OS NÚMEROS – Só para termos uma ideia da proporção das coisas, a Sky One, o mais importante dos canais do pacote satélite da Sky no Reino Unido, teve uma queda de audiências no ano passado: dos 2,9% de share em 2003, caíu para 2,4% em 2004 e o seu share de 4,1% no decisivo grupo etário 16-34 caíu para 3,4% no mesmo período.
UPA UPA – O Ministro Russo da Defesa lançou um canal de televisão destinado a melhorar a imagem dos militares e a fomentar o orgulho nacional. O «Zvezda» (Estrela), assim se chama o canal, teve a sua primeira emissão experimental Domingo passado, por enquanto apenas na região de Moscovo e nos próximos meses deverá cobrir o resto do país. O objectivo do canal, segundo os seus promotores, «é aumentar o orgulho nacional entre os cidadãos russos e mostrar que o futuro do país é promissor».
MOL – John de Mol, um dos fundadores da Endemol, vai lançar um canal de televisão em sinal aberto na segunda metade deste ano, em Agosto, no seu país natal, a Holanda. O futebol será um dos pratos fortes e a Talpa, a holding de John de Mol, conseguiu obter os direitos de resumos dos melhores momentos dos jogos da liga holandesa, retirando-os à estação pública NOS, que os detinha há 40 anos. O negócio valeu 36 milhões de euros por três épocas. O novo canal, ainda sem nome vai emitir entre as 18 horas e a uma da manhã, com produção local de entretenimento, reality shows, humor e ficção. Ao fim de semana existirão dois resumos da jornada nas noites de sábado e domingo e ainda um magazine sobre futebol na noite de um dia de semana. O novo canal desenvolverá os seus próprios formatos, mas não os produzirá, contratando externamente toda a produção, tal como o Channel 4 no Reino Unido. Parte da produção de reality shows virá da Strix, o gigante sueco que criou as versões originais dos formatos «Survivor» e «The Farm» (por cá a Quinta das Celebridades).
CONSTATAÇÃO – O número de votos brancos duplicou nestas eleições em relação às legislativas de 2002, e ultrapassa já os cem mil boletins.
LEITURA – É um estranho e cativante thriller, escrito por um jovem jornalista. Tem um estilo seguro, personangens aliciantes, tudo em quatro histórias invulgares e que prendem da primeira à ultima linha. «O Livro dos Homens Sem Luz», de João Tordo, edição Temas e Debates, 201 páginas.
ESCUTA – O cantor negro Johnny Hartman morreu cedo e gravou pouco. Mesmo assim foi o único vocalista com quem o saxofonista John Coltrane acedeu a gravar. O histórico disco, que conta ainda com McCoy Tyner no piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria, foi gravado em 1963. Surge agora uma reedição que coloca em CD pela primeira vez as versões originais mono e as versões stereo subsequentes, ambas masterizadas digitalmente por um mago do som, Rudy Van Gelder. «Autumn Serenade», «You Are Too Beautiful», «My One And Only Love» e «Dedicated to You» são alguns dos temas incluídos neste Super Audio CD da Impulse, distribuído pela Universal.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
março 04, 2005
fevereiro 26, 2005
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Sábado de Manhã
Prezo o silêncio. Gosto do recato. Não gosto de indefinições. Chateia-me a guerrilha. Odeio hipocrisias. Gosto de frontalidade. Odeio promessas. Não gosto de quem trai. É uma pena que sejam os cínicos que tantas vezes têm nas mãos o destino do mundo.
Prezo o silêncio. Gosto do recato. Não gosto de indefinições. Chateia-me a guerrilha. Odeio hipocrisias. Gosto de frontalidade. Odeio promessas. Não gosto de quem trai. É uma pena que sejam os cínicos que tantas vezes têm nas mãos o destino do mundo.
fevereiro 23, 2005
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FINALMENTE
De súbito, um pouco de racionalidade. O que fica por saber é se vai haver gestão do silêncio ou exploração do ruído,
De súbito, um pouco de racionalidade. O que fica por saber é se vai haver gestão do silêncio ou exploração do ruído,
fevereiro 22, 2005
GONZO
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
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GONZO
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
Chama-se Hunter S.Thompson e estourou os miolos farto de tudo. Foi um dos maiores jornalistas do seu tempo, autor de algumas das peças de referência do novo jornalismo, a maior parte delas publicada na revista norte-americana «Rolling Stone». Desprezava as convenções e gostava de escandalizar. Vivia num rancho, ostentava armas de fogo, bebia litros de alcool, usava drogas e apreciava sexo com fartura. Escrevia sobre tudo isto de forma a evitar poder ser alguma vez citado no «New York Times», como gostava de recordar. Não tinha medos nem praticava reverências. Usava palavras cruas para descrever realidades brutais. Ao longo dos anos habituei-me a procurar a «Rolling Stone» cada vez que o seu nome vinha na capa, ansioso por o ler.
Dos seus vários livros apenas um está publicado em Portugal, o «Diário A Rum», na Teorema.
As suas peças sobre a política norte-americana (e em especial sobre as campanhas eleitorais) eram capazes de pôr os cabelos em pé. Chamavam-lhe por carinho o Great Gonzo. Um dos seus últimos trabalhos foi a letra da canção "You're a Whole Different Person When You're Scared" de Warren Zevon.
Se querem saber mais sobre ele dirijam-se à Rolling Stone.
fevereiro 21, 2005
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TENHO PENA
Quando se sofre uma derrota a coisa mais lúcida é recuar, pensar, ver o que correu mal, aprender com os erros e ver como se reorganizam as tropas. Assim pode preservar-se o espaço político que se criou ao longo dos anos; de outra maneira, pode perder-se.
Quando se sofre uma derrota a coisa mais lúcida é recuar, pensar, ver o que correu mal, aprender com os erros e ver como se reorganizam as tropas. Assim pode preservar-se o espaço político que se criou ao longo dos anos; de outra maneira, pode perder-se.
THE DAY AFTER
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
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THE DAY AFTER
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
Em tempo de guerra não se limpam espingardas, mas depois de uma batalha convém ver bem o que se passou e repôr a máquina a funcionar.
A grande vantagem de um duche frio é conseguir acordar-se depressa. A vantagem destes momentos pós-eleitorais é poder-se parar para pensar.
O que se deseja é isso mesmo: que se interrompa o voluntarismo, que se pense no porquê do que se passou.
Tenho algumas ideias muito pessoais:
1- Num espaço político condicionado como o da União Europeia, o que distingue os partidos com a vocação de poder é a forma como o exercem e as prioridades que traçam; a social democracia necessita de se refundar em torno dos seus objectivos iniciais, ou seja, políticas sociais; como as fazer dentro da apertada malha de imposições e restrições da economia europeia é o desafio.
2 - A política tem que se aproximar dos cidadãos, a estratégia que fôr definida para o país tem que ser partilhada , o que desde logo implica que se crie uma estratégia nacional, consensual, independentemente dos partidos e dos modismos mais ou menos liberais.
3- Uma campanha centrada na negativa nunca funciona, mais uma vez se percebeu. A ética e as mensagens positivas mobilizam as pessoas. O resto não. Este é dos pontos que mais deve merecer a reflexão de muitos.
4- Quem perdeu deve pensar bem o que aconteceu, como aconteceu. o que esteve mal e o que deve ser mudado. Não se perde com um camião cheio de razão nem a acreditar-se que se fez o melhor programa eleitoral. Perde-se porque nalgum sítio se errou. Perde-se porque se perdeu a capacidade de relacionamento com os eleitores. Como tudo na vida, a política não pode ser um palco de opções e gostos individuais.
Dito isto, já se sabe que vai começar a corrida aos lugares - ela já está aliás anunciada há uns dias. Também aqui vai ser engraçado ver até que ponto palavras pré-eleitorias coincidem com acções de exercício de poder.
fevereiro 20, 2005
MAIS HISTÓRIAS DE GÁS
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
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MAIS HISTÓRIAS DE GÁS
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
De uma leitora recebi mais esta deliciosa história sobre as tropelias da lisboagás. Ora vejam como as coisas correm.
No prédio onde resido (construção 1950, bairro de Alvalade) ocorreu o seguinte:
Foi efectuada a mudança para gás natural, pela Lisboagás, donde todas as fracções ficaram aprovadas para o seu uso (cerca de dois anos atrás).
Há uns meses, uma vizinha teve de mudar o nome que constava no contrato com a Lisboagás e veio um piquete que imediatamente detectou uma ou várias fugas entre a canalização geral do prédio e o contador respectivo. A reparação custou 1200 € e constou numa canalização paralela à original, mas exterior.
Passados uns dias, uma nova equipa veio ligar o gás numa fracção que mudou de dono recentemente e novamente, detectou fugas e mais fugas, mas veja bem, só entre a canalização geral e o contador da respectiva fracção. Como não era a mesma empresa que já cá tinha estado, realizaram uma reparação pelo interior da canalização (não sei quanto custou).
Falei com os funcionários da empresa para tentar averiguar o que é que se passava, já que no espaço de uma semana, duas inspecções tinham detectado fugas. Perguntei-lhes se não achavam que dois casos eram suficientes para se pensar que, provavelmente, haveria fugas pelo prédio todo: não quiseram saber, disseram que talvez chamando uma inspecção geral ao prédio.
Tenho a perfeita noção que neste prédio, neste momento há outras fugas, mas a Lisboagás, que também sabe, só actua (fechando o gás) quando inspecções de rotina como a de mudança de nome do contratante colocam as pessoas perante o facto de terem de fazer a reparação o mais rapidamente possível ou ficarem sem gás, sendo, a reparação é por conta por sua conta.
A estratégia da Lisboagás é deixar andar. Não assumir qualquer responsabilidade no facto de, em dois anos, o gás natural ter dado cabo das canalizações. Deixar que os utilizadores se vejam na perspectiva de verem o gás desligado, para lhes imputar a substituição da canalização. O que mais me irrita nisto é que aqui no prédio já em diversas reuniões de condomínio se falou que a substituição das canalizações, tanto de gás como sanitárias, era uma necessidade: todos os condóminos concordam que as obras de beneficiação geral são para fazer. Ora se a Lisboagás tivesse feito uma política limpa de informação acerca dos riscos das canalizações de chumbo quando foi feita a mudança para o gás natural, muito provavelmente, já teríamos feito a substituição no prédio todo. Mas não, a política dessa empresa é esconder e deixar as coisas irem acontecendo, aqui e ali, negligenciando o risco que corremos todos.
fevereiro 19, 2005
MAIS CERTEZAS, MENOS DÚVIDAS
MADREDEUS – O novo trabalho dos Madredeus, «Faluas do Tejo», é o melhor disco do grupo desde há vários anos e é claramente um dos melhores da sua carreira. A razão é aliás a que mais ligada está à história dos Madredeus: a simplicidade. Este é um disco de arranjos simples, com guitarras simples e encantadoras, com canções simples mas emocionantes. Só a simplicidade consegue ser assim, só a simplicidade consegue este efeito arrebatador, potenciado pela produção sóbria mas marcada de Pedro Ayres de Magalhães. É certo que eu tenho uma paixão por Madredeus – mas há uns anos que achava que havia pouca novidade. As canções que aqui estão neste «Faluas do Tejo» provam o contrário.
GÁS – Um número crescente de casas de Lisboa começa a ter problemas com o abastecimento de gás. Acontece que há uns anos atrás,quando nos obrigaram ao gás natural, a Lisboagás e a Galpenergia se esqueceram de fazer as necessárias substituições e de sublinhar que as canalizações de chumbo, adequadas para o gás húmido anterior, eram desaconselhadas para o novo gás natural, seco, e que, ao fim de poucos anos, o novo combustível provocaria rupturas nas canalizações existentes – mesmo que fossem novas em prédios novos. É isso que está a contecer agora e a dúvida é saber o tamanho da bomba de fugas de gás em que Lisboa se está a transformar. Claro que há uns anos atrás as empresas sabiam bem que devia ter existido uma intervenção de fundo, deviam ter suportado os custos de introdução do novo combustível. Como sempre, à portuguesa e em abuso de posição dominante, quem se vai tramando são os consumidores, que agora se vêem envolvidos num amontoado de companhias relacionadas com a lisboagás, cada uma a querer facturar o máximo que puder à custa de reparações provocadas exclusivamente pela forma como há uns anos atrás as coisas foram feitas.
ESTRANHO – O Compromisso Portugal utiliza sempre uns grafismos muito engraçados, e umas apresentações muito politicamente correctas - género uma no cravo, outra na ferradura. Para conhecer melhor o esforçado trabalho de comparação entre algumas áreas dos programas dos partidos, fui à procura de informação na net sobre as propostas do Compromisso. Peguei no Google, pesquisei, pesquisei, e nada descobri. O muito moderno Compromisso Portugal não surge com um site referenciado, um modesto blog que seja onde os documentos estejam publicados. Não é uma questão de investimento – é de atitude. Como é também uma reveladora questão de atitude que não tenham comparado as propostas em matéria de estratégia de utilização e desenvolvimento da língua e cultura portuguesa dos programas partidários. Quando as visões tacanhas estão corporativamente enraizadas muito dificilmente se dá a volta ao texto. A criatividade não anda por ali. (recebi entretanto a informação que há um site, registado como www.compromissoportugal.com que acolhe o materuial acima referido - mas de facto o google não o apanha nas prioridades).
VOTO – Pela primeira vez há uma campanha organizada para o voto em branco, com cartazes na rua e site na net (www.umrumoparaportugal.com) - é revelador do estado do país, da falência do sistema político e partidário. Num outro prisma é também revelador que haja ainda tanto indeciso, tanta possível transferência de votos. A minha posição está tomada – não quero uma maioria absoluta, irei votar PSD, acho que o reforço do bloco do centro-direita é a única forma de garantir algumas reformas e evitar o desperdício dos sacrifícios feitos. E, já agora, de evitar o pântano do politicamente correcto, das indecisões e dos estudos eternos. Precisamos de mais certezas e de menos dúvidas. Todos nós.
CAMPANHA – Constituição Europeia, União Europeia, Política Europeia, Situação no Médio Oriente, o papel de Portugal no Mundo, a língua e a cultura portuguesas: de nada disto falou nenhum partido durante a campanha eleitoral. Revelador.
PERGUNTA DA SEMANA – Será que Jorge Sampaio consegue dormir bem?
SUGESTÃO – Visitem a discoteca Trem Azul, Rua do Alecrim 21 A. Bela selecção de jazz.
MADREDEUS – O novo trabalho dos Madredeus, «Faluas do Tejo», é o melhor disco do grupo desde há vários anos e é claramente um dos melhores da sua carreira. A razão é aliás a que mais ligada está à história dos Madredeus: a simplicidade. Este é um disco de arranjos simples, com guitarras simples e encantadoras, com canções simples mas emocionantes. Só a simplicidade consegue ser assim, só a simplicidade consegue este efeito arrebatador, potenciado pela produção sóbria mas marcada de Pedro Ayres de Magalhães. É certo que eu tenho uma paixão por Madredeus – mas há uns anos que achava que havia pouca novidade. As canções que aqui estão neste «Faluas do Tejo» provam o contrário.
GÁS – Um número crescente de casas de Lisboa começa a ter problemas com o abastecimento de gás. Acontece que há uns anos atrás,quando nos obrigaram ao gás natural, a Lisboagás e a Galpenergia se esqueceram de fazer as necessárias substituições e de sublinhar que as canalizações de chumbo, adequadas para o gás húmido anterior, eram desaconselhadas para o novo gás natural, seco, e que, ao fim de poucos anos, o novo combustível provocaria rupturas nas canalizações existentes – mesmo que fossem novas em prédios novos. É isso que está a contecer agora e a dúvida é saber o tamanho da bomba de fugas de gás em que Lisboa se está a transformar. Claro que há uns anos atrás as empresas sabiam bem que devia ter existido uma intervenção de fundo, deviam ter suportado os custos de introdução do novo combustível. Como sempre, à portuguesa e em abuso de posição dominante, quem se vai tramando são os consumidores, que agora se vêem envolvidos num amontoado de companhias relacionadas com a lisboagás, cada uma a querer facturar o máximo que puder à custa de reparações provocadas exclusivamente pela forma como há uns anos atrás as coisas foram feitas.
ESTRANHO – O Compromisso Portugal utiliza sempre uns grafismos muito engraçados, e umas apresentações muito politicamente correctas - género uma no cravo, outra na ferradura. Para conhecer melhor o esforçado trabalho de comparação entre algumas áreas dos programas dos partidos, fui à procura de informação na net sobre as propostas do Compromisso. Peguei no Google, pesquisei, pesquisei, e nada descobri. O muito moderno Compromisso Portugal não surge com um site referenciado, um modesto blog que seja onde os documentos estejam publicados. Não é uma questão de investimento – é de atitude. Como é também uma reveladora questão de atitude que não tenham comparado as propostas em matéria de estratégia de utilização e desenvolvimento da língua e cultura portuguesa dos programas partidários. Quando as visões tacanhas estão corporativamente enraizadas muito dificilmente se dá a volta ao texto. A criatividade não anda por ali. (recebi entretanto a informação que há um site, registado como www.compromissoportugal.com que acolhe o materuial acima referido - mas de facto o google não o apanha nas prioridades).
VOTO – Pela primeira vez há uma campanha organizada para o voto em branco, com cartazes na rua e site na net (www.umrumoparaportugal.com) - é revelador do estado do país, da falência do sistema político e partidário. Num outro prisma é também revelador que haja ainda tanto indeciso, tanta possível transferência de votos. A minha posição está tomada – não quero uma maioria absoluta, irei votar PSD, acho que o reforço do bloco do centro-direita é a única forma de garantir algumas reformas e evitar o desperdício dos sacrifícios feitos. E, já agora, de evitar o pântano do politicamente correcto, das indecisões e dos estudos eternos. Precisamos de mais certezas e de menos dúvidas. Todos nós.
CAMPANHA – Constituição Europeia, União Europeia, Política Europeia, Situação no Médio Oriente, o papel de Portugal no Mundo, a língua e a cultura portuguesas: de nada disto falou nenhum partido durante a campanha eleitoral. Revelador.
PERGUNTA DA SEMANA – Será que Jorge Sampaio consegue dormir bem?
SUGESTÃO – Visitem a discoteca Trem Azul, Rua do Alecrim 21 A. Bela selecção de jazz.
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MAIS CERTEZAS, MENOS DÚVIDAS
MADREDEUS – O novo trabalho dos Madredeus, «Faluas do Tejo», é o melhor disco do grupo desde há vários anos e é claramente um dos melhores da sua carreira. A razão é aliás a que mais ligada está à história dos Madredeus: a simplicidade. Este é um disco de arranjos simples, com guitarras simples e encantadoras, com canções simples mas emocionantes. Só a simplicidade consegue ser assim, só a simplicidade consegue este efeito arrebatador, potenciado pela produção sóbria mas marcada de Pedro Ayres de Magalhães. É certo que eu tenho uma paixão por Madredeus – mas há uns anos que achava que havia pouca novidade. As canções que aqui estão neste «Faluas do Tejo» provam o contrário.
GÁS – Um número crescente de casas de Lisboa começa a ter problemas com o abastecimento de gás. Acontece que há uns anos atrás,quando nos obrigaram ao gás natural, a Lisboagás e a Galpenergia se esqueceram de fazer as necessárias substituições e de sublinhar que as canalizações de chumbo, adequadas para o gás húmido anterior, eram desaconselhadas para o novo gás natural, seco, e que, ao fim de poucos anos, o novo combustível provocaria rupturas nas canalizações existentes – mesmo que fossem novas em prédios novos. É isso que está a contecer agora e a dúvida é saber o tamanho da bomba de fugas de gás em que Lisboa se está a transformar. Claro que há uns anos atrás as empresas sabiam bem que devia ter existido uma intervenção de fundo, deviam ter suportado os custos de introdução do novo combustível. Como sempre, à portuguesa e em abuso de posição dominante, quem se vai tramando são os consumidores, que agora se vêem envolvidos num amontoado de companhias relacionadas com a lisboagás, cada uma a querer facturar o máximo que puder à custa de reparações provocadas exclusivamente pela forma como há uns anos atrás as coisas foram feitas.
ESTRANHO – O Compromisso Portugal utiliza sempre uns grafismos muito engraçados, e umas apresentações muito politicamente correctas - género uma no cravo, outra na ferradura. Para conhecer melhor o esforçado trabalho de comparação entre algumas áreas dos programas dos partidos, fui à procura de informação na net sobre as propostas do Compromisso. Peguei no Google, pesquisei, pesquisei, e nada descobri. O muito moderno Compromisso Portugal não surge com um site referenciado, um modesto blog que seja onde os documentos estejam publicados. Não é uma questão de investimento – é de atitude. Como é também uma reveladora questão de atitude que não tenham comparado as propostas em matéria de estratégia de utilização e desenvolvimento da língua e cultura portuguesa dos programas partidários. Quando as visões tacanhas estão corporativamente enraizadas muito dificilmente se dá a volta ao texto. A criatividade não anda por ali. (recebi entretanto a informação que há um site, registado como www.compromissoportugal.com que acolhe o materuial acima referido - mas de facto o google não o apanha nas prioridades).
VOTO – Pela primeira vez há uma campanha organizada para o voto em branco, com cartazes na rua e site na net (www.umrumoparaportugal.com) - é revelador do estado do país, da falência do sistema político e partidário. Num outro prisma é também revelador que haja ainda tanto indeciso, tanta possível transferência de votos. A minha posição está tomada – não quero uma maioria absoluta, irei votar PSD, acho que o reforço do bloco do centro-direita é a única forma de garantir algumas reformas e evitar o desperdício dos sacrifícios feitos. E, já agora, de evitar o pântano do politicamente correcto, das indecisões e dos estudos eternos. Precisamos de mais certezas e de menos dúvidas. Todos nós.
CAMPANHA – Constituição Europeia, União Europeia, Política Europeia, Situação no Médio Oriente, o papel de Portugal no Mundo, a língua e a cultura portuguesas: de nada disto falou nenhum partido durante a campanha eleitoral. Revelador.
PERGUNTA DA SEMANA – Será que Jorge Sampaio consegue dormir bem?
SUGESTÃO – Visitem a discoteca Trem Azul, Rua do Alecrim 21 A. Bela selecção de jazz.
MADREDEUS – O novo trabalho dos Madredeus, «Faluas do Tejo», é o melhor disco do grupo desde há vários anos e é claramente um dos melhores da sua carreira. A razão é aliás a que mais ligada está à história dos Madredeus: a simplicidade. Este é um disco de arranjos simples, com guitarras simples e encantadoras, com canções simples mas emocionantes. Só a simplicidade consegue ser assim, só a simplicidade consegue este efeito arrebatador, potenciado pela produção sóbria mas marcada de Pedro Ayres de Magalhães. É certo que eu tenho uma paixão por Madredeus – mas há uns anos que achava que havia pouca novidade. As canções que aqui estão neste «Faluas do Tejo» provam o contrário.
GÁS – Um número crescente de casas de Lisboa começa a ter problemas com o abastecimento de gás. Acontece que há uns anos atrás,quando nos obrigaram ao gás natural, a Lisboagás e a Galpenergia se esqueceram de fazer as necessárias substituições e de sublinhar que as canalizações de chumbo, adequadas para o gás húmido anterior, eram desaconselhadas para o novo gás natural, seco, e que, ao fim de poucos anos, o novo combustível provocaria rupturas nas canalizações existentes – mesmo que fossem novas em prédios novos. É isso que está a contecer agora e a dúvida é saber o tamanho da bomba de fugas de gás em que Lisboa se está a transformar. Claro que há uns anos atrás as empresas sabiam bem que devia ter existido uma intervenção de fundo, deviam ter suportado os custos de introdução do novo combustível. Como sempre, à portuguesa e em abuso de posição dominante, quem se vai tramando são os consumidores, que agora se vêem envolvidos num amontoado de companhias relacionadas com a lisboagás, cada uma a querer facturar o máximo que puder à custa de reparações provocadas exclusivamente pela forma como há uns anos atrás as coisas foram feitas.
ESTRANHO – O Compromisso Portugal utiliza sempre uns grafismos muito engraçados, e umas apresentações muito politicamente correctas - género uma no cravo, outra na ferradura. Para conhecer melhor o esforçado trabalho de comparação entre algumas áreas dos programas dos partidos, fui à procura de informação na net sobre as propostas do Compromisso. Peguei no Google, pesquisei, pesquisei, e nada descobri. O muito moderno Compromisso Portugal não surge com um site referenciado, um modesto blog que seja onde os documentos estejam publicados. Não é uma questão de investimento – é de atitude. Como é também uma reveladora questão de atitude que não tenham comparado as propostas em matéria de estratégia de utilização e desenvolvimento da língua e cultura portuguesa dos programas partidários. Quando as visões tacanhas estão corporativamente enraizadas muito dificilmente se dá a volta ao texto. A criatividade não anda por ali. (recebi entretanto a informação que há um site, registado como www.compromissoportugal.com que acolhe o materuial acima referido - mas de facto o google não o apanha nas prioridades).
VOTO – Pela primeira vez há uma campanha organizada para o voto em branco, com cartazes na rua e site na net (www.umrumoparaportugal.com) - é revelador do estado do país, da falência do sistema político e partidário. Num outro prisma é também revelador que haja ainda tanto indeciso, tanta possível transferência de votos. A minha posição está tomada – não quero uma maioria absoluta, irei votar PSD, acho que o reforço do bloco do centro-direita é a única forma de garantir algumas reformas e evitar o desperdício dos sacrifícios feitos. E, já agora, de evitar o pântano do politicamente correcto, das indecisões e dos estudos eternos. Precisamos de mais certezas e de menos dúvidas. Todos nós.
CAMPANHA – Constituição Europeia, União Europeia, Política Europeia, Situação no Médio Oriente, o papel de Portugal no Mundo, a língua e a cultura portuguesas: de nada disto falou nenhum partido durante a campanha eleitoral. Revelador.
PERGUNTA DA SEMANA – Será que Jorge Sampaio consegue dormir bem?
SUGESTÃO – Visitem a discoteca Trem Azul, Rua do Alecrim 21 A. Bela selecção de jazz.
fevereiro 16, 2005
BOMBA RELÓGIO
Do que se depreende do post anterior, a lisboagás iniciou o fornecimento de gás natural sabendo que as canalizações de chumbo existentes eram inadequadas. Ou seja, avançou sabendo que estava a criar uma bomba relógio, com problemas certos a surgirem no espaço de poucos anos. É o que agora está a acontecer. De quem é a responsabilidade disto? Dos consumidores ou do fornecedor? O que acham?
Do que se depreende do post anterior, a lisboagás iniciou o fornecimento de gás natural sabendo que as canalizações de chumbo existentes eram inadequadas. Ou seja, avançou sabendo que estava a criar uma bomba relógio, com problemas certos a surgirem no espaço de poucos anos. É o que agora está a acontecer. De quem é a responsabilidade disto? Dos consumidores ou do fornecedor? O que acham?
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BOMBA RELÓGIO
Do que se depreende do post anterior, a lisboagás iniciou o fornecimento de gás natural sabendo que as canalizações de chumbo existentes eram inadequadas. Ou seja, avançou sabendo que estava a criar uma bomba relógio, com problemas certos a surgirem no espaço de poucos anos. É o que agora está a acontecer. De quem é a responsabilidade disto? Dos consumidores ou do fornecedor? O que acham?
Do que se depreende do post anterior, a lisboagás iniciou o fornecimento de gás natural sabendo que as canalizações de chumbo existentes eram inadequadas. Ou seja, avançou sabendo que estava a criar uma bomba relógio, com problemas certos a surgirem no espaço de poucos anos. É o que agora está a acontecer. De quem é a responsabilidade disto? Dos consumidores ou do fornecedor? O que acham?
fevereiro 15, 2005
GÁS À PORTUGUESA
Nota recebida de um leitor - nota bem esclarecedora da bagunça do gás:
O grave problema com a instalação do gás natural deve-se à natureza do mesmo. O
Gás antigo era um gás húmido e o natural é seco. Logo, as vedações (pensadas
para gás húmido, por exemplo a estopa) tornam-se ineficazes, ao fim de algum
tempo. Mais. O Gás antigo tinha tendência para criar no interior das
canalizações umas formações de uma substância inerte com o processo antigo. No
novo gás, e também devido à alta pressão do mesmo, essas formações reagem e
tendem a consumir-se e àquilo a que estão agarradas, ou seja, os canos.
Pois, o resulatdo é mesmo esse: Buracos nos canos que alimentam provavelmente a
maioria das canalizações dos prédios de Lisboa, que são os de chumbo, os
antigos.
Acredito que todas essas confusões são o resultado natural de uma má gestação. É
como o ditado - Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Junte-se a isso o
natural 'sacudir dos ombros' das responsabilidades das empresas em jogo e temos
o cenário montado para uma angustiante peça em que os actores somos nós.
No meu prédio não caímos nas mãos dessas empresas. É possível revestir a
canalização com uma substância tipo borracha, que protege das fugas. Não é
duradouro, mas é muito mais barato e pode ser repetido sem problemas de maior,
quando for necessário.
A única solução teria sido de inicio a Lisboa Gás dizer:
Tem canalização de chumbo? Não serve! Temos de trocar. Não quer? Não pomos. Não
quer pagar? Pagamos nós.
Não é nenhum 'complot' entre empresas: É mesmo coisa feita à Portuguesa!!!
Eu sei isto por indirecta pessoa, mas basta procurar um técnico de instalação de
gás - isento - e ele poderá corroborar estas informações.
Nota recebida de um leitor - nota bem esclarecedora da bagunça do gás:
O grave problema com a instalação do gás natural deve-se à natureza do mesmo. O
Gás antigo era um gás húmido e o natural é seco. Logo, as vedações (pensadas
para gás húmido, por exemplo a estopa) tornam-se ineficazes, ao fim de algum
tempo. Mais. O Gás antigo tinha tendência para criar no interior das
canalizações umas formações de uma substância inerte com o processo antigo. No
novo gás, e também devido à alta pressão do mesmo, essas formações reagem e
tendem a consumir-se e àquilo a que estão agarradas, ou seja, os canos.
Pois, o resulatdo é mesmo esse: Buracos nos canos que alimentam provavelmente a
maioria das canalizações dos prédios de Lisboa, que são os de chumbo, os
antigos.
Acredito que todas essas confusões são o resultado natural de uma má gestação. É
como o ditado - Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Junte-se a isso o
natural 'sacudir dos ombros' das responsabilidades das empresas em jogo e temos
o cenário montado para uma angustiante peça em que os actores somos nós.
No meu prédio não caímos nas mãos dessas empresas. É possível revestir a
canalização com uma substância tipo borracha, que protege das fugas. Não é
duradouro, mas é muito mais barato e pode ser repetido sem problemas de maior,
quando for necessário.
A única solução teria sido de inicio a Lisboa Gás dizer:
Tem canalização de chumbo? Não serve! Temos de trocar. Não quer? Não pomos. Não
quer pagar? Pagamos nós.
Não é nenhum 'complot' entre empresas: É mesmo coisa feita à Portuguesa!!!
Eu sei isto por indirecta pessoa, mas basta procurar um técnico de instalação de
gás - isento - e ele poderá corroborar estas informações.
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GÁS À PORTUGUESA
Nota recebida de um leitor - nota bem esclarecedora da bagunça do gás:
O grave problema com a instalação do gás natural deve-se à natureza do mesmo. O
Gás antigo era um gás húmido e o natural é seco. Logo, as vedações (pensadas
para gás húmido, por exemplo a estopa) tornam-se ineficazes, ao fim de algum
tempo. Mais. O Gás antigo tinha tendência para criar no interior das
canalizações umas formações de uma substância inerte com o processo antigo. No
novo gás, e também devido à alta pressão do mesmo, essas formações reagem e
tendem a consumir-se e àquilo a que estão agarradas, ou seja, os canos.
Pois, o resulatdo é mesmo esse: Buracos nos canos que alimentam provavelmente a
maioria das canalizações dos prédios de Lisboa, que são os de chumbo, os
antigos.
Acredito que todas essas confusões são o resultado natural de uma má gestação. É
como o ditado - Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Junte-se a isso o
natural 'sacudir dos ombros' das responsabilidades das empresas em jogo e temos
o cenário montado para uma angustiante peça em que os actores somos nós.
No meu prédio não caímos nas mãos dessas empresas. É possível revestir a
canalização com uma substância tipo borracha, que protege das fugas. Não é
duradouro, mas é muito mais barato e pode ser repetido sem problemas de maior,
quando for necessário.
A única solução teria sido de inicio a Lisboa Gás dizer:
Tem canalização de chumbo? Não serve! Temos de trocar. Não quer? Não pomos. Não
quer pagar? Pagamos nós.
Não é nenhum 'complot' entre empresas: É mesmo coisa feita à Portuguesa!!!
Eu sei isto por indirecta pessoa, mas basta procurar um técnico de instalação de
gás - isento - e ele poderá corroborar estas informações.
Nota recebida de um leitor - nota bem esclarecedora da bagunça do gás:
O grave problema com a instalação do gás natural deve-se à natureza do mesmo. O
Gás antigo era um gás húmido e o natural é seco. Logo, as vedações (pensadas
para gás húmido, por exemplo a estopa) tornam-se ineficazes, ao fim de algum
tempo. Mais. O Gás antigo tinha tendência para criar no interior das
canalizações umas formações de uma substância inerte com o processo antigo. No
novo gás, e também devido à alta pressão do mesmo, essas formações reagem e
tendem a consumir-se e àquilo a que estão agarradas, ou seja, os canos.
Pois, o resulatdo é mesmo esse: Buracos nos canos que alimentam provavelmente a
maioria das canalizações dos prédios de Lisboa, que são os de chumbo, os
antigos.
Acredito que todas essas confusões são o resultado natural de uma má gestação. É
como o ditado - Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Junte-se a isso o
natural 'sacudir dos ombros' das responsabilidades das empresas em jogo e temos
o cenário montado para uma angustiante peça em que os actores somos nós.
No meu prédio não caímos nas mãos dessas empresas. É possível revestir a
canalização com uma substância tipo borracha, que protege das fugas. Não é
duradouro, mas é muito mais barato e pode ser repetido sem problemas de maior,
quando for necessário.
A única solução teria sido de inicio a Lisboa Gás dizer:
Tem canalização de chumbo? Não serve! Temos de trocar. Não quer? Não pomos. Não
quer pagar? Pagamos nós.
Não é nenhum 'complot' entre empresas: É mesmo coisa feita à Portuguesa!!!
Eu sei isto por indirecta pessoa, mas basta procurar um técnico de instalação de
gás - isento - e ele poderá corroborar estas informações.
fevereiro 14, 2005
APELO À BLOGOSFERA
em defesa do consumidor
cliente da lisboagás
Desde que no passado dia 5 a lisboagás entrou no prédio onde vivo, em Campo de Ourique, a vida tem sido um inferno. Atrás da lisboagás vieram uma empresa de reparações -Gasfomento, uma empresa de instalações, Purainstalação e uma empresa de inspecção, totalinspe.
Neste espaço de tempo estas empresas facturaram avultadas quantias impondo obras, executando-as, inspeccionando-as e certificando-as (a minha conta ultrapassa já os 750 euros e há várias assim no prédio).
Mas o pior de tudo é que após cada nova intertvenção da Gasfomento surgem novas avarias e novos problemas. O último aconteceu no sábado passado quando todo o prédio ficou sem gás. As intervenções da lisboagás são inconclusivas e remetem para outras empresas que terão de averiguar o que se passa. Há quem fale em obras no prédio todo, ao longo de um mês com o gás cortado.
Quando relatei esta situação kafkiana a um amigo, contou-me que a gasfomento é um pesadelo para quem lhe cai nas mãos. Há quem diga que estas empresas todas estão relacionadas entre si por forma a maximizarem intervenções (e facturações), sem respeito pelos direitos dos clientes. É certo que desde a imposição do Gás Natural as coisas começaram a funcionar cada vez pior - e cabe perguntar se as avarias qe estão a ser detectadas em prédios novos não terão a ver com a forma como as coisas foram feitas nessa altura e com o tipo de gás utilizado em relação às instalações existentes.
A verdade é que uma intervenção da gasfomento provoca outra, que detecta novo problema e a coisa segue em espiral. Isto não me parece normal e tenho relatos de que é uma situação frequente.
O MEU APELO À BLOGOSFERA É NO SENTIDO DA RECOLHA DE TESTEMUNHOS DO COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS ACIMA REFERIDAS, EM PARTICULAR DA LISBOAGÁS E DA GASFOMENTO, PARA QUE POSSA SER TOMADA UMA INTERVENÇÃO DE CIDADANIA QUE GARANTA OS DIREITOS DOS CONSUMIDORES E PONHA COBRO A ABUSOS E EVENTUAIS ATITUDES DE CONLUIO.
Por isso vos solicito o envio de factos relacionados com o que acima descrevi para aesquinadorio@hotmail.com.
Resta dizer que investigações jornalísticas sobre as empresas acima referidas, seu relacionamento e suas práticas são mais que bem vindas.
Se concordam em particIpar, façam copy and paste deste post e façam-no circular na blogosfera.
em defesa do consumidor
cliente da lisboagás
Desde que no passado dia 5 a lisboagás entrou no prédio onde vivo, em Campo de Ourique, a vida tem sido um inferno. Atrás da lisboagás vieram uma empresa de reparações -Gasfomento, uma empresa de instalações, Purainstalação e uma empresa de inspecção, totalinspe.
Neste espaço de tempo estas empresas facturaram avultadas quantias impondo obras, executando-as, inspeccionando-as e certificando-as (a minha conta ultrapassa já os 750 euros e há várias assim no prédio).
Mas o pior de tudo é que após cada nova intertvenção da Gasfomento surgem novas avarias e novos problemas. O último aconteceu no sábado passado quando todo o prédio ficou sem gás. As intervenções da lisboagás são inconclusivas e remetem para outras empresas que terão de averiguar o que se passa. Há quem fale em obras no prédio todo, ao longo de um mês com o gás cortado.
Quando relatei esta situação kafkiana a um amigo, contou-me que a gasfomento é um pesadelo para quem lhe cai nas mãos. Há quem diga que estas empresas todas estão relacionadas entre si por forma a maximizarem intervenções (e facturações), sem respeito pelos direitos dos clientes. É certo que desde a imposição do Gás Natural as coisas começaram a funcionar cada vez pior - e cabe perguntar se as avarias qe estão a ser detectadas em prédios novos não terão a ver com a forma como as coisas foram feitas nessa altura e com o tipo de gás utilizado em relação às instalações existentes.
A verdade é que uma intervenção da gasfomento provoca outra, que detecta novo problema e a coisa segue em espiral. Isto não me parece normal e tenho relatos de que é uma situação frequente.
O MEU APELO À BLOGOSFERA É NO SENTIDO DA RECOLHA DE TESTEMUNHOS DO COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS ACIMA REFERIDAS, EM PARTICULAR DA LISBOAGÁS E DA GASFOMENTO, PARA QUE POSSA SER TOMADA UMA INTERVENÇÃO DE CIDADANIA QUE GARANTA OS DIREITOS DOS CONSUMIDORES E PONHA COBRO A ABUSOS E EVENTUAIS ATITUDES DE CONLUIO.
Por isso vos solicito o envio de factos relacionados com o que acima descrevi para aesquinadorio@hotmail.com.
Resta dizer que investigações jornalísticas sobre as empresas acima referidas, seu relacionamento e suas práticas são mais que bem vindas.
Se concordam em particIpar, façam copy and paste deste post e façam-no circular na blogosfera.
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APELO À BLOGOSFERA
em defesa do consumidor
cliente da lisboagás
Desde que no passado dia 5 a lisboagás entrou no prédio onde vivo, em Campo de Ourique, a vida tem sido um inferno. Atrás da lisboagás vieram uma empresa de reparações -Gasfomento, uma empresa de instalações, Purainstalação e uma empresa de inspecção, totalinspe.
Neste espaço de tempo estas empresas facturaram avultadas quantias impondo obras, executando-as, inspeccionando-as e certificando-as (a minha conta ultrapassa já os 750 euros e há várias assim no prédio).
Mas o pior de tudo é que após cada nova intertvenção da Gasfomento surgem novas avarias e novos problemas. O último aconteceu no sábado passado quando todo o prédio ficou sem gás. As intervenções da lisboagás são inconclusivas e remetem para outras empresas que terão de averiguar o que se passa. Há quem fale em obras no prédio todo, ao longo de um mês com o gás cortado.
Quando relatei esta situação kafkiana a um amigo, contou-me que a gasfomento é um pesadelo para quem lhe cai nas mãos. Há quem diga que estas empresas todas estão relacionadas entre si por forma a maximizarem intervenções (e facturações), sem respeito pelos direitos dos clientes. É certo que desde a imposição do Gás Natural as coisas começaram a funcionar cada vez pior - e cabe perguntar se as avarias qe estão a ser detectadas em prédios novos não terão a ver com a forma como as coisas foram feitas nessa altura e com o tipo de gás utilizado em relação às instalações existentes.
A verdade é que uma intervenção da gasfomento provoca outra, que detecta novo problema e a coisa segue em espiral. Isto não me parece normal e tenho relatos de que é uma situação frequente.
O MEU APELO À BLOGOSFERA É NO SENTIDO DA RECOLHA DE TESTEMUNHOS DO COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS ACIMA REFERIDAS, EM PARTICULAR DA LISBOAGÁS E DA GASFOMENTO, PARA QUE POSSA SER TOMADA UMA INTERVENÇÃO DE CIDADANIA QUE GARANTA OS DIREITOS DOS CONSUMIDORES E PONHA COBRO A ABUSOS E EVENTUAIS ATITUDES DE CONLUIO.
Por isso vos solicito o envio de factos relacionados com o que acima descrevi para aesquinadorio@hotmail.com.
Resta dizer que investigações jornalísticas sobre as empresas acima referidas, seu relacionamento e suas práticas são mais que bem vindas.
Se concordam em particIpar, façam copy and paste deste post e façam-no circular na blogosfera.
em defesa do consumidor
cliente da lisboagás
Desde que no passado dia 5 a lisboagás entrou no prédio onde vivo, em Campo de Ourique, a vida tem sido um inferno. Atrás da lisboagás vieram uma empresa de reparações -Gasfomento, uma empresa de instalações, Purainstalação e uma empresa de inspecção, totalinspe.
Neste espaço de tempo estas empresas facturaram avultadas quantias impondo obras, executando-as, inspeccionando-as e certificando-as (a minha conta ultrapassa já os 750 euros e há várias assim no prédio).
Mas o pior de tudo é que após cada nova intertvenção da Gasfomento surgem novas avarias e novos problemas. O último aconteceu no sábado passado quando todo o prédio ficou sem gás. As intervenções da lisboagás são inconclusivas e remetem para outras empresas que terão de averiguar o que se passa. Há quem fale em obras no prédio todo, ao longo de um mês com o gás cortado.
Quando relatei esta situação kafkiana a um amigo, contou-me que a gasfomento é um pesadelo para quem lhe cai nas mãos. Há quem diga que estas empresas todas estão relacionadas entre si por forma a maximizarem intervenções (e facturações), sem respeito pelos direitos dos clientes. É certo que desde a imposição do Gás Natural as coisas começaram a funcionar cada vez pior - e cabe perguntar se as avarias qe estão a ser detectadas em prédios novos não terão a ver com a forma como as coisas foram feitas nessa altura e com o tipo de gás utilizado em relação às instalações existentes.
A verdade é que uma intervenção da gasfomento provoca outra, que detecta novo problema e a coisa segue em espiral. Isto não me parece normal e tenho relatos de que é uma situação frequente.
O MEU APELO À BLOGOSFERA É NO SENTIDO DA RECOLHA DE TESTEMUNHOS DO COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS ACIMA REFERIDAS, EM PARTICULAR DA LISBOAGÁS E DA GASFOMENTO, PARA QUE POSSA SER TOMADA UMA INTERVENÇÃO DE CIDADANIA QUE GARANTA OS DIREITOS DOS CONSUMIDORES E PONHA COBRO A ABUSOS E EVENTUAIS ATITUDES DE CONLUIO.
Por isso vos solicito o envio de factos relacionados com o que acima descrevi para aesquinadorio@hotmail.com.
Resta dizer que investigações jornalísticas sobre as empresas acima referidas, seu relacionamento e suas práticas são mais que bem vindas.
Se concordam em particIpar, façam copy and paste deste post e façam-no circular na blogosfera.
SERÁ SÓ UMA DIFERENÇA DE ESTILOS?
Hoje em dia é politicamente correcto dizer-se que se vai votar incomodado ou, até mesmo, dizer-se que não se sabe em quem votar. Criou-se ao longo dos últimos meses uma estrutura mental de funcionamento que estigmatiza o que seria «incorrecto» e «correcto» em matéria política. O Governo, e em especial Santana Lopes, estão no topo de tudo o que é politicamente incorrecto.
Eu não tenho nenhum incómodo em votar. Não tenho medo de ser politicamente incorrecto. Tenho gosto em ter opinião. Posso desconfiar de algumas coisas na forma, posso discordar da táctica, mas entre os resultados práticos dos Governos PS e o dos Governos PSD, prefiro os últimos. Não voto sempre da mesma forma e às vezes até nem voto. Mas desta vez sei que voto e porque voto no PSD. Não prescindo do meu direito de preferir reformas dificeis a curativos passageiros.Nestas eleições não estamos só a votar em diferenças de estilos.
Olho para o que se passa à minha volta e vejo o Partido Socialista a pedir um cheque em branco, com endosso firmado por António Guterres. Não me parece nem que António Guterres fique bem no papel de D. Sebastião, nem que a generalidade das pessoas o considere «O Desejado». A verdade é esta: há três anos Guterres achou-se incapaz de continuar a ser Primeiro-Ministro e desconfio muito quando ele é agora apresentado como o principal argumento da mudança na forma de governar o país. Por acaso até acho que ele é um bocado politicamente correcto demais, tão correcto que até chateia. Citando um frase muito em voga, Guterres fala, fala, e não diz nada. Não vejo razão para achar que ele esteja diferente.
Hoje em dia é politicamente correcto dizer-se que se vai votar incomodado ou, até mesmo, dizer-se que não se sabe em quem votar. Criou-se ao longo dos últimos meses uma estrutura mental de funcionamento que estigmatiza o que seria «incorrecto» e «correcto» em matéria política. O Governo, e em especial Santana Lopes, estão no topo de tudo o que é politicamente incorrecto.
Eu não tenho nenhum incómodo em votar. Não tenho medo de ser politicamente incorrecto. Tenho gosto em ter opinião. Posso desconfiar de algumas coisas na forma, posso discordar da táctica, mas entre os resultados práticos dos Governos PS e o dos Governos PSD, prefiro os últimos. Não voto sempre da mesma forma e às vezes até nem voto. Mas desta vez sei que voto e porque voto no PSD. Não prescindo do meu direito de preferir reformas dificeis a curativos passageiros.Nestas eleições não estamos só a votar em diferenças de estilos.
Olho para o que se passa à minha volta e vejo o Partido Socialista a pedir um cheque em branco, com endosso firmado por António Guterres. Não me parece nem que António Guterres fique bem no papel de D. Sebastião, nem que a generalidade das pessoas o considere «O Desejado». A verdade é esta: há três anos Guterres achou-se incapaz de continuar a ser Primeiro-Ministro e desconfio muito quando ele é agora apresentado como o principal argumento da mudança na forma de governar o país. Por acaso até acho que ele é um bocado politicamente correcto demais, tão correcto que até chateia. Citando um frase muito em voga, Guterres fala, fala, e não diz nada. Não vejo razão para achar que ele esteja diferente.
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SERÁ SÓ UMA DIFERENÇA DE ESTILOS?
Hoje em dia é politicamente correcto dizer-se que se vai votar incomodado ou, até mesmo, dizer-se que não se sabe em quem votar. Criou-se ao longo dos últimos meses uma estrutura mental de funcionamento que estigmatiza o que seria «incorrecto» e «correcto» em matéria política. O Governo, e em especial Santana Lopes, estão no topo de tudo o que é politicamente incorrecto.
Eu não tenho nenhum incómodo em votar. Não tenho medo de ser politicamente incorrecto. Tenho gosto em ter opinião. Posso desconfiar de algumas coisas na forma, posso discordar da táctica, mas entre os resultados práticos dos Governos PS e o dos Governos PSD, prefiro os últimos. Não voto sempre da mesma forma e às vezes até nem voto. Mas desta vez sei que voto e porque voto no PSD. Não prescindo do meu direito de preferir reformas dificeis a curativos passageiros.Nestas eleições não estamos só a votar em diferenças de estilos.
Olho para o que se passa à minha volta e vejo o Partido Socialista a pedir um cheque em branco, com endosso firmado por António Guterres. Não me parece nem que António Guterres fique bem no papel de D. Sebastião, nem que a generalidade das pessoas o considere «O Desejado». A verdade é esta: há três anos Guterres achou-se incapaz de continuar a ser Primeiro-Ministro e desconfio muito quando ele é agora apresentado como o principal argumento da mudança na forma de governar o país. Por acaso até acho que ele é um bocado politicamente correcto demais, tão correcto que até chateia. Citando um frase muito em voga, Guterres fala, fala, e não diz nada. Não vejo razão para achar que ele esteja diferente.
Hoje em dia é politicamente correcto dizer-se que se vai votar incomodado ou, até mesmo, dizer-se que não se sabe em quem votar. Criou-se ao longo dos últimos meses uma estrutura mental de funcionamento que estigmatiza o que seria «incorrecto» e «correcto» em matéria política. O Governo, e em especial Santana Lopes, estão no topo de tudo o que é politicamente incorrecto.
Eu não tenho nenhum incómodo em votar. Não tenho medo de ser politicamente incorrecto. Tenho gosto em ter opinião. Posso desconfiar de algumas coisas na forma, posso discordar da táctica, mas entre os resultados práticos dos Governos PS e o dos Governos PSD, prefiro os últimos. Não voto sempre da mesma forma e às vezes até nem voto. Mas desta vez sei que voto e porque voto no PSD. Não prescindo do meu direito de preferir reformas dificeis a curativos passageiros.Nestas eleições não estamos só a votar em diferenças de estilos.
Olho para o que se passa à minha volta e vejo o Partido Socialista a pedir um cheque em branco, com endosso firmado por António Guterres. Não me parece nem que António Guterres fique bem no papel de D. Sebastião, nem que a generalidade das pessoas o considere «O Desejado». A verdade é esta: há três anos Guterres achou-se incapaz de continuar a ser Primeiro-Ministro e desconfio muito quando ele é agora apresentado como o principal argumento da mudança na forma de governar o país. Por acaso até acho que ele é um bocado politicamente correcto demais, tão correcto que até chateia. Citando um frase muito em voga, Guterres fala, fala, e não diz nada. Não vejo razão para achar que ele esteja diferente.
ARCO – Uma das coisas que torna uma cidade num pólo de atracção tem a ver com a capacidade de criar eventos culturais que por si só sejam motivo de deslocação. As novas peregrinações às grandes cidades da Europa têm cada vez mais a ver com momentos e equipamentos ligados à cultura e às artes. Desde há uns anos Madrid marca as agendas em Fevereiro com a sua feira de Arte Contemporânea. Este ano a ARCO expõe 6000 obras de arte, com preços de 75 euros até dois milhões de euros (uma escultura com elementos em movimento do norte-americano Alexander Calder). Mas também há peças de Botero ou aguarelas de Picasso por 300.000 euros. Uma iniciativa destas exige investimento a longo prazo mas garante retorno e notoriedade. Todas as grandes cidades europeias têm estratégias de divulgação internacional que passam pela arte e cultura porque sabem que são os dois pretextos para as peregrinações contemporâneas, para os viajantes e amantes de cidades. A arte e a cultura são cada vez mais um meio de promover o desenvolvimento – as cidades que já o perceberam viram-se para fora; as outras, fecham-se para dentro. Por isso a notícia de que o projecto de Frank Gehry em Lisboa vai avançar é tão importante para Lisboa.
BANCA – Depois da operação «Own Art», criada no Reino Unido em associação entre o HFC Bank e o Arts Council, aqui ao lado, em Espanha, a La Caixa estabeleceu um convénio de colaboração com o Grémio das Galerias de Arte da Catalunha para facilitar o financiamento da aquisição de obras de arte, nomeadamente de novos criadores. Recorda-se que o projecto Own Art concede empréstimos imediatos entre 100 a 2000 libras, amortizáveis no prazo de um ano, Os empréstimos exigem o mínimo de formalidades, são concedidos nas galerias aderentes, e não têm juros nem despesas administrativas – suportadas pelo Arts Council com uma percentagem de 4% sobre o total dos financiamentos concedidos pelo banco. Nenhum dos nossos estimáveis bancos e respeitáveis instituições se deixa tentar? Façam as contas: se um esquema destes criar um movimento de um milhão de euros por mês (400 peças de valor médio de 2 500 euros), o mercado movimentará 12 milhões de euros por ano e o Estado, se o esquema fôr igual ao britânico, irá investir apenas 480.000 euros na dinamização do trabalho de artistas plásticos contemporâneos, de galeristas, da circulação de obras de arte, no fomento do gosto. E as nossas casas ficarão certamente muito mais bonitas. Visitem www.artscouncil.org.uk .
OPINIÃO – Há jornalistas que fazem a cobertura da campanha eleitoral e que em vez de relatarem o que vêem, opinam o que sentem, qualificam o que transmitem. É em algumas estações de televisão, e em relação a todos os partidos, verdade seja dita, que isso se torna mais sensível. Uma graçola aqui, um acintezito ali, um comentário maldoso acolá, assim os papalvos julgam abrilhantar uma peça, deixando de lado o relato da informação e abraçando a mistura com a opinião. O problema não é cada um ter simpatias políticas, é misturar o trabalho de reportagem com propaganda das suas próprias convicções, ou de contra-informação, quando não lhes agrada o candidato que estão a seguir. E o pior de tudo é quando tentam fazer humor e têm jeito para tudo menos para isso.
CAMPANHA – Quanto mais a campanha eleitoral destaca o acessório e despreza o essencial, mais o sistema se desacredita face aos eleitores. Nos últimos meses passou a analisar-se a qualidade da embalagem e não o que ela contém, há uma preocupação maior com a forma do que com o conteúdo. Muita gente põe as aparências acima de tudo. É apenas uma forma mais de hipocrisia, mesmo que aparente ser politicamente correcta.
BACK TO BASICS – Os estudos pós-eleitorais norte-americanos revelam que o facto de a campanha de Kerry ter sido assumidamente pela negativa e anti-Bush foi uma das causas do seu mau resultado.
PERGUNTA DA SEMANA – Guterres não se tinha ido embora há três anos?
SUGESTÃO – O único sítio do espectro radiofónico onde se consegue ir descobrindo com regulararidade a música nova de qualidade que se vai produzindo é a Radar, uma estação FM da região de Lisboa sintonizável em 97.8. E as noites são imperdíveis com êxitos dos anos 80 e 90.
COMIDINHA – Mais uma ideia para quem gosta de cozinha indiana, o Shalymar Garden, no Mercado de S. Bento, frente à Assembleia da República, Rua Nova da Piedade 99. O sítio tem graça, a comida é muito bem elaborada, os preços condizem com a elaboração. Tel. 213902613.
BANCA – Depois da operação «Own Art», criada no Reino Unido em associação entre o HFC Bank e o Arts Council, aqui ao lado, em Espanha, a La Caixa estabeleceu um convénio de colaboração com o Grémio das Galerias de Arte da Catalunha para facilitar o financiamento da aquisição de obras de arte, nomeadamente de novos criadores. Recorda-se que o projecto Own Art concede empréstimos imediatos entre 100 a 2000 libras, amortizáveis no prazo de um ano, Os empréstimos exigem o mínimo de formalidades, são concedidos nas galerias aderentes, e não têm juros nem despesas administrativas – suportadas pelo Arts Council com uma percentagem de 4% sobre o total dos financiamentos concedidos pelo banco. Nenhum dos nossos estimáveis bancos e respeitáveis instituições se deixa tentar? Façam as contas: se um esquema destes criar um movimento de um milhão de euros por mês (400 peças de valor médio de 2 500 euros), o mercado movimentará 12 milhões de euros por ano e o Estado, se o esquema fôr igual ao britânico, irá investir apenas 480.000 euros na dinamização do trabalho de artistas plásticos contemporâneos, de galeristas, da circulação de obras de arte, no fomento do gosto. E as nossas casas ficarão certamente muito mais bonitas. Visitem www.artscouncil.org.uk .
OPINIÃO – Há jornalistas que fazem a cobertura da campanha eleitoral e que em vez de relatarem o que vêem, opinam o que sentem, qualificam o que transmitem. É em algumas estações de televisão, e em relação a todos os partidos, verdade seja dita, que isso se torna mais sensível. Uma graçola aqui, um acintezito ali, um comentário maldoso acolá, assim os papalvos julgam abrilhantar uma peça, deixando de lado o relato da informação e abraçando a mistura com a opinião. O problema não é cada um ter simpatias políticas, é misturar o trabalho de reportagem com propaganda das suas próprias convicções, ou de contra-informação, quando não lhes agrada o candidato que estão a seguir. E o pior de tudo é quando tentam fazer humor e têm jeito para tudo menos para isso.
CAMPANHA – Quanto mais a campanha eleitoral destaca o acessório e despreza o essencial, mais o sistema se desacredita face aos eleitores. Nos últimos meses passou a analisar-se a qualidade da embalagem e não o que ela contém, há uma preocupação maior com a forma do que com o conteúdo. Muita gente põe as aparências acima de tudo. É apenas uma forma mais de hipocrisia, mesmo que aparente ser politicamente correcta.
BACK TO BASICS – Os estudos pós-eleitorais norte-americanos revelam que o facto de a campanha de Kerry ter sido assumidamente pela negativa e anti-Bush foi uma das causas do seu mau resultado.
PERGUNTA DA SEMANA – Guterres não se tinha ido embora há três anos?
SUGESTÃO – O único sítio do espectro radiofónico onde se consegue ir descobrindo com regulararidade a música nova de qualidade que se vai produzindo é a Radar, uma estação FM da região de Lisboa sintonizável em 97.8. E as noites são imperdíveis com êxitos dos anos 80 e 90.
COMIDINHA – Mais uma ideia para quem gosta de cozinha indiana, o Shalymar Garden, no Mercado de S. Bento, frente à Assembleia da República, Rua Nova da Piedade 99. O sítio tem graça, a comida é muito bem elaborada, os preços condizem com a elaboração. Tel. 213902613.
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ARCO – Uma das coisas que torna uma cidade num pólo de atracção tem a ver com a capacidade de criar eventos culturais que por si só sejam motivo de deslocação. As novas peregrinações às grandes cidades da Europa têm cada vez mais a ver com momentos e equipamentos ligados à cultura e às artes. Desde há uns anos Madrid marca as agendas em Fevereiro com a sua feira de Arte Contemporânea. Este ano a ARCO expõe 6000 obras de arte, com preços de 75 euros até dois milhões de euros (uma escultura com elementos em movimento do norte-americano Alexander Calder). Mas também há peças de Botero ou aguarelas de Picasso por 300.000 euros. Uma iniciativa destas exige investimento a longo prazo mas garante retorno e notoriedade. Todas as grandes cidades europeias têm estratégias de divulgação internacional que passam pela arte e cultura porque sabem que são os dois pretextos para as peregrinações contemporâneas, para os viajantes e amantes de cidades. A arte e a cultura são cada vez mais um meio de promover o desenvolvimento – as cidades que já o perceberam viram-se para fora; as outras, fecham-se para dentro. Por isso a notícia de que o projecto de Frank Gehry em Lisboa vai avançar é tão importante para Lisboa.
BANCA – Depois da operação «Own Art», criada no Reino Unido em associação entre o HFC Bank e o Arts Council, aqui ao lado, em Espanha, a La Caixa estabeleceu um convénio de colaboração com o Grémio das Galerias de Arte da Catalunha para facilitar o financiamento da aquisição de obras de arte, nomeadamente de novos criadores. Recorda-se que o projecto Own Art concede empréstimos imediatos entre 100 a 2000 libras, amortizáveis no prazo de um ano, Os empréstimos exigem o mínimo de formalidades, são concedidos nas galerias aderentes, e não têm juros nem despesas administrativas – suportadas pelo Arts Council com uma percentagem de 4% sobre o total dos financiamentos concedidos pelo banco. Nenhum dos nossos estimáveis bancos e respeitáveis instituições se deixa tentar? Façam as contas: se um esquema destes criar um movimento de um milhão de euros por mês (400 peças de valor médio de 2 500 euros), o mercado movimentará 12 milhões de euros por ano e o Estado, se o esquema fôr igual ao britânico, irá investir apenas 480.000 euros na dinamização do trabalho de artistas plásticos contemporâneos, de galeristas, da circulação de obras de arte, no fomento do gosto. E as nossas casas ficarão certamente muito mais bonitas. Visitem www.artscouncil.org.uk .
OPINIÃO – Há jornalistas que fazem a cobertura da campanha eleitoral e que em vez de relatarem o que vêem, opinam o que sentem, qualificam o que transmitem. É em algumas estações de televisão, e em relação a todos os partidos, verdade seja dita, que isso se torna mais sensível. Uma graçola aqui, um acintezito ali, um comentário maldoso acolá, assim os papalvos julgam abrilhantar uma peça, deixando de lado o relato da informação e abraçando a mistura com a opinião. O problema não é cada um ter simpatias políticas, é misturar o trabalho de reportagem com propaganda das suas próprias convicções, ou de contra-informação, quando não lhes agrada o candidato que estão a seguir. E o pior de tudo é quando tentam fazer humor e têm jeito para tudo menos para isso.
CAMPANHA – Quanto mais a campanha eleitoral destaca o acessório e despreza o essencial, mais o sistema se desacredita face aos eleitores. Nos últimos meses passou a analisar-se a qualidade da embalagem e não o que ela contém, há uma preocupação maior com a forma do que com o conteúdo. Muita gente põe as aparências acima de tudo. É apenas uma forma mais de hipocrisia, mesmo que aparente ser politicamente correcta.
BACK TO BASICS – Os estudos pós-eleitorais norte-americanos revelam que o facto de a campanha de Kerry ter sido assumidamente pela negativa e anti-Bush foi uma das causas do seu mau resultado.
PERGUNTA DA SEMANA – Guterres não se tinha ido embora há três anos?
SUGESTÃO – O único sítio do espectro radiofónico onde se consegue ir descobrindo com regulararidade a música nova de qualidade que se vai produzindo é a Radar, uma estação FM da região de Lisboa sintonizável em 97.8. E as noites são imperdíveis com êxitos dos anos 80 e 90.
COMIDINHA – Mais uma ideia para quem gosta de cozinha indiana, o Shalymar Garden, no Mercado de S. Bento, frente à Assembleia da República, Rua Nova da Piedade 99. O sítio tem graça, a comida é muito bem elaborada, os preços condizem com a elaboração. Tel. 213902613.
BANCA – Depois da operação «Own Art», criada no Reino Unido em associação entre o HFC Bank e o Arts Council, aqui ao lado, em Espanha, a La Caixa estabeleceu um convénio de colaboração com o Grémio das Galerias de Arte da Catalunha para facilitar o financiamento da aquisição de obras de arte, nomeadamente de novos criadores. Recorda-se que o projecto Own Art concede empréstimos imediatos entre 100 a 2000 libras, amortizáveis no prazo de um ano, Os empréstimos exigem o mínimo de formalidades, são concedidos nas galerias aderentes, e não têm juros nem despesas administrativas – suportadas pelo Arts Council com uma percentagem de 4% sobre o total dos financiamentos concedidos pelo banco. Nenhum dos nossos estimáveis bancos e respeitáveis instituições se deixa tentar? Façam as contas: se um esquema destes criar um movimento de um milhão de euros por mês (400 peças de valor médio de 2 500 euros), o mercado movimentará 12 milhões de euros por ano e o Estado, se o esquema fôr igual ao britânico, irá investir apenas 480.000 euros na dinamização do trabalho de artistas plásticos contemporâneos, de galeristas, da circulação de obras de arte, no fomento do gosto. E as nossas casas ficarão certamente muito mais bonitas. Visitem www.artscouncil.org.uk .
OPINIÃO – Há jornalistas que fazem a cobertura da campanha eleitoral e que em vez de relatarem o que vêem, opinam o que sentem, qualificam o que transmitem. É em algumas estações de televisão, e em relação a todos os partidos, verdade seja dita, que isso se torna mais sensível. Uma graçola aqui, um acintezito ali, um comentário maldoso acolá, assim os papalvos julgam abrilhantar uma peça, deixando de lado o relato da informação e abraçando a mistura com a opinião. O problema não é cada um ter simpatias políticas, é misturar o trabalho de reportagem com propaganda das suas próprias convicções, ou de contra-informação, quando não lhes agrada o candidato que estão a seguir. E o pior de tudo é quando tentam fazer humor e têm jeito para tudo menos para isso.
CAMPANHA – Quanto mais a campanha eleitoral destaca o acessório e despreza o essencial, mais o sistema se desacredita face aos eleitores. Nos últimos meses passou a analisar-se a qualidade da embalagem e não o que ela contém, há uma preocupação maior com a forma do que com o conteúdo. Muita gente põe as aparências acima de tudo. É apenas uma forma mais de hipocrisia, mesmo que aparente ser politicamente correcta.
BACK TO BASICS – Os estudos pós-eleitorais norte-americanos revelam que o facto de a campanha de Kerry ter sido assumidamente pela negativa e anti-Bush foi uma das causas do seu mau resultado.
PERGUNTA DA SEMANA – Guterres não se tinha ido embora há três anos?
SUGESTÃO – O único sítio do espectro radiofónico onde se consegue ir descobrindo com regulararidade a música nova de qualidade que se vai produzindo é a Radar, uma estação FM da região de Lisboa sintonizável em 97.8. E as noites são imperdíveis com êxitos dos anos 80 e 90.
COMIDINHA – Mais uma ideia para quem gosta de cozinha indiana, o Shalymar Garden, no Mercado de S. Bento, frente à Assembleia da República, Rua Nova da Piedade 99. O sítio tem graça, a comida é muito bem elaborada, os preços condizem com a elaboração. Tel. 213902613.
fevereiro 07, 2005
PROGRESSO – A Intel apresentou no recente festival de cinema de Sundance um novo sistema de distribuição de filmes. Citando a imprensa que acompanhou o acontecimento, a estreia de «Rize» conseguiu mostrar um filme sem utilizar película ou video, ou qualquer máquina com mecanismos móveis. Na verdade esta foi a primeira vez que um filme foi exibido num grande ecrã com recurso à sua transmissão à distância por um novo sistema de transmissão de dados desenvolvido pela Intel, o Wi Max. A estreia deu-se numa estância de ski no alto de uma montanha de 3000 metros coberta de neve, em Park City, no Utah. O filme, «Rize» um documentário sobre dança contemporânea realizado por David la Chapelle e filmado em video de alta definição, estava a ser emitido a 1200 quilómetros de distância e depois foi descodificado graças a um vulgar PC Media Center da HP e exibido com um projector digital de alta resolução. O novo sistema da Intel é cerca de 20 vezes mia rápido que as actuais ligações de banda larga e a qualidade da imagem e do som foram elogiados por todos os espectadores. Esta nova tecnologia pode significar uma revolução na forma de distribuição de filmes, que actualmente custa cerca de 1500 mil milhões de dólares por ano em cópias de película, seu transporte, armazenamento e destruição.
ANÉIS – Uma das boas supresas do Festival de Sundance foi o documentário «Ringers: Lord Of The Fans», que traça a influência do livro «O Senhor dos Anéis» na cultura popular desde que foi editado em 1954. A obra de Tolkien foi rapidamente adoptada por artistas pop como os Led Zeppelin, mas influenciou também escritores, artistas plásticos a até filmes e séries como «Star Wars» A sua influência na cultura pop foi perfeitamente transversal, desde os hippies dos anos 60 até realizadores de filmes contemporâneos.
RECORD – «Os Sopranos» tornaram-se na série de televisão mais cara de sempre ao ser vendida para uma das maiores redes de cabo dos Estados Unidos por 2,5 milhões de dólares por episódio. A rede A&E, que tem mais que o triplo de assinantes da HBO (o canal que originalmente produziu e exibiu «Os Sopranos») comprou os 65 episódios já produzidos e adquiriu a opção de exibição da próxima série, a sexta, que está actualmente em filmagens (e que terá entre 10 a 13 novos episódios e que será exibida no final do ano na 2:) . O record anterior pertencia a «Sex In The City», com um valor próximo de um milhão de dólares por episódio.
NOSTALGIA -A avaliar pelos cartazes anunciados para os festivais deste Verão entrou-se no triunfo da rádio Nostalgia. De Iggy Pop aos Manfred Mann há de tudo o que seja recordações dos anos 60, 70, 80 e 90. Num tempo em que faltam genuínos novos talentos, o normal é que as pessoas se comecem a voltar para o revivalismo. A política de contratações e de edições das grandes discográficas levou ao vazio. Dentro em pouco só restam as memórias. E, felizmente, o trabalho das pequenas editoras independentes, as únicas que arriscam na procura de novos talentos.
ESTRANHO – A campanha eleitoral oscila entre o dramatismo em torno de assuntos acessórios e o silêncio profundo e universal à volta dos grandes temas. No meio de uma campanha onde o lema comum é o «choque», não há-de ser por acaso que um grupo de notáveis apele a um «sobressalto cívico» . O que se passa à nossa volta, citando Churchill, é um enigma envolto num mistério. Aos eleitores pede-se que votem sem saberem bem em quê e quase tudo se resume ao pedido de um cheque em branco.
BACK TO BASICS – Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
PERGUNTA DA SEMANA – Isto é uma campanha eleitoral?
SUGESTÃO – A exposição «A Fotografia na Colecção Berardo», Museu de Arte Moderna, Sintra, de terça a Domingo entre as 10 e as 18 horas. Preço de entrada – 3 euros
ANÉIS – Uma das boas supresas do Festival de Sundance foi o documentário «Ringers: Lord Of The Fans», que traça a influência do livro «O Senhor dos Anéis» na cultura popular desde que foi editado em 1954. A obra de Tolkien foi rapidamente adoptada por artistas pop como os Led Zeppelin, mas influenciou também escritores, artistas plásticos a até filmes e séries como «Star Wars» A sua influência na cultura pop foi perfeitamente transversal, desde os hippies dos anos 60 até realizadores de filmes contemporâneos.
RECORD – «Os Sopranos» tornaram-se na série de televisão mais cara de sempre ao ser vendida para uma das maiores redes de cabo dos Estados Unidos por 2,5 milhões de dólares por episódio. A rede A&E, que tem mais que o triplo de assinantes da HBO (o canal que originalmente produziu e exibiu «Os Sopranos») comprou os 65 episódios já produzidos e adquiriu a opção de exibição da próxima série, a sexta, que está actualmente em filmagens (e que terá entre 10 a 13 novos episódios e que será exibida no final do ano na 2:) . O record anterior pertencia a «Sex In The City», com um valor próximo de um milhão de dólares por episódio.
NOSTALGIA -A avaliar pelos cartazes anunciados para os festivais deste Verão entrou-se no triunfo da rádio Nostalgia. De Iggy Pop aos Manfred Mann há de tudo o que seja recordações dos anos 60, 70, 80 e 90. Num tempo em que faltam genuínos novos talentos, o normal é que as pessoas se comecem a voltar para o revivalismo. A política de contratações e de edições das grandes discográficas levou ao vazio. Dentro em pouco só restam as memórias. E, felizmente, o trabalho das pequenas editoras independentes, as únicas que arriscam na procura de novos talentos.
ESTRANHO – A campanha eleitoral oscila entre o dramatismo em torno de assuntos acessórios e o silêncio profundo e universal à volta dos grandes temas. No meio de uma campanha onde o lema comum é o «choque», não há-de ser por acaso que um grupo de notáveis apele a um «sobressalto cívico» . O que se passa à nossa volta, citando Churchill, é um enigma envolto num mistério. Aos eleitores pede-se que votem sem saberem bem em quê e quase tudo se resume ao pedido de um cheque em branco.
BACK TO BASICS – Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
PERGUNTA DA SEMANA – Isto é uma campanha eleitoral?
SUGESTÃO – A exposição «A Fotografia na Colecção Berardo», Museu de Arte Moderna, Sintra, de terça a Domingo entre as 10 e as 18 horas. Preço de entrada – 3 euros
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PROGRESSO – A Intel apresentou no recente festival de cinema de Sundance um novo sistema de distribuição de filmes. Citando a imprensa que acompanhou o acontecimento, a estreia de «Rize» conseguiu mostrar um filme sem utilizar película ou video, ou qualquer máquina com mecanismos móveis. Na verdade esta foi a primeira vez que um filme foi exibido num grande ecrã com recurso à sua transmissão à distância por um novo sistema de transmissão de dados desenvolvido pela Intel, o Wi Max. A estreia deu-se numa estância de ski no alto de uma montanha de 3000 metros coberta de neve, em Park City, no Utah. O filme, «Rize» um documentário sobre dança contemporânea realizado por David la Chapelle e filmado em video de alta definição, estava a ser emitido a 1200 quilómetros de distância e depois foi descodificado graças a um vulgar PC Media Center da HP e exibido com um projector digital de alta resolução. O novo sistema da Intel é cerca de 20 vezes mia rápido que as actuais ligações de banda larga e a qualidade da imagem e do som foram elogiados por todos os espectadores. Esta nova tecnologia pode significar uma revolução na forma de distribuição de filmes, que actualmente custa cerca de 1500 mil milhões de dólares por ano em cópias de película, seu transporte, armazenamento e destruição.
ANÉIS – Uma das boas supresas do Festival de Sundance foi o documentário «Ringers: Lord Of The Fans», que traça a influência do livro «O Senhor dos Anéis» na cultura popular desde que foi editado em 1954. A obra de Tolkien foi rapidamente adoptada por artistas pop como os Led Zeppelin, mas influenciou também escritores, artistas plásticos a até filmes e séries como «Star Wars» A sua influência na cultura pop foi perfeitamente transversal, desde os hippies dos anos 60 até realizadores de filmes contemporâneos.
RECORD – «Os Sopranos» tornaram-se na série de televisão mais cara de sempre ao ser vendida para uma das maiores redes de cabo dos Estados Unidos por 2,5 milhões de dólares por episódio. A rede A&E, que tem mais que o triplo de assinantes da HBO (o canal que originalmente produziu e exibiu «Os Sopranos») comprou os 65 episódios já produzidos e adquiriu a opção de exibição da próxima série, a sexta, que está actualmente em filmagens (e que terá entre 10 a 13 novos episódios e que será exibida no final do ano na 2:) . O record anterior pertencia a «Sex In The City», com um valor próximo de um milhão de dólares por episódio.
NOSTALGIA -A avaliar pelos cartazes anunciados para os festivais deste Verão entrou-se no triunfo da rádio Nostalgia. De Iggy Pop aos Manfred Mann há de tudo o que seja recordações dos anos 60, 70, 80 e 90. Num tempo em que faltam genuínos novos talentos, o normal é que as pessoas se comecem a voltar para o revivalismo. A política de contratações e de edições das grandes discográficas levou ao vazio. Dentro em pouco só restam as memórias. E, felizmente, o trabalho das pequenas editoras independentes, as únicas que arriscam na procura de novos talentos.
ESTRANHO – A campanha eleitoral oscila entre o dramatismo em torno de assuntos acessórios e o silêncio profundo e universal à volta dos grandes temas. No meio de uma campanha onde o lema comum é o «choque», não há-de ser por acaso que um grupo de notáveis apele a um «sobressalto cívico» . O que se passa à nossa volta, citando Churchill, é um enigma envolto num mistério. Aos eleitores pede-se que votem sem saberem bem em quê e quase tudo se resume ao pedido de um cheque em branco.
BACK TO BASICS – Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
PERGUNTA DA SEMANA – Isto é uma campanha eleitoral?
SUGESTÃO – A exposição «A Fotografia na Colecção Berardo», Museu de Arte Moderna, Sintra, de terça a Domingo entre as 10 e as 18 horas. Preço de entrada – 3 euros
ANÉIS – Uma das boas supresas do Festival de Sundance foi o documentário «Ringers: Lord Of The Fans», que traça a influência do livro «O Senhor dos Anéis» na cultura popular desde que foi editado em 1954. A obra de Tolkien foi rapidamente adoptada por artistas pop como os Led Zeppelin, mas influenciou também escritores, artistas plásticos a até filmes e séries como «Star Wars» A sua influência na cultura pop foi perfeitamente transversal, desde os hippies dos anos 60 até realizadores de filmes contemporâneos.
RECORD – «Os Sopranos» tornaram-se na série de televisão mais cara de sempre ao ser vendida para uma das maiores redes de cabo dos Estados Unidos por 2,5 milhões de dólares por episódio. A rede A&E, que tem mais que o triplo de assinantes da HBO (o canal que originalmente produziu e exibiu «Os Sopranos») comprou os 65 episódios já produzidos e adquiriu a opção de exibição da próxima série, a sexta, que está actualmente em filmagens (e que terá entre 10 a 13 novos episódios e que será exibida no final do ano na 2:) . O record anterior pertencia a «Sex In The City», com um valor próximo de um milhão de dólares por episódio.
NOSTALGIA -A avaliar pelos cartazes anunciados para os festivais deste Verão entrou-se no triunfo da rádio Nostalgia. De Iggy Pop aos Manfred Mann há de tudo o que seja recordações dos anos 60, 70, 80 e 90. Num tempo em que faltam genuínos novos talentos, o normal é que as pessoas se comecem a voltar para o revivalismo. A política de contratações e de edições das grandes discográficas levou ao vazio. Dentro em pouco só restam as memórias. E, felizmente, o trabalho das pequenas editoras independentes, as únicas que arriscam na procura de novos talentos.
ESTRANHO – A campanha eleitoral oscila entre o dramatismo em torno de assuntos acessórios e o silêncio profundo e universal à volta dos grandes temas. No meio de uma campanha onde o lema comum é o «choque», não há-de ser por acaso que um grupo de notáveis apele a um «sobressalto cívico» . O que se passa à nossa volta, citando Churchill, é um enigma envolto num mistério. Aos eleitores pede-se que votem sem saberem bem em quê e quase tudo se resume ao pedido de um cheque em branco.
BACK TO BASICS – Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
PERGUNTA DA SEMANA – Isto é uma campanha eleitoral?
SUGESTÃO – A exposição «A Fotografia na Colecção Berardo», Museu de Arte Moderna, Sintra, de terça a Domingo entre as 10 e as 18 horas. Preço de entrada – 3 euros
janeiro 31, 2005
REALISMO - Esta pré campanha eleitoral tem o mérito de mostrar que as notícias das dificuldades do país não são exageradas. Para além do discurso eleitoral, um respeitado apoiante do PS, o ex-ministro das Finanças, Silva Lopes, admite a necessidade de aumentar impostos e diminuir o custo da Função Pública como um imperativo para resolver o défice. O realismo desta posição tem um mérito, que é o de deslocalizar a questão económica e financeira da esfera partidária. A situação é tão má que a receita prática da sua resolução não se compadece com demagogias nem com uma guerra esquerda-direita. Não há dinheiro, é preciso diminuir a despesa e aumentar as receitas. Não há volta a dar a este texto – sem resolver esta questão não há desenvolvimento, nem emprego, nem tecnologia. Nem melhorias nas políticas sociais.
VOTOS - Debater as diferenças nas propostas, passar das promessas ao concreto, ver o que parece possível e o que aparenta ser improvável, fazer a conta a quanto custa cada programa eleitoral - este é o exercício que falta fazer. O silêncio é muito mau conselheiro eleitoral. Não resisto a dizer uma evidência: o voto pertence a quem vota, não a quem é votado. Esta coisa, básica, elementar da Democracia, é muitas vezes esquecida – sobretudo nos períodos eleitorais, por mais paradoxal que seja. Os partidos não são clubes de futebol – têm que provar que merecem os votos, não podem pedir fidelidades nem clamar por vigança.
ACTOS – A política não é um mundo à parte, não chega ter boas ideias, é preciso saber se elas são exequíveis e saber como e quando se podem concretizar. É preciso saber transformar as ideias em actos, fazer coincidir as palavras com as acções. Pensem todos um pouco na História recente de Portugal e vejam quem conseguiu lançar e concretizar projectos e quem ficou a falar deles sem os fazer andar. Avaliem os comportamentos face ao controlo orçamental e da despesa pública. É um belo método de análise política.
ARTE - O Arts Council da Grã-Bretanha lançou um projecto bem interessante, o «Own Art», que se destina a fomentar a compra de arte contemporânea. Trata-se de um financiamento sem juros até 2000 libras, que pode ser pago em 10 meses, de processamento simples, gerido directamente pelas galerias. O projecto envolve 250 galerias que trabalham com artistas contemporâneos e um banco, o HSBC, que recebe 4% do valor de cada empréstimo directamente do Arts Council. Resultado: os artistas vendem as suas obras, as galerias dão mais oportunidades aos novos, as pessoas habituam-se a comprar arte. Em vez de subsídios, estimula-se o mercado. Boa ideia, não? Resta dizer que as galerias estão encantadas com o projecto.
VOTOS - Debater as diferenças nas propostas, passar das promessas ao concreto, ver o que parece possível e o que aparenta ser improvável, fazer a conta a quanto custa cada programa eleitoral - este é o exercício que falta fazer. O silêncio é muito mau conselheiro eleitoral. Não resisto a dizer uma evidência: o voto pertence a quem vota, não a quem é votado. Esta coisa, básica, elementar da Democracia, é muitas vezes esquecida – sobretudo nos períodos eleitorais, por mais paradoxal que seja. Os partidos não são clubes de futebol – têm que provar que merecem os votos, não podem pedir fidelidades nem clamar por vigança.
ACTOS – A política não é um mundo à parte, não chega ter boas ideias, é preciso saber se elas são exequíveis e saber como e quando se podem concretizar. É preciso saber transformar as ideias em actos, fazer coincidir as palavras com as acções. Pensem todos um pouco na História recente de Portugal e vejam quem conseguiu lançar e concretizar projectos e quem ficou a falar deles sem os fazer andar. Avaliem os comportamentos face ao controlo orçamental e da despesa pública. É um belo método de análise política.
ARTE - O Arts Council da Grã-Bretanha lançou um projecto bem interessante, o «Own Art», que se destina a fomentar a compra de arte contemporânea. Trata-se de um financiamento sem juros até 2000 libras, que pode ser pago em 10 meses, de processamento simples, gerido directamente pelas galerias. O projecto envolve 250 galerias que trabalham com artistas contemporâneos e um banco, o HSBC, que recebe 4% do valor de cada empréstimo directamente do Arts Council. Resultado: os artistas vendem as suas obras, as galerias dão mais oportunidades aos novos, as pessoas habituam-se a comprar arte. Em vez de subsídios, estimula-se o mercado. Boa ideia, não? Resta dizer que as galerias estão encantadas com o projecto.
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REALISMO - Esta pré campanha eleitoral tem o mérito de mostrar que as notícias das dificuldades do país não são exageradas. Para além do discurso eleitoral, um respeitado apoiante do PS, o ex-ministro das Finanças, Silva Lopes, admite a necessidade de aumentar impostos e diminuir o custo da Função Pública como um imperativo para resolver o défice. O realismo desta posição tem um mérito, que é o de deslocalizar a questão económica e financeira da esfera partidária. A situação é tão má que a receita prática da sua resolução não se compadece com demagogias nem com uma guerra esquerda-direita. Não há dinheiro, é preciso diminuir a despesa e aumentar as receitas. Não há volta a dar a este texto – sem resolver esta questão não há desenvolvimento, nem emprego, nem tecnologia. Nem melhorias nas políticas sociais.
VOTOS - Debater as diferenças nas propostas, passar das promessas ao concreto, ver o que parece possível e o que aparenta ser improvável, fazer a conta a quanto custa cada programa eleitoral - este é o exercício que falta fazer. O silêncio é muito mau conselheiro eleitoral. Não resisto a dizer uma evidência: o voto pertence a quem vota, não a quem é votado. Esta coisa, básica, elementar da Democracia, é muitas vezes esquecida – sobretudo nos períodos eleitorais, por mais paradoxal que seja. Os partidos não são clubes de futebol – têm que provar que merecem os votos, não podem pedir fidelidades nem clamar por vigança.
ACTOS – A política não é um mundo à parte, não chega ter boas ideias, é preciso saber se elas são exequíveis e saber como e quando se podem concretizar. É preciso saber transformar as ideias em actos, fazer coincidir as palavras com as acções. Pensem todos um pouco na História recente de Portugal e vejam quem conseguiu lançar e concretizar projectos e quem ficou a falar deles sem os fazer andar. Avaliem os comportamentos face ao controlo orçamental e da despesa pública. É um belo método de análise política.
ARTE - O Arts Council da Grã-Bretanha lançou um projecto bem interessante, o «Own Art», que se destina a fomentar a compra de arte contemporânea. Trata-se de um financiamento sem juros até 2000 libras, que pode ser pago em 10 meses, de processamento simples, gerido directamente pelas galerias. O projecto envolve 250 galerias que trabalham com artistas contemporâneos e um banco, o HSBC, que recebe 4% do valor de cada empréstimo directamente do Arts Council. Resultado: os artistas vendem as suas obras, as galerias dão mais oportunidades aos novos, as pessoas habituam-se a comprar arte. Em vez de subsídios, estimula-se o mercado. Boa ideia, não? Resta dizer que as galerias estão encantadas com o projecto.
VOTOS - Debater as diferenças nas propostas, passar das promessas ao concreto, ver o que parece possível e o que aparenta ser improvável, fazer a conta a quanto custa cada programa eleitoral - este é o exercício que falta fazer. O silêncio é muito mau conselheiro eleitoral. Não resisto a dizer uma evidência: o voto pertence a quem vota, não a quem é votado. Esta coisa, básica, elementar da Democracia, é muitas vezes esquecida – sobretudo nos períodos eleitorais, por mais paradoxal que seja. Os partidos não são clubes de futebol – têm que provar que merecem os votos, não podem pedir fidelidades nem clamar por vigança.
ACTOS – A política não é um mundo à parte, não chega ter boas ideias, é preciso saber se elas são exequíveis e saber como e quando se podem concretizar. É preciso saber transformar as ideias em actos, fazer coincidir as palavras com as acções. Pensem todos um pouco na História recente de Portugal e vejam quem conseguiu lançar e concretizar projectos e quem ficou a falar deles sem os fazer andar. Avaliem os comportamentos face ao controlo orçamental e da despesa pública. É um belo método de análise política.
ARTE - O Arts Council da Grã-Bretanha lançou um projecto bem interessante, o «Own Art», que se destina a fomentar a compra de arte contemporânea. Trata-se de um financiamento sem juros até 2000 libras, que pode ser pago em 10 meses, de processamento simples, gerido directamente pelas galerias. O projecto envolve 250 galerias que trabalham com artistas contemporâneos e um banco, o HSBC, que recebe 4% do valor de cada empréstimo directamente do Arts Council. Resultado: os artistas vendem as suas obras, as galerias dão mais oportunidades aos novos, as pessoas habituam-se a comprar arte. Em vez de subsídios, estimula-se o mercado. Boa ideia, não? Resta dizer que as galerias estão encantadas com o projecto.
janeiro 26, 2005
BD
Finalmente percebi tudo do discurso de Louçã. O dirigente do BE deve ser um fanático entusiasta de BD e em particular do universo dos heróis da Marvel, essa fábrica de personagens das histórias de quadradinhos. Palpita-me que entre todos os heróis Louçã resolveu vestir a pele de Frank Castle, um vigilante, que fez as delícias dos leitores da série «O Justiceiro». Só assim se percebe a sua cruzada em várias direcções, a susa certeza de julgamento, a posição em que se coloca de ser o fiel da justiça e do bem.
Finalmente percebi tudo do discurso de Louçã. O dirigente do BE deve ser um fanático entusiasta de BD e em particular do universo dos heróis da Marvel, essa fábrica de personagens das histórias de quadradinhos. Palpita-me que entre todos os heróis Louçã resolveu vestir a pele de Frank Castle, um vigilante, que fez as delícias dos leitores da série «O Justiceiro». Só assim se percebe a sua cruzada em várias direcções, a susa certeza de julgamento, a posição em que se coloca de ser o fiel da justiça e do bem.
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BD
Finalmente percebi tudo do discurso de Louçã. O dirigente do BE deve ser um fanático entusiasta de BD e em particular do universo dos heróis da Marvel, essa fábrica de personagens das histórias de quadradinhos. Palpita-me que entre todos os heróis Louçã resolveu vestir a pele de Frank Castle, um vigilante, que fez as delícias dos leitores da série «O Justiceiro». Só assim se percebe a sua cruzada em várias direcções, a susa certeza de julgamento, a posição em que se coloca de ser o fiel da justiça e do bem.
Finalmente percebi tudo do discurso de Louçã. O dirigente do BE deve ser um fanático entusiasta de BD e em particular do universo dos heróis da Marvel, essa fábrica de personagens das histórias de quadradinhos. Palpita-me que entre todos os heróis Louçã resolveu vestir a pele de Frank Castle, um vigilante, que fez as delícias dos leitores da série «O Justiceiro». Só assim se percebe a sua cruzada em várias direcções, a susa certeza de julgamento, a posição em que se coloca de ser o fiel da justiça e do bem.
janeiro 25, 2005
IDEIAS
O grande problema é que não chega ter boas ideias. É preciso saber se elas são exequíveis e saber como e quando se podem concretizar. É preciso transformar as ideias em actos. É preciso saber concretizar projectos. Pensem todos um pouco na história recente de Portugal e vejam quem conseguiu lançar e concretizar projectos e quem ficou a falar deles sem os fazer andar. É um belo método ded análise política.
O grande problema é que não chega ter boas ideias. É preciso saber se elas são exequíveis e saber como e quando se podem concretizar. É preciso transformar as ideias em actos. É preciso saber concretizar projectos. Pensem todos um pouco na história recente de Portugal e vejam quem conseguiu lançar e concretizar projectos e quem ficou a falar deles sem os fazer andar. É um belo método ded análise política.
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IDEIAS
O grande problema é que não chega ter boas ideias. É preciso saber se elas são exequíveis e saber como e quando se podem concretizar. É preciso transformar as ideias em actos. É preciso saber concretizar projectos. Pensem todos um pouco na história recente de Portugal e vejam quem conseguiu lançar e concretizar projectos e quem ficou a falar deles sem os fazer andar. É um belo método ded análise política.
O grande problema é que não chega ter boas ideias. É preciso saber se elas são exequíveis e saber como e quando se podem concretizar. É preciso transformar as ideias em actos. É preciso saber concretizar projectos. Pensem todos um pouco na história recente de Portugal e vejam quem conseguiu lançar e concretizar projectos e quem ficou a falar deles sem os fazer andar. É um belo método ded análise política.
janeiro 22, 2005
BONECADAS - Não sei se já repararam, mas este ano a campanha eleitoral estará em pleno no período do carnaval – a bem dizer não haverá muita diferença porque os últimos tempos têm sido férteis em partes gagas vindas de todas as direcções. Muito elucidativamente o Bloco de Esquerda arrancou a campanha com uma brincadeira na baixa lisboeta, um jogo de bowling onde os bonecos eram pessoas. É a confirmação de que os partidos tratam as pessoas como bonecos. Fixem isto: o «Público» divulgou esta semana uma sondagem com um resultado aterrador: 76% dos portugueses acham que os políticos só estão interessados nos votos das pessoas, 75% acha que bem lá no fundo os partidos são todos iguais e 50% declaram-se pouco ou nada interessados na política.
FACILIDADES - Numa conjuntura como a actual, num cenário de eleições antecipadas, é bem mais fácil estar na oposição que no Governo – e cá para mim isto foi coisa que pesou na decisão da dissolução. A história deste episódio está aliás ainda para ser bem contada: nas redacções dos media desde o início de Novembro que se sabia que assessores do Presidente da República estudavam a possibilidade do cenário da dissolução e que Belém estava apenas à espera de um pretexto para avançar nesse sentido. A coisa não foi decisão súbita nem provocada por um facto concreto: na realidade esteve a fermentar durante largas semanas à espera de uma oportunidade. E esta azáfama começou apenas três meses depois de Sampaio ter optado por não realizar eleições. Volatilidades...
AVISO - A SEDES veio esta semana avisar solenemente que o país está ingovernável. Já tínhamos percebido que era assim – por isso Guterres se foi embora, por isso Durão optou pela Europa, por isso Ferro Rodrigues mudou de vida. Este aviso da SEDES podia ter sido dado há uns meses ao Presidente da República, talvez se evitassem alguns episódios insólitos, como a não convocação de eleições em Julho ou a dissolução em Dezembro. O que a SEDES vem dizer, de facto, é que o problema não é de quem está, é do estado a que isto chegou.
SETENTA - Um grupo de notáveis figuras da política, com uma idade média na casa dos 70 anos, falou da actualidade (com uma rara excepção) como se não tivessem tido responsabilidades no passado. Na maioria quiseram apresentar-se como impolutas virgens sem mácula sem vivências partidárias. Bem sei que é sempre mais fácil falar quando se está de fora, mas não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas que permitam tornar isto tudo mais possível e governável, diferentes daquelas que já estão em cima da mesa.
BACK TO BASICS – Até ao lavar dos cestos é vindima; convém é ver se o fundo dos cestos está inteiro...
RECOMENDAÇÃO - Existe um blog imperdível , o «Margens de Erro». Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente e cujo link de acesso pode ser encontrado nesse mesmo blog, www.margensdeerro.blogspot.com .
COMIDINHA – Para estes dias frios, uma comida quente. Recomendo vivamente a cozinha goesa do Xanti, Calçada do Livramento, 17, Casa de Goa, mesmo por tràs do Palácio das Necessidades. Tem estacionamento fácil com parque próprio. Comida e serviço impecáveis. Vamos por partes: couvert inclui chapattis que podem ser lambuzados com um chutney de manga verde bem picante e uma pasta de côco e coentros deliciosa; as chamuças têm uma massa levíssima e vêm sem óleo a pingar; boa nota para o caril de gambas e para o xacuti de galinha; a rematar uma bebinca bem caseira. E o sítio ainda por cima é bem engraçado.
FACILIDADES - Numa conjuntura como a actual, num cenário de eleições antecipadas, é bem mais fácil estar na oposição que no Governo – e cá para mim isto foi coisa que pesou na decisão da dissolução. A história deste episódio está aliás ainda para ser bem contada: nas redacções dos media desde o início de Novembro que se sabia que assessores do Presidente da República estudavam a possibilidade do cenário da dissolução e que Belém estava apenas à espera de um pretexto para avançar nesse sentido. A coisa não foi decisão súbita nem provocada por um facto concreto: na realidade esteve a fermentar durante largas semanas à espera de uma oportunidade. E esta azáfama começou apenas três meses depois de Sampaio ter optado por não realizar eleições. Volatilidades...
AVISO - A SEDES veio esta semana avisar solenemente que o país está ingovernável. Já tínhamos percebido que era assim – por isso Guterres se foi embora, por isso Durão optou pela Europa, por isso Ferro Rodrigues mudou de vida. Este aviso da SEDES podia ter sido dado há uns meses ao Presidente da República, talvez se evitassem alguns episódios insólitos, como a não convocação de eleições em Julho ou a dissolução em Dezembro. O que a SEDES vem dizer, de facto, é que o problema não é de quem está, é do estado a que isto chegou.
SETENTA - Um grupo de notáveis figuras da política, com uma idade média na casa dos 70 anos, falou da actualidade (com uma rara excepção) como se não tivessem tido responsabilidades no passado. Na maioria quiseram apresentar-se como impolutas virgens sem mácula sem vivências partidárias. Bem sei que é sempre mais fácil falar quando se está de fora, mas não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas que permitam tornar isto tudo mais possível e governável, diferentes daquelas que já estão em cima da mesa.
BACK TO BASICS – Até ao lavar dos cestos é vindima; convém é ver se o fundo dos cestos está inteiro...
RECOMENDAÇÃO - Existe um blog imperdível , o «Margens de Erro». Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente e cujo link de acesso pode ser encontrado nesse mesmo blog, www.margensdeerro.blogspot.com .
COMIDINHA – Para estes dias frios, uma comida quente. Recomendo vivamente a cozinha goesa do Xanti, Calçada do Livramento, 17, Casa de Goa, mesmo por tràs do Palácio das Necessidades. Tem estacionamento fácil com parque próprio. Comida e serviço impecáveis. Vamos por partes: couvert inclui chapattis que podem ser lambuzados com um chutney de manga verde bem picante e uma pasta de côco e coentros deliciosa; as chamuças têm uma massa levíssima e vêm sem óleo a pingar; boa nota para o caril de gambas e para o xacuti de galinha; a rematar uma bebinca bem caseira. E o sítio ainda por cima é bem engraçado.
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BONECADAS - Não sei se já repararam, mas este ano a campanha eleitoral estará em pleno no período do carnaval – a bem dizer não haverá muita diferença porque os últimos tempos têm sido férteis em partes gagas vindas de todas as direcções. Muito elucidativamente o Bloco de Esquerda arrancou a campanha com uma brincadeira na baixa lisboeta, um jogo de bowling onde os bonecos eram pessoas. É a confirmação de que os partidos tratam as pessoas como bonecos. Fixem isto: o «Público» divulgou esta semana uma sondagem com um resultado aterrador: 76% dos portugueses acham que os políticos só estão interessados nos votos das pessoas, 75% acha que bem lá no fundo os partidos são todos iguais e 50% declaram-se pouco ou nada interessados na política.
FACILIDADES - Numa conjuntura como a actual, num cenário de eleições antecipadas, é bem mais fácil estar na oposição que no Governo – e cá para mim isto foi coisa que pesou na decisão da dissolução. A história deste episódio está aliás ainda para ser bem contada: nas redacções dos media desde o início de Novembro que se sabia que assessores do Presidente da República estudavam a possibilidade do cenário da dissolução e que Belém estava apenas à espera de um pretexto para avançar nesse sentido. A coisa não foi decisão súbita nem provocada por um facto concreto: na realidade esteve a fermentar durante largas semanas à espera de uma oportunidade. E esta azáfama começou apenas três meses depois de Sampaio ter optado por não realizar eleições. Volatilidades...
AVISO - A SEDES veio esta semana avisar solenemente que o país está ingovernável. Já tínhamos percebido que era assim – por isso Guterres se foi embora, por isso Durão optou pela Europa, por isso Ferro Rodrigues mudou de vida. Este aviso da SEDES podia ter sido dado há uns meses ao Presidente da República, talvez se evitassem alguns episódios insólitos, como a não convocação de eleições em Julho ou a dissolução em Dezembro. O que a SEDES vem dizer, de facto, é que o problema não é de quem está, é do estado a que isto chegou.
SETENTA - Um grupo de notáveis figuras da política, com uma idade média na casa dos 70 anos, falou da actualidade (com uma rara excepção) como se não tivessem tido responsabilidades no passado. Na maioria quiseram apresentar-se como impolutas virgens sem mácula sem vivências partidárias. Bem sei que é sempre mais fácil falar quando se está de fora, mas não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas que permitam tornar isto tudo mais possível e governável, diferentes daquelas que já estão em cima da mesa.
BACK TO BASICS – Até ao lavar dos cestos é vindima; convém é ver se o fundo dos cestos está inteiro...
RECOMENDAÇÃO - Existe um blog imperdível , o «Margens de Erro». Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente e cujo link de acesso pode ser encontrado nesse mesmo blog, www.margensdeerro.blogspot.com .
COMIDINHA – Para estes dias frios, uma comida quente. Recomendo vivamente a cozinha goesa do Xanti, Calçada do Livramento, 17, Casa de Goa, mesmo por tràs do Palácio das Necessidades. Tem estacionamento fácil com parque próprio. Comida e serviço impecáveis. Vamos por partes: couvert inclui chapattis que podem ser lambuzados com um chutney de manga verde bem picante e uma pasta de côco e coentros deliciosa; as chamuças têm uma massa levíssima e vêm sem óleo a pingar; boa nota para o caril de gambas e para o xacuti de galinha; a rematar uma bebinca bem caseira. E o sítio ainda por cima é bem engraçado.
FACILIDADES - Numa conjuntura como a actual, num cenário de eleições antecipadas, é bem mais fácil estar na oposição que no Governo – e cá para mim isto foi coisa que pesou na decisão da dissolução. A história deste episódio está aliás ainda para ser bem contada: nas redacções dos media desde o início de Novembro que se sabia que assessores do Presidente da República estudavam a possibilidade do cenário da dissolução e que Belém estava apenas à espera de um pretexto para avançar nesse sentido. A coisa não foi decisão súbita nem provocada por um facto concreto: na realidade esteve a fermentar durante largas semanas à espera de uma oportunidade. E esta azáfama começou apenas três meses depois de Sampaio ter optado por não realizar eleições. Volatilidades...
AVISO - A SEDES veio esta semana avisar solenemente que o país está ingovernável. Já tínhamos percebido que era assim – por isso Guterres se foi embora, por isso Durão optou pela Europa, por isso Ferro Rodrigues mudou de vida. Este aviso da SEDES podia ter sido dado há uns meses ao Presidente da República, talvez se evitassem alguns episódios insólitos, como a não convocação de eleições em Julho ou a dissolução em Dezembro. O que a SEDES vem dizer, de facto, é que o problema não é de quem está, é do estado a que isto chegou.
SETENTA - Um grupo de notáveis figuras da política, com uma idade média na casa dos 70 anos, falou da actualidade (com uma rara excepção) como se não tivessem tido responsabilidades no passado. Na maioria quiseram apresentar-se como impolutas virgens sem mácula sem vivências partidárias. Bem sei que é sempre mais fácil falar quando se está de fora, mas não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas que permitam tornar isto tudo mais possível e governável, diferentes daquelas que já estão em cima da mesa.
BACK TO BASICS – Até ao lavar dos cestos é vindima; convém é ver se o fundo dos cestos está inteiro...
RECOMENDAÇÃO - Existe um blog imperdível , o «Margens de Erro». Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente e cujo link de acesso pode ser encontrado nesse mesmo blog, www.margensdeerro.blogspot.com .
COMIDINHA – Para estes dias frios, uma comida quente. Recomendo vivamente a cozinha goesa do Xanti, Calçada do Livramento, 17, Casa de Goa, mesmo por tràs do Palácio das Necessidades. Tem estacionamento fácil com parque próprio. Comida e serviço impecáveis. Vamos por partes: couvert inclui chapattis que podem ser lambuzados com um chutney de manga verde bem picante e uma pasta de côco e coentros deliciosa; as chamuças têm uma massa levíssima e vêm sem óleo a pingar; boa nota para o caril de gambas e para o xacuti de galinha; a rematar uma bebinca bem caseira. E o sítio ainda por cima é bem engraçado.
janeiro 21, 2005
O GRANDE LOUÇÃ
Por muito que viva, não me hei-de esquecer desta:" O Senhor não pode falar do direito à vida porque nunca gerou vida. Não sabe o que é gerar vida. Eu tenho uma filha. Eu sei o que é um sorriso de uma criança." (Francisco Louçã dirigindo-se a Paulo Portas num debate eleitoral televisivo).
Os actos - e as palavras - ficam com os seus autores.
Que dirão disto a muito politicamente correcta legião de simpatizantes do Bloco nos media?
Por muito que viva, não me hei-de esquecer desta:" O Senhor não pode falar do direito à vida porque nunca gerou vida. Não sabe o que é gerar vida. Eu tenho uma filha. Eu sei o que é um sorriso de uma criança." (Francisco Louçã dirigindo-se a Paulo Portas num debate eleitoral televisivo).
Os actos - e as palavras - ficam com os seus autores.
Que dirão disto a muito politicamente correcta legião de simpatizantes do Bloco nos media?
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O GRANDE LOUÇÃ
Por muito que viva, não me hei-de esquecer desta:" O Senhor não pode falar do direito à vida porque nunca gerou vida. Não sabe o que é gerar vida. Eu tenho uma filha. Eu sei o que é um sorriso de uma criança." (Francisco Louçã dirigindo-se a Paulo Portas num debate eleitoral televisivo).
Os actos - e as palavras - ficam com os seus autores.
Que dirão disto a muito politicamente correcta legião de simpatizantes do Bloco nos media?
Por muito que viva, não me hei-de esquecer desta:" O Senhor não pode falar do direito à vida porque nunca gerou vida. Não sabe o que é gerar vida. Eu tenho uma filha. Eu sei o que é um sorriso de uma criança." (Francisco Louçã dirigindo-se a Paulo Portas num debate eleitoral televisivo).
Os actos - e as palavras - ficam com os seus autores.
Que dirão disto a muito politicamente correcta legião de simpatizantes do Bloco nos media?
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BLOCO CENTRAL
Quando pensava já ter visto tudo, eis que mais uma vez fui surpreendido: O Presidente do Benfica e do Sporting sentaram-se um ao lado do outro e apresentaram aos portugueses o seu pacto de regime. Jorge Sampaio já foi em parte ouvido. O Bloco Central já funciona no futebol.
Quando pensava já ter visto tudo, eis que mais uma vez fui surpreendido: O Presidente do Benfica e do Sporting sentaram-se um ao lado do outro e apresentaram aos portugueses o seu pacto de regime. Jorge Sampaio já foi em parte ouvido. O Bloco Central já funciona no futebol.
janeiro 20, 2005
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BOATOS
Nada pior que usar a boataria como combustível de campanhas. Quando isto começa é um processo que se torna rapidamente num incêndio incontrolável.
Nada pior que usar a boataria como combustível de campanhas. Quando isto começa é um processo que se torna rapidamente num incêndio incontrolável.
REFORMAR
No âmbito da presente campanha eleitoral houve quem submetesse a «focus groups» de eleitores ideias-chave para temas de campanha. Uma palavra que ninguém quer ouvir é «reformas»; não as reformas do emprego - mas sim as reformas da sociedade, do sistema do que quer que seja. Os eleitores querem é que nada mude. Mudar custa sempre mais que ficar na mesma, não é?
No âmbito da presente campanha eleitoral houve quem submetesse a «focus groups» de eleitores ideias-chave para temas de campanha. Uma palavra que ninguém quer ouvir é «reformas»; não as reformas do emprego - mas sim as reformas da sociedade, do sistema do que quer que seja. Os eleitores querem é que nada mude. Mudar custa sempre mais que ficar na mesma, não é?
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REFORMAR
No âmbito da presente campanha eleitoral houve quem submetesse a «focus groups» de eleitores ideias-chave para temas de campanha. Uma palavra que ninguém quer ouvir é «reformas»; não as reformas do emprego - mas sim as reformas da sociedade, do sistema do que quer que seja. Os eleitores querem é que nada mude. Mudar custa sempre mais que ficar na mesma, não é?
No âmbito da presente campanha eleitoral houve quem submetesse a «focus groups» de eleitores ideias-chave para temas de campanha. Uma palavra que ninguém quer ouvir é «reformas»; não as reformas do emprego - mas sim as reformas da sociedade, do sistema do que quer que seja. Os eleitores querem é que nada mude. Mudar custa sempre mais que ficar na mesma, não é?
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PORQUÊ?
Mesmo quando tudo parece estar a correr melhor, há sempre um engano, uma trapalhada, uma troca, que dá cabo do efeito positivo e vem criar mais confusão. Porquê?
Mesmo quando tudo parece estar a correr melhor, há sempre um engano, uma trapalhada, uma troca, que dá cabo do efeito positivo e vem criar mais confusão. Porquê?
janeiro 19, 2005
OPOSIÇÃO
É quase sempre mais fácil estar na oposição do que estar no Governo quando se trata de eleições antecipadas como na conjuntura actual - cá para mim isto foi aliás tema que pesou na decisão da dissolução. Mas, adiante: a única coisa que dificulta a vida à oposição é que não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas diferentes exequíveis.
É quase sempre mais fácil estar na oposição do que estar no Governo quando se trata de eleições antecipadas como na conjuntura actual - cá para mim isto foi aliás tema que pesou na decisão da dissolução. Mas, adiante: a única coisa que dificulta a vida à oposição é que não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas diferentes exequíveis.
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OPOSIÇÃO
É quase sempre mais fácil estar na oposição do que estar no Governo quando se trata de eleições antecipadas como na conjuntura actual - cá para mim isto foi aliás tema que pesou na decisão da dissolução. Mas, adiante: a única coisa que dificulta a vida à oposição é que não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas diferentes exequíveis.
É quase sempre mais fácil estar na oposição do que estar no Governo quando se trata de eleições antecipadas como na conjuntura actual - cá para mim isto foi aliás tema que pesou na decisão da dissolução. Mas, adiante: a única coisa que dificulta a vida à oposição é que não basta ser-se do contra; convém que se apresentem alternativas. E se olharmos para a paisagem nacional é fácil notar como existe uma grande falta de apresentação de propostas diferentes exequíveis.
janeiro 18, 2005
Sobre os Partidos
No seu documento «Portugal: afrontar os desafios, assegurar o futuro», a Sedes traça um quadro do sistema político-partidário que é bem certeiro, como se pode ver neste excerto:
Existe hoje uma descrença generalizada no sistema e nos seus principais agentes, que não têm conseguido, apesar da alternância democrática, produzir as soluções que assegurem o desenvolvimento equilibrado e sustentado do País. Portugal começa a apresentar sinais evidentes de ingovernabilidade, que é necessário atalhar.
Por um lado, a agenda política é cada vez mais condicionada pela agenda mediática que, na ausência de referenciais deontológicos geralmente reconhecidos e institucionalmente assegurados, se tem deixado subordinar aos critérios da trivialidade e do espectáculo de massas.
A acção política tende assim a sucumbir frequentemente ao populismo e ao imediatismo, com sacrifício dos resultados mais duradouros.
Além disso, a prática mediática tem sido muito marcada por um enviesamento negativista (explorando e ampliando os aspectos negativos da realidade e da acção) e pela tendência de, sob esse enviesamento, referendar continuamente a acção política, fazendo caminhar o regime, de uma democracia representativa, de mandato político, para uma democracia populista, de base emocional.
Por outro lado, os partidos têm deixado deteriorar a qualidade da representação política da sociedade. Demasiado emaranhados em teias de interesses, a que acabam por ficar sujeitos pelas enormes exigências financeiras que a disputa eleitoral hoje impõe, têm subalternizado o debate doutrinário e a acção norteada por princípios, e desenvolvido mecanismos de selecção mediocrizantes.
Tem sido, aliás, manifesta a incapacidade dos partidos para se renovarem e para atraírem ao seu seio, ou mobilizarem para a actividade política, melhores quadros e melhores valores intelectuais.A sua vida tende a ser dominada por nomenclaturas perdurantes, que, pelo poder que exercem na nomeação de deputados, tem capturado a representação política e constituído um factor de rarefacção e de sério empobrecimento dessa mesma representação. Ao mesmo tempo que torna o próprio poder democrático mais facilmente permeável pelos interesses estabelecidos e contribui para o desinteresse da população na sua representação política e para o estreitamento da base eleitoral.
O documento pode ser lido na íntegra aqui, no Diário de Notícias.
No seu documento «Portugal: afrontar os desafios, assegurar o futuro», a Sedes traça um quadro do sistema político-partidário que é bem certeiro, como se pode ver neste excerto:
Existe hoje uma descrença generalizada no sistema e nos seus principais agentes, que não têm conseguido, apesar da alternância democrática, produzir as soluções que assegurem o desenvolvimento equilibrado e sustentado do País. Portugal começa a apresentar sinais evidentes de ingovernabilidade, que é necessário atalhar.
Por um lado, a agenda política é cada vez mais condicionada pela agenda mediática que, na ausência de referenciais deontológicos geralmente reconhecidos e institucionalmente assegurados, se tem deixado subordinar aos critérios da trivialidade e do espectáculo de massas.
A acção política tende assim a sucumbir frequentemente ao populismo e ao imediatismo, com sacrifício dos resultados mais duradouros.
Além disso, a prática mediática tem sido muito marcada por um enviesamento negativista (explorando e ampliando os aspectos negativos da realidade e da acção) e pela tendência de, sob esse enviesamento, referendar continuamente a acção política, fazendo caminhar o regime, de uma democracia representativa, de mandato político, para uma democracia populista, de base emocional.
Por outro lado, os partidos têm deixado deteriorar a qualidade da representação política da sociedade. Demasiado emaranhados em teias de interesses, a que acabam por ficar sujeitos pelas enormes exigências financeiras que a disputa eleitoral hoje impõe, têm subalternizado o debate doutrinário e a acção norteada por princípios, e desenvolvido mecanismos de selecção mediocrizantes.
Tem sido, aliás, manifesta a incapacidade dos partidos para se renovarem e para atraírem ao seu seio, ou mobilizarem para a actividade política, melhores quadros e melhores valores intelectuais.A sua vida tende a ser dominada por nomenclaturas perdurantes, que, pelo poder que exercem na nomeação de deputados, tem capturado a representação política e constituído um factor de rarefacção e de sério empobrecimento dessa mesma representação. Ao mesmo tempo que torna o próprio poder democrático mais facilmente permeável pelos interesses estabelecidos e contribui para o desinteresse da população na sua representação política e para o estreitamento da base eleitoral.
O documento pode ser lido na íntegra aqui, no Diário de Notícias.
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Sobre os Partidos
No seu documento «Portugal: afrontar os desafios, assegurar o futuro», a Sedes traça um quadro do sistema político-partidário que é bem certeiro, como se pode ver neste excerto:
Existe hoje uma descrença generalizada no sistema e nos seus principais agentes, que não têm conseguido, apesar da alternância democrática, produzir as soluções que assegurem o desenvolvimento equilibrado e sustentado do País. Portugal começa a apresentar sinais evidentes de ingovernabilidade, que é necessário atalhar.
Por um lado, a agenda política é cada vez mais condicionada pela agenda mediática que, na ausência de referenciais deontológicos geralmente reconhecidos e institucionalmente assegurados, se tem deixado subordinar aos critérios da trivialidade e do espectáculo de massas.
A acção política tende assim a sucumbir frequentemente ao populismo e ao imediatismo, com sacrifício dos resultados mais duradouros.
Além disso, a prática mediática tem sido muito marcada por um enviesamento negativista (explorando e ampliando os aspectos negativos da realidade e da acção) e pela tendência de, sob esse enviesamento, referendar continuamente a acção política, fazendo caminhar o regime, de uma democracia representativa, de mandato político, para uma democracia populista, de base emocional.
Por outro lado, os partidos têm deixado deteriorar a qualidade da representação política da sociedade. Demasiado emaranhados em teias de interesses, a que acabam por ficar sujeitos pelas enormes exigências financeiras que a disputa eleitoral hoje impõe, têm subalternizado o debate doutrinário e a acção norteada por princípios, e desenvolvido mecanismos de selecção mediocrizantes.
Tem sido, aliás, manifesta a incapacidade dos partidos para se renovarem e para atraírem ao seu seio, ou mobilizarem para a actividade política, melhores quadros e melhores valores intelectuais.A sua vida tende a ser dominada por nomenclaturas perdurantes, que, pelo poder que exercem na nomeação de deputados, tem capturado a representação política e constituído um factor de rarefacção e de sério empobrecimento dessa mesma representação. Ao mesmo tempo que torna o próprio poder democrático mais facilmente permeável pelos interesses estabelecidos e contribui para o desinteresse da população na sua representação política e para o estreitamento da base eleitoral.
O documento pode ser lido na íntegra aqui, no Diário de Notícias.
No seu documento «Portugal: afrontar os desafios, assegurar o futuro», a Sedes traça um quadro do sistema político-partidário que é bem certeiro, como se pode ver neste excerto:
Existe hoje uma descrença generalizada no sistema e nos seus principais agentes, que não têm conseguido, apesar da alternância democrática, produzir as soluções que assegurem o desenvolvimento equilibrado e sustentado do País. Portugal começa a apresentar sinais evidentes de ingovernabilidade, que é necessário atalhar.
Por um lado, a agenda política é cada vez mais condicionada pela agenda mediática que, na ausência de referenciais deontológicos geralmente reconhecidos e institucionalmente assegurados, se tem deixado subordinar aos critérios da trivialidade e do espectáculo de massas.
A acção política tende assim a sucumbir frequentemente ao populismo e ao imediatismo, com sacrifício dos resultados mais duradouros.
Além disso, a prática mediática tem sido muito marcada por um enviesamento negativista (explorando e ampliando os aspectos negativos da realidade e da acção) e pela tendência de, sob esse enviesamento, referendar continuamente a acção política, fazendo caminhar o regime, de uma democracia representativa, de mandato político, para uma democracia populista, de base emocional.
Por outro lado, os partidos têm deixado deteriorar a qualidade da representação política da sociedade. Demasiado emaranhados em teias de interesses, a que acabam por ficar sujeitos pelas enormes exigências financeiras que a disputa eleitoral hoje impõe, têm subalternizado o debate doutrinário e a acção norteada por princípios, e desenvolvido mecanismos de selecção mediocrizantes.
Tem sido, aliás, manifesta a incapacidade dos partidos para se renovarem e para atraírem ao seu seio, ou mobilizarem para a actividade política, melhores quadros e melhores valores intelectuais.A sua vida tende a ser dominada por nomenclaturas perdurantes, que, pelo poder que exercem na nomeação de deputados, tem capturado a representação política e constituído um factor de rarefacção e de sério empobrecimento dessa mesma representação. Ao mesmo tempo que torna o próprio poder democrático mais facilmente permeável pelos interesses estabelecidos e contribui para o desinteresse da população na sua representação política e para o estreitamento da base eleitoral.
O documento pode ser lido na íntegra aqui, no Diário de Notícias.
INGOVERNÁVEL?
Um estudo da SEDES hoje divulgado alerta para os perigos da ingovernabilidade do país. Alguém devia ter dado os relatórios preliminares ao Presidente da República. Sempre se podia ter poupado algum tempo. E, talvez, o Dr. Sampaio percebesse que o problema não estava nesta maioria. Vai ser giro ver como se vai sair desta - até porque do lado do Engenheiro Sócrates as coisas também não parecem muitop famosas.
Um estudo da SEDES hoje divulgado alerta para os perigos da ingovernabilidade do país. Alguém devia ter dado os relatórios preliminares ao Presidente da República. Sempre se podia ter poupado algum tempo. E, talvez, o Dr. Sampaio percebesse que o problema não estava nesta maioria. Vai ser giro ver como se vai sair desta - até porque do lado do Engenheiro Sócrates as coisas também não parecem muitop famosas.
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INGOVERNÁVEL?
Um estudo da SEDES hoje divulgado alerta para os perigos da ingovernabilidade do país. Alguém devia ter dado os relatórios preliminares ao Presidente da República. Sempre se podia ter poupado algum tempo. E, talvez, o Dr. Sampaio percebesse que o problema não estava nesta maioria. Vai ser giro ver como se vai sair desta - até porque do lado do Engenheiro Sócrates as coisas também não parecem muitop famosas.
Um estudo da SEDES hoje divulgado alerta para os perigos da ingovernabilidade do país. Alguém devia ter dado os relatórios preliminares ao Presidente da República. Sempre se podia ter poupado algum tempo. E, talvez, o Dr. Sampaio percebesse que o problema não estava nesta maioria. Vai ser giro ver como se vai sair desta - até porque do lado do Engenheiro Sócrates as coisas também não parecem muitop famosas.
janeiro 17, 2005
SONDAGEM
Existe um blog imperdível , o Margens de Erro. Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente link.pdf.
Existe um blog imperdível , o Margens de Erro. Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente link.pdf.
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SONDAGEM
Existe um blog imperdível , o Margens de Erro. Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente link.pdf.
Existe um blog imperdível , o Margens de Erro. Ali aprende-se sobre sondagens, podem comparar-se várias e até se pode ver o resultado da média das sondagens mais recentes. O seu autor, Pedro Magalhães, docente na Universidade Católica é o autor de um interessante estudo sobre a evolução das sondagens pré-leitorais em Portugal, cuja leitura se recomenda vivamente link.pdf.
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DESINTERESSE
O «Público» de hoje publica uma sondagem com um resultado aterrador: 76% dos portugueses acham que os políticos só estão interessados nos votos das pessoas e 75% acha que bem lá no fundo os partidos são todos iguais. 50% declaram-se pouico ou nada interessados na política.
O «Público» de hoje publica uma sondagem com um resultado aterrador: 76% dos portugueses acham que os políticos só estão interessados nos votos das pessoas e 75% acha que bem lá no fundo os partidos são todos iguais. 50% declaram-se pouico ou nada interessados na política.
HIPOCRISIAS
De repente toda a gente quer ser reformista. De repente toda a gente quer mascarar-se: o país está subitamente cheio de Brancas de Neve, sem defeitos, nem pecados. Até o Presidente da República defende agora que deve haver uma maioria estável – presume-se das suas acções recentes que a entende preferível com um único partido a formar Governo.
Em relação às próximas eleições as propostas dos partidos vão sendo atiradas para cima da mesa, de forma avulsa, como meros instrumentos de propaganda. Avolumam-se os sinais de que haja candidatos que não querem entrar em debates, preferindo estarem sózinhos em cima do palco.
Isto da fuga ao debate deve ser vírus contagioso – começou por atacar a Ministra da Educação, mas rapidamente alastra pelo espectro político. Os debates são necessários – na sua essência uma campanha eleitoral é um confronto de ideias e isso só se consegue com os adversários frente-a-frente, olhos nos olhos..
Não querer debates e ao mesmo tempo alimentar polémicas com assuntos menores, fomentar declarações e a actuação de porta-vozes, são formas de utilizar a informação e os media, não são formas de proporcionar informação, esclarecimento, troca de ideias – enfim, aquilo que devia caracterizar as bases de escolha do eleitorado.
Há muito que discutir, há muito que debater – a começar pelas reformas que todos dizem querer até chegar a hora da verdade. Há meios e condições para fazer reformas. O que falta é a vontade, fora dos períodos eleitorais. Esta é a maior hipocrisia que vivemos.
De repente toda a gente quer ser reformista. De repente toda a gente quer mascarar-se: o país está subitamente cheio de Brancas de Neve, sem defeitos, nem pecados. Até o Presidente da República defende agora que deve haver uma maioria estável – presume-se das suas acções recentes que a entende preferível com um único partido a formar Governo.
Em relação às próximas eleições as propostas dos partidos vão sendo atiradas para cima da mesa, de forma avulsa, como meros instrumentos de propaganda. Avolumam-se os sinais de que haja candidatos que não querem entrar em debates, preferindo estarem sózinhos em cima do palco.
Isto da fuga ao debate deve ser vírus contagioso – começou por atacar a Ministra da Educação, mas rapidamente alastra pelo espectro político. Os debates são necessários – na sua essência uma campanha eleitoral é um confronto de ideias e isso só se consegue com os adversários frente-a-frente, olhos nos olhos..
Não querer debates e ao mesmo tempo alimentar polémicas com assuntos menores, fomentar declarações e a actuação de porta-vozes, são formas de utilizar a informação e os media, não são formas de proporcionar informação, esclarecimento, troca de ideias – enfim, aquilo que devia caracterizar as bases de escolha do eleitorado.
Há muito que discutir, há muito que debater – a começar pelas reformas que todos dizem querer até chegar a hora da verdade. Há meios e condições para fazer reformas. O que falta é a vontade, fora dos períodos eleitorais. Esta é a maior hipocrisia que vivemos.
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HIPOCRISIAS
De repente toda a gente quer ser reformista. De repente toda a gente quer mascarar-se: o país está subitamente cheio de Brancas de Neve, sem defeitos, nem pecados. Até o Presidente da República defende agora que deve haver uma maioria estável – presume-se das suas acções recentes que a entende preferível com um único partido a formar Governo.
Em relação às próximas eleições as propostas dos partidos vão sendo atiradas para cima da mesa, de forma avulsa, como meros instrumentos de propaganda. Avolumam-se os sinais de que haja candidatos que não querem entrar em debates, preferindo estarem sózinhos em cima do palco.
Isto da fuga ao debate deve ser vírus contagioso – começou por atacar a Ministra da Educação, mas rapidamente alastra pelo espectro político. Os debates são necessários – na sua essência uma campanha eleitoral é um confronto de ideias e isso só se consegue com os adversários frente-a-frente, olhos nos olhos..
Não querer debates e ao mesmo tempo alimentar polémicas com assuntos menores, fomentar declarações e a actuação de porta-vozes, são formas de utilizar a informação e os media, não são formas de proporcionar informação, esclarecimento, troca de ideias – enfim, aquilo que devia caracterizar as bases de escolha do eleitorado.
Há muito que discutir, há muito que debater – a começar pelas reformas que todos dizem querer até chegar a hora da verdade. Há meios e condições para fazer reformas. O que falta é a vontade, fora dos períodos eleitorais. Esta é a maior hipocrisia que vivemos.
De repente toda a gente quer ser reformista. De repente toda a gente quer mascarar-se: o país está subitamente cheio de Brancas de Neve, sem defeitos, nem pecados. Até o Presidente da República defende agora que deve haver uma maioria estável – presume-se das suas acções recentes que a entende preferível com um único partido a formar Governo.
Em relação às próximas eleições as propostas dos partidos vão sendo atiradas para cima da mesa, de forma avulsa, como meros instrumentos de propaganda. Avolumam-se os sinais de que haja candidatos que não querem entrar em debates, preferindo estarem sózinhos em cima do palco.
Isto da fuga ao debate deve ser vírus contagioso – começou por atacar a Ministra da Educação, mas rapidamente alastra pelo espectro político. Os debates são necessários – na sua essência uma campanha eleitoral é um confronto de ideias e isso só se consegue com os adversários frente-a-frente, olhos nos olhos..
Não querer debates e ao mesmo tempo alimentar polémicas com assuntos menores, fomentar declarações e a actuação de porta-vozes, são formas de utilizar a informação e os media, não são formas de proporcionar informação, esclarecimento, troca de ideias – enfim, aquilo que devia caracterizar as bases de escolha do eleitorado.
Há muito que discutir, há muito que debater – a começar pelas reformas que todos dizem querer até chegar a hora da verdade. Há meios e condições para fazer reformas. O que falta é a vontade, fora dos períodos eleitorais. Esta é a maior hipocrisia que vivemos.
MISTÉRIO – Folheio os jornais todos os dias, vejo os noticiários, e sinto que está a fazer falta alguma coisa. Olho para todo o lado, ouço de todo o lado e mais se adensa a noção de que falta mesmo alguma coisa. E cada dia que passa mais me convenço que a maior das faltas na política portuguesa é puro e simples bom-senso.
VÍRUS – A política portuguesa parece contaminada por um vírus, que se espalhou por todos os partidos. É como se um «hacker» tivesse entrado no disco rígido e começasse a provocar problemas nos diversos ficheiros, provocando respostas automáticas não desejadas, interferindo com o funcionamento. O vírus tem-se espalhado rapidamente pela rêde do poder e chegou até ao «mainframe», o tal que está guardado em Belém. Nestas condições teme-se que o problema obrigue a mudanças sérias no sistema, com introdução de novos servidores e de novos sistemas de protecção. A operação de formatação de disco prevista para dia 20 de Fevereiro arrisca-se a não conseguir resolver os problemas existentes se a arquitectura da rêde e o seu funcionamento não forem repensados.
POPULISMO – Há seis meses atrás uma série de editoriais inflamados erguiam-se contra os perigos de populismo e de demagogia que atribuíam a Santana Lopes. Estranho imenso o silêncio de tanta mente que estava inquieta nessa época quando as demonstrações de populismo e de demagogia começam a ser moeda corrente no outro lado do espectro político. O rei vai nu e já ninguém se importa com isso?
PROGRAMAS – A cerca de um mês das eleições ainda não são conhecidos os programas eleitorais dos principais contendores. Mas a cerca de um mês das eleições abundam já as promessas. Promessas e mais promessas, mas o que importa é saber como elas vão ser concretizadas quando se sabe que à partida não pode haver mais dinheiro e que, antes pelo contrário, tem que se apertar ainda mais o cinto. Eu sei que não é simpático dizer-se que há que cortar ainda mais. Mas quem disser o contrário, mente. Não há dinheiro. O País gasta mais do que aquilo que produz. As reformas têm que ser profundas, não basta uma maquilhagem ligeira.
ELEGER – Eleger é votar, votar é escolher um entre vários. Para se poder votar tem que se conhecer o que cada um propõe. Para se decidir, ajuda saber como funcionam as ideias em confronto. Não basta comunicar o que se quer fazer, a estratégia que cada um propõe. É importante o debate entre pares : é nisso que a democracia se baseia – nos Parlamentos os deputados debatem uns com os outros, no processo que leva à escolha dos Parlamentos, por maioria da razão, o mesmo deve acontecer entre os candidatos a futuros deputados e governantes
BACK TO BASICS – Em tempo de guerra convém que se limpem algumas armas, senão encravam e é pior, começam a disparar para o lado; ou para trás.
COMIDINHA – No centro de Lisboa um bar restaurante com ar muito cosmopolita. Chama-se Luca e parece ser coisa a seguir com atenção. Boa música ambiente, bom ponto de partida na ementa, de inspiração vagamente italiana, mas muito cosmopolita. Voltarei ao assunto. Rua de Santa Marta 35, telef. 213150212.
SUGESTÃO –.A editorial Gótica lançou um livro que vale a pena descobrir: «Lisboa antes do Terramoto de 1755», que faz uso das reproduções das vistas de Lisboa, existentes em azulejos da época, provenientes do palácio dos Condes de Tentúgal, que está hoje no Museu Nacional do Azulejo. A obra é organizada por Paulo Henriques, Director do Museu, e utiliza também uma antologia de textos sobre Lisboa, do século XV ao século XVII, muito bem escolhidos. Atravesse o Tejo e ponha-se na outra margem, no alto da parte velha de Almada, e veja as diferenças. Vai ver que vale a pena.
VÍRUS – A política portuguesa parece contaminada por um vírus, que se espalhou por todos os partidos. É como se um «hacker» tivesse entrado no disco rígido e começasse a provocar problemas nos diversos ficheiros, provocando respostas automáticas não desejadas, interferindo com o funcionamento. O vírus tem-se espalhado rapidamente pela rêde do poder e chegou até ao «mainframe», o tal que está guardado em Belém. Nestas condições teme-se que o problema obrigue a mudanças sérias no sistema, com introdução de novos servidores e de novos sistemas de protecção. A operação de formatação de disco prevista para dia 20 de Fevereiro arrisca-se a não conseguir resolver os problemas existentes se a arquitectura da rêde e o seu funcionamento não forem repensados.
POPULISMO – Há seis meses atrás uma série de editoriais inflamados erguiam-se contra os perigos de populismo e de demagogia que atribuíam a Santana Lopes. Estranho imenso o silêncio de tanta mente que estava inquieta nessa época quando as demonstrações de populismo e de demagogia começam a ser moeda corrente no outro lado do espectro político. O rei vai nu e já ninguém se importa com isso?
PROGRAMAS – A cerca de um mês das eleições ainda não são conhecidos os programas eleitorais dos principais contendores. Mas a cerca de um mês das eleições abundam já as promessas. Promessas e mais promessas, mas o que importa é saber como elas vão ser concretizadas quando se sabe que à partida não pode haver mais dinheiro e que, antes pelo contrário, tem que se apertar ainda mais o cinto. Eu sei que não é simpático dizer-se que há que cortar ainda mais. Mas quem disser o contrário, mente. Não há dinheiro. O País gasta mais do que aquilo que produz. As reformas têm que ser profundas, não basta uma maquilhagem ligeira.
ELEGER – Eleger é votar, votar é escolher um entre vários. Para se poder votar tem que se conhecer o que cada um propõe. Para se decidir, ajuda saber como funcionam as ideias em confronto. Não basta comunicar o que se quer fazer, a estratégia que cada um propõe. É importante o debate entre pares : é nisso que a democracia se baseia – nos Parlamentos os deputados debatem uns com os outros, no processo que leva à escolha dos Parlamentos, por maioria da razão, o mesmo deve acontecer entre os candidatos a futuros deputados e governantes
BACK TO BASICS – Em tempo de guerra convém que se limpem algumas armas, senão encravam e é pior, começam a disparar para o lado; ou para trás.
COMIDINHA – No centro de Lisboa um bar restaurante com ar muito cosmopolita. Chama-se Luca e parece ser coisa a seguir com atenção. Boa música ambiente, bom ponto de partida na ementa, de inspiração vagamente italiana, mas muito cosmopolita. Voltarei ao assunto. Rua de Santa Marta 35, telef. 213150212.
SUGESTÃO –.A editorial Gótica lançou um livro que vale a pena descobrir: «Lisboa antes do Terramoto de 1755», que faz uso das reproduções das vistas de Lisboa, existentes em azulejos da época, provenientes do palácio dos Condes de Tentúgal, que está hoje no Museu Nacional do Azulejo. A obra é organizada por Paulo Henriques, Director do Museu, e utiliza também uma antologia de textos sobre Lisboa, do século XV ao século XVII, muito bem escolhidos. Atravesse o Tejo e ponha-se na outra margem, no alto da parte velha de Almada, e veja as diferenças. Vai ver que vale a pena.
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MISTÉRIO – Folheio os jornais todos os dias, vejo os noticiários, e sinto que está a fazer falta alguma coisa. Olho para todo o lado, ouço de todo o lado e mais se adensa a noção de que falta mesmo alguma coisa. E cada dia que passa mais me convenço que a maior das faltas na política portuguesa é puro e simples bom-senso.
VÍRUS – A política portuguesa parece contaminada por um vírus, que se espalhou por todos os partidos. É como se um «hacker» tivesse entrado no disco rígido e começasse a provocar problemas nos diversos ficheiros, provocando respostas automáticas não desejadas, interferindo com o funcionamento. O vírus tem-se espalhado rapidamente pela rêde do poder e chegou até ao «mainframe», o tal que está guardado em Belém. Nestas condições teme-se que o problema obrigue a mudanças sérias no sistema, com introdução de novos servidores e de novos sistemas de protecção. A operação de formatação de disco prevista para dia 20 de Fevereiro arrisca-se a não conseguir resolver os problemas existentes se a arquitectura da rêde e o seu funcionamento não forem repensados.
POPULISMO – Há seis meses atrás uma série de editoriais inflamados erguiam-se contra os perigos de populismo e de demagogia que atribuíam a Santana Lopes. Estranho imenso o silêncio de tanta mente que estava inquieta nessa época quando as demonstrações de populismo e de demagogia começam a ser moeda corrente no outro lado do espectro político. O rei vai nu e já ninguém se importa com isso?
PROGRAMAS – A cerca de um mês das eleições ainda não são conhecidos os programas eleitorais dos principais contendores. Mas a cerca de um mês das eleições abundam já as promessas. Promessas e mais promessas, mas o que importa é saber como elas vão ser concretizadas quando se sabe que à partida não pode haver mais dinheiro e que, antes pelo contrário, tem que se apertar ainda mais o cinto. Eu sei que não é simpático dizer-se que há que cortar ainda mais. Mas quem disser o contrário, mente. Não há dinheiro. O País gasta mais do que aquilo que produz. As reformas têm que ser profundas, não basta uma maquilhagem ligeira.
ELEGER – Eleger é votar, votar é escolher um entre vários. Para se poder votar tem que se conhecer o que cada um propõe. Para se decidir, ajuda saber como funcionam as ideias em confronto. Não basta comunicar o que se quer fazer, a estratégia que cada um propõe. É importante o debate entre pares : é nisso que a democracia se baseia – nos Parlamentos os deputados debatem uns com os outros, no processo que leva à escolha dos Parlamentos, por maioria da razão, o mesmo deve acontecer entre os candidatos a futuros deputados e governantes
BACK TO BASICS – Em tempo de guerra convém que se limpem algumas armas, senão encravam e é pior, começam a disparar para o lado; ou para trás.
COMIDINHA – No centro de Lisboa um bar restaurante com ar muito cosmopolita. Chama-se Luca e parece ser coisa a seguir com atenção. Boa música ambiente, bom ponto de partida na ementa, de inspiração vagamente italiana, mas muito cosmopolita. Voltarei ao assunto. Rua de Santa Marta 35, telef. 213150212.
SUGESTÃO –.A editorial Gótica lançou um livro que vale a pena descobrir: «Lisboa antes do Terramoto de 1755», que faz uso das reproduções das vistas de Lisboa, existentes em azulejos da época, provenientes do palácio dos Condes de Tentúgal, que está hoje no Museu Nacional do Azulejo. A obra é organizada por Paulo Henriques, Director do Museu, e utiliza também uma antologia de textos sobre Lisboa, do século XV ao século XVII, muito bem escolhidos. Atravesse o Tejo e ponha-se na outra margem, no alto da parte velha de Almada, e veja as diferenças. Vai ver que vale a pena.
VÍRUS – A política portuguesa parece contaminada por um vírus, que se espalhou por todos os partidos. É como se um «hacker» tivesse entrado no disco rígido e começasse a provocar problemas nos diversos ficheiros, provocando respostas automáticas não desejadas, interferindo com o funcionamento. O vírus tem-se espalhado rapidamente pela rêde do poder e chegou até ao «mainframe», o tal que está guardado em Belém. Nestas condições teme-se que o problema obrigue a mudanças sérias no sistema, com introdução de novos servidores e de novos sistemas de protecção. A operação de formatação de disco prevista para dia 20 de Fevereiro arrisca-se a não conseguir resolver os problemas existentes se a arquitectura da rêde e o seu funcionamento não forem repensados.
POPULISMO – Há seis meses atrás uma série de editoriais inflamados erguiam-se contra os perigos de populismo e de demagogia que atribuíam a Santana Lopes. Estranho imenso o silêncio de tanta mente que estava inquieta nessa época quando as demonstrações de populismo e de demagogia começam a ser moeda corrente no outro lado do espectro político. O rei vai nu e já ninguém se importa com isso?
PROGRAMAS – A cerca de um mês das eleições ainda não são conhecidos os programas eleitorais dos principais contendores. Mas a cerca de um mês das eleições abundam já as promessas. Promessas e mais promessas, mas o que importa é saber como elas vão ser concretizadas quando se sabe que à partida não pode haver mais dinheiro e que, antes pelo contrário, tem que se apertar ainda mais o cinto. Eu sei que não é simpático dizer-se que há que cortar ainda mais. Mas quem disser o contrário, mente. Não há dinheiro. O País gasta mais do que aquilo que produz. As reformas têm que ser profundas, não basta uma maquilhagem ligeira.
ELEGER – Eleger é votar, votar é escolher um entre vários. Para se poder votar tem que se conhecer o que cada um propõe. Para se decidir, ajuda saber como funcionam as ideias em confronto. Não basta comunicar o que se quer fazer, a estratégia que cada um propõe. É importante o debate entre pares : é nisso que a democracia se baseia – nos Parlamentos os deputados debatem uns com os outros, no processo que leva à escolha dos Parlamentos, por maioria da razão, o mesmo deve acontecer entre os candidatos a futuros deputados e governantes
BACK TO BASICS – Em tempo de guerra convém que se limpem algumas armas, senão encravam e é pior, começam a disparar para o lado; ou para trás.
COMIDINHA – No centro de Lisboa um bar restaurante com ar muito cosmopolita. Chama-se Luca e parece ser coisa a seguir com atenção. Boa música ambiente, bom ponto de partida na ementa, de inspiração vagamente italiana, mas muito cosmopolita. Voltarei ao assunto. Rua de Santa Marta 35, telef. 213150212.
SUGESTÃO –.A editorial Gótica lançou um livro que vale a pena descobrir: «Lisboa antes do Terramoto de 1755», que faz uso das reproduções das vistas de Lisboa, existentes em azulejos da época, provenientes do palácio dos Condes de Tentúgal, que está hoje no Museu Nacional do Azulejo. A obra é organizada por Paulo Henriques, Director do Museu, e utiliza também uma antologia de textos sobre Lisboa, do século XV ao século XVII, muito bem escolhidos. Atravesse o Tejo e ponha-se na outra margem, no alto da parte velha de Almada, e veja as diferenças. Vai ver que vale a pena.
janeiro 16, 2005
PALPITE
Tenho a impressão que esta vai ser a semana de todas as promessas: lá para dia 20 devem surgir os guias de promessas, que é como quem diz os programas eleitorais. E lá para o fim de semana inevitavelmente a rapaziada da política nbão deve deixar de largar umas fugas de informação para os semanários...
Tenho a impressão que esta vai ser a semana de todas as promessas: lá para dia 20 devem surgir os guias de promessas, que é como quem diz os programas eleitorais. E lá para o fim de semana inevitavelmente a rapaziada da política nbão deve deixar de largar umas fugas de informação para os semanários...
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PALPITE
Tenho a impressão que esta vai ser a semana de todas as promessas: lá para dia 20 devem surgir os guias de promessas, que é como quem diz os programas eleitorais. E lá para o fim de semana inevitavelmente a rapaziada da política nbão deve deixar de largar umas fugas de informação para os semanários...
Tenho a impressão que esta vai ser a semana de todas as promessas: lá para dia 20 devem surgir os guias de promessas, que é como quem diz os programas eleitorais. E lá para o fim de semana inevitavelmente a rapaziada da política nbão deve deixar de largar umas fugas de informação para os semanários...
janeiro 15, 2005
INTERESSE
O pessoal desiludiu-se com a política. Está descrente. Olha para o panorama e não vê grandes diferenças entre uns e outros. Ao fim destes anos todos já se vai percebendo que os partidos não podem ser encarados como clubes de futebol. Os partidos vão mudando, afastam-se dos cidadãos, afastam-se da sua missão, são representantes de grupos de interesses, vão evoluindo para pequenos círculos fechados. Os partidos não podem pedir a fidelidade dos eleitores. Têm é que se mostrar capazes de resolver os problemas, coerentes e, acima de tudo, têm que demonstrar seriedade. Ora a resolução de problemas, a coerência e a seiredade política são exactamente as grandes lacunas do sistema partidário português.
O pessoal desiludiu-se com a política. Está descrente. Olha para o panorama e não vê grandes diferenças entre uns e outros. Ao fim destes anos todos já se vai percebendo que os partidos não podem ser encarados como clubes de futebol. Os partidos vão mudando, afastam-se dos cidadãos, afastam-se da sua missão, são representantes de grupos de interesses, vão evoluindo para pequenos círculos fechados. Os partidos não podem pedir a fidelidade dos eleitores. Têm é que se mostrar capazes de resolver os problemas, coerentes e, acima de tudo, têm que demonstrar seriedade. Ora a resolução de problemas, a coerência e a seiredade política são exactamente as grandes lacunas do sistema partidário português.
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INTERESSE
O pessoal desiludiu-se com a política. Está descrente. Olha para o panorama e não vê grandes diferenças entre uns e outros. Ao fim destes anos todos já se vai percebendo que os partidos não podem ser encarados como clubes de futebol. Os partidos vão mudando, afastam-se dos cidadãos, afastam-se da sua missão, são representantes de grupos de interesses, vão evoluindo para pequenos círculos fechados. Os partidos não podem pedir a fidelidade dos eleitores. Têm é que se mostrar capazes de resolver os problemas, coerentes e, acima de tudo, têm que demonstrar seriedade. Ora a resolução de problemas, a coerência e a seiredade política são exactamente as grandes lacunas do sistema partidário português.
O pessoal desiludiu-se com a política. Está descrente. Olha para o panorama e não vê grandes diferenças entre uns e outros. Ao fim destes anos todos já se vai percebendo que os partidos não podem ser encarados como clubes de futebol. Os partidos vão mudando, afastam-se dos cidadãos, afastam-se da sua missão, são representantes de grupos de interesses, vão evoluindo para pequenos círculos fechados. Os partidos não podem pedir a fidelidade dos eleitores. Têm é que se mostrar capazes de resolver os problemas, coerentes e, acima de tudo, têm que demonstrar seriedade. Ora a resolução de problemas, a coerência e a seiredade política são exactamente as grandes lacunas do sistema partidário português.
janeiro 14, 2005
COMEÇOU...
Ainda a procissão vai no adro e um «Semanário» conhecido por ser altifalante de intrigas diversas já anuncia a criação de facções partidárias no PSD para a disputa interna de poder logo a seguir às eleições. Que alguém se lembre de escrever estas coisas é como o outro. Agora que jornais assim sejam presença constante em gabinetes e sedes partidárias é que mostra o estado da nação: uma newsletter de intriga sobrevive apenas porque as fontes querem todas andar a ver o que as outras dizem. Irra...
Ainda a procissão vai no adro e um «Semanário» conhecido por ser altifalante de intrigas diversas já anuncia a criação de facções partidárias no PSD para a disputa interna de poder logo a seguir às eleições. Que alguém se lembre de escrever estas coisas é como o outro. Agora que jornais assim sejam presença constante em gabinetes e sedes partidárias é que mostra o estado da nação: uma newsletter de intriga sobrevive apenas porque as fontes querem todas andar a ver o que as outras dizem. Irra...
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COMEÇOU...
Ainda a procissão vai no adro e um «Semanário» conhecido por ser altifalante de intrigas diversas já anuncia a criação de facções partidárias no PSD para a disputa interna de poder logo a seguir às eleições. Que alguém se lembre de escrever estas coisas é como o outro. Agora que jornais assim sejam presença constante em gabinetes e sedes partidárias é que mostra o estado da nação: uma newsletter de intriga sobrevive apenas porque as fontes querem todas andar a ver o que as outras dizem. Irra...
Ainda a procissão vai no adro e um «Semanário» conhecido por ser altifalante de intrigas diversas já anuncia a criação de facções partidárias no PSD para a disputa interna de poder logo a seguir às eleições. Que alguém se lembre de escrever estas coisas é como o outro. Agora que jornais assim sejam presença constante em gabinetes e sedes partidárias é que mostra o estado da nação: uma newsletter de intriga sobrevive apenas porque as fontes querem todas andar a ver o que as outras dizem. Irra...
janeiro 13, 2005
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POR ACASO...
Desculpem a pergunta, mas não era suposto a campanha eleitoral estar mais avançada? Já haver uns programazitos eleitorais, qualquer coisa, sei lá...
Desculpem a pergunta, mas não era suposto a campanha eleitoral estar mais avançada? Já haver uns programazitos eleitorais, qualquer coisa, sei lá...
janeiro 12, 2005
MODAS
A moda veio da Ministra da Educação - o seu a seu dono. Mas eis que a coisa pegou: em vez de debates inter-pares, conversas com os jornalistas. Uma boa entrevista não substitui um debate. O largar a conta gotas dos programas eleitorais não substitui a sua discussão. Porquê a rejeição dos debates, que são a essência da democracia?
A moda veio da Ministra da Educação - o seu a seu dono. Mas eis que a coisa pegou: em vez de debates inter-pares, conversas com os jornalistas. Uma boa entrevista não substitui um debate. O largar a conta gotas dos programas eleitorais não substitui a sua discussão. Porquê a rejeição dos debates, que são a essência da democracia?
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MODAS
A moda veio da Ministra da Educação - o seu a seu dono. Mas eis que a coisa pegou: em vez de debates inter-pares, conversas com os jornalistas. Uma boa entrevista não substitui um debate. O largar a conta gotas dos programas eleitorais não substitui a sua discussão. Porquê a rejeição dos debates, que são a essência da democracia?
A moda veio da Ministra da Educação - o seu a seu dono. Mas eis que a coisa pegou: em vez de debates inter-pares, conversas com os jornalistas. Uma boa entrevista não substitui um debate. O largar a conta gotas dos programas eleitorais não substitui a sua discussão. Porquê a rejeição dos debates, que são a essência da democracia?
janeiro 11, 2005
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CURIOSIDADES...
Consultando um guia turístico de S. Tomé e Princípe notei que no local da polémica, além do Bom Bom só há uma pensão de quartos com e sem águas correntes. Chama-se Palhota.
Consultando um guia turístico de S. Tomé e Princípe notei que no local da polémica, além do Bom Bom só há uma pensão de quartos com e sem águas correntes. Chama-se Palhota.
REFORMAS
Quem ouvir agora o pessoal da política corre o risco de achar que todos querem fazer reformas e transformações no país. Basta olhar uns meses para trás para ter uma ideia real das coisas: travões, bloqueios, manipulações, tudo serviu para impedir grandes mudanças. Para mudar o país não é preciso começar por mudar a Constituição; basta mudar mentalidades. O resto é conversa.
Quem ouvir agora o pessoal da política corre o risco de achar que todos querem fazer reformas e transformações no país. Basta olhar uns meses para trás para ter uma ideia real das coisas: travões, bloqueios, manipulações, tudo serviu para impedir grandes mudanças. Para mudar o país não é preciso começar por mudar a Constituição; basta mudar mentalidades. O resto é conversa.
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REFORMAS
Quem ouvir agora o pessoal da política corre o risco de achar que todos querem fazer reformas e transformações no país. Basta olhar uns meses para trás para ter uma ideia real das coisas: travões, bloqueios, manipulações, tudo serviu para impedir grandes mudanças. Para mudar o país não é preciso começar por mudar a Constituição; basta mudar mentalidades. O resto é conversa.
Quem ouvir agora o pessoal da política corre o risco de achar que todos querem fazer reformas e transformações no país. Basta olhar uns meses para trás para ter uma ideia real das coisas: travões, bloqueios, manipulações, tudo serviu para impedir grandes mudanças. Para mudar o país não é preciso começar por mudar a Constituição; basta mudar mentalidades. O resto é conversa.
TRETAS
Eu sei que em tempo de campanha vale tudo - mas as histórias sobre a visita de Morais sarmento a São Tomé e Princípe mostram bem o que aí vem: sob o manto diáfano da pureza, a nudez crua da verdade. Os anteriores ministros de outros governos quando faziam viagens ao arquipélago dormiam no meio do areal?
Eu sei que em tempo de campanha vale tudo - mas as histórias sobre a visita de Morais sarmento a São Tomé e Princípe mostram bem o que aí vem: sob o manto diáfano da pureza, a nudez crua da verdade. Os anteriores ministros de outros governos quando faziam viagens ao arquipélago dormiam no meio do areal?
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TRETAS
Eu sei que em tempo de campanha vale tudo - mas as histórias sobre a visita de Morais sarmento a São Tomé e Princípe mostram bem o que aí vem: sob o manto diáfano da pureza, a nudez crua da verdade. Os anteriores ministros de outros governos quando faziam viagens ao arquipélago dormiam no meio do areal?
Eu sei que em tempo de campanha vale tudo - mas as histórias sobre a visita de Morais sarmento a São Tomé e Princípe mostram bem o que aí vem: sob o manto diáfano da pureza, a nudez crua da verdade. Os anteriores ministros de outros governos quando faziam viagens ao arquipélago dormiam no meio do areal?
janeiro 10, 2005
BATUQUE - A peregrina ideia do pacto de regime dada como prenda de fim de ano pelo Presidente da República foi alvo da chacota generalizada de economistas e de sábios do regime. Alguma coisa se passa na cabeça de quem dissolveu um parlamento onde existia uma maioria e vem agora apelar a pactos. Sou eu que estou a pensar mal ou isto anda tudo sem nexo?
FUTEBOL – Se provas faltassem, esta semana a evidência confirmou-se: meter pessoal do futebol na política dá mau resultado, ainda para mais sabendo-se como o mundo da bola tem, digamos, má reputação. A causa primeira do problema em torno de Pôncio Monteiro foi a sua escolha. Pôr políticos a jogar futebol não deve dar pontos na Liga. Pôr o pessoal da bola na política garantidamente provoca mais problemas que os votos que podem trazer.
RUPTURA – Dizem-me existir ruptura nas farmácias de pastilhas rennies, kompensans e quejandos: é que, no processo de formação de listas de candidatos dos partidos, foram tantos os que tiveram que engolir grandes sapos que se tornaram mesmo necessárias fortes ajudas para a digestão. Eu próprio esgotei o meu stock doméstico quando vi que ao cançonetista Nuno da Câmara Pereira estava prometido um lugar elegível.
CAVAQUINHO – Para quem não estava na política activa, Cavaco Silva resolveu fazer um regresso em força numa atitude que deixo aos psicanalistas o favor de analisarem. Por este andar qualquer dia dá indicações para que nas suas biografias não se refira que foi Primeiro Ministro pelo PSD. Curioso que desta vez não alimentou nenhum tabu. Foi direito ao assunto. Estranhos tempos estes.
CULTURA – Onde está? Num momento de crise de identidade e de pessimismo, exactamente quando era mais precisa, por onde anda? - Desapareceu do vocabulário político. À medida que entram futebolistas, estrelas de telenovela e de reality shows o resto desaparece. Ninguém fala da necessidade de proteger a música portuguesa, ninguém fala da importância da criatividade na afirmação da identidade nacional, deixou de se pensar a arte e a cultura como parte de uma estratégia de afirmação e visibilidade, capaz de impulsionar outras áreas. Agora, quanto muito, usa-se a cultura como um berloque de moda, passeia-se uma rapaziada nos comícios e dá-se o assunto por arrumado.
LUTA – Todas as gerações têm a sua luta – pelos direitos humanos, pela paz, contra a fome. A nova luta é pelo direito a sermos informados sem distorções nem manipulações, pelo direito a termos os factos de um lado e as opiniões do outro, pelo direito de deixarem cada um chegar às suas próprias conclusões.
ELECTRICIDADE – Estava no carro de manhã a ouvir rádio e, no meio da publicidade, eis que a EDP aconselha os seus acumuladores de calor e os benefícios da tarifa bi- horária, sempre apregoando que põe o interesse dos clientes acima de tudo. Só gostava de saber porque é que eu fiz tudo aquilo que anunciam e agora não tenho energia eléctrica em condições para que as coisas funcionem. Esta semana a EDP fez grande alarido com as melhorias que a imagem das novas lojas iriam introduzir no serviço aos clientes. E que tal se respondessem às sucessivas reclamações e resolvessem as suas causas em vez de andarem por aí a iludir os incautos?
BACK TO BASICS – Quando os círculos se estreitam criam-se seitas fanáticas. As seitas fanáticas impedem de pensar.
PERGUNTA DA SEMANA – E o que acontece às figuras em lugares no limiar do não elegível se os nomes acima deles forem chamados a outras funções?
SUGESTÃO – O ciclo mensal de concertos no Fórum Roma, «For U Music», que numa sala municipal com óptimas condições acústicas e de conforto apresenta dia 15 de Janeiro os Mão Morta, dia 19 de Fevereiro Jorge Palma, dia 5 de Março Rodrigo Leão e dia 9 de Abril os Rádio Macau. Sempre às 22h00.
FUTEBOL – Se provas faltassem, esta semana a evidência confirmou-se: meter pessoal do futebol na política dá mau resultado, ainda para mais sabendo-se como o mundo da bola tem, digamos, má reputação. A causa primeira do problema em torno de Pôncio Monteiro foi a sua escolha. Pôr políticos a jogar futebol não deve dar pontos na Liga. Pôr o pessoal da bola na política garantidamente provoca mais problemas que os votos que podem trazer.
RUPTURA – Dizem-me existir ruptura nas farmácias de pastilhas rennies, kompensans e quejandos: é que, no processo de formação de listas de candidatos dos partidos, foram tantos os que tiveram que engolir grandes sapos que se tornaram mesmo necessárias fortes ajudas para a digestão. Eu próprio esgotei o meu stock doméstico quando vi que ao cançonetista Nuno da Câmara Pereira estava prometido um lugar elegível.
CAVAQUINHO – Para quem não estava na política activa, Cavaco Silva resolveu fazer um regresso em força numa atitude que deixo aos psicanalistas o favor de analisarem. Por este andar qualquer dia dá indicações para que nas suas biografias não se refira que foi Primeiro Ministro pelo PSD. Curioso que desta vez não alimentou nenhum tabu. Foi direito ao assunto. Estranhos tempos estes.
CULTURA – Onde está? Num momento de crise de identidade e de pessimismo, exactamente quando era mais precisa, por onde anda? - Desapareceu do vocabulário político. À medida que entram futebolistas, estrelas de telenovela e de reality shows o resto desaparece. Ninguém fala da necessidade de proteger a música portuguesa, ninguém fala da importância da criatividade na afirmação da identidade nacional, deixou de se pensar a arte e a cultura como parte de uma estratégia de afirmação e visibilidade, capaz de impulsionar outras áreas. Agora, quanto muito, usa-se a cultura como um berloque de moda, passeia-se uma rapaziada nos comícios e dá-se o assunto por arrumado.
LUTA – Todas as gerações têm a sua luta – pelos direitos humanos, pela paz, contra a fome. A nova luta é pelo direito a sermos informados sem distorções nem manipulações, pelo direito a termos os factos de um lado e as opiniões do outro, pelo direito de deixarem cada um chegar às suas próprias conclusões.
ELECTRICIDADE – Estava no carro de manhã a ouvir rádio e, no meio da publicidade, eis que a EDP aconselha os seus acumuladores de calor e os benefícios da tarifa bi- horária, sempre apregoando que põe o interesse dos clientes acima de tudo. Só gostava de saber porque é que eu fiz tudo aquilo que anunciam e agora não tenho energia eléctrica em condições para que as coisas funcionem. Esta semana a EDP fez grande alarido com as melhorias que a imagem das novas lojas iriam introduzir no serviço aos clientes. E que tal se respondessem às sucessivas reclamações e resolvessem as suas causas em vez de andarem por aí a iludir os incautos?
BACK TO BASICS – Quando os círculos se estreitam criam-se seitas fanáticas. As seitas fanáticas impedem de pensar.
PERGUNTA DA SEMANA – E o que acontece às figuras em lugares no limiar do não elegível se os nomes acima deles forem chamados a outras funções?
SUGESTÃO – O ciclo mensal de concertos no Fórum Roma, «For U Music», que numa sala municipal com óptimas condições acústicas e de conforto apresenta dia 15 de Janeiro os Mão Morta, dia 19 de Fevereiro Jorge Palma, dia 5 de Março Rodrigo Leão e dia 9 de Abril os Rádio Macau. Sempre às 22h00.
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