série de animação não destinada a crianças, mas também de um número considerável em termos de séries de entretenimento. Os Simpsons já têm mais episódios que a soma de «Seinfled» com o «Mary Tyler Moore Show», e antes do ano acabar ultrapassarão «Dallas», que fez 357 episódios. Os recordistas são «My Three Sons» com 380 episódios e «The Adventures of Ozzie & Harriet», com uns impressionantes 435 episódios.
OFFICE – Ricky Gervais e Stephen Merchant, a dupla que criou a série «The Office», uma das mais divertidas e premiadas na história da BBC, iniciou uma nova produção, feita em conjunto com a HBO, chamada «Extras», que estreará no Verão. Gervais é considerado um dos grandes cómicos da sua geração e nesta nova série desempenhará o papel de um jovem, amargurado, que pretende iniciar uma carreira de actor, e desiste do seu emprego para tentar o mundo do cinema onde só consegue papéis modestos.
DESRESPEITO – A antiga rotunda da Baptista Russo, perto da Expo, está há meses em obras para a construção de um túnel que deverá aliviar a circulação numa das zonas de Lisboa onde existe maior movimento de veículos pesados. Até aí tudo bem – o problema começa quando os responsáveis da obra fazem alterações de trânsito devido aos trabalhos, provocam o maior caos no cruzamento e, inexplicavelmente, numa obra daquela envergadura e que provoca problemas e engarrafamentos, não se vislumbra um polícia por perto para ajudar a circulação a fluir.
VER E OUVIR – O pianista chinês Lang Lang é uma das grandes novas estrelas da música clássica. O seu talento como intérprete tem sido elogiado e a sua estreia no Carnegie Hall, em Nova Iorque, em Novembro de 2003 foi considerado um dos grandes momentos da sua carreira. É exactamente esse recital que surge agora editado em DVD. É uma gravação cuidada, feita com cinco câmaras independentes de alta definição, duas delas centradas nos dedos do pianista. A gravação audio foi efectuada com o sistema 5.1 da Dolby. O realizador foi Benedict Mirow e o resultado é francamente excepcional. Nessa noite de 7 de Novembro de 2003 Lang Lang interpretou obras de Schumann, Haydn, Schubert, Tan Dun, Chopin e Liszt. O DVD inclui ainda extras como uma entrevista. Edição Deutsche Grammophon, distribuição Universal.
COMIDINHA –Não sabe o que fazer para aquele jantar de amigos? Espreite em www.petiscos.com, um belo site para quem gosta de cozinhar, desde pratos simples que parecem complicados até receitas rápidas, mesmo sanduíches, passando por muitas receitas de massas e sugestões variadas para o dia-a-dia. Mas este site português da Companhia dos Petiscos dá também sugestões de bebidas e sobremesas e é verdadeiramente interessante – inclui até receitas afrodisíacas. Para a semana falamos de um site internacional do mesmo género para quem se quer lançar noutras aventuras.
REMATE – Não era má ideia importar juízes e tribunais dos Açores para o Continente. Temos muito que aprender com as ilhas.
SIMPSONS – A série de animação norte-american «The Simpsons» vai estrear este Domingo, nos Estados Unidos, o seu 350º episódio – um marco assinalável para a estação que desde há 16 épocas mantém este programa no ar – a Fox. Trata-se da maior duração de sempre uma série de animação não destinada a crianças, mas também de um número considerável em termos de séries de entretenimento. Os Simpsons já têm mais episódios que a soma de «Seinfled» com o «Mary Tyler Moore Show», e antes do ano acabar ultrapassarão «Dallas», que fez 357 episódios. Os recordistas são «My Three Sons» com 380 episódios e «The Adventures of Ozzie & Harriet», com uns impressionantes 435 episódios.
OFFICE – Ricky Gervais e Stephen Merchant, a dupla que criou a série «The Office», uma das mais divertidas e premiadas na história da BBC, iniciou uma nova produção, feita em conjunto com a HBO, chamada «Extras», que estreará no Verão. Gervais é considerado um dos grandes cómicos da sua geração e nesta nova série desempenhará o papel de um jovem, amargurado, que pretende iniciar uma carreira de actor, e desiste do seu emprego para tentar o mundo do cinema onde só consegue papéis modestos.
DESRESPEITO – A antiga rotunda da Baptista Russo, perto da Expo, está há meses em obras para a construção de um túnel que deverá aliviar a circulação numa das zonas de Lisboa onde existe maior movimento de veículos pesados. Até aí tudo bem – o problema começa quando os responsáveis da obra fazem alterações de trânsito devido aos trabalhos, provocam o maior caos no cruzamento e, inexplicavelmente, numa obra daquela envergadura e que provoca problemas e engarrafamentos, não se vislumbra um polícia por perto para ajudar a circulação a fluir.
VER E OUVIR – O pianista chinês Lang Lang é uma das grandes novas estrelas da música clássica. O seu talento como intérprete tem sido elogiado e a sua estreia no Carnegie Hall, em Nova Iorque, em Novembro de 2003 foi considerado um dos grandes momentos da sua carreira. É exactamente esse recital que surge agora editado em DVD. É uma gravação cuidada, feita com cinco câmaras independentes de alta definição, duas delas centradas nos dedos do pianista. A gravação audio foi efectuada com o sistema 5.1 da Dolby. O realizador foi Benedict Mirow e o resultado é francamente excepcional. Nessa noite de 7 de Novembro de 2003 Lang Lang interpretou obras de Schumann, Haydn, Schubert, Tan Dun, Chopin e Liszt. O DVD inclui ainda extras como uma entrevista. Edição Deutsche Grammophon, distribuição Universal.
COMIDINHA –Não sabe o que fazer para aquele jantar de amigos? Espreite em www.petiscos.com, um belo site para quem gosta de cozinhar, desde pratos simples que parecem complicados até receitas rápidas, mesmo sanduíches, passando por muitas receitas de massas e sugestões variadas para o dia-a-dia. Mas este site português da Companhia dos Petiscos dá também sugestões de bebidas e sobremesas e é verdadeiramente interessante – inclui até receitas afrodisíacas. Para a semana falamos de um site internacional do mesmo género para quem se quer lançar noutras aventuras.
REMATE – Não era má ideia importar juízes e tribunais dos Açores para o Continente. Temos muito que aprender com as ilhas.
abril 26, 2005
PRIORIDADES FLUTUANTES
Um dos crónicos problemas portugueses, passados que estão 31 anos sobre o 25 de Abril, é a variação constante de prioridades do Estado. Nem naquelas coisas que deviam ser consensuais (como a educação, a saúde, a justiça), se conseguiu definir uma estratégia nacional que fosse seguida além da prática conjuntural (e ela própria também oscilante) do partido que está no poder.
A brincar a brincar já levamos em liberdade , assim por alto, 2/3 do tempo que levámos de ditadura – portanto isto não é bem o resultado de uma crise juvenil. Há aqui um problema de fundo que é preciso encarar de frente e arrisco-me a dizer que traçar uma estratégia que seja coerente, que tenha em conta as necesidades sociais básicas do país e que perspective um caminho consistente para o desenvolvimento, é a mais importante das tarefas que cabe a um futuro Presidente da República, já que os que até agora existiram não conseguiram criar essa plataforma de entendimento. Isto terá que ser feito, claro, com o Governo – mas a verdade é que os Governos são desgastados pelo imediatismo, pelas pressões internas dos partidos que os sustentam, pela dialéctica da guerrilha política e, por isso mesmo, não se conseguem distanciar o suficiente para no pós-eleitoral traçarem estratégias de médio-longo prazo.
Os anglo-saxões têm uma expressão - «jump out of the box» - que sempre me atraíu. Para criar algo novo é preciso sair dos mecanismos habituais, ser inconformista, liderar a opinião pública e não apenas seguir a que existe. Sem isso não vamos avançar grande coisa e havemos sempre de andar mais preocupados com a conjuntura do que com o futuro. E nada de novo acontecerá
Um dos crónicos problemas portugueses, passados que estão 31 anos sobre o 25 de Abril, é a variação constante de prioridades do Estado. Nem naquelas coisas que deviam ser consensuais (como a educação, a saúde, a justiça), se conseguiu definir uma estratégia nacional que fosse seguida além da prática conjuntural (e ela própria também oscilante) do partido que está no poder.
A brincar a brincar já levamos em liberdade , assim por alto, 2/3 do tempo que levámos de ditadura – portanto isto não é bem o resultado de uma crise juvenil. Há aqui um problema de fundo que é preciso encarar de frente e arrisco-me a dizer que traçar uma estratégia que seja coerente, que tenha em conta as necesidades sociais básicas do país e que perspective um caminho consistente para o desenvolvimento, é a mais importante das tarefas que cabe a um futuro Presidente da República, já que os que até agora existiram não conseguiram criar essa plataforma de entendimento. Isto terá que ser feito, claro, com o Governo – mas a verdade é que os Governos são desgastados pelo imediatismo, pelas pressões internas dos partidos que os sustentam, pela dialéctica da guerrilha política e, por isso mesmo, não se conseguem distanciar o suficiente para no pós-eleitoral traçarem estratégias de médio-longo prazo.
Os anglo-saxões têm uma expressão - «jump out of the box» - que sempre me atraíu. Para criar algo novo é preciso sair dos mecanismos habituais, ser inconformista, liderar a opinião pública e não apenas seguir a que existe. Sem isso não vamos avançar grande coisa e havemos sempre de andar mais preocupados com a conjuntura do que com o futuro. E nada de novo acontecerá
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PRIORIDADES FLUTUANTES
Um dos crónicos problemas portugueses, passados que estão 31 anos sobre o 25 de Abril, é a variação constante de prioridades do Estado. Nem naquelas coisas que deviam ser consensuais (como a educação, a saúde, a justiça), se conseguiu definir uma estratégia nacional que fosse seguida além da prática conjuntural (e ela própria também oscilante) do partido que está no poder.
A brincar a brincar já levamos em liberdade , assim por alto, 2/3 do tempo que levámos de ditadura – portanto isto não é bem o resultado de uma crise juvenil. Há aqui um problema de fundo que é preciso encarar de frente e arrisco-me a dizer que traçar uma estratégia que seja coerente, que tenha em conta as necesidades sociais básicas do país e que perspective um caminho consistente para o desenvolvimento, é a mais importante das tarefas que cabe a um futuro Presidente da República, já que os que até agora existiram não conseguiram criar essa plataforma de entendimento. Isto terá que ser feito, claro, com o Governo – mas a verdade é que os Governos são desgastados pelo imediatismo, pelas pressões internas dos partidos que os sustentam, pela dialéctica da guerrilha política e, por isso mesmo, não se conseguem distanciar o suficiente para no pós-eleitoral traçarem estratégias de médio-longo prazo.
Os anglo-saxões têm uma expressão - «jump out of the box» - que sempre me atraíu. Para criar algo novo é preciso sair dos mecanismos habituais, ser inconformista, liderar a opinião pública e não apenas seguir a que existe. Sem isso não vamos avançar grande coisa e havemos sempre de andar mais preocupados com a conjuntura do que com o futuro. E nada de novo acontecerá
Um dos crónicos problemas portugueses, passados que estão 31 anos sobre o 25 de Abril, é a variação constante de prioridades do Estado. Nem naquelas coisas que deviam ser consensuais (como a educação, a saúde, a justiça), se conseguiu definir uma estratégia nacional que fosse seguida além da prática conjuntural (e ela própria também oscilante) do partido que está no poder.
A brincar a brincar já levamos em liberdade , assim por alto, 2/3 do tempo que levámos de ditadura – portanto isto não é bem o resultado de uma crise juvenil. Há aqui um problema de fundo que é preciso encarar de frente e arrisco-me a dizer que traçar uma estratégia que seja coerente, que tenha em conta as necesidades sociais básicas do país e que perspective um caminho consistente para o desenvolvimento, é a mais importante das tarefas que cabe a um futuro Presidente da República, já que os que até agora existiram não conseguiram criar essa plataforma de entendimento. Isto terá que ser feito, claro, com o Governo – mas a verdade é que os Governos são desgastados pelo imediatismo, pelas pressões internas dos partidos que os sustentam, pela dialéctica da guerrilha política e, por isso mesmo, não se conseguem distanciar o suficiente para no pós-eleitoral traçarem estratégias de médio-longo prazo.
Os anglo-saxões têm uma expressão - «jump out of the box» - que sempre me atraíu. Para criar algo novo é preciso sair dos mecanismos habituais, ser inconformista, liderar a opinião pública e não apenas seguir a que existe. Sem isso não vamos avançar grande coisa e havemos sempre de andar mais preocupados com a conjuntura do que com o futuro. E nada de novo acontecerá
O GRANDE PROJECTO
FUTURO - Nicholas Negroponte, o fundador do célebre Media Lab do Massachussets Institute of Technology, lidera uma equipa que está a estudar a possibilidade de produzir em massa computadores portáteis com capacidade de navegar na net e caracteristicas multimedia e que possam ser vendidos ao preço unitário de 100 dolares, com o objectivo de fomentar a utilização da tecnologia por jovens estudantes das zonas mais pobres do globo, dos países em vias de desenvolvimento. A ideia é que sejam os Governos locais a comprar os computadores, que depois serão distribuídos às escolas e estudantes. O lema deste projecto é «um laptop para cada criança». A equipa de investigadores já recebeu seis milhões de dolares dos três parceiros iniciais que estão a financiar o projecto: a Advance Micro Devices, a Google e Rupert Murdoch. A missão da equipa é tornar os computadores portáteis uma coisa vulgar nas regiões mais desprotegidas e Negroponte baseia-se numa constatação – o preço de um destes aparelhos será menor que o custo dos livros escolares que a máquina pode substituir com vantagem. As máquinas, que serão resistentes e duráveis, terão apenas o software básico necessário, que operará sobre um sistema operativo Linux e serão equipadas com uma bateria capaz de ser recarregada por um gerador manual de manivela, para que a falta de electricidade em regiões remotas não seja problema; terão conectividade wi-fi e portas USB para possibilitar a ligação a periféricos e capacidade de ligação imediata em rêde de máquina para máquina. A procissão ainda vai no adro mas este é um dos mais entusiasmantes projectos para que num futuro próximo se reduzam as diferenças no novo mundo digital entre as várias regiões do globo. Um estudo recente efectuado em 53 países mostra que o abismo ainda é enorme: a possibilidade de uma casa no Canadá (o país mais equipado) ter um computador é 131 vezes superior à sua existência numa casa na Indonésia.
LER – Taisen Deshimaru é um monge budista que durante alguns anos se dedicou à divulgação do Zen na Europa. Uma das peças fundamentais dessa divulgação é o livro «Verdadeiro Zen», agora editado em Portugal pela Assírio & Alvim, depois de ter sido originalmente editado em França em 1971. No mesmo volume a edição portuguesa agrupa a «Introdução ao Shobogenzo», o livro sagrado do budismo zen japonês, escrito no século XIII. Na introdução a «Verdadeiro Zen», Mestre Taisen Deshimaru sublinha: «Para preservar a liberdade, é necessário sacrificar a paz; para salvaguardar a paz, é necessário alienar a liberdade – é esta a falsa alternativa na qual o pensamento cria raízes, hoje em dia. Destes dois conceitos opostos, o primeiro pretende a liberdade a todo o custo, mesmo correndo o risco da guerra; o segund, apregoa a paz acima de tudo, arriscando a perda da liberdade. Devemos harmonizar estas contradições, voltando às suas origens. É esta a atitude característica do zen, a Via do Meio: abraçar as contradições, fazer com elas a síntese e realizar o equilíbrio.» Depois de ler estas linhas não consegui mais parar.
OUVIR – O quarto disco dos Garbage é um manual de simplicidade. Continua a ser produzido por Butch Vig e as canções continuam a ter a voz única de Shirley Manson. Os temas deste novo «Bleed Like Me» são rock directo sem artifícios nem efeitos especiais, apenas temperado pela voz forte, envolvente e sensual de Shirley. Ouçam a canção que dá título ao álbum e depois digam lá se as coisas simples não são as melhores da vida. (CD Geffen/WEA)
COMIDINHA – Já chegaram as sardinhas. As primeiras do ano. Ainda não são encorpadas, mas já se deixam comer. Não há petisco melhor e mais simples: sardinhas assadas, com salada de pimentos, talvez uma batata com um fio de azeite, de preferência um bom pão às fatias para se ir embebendo na gordura que escorre do peixe.
REMATE – Saber sair de palco é tão importante como saber lá estar em cima.
FUTURO - Nicholas Negroponte, o fundador do célebre Media Lab do Massachussets Institute of Technology, lidera uma equipa que está a estudar a possibilidade de produzir em massa computadores portáteis com capacidade de navegar na net e caracteristicas multimedia e que possam ser vendidos ao preço unitário de 100 dolares, com o objectivo de fomentar a utilização da tecnologia por jovens estudantes das zonas mais pobres do globo, dos países em vias de desenvolvimento. A ideia é que sejam os Governos locais a comprar os computadores, que depois serão distribuídos às escolas e estudantes. O lema deste projecto é «um laptop para cada criança». A equipa de investigadores já recebeu seis milhões de dolares dos três parceiros iniciais que estão a financiar o projecto: a Advance Micro Devices, a Google e Rupert Murdoch. A missão da equipa é tornar os computadores portáteis uma coisa vulgar nas regiões mais desprotegidas e Negroponte baseia-se numa constatação – o preço de um destes aparelhos será menor que o custo dos livros escolares que a máquina pode substituir com vantagem. As máquinas, que serão resistentes e duráveis, terão apenas o software básico necessário, que operará sobre um sistema operativo Linux e serão equipadas com uma bateria capaz de ser recarregada por um gerador manual de manivela, para que a falta de electricidade em regiões remotas não seja problema; terão conectividade wi-fi e portas USB para possibilitar a ligação a periféricos e capacidade de ligação imediata em rêde de máquina para máquina. A procissão ainda vai no adro mas este é um dos mais entusiasmantes projectos para que num futuro próximo se reduzam as diferenças no novo mundo digital entre as várias regiões do globo. Um estudo recente efectuado em 53 países mostra que o abismo ainda é enorme: a possibilidade de uma casa no Canadá (o país mais equipado) ter um computador é 131 vezes superior à sua existência numa casa na Indonésia.
LER – Taisen Deshimaru é um monge budista que durante alguns anos se dedicou à divulgação do Zen na Europa. Uma das peças fundamentais dessa divulgação é o livro «Verdadeiro Zen», agora editado em Portugal pela Assírio & Alvim, depois de ter sido originalmente editado em França em 1971. No mesmo volume a edição portuguesa agrupa a «Introdução ao Shobogenzo», o livro sagrado do budismo zen japonês, escrito no século XIII. Na introdução a «Verdadeiro Zen», Mestre Taisen Deshimaru sublinha: «Para preservar a liberdade, é necessário sacrificar a paz; para salvaguardar a paz, é necessário alienar a liberdade – é esta a falsa alternativa na qual o pensamento cria raízes, hoje em dia. Destes dois conceitos opostos, o primeiro pretende a liberdade a todo o custo, mesmo correndo o risco da guerra; o segund, apregoa a paz acima de tudo, arriscando a perda da liberdade. Devemos harmonizar estas contradições, voltando às suas origens. É esta a atitude característica do zen, a Via do Meio: abraçar as contradições, fazer com elas a síntese e realizar o equilíbrio.» Depois de ler estas linhas não consegui mais parar.
OUVIR – O quarto disco dos Garbage é um manual de simplicidade. Continua a ser produzido por Butch Vig e as canções continuam a ter a voz única de Shirley Manson. Os temas deste novo «Bleed Like Me» são rock directo sem artifícios nem efeitos especiais, apenas temperado pela voz forte, envolvente e sensual de Shirley. Ouçam a canção que dá título ao álbum e depois digam lá se as coisas simples não são as melhores da vida. (CD Geffen/WEA)
COMIDINHA – Já chegaram as sardinhas. As primeiras do ano. Ainda não são encorpadas, mas já se deixam comer. Não há petisco melhor e mais simples: sardinhas assadas, com salada de pimentos, talvez uma batata com um fio de azeite, de preferência um bom pão às fatias para se ir embebendo na gordura que escorre do peixe.
REMATE – Saber sair de palco é tão importante como saber lá estar em cima.
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O GRANDE PROJECTO
FUTURO - Nicholas Negroponte, o fundador do célebre Media Lab do Massachussets Institute of Technology, lidera uma equipa que está a estudar a possibilidade de produzir em massa computadores portáteis com capacidade de navegar na net e caracteristicas multimedia e que possam ser vendidos ao preço unitário de 100 dolares, com o objectivo de fomentar a utilização da tecnologia por jovens estudantes das zonas mais pobres do globo, dos países em vias de desenvolvimento. A ideia é que sejam os Governos locais a comprar os computadores, que depois serão distribuídos às escolas e estudantes. O lema deste projecto é «um laptop para cada criança». A equipa de investigadores já recebeu seis milhões de dolares dos três parceiros iniciais que estão a financiar o projecto: a Advance Micro Devices, a Google e Rupert Murdoch. A missão da equipa é tornar os computadores portáteis uma coisa vulgar nas regiões mais desprotegidas e Negroponte baseia-se numa constatação – o preço de um destes aparelhos será menor que o custo dos livros escolares que a máquina pode substituir com vantagem. As máquinas, que serão resistentes e duráveis, terão apenas o software básico necessário, que operará sobre um sistema operativo Linux e serão equipadas com uma bateria capaz de ser recarregada por um gerador manual de manivela, para que a falta de electricidade em regiões remotas não seja problema; terão conectividade wi-fi e portas USB para possibilitar a ligação a periféricos e capacidade de ligação imediata em rêde de máquina para máquina. A procissão ainda vai no adro mas este é um dos mais entusiasmantes projectos para que num futuro próximo se reduzam as diferenças no novo mundo digital entre as várias regiões do globo. Um estudo recente efectuado em 53 países mostra que o abismo ainda é enorme: a possibilidade de uma casa no Canadá (o país mais equipado) ter um computador é 131 vezes superior à sua existência numa casa na Indonésia.
LER – Taisen Deshimaru é um monge budista que durante alguns anos se dedicou à divulgação do Zen na Europa. Uma das peças fundamentais dessa divulgação é o livro «Verdadeiro Zen», agora editado em Portugal pela Assírio & Alvim, depois de ter sido originalmente editado em França em 1971. No mesmo volume a edição portuguesa agrupa a «Introdução ao Shobogenzo», o livro sagrado do budismo zen japonês, escrito no século XIII. Na introdução a «Verdadeiro Zen», Mestre Taisen Deshimaru sublinha: «Para preservar a liberdade, é necessário sacrificar a paz; para salvaguardar a paz, é necessário alienar a liberdade – é esta a falsa alternativa na qual o pensamento cria raízes, hoje em dia. Destes dois conceitos opostos, o primeiro pretende a liberdade a todo o custo, mesmo correndo o risco da guerra; o segund, apregoa a paz acima de tudo, arriscando a perda da liberdade. Devemos harmonizar estas contradições, voltando às suas origens. É esta a atitude característica do zen, a Via do Meio: abraçar as contradições, fazer com elas a síntese e realizar o equilíbrio.» Depois de ler estas linhas não consegui mais parar.
OUVIR – O quarto disco dos Garbage é um manual de simplicidade. Continua a ser produzido por Butch Vig e as canções continuam a ter a voz única de Shirley Manson. Os temas deste novo «Bleed Like Me» são rock directo sem artifícios nem efeitos especiais, apenas temperado pela voz forte, envolvente e sensual de Shirley. Ouçam a canção que dá título ao álbum e depois digam lá se as coisas simples não são as melhores da vida. (CD Geffen/WEA)
COMIDINHA – Já chegaram as sardinhas. As primeiras do ano. Ainda não são encorpadas, mas já se deixam comer. Não há petisco melhor e mais simples: sardinhas assadas, com salada de pimentos, talvez uma batata com um fio de azeite, de preferência um bom pão às fatias para se ir embebendo na gordura que escorre do peixe.
REMATE – Saber sair de palco é tão importante como saber lá estar em cima.
FUTURO - Nicholas Negroponte, o fundador do célebre Media Lab do Massachussets Institute of Technology, lidera uma equipa que está a estudar a possibilidade de produzir em massa computadores portáteis com capacidade de navegar na net e caracteristicas multimedia e que possam ser vendidos ao preço unitário de 100 dolares, com o objectivo de fomentar a utilização da tecnologia por jovens estudantes das zonas mais pobres do globo, dos países em vias de desenvolvimento. A ideia é que sejam os Governos locais a comprar os computadores, que depois serão distribuídos às escolas e estudantes. O lema deste projecto é «um laptop para cada criança». A equipa de investigadores já recebeu seis milhões de dolares dos três parceiros iniciais que estão a financiar o projecto: a Advance Micro Devices, a Google e Rupert Murdoch. A missão da equipa é tornar os computadores portáteis uma coisa vulgar nas regiões mais desprotegidas e Negroponte baseia-se numa constatação – o preço de um destes aparelhos será menor que o custo dos livros escolares que a máquina pode substituir com vantagem. As máquinas, que serão resistentes e duráveis, terão apenas o software básico necessário, que operará sobre um sistema operativo Linux e serão equipadas com uma bateria capaz de ser recarregada por um gerador manual de manivela, para que a falta de electricidade em regiões remotas não seja problema; terão conectividade wi-fi e portas USB para possibilitar a ligação a periféricos e capacidade de ligação imediata em rêde de máquina para máquina. A procissão ainda vai no adro mas este é um dos mais entusiasmantes projectos para que num futuro próximo se reduzam as diferenças no novo mundo digital entre as várias regiões do globo. Um estudo recente efectuado em 53 países mostra que o abismo ainda é enorme: a possibilidade de uma casa no Canadá (o país mais equipado) ter um computador é 131 vezes superior à sua existência numa casa na Indonésia.
LER – Taisen Deshimaru é um monge budista que durante alguns anos se dedicou à divulgação do Zen na Europa. Uma das peças fundamentais dessa divulgação é o livro «Verdadeiro Zen», agora editado em Portugal pela Assírio & Alvim, depois de ter sido originalmente editado em França em 1971. No mesmo volume a edição portuguesa agrupa a «Introdução ao Shobogenzo», o livro sagrado do budismo zen japonês, escrito no século XIII. Na introdução a «Verdadeiro Zen», Mestre Taisen Deshimaru sublinha: «Para preservar a liberdade, é necessário sacrificar a paz; para salvaguardar a paz, é necessário alienar a liberdade – é esta a falsa alternativa na qual o pensamento cria raízes, hoje em dia. Destes dois conceitos opostos, o primeiro pretende a liberdade a todo o custo, mesmo correndo o risco da guerra; o segund, apregoa a paz acima de tudo, arriscando a perda da liberdade. Devemos harmonizar estas contradições, voltando às suas origens. É esta a atitude característica do zen, a Via do Meio: abraçar as contradições, fazer com elas a síntese e realizar o equilíbrio.» Depois de ler estas linhas não consegui mais parar.
OUVIR – O quarto disco dos Garbage é um manual de simplicidade. Continua a ser produzido por Butch Vig e as canções continuam a ter a voz única de Shirley Manson. Os temas deste novo «Bleed Like Me» são rock directo sem artifícios nem efeitos especiais, apenas temperado pela voz forte, envolvente e sensual de Shirley. Ouçam a canção que dá título ao álbum e depois digam lá se as coisas simples não são as melhores da vida. (CD Geffen/WEA)
COMIDINHA – Já chegaram as sardinhas. As primeiras do ano. Ainda não são encorpadas, mas já se deixam comer. Não há petisco melhor e mais simples: sardinhas assadas, com salada de pimentos, talvez uma batata com um fio de azeite, de preferência um bom pão às fatias para se ir embebendo na gordura que escorre do peixe.
REMATE – Saber sair de palco é tão importante como saber lá estar em cima.
abril 16, 2005
POLÍTICOS E CONFIANÇA
CONFIANÇA - O bom senso manda que um político não se lamurie quando perde a confiança dos seus eleitores, apoiantes, colaboradores. O bom senso manda é que se interrogue sobre as razões da perca. E, sobretudo, o bom senso manda que nunca diga que perdeu a confiança em alguém quando o próprio não é capaz de a conseguir alimentar. O trabalho dos políticos é conquistar confiança, provar que pode ainda continuar a merecer confiança - e não avaliar a confiança dos outros. O resto é ver o mundo ao contrário e isso geralmente dá muito mau resultado – como está à vista. É o que acontece quando se quer apenas ouvir vozes concordantes à volta. As acções ficam com quem as pratica – nomeadamente as vinganças mesquinhas e as mentiras que se espalham para as justificar.
POLÍTICA – Tudo o que se passou nos últimos meses deve fazer-nos pensar. Pode ser que do resultado das eleições, do funcionamento do novo Governo, do resultado do Congresso do PSD, comece a nascer uma nova forma de fazer política que volte a colocar na agenda conquistar e merecer manter a confiança dos eleitores e que possibilite trazer a dignidade de volta à actividade política – que é suposta ser em prol do bem colectivo e não para gáudio individual de quem tem o poder. Pode ser que, com o tempo, se volte a viver a política de forma civilizada e digna – algo que se perdeu nos últimos meses onde a falta de elevação foi uma regra e a ilusão um princípio.
NOVO – A revista britânica «New Media Age» anuncia na sua mais recente edição que um grupo de cinco das maiores agências de publicidade a nível mundial está a desenvolver estratégias para a criação de departamentos próprios de marketing através de plataformas móveis, nomeadamente telemóveis e banda larga e algumas encaram a compra de empresas especializadas já existentes como forma de acelerar a aquisição de know-how na área. Entretanto a Online Publishers’ Association da Europa anunciou que as receitas publicitárias dos media online cresceram cerca de 30% em 2004 em relação ao ano anterior, prevendo-se 25% de aumento para o ano em curso.
TOP – A partir desta semana, no Reino Unido, os downloads de canções a partir de serviços legalizados, como o iTunes, vão passar a contar para o Top dos singles. Segundo especialistas da indústria discográfica, em cada semana são vendidos 775.000 singles e são efectuados 400.000 downloads legais.
LIVRO – Preciso de um estado de espírito especial para ler poesia e nem sempre isso se consegue. Nestes dias deliciei-me com o «Duende», um livro de António Franco Alexandre com 52 poemas, que já ganhou o prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus e que é uma edição de 2002, da Assírio e Alvim. Não me saem da cabeça estas palavras: «fica dentro de mim, como se fosse eterno o movimento do teu corpo». Está no poema 3, pag 11.
MÚSICA – A cantora de jazz Dee Dee Bridgewater foi-me feita descobrir há uns anos atrás pelo José Ribeiro da Fonte, com quem aprendi muitas coisas. O seu novo disco «J’ai deux amours» é feito de interpretações bastante livres de standards franceses como «La Mer» de Charles Trenet, «Ne me Quitte Pas» de Jacques Brel, «Et Maintenant» de Gilbert Bécaud, «La Vie en Rose» de Edith Piaf ou «Les Feuilles Mortes» de Jacques Prévert. O produtor também toca o acordeão e chama-se Marc Berthoumieux e conseguiu dar um ar bem «swingante» a estes temas clássicos. CD Universal.
COMIDINHA – Uma das coisas fundamentais num bom restaurante é espaço para que o prazer da mesa seja vivido sem apertos. No «Lagar de S. Vicente», em Telheiras, há espaço em fartura, com mesas amplas e bem afastadas uma das outras. Num edifício novo a fazer lembrar um velho lagar, faz-se boa cozinha portuguesa tradicional, bem confeccionada, com boas matérias primas e um serviço simpático. Preço médio, garrafeira média. Rua Professor Francisco Gentil, telef. 217541980.
REMATE – «Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és», velho ditado muito aplicável aos partidos e aos políticos profissionais. E muito adequado nos dias que correm.
CONFIANÇA - O bom senso manda que um político não se lamurie quando perde a confiança dos seus eleitores, apoiantes, colaboradores. O bom senso manda é que se interrogue sobre as razões da perca. E, sobretudo, o bom senso manda que nunca diga que perdeu a confiança em alguém quando o próprio não é capaz de a conseguir alimentar. O trabalho dos políticos é conquistar confiança, provar que pode ainda continuar a merecer confiança - e não avaliar a confiança dos outros. O resto é ver o mundo ao contrário e isso geralmente dá muito mau resultado – como está à vista. É o que acontece quando se quer apenas ouvir vozes concordantes à volta. As acções ficam com quem as pratica – nomeadamente as vinganças mesquinhas e as mentiras que se espalham para as justificar.
POLÍTICA – Tudo o que se passou nos últimos meses deve fazer-nos pensar. Pode ser que do resultado das eleições, do funcionamento do novo Governo, do resultado do Congresso do PSD, comece a nascer uma nova forma de fazer política que volte a colocar na agenda conquistar e merecer manter a confiança dos eleitores e que possibilite trazer a dignidade de volta à actividade política – que é suposta ser em prol do bem colectivo e não para gáudio individual de quem tem o poder. Pode ser que, com o tempo, se volte a viver a política de forma civilizada e digna – algo que se perdeu nos últimos meses onde a falta de elevação foi uma regra e a ilusão um princípio.
NOVO – A revista britânica «New Media Age» anuncia na sua mais recente edição que um grupo de cinco das maiores agências de publicidade a nível mundial está a desenvolver estratégias para a criação de departamentos próprios de marketing através de plataformas móveis, nomeadamente telemóveis e banda larga e algumas encaram a compra de empresas especializadas já existentes como forma de acelerar a aquisição de know-how na área. Entretanto a Online Publishers’ Association da Europa anunciou que as receitas publicitárias dos media online cresceram cerca de 30% em 2004 em relação ao ano anterior, prevendo-se 25% de aumento para o ano em curso.
TOP – A partir desta semana, no Reino Unido, os downloads de canções a partir de serviços legalizados, como o iTunes, vão passar a contar para o Top dos singles. Segundo especialistas da indústria discográfica, em cada semana são vendidos 775.000 singles e são efectuados 400.000 downloads legais.
LIVRO – Preciso de um estado de espírito especial para ler poesia e nem sempre isso se consegue. Nestes dias deliciei-me com o «Duende», um livro de António Franco Alexandre com 52 poemas, que já ganhou o prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus e que é uma edição de 2002, da Assírio e Alvim. Não me saem da cabeça estas palavras: «fica dentro de mim, como se fosse eterno o movimento do teu corpo». Está no poema 3, pag 11.
MÚSICA – A cantora de jazz Dee Dee Bridgewater foi-me feita descobrir há uns anos atrás pelo José Ribeiro da Fonte, com quem aprendi muitas coisas. O seu novo disco «J’ai deux amours» é feito de interpretações bastante livres de standards franceses como «La Mer» de Charles Trenet, «Ne me Quitte Pas» de Jacques Brel, «Et Maintenant» de Gilbert Bécaud, «La Vie en Rose» de Edith Piaf ou «Les Feuilles Mortes» de Jacques Prévert. O produtor também toca o acordeão e chama-se Marc Berthoumieux e conseguiu dar um ar bem «swingante» a estes temas clássicos. CD Universal.
COMIDINHA – Uma das coisas fundamentais num bom restaurante é espaço para que o prazer da mesa seja vivido sem apertos. No «Lagar de S. Vicente», em Telheiras, há espaço em fartura, com mesas amplas e bem afastadas uma das outras. Num edifício novo a fazer lembrar um velho lagar, faz-se boa cozinha portuguesa tradicional, bem confeccionada, com boas matérias primas e um serviço simpático. Preço médio, garrafeira média. Rua Professor Francisco Gentil, telef. 217541980.
REMATE – «Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és», velho ditado muito aplicável aos partidos e aos políticos profissionais. E muito adequado nos dias que correm.
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POLÍTICOS E CONFIANÇA
CONFIANÇA - O bom senso manda que um político não se lamurie quando perde a confiança dos seus eleitores, apoiantes, colaboradores. O bom senso manda é que se interrogue sobre as razões da perca. E, sobretudo, o bom senso manda que nunca diga que perdeu a confiança em alguém quando o próprio não é capaz de a conseguir alimentar. O trabalho dos políticos é conquistar confiança, provar que pode ainda continuar a merecer confiança - e não avaliar a confiança dos outros. O resto é ver o mundo ao contrário e isso geralmente dá muito mau resultado – como está à vista. É o que acontece quando se quer apenas ouvir vozes concordantes à volta. As acções ficam com quem as pratica – nomeadamente as vinganças mesquinhas e as mentiras que se espalham para as justificar.
POLÍTICA – Tudo o que se passou nos últimos meses deve fazer-nos pensar. Pode ser que do resultado das eleições, do funcionamento do novo Governo, do resultado do Congresso do PSD, comece a nascer uma nova forma de fazer política que volte a colocar na agenda conquistar e merecer manter a confiança dos eleitores e que possibilite trazer a dignidade de volta à actividade política – que é suposta ser em prol do bem colectivo e não para gáudio individual de quem tem o poder. Pode ser que, com o tempo, se volte a viver a política de forma civilizada e digna – algo que se perdeu nos últimos meses onde a falta de elevação foi uma regra e a ilusão um princípio.
NOVO – A revista britânica «New Media Age» anuncia na sua mais recente edição que um grupo de cinco das maiores agências de publicidade a nível mundial está a desenvolver estratégias para a criação de departamentos próprios de marketing através de plataformas móveis, nomeadamente telemóveis e banda larga e algumas encaram a compra de empresas especializadas já existentes como forma de acelerar a aquisição de know-how na área. Entretanto a Online Publishers’ Association da Europa anunciou que as receitas publicitárias dos media online cresceram cerca de 30% em 2004 em relação ao ano anterior, prevendo-se 25% de aumento para o ano em curso.
TOP – A partir desta semana, no Reino Unido, os downloads de canções a partir de serviços legalizados, como o iTunes, vão passar a contar para o Top dos singles. Segundo especialistas da indústria discográfica, em cada semana são vendidos 775.000 singles e são efectuados 400.000 downloads legais.
LIVRO – Preciso de um estado de espírito especial para ler poesia e nem sempre isso se consegue. Nestes dias deliciei-me com o «Duende», um livro de António Franco Alexandre com 52 poemas, que já ganhou o prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus e que é uma edição de 2002, da Assírio e Alvim. Não me saem da cabeça estas palavras: «fica dentro de mim, como se fosse eterno o movimento do teu corpo». Está no poema 3, pag 11.
MÚSICA – A cantora de jazz Dee Dee Bridgewater foi-me feita descobrir há uns anos atrás pelo José Ribeiro da Fonte, com quem aprendi muitas coisas. O seu novo disco «J’ai deux amours» é feito de interpretações bastante livres de standards franceses como «La Mer» de Charles Trenet, «Ne me Quitte Pas» de Jacques Brel, «Et Maintenant» de Gilbert Bécaud, «La Vie en Rose» de Edith Piaf ou «Les Feuilles Mortes» de Jacques Prévert. O produtor também toca o acordeão e chama-se Marc Berthoumieux e conseguiu dar um ar bem «swingante» a estes temas clássicos. CD Universal.
COMIDINHA – Uma das coisas fundamentais num bom restaurante é espaço para que o prazer da mesa seja vivido sem apertos. No «Lagar de S. Vicente», em Telheiras, há espaço em fartura, com mesas amplas e bem afastadas uma das outras. Num edifício novo a fazer lembrar um velho lagar, faz-se boa cozinha portuguesa tradicional, bem confeccionada, com boas matérias primas e um serviço simpático. Preço médio, garrafeira média. Rua Professor Francisco Gentil, telef. 217541980.
REMATE – «Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és», velho ditado muito aplicável aos partidos e aos políticos profissionais. E muito adequado nos dias que correm.
CONFIANÇA - O bom senso manda que um político não se lamurie quando perde a confiança dos seus eleitores, apoiantes, colaboradores. O bom senso manda é que se interrogue sobre as razões da perca. E, sobretudo, o bom senso manda que nunca diga que perdeu a confiança em alguém quando o próprio não é capaz de a conseguir alimentar. O trabalho dos políticos é conquistar confiança, provar que pode ainda continuar a merecer confiança - e não avaliar a confiança dos outros. O resto é ver o mundo ao contrário e isso geralmente dá muito mau resultado – como está à vista. É o que acontece quando se quer apenas ouvir vozes concordantes à volta. As acções ficam com quem as pratica – nomeadamente as vinganças mesquinhas e as mentiras que se espalham para as justificar.
POLÍTICA – Tudo o que se passou nos últimos meses deve fazer-nos pensar. Pode ser que do resultado das eleições, do funcionamento do novo Governo, do resultado do Congresso do PSD, comece a nascer uma nova forma de fazer política que volte a colocar na agenda conquistar e merecer manter a confiança dos eleitores e que possibilite trazer a dignidade de volta à actividade política – que é suposta ser em prol do bem colectivo e não para gáudio individual de quem tem o poder. Pode ser que, com o tempo, se volte a viver a política de forma civilizada e digna – algo que se perdeu nos últimos meses onde a falta de elevação foi uma regra e a ilusão um princípio.
NOVO – A revista britânica «New Media Age» anuncia na sua mais recente edição que um grupo de cinco das maiores agências de publicidade a nível mundial está a desenvolver estratégias para a criação de departamentos próprios de marketing através de plataformas móveis, nomeadamente telemóveis e banda larga e algumas encaram a compra de empresas especializadas já existentes como forma de acelerar a aquisição de know-how na área. Entretanto a Online Publishers’ Association da Europa anunciou que as receitas publicitárias dos media online cresceram cerca de 30% em 2004 em relação ao ano anterior, prevendo-se 25% de aumento para o ano em curso.
TOP – A partir desta semana, no Reino Unido, os downloads de canções a partir de serviços legalizados, como o iTunes, vão passar a contar para o Top dos singles. Segundo especialistas da indústria discográfica, em cada semana são vendidos 775.000 singles e são efectuados 400.000 downloads legais.
LIVRO – Preciso de um estado de espírito especial para ler poesia e nem sempre isso se consegue. Nestes dias deliciei-me com o «Duende», um livro de António Franco Alexandre com 52 poemas, que já ganhou o prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus e que é uma edição de 2002, da Assírio e Alvim. Não me saem da cabeça estas palavras: «fica dentro de mim, como se fosse eterno o movimento do teu corpo». Está no poema 3, pag 11.
MÚSICA – A cantora de jazz Dee Dee Bridgewater foi-me feita descobrir há uns anos atrás pelo José Ribeiro da Fonte, com quem aprendi muitas coisas. O seu novo disco «J’ai deux amours» é feito de interpretações bastante livres de standards franceses como «La Mer» de Charles Trenet, «Ne me Quitte Pas» de Jacques Brel, «Et Maintenant» de Gilbert Bécaud, «La Vie en Rose» de Edith Piaf ou «Les Feuilles Mortes» de Jacques Prévert. O produtor também toca o acordeão e chama-se Marc Berthoumieux e conseguiu dar um ar bem «swingante» a estes temas clássicos. CD Universal.
COMIDINHA – Uma das coisas fundamentais num bom restaurante é espaço para que o prazer da mesa seja vivido sem apertos. No «Lagar de S. Vicente», em Telheiras, há espaço em fartura, com mesas amplas e bem afastadas uma das outras. Num edifício novo a fazer lembrar um velho lagar, faz-se boa cozinha portuguesa tradicional, bem confeccionada, com boas matérias primas e um serviço simpático. Preço médio, garrafeira média. Rua Professor Francisco Gentil, telef. 217541980.
REMATE – «Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és», velho ditado muito aplicável aos partidos e aos políticos profissionais. E muito adequado nos dias que correm.
abril 11, 2005
NOVOS CONCEITOS
REVOLUÇÃO – A partir de 1 de Agosto os norte-americanos vão ter um novo canal de televisão por cabo, o Current, cujo alvo principal é o segmento 18-34 anos. O objectivo é trazer para o ecrã a voz e os interesses dos mesmos que são o principal sustentáculo e força de inovação na web. A programação, organizada em torno de slots curtos, abordará temas de tecnologia, moda, televisão, música e vídeo jogos, e assuntos como o ambiente, relações entre pessoas, espiritualidade, finança, política e conselhos para os pais. O Current é uma iniciativa do ex vice-presidente Al Gore, conta com o apoio da Google. A Current propõe-se ainda possibilitar a qualquer telespectador poder exibir as suas próprias imagens de vídeo e vai ter pequenos programas que ensinam a captar e editar imagens em handycams digitais exactamente com o objectivo de fomentar a participação dos espectadores na emissão.
BOLLYWOOD – A indústria de cinema da Índia é umas das mais poderosas do mundo, produz tantos filmes como os Estados Unidos e é conhecida em todo o mundo por Bollywood. A seu lado cresce uma também poderosa indústria de entretenimento. Um recente estudo da PricewaterhouseCoopers considera que a indústria de entretenimento indiana vai crescer a um ritmo sólido de 18 por cento ao ano durante os próximos cinco anos, ou seja promete duplicar a sua dimensão nesse período. O estudo considera que o volume total de facturação do sector, actualmente de 4,5 mil milhões de dólares, vai atingir os 10 mil milhões em 2009, com o sector da televisão e do cinema nos primeiros lugares, logo seguido do novo sector do entretenimento aplicado a telemóveis.
DEVORAR – A mais recente edição da revista «Egoísta», o número 22, de Março, com o coração por tema, evidenciado num recorte perfurante que atravessa o volume de capa a contra capa. Página a página encontram amor, paixão, devoção, raiva – tudo o que nasce do coração. Aviso já que sou parte interessada, escrevi sobre o amor sem fim de D. Pedro e D. Inês. Como sempre os textos são apenas uma parte da história, o resto vive de soluções gráficas, fotografias e ilustrações. Entretanto, orgulhem-se lusitanos e fiquem sabendo que a Egoísta, ganhou duas menções honrosas da Society of Publication Designers de Nova York (SPDNY), entre mais de sete mil concorrentes do mundo inteiro. Apenas 66 publicações foram premiadas e a Egoísta foi a única portuguesa a ter a honra. Aliás a Egoísta ganhou há dois anos, três prémios da SPDNY, e por isso é para bem de todos nós orgulhosamente repetente.
PAIXÃO – Acredito nalguns acasos. As coisas acontecem porque têm mesmo que acontecer, em determinada altura, de determinada maneira. Da mesma forma que a atracção entre duas pessoas é difícil de racionalizar, a rendição a um disco – quando é súbita e institiva – baseia-se na queda de todas as barreiras, reservas e máscaras. Há uma semana atrás não podia imaginar que o disco «On The Moon» de Peter Cincotti me fizesse redescobrir o prazer do romance contado em belas canções. Cincotti é um dos novos crooners americanos e neste seu segundo disco mistura versões de nomes como Cole Porter («I Love Paris»), com temas próprios dos quais destaco aquele que não me sai da cabeça e que é um bom descritivo da minha semana: «I’d Rather Be With You». Aqui está um disco surpreendente, como há muito não via. (CD Concord, distribuído por Universal Music).
SABOREAR – Comidinha argentina nas escadinhas do Duque, muito animadas, cheias de esplanadas. As escadinhas do Duque ligam o Largo da Misericórdia à estação de comboios do Rossio e estas argentinices ficam a meio da escadaria, no número 31 B. Entradas simpáticas à base de vários queijos e saladas e várias propostas de carninha bem tenrinha. Escolhi um bife de lombo com molho de marmelos em vinho tinto, tudo acompanhado pelo estimável Finca Flichman, um vinho argentino sério, honesto e razoável de preço. A carne é do melhor, o ambiente é fantástico, o serviço é airoso – airoso na forma e na substância - pode escolher-se entre uma sala de cores vivas e uma esplanada. A casa fecha às segundas, é prudente fazer reserva pelo telefone 213420739.
REMATE – Vamos lá a ver se o PSD não se lembra de deixar criar um tabu em torno da candidatura à Câmara de Lisboa.
REVOLUÇÃO – A partir de 1 de Agosto os norte-americanos vão ter um novo canal de televisão por cabo, o Current, cujo alvo principal é o segmento 18-34 anos. O objectivo é trazer para o ecrã a voz e os interesses dos mesmos que são o principal sustentáculo e força de inovação na web. A programação, organizada em torno de slots curtos, abordará temas de tecnologia, moda, televisão, música e vídeo jogos, e assuntos como o ambiente, relações entre pessoas, espiritualidade, finança, política e conselhos para os pais. O Current é uma iniciativa do ex vice-presidente Al Gore, conta com o apoio da Google. A Current propõe-se ainda possibilitar a qualquer telespectador poder exibir as suas próprias imagens de vídeo e vai ter pequenos programas que ensinam a captar e editar imagens em handycams digitais exactamente com o objectivo de fomentar a participação dos espectadores na emissão.
BOLLYWOOD – A indústria de cinema da Índia é umas das mais poderosas do mundo, produz tantos filmes como os Estados Unidos e é conhecida em todo o mundo por Bollywood. A seu lado cresce uma também poderosa indústria de entretenimento. Um recente estudo da PricewaterhouseCoopers considera que a indústria de entretenimento indiana vai crescer a um ritmo sólido de 18 por cento ao ano durante os próximos cinco anos, ou seja promete duplicar a sua dimensão nesse período. O estudo considera que o volume total de facturação do sector, actualmente de 4,5 mil milhões de dólares, vai atingir os 10 mil milhões em 2009, com o sector da televisão e do cinema nos primeiros lugares, logo seguido do novo sector do entretenimento aplicado a telemóveis.
DEVORAR – A mais recente edição da revista «Egoísta», o número 22, de Março, com o coração por tema, evidenciado num recorte perfurante que atravessa o volume de capa a contra capa. Página a página encontram amor, paixão, devoção, raiva – tudo o que nasce do coração. Aviso já que sou parte interessada, escrevi sobre o amor sem fim de D. Pedro e D. Inês. Como sempre os textos são apenas uma parte da história, o resto vive de soluções gráficas, fotografias e ilustrações. Entretanto, orgulhem-se lusitanos e fiquem sabendo que a Egoísta, ganhou duas menções honrosas da Society of Publication Designers de Nova York (SPDNY), entre mais de sete mil concorrentes do mundo inteiro. Apenas 66 publicações foram premiadas e a Egoísta foi a única portuguesa a ter a honra. Aliás a Egoísta ganhou há dois anos, três prémios da SPDNY, e por isso é para bem de todos nós orgulhosamente repetente.
PAIXÃO – Acredito nalguns acasos. As coisas acontecem porque têm mesmo que acontecer, em determinada altura, de determinada maneira. Da mesma forma que a atracção entre duas pessoas é difícil de racionalizar, a rendição a um disco – quando é súbita e institiva – baseia-se na queda de todas as barreiras, reservas e máscaras. Há uma semana atrás não podia imaginar que o disco «On The Moon» de Peter Cincotti me fizesse redescobrir o prazer do romance contado em belas canções. Cincotti é um dos novos crooners americanos e neste seu segundo disco mistura versões de nomes como Cole Porter («I Love Paris»), com temas próprios dos quais destaco aquele que não me sai da cabeça e que é um bom descritivo da minha semana: «I’d Rather Be With You». Aqui está um disco surpreendente, como há muito não via. (CD Concord, distribuído por Universal Music).
SABOREAR – Comidinha argentina nas escadinhas do Duque, muito animadas, cheias de esplanadas. As escadinhas do Duque ligam o Largo da Misericórdia à estação de comboios do Rossio e estas argentinices ficam a meio da escadaria, no número 31 B. Entradas simpáticas à base de vários queijos e saladas e várias propostas de carninha bem tenrinha. Escolhi um bife de lombo com molho de marmelos em vinho tinto, tudo acompanhado pelo estimável Finca Flichman, um vinho argentino sério, honesto e razoável de preço. A carne é do melhor, o ambiente é fantástico, o serviço é airoso – airoso na forma e na substância - pode escolher-se entre uma sala de cores vivas e uma esplanada. A casa fecha às segundas, é prudente fazer reserva pelo telefone 213420739.
REMATE – Vamos lá a ver se o PSD não se lembra de deixar criar um tabu em torno da candidatura à Câmara de Lisboa.
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NOVOS CONCEITOS
REVOLUÇÃO – A partir de 1 de Agosto os norte-americanos vão ter um novo canal de televisão por cabo, o Current, cujo alvo principal é o segmento 18-34 anos. O objectivo é trazer para o ecrã a voz e os interesses dos mesmos que são o principal sustentáculo e força de inovação na web. A programação, organizada em torno de slots curtos, abordará temas de tecnologia, moda, televisão, música e vídeo jogos, e assuntos como o ambiente, relações entre pessoas, espiritualidade, finança, política e conselhos para os pais. O Current é uma iniciativa do ex vice-presidente Al Gore, conta com o apoio da Google. A Current propõe-se ainda possibilitar a qualquer telespectador poder exibir as suas próprias imagens de vídeo e vai ter pequenos programas que ensinam a captar e editar imagens em handycams digitais exactamente com o objectivo de fomentar a participação dos espectadores na emissão.
BOLLYWOOD – A indústria de cinema da Índia é umas das mais poderosas do mundo, produz tantos filmes como os Estados Unidos e é conhecida em todo o mundo por Bollywood. A seu lado cresce uma também poderosa indústria de entretenimento. Um recente estudo da PricewaterhouseCoopers considera que a indústria de entretenimento indiana vai crescer a um ritmo sólido de 18 por cento ao ano durante os próximos cinco anos, ou seja promete duplicar a sua dimensão nesse período. O estudo considera que o volume total de facturação do sector, actualmente de 4,5 mil milhões de dólares, vai atingir os 10 mil milhões em 2009, com o sector da televisão e do cinema nos primeiros lugares, logo seguido do novo sector do entretenimento aplicado a telemóveis.
DEVORAR – A mais recente edição da revista «Egoísta», o número 22, de Março, com o coração por tema, evidenciado num recorte perfurante que atravessa o volume de capa a contra capa. Página a página encontram amor, paixão, devoção, raiva – tudo o que nasce do coração. Aviso já que sou parte interessada, escrevi sobre o amor sem fim de D. Pedro e D. Inês. Como sempre os textos são apenas uma parte da história, o resto vive de soluções gráficas, fotografias e ilustrações. Entretanto, orgulhem-se lusitanos e fiquem sabendo que a Egoísta, ganhou duas menções honrosas da Society of Publication Designers de Nova York (SPDNY), entre mais de sete mil concorrentes do mundo inteiro. Apenas 66 publicações foram premiadas e a Egoísta foi a única portuguesa a ter a honra. Aliás a Egoísta ganhou há dois anos, três prémios da SPDNY, e por isso é para bem de todos nós orgulhosamente repetente.
PAIXÃO – Acredito nalguns acasos. As coisas acontecem porque têm mesmo que acontecer, em determinada altura, de determinada maneira. Da mesma forma que a atracção entre duas pessoas é difícil de racionalizar, a rendição a um disco – quando é súbita e institiva – baseia-se na queda de todas as barreiras, reservas e máscaras. Há uma semana atrás não podia imaginar que o disco «On The Moon» de Peter Cincotti me fizesse redescobrir o prazer do romance contado em belas canções. Cincotti é um dos novos crooners americanos e neste seu segundo disco mistura versões de nomes como Cole Porter («I Love Paris»), com temas próprios dos quais destaco aquele que não me sai da cabeça e que é um bom descritivo da minha semana: «I’d Rather Be With You». Aqui está um disco surpreendente, como há muito não via. (CD Concord, distribuído por Universal Music).
SABOREAR – Comidinha argentina nas escadinhas do Duque, muito animadas, cheias de esplanadas. As escadinhas do Duque ligam o Largo da Misericórdia à estação de comboios do Rossio e estas argentinices ficam a meio da escadaria, no número 31 B. Entradas simpáticas à base de vários queijos e saladas e várias propostas de carninha bem tenrinha. Escolhi um bife de lombo com molho de marmelos em vinho tinto, tudo acompanhado pelo estimável Finca Flichman, um vinho argentino sério, honesto e razoável de preço. A carne é do melhor, o ambiente é fantástico, o serviço é airoso – airoso na forma e na substância - pode escolher-se entre uma sala de cores vivas e uma esplanada. A casa fecha às segundas, é prudente fazer reserva pelo telefone 213420739.
REMATE – Vamos lá a ver se o PSD não se lembra de deixar criar um tabu em torno da candidatura à Câmara de Lisboa.
REVOLUÇÃO – A partir de 1 de Agosto os norte-americanos vão ter um novo canal de televisão por cabo, o Current, cujo alvo principal é o segmento 18-34 anos. O objectivo é trazer para o ecrã a voz e os interesses dos mesmos que são o principal sustentáculo e força de inovação na web. A programação, organizada em torno de slots curtos, abordará temas de tecnologia, moda, televisão, música e vídeo jogos, e assuntos como o ambiente, relações entre pessoas, espiritualidade, finança, política e conselhos para os pais. O Current é uma iniciativa do ex vice-presidente Al Gore, conta com o apoio da Google. A Current propõe-se ainda possibilitar a qualquer telespectador poder exibir as suas próprias imagens de vídeo e vai ter pequenos programas que ensinam a captar e editar imagens em handycams digitais exactamente com o objectivo de fomentar a participação dos espectadores na emissão.
BOLLYWOOD – A indústria de cinema da Índia é umas das mais poderosas do mundo, produz tantos filmes como os Estados Unidos e é conhecida em todo o mundo por Bollywood. A seu lado cresce uma também poderosa indústria de entretenimento. Um recente estudo da PricewaterhouseCoopers considera que a indústria de entretenimento indiana vai crescer a um ritmo sólido de 18 por cento ao ano durante os próximos cinco anos, ou seja promete duplicar a sua dimensão nesse período. O estudo considera que o volume total de facturação do sector, actualmente de 4,5 mil milhões de dólares, vai atingir os 10 mil milhões em 2009, com o sector da televisão e do cinema nos primeiros lugares, logo seguido do novo sector do entretenimento aplicado a telemóveis.
DEVORAR – A mais recente edição da revista «Egoísta», o número 22, de Março, com o coração por tema, evidenciado num recorte perfurante que atravessa o volume de capa a contra capa. Página a página encontram amor, paixão, devoção, raiva – tudo o que nasce do coração. Aviso já que sou parte interessada, escrevi sobre o amor sem fim de D. Pedro e D. Inês. Como sempre os textos são apenas uma parte da história, o resto vive de soluções gráficas, fotografias e ilustrações. Entretanto, orgulhem-se lusitanos e fiquem sabendo que a Egoísta, ganhou duas menções honrosas da Society of Publication Designers de Nova York (SPDNY), entre mais de sete mil concorrentes do mundo inteiro. Apenas 66 publicações foram premiadas e a Egoísta foi a única portuguesa a ter a honra. Aliás a Egoísta ganhou há dois anos, três prémios da SPDNY, e por isso é para bem de todos nós orgulhosamente repetente.
PAIXÃO – Acredito nalguns acasos. As coisas acontecem porque têm mesmo que acontecer, em determinada altura, de determinada maneira. Da mesma forma que a atracção entre duas pessoas é difícil de racionalizar, a rendição a um disco – quando é súbita e institiva – baseia-se na queda de todas as barreiras, reservas e máscaras. Há uma semana atrás não podia imaginar que o disco «On The Moon» de Peter Cincotti me fizesse redescobrir o prazer do romance contado em belas canções. Cincotti é um dos novos crooners americanos e neste seu segundo disco mistura versões de nomes como Cole Porter («I Love Paris»), com temas próprios dos quais destaco aquele que não me sai da cabeça e que é um bom descritivo da minha semana: «I’d Rather Be With You». Aqui está um disco surpreendente, como há muito não via. (CD Concord, distribuído por Universal Music).
SABOREAR – Comidinha argentina nas escadinhas do Duque, muito animadas, cheias de esplanadas. As escadinhas do Duque ligam o Largo da Misericórdia à estação de comboios do Rossio e estas argentinices ficam a meio da escadaria, no número 31 B. Entradas simpáticas à base de vários queijos e saladas e várias propostas de carninha bem tenrinha. Escolhi um bife de lombo com molho de marmelos em vinho tinto, tudo acompanhado pelo estimável Finca Flichman, um vinho argentino sério, honesto e razoável de preço. A carne é do melhor, o ambiente é fantástico, o serviço é airoso – airoso na forma e na substância - pode escolher-se entre uma sala de cores vivas e uma esplanada. A casa fecha às segundas, é prudente fazer reserva pelo telefone 213420739.
REMATE – Vamos lá a ver se o PSD não se lembra de deixar criar um tabu em torno da candidatura à Câmara de Lisboa.
abril 04, 2005
COLOCAÇÃO – O «product placement» é uma forma de publicidade indirecta que consiste em colocar de forma visível nos ecrãs, de cinema ou televisão, determinados produtos. Os relógios Omega, os carros BMW e os telefones Nokia contribuíram com uma parte das receitas dos mais recentes filmes de James Bond e nas nossas estações de televisão é frequente vermos marcas de produtos (de refrigerantes a detergentes) estrategicamente colocados em evidência e com o rótulo perfeitamente visível. Pois bem, este é um mercado em expansão. Nos Estados Unidos a facturação da colocação de produtos no cinema e televisão subiu 44% em 2004, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos mil milhões de dólares num ano. O maior crescimento foi na televisão (84% para um total de 522 milhões). Foi a primeira vez em que as colocações em televisão ultrapassaram as do cinema.
ALTA DEFINIÇÃO – Um estudo recente da firma In-Stat aponta para uma estimativa de 15.5 milhões de casas com televisores de alta definição no final deste ano em todo o mundo e estima que em 2009 o total será de 52 milhões de casas. Actualmente existem em todo o mundo 10 milhões de casas equipadas. Os serviços de alta definição são já comuns na Austrália, Canadá, Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul. Só nos Estados Unidos existem actualmente quatro milhões de lares equipados, contra 1.6 milhões há um ano. Aqui está uma batalha que a Europa começa a perder, quando nem sequer se consegue estabelecer uma data média para a passagem de analógico para televisão digital terrestre em toda a União.
HOTEL – A edição de Março da prestigiada revista «Condé Nast Traveller» coloca na sua lista anual de preferências apenas um hotel português: o Hotel Olissippo Castelo, na Rua da Costa do Castelo, em Lisboa. São feitos elogios ao serviço, à vista e aos quartos. Ainda quanto à Ibéria, na Hot List 2005 da revista não há nenhum restaurante português mas é muito recomendado um em Madrid (o Moskada). Quanto a bares a escolha recai em Barcelona, no CDLC, na zona da nova Marina. O bar parisiense a visitar é o La Suite, dos mesmo criadores dos célebres Bains Douches.
SERVIÇO – Cada vez mais num restaurante o que me interessa é a combinação da qualidade do serviço com a comida e com o despretenciosismo. Há tascos com grande comida e grande serviço e restaurantes de luxo asquerosos de antipatia e mau serviço, mesmo que a «nouvelle cuisine» transborde de referências. A coisa mais irritante do mundo, a par com a existência de uma única marca de cerveja que «patrocina» a casa, é o olhar vago dos empregados, que ficam presos no horizonte, sem terem atenção às mesas, que se esquecem dos pedidos e da sequência em que a mesa deve ser servida. Comer fora é suposto ser um prazer e não uma tortura.
LEITURA – A edição britânica, de Abril, da revista «Vanity Fair», consagra a capa às novas super-modelos que vêm de Leste. O portfolio leva-nos a temer o pior em matéria de capacidade de concorrência dos novos estados da União.
BANDA SONORA – O «Jerome Kern Song Book», com arranjos e direcção de orquestra de Nelson Riddle e interpretação da grande Ella Fitzgerald é uma reedição imperdível. O original data de 1963 e foi agora reeditado na bendita série «Verve Master Edition» que a Universal nos fez o favor de colocar no mercado. Jerome Kern foi um dos grandes compositores de peças da Broadway e este disco inclui as versões de Ella para temas como «Let’s Begin», «All The Things You Are», o grande «I’m Old Fashioned» ou o irresistível «Can’t Help Lovin’ Dat Man».
COMIDINHA – Já aqui falei da casa uma vez, mas agora volto ao assunto: no Edifício do Tivoli Fórum fica o Café 3. É um bom espaço, com boa comida, uma boa equipa na sala a não deixar o serviço escorregar e um ambiente simpático. Ao almoço a coisa é animada e os preços são razoáveis. Bom parqueamento ao pé (no parque do edifício ou no Parque Mayer).
REMATE – Os que pensam que Carrilho é um diletante que não trabalha nem é prático estão muito enganados.
ALTA DEFINIÇÃO – Um estudo recente da firma In-Stat aponta para uma estimativa de 15.5 milhões de casas com televisores de alta definição no final deste ano em todo o mundo e estima que em 2009 o total será de 52 milhões de casas. Actualmente existem em todo o mundo 10 milhões de casas equipadas. Os serviços de alta definição são já comuns na Austrália, Canadá, Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul. Só nos Estados Unidos existem actualmente quatro milhões de lares equipados, contra 1.6 milhões há um ano. Aqui está uma batalha que a Europa começa a perder, quando nem sequer se consegue estabelecer uma data média para a passagem de analógico para televisão digital terrestre em toda a União.
HOTEL – A edição de Março da prestigiada revista «Condé Nast Traveller» coloca na sua lista anual de preferências apenas um hotel português: o Hotel Olissippo Castelo, na Rua da Costa do Castelo, em Lisboa. São feitos elogios ao serviço, à vista e aos quartos. Ainda quanto à Ibéria, na Hot List 2005 da revista não há nenhum restaurante português mas é muito recomendado um em Madrid (o Moskada). Quanto a bares a escolha recai em Barcelona, no CDLC, na zona da nova Marina. O bar parisiense a visitar é o La Suite, dos mesmo criadores dos célebres Bains Douches.
SERVIÇO – Cada vez mais num restaurante o que me interessa é a combinação da qualidade do serviço com a comida e com o despretenciosismo. Há tascos com grande comida e grande serviço e restaurantes de luxo asquerosos de antipatia e mau serviço, mesmo que a «nouvelle cuisine» transborde de referências. A coisa mais irritante do mundo, a par com a existência de uma única marca de cerveja que «patrocina» a casa, é o olhar vago dos empregados, que ficam presos no horizonte, sem terem atenção às mesas, que se esquecem dos pedidos e da sequência em que a mesa deve ser servida. Comer fora é suposto ser um prazer e não uma tortura.
LEITURA – A edição britânica, de Abril, da revista «Vanity Fair», consagra a capa às novas super-modelos que vêm de Leste. O portfolio leva-nos a temer o pior em matéria de capacidade de concorrência dos novos estados da União.
BANDA SONORA – O «Jerome Kern Song Book», com arranjos e direcção de orquestra de Nelson Riddle e interpretação da grande Ella Fitzgerald é uma reedição imperdível. O original data de 1963 e foi agora reeditado na bendita série «Verve Master Edition» que a Universal nos fez o favor de colocar no mercado. Jerome Kern foi um dos grandes compositores de peças da Broadway e este disco inclui as versões de Ella para temas como «Let’s Begin», «All The Things You Are», o grande «I’m Old Fashioned» ou o irresistível «Can’t Help Lovin’ Dat Man».
COMIDINHA – Já aqui falei da casa uma vez, mas agora volto ao assunto: no Edifício do Tivoli Fórum fica o Café 3. É um bom espaço, com boa comida, uma boa equipa na sala a não deixar o serviço escorregar e um ambiente simpático. Ao almoço a coisa é animada e os preços são razoáveis. Bom parqueamento ao pé (no parque do edifício ou no Parque Mayer).
REMATE – Os que pensam que Carrilho é um diletante que não trabalha nem é prático estão muito enganados.
Untitled
COLOCAÇÃO – O «product placement» é uma forma de publicidade indirecta que consiste em colocar de forma visível nos ecrãs, de cinema ou televisão, determinados produtos. Os relógios Omega, os carros BMW e os telefones Nokia contribuíram com uma parte das receitas dos mais recentes filmes de James Bond e nas nossas estações de televisão é frequente vermos marcas de produtos (de refrigerantes a detergentes) estrategicamente colocados em evidência e com o rótulo perfeitamente visível. Pois bem, este é um mercado em expansão. Nos Estados Unidos a facturação da colocação de produtos no cinema e televisão subiu 44% em 2004, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos mil milhões de dólares num ano. O maior crescimento foi na televisão (84% para um total de 522 milhões). Foi a primeira vez em que as colocações em televisão ultrapassaram as do cinema.
ALTA DEFINIÇÃO – Um estudo recente da firma In-Stat aponta para uma estimativa de 15.5 milhões de casas com televisores de alta definição no final deste ano em todo o mundo e estima que em 2009 o total será de 52 milhões de casas. Actualmente existem em todo o mundo 10 milhões de casas equipadas. Os serviços de alta definição são já comuns na Austrália, Canadá, Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul. Só nos Estados Unidos existem actualmente quatro milhões de lares equipados, contra 1.6 milhões há um ano. Aqui está uma batalha que a Europa começa a perder, quando nem sequer se consegue estabelecer uma data média para a passagem de analógico para televisão digital terrestre em toda a União.
HOTEL – A edição de Março da prestigiada revista «Condé Nast Traveller» coloca na sua lista anual de preferências apenas um hotel português: o Hotel Olissippo Castelo, na Rua da Costa do Castelo, em Lisboa. São feitos elogios ao serviço, à vista e aos quartos. Ainda quanto à Ibéria, na Hot List 2005 da revista não há nenhum restaurante português mas é muito recomendado um em Madrid (o Moskada). Quanto a bares a escolha recai em Barcelona, no CDLC, na zona da nova Marina. O bar parisiense a visitar é o La Suite, dos mesmo criadores dos célebres Bains Douches.
SERVIÇO – Cada vez mais num restaurante o que me interessa é a combinação da qualidade do serviço com a comida e com o despretenciosismo. Há tascos com grande comida e grande serviço e restaurantes de luxo asquerosos de antipatia e mau serviço, mesmo que a «nouvelle cuisine» transborde de referências. A coisa mais irritante do mundo, a par com a existência de uma única marca de cerveja que «patrocina» a casa, é o olhar vago dos empregados, que ficam presos no horizonte, sem terem atenção às mesas, que se esquecem dos pedidos e da sequência em que a mesa deve ser servida. Comer fora é suposto ser um prazer e não uma tortura.
LEITURA – A edição britânica, de Abril, da revista «Vanity Fair», consagra a capa às novas super-modelos que vêm de Leste. O portfolio leva-nos a temer o pior em matéria de capacidade de concorrência dos novos estados da União.
BANDA SONORA – O «Jerome Kern Song Book», com arranjos e direcção de orquestra de Nelson Riddle e interpretação da grande Ella Fitzgerald é uma reedição imperdível. O original data de 1963 e foi agora reeditado na bendita série «Verve Master Edition» que a Universal nos fez o favor de colocar no mercado. Jerome Kern foi um dos grandes compositores de peças da Broadway e este disco inclui as versões de Ella para temas como «Let’s Begin», «All The Things You Are», o grande «I’m Old Fashioned» ou o irresistível «Can’t Help Lovin’ Dat Man».
COMIDINHA – Já aqui falei da casa uma vez, mas agora volto ao assunto: no Edifício do Tivoli Fórum fica o Café 3. É um bom espaço, com boa comida, uma boa equipa na sala a não deixar o serviço escorregar e um ambiente simpático. Ao almoço a coisa é animada e os preços são razoáveis. Bom parqueamento ao pé (no parque do edifício ou no Parque Mayer).
REMATE – Os que pensam que Carrilho é um diletante que não trabalha nem é prático estão muito enganados.
ALTA DEFINIÇÃO – Um estudo recente da firma In-Stat aponta para uma estimativa de 15.5 milhões de casas com televisores de alta definição no final deste ano em todo o mundo e estima que em 2009 o total será de 52 milhões de casas. Actualmente existem em todo o mundo 10 milhões de casas equipadas. Os serviços de alta definição são já comuns na Austrália, Canadá, Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul. Só nos Estados Unidos existem actualmente quatro milhões de lares equipados, contra 1.6 milhões há um ano. Aqui está uma batalha que a Europa começa a perder, quando nem sequer se consegue estabelecer uma data média para a passagem de analógico para televisão digital terrestre em toda a União.
HOTEL – A edição de Março da prestigiada revista «Condé Nast Traveller» coloca na sua lista anual de preferências apenas um hotel português: o Hotel Olissippo Castelo, na Rua da Costa do Castelo, em Lisboa. São feitos elogios ao serviço, à vista e aos quartos. Ainda quanto à Ibéria, na Hot List 2005 da revista não há nenhum restaurante português mas é muito recomendado um em Madrid (o Moskada). Quanto a bares a escolha recai em Barcelona, no CDLC, na zona da nova Marina. O bar parisiense a visitar é o La Suite, dos mesmo criadores dos célebres Bains Douches.
SERVIÇO – Cada vez mais num restaurante o que me interessa é a combinação da qualidade do serviço com a comida e com o despretenciosismo. Há tascos com grande comida e grande serviço e restaurantes de luxo asquerosos de antipatia e mau serviço, mesmo que a «nouvelle cuisine» transborde de referências. A coisa mais irritante do mundo, a par com a existência de uma única marca de cerveja que «patrocina» a casa, é o olhar vago dos empregados, que ficam presos no horizonte, sem terem atenção às mesas, que se esquecem dos pedidos e da sequência em que a mesa deve ser servida. Comer fora é suposto ser um prazer e não uma tortura.
LEITURA – A edição britânica, de Abril, da revista «Vanity Fair», consagra a capa às novas super-modelos que vêm de Leste. O portfolio leva-nos a temer o pior em matéria de capacidade de concorrência dos novos estados da União.
BANDA SONORA – O «Jerome Kern Song Book», com arranjos e direcção de orquestra de Nelson Riddle e interpretação da grande Ella Fitzgerald é uma reedição imperdível. O original data de 1963 e foi agora reeditado na bendita série «Verve Master Edition» que a Universal nos fez o favor de colocar no mercado. Jerome Kern foi um dos grandes compositores de peças da Broadway e este disco inclui as versões de Ella para temas como «Let’s Begin», «All The Things You Are», o grande «I’m Old Fashioned» ou o irresistível «Can’t Help Lovin’ Dat Man».
COMIDINHA – Já aqui falei da casa uma vez, mas agora volto ao assunto: no Edifício do Tivoli Fórum fica o Café 3. É um bom espaço, com boa comida, uma boa equipa na sala a não deixar o serviço escorregar e um ambiente simpático. Ao almoço a coisa é animada e os preços são razoáveis. Bom parqueamento ao pé (no parque do edifício ou no Parque Mayer).
REMATE – Os que pensam que Carrilho é um diletante que não trabalha nem é prático estão muito enganados.
março 27, 2005
O PAPEL DOS INDEPENDENTES
Para mal dos nossos pecados, tentar imaginar a política sem partidos é como imaginar um campeonato de futebol sem equipas. Essencialmente a política é um jogo disputado por partidos rivais e alguém que queira entrar nesse jogo de uma forma independente em relação aos partidos está condenado à irrelevância. E, no entanto, à medida que se caminha para uma bipolarização mais evidente, torna-se também mais claro que um número crescente de pessoas não se revê na organização partidária à sua volta.
As recentes eleições portuguesas mostram uma coisa muito curiosa: existe uma massa cada vez maior de eleitorado que não se revê claramente em nenhum partido e vai alterando o seu voto, de um partido para outro, conforme as circunstâncias. Este eleitorado central parece comportar-se muitas vezes mais à direita em questões fiscais e económicas e mais à esquerda em matéria de políticas sociais.
De facto existe um número crescente de eleitores desencantados com um sistema partidário envelhecido e fechado. E existe um número crescente de pessoas, entre as quais me incluo, interessadas pela actividade política e por políticas sectoriais, que prefere viver à margem dos partidos existentes e que por isso mesmo tem dificuldade em encontrar espaço de acção fora dos grupos organizados.
Os partidos, sobretudo os dois maiores, gostam de colocar independentes na sua órbita, mas resistem a permitir uma maior participação efectiva dos independentes no sistema, fora das baias partidárias. Fazer uma reforma do sistema político que fomente o surgimento de candidaturas independentes a todos os níveis poderá trazer à actividade política muitos que hoje não se querem submeter às lógicas partidárias – ora aqui está um tema que podia ser patrocinado pelo Presidente da República.
Para mal dos nossos pecados, tentar imaginar a política sem partidos é como imaginar um campeonato de futebol sem equipas. Essencialmente a política é um jogo disputado por partidos rivais e alguém que queira entrar nesse jogo de uma forma independente em relação aos partidos está condenado à irrelevância. E, no entanto, à medida que se caminha para uma bipolarização mais evidente, torna-se também mais claro que um número crescente de pessoas não se revê na organização partidária à sua volta.
As recentes eleições portuguesas mostram uma coisa muito curiosa: existe uma massa cada vez maior de eleitorado que não se revê claramente em nenhum partido e vai alterando o seu voto, de um partido para outro, conforme as circunstâncias. Este eleitorado central parece comportar-se muitas vezes mais à direita em questões fiscais e económicas e mais à esquerda em matéria de políticas sociais.
De facto existe um número crescente de eleitores desencantados com um sistema partidário envelhecido e fechado. E existe um número crescente de pessoas, entre as quais me incluo, interessadas pela actividade política e por políticas sectoriais, que prefere viver à margem dos partidos existentes e que por isso mesmo tem dificuldade em encontrar espaço de acção fora dos grupos organizados.
Os partidos, sobretudo os dois maiores, gostam de colocar independentes na sua órbita, mas resistem a permitir uma maior participação efectiva dos independentes no sistema, fora das baias partidárias. Fazer uma reforma do sistema político que fomente o surgimento de candidaturas independentes a todos os níveis poderá trazer à actividade política muitos que hoje não se querem submeter às lógicas partidárias – ora aqui está um tema que podia ser patrocinado pelo Presidente da República.
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O PAPEL DOS INDEPENDENTES
Para mal dos nossos pecados, tentar imaginar a política sem partidos é como imaginar um campeonato de futebol sem equipas. Essencialmente a política é um jogo disputado por partidos rivais e alguém que queira entrar nesse jogo de uma forma independente em relação aos partidos está condenado à irrelevância. E, no entanto, à medida que se caminha para uma bipolarização mais evidente, torna-se também mais claro que um número crescente de pessoas não se revê na organização partidária à sua volta.
As recentes eleições portuguesas mostram uma coisa muito curiosa: existe uma massa cada vez maior de eleitorado que não se revê claramente em nenhum partido e vai alterando o seu voto, de um partido para outro, conforme as circunstâncias. Este eleitorado central parece comportar-se muitas vezes mais à direita em questões fiscais e económicas e mais à esquerda em matéria de políticas sociais.
De facto existe um número crescente de eleitores desencantados com um sistema partidário envelhecido e fechado. E existe um número crescente de pessoas, entre as quais me incluo, interessadas pela actividade política e por políticas sectoriais, que prefere viver à margem dos partidos existentes e que por isso mesmo tem dificuldade em encontrar espaço de acção fora dos grupos organizados.
Os partidos, sobretudo os dois maiores, gostam de colocar independentes na sua órbita, mas resistem a permitir uma maior participação efectiva dos independentes no sistema, fora das baias partidárias. Fazer uma reforma do sistema político que fomente o surgimento de candidaturas independentes a todos os níveis poderá trazer à actividade política muitos que hoje não se querem submeter às lógicas partidárias – ora aqui está um tema que podia ser patrocinado pelo Presidente da República.
Para mal dos nossos pecados, tentar imaginar a política sem partidos é como imaginar um campeonato de futebol sem equipas. Essencialmente a política é um jogo disputado por partidos rivais e alguém que queira entrar nesse jogo de uma forma independente em relação aos partidos está condenado à irrelevância. E, no entanto, à medida que se caminha para uma bipolarização mais evidente, torna-se também mais claro que um número crescente de pessoas não se revê na organização partidária à sua volta.
As recentes eleições portuguesas mostram uma coisa muito curiosa: existe uma massa cada vez maior de eleitorado que não se revê claramente em nenhum partido e vai alterando o seu voto, de um partido para outro, conforme as circunstâncias. Este eleitorado central parece comportar-se muitas vezes mais à direita em questões fiscais e económicas e mais à esquerda em matéria de políticas sociais.
De facto existe um número crescente de eleitores desencantados com um sistema partidário envelhecido e fechado. E existe um número crescente de pessoas, entre as quais me incluo, interessadas pela actividade política e por políticas sectoriais, que prefere viver à margem dos partidos existentes e que por isso mesmo tem dificuldade em encontrar espaço de acção fora dos grupos organizados.
Os partidos, sobretudo os dois maiores, gostam de colocar independentes na sua órbita, mas resistem a permitir uma maior participação efectiva dos independentes no sistema, fora das baias partidárias. Fazer uma reforma do sistema político que fomente o surgimento de candidaturas independentes a todos os níveis poderá trazer à actividade política muitos que hoje não se querem submeter às lógicas partidárias – ora aqui está um tema que podia ser patrocinado pelo Presidente da República.
março 21, 2005
QUALQUER DIA
VAMOS AO NIMAS NO TELEMÓVEL
INVEJA – Excertos do novo filme da saga «Star Wars», o «Revenge Of The Sith», podem já ser vistos pelos clientes do operador de telemóveis norte-americano Cingular Wireless, que assegurou também downloads exclusivos de temas musicais do filme, assim como screensavers.
FILMES – A Motion Picture Association Of America anunciou esta semana que a indústria cinematográfica se encontra de boa saúde. As vendas de bilhetes de cinema nos Estados Unidos em 2004 atingiram 9,54 mil milhões de dólares, o terceiro ano seguido acima do dígito 9, assim como pelo terceiro ano consecutivo o número de bilhetes vendidos ultrapassou os 1 500 milhões de unidades. O custo de produção de um filme de primeira linha foi em média de 63,6 milhões de dólares e os custos médios de marketing por lançamento foram de 34,4 milhões, o que significa um orçamento médio de 98 milhões de dólares por filme – aqui se explica muita coisa quando se comparam estes valores mesmo com as produções europeias mais ambiciosas.
TESTES – Na Finlândia começaram os testes para experimentar a oferta de serviços de TV para telemóveis com a participação de várias companhias locais, entre elas inevitavelmente a Nokia. Os consumidores do painel de teste, que pertencem a dois operadores locais de telemóveis, podem receber programas de rádio e TV nos telefones Nokia 7710, equipados com um acessório especial que permite captar as emissões de televisão. Os testes, que permitem, para além do acesso a estações locais, a canais como o Euronews, CNN, MTV, Eurosport, Viva Plus e Fashion TV, além de acesso on line a diversas informações. O sistema vai estar em teste até final de Junho após o que deverá ser comercializado se tudo correr bem.
UNICIDADE – A coisa que mais me irrita num bar ou restaurante é dizerem-me que só têm cerveja de uma marca apenas. Ainda fico mais irritado quando a cerveja é Super-Bock – não gosto do líquido adocicado, insípido, vulgarote. Esta unicidade cervejeira, invenção marketeira de desprezo pelo cliente, é muito irritante: alguém suportaria que num restaurante médio não existisse uma escolha de vinhos nem de lista de comidas? Então porque é que em tanto sítio temos que gramar a existência de apenas uma cerveja, as mais das vezes mázota?
LEITURA – Resisti a comprar o livro uma semana mas, pronto, rendi-me. «O Canto da Sereia» de Nelson Motta é uma grande novela policial. O assassínio de uma cantora pop em pleno desfile do Carnaval da Bahia, em directo para as televisões, frente ao guarda-costas que era suposto protegê-la, mas escrevia umas notícias de crime como passatempo. Estão a ver a história que isto dá? Nem imaginem porque será pouco o que podem pensar. É mesmo preciso ler. Ponham quatro horas de lado e deliciem-se com este belo livro. Escritor, jornalista, compositor musical e produtor artístico, Nelson Motta era uma das figuras do programa «Manhattan Connection», da GNT. Edição Palavra, 254 páginas.
BANDA SONORA – Este artigo foi escrito tendo como pano de fundo musical o disco que no último fim de semana mais me animou, «Di Korpu Com Alma», da cantora Lura, de Cabo Verde. Festiva e sentida, Lura é menina-senhora de uma voz invulgar, arrebatadora e sentida, maestra de uma forma de arrastar sílabas que enrola os nossos sentidos. Este é o seu terceiro CD, edição Lusáfrica.
COMIDINHA – O país está em contenção, dedico-me a honestas casas de pasto onde se come bem e barato, onde o vinho da casa é bom em vez de ser uma zurrapa engarrafada em produto branco. Aqui o caso é leitão, assado de fresco para as bandas de Moscavide. Chama-se «Casa Bota Feijão» e fica por trás do Hotel Tryp, no Parque das Nações, para além da linha de caminho de ferro, na Rua Conselheiro Lopo Vaz nº5. O leitão é importado do centro do país e assado no local. As batatas fritas que acompanham são do melhor. O restaurante tem poucas mesas, habita numa velha casa, e a prudência manda reservar pelo telefone 218 532 489. Há espumante da casa, singelo e honesto, branco ou tinto, a rematar uma baba de camelo hiper-calórica como é suposto.
REMATE – Não basta parecer estar sossegado. É preciso não dar nas vistas.
VAMOS AO NIMAS NO TELEMÓVEL
INVEJA – Excertos do novo filme da saga «Star Wars», o «Revenge Of The Sith», podem já ser vistos pelos clientes do operador de telemóveis norte-americano Cingular Wireless, que assegurou também downloads exclusivos de temas musicais do filme, assim como screensavers.
FILMES – A Motion Picture Association Of America anunciou esta semana que a indústria cinematográfica se encontra de boa saúde. As vendas de bilhetes de cinema nos Estados Unidos em 2004 atingiram 9,54 mil milhões de dólares, o terceiro ano seguido acima do dígito 9, assim como pelo terceiro ano consecutivo o número de bilhetes vendidos ultrapassou os 1 500 milhões de unidades. O custo de produção de um filme de primeira linha foi em média de 63,6 milhões de dólares e os custos médios de marketing por lançamento foram de 34,4 milhões, o que significa um orçamento médio de 98 milhões de dólares por filme – aqui se explica muita coisa quando se comparam estes valores mesmo com as produções europeias mais ambiciosas.
TESTES – Na Finlândia começaram os testes para experimentar a oferta de serviços de TV para telemóveis com a participação de várias companhias locais, entre elas inevitavelmente a Nokia. Os consumidores do painel de teste, que pertencem a dois operadores locais de telemóveis, podem receber programas de rádio e TV nos telefones Nokia 7710, equipados com um acessório especial que permite captar as emissões de televisão. Os testes, que permitem, para além do acesso a estações locais, a canais como o Euronews, CNN, MTV, Eurosport, Viva Plus e Fashion TV, além de acesso on line a diversas informações. O sistema vai estar em teste até final de Junho após o que deverá ser comercializado se tudo correr bem.
UNICIDADE – A coisa que mais me irrita num bar ou restaurante é dizerem-me que só têm cerveja de uma marca apenas. Ainda fico mais irritado quando a cerveja é Super-Bock – não gosto do líquido adocicado, insípido, vulgarote. Esta unicidade cervejeira, invenção marketeira de desprezo pelo cliente, é muito irritante: alguém suportaria que num restaurante médio não existisse uma escolha de vinhos nem de lista de comidas? Então porque é que em tanto sítio temos que gramar a existência de apenas uma cerveja, as mais das vezes mázota?
LEITURA – Resisti a comprar o livro uma semana mas, pronto, rendi-me. «O Canto da Sereia» de Nelson Motta é uma grande novela policial. O assassínio de uma cantora pop em pleno desfile do Carnaval da Bahia, em directo para as televisões, frente ao guarda-costas que era suposto protegê-la, mas escrevia umas notícias de crime como passatempo. Estão a ver a história que isto dá? Nem imaginem porque será pouco o que podem pensar. É mesmo preciso ler. Ponham quatro horas de lado e deliciem-se com este belo livro. Escritor, jornalista, compositor musical e produtor artístico, Nelson Motta era uma das figuras do programa «Manhattan Connection», da GNT. Edição Palavra, 254 páginas.
BANDA SONORA – Este artigo foi escrito tendo como pano de fundo musical o disco que no último fim de semana mais me animou, «Di Korpu Com Alma», da cantora Lura, de Cabo Verde. Festiva e sentida, Lura é menina-senhora de uma voz invulgar, arrebatadora e sentida, maestra de uma forma de arrastar sílabas que enrola os nossos sentidos. Este é o seu terceiro CD, edição Lusáfrica.
COMIDINHA – O país está em contenção, dedico-me a honestas casas de pasto onde se come bem e barato, onde o vinho da casa é bom em vez de ser uma zurrapa engarrafada em produto branco. Aqui o caso é leitão, assado de fresco para as bandas de Moscavide. Chama-se «Casa Bota Feijão» e fica por trás do Hotel Tryp, no Parque das Nações, para além da linha de caminho de ferro, na Rua Conselheiro Lopo Vaz nº5. O leitão é importado do centro do país e assado no local. As batatas fritas que acompanham são do melhor. O restaurante tem poucas mesas, habita numa velha casa, e a prudência manda reservar pelo telefone 218 532 489. Há espumante da casa, singelo e honesto, branco ou tinto, a rematar uma baba de camelo hiper-calórica como é suposto.
REMATE – Não basta parecer estar sossegado. É preciso não dar nas vistas.
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QUALQUER DIA
VAMOS AO NIMAS NO TELEMÓVEL
INVEJA – Excertos do novo filme da saga «Star Wars», o «Revenge Of The Sith», podem já ser vistos pelos clientes do operador de telemóveis norte-americano Cingular Wireless, que assegurou também downloads exclusivos de temas musicais do filme, assim como screensavers.
FILMES – A Motion Picture Association Of America anunciou esta semana que a indústria cinematográfica se encontra de boa saúde. As vendas de bilhetes de cinema nos Estados Unidos em 2004 atingiram 9,54 mil milhões de dólares, o terceiro ano seguido acima do dígito 9, assim como pelo terceiro ano consecutivo o número de bilhetes vendidos ultrapassou os 1 500 milhões de unidades. O custo de produção de um filme de primeira linha foi em média de 63,6 milhões de dólares e os custos médios de marketing por lançamento foram de 34,4 milhões, o que significa um orçamento médio de 98 milhões de dólares por filme – aqui se explica muita coisa quando se comparam estes valores mesmo com as produções europeias mais ambiciosas.
TESTES – Na Finlândia começaram os testes para experimentar a oferta de serviços de TV para telemóveis com a participação de várias companhias locais, entre elas inevitavelmente a Nokia. Os consumidores do painel de teste, que pertencem a dois operadores locais de telemóveis, podem receber programas de rádio e TV nos telefones Nokia 7710, equipados com um acessório especial que permite captar as emissões de televisão. Os testes, que permitem, para além do acesso a estações locais, a canais como o Euronews, CNN, MTV, Eurosport, Viva Plus e Fashion TV, além de acesso on line a diversas informações. O sistema vai estar em teste até final de Junho após o que deverá ser comercializado se tudo correr bem.
UNICIDADE – A coisa que mais me irrita num bar ou restaurante é dizerem-me que só têm cerveja de uma marca apenas. Ainda fico mais irritado quando a cerveja é Super-Bock – não gosto do líquido adocicado, insípido, vulgarote. Esta unicidade cervejeira, invenção marketeira de desprezo pelo cliente, é muito irritante: alguém suportaria que num restaurante médio não existisse uma escolha de vinhos nem de lista de comidas? Então porque é que em tanto sítio temos que gramar a existência de apenas uma cerveja, as mais das vezes mázota?
LEITURA – Resisti a comprar o livro uma semana mas, pronto, rendi-me. «O Canto da Sereia» de Nelson Motta é uma grande novela policial. O assassínio de uma cantora pop em pleno desfile do Carnaval da Bahia, em directo para as televisões, frente ao guarda-costas que era suposto protegê-la, mas escrevia umas notícias de crime como passatempo. Estão a ver a história que isto dá? Nem imaginem porque será pouco o que podem pensar. É mesmo preciso ler. Ponham quatro horas de lado e deliciem-se com este belo livro. Escritor, jornalista, compositor musical e produtor artístico, Nelson Motta era uma das figuras do programa «Manhattan Connection», da GNT. Edição Palavra, 254 páginas.
BANDA SONORA – Este artigo foi escrito tendo como pano de fundo musical o disco que no último fim de semana mais me animou, «Di Korpu Com Alma», da cantora Lura, de Cabo Verde. Festiva e sentida, Lura é menina-senhora de uma voz invulgar, arrebatadora e sentida, maestra de uma forma de arrastar sílabas que enrola os nossos sentidos. Este é o seu terceiro CD, edição Lusáfrica.
COMIDINHA – O país está em contenção, dedico-me a honestas casas de pasto onde se come bem e barato, onde o vinho da casa é bom em vez de ser uma zurrapa engarrafada em produto branco. Aqui o caso é leitão, assado de fresco para as bandas de Moscavide. Chama-se «Casa Bota Feijão» e fica por trás do Hotel Tryp, no Parque das Nações, para além da linha de caminho de ferro, na Rua Conselheiro Lopo Vaz nº5. O leitão é importado do centro do país e assado no local. As batatas fritas que acompanham são do melhor. O restaurante tem poucas mesas, habita numa velha casa, e a prudência manda reservar pelo telefone 218 532 489. Há espumante da casa, singelo e honesto, branco ou tinto, a rematar uma baba de camelo hiper-calórica como é suposto.
REMATE – Não basta parecer estar sossegado. É preciso não dar nas vistas.
VAMOS AO NIMAS NO TELEMÓVEL
INVEJA – Excertos do novo filme da saga «Star Wars», o «Revenge Of The Sith», podem já ser vistos pelos clientes do operador de telemóveis norte-americano Cingular Wireless, que assegurou também downloads exclusivos de temas musicais do filme, assim como screensavers.
FILMES – A Motion Picture Association Of America anunciou esta semana que a indústria cinematográfica se encontra de boa saúde. As vendas de bilhetes de cinema nos Estados Unidos em 2004 atingiram 9,54 mil milhões de dólares, o terceiro ano seguido acima do dígito 9, assim como pelo terceiro ano consecutivo o número de bilhetes vendidos ultrapassou os 1 500 milhões de unidades. O custo de produção de um filme de primeira linha foi em média de 63,6 milhões de dólares e os custos médios de marketing por lançamento foram de 34,4 milhões, o que significa um orçamento médio de 98 milhões de dólares por filme – aqui se explica muita coisa quando se comparam estes valores mesmo com as produções europeias mais ambiciosas.
TESTES – Na Finlândia começaram os testes para experimentar a oferta de serviços de TV para telemóveis com a participação de várias companhias locais, entre elas inevitavelmente a Nokia. Os consumidores do painel de teste, que pertencem a dois operadores locais de telemóveis, podem receber programas de rádio e TV nos telefones Nokia 7710, equipados com um acessório especial que permite captar as emissões de televisão. Os testes, que permitem, para além do acesso a estações locais, a canais como o Euronews, CNN, MTV, Eurosport, Viva Plus e Fashion TV, além de acesso on line a diversas informações. O sistema vai estar em teste até final de Junho após o que deverá ser comercializado se tudo correr bem.
UNICIDADE – A coisa que mais me irrita num bar ou restaurante é dizerem-me que só têm cerveja de uma marca apenas. Ainda fico mais irritado quando a cerveja é Super-Bock – não gosto do líquido adocicado, insípido, vulgarote. Esta unicidade cervejeira, invenção marketeira de desprezo pelo cliente, é muito irritante: alguém suportaria que num restaurante médio não existisse uma escolha de vinhos nem de lista de comidas? Então porque é que em tanto sítio temos que gramar a existência de apenas uma cerveja, as mais das vezes mázota?
LEITURA – Resisti a comprar o livro uma semana mas, pronto, rendi-me. «O Canto da Sereia» de Nelson Motta é uma grande novela policial. O assassínio de uma cantora pop em pleno desfile do Carnaval da Bahia, em directo para as televisões, frente ao guarda-costas que era suposto protegê-la, mas escrevia umas notícias de crime como passatempo. Estão a ver a história que isto dá? Nem imaginem porque será pouco o que podem pensar. É mesmo preciso ler. Ponham quatro horas de lado e deliciem-se com este belo livro. Escritor, jornalista, compositor musical e produtor artístico, Nelson Motta era uma das figuras do programa «Manhattan Connection», da GNT. Edição Palavra, 254 páginas.
BANDA SONORA – Este artigo foi escrito tendo como pano de fundo musical o disco que no último fim de semana mais me animou, «Di Korpu Com Alma», da cantora Lura, de Cabo Verde. Festiva e sentida, Lura é menina-senhora de uma voz invulgar, arrebatadora e sentida, maestra de uma forma de arrastar sílabas que enrola os nossos sentidos. Este é o seu terceiro CD, edição Lusáfrica.
COMIDINHA – O país está em contenção, dedico-me a honestas casas de pasto onde se come bem e barato, onde o vinho da casa é bom em vez de ser uma zurrapa engarrafada em produto branco. Aqui o caso é leitão, assado de fresco para as bandas de Moscavide. Chama-se «Casa Bota Feijão» e fica por trás do Hotel Tryp, no Parque das Nações, para além da linha de caminho de ferro, na Rua Conselheiro Lopo Vaz nº5. O leitão é importado do centro do país e assado no local. As batatas fritas que acompanham são do melhor. O restaurante tem poucas mesas, habita numa velha casa, e a prudência manda reservar pelo telefone 218 532 489. Há espumante da casa, singelo e honesto, branco ou tinto, a rematar uma baba de camelo hiper-calórica como é suposto.
REMATE – Não basta parecer estar sossegado. É preciso não dar nas vistas.
março 14, 2005
EXCESSO - O jornalista brasileiro Ricardo A. Setti publicou no site «Observatório da Imprensa», um artigo notável sobre a desproporção entre o noticiário político e a realidade, apropriadamente intitulado «Quem Aguenta Tanto Noticiário Político?». Com a devida vénia não resito a fazer a transcrição de dois parágrafos: «Tem cabimento esse massacrante espaço conferido à política num momento em que vários fenômenos – a globalização da economia, o desenvolvimento científico, os saltos da medicina, a generalização do uso da internet, as novidades tecnológicas, a questão ambiental, o acesso ao lazer, as novas tendências de comportamento, o redespertar das religiões, a atuação do terceiro setor – ampliam extraordinariamente a área de interesses das pessoas? Não será por problemas como esse que certos veículos, como os grandes jornais, perdem público continuamente, mais no Brasil do que em outros países? Os jornais, sobretudo, não estariam, por essas e outras, ficando distantes do interesse dos leitores? Não estariam ficando chatos demais?».
RECOMENDAÇÃO – O «Green Paper» sobre a BBC do Secretário da Cultura do Governo britânico merece ser lido e estudado por todos os que se interessam pelas questões relativas á rádio e televisão públicas, nomeadamente na parte tocante à organização e orgãos dirigentes da empresa, ao tipo de emissões que deve privilegiar e ao que deve ser a sua estratégia. O documento pode ser consultado no site criado para fomentar a sua discussão pública, um local aliás de referência para se ver o que pode ser a utilização de novas tecnologias para facilitar a participação dos cidadãos no processo de decisão política: http://www.bbccharterreview.org.uk/
RECORD - Os websites da BBC registaram sete milhões de utilizadores em Janeiro deste ano, o que significa um aumento de 70 por cento em relação a janeiro de 2004. Os utilizadores das estações preferiram a BBC Radio 1 e a BBC Radio 4 e ouviram 4,2 milhões de horas de programas. Estes são os melhores números de sempre obtidos pelas emissões da BBC na internet.
ESPIONAGEM - Se precisam de informações sobre um país, não hesitem em recorrer à CIA. É o que faço com regularidade quando preciso de saber informações detalhadas sobre população, estrutura demográfica, recursos naturais, relações intewnacionais. A resposta é simples e não é conspirativa: basta aceder ao «The World Factbook», o mais completo almanque on-line que conheço e que é elaborado pela CIA. Pode ser acedido em http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/
PRÉMIO - Rem Koolhaas, o arquitecto da casa da Música no Porto, foi o vencedor do prémio «Wired» deste ano na categoria de arquitectura, pelo edifício da nova biblioteca pública de Seattle. Outros finalistas foram Santiago Calatrava e Frank Gehry, respectivamente pelos edifícios do World Trade Center PATH Terminal em Nova York e o Stata Center no MIT.
BACK TO BASICS – Não se volta a um lugar onde se foi feliz à procura de nova felicidade.
PARA OUVIR – Os blues de Robert Johnson por Eric Clapton , CD e DVD com 14 canções do grande mestre dos blues, interpretadas por Eric Clapton. Sessions for Robert J., edição Reprise Records.
PARA LER – «A Imprensa em Portugal, Transformações e Tendências», de Paulo Faustino, uma edição Media XXI que é um dos mais completos estudos sobre a evolução dos media em Portugal nos últimos anos, conjugando análises de audi~encias com receitas comerciais e com evoluções editoriais.
COMIDINHA – Bifes tradicionais e petiscos lusitanos num clássico lisboeta, a Tasca do João, Estrada do Lumiar 122, telefone 217 590 311.
RECOMENDAÇÃO – O «Green Paper» sobre a BBC do Secretário da Cultura do Governo britânico merece ser lido e estudado por todos os que se interessam pelas questões relativas á rádio e televisão públicas, nomeadamente na parte tocante à organização e orgãos dirigentes da empresa, ao tipo de emissões que deve privilegiar e ao que deve ser a sua estratégia. O documento pode ser consultado no site criado para fomentar a sua discussão pública, um local aliás de referência para se ver o que pode ser a utilização de novas tecnologias para facilitar a participação dos cidadãos no processo de decisão política: http://www.bbccharterreview.org.uk/
RECORD - Os websites da BBC registaram sete milhões de utilizadores em Janeiro deste ano, o que significa um aumento de 70 por cento em relação a janeiro de 2004. Os utilizadores das estações preferiram a BBC Radio 1 e a BBC Radio 4 e ouviram 4,2 milhões de horas de programas. Estes são os melhores números de sempre obtidos pelas emissões da BBC na internet.
ESPIONAGEM - Se precisam de informações sobre um país, não hesitem em recorrer à CIA. É o que faço com regularidade quando preciso de saber informações detalhadas sobre população, estrutura demográfica, recursos naturais, relações intewnacionais. A resposta é simples e não é conspirativa: basta aceder ao «The World Factbook», o mais completo almanque on-line que conheço e que é elaborado pela CIA. Pode ser acedido em http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/
PRÉMIO - Rem Koolhaas, o arquitecto da casa da Música no Porto, foi o vencedor do prémio «Wired» deste ano na categoria de arquitectura, pelo edifício da nova biblioteca pública de Seattle. Outros finalistas foram Santiago Calatrava e Frank Gehry, respectivamente pelos edifícios do World Trade Center PATH Terminal em Nova York e o Stata Center no MIT.
BACK TO BASICS – Não se volta a um lugar onde se foi feliz à procura de nova felicidade.
PARA OUVIR – Os blues de Robert Johnson por Eric Clapton , CD e DVD com 14 canções do grande mestre dos blues, interpretadas por Eric Clapton. Sessions for Robert J., edição Reprise Records.
PARA LER – «A Imprensa em Portugal, Transformações e Tendências», de Paulo Faustino, uma edição Media XXI que é um dos mais completos estudos sobre a evolução dos media em Portugal nos últimos anos, conjugando análises de audi~encias com receitas comerciais e com evoluções editoriais.
COMIDINHA – Bifes tradicionais e petiscos lusitanos num clássico lisboeta, a Tasca do João, Estrada do Lumiar 122, telefone 217 590 311.
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EXCESSO - O jornalista brasileiro Ricardo A. Setti publicou no site «Observatório da Imprensa», um artigo notável sobre a desproporção entre o noticiário político e a realidade, apropriadamente intitulado «Quem Aguenta Tanto Noticiário Político?». Com a devida vénia não resito a fazer a transcrição de dois parágrafos: «Tem cabimento esse massacrante espaço conferido à política num momento em que vários fenômenos – a globalização da economia, o desenvolvimento científico, os saltos da medicina, a generalização do uso da internet, as novidades tecnológicas, a questão ambiental, o acesso ao lazer, as novas tendências de comportamento, o redespertar das religiões, a atuação do terceiro setor – ampliam extraordinariamente a área de interesses das pessoas? Não será por problemas como esse que certos veículos, como os grandes jornais, perdem público continuamente, mais no Brasil do que em outros países? Os jornais, sobretudo, não estariam, por essas e outras, ficando distantes do interesse dos leitores? Não estariam ficando chatos demais?».
RECOMENDAÇÃO – O «Green Paper» sobre a BBC do Secretário da Cultura do Governo britânico merece ser lido e estudado por todos os que se interessam pelas questões relativas á rádio e televisão públicas, nomeadamente na parte tocante à organização e orgãos dirigentes da empresa, ao tipo de emissões que deve privilegiar e ao que deve ser a sua estratégia. O documento pode ser consultado no site criado para fomentar a sua discussão pública, um local aliás de referência para se ver o que pode ser a utilização de novas tecnologias para facilitar a participação dos cidadãos no processo de decisão política: http://www.bbccharterreview.org.uk/
RECORD - Os websites da BBC registaram sete milhões de utilizadores em Janeiro deste ano, o que significa um aumento de 70 por cento em relação a janeiro de 2004. Os utilizadores das estações preferiram a BBC Radio 1 e a BBC Radio 4 e ouviram 4,2 milhões de horas de programas. Estes são os melhores números de sempre obtidos pelas emissões da BBC na internet.
ESPIONAGEM - Se precisam de informações sobre um país, não hesitem em recorrer à CIA. É o que faço com regularidade quando preciso de saber informações detalhadas sobre população, estrutura demográfica, recursos naturais, relações intewnacionais. A resposta é simples e não é conspirativa: basta aceder ao «The World Factbook», o mais completo almanque on-line que conheço e que é elaborado pela CIA. Pode ser acedido em http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/
PRÉMIO - Rem Koolhaas, o arquitecto da casa da Música no Porto, foi o vencedor do prémio «Wired» deste ano na categoria de arquitectura, pelo edifício da nova biblioteca pública de Seattle. Outros finalistas foram Santiago Calatrava e Frank Gehry, respectivamente pelos edifícios do World Trade Center PATH Terminal em Nova York e o Stata Center no MIT.
BACK TO BASICS – Não se volta a um lugar onde se foi feliz à procura de nova felicidade.
PARA OUVIR – Os blues de Robert Johnson por Eric Clapton , CD e DVD com 14 canções do grande mestre dos blues, interpretadas por Eric Clapton. Sessions for Robert J., edição Reprise Records.
PARA LER – «A Imprensa em Portugal, Transformações e Tendências», de Paulo Faustino, uma edição Media XXI que é um dos mais completos estudos sobre a evolução dos media em Portugal nos últimos anos, conjugando análises de audi~encias com receitas comerciais e com evoluções editoriais.
COMIDINHA – Bifes tradicionais e petiscos lusitanos num clássico lisboeta, a Tasca do João, Estrada do Lumiar 122, telefone 217 590 311.
RECOMENDAÇÃO – O «Green Paper» sobre a BBC do Secretário da Cultura do Governo britânico merece ser lido e estudado por todos os que se interessam pelas questões relativas á rádio e televisão públicas, nomeadamente na parte tocante à organização e orgãos dirigentes da empresa, ao tipo de emissões que deve privilegiar e ao que deve ser a sua estratégia. O documento pode ser consultado no site criado para fomentar a sua discussão pública, um local aliás de referência para se ver o que pode ser a utilização de novas tecnologias para facilitar a participação dos cidadãos no processo de decisão política: http://www.bbccharterreview.org.uk/
RECORD - Os websites da BBC registaram sete milhões de utilizadores em Janeiro deste ano, o que significa um aumento de 70 por cento em relação a janeiro de 2004. Os utilizadores das estações preferiram a BBC Radio 1 e a BBC Radio 4 e ouviram 4,2 milhões de horas de programas. Estes são os melhores números de sempre obtidos pelas emissões da BBC na internet.
ESPIONAGEM - Se precisam de informações sobre um país, não hesitem em recorrer à CIA. É o que faço com regularidade quando preciso de saber informações detalhadas sobre população, estrutura demográfica, recursos naturais, relações intewnacionais. A resposta é simples e não é conspirativa: basta aceder ao «The World Factbook», o mais completo almanque on-line que conheço e que é elaborado pela CIA. Pode ser acedido em http://www.cia.gov/cia/publications/fac
PRÉMIO - Rem Koolhaas, o arquitecto da casa da Música no Porto, foi o vencedor do prémio «Wired» deste ano na categoria de arquitectura, pelo edifício da nova biblioteca pública de Seattle. Outros finalistas foram Santiago Calatrava e Frank Gehry, respectivamente pelos edifícios do World Trade Center PATH Terminal em Nova York e o Stata Center no MIT.
BACK TO BASICS – Não se volta a um lugar onde se foi feliz à procura de nova felicidade.
PARA OUVIR – Os blues de Robert Johnson por Eric Clapton , CD e DVD com 14 canções do grande mestre dos blues, interpretadas por Eric Clapton. Sessions for Robert J., edição Reprise Records.
PARA LER – «A Imprensa em Portugal, Transformações e Tendências», de Paulo Faustino, uma edição Media XXI que é um dos mais completos estudos sobre a evolução dos media em Portugal nos últimos anos, conjugando análises de audi~encias com receitas comerciais e com evoluções editoriais.
COMIDINHA – Bifes tradicionais e petiscos lusitanos num clássico lisboeta, a Tasca do João, Estrada do Lumiar 122, telefone 217 590 311.
março 11, 2005
O FIM DE UM TEMPO
Tenho alguma tendência para acreditar que os rituais e os símbolos são sinais que nos guiam e ajudam a balizar os comportamentos e as coisas à nossa volta.
Para mim, e para muitos que durante anos acreditaram ser possível que o centro-direita concretizasse um ciclo de reformas e mudanças e transformasse o país para melhor , estes últimos tempos foram um constante pôr em causa de referências e de símbolos. Quando daqui a uns anos se olhar com distanciamento suficiente para tudo o que se passou nestes últimos 10-12 meses, suspeito que a imagem não vai ser bonita de se ver.
De certa forma é a derrota de uma geração – ou pelo menos da parte de uma geração que achou que o caminho era esse, um caminho que passava por determinadas ideias e determinados protagonistas. O que me custa mais é que nestes três anos não se conseguiu mostrar que o centro-direita podia desenvolver e modernizar, nem se conseguiu mostrar que tinha preocupações sociais e culturais. A imagem dominante que fica é cinzenta, austera, com a contenção como quase único objectivo.
Continuo a achar que os fins não justificam os meios, continuo a pensar que o poder pessoal não se pode sobrepôr ao interesse colectivo, e continuo a pensar que muita coisa precisa de mudar para o país funcionar de outra maneira e todos poderem viver melhor.
A forma do exercício do poder é uma delas. Os primeiros rituais e símbolos do novo poder foram uma lufada de ar fresco na forma de fazer política.
A forma, como se sabe, não é tudo. Mas, no estado a que as coisas tinham chegado, ganhou uma súbita importância. Talvez seja este o sinal do fim de um tempo.
Tenho alguma tendência para acreditar que os rituais e os símbolos são sinais que nos guiam e ajudam a balizar os comportamentos e as coisas à nossa volta.
Para mim, e para muitos que durante anos acreditaram ser possível que o centro-direita concretizasse um ciclo de reformas e mudanças e transformasse o país para melhor , estes últimos tempos foram um constante pôr em causa de referências e de símbolos. Quando daqui a uns anos se olhar com distanciamento suficiente para tudo o que se passou nestes últimos 10-12 meses, suspeito que a imagem não vai ser bonita de se ver.
De certa forma é a derrota de uma geração – ou pelo menos da parte de uma geração que achou que o caminho era esse, um caminho que passava por determinadas ideias e determinados protagonistas. O que me custa mais é que nestes três anos não se conseguiu mostrar que o centro-direita podia desenvolver e modernizar, nem se conseguiu mostrar que tinha preocupações sociais e culturais. A imagem dominante que fica é cinzenta, austera, com a contenção como quase único objectivo.
Continuo a achar que os fins não justificam os meios, continuo a pensar que o poder pessoal não se pode sobrepôr ao interesse colectivo, e continuo a pensar que muita coisa precisa de mudar para o país funcionar de outra maneira e todos poderem viver melhor.
A forma do exercício do poder é uma delas. Os primeiros rituais e símbolos do novo poder foram uma lufada de ar fresco na forma de fazer política.
A forma, como se sabe, não é tudo. Mas, no estado a que as coisas tinham chegado, ganhou uma súbita importância. Talvez seja este o sinal do fim de um tempo.
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O FIM DE UM TEMPO
Tenho alguma tendência para acreditar que os rituais e os símbolos são sinais que nos guiam e ajudam a balizar os comportamentos e as coisas à nossa volta.
Para mim, e para muitos que durante anos acreditaram ser possível que o centro-direita concretizasse um ciclo de reformas e mudanças e transformasse o país para melhor , estes últimos tempos foram um constante pôr em causa de referências e de símbolos. Quando daqui a uns anos se olhar com distanciamento suficiente para tudo o que se passou nestes últimos 10-12 meses, suspeito que a imagem não vai ser bonita de se ver.
De certa forma é a derrota de uma geração – ou pelo menos da parte de uma geração que achou que o caminho era esse, um caminho que passava por determinadas ideias e determinados protagonistas. O que me custa mais é que nestes três anos não se conseguiu mostrar que o centro-direita podia desenvolver e modernizar, nem se conseguiu mostrar que tinha preocupações sociais e culturais. A imagem dominante que fica é cinzenta, austera, com a contenção como quase único objectivo.
Continuo a achar que os fins não justificam os meios, continuo a pensar que o poder pessoal não se pode sobrepôr ao interesse colectivo, e continuo a pensar que muita coisa precisa de mudar para o país funcionar de outra maneira e todos poderem viver melhor.
A forma do exercício do poder é uma delas. Os primeiros rituais e símbolos do novo poder foram uma lufada de ar fresco na forma de fazer política.
A forma, como se sabe, não é tudo. Mas, no estado a que as coisas tinham chegado, ganhou uma súbita importância. Talvez seja este o sinal do fim de um tempo.
Tenho alguma tendência para acreditar que os rituais e os símbolos são sinais que nos guiam e ajudam a balizar os comportamentos e as coisas à nossa volta.
Para mim, e para muitos que durante anos acreditaram ser possível que o centro-direita concretizasse um ciclo de reformas e mudanças e transformasse o país para melhor , estes últimos tempos foram um constante pôr em causa de referências e de símbolos. Quando daqui a uns anos se olhar com distanciamento suficiente para tudo o que se passou nestes últimos 10-12 meses, suspeito que a imagem não vai ser bonita de se ver.
De certa forma é a derrota de uma geração – ou pelo menos da parte de uma geração que achou que o caminho era esse, um caminho que passava por determinadas ideias e determinados protagonistas. O que me custa mais é que nestes três anos não se conseguiu mostrar que o centro-direita podia desenvolver e modernizar, nem se conseguiu mostrar que tinha preocupações sociais e culturais. A imagem dominante que fica é cinzenta, austera, com a contenção como quase único objectivo.
Continuo a achar que os fins não justificam os meios, continuo a pensar que o poder pessoal não se pode sobrepôr ao interesse colectivo, e continuo a pensar que muita coisa precisa de mudar para o país funcionar de outra maneira e todos poderem viver melhor.
A forma do exercício do poder é uma delas. Os primeiros rituais e símbolos do novo poder foram uma lufada de ar fresco na forma de fazer política.
A forma, como se sabe, não é tudo. Mas, no estado a que as coisas tinham chegado, ganhou uma súbita importância. Talvez seja este o sinal do fim de um tempo.
março 06, 2005
RÁDIO – No Reino Unido a venda de aparelhos de rádio digitais (DAB- Digital Áudio Broadcasting) ultrapassou a venda de aparelhos analógicos pela primeira vez em Janeiro deste ano e a proporção é de dois digitais para um analógico. Um bom modelo portátil custa cerca de 70 euros. Os principais retalhistas ingleses esperam que a procura de rádios digital aumente substancialmente já que os conteúdos disponíveis são atraentes, a qualidade de som impecável e as possibilidades técnicas revolucionárias. Segundo as estatísticas britânicas, no final de 2004 existiam 1,3 milhões de rádios DAB e as previsões apontam para que em finais de 2005 se alcancem os 2,4 milhões e em 2008 os 8,3 milhões. A BBC tem cinco estações DAB.
A RDP foi também pioneira na instalação das infraestruturas do sistema.
MOURINHO – Fez a capa do «The Times» e do «The Independent». Provocou polémica. E num artigo de página inteira do «The Times» de quarta-feira passada, o jornalista Martin Samuel não hesita em dizer que Mourinho mudou o futebol no Reino Unido: «injectou ar fresco naquilo que se estava a tornar numa competição desagradavelmente previsível».
O MELHOR – O artigo de Miguel Esteves Cardoso sobre os resultados eleitorais no «Diário de Notícias» do Domingo passado: «Os Números Somos Nós», que é o mais vibrante testemunho de confiança na democracia escrito em Portugal nos últimos anos. Acreditem no resultado das eleições: os eleitores decidiram – deixem-se de interpretações e respeitem os resultados é a mensagem que fica deste texto. As eleições fizeram-se para cada um escolher o que quer. A soma das opções individuais é o resultado.
DATA – O nylon fez 70 anos no dia 28 de Fevereiro. O imaginário do cinema e da lingerie não seriam os mesmos sem esta descoberta que democratizou o baby doll.
OUVIR – Os Super Áudio CDs (SACD) tocam perfeito nos sistemas de surround. A Verve pegou em alguns dos seus clássicos e deu-lhes a mistura SACD. Ouvir o clássico «Lush Life» do saxofonista Joe Henderson neste sistema é um momento de prazer em temas como «Drawing Room Blues», «Johnny Comes Lately» ou «Take The A Train». As gravações originais são de 1991 e têm mistura do mago Rudy Van Gelder e a participação de músicos como Wynton Marsalis (trompete), Stephen Scott (piano), Christian McBride (baixo) e Gregory Hutchinson (bateria). CD Verve, distribuído por Universal Records.
LER – É bem certo que beber um grande vinho é um prazer que tem poucos pontos de comparação – talvez ler um bom livro seja um deles. A boa notícia é que estes dois prazeres podem juntar-se graças à iniciativa de Ana Sofia Fonseca, que decidiu reconstituir a história do Barca Velha, com passagens por histórias do Douro, do Vinho do Porto, da Casa Ferreirinha. O livro traça as origens do mais célebre vinho português desde os tempos em que D. Antónia criou a reputação da casa Ferreirinha, atravessa os anos 60 e 70 e conta a história de pessoas como Fernando Nicolau de Almeida e José Maria Soares Franco. «Barca Velha, Histórias de Um Vinho», Ana Sofia Fonseca, Colecção Cadernos de Reportagem, 193 páginas, 2ªa edição, um livro D. Quixote.
COMER – Esta é a altura do sável, um dos melhores peixes de rio que temos neste rectângulo. Cortado em postas muito finas e frito com sabedoria é um petisco dos deuses. Acompanhado de açorda de ovas é uma tentação irresistível. O local onde esta maravilha existe é no clássico Papa Açorda, que continua a servir os melhores almoços de Lisboa, na Rua da Atalaia 57, telef. 213464811.
EXPERIMENTAR – A selecção de chás da Chá Q.B., na Rua Silva Carvalho 116, Campo de Ourique. Chás e acessórios para o vícios (bules e chávenas) de todo o mundo. Eu por mim ainda estou a acabar de saborear o Ceilão que fez os encantos destes últimos dias. Geleias (de chá) e biscoitos para acompanhar, sempre no mesmo local.
A RDP foi também pioneira na instalação das infraestruturas do sistema.
MOURINHO – Fez a capa do «The Times» e do «The Independent». Provocou polémica. E num artigo de página inteira do «The Times» de quarta-feira passada, o jornalista Martin Samuel não hesita em dizer que Mourinho mudou o futebol no Reino Unido: «injectou ar fresco naquilo que se estava a tornar numa competição desagradavelmente previsível».
O MELHOR – O artigo de Miguel Esteves Cardoso sobre os resultados eleitorais no «Diário de Notícias» do Domingo passado: «Os Números Somos Nós», que é o mais vibrante testemunho de confiança na democracia escrito em Portugal nos últimos anos. Acreditem no resultado das eleições: os eleitores decidiram – deixem-se de interpretações e respeitem os resultados é a mensagem que fica deste texto. As eleições fizeram-se para cada um escolher o que quer. A soma das opções individuais é o resultado.
DATA – O nylon fez 70 anos no dia 28 de Fevereiro. O imaginário do cinema e da lingerie não seriam os mesmos sem esta descoberta que democratizou o baby doll.
OUVIR – Os Super Áudio CDs (SACD) tocam perfeito nos sistemas de surround. A Verve pegou em alguns dos seus clássicos e deu-lhes a mistura SACD. Ouvir o clássico «Lush Life» do saxofonista Joe Henderson neste sistema é um momento de prazer em temas como «Drawing Room Blues», «Johnny Comes Lately» ou «Take The A Train». As gravações originais são de 1991 e têm mistura do mago Rudy Van Gelder e a participação de músicos como Wynton Marsalis (trompete), Stephen Scott (piano), Christian McBride (baixo) e Gregory Hutchinson (bateria). CD Verve, distribuído por Universal Records.
LER – É bem certo que beber um grande vinho é um prazer que tem poucos pontos de comparação – talvez ler um bom livro seja um deles. A boa notícia é que estes dois prazeres podem juntar-se graças à iniciativa de Ana Sofia Fonseca, que decidiu reconstituir a história do Barca Velha, com passagens por histórias do Douro, do Vinho do Porto, da Casa Ferreirinha. O livro traça as origens do mais célebre vinho português desde os tempos em que D. Antónia criou a reputação da casa Ferreirinha, atravessa os anos 60 e 70 e conta a história de pessoas como Fernando Nicolau de Almeida e José Maria Soares Franco. «Barca Velha, Histórias de Um Vinho», Ana Sofia Fonseca, Colecção Cadernos de Reportagem, 193 páginas, 2ªa edição, um livro D. Quixote.
COMER – Esta é a altura do sável, um dos melhores peixes de rio que temos neste rectângulo. Cortado em postas muito finas e frito com sabedoria é um petisco dos deuses. Acompanhado de açorda de ovas é uma tentação irresistível. O local onde esta maravilha existe é no clássico Papa Açorda, que continua a servir os melhores almoços de Lisboa, na Rua da Atalaia 57, telef. 213464811.
EXPERIMENTAR – A selecção de chás da Chá Q.B., na Rua Silva Carvalho 116, Campo de Ourique. Chás e acessórios para o vícios (bules e chávenas) de todo o mundo. Eu por mim ainda estou a acabar de saborear o Ceilão que fez os encantos destes últimos dias. Geleias (de chá) e biscoitos para acompanhar, sempre no mesmo local.
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RÁDIO – No Reino Unido a venda de aparelhos de rádio digitais (DAB- Digital Áudio Broadcasting) ultrapassou a venda de aparelhos analógicos pela primeira vez em Janeiro deste ano e a proporção é de dois digitais para um analógico. Um bom modelo portátil custa cerca de 70 euros. Os principais retalhistas ingleses esperam que a procura de rádios digital aumente substancialmente já que os conteúdos disponíveis são atraentes, a qualidade de som impecável e as possibilidades técnicas revolucionárias. Segundo as estatísticas britânicas, no final de 2004 existiam 1,3 milhões de rádios DAB e as previsões apontam para que em finais de 2005 se alcancem os 2,4 milhões e em 2008 os 8,3 milhões. A BBC tem cinco estações DAB.
A RDP foi também pioneira na instalação das infraestruturas do sistema.
MOURINHO – Fez a capa do «The Times» e do «The Independent». Provocou polémica. E num artigo de página inteira do «The Times» de quarta-feira passada, o jornalista Martin Samuel não hesita em dizer que Mourinho mudou o futebol no Reino Unido: «injectou ar fresco naquilo que se estava a tornar numa competição desagradavelmente previsível».
O MELHOR – O artigo de Miguel Esteves Cardoso sobre os resultados eleitorais no «Diário de Notícias» do Domingo passado: «Os Números Somos Nós», que é o mais vibrante testemunho de confiança na democracia escrito em Portugal nos últimos anos. Acreditem no resultado das eleições: os eleitores decidiram – deixem-se de interpretações e respeitem os resultados é a mensagem que fica deste texto. As eleições fizeram-se para cada um escolher o que quer. A soma das opções individuais é o resultado.
DATA – O nylon fez 70 anos no dia 28 de Fevereiro. O imaginário do cinema e da lingerie não seriam os mesmos sem esta descoberta que democratizou o baby doll.
OUVIR – Os Super Áudio CDs (SACD) tocam perfeito nos sistemas de surround. A Verve pegou em alguns dos seus clássicos e deu-lhes a mistura SACD. Ouvir o clássico «Lush Life» do saxofonista Joe Henderson neste sistema é um momento de prazer em temas como «Drawing Room Blues», «Johnny Comes Lately» ou «Take The A Train». As gravações originais são de 1991 e têm mistura do mago Rudy Van Gelder e a participação de músicos como Wynton Marsalis (trompete), Stephen Scott (piano), Christian McBride (baixo) e Gregory Hutchinson (bateria). CD Verve, distribuído por Universal Records.
LER – É bem certo que beber um grande vinho é um prazer que tem poucos pontos de comparação – talvez ler um bom livro seja um deles. A boa notícia é que estes dois prazeres podem juntar-se graças à iniciativa de Ana Sofia Fonseca, que decidiu reconstituir a história do Barca Velha, com passagens por histórias do Douro, do Vinho do Porto, da Casa Ferreirinha. O livro traça as origens do mais célebre vinho português desde os tempos em que D. Antónia criou a reputação da casa Ferreirinha, atravessa os anos 60 e 70 e conta a história de pessoas como Fernando Nicolau de Almeida e José Maria Soares Franco. «Barca Velha, Histórias de Um Vinho», Ana Sofia Fonseca, Colecção Cadernos de Reportagem, 193 páginas, 2ªa edição, um livro D. Quixote.
COMER – Esta é a altura do sável, um dos melhores peixes de rio que temos neste rectângulo. Cortado em postas muito finas e frito com sabedoria é um petisco dos deuses. Acompanhado de açorda de ovas é uma tentação irresistível. O local onde esta maravilha existe é no clássico Papa Açorda, que continua a servir os melhores almoços de Lisboa, na Rua da Atalaia 57, telef. 213464811.
EXPERIMENTAR – A selecção de chás da Chá Q.B., na Rua Silva Carvalho 116, Campo de Ourique. Chás e acessórios para o vícios (bules e chávenas) de todo o mundo. Eu por mim ainda estou a acabar de saborear o Ceilão que fez os encantos destes últimos dias. Geleias (de chá) e biscoitos para acompanhar, sempre no mesmo local.
A RDP foi também pioneira na instalação das infraestruturas do sistema.
MOURINHO – Fez a capa do «The Times» e do «The Independent». Provocou polémica. E num artigo de página inteira do «The Times» de quarta-feira passada, o jornalista Martin Samuel não hesita em dizer que Mourinho mudou o futebol no Reino Unido: «injectou ar fresco naquilo que se estava a tornar numa competição desagradavelmente previsível».
O MELHOR – O artigo de Miguel Esteves Cardoso sobre os resultados eleitorais no «Diário de Notícias» do Domingo passado: «Os Números Somos Nós», que é o mais vibrante testemunho de confiança na democracia escrito em Portugal nos últimos anos. Acreditem no resultado das eleições: os eleitores decidiram – deixem-se de interpretações e respeitem os resultados é a mensagem que fica deste texto. As eleições fizeram-se para cada um escolher o que quer. A soma das opções individuais é o resultado.
DATA – O nylon fez 70 anos no dia 28 de Fevereiro. O imaginário do cinema e da lingerie não seriam os mesmos sem esta descoberta que democratizou o baby doll.
OUVIR – Os Super Áudio CDs (SACD) tocam perfeito nos sistemas de surround. A Verve pegou em alguns dos seus clássicos e deu-lhes a mistura SACD. Ouvir o clássico «Lush Life» do saxofonista Joe Henderson neste sistema é um momento de prazer em temas como «Drawing Room Blues», «Johnny Comes Lately» ou «Take The A Train». As gravações originais são de 1991 e têm mistura do mago Rudy Van Gelder e a participação de músicos como Wynton Marsalis (trompete), Stephen Scott (piano), Christian McBride (baixo) e Gregory Hutchinson (bateria). CD Verve, distribuído por Universal Records.
LER – É bem certo que beber um grande vinho é um prazer que tem poucos pontos de comparação – talvez ler um bom livro seja um deles. A boa notícia é que estes dois prazeres podem juntar-se graças à iniciativa de Ana Sofia Fonseca, que decidiu reconstituir a história do Barca Velha, com passagens por histórias do Douro, do Vinho do Porto, da Casa Ferreirinha. O livro traça as origens do mais célebre vinho português desde os tempos em que D. Antónia criou a reputação da casa Ferreirinha, atravessa os anos 60 e 70 e conta a história de pessoas como Fernando Nicolau de Almeida e José Maria Soares Franco. «Barca Velha, Histórias de Um Vinho», Ana Sofia Fonseca, Colecção Cadernos de Reportagem, 193 páginas, 2ªa edição, um livro D. Quixote.
COMER – Esta é a altura do sável, um dos melhores peixes de rio que temos neste rectângulo. Cortado em postas muito finas e frito com sabedoria é um petisco dos deuses. Acompanhado de açorda de ovas é uma tentação irresistível. O local onde esta maravilha existe é no clássico Papa Açorda, que continua a servir os melhores almoços de Lisboa, na Rua da Atalaia 57, telef. 213464811.
EXPERIMENTAR – A selecção de chás da Chá Q.B., na Rua Silva Carvalho 116, Campo de Ourique. Chás e acessórios para o vícios (bules e chávenas) de todo o mundo. Eu por mim ainda estou a acabar de saborear o Ceilão que fez os encantos destes últimos dias. Geleias (de chá) e biscoitos para acompanhar, sempre no mesmo local.
março 04, 2005
OS NÚMEROS – Só para termos uma ideia da proporção das coisas, a Sky One, o mais importante dos canais do pacote satélite da Sky no Reino Unido, teve uma queda de audiências no ano passado: dos 2,9% de share em 2003, caíu para 2,4% em 2004 e o seu share de 4,1% no decisivo grupo etário 16-34 caíu para 3,4% no mesmo período.
UPA UPA – O Ministro Russo da Defesa lançou um canal de televisão destinado a melhorar a imagem dos militares e a fomentar o orgulho nacional. O «Zvezda» (Estrela), assim se chama o canal, teve a sua primeira emissão experimental Domingo passado, por enquanto apenas na região de Moscovo e nos próximos meses deverá cobrir o resto do país. O objectivo do canal, segundo os seus promotores, «é aumentar o orgulho nacional entre os cidadãos russos e mostrar que o futuro do país é promissor».
MOL – John de Mol, um dos fundadores da Endemol, vai lançar um canal de televisão em sinal aberto na segunda metade deste ano, em Agosto, no seu país natal, a Holanda. O futebol será um dos pratos fortes e a Talpa, a holding de John de Mol, conseguiu obter os direitos de resumos dos melhores momentos dos jogos da liga holandesa, retirando-os à estação pública NOS, que os detinha há 40 anos. O negócio valeu 36 milhões de euros por três épocas. O novo canal, ainda sem nome vai emitir entre as 18 horas e a uma da manhã, com produção local de entretenimento, reality shows, humor e ficção. Ao fim de semana existirão dois resumos da jornada nas noites de sábado e domingo e ainda um magazine sobre futebol na noite de um dia de semana. O novo canal desenvolverá os seus próprios formatos, mas não os produzirá, contratando externamente toda a produção, tal como o Channel 4 no Reino Unido. Parte da produção de reality shows virá da Strix, o gigante sueco que criou as versões originais dos formatos «Survivor» e «The Farm» (por cá a Quinta das Celebridades).
CONSTATAÇÃO – O número de votos brancos duplicou nestas eleições em relação às legislativas de 2002, e ultrapassa já os cem mil boletins.
LEITURA – É um estranho e cativante thriller, escrito por um jovem jornalista. Tem um estilo seguro, personangens aliciantes, tudo em quatro histórias invulgares e que prendem da primeira à ultima linha. «O Livro dos Homens Sem Luz», de João Tordo, edição Temas e Debates, 201 páginas.
ESCUTA – O cantor negro Johnny Hartman morreu cedo e gravou pouco. Mesmo assim foi o único vocalista com quem o saxofonista John Coltrane acedeu a gravar. O histórico disco, que conta ainda com McCoy Tyner no piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria, foi gravado em 1963. Surge agora uma reedição que coloca em CD pela primeira vez as versões originais mono e as versões stereo subsequentes, ambas masterizadas digitalmente por um mago do som, Rudy Van Gelder. «Autumn Serenade», «You Are Too Beautiful», «My One And Only Love» e «Dedicated to You» são alguns dos temas incluídos neste Super Audio CD da Impulse, distribuído pela Universal.
UPA UPA – O Ministro Russo da Defesa lançou um canal de televisão destinado a melhorar a imagem dos militares e a fomentar o orgulho nacional. O «Zvezda» (Estrela), assim se chama o canal, teve a sua primeira emissão experimental Domingo passado, por enquanto apenas na região de Moscovo e nos próximos meses deverá cobrir o resto do país. O objectivo do canal, segundo os seus promotores, «é aumentar o orgulho nacional entre os cidadãos russos e mostrar que o futuro do país é promissor».
MOL – John de Mol, um dos fundadores da Endemol, vai lançar um canal de televisão em sinal aberto na segunda metade deste ano, em Agosto, no seu país natal, a Holanda. O futebol será um dos pratos fortes e a Talpa, a holding de John de Mol, conseguiu obter os direitos de resumos dos melhores momentos dos jogos da liga holandesa, retirando-os à estação pública NOS, que os detinha há 40 anos. O negócio valeu 36 milhões de euros por três épocas. O novo canal, ainda sem nome vai emitir entre as 18 horas e a uma da manhã, com produção local de entretenimento, reality shows, humor e ficção. Ao fim de semana existirão dois resumos da jornada nas noites de sábado e domingo e ainda um magazine sobre futebol na noite de um dia de semana. O novo canal desenvolverá os seus próprios formatos, mas não os produzirá, contratando externamente toda a produção, tal como o Channel 4 no Reino Unido. Parte da produção de reality shows virá da Strix, o gigante sueco que criou as versões originais dos formatos «Survivor» e «The Farm» (por cá a Quinta das Celebridades).
CONSTATAÇÃO – O número de votos brancos duplicou nestas eleições em relação às legislativas de 2002, e ultrapassa já os cem mil boletins.
LEITURA – É um estranho e cativante thriller, escrito por um jovem jornalista. Tem um estilo seguro, personangens aliciantes, tudo em quatro histórias invulgares e que prendem da primeira à ultima linha. «O Livro dos Homens Sem Luz», de João Tordo, edição Temas e Debates, 201 páginas.
ESCUTA – O cantor negro Johnny Hartman morreu cedo e gravou pouco. Mesmo assim foi o único vocalista com quem o saxofonista John Coltrane acedeu a gravar. O histórico disco, que conta ainda com McCoy Tyner no piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria, foi gravado em 1963. Surge agora uma reedição que coloca em CD pela primeira vez as versões originais mono e as versões stereo subsequentes, ambas masterizadas digitalmente por um mago do som, Rudy Van Gelder. «Autumn Serenade», «You Are Too Beautiful», «My One And Only Love» e «Dedicated to You» são alguns dos temas incluídos neste Super Audio CD da Impulse, distribuído pela Universal.
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OS NÚMEROS – Só para termos uma ideia da proporção das coisas, a Sky One, o mais importante dos canais do pacote satélite da Sky no Reino Unido, teve uma queda de audiências no ano passado: dos 2,9% de share em 2003, caíu para 2,4% em 2004 e o seu share de 4,1% no decisivo grupo etário 16-34 caíu para 3,4% no mesmo período.
UPA UPA – O Ministro Russo da Defesa lançou um canal de televisão destinado a melhorar a imagem dos militares e a fomentar o orgulho nacional. O «Zvezda» (Estrela), assim se chama o canal, teve a sua primeira emissão experimental Domingo passado, por enquanto apenas na região de Moscovo e nos próximos meses deverá cobrir o resto do país. O objectivo do canal, segundo os seus promotores, «é aumentar o orgulho nacional entre os cidadãos russos e mostrar que o futuro do país é promissor».
MOL – John de Mol, um dos fundadores da Endemol, vai lançar um canal de televisão em sinal aberto na segunda metade deste ano, em Agosto, no seu país natal, a Holanda. O futebol será um dos pratos fortes e a Talpa, a holding de John de Mol, conseguiu obter os direitos de resumos dos melhores momentos dos jogos da liga holandesa, retirando-os à estação pública NOS, que os detinha há 40 anos. O negócio valeu 36 milhões de euros por três épocas. O novo canal, ainda sem nome vai emitir entre as 18 horas e a uma da manhã, com produção local de entretenimento, reality shows, humor e ficção. Ao fim de semana existirão dois resumos da jornada nas noites de sábado e domingo e ainda um magazine sobre futebol na noite de um dia de semana. O novo canal desenvolverá os seus próprios formatos, mas não os produzirá, contratando externamente toda a produção, tal como o Channel 4 no Reino Unido. Parte da produção de reality shows virá da Strix, o gigante sueco que criou as versões originais dos formatos «Survivor» e «The Farm» (por cá a Quinta das Celebridades).
CONSTATAÇÃO – O número de votos brancos duplicou nestas eleições em relação às legislativas de 2002, e ultrapassa já os cem mil boletins.
LEITURA – É um estranho e cativante thriller, escrito por um jovem jornalista. Tem um estilo seguro, personangens aliciantes, tudo em quatro histórias invulgares e que prendem da primeira à ultima linha. «O Livro dos Homens Sem Luz», de João Tordo, edição Temas e Debates, 201 páginas.
ESCUTA – O cantor negro Johnny Hartman morreu cedo e gravou pouco. Mesmo assim foi o único vocalista com quem o saxofonista John Coltrane acedeu a gravar. O histórico disco, que conta ainda com McCoy Tyner no piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria, foi gravado em 1963. Surge agora uma reedição que coloca em CD pela primeira vez as versões originais mono e as versões stereo subsequentes, ambas masterizadas digitalmente por um mago do som, Rudy Van Gelder. «Autumn Serenade», «You Are Too Beautiful», «My One And Only Love» e «Dedicated to You» são alguns dos temas incluídos neste Super Audio CD da Impulse, distribuído pela Universal.
UPA UPA – O Ministro Russo da Defesa lançou um canal de televisão destinado a melhorar a imagem dos militares e a fomentar o orgulho nacional. O «Zvezda» (Estrela), assim se chama o canal, teve a sua primeira emissão experimental Domingo passado, por enquanto apenas na região de Moscovo e nos próximos meses deverá cobrir o resto do país. O objectivo do canal, segundo os seus promotores, «é aumentar o orgulho nacional entre os cidadãos russos e mostrar que o futuro do país é promissor».
MOL – John de Mol, um dos fundadores da Endemol, vai lançar um canal de televisão em sinal aberto na segunda metade deste ano, em Agosto, no seu país natal, a Holanda. O futebol será um dos pratos fortes e a Talpa, a holding de John de Mol, conseguiu obter os direitos de resumos dos melhores momentos dos jogos da liga holandesa, retirando-os à estação pública NOS, que os detinha há 40 anos. O negócio valeu 36 milhões de euros por três épocas. O novo canal, ainda sem nome vai emitir entre as 18 horas e a uma da manhã, com produção local de entretenimento, reality shows, humor e ficção. Ao fim de semana existirão dois resumos da jornada nas noites de sábado e domingo e ainda um magazine sobre futebol na noite de um dia de semana. O novo canal desenvolverá os seus próprios formatos, mas não os produzirá, contratando externamente toda a produção, tal como o Channel 4 no Reino Unido. Parte da produção de reality shows virá da Strix, o gigante sueco que criou as versões originais dos formatos «Survivor» e «The Farm» (por cá a Quinta das Celebridades).
CONSTATAÇÃO – O número de votos brancos duplicou nestas eleições em relação às legislativas de 2002, e ultrapassa já os cem mil boletins.
LEITURA – É um estranho e cativante thriller, escrito por um jovem jornalista. Tem um estilo seguro, personangens aliciantes, tudo em quatro histórias invulgares e que prendem da primeira à ultima linha. «O Livro dos Homens Sem Luz», de João Tordo, edição Temas e Debates, 201 páginas.
ESCUTA – O cantor negro Johnny Hartman morreu cedo e gravou pouco. Mesmo assim foi o único vocalista com quem o saxofonista John Coltrane acedeu a gravar. O histórico disco, que conta ainda com McCoy Tyner no piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria, foi gravado em 1963. Surge agora uma reedição que coloca em CD pela primeira vez as versões originais mono e as versões stereo subsequentes, ambas masterizadas digitalmente por um mago do som, Rudy Van Gelder. «Autumn Serenade», «You Are Too Beautiful», «My One And Only Love» e «Dedicated to You» são alguns dos temas incluídos neste Super Audio CD da Impulse, distribuído pela Universal.
fevereiro 26, 2005
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Sábado de Manhã
Prezo o silêncio. Gosto do recato. Não gosto de indefinições. Chateia-me a guerrilha. Odeio hipocrisias. Gosto de frontalidade. Odeio promessas. Não gosto de quem trai. É uma pena que sejam os cínicos que tantas vezes têm nas mãos o destino do mundo.
Prezo o silêncio. Gosto do recato. Não gosto de indefinições. Chateia-me a guerrilha. Odeio hipocrisias. Gosto de frontalidade. Odeio promessas. Não gosto de quem trai. É uma pena que sejam os cínicos que tantas vezes têm nas mãos o destino do mundo.
fevereiro 23, 2005
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FINALMENTE
De súbito, um pouco de racionalidade. O que fica por saber é se vai haver gestão do silêncio ou exploração do ruído,
De súbito, um pouco de racionalidade. O que fica por saber é se vai haver gestão do silêncio ou exploração do ruído,
fevereiro 22, 2005
GONZO
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
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GONZO
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
fevereiro 21, 2005
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TENHO PENA
Quando se sofre uma derrota a coisa mais lúcida é recuar, pensar, ver o que correu mal, aprender com os erros e ver como se reorganizam as tropas. Assim pode preservar-se o espaço político que se criou ao longo dos anos; de outra maneira, pode perder-se.
Quando se sofre uma derrota a coisa mais lúcida é recuar, pensar, ver o que correu mal, aprender com os erros e ver como se reorganizam as tropas. Assim pode preservar-se o espaço político que se criou ao longo dos anos; de outra maneira, pode perder-se.
THE DAY AFTER
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
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THE DAY AFTER
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
fevereiro 20, 2005
MAIS HISTÓRIAS DE GÁS
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
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MAIS HISTÓRIAS DE GÁS
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
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