NOVOS CONCEITOS
REVOLUÇÃO – A partir de 1 de Agosto os norte-americanos vão ter um novo canal de televisão por cabo, o Current, cujo alvo principal é o segmento 18-34 anos. O objectivo é trazer para o ecrã a voz e os interesses dos mesmos que são o principal sustentáculo e força de inovação na web. A programação, organizada em torno de slots curtos, abordará temas de tecnologia, moda, televisão, música e vídeo jogos, e assuntos como o ambiente, relações entre pessoas, espiritualidade, finança, política e conselhos para os pais. O Current é uma iniciativa do ex vice-presidente Al Gore, conta com o apoio da Google. A Current propõe-se ainda possibilitar a qualquer telespectador poder exibir as suas próprias imagens de vídeo e vai ter pequenos programas que ensinam a captar e editar imagens em handycams digitais exactamente com o objectivo de fomentar a participação dos espectadores na emissão.
BOLLYWOOD – A indústria de cinema da Índia é umas das mais poderosas do mundo, produz tantos filmes como os Estados Unidos e é conhecida em todo o mundo por Bollywood. A seu lado cresce uma também poderosa indústria de entretenimento. Um recente estudo da PricewaterhouseCoopers considera que a indústria de entretenimento indiana vai crescer a um ritmo sólido de 18 por cento ao ano durante os próximos cinco anos, ou seja promete duplicar a sua dimensão nesse período. O estudo considera que o volume total de facturação do sector, actualmente de 4,5 mil milhões de dólares, vai atingir os 10 mil milhões em 2009, com o sector da televisão e do cinema nos primeiros lugares, logo seguido do novo sector do entretenimento aplicado a telemóveis.
DEVORAR – A mais recente edição da revista «Egoísta», o número 22, de Março, com o coração por tema, evidenciado num recorte perfurante que atravessa o volume de capa a contra capa. Página a página encontram amor, paixão, devoção, raiva – tudo o que nasce do coração. Aviso já que sou parte interessada, escrevi sobre o amor sem fim de D. Pedro e D. Inês. Como sempre os textos são apenas uma parte da história, o resto vive de soluções gráficas, fotografias e ilustrações. Entretanto, orgulhem-se lusitanos e fiquem sabendo que a Egoísta, ganhou duas menções honrosas da Society of Publication Designers de Nova York (SPDNY), entre mais de sete mil concorrentes do mundo inteiro. Apenas 66 publicações foram premiadas e a Egoísta foi a única portuguesa a ter a honra. Aliás a Egoísta ganhou há dois anos, três prémios da SPDNY, e por isso é para bem de todos nós orgulhosamente repetente.
PAIXÃO – Acredito nalguns acasos. As coisas acontecem porque têm mesmo que acontecer, em determinada altura, de determinada maneira. Da mesma forma que a atracção entre duas pessoas é difícil de racionalizar, a rendição a um disco – quando é súbita e institiva – baseia-se na queda de todas as barreiras, reservas e máscaras. Há uma semana atrás não podia imaginar que o disco «On The Moon» de Peter Cincotti me fizesse redescobrir o prazer do romance contado em belas canções. Cincotti é um dos novos crooners americanos e neste seu segundo disco mistura versões de nomes como Cole Porter («I Love Paris»), com temas próprios dos quais destaco aquele que não me sai da cabeça e que é um bom descritivo da minha semana: «I’d Rather Be With You». Aqui está um disco surpreendente, como há muito não via. (CD Concord, distribuído por Universal Music).
SABOREAR – Comidinha argentina nas escadinhas do Duque, muito animadas, cheias de esplanadas. As escadinhas do Duque ligam o Largo da Misericórdia à estação de comboios do Rossio e estas argentinices ficam a meio da escadaria, no número 31 B. Entradas simpáticas à base de vários queijos e saladas e várias propostas de carninha bem tenrinha. Escolhi um bife de lombo com molho de marmelos em vinho tinto, tudo acompanhado pelo estimável Finca Flichman, um vinho argentino sério, honesto e razoável de preço. A carne é do melhor, o ambiente é fantástico, o serviço é airoso – airoso na forma e na substância - pode escolher-se entre uma sala de cores vivas e uma esplanada. A casa fecha às segundas, é prudente fazer reserva pelo telefone 213420739.
REMATE – Vamos lá a ver se o PSD não se lembra de deixar criar um tabu em torno da candidatura à Câmara de Lisboa.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
abril 11, 2005
abril 04, 2005
COLOCAÇÃO – O «product placement» é uma forma de publicidade indirecta que consiste em colocar de forma visível nos ecrãs, de cinema ou televisão, determinados produtos. Os relógios Omega, os carros BMW e os telefones Nokia contribuíram com uma parte das receitas dos mais recentes filmes de James Bond e nas nossas estações de televisão é frequente vermos marcas de produtos (de refrigerantes a detergentes) estrategicamente colocados em evidência e com o rótulo perfeitamente visível. Pois bem, este é um mercado em expansão. Nos Estados Unidos a facturação da colocação de produtos no cinema e televisão subiu 44% em 2004, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos mil milhões de dólares num ano. O maior crescimento foi na televisão (84% para um total de 522 milhões). Foi a primeira vez em que as colocações em televisão ultrapassaram as do cinema.
ALTA DEFINIÇÃO – Um estudo recente da firma In-Stat aponta para uma estimativa de 15.5 milhões de casas com televisores de alta definição no final deste ano em todo o mundo e estima que em 2009 o total será de 52 milhões de casas. Actualmente existem em todo o mundo 10 milhões de casas equipadas. Os serviços de alta definição são já comuns na Austrália, Canadá, Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul. Só nos Estados Unidos existem actualmente quatro milhões de lares equipados, contra 1.6 milhões há um ano. Aqui está uma batalha que a Europa começa a perder, quando nem sequer se consegue estabelecer uma data média para a passagem de analógico para televisão digital terrestre em toda a União.
HOTEL – A edição de Março da prestigiada revista «Condé Nast Traveller» coloca na sua lista anual de preferências apenas um hotel português: o Hotel Olissippo Castelo, na Rua da Costa do Castelo, em Lisboa. São feitos elogios ao serviço, à vista e aos quartos. Ainda quanto à Ibéria, na Hot List 2005 da revista não há nenhum restaurante português mas é muito recomendado um em Madrid (o Moskada). Quanto a bares a escolha recai em Barcelona, no CDLC, na zona da nova Marina. O bar parisiense a visitar é o La Suite, dos mesmo criadores dos célebres Bains Douches.
SERVIÇO – Cada vez mais num restaurante o que me interessa é a combinação da qualidade do serviço com a comida e com o despretenciosismo. Há tascos com grande comida e grande serviço e restaurantes de luxo asquerosos de antipatia e mau serviço, mesmo que a «nouvelle cuisine» transborde de referências. A coisa mais irritante do mundo, a par com a existência de uma única marca de cerveja que «patrocina» a casa, é o olhar vago dos empregados, que ficam presos no horizonte, sem terem atenção às mesas, que se esquecem dos pedidos e da sequência em que a mesa deve ser servida. Comer fora é suposto ser um prazer e não uma tortura.
LEITURA – A edição britânica, de Abril, da revista «Vanity Fair», consagra a capa às novas super-modelos que vêm de Leste. O portfolio leva-nos a temer o pior em matéria de capacidade de concorrência dos novos estados da União.
BANDA SONORA – O «Jerome Kern Song Book», com arranjos e direcção de orquestra de Nelson Riddle e interpretação da grande Ella Fitzgerald é uma reedição imperdível. O original data de 1963 e foi agora reeditado na bendita série «Verve Master Edition» que a Universal nos fez o favor de colocar no mercado. Jerome Kern foi um dos grandes compositores de peças da Broadway e este disco inclui as versões de Ella para temas como «Let’s Begin», «All The Things You Are», o grande «I’m Old Fashioned» ou o irresistível «Can’t Help Lovin’ Dat Man».
COMIDINHA – Já aqui falei da casa uma vez, mas agora volto ao assunto: no Edifício do Tivoli Fórum fica o Café 3. É um bom espaço, com boa comida, uma boa equipa na sala a não deixar o serviço escorregar e um ambiente simpático. Ao almoço a coisa é animada e os preços são razoáveis. Bom parqueamento ao pé (no parque do edifício ou no Parque Mayer).
REMATE – Os que pensam que Carrilho é um diletante que não trabalha nem é prático estão muito enganados.
ALTA DEFINIÇÃO – Um estudo recente da firma In-Stat aponta para uma estimativa de 15.5 milhões de casas com televisores de alta definição no final deste ano em todo o mundo e estima que em 2009 o total será de 52 milhões de casas. Actualmente existem em todo o mundo 10 milhões de casas equipadas. Os serviços de alta definição são já comuns na Austrália, Canadá, Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul. Só nos Estados Unidos existem actualmente quatro milhões de lares equipados, contra 1.6 milhões há um ano. Aqui está uma batalha que a Europa começa a perder, quando nem sequer se consegue estabelecer uma data média para a passagem de analógico para televisão digital terrestre em toda a União.
HOTEL – A edição de Março da prestigiada revista «Condé Nast Traveller» coloca na sua lista anual de preferências apenas um hotel português: o Hotel Olissippo Castelo, na Rua da Costa do Castelo, em Lisboa. São feitos elogios ao serviço, à vista e aos quartos. Ainda quanto à Ibéria, na Hot List 2005 da revista não há nenhum restaurante português mas é muito recomendado um em Madrid (o Moskada). Quanto a bares a escolha recai em Barcelona, no CDLC, na zona da nova Marina. O bar parisiense a visitar é o La Suite, dos mesmo criadores dos célebres Bains Douches.
SERVIÇO – Cada vez mais num restaurante o que me interessa é a combinação da qualidade do serviço com a comida e com o despretenciosismo. Há tascos com grande comida e grande serviço e restaurantes de luxo asquerosos de antipatia e mau serviço, mesmo que a «nouvelle cuisine» transborde de referências. A coisa mais irritante do mundo, a par com a existência de uma única marca de cerveja que «patrocina» a casa, é o olhar vago dos empregados, que ficam presos no horizonte, sem terem atenção às mesas, que se esquecem dos pedidos e da sequência em que a mesa deve ser servida. Comer fora é suposto ser um prazer e não uma tortura.
LEITURA – A edição britânica, de Abril, da revista «Vanity Fair», consagra a capa às novas super-modelos que vêm de Leste. O portfolio leva-nos a temer o pior em matéria de capacidade de concorrência dos novos estados da União.
BANDA SONORA – O «Jerome Kern Song Book», com arranjos e direcção de orquestra de Nelson Riddle e interpretação da grande Ella Fitzgerald é uma reedição imperdível. O original data de 1963 e foi agora reeditado na bendita série «Verve Master Edition» que a Universal nos fez o favor de colocar no mercado. Jerome Kern foi um dos grandes compositores de peças da Broadway e este disco inclui as versões de Ella para temas como «Let’s Begin», «All The Things You Are», o grande «I’m Old Fashioned» ou o irresistível «Can’t Help Lovin’ Dat Man».
COMIDINHA – Já aqui falei da casa uma vez, mas agora volto ao assunto: no Edifício do Tivoli Fórum fica o Café 3. É um bom espaço, com boa comida, uma boa equipa na sala a não deixar o serviço escorregar e um ambiente simpático. Ao almoço a coisa é animada e os preços são razoáveis. Bom parqueamento ao pé (no parque do edifício ou no Parque Mayer).
REMATE – Os que pensam que Carrilho é um diletante que não trabalha nem é prático estão muito enganados.
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COLOCAÇÃO – O «product placement» é uma forma de publicidade indirecta que consiste em colocar de forma visível nos ecrãs, de cinema ou televisão, determinados produtos. Os relógios Omega, os carros BMW e os telefones Nokia contribuíram com uma parte das receitas dos mais recentes filmes de James Bond e nas nossas estações de televisão é frequente vermos marcas de produtos (de refrigerantes a detergentes) estrategicamente colocados em evidência e com o rótulo perfeitamente visível. Pois bem, este é um mercado em expansão. Nos Estados Unidos a facturação da colocação de produtos no cinema e televisão subiu 44% em 2004, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos mil milhões de dólares num ano. O maior crescimento foi na televisão (84% para um total de 522 milhões). Foi a primeira vez em que as colocações em televisão ultrapassaram as do cinema.
ALTA DEFINIÇÃO – Um estudo recente da firma In-Stat aponta para uma estimativa de 15.5 milhões de casas com televisores de alta definição no final deste ano em todo o mundo e estima que em 2009 o total será de 52 milhões de casas. Actualmente existem em todo o mundo 10 milhões de casas equipadas. Os serviços de alta definição são já comuns na Austrália, Canadá, Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul. Só nos Estados Unidos existem actualmente quatro milhões de lares equipados, contra 1.6 milhões há um ano. Aqui está uma batalha que a Europa começa a perder, quando nem sequer se consegue estabelecer uma data média para a passagem de analógico para televisão digital terrestre em toda a União.
HOTEL – A edição de Março da prestigiada revista «Condé Nast Traveller» coloca na sua lista anual de preferências apenas um hotel português: o Hotel Olissippo Castelo, na Rua da Costa do Castelo, em Lisboa. São feitos elogios ao serviço, à vista e aos quartos. Ainda quanto à Ibéria, na Hot List 2005 da revista não há nenhum restaurante português mas é muito recomendado um em Madrid (o Moskada). Quanto a bares a escolha recai em Barcelona, no CDLC, na zona da nova Marina. O bar parisiense a visitar é o La Suite, dos mesmo criadores dos célebres Bains Douches.
SERVIÇO – Cada vez mais num restaurante o que me interessa é a combinação da qualidade do serviço com a comida e com o despretenciosismo. Há tascos com grande comida e grande serviço e restaurantes de luxo asquerosos de antipatia e mau serviço, mesmo que a «nouvelle cuisine» transborde de referências. A coisa mais irritante do mundo, a par com a existência de uma única marca de cerveja que «patrocina» a casa, é o olhar vago dos empregados, que ficam presos no horizonte, sem terem atenção às mesas, que se esquecem dos pedidos e da sequência em que a mesa deve ser servida. Comer fora é suposto ser um prazer e não uma tortura.
LEITURA – A edição britânica, de Abril, da revista «Vanity Fair», consagra a capa às novas super-modelos que vêm de Leste. O portfolio leva-nos a temer o pior em matéria de capacidade de concorrência dos novos estados da União.
BANDA SONORA – O «Jerome Kern Song Book», com arranjos e direcção de orquestra de Nelson Riddle e interpretação da grande Ella Fitzgerald é uma reedição imperdível. O original data de 1963 e foi agora reeditado na bendita série «Verve Master Edition» que a Universal nos fez o favor de colocar no mercado. Jerome Kern foi um dos grandes compositores de peças da Broadway e este disco inclui as versões de Ella para temas como «Let’s Begin», «All The Things You Are», o grande «I’m Old Fashioned» ou o irresistível «Can’t Help Lovin’ Dat Man».
COMIDINHA – Já aqui falei da casa uma vez, mas agora volto ao assunto: no Edifício do Tivoli Fórum fica o Café 3. É um bom espaço, com boa comida, uma boa equipa na sala a não deixar o serviço escorregar e um ambiente simpático. Ao almoço a coisa é animada e os preços são razoáveis. Bom parqueamento ao pé (no parque do edifício ou no Parque Mayer).
REMATE – Os que pensam que Carrilho é um diletante que não trabalha nem é prático estão muito enganados.
ALTA DEFINIÇÃO – Um estudo recente da firma In-Stat aponta para uma estimativa de 15.5 milhões de casas com televisores de alta definição no final deste ano em todo o mundo e estima que em 2009 o total será de 52 milhões de casas. Actualmente existem em todo o mundo 10 milhões de casas equipadas. Os serviços de alta definição são já comuns na Austrália, Canadá, Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul. Só nos Estados Unidos existem actualmente quatro milhões de lares equipados, contra 1.6 milhões há um ano. Aqui está uma batalha que a Europa começa a perder, quando nem sequer se consegue estabelecer uma data média para a passagem de analógico para televisão digital terrestre em toda a União.
HOTEL – A edição de Março da prestigiada revista «Condé Nast Traveller» coloca na sua lista anual de preferências apenas um hotel português: o Hotel Olissippo Castelo, na Rua da Costa do Castelo, em Lisboa. São feitos elogios ao serviço, à vista e aos quartos. Ainda quanto à Ibéria, na Hot List 2005 da revista não há nenhum restaurante português mas é muito recomendado um em Madrid (o Moskada). Quanto a bares a escolha recai em Barcelona, no CDLC, na zona da nova Marina. O bar parisiense a visitar é o La Suite, dos mesmo criadores dos célebres Bains Douches.
SERVIÇO – Cada vez mais num restaurante o que me interessa é a combinação da qualidade do serviço com a comida e com o despretenciosismo. Há tascos com grande comida e grande serviço e restaurantes de luxo asquerosos de antipatia e mau serviço, mesmo que a «nouvelle cuisine» transborde de referências. A coisa mais irritante do mundo, a par com a existência de uma única marca de cerveja que «patrocina» a casa, é o olhar vago dos empregados, que ficam presos no horizonte, sem terem atenção às mesas, que se esquecem dos pedidos e da sequência em que a mesa deve ser servida. Comer fora é suposto ser um prazer e não uma tortura.
LEITURA – A edição britânica, de Abril, da revista «Vanity Fair», consagra a capa às novas super-modelos que vêm de Leste. O portfolio leva-nos a temer o pior em matéria de capacidade de concorrência dos novos estados da União.
BANDA SONORA – O «Jerome Kern Song Book», com arranjos e direcção de orquestra de Nelson Riddle e interpretação da grande Ella Fitzgerald é uma reedição imperdível. O original data de 1963 e foi agora reeditado na bendita série «Verve Master Edition» que a Universal nos fez o favor de colocar no mercado. Jerome Kern foi um dos grandes compositores de peças da Broadway e este disco inclui as versões de Ella para temas como «Let’s Begin», «All The Things You Are», o grande «I’m Old Fashioned» ou o irresistível «Can’t Help Lovin’ Dat Man».
COMIDINHA – Já aqui falei da casa uma vez, mas agora volto ao assunto: no Edifício do Tivoli Fórum fica o Café 3. É um bom espaço, com boa comida, uma boa equipa na sala a não deixar o serviço escorregar e um ambiente simpático. Ao almoço a coisa é animada e os preços são razoáveis. Bom parqueamento ao pé (no parque do edifício ou no Parque Mayer).
REMATE – Os que pensam que Carrilho é um diletante que não trabalha nem é prático estão muito enganados.
março 27, 2005
O PAPEL DOS INDEPENDENTES
Para mal dos nossos pecados, tentar imaginar a política sem partidos é como imaginar um campeonato de futebol sem equipas. Essencialmente a política é um jogo disputado por partidos rivais e alguém que queira entrar nesse jogo de uma forma independente em relação aos partidos está condenado à irrelevância. E, no entanto, à medida que se caminha para uma bipolarização mais evidente, torna-se também mais claro que um número crescente de pessoas não se revê na organização partidária à sua volta.
As recentes eleições portuguesas mostram uma coisa muito curiosa: existe uma massa cada vez maior de eleitorado que não se revê claramente em nenhum partido e vai alterando o seu voto, de um partido para outro, conforme as circunstâncias. Este eleitorado central parece comportar-se muitas vezes mais à direita em questões fiscais e económicas e mais à esquerda em matéria de políticas sociais.
De facto existe um número crescente de eleitores desencantados com um sistema partidário envelhecido e fechado. E existe um número crescente de pessoas, entre as quais me incluo, interessadas pela actividade política e por políticas sectoriais, que prefere viver à margem dos partidos existentes e que por isso mesmo tem dificuldade em encontrar espaço de acção fora dos grupos organizados.
Os partidos, sobretudo os dois maiores, gostam de colocar independentes na sua órbita, mas resistem a permitir uma maior participação efectiva dos independentes no sistema, fora das baias partidárias. Fazer uma reforma do sistema político que fomente o surgimento de candidaturas independentes a todos os níveis poderá trazer à actividade política muitos que hoje não se querem submeter às lógicas partidárias – ora aqui está um tema que podia ser patrocinado pelo Presidente da República.
Para mal dos nossos pecados, tentar imaginar a política sem partidos é como imaginar um campeonato de futebol sem equipas. Essencialmente a política é um jogo disputado por partidos rivais e alguém que queira entrar nesse jogo de uma forma independente em relação aos partidos está condenado à irrelevância. E, no entanto, à medida que se caminha para uma bipolarização mais evidente, torna-se também mais claro que um número crescente de pessoas não se revê na organização partidária à sua volta.
As recentes eleições portuguesas mostram uma coisa muito curiosa: existe uma massa cada vez maior de eleitorado que não se revê claramente em nenhum partido e vai alterando o seu voto, de um partido para outro, conforme as circunstâncias. Este eleitorado central parece comportar-se muitas vezes mais à direita em questões fiscais e económicas e mais à esquerda em matéria de políticas sociais.
De facto existe um número crescente de eleitores desencantados com um sistema partidário envelhecido e fechado. E existe um número crescente de pessoas, entre as quais me incluo, interessadas pela actividade política e por políticas sectoriais, que prefere viver à margem dos partidos existentes e que por isso mesmo tem dificuldade em encontrar espaço de acção fora dos grupos organizados.
Os partidos, sobretudo os dois maiores, gostam de colocar independentes na sua órbita, mas resistem a permitir uma maior participação efectiva dos independentes no sistema, fora das baias partidárias. Fazer uma reforma do sistema político que fomente o surgimento de candidaturas independentes a todos os níveis poderá trazer à actividade política muitos que hoje não se querem submeter às lógicas partidárias – ora aqui está um tema que podia ser patrocinado pelo Presidente da República.
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O PAPEL DOS INDEPENDENTES
Para mal dos nossos pecados, tentar imaginar a política sem partidos é como imaginar um campeonato de futebol sem equipas. Essencialmente a política é um jogo disputado por partidos rivais e alguém que queira entrar nesse jogo de uma forma independente em relação aos partidos está condenado à irrelevância. E, no entanto, à medida que se caminha para uma bipolarização mais evidente, torna-se também mais claro que um número crescente de pessoas não se revê na organização partidária à sua volta.
As recentes eleições portuguesas mostram uma coisa muito curiosa: existe uma massa cada vez maior de eleitorado que não se revê claramente em nenhum partido e vai alterando o seu voto, de um partido para outro, conforme as circunstâncias. Este eleitorado central parece comportar-se muitas vezes mais à direita em questões fiscais e económicas e mais à esquerda em matéria de políticas sociais.
De facto existe um número crescente de eleitores desencantados com um sistema partidário envelhecido e fechado. E existe um número crescente de pessoas, entre as quais me incluo, interessadas pela actividade política e por políticas sectoriais, que prefere viver à margem dos partidos existentes e que por isso mesmo tem dificuldade em encontrar espaço de acção fora dos grupos organizados.
Os partidos, sobretudo os dois maiores, gostam de colocar independentes na sua órbita, mas resistem a permitir uma maior participação efectiva dos independentes no sistema, fora das baias partidárias. Fazer uma reforma do sistema político que fomente o surgimento de candidaturas independentes a todos os níveis poderá trazer à actividade política muitos que hoje não se querem submeter às lógicas partidárias – ora aqui está um tema que podia ser patrocinado pelo Presidente da República.
Para mal dos nossos pecados, tentar imaginar a política sem partidos é como imaginar um campeonato de futebol sem equipas. Essencialmente a política é um jogo disputado por partidos rivais e alguém que queira entrar nesse jogo de uma forma independente em relação aos partidos está condenado à irrelevância. E, no entanto, à medida que se caminha para uma bipolarização mais evidente, torna-se também mais claro que um número crescente de pessoas não se revê na organização partidária à sua volta.
As recentes eleições portuguesas mostram uma coisa muito curiosa: existe uma massa cada vez maior de eleitorado que não se revê claramente em nenhum partido e vai alterando o seu voto, de um partido para outro, conforme as circunstâncias. Este eleitorado central parece comportar-se muitas vezes mais à direita em questões fiscais e económicas e mais à esquerda em matéria de políticas sociais.
De facto existe um número crescente de eleitores desencantados com um sistema partidário envelhecido e fechado. E existe um número crescente de pessoas, entre as quais me incluo, interessadas pela actividade política e por políticas sectoriais, que prefere viver à margem dos partidos existentes e que por isso mesmo tem dificuldade em encontrar espaço de acção fora dos grupos organizados.
Os partidos, sobretudo os dois maiores, gostam de colocar independentes na sua órbita, mas resistem a permitir uma maior participação efectiva dos independentes no sistema, fora das baias partidárias. Fazer uma reforma do sistema político que fomente o surgimento de candidaturas independentes a todos os níveis poderá trazer à actividade política muitos que hoje não se querem submeter às lógicas partidárias – ora aqui está um tema que podia ser patrocinado pelo Presidente da República.
março 21, 2005
QUALQUER DIA
VAMOS AO NIMAS NO TELEMÓVEL
INVEJA – Excertos do novo filme da saga «Star Wars», o «Revenge Of The Sith», podem já ser vistos pelos clientes do operador de telemóveis norte-americano Cingular Wireless, que assegurou também downloads exclusivos de temas musicais do filme, assim como screensavers.
FILMES – A Motion Picture Association Of America anunciou esta semana que a indústria cinematográfica se encontra de boa saúde. As vendas de bilhetes de cinema nos Estados Unidos em 2004 atingiram 9,54 mil milhões de dólares, o terceiro ano seguido acima do dígito 9, assim como pelo terceiro ano consecutivo o número de bilhetes vendidos ultrapassou os 1 500 milhões de unidades. O custo de produção de um filme de primeira linha foi em média de 63,6 milhões de dólares e os custos médios de marketing por lançamento foram de 34,4 milhões, o que significa um orçamento médio de 98 milhões de dólares por filme – aqui se explica muita coisa quando se comparam estes valores mesmo com as produções europeias mais ambiciosas.
TESTES – Na Finlândia começaram os testes para experimentar a oferta de serviços de TV para telemóveis com a participação de várias companhias locais, entre elas inevitavelmente a Nokia. Os consumidores do painel de teste, que pertencem a dois operadores locais de telemóveis, podem receber programas de rádio e TV nos telefones Nokia 7710, equipados com um acessório especial que permite captar as emissões de televisão. Os testes, que permitem, para além do acesso a estações locais, a canais como o Euronews, CNN, MTV, Eurosport, Viva Plus e Fashion TV, além de acesso on line a diversas informações. O sistema vai estar em teste até final de Junho após o que deverá ser comercializado se tudo correr bem.
UNICIDADE – A coisa que mais me irrita num bar ou restaurante é dizerem-me que só têm cerveja de uma marca apenas. Ainda fico mais irritado quando a cerveja é Super-Bock – não gosto do líquido adocicado, insípido, vulgarote. Esta unicidade cervejeira, invenção marketeira de desprezo pelo cliente, é muito irritante: alguém suportaria que num restaurante médio não existisse uma escolha de vinhos nem de lista de comidas? Então porque é que em tanto sítio temos que gramar a existência de apenas uma cerveja, as mais das vezes mázota?
LEITURA – Resisti a comprar o livro uma semana mas, pronto, rendi-me. «O Canto da Sereia» de Nelson Motta é uma grande novela policial. O assassínio de uma cantora pop em pleno desfile do Carnaval da Bahia, em directo para as televisões, frente ao guarda-costas que era suposto protegê-la, mas escrevia umas notícias de crime como passatempo. Estão a ver a história que isto dá? Nem imaginem porque será pouco o que podem pensar. É mesmo preciso ler. Ponham quatro horas de lado e deliciem-se com este belo livro. Escritor, jornalista, compositor musical e produtor artístico, Nelson Motta era uma das figuras do programa «Manhattan Connection», da GNT. Edição Palavra, 254 páginas.
BANDA SONORA – Este artigo foi escrito tendo como pano de fundo musical o disco que no último fim de semana mais me animou, «Di Korpu Com Alma», da cantora Lura, de Cabo Verde. Festiva e sentida, Lura é menina-senhora de uma voz invulgar, arrebatadora e sentida, maestra de uma forma de arrastar sílabas que enrola os nossos sentidos. Este é o seu terceiro CD, edição Lusáfrica.
COMIDINHA – O país está em contenção, dedico-me a honestas casas de pasto onde se come bem e barato, onde o vinho da casa é bom em vez de ser uma zurrapa engarrafada em produto branco. Aqui o caso é leitão, assado de fresco para as bandas de Moscavide. Chama-se «Casa Bota Feijão» e fica por trás do Hotel Tryp, no Parque das Nações, para além da linha de caminho de ferro, na Rua Conselheiro Lopo Vaz nº5. O leitão é importado do centro do país e assado no local. As batatas fritas que acompanham são do melhor. O restaurante tem poucas mesas, habita numa velha casa, e a prudência manda reservar pelo telefone 218 532 489. Há espumante da casa, singelo e honesto, branco ou tinto, a rematar uma baba de camelo hiper-calórica como é suposto.
REMATE – Não basta parecer estar sossegado. É preciso não dar nas vistas.
VAMOS AO NIMAS NO TELEMÓVEL
INVEJA – Excertos do novo filme da saga «Star Wars», o «Revenge Of The Sith», podem já ser vistos pelos clientes do operador de telemóveis norte-americano Cingular Wireless, que assegurou também downloads exclusivos de temas musicais do filme, assim como screensavers.
FILMES – A Motion Picture Association Of America anunciou esta semana que a indústria cinematográfica se encontra de boa saúde. As vendas de bilhetes de cinema nos Estados Unidos em 2004 atingiram 9,54 mil milhões de dólares, o terceiro ano seguido acima do dígito 9, assim como pelo terceiro ano consecutivo o número de bilhetes vendidos ultrapassou os 1 500 milhões de unidades. O custo de produção de um filme de primeira linha foi em média de 63,6 milhões de dólares e os custos médios de marketing por lançamento foram de 34,4 milhões, o que significa um orçamento médio de 98 milhões de dólares por filme – aqui se explica muita coisa quando se comparam estes valores mesmo com as produções europeias mais ambiciosas.
TESTES – Na Finlândia começaram os testes para experimentar a oferta de serviços de TV para telemóveis com a participação de várias companhias locais, entre elas inevitavelmente a Nokia. Os consumidores do painel de teste, que pertencem a dois operadores locais de telemóveis, podem receber programas de rádio e TV nos telefones Nokia 7710, equipados com um acessório especial que permite captar as emissões de televisão. Os testes, que permitem, para além do acesso a estações locais, a canais como o Euronews, CNN, MTV, Eurosport, Viva Plus e Fashion TV, além de acesso on line a diversas informações. O sistema vai estar em teste até final de Junho após o que deverá ser comercializado se tudo correr bem.
UNICIDADE – A coisa que mais me irrita num bar ou restaurante é dizerem-me que só têm cerveja de uma marca apenas. Ainda fico mais irritado quando a cerveja é Super-Bock – não gosto do líquido adocicado, insípido, vulgarote. Esta unicidade cervejeira, invenção marketeira de desprezo pelo cliente, é muito irritante: alguém suportaria que num restaurante médio não existisse uma escolha de vinhos nem de lista de comidas? Então porque é que em tanto sítio temos que gramar a existência de apenas uma cerveja, as mais das vezes mázota?
LEITURA – Resisti a comprar o livro uma semana mas, pronto, rendi-me. «O Canto da Sereia» de Nelson Motta é uma grande novela policial. O assassínio de uma cantora pop em pleno desfile do Carnaval da Bahia, em directo para as televisões, frente ao guarda-costas que era suposto protegê-la, mas escrevia umas notícias de crime como passatempo. Estão a ver a história que isto dá? Nem imaginem porque será pouco o que podem pensar. É mesmo preciso ler. Ponham quatro horas de lado e deliciem-se com este belo livro. Escritor, jornalista, compositor musical e produtor artístico, Nelson Motta era uma das figuras do programa «Manhattan Connection», da GNT. Edição Palavra, 254 páginas.
BANDA SONORA – Este artigo foi escrito tendo como pano de fundo musical o disco que no último fim de semana mais me animou, «Di Korpu Com Alma», da cantora Lura, de Cabo Verde. Festiva e sentida, Lura é menina-senhora de uma voz invulgar, arrebatadora e sentida, maestra de uma forma de arrastar sílabas que enrola os nossos sentidos. Este é o seu terceiro CD, edição Lusáfrica.
COMIDINHA – O país está em contenção, dedico-me a honestas casas de pasto onde se come bem e barato, onde o vinho da casa é bom em vez de ser uma zurrapa engarrafada em produto branco. Aqui o caso é leitão, assado de fresco para as bandas de Moscavide. Chama-se «Casa Bota Feijão» e fica por trás do Hotel Tryp, no Parque das Nações, para além da linha de caminho de ferro, na Rua Conselheiro Lopo Vaz nº5. O leitão é importado do centro do país e assado no local. As batatas fritas que acompanham são do melhor. O restaurante tem poucas mesas, habita numa velha casa, e a prudência manda reservar pelo telefone 218 532 489. Há espumante da casa, singelo e honesto, branco ou tinto, a rematar uma baba de camelo hiper-calórica como é suposto.
REMATE – Não basta parecer estar sossegado. É preciso não dar nas vistas.
Untitled
QUALQUER DIA
VAMOS AO NIMAS NO TELEMÓVEL
INVEJA – Excertos do novo filme da saga «Star Wars», o «Revenge Of The Sith», podem já ser vistos pelos clientes do operador de telemóveis norte-americano Cingular Wireless, que assegurou também downloads exclusivos de temas musicais do filme, assim como screensavers.
FILMES – A Motion Picture Association Of America anunciou esta semana que a indústria cinematográfica se encontra de boa saúde. As vendas de bilhetes de cinema nos Estados Unidos em 2004 atingiram 9,54 mil milhões de dólares, o terceiro ano seguido acima do dígito 9, assim como pelo terceiro ano consecutivo o número de bilhetes vendidos ultrapassou os 1 500 milhões de unidades. O custo de produção de um filme de primeira linha foi em média de 63,6 milhões de dólares e os custos médios de marketing por lançamento foram de 34,4 milhões, o que significa um orçamento médio de 98 milhões de dólares por filme – aqui se explica muita coisa quando se comparam estes valores mesmo com as produções europeias mais ambiciosas.
TESTES – Na Finlândia começaram os testes para experimentar a oferta de serviços de TV para telemóveis com a participação de várias companhias locais, entre elas inevitavelmente a Nokia. Os consumidores do painel de teste, que pertencem a dois operadores locais de telemóveis, podem receber programas de rádio e TV nos telefones Nokia 7710, equipados com um acessório especial que permite captar as emissões de televisão. Os testes, que permitem, para além do acesso a estações locais, a canais como o Euronews, CNN, MTV, Eurosport, Viva Plus e Fashion TV, além de acesso on line a diversas informações. O sistema vai estar em teste até final de Junho após o que deverá ser comercializado se tudo correr bem.
UNICIDADE – A coisa que mais me irrita num bar ou restaurante é dizerem-me que só têm cerveja de uma marca apenas. Ainda fico mais irritado quando a cerveja é Super-Bock – não gosto do líquido adocicado, insípido, vulgarote. Esta unicidade cervejeira, invenção marketeira de desprezo pelo cliente, é muito irritante: alguém suportaria que num restaurante médio não existisse uma escolha de vinhos nem de lista de comidas? Então porque é que em tanto sítio temos que gramar a existência de apenas uma cerveja, as mais das vezes mázota?
LEITURA – Resisti a comprar o livro uma semana mas, pronto, rendi-me. «O Canto da Sereia» de Nelson Motta é uma grande novela policial. O assassínio de uma cantora pop em pleno desfile do Carnaval da Bahia, em directo para as televisões, frente ao guarda-costas que era suposto protegê-la, mas escrevia umas notícias de crime como passatempo. Estão a ver a história que isto dá? Nem imaginem porque será pouco o que podem pensar. É mesmo preciso ler. Ponham quatro horas de lado e deliciem-se com este belo livro. Escritor, jornalista, compositor musical e produtor artístico, Nelson Motta era uma das figuras do programa «Manhattan Connection», da GNT. Edição Palavra, 254 páginas.
BANDA SONORA – Este artigo foi escrito tendo como pano de fundo musical o disco que no último fim de semana mais me animou, «Di Korpu Com Alma», da cantora Lura, de Cabo Verde. Festiva e sentida, Lura é menina-senhora de uma voz invulgar, arrebatadora e sentida, maestra de uma forma de arrastar sílabas que enrola os nossos sentidos. Este é o seu terceiro CD, edição Lusáfrica.
COMIDINHA – O país está em contenção, dedico-me a honestas casas de pasto onde se come bem e barato, onde o vinho da casa é bom em vez de ser uma zurrapa engarrafada em produto branco. Aqui o caso é leitão, assado de fresco para as bandas de Moscavide. Chama-se «Casa Bota Feijão» e fica por trás do Hotel Tryp, no Parque das Nações, para além da linha de caminho de ferro, na Rua Conselheiro Lopo Vaz nº5. O leitão é importado do centro do país e assado no local. As batatas fritas que acompanham são do melhor. O restaurante tem poucas mesas, habita numa velha casa, e a prudência manda reservar pelo telefone 218 532 489. Há espumante da casa, singelo e honesto, branco ou tinto, a rematar uma baba de camelo hiper-calórica como é suposto.
REMATE – Não basta parecer estar sossegado. É preciso não dar nas vistas.
VAMOS AO NIMAS NO TELEMÓVEL
INVEJA – Excertos do novo filme da saga «Star Wars», o «Revenge Of The Sith», podem já ser vistos pelos clientes do operador de telemóveis norte-americano Cingular Wireless, que assegurou também downloads exclusivos de temas musicais do filme, assim como screensavers.
FILMES – A Motion Picture Association Of America anunciou esta semana que a indústria cinematográfica se encontra de boa saúde. As vendas de bilhetes de cinema nos Estados Unidos em 2004 atingiram 9,54 mil milhões de dólares, o terceiro ano seguido acima do dígito 9, assim como pelo terceiro ano consecutivo o número de bilhetes vendidos ultrapassou os 1 500 milhões de unidades. O custo de produção de um filme de primeira linha foi em média de 63,6 milhões de dólares e os custos médios de marketing por lançamento foram de 34,4 milhões, o que significa um orçamento médio de 98 milhões de dólares por filme – aqui se explica muita coisa quando se comparam estes valores mesmo com as produções europeias mais ambiciosas.
TESTES – Na Finlândia começaram os testes para experimentar a oferta de serviços de TV para telemóveis com a participação de várias companhias locais, entre elas inevitavelmente a Nokia. Os consumidores do painel de teste, que pertencem a dois operadores locais de telemóveis, podem receber programas de rádio e TV nos telefones Nokia 7710, equipados com um acessório especial que permite captar as emissões de televisão. Os testes, que permitem, para além do acesso a estações locais, a canais como o Euronews, CNN, MTV, Eurosport, Viva Plus e Fashion TV, além de acesso on line a diversas informações. O sistema vai estar em teste até final de Junho após o que deverá ser comercializado se tudo correr bem.
UNICIDADE – A coisa que mais me irrita num bar ou restaurante é dizerem-me que só têm cerveja de uma marca apenas. Ainda fico mais irritado quando a cerveja é Super-Bock – não gosto do líquido adocicado, insípido, vulgarote. Esta unicidade cervejeira, invenção marketeira de desprezo pelo cliente, é muito irritante: alguém suportaria que num restaurante médio não existisse uma escolha de vinhos nem de lista de comidas? Então porque é que em tanto sítio temos que gramar a existência de apenas uma cerveja, as mais das vezes mázota?
LEITURA – Resisti a comprar o livro uma semana mas, pronto, rendi-me. «O Canto da Sereia» de Nelson Motta é uma grande novela policial. O assassínio de uma cantora pop em pleno desfile do Carnaval da Bahia, em directo para as televisões, frente ao guarda-costas que era suposto protegê-la, mas escrevia umas notícias de crime como passatempo. Estão a ver a história que isto dá? Nem imaginem porque será pouco o que podem pensar. É mesmo preciso ler. Ponham quatro horas de lado e deliciem-se com este belo livro. Escritor, jornalista, compositor musical e produtor artístico, Nelson Motta era uma das figuras do programa «Manhattan Connection», da GNT. Edição Palavra, 254 páginas.
BANDA SONORA – Este artigo foi escrito tendo como pano de fundo musical o disco que no último fim de semana mais me animou, «Di Korpu Com Alma», da cantora Lura, de Cabo Verde. Festiva e sentida, Lura é menina-senhora de uma voz invulgar, arrebatadora e sentida, maestra de uma forma de arrastar sílabas que enrola os nossos sentidos. Este é o seu terceiro CD, edição Lusáfrica.
COMIDINHA – O país está em contenção, dedico-me a honestas casas de pasto onde se come bem e barato, onde o vinho da casa é bom em vez de ser uma zurrapa engarrafada em produto branco. Aqui o caso é leitão, assado de fresco para as bandas de Moscavide. Chama-se «Casa Bota Feijão» e fica por trás do Hotel Tryp, no Parque das Nações, para além da linha de caminho de ferro, na Rua Conselheiro Lopo Vaz nº5. O leitão é importado do centro do país e assado no local. As batatas fritas que acompanham são do melhor. O restaurante tem poucas mesas, habita numa velha casa, e a prudência manda reservar pelo telefone 218 532 489. Há espumante da casa, singelo e honesto, branco ou tinto, a rematar uma baba de camelo hiper-calórica como é suposto.
REMATE – Não basta parecer estar sossegado. É preciso não dar nas vistas.
março 14, 2005
EXCESSO - O jornalista brasileiro Ricardo A. Setti publicou no site «Observatório da Imprensa», um artigo notável sobre a desproporção entre o noticiário político e a realidade, apropriadamente intitulado «Quem Aguenta Tanto Noticiário Político?». Com a devida vénia não resito a fazer a transcrição de dois parágrafos: «Tem cabimento esse massacrante espaço conferido à política num momento em que vários fenômenos – a globalização da economia, o desenvolvimento científico, os saltos da medicina, a generalização do uso da internet, as novidades tecnológicas, a questão ambiental, o acesso ao lazer, as novas tendências de comportamento, o redespertar das religiões, a atuação do terceiro setor – ampliam extraordinariamente a área de interesses das pessoas? Não será por problemas como esse que certos veículos, como os grandes jornais, perdem público continuamente, mais no Brasil do que em outros países? Os jornais, sobretudo, não estariam, por essas e outras, ficando distantes do interesse dos leitores? Não estariam ficando chatos demais?».
RECOMENDAÇÃO – O «Green Paper» sobre a BBC do Secretário da Cultura do Governo britânico merece ser lido e estudado por todos os que se interessam pelas questões relativas á rádio e televisão públicas, nomeadamente na parte tocante à organização e orgãos dirigentes da empresa, ao tipo de emissões que deve privilegiar e ao que deve ser a sua estratégia. O documento pode ser consultado no site criado para fomentar a sua discussão pública, um local aliás de referência para se ver o que pode ser a utilização de novas tecnologias para facilitar a participação dos cidadãos no processo de decisão política: http://www.bbccharterreview.org.uk/
RECORD - Os websites da BBC registaram sete milhões de utilizadores em Janeiro deste ano, o que significa um aumento de 70 por cento em relação a janeiro de 2004. Os utilizadores das estações preferiram a BBC Radio 1 e a BBC Radio 4 e ouviram 4,2 milhões de horas de programas. Estes são os melhores números de sempre obtidos pelas emissões da BBC na internet.
ESPIONAGEM - Se precisam de informações sobre um país, não hesitem em recorrer à CIA. É o que faço com regularidade quando preciso de saber informações detalhadas sobre população, estrutura demográfica, recursos naturais, relações intewnacionais. A resposta é simples e não é conspirativa: basta aceder ao «The World Factbook», o mais completo almanque on-line que conheço e que é elaborado pela CIA. Pode ser acedido em http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/
PRÉMIO - Rem Koolhaas, o arquitecto da casa da Música no Porto, foi o vencedor do prémio «Wired» deste ano na categoria de arquitectura, pelo edifício da nova biblioteca pública de Seattle. Outros finalistas foram Santiago Calatrava e Frank Gehry, respectivamente pelos edifícios do World Trade Center PATH Terminal em Nova York e o Stata Center no MIT.
BACK TO BASICS – Não se volta a um lugar onde se foi feliz à procura de nova felicidade.
PARA OUVIR – Os blues de Robert Johnson por Eric Clapton , CD e DVD com 14 canções do grande mestre dos blues, interpretadas por Eric Clapton. Sessions for Robert J., edição Reprise Records.
PARA LER – «A Imprensa em Portugal, Transformações e Tendências», de Paulo Faustino, uma edição Media XXI que é um dos mais completos estudos sobre a evolução dos media em Portugal nos últimos anos, conjugando análises de audi~encias com receitas comerciais e com evoluções editoriais.
COMIDINHA – Bifes tradicionais e petiscos lusitanos num clássico lisboeta, a Tasca do João, Estrada do Lumiar 122, telefone 217 590 311.
RECOMENDAÇÃO – O «Green Paper» sobre a BBC do Secretário da Cultura do Governo britânico merece ser lido e estudado por todos os que se interessam pelas questões relativas á rádio e televisão públicas, nomeadamente na parte tocante à organização e orgãos dirigentes da empresa, ao tipo de emissões que deve privilegiar e ao que deve ser a sua estratégia. O documento pode ser consultado no site criado para fomentar a sua discussão pública, um local aliás de referência para se ver o que pode ser a utilização de novas tecnologias para facilitar a participação dos cidadãos no processo de decisão política: http://www.bbccharterreview.org.uk/
RECORD - Os websites da BBC registaram sete milhões de utilizadores em Janeiro deste ano, o que significa um aumento de 70 por cento em relação a janeiro de 2004. Os utilizadores das estações preferiram a BBC Radio 1 e a BBC Radio 4 e ouviram 4,2 milhões de horas de programas. Estes são os melhores números de sempre obtidos pelas emissões da BBC na internet.
ESPIONAGEM - Se precisam de informações sobre um país, não hesitem em recorrer à CIA. É o que faço com regularidade quando preciso de saber informações detalhadas sobre população, estrutura demográfica, recursos naturais, relações intewnacionais. A resposta é simples e não é conspirativa: basta aceder ao «The World Factbook», o mais completo almanque on-line que conheço e que é elaborado pela CIA. Pode ser acedido em http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/
PRÉMIO - Rem Koolhaas, o arquitecto da casa da Música no Porto, foi o vencedor do prémio «Wired» deste ano na categoria de arquitectura, pelo edifício da nova biblioteca pública de Seattle. Outros finalistas foram Santiago Calatrava e Frank Gehry, respectivamente pelos edifícios do World Trade Center PATH Terminal em Nova York e o Stata Center no MIT.
BACK TO BASICS – Não se volta a um lugar onde se foi feliz à procura de nova felicidade.
PARA OUVIR – Os blues de Robert Johnson por Eric Clapton , CD e DVD com 14 canções do grande mestre dos blues, interpretadas por Eric Clapton. Sessions for Robert J., edição Reprise Records.
PARA LER – «A Imprensa em Portugal, Transformações e Tendências», de Paulo Faustino, uma edição Media XXI que é um dos mais completos estudos sobre a evolução dos media em Portugal nos últimos anos, conjugando análises de audi~encias com receitas comerciais e com evoluções editoriais.
COMIDINHA – Bifes tradicionais e petiscos lusitanos num clássico lisboeta, a Tasca do João, Estrada do Lumiar 122, telefone 217 590 311.
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EXCESSO - O jornalista brasileiro Ricardo A. Setti publicou no site «Observatório da Imprensa», um artigo notável sobre a desproporção entre o noticiário político e a realidade, apropriadamente intitulado «Quem Aguenta Tanto Noticiário Político?». Com a devida vénia não resito a fazer a transcrição de dois parágrafos: «Tem cabimento esse massacrante espaço conferido à política num momento em que vários fenômenos – a globalização da economia, o desenvolvimento científico, os saltos da medicina, a generalização do uso da internet, as novidades tecnológicas, a questão ambiental, o acesso ao lazer, as novas tendências de comportamento, o redespertar das religiões, a atuação do terceiro setor – ampliam extraordinariamente a área de interesses das pessoas? Não será por problemas como esse que certos veículos, como os grandes jornais, perdem público continuamente, mais no Brasil do que em outros países? Os jornais, sobretudo, não estariam, por essas e outras, ficando distantes do interesse dos leitores? Não estariam ficando chatos demais?».
RECOMENDAÇÃO – O «Green Paper» sobre a BBC do Secretário da Cultura do Governo britânico merece ser lido e estudado por todos os que se interessam pelas questões relativas á rádio e televisão públicas, nomeadamente na parte tocante à organização e orgãos dirigentes da empresa, ao tipo de emissões que deve privilegiar e ao que deve ser a sua estratégia. O documento pode ser consultado no site criado para fomentar a sua discussão pública, um local aliás de referência para se ver o que pode ser a utilização de novas tecnologias para facilitar a participação dos cidadãos no processo de decisão política: http://www.bbccharterreview.org.uk/
RECORD - Os websites da BBC registaram sete milhões de utilizadores em Janeiro deste ano, o que significa um aumento de 70 por cento em relação a janeiro de 2004. Os utilizadores das estações preferiram a BBC Radio 1 e a BBC Radio 4 e ouviram 4,2 milhões de horas de programas. Estes são os melhores números de sempre obtidos pelas emissões da BBC na internet.
ESPIONAGEM - Se precisam de informações sobre um país, não hesitem em recorrer à CIA. É o que faço com regularidade quando preciso de saber informações detalhadas sobre população, estrutura demográfica, recursos naturais, relações intewnacionais. A resposta é simples e não é conspirativa: basta aceder ao «The World Factbook», o mais completo almanque on-line que conheço e que é elaborado pela CIA. Pode ser acedido em http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/
PRÉMIO - Rem Koolhaas, o arquitecto da casa da Música no Porto, foi o vencedor do prémio «Wired» deste ano na categoria de arquitectura, pelo edifício da nova biblioteca pública de Seattle. Outros finalistas foram Santiago Calatrava e Frank Gehry, respectivamente pelos edifícios do World Trade Center PATH Terminal em Nova York e o Stata Center no MIT.
BACK TO BASICS – Não se volta a um lugar onde se foi feliz à procura de nova felicidade.
PARA OUVIR – Os blues de Robert Johnson por Eric Clapton , CD e DVD com 14 canções do grande mestre dos blues, interpretadas por Eric Clapton. Sessions for Robert J., edição Reprise Records.
PARA LER – «A Imprensa em Portugal, Transformações e Tendências», de Paulo Faustino, uma edição Media XXI que é um dos mais completos estudos sobre a evolução dos media em Portugal nos últimos anos, conjugando análises de audi~encias com receitas comerciais e com evoluções editoriais.
COMIDINHA – Bifes tradicionais e petiscos lusitanos num clássico lisboeta, a Tasca do João, Estrada do Lumiar 122, telefone 217 590 311.
RECOMENDAÇÃO – O «Green Paper» sobre a BBC do Secretário da Cultura do Governo britânico merece ser lido e estudado por todos os que se interessam pelas questões relativas á rádio e televisão públicas, nomeadamente na parte tocante à organização e orgãos dirigentes da empresa, ao tipo de emissões que deve privilegiar e ao que deve ser a sua estratégia. O documento pode ser consultado no site criado para fomentar a sua discussão pública, um local aliás de referência para se ver o que pode ser a utilização de novas tecnologias para facilitar a participação dos cidadãos no processo de decisão política: http://www.bbccharterreview.org.uk/
RECORD - Os websites da BBC registaram sete milhões de utilizadores em Janeiro deste ano, o que significa um aumento de 70 por cento em relação a janeiro de 2004. Os utilizadores das estações preferiram a BBC Radio 1 e a BBC Radio 4 e ouviram 4,2 milhões de horas de programas. Estes são os melhores números de sempre obtidos pelas emissões da BBC na internet.
ESPIONAGEM - Se precisam de informações sobre um país, não hesitem em recorrer à CIA. É o que faço com regularidade quando preciso de saber informações detalhadas sobre população, estrutura demográfica, recursos naturais, relações intewnacionais. A resposta é simples e não é conspirativa: basta aceder ao «The World Factbook», o mais completo almanque on-line que conheço e que é elaborado pela CIA. Pode ser acedido em http://www.cia.gov/cia/publications/fac
PRÉMIO - Rem Koolhaas, o arquitecto da casa da Música no Porto, foi o vencedor do prémio «Wired» deste ano na categoria de arquitectura, pelo edifício da nova biblioteca pública de Seattle. Outros finalistas foram Santiago Calatrava e Frank Gehry, respectivamente pelos edifícios do World Trade Center PATH Terminal em Nova York e o Stata Center no MIT.
BACK TO BASICS – Não se volta a um lugar onde se foi feliz à procura de nova felicidade.
PARA OUVIR – Os blues de Robert Johnson por Eric Clapton , CD e DVD com 14 canções do grande mestre dos blues, interpretadas por Eric Clapton. Sessions for Robert J., edição Reprise Records.
PARA LER – «A Imprensa em Portugal, Transformações e Tendências», de Paulo Faustino, uma edição Media XXI que é um dos mais completos estudos sobre a evolução dos media em Portugal nos últimos anos, conjugando análises de audi~encias com receitas comerciais e com evoluções editoriais.
COMIDINHA – Bifes tradicionais e petiscos lusitanos num clássico lisboeta, a Tasca do João, Estrada do Lumiar 122, telefone 217 590 311.
março 11, 2005
O FIM DE UM TEMPO
Tenho alguma tendência para acreditar que os rituais e os símbolos são sinais que nos guiam e ajudam a balizar os comportamentos e as coisas à nossa volta.
Para mim, e para muitos que durante anos acreditaram ser possível que o centro-direita concretizasse um ciclo de reformas e mudanças e transformasse o país para melhor , estes últimos tempos foram um constante pôr em causa de referências e de símbolos. Quando daqui a uns anos se olhar com distanciamento suficiente para tudo o que se passou nestes últimos 10-12 meses, suspeito que a imagem não vai ser bonita de se ver.
De certa forma é a derrota de uma geração – ou pelo menos da parte de uma geração que achou que o caminho era esse, um caminho que passava por determinadas ideias e determinados protagonistas. O que me custa mais é que nestes três anos não se conseguiu mostrar que o centro-direita podia desenvolver e modernizar, nem se conseguiu mostrar que tinha preocupações sociais e culturais. A imagem dominante que fica é cinzenta, austera, com a contenção como quase único objectivo.
Continuo a achar que os fins não justificam os meios, continuo a pensar que o poder pessoal não se pode sobrepôr ao interesse colectivo, e continuo a pensar que muita coisa precisa de mudar para o país funcionar de outra maneira e todos poderem viver melhor.
A forma do exercício do poder é uma delas. Os primeiros rituais e símbolos do novo poder foram uma lufada de ar fresco na forma de fazer política.
A forma, como se sabe, não é tudo. Mas, no estado a que as coisas tinham chegado, ganhou uma súbita importância. Talvez seja este o sinal do fim de um tempo.
Tenho alguma tendência para acreditar que os rituais e os símbolos são sinais que nos guiam e ajudam a balizar os comportamentos e as coisas à nossa volta.
Para mim, e para muitos que durante anos acreditaram ser possível que o centro-direita concretizasse um ciclo de reformas e mudanças e transformasse o país para melhor , estes últimos tempos foram um constante pôr em causa de referências e de símbolos. Quando daqui a uns anos se olhar com distanciamento suficiente para tudo o que se passou nestes últimos 10-12 meses, suspeito que a imagem não vai ser bonita de se ver.
De certa forma é a derrota de uma geração – ou pelo menos da parte de uma geração que achou que o caminho era esse, um caminho que passava por determinadas ideias e determinados protagonistas. O que me custa mais é que nestes três anos não se conseguiu mostrar que o centro-direita podia desenvolver e modernizar, nem se conseguiu mostrar que tinha preocupações sociais e culturais. A imagem dominante que fica é cinzenta, austera, com a contenção como quase único objectivo.
Continuo a achar que os fins não justificam os meios, continuo a pensar que o poder pessoal não se pode sobrepôr ao interesse colectivo, e continuo a pensar que muita coisa precisa de mudar para o país funcionar de outra maneira e todos poderem viver melhor.
A forma do exercício do poder é uma delas. Os primeiros rituais e símbolos do novo poder foram uma lufada de ar fresco na forma de fazer política.
A forma, como se sabe, não é tudo. Mas, no estado a que as coisas tinham chegado, ganhou uma súbita importância. Talvez seja este o sinal do fim de um tempo.
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O FIM DE UM TEMPO
Tenho alguma tendência para acreditar que os rituais e os símbolos são sinais que nos guiam e ajudam a balizar os comportamentos e as coisas à nossa volta.
Para mim, e para muitos que durante anos acreditaram ser possível que o centro-direita concretizasse um ciclo de reformas e mudanças e transformasse o país para melhor , estes últimos tempos foram um constante pôr em causa de referências e de símbolos. Quando daqui a uns anos se olhar com distanciamento suficiente para tudo o que se passou nestes últimos 10-12 meses, suspeito que a imagem não vai ser bonita de se ver.
De certa forma é a derrota de uma geração – ou pelo menos da parte de uma geração que achou que o caminho era esse, um caminho que passava por determinadas ideias e determinados protagonistas. O que me custa mais é que nestes três anos não se conseguiu mostrar que o centro-direita podia desenvolver e modernizar, nem se conseguiu mostrar que tinha preocupações sociais e culturais. A imagem dominante que fica é cinzenta, austera, com a contenção como quase único objectivo.
Continuo a achar que os fins não justificam os meios, continuo a pensar que o poder pessoal não se pode sobrepôr ao interesse colectivo, e continuo a pensar que muita coisa precisa de mudar para o país funcionar de outra maneira e todos poderem viver melhor.
A forma do exercício do poder é uma delas. Os primeiros rituais e símbolos do novo poder foram uma lufada de ar fresco na forma de fazer política.
A forma, como se sabe, não é tudo. Mas, no estado a que as coisas tinham chegado, ganhou uma súbita importância. Talvez seja este o sinal do fim de um tempo.
Tenho alguma tendência para acreditar que os rituais e os símbolos são sinais que nos guiam e ajudam a balizar os comportamentos e as coisas à nossa volta.
Para mim, e para muitos que durante anos acreditaram ser possível que o centro-direita concretizasse um ciclo de reformas e mudanças e transformasse o país para melhor , estes últimos tempos foram um constante pôr em causa de referências e de símbolos. Quando daqui a uns anos se olhar com distanciamento suficiente para tudo o que se passou nestes últimos 10-12 meses, suspeito que a imagem não vai ser bonita de se ver.
De certa forma é a derrota de uma geração – ou pelo menos da parte de uma geração que achou que o caminho era esse, um caminho que passava por determinadas ideias e determinados protagonistas. O que me custa mais é que nestes três anos não se conseguiu mostrar que o centro-direita podia desenvolver e modernizar, nem se conseguiu mostrar que tinha preocupações sociais e culturais. A imagem dominante que fica é cinzenta, austera, com a contenção como quase único objectivo.
Continuo a achar que os fins não justificam os meios, continuo a pensar que o poder pessoal não se pode sobrepôr ao interesse colectivo, e continuo a pensar que muita coisa precisa de mudar para o país funcionar de outra maneira e todos poderem viver melhor.
A forma do exercício do poder é uma delas. Os primeiros rituais e símbolos do novo poder foram uma lufada de ar fresco na forma de fazer política.
A forma, como se sabe, não é tudo. Mas, no estado a que as coisas tinham chegado, ganhou uma súbita importância. Talvez seja este o sinal do fim de um tempo.
março 06, 2005
RÁDIO – No Reino Unido a venda de aparelhos de rádio digitais (DAB- Digital Áudio Broadcasting) ultrapassou a venda de aparelhos analógicos pela primeira vez em Janeiro deste ano e a proporção é de dois digitais para um analógico. Um bom modelo portátil custa cerca de 70 euros. Os principais retalhistas ingleses esperam que a procura de rádios digital aumente substancialmente já que os conteúdos disponíveis são atraentes, a qualidade de som impecável e as possibilidades técnicas revolucionárias. Segundo as estatísticas britânicas, no final de 2004 existiam 1,3 milhões de rádios DAB e as previsões apontam para que em finais de 2005 se alcancem os 2,4 milhões e em 2008 os 8,3 milhões. A BBC tem cinco estações DAB.
A RDP foi também pioneira na instalação das infraestruturas do sistema.
MOURINHO – Fez a capa do «The Times» e do «The Independent». Provocou polémica. E num artigo de página inteira do «The Times» de quarta-feira passada, o jornalista Martin Samuel não hesita em dizer que Mourinho mudou o futebol no Reino Unido: «injectou ar fresco naquilo que se estava a tornar numa competição desagradavelmente previsível».
O MELHOR – O artigo de Miguel Esteves Cardoso sobre os resultados eleitorais no «Diário de Notícias» do Domingo passado: «Os Números Somos Nós», que é o mais vibrante testemunho de confiança na democracia escrito em Portugal nos últimos anos. Acreditem no resultado das eleições: os eleitores decidiram – deixem-se de interpretações e respeitem os resultados é a mensagem que fica deste texto. As eleições fizeram-se para cada um escolher o que quer. A soma das opções individuais é o resultado.
DATA – O nylon fez 70 anos no dia 28 de Fevereiro. O imaginário do cinema e da lingerie não seriam os mesmos sem esta descoberta que democratizou o baby doll.
OUVIR – Os Super Áudio CDs (SACD) tocam perfeito nos sistemas de surround. A Verve pegou em alguns dos seus clássicos e deu-lhes a mistura SACD. Ouvir o clássico «Lush Life» do saxofonista Joe Henderson neste sistema é um momento de prazer em temas como «Drawing Room Blues», «Johnny Comes Lately» ou «Take The A Train». As gravações originais são de 1991 e têm mistura do mago Rudy Van Gelder e a participação de músicos como Wynton Marsalis (trompete), Stephen Scott (piano), Christian McBride (baixo) e Gregory Hutchinson (bateria). CD Verve, distribuído por Universal Records.
LER – É bem certo que beber um grande vinho é um prazer que tem poucos pontos de comparação – talvez ler um bom livro seja um deles. A boa notícia é que estes dois prazeres podem juntar-se graças à iniciativa de Ana Sofia Fonseca, que decidiu reconstituir a história do Barca Velha, com passagens por histórias do Douro, do Vinho do Porto, da Casa Ferreirinha. O livro traça as origens do mais célebre vinho português desde os tempos em que D. Antónia criou a reputação da casa Ferreirinha, atravessa os anos 60 e 70 e conta a história de pessoas como Fernando Nicolau de Almeida e José Maria Soares Franco. «Barca Velha, Histórias de Um Vinho», Ana Sofia Fonseca, Colecção Cadernos de Reportagem, 193 páginas, 2ªa edição, um livro D. Quixote.
COMER – Esta é a altura do sável, um dos melhores peixes de rio que temos neste rectângulo. Cortado em postas muito finas e frito com sabedoria é um petisco dos deuses. Acompanhado de açorda de ovas é uma tentação irresistível. O local onde esta maravilha existe é no clássico Papa Açorda, que continua a servir os melhores almoços de Lisboa, na Rua da Atalaia 57, telef. 213464811.
EXPERIMENTAR – A selecção de chás da Chá Q.B., na Rua Silva Carvalho 116, Campo de Ourique. Chás e acessórios para o vícios (bules e chávenas) de todo o mundo. Eu por mim ainda estou a acabar de saborear o Ceilão que fez os encantos destes últimos dias. Geleias (de chá) e biscoitos para acompanhar, sempre no mesmo local.
A RDP foi também pioneira na instalação das infraestruturas do sistema.
MOURINHO – Fez a capa do «The Times» e do «The Independent». Provocou polémica. E num artigo de página inteira do «The Times» de quarta-feira passada, o jornalista Martin Samuel não hesita em dizer que Mourinho mudou o futebol no Reino Unido: «injectou ar fresco naquilo que se estava a tornar numa competição desagradavelmente previsível».
O MELHOR – O artigo de Miguel Esteves Cardoso sobre os resultados eleitorais no «Diário de Notícias» do Domingo passado: «Os Números Somos Nós», que é o mais vibrante testemunho de confiança na democracia escrito em Portugal nos últimos anos. Acreditem no resultado das eleições: os eleitores decidiram – deixem-se de interpretações e respeitem os resultados é a mensagem que fica deste texto. As eleições fizeram-se para cada um escolher o que quer. A soma das opções individuais é o resultado.
DATA – O nylon fez 70 anos no dia 28 de Fevereiro. O imaginário do cinema e da lingerie não seriam os mesmos sem esta descoberta que democratizou o baby doll.
OUVIR – Os Super Áudio CDs (SACD) tocam perfeito nos sistemas de surround. A Verve pegou em alguns dos seus clássicos e deu-lhes a mistura SACD. Ouvir o clássico «Lush Life» do saxofonista Joe Henderson neste sistema é um momento de prazer em temas como «Drawing Room Blues», «Johnny Comes Lately» ou «Take The A Train». As gravações originais são de 1991 e têm mistura do mago Rudy Van Gelder e a participação de músicos como Wynton Marsalis (trompete), Stephen Scott (piano), Christian McBride (baixo) e Gregory Hutchinson (bateria). CD Verve, distribuído por Universal Records.
LER – É bem certo que beber um grande vinho é um prazer que tem poucos pontos de comparação – talvez ler um bom livro seja um deles. A boa notícia é que estes dois prazeres podem juntar-se graças à iniciativa de Ana Sofia Fonseca, que decidiu reconstituir a história do Barca Velha, com passagens por histórias do Douro, do Vinho do Porto, da Casa Ferreirinha. O livro traça as origens do mais célebre vinho português desde os tempos em que D. Antónia criou a reputação da casa Ferreirinha, atravessa os anos 60 e 70 e conta a história de pessoas como Fernando Nicolau de Almeida e José Maria Soares Franco. «Barca Velha, Histórias de Um Vinho», Ana Sofia Fonseca, Colecção Cadernos de Reportagem, 193 páginas, 2ªa edição, um livro D. Quixote.
COMER – Esta é a altura do sável, um dos melhores peixes de rio que temos neste rectângulo. Cortado em postas muito finas e frito com sabedoria é um petisco dos deuses. Acompanhado de açorda de ovas é uma tentação irresistível. O local onde esta maravilha existe é no clássico Papa Açorda, que continua a servir os melhores almoços de Lisboa, na Rua da Atalaia 57, telef. 213464811.
EXPERIMENTAR – A selecção de chás da Chá Q.B., na Rua Silva Carvalho 116, Campo de Ourique. Chás e acessórios para o vícios (bules e chávenas) de todo o mundo. Eu por mim ainda estou a acabar de saborear o Ceilão que fez os encantos destes últimos dias. Geleias (de chá) e biscoitos para acompanhar, sempre no mesmo local.
Untitled
RÁDIO – No Reino Unido a venda de aparelhos de rádio digitais (DAB- Digital Áudio Broadcasting) ultrapassou a venda de aparelhos analógicos pela primeira vez em Janeiro deste ano e a proporção é de dois digitais para um analógico. Um bom modelo portátil custa cerca de 70 euros. Os principais retalhistas ingleses esperam que a procura de rádios digital aumente substancialmente já que os conteúdos disponíveis são atraentes, a qualidade de som impecável e as possibilidades técnicas revolucionárias. Segundo as estatísticas britânicas, no final de 2004 existiam 1,3 milhões de rádios DAB e as previsões apontam para que em finais de 2005 se alcancem os 2,4 milhões e em 2008 os 8,3 milhões. A BBC tem cinco estações DAB.
A RDP foi também pioneira na instalação das infraestruturas do sistema.
MOURINHO – Fez a capa do «The Times» e do «The Independent». Provocou polémica. E num artigo de página inteira do «The Times» de quarta-feira passada, o jornalista Martin Samuel não hesita em dizer que Mourinho mudou o futebol no Reino Unido: «injectou ar fresco naquilo que se estava a tornar numa competição desagradavelmente previsível».
O MELHOR – O artigo de Miguel Esteves Cardoso sobre os resultados eleitorais no «Diário de Notícias» do Domingo passado: «Os Números Somos Nós», que é o mais vibrante testemunho de confiança na democracia escrito em Portugal nos últimos anos. Acreditem no resultado das eleições: os eleitores decidiram – deixem-se de interpretações e respeitem os resultados é a mensagem que fica deste texto. As eleições fizeram-se para cada um escolher o que quer. A soma das opções individuais é o resultado.
DATA – O nylon fez 70 anos no dia 28 de Fevereiro. O imaginário do cinema e da lingerie não seriam os mesmos sem esta descoberta que democratizou o baby doll.
OUVIR – Os Super Áudio CDs (SACD) tocam perfeito nos sistemas de surround. A Verve pegou em alguns dos seus clássicos e deu-lhes a mistura SACD. Ouvir o clássico «Lush Life» do saxofonista Joe Henderson neste sistema é um momento de prazer em temas como «Drawing Room Blues», «Johnny Comes Lately» ou «Take The A Train». As gravações originais são de 1991 e têm mistura do mago Rudy Van Gelder e a participação de músicos como Wynton Marsalis (trompete), Stephen Scott (piano), Christian McBride (baixo) e Gregory Hutchinson (bateria). CD Verve, distribuído por Universal Records.
LER – É bem certo que beber um grande vinho é um prazer que tem poucos pontos de comparação – talvez ler um bom livro seja um deles. A boa notícia é que estes dois prazeres podem juntar-se graças à iniciativa de Ana Sofia Fonseca, que decidiu reconstituir a história do Barca Velha, com passagens por histórias do Douro, do Vinho do Porto, da Casa Ferreirinha. O livro traça as origens do mais célebre vinho português desde os tempos em que D. Antónia criou a reputação da casa Ferreirinha, atravessa os anos 60 e 70 e conta a história de pessoas como Fernando Nicolau de Almeida e José Maria Soares Franco. «Barca Velha, Histórias de Um Vinho», Ana Sofia Fonseca, Colecção Cadernos de Reportagem, 193 páginas, 2ªa edição, um livro D. Quixote.
COMER – Esta é a altura do sável, um dos melhores peixes de rio que temos neste rectângulo. Cortado em postas muito finas e frito com sabedoria é um petisco dos deuses. Acompanhado de açorda de ovas é uma tentação irresistível. O local onde esta maravilha existe é no clássico Papa Açorda, que continua a servir os melhores almoços de Lisboa, na Rua da Atalaia 57, telef. 213464811.
EXPERIMENTAR – A selecção de chás da Chá Q.B., na Rua Silva Carvalho 116, Campo de Ourique. Chás e acessórios para o vícios (bules e chávenas) de todo o mundo. Eu por mim ainda estou a acabar de saborear o Ceilão que fez os encantos destes últimos dias. Geleias (de chá) e biscoitos para acompanhar, sempre no mesmo local.
A RDP foi também pioneira na instalação das infraestruturas do sistema.
MOURINHO – Fez a capa do «The Times» e do «The Independent». Provocou polémica. E num artigo de página inteira do «The Times» de quarta-feira passada, o jornalista Martin Samuel não hesita em dizer que Mourinho mudou o futebol no Reino Unido: «injectou ar fresco naquilo que se estava a tornar numa competição desagradavelmente previsível».
O MELHOR – O artigo de Miguel Esteves Cardoso sobre os resultados eleitorais no «Diário de Notícias» do Domingo passado: «Os Números Somos Nós», que é o mais vibrante testemunho de confiança na democracia escrito em Portugal nos últimos anos. Acreditem no resultado das eleições: os eleitores decidiram – deixem-se de interpretações e respeitem os resultados é a mensagem que fica deste texto. As eleições fizeram-se para cada um escolher o que quer. A soma das opções individuais é o resultado.
DATA – O nylon fez 70 anos no dia 28 de Fevereiro. O imaginário do cinema e da lingerie não seriam os mesmos sem esta descoberta que democratizou o baby doll.
OUVIR – Os Super Áudio CDs (SACD) tocam perfeito nos sistemas de surround. A Verve pegou em alguns dos seus clássicos e deu-lhes a mistura SACD. Ouvir o clássico «Lush Life» do saxofonista Joe Henderson neste sistema é um momento de prazer em temas como «Drawing Room Blues», «Johnny Comes Lately» ou «Take The A Train». As gravações originais são de 1991 e têm mistura do mago Rudy Van Gelder e a participação de músicos como Wynton Marsalis (trompete), Stephen Scott (piano), Christian McBride (baixo) e Gregory Hutchinson (bateria). CD Verve, distribuído por Universal Records.
LER – É bem certo que beber um grande vinho é um prazer que tem poucos pontos de comparação – talvez ler um bom livro seja um deles. A boa notícia é que estes dois prazeres podem juntar-se graças à iniciativa de Ana Sofia Fonseca, que decidiu reconstituir a história do Barca Velha, com passagens por histórias do Douro, do Vinho do Porto, da Casa Ferreirinha. O livro traça as origens do mais célebre vinho português desde os tempos em que D. Antónia criou a reputação da casa Ferreirinha, atravessa os anos 60 e 70 e conta a história de pessoas como Fernando Nicolau de Almeida e José Maria Soares Franco. «Barca Velha, Histórias de Um Vinho», Ana Sofia Fonseca, Colecção Cadernos de Reportagem, 193 páginas, 2ªa edição, um livro D. Quixote.
COMER – Esta é a altura do sável, um dos melhores peixes de rio que temos neste rectângulo. Cortado em postas muito finas e frito com sabedoria é um petisco dos deuses. Acompanhado de açorda de ovas é uma tentação irresistível. O local onde esta maravilha existe é no clássico Papa Açorda, que continua a servir os melhores almoços de Lisboa, na Rua da Atalaia 57, telef. 213464811.
EXPERIMENTAR – A selecção de chás da Chá Q.B., na Rua Silva Carvalho 116, Campo de Ourique. Chás e acessórios para o vícios (bules e chávenas) de todo o mundo. Eu por mim ainda estou a acabar de saborear o Ceilão que fez os encantos destes últimos dias. Geleias (de chá) e biscoitos para acompanhar, sempre no mesmo local.
março 04, 2005
OS NÚMEROS – Só para termos uma ideia da proporção das coisas, a Sky One, o mais importante dos canais do pacote satélite da Sky no Reino Unido, teve uma queda de audiências no ano passado: dos 2,9% de share em 2003, caíu para 2,4% em 2004 e o seu share de 4,1% no decisivo grupo etário 16-34 caíu para 3,4% no mesmo período.
UPA UPA – O Ministro Russo da Defesa lançou um canal de televisão destinado a melhorar a imagem dos militares e a fomentar o orgulho nacional. O «Zvezda» (Estrela), assim se chama o canal, teve a sua primeira emissão experimental Domingo passado, por enquanto apenas na região de Moscovo e nos próximos meses deverá cobrir o resto do país. O objectivo do canal, segundo os seus promotores, «é aumentar o orgulho nacional entre os cidadãos russos e mostrar que o futuro do país é promissor».
MOL – John de Mol, um dos fundadores da Endemol, vai lançar um canal de televisão em sinal aberto na segunda metade deste ano, em Agosto, no seu país natal, a Holanda. O futebol será um dos pratos fortes e a Talpa, a holding de John de Mol, conseguiu obter os direitos de resumos dos melhores momentos dos jogos da liga holandesa, retirando-os à estação pública NOS, que os detinha há 40 anos. O negócio valeu 36 milhões de euros por três épocas. O novo canal, ainda sem nome vai emitir entre as 18 horas e a uma da manhã, com produção local de entretenimento, reality shows, humor e ficção. Ao fim de semana existirão dois resumos da jornada nas noites de sábado e domingo e ainda um magazine sobre futebol na noite de um dia de semana. O novo canal desenvolverá os seus próprios formatos, mas não os produzirá, contratando externamente toda a produção, tal como o Channel 4 no Reino Unido. Parte da produção de reality shows virá da Strix, o gigante sueco que criou as versões originais dos formatos «Survivor» e «The Farm» (por cá a Quinta das Celebridades).
CONSTATAÇÃO – O número de votos brancos duplicou nestas eleições em relação às legislativas de 2002, e ultrapassa já os cem mil boletins.
LEITURA – É um estranho e cativante thriller, escrito por um jovem jornalista. Tem um estilo seguro, personangens aliciantes, tudo em quatro histórias invulgares e que prendem da primeira à ultima linha. «O Livro dos Homens Sem Luz», de João Tordo, edição Temas e Debates, 201 páginas.
ESCUTA – O cantor negro Johnny Hartman morreu cedo e gravou pouco. Mesmo assim foi o único vocalista com quem o saxofonista John Coltrane acedeu a gravar. O histórico disco, que conta ainda com McCoy Tyner no piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria, foi gravado em 1963. Surge agora uma reedição que coloca em CD pela primeira vez as versões originais mono e as versões stereo subsequentes, ambas masterizadas digitalmente por um mago do som, Rudy Van Gelder. «Autumn Serenade», «You Are Too Beautiful», «My One And Only Love» e «Dedicated to You» são alguns dos temas incluídos neste Super Audio CD da Impulse, distribuído pela Universal.
UPA UPA – O Ministro Russo da Defesa lançou um canal de televisão destinado a melhorar a imagem dos militares e a fomentar o orgulho nacional. O «Zvezda» (Estrela), assim se chama o canal, teve a sua primeira emissão experimental Domingo passado, por enquanto apenas na região de Moscovo e nos próximos meses deverá cobrir o resto do país. O objectivo do canal, segundo os seus promotores, «é aumentar o orgulho nacional entre os cidadãos russos e mostrar que o futuro do país é promissor».
MOL – John de Mol, um dos fundadores da Endemol, vai lançar um canal de televisão em sinal aberto na segunda metade deste ano, em Agosto, no seu país natal, a Holanda. O futebol será um dos pratos fortes e a Talpa, a holding de John de Mol, conseguiu obter os direitos de resumos dos melhores momentos dos jogos da liga holandesa, retirando-os à estação pública NOS, que os detinha há 40 anos. O negócio valeu 36 milhões de euros por três épocas. O novo canal, ainda sem nome vai emitir entre as 18 horas e a uma da manhã, com produção local de entretenimento, reality shows, humor e ficção. Ao fim de semana existirão dois resumos da jornada nas noites de sábado e domingo e ainda um magazine sobre futebol na noite de um dia de semana. O novo canal desenvolverá os seus próprios formatos, mas não os produzirá, contratando externamente toda a produção, tal como o Channel 4 no Reino Unido. Parte da produção de reality shows virá da Strix, o gigante sueco que criou as versões originais dos formatos «Survivor» e «The Farm» (por cá a Quinta das Celebridades).
CONSTATAÇÃO – O número de votos brancos duplicou nestas eleições em relação às legislativas de 2002, e ultrapassa já os cem mil boletins.
LEITURA – É um estranho e cativante thriller, escrito por um jovem jornalista. Tem um estilo seguro, personangens aliciantes, tudo em quatro histórias invulgares e que prendem da primeira à ultima linha. «O Livro dos Homens Sem Luz», de João Tordo, edição Temas e Debates, 201 páginas.
ESCUTA – O cantor negro Johnny Hartman morreu cedo e gravou pouco. Mesmo assim foi o único vocalista com quem o saxofonista John Coltrane acedeu a gravar. O histórico disco, que conta ainda com McCoy Tyner no piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria, foi gravado em 1963. Surge agora uma reedição que coloca em CD pela primeira vez as versões originais mono e as versões stereo subsequentes, ambas masterizadas digitalmente por um mago do som, Rudy Van Gelder. «Autumn Serenade», «You Are Too Beautiful», «My One And Only Love» e «Dedicated to You» são alguns dos temas incluídos neste Super Audio CD da Impulse, distribuído pela Universal.
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OS NÚMEROS – Só para termos uma ideia da proporção das coisas, a Sky One, o mais importante dos canais do pacote satélite da Sky no Reino Unido, teve uma queda de audiências no ano passado: dos 2,9% de share em 2003, caíu para 2,4% em 2004 e o seu share de 4,1% no decisivo grupo etário 16-34 caíu para 3,4% no mesmo período.
UPA UPA – O Ministro Russo da Defesa lançou um canal de televisão destinado a melhorar a imagem dos militares e a fomentar o orgulho nacional. O «Zvezda» (Estrela), assim se chama o canal, teve a sua primeira emissão experimental Domingo passado, por enquanto apenas na região de Moscovo e nos próximos meses deverá cobrir o resto do país. O objectivo do canal, segundo os seus promotores, «é aumentar o orgulho nacional entre os cidadãos russos e mostrar que o futuro do país é promissor».
MOL – John de Mol, um dos fundadores da Endemol, vai lançar um canal de televisão em sinal aberto na segunda metade deste ano, em Agosto, no seu país natal, a Holanda. O futebol será um dos pratos fortes e a Talpa, a holding de John de Mol, conseguiu obter os direitos de resumos dos melhores momentos dos jogos da liga holandesa, retirando-os à estação pública NOS, que os detinha há 40 anos. O negócio valeu 36 milhões de euros por três épocas. O novo canal, ainda sem nome vai emitir entre as 18 horas e a uma da manhã, com produção local de entretenimento, reality shows, humor e ficção. Ao fim de semana existirão dois resumos da jornada nas noites de sábado e domingo e ainda um magazine sobre futebol na noite de um dia de semana. O novo canal desenvolverá os seus próprios formatos, mas não os produzirá, contratando externamente toda a produção, tal como o Channel 4 no Reino Unido. Parte da produção de reality shows virá da Strix, o gigante sueco que criou as versões originais dos formatos «Survivor» e «The Farm» (por cá a Quinta das Celebridades).
CONSTATAÇÃO – O número de votos brancos duplicou nestas eleições em relação às legislativas de 2002, e ultrapassa já os cem mil boletins.
LEITURA – É um estranho e cativante thriller, escrito por um jovem jornalista. Tem um estilo seguro, personangens aliciantes, tudo em quatro histórias invulgares e que prendem da primeira à ultima linha. «O Livro dos Homens Sem Luz», de João Tordo, edição Temas e Debates, 201 páginas.
ESCUTA – O cantor negro Johnny Hartman morreu cedo e gravou pouco. Mesmo assim foi o único vocalista com quem o saxofonista John Coltrane acedeu a gravar. O histórico disco, que conta ainda com McCoy Tyner no piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria, foi gravado em 1963. Surge agora uma reedição que coloca em CD pela primeira vez as versões originais mono e as versões stereo subsequentes, ambas masterizadas digitalmente por um mago do som, Rudy Van Gelder. «Autumn Serenade», «You Are Too Beautiful», «My One And Only Love» e «Dedicated to You» são alguns dos temas incluídos neste Super Audio CD da Impulse, distribuído pela Universal.
UPA UPA – O Ministro Russo da Defesa lançou um canal de televisão destinado a melhorar a imagem dos militares e a fomentar o orgulho nacional. O «Zvezda» (Estrela), assim se chama o canal, teve a sua primeira emissão experimental Domingo passado, por enquanto apenas na região de Moscovo e nos próximos meses deverá cobrir o resto do país. O objectivo do canal, segundo os seus promotores, «é aumentar o orgulho nacional entre os cidadãos russos e mostrar que o futuro do país é promissor».
MOL – John de Mol, um dos fundadores da Endemol, vai lançar um canal de televisão em sinal aberto na segunda metade deste ano, em Agosto, no seu país natal, a Holanda. O futebol será um dos pratos fortes e a Talpa, a holding de John de Mol, conseguiu obter os direitos de resumos dos melhores momentos dos jogos da liga holandesa, retirando-os à estação pública NOS, que os detinha há 40 anos. O negócio valeu 36 milhões de euros por três épocas. O novo canal, ainda sem nome vai emitir entre as 18 horas e a uma da manhã, com produção local de entretenimento, reality shows, humor e ficção. Ao fim de semana existirão dois resumos da jornada nas noites de sábado e domingo e ainda um magazine sobre futebol na noite de um dia de semana. O novo canal desenvolverá os seus próprios formatos, mas não os produzirá, contratando externamente toda a produção, tal como o Channel 4 no Reino Unido. Parte da produção de reality shows virá da Strix, o gigante sueco que criou as versões originais dos formatos «Survivor» e «The Farm» (por cá a Quinta das Celebridades).
CONSTATAÇÃO – O número de votos brancos duplicou nestas eleições em relação às legislativas de 2002, e ultrapassa já os cem mil boletins.
LEITURA – É um estranho e cativante thriller, escrito por um jovem jornalista. Tem um estilo seguro, personangens aliciantes, tudo em quatro histórias invulgares e que prendem da primeira à ultima linha. «O Livro dos Homens Sem Luz», de João Tordo, edição Temas e Debates, 201 páginas.
ESCUTA – O cantor negro Johnny Hartman morreu cedo e gravou pouco. Mesmo assim foi o único vocalista com quem o saxofonista John Coltrane acedeu a gravar. O histórico disco, que conta ainda com McCoy Tyner no piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria, foi gravado em 1963. Surge agora uma reedição que coloca em CD pela primeira vez as versões originais mono e as versões stereo subsequentes, ambas masterizadas digitalmente por um mago do som, Rudy Van Gelder. «Autumn Serenade», «You Are Too Beautiful», «My One And Only Love» e «Dedicated to You» são alguns dos temas incluídos neste Super Audio CD da Impulse, distribuído pela Universal.
fevereiro 26, 2005
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Sábado de Manhã
Prezo o silêncio. Gosto do recato. Não gosto de indefinições. Chateia-me a guerrilha. Odeio hipocrisias. Gosto de frontalidade. Odeio promessas. Não gosto de quem trai. É uma pena que sejam os cínicos que tantas vezes têm nas mãos o destino do mundo.
Prezo o silêncio. Gosto do recato. Não gosto de indefinições. Chateia-me a guerrilha. Odeio hipocrisias. Gosto de frontalidade. Odeio promessas. Não gosto de quem trai. É uma pena que sejam os cínicos que tantas vezes têm nas mãos o destino do mundo.
fevereiro 23, 2005
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FINALMENTE
De súbito, um pouco de racionalidade. O que fica por saber é se vai haver gestão do silêncio ou exploração do ruído,
De súbito, um pouco de racionalidade. O que fica por saber é se vai haver gestão do silêncio ou exploração do ruído,
fevereiro 22, 2005
GONZO
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
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GONZO
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
fevereiro 21, 2005
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TENHO PENA
Quando se sofre uma derrota a coisa mais lúcida é recuar, pensar, ver o que correu mal, aprender com os erros e ver como se reorganizam as tropas. Assim pode preservar-se o espaço político que se criou ao longo dos anos; de outra maneira, pode perder-se.
Quando se sofre uma derrota a coisa mais lúcida é recuar, pensar, ver o que correu mal, aprender com os erros e ver como se reorganizam as tropas. Assim pode preservar-se o espaço político que se criou ao longo dos anos; de outra maneira, pode perder-se.
THE DAY AFTER
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
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THE DAY AFTER
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
fevereiro 20, 2005
MAIS HISTÓRIAS DE GÁS
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
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MAIS HISTÓRIAS DE GÁS
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
fevereiro 19, 2005
MAIS CERTEZAS, MENOS DÚVIDAS
MADREDEUS – O novo trabalho dos Madredeus, «Faluas do Tejo», é o melhor disco do grupo desde há vários anos e é claramente um dos melhores da sua carreira. A razão é aliás a que mais ligada está à história dos Madredeus: a simplicidade. Este é um disco de arranjos simples, com guitarras simples e encantadoras, com canções simples mas emocionantes. Só a simplicidade consegue ser assim, só a simplicidade consegue este efeito arrebatador, potenciado pela produção sóbria mas marcada de Pedro Ayres de Magalhães. É certo que eu tenho uma paixão por Madredeus – mas há uns anos que achava que havia pouca novidade. As canções que aqui estão neste «Faluas do Tejo» provam o contrário.
GÁS – Um número crescente de casas de Lisboa começa a ter problemas com o abastecimento de gás. Acontece que há uns anos atrás,quando nos obrigaram ao gás natural, a Lisboagás e a Galpenergia se esqueceram de fazer as necessárias substituições e de sublinhar que as canalizações de chumbo, adequadas para o gás húmido anterior, eram desaconselhadas para o novo gás natural, seco, e que, ao fim de poucos anos, o novo combustível provocaria rupturas nas canalizações existentes – mesmo que fossem novas em prédios novos. É isso que está a contecer agora e a dúvida é saber o tamanho da bomba de fugas de gás em que Lisboa se está a transformar. Claro que há uns anos atrás as empresas sabiam bem que devia ter existido uma intervenção de fundo, deviam ter suportado os custos de introdução do novo combustível. Como sempre, à portuguesa e em abuso de posição dominante, quem se vai tramando são os consumidores, que agora se vêem envolvidos num amontoado de companhias relacionadas com a lisboagás, cada uma a querer facturar o máximo que puder à custa de reparações provocadas exclusivamente pela forma como há uns anos atrás as coisas foram feitas.
ESTRANHO – O Compromisso Portugal utiliza sempre uns grafismos muito engraçados, e umas apresentações muito politicamente correctas - género uma no cravo, outra na ferradura. Para conhecer melhor o esforçado trabalho de comparação entre algumas áreas dos programas dos partidos, fui à procura de informação na net sobre as propostas do Compromisso. Peguei no Google, pesquisei, pesquisei, e nada descobri. O muito moderno Compromisso Portugal não surge com um site referenciado, um modesto blog que seja onde os documentos estejam publicados. Não é uma questão de investimento – é de atitude. Como é também uma reveladora questão de atitude que não tenham comparado as propostas em matéria de estratégia de utilização e desenvolvimento da língua e cultura portuguesa dos programas partidários. Quando as visões tacanhas estão corporativamente enraizadas muito dificilmente se dá a volta ao texto. A criatividade não anda por ali. (recebi entretanto a informação que há um site, registado como www.compromissoportugal.com que acolhe o materuial acima referido - mas de facto o google não o apanha nas prioridades).
VOTO – Pela primeira vez há uma campanha organizada para o voto em branco, com cartazes na rua e site na net (www.umrumoparaportugal.com) - é revelador do estado do país, da falência do sistema político e partidário. Num outro prisma é também revelador que haja ainda tanto indeciso, tanta possível transferência de votos. A minha posição está tomada – não quero uma maioria absoluta, irei votar PSD, acho que o reforço do bloco do centro-direita é a única forma de garantir algumas reformas e evitar o desperdício dos sacrifícios feitos. E, já agora, de evitar o pântano do politicamente correcto, das indecisões e dos estudos eternos. Precisamos de mais certezas e de menos dúvidas. Todos nós.
CAMPANHA – Constituição Europeia, União Europeia, Política Europeia, Situação no Médio Oriente, o papel de Portugal no Mundo, a língua e a cultura portuguesas: de nada disto falou nenhum partido durante a campanha eleitoral. Revelador.
PERGUNTA DA SEMANA – Será que Jorge Sampaio consegue dormir bem?
SUGESTÃO – Visitem a discoteca Trem Azul, Rua do Alecrim 21 A. Bela selecção de jazz.
MADREDEUS – O novo trabalho dos Madredeus, «Faluas do Tejo», é o melhor disco do grupo desde há vários anos e é claramente um dos melhores da sua carreira. A razão é aliás a que mais ligada está à história dos Madredeus: a simplicidade. Este é um disco de arranjos simples, com guitarras simples e encantadoras, com canções simples mas emocionantes. Só a simplicidade consegue ser assim, só a simplicidade consegue este efeito arrebatador, potenciado pela produção sóbria mas marcada de Pedro Ayres de Magalhães. É certo que eu tenho uma paixão por Madredeus – mas há uns anos que achava que havia pouca novidade. As canções que aqui estão neste «Faluas do Tejo» provam o contrário.
GÁS – Um número crescente de casas de Lisboa começa a ter problemas com o abastecimento de gás. Acontece que há uns anos atrás,quando nos obrigaram ao gás natural, a Lisboagás e a Galpenergia se esqueceram de fazer as necessárias substituições e de sublinhar que as canalizações de chumbo, adequadas para o gás húmido anterior, eram desaconselhadas para o novo gás natural, seco, e que, ao fim de poucos anos, o novo combustível provocaria rupturas nas canalizações existentes – mesmo que fossem novas em prédios novos. É isso que está a contecer agora e a dúvida é saber o tamanho da bomba de fugas de gás em que Lisboa se está a transformar. Claro que há uns anos atrás as empresas sabiam bem que devia ter existido uma intervenção de fundo, deviam ter suportado os custos de introdução do novo combustível. Como sempre, à portuguesa e em abuso de posição dominante, quem se vai tramando são os consumidores, que agora se vêem envolvidos num amontoado de companhias relacionadas com a lisboagás, cada uma a querer facturar o máximo que puder à custa de reparações provocadas exclusivamente pela forma como há uns anos atrás as coisas foram feitas.
ESTRANHO – O Compromisso Portugal utiliza sempre uns grafismos muito engraçados, e umas apresentações muito politicamente correctas - género uma no cravo, outra na ferradura. Para conhecer melhor o esforçado trabalho de comparação entre algumas áreas dos programas dos partidos, fui à procura de informação na net sobre as propostas do Compromisso. Peguei no Google, pesquisei, pesquisei, e nada descobri. O muito moderno Compromisso Portugal não surge com um site referenciado, um modesto blog que seja onde os documentos estejam publicados. Não é uma questão de investimento – é de atitude. Como é também uma reveladora questão de atitude que não tenham comparado as propostas em matéria de estratégia de utilização e desenvolvimento da língua e cultura portuguesa dos programas partidários. Quando as visões tacanhas estão corporativamente enraizadas muito dificilmente se dá a volta ao texto. A criatividade não anda por ali. (recebi entretanto a informação que há um site, registado como www.compromissoportugal.com que acolhe o materuial acima referido - mas de facto o google não o apanha nas prioridades).
VOTO – Pela primeira vez há uma campanha organizada para o voto em branco, com cartazes na rua e site na net (www.umrumoparaportugal.com) - é revelador do estado do país, da falência do sistema político e partidário. Num outro prisma é também revelador que haja ainda tanto indeciso, tanta possível transferência de votos. A minha posição está tomada – não quero uma maioria absoluta, irei votar PSD, acho que o reforço do bloco do centro-direita é a única forma de garantir algumas reformas e evitar o desperdício dos sacrifícios feitos. E, já agora, de evitar o pântano do politicamente correcto, das indecisões e dos estudos eternos. Precisamos de mais certezas e de menos dúvidas. Todos nós.
CAMPANHA – Constituição Europeia, União Europeia, Política Europeia, Situação no Médio Oriente, o papel de Portugal no Mundo, a língua e a cultura portuguesas: de nada disto falou nenhum partido durante a campanha eleitoral. Revelador.
PERGUNTA DA SEMANA – Será que Jorge Sampaio consegue dormir bem?
SUGESTÃO – Visitem a discoteca Trem Azul, Rua do Alecrim 21 A. Bela selecção de jazz.
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MAIS CERTEZAS, MENOS DÚVIDAS
MADREDEUS – O novo trabalho dos Madredeus, «Faluas do Tejo», é o melhor disco do grupo desde há vários anos e é claramente um dos melhores da sua carreira. A razão é aliás a que mais ligada está à história dos Madredeus: a simplicidade. Este é um disco de arranjos simples, com guitarras simples e encantadoras, com canções simples mas emocionantes. Só a simplicidade consegue ser assim, só a simplicidade consegue este efeito arrebatador, potenciado pela produção sóbria mas marcada de Pedro Ayres de Magalhães. É certo que eu tenho uma paixão por Madredeus – mas há uns anos que achava que havia pouca novidade. As canções que aqui estão neste «Faluas do Tejo» provam o contrário.
GÁS – Um número crescente de casas de Lisboa começa a ter problemas com o abastecimento de gás. Acontece que há uns anos atrás,quando nos obrigaram ao gás natural, a Lisboagás e a Galpenergia se esqueceram de fazer as necessárias substituições e de sublinhar que as canalizações de chumbo, adequadas para o gás húmido anterior, eram desaconselhadas para o novo gás natural, seco, e que, ao fim de poucos anos, o novo combustível provocaria rupturas nas canalizações existentes – mesmo que fossem novas em prédios novos. É isso que está a contecer agora e a dúvida é saber o tamanho da bomba de fugas de gás em que Lisboa se está a transformar. Claro que há uns anos atrás as empresas sabiam bem que devia ter existido uma intervenção de fundo, deviam ter suportado os custos de introdução do novo combustível. Como sempre, à portuguesa e em abuso de posição dominante, quem se vai tramando são os consumidores, que agora se vêem envolvidos num amontoado de companhias relacionadas com a lisboagás, cada uma a querer facturar o máximo que puder à custa de reparações provocadas exclusivamente pela forma como há uns anos atrás as coisas foram feitas.
ESTRANHO – O Compromisso Portugal utiliza sempre uns grafismos muito engraçados, e umas apresentações muito politicamente correctas - género uma no cravo, outra na ferradura. Para conhecer melhor o esforçado trabalho de comparação entre algumas áreas dos programas dos partidos, fui à procura de informação na net sobre as propostas do Compromisso. Peguei no Google, pesquisei, pesquisei, e nada descobri. O muito moderno Compromisso Portugal não surge com um site referenciado, um modesto blog que seja onde os documentos estejam publicados. Não é uma questão de investimento – é de atitude. Como é também uma reveladora questão de atitude que não tenham comparado as propostas em matéria de estratégia de utilização e desenvolvimento da língua e cultura portuguesa dos programas partidários. Quando as visões tacanhas estão corporativamente enraizadas muito dificilmente se dá a volta ao texto. A criatividade não anda por ali. (recebi entretanto a informação que há um site, registado como www.compromissoportugal.com que acolhe o materuial acima referido - mas de facto o google não o apanha nas prioridades).
VOTO – Pela primeira vez há uma campanha organizada para o voto em branco, com cartazes na rua e site na net (www.umrumoparaportugal.com) - é revelador do estado do país, da falência do sistema político e partidário. Num outro prisma é também revelador que haja ainda tanto indeciso, tanta possível transferência de votos. A minha posição está tomada – não quero uma maioria absoluta, irei votar PSD, acho que o reforço do bloco do centro-direita é a única forma de garantir algumas reformas e evitar o desperdício dos sacrifícios feitos. E, já agora, de evitar o pântano do politicamente correcto, das indecisões e dos estudos eternos. Precisamos de mais certezas e de menos dúvidas. Todos nós.
CAMPANHA – Constituição Europeia, União Europeia, Política Europeia, Situação no Médio Oriente, o papel de Portugal no Mundo, a língua e a cultura portuguesas: de nada disto falou nenhum partido durante a campanha eleitoral. Revelador.
PERGUNTA DA SEMANA – Será que Jorge Sampaio consegue dormir bem?
SUGESTÃO – Visitem a discoteca Trem Azul, Rua do Alecrim 21 A. Bela selecção de jazz.
MADREDEUS – O novo trabalho dos Madredeus, «Faluas do Tejo», é o melhor disco do grupo desde há vários anos e é claramente um dos melhores da sua carreira. A razão é aliás a que mais ligada está à história dos Madredeus: a simplicidade. Este é um disco de arranjos simples, com guitarras simples e encantadoras, com canções simples mas emocionantes. Só a simplicidade consegue ser assim, só a simplicidade consegue este efeito arrebatador, potenciado pela produção sóbria mas marcada de Pedro Ayres de Magalhães. É certo que eu tenho uma paixão por Madredeus – mas há uns anos que achava que havia pouca novidade. As canções que aqui estão neste «Faluas do Tejo» provam o contrário.
GÁS – Um número crescente de casas de Lisboa começa a ter problemas com o abastecimento de gás. Acontece que há uns anos atrás,quando nos obrigaram ao gás natural, a Lisboagás e a Galpenergia se esqueceram de fazer as necessárias substituições e de sublinhar que as canalizações de chumbo, adequadas para o gás húmido anterior, eram desaconselhadas para o novo gás natural, seco, e que, ao fim de poucos anos, o novo combustível provocaria rupturas nas canalizações existentes – mesmo que fossem novas em prédios novos. É isso que está a contecer agora e a dúvida é saber o tamanho da bomba de fugas de gás em que Lisboa se está a transformar. Claro que há uns anos atrás as empresas sabiam bem que devia ter existido uma intervenção de fundo, deviam ter suportado os custos de introdução do novo combustível. Como sempre, à portuguesa e em abuso de posição dominante, quem se vai tramando são os consumidores, que agora se vêem envolvidos num amontoado de companhias relacionadas com a lisboagás, cada uma a querer facturar o máximo que puder à custa de reparações provocadas exclusivamente pela forma como há uns anos atrás as coisas foram feitas.
ESTRANHO – O Compromisso Portugal utiliza sempre uns grafismos muito engraçados, e umas apresentações muito politicamente correctas - género uma no cravo, outra na ferradura. Para conhecer melhor o esforçado trabalho de comparação entre algumas áreas dos programas dos partidos, fui à procura de informação na net sobre as propostas do Compromisso. Peguei no Google, pesquisei, pesquisei, e nada descobri. O muito moderno Compromisso Portugal não surge com um site referenciado, um modesto blog que seja onde os documentos estejam publicados. Não é uma questão de investimento – é de atitude. Como é também uma reveladora questão de atitude que não tenham comparado as propostas em matéria de estratégia de utilização e desenvolvimento da língua e cultura portuguesa dos programas partidários. Quando as visões tacanhas estão corporativamente enraizadas muito dificilmente se dá a volta ao texto. A criatividade não anda por ali. (recebi entretanto a informação que há um site, registado como www.compromissoportugal.com que acolhe o materuial acima referido - mas de facto o google não o apanha nas prioridades).
VOTO – Pela primeira vez há uma campanha organizada para o voto em branco, com cartazes na rua e site na net (www.umrumoparaportugal.com) - é revelador do estado do país, da falência do sistema político e partidário. Num outro prisma é também revelador que haja ainda tanto indeciso, tanta possível transferência de votos. A minha posição está tomada – não quero uma maioria absoluta, irei votar PSD, acho que o reforço do bloco do centro-direita é a única forma de garantir algumas reformas e evitar o desperdício dos sacrifícios feitos. E, já agora, de evitar o pântano do politicamente correcto, das indecisões e dos estudos eternos. Precisamos de mais certezas e de menos dúvidas. Todos nós.
CAMPANHA – Constituição Europeia, União Europeia, Política Europeia, Situação no Médio Oriente, o papel de Portugal no Mundo, a língua e a cultura portuguesas: de nada disto falou nenhum partido durante a campanha eleitoral. Revelador.
PERGUNTA DA SEMANA – Será que Jorge Sampaio consegue dormir bem?
SUGESTÃO – Visitem a discoteca Trem Azul, Rua do Alecrim 21 A. Bela selecção de jazz.
fevereiro 16, 2005
BOMBA RELÓGIO
Do que se depreende do post anterior, a lisboagás iniciou o fornecimento de gás natural sabendo que as canalizações de chumbo existentes eram inadequadas. Ou seja, avançou sabendo que estava a criar uma bomba relógio, com problemas certos a surgirem no espaço de poucos anos. É o que agora está a acontecer. De quem é a responsabilidade disto? Dos consumidores ou do fornecedor? O que acham?
Do que se depreende do post anterior, a lisboagás iniciou o fornecimento de gás natural sabendo que as canalizações de chumbo existentes eram inadequadas. Ou seja, avançou sabendo que estava a criar uma bomba relógio, com problemas certos a surgirem no espaço de poucos anos. É o que agora está a acontecer. De quem é a responsabilidade disto? Dos consumidores ou do fornecedor? O que acham?
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BOMBA RELÓGIO
Do que se depreende do post anterior, a lisboagás iniciou o fornecimento de gás natural sabendo que as canalizações de chumbo existentes eram inadequadas. Ou seja, avançou sabendo que estava a criar uma bomba relógio, com problemas certos a surgirem no espaço de poucos anos. É o que agora está a acontecer. De quem é a responsabilidade disto? Dos consumidores ou do fornecedor? O que acham?
Do que se depreende do post anterior, a lisboagás iniciou o fornecimento de gás natural sabendo que as canalizações de chumbo existentes eram inadequadas. Ou seja, avançou sabendo que estava a criar uma bomba relógio, com problemas certos a surgirem no espaço de poucos anos. É o que agora está a acontecer. De quem é a responsabilidade disto? Dos consumidores ou do fornecedor? O que acham?
fevereiro 15, 2005
GÁS À PORTUGUESA
Nota recebida de um leitor - nota bem esclarecedora da bagunça do gás:
O grave problema com a instalação do gás natural deve-se à natureza do mesmo. O
Gás antigo era um gás húmido e o natural é seco. Logo, as vedações (pensadas
para gás húmido, por exemplo a estopa) tornam-se ineficazes, ao fim de algum
tempo. Mais. O Gás antigo tinha tendência para criar no interior das
canalizações umas formações de uma substância inerte com o processo antigo. No
novo gás, e também devido à alta pressão do mesmo, essas formações reagem e
tendem a consumir-se e àquilo a que estão agarradas, ou seja, os canos.
Pois, o resulatdo é mesmo esse: Buracos nos canos que alimentam provavelmente a
maioria das canalizações dos prédios de Lisboa, que são os de chumbo, os
antigos.
Acredito que todas essas confusões são o resultado natural de uma má gestação. É
como o ditado - Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Junte-se a isso o
natural 'sacudir dos ombros' das responsabilidades das empresas em jogo e temos
o cenário montado para uma angustiante peça em que os actores somos nós.
No meu prédio não caímos nas mãos dessas empresas. É possível revestir a
canalização com uma substância tipo borracha, que protege das fugas. Não é
duradouro, mas é muito mais barato e pode ser repetido sem problemas de maior,
quando for necessário.
A única solução teria sido de inicio a Lisboa Gás dizer:
Tem canalização de chumbo? Não serve! Temos de trocar. Não quer? Não pomos. Não
quer pagar? Pagamos nós.
Não é nenhum 'complot' entre empresas: É mesmo coisa feita à Portuguesa!!!
Eu sei isto por indirecta pessoa, mas basta procurar um técnico de instalação de
gás - isento - e ele poderá corroborar estas informações.
Nota recebida de um leitor - nota bem esclarecedora da bagunça do gás:
O grave problema com a instalação do gás natural deve-se à natureza do mesmo. O
Gás antigo era um gás húmido e o natural é seco. Logo, as vedações (pensadas
para gás húmido, por exemplo a estopa) tornam-se ineficazes, ao fim de algum
tempo. Mais. O Gás antigo tinha tendência para criar no interior das
canalizações umas formações de uma substância inerte com o processo antigo. No
novo gás, e também devido à alta pressão do mesmo, essas formações reagem e
tendem a consumir-se e àquilo a que estão agarradas, ou seja, os canos.
Pois, o resulatdo é mesmo esse: Buracos nos canos que alimentam provavelmente a
maioria das canalizações dos prédios de Lisboa, que são os de chumbo, os
antigos.
Acredito que todas essas confusões são o resultado natural de uma má gestação. É
como o ditado - Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Junte-se a isso o
natural 'sacudir dos ombros' das responsabilidades das empresas em jogo e temos
o cenário montado para uma angustiante peça em que os actores somos nós.
No meu prédio não caímos nas mãos dessas empresas. É possível revestir a
canalização com uma substância tipo borracha, que protege das fugas. Não é
duradouro, mas é muito mais barato e pode ser repetido sem problemas de maior,
quando for necessário.
A única solução teria sido de inicio a Lisboa Gás dizer:
Tem canalização de chumbo? Não serve! Temos de trocar. Não quer? Não pomos. Não
quer pagar? Pagamos nós.
Não é nenhum 'complot' entre empresas: É mesmo coisa feita à Portuguesa!!!
Eu sei isto por indirecta pessoa, mas basta procurar um técnico de instalação de
gás - isento - e ele poderá corroborar estas informações.
Untitled
GÁS À PORTUGUESA
Nota recebida de um leitor - nota bem esclarecedora da bagunça do gás:
O grave problema com a instalação do gás natural deve-se à natureza do mesmo. O
Gás antigo era um gás húmido e o natural é seco. Logo, as vedações (pensadas
para gás húmido, por exemplo a estopa) tornam-se ineficazes, ao fim de algum
tempo. Mais. O Gás antigo tinha tendência para criar no interior das
canalizações umas formações de uma substância inerte com o processo antigo. No
novo gás, e também devido à alta pressão do mesmo, essas formações reagem e
tendem a consumir-se e àquilo a que estão agarradas, ou seja, os canos.
Pois, o resulatdo é mesmo esse: Buracos nos canos que alimentam provavelmente a
maioria das canalizações dos prédios de Lisboa, que são os de chumbo, os
antigos.
Acredito que todas essas confusões são o resultado natural de uma má gestação. É
como o ditado - Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Junte-se a isso o
natural 'sacudir dos ombros' das responsabilidades das empresas em jogo e temos
o cenário montado para uma angustiante peça em que os actores somos nós.
No meu prédio não caímos nas mãos dessas empresas. É possível revestir a
canalização com uma substância tipo borracha, que protege das fugas. Não é
duradouro, mas é muito mais barato e pode ser repetido sem problemas de maior,
quando for necessário.
A única solução teria sido de inicio a Lisboa Gás dizer:
Tem canalização de chumbo? Não serve! Temos de trocar. Não quer? Não pomos. Não
quer pagar? Pagamos nós.
Não é nenhum 'complot' entre empresas: É mesmo coisa feita à Portuguesa!!!
Eu sei isto por indirecta pessoa, mas basta procurar um técnico de instalação de
gás - isento - e ele poderá corroborar estas informações.
Nota recebida de um leitor - nota bem esclarecedora da bagunça do gás:
O grave problema com a instalação do gás natural deve-se à natureza do mesmo. O
Gás antigo era um gás húmido e o natural é seco. Logo, as vedações (pensadas
para gás húmido, por exemplo a estopa) tornam-se ineficazes, ao fim de algum
tempo. Mais. O Gás antigo tinha tendência para criar no interior das
canalizações umas formações de uma substância inerte com o processo antigo. No
novo gás, e também devido à alta pressão do mesmo, essas formações reagem e
tendem a consumir-se e àquilo a que estão agarradas, ou seja, os canos.
Pois, o resulatdo é mesmo esse: Buracos nos canos que alimentam provavelmente a
maioria das canalizações dos prédios de Lisboa, que são os de chumbo, os
antigos.
Acredito que todas essas confusões são o resultado natural de uma má gestação. É
como o ditado - Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Junte-se a isso o
natural 'sacudir dos ombros' das responsabilidades das empresas em jogo e temos
o cenário montado para uma angustiante peça em que os actores somos nós.
No meu prédio não caímos nas mãos dessas empresas. É possível revestir a
canalização com uma substância tipo borracha, que protege das fugas. Não é
duradouro, mas é muito mais barato e pode ser repetido sem problemas de maior,
quando for necessário.
A única solução teria sido de inicio a Lisboa Gás dizer:
Tem canalização de chumbo? Não serve! Temos de trocar. Não quer? Não pomos. Não
quer pagar? Pagamos nós.
Não é nenhum 'complot' entre empresas: É mesmo coisa feita à Portuguesa!!!
Eu sei isto por indirecta pessoa, mas basta procurar um técnico de instalação de
gás - isento - e ele poderá corroborar estas informações.
fevereiro 14, 2005
APELO À BLOGOSFERA
em defesa do consumidor
cliente da lisboagás
Desde que no passado dia 5 a lisboagás entrou no prédio onde vivo, em Campo de Ourique, a vida tem sido um inferno. Atrás da lisboagás vieram uma empresa de reparações -Gasfomento, uma empresa de instalações, Purainstalação e uma empresa de inspecção, totalinspe.
Neste espaço de tempo estas empresas facturaram avultadas quantias impondo obras, executando-as, inspeccionando-as e certificando-as (a minha conta ultrapassa já os 750 euros e há várias assim no prédio).
Mas o pior de tudo é que após cada nova intertvenção da Gasfomento surgem novas avarias e novos problemas. O último aconteceu no sábado passado quando todo o prédio ficou sem gás. As intervenções da lisboagás são inconclusivas e remetem para outras empresas que terão de averiguar o que se passa. Há quem fale em obras no prédio todo, ao longo de um mês com o gás cortado.
Quando relatei esta situação kafkiana a um amigo, contou-me que a gasfomento é um pesadelo para quem lhe cai nas mãos. Há quem diga que estas empresas todas estão relacionadas entre si por forma a maximizarem intervenções (e facturações), sem respeito pelos direitos dos clientes. É certo que desde a imposição do Gás Natural as coisas começaram a funcionar cada vez pior - e cabe perguntar se as avarias qe estão a ser detectadas em prédios novos não terão a ver com a forma como as coisas foram feitas nessa altura e com o tipo de gás utilizado em relação às instalações existentes.
A verdade é que uma intervenção da gasfomento provoca outra, que detecta novo problema e a coisa segue em espiral. Isto não me parece normal e tenho relatos de que é uma situação frequente.
O MEU APELO À BLOGOSFERA É NO SENTIDO DA RECOLHA DE TESTEMUNHOS DO COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS ACIMA REFERIDAS, EM PARTICULAR DA LISBOAGÁS E DA GASFOMENTO, PARA QUE POSSA SER TOMADA UMA INTERVENÇÃO DE CIDADANIA QUE GARANTA OS DIREITOS DOS CONSUMIDORES E PONHA COBRO A ABUSOS E EVENTUAIS ATITUDES DE CONLUIO.
Por isso vos solicito o envio de factos relacionados com o que acima descrevi para aesquinadorio@hotmail.com.
Resta dizer que investigações jornalísticas sobre as empresas acima referidas, seu relacionamento e suas práticas são mais que bem vindas.
Se concordam em particIpar, façam copy and paste deste post e façam-no circular na blogosfera.
em defesa do consumidor
cliente da lisboagás
Desde que no passado dia 5 a lisboagás entrou no prédio onde vivo, em Campo de Ourique, a vida tem sido um inferno. Atrás da lisboagás vieram uma empresa de reparações -Gasfomento, uma empresa de instalações, Purainstalação e uma empresa de inspecção, totalinspe.
Neste espaço de tempo estas empresas facturaram avultadas quantias impondo obras, executando-as, inspeccionando-as e certificando-as (a minha conta ultrapassa já os 750 euros e há várias assim no prédio).
Mas o pior de tudo é que após cada nova intertvenção da Gasfomento surgem novas avarias e novos problemas. O último aconteceu no sábado passado quando todo o prédio ficou sem gás. As intervenções da lisboagás são inconclusivas e remetem para outras empresas que terão de averiguar o que se passa. Há quem fale em obras no prédio todo, ao longo de um mês com o gás cortado.
Quando relatei esta situação kafkiana a um amigo, contou-me que a gasfomento é um pesadelo para quem lhe cai nas mãos. Há quem diga que estas empresas todas estão relacionadas entre si por forma a maximizarem intervenções (e facturações), sem respeito pelos direitos dos clientes. É certo que desde a imposição do Gás Natural as coisas começaram a funcionar cada vez pior - e cabe perguntar se as avarias qe estão a ser detectadas em prédios novos não terão a ver com a forma como as coisas foram feitas nessa altura e com o tipo de gás utilizado em relação às instalações existentes.
A verdade é que uma intervenção da gasfomento provoca outra, que detecta novo problema e a coisa segue em espiral. Isto não me parece normal e tenho relatos de que é uma situação frequente.
O MEU APELO À BLOGOSFERA É NO SENTIDO DA RECOLHA DE TESTEMUNHOS DO COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS ACIMA REFERIDAS, EM PARTICULAR DA LISBOAGÁS E DA GASFOMENTO, PARA QUE POSSA SER TOMADA UMA INTERVENÇÃO DE CIDADANIA QUE GARANTA OS DIREITOS DOS CONSUMIDORES E PONHA COBRO A ABUSOS E EVENTUAIS ATITUDES DE CONLUIO.
Por isso vos solicito o envio de factos relacionados com o que acima descrevi para aesquinadorio@hotmail.com.
Resta dizer que investigações jornalísticas sobre as empresas acima referidas, seu relacionamento e suas práticas são mais que bem vindas.
Se concordam em particIpar, façam copy and paste deste post e façam-no circular na blogosfera.
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APELO À BLOGOSFERA
em defesa do consumidor
cliente da lisboagás
Desde que no passado dia 5 a lisboagás entrou no prédio onde vivo, em Campo de Ourique, a vida tem sido um inferno. Atrás da lisboagás vieram uma empresa de reparações -Gasfomento, uma empresa de instalações, Purainstalação e uma empresa de inspecção, totalinspe.
Neste espaço de tempo estas empresas facturaram avultadas quantias impondo obras, executando-as, inspeccionando-as e certificando-as (a minha conta ultrapassa já os 750 euros e há várias assim no prédio).
Mas o pior de tudo é que após cada nova intertvenção da Gasfomento surgem novas avarias e novos problemas. O último aconteceu no sábado passado quando todo o prédio ficou sem gás. As intervenções da lisboagás são inconclusivas e remetem para outras empresas que terão de averiguar o que se passa. Há quem fale em obras no prédio todo, ao longo de um mês com o gás cortado.
Quando relatei esta situação kafkiana a um amigo, contou-me que a gasfomento é um pesadelo para quem lhe cai nas mãos. Há quem diga que estas empresas todas estão relacionadas entre si por forma a maximizarem intervenções (e facturações), sem respeito pelos direitos dos clientes. É certo que desde a imposição do Gás Natural as coisas começaram a funcionar cada vez pior - e cabe perguntar se as avarias qe estão a ser detectadas em prédios novos não terão a ver com a forma como as coisas foram feitas nessa altura e com o tipo de gás utilizado em relação às instalações existentes.
A verdade é que uma intervenção da gasfomento provoca outra, que detecta novo problema e a coisa segue em espiral. Isto não me parece normal e tenho relatos de que é uma situação frequente.
O MEU APELO À BLOGOSFERA É NO SENTIDO DA RECOLHA DE TESTEMUNHOS DO COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS ACIMA REFERIDAS, EM PARTICULAR DA LISBOAGÁS E DA GASFOMENTO, PARA QUE POSSA SER TOMADA UMA INTERVENÇÃO DE CIDADANIA QUE GARANTA OS DIREITOS DOS CONSUMIDORES E PONHA COBRO A ABUSOS E EVENTUAIS ATITUDES DE CONLUIO.
Por isso vos solicito o envio de factos relacionados com o que acima descrevi para aesquinadorio@hotmail.com.
Resta dizer que investigações jornalísticas sobre as empresas acima referidas, seu relacionamento e suas práticas são mais que bem vindas.
Se concordam em particIpar, façam copy and paste deste post e façam-no circular na blogosfera.
em defesa do consumidor
cliente da lisboagás
Desde que no passado dia 5 a lisboagás entrou no prédio onde vivo, em Campo de Ourique, a vida tem sido um inferno. Atrás da lisboagás vieram uma empresa de reparações -Gasfomento, uma empresa de instalações, Purainstalação e uma empresa de inspecção, totalinspe.
Neste espaço de tempo estas empresas facturaram avultadas quantias impondo obras, executando-as, inspeccionando-as e certificando-as (a minha conta ultrapassa já os 750 euros e há várias assim no prédio).
Mas o pior de tudo é que após cada nova intertvenção da Gasfomento surgem novas avarias e novos problemas. O último aconteceu no sábado passado quando todo o prédio ficou sem gás. As intervenções da lisboagás são inconclusivas e remetem para outras empresas que terão de averiguar o que se passa. Há quem fale em obras no prédio todo, ao longo de um mês com o gás cortado.
Quando relatei esta situação kafkiana a um amigo, contou-me que a gasfomento é um pesadelo para quem lhe cai nas mãos. Há quem diga que estas empresas todas estão relacionadas entre si por forma a maximizarem intervenções (e facturações), sem respeito pelos direitos dos clientes. É certo que desde a imposição do Gás Natural as coisas começaram a funcionar cada vez pior - e cabe perguntar se as avarias qe estão a ser detectadas em prédios novos não terão a ver com a forma como as coisas foram feitas nessa altura e com o tipo de gás utilizado em relação às instalações existentes.
A verdade é que uma intervenção da gasfomento provoca outra, que detecta novo problema e a coisa segue em espiral. Isto não me parece normal e tenho relatos de que é uma situação frequente.
O MEU APELO À BLOGOSFERA É NO SENTIDO DA RECOLHA DE TESTEMUNHOS DO COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS ACIMA REFERIDAS, EM PARTICULAR DA LISBOAGÁS E DA GASFOMENTO, PARA QUE POSSA SER TOMADA UMA INTERVENÇÃO DE CIDADANIA QUE GARANTA OS DIREITOS DOS CONSUMIDORES E PONHA COBRO A ABUSOS E EVENTUAIS ATITUDES DE CONLUIO.
Por isso vos solicito o envio de factos relacionados com o que acima descrevi para aesquinadorio@hotmail.com.
Resta dizer que investigações jornalísticas sobre as empresas acima referidas, seu relacionamento e suas práticas são mais que bem vindas.
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SERÁ SÓ UMA DIFERENÇA DE ESTILOS?
Hoje em dia é politicamente correcto dizer-se que se vai votar incomodado ou, até mesmo, dizer-se que não se sabe em quem votar. Criou-se ao longo dos últimos meses uma estrutura mental de funcionamento que estigmatiza o que seria «incorrecto» e «correcto» em matéria política. O Governo, e em especial Santana Lopes, estão no topo de tudo o que é politicamente incorrecto.
Eu não tenho nenhum incómodo em votar. Não tenho medo de ser politicamente incorrecto. Tenho gosto em ter opinião. Posso desconfiar de algumas coisas na forma, posso discordar da táctica, mas entre os resultados práticos dos Governos PS e o dos Governos PSD, prefiro os últimos. Não voto sempre da mesma forma e às vezes até nem voto. Mas desta vez sei que voto e porque voto no PSD. Não prescindo do meu direito de preferir reformas dificeis a curativos passageiros.Nestas eleições não estamos só a votar em diferenças de estilos.
Olho para o que se passa à minha volta e vejo o Partido Socialista a pedir um cheque em branco, com endosso firmado por António Guterres. Não me parece nem que António Guterres fique bem no papel de D. Sebastião, nem que a generalidade das pessoas o considere «O Desejado». A verdade é esta: há três anos Guterres achou-se incapaz de continuar a ser Primeiro-Ministro e desconfio muito quando ele é agora apresentado como o principal argumento da mudança na forma de governar o país. Por acaso até acho que ele é um bocado politicamente correcto demais, tão correcto que até chateia. Citando um frase muito em voga, Guterres fala, fala, e não diz nada. Não vejo razão para achar que ele esteja diferente.
Hoje em dia é politicamente correcto dizer-se que se vai votar incomodado ou, até mesmo, dizer-se que não se sabe em quem votar. Criou-se ao longo dos últimos meses uma estrutura mental de funcionamento que estigmatiza o que seria «incorrecto» e «correcto» em matéria política. O Governo, e em especial Santana Lopes, estão no topo de tudo o que é politicamente incorrecto.
Eu não tenho nenhum incómodo em votar. Não tenho medo de ser politicamente incorrecto. Tenho gosto em ter opinião. Posso desconfiar de algumas coisas na forma, posso discordar da táctica, mas entre os resultados práticos dos Governos PS e o dos Governos PSD, prefiro os últimos. Não voto sempre da mesma forma e às vezes até nem voto. Mas desta vez sei que voto e porque voto no PSD. Não prescindo do meu direito de preferir reformas dificeis a curativos passageiros.Nestas eleições não estamos só a votar em diferenças de estilos.
Olho para o que se passa à minha volta e vejo o Partido Socialista a pedir um cheque em branco, com endosso firmado por António Guterres. Não me parece nem que António Guterres fique bem no papel de D. Sebastião, nem que a generalidade das pessoas o considere «O Desejado». A verdade é esta: há três anos Guterres achou-se incapaz de continuar a ser Primeiro-Ministro e desconfio muito quando ele é agora apresentado como o principal argumento da mudança na forma de governar o país. Por acaso até acho que ele é um bocado politicamente correcto demais, tão correcto que até chateia. Citando um frase muito em voga, Guterres fala, fala, e não diz nada. Não vejo razão para achar que ele esteja diferente.
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SERÁ SÓ UMA DIFERENÇA DE ESTILOS?
Hoje em dia é politicamente correcto dizer-se que se vai votar incomodado ou, até mesmo, dizer-se que não se sabe em quem votar. Criou-se ao longo dos últimos meses uma estrutura mental de funcionamento que estigmatiza o que seria «incorrecto» e «correcto» em matéria política. O Governo, e em especial Santana Lopes, estão no topo de tudo o que é politicamente incorrecto.
Eu não tenho nenhum incómodo em votar. Não tenho medo de ser politicamente incorrecto. Tenho gosto em ter opinião. Posso desconfiar de algumas coisas na forma, posso discordar da táctica, mas entre os resultados práticos dos Governos PS e o dos Governos PSD, prefiro os últimos. Não voto sempre da mesma forma e às vezes até nem voto. Mas desta vez sei que voto e porque voto no PSD. Não prescindo do meu direito de preferir reformas dificeis a curativos passageiros.Nestas eleições não estamos só a votar em diferenças de estilos.
Olho para o que se passa à minha volta e vejo o Partido Socialista a pedir um cheque em branco, com endosso firmado por António Guterres. Não me parece nem que António Guterres fique bem no papel de D. Sebastião, nem que a generalidade das pessoas o considere «O Desejado». A verdade é esta: há três anos Guterres achou-se incapaz de continuar a ser Primeiro-Ministro e desconfio muito quando ele é agora apresentado como o principal argumento da mudança na forma de governar o país. Por acaso até acho que ele é um bocado politicamente correcto demais, tão correcto que até chateia. Citando um frase muito em voga, Guterres fala, fala, e não diz nada. Não vejo razão para achar que ele esteja diferente.
Hoje em dia é politicamente correcto dizer-se que se vai votar incomodado ou, até mesmo, dizer-se que não se sabe em quem votar. Criou-se ao longo dos últimos meses uma estrutura mental de funcionamento que estigmatiza o que seria «incorrecto» e «correcto» em matéria política. O Governo, e em especial Santana Lopes, estão no topo de tudo o que é politicamente incorrecto.
Eu não tenho nenhum incómodo em votar. Não tenho medo de ser politicamente incorrecto. Tenho gosto em ter opinião. Posso desconfiar de algumas coisas na forma, posso discordar da táctica, mas entre os resultados práticos dos Governos PS e o dos Governos PSD, prefiro os últimos. Não voto sempre da mesma forma e às vezes até nem voto. Mas desta vez sei que voto e porque voto no PSD. Não prescindo do meu direito de preferir reformas dificeis a curativos passageiros.Nestas eleições não estamos só a votar em diferenças de estilos.
Olho para o que se passa à minha volta e vejo o Partido Socialista a pedir um cheque em branco, com endosso firmado por António Guterres. Não me parece nem que António Guterres fique bem no papel de D. Sebastião, nem que a generalidade das pessoas o considere «O Desejado». A verdade é esta: há três anos Guterres achou-se incapaz de continuar a ser Primeiro-Ministro e desconfio muito quando ele é agora apresentado como o principal argumento da mudança na forma de governar o país. Por acaso até acho que ele é um bocado politicamente correcto demais, tão correcto que até chateia. Citando um frase muito em voga, Guterres fala, fala, e não diz nada. Não vejo razão para achar que ele esteja diferente.
ARCO – Uma das coisas que torna uma cidade num pólo de atracção tem a ver com a capacidade de criar eventos culturais que por si só sejam motivo de deslocação. As novas peregrinações às grandes cidades da Europa têm cada vez mais a ver com momentos e equipamentos ligados à cultura e às artes. Desde há uns anos Madrid marca as agendas em Fevereiro com a sua feira de Arte Contemporânea. Este ano a ARCO expõe 6000 obras de arte, com preços de 75 euros até dois milhões de euros (uma escultura com elementos em movimento do norte-americano Alexander Calder). Mas também há peças de Botero ou aguarelas de Picasso por 300.000 euros. Uma iniciativa destas exige investimento a longo prazo mas garante retorno e notoriedade. Todas as grandes cidades europeias têm estratégias de divulgação internacional que passam pela arte e cultura porque sabem que são os dois pretextos para as peregrinações contemporâneas, para os viajantes e amantes de cidades. A arte e a cultura são cada vez mais um meio de promover o desenvolvimento – as cidades que já o perceberam viram-se para fora; as outras, fecham-se para dentro. Por isso a notícia de que o projecto de Frank Gehry em Lisboa vai avançar é tão importante para Lisboa.
BANCA – Depois da operação «Own Art», criada no Reino Unido em associação entre o HFC Bank e o Arts Council, aqui ao lado, em Espanha, a La Caixa estabeleceu um convénio de colaboração com o Grémio das Galerias de Arte da Catalunha para facilitar o financiamento da aquisição de obras de arte, nomeadamente de novos criadores. Recorda-se que o projecto Own Art concede empréstimos imediatos entre 100 a 2000 libras, amortizáveis no prazo de um ano, Os empréstimos exigem o mínimo de formalidades, são concedidos nas galerias aderentes, e não têm juros nem despesas administrativas – suportadas pelo Arts Council com uma percentagem de 4% sobre o total dos financiamentos concedidos pelo banco. Nenhum dos nossos estimáveis bancos e respeitáveis instituições se deixa tentar? Façam as contas: se um esquema destes criar um movimento de um milhão de euros por mês (400 peças de valor médio de 2 500 euros), o mercado movimentará 12 milhões de euros por ano e o Estado, se o esquema fôr igual ao britânico, irá investir apenas 480.000 euros na dinamização do trabalho de artistas plásticos contemporâneos, de galeristas, da circulação de obras de arte, no fomento do gosto. E as nossas casas ficarão certamente muito mais bonitas. Visitem www.artscouncil.org.uk .
OPINIÃO – Há jornalistas que fazem a cobertura da campanha eleitoral e que em vez de relatarem o que vêem, opinam o que sentem, qualificam o que transmitem. É em algumas estações de televisão, e em relação a todos os partidos, verdade seja dita, que isso se torna mais sensível. Uma graçola aqui, um acintezito ali, um comentário maldoso acolá, assim os papalvos julgam abrilhantar uma peça, deixando de lado o relato da informação e abraçando a mistura com a opinião. O problema não é cada um ter simpatias políticas, é misturar o trabalho de reportagem com propaganda das suas próprias convicções, ou de contra-informação, quando não lhes agrada o candidato que estão a seguir. E o pior de tudo é quando tentam fazer humor e têm jeito para tudo menos para isso.
CAMPANHA – Quanto mais a campanha eleitoral destaca o acessório e despreza o essencial, mais o sistema se desacredita face aos eleitores. Nos últimos meses passou a analisar-se a qualidade da embalagem e não o que ela contém, há uma preocupação maior com a forma do que com o conteúdo. Muita gente põe as aparências acima de tudo. É apenas uma forma mais de hipocrisia, mesmo que aparente ser politicamente correcta.
BACK TO BASICS – Os estudos pós-eleitorais norte-americanos revelam que o facto de a campanha de Kerry ter sido assumidamente pela negativa e anti-Bush foi uma das causas do seu mau resultado.
PERGUNTA DA SEMANA – Guterres não se tinha ido embora há três anos?
SUGESTÃO – O único sítio do espectro radiofónico onde se consegue ir descobrindo com regulararidade a música nova de qualidade que se vai produzindo é a Radar, uma estação FM da região de Lisboa sintonizável em 97.8. E as noites são imperdíveis com êxitos dos anos 80 e 90.
COMIDINHA – Mais uma ideia para quem gosta de cozinha indiana, o Shalymar Garden, no Mercado de S. Bento, frente à Assembleia da República, Rua Nova da Piedade 99. O sítio tem graça, a comida é muito bem elaborada, os preços condizem com a elaboração. Tel. 213902613.
BANCA – Depois da operação «Own Art», criada no Reino Unido em associação entre o HFC Bank e o Arts Council, aqui ao lado, em Espanha, a La Caixa estabeleceu um convénio de colaboração com o Grémio das Galerias de Arte da Catalunha para facilitar o financiamento da aquisição de obras de arte, nomeadamente de novos criadores. Recorda-se que o projecto Own Art concede empréstimos imediatos entre 100 a 2000 libras, amortizáveis no prazo de um ano, Os empréstimos exigem o mínimo de formalidades, são concedidos nas galerias aderentes, e não têm juros nem despesas administrativas – suportadas pelo Arts Council com uma percentagem de 4% sobre o total dos financiamentos concedidos pelo banco. Nenhum dos nossos estimáveis bancos e respeitáveis instituições se deixa tentar? Façam as contas: se um esquema destes criar um movimento de um milhão de euros por mês (400 peças de valor médio de 2 500 euros), o mercado movimentará 12 milhões de euros por ano e o Estado, se o esquema fôr igual ao britânico, irá investir apenas 480.000 euros na dinamização do trabalho de artistas plásticos contemporâneos, de galeristas, da circulação de obras de arte, no fomento do gosto. E as nossas casas ficarão certamente muito mais bonitas. Visitem www.artscouncil.org.uk .
OPINIÃO – Há jornalistas que fazem a cobertura da campanha eleitoral e que em vez de relatarem o que vêem, opinam o que sentem, qualificam o que transmitem. É em algumas estações de televisão, e em relação a todos os partidos, verdade seja dita, que isso se torna mais sensível. Uma graçola aqui, um acintezito ali, um comentário maldoso acolá, assim os papalvos julgam abrilhantar uma peça, deixando de lado o relato da informação e abraçando a mistura com a opinião. O problema não é cada um ter simpatias políticas, é misturar o trabalho de reportagem com propaganda das suas próprias convicções, ou de contra-informação, quando não lhes agrada o candidato que estão a seguir. E o pior de tudo é quando tentam fazer humor e têm jeito para tudo menos para isso.
CAMPANHA – Quanto mais a campanha eleitoral destaca o acessório e despreza o essencial, mais o sistema se desacredita face aos eleitores. Nos últimos meses passou a analisar-se a qualidade da embalagem e não o que ela contém, há uma preocupação maior com a forma do que com o conteúdo. Muita gente põe as aparências acima de tudo. É apenas uma forma mais de hipocrisia, mesmo que aparente ser politicamente correcta.
BACK TO BASICS – Os estudos pós-eleitorais norte-americanos revelam que o facto de a campanha de Kerry ter sido assumidamente pela negativa e anti-Bush foi uma das causas do seu mau resultado.
PERGUNTA DA SEMANA – Guterres não se tinha ido embora há três anos?
SUGESTÃO – O único sítio do espectro radiofónico onde se consegue ir descobrindo com regulararidade a música nova de qualidade que se vai produzindo é a Radar, uma estação FM da região de Lisboa sintonizável em 97.8. E as noites são imperdíveis com êxitos dos anos 80 e 90.
COMIDINHA – Mais uma ideia para quem gosta de cozinha indiana, o Shalymar Garden, no Mercado de S. Bento, frente à Assembleia da República, Rua Nova da Piedade 99. O sítio tem graça, a comida é muito bem elaborada, os preços condizem com a elaboração. Tel. 213902613.
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ARCO – Uma das coisas que torna uma cidade num pólo de atracção tem a ver com a capacidade de criar eventos culturais que por si só sejam motivo de deslocação. As novas peregrinações às grandes cidades da Europa têm cada vez mais a ver com momentos e equipamentos ligados à cultura e às artes. Desde há uns anos Madrid marca as agendas em Fevereiro com a sua feira de Arte Contemporânea. Este ano a ARCO expõe 6000 obras de arte, com preços de 75 euros até dois milhões de euros (uma escultura com elementos em movimento do norte-americano Alexander Calder). Mas também há peças de Botero ou aguarelas de Picasso por 300.000 euros. Uma iniciativa destas exige investimento a longo prazo mas garante retorno e notoriedade. Todas as grandes cidades europeias têm estratégias de divulgação internacional que passam pela arte e cultura porque sabem que são os dois pretextos para as peregrinações contemporâneas, para os viajantes e amantes de cidades. A arte e a cultura são cada vez mais um meio de promover o desenvolvimento – as cidades que já o perceberam viram-se para fora; as outras, fecham-se para dentro. Por isso a notícia de que o projecto de Frank Gehry em Lisboa vai avançar é tão importante para Lisboa.
BANCA – Depois da operação «Own Art», criada no Reino Unido em associação entre o HFC Bank e o Arts Council, aqui ao lado, em Espanha, a La Caixa estabeleceu um convénio de colaboração com o Grémio das Galerias de Arte da Catalunha para facilitar o financiamento da aquisição de obras de arte, nomeadamente de novos criadores. Recorda-se que o projecto Own Art concede empréstimos imediatos entre 100 a 2000 libras, amortizáveis no prazo de um ano, Os empréstimos exigem o mínimo de formalidades, são concedidos nas galerias aderentes, e não têm juros nem despesas administrativas – suportadas pelo Arts Council com uma percentagem de 4% sobre o total dos financiamentos concedidos pelo banco. Nenhum dos nossos estimáveis bancos e respeitáveis instituições se deixa tentar? Façam as contas: se um esquema destes criar um movimento de um milhão de euros por mês (400 peças de valor médio de 2 500 euros), o mercado movimentará 12 milhões de euros por ano e o Estado, se o esquema fôr igual ao britânico, irá investir apenas 480.000 euros na dinamização do trabalho de artistas plásticos contemporâneos, de galeristas, da circulação de obras de arte, no fomento do gosto. E as nossas casas ficarão certamente muito mais bonitas. Visitem www.artscouncil.org.uk .
OPINIÃO – Há jornalistas que fazem a cobertura da campanha eleitoral e que em vez de relatarem o que vêem, opinam o que sentem, qualificam o que transmitem. É em algumas estações de televisão, e em relação a todos os partidos, verdade seja dita, que isso se torna mais sensível. Uma graçola aqui, um acintezito ali, um comentário maldoso acolá, assim os papalvos julgam abrilhantar uma peça, deixando de lado o relato da informação e abraçando a mistura com a opinião. O problema não é cada um ter simpatias políticas, é misturar o trabalho de reportagem com propaganda das suas próprias convicções, ou de contra-informação, quando não lhes agrada o candidato que estão a seguir. E o pior de tudo é quando tentam fazer humor e têm jeito para tudo menos para isso.
CAMPANHA – Quanto mais a campanha eleitoral destaca o acessório e despreza o essencial, mais o sistema se desacredita face aos eleitores. Nos últimos meses passou a analisar-se a qualidade da embalagem e não o que ela contém, há uma preocupação maior com a forma do que com o conteúdo. Muita gente põe as aparências acima de tudo. É apenas uma forma mais de hipocrisia, mesmo que aparente ser politicamente correcta.
BACK TO BASICS – Os estudos pós-eleitorais norte-americanos revelam que o facto de a campanha de Kerry ter sido assumidamente pela negativa e anti-Bush foi uma das causas do seu mau resultado.
PERGUNTA DA SEMANA – Guterres não se tinha ido embora há três anos?
SUGESTÃO – O único sítio do espectro radiofónico onde se consegue ir descobrindo com regulararidade a música nova de qualidade que se vai produzindo é a Radar, uma estação FM da região de Lisboa sintonizável em 97.8. E as noites são imperdíveis com êxitos dos anos 80 e 90.
COMIDINHA – Mais uma ideia para quem gosta de cozinha indiana, o Shalymar Garden, no Mercado de S. Bento, frente à Assembleia da República, Rua Nova da Piedade 99. O sítio tem graça, a comida é muito bem elaborada, os preços condizem com a elaboração. Tel. 213902613.
BANCA – Depois da operação «Own Art», criada no Reino Unido em associação entre o HFC Bank e o Arts Council, aqui ao lado, em Espanha, a La Caixa estabeleceu um convénio de colaboração com o Grémio das Galerias de Arte da Catalunha para facilitar o financiamento da aquisição de obras de arte, nomeadamente de novos criadores. Recorda-se que o projecto Own Art concede empréstimos imediatos entre 100 a 2000 libras, amortizáveis no prazo de um ano, Os empréstimos exigem o mínimo de formalidades, são concedidos nas galerias aderentes, e não têm juros nem despesas administrativas – suportadas pelo Arts Council com uma percentagem de 4% sobre o total dos financiamentos concedidos pelo banco. Nenhum dos nossos estimáveis bancos e respeitáveis instituições se deixa tentar? Façam as contas: se um esquema destes criar um movimento de um milhão de euros por mês (400 peças de valor médio de 2 500 euros), o mercado movimentará 12 milhões de euros por ano e o Estado, se o esquema fôr igual ao britânico, irá investir apenas 480.000 euros na dinamização do trabalho de artistas plásticos contemporâneos, de galeristas, da circulação de obras de arte, no fomento do gosto. E as nossas casas ficarão certamente muito mais bonitas. Visitem www.artscouncil.org.uk .
OPINIÃO – Há jornalistas que fazem a cobertura da campanha eleitoral e que em vez de relatarem o que vêem, opinam o que sentem, qualificam o que transmitem. É em algumas estações de televisão, e em relação a todos os partidos, verdade seja dita, que isso se torna mais sensível. Uma graçola aqui, um acintezito ali, um comentário maldoso acolá, assim os papalvos julgam abrilhantar uma peça, deixando de lado o relato da informação e abraçando a mistura com a opinião. O problema não é cada um ter simpatias políticas, é misturar o trabalho de reportagem com propaganda das suas próprias convicções, ou de contra-informação, quando não lhes agrada o candidato que estão a seguir. E o pior de tudo é quando tentam fazer humor e têm jeito para tudo menos para isso.
CAMPANHA – Quanto mais a campanha eleitoral destaca o acessório e despreza o essencial, mais o sistema se desacredita face aos eleitores. Nos últimos meses passou a analisar-se a qualidade da embalagem e não o que ela contém, há uma preocupação maior com a forma do que com o conteúdo. Muita gente põe as aparências acima de tudo. É apenas uma forma mais de hipocrisia, mesmo que aparente ser politicamente correcta.
BACK TO BASICS – Os estudos pós-eleitorais norte-americanos revelam que o facto de a campanha de Kerry ter sido assumidamente pela negativa e anti-Bush foi uma das causas do seu mau resultado.
PERGUNTA DA SEMANA – Guterres não se tinha ido embora há três anos?
SUGESTÃO – O único sítio do espectro radiofónico onde se consegue ir descobrindo com regulararidade a música nova de qualidade que se vai produzindo é a Radar, uma estação FM da região de Lisboa sintonizável em 97.8. E as noites são imperdíveis com êxitos dos anos 80 e 90.
COMIDINHA – Mais uma ideia para quem gosta de cozinha indiana, o Shalymar Garden, no Mercado de S. Bento, frente à Assembleia da República, Rua Nova da Piedade 99. O sítio tem graça, a comida é muito bem elaborada, os preços condizem com a elaboração. Tel. 213902613.
fevereiro 07, 2005
PROGRESSO – A Intel apresentou no recente festival de cinema de Sundance um novo sistema de distribuição de filmes. Citando a imprensa que acompanhou o acontecimento, a estreia de «Rize» conseguiu mostrar um filme sem utilizar película ou video, ou qualquer máquina com mecanismos móveis. Na verdade esta foi a primeira vez que um filme foi exibido num grande ecrã com recurso à sua transmissão à distância por um novo sistema de transmissão de dados desenvolvido pela Intel, o Wi Max. A estreia deu-se numa estância de ski no alto de uma montanha de 3000 metros coberta de neve, em Park City, no Utah. O filme, «Rize» um documentário sobre dança contemporânea realizado por David la Chapelle e filmado em video de alta definição, estava a ser emitido a 1200 quilómetros de distância e depois foi descodificado graças a um vulgar PC Media Center da HP e exibido com um projector digital de alta resolução. O novo sistema da Intel é cerca de 20 vezes mia rápido que as actuais ligações de banda larga e a qualidade da imagem e do som foram elogiados por todos os espectadores. Esta nova tecnologia pode significar uma revolução na forma de distribuição de filmes, que actualmente custa cerca de 1500 mil milhões de dólares por ano em cópias de película, seu transporte, armazenamento e destruição.
ANÉIS – Uma das boas supresas do Festival de Sundance foi o documentário «Ringers: Lord Of The Fans», que traça a influência do livro «O Senhor dos Anéis» na cultura popular desde que foi editado em 1954. A obra de Tolkien foi rapidamente adoptada por artistas pop como os Led Zeppelin, mas influenciou também escritores, artistas plásticos a até filmes e séries como «Star Wars» A sua influência na cultura pop foi perfeitamente transversal, desde os hippies dos anos 60 até realizadores de filmes contemporâneos.
RECORD – «Os Sopranos» tornaram-se na série de televisão mais cara de sempre ao ser vendida para uma das maiores redes de cabo dos Estados Unidos por 2,5 milhões de dólares por episódio. A rede A&E, que tem mais que o triplo de assinantes da HBO (o canal que originalmente produziu e exibiu «Os Sopranos») comprou os 65 episódios já produzidos e adquiriu a opção de exibição da próxima série, a sexta, que está actualmente em filmagens (e que terá entre 10 a 13 novos episódios e que será exibida no final do ano na 2:) . O record anterior pertencia a «Sex In The City», com um valor próximo de um milhão de dólares por episódio.
NOSTALGIA -A avaliar pelos cartazes anunciados para os festivais deste Verão entrou-se no triunfo da rádio Nostalgia. De Iggy Pop aos Manfred Mann há de tudo o que seja recordações dos anos 60, 70, 80 e 90. Num tempo em que faltam genuínos novos talentos, o normal é que as pessoas se comecem a voltar para o revivalismo. A política de contratações e de edições das grandes discográficas levou ao vazio. Dentro em pouco só restam as memórias. E, felizmente, o trabalho das pequenas editoras independentes, as únicas que arriscam na procura de novos talentos.
ESTRANHO – A campanha eleitoral oscila entre o dramatismo em torno de assuntos acessórios e o silêncio profundo e universal à volta dos grandes temas. No meio de uma campanha onde o lema comum é o «choque», não há-de ser por acaso que um grupo de notáveis apele a um «sobressalto cívico» . O que se passa à nossa volta, citando Churchill, é um enigma envolto num mistério. Aos eleitores pede-se que votem sem saberem bem em quê e quase tudo se resume ao pedido de um cheque em branco.
BACK TO BASICS – Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
PERGUNTA DA SEMANA – Isto é uma campanha eleitoral?
SUGESTÃO – A exposição «A Fotografia na Colecção Berardo», Museu de Arte Moderna, Sintra, de terça a Domingo entre as 10 e as 18 horas. Preço de entrada – 3 euros
ANÉIS – Uma das boas supresas do Festival de Sundance foi o documentário «Ringers: Lord Of The Fans», que traça a influência do livro «O Senhor dos Anéis» na cultura popular desde que foi editado em 1954. A obra de Tolkien foi rapidamente adoptada por artistas pop como os Led Zeppelin, mas influenciou também escritores, artistas plásticos a até filmes e séries como «Star Wars» A sua influência na cultura pop foi perfeitamente transversal, desde os hippies dos anos 60 até realizadores de filmes contemporâneos.
RECORD – «Os Sopranos» tornaram-se na série de televisão mais cara de sempre ao ser vendida para uma das maiores redes de cabo dos Estados Unidos por 2,5 milhões de dólares por episódio. A rede A&E, que tem mais que o triplo de assinantes da HBO (o canal que originalmente produziu e exibiu «Os Sopranos») comprou os 65 episódios já produzidos e adquiriu a opção de exibição da próxima série, a sexta, que está actualmente em filmagens (e que terá entre 10 a 13 novos episódios e que será exibida no final do ano na 2:) . O record anterior pertencia a «Sex In The City», com um valor próximo de um milhão de dólares por episódio.
NOSTALGIA -A avaliar pelos cartazes anunciados para os festivais deste Verão entrou-se no triunfo da rádio Nostalgia. De Iggy Pop aos Manfred Mann há de tudo o que seja recordações dos anos 60, 70, 80 e 90. Num tempo em que faltam genuínos novos talentos, o normal é que as pessoas se comecem a voltar para o revivalismo. A política de contratações e de edições das grandes discográficas levou ao vazio. Dentro em pouco só restam as memórias. E, felizmente, o trabalho das pequenas editoras independentes, as únicas que arriscam na procura de novos talentos.
ESTRANHO – A campanha eleitoral oscila entre o dramatismo em torno de assuntos acessórios e o silêncio profundo e universal à volta dos grandes temas. No meio de uma campanha onde o lema comum é o «choque», não há-de ser por acaso que um grupo de notáveis apele a um «sobressalto cívico» . O que se passa à nossa volta, citando Churchill, é um enigma envolto num mistério. Aos eleitores pede-se que votem sem saberem bem em quê e quase tudo se resume ao pedido de um cheque em branco.
BACK TO BASICS – Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
PERGUNTA DA SEMANA – Isto é uma campanha eleitoral?
SUGESTÃO – A exposição «A Fotografia na Colecção Berardo», Museu de Arte Moderna, Sintra, de terça a Domingo entre as 10 e as 18 horas. Preço de entrada – 3 euros
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PROGRESSO – A Intel apresentou no recente festival de cinema de Sundance um novo sistema de distribuição de filmes. Citando a imprensa que acompanhou o acontecimento, a estreia de «Rize» conseguiu mostrar um filme sem utilizar película ou video, ou qualquer máquina com mecanismos móveis. Na verdade esta foi a primeira vez que um filme foi exibido num grande ecrã com recurso à sua transmissão à distância por um novo sistema de transmissão de dados desenvolvido pela Intel, o Wi Max. A estreia deu-se numa estância de ski no alto de uma montanha de 3000 metros coberta de neve, em Park City, no Utah. O filme, «Rize» um documentário sobre dança contemporânea realizado por David la Chapelle e filmado em video de alta definição, estava a ser emitido a 1200 quilómetros de distância e depois foi descodificado graças a um vulgar PC Media Center da HP e exibido com um projector digital de alta resolução. O novo sistema da Intel é cerca de 20 vezes mia rápido que as actuais ligações de banda larga e a qualidade da imagem e do som foram elogiados por todos os espectadores. Esta nova tecnologia pode significar uma revolução na forma de distribuição de filmes, que actualmente custa cerca de 1500 mil milhões de dólares por ano em cópias de película, seu transporte, armazenamento e destruição.
ANÉIS – Uma das boas supresas do Festival de Sundance foi o documentário «Ringers: Lord Of The Fans», que traça a influência do livro «O Senhor dos Anéis» na cultura popular desde que foi editado em 1954. A obra de Tolkien foi rapidamente adoptada por artistas pop como os Led Zeppelin, mas influenciou também escritores, artistas plásticos a até filmes e séries como «Star Wars» A sua influência na cultura pop foi perfeitamente transversal, desde os hippies dos anos 60 até realizadores de filmes contemporâneos.
RECORD – «Os Sopranos» tornaram-se na série de televisão mais cara de sempre ao ser vendida para uma das maiores redes de cabo dos Estados Unidos por 2,5 milhões de dólares por episódio. A rede A&E, que tem mais que o triplo de assinantes da HBO (o canal que originalmente produziu e exibiu «Os Sopranos») comprou os 65 episódios já produzidos e adquiriu a opção de exibição da próxima série, a sexta, que está actualmente em filmagens (e que terá entre 10 a 13 novos episódios e que será exibida no final do ano na 2:) . O record anterior pertencia a «Sex In The City», com um valor próximo de um milhão de dólares por episódio.
NOSTALGIA -A avaliar pelos cartazes anunciados para os festivais deste Verão entrou-se no triunfo da rádio Nostalgia. De Iggy Pop aos Manfred Mann há de tudo o que seja recordações dos anos 60, 70, 80 e 90. Num tempo em que faltam genuínos novos talentos, o normal é que as pessoas se comecem a voltar para o revivalismo. A política de contratações e de edições das grandes discográficas levou ao vazio. Dentro em pouco só restam as memórias. E, felizmente, o trabalho das pequenas editoras independentes, as únicas que arriscam na procura de novos talentos.
ESTRANHO – A campanha eleitoral oscila entre o dramatismo em torno de assuntos acessórios e o silêncio profundo e universal à volta dos grandes temas. No meio de uma campanha onde o lema comum é o «choque», não há-de ser por acaso que um grupo de notáveis apele a um «sobressalto cívico» . O que se passa à nossa volta, citando Churchill, é um enigma envolto num mistério. Aos eleitores pede-se que votem sem saberem bem em quê e quase tudo se resume ao pedido de um cheque em branco.
BACK TO BASICS – Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
PERGUNTA DA SEMANA – Isto é uma campanha eleitoral?
SUGESTÃO – A exposição «A Fotografia na Colecção Berardo», Museu de Arte Moderna, Sintra, de terça a Domingo entre as 10 e as 18 horas. Preço de entrada – 3 euros
ANÉIS – Uma das boas supresas do Festival de Sundance foi o documentário «Ringers: Lord Of The Fans», que traça a influência do livro «O Senhor dos Anéis» na cultura popular desde que foi editado em 1954. A obra de Tolkien foi rapidamente adoptada por artistas pop como os Led Zeppelin, mas influenciou também escritores, artistas plásticos a até filmes e séries como «Star Wars» A sua influência na cultura pop foi perfeitamente transversal, desde os hippies dos anos 60 até realizadores de filmes contemporâneos.
RECORD – «Os Sopranos» tornaram-se na série de televisão mais cara de sempre ao ser vendida para uma das maiores redes de cabo dos Estados Unidos por 2,5 milhões de dólares por episódio. A rede A&E, que tem mais que o triplo de assinantes da HBO (o canal que originalmente produziu e exibiu «Os Sopranos») comprou os 65 episódios já produzidos e adquiriu a opção de exibição da próxima série, a sexta, que está actualmente em filmagens (e que terá entre 10 a 13 novos episódios e que será exibida no final do ano na 2:) . O record anterior pertencia a «Sex In The City», com um valor próximo de um milhão de dólares por episódio.
NOSTALGIA -A avaliar pelos cartazes anunciados para os festivais deste Verão entrou-se no triunfo da rádio Nostalgia. De Iggy Pop aos Manfred Mann há de tudo o que seja recordações dos anos 60, 70, 80 e 90. Num tempo em que faltam genuínos novos talentos, o normal é que as pessoas se comecem a voltar para o revivalismo. A política de contratações e de edições das grandes discográficas levou ao vazio. Dentro em pouco só restam as memórias. E, felizmente, o trabalho das pequenas editoras independentes, as únicas que arriscam na procura de novos talentos.
ESTRANHO – A campanha eleitoral oscila entre o dramatismo em torno de assuntos acessórios e o silêncio profundo e universal à volta dos grandes temas. No meio de uma campanha onde o lema comum é o «choque», não há-de ser por acaso que um grupo de notáveis apele a um «sobressalto cívico» . O que se passa à nossa volta, citando Churchill, é um enigma envolto num mistério. Aos eleitores pede-se que votem sem saberem bem em quê e quase tudo se resume ao pedido de um cheque em branco.
BACK TO BASICS – Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
PERGUNTA DA SEMANA – Isto é uma campanha eleitoral?
SUGESTÃO – A exposição «A Fotografia na Colecção Berardo», Museu de Arte Moderna, Sintra, de terça a Domingo entre as 10 e as 18 horas. Preço de entrada – 3 euros
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