VIVA O MNAA!
A equipa do Museu Nacional de Arte Antiga está de parabéns: grande exposição (95 peças da Colecção Rau) de mestres da pintura europeia, muito bem apresentada, grande festa, grande noite. Boa música, bares a funcionar, uma belíssima mistura de públicos, tudo o que esteve a cargo da equipa do Museu correu sobre rodas. Dalila Rodrigues - a Directora do MNAA - está de parabéns. É a melhor exposição a visitar Lisboa desde há uns bons anos. Absolutamente imperdível - todos às Janelas Verdes até 17 de Setembro!
(Só foi pena a polícia municipal ser tão intolerante e estúpida -mas para que serve a polícia municipal para além de garantir estacionamento aos dignatários camarários, alguém me diz?)
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
maio 19, 2006
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VIVA O MNAA!
A equipa do Museu Nacional de Arte Antiga está de parabéns: grande exposição (95 peças da Colecção Rau) de mestres da pintura europeia, muito bem apresentada, grande festa, grande noite. Boa música, bares a funcionar, uma belíssima mistura de públicos, tudo o que esteve a cargo da equipa do Museu correu sobre rodas. Dalila Rodrigues - a Directora do MNAA - está de parabéns. É a melhor exposição a visitar Lisboa desde há uns bons anos. Absolutamente imperdível - todos às Janelas Verdes até 17 de Setembro!
(Só foi pena a polícia municipal ser tão intolerante e estúpida -mas para que serve a polícia municipal para além de garantir estacionamento aos dignatários camarários, alguém me diz?)
A equipa do Museu Nacional de Arte Antiga está de parabéns: grande exposição (95 peças da Colecção Rau) de mestres da pintura europeia, muito bem apresentada, grande festa, grande noite. Boa música, bares a funcionar, uma belíssima mistura de públicos, tudo o que esteve a cargo da equipa do Museu correu sobre rodas. Dalila Rodrigues - a Directora do MNAA - está de parabéns. É a melhor exposição a visitar Lisboa desde há uns bons anos. Absolutamente imperdível - todos às Janelas Verdes até 17 de Setembro!
(Só foi pena a polícia municipal ser tão intolerante e estúpida -mas para que serve a polícia municipal para além de garantir estacionamento aos dignatários camarários, alguém me diz?)
maio 18, 2006
O SONHO EUROPEU
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
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O SONHO EUROPEU
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
Um velho amigo meu, céptico militante e lúcido impenitente, dizia ontem: «Na Europa as pessoas não olham para as artroses, preferem disfarçar e pintar o cabelo de louro e querem andar de skate como se fossem jovens norte-americanos - o sonho europeu dos últimos anos resume-se a isto».
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OTA...
Leio nos jornais que afinal já não é assim tão certo que se faça já o novo aeroporto e que, talvez, se possa ainda estudar outra localização. É nestes momentos que sinto um formigueirozito no pé...
Leio nos jornais que afinal já não é assim tão certo que se faça já o novo aeroporto e que, talvez, se possa ainda estudar outra localização. É nestes momentos que sinto um formigueirozito no pé...
maio 17, 2006
BLOG-CONGRESSO
Rodrigo Moita de Deus é um dos autores do «Manifesto da Culpa dos Outros», um imperdível documento sobre o PSD, dirigido ao seu Congresso, que pode ser lido neste blog.
Rodrigo Moita de Deus é um dos autores do «Manifesto da Culpa dos Outros», um imperdível documento sobre o PSD, dirigido ao seu Congresso, que pode ser lido neste blog.
AS OBRAS NO CINEMA SÃO JORGE
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
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AS OBRAS NO CINEMA SÃO JORGE
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
Parece que o cinema S. Jorge vai reabrir temporariamente para depois ser encerrado para obras longas, contrariando aliás mais uma incumprida recente promessa do pelouro da Cultura da CML.Há um ano atrás, quando foi encerrado, o S.Jorge tinha infiltrações estruturais na cobertura, o sistema eléctrico datava da construção (as célebres obras de João Soares nem tocaram no assunto, limitaram-se a lavar paredes),e constava de fios de cobre forrados a tecido apodrecido, que circulam entre madeira e gesso ressequido, no meio de carradas de novelos de pó. Na sala grande a zona de palco´está em instabilidade absoluta e não deve levar pesos - foi uma solução atamancada nos anos 70 e a única coisa que faz sentido é repor a sala na sua dimensao original. O resto é engano demagógico.
É bom que quem fôr abrir o S. Jorge tenha consciência da situação em que a sala está. E que a coisa não se resolve com umas habilidades electrotécnicas provisórias.
NAO APOIEM O ROCK IN RIO
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
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NAO APOIEM O ROCK IN RIO
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
Irrita-me que o banco de que sou cliente apoie uma fantochada que dá pelo nome de Rock In Rio; irrita-me que um refrigerante de que gosto faça o mesmo; irrita-me que a cerveja mais portuguesa tenha feito uma palhaçada abrasileirada de propósito para a carnavalada foleirosa. E irrita-me a nossa saloice face a um festival importado, musicalmente imprestável, quando já tínhamos o bom Super Rock Super Bock. Porque é que tanta gente se deslumbra com o importado e ignora o que cá é feito.
Outra coisa que me irrita um pouco é o oportunismo em torno da tanga do marketing social e do mundo melhor que não passam de melaço para papalvos. Francamente!
maio 16, 2006
NÃO SE ESTRAGAM DUAS CASAS...
Carlos Martins, que em alguns momentos conseguiu ser uma referência no
jazz português, voltou às trapalhadas e misturadas que nos últimos
anos têm afligido a sua carreira e no seu disco «Do Outro Lado»
associa-se a esse expoente do engano musical lusitano que é Carlos do
Carmo. Duas conclusões: 1 - Carlos Martins definitivamente passou-se
para o outro lado; 2- Não se estragam duas casas.
Carlos do Carmo tornou-se notado nos últimos meses por ser o arauto de
um filme propangandistico teoricamente sobre o fado realizado pelo
decadente Carlos Saura e pago pelo erário público, no caso pela
autarquia lisboeta.
Carlos Martins, que em alguns momentos conseguiu ser uma referência no
jazz português, voltou às trapalhadas e misturadas que nos últimos
anos têm afligido a sua carreira e no seu disco «Do Outro Lado»
associa-se a esse expoente do engano musical lusitano que é Carlos do
Carmo. Duas conclusões: 1 - Carlos Martins definitivamente passou-se
para o outro lado; 2- Não se estragam duas casas.
Carlos do Carmo tornou-se notado nos últimos meses por ser o arauto de
um filme propangandistico teoricamente sobre o fado realizado pelo
decadente Carlos Saura e pago pelo erário público, no caso pela
autarquia lisboeta.
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NÃO SE ESTRAGAM DUAS CASAS...
Carlos Martins, que em alguns momentos conseguiu ser uma referência no
jazz português, voltou às trapalhadas e misturadas que nos últimos
anos têm afligido a sua carreira e no seu disco «Do Outro Lado»
associa-se a esse expoente do engano musical lusitano que é Carlos do
Carmo. Duas conclusões: 1 - Carlos Martins definitivamente passou-se
para o outro lado; 2- Não se estragam duas casas.
Carlos do Carmo tornou-se notado nos últimos meses por ser o arauto de
um filme propangandistico teoricamente sobre o fado realizado pelo
decadente Carlos Saura e pago pelo erário público, no caso pela
autarquia lisboeta.
Carlos Martins, que em alguns momentos conseguiu ser uma referência no
jazz português, voltou às trapalhadas e misturadas que nos últimos
anos têm afligido a sua carreira e no seu disco «Do Outro Lado»
associa-se a esse expoente do engano musical lusitano que é Carlos do
Carmo. Duas conclusões: 1 - Carlos Martins definitivamente passou-se
para o outro lado; 2- Não se estragam duas casas.
Carlos do Carmo tornou-se notado nos últimos meses por ser o arauto de
um filme propangandistico teoricamente sobre o fado realizado pelo
decadente Carlos Saura e pago pelo erário público, no caso pela
autarquia lisboeta.
O ABC
Paulo Pinto de Mascarenhas regressou em grande com novo blog, ABC que é imperativo ler. E já que lá estão podem sugerir alguns dos links sugeridos, como o do Rodrigo Moita de Deus.
Paulo Pinto de Mascarenhas regressou em grande com novo blog, ABC que é imperativo ler. E já que lá estão podem sugerir alguns dos links sugeridos, como o do Rodrigo Moita de Deus.
maio 13, 2006
ESPREITAR – O site da revista que ganhou um dos National Magazine Awards norte-americanos, a «Virginia Quarterly Review». Graficamente deslumbrante, os conteúdos vão de artigos sobre ciência a design, passando por literatura, história e filosofia. É editada pela Universidade da Virgínia quatro vezes por ano. Podem levantar a ponta do véu em http://www.vqronline.org/ .
EUROPEIZAR – Por cá o Dia da Europa foi este ano assinalado com guloseimas no velho Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço. A vetusta casa que albergou, entre outros, Fernando Pessoa, foi a escolhida em Portugal na iniciativa Café d’Europe. À porta, nesse dia, distribuía-se uma edição especial do «Frankfurter Allgemeine», felizmente escrita em inglês, e que levava em subtítulo «The Europe Journal». Cada um dos membros da União tinha direito a um artigo. Alguns exemplos: a boa aposta da Estónia nas novas tecnologias, a capacidade de integração dos emigrantes na Holanda, uma curiosa experiência de agricultura na Sicília, a florescente actividade artística em Barcelona, o inesperado sucesso de escritores policiais suecos, uma inovadora política social na Dinamarca. E qual o tema escolhido para Portugal? – Os incêncios de verão, num retrato devastador da política florestal e de segurança dos últimos anos. No meio de artigos essencialmente positivos, um retrato negativo do país. Nada de que nos possamos orgulhar.
VER - «Movimentos Perpétuos, cine-tributo a Carlos Paredes» é talvez o melhor dos filmes que Edgar Pêra realizou até hoje. Fruto de um trabalho longo e persistente de edição e pesquisa, baseado na gravação áudio de um recital de Paredes, promovido pelo «Mundo da Canção» no Porto, o filme acaba por ser uma espécie de «o Mundo visto por Carlos Paredes» e é isso que o torna precisamente tão atraente e contemporâneo – e por vezes incómodo. Em exibição no Lusomundo-Vasco da Gama.
VISITAR – A exposição de pintura de Francisco Vidal na VPFcream Arte (Rua da Boavista 84-2º, Lisboa, de terça a sábado das 14 às 19h30, até 17 de Junho). Já agora aproveite para conhecer o novo espaço da VPF, um andar acima, a meio caminho para a Plataforma Revólver. Aí poderá ver obras do acervo da galeria, com destaque para fotografias recentes (e muito interessantes) de José Maçãs de Carvalho, esculturas, vídeos e pinturas de diversos artistas. Mais acima, na Plataforma Revólver, está uma exposição de fotografias de Pedro Loureiro.
OUVIR – Para muitos Pete Seeger é sobretudo o autor de canções de protesto, como «We Shall Overcome», que foi o hino do Movimento pelas Liberdades Cívicas e também dos movimentos contra a guerra no Vietname, nos anos 60, nos Estados Unidos. Mas Seeger foi muito mais que isso, foi essencialmente um talentoso compositor, um divulgador persistente da música folk norte-americana. São suas canções como «Turn, Turn, Turn», «If I Had A Hammer», ou «Where Have All The Flowers Gone». O novo disco de Bruce Springsteen é um tributo a Pete Seeger através de alguns dos seus temas mais ricos do ponto de vista musical, como «Old Dan Tucker», «O Mary Don’t You Weep», «John Henry» ou «Erie Canal». Springsteen inteligentemente recria as composições com arranjos notáveis e de uma fidelidade musical absoluta às raízes do folk norte-americano, num exercício de contenção e criatividade absolutamente exemplares. Para além do CD, esta edição oferece em bónus um DVD sobre o processo de gravação, com algumas interpretações ao vivo. «We Shall Overcome – The Seeger Sessions», Bruce Springsteen, CD e DVD Columbia.
COMIDINHA – Apesar de ser muito elogiada pela generalidade dos críticos gastronómicos da estimada praça, a Quinta de Catralvos (estrada Azeitão-Sesimbra) revela-se na prática bem menos entusiasmante do que aquilo que os bem pensantes locais têm escrito. Eu não sou grande fã dos restaurantes que impingem menus degustação à força e, neste caso, o resultado foi francamente decepcionante em relação à fama que precedia o trabalho do chefe Luís Baena. O serviço foi pouco cuidado, apressado, esquecido (apesar de a sala estar meio vazia). Em suma, não apetece muito lá voltar. Tel. 212197610.
Back To Basics - «Belas palavras e uma aparência insinuante raramente estão associadas à virtude» - Confúcio.
EUROPEIZAR – Por cá o Dia da Europa foi este ano assinalado com guloseimas no velho Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço. A vetusta casa que albergou, entre outros, Fernando Pessoa, foi a escolhida em Portugal na iniciativa Café d’Europe. À porta, nesse dia, distribuía-se uma edição especial do «Frankfurter Allgemeine», felizmente escrita em inglês, e que levava em subtítulo «The Europe Journal». Cada um dos membros da União tinha direito a um artigo. Alguns exemplos: a boa aposta da Estónia nas novas tecnologias, a capacidade de integração dos emigrantes na Holanda, uma curiosa experiência de agricultura na Sicília, a florescente actividade artística em Barcelona, o inesperado sucesso de escritores policiais suecos, uma inovadora política social na Dinamarca. E qual o tema escolhido para Portugal? – Os incêncios de verão, num retrato devastador da política florestal e de segurança dos últimos anos. No meio de artigos essencialmente positivos, um retrato negativo do país. Nada de que nos possamos orgulhar.
VER - «Movimentos Perpétuos, cine-tributo a Carlos Paredes» é talvez o melhor dos filmes que Edgar Pêra realizou até hoje. Fruto de um trabalho longo e persistente de edição e pesquisa, baseado na gravação áudio de um recital de Paredes, promovido pelo «Mundo da Canção» no Porto, o filme acaba por ser uma espécie de «o Mundo visto por Carlos Paredes» e é isso que o torna precisamente tão atraente e contemporâneo – e por vezes incómodo. Em exibição no Lusomundo-Vasco da Gama.
VISITAR – A exposição de pintura de Francisco Vidal na VPFcream Arte (Rua da Boavista 84-2º, Lisboa, de terça a sábado das 14 às 19h30, até 17 de Junho). Já agora aproveite para conhecer o novo espaço da VPF, um andar acima, a meio caminho para a Plataforma Revólver. Aí poderá ver obras do acervo da galeria, com destaque para fotografias recentes (e muito interessantes) de José Maçãs de Carvalho, esculturas, vídeos e pinturas de diversos artistas. Mais acima, na Plataforma Revólver, está uma exposição de fotografias de Pedro Loureiro.
OUVIR – Para muitos Pete Seeger é sobretudo o autor de canções de protesto, como «We Shall Overcome», que foi o hino do Movimento pelas Liberdades Cívicas e também dos movimentos contra a guerra no Vietname, nos anos 60, nos Estados Unidos. Mas Seeger foi muito mais que isso, foi essencialmente um talentoso compositor, um divulgador persistente da música folk norte-americana. São suas canções como «Turn, Turn, Turn», «If I Had A Hammer», ou «Where Have All The Flowers Gone». O novo disco de Bruce Springsteen é um tributo a Pete Seeger através de alguns dos seus temas mais ricos do ponto de vista musical, como «Old Dan Tucker», «O Mary Don’t You Weep», «John Henry» ou «Erie Canal». Springsteen inteligentemente recria as composições com arranjos notáveis e de uma fidelidade musical absoluta às raízes do folk norte-americano, num exercício de contenção e criatividade absolutamente exemplares. Para além do CD, esta edição oferece em bónus um DVD sobre o processo de gravação, com algumas interpretações ao vivo. «We Shall Overcome – The Seeger Sessions», Bruce Springsteen, CD e DVD Columbia.
COMIDINHA – Apesar de ser muito elogiada pela generalidade dos críticos gastronómicos da estimada praça, a Quinta de Catralvos (estrada Azeitão-Sesimbra) revela-se na prática bem menos entusiasmante do que aquilo que os bem pensantes locais têm escrito. Eu não sou grande fã dos restaurantes que impingem menus degustação à força e, neste caso, o resultado foi francamente decepcionante em relação à fama que precedia o trabalho do chefe Luís Baena. O serviço foi pouco cuidado, apressado, esquecido (apesar de a sala estar meio vazia). Em suma, não apetece muito lá voltar. Tel. 212197610.
Back To Basics - «Belas palavras e uma aparência insinuante raramente estão associadas à virtude» - Confúcio.
POLÍCIA ATRAPALHA O TRÂNSITO
O trânsito em Lisboa está cada vez mais caótico e isso deve-se em grande parte à complacência da polícia. Vamos a factos: frequentemente vejo polícias a multarem e a prepararem para reboque carros que estão estacionados em contravenção, mas que não empatam o trânsito. Constantemente vejo a polícia a não fazer nada para dissuadir do estacionamento em dupla e em tripla fila. Isto sempre me fez espécie: porque é que a polícia não dissuade o estacionamento que empata o trânsito e persegue males menores? Qual o sentido disto? Dará menos trabalho?
Os locais são conhecidos, mas é nas Avenidas Novas de Lisboa que a coisa se revela mais desesperante, em particular no troço de sentido único da Avenida Miguel Bombarda – onde as quatro faixas teoricamente existentes chegam a estar reduzidas a uma única útil.
Passo por lá todos os dias e nunca vi um polícia a multar, a dissuadir. O mesmo se pode dizer da Avenida João Crisóstomo – que não se consegue fazer sem zigue-zaguear entre os carros estacionados – neste caso a escassas dezenas de metros de uma esquadra policial.
Se a polícia sabe o que se passa, não faz nada e empata recursos noutras operações que se reflectem menos no conforto dos cidadãos, só pode ser porque gosta de atrapalhar o trânsito, gosta que as coisas se compliquem, que as pessoas se enervem, que se criem engarrafamentos.
Chamemos as coisas pelo seu nome: a grande responsável do caos no trânsito na capital é a divisão de trânsito da Polícia de Segurança Pública, incapaz de definir prioridades e de agir com inteligência em vez de espírito persecutório. Um autêntico caso de polícia.
O trânsito em Lisboa está cada vez mais caótico e isso deve-se em grande parte à complacência da polícia. Vamos a factos: frequentemente vejo polícias a multarem e a prepararem para reboque carros que estão estacionados em contravenção, mas que não empatam o trânsito. Constantemente vejo a polícia a não fazer nada para dissuadir do estacionamento em dupla e em tripla fila. Isto sempre me fez espécie: porque é que a polícia não dissuade o estacionamento que empata o trânsito e persegue males menores? Qual o sentido disto? Dará menos trabalho?
Os locais são conhecidos, mas é nas Avenidas Novas de Lisboa que a coisa se revela mais desesperante, em particular no troço de sentido único da Avenida Miguel Bombarda – onde as quatro faixas teoricamente existentes chegam a estar reduzidas a uma única útil.
Passo por lá todos os dias e nunca vi um polícia a multar, a dissuadir. O mesmo se pode dizer da Avenida João Crisóstomo – que não se consegue fazer sem zigue-zaguear entre os carros estacionados – neste caso a escassas dezenas de metros de uma esquadra policial.
Se a polícia sabe o que se passa, não faz nada e empata recursos noutras operações que se reflectem menos no conforto dos cidadãos, só pode ser porque gosta de atrapalhar o trânsito, gosta que as coisas se compliquem, que as pessoas se enervem, que se criem engarrafamentos.
Chamemos as coisas pelo seu nome: a grande responsável do caos no trânsito na capital é a divisão de trânsito da Polícia de Segurança Pública, incapaz de definir prioridades e de agir com inteligência em vez de espírito persecutório. Um autêntico caso de polícia.
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POLÍCIA ATRAPALHA O TRÂNSITO
O trânsito em Lisboa está cada vez mais caótico e isso deve-se em grande parte à complacência da polícia. Vamos a factos: frequentemente vejo polícias a multarem e a prepararem para reboque carros que estão estacionados em contravenção, mas que não empatam o trânsito. Constantemente vejo a polícia a não fazer nada para dissuadir do estacionamento em dupla e em tripla fila. Isto sempre me fez espécie: porque é que a polícia não dissuade o estacionamento que empata o trânsito e persegue males menores? Qual o sentido disto? Dará menos trabalho?
Os locais são conhecidos, mas é nas Avenidas Novas de Lisboa que a coisa se revela mais desesperante, em particular no troço de sentido único da Avenida Miguel Bombarda – onde as quatro faixas teoricamente existentes chegam a estar reduzidas a uma única útil.
Passo por lá todos os dias e nunca vi um polícia a multar, a dissuadir. O mesmo se pode dizer da Avenida João Crisóstomo – que não se consegue fazer sem zigue-zaguear entre os carros estacionados – neste caso a escassas dezenas de metros de uma esquadra policial.
Se a polícia sabe o que se passa, não faz nada e empata recursos noutras operações que se reflectem menos no conforto dos cidadãos, só pode ser porque gosta de atrapalhar o trânsito, gosta que as coisas se compliquem, que as pessoas se enervem, que se criem engarrafamentos.
Chamemos as coisas pelo seu nome: a grande responsável do caos no trânsito na capital é a divisão de trânsito da Polícia de Segurança Pública, incapaz de definir prioridades e de agir com inteligência em vez de espírito persecutório. Um autêntico caso de polícia.
O trânsito em Lisboa está cada vez mais caótico e isso deve-se em grande parte à complacência da polícia. Vamos a factos: frequentemente vejo polícias a multarem e a prepararem para reboque carros que estão estacionados em contravenção, mas que não empatam o trânsito. Constantemente vejo a polícia a não fazer nada para dissuadir do estacionamento em dupla e em tripla fila. Isto sempre me fez espécie: porque é que a polícia não dissuade o estacionamento que empata o trânsito e persegue males menores? Qual o sentido disto? Dará menos trabalho?
Os locais são conhecidos, mas é nas Avenidas Novas de Lisboa que a coisa se revela mais desesperante, em particular no troço de sentido único da Avenida Miguel Bombarda – onde as quatro faixas teoricamente existentes chegam a estar reduzidas a uma única útil.
Passo por lá todos os dias e nunca vi um polícia a multar, a dissuadir. O mesmo se pode dizer da Avenida João Crisóstomo – que não se consegue fazer sem zigue-zaguear entre os carros estacionados – neste caso a escassas dezenas de metros de uma esquadra policial.
Se a polícia sabe o que se passa, não faz nada e empata recursos noutras operações que se reflectem menos no conforto dos cidadãos, só pode ser porque gosta de atrapalhar o trânsito, gosta que as coisas se compliquem, que as pessoas se enervem, que se criem engarrafamentos.
Chamemos as coisas pelo seu nome: a grande responsável do caos no trânsito na capital é a divisão de trânsito da Polícia de Segurança Pública, incapaz de definir prioridades e de agir com inteligência em vez de espírito persecutório. Um autêntico caso de polícia.
Untitled
ESPREITAR – O site da revista que ganhou um dos National Magazine Awards norte-americanos, a «Virginia Quarterly Review». Graficamente deslumbrante, os conteúdos vão de artigos sobre ciência a design, passando por literatura, história e filosofia. É editada pela Universidade da Virgínia quatro vezes por ano. Podem levantar a ponta do véu em http://www.vqronline.org/ .
EUROPEIZAR – Por cá o Dia da Europa foi este ano assinalado com guloseimas no velho Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço. A vetusta casa que albergou, entre outros, Fernando Pessoa, foi a escolhida em Portugal na iniciativa Café d’Europe. À porta, nesse dia, distribuía-se uma edição especial do «Frankfurter Allgemeine», felizmente escrita em inglês, e que levava em subtítulo «The Europe Journal». Cada um dos membros da União tinha direito a um artigo. Alguns exemplos: a boa aposta da Estónia nas novas tecnologias, a capacidade de integração dos emigrantes na Holanda, uma curiosa experiência de agricultura na Sicília, a florescente actividade artística em Barcelona, o inesperado sucesso de escritores policiais suecos, uma inovadora política social na Dinamarca. E qual o tema escolhido para Portugal? – Os incêncios de verão, num retrato devastador da política florestal e de segurança dos últimos anos. No meio de artigos essencialmente positivos, um retrato negativo do país. Nada de que nos possamos orgulhar.
VER - «Movimentos Perpétuos, cine-tributo a Carlos Paredes» é talvez o melhor dos filmes que Edgar Pêra realizou até hoje. Fruto de um trabalho longo e persistente de edição e pesquisa, baseado na gravação áudio de um recital de Paredes, promovido pelo «Mundo da Canção» no Porto, o filme acaba por ser uma espécie de «o Mundo visto por Carlos Paredes» e é isso que o torna precisamente tão atraente e contemporâneo – e por vezes incómodo. Em exibição no Lusomundo-Vasco da Gama.
VISITAR – A exposição de pintura de Francisco Vidal na VPFcream Arte (Rua da Boavista 84-2º, Lisboa, de terça a sábado das 14 às 19h30, até 17 de Junho). Já agora aproveite para conhecer o novo espaço da VPF, um andar acima, a meio caminho para a Plataforma Revólver. Aí poderá ver obras do acervo da galeria, com destaque para fotografias recentes (e muito interessantes) de José Maçãs de Carvalho, esculturas, vídeos e pinturas de diversos artistas. Mais acima, na Plataforma Revólver, está uma exposição de fotografias de Pedro Loureiro.
OUVIR – Para muitos Pete Seeger é sobretudo o autor de canções de protesto, como «We Shall Overcome», que foi o hino do Movimento pelas Liberdades Cívicas e também dos movimentos contra a guerra no Vietname, nos anos 60, nos Estados Unidos. Mas Seeger foi muito mais que isso, foi essencialmente um talentoso compositor, um divulgador persistente da música folk norte-americana. São suas canções como «Turn, Turn, Turn», «If I Had A Hammer», ou «Where Have All The Flowers Gone». O novo disco de Bruce Springsteen é um tributo a Pete Seeger através de alguns dos seus temas mais ricos do ponto de vista musical, como «Old Dan Tucker», «O Mary Don’t You Weep», «John Henry» ou «Erie Canal». Springsteen inteligentemente recria as composições com arranjos notáveis e de uma fidelidade musical absoluta às raízes do folk norte-americano, num exercício de contenção e criatividade absolutamente exemplares. Para além do CD, esta edição oferece em bónus um DVD sobre o processo de gravação, com algumas interpretações ao vivo. «We Shall Overcome – The Seeger Sessions», Bruce Springsteen, CD e DVD Columbia.
COMIDINHA – Apesar de ser muito elogiada pela generalidade dos críticos gastronómicos da estimada praça, a Quinta de Catralvos (estrada Azeitão-Sesimbra) revela-se na prática bem menos entusiasmante do que aquilo que os bem pensantes locais têm escrito. Eu não sou grande fã dos restaurantes que impingem menus degustação à força e, neste caso, o resultado foi francamente decepcionante em relação à fama que precedia o trabalho do chefe Luís Baena. O serviço foi pouco cuidado, apressado, esquecido (apesar de a sala estar meio vazia). Em suma, não apetece muito lá voltar. Tel. 212197610.
Back To Basics - «Belas palavras e uma aparência insinuante raramente estão associadas à virtude» - Confúcio.
EUROPEIZAR – Por cá o Dia da Europa foi este ano assinalado com guloseimas no velho Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço. A vetusta casa que albergou, entre outros, Fernando Pessoa, foi a escolhida em Portugal na iniciativa Café d’Europe. À porta, nesse dia, distribuía-se uma edição especial do «Frankfurter Allgemeine», felizmente escrita em inglês, e que levava em subtítulo «The Europe Journal». Cada um dos membros da União tinha direito a um artigo. Alguns exemplos: a boa aposta da Estónia nas novas tecnologias, a capacidade de integração dos emigrantes na Holanda, uma curiosa experiência de agricultura na Sicília, a florescente actividade artística em Barcelona, o inesperado sucesso de escritores policiais suecos, uma inovadora política social na Dinamarca. E qual o tema escolhido para Portugal? – Os incêncios de verão, num retrato devastador da política florestal e de segurança dos últimos anos. No meio de artigos essencialmente positivos, um retrato negativo do país. Nada de que nos possamos orgulhar.
VER - «Movimentos Perpétuos, cine-tributo a Carlos Paredes» é talvez o melhor dos filmes que Edgar Pêra realizou até hoje. Fruto de um trabalho longo e persistente de edição e pesquisa, baseado na gravação áudio de um recital de Paredes, promovido pelo «Mundo da Canção» no Porto, o filme acaba por ser uma espécie de «o Mundo visto por Carlos Paredes» e é isso que o torna precisamente tão atraente e contemporâneo – e por vezes incómodo. Em exibição no Lusomundo-Vasco da Gama.
VISITAR – A exposição de pintura de Francisco Vidal na VPFcream Arte (Rua da Boavista 84-2º, Lisboa, de terça a sábado das 14 às 19h30, até 17 de Junho). Já agora aproveite para conhecer o novo espaço da VPF, um andar acima, a meio caminho para a Plataforma Revólver. Aí poderá ver obras do acervo da galeria, com destaque para fotografias recentes (e muito interessantes) de José Maçãs de Carvalho, esculturas, vídeos e pinturas de diversos artistas. Mais acima, na Plataforma Revólver, está uma exposição de fotografias de Pedro Loureiro.
OUVIR – Para muitos Pete Seeger é sobretudo o autor de canções de protesto, como «We Shall Overcome», que foi o hino do Movimento pelas Liberdades Cívicas e também dos movimentos contra a guerra no Vietname, nos anos 60, nos Estados Unidos. Mas Seeger foi muito mais que isso, foi essencialmente um talentoso compositor, um divulgador persistente da música folk norte-americana. São suas canções como «Turn, Turn, Turn», «If I Had A Hammer», ou «Where Have All The Flowers Gone». O novo disco de Bruce Springsteen é um tributo a Pete Seeger através de alguns dos seus temas mais ricos do ponto de vista musical, como «Old Dan Tucker», «O Mary Don’t You Weep», «John Henry» ou «Erie Canal». Springsteen inteligentemente recria as composições com arranjos notáveis e de uma fidelidade musical absoluta às raízes do folk norte-americano, num exercício de contenção e criatividade absolutamente exemplares. Para além do CD, esta edição oferece em bónus um DVD sobre o processo de gravação, com algumas interpretações ao vivo. «We Shall Overcome – The Seeger Sessions», Bruce Springsteen, CD e DVD Columbia.
COMIDINHA – Apesar de ser muito elogiada pela generalidade dos críticos gastronómicos da estimada praça, a Quinta de Catralvos (estrada Azeitão-Sesimbra) revela-se na prática bem menos entusiasmante do que aquilo que os bem pensantes locais têm escrito. Eu não sou grande fã dos restaurantes que impingem menus degustação à força e, neste caso, o resultado foi francamente decepcionante em relação à fama que precedia o trabalho do chefe Luís Baena. O serviço foi pouco cuidado, apressado, esquecido (apesar de a sala estar meio vazia). Em suma, não apetece muito lá voltar. Tel. 212197610.
Back To Basics - «Belas palavras e uma aparência insinuante raramente estão associadas à virtude» - Confúcio.
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