SERRA
Gosto de ver as luzes ao fundo, no vale. Gosto de sentir a montanha atrás de mim.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
novembro 23, 2003
GRANDE AVIZ
Não resisto a citar o Francisco José Viegas que com a sua simplicidade actual vai continuando a sua cruzada contra os mitos: CULTURA GERAL. Eu não concordo com a ideia de Freitas do Amaral, defendida ontem na Visão sobre a inclusão (que suponho imaginária — só pode) de uma cadeira de cultura geral no ensino Secundário (a tese vem de Hirsch, por exemplo). Mas, como quase nunca concordo com Freitas do Amaral, distingo uma ideia sua que me parece premonitória: daqui a uns anos, pelo caminho que as coisas levam no Secundário, talvez passemos «da cauda da Europa dos 15 para o terço inferior da Europa dos 25».
A ideia da Cultura Geral, de qualquer modo, pode fascinar algumas pessoas — pelo seu carácter «democrático», suponho. O problema é que a cultura geral verdadeira não é uma especificidade mas uma generalidade que resulta do interesse pessoal; esse interesse vem da frequência das «disciplinas do Cânone». O apelo constante para ceder à mediocridade na escola, na televisão, nos jornais, na vida política, é que destruiu a cultura geral. Saber onde fica Vilnius, onde desagua o Tâmega, qual a nacionalidade de Ibsen ou quem foi Tucídides, é uma coisa que se aprende num trivial pursuit — mas que se procura saber mais profundamente se a escola, a televisão, os jornais e a vida política não desvalorizarem quem tiver interesse em saber isso (a não ser no «Quem Quer Ser Milionário», naturalmente...).
Não resisto a citar o Francisco José Viegas que com a sua simplicidade actual vai continuando a sua cruzada contra os mitos: CULTURA GERAL. Eu não concordo com a ideia de Freitas do Amaral, defendida ontem na Visão sobre a inclusão (que suponho imaginária — só pode) de uma cadeira de cultura geral no ensino Secundário (a tese vem de Hirsch, por exemplo). Mas, como quase nunca concordo com Freitas do Amaral, distingo uma ideia sua que me parece premonitória: daqui a uns anos, pelo caminho que as coisas levam no Secundário, talvez passemos «da cauda da Europa dos 15 para o terço inferior da Europa dos 25».
A ideia da Cultura Geral, de qualquer modo, pode fascinar algumas pessoas — pelo seu carácter «democrático», suponho. O problema é que a cultura geral verdadeira não é uma especificidade mas uma generalidade que resulta do interesse pessoal; esse interesse vem da frequência das «disciplinas do Cânone». O apelo constante para ceder à mediocridade na escola, na televisão, nos jornais, na vida política, é que destruiu a cultura geral. Saber onde fica Vilnius, onde desagua o Tâmega, qual a nacionalidade de Ibsen ou quem foi Tucídides, é uma coisa que se aprende num trivial pursuit — mas que se procura saber mais profundamente se a escola, a televisão, os jornais e a vida política não desvalorizarem quem tiver interesse em saber isso (a não ser no «Quem Quer Ser Milionário», naturalmente...).
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GRANDE AVIZ
Não resisto a citar o Francisco José Viegas que com a sua simplicidade actual vai continuando a sua cruzada contra os mitos: CULTURA GERAL. Eu não concordo com a ideia de Freitas do Amaral, defendida ontem na Visão sobre a inclusão (que suponho imaginária — só pode) de uma cadeira de cultura geral no ensino Secundário (a tese vem de Hirsch, por exemplo). Mas, como quase nunca concordo com Freitas do Amaral, distingo uma ideia sua que me parece premonitória: daqui a uns anos, pelo caminho que as coisas levam no Secundário, talvez passemos «da cauda da Europa dos 15 para o terço inferior da Europa dos 25».
A ideia da Cultura Geral, de qualquer modo, pode fascinar algumas pessoas — pelo seu carácter «democrático», suponho. O problema é que a cultura geral verdadeira não é uma especificidade mas uma generalidade que resulta do interesse pessoal; esse interesse vem da frequência das «disciplinas do Cânone». O apelo constante para ceder à mediocridade na escola, na televisão, nos jornais, na vida política, é que destruiu a cultura geral. Saber onde fica Vilnius, onde desagua o Tâmega, qual a nacionalidade de Ibsen ou quem foi Tucídides, é uma coisa que se aprende num trivial pursuit — mas que se procura saber mais profundamente se a escola, a televisão, os jornais e a vida política não desvalorizarem quem tiver interesse em saber isso (a não ser no «Quem Quer Ser Milionário», naturalmente...).
Não resisto a citar o Francisco José Viegas que com a sua simplicidade actual vai continuando a sua cruzada contra os mitos: CULTURA GERAL. Eu não concordo com a ideia de Freitas do Amaral, defendida ontem na Visão sobre a inclusão (que suponho imaginária — só pode) de uma cadeira de cultura geral no ensino Secundário (a tese vem de Hirsch, por exemplo). Mas, como quase nunca concordo com Freitas do Amaral, distingo uma ideia sua que me parece premonitória: daqui a uns anos, pelo caminho que as coisas levam no Secundário, talvez passemos «da cauda da Europa dos 15 para o terço inferior da Europa dos 25».
A ideia da Cultura Geral, de qualquer modo, pode fascinar algumas pessoas — pelo seu carácter «democrático», suponho. O problema é que a cultura geral verdadeira não é uma especificidade mas uma generalidade que resulta do interesse pessoal; esse interesse vem da frequência das «disciplinas do Cânone». O apelo constante para ceder à mediocridade na escola, na televisão, nos jornais, na vida política, é que destruiu a cultura geral. Saber onde fica Vilnius, onde desagua o Tâmega, qual a nacionalidade de Ibsen ou quem foi Tucídides, é uma coisa que se aprende num trivial pursuit — mas que se procura saber mais profundamente se a escola, a televisão, os jornais e a vida política não desvalorizarem quem tiver interesse em saber isso (a não ser no «Quem Quer Ser Milionário», naturalmente...).
novembro 20, 2003
A VOZ
Para os que não têm ideia o Village Voice é uma das referências do jornalismo norte-americano. Nas suas páginas começaram a escrever alguns dos grandes repórteres e escritores contemporâneos.
Para terem uma ideia:
When it was founded by Dan Wolf, Ed Fancher and Norman Mailer in the fall of 1955, The Village Voice introduced free-form, high-spirited and passionate journalism into the public discourse. As the nation's first and largest alternative newsweekly, the Voice maintains the same tradition of no-holds barred reporting and criticism it first embraced when it began publishing more than forty years ago.
The recipient of three Pulitzer prizes, the George Polk Award, Front Page Awards, Deadline Club Awards and many others, the Voice has earned a reputation for its groundbreaking investigations of New York City politics, and as the premier expert on New York's downtown scene. Writing and reporting on local and national politics, with opinionated arts, culture, music, dance, film and theater reviews, Web dispatches and comprehensive entertainment listings, the Voice is the authoritative source on all that New York has to offer. Add classifieds unrivaled by any other New York publication, the Voice is New York's most influential must-read alternative newspaper.
Dozens of diverse, talented and idiosyncratic writers, novelists, playwrights, poets, and political activists—lured by the journalistic freedom that non-mainstream status affords—have filled the Voice's pages over the years, cementing its standing as "a writer's paper." Among those who made the paper their romping ground in the past were Ezra Pound, Henry Miller, Katherine Anne Porter, James Baldwin, e.e. cummings, Ted Hoagland, Tom Stoppard, Lorraine Hansberry, Jerry Tallmer, Allen Ginsberg, Murray Kempton, I.F. Stone, Pete Hamill, and Roger Wilkins. Former Editors in Chief have included Dan Wolf, Clay Felker, Tom Morgan, Marianne Partridge, David Schneiderman, Robert Friedman, Marty Gottlieb, Jonathan Larsen, and Karen Durbin.
Para os que não têm ideia o Village Voice é uma das referências do jornalismo norte-americano. Nas suas páginas começaram a escrever alguns dos grandes repórteres e escritores contemporâneos.
Para terem uma ideia:
When it was founded by Dan Wolf, Ed Fancher and Norman Mailer in the fall of 1955, The Village Voice introduced free-form, high-spirited and passionate journalism into the public discourse. As the nation's first and largest alternative newsweekly, the Voice maintains the same tradition of no-holds barred reporting and criticism it first embraced when it began publishing more than forty years ago.
The recipient of three Pulitzer prizes, the George Polk Award, Front Page Awards, Deadline Club Awards and many others, the Voice has earned a reputation for its groundbreaking investigations of New York City politics, and as the premier expert on New York's downtown scene. Writing and reporting on local and national politics, with opinionated arts, culture, music, dance, film and theater reviews, Web dispatches and comprehensive entertainment listings, the Voice is the authoritative source on all that New York has to offer. Add classifieds unrivaled by any other New York publication, the Voice is New York's most influential must-read alternative newspaper.
Dozens of diverse, talented and idiosyncratic writers, novelists, playwrights, poets, and political activists—lured by the journalistic freedom that non-mainstream status affords—have filled the Voice's pages over the years, cementing its standing as "a writer's paper." Among those who made the paper their romping ground in the past were Ezra Pound, Henry Miller, Katherine Anne Porter, James Baldwin, e.e. cummings, Ted Hoagland, Tom Stoppard, Lorraine Hansberry, Jerry Tallmer, Allen Ginsberg, Murray Kempton, I.F. Stone, Pete Hamill, and Roger Wilkins. Former Editors in Chief have included Dan Wolf, Clay Felker, Tom Morgan, Marianne Partridge, David Schneiderman, Robert Friedman, Marty Gottlieb, Jonathan Larsen, and Karen Durbin.
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A VOZ
Para os que não têm ideia o Village Voice é uma das referências do jornalismo norte-americano. Nas suas páginas começaram a escrever alguns dos grandes repórteres e escritores contemporâneos.
Para terem uma ideia:
When it was founded by Dan Wolf, Ed Fancher and Norman Mailer in the fall of 1955, The Village Voice introduced free-form, high-spirited and passionate journalism into the public discourse. As the nation's first and largest alternative newsweekly, the Voice maintains the same tradition of no-holds barred reporting and criticism it first embraced when it began publishing more than forty years ago.
The recipient of three Pulitzer prizes, the George Polk Award, Front Page Awards, Deadline Club Awards and many others, the Voice has earned a reputation for its groundbreaking investigations of New York City politics, and as the premier expert on New York's downtown scene. Writing and reporting on local and national politics, with opinionated arts, culture, music, dance, film and theater reviews, Web dispatches and comprehensive entertainment listings, the Voice is the authoritative source on all that New York has to offer. Add classifieds unrivaled by any other New York publication, the Voice is New York's most influential must-read alternative newspaper.
Dozens of diverse, talented and idiosyncratic writers, novelists, playwrights, poets, and political activists—lured by the journalistic freedom that non-mainstream status affords—have filled the Voice's pages over the years, cementing its standing as "a writer's paper." Among those who made the paper their romping ground in the past were Ezra Pound, Henry Miller, Katherine Anne Porter, James Baldwin, e.e. cummings, Ted Hoagland, Tom Stoppard, Lorraine Hansberry, Jerry Tallmer, Allen Ginsberg, Murray Kempton, I.F. Stone, Pete Hamill, and Roger Wilkins. Former Editors in Chief have included Dan Wolf, Clay Felker, Tom Morgan, Marianne Partridge, David Schneiderman, Robert Friedman, Marty Gottlieb, Jonathan Larsen, and Karen Durbin.
Para os que não têm ideia o Village Voice é uma das referências do jornalismo norte-americano. Nas suas páginas começaram a escrever alguns dos grandes repórteres e escritores contemporâneos.
Para terem uma ideia:
When it was founded by Dan Wolf, Ed Fancher and Norman Mailer in the fall of 1955, The Village Voice introduced free-form, high-spirited and passionate journalism into the public discourse. As the nation's first and largest alternative newsweekly, the Voice maintains the same tradition of no-holds barred reporting and criticism it first embraced when it began publishing more than forty years ago.
The recipient of three Pulitzer prizes, the George Polk Award, Front Page Awards, Deadline Club Awards and many others, the Voice has earned a reputation for its groundbreaking investigations of New York City politics, and as the premier expert on New York's downtown scene. Writing and reporting on local and national politics, with opinionated arts, culture, music, dance, film and theater reviews, Web dispatches and comprehensive entertainment listings, the Voice is the authoritative source on all that New York has to offer. Add classifieds unrivaled by any other New York publication, the Voice is New York's most influential must-read alternative newspaper.
Dozens of diverse, talented and idiosyncratic writers, novelists, playwrights, poets, and political activists—lured by the journalistic freedom that non-mainstream status affords—have filled the Voice's pages over the years, cementing its standing as "a writer's paper." Among those who made the paper their romping ground in the past were Ezra Pound, Henry Miller, Katherine Anne Porter, James Baldwin, e.e. cummings, Ted Hoagland, Tom Stoppard, Lorraine Hansberry, Jerry Tallmer, Allen Ginsberg, Murray Kempton, I.F. Stone, Pete Hamill, and Roger Wilkins. Former Editors in Chief have included Dan Wolf, Clay Felker, Tom Morgan, Marianne Partridge, David Schneiderman, Robert Friedman, Marty Gottlieb, Jonathan Larsen, and Karen Durbin.
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OSCAR WILDE
«Experiência é o nome que damos aos nosso erros».
«Perdoem sempre aos vossos inimigos; nada os deixa tão irritados».
«Experiência é o nome que damos aos nosso erros».
«Perdoem sempre aos vossos inimigos; nada os deixa tão irritados».
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
novembro 19, 2003
MANEL
Lembras-te quando eu passava os hinos de Meat Loaf no nosso programa de rádio de bandas sonoras de cinema e dizia que elas eram as mais cinematográficas de todas as canções? Recordas-te como me fizeste descobrir as bandas sonoras dos filmes do Almodóvar? Nestes dias tenho pensado naquelas nossas noites, num estúdio de rádio nas Amoreiras, no velho Rádio Clube Português, a curtir a paixão da música e do cinema que nos devorava. Só fazíamos aquilo por gôzo, puro gôzo - de falar, conversar, passar um bom bocado.
Resolveste fazer outro filme, teimoso como sempre foste, convicto, cheio de ideias próprias. Sempre te percebi e tenho que te perceber agora. Tenho já saudades tuas, mas percebo-te. Vamos falando Manel, cada vez que ouvir uma canção num filme vou pensar no teu sorriso, cada vez que topar um diálogo bem esgalhado vou recordar o teu encanto pelas boas «deixas». Sei que quando ouvires as guitarras do Meat Loaf te vais rir às gargalhadas.
Força rapaz. Pelo menos ficaste a saber que o velho Arnold acabou em governador - nós sempre achámos que ele tinha um futuro promissor. Força rapaz.
Lembras-te quando eu passava os hinos de Meat Loaf no nosso programa de rádio de bandas sonoras de cinema e dizia que elas eram as mais cinematográficas de todas as canções? Recordas-te como me fizeste descobrir as bandas sonoras dos filmes do Almodóvar? Nestes dias tenho pensado naquelas nossas noites, num estúdio de rádio nas Amoreiras, no velho Rádio Clube Português, a curtir a paixão da música e do cinema que nos devorava. Só fazíamos aquilo por gôzo, puro gôzo - de falar, conversar, passar um bom bocado.
Resolveste fazer outro filme, teimoso como sempre foste, convicto, cheio de ideias próprias. Sempre te percebi e tenho que te perceber agora. Tenho já saudades tuas, mas percebo-te. Vamos falando Manel, cada vez que ouvir uma canção num filme vou pensar no teu sorriso, cada vez que topar um diálogo bem esgalhado vou recordar o teu encanto pelas boas «deixas». Sei que quando ouvires as guitarras do Meat Loaf te vais rir às gargalhadas.
Força rapaz. Pelo menos ficaste a saber que o velho Arnold acabou em governador - nós sempre achámos que ele tinha um futuro promissor. Força rapaz.
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MANEL
Lembras-te quando eu passava os hinos de Meat Loaf no nosso programa de rádio de bandas sonoras de cinema e dizia que elas eram as mais cinematográficas de todas as canções? Recordas-te como me fizeste descobrir as bandas sonoras dos filmes do Almodóvar? Nestes dias tenho pensado naquelas nossas noites, num estúdio de rádio nas Amoreiras, no velho Rádio Clube Português, a curtir a paixão da música e do cinema que nos devorava. Só fazíamos aquilo por gôzo, puro gôzo - de falar, conversar, passar um bom bocado.
Resolveste fazer outro filme, teimoso como sempre foste, convicto, cheio de ideias próprias. Sempre te percebi e tenho que te perceber agora. Tenho já saudades tuas, mas percebo-te. Vamos falando Manel, cada vez que ouvir uma canção num filme vou pensar no teu sorriso, cada vez que topar um diálogo bem esgalhado vou recordar o teu encanto pelas boas «deixas». Sei que quando ouvires as guitarras do Meat Loaf te vais rir às gargalhadas.
Força rapaz. Pelo menos ficaste a saber que o velho Arnold acabou em governador - nós sempre achámos que ele tinha um futuro promissor. Força rapaz.
Lembras-te quando eu passava os hinos de Meat Loaf no nosso programa de rádio de bandas sonoras de cinema e dizia que elas eram as mais cinematográficas de todas as canções? Recordas-te como me fizeste descobrir as bandas sonoras dos filmes do Almodóvar? Nestes dias tenho pensado naquelas nossas noites, num estúdio de rádio nas Amoreiras, no velho Rádio Clube Português, a curtir a paixão da música e do cinema que nos devorava. Só fazíamos aquilo por gôzo, puro gôzo - de falar, conversar, passar um bom bocado.
Resolveste fazer outro filme, teimoso como sempre foste, convicto, cheio de ideias próprias. Sempre te percebi e tenho que te perceber agora. Tenho já saudades tuas, mas percebo-te. Vamos falando Manel, cada vez que ouvir uma canção num filme vou pensar no teu sorriso, cada vez que topar um diálogo bem esgalhado vou recordar o teu encanto pelas boas «deixas». Sei que quando ouvires as guitarras do Meat Loaf te vais rir às gargalhadas.
Força rapaz. Pelo menos ficaste a saber que o velho Arnold acabou em governador - nós sempre achámos que ele tinha um futuro promissor. Força rapaz.
novembro 18, 2003
BUSH NO REINO UNIDO
Se querem saber porque é que uma fotografia ao lado da Rainha Isabel II pode ser importante para a geoiestratégia mundial, leiam o Spectator.
Se querem saber porque é que uma fotografia ao lado da Rainha Isabel II pode ser importante para a geoiestratégia mundial, leiam o Spectator.
BRASIL VIRA-SE PARA LINUX
Mais dores de cabeça para a Microsoft: o responsável do Governo Federal pe4los sistemas de informação defende a utilização de plataformas de código aberto como o Linux pelos departamentos opficiais. Leia na Wired.
Mais dores de cabeça para a Microsoft: o responsável do Governo Federal pe4los sistemas de informação defende a utilização de plataformas de código aberto como o Linux pelos departamentos opficiais. Leia na Wired.
novembro 15, 2003
BOLA
Não deliro com futebol. Nem a selecção me entusiasma - e pelo caminho que as coisas levam entusiasmará poucos portugueses. Com todo o devido respeito ao meu querido amigo, acho esta conversa em torno do novo estádio do FCP uma idiotice e não consigo perecber que o facto obrigue a alterar a vida das pessoas. Quem está. está; quem não está, estivesse. Cá por mim o Euro 2004 não era preciso para nada. Nunca vi dinheiro tão mal gasto.
Não deliro com futebol. Nem a selecção me entusiasma - e pelo caminho que as coisas levam entusiasmará poucos portugueses. Com todo o devido respeito ao meu querido amigo, acho esta conversa em torno do novo estádio do FCP uma idiotice e não consigo perecber que o facto obrigue a alterar a vida das pessoas. Quem está. está; quem não está, estivesse. Cá por mim o Euro 2004 não era preciso para nada. Nunca vi dinheiro tão mal gasto.
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BOLA
Não deliro com futebol. Nem a selecção me entusiasma - e pelo caminho que as coisas levam entusiasmará poucos portugueses. Com todo o devido respeito ao meu querido amigo, acho esta conversa em torno do novo estádio do FCP uma idiotice e não consigo perecber que o facto obrigue a alterar a vida das pessoas. Quem está. está; quem não está, estivesse. Cá por mim o Euro 2004 não era preciso para nada. Nunca vi dinheiro tão mal gasto.
Não deliro com futebol. Nem a selecção me entusiasma - e pelo caminho que as coisas levam entusiasmará poucos portugueses. Com todo o devido respeito ao meu querido amigo, acho esta conversa em torno do novo estádio do FCP uma idiotice e não consigo perecber que o facto obrigue a alterar a vida das pessoas. Quem está. está; quem não está, estivesse. Cá por mim o Euro 2004 não era preciso para nada. Nunca vi dinheiro tão mal gasto.
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MÚSICA
Desde há três dias o disco que ouço repetidamente é o novo trabalho de Van Morrison, o seu primeiro registo para a prestigiada Blue Note, o muito apropriado «What’s Wrong With This Picture?».
Desde há três dias o disco que ouço repetidamente é o novo trabalho de Van Morrison, o seu primeiro registo para a prestigiada Blue Note, o muito apropriado «What’s Wrong With This Picture?».
A ESQUINA ESCRITA
Como ontem foi sexta, a «esquina» teve a sua versão impressa no «Jornal de Negócios». Excertos:
Em declarações no Cinamina, Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, o respectivo Presidente do Júri, o realizador João Botelho, disse coisas um pouco exageradas - mas certeiras - sobre as televisões. Passo a citar: «Eles transformaram os telejornais em ficção e o resto são “reality shows”. Há cada vez menos espaço para coisas sérias, boas e rigorosas». Na mesma intervenção João Botelho exprimiu as suas dúvidas sobre a capacidade do futuro sucessor da RTP 2 em modificar este panorama. Continuo a achar ser possível criar condições que permitam que os factos mostrem que nesta última parte João Botelho se equivocou.
(...)
Criado pelo Ministro da Presidência, apresentado em Dezembro do ano passado como parte integrante das «Novas Opções Para o Audiovisual», o relatório do Grupo de Trabalho, na nota introdutória subscrita pelos seus membros, entre os quais me incluí, afirmava:
«Queremos também sublinhar uma convicção: o Serviço Público de Televisão não se coaduna com projectos de concorrência com os operadores privados, nem com a duplicação de estruturas ou o desperdício de meios, nem com a tentação da conquista fácil das audiências. Acreditamos que o Serviço Público de Televisão não pode ser escravo dos indícies de audiência, embora não possa ignorar audiências; deve ser visto pelo maior número, mas não depende, apenas, do maior número; assume a função de referência, porque a sua existência não depende de razões de mercado; e naturalmente está sujeito a mais obrigações do que os operadores privados, embora também estes devam submeter-se a certas obrigações de natureza pública».
E, mais adiante, nas Conclusões Gerais: « O Grupo de Trabalho entende que a segunda frequência pública disponível não deverá ser um canal generalista, mas antes um serviço alternativo aberto à sociedade civil, que possa reforçar, pela diferença, os princípios de universalidade, coesão e proximidade definidos neste documento, na sequência das ideias incluídas no capítulo “Programação Própria e Alternativa”». É este capítulo cuja leitura vivamente se aconselha e foi ele que, no essencial, serviu de guia para iniciar a formatação da RTP 2. Todo este trabalho serviu também para formular a proposta das «Novas Opções do Audiovisual» apresentada pelo Ministro da Presidência, da qual cito partes: «o objectivo do segundo canal é...fazer serviço público de televisão fora do operador de serviço público»; «não sendo um canal generalista procurará públicos exigentes e segmentados»; «o modelo definido, com uma gestão económico-financeira autónoma, procurando a auto-sustentação, terá um orçamento global que se estima em 50% do orçamento do Canal 2» (que era de cerca de 52 milhões de euros/ano). O mesmo documento definia claramente a cultura, a educação e a formação, a acção social, o desporto amador, as confissões religiosas, o ambiente e a defesa do consumidor, o cinema português e o experimentalismo audiovisual como as principais áreas de vocação do novo canal.
Continuo a achar que este modelo faz sentido e é possível. Confio que continue a existir empenho, de toda a gente envolvida nas decisões e operações de criação do novo canal, em que ele se concretize, nos timings e condições em que tudo foi anunciado e previsto. Acredito que o cepticismo do João Botelho desta vez se prove enganado e que os seus filmes possam ter o destaque que merecem nessa nova televisão. Aliás, só assim este projecto fará sentido.
Como ontem foi sexta, a «esquina» teve a sua versão impressa no «Jornal de Negócios». Excertos:
Em declarações no Cinamina, Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, o respectivo Presidente do Júri, o realizador João Botelho, disse coisas um pouco exageradas - mas certeiras - sobre as televisões. Passo a citar: «Eles transformaram os telejornais em ficção e o resto são “reality shows”. Há cada vez menos espaço para coisas sérias, boas e rigorosas». Na mesma intervenção João Botelho exprimiu as suas dúvidas sobre a capacidade do futuro sucessor da RTP 2 em modificar este panorama. Continuo a achar ser possível criar condições que permitam que os factos mostrem que nesta última parte João Botelho se equivocou.
(...)
Criado pelo Ministro da Presidência, apresentado em Dezembro do ano passado como parte integrante das «Novas Opções Para o Audiovisual», o relatório do Grupo de Trabalho, na nota introdutória subscrita pelos seus membros, entre os quais me incluí, afirmava:
«Queremos também sublinhar uma convicção: o Serviço Público de Televisão não se coaduna com projectos de concorrência com os operadores privados, nem com a duplicação de estruturas ou o desperdício de meios, nem com a tentação da conquista fácil das audiências. Acreditamos que o Serviço Público de Televisão não pode ser escravo dos indícies de audiência, embora não possa ignorar audiências; deve ser visto pelo maior número, mas não depende, apenas, do maior número; assume a função de referência, porque a sua existência não depende de razões de mercado; e naturalmente está sujeito a mais obrigações do que os operadores privados, embora também estes devam submeter-se a certas obrigações de natureza pública».
E, mais adiante, nas Conclusões Gerais: « O Grupo de Trabalho entende que a segunda frequência pública disponível não deverá ser um canal generalista, mas antes um serviço alternativo aberto à sociedade civil, que possa reforçar, pela diferença, os princípios de universalidade, coesão e proximidade definidos neste documento, na sequência das ideias incluídas no capítulo “Programação Própria e Alternativa”». É este capítulo cuja leitura vivamente se aconselha e foi ele que, no essencial, serviu de guia para iniciar a formatação da RTP 2. Todo este trabalho serviu também para formular a proposta das «Novas Opções do Audiovisual» apresentada pelo Ministro da Presidência, da qual cito partes: «o objectivo do segundo canal é...fazer serviço público de televisão fora do operador de serviço público»; «não sendo um canal generalista procurará públicos exigentes e segmentados»; «o modelo definido, com uma gestão económico-financeira autónoma, procurando a auto-sustentação, terá um orçamento global que se estima em 50% do orçamento do Canal 2» (que era de cerca de 52 milhões de euros/ano). O mesmo documento definia claramente a cultura, a educação e a formação, a acção social, o desporto amador, as confissões religiosas, o ambiente e a defesa do consumidor, o cinema português e o experimentalismo audiovisual como as principais áreas de vocação do novo canal.
Continuo a achar que este modelo faz sentido e é possível. Confio que continue a existir empenho, de toda a gente envolvida nas decisões e operações de criação do novo canal, em que ele se concretize, nos timings e condições em que tudo foi anunciado e previsto. Acredito que o cepticismo do João Botelho desta vez se prove enganado e que os seus filmes possam ter o destaque que merecem nessa nova televisão. Aliás, só assim este projecto fará sentido.
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A ESQUINA ESCRITA
Como ontem foi sexta, a «esquina» teve a sua versão impressa no «Jornal de Negócios». Excertos:
Em declarações no Cinamina, Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, o respectivo Presidente do Júri, o realizador João Botelho, disse coisas um pouco exageradas - mas certeiras - sobre as televisões. Passo a citar: «Eles transformaram os telejornais em ficção e o resto são “reality shows”. Há cada vez menos espaço para coisas sérias, boas e rigorosas». Na mesma intervenção João Botelho exprimiu as suas dúvidas sobre a capacidade do futuro sucessor da RTP 2 em modificar este panorama. Continuo a achar ser possível criar condições que permitam que os factos mostrem que nesta última parte João Botelho se equivocou.
(...)
Criado pelo Ministro da Presidência, apresentado em Dezembro do ano passado como parte integrante das «Novas Opções Para o Audiovisual», o relatório do Grupo de Trabalho, na nota introdutória subscrita pelos seus membros, entre os quais me incluí, afirmava:
«Queremos também sublinhar uma convicção: o Serviço Público de Televisão não se coaduna com projectos de concorrência com os operadores privados, nem com a duplicação de estruturas ou o desperdício de meios, nem com a tentação da conquista fácil das audiências. Acreditamos que o Serviço Público de Televisão não pode ser escravo dos indícies de audiência, embora não possa ignorar audiências; deve ser visto pelo maior número, mas não depende, apenas, do maior número; assume a função de referência, porque a sua existência não depende de razões de mercado; e naturalmente está sujeito a mais obrigações do que os operadores privados, embora também estes devam submeter-se a certas obrigações de natureza pública».
E, mais adiante, nas Conclusões Gerais: « O Grupo de Trabalho entende que a segunda frequência pública disponível não deverá ser um canal generalista, mas antes um serviço alternativo aberto à sociedade civil, que possa reforçar, pela diferença, os princípios de universalidade, coesão e proximidade definidos neste documento, na sequência das ideias incluídas no capítulo “Programação Própria e Alternativa”». É este capítulo cuja leitura vivamente se aconselha e foi ele que, no essencial, serviu de guia para iniciar a formatação da RTP 2. Todo este trabalho serviu também para formular a proposta das «Novas Opções do Audiovisual» apresentada pelo Ministro da Presidência, da qual cito partes: «o objectivo do segundo canal é...fazer serviço público de televisão fora do operador de serviço público»; «não sendo um canal generalista procurará públicos exigentes e segmentados»; «o modelo definido, com uma gestão económico-financeira autónoma, procurando a auto-sustentação, terá um orçamento global que se estima em 50% do orçamento do Canal 2» (que era de cerca de 52 milhões de euros/ano). O mesmo documento definia claramente a cultura, a educação e a formação, a acção social, o desporto amador, as confissões religiosas, o ambiente e a defesa do consumidor, o cinema português e o experimentalismo audiovisual como as principais áreas de vocação do novo canal.
Continuo a achar que este modelo faz sentido e é possível. Confio que continue a existir empenho, de toda a gente envolvida nas decisões e operações de criação do novo canal, em que ele se concretize, nos timings e condições em que tudo foi anunciado e previsto. Acredito que o cepticismo do João Botelho desta vez se prove enganado e que os seus filmes possam ter o destaque que merecem nessa nova televisão. Aliás, só assim este projecto fará sentido.
Como ontem foi sexta, a «esquina» teve a sua versão impressa no «Jornal de Negócios». Excertos:
Em declarações no Cinamina, Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, o respectivo Presidente do Júri, o realizador João Botelho, disse coisas um pouco exageradas - mas certeiras - sobre as televisões. Passo a citar: «Eles transformaram os telejornais em ficção e o resto são “reality shows”. Há cada vez menos espaço para coisas sérias, boas e rigorosas». Na mesma intervenção João Botelho exprimiu as suas dúvidas sobre a capacidade do futuro sucessor da RTP 2 em modificar este panorama. Continuo a achar ser possível criar condições que permitam que os factos mostrem que nesta última parte João Botelho se equivocou.
(...)
Criado pelo Ministro da Presidência, apresentado em Dezembro do ano passado como parte integrante das «Novas Opções Para o Audiovisual», o relatório do Grupo de Trabalho, na nota introdutória subscrita pelos seus membros, entre os quais me incluí, afirmava:
«Queremos também sublinhar uma convicção: o Serviço Público de Televisão não se coaduna com projectos de concorrência com os operadores privados, nem com a duplicação de estruturas ou o desperdício de meios, nem com a tentação da conquista fácil das audiências. Acreditamos que o Serviço Público de Televisão não pode ser escravo dos indícies de audiência, embora não possa ignorar audiências; deve ser visto pelo maior número, mas não depende, apenas, do maior número; assume a função de referência, porque a sua existência não depende de razões de mercado; e naturalmente está sujeito a mais obrigações do que os operadores privados, embora também estes devam submeter-se a certas obrigações de natureza pública».
E, mais adiante, nas Conclusões Gerais: « O Grupo de Trabalho entende que a segunda frequência pública disponível não deverá ser um canal generalista, mas antes um serviço alternativo aberto à sociedade civil, que possa reforçar, pela diferença, os princípios de universalidade, coesão e proximidade definidos neste documento, na sequência das ideias incluídas no capítulo “Programação Própria e Alternativa”». É este capítulo cuja leitura vivamente se aconselha e foi ele que, no essencial, serviu de guia para iniciar a formatação da RTP 2. Todo este trabalho serviu também para formular a proposta das «Novas Opções do Audiovisual» apresentada pelo Ministro da Presidência, da qual cito partes: «o objectivo do segundo canal é...fazer serviço público de televisão fora do operador de serviço público»; «não sendo um canal generalista procurará públicos exigentes e segmentados»; «o modelo definido, com uma gestão económico-financeira autónoma, procurando a auto-sustentação, terá um orçamento global que se estima em 50% do orçamento do Canal 2» (que era de cerca de 52 milhões de euros/ano). O mesmo documento definia claramente a cultura, a educação e a formação, a acção social, o desporto amador, as confissões religiosas, o ambiente e a defesa do consumidor, o cinema português e o experimentalismo audiovisual como as principais áreas de vocação do novo canal.
Continuo a achar que este modelo faz sentido e é possível. Confio que continue a existir empenho, de toda a gente envolvida nas decisões e operações de criação do novo canal, em que ele se concretize, nos timings e condições em que tudo foi anunciado e previsto. Acredito que o cepticismo do João Botelho desta vez se prove enganado e que os seus filmes possam ter o destaque que merecem nessa nova televisão. Aliás, só assim este projecto fará sentido.
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ONTEM
Almocei sózinho, pela terceira vez esta semana. E eu, que gosto de almoçar sózinho, senti hoje a falta de alguém.
Almocei sózinho, pela terceira vez esta semana. E eu, que gosto de almoçar sózinho, senti hoje a falta de alguém.
QUASE... (citando uma lembrança)
Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planeando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...
(Luiz Fernando Veríssimo)
Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planeando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...
(Luiz Fernando Veríssimo)
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QUASE... (citando uma lembrança)
Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planeando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...
(Luiz Fernando Veríssimo)
Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planeando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...
(Luiz Fernando Veríssimo)
EMPATAS
Eu já sabia que havia muitos empatas e já sei do que o país gasta. Mas a coisa está pior. E há mais empatas do que havia. E mais refinados. Se isto parece uma charada visitem o melhor blog sobre comunicação.
Eu já sabia que havia muitos empatas e já sei do que o país gasta. Mas a coisa está pior. E há mais empatas do que havia. E mais refinados. Se isto parece uma charada visitem o melhor blog sobre comunicação.
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EMPATAS
Eu já sabia que havia muitos empatas e já sei do que o país gasta. Mas a coisa está pior. E há mais empatas do que havia. E mais refinados. Se isto parece uma charada visitem o melhor blog sobre comunicação.
Eu já sabia que havia muitos empatas e já sei do que o país gasta. Mas a coisa está pior. E há mais empatas do que havia. E mais refinados. Se isto parece uma charada visitem o melhor blog sobre comunicação.
novembro 12, 2003
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OS MEUS AMIGOS
Soube há bocado que o meu amigo Manel, o do cinema, que já aqui citei, teve um colapso em plena redacção. Dizem-me que a situação é grave. Não consigo pensar noutra coisa. Espero que ele fique melhor, que volte a ver o sorriso do Pereira a falar de um filme.
Soube há bocado que o meu amigo Manel, o do cinema, que já aqui citei, teve um colapso em plena redacção. Dizem-me que a situação é grave. Não consigo pensar noutra coisa. Espero que ele fique melhor, que volte a ver o sorriso do Pereira a falar de um filme.
DESCOBRIR
Há momentos em que apetece pensar como serão os outros, os que escrevem e nós não sabemos quem são. Quem estará aqui?
Há momentos em que apetece pensar como serão os outros, os que escrevem e nós não sabemos quem são. Quem estará aqui?
novembro 10, 2003
MUDAR
Mudar é sempre mais difícil que ficar na mesma. Combater as rotinas e os hábitos é sempre contrário à natureza das pessoas. Fazer obras causa sempre incómodos. Por isso é que alguns exercem o poder sem nada fazerem e outros o utilizam para fazer reformas. Só ao fim de alguns anos é que se vê a diferença, e muitas vezes o prazo com que a mudança se torna visível não coincide com os calendários eleitorais. Claramente esta é uma das perversões do sistema - e uma das que beneficia quem pouco faz e quem não gosta de rupturas.
Mudar é sempre mais difícil que ficar na mesma. Combater as rotinas e os hábitos é sempre contrário à natureza das pessoas. Fazer obras causa sempre incómodos. Por isso é que alguns exercem o poder sem nada fazerem e outros o utilizam para fazer reformas. Só ao fim de alguns anos é que se vê a diferença, e muitas vezes o prazo com que a mudança se torna visível não coincide com os calendários eleitorais. Claramente esta é uma das perversões do sistema - e uma das que beneficia quem pouco faz e quem não gosta de rupturas.
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MUDAR
Mudar é sempre mais difícil que ficar na mesma. Combater as rotinas e os hábitos é sempre contrário à natureza das pessoas. Fazer obras causa sempre incómodos. Por isso é que alguns exercem o poder sem nada fazerem e outros o utilizam para fazer reformas. Só ao fim de alguns anos é que se vê a diferença, e muitas vezes o prazo com que a mudança se torna visível não coincide com os calendários eleitorais. Claramente esta é uma das perversões do sistema - e uma das que beneficia quem pouco faz e quem não gosta de rupturas.
Mudar é sempre mais difícil que ficar na mesma. Combater as rotinas e os hábitos é sempre contrário à natureza das pessoas. Fazer obras causa sempre incómodos. Por isso é que alguns exercem o poder sem nada fazerem e outros o utilizam para fazer reformas. Só ao fim de alguns anos é que se vê a diferença, e muitas vezes o prazo com que a mudança se torna visível não coincide com os calendários eleitorais. Claramente esta é uma das perversões do sistema - e uma das que beneficia quem pouco faz e quem não gosta de rupturas.
novembro 08, 2003
PBS
Para acabar de uma vez com as confusões, aconselho todos os que falam de serviço público de televisão a visitarem a PBS, o Public Broadcasting Service norte-americano. Visitem o local, passeiem-se, vejam os conselhos dados aos produtores e as respostas às perguntas mais frequentes.
Para acabar de uma vez com as confusões, aconselho todos os que falam de serviço público de televisão a visitarem a PBS, o Public Broadcasting Service norte-americano. Visitem o local, passeiem-se, vejam os conselhos dados aos produtores e as respostas às perguntas mais frequentes.
novembro 07, 2003
A ESQUINA ESCRITA
Porque hoje é sexta, a Esquina tem o seu lugar no «Jornal de Negócios». Excertos:
Um dia destes quando alguém fizer contas vai ficar admirado com a quantidade de livros, CD’s e DVD’s que se vendem nos quiosques de jornais. Há pelo menos meia dúzia de colecções de livros de boa qualidade à venda nos quiosques, quer de forma autónoma, quer em suplemento a jornais. Todas as semanas jornais diários de grande circulação distribuem DVD’s de filmes recentes, de qualidade e populares a preços arrasadores.
Existe um mecanismo perverso em todo este processo: há jornais que se descaracterizam do ponto de vista editorial, que deixam de ser criativos e inovadores e que parecem concentrar todos os seus recursos em manobras de marketing com o exclusivo objectivo de darem a conhecer os produtos cuja compra a baixo preço facultam. È como se já não interessasse dizer que as notícias são relevantes, e que são elas que fazem as pessoas comprar jornais. Se calhar sou eu que estou errado, mas chateia-me chegar aos quiosques e ver as prendas à venda expostas em lugar de destaque em vez das manchetes com notícias.
Porque hoje é sexta, a Esquina tem o seu lugar no «Jornal de Negócios». Excertos:
Um dia destes quando alguém fizer contas vai ficar admirado com a quantidade de livros, CD’s e DVD’s que se vendem nos quiosques de jornais. Há pelo menos meia dúzia de colecções de livros de boa qualidade à venda nos quiosques, quer de forma autónoma, quer em suplemento a jornais. Todas as semanas jornais diários de grande circulação distribuem DVD’s de filmes recentes, de qualidade e populares a preços arrasadores.
Existe um mecanismo perverso em todo este processo: há jornais que se descaracterizam do ponto de vista editorial, que deixam de ser criativos e inovadores e que parecem concentrar todos os seus recursos em manobras de marketing com o exclusivo objectivo de darem a conhecer os produtos cuja compra a baixo preço facultam. È como se já não interessasse dizer que as notícias são relevantes, e que são elas que fazem as pessoas comprar jornais. Se calhar sou eu que estou errado, mas chateia-me chegar aos quiosques e ver as prendas à venda expostas em lugar de destaque em vez das manchetes com notícias.
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A ESQUINA ESCRITA
Porque hoje é sexta, a Esquina tem o seu lugar no «Jornal de Negócios». Excertos:
Um dia destes quando alguém fizer contas vai ficar admirado com a quantidade de livros, CD’s e DVD’s que se vendem nos quiosques de jornais. Há pelo menos meia dúzia de colecções de livros de boa qualidade à venda nos quiosques, quer de forma autónoma, quer em suplemento a jornais. Todas as semanas jornais diários de grande circulação distribuem DVD’s de filmes recentes, de qualidade e populares a preços arrasadores.
Existe um mecanismo perverso em todo este processo: há jornais que se descaracterizam do ponto de vista editorial, que deixam de ser criativos e inovadores e que parecem concentrar todos os seus recursos em manobras de marketing com o exclusivo objectivo de darem a conhecer os produtos cuja compra a baixo preço facultam. È como se já não interessasse dizer que as notícias são relevantes, e que são elas que fazem as pessoas comprar jornais. Se calhar sou eu que estou errado, mas chateia-me chegar aos quiosques e ver as prendas à venda expostas em lugar de destaque em vez das manchetes com notícias.
Porque hoje é sexta, a Esquina tem o seu lugar no «Jornal de Negócios». Excertos:
Um dia destes quando alguém fizer contas vai ficar admirado com a quantidade de livros, CD’s e DVD’s que se vendem nos quiosques de jornais. Há pelo menos meia dúzia de colecções de livros de boa qualidade à venda nos quiosques, quer de forma autónoma, quer em suplemento a jornais. Todas as semanas jornais diários de grande circulação distribuem DVD’s de filmes recentes, de qualidade e populares a preços arrasadores.
Existe um mecanismo perverso em todo este processo: há jornais que se descaracterizam do ponto de vista editorial, que deixam de ser criativos e inovadores e que parecem concentrar todos os seus recursos em manobras de marketing com o exclusivo objectivo de darem a conhecer os produtos cuja compra a baixo preço facultam. È como se já não interessasse dizer que as notícias são relevantes, e que são elas que fazem as pessoas comprar jornais. Se calhar sou eu que estou errado, mas chateia-me chegar aos quiosques e ver as prendas à venda expostas em lugar de destaque em vez das manchetes com notícias.
novembro 06, 2003
BERLIN
No jantar de ontem o meu amigo Vitor disse-me que Berlin está outra vez uma cidade irresistível. Antes da queda do Muro adorava Berlim, era mesmo um local único, inesperado, onde criatividade e disponibilidade andavam de mão dada. Depois da queda do Muro fui lá duas vezes e não gostei. A cidade pareceu-me confusa, sem o encanto especial que tinha antes. Parece que agora está outra vez fantástica. Fiquei cheio de vontade de ir lá. Entretanto fui aqui.
No jantar de ontem o meu amigo Vitor disse-me que Berlin está outra vez uma cidade irresistível. Antes da queda do Muro adorava Berlim, era mesmo um local único, inesperado, onde criatividade e disponibilidade andavam de mão dada. Depois da queda do Muro fui lá duas vezes e não gostei. A cidade pareceu-me confusa, sem o encanto especial que tinha antes. Parece que agora está outra vez fantástica. Fiquei cheio de vontade de ir lá. Entretanto fui aqui.
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BERLIN
No jantar de ontem o meu amigo Vitor disse-me que Berlin está outra vez uma cidade irresistível. Antes da queda do Muro adorava Berlim, era mesmo um local único, inesperado, onde criatividade e disponibilidade andavam de mão dada. Depois da queda do Muro fui lá duas vezes e não gostei. A cidade pareceu-me confusa, sem o encanto especial que tinha antes. Parece que agora está outra vez fantástica. Fiquei cheio de vontade de ir lá. Entretanto fui aqui.
No jantar de ontem o meu amigo Vitor disse-me que Berlin está outra vez uma cidade irresistível. Antes da queda do Muro adorava Berlim, era mesmo um local único, inesperado, onde criatividade e disponibilidade andavam de mão dada. Depois da queda do Muro fui lá duas vezes e não gostei. A cidade pareceu-me confusa, sem o encanto especial que tinha antes. Parece que agora está outra vez fantástica. Fiquei cheio de vontade de ir lá. Entretanto fui aqui.
PARA SABER DE ARTE
Um dos meus amigos destes jantares vive para a pintura. É ela o seu universo. Gosta verdadeiramente de descobrir e seguir novos artistas. Ontem ao jantar falou-me deste sítio que vai já para a minha lista de favoritos.
Um dos meus amigos destes jantares vive para a pintura. É ela o seu universo. Gosta verdadeiramente de descobrir e seguir novos artistas. Ontem ao jantar falou-me deste sítio que vai já para a minha lista de favoritos.
JANTAR DE AMIGOS
Mais ou menos uma vez por mês, sem data certa, juntamo-nos à volta de uma mesa, jantar tardio normalmente, e depois ficamos horas a fio a desfiar conversa. O grupo é flutuante, vem quem quer e pode. Somos amigos há anos, alguns de nós conhecemo-nos porque alguém era amigo de alguém. Esta amizade que foi crescendo e que nos une é das coisas boas que a vida nos traz. Umas vezes uns estão na mó de cima, outros em baixo, uma vez uns estão apaixonados, outras vezes há quem esteja mal de amores. Cada vez que nos juntamos é como se tivéssemos acabado de estar juntos ontem mesmo e a conversa retoma sem solavancos. Gosto destes jantares.
Mais ou menos uma vez por mês, sem data certa, juntamo-nos à volta de uma mesa, jantar tardio normalmente, e depois ficamos horas a fio a desfiar conversa. O grupo é flutuante, vem quem quer e pode. Somos amigos há anos, alguns de nós conhecemo-nos porque alguém era amigo de alguém. Esta amizade que foi crescendo e que nos une é das coisas boas que a vida nos traz. Umas vezes uns estão na mó de cima, outros em baixo, uma vez uns estão apaixonados, outras vezes há quem esteja mal de amores. Cada vez que nos juntamos é como se tivéssemos acabado de estar juntos ontem mesmo e a conversa retoma sem solavancos. Gosto destes jantares.
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JANTAR DE AMIGOS
Mais ou menos uma vez por mês, sem data certa, juntamo-nos à volta de uma mesa, jantar tardio normalmente, e depois ficamos horas a fio a desfiar conversa. O grupo é flutuante, vem quem quer e pode. Somos amigos há anos, alguns de nós conhecemo-nos porque alguém era amigo de alguém. Esta amizade que foi crescendo e que nos une é das coisas boas que a vida nos traz. Umas vezes uns estão na mó de cima, outros em baixo, uma vez uns estão apaixonados, outras vezes há quem esteja mal de amores. Cada vez que nos juntamos é como se tivéssemos acabado de estar juntos ontem mesmo e a conversa retoma sem solavancos. Gosto destes jantares.
Mais ou menos uma vez por mês, sem data certa, juntamo-nos à volta de uma mesa, jantar tardio normalmente, e depois ficamos horas a fio a desfiar conversa. O grupo é flutuante, vem quem quer e pode. Somos amigos há anos, alguns de nós conhecemo-nos porque alguém era amigo de alguém. Esta amizade que foi crescendo e que nos une é das coisas boas que a vida nos traz. Umas vezes uns estão na mó de cima, outros em baixo, uma vez uns estão apaixonados, outras vezes há quem esteja mal de amores. Cada vez que nos juntamos é como se tivéssemos acabado de estar juntos ontem mesmo e a conversa retoma sem solavancos. Gosto destes jantares.
novembro 05, 2003
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ILUSÃO
Nem tudo é o que parece. Mesmo o que vem escrito e impresso. E nem sequer aquilo que se vê.
Nem tudo é o que parece. Mesmo o que vem escrito e impresso. E nem sequer aquilo que se vê.
GRANDE GOOGLE
O motor de busca Google tornou-se num fenómeno cultural, transcendendo a sua vertente de mero motor de busca. Agora vai ser contado em bolsa e o The Economist tem um belo artigo sobre o assunto. Excerto: As search engines go, in other words, Google has clearly been a runaway success. Not only is its own site the most popular for search on the web, but it also powers the search engines of major portals, such as Yahoo! and AOL. All told, 75% of referrals to websites now originate from Google's algorithms. That is power.
O motor de busca Google tornou-se num fenómeno cultural, transcendendo a sua vertente de mero motor de busca. Agora vai ser contado em bolsa e o The Economist tem um belo artigo sobre o assunto. Excerto: As search engines go, in other words, Google has clearly been a runaway success. Not only is its own site the most popular for search on the web, but it also powers the search engines of major portals, such as Yahoo! and AOL. All told, 75% of referrals to websites now originate from Google's algorithms. That is power.
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GRANDE GOOGLE
O motor de busca Google tornou-se num fenómeno cultural, transcendendo a sua vertente de mero motor de busca. Agora vai ser contado em bolsa e o The Economist tem um belo artigo sobre o assunto. Excerto: As search engines go, in other words, Google has clearly been a runaway success. Not only is its own site the most popular for search on the web, but it also powers the search engines of major portals, such as Yahoo! and AOL. All told, 75% of referrals to websites now originate from Google's algorithms. That is power.
O motor de busca Google tornou-se num fenómeno cultural, transcendendo a sua vertente de mero motor de busca. Agora vai ser contado em bolsa e o The Economist tem um belo artigo sobre o assunto. Excerto: As search engines go, in other words, Google has clearly been a runaway success. Not only is its own site the most popular for search on the web, but it also powers the search engines of major portals, such as Yahoo! and AOL. All told, 75% of referrals to websites now originate from Google's algorithms. That is power.
15 ANOS
«O Independente» teve o seu primeiro número à venda em Maio, mas começou a ser preparado uns seis meses antes, por volta de Novembro. Não foram seis meses nada fáceis mas foram ricos em experiências. Começou-se numa sala de escritórios temporários alugada ali para os lados do Saldanha, ao princípio acho que pouca gente além dos próprios envolvidos acreditava que dali ía sair um jornal. Quando ele começou a tomar forma muitos deram-lhe vida curta. O tempo - 15 anos - aí está a demonstrar quem tinha razão e quem se enganou. Ontem vi muitas das pessoas de há 15 anos atrás, mas fez-me muita falta ver quem mais me apetecia que ali estivesse, o Miguel Esteves Cardoso, sem o qual nada teria acontecido.
«O Independente» teve o seu primeiro número à venda em Maio, mas começou a ser preparado uns seis meses antes, por volta de Novembro. Não foram seis meses nada fáceis mas foram ricos em experiências. Começou-se numa sala de escritórios temporários alugada ali para os lados do Saldanha, ao princípio acho que pouca gente além dos próprios envolvidos acreditava que dali ía sair um jornal. Quando ele começou a tomar forma muitos deram-lhe vida curta. O tempo - 15 anos - aí está a demonstrar quem tinha razão e quem se enganou. Ontem vi muitas das pessoas de há 15 anos atrás, mas fez-me muita falta ver quem mais me apetecia que ali estivesse, o Miguel Esteves Cardoso, sem o qual nada teria acontecido.
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15 ANOS
«O Independente» teve o seu primeiro número à venda em Maio, mas começou a ser preparado uns seis meses antes, por volta de Novembro. Não foram seis meses nada fáceis mas foram ricos em experiências. Começou-se numa sala de escritórios temporários alugada ali para os lados do Saldanha, ao princípio acho que pouca gente além dos próprios envolvidos acreditava que dali ía sair um jornal. Quando ele começou a tomar forma muitos deram-lhe vida curta. O tempo - 15 anos - aí está a demonstrar quem tinha razão e quem se enganou. Ontem vi muitas das pessoas de há 15 anos atrás, mas fez-me muita falta ver quem mais me apetecia que ali estivesse, o Miguel Esteves Cardoso, sem o qual nada teria acontecido.
«O Independente» teve o seu primeiro número à venda em Maio, mas começou a ser preparado uns seis meses antes, por volta de Novembro. Não foram seis meses nada fáceis mas foram ricos em experiências. Começou-se numa sala de escritórios temporários alugada ali para os lados do Saldanha, ao princípio acho que pouca gente além dos próprios envolvidos acreditava que dali ía sair um jornal. Quando ele começou a tomar forma muitos deram-lhe vida curta. O tempo - 15 anos - aí está a demonstrar quem tinha razão e quem se enganou. Ontem vi muitas das pessoas de há 15 anos atrás, mas fez-me muita falta ver quem mais me apetecia que ali estivesse, o Miguel Esteves Cardoso, sem o qual nada teria acontecido.
novembro 04, 2003
UM EXEMPLO
Os cem anos do Fundo Para a Colecção de Obras Artísticas nacionais, do Reino Unido, dão um bom tema de reflexão. A Spectator traz um belo artigo sobre o asunto. Excerto: From the first, the Fund has adroitly boxed above its weight, not least by masterminding ambitious public appeals to save such outstanding trophies as Velázquez’s ‘Rokeby Venus’ (its first and arguably greatest coup) or the Leonardo Cartoon — the latter campaign drawing over a quarter of a million visitors to see it at the National Gallery in 1962. The Fund has successfully lobbied for increased museum grants, championed free public access to museums, and broadened the debate as to what does, or should, constitute the national heritage.
In an age when prices for major works of art increasingly necessitate funding from a wide range of grant-awarding bodies, a contribution from the Art Fund (as it now calls itself) has kick-started many a major fund-raising appeal. To date, the Fund has supported the acquisition of half a million works of art by some 600 British museums, galleries and historic buildings, 56,000 of them presented as gifts or be-quests. Little wonder that those institutions should have responded so generously to the Fund’s request to borrow many of their greatest and best-loved treasures for its centenary retrospective.
A exposição alusiva à efeméride, intitulada «Saved» e que agrupa obras que o Fundo conseguiu que permancessem no Reino Unido está na Harvard gallery de Londres até 18 de janeiro.
Os cem anos do Fundo Para a Colecção de Obras Artísticas nacionais, do Reino Unido, dão um bom tema de reflexão. A Spectator traz um belo artigo sobre o asunto. Excerto: From the first, the Fund has adroitly boxed above its weight, not least by masterminding ambitious public appeals to save such outstanding trophies as Velázquez’s ‘Rokeby Venus’ (its first and arguably greatest coup) or the Leonardo Cartoon — the latter campaign drawing over a quarter of a million visitors to see it at the National Gallery in 1962. The Fund has successfully lobbied for increased museum grants, championed free public access to museums, and broadened the debate as to what does, or should, constitute the national heritage.
In an age when prices for major works of art increasingly necessitate funding from a wide range of grant-awarding bodies, a contribution from the Art Fund (as it now calls itself) has kick-started many a major fund-raising appeal. To date, the Fund has supported the acquisition of half a million works of art by some 600 British museums, galleries and historic buildings, 56,000 of them presented as gifts or be-quests. Little wonder that those institutions should have responded so generously to the Fund’s request to borrow many of their greatest and best-loved treasures for its centenary retrospective.
A exposição alusiva à efeméride, intitulada «Saved» e que agrupa obras que o Fundo conseguiu que permancessem no Reino Unido está na Harvard gallery de Londres até 18 de janeiro.
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UM EXEMPLO
Os cem anos do Fundo Para a Colecção de Obras Artísticas nacionais, do Reino Unido, dão um bom tema de reflexão. A Spectator traz um belo artigo sobre o asunto. Excerto: From the first, the Fund has adroitly boxed above its weight, not least by masterminding ambitious public appeals to save such outstanding trophies as Velázquez’s ‘Rokeby Venus’ (its first and arguably greatest coup) or the Leonardo Cartoon — the latter campaign drawing over a quarter of a million visitors to see it at the National Gallery in 1962. The Fund has successfully lobbied for increased museum grants, championed free public access to museums, and broadened the debate as to what does, or should, constitute the national heritage.
In an age when prices for major works of art increasingly necessitate funding from a wide range of grant-awarding bodies, a contribution from the Art Fund (as it now calls itself) has kick-started many a major fund-raising appeal. To date, the Fund has supported the acquisition of half a million works of art by some 600 British museums, galleries and historic buildings, 56,000 of them presented as gifts or be-quests. Little wonder that those institutions should have responded so generously to the Fund’s request to borrow many of their greatest and best-loved treasures for its centenary retrospective.
A exposição alusiva à efeméride, intitulada «Saved» e que agrupa obras que o Fundo conseguiu que permancessem no Reino Unido está na Harvard gallery de Londres até 18 de janeiro.
Os cem anos do Fundo Para a Colecção de Obras Artísticas nacionais, do Reino Unido, dão um bom tema de reflexão. A Spectator traz um belo artigo sobre o asunto. Excerto: From the first, the Fund has adroitly boxed above its weight, not least by masterminding ambitious public appeals to save such outstanding trophies as Velázquez’s ‘Rokeby Venus’ (its first and arguably greatest coup) or the Leonardo Cartoon — the latter campaign drawing over a quarter of a million visitors to see it at the National Gallery in 1962. The Fund has successfully lobbied for increased museum grants, championed free public access to museums, and broadened the debate as to what does, or should, constitute the national heritage.
In an age when prices for major works of art increasingly necessitate funding from a wide range of grant-awarding bodies, a contribution from the Art Fund (as it now calls itself) has kick-started many a major fund-raising appeal. To date, the Fund has supported the acquisition of half a million works of art by some 600 British museums, galleries and historic buildings, 56,000 of them presented as gifts or be-quests. Little wonder that those institutions should have responded so generously to the Fund’s request to borrow many of their greatest and best-loved treasures for its centenary retrospective.
A exposição alusiva à efeméride, intitulada «Saved» e que agrupa obras que o Fundo conseguiu que permancessem no Reino Unido está na Harvard gallery de Londres até 18 de janeiro.
DEMOCRACIA ELECTRÓNICA
Os Australianos parecem estar na vanguarda da utilização da votação electrónica, reporta a Wired. Excertos:While critics in the United States grow more concerned each day about the insecurity of electronic voting machines, Australians designed a system two years ago that addressed and eased most of those concerns: They chose to make the software running their system completely open to public scrutiny.
Although a private Australian company designed the system, it was based on specifications set by independent election officials, who posted the code on the Internet for all to see and evaluate. What's more, it was accomplished from concept to product in six months. It went through a trial run in a state election in 2001.
Os Australianos parecem estar na vanguarda da utilização da votação electrónica, reporta a Wired. Excertos:While critics in the United States grow more concerned each day about the insecurity of electronic voting machines, Australians designed a system two years ago that addressed and eased most of those concerns: They chose to make the software running their system completely open to public scrutiny.
Although a private Australian company designed the system, it was based on specifications set by independent election officials, who posted the code on the Internet for all to see and evaluate. What's more, it was accomplished from concept to product in six months. It went through a trial run in a state election in 2001.
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DEMOCRACIA ELECTRÓNICA
Os Australianos parecem estar na vanguarda da utilização da votação electrónica, reporta a Wired. Excertos:While critics in the United States grow more concerned each day about the insecurity of electronic voting machines, Australians designed a system two years ago that addressed and eased most of those concerns: They chose to make the software running their system completely open to public scrutiny.
Although a private Australian company designed the system, it was based on specifications set by independent election officials, who posted the code on the Internet for all to see and evaluate. What's more, it was accomplished from concept to product in six months. It went through a trial run in a state election in 2001.
Os Australianos parecem estar na vanguarda da utilização da votação electrónica, reporta a Wired. Excertos:While critics in the United States grow more concerned each day about the insecurity of electronic voting machines, Australians designed a system two years ago that addressed and eased most of those concerns: They chose to make the software running their system completely open to public scrutiny.
Although a private Australian company designed the system, it was based on specifications set by independent election officials, who posted the code on the Internet for all to see and evaluate. What's more, it was accomplished from concept to product in six months. It went through a trial run in a state election in 2001.
novembro 03, 2003
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FALAR
Do episódio de ontem de «Sex In The City» (citado de memória) : sabemos que se trata de uma relação quando se fala mais de sentimentos do que se faz sexo.
Do episódio de ontem de «Sex In The City» (citado de memória) : sabemos que se trata de uma relação quando se fala mais de sentimentos do que se faz sexo.
novembro 02, 2003
outubro 31, 2003
O NOME
O nome por trás destes diários é o de João Pereira Coutinho. Descubram o que escreve e percebam porque fazia falta poder lê-lo.
O nome por trás destes diários é o de João Pereira Coutinho. Descubram o que escreve e percebam porque fazia falta poder lê-lo.
FINALMENTE
Aí está finalmente o diário que todos queríamos ler. Não percam os links nas colunas laterais. É da melhor leitura que podem encontrar por aí. E não é nada absurda.
Aí está finalmente o diário que todos queríamos ler. Não percam os links nas colunas laterais. É da melhor leitura que podem encontrar por aí. E não é nada absurda.
A ESQUINA IMPRESSA
Como hoje é sexta, a Esquina tem edição no Jornal de Negócios. Excertos:
A justiça e a política são por si só, isoladamente ou em conjunto, os dois maiores factores de risco e desconfiança na sociedade portuguesa. Quando acontece uma coisa destas – que muitos cidadãos desconfiem da política e dos políticos e da justiça e dos magistrados e advogados – caminhamos perigosamente para o descrédito total em dois pilares básicos da sociedade: a participação cívica e o respeito pela Lei. Muito mais que os indicadores de conjuntura económica é isto que me preocupa seriamente.
Agora há muita politiquice e muito comentador mas falta debate político, faltam programas de frente a frente – só a SIC Notícias os tem hoje em dia no universo da televisão. Os debates foram substituídos por comentadores a solo e não tenho a certeza que o público ganhe com isso. De uma assentada só desapareceu o «Flashback» da TSF e o debate Santana Lopes- Sócrates da RTP. Por muitos problemas formais que estes formatos pudessem ter fazem falta espaços de troca de ideias, de confronto saudável, de picardia. Eu gosto de ouvir discutir, argumentar, contra-atacar e não estou certo que os monólogos sejam a melhor solução a médio prazo. Uma coisa é certa: o confronto de opiniões já perdeu. Provavelmente o confronto devia ser fora do espaço dos jornais, devia ser produzido de forma diferente, devia ser mais focado na discussão que no mero comentário, mas é inegável que da forma como as coisas estão a evoluir é o interesse pela coisa política que fica a perder.
Como hoje é sexta, a Esquina tem edição no Jornal de Negócios. Excertos:
A justiça e a política são por si só, isoladamente ou em conjunto, os dois maiores factores de risco e desconfiança na sociedade portuguesa. Quando acontece uma coisa destas – que muitos cidadãos desconfiem da política e dos políticos e da justiça e dos magistrados e advogados – caminhamos perigosamente para o descrédito total em dois pilares básicos da sociedade: a participação cívica e o respeito pela Lei. Muito mais que os indicadores de conjuntura económica é isto que me preocupa seriamente.
Agora há muita politiquice e muito comentador mas falta debate político, faltam programas de frente a frente – só a SIC Notícias os tem hoje em dia no universo da televisão. Os debates foram substituídos por comentadores a solo e não tenho a certeza que o público ganhe com isso. De uma assentada só desapareceu o «Flashback» da TSF e o debate Santana Lopes- Sócrates da RTP. Por muitos problemas formais que estes formatos pudessem ter fazem falta espaços de troca de ideias, de confronto saudável, de picardia. Eu gosto de ouvir discutir, argumentar, contra-atacar e não estou certo que os monólogos sejam a melhor solução a médio prazo. Uma coisa é certa: o confronto de opiniões já perdeu. Provavelmente o confronto devia ser fora do espaço dos jornais, devia ser produzido de forma diferente, devia ser mais focado na discussão que no mero comentário, mas é inegável que da forma como as coisas estão a evoluir é o interesse pela coisa política que fica a perder.
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A ESQUINA IMPRESSA
Como hoje é sexta, a Esquina tem edição no Jornal de Negócios. Excertos:
A justiça e a política são por si só, isoladamente ou em conjunto, os dois maiores factores de risco e desconfiança na sociedade portuguesa. Quando acontece uma coisa destas – que muitos cidadãos desconfiem da política e dos políticos e da justiça e dos magistrados e advogados – caminhamos perigosamente para o descrédito total em dois pilares básicos da sociedade: a participação cívica e o respeito pela Lei. Muito mais que os indicadores de conjuntura económica é isto que me preocupa seriamente.
Agora há muita politiquice e muito comentador mas falta debate político, faltam programas de frente a frente – só a SIC Notícias os tem hoje em dia no universo da televisão. Os debates foram substituídos por comentadores a solo e não tenho a certeza que o público ganhe com isso. De uma assentada só desapareceu o «Flashback» da TSF e o debate Santana Lopes- Sócrates da RTP. Por muitos problemas formais que estes formatos pudessem ter fazem falta espaços de troca de ideias, de confronto saudável, de picardia. Eu gosto de ouvir discutir, argumentar, contra-atacar e não estou certo que os monólogos sejam a melhor solução a médio prazo. Uma coisa é certa: o confronto de opiniões já perdeu. Provavelmente o confronto devia ser fora do espaço dos jornais, devia ser produzido de forma diferente, devia ser mais focado na discussão que no mero comentário, mas é inegável que da forma como as coisas estão a evoluir é o interesse pela coisa política que fica a perder.
Como hoje é sexta, a Esquina tem edição no Jornal de Negócios. Excertos:
A justiça e a política são por si só, isoladamente ou em conjunto, os dois maiores factores de risco e desconfiança na sociedade portuguesa. Quando acontece uma coisa destas – que muitos cidadãos desconfiem da política e dos políticos e da justiça e dos magistrados e advogados – caminhamos perigosamente para o descrédito total em dois pilares básicos da sociedade: a participação cívica e o respeito pela Lei. Muito mais que os indicadores de conjuntura económica é isto que me preocupa seriamente.
Agora há muita politiquice e muito comentador mas falta debate político, faltam programas de frente a frente – só a SIC Notícias os tem hoje em dia no universo da televisão. Os debates foram substituídos por comentadores a solo e não tenho a certeza que o público ganhe com isso. De uma assentada só desapareceu o «Flashback» da TSF e o debate Santana Lopes- Sócrates da RTP. Por muitos problemas formais que estes formatos pudessem ter fazem falta espaços de troca de ideias, de confronto saudável, de picardia. Eu gosto de ouvir discutir, argumentar, contra-atacar e não estou certo que os monólogos sejam a melhor solução a médio prazo. Uma coisa é certa: o confronto de opiniões já perdeu. Provavelmente o confronto devia ser fora do espaço dos jornais, devia ser produzido de forma diferente, devia ser mais focado na discussão que no mero comentário, mas é inegável que da forma como as coisas estão a evoluir é o interesse pela coisa política que fica a perder.
TRABALHO
Há duas circunstâncias em que as pessoas se revelam, para o bem e para o mal: em viagens, onde rapidamente os defeitos e as qualidades saltam ao de cima; e no trabalho, onde o processo é mais lento, mas acaba por se estabelecer. No trabalho percebe-se bem a noção que têm do funcionamento as diversas pessoas. Basicamente há aquelas que se preocupam em avançar, pensar na melhor forma de fazer as coisas, de ultrapassar obstáculos e de atingir objectivos; e há os que vivem na permanente busca de problemas, os que gostam de dificultar, os que dizem não só porque dizer não é a única coisa que sabem fazer bem na vida.
Nos últimos meses encontrei dos dois e tive o gosto de descobrir novas pessoas que são cruciais no avanço dos projectos, que se empenham em encontrar soluções, que mobilizam equipas; claro que também encontrei o verso desta moeda: os que se agarram ao passado, os que não querem mudar e - pior - não querem deixar as organizações mudarem e melhorarem.
O mais curioso de tudo é que até fora das organizações estas pessoas dão nas vistas e são apontadas a dedo. É bom que assim seja.
Há duas circunstâncias em que as pessoas se revelam, para o bem e para o mal: em viagens, onde rapidamente os defeitos e as qualidades saltam ao de cima; e no trabalho, onde o processo é mais lento, mas acaba por se estabelecer. No trabalho percebe-se bem a noção que têm do funcionamento as diversas pessoas. Basicamente há aquelas que se preocupam em avançar, pensar na melhor forma de fazer as coisas, de ultrapassar obstáculos e de atingir objectivos; e há os que vivem na permanente busca de problemas, os que gostam de dificultar, os que dizem não só porque dizer não é a única coisa que sabem fazer bem na vida.
Nos últimos meses encontrei dos dois e tive o gosto de descobrir novas pessoas que são cruciais no avanço dos projectos, que se empenham em encontrar soluções, que mobilizam equipas; claro que também encontrei o verso desta moeda: os que se agarram ao passado, os que não querem mudar e - pior - não querem deixar as organizações mudarem e melhorarem.
O mais curioso de tudo é que até fora das organizações estas pessoas dão nas vistas e são apontadas a dedo. É bom que assim seja.
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TRABALHO
Há duas circunstâncias em que as pessoas se revelam, para o bem e para o mal: em viagens, onde rapidamente os defeitos e as qualidades saltam ao de cima; e no trabalho, onde o processo é mais lento, mas acaba por se estabelecer. No trabalho percebe-se bem a noção que têm do funcionamento as diversas pessoas. Basicamente há aquelas que se preocupam em avançar, pensar na melhor forma de fazer as coisas, de ultrapassar obstáculos e de atingir objectivos; e há os que vivem na permanente busca de problemas, os que gostam de dificultar, os que dizem não só porque dizer não é a única coisa que sabem fazer bem na vida.
Nos últimos meses encontrei dos dois e tive o gosto de descobrir novas pessoas que são cruciais no avanço dos projectos, que se empenham em encontrar soluções, que mobilizam equipas; claro que também encontrei o verso desta moeda: os que se agarram ao passado, os que não querem mudar e - pior - não querem deixar as organizações mudarem e melhorarem.
O mais curioso de tudo é que até fora das organizações estas pessoas dão nas vistas e são apontadas a dedo. É bom que assim seja.
Há duas circunstâncias em que as pessoas se revelam, para o bem e para o mal: em viagens, onde rapidamente os defeitos e as qualidades saltam ao de cima; e no trabalho, onde o processo é mais lento, mas acaba por se estabelecer. No trabalho percebe-se bem a noção que têm do funcionamento as diversas pessoas. Basicamente há aquelas que se preocupam em avançar, pensar na melhor forma de fazer as coisas, de ultrapassar obstáculos e de atingir objectivos; e há os que vivem na permanente busca de problemas, os que gostam de dificultar, os que dizem não só porque dizer não é a única coisa que sabem fazer bem na vida.
Nos últimos meses encontrei dos dois e tive o gosto de descobrir novas pessoas que são cruciais no avanço dos projectos, que se empenham em encontrar soluções, que mobilizam equipas; claro que também encontrei o verso desta moeda: os que se agarram ao passado, os que não querem mudar e - pior - não querem deixar as organizações mudarem e melhorarem.
O mais curioso de tudo é que até fora das organizações estas pessoas dão nas vistas e são apontadas a dedo. É bom que assim seja.
VENTO
A ventania é das coisas que mais detesto. Vivo bem com o frio, volta e meia acho graça à chuva, não gosto demasiado do calor, mas a ventania deixa-me completamente irritado. Se misturarmos o vento com a chuva, então estraga-se tudo. A noite passada foi horrível - adormeço bem com o barulho da chuva, mesmo as trovoadas não me incomodam, mas a a ventania pura e simplesmente não me deixa dormir. Uma seca portanto.
A ventania é das coisas que mais detesto. Vivo bem com o frio, volta e meia acho graça à chuva, não gosto demasiado do calor, mas a ventania deixa-me completamente irritado. Se misturarmos o vento com a chuva, então estraga-se tudo. A noite passada foi horrível - adormeço bem com o barulho da chuva, mesmo as trovoadas não me incomodam, mas a a ventania pura e simplesmente não me deixa dormir. Uma seca portanto.
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VENTO
A ventania é das coisas que mais detesto. Vivo bem com o frio, volta e meia acho graça à chuva, não gosto demasiado do calor, mas a ventania deixa-me completamente irritado. Se misturarmos o vento com a chuva, então estraga-se tudo. A noite passada foi horrível - adormeço bem com o barulho da chuva, mesmo as trovoadas não me incomodam, mas a a ventania pura e simplesmente não me deixa dormir. Uma seca portanto.
A ventania é das coisas que mais detesto. Vivo bem com o frio, volta e meia acho graça à chuva, não gosto demasiado do calor, mas a ventania deixa-me completamente irritado. Se misturarmos o vento com a chuva, então estraga-se tudo. A noite passada foi horrível - adormeço bem com o barulho da chuva, mesmo as trovoadas não me incomodam, mas a a ventania pura e simplesmente não me deixa dormir. Uma seca portanto.
outubro 29, 2003
A ENTREVISTA
O tema do dia é a entrevista do Alberto Gonçalves ao João Pereira Coutinho no Homem A Dias .
O tema do dia é a entrevista do Alberto Gonçalves ao João Pereira Coutinho no Homem A Dias .
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A ENTREVISTA
O tema do dia é a entrevista do Alberto Gonçalves ao João Pereira Coutinho no Homem A Dias .
O tema do dia é a entrevista do Alberto Gonçalves ao João Pereira Coutinho no Homem A Dias .
outubro 28, 2003
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SAMPAIO
Foi talvez a melhor entrevista de Sampaio ao longo dos anos que leva como Presidente. Teve humor, franqueza e bom senso - coisas raras (até em separado, quanto mais em simultâneo) num político no activo.
Foi talvez a melhor entrevista de Sampaio ao longo dos anos que leva como Presidente. Teve humor, franqueza e bom senso - coisas raras (até em separado, quanto mais em simultâneo) num político no activo.
O MEU CHÁ
Todos os dias à noite faço um bule de chá verde, que levo para o escritório no dia seguinte dentro de uma botija de alumínio. Vou-o beberricando, frio, ao longo do dia. É uma antiga rotina que me sabe bem: porque gosto de chá e porque fica toda a gente intrigada sobre a verdadeira natureza do líquido que a minha inseparável botijinha transporta.
À tarde gostaria de um bom darjeeling para repôr os pensamentos em ordem - mas geralmente tenho pouca sorte e raramente alcanço este objectivo. O darjeeling é dos chás pretos que mais gosto, com o seu aroma intenso, o seu travo acentuado. Gosto dele forte.
Nunca ponho açucar no chá - parece-me impensável aliás. Estranho porque no café preciso sempre de um pouco de doce. E café é coisa que, geralmente, só tomo de manhã e a seguir ao almoço.
À noite gosto de rematar o dia com uma infusão de cidreira. É meio caminho andado para uma noite bem passada.
Todos os dias à noite faço um bule de chá verde, que levo para o escritório no dia seguinte dentro de uma botija de alumínio. Vou-o beberricando, frio, ao longo do dia. É uma antiga rotina que me sabe bem: porque gosto de chá e porque fica toda a gente intrigada sobre a verdadeira natureza do líquido que a minha inseparável botijinha transporta.
À tarde gostaria de um bom darjeeling para repôr os pensamentos em ordem - mas geralmente tenho pouca sorte e raramente alcanço este objectivo. O darjeeling é dos chás pretos que mais gosto, com o seu aroma intenso, o seu travo acentuado. Gosto dele forte.
Nunca ponho açucar no chá - parece-me impensável aliás. Estranho porque no café preciso sempre de um pouco de doce. E café é coisa que, geralmente, só tomo de manhã e a seguir ao almoço.
À noite gosto de rematar o dia com uma infusão de cidreira. É meio caminho andado para uma noite bem passada.
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O MEU CHÁ
Todos os dias à noite faço um bule de chá verde, que levo para o escritório no dia seguinte dentro de uma botija de alumínio. Vou-o beberricando, frio, ao longo do dia. É uma antiga rotina que me sabe bem: porque gosto de chá e porque fica toda a gente intrigada sobre a verdadeira natureza do líquido que a minha inseparável botijinha transporta.
À tarde gostaria de um bom darjeeling para repôr os pensamentos em ordem - mas geralmente tenho pouca sorte e raramente alcanço este objectivo. O darjeeling é dos chás pretos que mais gosto, com o seu aroma intenso, o seu travo acentuado. Gosto dele forte.
Nunca ponho açucar no chá - parece-me impensável aliás. Estranho porque no café preciso sempre de um pouco de doce. E café é coisa que, geralmente, só tomo de manhã e a seguir ao almoço.
À noite gosto de rematar o dia com uma infusão de cidreira. É meio caminho andado para uma noite bem passada.
Todos os dias à noite faço um bule de chá verde, que levo para o escritório no dia seguinte dentro de uma botija de alumínio. Vou-o beberricando, frio, ao longo do dia. É uma antiga rotina que me sabe bem: porque gosto de chá e porque fica toda a gente intrigada sobre a verdadeira natureza do líquido que a minha inseparável botijinha transporta.
À tarde gostaria de um bom darjeeling para repôr os pensamentos em ordem - mas geralmente tenho pouca sorte e raramente alcanço este objectivo. O darjeeling é dos chás pretos que mais gosto, com o seu aroma intenso, o seu travo acentuado. Gosto dele forte.
Nunca ponho açucar no chá - parece-me impensável aliás. Estranho porque no café preciso sempre de um pouco de doce. E café é coisa que, geralmente, só tomo de manhã e a seguir ao almoço.
À noite gosto de rematar o dia com uma infusão de cidreira. É meio caminho andado para uma noite bem passada.
JULGAMENTO
Para além do carnaval mediático, hoje é um dia importante. Podem surgir as primeiras pistas sobre a seriedade da investigação e sobre a vontade em levar a justiça para primeiro plano. O meu único desejo é que a culpa não morra solteira e que depois de tanto alarde e tanta pressão as vítimas não sejam transformadas em relíquias processuais.
Para além do carnaval mediático, hoje é um dia importante. Podem surgir as primeiras pistas sobre a seriedade da investigação e sobre a vontade em levar a justiça para primeiro plano. O meu único desejo é que a culpa não morra solteira e que depois de tanto alarde e tanta pressão as vítimas não sejam transformadas em relíquias processuais.
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JULGAMENTO
Para além do carnaval mediático, hoje é um dia importante. Podem surgir as primeiras pistas sobre a seriedade da investigação e sobre a vontade em levar a justiça para primeiro plano. O meu único desejo é que a culpa não morra solteira e que depois de tanto alarde e tanta pressão as vítimas não sejam transformadas em relíquias processuais.
Para além do carnaval mediático, hoje é um dia importante. Podem surgir as primeiras pistas sobre a seriedade da investigação e sobre a vontade em levar a justiça para primeiro plano. O meu único desejo é que a culpa não morra solteira e que depois de tanto alarde e tanta pressão as vítimas não sejam transformadas em relíquias processuais.
outubro 27, 2003
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O NOME É TUDO
Na Biblioteca Nacional abriu uma exposição que apetece ir ver só pelo nome: «Antes das Playstations, 200 anos de romance de aventuras em Portugal». Está até 24 de janeiro, de 2ª a sexta entre as 10 e as 19 horas e sábados das 10 ás 17. Força espadachins!
Na Biblioteca Nacional abriu uma exposição que apetece ir ver só pelo nome: «Antes das Playstations, 200 anos de romance de aventuras em Portugal». Está até 24 de janeiro, de 2ª a sexta entre as 10 e as 19 horas e sábados das 10 ás 17. Força espadachins!
outubro 24, 2003
A ESQUINA IMPRESSA
Porque hoje é sexta feira, é dia d'A Esquina aparecer impressa no «Jornal de Negócios»-
Excertos:
Dediquei o meu fim de semana a ler dois livros: «Confissões de Um Director de Jornal» e «The Mammoth Book Of Journalism». O primeiro, cómico, é editado pela Dom Quixote e relata as memórias de certa fase da vida de José António Saraiva como director do «Expresso». O outro, coisa séria, é uma colectânea de textos de grandes jornalistas, seleccionados e editados por Jon E. Lewis e publicados pela Robinson.
Vale a pena aqui dizer que eu próprio integrei a redacção do «Expresso» e participei nas animadas reuniões de segunda-feira à hora de almoço em que Vicente Jorge Silva ironizava, brilhantemente, sobre o primeiro caderno, enquanto o autor do livro ora publicado escarnecia com desdém, e sem rasgo, das preocupações da «Revista», que então dava os primeiros passos, ainda integralmente em papel de jornal.
ao longo das suas 550 páginas «The Mammoth Book Of Journalism» publica reportagens que ficaram na História, desde o relato da morte pela guilhotina de um homem, em Roma, ocorrido em 1845, escrito por Charles Dickens, até uma actualíssima reportagem de um bombardeamento a Bagdade em 2003, feito por Robert Fisk. Pelo meio ficam os históricos relatos da Convenção Republicana de 1972 por Hunter S. Thomson, o texto de Gore Vidal sobre a experiência de um americano na Mongólia em 1982 e ainda um retrato de Spielberg feito por Martin Amis no mesmo ano. Espalhadas pelas páginas do livro estão reportagens e relatos de George Orwell, Ernest Hemingway, Mark Twain, Winston Churchill, Jack London, John dos Passos, Dorothy Parker, John Reed, John Steinbek, Tom Wolfe ou James Cameron. Esta é daquelas leituras que falta a muita gente – para ao menos quando falam sobre jornalismo e comunicação poderem ter uma ideia sobre a essência daquilo que dizem.
Porque hoje é sexta feira, é dia d'A Esquina aparecer impressa no «Jornal de Negócios»-
Excertos:
Dediquei o meu fim de semana a ler dois livros: «Confissões de Um Director de Jornal» e «The Mammoth Book Of Journalism». O primeiro, cómico, é editado pela Dom Quixote e relata as memórias de certa fase da vida de José António Saraiva como director do «Expresso». O outro, coisa séria, é uma colectânea de textos de grandes jornalistas, seleccionados e editados por Jon E. Lewis e publicados pela Robinson.
Vale a pena aqui dizer que eu próprio integrei a redacção do «Expresso» e participei nas animadas reuniões de segunda-feira à hora de almoço em que Vicente Jorge Silva ironizava, brilhantemente, sobre o primeiro caderno, enquanto o autor do livro ora publicado escarnecia com desdém, e sem rasgo, das preocupações da «Revista», que então dava os primeiros passos, ainda integralmente em papel de jornal.
ao longo das suas 550 páginas «The Mammoth Book Of Journalism» publica reportagens que ficaram na História, desde o relato da morte pela guilhotina de um homem, em Roma, ocorrido em 1845, escrito por Charles Dickens, até uma actualíssima reportagem de um bombardeamento a Bagdade em 2003, feito por Robert Fisk. Pelo meio ficam os históricos relatos da Convenção Republicana de 1972 por Hunter S. Thomson, o texto de Gore Vidal sobre a experiência de um americano na Mongólia em 1982 e ainda um retrato de Spielberg feito por Martin Amis no mesmo ano. Espalhadas pelas páginas do livro estão reportagens e relatos de George Orwell, Ernest Hemingway, Mark Twain, Winston Churchill, Jack London, John dos Passos, Dorothy Parker, John Reed, John Steinbek, Tom Wolfe ou James Cameron. Esta é daquelas leituras que falta a muita gente – para ao menos quando falam sobre jornalismo e comunicação poderem ter uma ideia sobre a essência daquilo que dizem.
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A ESQUINA IMPRESSA
Porque hoje é sexta feira, é dia d'A Esquina aparecer impressa no «Jornal de Negócios»-
Excertos:
Dediquei o meu fim de semana a ler dois livros: «Confissões de Um Director de Jornal» e «The Mammoth Book Of Journalism». O primeiro, cómico, é editado pela Dom Quixote e relata as memórias de certa fase da vida de José António Saraiva como director do «Expresso». O outro, coisa séria, é uma colectânea de textos de grandes jornalistas, seleccionados e editados por Jon E. Lewis e publicados pela Robinson.
Vale a pena aqui dizer que eu próprio integrei a redacção do «Expresso» e participei nas animadas reuniões de segunda-feira à hora de almoço em que Vicente Jorge Silva ironizava, brilhantemente, sobre o primeiro caderno, enquanto o autor do livro ora publicado escarnecia com desdém, e sem rasgo, das preocupações da «Revista», que então dava os primeiros passos, ainda integralmente em papel de jornal.
ao longo das suas 550 páginas «The Mammoth Book Of Journalism» publica reportagens que ficaram na História, desde o relato da morte pela guilhotina de um homem, em Roma, ocorrido em 1845, escrito por Charles Dickens, até uma actualíssima reportagem de um bombardeamento a Bagdade em 2003, feito por Robert Fisk. Pelo meio ficam os históricos relatos da Convenção Republicana de 1972 por Hunter S. Thomson, o texto de Gore Vidal sobre a experiência de um americano na Mongólia em 1982 e ainda um retrato de Spielberg feito por Martin Amis no mesmo ano. Espalhadas pelas páginas do livro estão reportagens e relatos de George Orwell, Ernest Hemingway, Mark Twain, Winston Churchill, Jack London, John dos Passos, Dorothy Parker, John Reed, John Steinbek, Tom Wolfe ou James Cameron. Esta é daquelas leituras que falta a muita gente – para ao menos quando falam sobre jornalismo e comunicação poderem ter uma ideia sobre a essência daquilo que dizem.
Porque hoje é sexta feira, é dia d'A Esquina aparecer impressa no «Jornal de Negócios»-
Excertos:
Dediquei o meu fim de semana a ler dois livros: «Confissões de Um Director de Jornal» e «The Mammoth Book Of Journalism». O primeiro, cómico, é editado pela Dom Quixote e relata as memórias de certa fase da vida de José António Saraiva como director do «Expresso». O outro, coisa séria, é uma colectânea de textos de grandes jornalistas, seleccionados e editados por Jon E. Lewis e publicados pela Robinson.
Vale a pena aqui dizer que eu próprio integrei a redacção do «Expresso» e participei nas animadas reuniões de segunda-feira à hora de almoço em que Vicente Jorge Silva ironizava, brilhantemente, sobre o primeiro caderno, enquanto o autor do livro ora publicado escarnecia com desdém, e sem rasgo, das preocupações da «Revista», que então dava os primeiros passos, ainda integralmente em papel de jornal.
ao longo das suas 550 páginas «The Mammoth Book Of Journalism» publica reportagens que ficaram na História, desde o relato da morte pela guilhotina de um homem, em Roma, ocorrido em 1845, escrito por Charles Dickens, até uma actualíssima reportagem de um bombardeamento a Bagdade em 2003, feito por Robert Fisk. Pelo meio ficam os históricos relatos da Convenção Republicana de 1972 por Hunter S. Thomson, o texto de Gore Vidal sobre a experiência de um americano na Mongólia em 1982 e ainda um retrato de Spielberg feito por Martin Amis no mesmo ano. Espalhadas pelas páginas do livro estão reportagens e relatos de George Orwell, Ernest Hemingway, Mark Twain, Winston Churchill, Jack London, John dos Passos, Dorothy Parker, John Reed, John Steinbek, Tom Wolfe ou James Cameron. Esta é daquelas leituras que falta a muita gente – para ao menos quando falam sobre jornalismo e comunicação poderem ter uma ideia sobre a essência daquilo que dizem.
INDEPENDÊNCIA
Excerto da minha coluna de hoje em »O Independente»
...O facto de cada um de nós ter uma posição própria deve levar a ser ainda mais cuidadoso a garantir a respectiva independência na vida profissional, nas posições que toma. Todos temos o direito a ter opções políticas, a ter posições críticas, a pensar pela nossa cabeça. E é bom que aqueles que de alguma forma têm vida pública sejam conhecidos por aquilo que pensam e não sejam hipócritas ao ponto de considerar que a independência é a ausência de posição.
Em Portugal, infelizmente, são aqueles que não pensam «de esquerda», que são mais acusados de não serem independentes. É como se a independência fosse conciliável com uma filiação ideológica de esquerda, mas incompatível com uma de direita.
Excerto da minha coluna de hoje em »O Independente»
...O facto de cada um de nós ter uma posição própria deve levar a ser ainda mais cuidadoso a garantir a respectiva independência na vida profissional, nas posições que toma. Todos temos o direito a ter opções políticas, a ter posições críticas, a pensar pela nossa cabeça. E é bom que aqueles que de alguma forma têm vida pública sejam conhecidos por aquilo que pensam e não sejam hipócritas ao ponto de considerar que a independência é a ausência de posição.
Em Portugal, infelizmente, são aqueles que não pensam «de esquerda», que são mais acusados de não serem independentes. É como se a independência fosse conciliável com uma filiação ideológica de esquerda, mas incompatível com uma de direita.
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INDEPENDÊNCIA
Excerto da minha coluna de hoje em »O Independente»
...O facto de cada um de nós ter uma posição própria deve levar a ser ainda mais cuidadoso a garantir a respectiva independência na vida profissional, nas posições que toma. Todos temos o direito a ter opções políticas, a ter posições críticas, a pensar pela nossa cabeça. E é bom que aqueles que de alguma forma têm vida pública sejam conhecidos por aquilo que pensam e não sejam hipócritas ao ponto de considerar que a independência é a ausência de posição.
Em Portugal, infelizmente, são aqueles que não pensam «de esquerda», que são mais acusados de não serem independentes. É como se a independência fosse conciliável com uma filiação ideológica de esquerda, mas incompatível com uma de direita.
Excerto da minha coluna de hoje em »O Independente»
...O facto de cada um de nós ter uma posição própria deve levar a ser ainda mais cuidadoso a garantir a respectiva independência na vida profissional, nas posições que toma. Todos temos o direito a ter opções políticas, a ter posições críticas, a pensar pela nossa cabeça. E é bom que aqueles que de alguma forma têm vida pública sejam conhecidos por aquilo que pensam e não sejam hipócritas ao ponto de considerar que a independência é a ausência de posição.
Em Portugal, infelizmente, são aqueles que não pensam «de esquerda», que são mais acusados de não serem independentes. É como se a independência fosse conciliável com uma filiação ideológica de esquerda, mas incompatível com uma de direita.
outubro 23, 2003
REFEIÇÕES
Almocei sózinho - que é uma coisa que gosto de fazer - e estive com um velho amigo noite fora, na conversa vadia - de projectos a rock, passando por Tintin, houve de tudo. Apareceram pelo meio amigos dos dois, mas ficámos ambos no parlapié um com o outro. É isto que mais me descansa quando estou muito cansado: sair da rotina e reganhar uma conversa de amizade - pura, sem outras intenções. Uma pessoa farta-se de falsidades, não é?
Almocei sózinho - que é uma coisa que gosto de fazer - e estive com um velho amigo noite fora, na conversa vadia - de projectos a rock, passando por Tintin, houve de tudo. Apareceram pelo meio amigos dos dois, mas ficámos ambos no parlapié um com o outro. É isto que mais me descansa quando estou muito cansado: sair da rotina e reganhar uma conversa de amizade - pura, sem outras intenções. Uma pessoa farta-se de falsidades, não é?
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REFEIÇÕES
Almocei sózinho - que é uma coisa que gosto de fazer - e estive com um velho amigo noite fora, na conversa vadia - de projectos a rock, passando por Tintin, houve de tudo. Apareceram pelo meio amigos dos dois, mas ficámos ambos no parlapié um com o outro. É isto que mais me descansa quando estou muito cansado: sair da rotina e reganhar uma conversa de amizade - pura, sem outras intenções. Uma pessoa farta-se de falsidades, não é?
Almocei sózinho - que é uma coisa que gosto de fazer - e estive com um velho amigo noite fora, na conversa vadia - de projectos a rock, passando por Tintin, houve de tudo. Apareceram pelo meio amigos dos dois, mas ficámos ambos no parlapié um com o outro. É isto que mais me descansa quando estou muito cansado: sair da rotina e reganhar uma conversa de amizade - pura, sem outras intenções. Uma pessoa farta-se de falsidades, não é?
outubro 22, 2003
O PAUZINHO NA ENGRENAGEM - 2
Vou fazer como nos filmes:« Não existe qualquer semelhança entre a história relatada e a realidade, todos os personagens são fictícios».
Dito isto, um outro capítulo do meu livro que há-de vir poderia começar assim:
Na minha suave inocência achava que as Secretarias Gerais das empresas serviam para optimizar processos, para ajudar a resolver problemas rapidamente, para serem alavancas do cumprimento dos objectivos estratégicos. Já tinha ouvido dizer que havia quem as considerasse centros de poder próprio cujo exercício servia para pôr em causa decisões, impedir concretizações, dificultar operações. Ontem mesmo percebi como podem ser também medíocres testemunhos de raiva e impotência, mesquinhas bandeiras de resistência à mudança, instrumentos desajeitados de pura incompetência e de falta de capacidade de raciocínio.
Vou fazer como nos filmes:« Não existe qualquer semelhança entre a história relatada e a realidade, todos os personagens são fictícios».
Dito isto, um outro capítulo do meu livro que há-de vir poderia começar assim:
Na minha suave inocência achava que as Secretarias Gerais das empresas serviam para optimizar processos, para ajudar a resolver problemas rapidamente, para serem alavancas do cumprimento dos objectivos estratégicos. Já tinha ouvido dizer que havia quem as considerasse centros de poder próprio cujo exercício servia para pôr em causa decisões, impedir concretizações, dificultar operações. Ontem mesmo percebi como podem ser também medíocres testemunhos de raiva e impotência, mesquinhas bandeiras de resistência à mudança, instrumentos desajeitados de pura incompetência e de falta de capacidade de raciocínio.
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O PAUZINHO NA ENGRENAGEM - 2
Vou fazer como nos filmes:« Não existe qualquer semelhança entre a história relatada e a realidade, todos os personagens são fictícios».
Dito isto, um outro capítulo do meu livro que há-de vir poderia começar assim:
Na minha suave inocência achava que as Secretarias Gerais das empresas serviam para optimizar processos, para ajudar a resolver problemas rapidamente, para serem alavancas do cumprimento dos objectivos estratégicos. Já tinha ouvido dizer que havia quem as considerasse centros de poder próprio cujo exercício servia para pôr em causa decisões, impedir concretizações, dificultar operações. Ontem mesmo percebi como podem ser também medíocres testemunhos de raiva e impotência, mesquinhas bandeiras de resistência à mudança, instrumentos desajeitados de pura incompetência e de falta de capacidade de raciocínio.
Vou fazer como nos filmes:« Não existe qualquer semelhança entre a história relatada e a realidade, todos os personagens são fictícios».
Dito isto, um outro capítulo do meu livro que há-de vir poderia começar assim:
Na minha suave inocência achava que as Secretarias Gerais das empresas serviam para optimizar processos, para ajudar a resolver problemas rapidamente, para serem alavancas do cumprimento dos objectivos estratégicos. Já tinha ouvido dizer que havia quem as considerasse centros de poder próprio cujo exercício servia para pôr em causa decisões, impedir concretizações, dificultar operações. Ontem mesmo percebi como podem ser também medíocres testemunhos de raiva e impotência, mesquinhas bandeiras de resistência à mudança, instrumentos desajeitados de pura incompetência e de falta de capacidade de raciocínio.
GASOLINA
Gosto de meter gasolina à noite. Não gosto de abastecer combustível no meio da confusão do trânsito matinal. À noite tudo é mais rápido. Abasteço quase sempre na mesma bomba, em Campo de Ourique, que fica aberta toda a noite - uma das poucas que restam em Lisboa. Venho de lá agora. Hoje reparei outra vez que a partir de certa hora aquilo torna-se numa tertúlia: há um pessoal a beber umas super bocks pela garrafa, um pessoal a fumar uns cigarros, o empregado de turno à bomba a dar dois dedos de conversa aqui e ali. Enquanto pago fico a ouvir as conversas, a ver a solidão, dou comigo a perceber como aquela deve ser muitas vezes a mais saborosa cerveja que se pode beber.
Gosto de meter gasolina à noite. Não gosto de abastecer combustível no meio da confusão do trânsito matinal. À noite tudo é mais rápido. Abasteço quase sempre na mesma bomba, em Campo de Ourique, que fica aberta toda a noite - uma das poucas que restam em Lisboa. Venho de lá agora. Hoje reparei outra vez que a partir de certa hora aquilo torna-se numa tertúlia: há um pessoal a beber umas super bocks pela garrafa, um pessoal a fumar uns cigarros, o empregado de turno à bomba a dar dois dedos de conversa aqui e ali. Enquanto pago fico a ouvir as conversas, a ver a solidão, dou comigo a perceber como aquela deve ser muitas vezes a mais saborosa cerveja que se pode beber.
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GASOLINA
Gosto de meter gasolina à noite. Não gosto de abastecer combustível no meio da confusão do trânsito matinal. À noite tudo é mais rápido. Abasteço quase sempre na mesma bomba, em Campo de Ourique, que fica aberta toda a noite - uma das poucas que restam em Lisboa. Venho de lá agora. Hoje reparei outra vez que a partir de certa hora aquilo torna-se numa tertúlia: há um pessoal a beber umas super bocks pela garrafa, um pessoal a fumar uns cigarros, o empregado de turno à bomba a dar dois dedos de conversa aqui e ali. Enquanto pago fico a ouvir as conversas, a ver a solidão, dou comigo a perceber como aquela deve ser muitas vezes a mais saborosa cerveja que se pode beber.
Gosto de meter gasolina à noite. Não gosto de abastecer combustível no meio da confusão do trânsito matinal. À noite tudo é mais rápido. Abasteço quase sempre na mesma bomba, em Campo de Ourique, que fica aberta toda a noite - uma das poucas que restam em Lisboa. Venho de lá agora. Hoje reparei outra vez que a partir de certa hora aquilo torna-se numa tertúlia: há um pessoal a beber umas super bocks pela garrafa, um pessoal a fumar uns cigarros, o empregado de turno à bomba a dar dois dedos de conversa aqui e ali. Enquanto pago fico a ouvir as conversas, a ver a solidão, dou comigo a perceber como aquela deve ser muitas vezes a mais saborosa cerveja que se pode beber.
outubro 20, 2003
O PAUZINHO NA ENGRENAGEM - 1
Estou a recolher apontamentos para escrever o meu primeiro livro. Há-de chamar-se «O Pauzinho na Engrenagem» e contará a história de como é possível parar um projecto sem fazer quase nada para isso. Basta ir dizendo que sim num dia, noutro dizendo que não, semeando umas armadilhas, parando uns papéis, cumprindo a burocracia à risca, fazendo por tornar difícil o que podia ser fácil. Há quem tenha feito uma carreira nestes expedientes.
Estou a recolher apontamentos para escrever o meu primeiro livro. Há-de chamar-se «O Pauzinho na Engrenagem» e contará a história de como é possível parar um projecto sem fazer quase nada para isso. Basta ir dizendo que sim num dia, noutro dizendo que não, semeando umas armadilhas, parando uns papéis, cumprindo a burocracia à risca, fazendo por tornar difícil o que podia ser fácil. Há quem tenha feito uma carreira nestes expedientes.
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O PAUZINHO NA ENGRENAGEM - 1
Estou a recolher apontamentos para escrever o meu primeiro livro. Há-de chamar-se «O Pauzinho na Engrenagem» e contará a história de como é possível parar um projecto sem fazer quase nada para isso. Basta ir dizendo que sim num dia, noutro dizendo que não, semeando umas armadilhas, parando uns papéis, cumprindo a burocracia à risca, fazendo por tornar difícil o que podia ser fácil. Há quem tenha feito uma carreira nestes expedientes.
Estou a recolher apontamentos para escrever o meu primeiro livro. Há-de chamar-se «O Pauzinho na Engrenagem» e contará a história de como é possível parar um projecto sem fazer quase nada para isso. Basta ir dizendo que sim num dia, noutro dizendo que não, semeando umas armadilhas, parando uns papéis, cumprindo a burocracia à risca, fazendo por tornar difícil o que podia ser fácil. Há quem tenha feito uma carreira nestes expedientes.
UM PAÍS MELHOR
Gostava mesmo de ter um país melhor. Onde as reformas se consigam concretizar. Onde se consiga trabalhar, onde as pessoas tenham bom nível de vida e se consigam realizar. Onde o sistema político funcione sem ser em clima de conspiração permanente, onde os partidos sejam expressões de organização colectiva e não arregimentações de interesses particulares. Ouvi o Eng. Henrique Neto na SIC e pensei que temos muito em comum. Se pessoas como ele fossem mais activas na política talvez pudéssemos ter um país melhor mais depressa.
Gostava mesmo de ter um país melhor. Onde as reformas se consigam concretizar. Onde se consiga trabalhar, onde as pessoas tenham bom nível de vida e se consigam realizar. Onde o sistema político funcione sem ser em clima de conspiração permanente, onde os partidos sejam expressões de organização colectiva e não arregimentações de interesses particulares. Ouvi o Eng. Henrique Neto na SIC e pensei que temos muito em comum. Se pessoas como ele fossem mais activas na política talvez pudéssemos ter um país melhor mais depressa.
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UM PAÍS MELHOR
Gostava mesmo de ter um país melhor. Onde as reformas se consigam concretizar. Onde se consiga trabalhar, onde as pessoas tenham bom nível de vida e se consigam realizar. Onde o sistema político funcione sem ser em clima de conspiração permanente, onde os partidos sejam expressões de organização colectiva e não arregimentações de interesses particulares. Ouvi o Eng. Henrique Neto na SIC e pensei que temos muito em comum. Se pessoas como ele fossem mais activas na política talvez pudéssemos ter um país melhor mais depressa.
Gostava mesmo de ter um país melhor. Onde as reformas se consigam concretizar. Onde se consiga trabalhar, onde as pessoas tenham bom nível de vida e se consigam realizar. Onde o sistema político funcione sem ser em clima de conspiração permanente, onde os partidos sejam expressões de organização colectiva e não arregimentações de interesses particulares. Ouvi o Eng. Henrique Neto na SIC e pensei que temos muito em comum. Se pessoas como ele fossem mais activas na política talvez pudéssemos ter um país melhor mais depressa.
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