FOTOS DO MIRROR ERAM FALSAS - EDITOR DESPEDIDO
Piers Morgan foi demitido de editor do «Daily Mirror» depois de se ter provado serem falsas as imagens publicadas pelo jornal como sendo de soldados britânicos e torturem prisionairos iraquianos. A BBC News sublinha que o jornal apresentou desculpas públicas ao batalhão acusado. Excerto: The newspaper released a statement saying: "The Daily Mirror published in good faith photographs which it absolutely believed were genuine images of British soldiers abusing an Iraqi prisoner.
"However there is now sufficient evidence to suggest that these pictures are fakes and that the Daily Mirror has been the subject of a calculated and malicious hoax.
"The Daily Mirror therefore apologises unreservedly for publishing the pictures and deeply regrets the reputational damage done to the QLR and the Army in Iraq.
"The paper will continue to cooperate fully with the investigation.
"The board of Trinity Mirror has decided that it would be inappropriate for Piers Morgan to continue in his role as editor of the Daily Mirror and he will therefore be stepping down with immediate effect."
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
maio 14, 2004
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FOTOS DO MIRROR ERAM FALSAS - EDITOR DESPEDIDO
Piers Morgan foi demitido de editor do «Daily Mirror» depois de se ter provado serem falsas as imagens publicadas pelo jornal como sendo de soldados britânicos e torturem prisionairos iraquianos. A BBC News sublinha que o jornal apresentou desculpas públicas ao batalhão acusado. Excerto: The newspaper released a statement saying: "The Daily Mirror published in good faith photographs which it absolutely believed were genuine images of British soldiers abusing an Iraqi prisoner.
"However there is now sufficient evidence to suggest that these pictures are fakes and that the Daily Mirror has been the subject of a calculated and malicious hoax.
"The Daily Mirror therefore apologises unreservedly for publishing the pictures and deeply regrets the reputational damage done to the QLR and the Army in Iraq.
"The paper will continue to cooperate fully with the investigation.
"The board of Trinity Mirror has decided that it would be inappropriate for Piers Morgan to continue in his role as editor of the Daily Mirror and he will therefore be stepping down with immediate effect."
Piers Morgan foi demitido de editor do «Daily Mirror» depois de se ter provado serem falsas as imagens publicadas pelo jornal como sendo de soldados britânicos e torturem prisionairos iraquianos. A BBC News sublinha que o jornal apresentou desculpas públicas ao batalhão acusado. Excerto: The newspaper released a statement saying: "The Daily Mirror published in good faith photographs which it absolutely believed were genuine images of British soldiers abusing an Iraqi prisoner.
"However there is now sufficient evidence to suggest that these pictures are fakes and that the Daily Mirror has been the subject of a calculated and malicious hoax.
"The Daily Mirror therefore apologises unreservedly for publishing the pictures and deeply regrets the reputational damage done to the QLR and the Army in Iraq.
"The paper will continue to cooperate fully with the investigation.
"The board of Trinity Mirror has decided that it would be inappropriate for Piers Morgan to continue in his role as editor of the Daily Mirror and he will therefore be stepping down with immediate effect."
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A DIFERENÇA
Existem três coisas que fazem toda a diferença num restaurante: o serviço, a qualidade e novidade da cozinha, e a conversa que a companhia proporciona. Às vezes nem me lembro das duas primeiras. Ainda há surpresas.
Existem três coisas que fazem toda a diferença num restaurante: o serviço, a qualidade e novidade da cozinha, e a conversa que a companhia proporciona. Às vezes nem me lembro das duas primeiras. Ainda há surpresas.
ESQUINA NO JORNAL
Como hoje é sexta, «A Esquina» está no «Jornal de Negócios». Excertos:LIVROS – Tal como noutros países, «O Código Da Vinci», de Dan Brown, está no primeiro lugar dos livros mais vendidos em Portugal. A obra, entre outras coisas, debruça-se sobre a influência (muitas vezes escondida) de algumas sociedades secretas no mundo contemporâneo. É uma influência, como se poderá verificar no livro, apesar de ser uma obra de ficção, perfeitamente transversal. A força destas organizações em Portugal é também enorme – desde orgãos de poder (do central às maiores autarquias), passando pela banca ou pelos media. O pior é que é uma influência que se faz de forma camuflada, em nome de princípios sempre semi-escondidos, com objectivos as mais das vezes incompreensíveis fora do contexto do proveito próprio. Criadas, em tempos, para defender uma ideia ou garantir a possibilidade de se pensar livremente, a maioria destas sociedades acabou por se tornar numa cadeia de mecanismos de pressão e de limitação do livre pensamento (através da imposição de dogmas ou fidelidades), desenvolvendo entidades fortes, com uma enorme vantagem prática sobre outras formas de organização, nomeadamente os partidos: desde o início souberam o que era funcionar em rêde, conciliando influência com poder. A grande questão é que são núcleos externos à sociedade, fugindo ao seu controlo. Tornaram-se lobbies instrumentais para muita gente, já longe de qualquer ideial. É, no fundo, também, um entrave ao livre pensamento.
DISCOS – Uma consulta à lista dos discos mais vendidos em Portugal nas últimas semanas mostra na lista do «top ten» nomes como Diana Krall, José Mário Branco, Elis Regina, Norah Jones ou Caetano Veloso, já para não falar em Russell Watson. Que tem isto de especial, sendo estes seis exemplos nomes de referência? Será que o povo começou a comprar boa música e que o top passou a ter uma relação de qualidade (apesar de no caso do mais recente disco de Caetano e do de Watson isso ser mais que discutível...)?. Penso bem que a lista mostra outra coisa – os mais novos quase desertaram das discotecas - na lista apenas Anastasia, Evanescense e Black Eyed Peas reflectem o padrão de consumo típico de música de há três anos atrás. Ou seja, o que se torna evidente é que os adolescentes passaram a ir buscar a sua música à Internet, saindo das discotecas, e apenas os mais velhos (provavelmente por dificuldades no manuseamento da tecnologia) continuam a comprar discos em quantidade. O facto é que há uns anos atrás quase não se vendiam discos para público acima dos 35 anos, e que agora surgiu uma nova geração de artistas, muito baseada no soft jazz, que redespertou de para a compra de discos um público que não tinha esse hábito de consumo. Como sempre tem acontecido isto há-de ter consequências a outro nível – desde as play list das rádios até à própria programação de música na televisão. Aqui está uma coisa interessante de seguir.
Como hoje é sexta, «A Esquina» está no «Jornal de Negócios». Excertos:LIVROS – Tal como noutros países, «O Código Da Vinci», de Dan Brown, está no primeiro lugar dos livros mais vendidos em Portugal. A obra, entre outras coisas, debruça-se sobre a influência (muitas vezes escondida) de algumas sociedades secretas no mundo contemporâneo. É uma influência, como se poderá verificar no livro, apesar de ser uma obra de ficção, perfeitamente transversal. A força destas organizações em Portugal é também enorme – desde orgãos de poder (do central às maiores autarquias), passando pela banca ou pelos media. O pior é que é uma influência que se faz de forma camuflada, em nome de princípios sempre semi-escondidos, com objectivos as mais das vezes incompreensíveis fora do contexto do proveito próprio. Criadas, em tempos, para defender uma ideia ou garantir a possibilidade de se pensar livremente, a maioria destas sociedades acabou por se tornar numa cadeia de mecanismos de pressão e de limitação do livre pensamento (através da imposição de dogmas ou fidelidades), desenvolvendo entidades fortes, com uma enorme vantagem prática sobre outras formas de organização, nomeadamente os partidos: desde o início souberam o que era funcionar em rêde, conciliando influência com poder. A grande questão é que são núcleos externos à sociedade, fugindo ao seu controlo. Tornaram-se lobbies instrumentais para muita gente, já longe de qualquer ideial. É, no fundo, também, um entrave ao livre pensamento.
DISCOS – Uma consulta à lista dos discos mais vendidos em Portugal nas últimas semanas mostra na lista do «top ten» nomes como Diana Krall, José Mário Branco, Elis Regina, Norah Jones ou Caetano Veloso, já para não falar em Russell Watson. Que tem isto de especial, sendo estes seis exemplos nomes de referência? Será que o povo começou a comprar boa música e que o top passou a ter uma relação de qualidade (apesar de no caso do mais recente disco de Caetano e do de Watson isso ser mais que discutível...)?. Penso bem que a lista mostra outra coisa – os mais novos quase desertaram das discotecas - na lista apenas Anastasia, Evanescense e Black Eyed Peas reflectem o padrão de consumo típico de música de há três anos atrás. Ou seja, o que se torna evidente é que os adolescentes passaram a ir buscar a sua música à Internet, saindo das discotecas, e apenas os mais velhos (provavelmente por dificuldades no manuseamento da tecnologia) continuam a comprar discos em quantidade. O facto é que há uns anos atrás quase não se vendiam discos para público acima dos 35 anos, e que agora surgiu uma nova geração de artistas, muito baseada no soft jazz, que redespertou de para a compra de discos um público que não tinha esse hábito de consumo. Como sempre tem acontecido isto há-de ter consequências a outro nível – desde as play list das rádios até à própria programação de música na televisão. Aqui está uma coisa interessante de seguir.
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ESQUINA NO JORNAL
Como hoje é sexta, «A Esquina» está no «Jornal de Negócios». Excertos:LIVROS – Tal como noutros países, «O Código Da Vinci», de Dan Brown, está no primeiro lugar dos livros mais vendidos em Portugal. A obra, entre outras coisas, debruça-se sobre a influência (muitas vezes escondida) de algumas sociedades secretas no mundo contemporâneo. É uma influência, como se poderá verificar no livro, apesar de ser uma obra de ficção, perfeitamente transversal. A força destas organizações em Portugal é também enorme – desde orgãos de poder (do central às maiores autarquias), passando pela banca ou pelos media. O pior é que é uma influência que se faz de forma camuflada, em nome de princípios sempre semi-escondidos, com objectivos as mais das vezes incompreensíveis fora do contexto do proveito próprio. Criadas, em tempos, para defender uma ideia ou garantir a possibilidade de se pensar livremente, a maioria destas sociedades acabou por se tornar numa cadeia de mecanismos de pressão e de limitação do livre pensamento (através da imposição de dogmas ou fidelidades), desenvolvendo entidades fortes, com uma enorme vantagem prática sobre outras formas de organização, nomeadamente os partidos: desde o início souberam o que era funcionar em rêde, conciliando influência com poder. A grande questão é que são núcleos externos à sociedade, fugindo ao seu controlo. Tornaram-se lobbies instrumentais para muita gente, já longe de qualquer ideial. É, no fundo, também, um entrave ao livre pensamento.
DISCOS – Uma consulta à lista dos discos mais vendidos em Portugal nas últimas semanas mostra na lista do «top ten» nomes como Diana Krall, José Mário Branco, Elis Regina, Norah Jones ou Caetano Veloso, já para não falar em Russell Watson. Que tem isto de especial, sendo estes seis exemplos nomes de referência? Será que o povo começou a comprar boa música e que o top passou a ter uma relação de qualidade (apesar de no caso do mais recente disco de Caetano e do de Watson isso ser mais que discutível...)?. Penso bem que a lista mostra outra coisa – os mais novos quase desertaram das discotecas - na lista apenas Anastasia, Evanescense e Black Eyed Peas reflectem o padrão de consumo típico de música de há três anos atrás. Ou seja, o que se torna evidente é que os adolescentes passaram a ir buscar a sua música à Internet, saindo das discotecas, e apenas os mais velhos (provavelmente por dificuldades no manuseamento da tecnologia) continuam a comprar discos em quantidade. O facto é que há uns anos atrás quase não se vendiam discos para público acima dos 35 anos, e que agora surgiu uma nova geração de artistas, muito baseada no soft jazz, que redespertou de para a compra de discos um público que não tinha esse hábito de consumo. Como sempre tem acontecido isto há-de ter consequências a outro nível – desde as play list das rádios até à própria programação de música na televisão. Aqui está uma coisa interessante de seguir.
Como hoje é sexta, «A Esquina» está no «Jornal de Negócios». Excertos:LIVROS – Tal como noutros países, «O Código Da Vinci», de Dan Brown, está no primeiro lugar dos livros mais vendidos em Portugal. A obra, entre outras coisas, debruça-se sobre a influência (muitas vezes escondida) de algumas sociedades secretas no mundo contemporâneo. É uma influência, como se poderá verificar no livro, apesar de ser uma obra de ficção, perfeitamente transversal. A força destas organizações em Portugal é também enorme – desde orgãos de poder (do central às maiores autarquias), passando pela banca ou pelos media. O pior é que é uma influência que se faz de forma camuflada, em nome de princípios sempre semi-escondidos, com objectivos as mais das vezes incompreensíveis fora do contexto do proveito próprio. Criadas, em tempos, para defender uma ideia ou garantir a possibilidade de se pensar livremente, a maioria destas sociedades acabou por se tornar numa cadeia de mecanismos de pressão e de limitação do livre pensamento (através da imposição de dogmas ou fidelidades), desenvolvendo entidades fortes, com uma enorme vantagem prática sobre outras formas de organização, nomeadamente os partidos: desde o início souberam o que era funcionar em rêde, conciliando influência com poder. A grande questão é que são núcleos externos à sociedade, fugindo ao seu controlo. Tornaram-se lobbies instrumentais para muita gente, já longe de qualquer ideial. É, no fundo, também, um entrave ao livre pensamento.
DISCOS – Uma consulta à lista dos discos mais vendidos em Portugal nas últimas semanas mostra na lista do «top ten» nomes como Diana Krall, José Mário Branco, Elis Regina, Norah Jones ou Caetano Veloso, já para não falar em Russell Watson. Que tem isto de especial, sendo estes seis exemplos nomes de referência? Será que o povo começou a comprar boa música e que o top passou a ter uma relação de qualidade (apesar de no caso do mais recente disco de Caetano e do de Watson isso ser mais que discutível...)?. Penso bem que a lista mostra outra coisa – os mais novos quase desertaram das discotecas - na lista apenas Anastasia, Evanescense e Black Eyed Peas reflectem o padrão de consumo típico de música de há três anos atrás. Ou seja, o que se torna evidente é que os adolescentes passaram a ir buscar a sua música à Internet, saindo das discotecas, e apenas os mais velhos (provavelmente por dificuldades no manuseamento da tecnologia) continuam a comprar discos em quantidade. O facto é que há uns anos atrás quase não se vendiam discos para público acima dos 35 anos, e que agora surgiu uma nova geração de artistas, muito baseada no soft jazz, que redespertou de para a compra de discos um público que não tinha esse hábito de consumo. Como sempre tem acontecido isto há-de ter consequências a outro nível – desde as play list das rádios até à própria programação de música na televisão. Aqui está uma coisa interessante de seguir.
maio 13, 2004
BLOGS COMO FORMA DE COMUNICAÇÃO
Espreitem este artigo da Online Journalism Review sobre a importância dos Blogs como forma de comunicação nos tempos que correm. Excerto:Are Weblogs a passing fad or a revolutionary new form of communication and publishing? That's still an open question, but the presence of blogs in the academic environment makes it more likely that they'll survive and thrive in the long term.
Educational types aren't just using blogs to teach or spread their research. They are turning their research lens on Weblogs themselves, whether the context is within schools of law, journalism, communication or library science. Alex Halavais studied the group dynamic at Slashdot and the way bloggers followed the news. Kaye Trammell studied the political content of celebrity blogs. Jill Walker is studying timestamps on blogs and our modern obsession with time. And Cori Dauber both studies blogs and writes a feisty one.
Though these academic researchers and many others work within different departments at different universities, they are all what I call "blogologists" -- people who are studying the dynamic of blogs and trying to understand how they fit into our society. Not all of their research is related to journalism, because they see blogs as a much larger phenomenon that is changing our modes of communication and group thought. In fact, many of them downplay the effects bloggers have had on the media and discount the idea that bloggers are creating a new New Journalism.
Espreitem este artigo da Online Journalism Review sobre a importância dos Blogs como forma de comunicação nos tempos que correm. Excerto:Are Weblogs a passing fad or a revolutionary new form of communication and publishing? That's still an open question, but the presence of blogs in the academic environment makes it more likely that they'll survive and thrive in the long term.
Educational types aren't just using blogs to teach or spread their research. They are turning their research lens on Weblogs themselves, whether the context is within schools of law, journalism, communication or library science. Alex Halavais studied the group dynamic at Slashdot and the way bloggers followed the news. Kaye Trammell studied the political content of celebrity blogs. Jill Walker is studying timestamps on blogs and our modern obsession with time. And Cori Dauber both studies blogs and writes a feisty one.
Though these academic researchers and many others work within different departments at different universities, they are all what I call "blogologists" -- people who are studying the dynamic of blogs and trying to understand how they fit into our society. Not all of their research is related to journalism, because they see blogs as a much larger phenomenon that is changing our modes of communication and group thought. In fact, many of them downplay the effects bloggers have had on the media and discount the idea that bloggers are creating a new New Journalism.
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BLOGS COMO FORMA DE COMUNICAÇÃO
Espreitem este artigo da Online Journalism Review sobre a importância dos Blogs como forma de comunicação nos tempos que correm. Excerto:Are Weblogs a passing fad or a revolutionary new form of communication and publishing? That's still an open question, but the presence of blogs in the academic environment makes it more likely that they'll survive and thrive in the long term.
Educational types aren't just using blogs to teach or spread their research. They are turning their research lens on Weblogs themselves, whether the context is within schools of law, journalism, communication or library science. Alex Halavais studied the group dynamic at Slashdot and the way bloggers followed the news. Kaye Trammell studied the political content of celebrity blogs. Jill Walker is studying timestamps on blogs and our modern obsession with time. And Cori Dauber both studies blogs and writes a feisty one.
Though these academic researchers and many others work within different departments at different universities, they are all what I call "blogologists" -- people who are studying the dynamic of blogs and trying to understand how they fit into our society. Not all of their research is related to journalism, because they see blogs as a much larger phenomenon that is changing our modes of communication and group thought. In fact, many of them downplay the effects bloggers have had on the media and discount the idea that bloggers are creating a new New Journalism.
Espreitem este artigo da Online Journalism Review sobre a importância dos Blogs como forma de comunicação nos tempos que correm. Excerto:Are Weblogs a passing fad or a revolutionary new form of communication and publishing? That's still an open question, but the presence of blogs in the academic environment makes it more likely that they'll survive and thrive in the long term.
Educational types aren't just using blogs to teach or spread their research. They are turning their research lens on Weblogs themselves, whether the context is within schools of law, journalism, communication or library science. Alex Halavais studied the group dynamic at Slashdot and the way bloggers followed the news. Kaye Trammell studied the political content of celebrity blogs. Jill Walker is studying timestamps on blogs and our modern obsession with time. And Cori Dauber both studies blogs and writes a feisty one.
Though these academic researchers and many others work within different departments at different universities, they are all what I call "blogologists" -- people who are studying the dynamic of blogs and trying to understand how they fit into our society. Not all of their research is related to journalism, because they see blogs as a much larger phenomenon that is changing our modes of communication and group thought. In fact, many of them downplay the effects bloggers have had on the media and discount the idea that bloggers are creating a new New Journalism.
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A VOZ
A voz não é sempre igual. Há uma voz ao vivo, de circunstãncia. Há uma voz ao vivo, mais pessoal, mais próxima. Há uma voz ao telefone. Há uma voz ao acordar. Há uma voz ao fim do dia. Adoro ouvir a evolução da voz. E adoro ser surpreendido por uma voz.
A voz não é sempre igual. Há uma voz ao vivo, de circunstãncia. Há uma voz ao vivo, mais pessoal, mais próxima. Há uma voz ao telefone. Há uma voz ao acordar. Há uma voz ao fim do dia. Adoro ouvir a evolução da voz. E adoro ser surpreendido por uma voz.
COISAS QUE IRRITAM
A falta de indicações claras de direcções um pouco por todo o país, dentro das vilas e cidades. E, sobretudo, a dificuldae em descobrir, na generalidade das cidades e vilas (a começar por Lisboa) o nome das ruas. Aquelas placas nas esquinas dos prédios, em lugar incerto nas mais das vezes, são um desespero total.
A falta de indicações claras de direcções um pouco por todo o país, dentro das vilas e cidades. E, sobretudo, a dificuldae em descobrir, na generalidade das cidades e vilas (a começar por Lisboa) o nome das ruas. Aquelas placas nas esquinas dos prédios, em lugar incerto nas mais das vezes, são um desespero total.
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COISAS QUE IRRITAM
A falta de indicações claras de direcções um pouco por todo o país, dentro das vilas e cidades. E, sobretudo, a dificuldae em descobrir, na generalidade das cidades e vilas (a começar por Lisboa) o nome das ruas. Aquelas placas nas esquinas dos prédios, em lugar incerto nas mais das vezes, são um desespero total.
A falta de indicações claras de direcções um pouco por todo o país, dentro das vilas e cidades. E, sobretudo, a dificuldae em descobrir, na generalidade das cidades e vilas (a começar por Lisboa) o nome das ruas. Aquelas placas nas esquinas dos prédios, em lugar incerto nas mais das vezes, são um desespero total.
maio 12, 2004
POIS É
Não perder a inteligente nota do Homem A Dias, do Alberto Gonçalves, sobre o infeliz e recente disco de Caetano Veloso: Bonitinho mas ordinário
É chato acontecer numa altura em que ele elogia o fatito novo do Homem a Dias, mas uma vez na vida eu haveria de discordar do Ricardo Gross. O Foreign Sound do Caetano é, reconheço, bonitinho. Aliás, é a coisa mais bonitinha, indigente e inócua produzida por um sujeito de talento nos últimos anos.
Arriscando a que me partam um violoncelo na cabeça, aproveito ainda para culpar o sr. Jacques Morelbaum. A colaboração deste senhor com Caetano Veloso, que já vai longa, produziu, por junto, um grande disco (Livro), e bocados de outros dois (O Quatrilho e Noites do Norte). No mais, tornou-se fórmula, cansativa e aconselhável a átrio de hotel.
Tenho, é claro, saudades do Caetano da Tropicália, o melhor de todos. Mas por este andar começo a lembrar com nostalgia as fases (só) aparentemente desorientadas de Cores, Nomes ou Velô: é preferível o falhanço heróico ao aborrecimento de ciência certa.
Não perder a inteligente nota do Homem A Dias, do Alberto Gonçalves, sobre o infeliz e recente disco de Caetano Veloso: Bonitinho mas ordinário
É chato acontecer numa altura em que ele elogia o fatito novo do Homem a Dias, mas uma vez na vida eu haveria de discordar do Ricardo Gross. O Foreign Sound do Caetano é, reconheço, bonitinho. Aliás, é a coisa mais bonitinha, indigente e inócua produzida por um sujeito de talento nos últimos anos.
Arriscando a que me partam um violoncelo na cabeça, aproveito ainda para culpar o sr. Jacques Morelbaum. A colaboração deste senhor com Caetano Veloso, que já vai longa, produziu, por junto, um grande disco (Livro), e bocados de outros dois (O Quatrilho e Noites do Norte). No mais, tornou-se fórmula, cansativa e aconselhável a átrio de hotel.
Tenho, é claro, saudades do Caetano da Tropicália, o melhor de todos. Mas por este andar começo a lembrar com nostalgia as fases (só) aparentemente desorientadas de Cores, Nomes ou Velô: é preferível o falhanço heróico ao aborrecimento de ciência certa.
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POIS É
Não perder a inteligente nota do Homem A Dias, do Alberto Gonçalves, sobre o infeliz e recente disco de Caetano Veloso: Bonitinho mas ordinário
É chato acontecer numa altura em que ele elogia o fatito novo do Homem a Dias, mas uma vez na vida eu haveria de discordar do Ricardo Gross. O Foreign Sound do Caetano é, reconheço, bonitinho. Aliás, é a coisa mais bonitinha, indigente e inócua produzida por um sujeito de talento nos últimos anos.
Arriscando a que me partam um violoncelo na cabeça, aproveito ainda para culpar o sr. Jacques Morelbaum. A colaboração deste senhor com Caetano Veloso, que já vai longa, produziu, por junto, um grande disco (Livro), e bocados de outros dois (O Quatrilho e Noites do Norte). No mais, tornou-se fórmula, cansativa e aconselhável a átrio de hotel.
Tenho, é claro, saudades do Caetano da Tropicália, o melhor de todos. Mas por este andar começo a lembrar com nostalgia as fases (só) aparentemente desorientadas de Cores, Nomes ou Velô: é preferível o falhanço heróico ao aborrecimento de ciência certa.
Não perder a inteligente nota do Homem A Dias, do Alberto Gonçalves, sobre o infeliz e recente disco de Caetano Veloso: Bonitinho mas ordinário
É chato acontecer numa altura em que ele elogia o fatito novo do Homem a Dias, mas uma vez na vida eu haveria de discordar do Ricardo Gross. O Foreign Sound do Caetano é, reconheço, bonitinho. Aliás, é a coisa mais bonitinha, indigente e inócua produzida por um sujeito de talento nos últimos anos.
Arriscando a que me partam um violoncelo na cabeça, aproveito ainda para culpar o sr. Jacques Morelbaum. A colaboração deste senhor com Caetano Veloso, que já vai longa, produziu, por junto, um grande disco (Livro), e bocados de outros dois (O Quatrilho e Noites do Norte). No mais, tornou-se fórmula, cansativa e aconselhável a átrio de hotel.
Tenho, é claro, saudades do Caetano da Tropicália, o melhor de todos. Mas por este andar começo a lembrar com nostalgia as fases (só) aparentemente desorientadas de Cores, Nomes ou Velô: é preferível o falhanço heróico ao aborrecimento de ciência certa.
JOGO E ESTUDO
Sérá que os jogos electrónicos têm efeitos positivos no estudo? Um artigo da Wired diz que sim. Excertos:LOS ANGELES -- The conventional wisdom about the video-game industry is that it's all about entertainment. But a group of 350 game designers, educators and government officials think that games can be used as a tool to teach critical thinking, and in the process, improve American education.
To Henry Jenkins, host of the Education Arcade symposium held here before the Electronic Entertainment Expo, the connection is clear. He said he remembers that during the 1996 presidential campaign, he gave his son a Doonesbury election game to play.
"My son, predictably enough, disappeared into his room, never to be seen from again," said Jenkins. "When he came out, my wife and I were watching election coverage on CNN. And he said, 'Oh, I get it, Dole is in New York, Kemp is in Illinois ... they're all in high electoral-value states. And he was suddenly explaining to us something that most Americans didn't figure out until after Florida 2000."
Sérá que os jogos electrónicos têm efeitos positivos no estudo? Um artigo da Wired diz que sim. Excertos:LOS ANGELES -- The conventional wisdom about the video-game industry is that it's all about entertainment. But a group of 350 game designers, educators and government officials think that games can be used as a tool to teach critical thinking, and in the process, improve American education.
To Henry Jenkins, host of the Education Arcade symposium held here before the Electronic Entertainment Expo, the connection is clear. He said he remembers that during the 1996 presidential campaign, he gave his son a Doonesbury election game to play.
"My son, predictably enough, disappeared into his room, never to be seen from again," said Jenkins. "When he came out, my wife and I were watching election coverage on CNN. And he said, 'Oh, I get it, Dole is in New York, Kemp is in Illinois ... they're all in high electoral-value states. And he was suddenly explaining to us something that most Americans didn't figure out until after Florida 2000."
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JOGO E ESTUDO
Sérá que os jogos electrónicos têm efeitos positivos no estudo? Um artigo da Wired diz que sim. Excertos:LOS ANGELES -- The conventional wisdom about the video-game industry is that it's all about entertainment. But a group of 350 game designers, educators and government officials think that games can be used as a tool to teach critical thinking, and in the process, improve American education.
To Henry Jenkins, host of the Education Arcade symposium held here before the Electronic Entertainment Expo, the connection is clear. He said he remembers that during the 1996 presidential campaign, he gave his son a Doonesbury election game to play.
"My son, predictably enough, disappeared into his room, never to be seen from again," said Jenkins. "When he came out, my wife and I were watching election coverage on CNN. And he said, 'Oh, I get it, Dole is in New York, Kemp is in Illinois ... they're all in high electoral-value states. And he was suddenly explaining to us something that most Americans didn't figure out until after Florida 2000."
Sérá que os jogos electrónicos têm efeitos positivos no estudo? Um artigo da Wired diz que sim. Excertos:LOS ANGELES -- The conventional wisdom about the video-game industry is that it's all about entertainment. But a group of 350 game designers, educators and government officials think that games can be used as a tool to teach critical thinking, and in the process, improve American education.
To Henry Jenkins, host of the Education Arcade symposium held here before the Electronic Entertainment Expo, the connection is clear. He said he remembers that during the 1996 presidential campaign, he gave his son a Doonesbury election game to play.
"My son, predictably enough, disappeared into his room, never to be seen from again," said Jenkins. "When he came out, my wife and I were watching election coverage on CNN. And he said, 'Oh, I get it, Dole is in New York, Kemp is in Illinois ... they're all in high electoral-value states. And he was suddenly explaining to us something that most Americans didn't figure out until after Florida 2000."
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PERGUNTAS INOCENTES - 1
Qual deve ser o objectivo estratégico de uma empresa de comunicação?
Qual deve ser o objectivo estratégico de uma empresa de comunicação?
PORQUÊ?
Porque é que os Iraquianos estão a reagir como reagem? Ora eleiam lá este artigo da New Yorker, que vale bem a pena conhecer. Excerto:Before the American invasion of Iraq, Dr. Shaker said, only one murder victim arrived at the city morgue each month. This statistic underscores two conditions of Iraqi life under Saddam Hussein: the state had a near-monopoly on killing, and most of the victims of the state disappeared into unmarked mass graves. One unintended effect of Iraq’s liberation from Baathist tyranny has been the widespread dispersal of violence. In occupied Iraq, between fifteen and twenty-five murder victims arrive at the Baghdad morgue daily, most of them with gunshot wounds. Shaker estimated that five cases a week involve Baathists executed in reprisal killings; their families typically retrieve the bodies without informing the police. With barely functioning courts, a weak, ill-trained, and often corrupt new police force, a foreign occupier that has failed to provide security, and a pervasive atmosphere of lawlessness, Iraqis don’t expect the justice that was denied them during the reign of Saddam Hussein to materialize anytime soon.
Porque é que os Iraquianos estão a reagir como reagem? Ora eleiam lá este artigo da New Yorker, que vale bem a pena conhecer. Excerto:Before the American invasion of Iraq, Dr. Shaker said, only one murder victim arrived at the city morgue each month. This statistic underscores two conditions of Iraqi life under Saddam Hussein: the state had a near-monopoly on killing, and most of the victims of the state disappeared into unmarked mass graves. One unintended effect of Iraq’s liberation from Baathist tyranny has been the widespread dispersal of violence. In occupied Iraq, between fifteen and twenty-five murder victims arrive at the Baghdad morgue daily, most of them with gunshot wounds. Shaker estimated that five cases a week involve Baathists executed in reprisal killings; their families typically retrieve the bodies without informing the police. With barely functioning courts, a weak, ill-trained, and often corrupt new police force, a foreign occupier that has failed to provide security, and a pervasive atmosphere of lawlessness, Iraqis don’t expect the justice that was denied them during the reign of Saddam Hussein to materialize anytime soon.
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PORQUÊ?
Porque é que os Iraquianos estão a reagir como reagem? Ora eleiam lá este artigo da New Yorker, que vale bem a pena conhecer. Excerto:Before the American invasion of Iraq, Dr. Shaker said, only one murder victim arrived at the city morgue each month. This statistic underscores two conditions of Iraqi life under Saddam Hussein: the state had a near-monopoly on killing, and most of the victims of the state disappeared into unmarked mass graves. One unintended effect of Iraq’s liberation from Baathist tyranny has been the widespread dispersal of violence. In occupied Iraq, between fifteen and twenty-five murder victims arrive at the Baghdad morgue daily, most of them with gunshot wounds. Shaker estimated that five cases a week involve Baathists executed in reprisal killings; their families typically retrieve the bodies without informing the police. With barely functioning courts, a weak, ill-trained, and often corrupt new police force, a foreign occupier that has failed to provide security, and a pervasive atmosphere of lawlessness, Iraqis don’t expect the justice that was denied them during the reign of Saddam Hussein to materialize anytime soon.
Porque é que os Iraquianos estão a reagir como reagem? Ora eleiam lá este artigo da New Yorker, que vale bem a pena conhecer. Excerto:Before the American invasion of Iraq, Dr. Shaker said, only one murder victim arrived at the city morgue each month. This statistic underscores two conditions of Iraqi life under Saddam Hussein: the state had a near-monopoly on killing, and most of the victims of the state disappeared into unmarked mass graves. One unintended effect of Iraq’s liberation from Baathist tyranny has been the widespread dispersal of violence. In occupied Iraq, between fifteen and twenty-five murder victims arrive at the Baghdad morgue daily, most of them with gunshot wounds. Shaker estimated that five cases a week involve Baathists executed in reprisal killings; their families typically retrieve the bodies without informing the police. With barely functioning courts, a weak, ill-trained, and often corrupt new police force, a foreign occupier that has failed to provide security, and a pervasive atmosphere of lawlessness, Iraqis don’t expect the justice that was denied them during the reign of Saddam Hussein to materialize anytime soon.
Untitled
POESIA ENÉRGICA
Impetuoso, o teu corpo é como um rio
Onde o meu se perde.
Se escuto só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.
Imagem dos gestos que tracei,
Irrompe puro e completo.
Por isso, rio foi o nome que lhe dei
E nele o céu fica mais perto.
(Eugénio de Andrade)
Impetuoso, o teu corpo é como um rio
Onde o meu se perde.
Se escuto só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.
Imagem dos gestos que tracei,
Irrompe puro e completo.
Por isso, rio foi o nome que lhe dei
E nele o céu fica mais perto.
(Eugénio de Andrade)
maio 11, 2004
E AS FOTOS?
E se as fotografias que o «Daily Mirror» publicou sobre o Iraque fossem falsas? Quem faz a pergunta é o Spectator.
Excerto:Are the Daily Mirror’s torture pictures fakes? Most of my friends, whether anti-war or pro-war, think that they probably are. Such is my own inclination. But let us for a moment try to see things from the point of view of Piers Morgan, the Mirror’s editor. Whatever fine words Nicholas Soames may declaim in the House of Commons, the British army has, in fact, used torture in other civil emergencies. Look at what the Black and Tans did in Ireland before partition. Or the torture and murder of Mau Mau detainees, more strictly by the British prison authorities, at Hola Camp in Kenya. These things have happened. Nor is the depiction of the British squaddie as a public-spirited, gentle-hearted chap necessarily always correct. I have come across quite a few members of Her Majesty’s forces in my travels and, although I yield to no one in my admiration of our army, it cannot be denied that some of them are hard nuts, often recruited in the bleak streets of our northern cities. You would not want to get on the wrong side of these men, though it does not follow, of course, that they would resort to torture.
....
Why had he not previously published these pictures? Perhaps because he was not absolutely sure that they were genuine. And also because he realised that making them public could provoke angry Iraqis into attacking British soldiers. Do not assume that Mr Morgan is a wicked man. Then, last Friday, several British newspapers carried the photographs from Abu Ghraib prison. (Interestingly, the fanatically pro-war Sun did not use any of them, while the pro-war Times and Daily Telegraph tucked them away inside. American newspapers, including even the Washington Post, were initially similarly restrained). When Mr Morgan saw the Abu Ghraib pictures, he evidently persuaded himself that he should run the British ones, for which he had paid an as yet undisclosed sum of money. In the heat of the moment, any lingering doubts about their authenticity were removed. So too were concerns about a possible backlash against British soldiers in Iraq. The Daily Mirror, after all, has been consistently anti-war. And Mr Morgan is in the business of selling newspapers.
Some people may say that even if these photographs are genuine they should not have been published. That is a very difficult argument to sustain. If British soldiers are employing torture, most us would want to be told about it, even if as a consequence other British soldiers were put at risk from retaliation. But are they genuine? As has been pointed out, they have a stagy, contrived feel. The rifle being used to prod the Iraqi prisoner is implausibly clean, and he looks well fed and generally unbattered. What is supposed to be a stream of urine being directed at him resembles the last droplets of water being squeezed from a rather ineffective water pistol. The Daily Mirror has rebutted the suggestion that the soldier’s boots are laced in a way proscribed by the British army, and it has also knocked down the claim that British soldiers in Iraq do not wear floppy hats such as the one in the picture. Nevertheless, many of the anomalies in the photographs have not been satisfactorily explained.
It seems likely they are fakes. If this turns out to be the case, Mr Morgan will obviously have to resign. The trouble is that the damage will have been done, and most Iraqis will not believe the judgment of the British authorities that the pictures are not genuine. It is possible that the Royal Military Police will never establish the truth. One can also imagine Mr Morgan falling back on the defence that the British soldiers were re-enacting an earlier incident which they knew to have happened, and that these pictures, though not recording an exact event, were dramatically correct. This would be a threadbare argument which would convince no one. Either these photographs capture what actually happened, or they do not. There is no intellectually respectable middle way. If they are genuine, Mr Morgan will be celebrated for his decision to publish them. My feeling is that they are probably false, and my guess is that they will be shown to be so. Mr Morgan is a talented journalist who has contributed to the gaiety of Fleet Street. But the lack of judgment that has stalked him throughout his career may have finally caught up with him.
E se as fotografias que o «Daily Mirror» publicou sobre o Iraque fossem falsas? Quem faz a pergunta é o Spectator.
Excerto:Are the Daily Mirror’s torture pictures fakes? Most of my friends, whether anti-war or pro-war, think that they probably are. Such is my own inclination. But let us for a moment try to see things from the point of view of Piers Morgan, the Mirror’s editor. Whatever fine words Nicholas Soames may declaim in the House of Commons, the British army has, in fact, used torture in other civil emergencies. Look at what the Black and Tans did in Ireland before partition. Or the torture and murder of Mau Mau detainees, more strictly by the British prison authorities, at Hola Camp in Kenya. These things have happened. Nor is the depiction of the British squaddie as a public-spirited, gentle-hearted chap necessarily always correct. I have come across quite a few members of Her Majesty’s forces in my travels and, although I yield to no one in my admiration of our army, it cannot be denied that some of them are hard nuts, often recruited in the bleak streets of our northern cities. You would not want to get on the wrong side of these men, though it does not follow, of course, that they would resort to torture.
....
Why had he not previously published these pictures? Perhaps because he was not absolutely sure that they were genuine. And also because he realised that making them public could provoke angry Iraqis into attacking British soldiers. Do not assume that Mr Morgan is a wicked man. Then, last Friday, several British newspapers carried the photographs from Abu Ghraib prison. (Interestingly, the fanatically pro-war Sun did not use any of them, while the pro-war Times and Daily Telegraph tucked them away inside. American newspapers, including even the Washington Post, were initially similarly restrained). When Mr Morgan saw the Abu Ghraib pictures, he evidently persuaded himself that he should run the British ones, for which he had paid an as yet undisclosed sum of money. In the heat of the moment, any lingering doubts about their authenticity were removed. So too were concerns about a possible backlash against British soldiers in Iraq. The Daily Mirror, after all, has been consistently anti-war. And Mr Morgan is in the business of selling newspapers.
Some people may say that even if these photographs are genuine they should not have been published. That is a very difficult argument to sustain. If British soldiers are employing torture, most us would want to be told about it, even if as a consequence other British soldiers were put at risk from retaliation. But are they genuine? As has been pointed out, they have a stagy, contrived feel. The rifle being used to prod the Iraqi prisoner is implausibly clean, and he looks well fed and generally unbattered. What is supposed to be a stream of urine being directed at him resembles the last droplets of water being squeezed from a rather ineffective water pistol. The Daily Mirror has rebutted the suggestion that the soldier’s boots are laced in a way proscribed by the British army, and it has also knocked down the claim that British soldiers in Iraq do not wear floppy hats such as the one in the picture. Nevertheless, many of the anomalies in the photographs have not been satisfactorily explained.
It seems likely they are fakes. If this turns out to be the case, Mr Morgan will obviously have to resign. The trouble is that the damage will have been done, and most Iraqis will not believe the judgment of the British authorities that the pictures are not genuine. It is possible that the Royal Military Police will never establish the truth. One can also imagine Mr Morgan falling back on the defence that the British soldiers were re-enacting an earlier incident which they knew to have happened, and that these pictures, though not recording an exact event, were dramatically correct. This would be a threadbare argument which would convince no one. Either these photographs capture what actually happened, or they do not. There is no intellectually respectable middle way. If they are genuine, Mr Morgan will be celebrated for his decision to publish them. My feeling is that they are probably false, and my guess is that they will be shown to be so. Mr Morgan is a talented journalist who has contributed to the gaiety of Fleet Street. But the lack of judgment that has stalked him throughout his career may have finally caught up with him.
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E AS FOTOS?
E se as fotografias que o «Daily Mirror» publicou sobre o Iraque fossem falsas? Quem faz a pergunta é o Spectator.
Excerto:Are the Daily Mirror’s torture pictures fakes? Most of my friends, whether anti-war or pro-war, think that they probably are. Such is my own inclination. But let us for a moment try to see things from the point of view of Piers Morgan, the Mirror’s editor. Whatever fine words Nicholas Soames may declaim in the House of Commons, the British army has, in fact, used torture in other civil emergencies. Look at what the Black and Tans did in Ireland before partition. Or the torture and murder of Mau Mau detainees, more strictly by the British prison authorities, at Hola Camp in Kenya. These things have happened. Nor is the depiction of the British squaddie as a public-spirited, gentle-hearted chap necessarily always correct. I have come across quite a few members of Her Majesty’s forces in my travels and, although I yield to no one in my admiration of our army, it cannot be denied that some of them are hard nuts, often recruited in the bleak streets of our northern cities. You would not want to get on the wrong side of these men, though it does not follow, of course, that they would resort to torture.
....
Why had he not previously published these pictures? Perhaps because he was not absolutely sure that they were genuine. And also because he realised that making them public could provoke angry Iraqis into attacking British soldiers. Do not assume that Mr Morgan is a wicked man. Then, last Friday, several British newspapers carried the photographs from Abu Ghraib prison. (Interestingly, the fanatically pro-war Sun did not use any of them, while the pro-war Times and Daily Telegraph tucked them away inside. American newspapers, including even the Washington Post, were initially similarly restrained). When Mr Morgan saw the Abu Ghraib pictures, he evidently persuaded himself that he should run the British ones, for which he had paid an as yet undisclosed sum of money. In the heat of the moment, any lingering doubts about their authenticity were removed. So too were concerns about a possible backlash against British soldiers in Iraq. The Daily Mirror, after all, has been consistently anti-war. And Mr Morgan is in the business of selling newspapers.
Some people may say that even if these photographs are genuine they should not have been published. That is a very difficult argument to sustain. If British soldiers are employing torture, most us would want to be told about it, even if as a consequence other British soldiers were put at risk from retaliation. But are they genuine? As has been pointed out, they have a stagy, contrived feel. The rifle being used to prod the Iraqi prisoner is implausibly clean, and he looks well fed and generally unbattered. What is supposed to be a stream of urine being directed at him resembles the last droplets of water being squeezed from a rather ineffective water pistol. The Daily Mirror has rebutted the suggestion that the soldier’s boots are laced in a way proscribed by the British army, and it has also knocked down the claim that British soldiers in Iraq do not wear floppy hats such as the one in the picture. Nevertheless, many of the anomalies in the photographs have not been satisfactorily explained.
It seems likely they are fakes. If this turns out to be the case, Mr Morgan will obviously have to resign. The trouble is that the damage will have been done, and most Iraqis will not believe the judgment of the British authorities that the pictures are not genuine. It is possible that the Royal Military Police will never establish the truth. One can also imagine Mr Morgan falling back on the defence that the British soldiers were re-enacting an earlier incident which they knew to have happened, and that these pictures, though not recording an exact event, were dramatically correct. This would be a threadbare argument which would convince no one. Either these photographs capture what actually happened, or they do not. There is no intellectually respectable middle way. If they are genuine, Mr Morgan will be celebrated for his decision to publish them. My feeling is that they are probably false, and my guess is that they will be shown to be so. Mr Morgan is a talented journalist who has contributed to the gaiety of Fleet Street. But the lack of judgment that has stalked him throughout his career may have finally caught up with him.
E se as fotografias que o «Daily Mirror» publicou sobre o Iraque fossem falsas? Quem faz a pergunta é o Spectator.
Excerto:Are the Daily Mirror’s torture pictures fakes? Most of my friends, whether anti-war or pro-war, think that they probably are. Such is my own inclination. But let us for a moment try to see things from the point of view of Piers Morgan, the Mirror’s editor. Whatever fine words Nicholas Soames may declaim in the House of Commons, the British army has, in fact, used torture in other civil emergencies. Look at what the Black and Tans did in Ireland before partition. Or the torture and murder of Mau Mau detainees, more strictly by the British prison authorities, at Hola Camp in Kenya. These things have happened. Nor is the depiction of the British squaddie as a public-spirited, gentle-hearted chap necessarily always correct. I have come across quite a few members of Her Majesty’s forces in my travels and, although I yield to no one in my admiration of our army, it cannot be denied that some of them are hard nuts, often recruited in the bleak streets of our northern cities. You would not want to get on the wrong side of these men, though it does not follow, of course, that they would resort to torture.
....
Why had he not previously published these pictures? Perhaps because he was not absolutely sure that they were genuine. And also because he realised that making them public could provoke angry Iraqis into attacking British soldiers. Do not assume that Mr Morgan is a wicked man. Then, last Friday, several British newspapers carried the photographs from Abu Ghraib prison. (Interestingly, the fanatically pro-war Sun did not use any of them, while the pro-war Times and Daily Telegraph tucked them away inside. American newspapers, including even the Washington Post, were initially similarly restrained). When Mr Morgan saw the Abu Ghraib pictures, he evidently persuaded himself that he should run the British ones, for which he had paid an as yet undisclosed sum of money. In the heat of the moment, any lingering doubts about their authenticity were removed. So too were concerns about a possible backlash against British soldiers in Iraq. The Daily Mirror, after all, has been consistently anti-war. And Mr Morgan is in the business of selling newspapers.
Some people may say that even if these photographs are genuine they should not have been published. That is a very difficult argument to sustain. If British soldiers are employing torture, most us would want to be told about it, even if as a consequence other British soldiers were put at risk from retaliation. But are they genuine? As has been pointed out, they have a stagy, contrived feel. The rifle being used to prod the Iraqi prisoner is implausibly clean, and he looks well fed and generally unbattered. What is supposed to be a stream of urine being directed at him resembles the last droplets of water being squeezed from a rather ineffective water pistol. The Daily Mirror has rebutted the suggestion that the soldier’s boots are laced in a way proscribed by the British army, and it has also knocked down the claim that British soldiers in Iraq do not wear floppy hats such as the one in the picture. Nevertheless, many of the anomalies in the photographs have not been satisfactorily explained.
It seems likely they are fakes. If this turns out to be the case, Mr Morgan will obviously have to resign. The trouble is that the damage will have been done, and most Iraqis will not believe the judgment of the British authorities that the pictures are not genuine. It is possible that the Royal Military Police will never establish the truth. One can also imagine Mr Morgan falling back on the defence that the British soldiers were re-enacting an earlier incident which they knew to have happened, and that these pictures, though not recording an exact event, were dramatically correct. This would be a threadbare argument which would convince no one. Either these photographs capture what actually happened, or they do not. There is no intellectually respectable middle way. If they are genuine, Mr Morgan will be celebrated for his decision to publish them. My feeling is that they are probably false, and my guess is that they will be shown to be so. Mr Morgan is a talented journalist who has contributed to the gaiety of Fleet Street. But the lack of judgment that has stalked him throughout his career may have finally caught up with him.
maio 10, 2004
A NÃO PERDER
A série de artigos de Carlos Coelho (o Presidente da Brandia) sobre os novos heróis lusitanos, exemplos a seguir nesta terra - todas as sextas no Diário Económico. O artigo desta semana é sobre um bodyboarder português, Manuel Centeno. Excerto: No Circuito Europeu, nos Top-16 mais de metade são portugueses. Há três anos, no Havai nem se sabia onde era Portugal. Hoje, o país é reconhecido como uma potência, pela qualidade dos seus atletas e também das suas praias - um exemplo é a Supertubos, em Peniche, que, segundo a Surf Europe, tem as melhores ondas da Europa.
Os ‘bodyboarders’ portugueses têm uma raça especial, a Portuguesa. Lutam, empenham-se, são elogiados em todo o mundo pela sua cultura, iniciativa, esforço e dedicação, tornaram-se numa referência internacional.
Em termos mundiais, estamos ao nível dos melhores. Em termos europeus, estamos francamente à frente, apoiados apenas pela determinação de nomes como Rui Ferreira, Hugo Pinheiro, Gonçalo Faria, Catarina Sousa e Dora Gomes (campeã europeia), que projectam o nome de Portugal numa modalidade desprezada pelos organismos estatais, mas em que Portugal de facto consegue apresentar resultados concretos bem mais relevantes do que os da maior parte das outras modalidades desportivas.
Apenas Sintra, com o SintraPro, apostou na modalidade, tornando a prova da Praia Grande aquela que apresenta maior premiação em todo o mundo.
Depois dos resultados obtidos, os organismos oficiais deveriam olhar para esta modalidade como uma mais-valia para Portugal, uma marca para o nosso país, até porque explora uma das suas grandes equities, o mar.
Mais detelahes em Portugal Genial
A série de artigos de Carlos Coelho (o Presidente da Brandia) sobre os novos heróis lusitanos, exemplos a seguir nesta terra - todas as sextas no Diário Económico. O artigo desta semana é sobre um bodyboarder português, Manuel Centeno. Excerto: No Circuito Europeu, nos Top-16 mais de metade são portugueses. Há três anos, no Havai nem se sabia onde era Portugal. Hoje, o país é reconhecido como uma potência, pela qualidade dos seus atletas e também das suas praias - um exemplo é a Supertubos, em Peniche, que, segundo a Surf Europe, tem as melhores ondas da Europa.
Os ‘bodyboarders’ portugueses têm uma raça especial, a Portuguesa. Lutam, empenham-se, são elogiados em todo o mundo pela sua cultura, iniciativa, esforço e dedicação, tornaram-se numa referência internacional.
Em termos mundiais, estamos ao nível dos melhores. Em termos europeus, estamos francamente à frente, apoiados apenas pela determinação de nomes como Rui Ferreira, Hugo Pinheiro, Gonçalo Faria, Catarina Sousa e Dora Gomes (campeã europeia), que projectam o nome de Portugal numa modalidade desprezada pelos organismos estatais, mas em que Portugal de facto consegue apresentar resultados concretos bem mais relevantes do que os da maior parte das outras modalidades desportivas.
Apenas Sintra, com o SintraPro, apostou na modalidade, tornando a prova da Praia Grande aquela que apresenta maior premiação em todo o mundo.
Depois dos resultados obtidos, os organismos oficiais deveriam olhar para esta modalidade como uma mais-valia para Portugal, uma marca para o nosso país, até porque explora uma das suas grandes equities, o mar.
Mais detelahes em Portugal Genial
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A NÃO PERDER
A série de artigos de Carlos Coelho (o Presidente da Brandia) sobre os novos heróis lusitanos, exemplos a seguir nesta terra - todas as sextas no Diário Económico. O artigo desta semana é sobre um bodyboarder português, Manuel Centeno. Excerto: No Circuito Europeu, nos Top-16 mais de metade são portugueses. Há três anos, no Havai nem se sabia onde era Portugal. Hoje, o país é reconhecido como uma potência, pela qualidade dos seus atletas e também das suas praias - um exemplo é a Supertubos, em Peniche, que, segundo a Surf Europe, tem as melhores ondas da Europa.
Os ‘bodyboarders’ portugueses têm uma raça especial, a Portuguesa. Lutam, empenham-se, são elogiados em todo o mundo pela sua cultura, iniciativa, esforço e dedicação, tornaram-se numa referência internacional.
Em termos mundiais, estamos ao nível dos melhores. Em termos europeus, estamos francamente à frente, apoiados apenas pela determinação de nomes como Rui Ferreira, Hugo Pinheiro, Gonçalo Faria, Catarina Sousa e Dora Gomes (campeã europeia), que projectam o nome de Portugal numa modalidade desprezada pelos organismos estatais, mas em que Portugal de facto consegue apresentar resultados concretos bem mais relevantes do que os da maior parte das outras modalidades desportivas.
Apenas Sintra, com o SintraPro, apostou na modalidade, tornando a prova da Praia Grande aquela que apresenta maior premiação em todo o mundo.
Depois dos resultados obtidos, os organismos oficiais deveriam olhar para esta modalidade como uma mais-valia para Portugal, uma marca para o nosso país, até porque explora uma das suas grandes equities, o mar.
Mais detelahes em Portugal Genial
A série de artigos de Carlos Coelho (o Presidente da Brandia) sobre os novos heróis lusitanos, exemplos a seguir nesta terra - todas as sextas no Diário Económico. O artigo desta semana é sobre um bodyboarder português, Manuel Centeno. Excerto: No Circuito Europeu, nos Top-16 mais de metade são portugueses. Há três anos, no Havai nem se sabia onde era Portugal. Hoje, o país é reconhecido como uma potência, pela qualidade dos seus atletas e também das suas praias - um exemplo é a Supertubos, em Peniche, que, segundo a Surf Europe, tem as melhores ondas da Europa.
Os ‘bodyboarders’ portugueses têm uma raça especial, a Portuguesa. Lutam, empenham-se, são elogiados em todo o mundo pela sua cultura, iniciativa, esforço e dedicação, tornaram-se numa referência internacional.
Em termos mundiais, estamos ao nível dos melhores. Em termos europeus, estamos francamente à frente, apoiados apenas pela determinação de nomes como Rui Ferreira, Hugo Pinheiro, Gonçalo Faria, Catarina Sousa e Dora Gomes (campeã europeia), que projectam o nome de Portugal numa modalidade desprezada pelos organismos estatais, mas em que Portugal de facto consegue apresentar resultados concretos bem mais relevantes do que os da maior parte das outras modalidades desportivas.
Apenas Sintra, com o SintraPro, apostou na modalidade, tornando a prova da Praia Grande aquela que apresenta maior premiação em todo o mundo.
Depois dos resultados obtidos, os organismos oficiais deveriam olhar para esta modalidade como uma mais-valia para Portugal, uma marca para o nosso país, até porque explora uma das suas grandes equities, o mar.
Mais detelahes em Portugal Genial
ESPECTÁCULO
Por muitas voltas que dê não me consigo convencer com aquilo a que se chama informação espectáculo. Tivemos uma overdose dessa brincadeira na passada quarta-feira: uma estava orquestrada e tinha a ver com o jogo do Porto contra o Corunha; a outra foi fruto das circunstãncias e girou à volta da situação de Carlos Cruz. Em ambos os casos exagerou-se para além do suportável. Os repórteres (será bem aplicado este nome?) que estão nestes locais em directo fazem perguntas que, na maioria dos casos, são um manual de asneira. Que interesse tem o percurso da auto-estrada Lisboa-Cascais atrás do carro do advogado de Carlos Cruz? Qual o sentido de entrevistas de rua a perguntar aos adeptos do Corunha qual o resultado que querem?
Quem tivesse de assistir à maioria da informação de quarta-feira passada achava que o mundo se reduzia à situação prisional de Carlos Cruz e ao Futebol. A importante visita de Zapatero a Lisboa foi apagada, os acontecimentos internacionais desapareceram, deixou de se falar dos maus tratos a prisioneiros no Iraque. A leitura dos jornais de quinta-feira de manhã faz um contraste gigantesco com o que a maioria dos telejornais de véspera passaram. Assim a televisão não serve para informar, apenas para deformar a realidade.
OPORTUNIDADE
Algumas peças de faiança feitas a propósito do próximo casamento real em Espanha foram imaginadas e fabricadas por uma empresa portuguesa. Os responsáveis pela real boda escolheram-na pela qualidade da concepção e do fabrico e estão bastante contentes com a escolha que fizeram. Agora imaginem por um instante que se passava o contrário, que era um acontecimento oficial português que se abastecia em Espanha. Não haviam de faltar por aí herdeiros da Padeira de Aljubarrota a gritar contra a invasão, a alertar para os perigos da penetração económica espanhola em Portugal e a denunciar falta de aposta na indústria nacional. Acho que não estou a exagerar: há quem pense que é com a indignação hipócrita que se resolve este problema, em vez de pegar neste exemplo, no das empresas de moldes plásticos ou da GALP para mostrar como se pode expandir para mercados externos.
PRÉMIOS
A revista «Wired» divulgou as suas nomeações anuais em diversas áreas e alguns nomes pouco conhecidos convivem com celebridades. Exemplos: no cinema a escolha foi para Peter Jackson, o neo-zelandês responsável pelos efeitos especiais de «O Senhor dos Anéis»; o prémio «Renegado do Ano» foi para Steve Jobs, o CEO da Apple e da Pixar, por estar a alterar a forma como a era do entretenimento digital se desenvolverá; na literatura a escohida foi Rebecca Solnit pelo livro «River Of Shadows» que conta a evolução da ciência e das descobertas no século XX: na arte o nomeado foi o ex-Talking Head David Byrne pela sua utilização do software Power Point na criação de obras de artes plásticas; na política os destaques foram para Joe Trippi e Scott Heiferman, que na campanha de Howard Dean alteraram a forma de utilizar a internet para organizar campanhas e recolher fundos; na música a «Wired» destacou uma banda, os Flaming Lips pelo seu contributo par alterar a forma como a música chega ao público e suporte gravado, nomeadamente com o álbum «Yoshimi Battles the Pink Robots 5.1»; na televisão o escolhido foi Mike Lazzo, o criador de um slot de animação para adultos na cartoon Network, exibido nos Estados Unidos sob a designação «adult Swim» e que se tornou no programa mais visto no cabo por telespectadores entre os 18 e 34 anos.
DIF
Intitula-se «revista de tendências e guia cultural gratuto». A edição de Abril deste ano é a número 17. Não tenho a menor hesitação em dizer que, graficamente, é a melhor publicação portuguesa actual. A meio caminho entre um catálogo de novidades de marcas e uma informação cuidada sobre áreas como o design, a música e a moda, a DIF (que pode ser encontrada em locais seleccionados) fala constantemente da actividade dos novos criadores portugueses (por exemplo mostra e primeira mão a futura decoração do Lux), tem páginas de publicidade deliciosas, mas tem também boas ideias editorias, como o especial sobre jogos electrónicos da edição de Abril. Um guia-roteiro cuidado e legível e boas páginas de arquitectura, cinema, música e produções de moda fazem da DIF uma revista mesmo diferente – ainda por cima com uma qualidade de impressão invulgar. Podem descobrir mais um pouco em www.difmag.com .
Por muitas voltas que dê não me consigo convencer com aquilo a que se chama informação espectáculo. Tivemos uma overdose dessa brincadeira na passada quarta-feira: uma estava orquestrada e tinha a ver com o jogo do Porto contra o Corunha; a outra foi fruto das circunstãncias e girou à volta da situação de Carlos Cruz. Em ambos os casos exagerou-se para além do suportável. Os repórteres (será bem aplicado este nome?) que estão nestes locais em directo fazem perguntas que, na maioria dos casos, são um manual de asneira. Que interesse tem o percurso da auto-estrada Lisboa-Cascais atrás do carro do advogado de Carlos Cruz? Qual o sentido de entrevistas de rua a perguntar aos adeptos do Corunha qual o resultado que querem?
Quem tivesse de assistir à maioria da informação de quarta-feira passada achava que o mundo se reduzia à situação prisional de Carlos Cruz e ao Futebol. A importante visita de Zapatero a Lisboa foi apagada, os acontecimentos internacionais desapareceram, deixou de se falar dos maus tratos a prisioneiros no Iraque. A leitura dos jornais de quinta-feira de manhã faz um contraste gigantesco com o que a maioria dos telejornais de véspera passaram. Assim a televisão não serve para informar, apenas para deformar a realidade.
OPORTUNIDADE
Algumas peças de faiança feitas a propósito do próximo casamento real em Espanha foram imaginadas e fabricadas por uma empresa portuguesa. Os responsáveis pela real boda escolheram-na pela qualidade da concepção e do fabrico e estão bastante contentes com a escolha que fizeram. Agora imaginem por um instante que se passava o contrário, que era um acontecimento oficial português que se abastecia em Espanha. Não haviam de faltar por aí herdeiros da Padeira de Aljubarrota a gritar contra a invasão, a alertar para os perigos da penetração económica espanhola em Portugal e a denunciar falta de aposta na indústria nacional. Acho que não estou a exagerar: há quem pense que é com a indignação hipócrita que se resolve este problema, em vez de pegar neste exemplo, no das empresas de moldes plásticos ou da GALP para mostrar como se pode expandir para mercados externos.
PRÉMIOS
A revista «Wired» divulgou as suas nomeações anuais em diversas áreas e alguns nomes pouco conhecidos convivem com celebridades. Exemplos: no cinema a escolha foi para Peter Jackson, o neo-zelandês responsável pelos efeitos especiais de «O Senhor dos Anéis»; o prémio «Renegado do Ano» foi para Steve Jobs, o CEO da Apple e da Pixar, por estar a alterar a forma como a era do entretenimento digital se desenvolverá; na literatura a escohida foi Rebecca Solnit pelo livro «River Of Shadows» que conta a evolução da ciência e das descobertas no século XX: na arte o nomeado foi o ex-Talking Head David Byrne pela sua utilização do software Power Point na criação de obras de artes plásticas; na política os destaques foram para Joe Trippi e Scott Heiferman, que na campanha de Howard Dean alteraram a forma de utilizar a internet para organizar campanhas e recolher fundos; na música a «Wired» destacou uma banda, os Flaming Lips pelo seu contributo par alterar a forma como a música chega ao público e suporte gravado, nomeadamente com o álbum «Yoshimi Battles the Pink Robots 5.1»; na televisão o escolhido foi Mike Lazzo, o criador de um slot de animação para adultos na cartoon Network, exibido nos Estados Unidos sob a designação «adult Swim» e que se tornou no programa mais visto no cabo por telespectadores entre os 18 e 34 anos.
DIF
Intitula-se «revista de tendências e guia cultural gratuto». A edição de Abril deste ano é a número 17. Não tenho a menor hesitação em dizer que, graficamente, é a melhor publicação portuguesa actual. A meio caminho entre um catálogo de novidades de marcas e uma informação cuidada sobre áreas como o design, a música e a moda, a DIF (que pode ser encontrada em locais seleccionados) fala constantemente da actividade dos novos criadores portugueses (por exemplo mostra e primeira mão a futura decoração do Lux), tem páginas de publicidade deliciosas, mas tem também boas ideias editorias, como o especial sobre jogos electrónicos da edição de Abril. Um guia-roteiro cuidado e legível e boas páginas de arquitectura, cinema, música e produções de moda fazem da DIF uma revista mesmo diferente – ainda por cima com uma qualidade de impressão invulgar. Podem descobrir mais um pouco em www.difmag.com .
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ESPECTÁCULO
Por muitas voltas que dê não me consigo convencer com aquilo a que se chama informação espectáculo. Tivemos uma overdose dessa brincadeira na passada quarta-feira: uma estava orquestrada e tinha a ver com o jogo do Porto contra o Corunha; a outra foi fruto das circunstãncias e girou à volta da situação de Carlos Cruz. Em ambos os casos exagerou-se para além do suportável. Os repórteres (será bem aplicado este nome?) que estão nestes locais em directo fazem perguntas que, na maioria dos casos, são um manual de asneira. Que interesse tem o percurso da auto-estrada Lisboa-Cascais atrás do carro do advogado de Carlos Cruz? Qual o sentido de entrevistas de rua a perguntar aos adeptos do Corunha qual o resultado que querem?
Quem tivesse de assistir à maioria da informação de quarta-feira passada achava que o mundo se reduzia à situação prisional de Carlos Cruz e ao Futebol. A importante visita de Zapatero a Lisboa foi apagada, os acontecimentos internacionais desapareceram, deixou de se falar dos maus tratos a prisioneiros no Iraque. A leitura dos jornais de quinta-feira de manhã faz um contraste gigantesco com o que a maioria dos telejornais de véspera passaram. Assim a televisão não serve para informar, apenas para deformar a realidade.
OPORTUNIDADE
Algumas peças de faiança feitas a propósito do próximo casamento real em Espanha foram imaginadas e fabricadas por uma empresa portuguesa. Os responsáveis pela real boda escolheram-na pela qualidade da concepção e do fabrico e estão bastante contentes com a escolha que fizeram. Agora imaginem por um instante que se passava o contrário, que era um acontecimento oficial português que se abastecia em Espanha. Não haviam de faltar por aí herdeiros da Padeira de Aljubarrota a gritar contra a invasão, a alertar para os perigos da penetração económica espanhola em Portugal e a denunciar falta de aposta na indústria nacional. Acho que não estou a exagerar: há quem pense que é com a indignação hipócrita que se resolve este problema, em vez de pegar neste exemplo, no das empresas de moldes plásticos ou da GALP para mostrar como se pode expandir para mercados externos.
PRÉMIOS
A revista «Wired» divulgou as suas nomeações anuais em diversas áreas e alguns nomes pouco conhecidos convivem com celebridades. Exemplos: no cinema a escolha foi para Peter Jackson, o neo-zelandês responsável pelos efeitos especiais de «O Senhor dos Anéis»; o prémio «Renegado do Ano» foi para Steve Jobs, o CEO da Apple e da Pixar, por estar a alterar a forma como a era do entretenimento digital se desenvolverá; na literatura a escohida foi Rebecca Solnit pelo livro «River Of Shadows» que conta a evolução da ciência e das descobertas no século XX: na arte o nomeado foi o ex-Talking Head David Byrne pela sua utilização do software Power Point na criação de obras de artes plásticas; na política os destaques foram para Joe Trippi e Scott Heiferman, que na campanha de Howard Dean alteraram a forma de utilizar a internet para organizar campanhas e recolher fundos; na música a «Wired» destacou uma banda, os Flaming Lips pelo seu contributo par alterar a forma como a música chega ao público e suporte gravado, nomeadamente com o álbum «Yoshimi Battles the Pink Robots 5.1»; na televisão o escolhido foi Mike Lazzo, o criador de um slot de animação para adultos na cartoon Network, exibido nos Estados Unidos sob a designação «adult Swim» e que se tornou no programa mais visto no cabo por telespectadores entre os 18 e 34 anos.
DIF
Intitula-se «revista de tendências e guia cultural gratuto». A edição de Abril deste ano é a número 17. Não tenho a menor hesitação em dizer que, graficamente, é a melhor publicação portuguesa actual. A meio caminho entre um catálogo de novidades de marcas e uma informação cuidada sobre áreas como o design, a música e a moda, a DIF (que pode ser encontrada em locais seleccionados) fala constantemente da actividade dos novos criadores portugueses (por exemplo mostra e primeira mão a futura decoração do Lux), tem páginas de publicidade deliciosas, mas tem também boas ideias editorias, como o especial sobre jogos electrónicos da edição de Abril. Um guia-roteiro cuidado e legível e boas páginas de arquitectura, cinema, música e produções de moda fazem da DIF uma revista mesmo diferente – ainda por cima com uma qualidade de impressão invulgar. Podem descobrir mais um pouco em www.difmag.com .
Por muitas voltas que dê não me consigo convencer com aquilo a que se chama informação espectáculo. Tivemos uma overdose dessa brincadeira na passada quarta-feira: uma estava orquestrada e tinha a ver com o jogo do Porto contra o Corunha; a outra foi fruto das circunstãncias e girou à volta da situação de Carlos Cruz. Em ambos os casos exagerou-se para além do suportável. Os repórteres (será bem aplicado este nome?) que estão nestes locais em directo fazem perguntas que, na maioria dos casos, são um manual de asneira. Que interesse tem o percurso da auto-estrada Lisboa-Cascais atrás do carro do advogado de Carlos Cruz? Qual o sentido de entrevistas de rua a perguntar aos adeptos do Corunha qual o resultado que querem?
Quem tivesse de assistir à maioria da informação de quarta-feira passada achava que o mundo se reduzia à situação prisional de Carlos Cruz e ao Futebol. A importante visita de Zapatero a Lisboa foi apagada, os acontecimentos internacionais desapareceram, deixou de se falar dos maus tratos a prisioneiros no Iraque. A leitura dos jornais de quinta-feira de manhã faz um contraste gigantesco com o que a maioria dos telejornais de véspera passaram. Assim a televisão não serve para informar, apenas para deformar a realidade.
OPORTUNIDADE
Algumas peças de faiança feitas a propósito do próximo casamento real em Espanha foram imaginadas e fabricadas por uma empresa portuguesa. Os responsáveis pela real boda escolheram-na pela qualidade da concepção e do fabrico e estão bastante contentes com a escolha que fizeram. Agora imaginem por um instante que se passava o contrário, que era um acontecimento oficial português que se abastecia em Espanha. Não haviam de faltar por aí herdeiros da Padeira de Aljubarrota a gritar contra a invasão, a alertar para os perigos da penetração económica espanhola em Portugal e a denunciar falta de aposta na indústria nacional. Acho que não estou a exagerar: há quem pense que é com a indignação hipócrita que se resolve este problema, em vez de pegar neste exemplo, no das empresas de moldes plásticos ou da GALP para mostrar como se pode expandir para mercados externos.
PRÉMIOS
A revista «Wired» divulgou as suas nomeações anuais em diversas áreas e alguns nomes pouco conhecidos convivem com celebridades. Exemplos: no cinema a escolha foi para Peter Jackson, o neo-zelandês responsável pelos efeitos especiais de «O Senhor dos Anéis»; o prémio «Renegado do Ano» foi para Steve Jobs, o CEO da Apple e da Pixar, por estar a alterar a forma como a era do entretenimento digital se desenvolverá; na literatura a escohida foi Rebecca Solnit pelo livro «River Of Shadows» que conta a evolução da ciência e das descobertas no século XX: na arte o nomeado foi o ex-Talking Head David Byrne pela sua utilização do software Power Point na criação de obras de artes plásticas; na política os destaques foram para Joe Trippi e Scott Heiferman, que na campanha de Howard Dean alteraram a forma de utilizar a internet para organizar campanhas e recolher fundos; na música a «Wired» destacou uma banda, os Flaming Lips pelo seu contributo par alterar a forma como a música chega ao público e suporte gravado, nomeadamente com o álbum «Yoshimi Battles the Pink Robots 5.1»; na televisão o escolhido foi Mike Lazzo, o criador de um slot de animação para adultos na cartoon Network, exibido nos Estados Unidos sob a designação «adult Swim» e que se tornou no programa mais visto no cabo por telespectadores entre os 18 e 34 anos.
DIF
Intitula-se «revista de tendências e guia cultural gratuto». A edição de Abril deste ano é a número 17. Não tenho a menor hesitação em dizer que, graficamente, é a melhor publicação portuguesa actual. A meio caminho entre um catálogo de novidades de marcas e uma informação cuidada sobre áreas como o design, a música e a moda, a DIF (que pode ser encontrada em locais seleccionados) fala constantemente da actividade dos novos criadores portugueses (por exemplo mostra e primeira mão a futura decoração do Lux), tem páginas de publicidade deliciosas, mas tem também boas ideias editorias, como o especial sobre jogos electrónicos da edição de Abril. Um guia-roteiro cuidado e legível e boas páginas de arquitectura, cinema, música e produções de moda fazem da DIF uma revista mesmo diferente – ainda por cima com uma qualidade de impressão invulgar. Podem descobrir mais um pouco em www.difmag.com .
A PARTICIPAÇÃO CÍVICA em Portugal é um problema: as pessoas participam pouco, debatem pouco, não estão habituadas a trabalhar para a comunidade. Depois dos entusiasmos de há 30 anos a participação política nos partidos foi-se rarefazendo e o resultado é um progressivo afastamento dos partidos em relação à sociedade. Se a participação cívica é fraca, a participação política é uma desgraça. Pior ainda, a intervenção política passou a fazer-se por meios ínvios: as pessoas misturam a sua actividade com a expressão da sua opção – o que não quer dizer exprimir a opinião, mas fazer ilegitimamente prevalecer a posição e a opinião política e ideológica no dia a dia das suas actividades, sem para isso terem sido escrutinados pelo voto.
OS POLÍTICOS, em grande parte, ajudam pouco a mudar este estado de coisas. Os partidos foram criando um regimento de indefectíveis, prontos para tudo, e salvo raras excepções preocuparam-se muitíssimo pouco em fazer aumentar a participação. Muitas vezes, também, os políticos no poder são autistas e ouvem só os que lhes são muito próximos. Escudados na retórica, a generalidade dos políticos agita bandeiras em calendários pré-definidos, mistura a realidade com os desejos e não faz uma análise séria das situações. O resultado é que quando chega ao poder começa a dar o dito por não dito, inflecte objectivos, muda estratégias, arrepia caminho. Este triste estilo é a norma.
NESTE PANORAMA, quem tenta cumprir objectivos, quem persiste em efectivar promessas eleitorais, é apelidado de populista; quem consegue manter opções estratégicas é acusado de jogar com os sentimentos do eleitorado; quem cede na negociação é elogiado pelo elevado sentido de responsabilidade demonstrado. Privilegia-se o cinismo e a hipocrisia. A demagogia – prometer o que nunca vai ser feito – é premiada, enquanto o trabalho efectivo é penalizado. Embora não pareça, as coisas estão ao contrário do que deviam ser.
CHAMA-SE POPULISTA a quem tenta cumprir o prometido em campanhas eleitorais através de meios claros e processos transparentes. Usa-se o termo «populista» como se usava o termo «fascista» há uns anos atrás. Todos os que não gostam de reformas nem de mudanças acusam quem as tenta fazer de «populismo». O consenso vacilante é elogiado, a determinação é criticada. Também isto não ajuda a que a política possa viver de reformas e mudanças. Também isto faz com que os que vão apenas flutuando no mar da ineficácia sejam beneficiados.
OS POLÍTICOS, em grande parte, ajudam pouco a mudar este estado de coisas. Os partidos foram criando um regimento de indefectíveis, prontos para tudo, e salvo raras excepções preocuparam-se muitíssimo pouco em fazer aumentar a participação. Muitas vezes, também, os políticos no poder são autistas e ouvem só os que lhes são muito próximos. Escudados na retórica, a generalidade dos políticos agita bandeiras em calendários pré-definidos, mistura a realidade com os desejos e não faz uma análise séria das situações. O resultado é que quando chega ao poder começa a dar o dito por não dito, inflecte objectivos, muda estratégias, arrepia caminho. Este triste estilo é a norma.
NESTE PANORAMA, quem tenta cumprir objectivos, quem persiste em efectivar promessas eleitorais, é apelidado de populista; quem consegue manter opções estratégicas é acusado de jogar com os sentimentos do eleitorado; quem cede na negociação é elogiado pelo elevado sentido de responsabilidade demonstrado. Privilegia-se o cinismo e a hipocrisia. A demagogia – prometer o que nunca vai ser feito – é premiada, enquanto o trabalho efectivo é penalizado. Embora não pareça, as coisas estão ao contrário do que deviam ser.
CHAMA-SE POPULISTA a quem tenta cumprir o prometido em campanhas eleitorais através de meios claros e processos transparentes. Usa-se o termo «populista» como se usava o termo «fascista» há uns anos atrás. Todos os que não gostam de reformas nem de mudanças acusam quem as tenta fazer de «populismo». O consenso vacilante é elogiado, a determinação é criticada. Também isto não ajuda a que a política possa viver de reformas e mudanças. Também isto faz com que os que vão apenas flutuando no mar da ineficácia sejam beneficiados.
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A PARTICIPAÇÃO CÍVICA em Portugal é um problema: as pessoas participam pouco, debatem pouco, não estão habituadas a trabalhar para a comunidade. Depois dos entusiasmos de há 30 anos a participação política nos partidos foi-se rarefazendo e o resultado é um progressivo afastamento dos partidos em relação à sociedade. Se a participação cívica é fraca, a participação política é uma desgraça. Pior ainda, a intervenção política passou a fazer-se por meios ínvios: as pessoas misturam a sua actividade com a expressão da sua opção – o que não quer dizer exprimir a opinião, mas fazer ilegitimamente prevalecer a posição e a opinião política e ideológica no dia a dia das suas actividades, sem para isso terem sido escrutinados pelo voto.
OS POLÍTICOS, em grande parte, ajudam pouco a mudar este estado de coisas. Os partidos foram criando um regimento de indefectíveis, prontos para tudo, e salvo raras excepções preocuparam-se muitíssimo pouco em fazer aumentar a participação. Muitas vezes, também, os políticos no poder são autistas e ouvem só os que lhes são muito próximos. Escudados na retórica, a generalidade dos políticos agita bandeiras em calendários pré-definidos, mistura a realidade com os desejos e não faz uma análise séria das situações. O resultado é que quando chega ao poder começa a dar o dito por não dito, inflecte objectivos, muda estratégias, arrepia caminho. Este triste estilo é a norma.
NESTE PANORAMA, quem tenta cumprir objectivos, quem persiste em efectivar promessas eleitorais, é apelidado de populista; quem consegue manter opções estratégicas é acusado de jogar com os sentimentos do eleitorado; quem cede na negociação é elogiado pelo elevado sentido de responsabilidade demonstrado. Privilegia-se o cinismo e a hipocrisia. A demagogia – prometer o que nunca vai ser feito – é premiada, enquanto o trabalho efectivo é penalizado. Embora não pareça, as coisas estão ao contrário do que deviam ser.
CHAMA-SE POPULISTA a quem tenta cumprir o prometido em campanhas eleitorais através de meios claros e processos transparentes. Usa-se o termo «populista» como se usava o termo «fascista» há uns anos atrás. Todos os que não gostam de reformas nem de mudanças acusam quem as tenta fazer de «populismo». O consenso vacilante é elogiado, a determinação é criticada. Também isto não ajuda a que a política possa viver de reformas e mudanças. Também isto faz com que os que vão apenas flutuando no mar da ineficácia sejam beneficiados.
OS POLÍTICOS, em grande parte, ajudam pouco a mudar este estado de coisas. Os partidos foram criando um regimento de indefectíveis, prontos para tudo, e salvo raras excepções preocuparam-se muitíssimo pouco em fazer aumentar a participação. Muitas vezes, também, os políticos no poder são autistas e ouvem só os que lhes são muito próximos. Escudados na retórica, a generalidade dos políticos agita bandeiras em calendários pré-definidos, mistura a realidade com os desejos e não faz uma análise séria das situações. O resultado é que quando chega ao poder começa a dar o dito por não dito, inflecte objectivos, muda estratégias, arrepia caminho. Este triste estilo é a norma.
NESTE PANORAMA, quem tenta cumprir objectivos, quem persiste em efectivar promessas eleitorais, é apelidado de populista; quem consegue manter opções estratégicas é acusado de jogar com os sentimentos do eleitorado; quem cede na negociação é elogiado pelo elevado sentido de responsabilidade demonstrado. Privilegia-se o cinismo e a hipocrisia. A demagogia – prometer o que nunca vai ser feito – é premiada, enquanto o trabalho efectivo é penalizado. Embora não pareça, as coisas estão ao contrário do que deviam ser.
CHAMA-SE POPULISTA a quem tenta cumprir o prometido em campanhas eleitorais através de meios claros e processos transparentes. Usa-se o termo «populista» como se usava o termo «fascista» há uns anos atrás. Todos os que não gostam de reformas nem de mudanças acusam quem as tenta fazer de «populismo». O consenso vacilante é elogiado, a determinação é criticada. Também isto não ajuda a que a política possa viver de reformas e mudanças. Também isto faz com que os que vão apenas flutuando no mar da ineficácia sejam beneficiados.
A AUTORIA
Em política, a autoria é tudo. Algumas propostas de direita são bem aceites pela esquerda se o seu autor lhes fôr simpático e o mesmo acontece a algumas propostas de esquerda. È claro que isto se passa a nível dos lideres partidários e dos fazedores de opinião, de algumas elites que ao longo dos séculos foram desviando o sentido da democracia, o significado efectivo do voto. Para algumas elites a opção do eleitorado não é interessante porque o povo não se sabe proteger – daí que precise de guardiões, de vigilantes, que se propõem velar pelo resultado efectivo das eleições. É o domínio do politicamente correcto e da hipocrisia ideológica, é o poder de elites não sufragadas sobre opções e programas que foram a votos.
Existe um perigo na nossa sociedade que é o do desprezo pelas indicações dadas pelos votos. Há quem não hesite em dizer que não interessa nada se um programa de acção de determinado partido ou político teve a maioria das urnas se, por acaso, as acções a concretizar estão no índex das pequenas inquisições que por aí abundam. A forma como se combate, com expedientes administrativos e processuais, a concretização de políticas votadas tem apenas o efeito de afastar ainda mais os cidadãos do voto, tem o efeito de desacreditar a política – que devia ser a forma privilegiada de acção cívica em vez de uma rotina de habilidades jurídicas avulsas.
A política não se esgota nos partidos nem nos políticos que os representam e por eles se sujeitam aos votos dos cidadãos. Mas – a menos que queiramos um outro regime – também não se faz contra eles. Quem quer mudar de regime?
Em política, a autoria é tudo. Algumas propostas de direita são bem aceites pela esquerda se o seu autor lhes fôr simpático e o mesmo acontece a algumas propostas de esquerda. È claro que isto se passa a nível dos lideres partidários e dos fazedores de opinião, de algumas elites que ao longo dos séculos foram desviando o sentido da democracia, o significado efectivo do voto. Para algumas elites a opção do eleitorado não é interessante porque o povo não se sabe proteger – daí que precise de guardiões, de vigilantes, que se propõem velar pelo resultado efectivo das eleições. É o domínio do politicamente correcto e da hipocrisia ideológica, é o poder de elites não sufragadas sobre opções e programas que foram a votos.
Existe um perigo na nossa sociedade que é o do desprezo pelas indicações dadas pelos votos. Há quem não hesite em dizer que não interessa nada se um programa de acção de determinado partido ou político teve a maioria das urnas se, por acaso, as acções a concretizar estão no índex das pequenas inquisições que por aí abundam. A forma como se combate, com expedientes administrativos e processuais, a concretização de políticas votadas tem apenas o efeito de afastar ainda mais os cidadãos do voto, tem o efeito de desacreditar a política – que devia ser a forma privilegiada de acção cívica em vez de uma rotina de habilidades jurídicas avulsas.
A política não se esgota nos partidos nem nos políticos que os representam e por eles se sujeitam aos votos dos cidadãos. Mas – a menos que queiramos um outro regime – também não se faz contra eles. Quem quer mudar de regime?
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A AUTORIA
Em política, a autoria é tudo. Algumas propostas de direita são bem aceites pela esquerda se o seu autor lhes fôr simpático e o mesmo acontece a algumas propostas de esquerda. È claro que isto se passa a nível dos lideres partidários e dos fazedores de opinião, de algumas elites que ao longo dos séculos foram desviando o sentido da democracia, o significado efectivo do voto. Para algumas elites a opção do eleitorado não é interessante porque o povo não se sabe proteger – daí que precise de guardiões, de vigilantes, que se propõem velar pelo resultado efectivo das eleições. É o domínio do politicamente correcto e da hipocrisia ideológica, é o poder de elites não sufragadas sobre opções e programas que foram a votos.
Existe um perigo na nossa sociedade que é o do desprezo pelas indicações dadas pelos votos. Há quem não hesite em dizer que não interessa nada se um programa de acção de determinado partido ou político teve a maioria das urnas se, por acaso, as acções a concretizar estão no índex das pequenas inquisições que por aí abundam. A forma como se combate, com expedientes administrativos e processuais, a concretização de políticas votadas tem apenas o efeito de afastar ainda mais os cidadãos do voto, tem o efeito de desacreditar a política – que devia ser a forma privilegiada de acção cívica em vez de uma rotina de habilidades jurídicas avulsas.
A política não se esgota nos partidos nem nos políticos que os representam e por eles se sujeitam aos votos dos cidadãos. Mas – a menos que queiramos um outro regime – também não se faz contra eles. Quem quer mudar de regime?
Em política, a autoria é tudo. Algumas propostas de direita são bem aceites pela esquerda se o seu autor lhes fôr simpático e o mesmo acontece a algumas propostas de esquerda. È claro que isto se passa a nível dos lideres partidários e dos fazedores de opinião, de algumas elites que ao longo dos séculos foram desviando o sentido da democracia, o significado efectivo do voto. Para algumas elites a opção do eleitorado não é interessante porque o povo não se sabe proteger – daí que precise de guardiões, de vigilantes, que se propõem velar pelo resultado efectivo das eleições. É o domínio do politicamente correcto e da hipocrisia ideológica, é o poder de elites não sufragadas sobre opções e programas que foram a votos.
Existe um perigo na nossa sociedade que é o do desprezo pelas indicações dadas pelos votos. Há quem não hesite em dizer que não interessa nada se um programa de acção de determinado partido ou político teve a maioria das urnas se, por acaso, as acções a concretizar estão no índex das pequenas inquisições que por aí abundam. A forma como se combate, com expedientes administrativos e processuais, a concretização de políticas votadas tem apenas o efeito de afastar ainda mais os cidadãos do voto, tem o efeito de desacreditar a política – que devia ser a forma privilegiada de acção cívica em vez de uma rotina de habilidades jurídicas avulsas.
A política não se esgota nos partidos nem nos políticos que os representam e por eles se sujeitam aos votos dos cidadãos. Mas – a menos que queiramos um outro regime – também não se faz contra eles. Quem quer mudar de regime?
FILOSOFIA
Brilhante a entrevista do filósofo Fernando Gil na PÚBLICA de ontem, feita por Maria João Seixas. Excerto:MJS - Qual é o papel do intelectual nas sociedades contemporâneas?
FG - O intelectual é pago pelas sociedades para se ocupar do estudo e do saber, que é um trabalho muito menos árduo que a maior parte das tarefas que as sociedades modernas exigem às pessoas. Isso implica certos deveres - o dever de informar, o dever de ser rigoroso, o dever de não mentir, de temperar o entusiasmo pela razão, de ver os dois aspectos (que são sempre quatro ou cinco ou cinquenta) de cada coisa. Suponho que, quando, jovem, alguém se decide pela via do espírito e não por outras, o faz em nome desses valores. E é o mesmo dever sermos-lhes fiéis. Até porque cedo aprendemos que ficaremos sempre aquém.
MJS - Mas as exigências éticas de uma conduta de rigor e verdade não são um imperativo exclusivo do intelectual ou de quem escolheu a via do espírito, como referiu.
FG - Obviamente. O que estou a dizer é que respeitá-las faz parte do contrato do intelectual com a sociedade. Sem por aí pretender transformá-lo num anjo. Pascal disse que o homem não é nem anjo nem animal, "et malheur veut que qui veut faire l'ange, fait la bête". Somos todos, e a cada momento, solicitados a "faire la bête". A dificuldade está em resistir à tentação da traição de que falava Julien Benda, e é renunciar a resistir atolarmo-nos na ideologia em vez de nos esforçarmos por dela nos libertar. É contra isso que o livro "Impasses" foi escrito.
MJS - Acha que a ideologia é sempre redutora?
FG - Sim, acho que é sempre redutora, em todas as circunstâncias. Não reconheço nenhuma vantagem na ideologia. É sempre uma viseira baixada sobre os olhos.
Brilhante a entrevista do filósofo Fernando Gil na PÚBLICA de ontem, feita por Maria João Seixas. Excerto:MJS - Qual é o papel do intelectual nas sociedades contemporâneas?
FG - O intelectual é pago pelas sociedades para se ocupar do estudo e do saber, que é um trabalho muito menos árduo que a maior parte das tarefas que as sociedades modernas exigem às pessoas. Isso implica certos deveres - o dever de informar, o dever de ser rigoroso, o dever de não mentir, de temperar o entusiasmo pela razão, de ver os dois aspectos (que são sempre quatro ou cinco ou cinquenta) de cada coisa. Suponho que, quando, jovem, alguém se decide pela via do espírito e não por outras, o faz em nome desses valores. E é o mesmo dever sermos-lhes fiéis. Até porque cedo aprendemos que ficaremos sempre aquém.
MJS - Mas as exigências éticas de uma conduta de rigor e verdade não são um imperativo exclusivo do intelectual ou de quem escolheu a via do espírito, como referiu.
FG - Obviamente. O que estou a dizer é que respeitá-las faz parte do contrato do intelectual com a sociedade. Sem por aí pretender transformá-lo num anjo. Pascal disse que o homem não é nem anjo nem animal, "et malheur veut que qui veut faire l'ange, fait la bête". Somos todos, e a cada momento, solicitados a "faire la bête". A dificuldade está em resistir à tentação da traição de que falava Julien Benda, e é renunciar a resistir atolarmo-nos na ideologia em vez de nos esforçarmos por dela nos libertar. É contra isso que o livro "Impasses" foi escrito.
MJS - Acha que a ideologia é sempre redutora?
FG - Sim, acho que é sempre redutora, em todas as circunstâncias. Não reconheço nenhuma vantagem na ideologia. É sempre uma viseira baixada sobre os olhos.
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FILOSOFIA
Brilhante a entrevista do filósofo Fernando Gil na PÚBLICA de ontem, feita por Maria João Seixas. Excerto:MJS - Qual é o papel do intelectual nas sociedades contemporâneas?
FG - O intelectual é pago pelas sociedades para se ocupar do estudo e do saber, que é um trabalho muito menos árduo que a maior parte das tarefas que as sociedades modernas exigem às pessoas. Isso implica certos deveres - o dever de informar, o dever de ser rigoroso, o dever de não mentir, de temperar o entusiasmo pela razão, de ver os dois aspectos (que são sempre quatro ou cinco ou cinquenta) de cada coisa. Suponho que, quando, jovem, alguém se decide pela via do espírito e não por outras, o faz em nome desses valores. E é o mesmo dever sermos-lhes fiéis. Até porque cedo aprendemos que ficaremos sempre aquém.
MJS - Mas as exigências éticas de uma conduta de rigor e verdade não são um imperativo exclusivo do intelectual ou de quem escolheu a via do espírito, como referiu.
FG - Obviamente. O que estou a dizer é que respeitá-las faz parte do contrato do intelectual com a sociedade. Sem por aí pretender transformá-lo num anjo. Pascal disse que o homem não é nem anjo nem animal, "et malheur veut que qui veut faire l'ange, fait la bête". Somos todos, e a cada momento, solicitados a "faire la bête". A dificuldade está em resistir à tentação da traição de que falava Julien Benda, e é renunciar a resistir atolarmo-nos na ideologia em vez de nos esforçarmos por dela nos libertar. É contra isso que o livro "Impasses" foi escrito.
MJS - Acha que a ideologia é sempre redutora?
FG - Sim, acho que é sempre redutora, em todas as circunstâncias. Não reconheço nenhuma vantagem na ideologia. É sempre uma viseira baixada sobre os olhos.
Brilhante a entrevista do filósofo Fernando Gil na PÚBLICA de ontem, feita por Maria João Seixas. Excerto:MJS - Qual é o papel do intelectual nas sociedades contemporâneas?
FG - O intelectual é pago pelas sociedades para se ocupar do estudo e do saber, que é um trabalho muito menos árduo que a maior parte das tarefas que as sociedades modernas exigem às pessoas. Isso implica certos deveres - o dever de informar, o dever de ser rigoroso, o dever de não mentir, de temperar o entusiasmo pela razão, de ver os dois aspectos (que são sempre quatro ou cinco ou cinquenta) de cada coisa. Suponho que, quando, jovem, alguém se decide pela via do espírito e não por outras, o faz em nome desses valores. E é o mesmo dever sermos-lhes fiéis. Até porque cedo aprendemos que ficaremos sempre aquém.
MJS - Mas as exigências éticas de uma conduta de rigor e verdade não são um imperativo exclusivo do intelectual ou de quem escolheu a via do espírito, como referiu.
FG - Obviamente. O que estou a dizer é que respeitá-las faz parte do contrato do intelectual com a sociedade. Sem por aí pretender transformá-lo num anjo. Pascal disse que o homem não é nem anjo nem animal, "et malheur veut que qui veut faire l'ange, fait la bête". Somos todos, e a cada momento, solicitados a "faire la bête". A dificuldade está em resistir à tentação da traição de que falava Julien Benda, e é renunciar a resistir atolarmo-nos na ideologia em vez de nos esforçarmos por dela nos libertar. É contra isso que o livro "Impasses" foi escrito.
MJS - Acha que a ideologia é sempre redutora?
FG - Sim, acho que é sempre redutora, em todas as circunstâncias. Não reconheço nenhuma vantagem na ideologia. É sempre uma viseira baixada sobre os olhos.
abril 26, 2004
WRAY GUNN
Fixem este nome:Wray Gunn, é o do grupo que fez um dos melhores discos de rock dos últimos tempos. A canção de abertura, «Soul City», é empolgante e arrebatadora. Rock, sem truques, eléctrico. Bem produzido. Bem cantado. Bem tocado.
Nota: este grupo, Wray Gunn, é de Coimbra. Por lá encontrarão caras que ficaram conhecidas nos bellechase Hotel. Descubram o disco, que se chama «Eclesiastes 1.11».
Fixem este nome:Wray Gunn, é o do grupo que fez um dos melhores discos de rock dos últimos tempos. A canção de abertura, «Soul City», é empolgante e arrebatadora. Rock, sem truques, eléctrico. Bem produzido. Bem cantado. Bem tocado.
Nota: este grupo, Wray Gunn, é de Coimbra. Por lá encontrarão caras que ficaram conhecidas nos bellechase Hotel. Descubram o disco, que se chama «Eclesiastes 1.11».
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WRAY GUNN
Fixem este nome:Wray Gunn, é o do grupo que fez um dos melhores discos de rock dos últimos tempos. A canção de abertura, «Soul City», é empolgante e arrebatadora. Rock, sem truques, eléctrico. Bem produzido. Bem cantado. Bem tocado.
Nota: este grupo, Wray Gunn, é de Coimbra. Por lá encontrarão caras que ficaram conhecidas nos bellechase Hotel. Descubram o disco, que se chama «Eclesiastes 1.11».
Fixem este nome:Wray Gunn, é o do grupo que fez um dos melhores discos de rock dos últimos tempos. A canção de abertura, «Soul City», é empolgante e arrebatadora. Rock, sem truques, eléctrico. Bem produzido. Bem cantado. Bem tocado.
Nota: este grupo, Wray Gunn, é de Coimbra. Por lá encontrarão caras que ficaram conhecidas nos bellechase Hotel. Descubram o disco, que se chama «Eclesiastes 1.11».
LEI DO CINEMA
A nova Lei do Cinema tem merecido as observações mais disparatadas. O realizador João Mário Grilo saíu-se com uma particularmente brilhante, dirigida aos que defendem que se devem criar bases para uma indústria audiovisual, sentido em que a nova Lei se alinha. Diz ele que não se pode fazer uma indústria sem mercado e que em Portugal não há mercado. Convém recordar três coisas: não é um problema de idioma nem de massa crítica demográfica - a Holanda é igual e tem cinema que funciona; não é problema de repúdio pelo cinema – as salas estão com boas lotações, o número de espectadores de cinema tem vindo a aumentar nos últimos anos e, curiosamente,à medida que aumenta o número de salas, ecrãs e espectadores, tem diminuído o número de bilhetes vendidos para filmes portugueses; provavelmente diminui o número de interessados nos filmes portugueses porque os seus realizadores e produtores não se interessam por o cativar – o que quer dizer filmes que comuniquem, o que quer dizer cativar CONTINUAMENTE os públicos. O problema não é o da dimensão do mercado, é o de o cinema português, na maioria, se estar nas tintas para o mercado e não procurar fomentá-lo. Nenhum mercado existe se não fôr acarinhado, estimulado e fomentado – e é certo que por muito artísticos que os filmes de João Mário Grilo sejam, não é a pensar no público que eles são feitos. Enquanto assim fôr, batatas. O mercado não vive sózinho, não é uma coisa abstracta.
A nova Lei do Cinema tem merecido as observações mais disparatadas. O realizador João Mário Grilo saíu-se com uma particularmente brilhante, dirigida aos que defendem que se devem criar bases para uma indústria audiovisual, sentido em que a nova Lei se alinha. Diz ele que não se pode fazer uma indústria sem mercado e que em Portugal não há mercado. Convém recordar três coisas: não é um problema de idioma nem de massa crítica demográfica - a Holanda é igual e tem cinema que funciona; não é problema de repúdio pelo cinema – as salas estão com boas lotações, o número de espectadores de cinema tem vindo a aumentar nos últimos anos e, curiosamente,à medida que aumenta o número de salas, ecrãs e espectadores, tem diminuído o número de bilhetes vendidos para filmes portugueses; provavelmente diminui o número de interessados nos filmes portugueses porque os seus realizadores e produtores não se interessam por o cativar – o que quer dizer filmes que comuniquem, o que quer dizer cativar CONTINUAMENTE os públicos. O problema não é o da dimensão do mercado, é o de o cinema português, na maioria, se estar nas tintas para o mercado e não procurar fomentá-lo. Nenhum mercado existe se não fôr acarinhado, estimulado e fomentado – e é certo que por muito artísticos que os filmes de João Mário Grilo sejam, não é a pensar no público que eles são feitos. Enquanto assim fôr, batatas. O mercado não vive sózinho, não é uma coisa abstracta.
O QUE DEVE SER A TELEVISÃO?
Leiam estas duas citações e fiquem a pensar: «Como estação de serviço público, que vive de uma taxa, muitas vezes nos encontramos numa difícil posição: se os nossos programas têm demasiado êxito em termos de audiências somos logo acusados de estar a nivelar por baixo, e se não conseguimos obter um bom share somos logo acusados de não estarmos a servir para nada por não dar aos espectadores aquilo que eles pretendem. Não entendo, de facto, o que se entende por «nivelar por baixo». Parece-me ser apenas um argumento utilizado por uma elite intelectual que não compreende nem acompanha a velocidade a que a sociedade evolui e muda e que não aceita que a nossa programação reflecta isso mesmo» - Wayne Garver, BBC; « Existe uma parte da televisão que é arte, e arte tem a ver com provocar e debater. Nos programas de ficção devem existir diferentes pontos de vista, troca de opiniões sobre o mundo em que vivemos e a afirmação de que género de pessoas somos. A televisão não pode ser apenas um espelho» - David Liddiment, produtor independente, All3Media.
Leiam estas duas citações e fiquem a pensar: «Como estação de serviço público, que vive de uma taxa, muitas vezes nos encontramos numa difícil posição: se os nossos programas têm demasiado êxito em termos de audiências somos logo acusados de estar a nivelar por baixo, e se não conseguimos obter um bom share somos logo acusados de não estarmos a servir para nada por não dar aos espectadores aquilo que eles pretendem. Não entendo, de facto, o que se entende por «nivelar por baixo». Parece-me ser apenas um argumento utilizado por uma elite intelectual que não compreende nem acompanha a velocidade a que a sociedade evolui e muda e que não aceita que a nossa programação reflecta isso mesmo» - Wayne Garver, BBC; « Existe uma parte da televisão que é arte, e arte tem a ver com provocar e debater. Nos programas de ficção devem existir diferentes pontos de vista, troca de opiniões sobre o mundo em que vivemos e a afirmação de que género de pessoas somos. A televisão não pode ser apenas um espelho» - David Liddiment, produtor independente, All3Media.
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O QUE DEVE SER A TELEVISÃO?
Leiam estas duas citações e fiquem a pensar: «Como estação de serviço público, que vive de uma taxa, muitas vezes nos encontramos numa difícil posição: se os nossos programas têm demasiado êxito em termos de audiências somos logo acusados de estar a nivelar por baixo, e se não conseguimos obter um bom share somos logo acusados de não estarmos a servir para nada por não dar aos espectadores aquilo que eles pretendem. Não entendo, de facto, o que se entende por «nivelar por baixo». Parece-me ser apenas um argumento utilizado por uma elite intelectual que não compreende nem acompanha a velocidade a que a sociedade evolui e muda e que não aceita que a nossa programação reflecta isso mesmo» - Wayne Garver, BBC; « Existe uma parte da televisão que é arte, e arte tem a ver com provocar e debater. Nos programas de ficção devem existir diferentes pontos de vista, troca de opiniões sobre o mundo em que vivemos e a afirmação de que género de pessoas somos. A televisão não pode ser apenas um espelho» - David Liddiment, produtor independente, All3Media.
Leiam estas duas citações e fiquem a pensar: «Como estação de serviço público, que vive de uma taxa, muitas vezes nos encontramos numa difícil posição: se os nossos programas têm demasiado êxito em termos de audiências somos logo acusados de estar a nivelar por baixo, e se não conseguimos obter um bom share somos logo acusados de não estarmos a servir para nada por não dar aos espectadores aquilo que eles pretendem. Não entendo, de facto, o que se entende por «nivelar por baixo». Parece-me ser apenas um argumento utilizado por uma elite intelectual que não compreende nem acompanha a velocidade a que a sociedade evolui e muda e que não aceita que a nossa programação reflecta isso mesmo» - Wayne Garver, BBC; « Existe uma parte da televisão que é arte, e arte tem a ver com provocar e debater. Nos programas de ficção devem existir diferentes pontos de vista, troca de opiniões sobre o mundo em que vivemos e a afirmação de que género de pessoas somos. A televisão não pode ser apenas um espelho» - David Liddiment, produtor independente, All3Media.
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LEI DO CINEMA
A nova Lei do Cinema tem merecido as observações mais disparatadas. O realizador João Mário Grilo saíu-se com uma particularmente brilhante, dirigida aos que defendem que se devem criar bases para uma indústria audiovisual, sentido em que a nova Lei se alinha. Diz ele que não se pode fazer uma indústria sem mercado e que em Portugal não há mercado. Convém recordar três coisas: não é um problema de idioma nem de massa crítica demográfica - a Holanda é igual e tem cinema que funciona; não é problema de repúdio pelo cinema – as salas estão com boas lotações, o número de espectadores de cinema tem vindo a aumentar nos últimos anos e, curiosamente,à medida que aumenta o número de salas, ecrãs e espectadores, tem diminuído o número de bilhetes vendidos para filmes portugueses; provavelmente diminui o número de interessados nos filmes portugueses porque os seus realizadores e produtores não se interessam por o cativar – o que quer dizer filmes que comuniquem, o que quer dizer cativar CONTINUAMENTE os públicos. O problema não é o da dimensão do mercado, é o de o cinema português, na maioria, se estar nas tintas para o mercado e não procurar fomentá-lo. Nenhum mercado existe se não fôr acarinhado, estimulado e fomentado – e é certo que por muito artísticos que os filmes de João Mário Grilo sejam, não é a pensar no público que eles são feitos. Enquanto assim fôr, batatas. O mercado não vive sózinho, não é uma coisa abstracta.
A nova Lei do Cinema tem merecido as observações mais disparatadas. O realizador João Mário Grilo saíu-se com uma particularmente brilhante, dirigida aos que defendem que se devem criar bases para uma indústria audiovisual, sentido em que a nova Lei se alinha. Diz ele que não se pode fazer uma indústria sem mercado e que em Portugal não há mercado. Convém recordar três coisas: não é um problema de idioma nem de massa crítica demográfica - a Holanda é igual e tem cinema que funciona; não é problema de repúdio pelo cinema – as salas estão com boas lotações, o número de espectadores de cinema tem vindo a aumentar nos últimos anos e, curiosamente,à medida que aumenta o número de salas, ecrãs e espectadores, tem diminuído o número de bilhetes vendidos para filmes portugueses; provavelmente diminui o número de interessados nos filmes portugueses porque os seus realizadores e produtores não se interessam por o cativar – o que quer dizer filmes que comuniquem, o que quer dizer cativar CONTINUAMENTE os públicos. O problema não é o da dimensão do mercado, é o de o cinema português, na maioria, se estar nas tintas para o mercado e não procurar fomentá-lo. Nenhum mercado existe se não fôr acarinhado, estimulado e fomentado – e é certo que por muito artísticos que os filmes de João Mário Grilo sejam, não é a pensar no público que eles são feitos. Enquanto assim fôr, batatas. O mercado não vive sózinho, não é uma coisa abstracta.
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ISRAEL
Nos dias mais recentes alguns cínicos mostram uma enorme indignação face a Israel, depois de anos a fio sem reacção à sucessão de atentados e acções terroristas de organizações palestinianas. Dois pesos, duas medidas. Onde já vimos isto?
Nos dias mais recentes alguns cínicos mostram uma enorme indignação face a Israel, depois de anos a fio sem reacção à sucessão de atentados e acções terroristas de organizações palestinianas. Dois pesos, duas medidas. Onde já vimos isto?
abril 18, 2004
COMENTÁRIO
A mania de acabar as notícias com um comentário é das coisas que mais me irrita - ontem estava a ver a notícia sobre o início de fabricação, em Coimbra, de um novo autocarro para uso urbano quando de repente, e sem se perceber porquê, a menina que estava a ler a peça acaba dizendo que «resta saber se este novo modelo vai convencer os portugueses a utilizar mais os transportes públicos».Isto é mesmo vontade de falar demais, sem nada dizer. Irra!
A mania de acabar as notícias com um comentário é das coisas que mais me irrita - ontem estava a ver a notícia sobre o início de fabricação, em Coimbra, de um novo autocarro para uso urbano quando de repente, e sem se perceber porquê, a menina que estava a ler a peça acaba dizendo que «resta saber se este novo modelo vai convencer os portugueses a utilizar mais os transportes públicos».Isto é mesmo vontade de falar demais, sem nada dizer. Irra!
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COMENTÁRIO
A mania de acabar as notícias com um comentário é das coisas que mais me irrita - ontem estava a ver a notícia sobre o início de fabricação, em Coimbra, de um novo autocarro para uso urbano quando de repente, e sem se perceber porquê, a menina que estava a ler a peça acaba dizendo que «resta saber se este novo modelo vai convencer os portugueses a utilizar mais os transportes públicos».Isto é mesmo vontade de falar demais, sem nada dizer. Irra!
A mania de acabar as notícias com um comentário é das coisas que mais me irrita - ontem estava a ver a notícia sobre o início de fabricação, em Coimbra, de um novo autocarro para uso urbano quando de repente, e sem se perceber porquê, a menina que estava a ler a peça acaba dizendo que «resta saber se este novo modelo vai convencer os portugueses a utilizar mais os transportes públicos».Isto é mesmo vontade de falar demais, sem nada dizer. Irra!
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REACÇÃO
O jornalismo reacção esteve em grande nos últimos dias à procura de reacções a citações sem que os próprios inquiridos muitas vezes tivessem conhecimento do contexto em que foram feitas. Poucos factos, muita especulação. Nisto, em 30 anos, a evolução foi fraca.
O jornalismo reacção esteve em grande nos últimos dias à procura de reacções a citações sem que os próprios inquiridos muitas vezes tivessem conhecimento do contexto em que foram feitas. Poucos factos, muita especulação. Nisto, em 30 anos, a evolução foi fraca.
abril 17, 2004
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OLHAR
Folheio os jornais e dou com imagens do novo Primeiro-Ministro espanhol. Em todas há uma coisa comum: há qualquer coisa de estranho e pouco real no olhar de Zapatero.
Folheio os jornais e dou com imagens do novo Primeiro-Ministro espanhol. Em todas há uma coisa comum: há qualquer coisa de estranho e pouco real no olhar de Zapatero.
abril 16, 2004
ACIDENTAL
Uma das melhores épocas recentes da minha vida deu-se há poucos anos atrás, quando pela mão do Miguel Esteves Cardoso, regressei durante breves meses a «O Independente». Nessa altura conheci por lá o Paulo Pinto de Mascarenhas, que tinha a paciência de nos aturar, de fazer alterações fora de tempo e de razoabilidade. Das pessoas com quem trabalhei nos últimos anos foi das melhores descobertas. Redescobri-o agora no seu blog http://oacidental.blogspot.com/.
Uma das melhores épocas recentes da minha vida deu-se há poucos anos atrás, quando pela mão do Miguel Esteves Cardoso, regressei durante breves meses a «O Independente». Nessa altura conheci por lá o Paulo Pinto de Mascarenhas, que tinha a paciência de nos aturar, de fazer alterações fora de tempo e de razoabilidade. Das pessoas com quem trabalhei nos últimos anos foi das melhores descobertas. Redescobri-o agora no seu blog http://oacidental.blogspot.com/.
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ACIDENTAL
Uma das melhores épocas recentes da minha vida deu-se há poucos anos atrás, quando pela mão do Miguel Esteves Cardoso, regressei durante breves meses a «O Independente». Nessa altura conheci por lá o Paulo Pinto de Mascarenhas, que tinha a paciência de nos aturar, de fazer alterações fora de tempo e de razoabilidade. Das pessoas com quem trabalhei nos últimos anos foi das melhores descobertas. Redescobri-o agora no seu blog http://oacidental.blogspot.com/.
Uma das melhores épocas recentes da minha vida deu-se há poucos anos atrás, quando pela mão do Miguel Esteves Cardoso, regressei durante breves meses a «O Independente». Nessa altura conheci por lá o Paulo Pinto de Mascarenhas, que tinha a paciência de nos aturar, de fazer alterações fora de tempo e de razoabilidade. Das pessoas com quem trabalhei nos últimos anos foi das melhores descobertas. Redescobri-o agora no seu blog http://oacidental.blogspot.com/.
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CINEMA
Ainda da edição de hoje da «Esquina» no «Jornal de Negócios»: A propósito da nova Lei do Cinema, que espero seja hoje aprovada na Assembleia da República, não resisto a duas citações que fazem bem o ponto de situação dos interesses em jogo. A primeira é de António-Pedro Vasconcelos que tem sido um dos observadores mais lúcidos do audiovisual português: «uma nova Lei do Cinema não deve servir, como alguns pretendem, para obrigar os portugueses a ver os filmes que se fazem, mas para permitir aos portugueses fazer, enfim, filmes que se vejam». A segunda, nos antípodas, é de João Botelho, um dos arautos do conservadorismo retrógrado em matéria audivisual, que persiste em querer opôr um «cinema do pensamento» a um «cinema do entretenimento» e que afirma que com a nova Lei «a originalidade, a diferença e o património do cinema português podem ser destruídos». Conviria dizer que estas originalidades e diferenças são mais exercícios de estilo para auto-satisfação de alguns e manutenção do «statu quo» do que propriamente um factor artístico criativo que incentive a comunicação com os públicos. O próprio facto de esta comunicação ser entendida como quase pecaminosa por estes ditadores do gosto diz tudo sobre as suas intenções e práticas.
Ainda da edição de hoje da «Esquina» no «Jornal de Negócios»: A propósito da nova Lei do Cinema, que espero seja hoje aprovada na Assembleia da República, não resisto a duas citações que fazem bem o ponto de situação dos interesses em jogo. A primeira é de António-Pedro Vasconcelos que tem sido um dos observadores mais lúcidos do audiovisual português: «uma nova Lei do Cinema não deve servir, como alguns pretendem, para obrigar os portugueses a ver os filmes que se fazem, mas para permitir aos portugueses fazer, enfim, filmes que se vejam». A segunda, nos antípodas, é de João Botelho, um dos arautos do conservadorismo retrógrado em matéria audivisual, que persiste em querer opôr um «cinema do pensamento» a um «cinema do entretenimento» e que afirma que com a nova Lei «a originalidade, a diferença e o património do cinema português podem ser destruídos». Conviria dizer que estas originalidades e diferenças são mais exercícios de estilo para auto-satisfação de alguns e manutenção do «statu quo» do que propriamente um factor artístico criativo que incentive a comunicação com os públicos. O próprio facto de esta comunicação ser entendida como quase pecaminosa por estes ditadores do gosto diz tudo sobre as suas intenções e práticas.
CINEMA
Ainda da edição de hoje da «Esquina» no «Jornal de Negócios»: A propósito da nova Lei do Cinema, que espero seja hoje aprovada na Assembleia da República, não resisto a duas citações que fazem bem o ponto de situação dos interesses em jogo. A primeira é de António-Pedro Vasconcelos que tem sido um dos observadores mais lúcidos do audiovisual português: «uma nova Lei do Cinema não deve servir, como alguns pretendem, para obrigar os portugueses a ver os filmes que se fazem, mas para permitir aos portugueses fazer, enfim, filmes que se vejam». A segunda, nos antípodas, é de João Botelho, um dos arautos do conservadorismo retrógrado em matéria audivisual, que persiste em querer opôr um «cinema do pensamento» a um «cinema do entretenimento» e que afirma que com a nova Lei «a originalidade, a diferença e o património do cinema português podem ser destruídos». Conviria dizer que estas originalidades e diferenças são mais exercícios de estilo para auto-satisfação de alguns e manutenção do «statu quo» do que propriamente um factor artístico criativo que incentive a comunicação com os públicos. O próprio facto de esta comunicação ser entendida como quase pecaminosa por estes ditadores do gosto diz tudo sobre as suas intenções e práticas.
Ainda da edição de hoje da «Esquina» no «Jornal de Negócios»: A propósito da nova Lei do Cinema, que espero seja hoje aprovada na Assembleia da República, não resisto a duas citações que fazem bem o ponto de situação dos interesses em jogo. A primeira é de António-Pedro Vasconcelos que tem sido um dos observadores mais lúcidos do audiovisual português: «uma nova Lei do Cinema não deve servir, como alguns pretendem, para obrigar os portugueses a ver os filmes que se fazem, mas para permitir aos portugueses fazer, enfim, filmes que se vejam». A segunda, nos antípodas, é de João Botelho, um dos arautos do conservadorismo retrógrado em matéria audivisual, que persiste em querer opôr um «cinema do pensamento» a um «cinema do entretenimento» e que afirma que com a nova Lei «a originalidade, a diferença e o património do cinema português podem ser destruídos». Conviria dizer que estas originalidades e diferenças são mais exercícios de estilo para auto-satisfação de alguns e manutenção do «statu quo» do que propriamente um factor artístico criativo que incentive a comunicação com os públicos. O próprio facto de esta comunicação ser entendida como quase pecaminosa por estes ditadores do gosto diz tudo sobre as suas intenções e práticas.
EVOLUÇÃO
Ora experimentem ler o que o Pedro Rolo Duarte escreve hoje no DNA sobre a parva polémica entre evolução e revolução. Está bem dito. Já agora, para puxar a brasa à minha sardinha, no «Jornal de Negócios» de hoje, escrevi:–Quem ler alguns dos escritos opositores ao slogan «Abril é Evolução» pensará que os seus autores preferiam que não tivesse havido evolução nenhuma e apenas revolução. Não muito surpreendentemente o escrito de Fernando Rosas sobre a matéria é o exemplo perfeito do que pode a exploração da distracção histórica entre os leitores – caso curioso já que o autor se reivindica de historiador. É claro que uma leitura atenta do seu artigo no «Público» da passada quarta-feira mostra mais as suas divergências com o responsável nomeado pelo Governo para coordenar as comemorações dos 30 anos do 25 de Abril do que propriamente qualquer tese inovadora. O revisionismo de Rosas consiste afinal em pouco: em esquecer tudo o que se passou desde o 25 de Novembro de 75, quando a revolução terminou e a evolução começou. Abril, na sua génese, como Rosas bem sabe e na altura não se cansava de repetir, era suposto ser um golpe moderado, que abrisse uma solução colonial e liberalizasse o regime internamente. Durante 18 meses, por força da acção do PCP, as coisas descarrilaram, por vezes perigosamente e na maior parte dos casos bem longe dos desígnios revolucionários e bem perto do que então eram os interesses geo-estratégicos da União Soviética. O resto são pouco mais que boas intenções nunca bem resolvidas. Da revolução – que de facto nunca existiu - ficou bastante pouco, da evolução de um país, felizmente, ficou bastante mais.
Ora experimentem ler o que o Pedro Rolo Duarte escreve hoje no DNA sobre a parva polémica entre evolução e revolução. Está bem dito. Já agora, para puxar a brasa à minha sardinha, no «Jornal de Negócios» de hoje, escrevi:–Quem ler alguns dos escritos opositores ao slogan «Abril é Evolução» pensará que os seus autores preferiam que não tivesse havido evolução nenhuma e apenas revolução. Não muito surpreendentemente o escrito de Fernando Rosas sobre a matéria é o exemplo perfeito do que pode a exploração da distracção histórica entre os leitores – caso curioso já que o autor se reivindica de historiador. É claro que uma leitura atenta do seu artigo no «Público» da passada quarta-feira mostra mais as suas divergências com o responsável nomeado pelo Governo para coordenar as comemorações dos 30 anos do 25 de Abril do que propriamente qualquer tese inovadora. O revisionismo de Rosas consiste afinal em pouco: em esquecer tudo o que se passou desde o 25 de Novembro de 75, quando a revolução terminou e a evolução começou. Abril, na sua génese, como Rosas bem sabe e na altura não se cansava de repetir, era suposto ser um golpe moderado, que abrisse uma solução colonial e liberalizasse o regime internamente. Durante 18 meses, por força da acção do PCP, as coisas descarrilaram, por vezes perigosamente e na maior parte dos casos bem longe dos desígnios revolucionários e bem perto do que então eram os interesses geo-estratégicos da União Soviética. O resto são pouco mais que boas intenções nunca bem resolvidas. Da revolução – que de facto nunca existiu - ficou bastante pouco, da evolução de um país, felizmente, ficou bastante mais.
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EVOLUÇÃO
Ora experimentem ler o que o Pedro Rolo Duarte escreve hoje no DNA sobre a parva polémica entre evolução e revolução. Está bem dito. Já agora, para puxar a brasa à minha sardinha, no «Jornal de Negócios» de hoje, escrevi:–Quem ler alguns dos escritos opositores ao slogan «Abril é Evolução» pensará que os seus autores preferiam que não tivesse havido evolução nenhuma e apenas revolução. Não muito surpreendentemente o escrito de Fernando Rosas sobre a matéria é o exemplo perfeito do que pode a exploração da distracção histórica entre os leitores – caso curioso já que o autor se reivindica de historiador. É claro que uma leitura atenta do seu artigo no «Público» da passada quarta-feira mostra mais as suas divergências com o responsável nomeado pelo Governo para coordenar as comemorações dos 30 anos do 25 de Abril do que propriamente qualquer tese inovadora. O revisionismo de Rosas consiste afinal em pouco: em esquecer tudo o que se passou desde o 25 de Novembro de 75, quando a revolução terminou e a evolução começou. Abril, na sua génese, como Rosas bem sabe e na altura não se cansava de repetir, era suposto ser um golpe moderado, que abrisse uma solução colonial e liberalizasse o regime internamente. Durante 18 meses, por força da acção do PCP, as coisas descarrilaram, por vezes perigosamente e na maior parte dos casos bem longe dos desígnios revolucionários e bem perto do que então eram os interesses geo-estratégicos da União Soviética. O resto são pouco mais que boas intenções nunca bem resolvidas. Da revolução – que de facto nunca existiu - ficou bastante pouco, da evolução de um país, felizmente, ficou bastante mais.
Ora experimentem ler o que o Pedro Rolo Duarte escreve hoje no DNA sobre a parva polémica entre evolução e revolução. Está bem dito. Já agora, para puxar a brasa à minha sardinha, no «Jornal de Negócios» de hoje, escrevi:–Quem ler alguns dos escritos opositores ao slogan «Abril é Evolução» pensará que os seus autores preferiam que não tivesse havido evolução nenhuma e apenas revolução. Não muito surpreendentemente o escrito de Fernando Rosas sobre a matéria é o exemplo perfeito do que pode a exploração da distracção histórica entre os leitores – caso curioso já que o autor se reivindica de historiador. É claro que uma leitura atenta do seu artigo no «Público» da passada quarta-feira mostra mais as suas divergências com o responsável nomeado pelo Governo para coordenar as comemorações dos 30 anos do 25 de Abril do que propriamente qualquer tese inovadora. O revisionismo de Rosas consiste afinal em pouco: em esquecer tudo o que se passou desde o 25 de Novembro de 75, quando a revolução terminou e a evolução começou. Abril, na sua génese, como Rosas bem sabe e na altura não se cansava de repetir, era suposto ser um golpe moderado, que abrisse uma solução colonial e liberalizasse o regime internamente. Durante 18 meses, por força da acção do PCP, as coisas descarrilaram, por vezes perigosamente e na maior parte dos casos bem longe dos desígnios revolucionários e bem perto do que então eram os interesses geo-estratégicos da União Soviética. O resto são pouco mais que boas intenções nunca bem resolvidas. Da revolução – que de facto nunca existiu - ficou bastante pouco, da evolução de um país, felizmente, ficou bastante mais.
abril 15, 2004
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BAIRRO ALTO – Nestas primeiras noites primaveris passeia-se no Bairro Alto e vêem-se prédios arranjados, ruas limpas, gente a passear, turistas bem dispostos, até ajuntamentos a ouvir fado vadio. Se não tivesse visto não acreditava.
OS INFALÍVEIS – Em Portugal há uma raça abundante designada por infalíveis. Mandam sempre palpite sobre aquilo que não é sua esfera de acção, sabem sempre o que fazer no território dos outros, têm mil ideias para assuntos em geral e poucas para assuntos em particular, sobretudo os seus. Gostam muito de opinar mas temem fazer. Preferem especular a concretizar.
POLÉMICA QUEIROSIANA – Boa parte do que acima se diz aplica-se à recente coqueluche da polémica nacional, que é sobre Eça de Queiroz. Que falta nos faz um Ramalho Ortigão que destape as carecas com farpas! Mais estrangeirados que qualquer personagem de Eça, surgiram uma série de oponentes a que se crie uma casa de Eça de Queiroz em Lisboa. Vamos passar adiante das miudezas, vamos passar adiante de visões académicas da divulgação da cultura e vamos direitos ao assunto: acham que é um disparate existir em Lisboa um espaço dedicado à divulgação da obra de Eça de Queiroz? Opõem-se à sua criação? Acham mal que uma cidade, cujas ruas e gentes tão retratadas foram nos seus romances, evoque o autor? Preferem que nada se faça?
CLÁSSICOS – Com tanta gente a escrever sobre os novos restaurantes e os restaurantes na moda, aqui fica uma sugestão editorial: uma série sobre os grandes clássicos de Lisboa, como o «Oh Lacerda!», desde os anos 40 na Avenida de Berna, depois de ter começado na antiga Feira Popular, a Palhavã. Nestes clássicos, a que poderíamso juntar outras casas como o «Paris», podemos encontrar cozinha honestíssima, preços aceitáveis, bom serviço. Coisas raras nos restaurantes mais modernaços.
INFLAÇÃO – Em semana de propostas editoriais proponho desde já que se comece a estabelecer um gráfico da inflação em restaurantes e demais hotelaria, com início agora e término no pós-Euro. Assim saberemos se há restaurantes que mantêm preços, quais os aumentos mais absurdos, como se processa a caça à carteira.
CARTAZ – Mais uma sugestão editorial: peguem nos nomes dos cartazes dos festivais de música que se aproximam, façam uma pesquisa na net e depois vejam quais são os que apenas tocam em Lisboa ou os que por cá passam a meio de uma digressão europeia. No fim tirem conclusões sobre a capacidade de atracção turística de um espectáculo que dias depois se repete em Madrid, Barcelona ou Paris.
ALMADA – A não perder a exposição sobre a obra gráfica de Almada Negreiros, em exibição no Palácio Galveias, em Lisboa. Centrada no período em que Almada viveu em Madrid, a exposição tem um bom complemento no livro «Marginália», entretanto editado pela Assírio & Alvim.
PAISAGEM – Perto do Beato há uma pequena galeria, paredes meias com um atelier de arquitectura, que volta e meia tem exposições que são revelações: a galeria chama-se Promontório (R da Fábrica de Material de Guerra,10) e a artista chama-se Mariana Viegas. A exposição dá pelo nome de «paisagem emprestada/borrowed landscape».
OS INFALÍVEIS – Em Portugal há uma raça abundante designada por infalíveis. Mandam sempre palpite sobre aquilo que não é sua esfera de acção, sabem sempre o que fazer no território dos outros, têm mil ideias para assuntos em geral e poucas para assuntos em particular, sobretudo os seus. Gostam muito de opinar mas temem fazer. Preferem especular a concretizar.
POLÉMICA QUEIROSIANA – Boa parte do que acima se diz aplica-se à recente coqueluche da polémica nacional, que é sobre Eça de Queiroz. Que falta nos faz um Ramalho Ortigão que destape as carecas com farpas! Mais estrangeirados que qualquer personagem de Eça, surgiram uma série de oponentes a que se crie uma casa de Eça de Queiroz em Lisboa. Vamos passar adiante das miudezas, vamos passar adiante de visões académicas da divulgação da cultura e vamos direitos ao assunto: acham que é um disparate existir em Lisboa um espaço dedicado à divulgação da obra de Eça de Queiroz? Opõem-se à sua criação? Acham mal que uma cidade, cujas ruas e gentes tão retratadas foram nos seus romances, evoque o autor? Preferem que nada se faça?
CLÁSSICOS – Com tanta gente a escrever sobre os novos restaurantes e os restaurantes na moda, aqui fica uma sugestão editorial: uma série sobre os grandes clássicos de Lisboa, como o «Oh Lacerda!», desde os anos 40 na Avenida de Berna, depois de ter começado na antiga Feira Popular, a Palhavã. Nestes clássicos, a que poderíamso juntar outras casas como o «Paris», podemos encontrar cozinha honestíssima, preços aceitáveis, bom serviço. Coisas raras nos restaurantes mais modernaços.
INFLAÇÃO – Em semana de propostas editoriais proponho desde já que se comece a estabelecer um gráfico da inflação em restaurantes e demais hotelaria, com início agora e término no pós-Euro. Assim saberemos se há restaurantes que mantêm preços, quais os aumentos mais absurdos, como se processa a caça à carteira.
CARTAZ – Mais uma sugestão editorial: peguem nos nomes dos cartazes dos festivais de música que se aproximam, façam uma pesquisa na net e depois vejam quais são os que apenas tocam em Lisboa ou os que por cá passam a meio de uma digressão europeia. No fim tirem conclusões sobre a capacidade de atracção turística de um espectáculo que dias depois se repete em Madrid, Barcelona ou Paris.
ALMADA – A não perder a exposição sobre a obra gráfica de Almada Negreiros, em exibição no Palácio Galveias, em Lisboa. Centrada no período em que Almada viveu em Madrid, a exposição tem um bom complemento no livro «Marginália», entretanto editado pela Assírio & Alvim.
PAISAGEM – Perto do Beato há uma pequena galeria, paredes meias com um atelier de arquitectura, que volta e meia tem exposições que são revelações: a galeria chama-se Promontório (R da Fábrica de Material de Guerra,10) e a artista chama-se Mariana Viegas. A exposição dá pelo nome de «paisagem emprestada/borrowed landscape».
BAIRRO ALTO – Nestas primeiras noites primaveris passeia-se no Bairro Alto e vêem-se prédios arranjados, ruas limpas, gente a passear, turistas bem dispostos, até ajuntamentos a ouvir fado vadio. Se não tivesse visto não acreditava.
OS INFALÍVEIS – Em Portugal há uma raça abundante designada por infalíveis. Mandam sempre palpite sobre aquilo que não é sua esfera de acção, sabem sempre o que fazer no território dos outros, têm mil ideias para assuntos em geral e poucas para assuntos em particular, sobretudo os seus. Gostam muito de opinar mas temem fazer. Preferem especular a concretizar.
POLÉMICA QUEIROSIANA – Boa parte do que acima se diz aplica-se à recente coqueluche da polémica nacional, que é sobre Eça de Queiroz. Que falta nos faz um Ramalho Ortigão que destape as carecas com farpas! Mais estrangeirados que qualquer personagem de Eça, surgiram uma série de oponentes a que se crie uma casa de Eça de Queiroz em Lisboa. Vamos passar adiante das miudezas, vamos passar adiante de visões académicas da divulgação da cultura e vamos direitos ao assunto: acham que é um disparate existir em Lisboa um espaço dedicado à divulgação da obra de Eça de Queiroz? Opõem-se à sua criação? Acham mal que uma cidade, cujas ruas e gentes tão retratadas foram nos seus romances, evoque o autor? Preferem que nada se faça?
CLÁSSICOS – Com tanta gente a escrever sobre os novos restaurantes e os restaurantes na moda, aqui fica uma sugestão editorial: uma série sobre os grandes clássicos de Lisboa, como o «Oh Lacerda!», desde os anos 40 na Avenida de Berna, depois de ter começado na antiga Feira Popular, a Palhavã. Nestes clássicos, a que poderíamso juntar outras casas como o «Paris», podemos encontrar cozinha honestíssima, preços aceitáveis, bom serviço. Coisas raras nos restaurantes mais modernaços.
INFLAÇÃO – Em semana de propostas editoriais proponho desde já que se comece a estabelecer um gráfico da inflação em restaurantes e demais hotelaria, com início agora e término no pós-Euro. Assim saberemos se há restaurantes que mantêm preços, quais os aumentos mais absurdos, como se processa a caça à carteira.
CARTAZ – Mais uma sugestão editorial: peguem nos nomes dos cartazes dos festivais de música que se aproximam, façam uma pesquisa na net e depois vejam quais são os que apenas tocam em Lisboa ou os que por cá passam a meio de uma digressão europeia. No fim tirem conclusões sobre a capacidade de atracção turística de um espectáculo que dias depois se repete em Madrid, Barcelona ou Paris.
ALMADA – A não perder a exposição sobre a obra gráfica de Almada Negreiros, em exibição no Palácio Galveias, em Lisboa. Centrada no período em que Almada viveu em Madrid, a exposição tem um bom complemento no livro «Marginália», entretanto editado pela Assírio & Alvim.
PAISAGEM – Perto do Beato há uma pequena galeria, paredes meias com um atelier de arquitectura, que volta e meia tem exposições que são revelações: a galeria chama-se Promontório (R da Fábrica de Material de Guerra,10) e a artista chama-se Mariana Viegas. A exposição dá pelo nome de «paisagem emprestada/borrowed landscape».
OS INFALÍVEIS – Em Portugal há uma raça abundante designada por infalíveis. Mandam sempre palpite sobre aquilo que não é sua esfera de acção, sabem sempre o que fazer no território dos outros, têm mil ideias para assuntos em geral e poucas para assuntos em particular, sobretudo os seus. Gostam muito de opinar mas temem fazer. Preferem especular a concretizar.
POLÉMICA QUEIROSIANA – Boa parte do que acima se diz aplica-se à recente coqueluche da polémica nacional, que é sobre Eça de Queiroz. Que falta nos faz um Ramalho Ortigão que destape as carecas com farpas! Mais estrangeirados que qualquer personagem de Eça, surgiram uma série de oponentes a que se crie uma casa de Eça de Queiroz em Lisboa. Vamos passar adiante das miudezas, vamos passar adiante de visões académicas da divulgação da cultura e vamos direitos ao assunto: acham que é um disparate existir em Lisboa um espaço dedicado à divulgação da obra de Eça de Queiroz? Opõem-se à sua criação? Acham mal que uma cidade, cujas ruas e gentes tão retratadas foram nos seus romances, evoque o autor? Preferem que nada se faça?
CLÁSSICOS – Com tanta gente a escrever sobre os novos restaurantes e os restaurantes na moda, aqui fica uma sugestão editorial: uma série sobre os grandes clássicos de Lisboa, como o «Oh Lacerda!», desde os anos 40 na Avenida de Berna, depois de ter começado na antiga Feira Popular, a Palhavã. Nestes clássicos, a que poderíamso juntar outras casas como o «Paris», podemos encontrar cozinha honestíssima, preços aceitáveis, bom serviço. Coisas raras nos restaurantes mais modernaços.
INFLAÇÃO – Em semana de propostas editoriais proponho desde já que se comece a estabelecer um gráfico da inflação em restaurantes e demais hotelaria, com início agora e término no pós-Euro. Assim saberemos se há restaurantes que mantêm preços, quais os aumentos mais absurdos, como se processa a caça à carteira.
CARTAZ – Mais uma sugestão editorial: peguem nos nomes dos cartazes dos festivais de música que se aproximam, façam uma pesquisa na net e depois vejam quais são os que apenas tocam em Lisboa ou os que por cá passam a meio de uma digressão europeia. No fim tirem conclusões sobre a capacidade de atracção turística de um espectáculo que dias depois se repete em Madrid, Barcelona ou Paris.
ALMADA – A não perder a exposição sobre a obra gráfica de Almada Negreiros, em exibição no Palácio Galveias, em Lisboa. Centrada no período em que Almada viveu em Madrid, a exposição tem um bom complemento no livro «Marginália», entretanto editado pela Assírio & Alvim.
PAISAGEM – Perto do Beato há uma pequena galeria, paredes meias com um atelier de arquitectura, que volta e meia tem exposições que são revelações: a galeria chama-se Promontório (R da Fábrica de Material de Guerra,10) e a artista chama-se Mariana Viegas. A exposição dá pelo nome de «paisagem emprestada/borrowed landscape».
abril 01, 2004
MEMÓRIA
Nalgumas alturas não resisto a estimular a memória: aqui há pouco mais de um ano a dúvida não era sobre se a RTP e a RDP conseguiriam mudar dentro do calendário previsto para as novas instalações, inauguradas esta semana. Para que todos nos lembremos, há pouco mais de um ano abundavam os profetas que garantiam que era impossível juntar as duas empresas no mesmo edifício, que a obra nunca ficaria pronta, que o plano era impossível de cumprir. Para que conste os profetas da desgraça enganaram-se. Mas convém que todos nos lembremos do que disseram.
Nalgumas alturas não resisto a estimular a memória: aqui há pouco mais de um ano a dúvida não era sobre se a RTP e a RDP conseguiriam mudar dentro do calendário previsto para as novas instalações, inauguradas esta semana. Para que todos nos lembremos, há pouco mais de um ano abundavam os profetas que garantiam que era impossível juntar as duas empresas no mesmo edifício, que a obra nunca ficaria pronta, que o plano era impossível de cumprir. Para que conste os profetas da desgraça enganaram-se. Mas convém que todos nos lembremos do que disseram.
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MEMÓRIA
Nalgumas alturas não resisto a estimular a memória: aqui há pouco mais de um ano a dúvida não era sobre se a RTP e a RDP conseguiriam mudar dentro do calendário previsto para as novas instalações, inauguradas esta semana. Para que todos nos lembremos, há pouco mais de um ano abundavam os profetas que garantiam que era impossível juntar as duas empresas no mesmo edifício, que a obra nunca ficaria pronta, que o plano era impossível de cumprir. Para que conste os profetas da desgraça enganaram-se. Mas convém que todos nos lembremos do que disseram.
Nalgumas alturas não resisto a estimular a memória: aqui há pouco mais de um ano a dúvida não era sobre se a RTP e a RDP conseguiriam mudar dentro do calendário previsto para as novas instalações, inauguradas esta semana. Para que todos nos lembremos, há pouco mais de um ano abundavam os profetas que garantiam que era impossível juntar as duas empresas no mesmo edifício, que a obra nunca ficaria pronta, que o plano era impossível de cumprir. Para que conste os profetas da desgraça enganaram-se. Mas convém que todos nos lembremos do que disseram.
março 31, 2004
A CÔR
A Comissão de Trabalhadores da RTP pediu hoje, dia da inauguração das novas inatalações, que as pessoas da casa venham de preto.
É o apego ao passado, a defesa do que foi e do que era sem mais razão que o imobilismo - como os lamentos que ontem se ouviram por abandonar a triste cinco de outubro.
Bem sei que muitos gostavam mais de uma televisão a preto e branco. Mas felizmente, pelo que se vê nos corredores, dominam as cores e vê-se mesmo que há quem tenha, propositadamente, escolhido roupas ou peças de roupa garridas.
Não resisto, hoje, a citar Camões:
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o Ser, muda-se a confiança;
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."
A Comissão de Trabalhadores da RTP pediu hoje, dia da inauguração das novas inatalações, que as pessoas da casa venham de preto.
É o apego ao passado, a defesa do que foi e do que era sem mais razão que o imobilismo - como os lamentos que ontem se ouviram por abandonar a triste cinco de outubro.
Bem sei que muitos gostavam mais de uma televisão a preto e branco. Mas felizmente, pelo que se vê nos corredores, dominam as cores e vê-se mesmo que há quem tenha, propositadamente, escolhido roupas ou peças de roupa garridas.
Não resisto, hoje, a citar Camões:
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o Ser, muda-se a confiança;
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."
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A CÔR
A Comissão de Trabalhadores da RTP pediu hoje, dia da inauguração das novas inatalações, que as pessoas da casa venham de preto.
É o apego ao passado, a defesa do que foi e do que era sem mais razão que o imobilismo - como os lamentos que ontem se ouviram por abandonar a triste cinco de outubro.
Bem sei que muitos gostavam mais de uma televisão a preto e branco. Mas felizmente, pelo que se vê nos corredores, dominam as cores e vê-se mesmo que há quem tenha, propositadamente, escolhido roupas ou peças de roupa garridas.
Não resisto, hoje, a citar Camões:
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o Ser, muda-se a confiança;
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."
A Comissão de Trabalhadores da RTP pediu hoje, dia da inauguração das novas inatalações, que as pessoas da casa venham de preto.
É o apego ao passado, a defesa do que foi e do que era sem mais razão que o imobilismo - como os lamentos que ontem se ouviram por abandonar a triste cinco de outubro.
Bem sei que muitos gostavam mais de uma televisão a preto e branco. Mas felizmente, pelo que se vê nos corredores, dominam as cores e vê-se mesmo que há quem tenha, propositadamente, escolhido roupas ou peças de roupa garridas.
Não resisto, hoje, a citar Camões:
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o Ser, muda-se a confiança;
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."
março 26, 2004
MUDAR
Bem sei que não é politicamente correcto falar do local onde trabalhamos, mas não resisto: mudar em simultâneo várias estações de rádio e de televisão e concentrá-las num mesmo espaço e ainda por cima conseguir que tudo continue a decorrer com razoável normalidade e sem sobressaltos de maior no dia-a-dia é obra. RTP e RDP estão a partir de agora juntas, num novo espaço. Em grandes salas abertas as pessoas vêem-se umas às outras. Desapareceram os gabinetes sorumbáticos, há luz, espaço e condições de trabalho inegavelmente melhores. Quem gostava de estar no seu cantinho atrás de uma porta fechada terá alguma dificuldade em viver em espaço aberto, mas a concentração num só edifício ajuda a que as várias áreas da empresa colaborem melhor entre si, como já começa a acontecer.
Bem sei que não é politicamente correcto falar do local onde trabalhamos, mas não resisto: mudar em simultâneo várias estações de rádio e de televisão e concentrá-las num mesmo espaço e ainda por cima conseguir que tudo continue a decorrer com razoável normalidade e sem sobressaltos de maior no dia-a-dia é obra. RTP e RDP estão a partir de agora juntas, num novo espaço. Em grandes salas abertas as pessoas vêem-se umas às outras. Desapareceram os gabinetes sorumbáticos, há luz, espaço e condições de trabalho inegavelmente melhores. Quem gostava de estar no seu cantinho atrás de uma porta fechada terá alguma dificuldade em viver em espaço aberto, mas a concentração num só edifício ajuda a que as várias áreas da empresa colaborem melhor entre si, como já começa a acontecer.
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MUDAR
Bem sei que não é politicamente correcto falar do local onde trabalhamos, mas não resisto: mudar em simultâneo várias estações de rádio e de televisão e concentrá-las num mesmo espaço e ainda por cima conseguir que tudo continue a decorrer com razoável normalidade e sem sobressaltos de maior no dia-a-dia é obra. RTP e RDP estão a partir de agora juntas, num novo espaço. Em grandes salas abertas as pessoas vêem-se umas às outras. Desapareceram os gabinetes sorumbáticos, há luz, espaço e condições de trabalho inegavelmente melhores. Quem gostava de estar no seu cantinho atrás de uma porta fechada terá alguma dificuldade em viver em espaço aberto, mas a concentração num só edifício ajuda a que as várias áreas da empresa colaborem melhor entre si, como já começa a acontecer.
Bem sei que não é politicamente correcto falar do local onde trabalhamos, mas não resisto: mudar em simultâneo várias estações de rádio e de televisão e concentrá-las num mesmo espaço e ainda por cima conseguir que tudo continue a decorrer com razoável normalidade e sem sobressaltos de maior no dia-a-dia é obra. RTP e RDP estão a partir de agora juntas, num novo espaço. Em grandes salas abertas as pessoas vêem-se umas às outras. Desapareceram os gabinetes sorumbáticos, há luz, espaço e condições de trabalho inegavelmente melhores. Quem gostava de estar no seu cantinho atrás de uma porta fechada terá alguma dificuldade em viver em espaço aberto, mas a concentração num só edifício ajuda a que as várias áreas da empresa colaborem melhor entre si, como já começa a acontecer.
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TEATRO
Amanhã é Dia Mundial do Teatro. A nova direcção do Teatro Nacional D. Maria fez uma programação cheia de imaginação e surpresas a que chamou um dia desCONCERTANTE. António Lagarto prepara, aos poucos, o regresso do D. Maria ao lugar que lhe compete.
Amanhã é Dia Mundial do Teatro. A nova direcção do Teatro Nacional D. Maria fez uma programação cheia de imaginação e surpresas a que chamou um dia desCONCERTANTE. António Lagarto prepara, aos poucos, o regresso do D. Maria ao lugar que lhe compete.
JORNAL
Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.
Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.
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JORNAL
Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.
Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.
março 24, 2004
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FRESCO
O momento para-laboral mais divertido e fresco que passei desde que estou a colaborar no grupo RTP foi hoje à noite no Coliseu, na festa de aniversário da Antena 3. Que grande disco os Da Weasel vão ter. E que boa onda ali estava. Música portuguesa, rádio em serviço público.
O momento para-laboral mais divertido e fresco que passei desde que estou a colaborar no grupo RTP foi hoje à noite no Coliseu, na festa de aniversário da Antena 3. Que grande disco os Da Weasel vão ter. E que boa onda ali estava. Música portuguesa, rádio em serviço público.
março 22, 2004
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O NOVO
Vejo mais sorrisos. Há caras sombrias, saudades não se sabe bem do quê. Mas vejo sorrisos. E agora todos olhos para todos. Não há esconderijos. Só por isso valia a pena a trabalheira da mudança.
Vejo mais sorrisos. Há caras sombrias, saudades não se sabe bem do quê. Mas vejo sorrisos. E agora todos olhos para todos. Não há esconderijos. Só por isso valia a pena a trabalheira da mudança.
março 19, 2004
FINALMENTE
Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.
Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.
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FINALMENTE
Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.
Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.
fevereiro 20, 2004
COMO HOJE Ã SEXTA
Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios
No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas à s dez da noite â é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. à esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.
Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios
No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas à s dez da noite â é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. à esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.
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COMO HOJE Ã SEXTA
Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios
No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas à s dez da noite â é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. à esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.
Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios
No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas à s dez da noite â é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. à esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.
fevereiro 19, 2004
O PERFIL PARA DIRIGIR UMA ESTAÇÃO DE TELEVISÃO
Max Hastings escreve uma deliciosa crónica na «Spectator» onde relata as características que deve ter o futuro dirigente da BBC. Ora vejam.
Max Hastings escreve uma deliciosa crónica na «Spectator» onde relata as características que deve ter o futuro dirigente da BBC. Ora vejam.
BLOGS SERVEM PARA RECOLHER FUNDOS
O mais recente êxito dos blogs na campanha presidencial norte-americana é a sua utilização para a recolha de fundos. Vejam aqui na Wired.
O mais recente êxito dos blogs na campanha presidencial norte-americana é a sua utilização para a recolha de fundos. Vejam aqui na Wired.
janeiro 09, 2004
DIÁRIO DE BORDO V
Giro, giro é saber por uns amigos dos jornais que anda aí uma raparigada e uma rapaziada cá da casa a fazer uma campanhinha anti-2:, na base da sempre saudável comparação com o antigamente. Isto é daquelas coisas que é sempre bonito de ver e de saber. Não acham engraçado que isto se passe?
Giro, giro é saber por uns amigos dos jornais que anda aí uma raparigada e uma rapaziada cá da casa a fazer uma campanhinha anti-2:, na base da sempre saudável comparação com o antigamente. Isto é daquelas coisas que é sempre bonito de ver e de saber. Não acham engraçado que isto se passe?
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DIÁRIO DE BORDO V
Giro, giro é saber por uns amigos dos jornais que anda aí uma raparigada e uma rapaziada cá da casa a fazer uma campanhinha anti-2:, na base da sempre saudável comparação com o antigamente. Isto é daquelas coisas que é sempre bonito de ver e de saber. Não acham engraçado que isto se passe?
Giro, giro é saber por uns amigos dos jornais que anda aí uma raparigada e uma rapaziada cá da casa a fazer uma campanhinha anti-2:, na base da sempre saudável comparação com o antigamente. Isto é daquelas coisas que é sempre bonito de ver e de saber. Não acham engraçado que isto se passe?
janeiro 08, 2004
DIÁRIO DE BORDO IV
Já agora, e como é pouco costume dizer-se o que correu bem, aqui fica um testemunho. Uma das coisas que tem merecido destaque é a nova imagem da 2:, Em geral as apreciações têm sido positivas, mas isso só acontece porque houve uma grande equipa a tratar dela. para além da Brandia, que fez o conceito geral e desenhou as matrizes. Todo o desenvolvimento posterior foi feito dentro da RTP: genéricos, quadros de grafismos, as bases das autopromoções, os separadores, as cortinas, as inserções de títulos. Cabe aqui destacar o trabalho da equipa do Nicolau Tudela, que até à hora do canal ir para o ar esteve a aperfeiçoar, a melhorar, a desenvolver os aspectos da imagem que têm sido elogiados. Trabalharam MESMO dia e noite, sem fins de semana e feriados mesmo na altura difícil das festas. Sem a equipa do Nicolau nos grafismos, sem a ajuda do Ari em tudo o que é identidade sonora, a 2: não seria o que é. Desde o início eles perceberam o conceito do canal - estamos a falar em inícios do Verão - e desde o início ajudaram a fazer a transformação que hoje se vê e se ouve. Cabe dizer que tiveram um espírito raro: não disseram nunca que não, sugeriram melhorias, deram alternativas, foram criativos, estiveram sempre disponíveis. Eles são uma grande equipa e trabalhar com eles é verdadeiramente um privilégio. Quem me dera que tudo fosse assim.
Já agora, e como é pouco costume dizer-se o que correu bem, aqui fica um testemunho. Uma das coisas que tem merecido destaque é a nova imagem da 2:, Em geral as apreciações têm sido positivas, mas isso só acontece porque houve uma grande equipa a tratar dela. para além da Brandia, que fez o conceito geral e desenhou as matrizes. Todo o desenvolvimento posterior foi feito dentro da RTP: genéricos, quadros de grafismos, as bases das autopromoções, os separadores, as cortinas, as inserções de títulos. Cabe aqui destacar o trabalho da equipa do Nicolau Tudela, que até à hora do canal ir para o ar esteve a aperfeiçoar, a melhorar, a desenvolver os aspectos da imagem que têm sido elogiados. Trabalharam MESMO dia e noite, sem fins de semana e feriados mesmo na altura difícil das festas. Sem a equipa do Nicolau nos grafismos, sem a ajuda do Ari em tudo o que é identidade sonora, a 2: não seria o que é. Desde o início eles perceberam o conceito do canal - estamos a falar em inícios do Verão - e desde o início ajudaram a fazer a transformação que hoje se vê e se ouve. Cabe dizer que tiveram um espírito raro: não disseram nunca que não, sugeriram melhorias, deram alternativas, foram criativos, estiveram sempre disponíveis. Eles são uma grande equipa e trabalhar com eles é verdadeiramente um privilégio. Quem me dera que tudo fosse assim.
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DIÁRIO DE BORDO IV
Já agora, e como é pouco costume dizer-se o que correu bem, aqui fica um testemunho. Uma das coisas que tem merecido destaque é a nova imagem da 2:, Em geral as apreciações têm sido positivas, mas isso só acontece porque houve uma grande equipa a tratar dela. para além da Brandia, que fez o conceito geral e desenhou as matrizes. Todo o desenvolvimento posterior foi feito dentro da RTP: genéricos, quadros de grafismos, as bases das autopromoções, os separadores, as cortinas, as inserções de títulos. Cabe aqui destacar o trabalho da equipa do Nicolau Tudela, que até à hora do canal ir para o ar esteve a aperfeiçoar, a melhorar, a desenvolver os aspectos da imagem que têm sido elogiados. Trabalharam MESMO dia e noite, sem fins de semana e feriados mesmo na altura difícil das festas. Sem a equipa do Nicolau nos grafismos, sem a ajuda do Ari em tudo o que é identidade sonora, a 2: não seria o que é. Desde o início eles perceberam o conceito do canal - estamos a falar em inícios do Verão - e desde o início ajudaram a fazer a transformação que hoje se vê e se ouve. Cabe dizer que tiveram um espírito raro: não disseram nunca que não, sugeriram melhorias, deram alternativas, foram criativos, estiveram sempre disponíveis. Eles são uma grande equipa e trabalhar com eles é verdadeiramente um privilégio. Quem me dera que tudo fosse assim.
Já agora, e como é pouco costume dizer-se o que correu bem, aqui fica um testemunho. Uma das coisas que tem merecido destaque é a nova imagem da 2:, Em geral as apreciações têm sido positivas, mas isso só acontece porque houve uma grande equipa a tratar dela. para além da Brandia, que fez o conceito geral e desenhou as matrizes. Todo o desenvolvimento posterior foi feito dentro da RTP: genéricos, quadros de grafismos, as bases das autopromoções, os separadores, as cortinas, as inserções de títulos. Cabe aqui destacar o trabalho da equipa do Nicolau Tudela, que até à hora do canal ir para o ar esteve a aperfeiçoar, a melhorar, a desenvolver os aspectos da imagem que têm sido elogiados. Trabalharam MESMO dia e noite, sem fins de semana e feriados mesmo na altura difícil das festas. Sem a equipa do Nicolau nos grafismos, sem a ajuda do Ari em tudo o que é identidade sonora, a 2: não seria o que é. Desde o início eles perceberam o conceito do canal - estamos a falar em inícios do Verão - e desde o início ajudaram a fazer a transformação que hoje se vê e se ouve. Cabe dizer que tiveram um espírito raro: não disseram nunca que não, sugeriram melhorias, deram alternativas, foram criativos, estiveram sempre disponíveis. Eles são uma grande equipa e trabalhar com eles é verdadeiramente um privilégio. Quem me dera que tudo fosse assim.
janeiro 07, 2004
DIÁRIO DE BORDO III
A primeira emissão correu sem muitos percalços. Um irritante atraso no «Tudo Em Família» foi a coisa mais aborrecida, que levou a que a promessa de cumprimento de horários não fosse cumprida no primeiro dia de emissão - vá-se lá saber porquê, quando estava tudo pronto e combinado.
A descoberta do dia é que pelos vistos o assunto mais complicado da produção para algumas pessoas é a ficha técnica e a forma como ela aparece. Nunca tinha dado por isso na vida mas ontem dei por mim a perder mais tempo com esse assunto do que com questões mais substantivas. Está-se sempre a aprender...
As estreias correram bem: os programas com os parceiros falaram de problemas reais e o Quisoque eo Magazine mostraram ser diferentes.
Bem sei que sou suspeito, mas ontem o Jornal 2 melhorou muito e mostrou como em meia hora se consegue dar uma boa ideia do que se passou.
Há coisas a corrigir na emissão em geral? Pois há, mas isso é natural.
Como eu esperava as audiências desceram. Os alarmistas vão entrar em pânico e não é demais repetir que do ponto de vista de audiências esta grelha é mais arriscada que a situação anterior.
A primeira emissão correu sem muitos percalços. Um irritante atraso no «Tudo Em Família» foi a coisa mais aborrecida, que levou a que a promessa de cumprimento de horários não fosse cumprida no primeiro dia de emissão - vá-se lá saber porquê, quando estava tudo pronto e combinado.
A descoberta do dia é que pelos vistos o assunto mais complicado da produção para algumas pessoas é a ficha técnica e a forma como ela aparece. Nunca tinha dado por isso na vida mas ontem dei por mim a perder mais tempo com esse assunto do que com questões mais substantivas. Está-se sempre a aprender...
As estreias correram bem: os programas com os parceiros falaram de problemas reais e o Quisoque eo Magazine mostraram ser diferentes.
Bem sei que sou suspeito, mas ontem o Jornal 2 melhorou muito e mostrou como em meia hora se consegue dar uma boa ideia do que se passou.
Há coisas a corrigir na emissão em geral? Pois há, mas isso é natural.
Como eu esperava as audiências desceram. Os alarmistas vão entrar em pânico e não é demais repetir que do ponto de vista de audiências esta grelha é mais arriscada que a situação anterior.
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DIÁRIO DE BORDO III
A primeira emissão correu sem muitos percalços. Um irritante atraso no «Tudo Em Família» foi a coisa mais aborrecida, que levou a que a promessa de cumprimento de horários não fosse cumprida no primeiro dia de emissão - vá-se lá saber porquê, quando estava tudo pronto e combinado.
A descoberta do dia é que pelos vistos o assunto mais complicado da produção para algumas pessoas é a ficha técnica e a forma como ela aparece. Nunca tinha dado por isso na vida mas ontem dei por mim a perder mais tempo com esse assunto do que com questões mais substantivas. Está-se sempre a aprender...
As estreias correram bem: os programas com os parceiros falaram de problemas reais e o Quisoque eo Magazine mostraram ser diferentes.
Bem sei que sou suspeito, mas ontem o Jornal 2 melhorou muito e mostrou como em meia hora se consegue dar uma boa ideia do que se passou.
Há coisas a corrigir na emissão em geral? Pois há, mas isso é natural.
Como eu esperava as audiências desceram. Os alarmistas vão entrar em pânico e não é demais repetir que do ponto de vista de audiências esta grelha é mais arriscada que a situação anterior.
A primeira emissão correu sem muitos percalços. Um irritante atraso no «Tudo Em Família» foi a coisa mais aborrecida, que levou a que a promessa de cumprimento de horários não fosse cumprida no primeiro dia de emissão - vá-se lá saber porquê, quando estava tudo pronto e combinado.
A descoberta do dia é que pelos vistos o assunto mais complicado da produção para algumas pessoas é a ficha técnica e a forma como ela aparece. Nunca tinha dado por isso na vida mas ontem dei por mim a perder mais tempo com esse assunto do que com questões mais substantivas. Está-se sempre a aprender...
As estreias correram bem: os programas com os parceiros falaram de problemas reais e o Quisoque eo Magazine mostraram ser diferentes.
Bem sei que sou suspeito, mas ontem o Jornal 2 melhorou muito e mostrou como em meia hora se consegue dar uma boa ideia do que se passou.
Há coisas a corrigir na emissão em geral? Pois há, mas isso é natural.
Como eu esperava as audiências desceram. Os alarmistas vão entrar em pânico e não é demais repetir que do ponto de vista de audiências esta grelha é mais arriscada que a situação anterior.
janeiro 06, 2004
DIÁRIO DE BORDO II
Hoje é o primeiro dia a sério. À tarde começam os novos programas, a grelha está no ar o dia inteiro. Estreiam o «Tudo em Família» (16h00), o «Causas Comuns» (18h30) , o «Quiosque» (19h30) e o «Magazine» (21h00).
O Jornal 2 esteve bem, a abertura foi forte, o fecho com uma notícia de ciência (Marte) foi bem conseguido, demos mais noticiário internacional, os gráficos da economia têm muita leitura, a realização da entrevista foi envolvente. E viu-se que se consegue perceber bem a actualidade em meia hora. Logo há mais. A sequência da noite correu bem, o documentário da «Discovery» sobre a Cidade Proibida (documentário aliás premiado) era muito bom.
Em geral as mensagens de fora foram estimulantes, excepto a de uma pessoa que achou mal a entrada do canal: devia querer que nos esquecêssemos do que andaram a dizer durante um ano do que estávamos a fazer. Fizemos a nossa cronologia - factual, mostrámos alguns dos que nos apoiam, apresentámos a grelha. O pior cego é o que não quer ver. E o que acha que só a sua opinião conta e tem razão.
Toda a gente gosta do grafismo. Eu tamb´´em, muito.
Agora começa o pior: fazer isto todos os dias e ir surpreendendo. Vamos a isso..
Hoje é o primeiro dia a sério. À tarde começam os novos programas, a grelha está no ar o dia inteiro. Estreiam o «Tudo em Família» (16h00), o «Causas Comuns» (18h30) , o «Quiosque» (19h30) e o «Magazine» (21h00).
O Jornal 2 esteve bem, a abertura foi forte, o fecho com uma notícia de ciência (Marte) foi bem conseguido, demos mais noticiário internacional, os gráficos da economia têm muita leitura, a realização da entrevista foi envolvente. E viu-se que se consegue perceber bem a actualidade em meia hora. Logo há mais. A sequência da noite correu bem, o documentário da «Discovery» sobre a Cidade Proibida (documentário aliás premiado) era muito bom.
Em geral as mensagens de fora foram estimulantes, excepto a de uma pessoa que achou mal a entrada do canal: devia querer que nos esquecêssemos do que andaram a dizer durante um ano do que estávamos a fazer. Fizemos a nossa cronologia - factual, mostrámos alguns dos que nos apoiam, apresentámos a grelha. O pior cego é o que não quer ver. E o que acha que só a sua opinião conta e tem razão.
Toda a gente gosta do grafismo. Eu tamb´´em, muito.
Agora começa o pior: fazer isto todos os dias e ir surpreendendo. Vamos a isso..
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DIÁRIO DE BORDO II
Hoje é o primeiro dia a sério. À tarde começam os novos programas, a grelha está no ar o dia inteiro. Estreiam o «Tudo em Família» (16h00), o «Causas Comuns» (18h30) , o «Quiosque» (19h30) e o «Magazine» (21h00).
O Jornal 2 esteve bem, a abertura foi forte, o fecho com uma notícia de ciência (Marte) foi bem conseguido, demos mais noticiário internacional, os gráficos da economia têm muita leitura, a realização da entrevista foi envolvente. E viu-se que se consegue perceber bem a actualidade em meia hora. Logo há mais. A sequência da noite correu bem, o documentário da «Discovery» sobre a Cidade Proibida (documentário aliás premiado) era muito bom.
Em geral as mensagens de fora foram estimulantes, excepto a de uma pessoa que achou mal a entrada do canal: devia querer que nos esquecêssemos do que andaram a dizer durante um ano do que estávamos a fazer. Fizemos a nossa cronologia - factual, mostrámos alguns dos que nos apoiam, apresentámos a grelha. O pior cego é o que não quer ver. E o que acha que só a sua opinião conta e tem razão.
Toda a gente gosta do grafismo. Eu tamb´´em, muito.
Agora começa o pior: fazer isto todos os dias e ir surpreendendo. Vamos a isso..
Hoje é o primeiro dia a sério. À tarde começam os novos programas, a grelha está no ar o dia inteiro. Estreiam o «Tudo em Família» (16h00), o «Causas Comuns» (18h30) , o «Quiosque» (19h30) e o «Magazine» (21h00).
O Jornal 2 esteve bem, a abertura foi forte, o fecho com uma notícia de ciência (Marte) foi bem conseguido, demos mais noticiário internacional, os gráficos da economia têm muita leitura, a realização da entrevista foi envolvente. E viu-se que se consegue perceber bem a actualidade em meia hora. Logo há mais. A sequência da noite correu bem, o documentário da «Discovery» sobre a Cidade Proibida (documentário aliás premiado) era muito bom.
Em geral as mensagens de fora foram estimulantes, excepto a de uma pessoa que achou mal a entrada do canal: devia querer que nos esquecêssemos do que andaram a dizer durante um ano do que estávamos a fazer. Fizemos a nossa cronologia - factual, mostrámos alguns dos que nos apoiam, apresentámos a grelha. O pior cego é o que não quer ver. E o que acha que só a sua opinião conta e tem razão.
Toda a gente gosta do grafismo. Eu tamb´´em, muito.
Agora começa o pior: fazer isto todos os dias e ir surpreendendo. Vamos a isso..
janeiro 05, 2004
DIÁRIO DE BORDO I
Véspera de lançamento, dia calmo. Ensaios gerais a correrem de feição, últimos toques nos grafismos, pequenas correcções aqui e ali. Afinação do directo de abertura de emissão, conclusão do «making of» da dois.
De manhã uma máquina crashou e teve problemas e recobro, promete-se assist~encia de urgência logo hoje pela manhã.
O dia ainda vai ser muito de testes, só a partir das nove se arranca a sério. Amanhã, terça, é que vai ser a doer, desde manhãzinha.
Véspera de lançamento, dia calmo. Ensaios gerais a correrem de feição, últimos toques nos grafismos, pequenas correcções aqui e ali. Afinação do directo de abertura de emissão, conclusão do «making of» da dois.
De manhã uma máquina crashou e teve problemas e recobro, promete-se assist~encia de urgência logo hoje pela manhã.
O dia ainda vai ser muito de testes, só a partir das nove se arranca a sério. Amanhã, terça, é que vai ser a doer, desde manhãzinha.
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Véspera de lançamento, dia calmo. Ensaios gerais a correrem de feição, últimos toques nos grafismos, pequenas correcções aqui e ali. Afinação do directo de abertura de emissão, conclusão do «making of» da dois.
De manhã uma máquina crashou e teve problemas e recobro, promete-se assist~encia de urgência logo hoje pela manhã.
O dia ainda vai ser muito de testes, só a partir das nove se arranca a sério. Amanhã, terça, é que vai ser a doer, desde manhãzinha.
Véspera de lançamento, dia calmo. Ensaios gerais a correrem de feição, últimos toques nos grafismos, pequenas correcções aqui e ali. Afinação do directo de abertura de emissão, conclusão do «making of» da dois.
De manhã uma máquina crashou e teve problemas e recobro, promete-se assist~encia de urgência logo hoje pela manhã.
O dia ainda vai ser muito de testes, só a partir das nove se arranca a sério. Amanhã, terça, é que vai ser a doer, desde manhãzinha.
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