ARCO DA VELHA - Agentes da PSP de Lisboa estão a ser investigados suspeitos de terem criado empresas para lavarem dinheiro associado ao tráfico de droga.
SEMANADA - Famílias que deixaram de pagar crédito da casa dispararam 450% em 2011; 117 autarcas em fim de mandato não excluem candidatar-se a outra câmara para continuarem na actividade de presidente da câmara; passaram 20 anos sobre o Tratado de Maastricht, que criou o euro; a Europa está a ver-se grega para manter o euro; o Primeiro Ministro anunciou que não haveria tolerância de ponto no Carnaval e foi rapidamente contrariado por Rui Rio, António Costa e Alberto João Jardim, entre outros; Pedro Passos Coelho defendeu que «devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas e ter pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender».
VER – Duas sugestões absolutamente gratuitas para estes tempos de crise: no espaço BES Arte & Finança, no Marquês do Pombal, a exposição “Políptico”, que faz uma evocação fotográfica dos painéis de São Vicente. Destaque para os retratos de Pierre Gonnord, para as paisagens deformadas de Cristina Lucas, para a visão de José Maçãs de Carvalho e para a série “A Conspiração das Pintoras Portuguesas”, de Carmel Garcia; a segunda exposição; a segunda exposição está na nova galeria Bloco 103, na Rua Rodrigo da Fonseca 103 B, frente ao Hotel Ritz e que apresenta trabalhos de Rosa Reis (sobre o edifício da Fundação Champalimaud) e de Susana Paiva que procura instantes decisivos a partir de paisagens urbanas, com uma notável utilização da luz e da cor.
LER – Deixei de ver a edição em papel da “Wired” e passei a comprar e a ler a edição para iPad. Ouso dizer que com as remodelação efectuada em Janeiro, a “Wired” deu um salto em frente e posicionou-se como uma referência absoluta nas novas formas de edição electrónica. Já não faz sentido, no caso da “Wired”, ler a edição em papel – os conteúdos criados para a edição em iPad são tão bons que já seria impensável ignorá-los. E tudo isto mais barato, menos de metade do preço que custa a edição em papel em Portugal.
OUVIR – E então que tal é «Old Ideas», o novo álbum de Leonard Cohen? – Pois não é tão bom como o pintam, mas merece ser ouvido e guardado, o que é mais do que se pode dizer da maior parte da produção discográfica contemporânea. Como Miguel Esteves Cardoso bem observou há uma canção genial, “Different Sides”, por sinal a última do CD, e meia dúzia de boas canções – sendo que como o disco tem dez temas há três que não são de todo interessantes: “Show Me The Place”, “Banjo” e “Come Healing”. A produção tenta engenhosamente tornear a idade da voz de Cohen com recurso, às vezes em excesso, a coros femininos. Mas vale a pena reter a maioria das canções, os poemas e a inteligência deste disco. Cohen tem 77 anos e manter esta dose de diversidade criativa é obra.
PROVAR – No início da existência do restaurante «Pedro e o Lobo» fiquei com muito má impressão do atendimento e da forma como os clientes era persuadidos a sentirem-se indesejáveis. Durante anos não voltei a pôr lá os pés até que voz amiga me disse que as coisas tinham mudado. Pois então é verdade – o serviço é agora simpático e na refeição tudo corre bem (a página do restaurante no Facebook até salienta que clientes sem reserva são bem-vindos). Com propostas diferentes ao almoço e ao jantar nos dias da semana, a equipa da cozinha cumpre com distinção. Os mais afoitos podem seguir um menu degustação, mas as propostas da carta à noite são bem conseguidas – desde uma pescada glacê a um rabo de boi. Como o dia dos namorados está à porta vale a pena dizer que a sala é adequada para encontros românticos. Garrafeira simpática, vinhos a copo bem escolhidos. Rua do Salitre 169, telefone 211 933 719.
BACK TO BASICS - «Os dias prósperos não vêm por acaso. Nascem de muita fadiga e muitos intervalos de desalento» - Camilo Castelo Branco
(Publicado no Jornal de Negócios do dia 10 de Fevereiro)