SILLY SEASON 1
Percebo pelos jornais que a grande polémica do Verão se arrisca a ser a mudança de nome do Padre António Vieira. Já vi anúncios de protesto publicados nos jornais, decorre um abaixo assinado, há um e-mail para envio de adesões à campanha: sos.pav@clix.pt . Parece que vão fundir a escola da cidade universitária com o Padre António Vieira e da fusão sai um novo nome. O PAV tem 40 anos, deixou marcas na cidade em em Alvalade. Pessoal do PAV, já sabem o que podem fazer este Verão.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
julho 23, 2003
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SILLY SEASON 1
Percebo pelos jornais que a grande polémica do Verão se arrisca a ser a mudança de nome do Padre António Vieira. Já vi anúncios de protesto publicados nos jornais, decorre um abaixo assinado, há um e-mail para envio de adesões à campanha: sos.pav@clix.pt . Parece que vão fundir a escola da cidade universitária com o Padre António Vieira e da fusão sai um novo nome. O PAV tem 40 anos, deixou marcas na cidade em em Alvalade. Pessoal do PAV, já sabem o que podem fazer este Verão.
Percebo pelos jornais que a grande polémica do Verão se arrisca a ser a mudança de nome do Padre António Vieira. Já vi anúncios de protesto publicados nos jornais, decorre um abaixo assinado, há um e-mail para envio de adesões à campanha: sos.pav@clix.pt . Parece que vão fundir a escola da cidade universitária com o Padre António Vieira e da fusão sai um novo nome. O PAV tem 40 anos, deixou marcas na cidade em em Alvalade. Pessoal do PAV, já sabem o que podem fazer este Verão.
julho 22, 2003
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OBSERVAÇÃO
Este ano o tempo médio da chegada à mesa da imperial, depois de feito o pedido, nas esplanadas de Vilamoura, anda pelos 12 minutos. A vida não está fácil.
Este ano o tempo médio da chegada à mesa da imperial, depois de feito o pedido, nas esplanadas de Vilamoura, anda pelos 12 minutos. A vida não está fácil.
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LUA
Não te tenho visto Lua, só às vezes à noite. Percebi que mudei de nome. Chamo-me Miguel, parece. Sempre trocaste nomes, não foi?
Não te tenho visto Lua, só às vezes à noite. Percebi que mudei de nome. Chamo-me Miguel, parece. Sempre trocaste nomes, não foi?
BEM VISTO
«LET'S SEE: Segunda-Feira. Vamos ver quantos jornalistas e intelectuais portugueses (a eng. Pintasilgo não conta porque já se sabe o que é que ela pensa) irão associar o Governo de Blair à morte de David Kelly. No fim da semana, fazemos as contas.» - o mérito destas palavras é do Pedro Lomba.
«LET'S SEE: Segunda-Feira. Vamos ver quantos jornalistas e intelectuais portugueses (a eng. Pintasilgo não conta porque já se sabe o que é que ela pensa) irão associar o Governo de Blair à morte de David Kelly. No fim da semana, fazemos as contas.» - o mérito destas palavras é do Pedro Lomba.
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BEM VISTO
«LET'S SEE: Segunda-Feira. Vamos ver quantos jornalistas e intelectuais portugueses (a eng. Pintasilgo não conta porque já se sabe o que é que ela pensa) irão associar o Governo de Blair à morte de David Kelly. No fim da semana, fazemos as contas.» - o mérito destas palavras é do Pedro Lomba.
«LET'S SEE: Segunda-Feira. Vamos ver quantos jornalistas e intelectuais portugueses (a eng. Pintasilgo não conta porque já se sabe o que é que ela pensa) irão associar o Governo de Blair à morte de David Kelly. No fim da semana, fazemos as contas.» - o mérito destas palavras é do Pedro Lomba.
SILLY SEASON
No «Público» de ontem vinha, na página 23, a umas sóbrias duas colunas, um artigo sobre uma investigação desenvolvida por um médico, especialista em sexologia, sobre o «swing», vulgo as trocas de casais em Portugal. Parece que a coisa está a crescer. Quando o li pensei logo com os meus botões que a coisa ía de certeza aterrar nos nossos queridos e tablóides telejornais. Foi o que aconteceu, diga-se que de uma forma bastante mais sensacionalista que a discreta noticia do «Público». Curioso curioso foi que o meu filho de 14 anos, passou pela sala a meio da peça, parou um bocado e saíu-se com esta: «-Vê-se mesmo que é Verão e não há notícias».
No «Público» de ontem vinha, na página 23, a umas sóbrias duas colunas, um artigo sobre uma investigação desenvolvida por um médico, especialista em sexologia, sobre o «swing», vulgo as trocas de casais em Portugal. Parece que a coisa está a crescer. Quando o li pensei logo com os meus botões que a coisa ía de certeza aterrar nos nossos queridos e tablóides telejornais. Foi o que aconteceu, diga-se que de uma forma bastante mais sensacionalista que a discreta noticia do «Público». Curioso curioso foi que o meu filho de 14 anos, passou pela sala a meio da peça, parou um bocado e saíu-se com esta: «-Vê-se mesmo que é Verão e não há notícias».
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SILLY SEASON
No «Público» de ontem vinha, na página 23, a umas sóbrias duas colunas, um artigo sobre uma investigação desenvolvida por um médico, especialista em sexologia, sobre o «swing», vulgo as trocas de casais em Portugal. Parece que a coisa está a crescer. Quando o li pensei logo com os meus botões que a coisa ía de certeza aterrar nos nossos queridos e tablóides telejornais. Foi o que aconteceu, diga-se que de uma forma bastante mais sensacionalista que a discreta noticia do «Público». Curioso curioso foi que o meu filho de 14 anos, passou pela sala a meio da peça, parou um bocado e saíu-se com esta: «-Vê-se mesmo que é Verão e não há notícias».
No «Público» de ontem vinha, na página 23, a umas sóbrias duas colunas, um artigo sobre uma investigação desenvolvida por um médico, especialista em sexologia, sobre o «swing», vulgo as trocas de casais em Portugal. Parece que a coisa está a crescer. Quando o li pensei logo com os meus botões que a coisa ía de certeza aterrar nos nossos queridos e tablóides telejornais. Foi o que aconteceu, diga-se que de uma forma bastante mais sensacionalista que a discreta noticia do «Público». Curioso curioso foi que o meu filho de 14 anos, passou pela sala a meio da peça, parou um bocado e saíu-se com esta: «-Vê-se mesmo que é Verão e não há notícias».
PRÓ-KIKO
Bem, estou cheio de curiosidade de ouvir o disco do Kiko - a nota que fiz sobre a pena que tive de não o ouvir a vivo, no S.Luiz, motivou uma catadupa de elogios ao cantor e declarações várias de solideriedade com a minha tristeza. Mensagem gratificante foi a do próprio Kiko, que ainda por cima me indicou o seu site. E disse-me uma coisa simpática:tem toda a razão, a divulgação das artes e espectáculos em Portugal vai muito mal. Acho que se conseguia fazer melhor com pombos correios... . E O Carlos Vaz Marques tem razão: se eu fosse mais vezes ao seu bom Outro, Eu se calhar tinha dado por isso. Fica a vontade de ouvir o disco.
Bem, estou cheio de curiosidade de ouvir o disco do Kiko - a nota que fiz sobre a pena que tive de não o ouvir a vivo, no S.Luiz, motivou uma catadupa de elogios ao cantor e declarações várias de solideriedade com a minha tristeza. Mensagem gratificante foi a do próprio Kiko, que ainda por cima me indicou o seu site. E disse-me uma coisa simpática:tem toda a razão, a divulgação das artes e espectáculos em Portugal vai muito mal. Acho que se conseguia fazer melhor com pombos correios... . E O Carlos Vaz Marques tem razão: se eu fosse mais vezes ao seu bom Outro, Eu se calhar tinha dado por isso. Fica a vontade de ouvir o disco.
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PRÓ-KIKO
Bem, estou cheio de curiosidade de ouvir o disco do Kiko - a nota que fiz sobre a pena que tive de não o ouvir a vivo, no S.Luiz, motivou uma catadupa de elogios ao cantor e declarações várias de solideriedade com a minha tristeza. Mensagem gratificante foi a do próprio Kiko, que ainda por cima me indicou o seu site. E disse-me uma coisa simpática:tem toda a razão, a divulgação das artes e espectáculos em Portugal vai muito mal. Acho que se conseguia fazer melhor com pombos correios... . E O Carlos Vaz Marques tem razão: se eu fosse mais vezes ao seu bom Outro, Eu se calhar tinha dado por isso. Fica a vontade de ouvir o disco.
Bem, estou cheio de curiosidade de ouvir o disco do Kiko - a nota que fiz sobre a pena que tive de não o ouvir a vivo, no S.Luiz, motivou uma catadupa de elogios ao cantor e declarações várias de solideriedade com a minha tristeza. Mensagem gratificante foi a do próprio Kiko, que ainda por cima me indicou o seu site. E disse-me uma coisa simpática:tem toda a razão, a divulgação das artes e espectáculos em Portugal vai muito mal. Acho que se conseguia fazer melhor com pombos correios... . E O Carlos Vaz Marques tem razão: se eu fosse mais vezes ao seu bom Outro, Eu se calhar tinha dado por isso. Fica a vontade de ouvir o disco.
julho 21, 2003
FORÇA RODRIGO
Depois de uma boa incursão em Espanha com a digressão de «Pasión», Rodrigo Leão está quase a chegar a Portugal e eu estou cheio de vontade de o poder voltar a ver e ouvir. Aqui ficam algumas datas. O CD já está no leitor, por via das dúvidas.
Dia 26 - Cascais - Forte da Cidadela, Dia 2 de Agosto - Óbidos - Muralhas, Dia 7 - Lagos - Auditório Municipal, 22h00, Dia 8 - Tavira - Antiga Fábrica das Conservas, 22h00 e dias 19 e 20 de Agosto, em Lisboa no Teatro Tivoli. Ainda bem que passo Agosto em Lisboa.
Depois de uma boa incursão em Espanha com a digressão de «Pasión», Rodrigo Leão está quase a chegar a Portugal e eu estou cheio de vontade de o poder voltar a ver e ouvir. Aqui ficam algumas datas. O CD já está no leitor, por via das dúvidas.
Dia 26 - Cascais - Forte da Cidadela, Dia 2 de Agosto - Óbidos - Muralhas, Dia 7 - Lagos - Auditório Municipal, 22h00, Dia 8 - Tavira - Antiga Fábrica das Conservas, 22h00 e dias 19 e 20 de Agosto, em Lisboa no Teatro Tivoli. Ainda bem que passo Agosto em Lisboa.
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FORÇA RODRIGO
Depois de uma boa incursão em Espanha com a digressão de «Pasión», Rodrigo Leão está quase a chegar a Portugal e eu estou cheio de vontade de o poder voltar a ver e ouvir. Aqui ficam algumas datas. O CD já está no leitor, por via das dúvidas.
Dia 26 - Cascais - Forte da Cidadela, Dia 2 de Agosto - Óbidos - Muralhas, Dia 7 - Lagos - Auditório Municipal, 22h00, Dia 8 - Tavira - Antiga Fábrica das Conservas, 22h00 e dias 19 e 20 de Agosto, em Lisboa no Teatro Tivoli. Ainda bem que passo Agosto em Lisboa.
Depois de uma boa incursão em Espanha com a digressão de «Pasión», Rodrigo Leão está quase a chegar a Portugal e eu estou cheio de vontade de o poder voltar a ver e ouvir. Aqui ficam algumas datas. O CD já está no leitor, por via das dúvidas.
Dia 26 - Cascais - Forte da Cidadela, Dia 2 de Agosto - Óbidos - Muralhas, Dia 7 - Lagos - Auditório Municipal, 22h00, Dia 8 - Tavira - Antiga Fábrica das Conservas, 22h00 e dias 19 e 20 de Agosto, em Lisboa no Teatro Tivoli. Ainda bem que passo Agosto em Lisboa.
E NÃO VI O KIKO
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
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E NÃO VI O KIKO
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
Tenho pena, mas não vi o Kiko. O Nuno Miguel Guedes afiança que ele é o único cantor de jazz português e eu nestas coisas acredito sempre no Nuno. Fez um disco que se chama «Raw» (e que eu ainda não ouvi) e cantou na semana passada no S. Luiz. Nem sabia, só li o recado do Nuno ontem. Isto traz à conversa uma outra questão, já suscitada aliás na troca de mails com o Nelson de Matos da D.Quixote. É que existe um problema na comunicação de artes e cultura, de edições e espectáculos. Muitas coisas não passam, ou só passam as coisas do costume, ou só passam as produções do costume. Eu que até costumo andar atento ainda não tinha dado pelo Kiko nem pela edição portuguesa do livro de Joseph Mitchell. Alguma coisa está a funcionar mal. O estado da nação em matéria de informação sobre artes, edições e espectáculos bem podia ser uma discussão interessante. Aceitam-se contributos em aesquinadorio@hotmail.com .
FALÉSIA A PIQUE
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
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FALÉSIA A PIQUE
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
O ano passado renovaram os bares da Praia da Falésia. O «Tabuínhas», logo o primeiro, perto do pontão, era bem simpático. à frente das operações estava uma holandesa há uns anos em Portugal, a Joanna. A coisa funcionava, o serviço era bom, o ambiente descontraído. Este ano a Joanna foi-se embora e o serviço caíu a pique. Pede-se meloa e vem melão - e o empregado, bem português, diz que não sabe qual é a diferença. Pede-se azeite e pão para as sardinhas e o empregado pergunta porquê.
CONVERSA DE CAFÉ
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
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CONVERSA DE CAFÉ
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
O sexo feminino tem destas coisas: há uma idade em que já são mulheres, mas em que querem ainda parecer meninas. Isto acontece, geralmente, muito tempo depois de terem deixado de ser meninas e bastante tempo depois dos anos em que queriam mostrar que já eram mulheres. Ontem, ao almoço, na praia, dei ao lado de um duo nessa situação. Bebiam água e comiam esparguete com gambas. No fim, depois de terem acabado de comer, uma delas pediu ao empregado uma rodela de limão, cortada ao meio. Quando chegou o pratinho com as duas metades, levou uma à boca, virou-se para a amiga e perguntou: «achas que é só chupar ou é para trincar?».
POR FALAR EM AEROPORTOS
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
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POR FALAR EM AEROPORTOS
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
Estou de férias, o que quer dizer que vou folheando o que raramente tenho tempo para ver durante o ano. Ontem, na praia, peguei na mais recente edição portuguesa da «National Geographic», a de Julho. Fiquei impressionado com as boas fotografias de Alexandre Vaz nos bastidores do Aeroporto de Lisboa. Ainda bem que se conseguem publicar reportagens destas numa revista feita em Portugal - onde a fotografia tem andando tão asséptica que chateia.
SÉCULO XIX
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
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SÉCULO XIX
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
Outro dia estive no Ministério das Obras públicas e dei, numa sala de espera, com um móvel extraordinário: um pequeno arquivador, a meio caminho entre uma cómoda e um camiseiro, feito em meados do século XIX e que se destinava a guardar os processos em trânsito no Gabinete do Ministro. Feito de madeira sólida, trabalhada, mas sem demasiados floreados, o móvel tinha oito gavetas, todas aparentemente iguais em tamanho. Por cima de cada uma delas, a respectiva legenda, assim dispostas, de cima para baixo: DGEMN, Hidráulicas, J A Estradas, Urbanização, Quartéis, Hospitais, Cadeias, e, a última, Orçamentos e Diversos. Genial, não é? Simples, arrumado, cada coisa em seu sítio, os quartéis e as cadeias a terem tanta importância como os Hospitais, as estradas a par das hidráulicas, os aeroportos ainda estavam longe. Se fosse hoje nem um ocntentor chegava para a papelada.
julho 20, 2003
VONTADE
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
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VONTADE
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
estou aqui porque quero. Volto aqui porque me apetece. Há uma liberdade própria nos blogs: a de fazermos e dizermos mesmo o que queremos. Obrigado Bomba Inteligente por mo lembrares.
MAR
Cada vez que mergulho tenho vontade de ti. No mar.
FAZER SEDE
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
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FAZER SEDE
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
Todos os anos, pelo Verão, há uma campanha publicitária que faz sede. Este ano é a da Martini, que vai ainda mais longe no reposicionamento da marca que qualquer das anteriores (boas) tentativas. Que eu saiba foi feita para TV, Net e imprensa. Hoje, na revista do «Público» pude vê-la de seguida. É uma narrativa, mais uma vez, com intriga, suspense, provocante, sugestiva. A qualidade da produção fotográfica é fantástica, o casting e o styling da protagonista feminina são exemplares, a imagem de Beverly Hills na cena da projecção íntima é absolutamente inesquecível. Não sei porquê, mas apetece-me um Martini Bianco.
PRAZO DE VALIDADE
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
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PRAZO DE VALIDADE
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
Ainda a propósito do livro «O Segredo de Joe Gould», de Joseph Mitchell, Nelson de Matos enviou-me um mail que aborda uma questão que muitas vezes me passa pela cabeça: infelizmente os livros, mas também os discos ou os filmes, têm prazo de validade. De certa forma, como diz NM, são como os iogurtes:
Há dois anos, quando o publiquei, pensei que estava a fazer mais um livro para o armazém. Quem é que entre nós conhecia o Mitchell? Quem saberia que, além de um grande repórter, ele era também um grande escritor? - porque um grande escritor não é apenas aquele que escreve romances.
Pois o livro ultrapassou os 10.000 exemplares de venda, julgo que vai para aí na 4ª edição...
Não teve criticas, mas teve leitores. Fiquei feliz, como imagina. Afinal Portugal tem mais leitores atentos do que às vezes se julga, mesmo quando os jornalistas literários não os ajudam com informações.
Espero que encontre o livro com facilidade - repito. Isto porque os livros, hoje, são como os yogurtes, têm um prazo de validade para a sua permanência nas livrarias. E este já tem 2 anos de vida...
A INDÚSTRIA
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
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A INDÚSTRIA
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
Um dos problemas estruturais que temos é a dificuldade em manter a qualidade quando se passa à fase industrial. A coisa aplica-se mesmo aos restaurantes. Hoje fui à Meixolhoeira Grande jantar ao Vilas. Experimentei a Via do Infante nova (porque demorou 10 anos a acabar?) e cheguei lá num instante. Essa foi a parte muito boa. A canja de conquilhas e o polvo assado no forno estavam bons. O resto estava médio. A casa estava cheia, o vinho branco era razoável, o vinho tinto intragável. A aguardente (que é feito da velha medronheira?) era rasca. Os bolinhos de alfarroba eram bons, mas tinham açucar a mais. A certa altura começaram e entrar artistas de televisão, género boys band , big brother e operação triunfo. Não havia necessidade. O vilas era bem melhor dantes. O problema não é ter mais clientes, nem ser mais popular - é não saber lidar com isso, é não manter a qualidade e a tradição apesar de servir em série. E ainda nem estamos em Agosto - como será na enchente? Nem quero pensar...
A ROSA
Não conheço a Eva Ruivo. Gostava de a conhecer. Querem saber porquê?
Nasceu em Lisboa, em 1963. Publicou um livro, em 1994, chamado «Rosa de Jericó»
Reparem:
«Perdoa, não é a falta do dinheiro
essa extravagância, nem o apetite
inconsolável de azul, voraz, sim,
gulosa do teu sexo quando a tensão
mo permite rasgo de mim
a pele o nervo a gruta os versos.
Anoto as árvores que caem, obsessiva,
debaixo do rodado de automóveis
dei-te tudo, possessiva, e fiquei
sem folhas, mas ri, atapetando
a traça dorida de teus passos
mordidos pela época e pelo trânsito.
*
Confesso: às vezes somente
a voz da tua pele apela
às verdades dormentes
ou opressas debaixo
da máquina do pensamento,
mas eu não te deixo.
Confesso: qualquer vestido
modesto de elementar singeleza
sublinhará a face sem adereços
da tua infanta, a silhueta
escondida será uma adivinha,
minha aura velada de leveza.
Confesso: nesta hora ébria
de contigo regressar à perdida
infância que resguarda
a inocência da desconfiança...
faz-me uma festa, fala comigo:
saudades eu tenho, de chorar.»
Roubei o poema do blog do Rui
Não conheço a Eva Ruivo. Gostava de a conhecer. Querem saber porquê?
Nasceu em Lisboa, em 1963. Publicou um livro, em 1994, chamado «Rosa de Jericó»
Reparem:
«Perdoa, não é a falta do dinheiro
essa extravagância, nem o apetite
inconsolável de azul, voraz, sim,
gulosa do teu sexo quando a tensão
mo permite rasgo de mim
a pele o nervo a gruta os versos.
Anoto as árvores que caem, obsessiva,
debaixo do rodado de automóveis
dei-te tudo, possessiva, e fiquei
sem folhas, mas ri, atapetando
a traça dorida de teus passos
mordidos pela época e pelo trânsito.
*
Confesso: às vezes somente
a voz da tua pele apela
às verdades dormentes
ou opressas debaixo
da máquina do pensamento,
mas eu não te deixo.
Confesso: qualquer vestido
modesto de elementar singeleza
sublinhará a face sem adereços
da tua infanta, a silhueta
escondida será uma adivinha,
minha aura velada de leveza.
Confesso: nesta hora ébria
de contigo regressar à perdida
infância que resguarda
a inocência da desconfiança...
faz-me uma festa, fala comigo:
saudades eu tenho, de chorar.»
Roubei o poema do blog do Rui
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A ROSA
Não conheço a Eva Ruivo. Gostava de a conhecer. Querem saber porquê?
Nasceu em Lisboa, em 1963. Publicou um livro, em 1994, chamado «Rosa de Jericó»
Reparem:
«Perdoa, não é a falta do dinheiro
essa extravagância, nem o apetite
inconsolável de azul, voraz, sim,
gulosa do teu sexo quando a tensão
mo permite rasgo de mim
a pele o nervo a gruta os versos.
Anoto as árvores que caem, obsessiva,
debaixo do rodado de automóveis
dei-te tudo, possessiva, e fiquei
sem folhas, mas ri, atapetando
a traça dorida de teus passos
mordidos pela época e pelo trânsito.
*
Confesso: às vezes somente
a voz da tua pele apela
às verdades dormentes
ou opressas debaixo
da máquina do pensamento,
mas eu não te deixo.
Confesso: qualquer vestido
modesto de elementar singeleza
sublinhará a face sem adereços
da tua infanta, a silhueta
escondida será uma adivinha,
minha aura velada de leveza.
Confesso: nesta hora ébria
de contigo regressar à perdida
infância que resguarda
a inocência da desconfiança...
faz-me uma festa, fala comigo:
saudades eu tenho, de chorar.»
Roubei o poema do blog do Rui
Não conheço a Eva Ruivo. Gostava de a conhecer. Querem saber porquê?
Nasceu em Lisboa, em 1963. Publicou um livro, em 1994, chamado «Rosa de Jericó»
Reparem:
«Perdoa, não é a falta do dinheiro
essa extravagância, nem o apetite
inconsolável de azul, voraz, sim,
gulosa do teu sexo quando a tensão
mo permite rasgo de mim
a pele o nervo a gruta os versos.
Anoto as árvores que caem, obsessiva,
debaixo do rodado de automóveis
dei-te tudo, possessiva, e fiquei
sem folhas, mas ri, atapetando
a traça dorida de teus passos
mordidos pela época e pelo trânsito.
*
Confesso: às vezes somente
a voz da tua pele apela
às verdades dormentes
ou opressas debaixo
da máquina do pensamento,
mas eu não te deixo.
Confesso: qualquer vestido
modesto de elementar singeleza
sublinhará a face sem adereços
da tua infanta, a silhueta
escondida será uma adivinha,
minha aura velada de leveza.
Confesso: nesta hora ébria
de contigo regressar à perdida
infância que resguarda
a inocência da desconfiança...
faz-me uma festa, fala comigo:
saudades eu tenho, de chorar.»
Roubei o poema do blog do Rui
julho 19, 2003
É BOM ASSIM
Gosto das coisas que acabam em bem. Gosto muito dos meus amigos que me dão a alegria de viver a diferença. Por isso mesmo gostei de ver que o «DNA», depois de iniciada a polémica blogs/imprensa, publica agora a página «Bloguices», com um roteiro varíável da blogosfera, espécie de guia de entrada a este universo, que o excerto abaixo extraído do Aviz tão bem relata.
E já que estamos no «DNA», nesta edição recomenda-se vivamente a entrevista que Anabela Mota Ribeiro fez ao publicitário e agitador (é sempre isto que ele, sobretudo, me pareceu) Pedro Bidarra.
Gosto das coisas que acabam em bem. Gosto muito dos meus amigos que me dão a alegria de viver a diferença. Por isso mesmo gostei de ver que o «DNA», depois de iniciada a polémica blogs/imprensa, publica agora a página «Bloguices», com um roteiro varíável da blogosfera, espécie de guia de entrada a este universo, que o excerto abaixo extraído do Aviz tão bem relata.
E já que estamos no «DNA», nesta edição recomenda-se vivamente a entrevista que Anabela Mota Ribeiro fez ao publicitário e agitador (é sempre isto que ele, sobretudo, me pareceu) Pedro Bidarra.
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É BOM ASSIM
Gosto das coisas que acabam em bem. Gosto muito dos meus amigos que me dão a alegria de viver a diferença. Por isso mesmo gostei de ver que o «DNA», depois de iniciada a polémica blogs/imprensa, publica agora a página «Bloguices», com um roteiro varíável da blogosfera, espécie de guia de entrada a este universo, que o excerto abaixo extraído do Aviz tão bem relata.
E já que estamos no «DNA», nesta edição recomenda-se vivamente a entrevista que Anabela Mota Ribeiro fez ao publicitário e agitador (é sempre isto que ele, sobretudo, me pareceu) Pedro Bidarra.
Gosto das coisas que acabam em bem. Gosto muito dos meus amigos que me dão a alegria de viver a diferença. Por isso mesmo gostei de ver que o «DNA», depois de iniciada a polémica blogs/imprensa, publica agora a página «Bloguices», com um roteiro varíável da blogosfera, espécie de guia de entrada a este universo, que o excerto abaixo extraído do Aviz tão bem relata.
E já que estamos no «DNA», nesta edição recomenda-se vivamente a entrevista que Anabela Mota Ribeiro fez ao publicitário e agitador (é sempre isto que ele, sobretudo, me pareceu) Pedro Bidarra.
A SABEDORIA DE AVIZ
«Há nos blogs uma fragilidade muito evidente: são coisas que se escrevem porque sim, porque apetece naquele momento, porque nos lembramos, porque alguém falou disso, porque a ventania vem do lado do mar, porque o pó se levantou no meio do deserto em frases curtas, em textos longos, ou porque começou a chover no domingo. Essa fragilidade é um bem porque podemos discutir com ela — ou comover-nos. Ah, mas claro que a comoção é um perigo, tal como a pieguice, a lamechice, o horror aos outros, sim, claro que é. Mas pior do que isso vão ser os blogs dos deputados quando o parlamento publicar o livro de estilo (será como o código de conduta do Expresso?). ». Estas sábias palavras vêm da planície, de
Aviz e merecem ser lidas e relidas. Obrigado Francisco.
«Há nos blogs uma fragilidade muito evidente: são coisas que se escrevem porque sim, porque apetece naquele momento, porque nos lembramos, porque alguém falou disso, porque a ventania vem do lado do mar, porque o pó se levantou no meio do deserto em frases curtas, em textos longos, ou porque começou a chover no domingo. Essa fragilidade é um bem porque podemos discutir com ela — ou comover-nos. Ah, mas claro que a comoção é um perigo, tal como a pieguice, a lamechice, o horror aos outros, sim, claro que é. Mas pior do que isso vão ser os blogs dos deputados quando o parlamento publicar o livro de estilo (será como o código de conduta do Expresso?). ». Estas sábias palavras vêm da planície, de
Aviz e merecem ser lidas e relidas. Obrigado Francisco.
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A SABEDORIA DE AVIZ
«Há nos blogs uma fragilidade muito evidente: são coisas que se escrevem porque sim, porque apetece naquele momento, porque nos lembramos, porque alguém falou disso, porque a ventania vem do lado do mar, porque o pó se levantou no meio do deserto em frases curtas, em textos longos, ou porque começou a chover no domingo. Essa fragilidade é um bem porque podemos discutir com ela — ou comover-nos. Ah, mas claro que a comoção é um perigo, tal como a pieguice, a lamechice, o horror aos outros, sim, claro que é. Mas pior do que isso vão ser os blogs dos deputados quando o parlamento publicar o livro de estilo (será como o código de conduta do Expresso?). ». Estas sábias palavras vêm da planície, de
Aviz e merecem ser lidas e relidas. Obrigado Francisco.
«Há nos blogs uma fragilidade muito evidente: são coisas que se escrevem porque sim, porque apetece naquele momento, porque nos lembramos, porque alguém falou disso, porque a ventania vem do lado do mar, porque o pó se levantou no meio do deserto em frases curtas, em textos longos, ou porque começou a chover no domingo. Essa fragilidade é um bem porque podemos discutir com ela — ou comover-nos. Ah, mas claro que a comoção é um perigo, tal como a pieguice, a lamechice, o horror aos outros, sim, claro que é. Mas pior do que isso vão ser os blogs dos deputados quando o parlamento publicar o livro de estilo (será como o código de conduta do Expresso?). ». Estas sábias palavras vêm da planície, de
Aviz e merecem ser lidas e relidas. Obrigado Francisco.
INCRÍVEL 3
Em qualquer jornal que comece a ler dou com o romance policial do Verão: a troca de piropos entre Pinto da Costa e a sua ex-mulher, Filomena. O caso foi iniciado no «Expresso» da mesma semana em que publicou o já célebre «Código de Conduta», mas agora percorre alegremente toda a imprensa. Não haverá mais nada do que relatar os insultos e agressões do dirigente portista?
Em qualquer jornal que comece a ler dou com o romance policial do Verão: a troca de piropos entre Pinto da Costa e a sua ex-mulher, Filomena. O caso foi iniciado no «Expresso» da mesma semana em que publicou o já célebre «Código de Conduta», mas agora percorre alegremente toda a imprensa. Não haverá mais nada do que relatar os insultos e agressões do dirigente portista?
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INCRÍVEL 3
Em qualquer jornal que comece a ler dou com o romance policial do Verão: a troca de piropos entre Pinto da Costa e a sua ex-mulher, Filomena. O caso foi iniciado no «Expresso» da mesma semana em que publicou o já célebre «Código de Conduta», mas agora percorre alegremente toda a imprensa. Não haverá mais nada do que relatar os insultos e agressões do dirigente portista?
Em qualquer jornal que comece a ler dou com o romance policial do Verão: a troca de piropos entre Pinto da Costa e a sua ex-mulher, Filomena. O caso foi iniciado no «Expresso» da mesma semana em que publicou o já célebre «Código de Conduta», mas agora percorre alegremente toda a imprensa. Não haverá mais nada do que relatar os insultos e agressões do dirigente portista?
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INCRÍVEL 2
O «Expresso» de hoje publica o boletim de férias da classe política, nas páginas 14 e 15, sob o título «Férias de tanga». É preciso ler para acreditar como a coscuvlhice serve para encher duas páginas.
O «Expresso» de hoje publica o boletim de férias da classe política, nas páginas 14 e 15, sob o título «Férias de tanga». É preciso ler para acreditar como a coscuvlhice serve para encher duas páginas.
INCRÍVEL 1
Estou sentado no terraço a folhear jornais. Por ser o primeiro dia de férias trouxe na molhada de papel o «Semanário». Já nem sabia que existia. Qualquer semelhança entre um jornal e aquela publicação é pura coincidência. Na capa há desde recados a campanhas, passando por especulações e suposições - que lá foram sendo impressas. Nem percebo quel o sentido disto: só deve ser mesmo lido nos gabinetes de ministérios e direcções-gerais e deve haver quem pense que é boa maneira de fazer chegar recados a alguém conseguir publicar alguma coisa no jornal. Já tinha reparado, desde há uns anos, que há muitos políticos (desde que estejam em posição de serem considerados «boas fontes») que usam esse método: descaem-se com uma afirmação, na altura apenas um desejo ou uma intenção, para que alguém a publique como verídica e se consiga, eventualmente, que o desejo se transforme em realidade porque alguém achou que já estava assim decidido. Também já reparei que alguns ministros telecomandam a governação de outros ministérios com farto recurso a este método. O maior especialista nessa prática, no entanto, não está neste Governo - estava no anterior. Aceitam-se apostas sobre o seu nome.
Estou sentado no terraço a folhear jornais. Por ser o primeiro dia de férias trouxe na molhada de papel o «Semanário». Já nem sabia que existia. Qualquer semelhança entre um jornal e aquela publicação é pura coincidência. Na capa há desde recados a campanhas, passando por especulações e suposições - que lá foram sendo impressas. Nem percebo quel o sentido disto: só deve ser mesmo lido nos gabinetes de ministérios e direcções-gerais e deve haver quem pense que é boa maneira de fazer chegar recados a alguém conseguir publicar alguma coisa no jornal. Já tinha reparado, desde há uns anos, que há muitos políticos (desde que estejam em posição de serem considerados «boas fontes») que usam esse método: descaem-se com uma afirmação, na altura apenas um desejo ou uma intenção, para que alguém a publique como verídica e se consiga, eventualmente, que o desejo se transforme em realidade porque alguém achou que já estava assim decidido. Também já reparei que alguns ministros telecomandam a governação de outros ministérios com farto recurso a este método. O maior especialista nessa prática, no entanto, não está neste Governo - estava no anterior. Aceitam-se apostas sobre o seu nome.
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INCRÍVEL 1
Estou sentado no terraço a folhear jornais. Por ser o primeiro dia de férias trouxe na molhada de papel o «Semanário». Já nem sabia que existia. Qualquer semelhança entre um jornal e aquela publicação é pura coincidência. Na capa há desde recados a campanhas, passando por especulações e suposições - que lá foram sendo impressas. Nem percebo quel o sentido disto: só deve ser mesmo lido nos gabinetes de ministérios e direcções-gerais e deve haver quem pense que é boa maneira de fazer chegar recados a alguém conseguir publicar alguma coisa no jornal. Já tinha reparado, desde há uns anos, que há muitos políticos (desde que estejam em posição de serem considerados «boas fontes») que usam esse método: descaem-se com uma afirmação, na altura apenas um desejo ou uma intenção, para que alguém a publique como verídica e se consiga, eventualmente, que o desejo se transforme em realidade porque alguém achou que já estava assim decidido. Também já reparei que alguns ministros telecomandam a governação de outros ministérios com farto recurso a este método. O maior especialista nessa prática, no entanto, não está neste Governo - estava no anterior. Aceitam-se apostas sobre o seu nome.
Estou sentado no terraço a folhear jornais. Por ser o primeiro dia de férias trouxe na molhada de papel o «Semanário». Já nem sabia que existia. Qualquer semelhança entre um jornal e aquela publicação é pura coincidência. Na capa há desde recados a campanhas, passando por especulações e suposições - que lá foram sendo impressas. Nem percebo quel o sentido disto: só deve ser mesmo lido nos gabinetes de ministérios e direcções-gerais e deve haver quem pense que é boa maneira de fazer chegar recados a alguém conseguir publicar alguma coisa no jornal. Já tinha reparado, desde há uns anos, que há muitos políticos (desde que estejam em posição de serem considerados «boas fontes») que usam esse método: descaem-se com uma afirmação, na altura apenas um desejo ou uma intenção, para que alguém a publique como verídica e se consiga, eventualmente, que o desejo se transforme em realidade porque alguém achou que já estava assim decidido. Também já reparei que alguns ministros telecomandam a governação de outros ministérios com farto recurso a este método. O maior especialista nessa prática, no entanto, não está neste Governo - estava no anterior. Aceitam-se apostas sobre o seu nome.
julho 18, 2003
VIVA D. QUIXOTE
O sempre atento editor Nelson de Matos, da Dom Quixote, referindo-se ao meu post sobre o livro «O Segredo de Joe Gould», por Joseph Mitchell, sublinha que ele «está publicado em Portugal há mais de 2 anos.Digo-o em protecção da edição portuguesa que não é tão "bera" quanto alguns a "pintam"». Boa. Vou já à procura. Estão a ver para que servem os blogs? Sempre se vai descobrindo mais qualquer coisa.
O sempre atento editor Nelson de Matos, da Dom Quixote, referindo-se ao meu post sobre o livro «O Segredo de Joe Gould», por Joseph Mitchell, sublinha que ele «está publicado em Portugal há mais de 2 anos.Digo-o em protecção da edição portuguesa que não é tão "bera" quanto alguns a "pintam"». Boa. Vou já à procura. Estão a ver para que servem os blogs? Sempre se vai descobrindo mais qualquer coisa.
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VIVA D. QUIXOTE
O sempre atento editor Nelson de Matos, da Dom Quixote, referindo-se ao meu post sobre o livro «O Segredo de Joe Gould», por Joseph Mitchell, sublinha que ele «está publicado em Portugal há mais de 2 anos.Digo-o em protecção da edição portuguesa que não é tão "bera" quanto alguns a "pintam"». Boa. Vou já à procura. Estão a ver para que servem os blogs? Sempre se vai descobrindo mais qualquer coisa.
O sempre atento editor Nelson de Matos, da Dom Quixote, referindo-se ao meu post sobre o livro «O Segredo de Joe Gould», por Joseph Mitchell, sublinha que ele «está publicado em Portugal há mais de 2 anos.Digo-o em protecção da edição portuguesa que não é tão "bera" quanto alguns a "pintam"». Boa. Vou já à procura. Estão a ver para que servem os blogs? Sempre se vai descobrindo mais qualquer coisa.
HOJE A ESQUINA ESTÁ NAS BANCAS
Já se sabe, sexta-feira é dia da edição impressa da ESQUINA, nas páginas do «Jornal de Negócios». Na coluna de hoje dediquei-me à polémica sobre o que estou a fazer hoje em dia: organizar uma mais próxima colaboração entre o serviço público de televisão e a sociedade.
Excertos:
«...A ideia que me agrada no conceito de abertura de um canal de televisão à sociedade é, fundamentalmente, a de viver um desafio da comunicação: conseguir novos intervenientes, novas mensagens, mais proximidade, menos exclusão. Alguns dirão que é uma utopia irrealizável. Eu acho que é um desafio possível. E acho que muita gente que se afirma contra o projecto, se tivesse sido autora da ideia, a estaria a defender com unhas e dentes. Mas isto faz parte do cinismo do costume.
...
Na minha opinião grande parte do panorama mediático português é ocupado pelos mesmos protagonistas: os mesmos políticos, os mesmos sindicalistas, os mesmos autarcas, os mesmos especialistas, os mesmos artistas, os mesmos clubes, os mesmos dirigentes. Este grupo de protagonistas, a que eu costumo chamar em jeito de brincadeira «os cromos do costume», funciona em círculo fechado com o auxílio dos próprios media. São sempre os mesmos que se comentam uns aos outros (e esta é uma das grandes limitações democráticas daquela estranha forma de jornalismo que chega a privilegiar a reacção à própria notícia), e a agenda noticiosa é dominada por eles, não tanto pela importância de facto do que fazem, mas pela relação perversa de cumplicidade que estabeleceram com os media.
...
Acontece que, há anos, ouço gente de valor e de mérito a queixar-se de que tem coisas interessantes a dizer e que não consegue ter acesso a nenhum local onde seja relevante dizê-las. Resolver esta questão do acesso, sair fora do universo dos «cromos do costume» - ou seja, ir sempre descobrindo novos cromos, é parte do que me interessa fazer – e é um dos conceitos fundadores do projecto de abertura do novo canal 2.
Um processo destes não se faz por decreto – mas a nova Lei da Televisão aprovada esta semana na Assembleia da República, apesar de mais tímida do que eu desejaria, permite começar a trabalhar nesse sentido. Um processo destes tem que ser constante: não se abre no dia 5 e fecha no dia 20, como os saldos. Não é uma excepção, é uma regra que exige ter atenção, procurar constantemente quem pode te alguma coisa interessante a dizer em prol da sociedade, quem pode ajudar. A abertura à sociedade não é uma inauguração, é um método de trabalho. Um método de trabalho que há muito anda esquecido de bastantes media.»
Já se sabe, sexta-feira é dia da edição impressa da ESQUINA, nas páginas do «Jornal de Negócios». Na coluna de hoje dediquei-me à polémica sobre o que estou a fazer hoje em dia: organizar uma mais próxima colaboração entre o serviço público de televisão e a sociedade.
Excertos:
«...A ideia que me agrada no conceito de abertura de um canal de televisão à sociedade é, fundamentalmente, a de viver um desafio da comunicação: conseguir novos intervenientes, novas mensagens, mais proximidade, menos exclusão. Alguns dirão que é uma utopia irrealizável. Eu acho que é um desafio possível. E acho que muita gente que se afirma contra o projecto, se tivesse sido autora da ideia, a estaria a defender com unhas e dentes. Mas isto faz parte do cinismo do costume.
...
Na minha opinião grande parte do panorama mediático português é ocupado pelos mesmos protagonistas: os mesmos políticos, os mesmos sindicalistas, os mesmos autarcas, os mesmos especialistas, os mesmos artistas, os mesmos clubes, os mesmos dirigentes. Este grupo de protagonistas, a que eu costumo chamar em jeito de brincadeira «os cromos do costume», funciona em círculo fechado com o auxílio dos próprios media. São sempre os mesmos que se comentam uns aos outros (e esta é uma das grandes limitações democráticas daquela estranha forma de jornalismo que chega a privilegiar a reacção à própria notícia), e a agenda noticiosa é dominada por eles, não tanto pela importância de facto do que fazem, mas pela relação perversa de cumplicidade que estabeleceram com os media.
...
Acontece que, há anos, ouço gente de valor e de mérito a queixar-se de que tem coisas interessantes a dizer e que não consegue ter acesso a nenhum local onde seja relevante dizê-las. Resolver esta questão do acesso, sair fora do universo dos «cromos do costume» - ou seja, ir sempre descobrindo novos cromos, é parte do que me interessa fazer – e é um dos conceitos fundadores do projecto de abertura do novo canal 2.
Um processo destes não se faz por decreto – mas a nova Lei da Televisão aprovada esta semana na Assembleia da República, apesar de mais tímida do que eu desejaria, permite começar a trabalhar nesse sentido. Um processo destes tem que ser constante: não se abre no dia 5 e fecha no dia 20, como os saldos. Não é uma excepção, é uma regra que exige ter atenção, procurar constantemente quem pode te alguma coisa interessante a dizer em prol da sociedade, quem pode ajudar. A abertura à sociedade não é uma inauguração, é um método de trabalho. Um método de trabalho que há muito anda esquecido de bastantes media.»
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HOJE A ESQUINA ESTÁ NAS BANCAS
Já se sabe, sexta-feira é dia da edição impressa da ESQUINA, nas páginas do «Jornal de Negócios». Na coluna de hoje dediquei-me à polémica sobre o que estou a fazer hoje em dia: organizar uma mais próxima colaboração entre o serviço público de televisão e a sociedade.
Excertos:
«...A ideia que me agrada no conceito de abertura de um canal de televisão à sociedade é, fundamentalmente, a de viver um desafio da comunicação: conseguir novos intervenientes, novas mensagens, mais proximidade, menos exclusão. Alguns dirão que é uma utopia irrealizável. Eu acho que é um desafio possível. E acho que muita gente que se afirma contra o projecto, se tivesse sido autora da ideia, a estaria a defender com unhas e dentes. Mas isto faz parte do cinismo do costume.
...
Na minha opinião grande parte do panorama mediático português é ocupado pelos mesmos protagonistas: os mesmos políticos, os mesmos sindicalistas, os mesmos autarcas, os mesmos especialistas, os mesmos artistas, os mesmos clubes, os mesmos dirigentes. Este grupo de protagonistas, a que eu costumo chamar em jeito de brincadeira «os cromos do costume», funciona em círculo fechado com o auxílio dos próprios media. São sempre os mesmos que se comentam uns aos outros (e esta é uma das grandes limitações democráticas daquela estranha forma de jornalismo que chega a privilegiar a reacção à própria notícia), e a agenda noticiosa é dominada por eles, não tanto pela importância de facto do que fazem, mas pela relação perversa de cumplicidade que estabeleceram com os media.
...
Acontece que, há anos, ouço gente de valor e de mérito a queixar-se de que tem coisas interessantes a dizer e que não consegue ter acesso a nenhum local onde seja relevante dizê-las. Resolver esta questão do acesso, sair fora do universo dos «cromos do costume» - ou seja, ir sempre descobrindo novos cromos, é parte do que me interessa fazer – e é um dos conceitos fundadores do projecto de abertura do novo canal 2.
Um processo destes não se faz por decreto – mas a nova Lei da Televisão aprovada esta semana na Assembleia da República, apesar de mais tímida do que eu desejaria, permite começar a trabalhar nesse sentido. Um processo destes tem que ser constante: não se abre no dia 5 e fecha no dia 20, como os saldos. Não é uma excepção, é uma regra que exige ter atenção, procurar constantemente quem pode te alguma coisa interessante a dizer em prol da sociedade, quem pode ajudar. A abertura à sociedade não é uma inauguração, é um método de trabalho. Um método de trabalho que há muito anda esquecido de bastantes media.»
Já se sabe, sexta-feira é dia da edição impressa da ESQUINA, nas páginas do «Jornal de Negócios». Na coluna de hoje dediquei-me à polémica sobre o que estou a fazer hoje em dia: organizar uma mais próxima colaboração entre o serviço público de televisão e a sociedade.
Excertos:
«...A ideia que me agrada no conceito de abertura de um canal de televisão à sociedade é, fundamentalmente, a de viver um desafio da comunicação: conseguir novos intervenientes, novas mensagens, mais proximidade, menos exclusão. Alguns dirão que é uma utopia irrealizável. Eu acho que é um desafio possível. E acho que muita gente que se afirma contra o projecto, se tivesse sido autora da ideia, a estaria a defender com unhas e dentes. Mas isto faz parte do cinismo do costume.
...
Na minha opinião grande parte do panorama mediático português é ocupado pelos mesmos protagonistas: os mesmos políticos, os mesmos sindicalistas, os mesmos autarcas, os mesmos especialistas, os mesmos artistas, os mesmos clubes, os mesmos dirigentes. Este grupo de protagonistas, a que eu costumo chamar em jeito de brincadeira «os cromos do costume», funciona em círculo fechado com o auxílio dos próprios media. São sempre os mesmos que se comentam uns aos outros (e esta é uma das grandes limitações democráticas daquela estranha forma de jornalismo que chega a privilegiar a reacção à própria notícia), e a agenda noticiosa é dominada por eles, não tanto pela importância de facto do que fazem, mas pela relação perversa de cumplicidade que estabeleceram com os media.
...
Acontece que, há anos, ouço gente de valor e de mérito a queixar-se de que tem coisas interessantes a dizer e que não consegue ter acesso a nenhum local onde seja relevante dizê-las. Resolver esta questão do acesso, sair fora do universo dos «cromos do costume» - ou seja, ir sempre descobrindo novos cromos, é parte do que me interessa fazer – e é um dos conceitos fundadores do projecto de abertura do novo canal 2.
Um processo destes não se faz por decreto – mas a nova Lei da Televisão aprovada esta semana na Assembleia da República, apesar de mais tímida do que eu desejaria, permite começar a trabalhar nesse sentido. Um processo destes tem que ser constante: não se abre no dia 5 e fecha no dia 20, como os saldos. Não é uma excepção, é uma regra que exige ter atenção, procurar constantemente quem pode te alguma coisa interessante a dizer em prol da sociedade, quem pode ajudar. A abertura à sociedade não é uma inauguração, é um método de trabalho. Um método de trabalho que há muito anda esquecido de bastantes media.»
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TU
Vens de noite, no sonho
(citação de um poema de Ana Marques Gastão que vi no poesias e prosas)
Vens de noite, no sonho
(citação de um poema de Ana Marques Gastão que vi no poesias e prosas)
POESIA
Mão amiga enviou para a Esquina o link de um local a não perder, dedicado à poesia. Chama-se poesias e prosas. «Este site surgiu na sequência de alguns anos em canais de poesia, no IRC, a ler e a passar poetas portugueses e de outras nacionalidades. Frequentemente nos pediam para darmos páginas de poetas ou determinadospoemas. Decidimos, então, criar esta página, alargando-a aos poetas do IRC que
a isso estivessem dispostos e a escritores e outras formas de expressão, como pintura e fotografia.
O nome escolhido foi o do canal do IRC onde mais passam estes poemas, #poesias_e_prosas, embora também surjam no #poesia» - referem os organizadores da página.
Mão amiga enviou para a Esquina o link de um local a não perder, dedicado à poesia. Chama-se poesias e prosas. «Este site surgiu na sequência de alguns anos em canais de poesia, no IRC, a ler e a passar poetas portugueses e de outras nacionalidades. Frequentemente nos pediam para darmos páginas de poetas ou determinadospoemas. Decidimos, então, criar esta página, alargando-a aos poetas do IRC que
a isso estivessem dispostos e a escritores e outras formas de expressão, como pintura e fotografia.
O nome escolhido foi o do canal do IRC onde mais passam estes poemas, #poesias_e_prosas, embora também surjam no #poesia» - referem os organizadores da página.
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POESIA
Mão amiga enviou para a Esquina o link de um local a não perder, dedicado à poesia. Chama-se poesias e prosas. «Este site surgiu na sequência de alguns anos em canais de poesia, no IRC, a ler e a passar poetas portugueses e de outras nacionalidades. Frequentemente nos pediam para darmos páginas de poetas ou determinadospoemas. Decidimos, então, criar esta página, alargando-a aos poetas do IRC que
a isso estivessem dispostos e a escritores e outras formas de expressão, como pintura e fotografia.
O nome escolhido foi o do canal do IRC onde mais passam estes poemas, #poesias_e_prosas, embora também surjam no #poesia» - referem os organizadores da página.
Mão amiga enviou para a Esquina o link de um local a não perder, dedicado à poesia. Chama-se poesias e prosas. «Este site surgiu na sequência de alguns anos em canais de poesia, no IRC, a ler e a passar poetas portugueses e de outras nacionalidades. Frequentemente nos pediam para darmos páginas de poetas ou determinadospoemas. Decidimos, então, criar esta página, alargando-a aos poetas do IRC que
a isso estivessem dispostos e a escritores e outras formas de expressão, como pintura e fotografia.
O nome escolhido foi o do canal do IRC onde mais passam estes poemas, #poesias_e_prosas, embora também surjam no #poesia» - referem os organizadores da página.
A PRIMEIRA SONDAGEM NO IRAQUE
A edição desta semana do Spectator dedica a capa à primeira sondagem de opinião feita no Iraque depois da guerra. Intitulado «The Voice Of Baghdad», o artigo de Peter Kellner analisa a primeira sondagem sistemática feira no Iraque nos últimos meses, e apresenta uma população cheia de ansiedade, mas também convencida de que a guerra tornou o seu futuro mais risonho. Dois em cada três entrevistados confessam que Baghdad está mais insegura, mas apenas um em oito deseja que os soldados norte americanos e ingleses deixem já o país. A guerra foi considerada justa por 50% dos entrevistados e errada por apenas 27%. Na edição pode ainda ler-se o relato das dificuldades de fazer uma sondagem em circunstâncias de pós-guerra, como acontece agora no Iraque e contam-se alguns episódios interessantes de todo o processo.
A edição desta semana do Spectator dedica a capa à primeira sondagem de opinião feita no Iraque depois da guerra. Intitulado «The Voice Of Baghdad», o artigo de Peter Kellner analisa a primeira sondagem sistemática feira no Iraque nos últimos meses, e apresenta uma população cheia de ansiedade, mas também convencida de que a guerra tornou o seu futuro mais risonho. Dois em cada três entrevistados confessam que Baghdad está mais insegura, mas apenas um em oito deseja que os soldados norte americanos e ingleses deixem já o país. A guerra foi considerada justa por 50% dos entrevistados e errada por apenas 27%. Na edição pode ainda ler-se o relato das dificuldades de fazer uma sondagem em circunstâncias de pós-guerra, como acontece agora no Iraque e contam-se alguns episódios interessantes de todo o processo.
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A PRIMEIRA SONDAGEM NO IRAQUE
A edição desta semana do Spectator dedica a capa à primeira sondagem de opinião feita no Iraque depois da guerra. Intitulado «The Voice Of Baghdad», o artigo de Peter Kellner analisa a primeira sondagem sistemática feira no Iraque nos últimos meses, e apresenta uma população cheia de ansiedade, mas também convencida de que a guerra tornou o seu futuro mais risonho. Dois em cada três entrevistados confessam que Baghdad está mais insegura, mas apenas um em oito deseja que os soldados norte americanos e ingleses deixem já o país. A guerra foi considerada justa por 50% dos entrevistados e errada por apenas 27%. Na edição pode ainda ler-se o relato das dificuldades de fazer uma sondagem em circunstâncias de pós-guerra, como acontece agora no Iraque e contam-se alguns episódios interessantes de todo o processo.
A edição desta semana do Spectator dedica a capa à primeira sondagem de opinião feita no Iraque depois da guerra. Intitulado «The Voice Of Baghdad», o artigo de Peter Kellner analisa a primeira sondagem sistemática feira no Iraque nos últimos meses, e apresenta uma população cheia de ansiedade, mas também convencida de que a guerra tornou o seu futuro mais risonho. Dois em cada três entrevistados confessam que Baghdad está mais insegura, mas apenas um em oito deseja que os soldados norte americanos e ingleses deixem já o país. A guerra foi considerada justa por 50% dos entrevistados e errada por apenas 27%. Na edição pode ainda ler-se o relato das dificuldades de fazer uma sondagem em circunstâncias de pós-guerra, como acontece agora no Iraque e contam-se alguns episódios interessantes de todo o processo.
A CASA BRANCA
Um excelente artigo de Walter Isaacson na «New Yorker», chamado Fighting Words analisa dois livros recentes que apresentam perspectivas diferentes sobre o que era a vida na Casa Branca com Bill Clinton. Um é o livro de memórias da sua mulher Hillary , «Living History» e o outro foi escrito por um colaborador próximo de Clinton, Sidney Blumenthal , e chama-se «The Clinton Wars». Blumenthal foi durante anos colaborador do «New Republic» e do «New Yorker» e depois trabalhou como assessor de Clinton durante alguns anos. Uma das coisas curiosas do artigo é um breve balanço do que têm sido os livros publicados sobre o exercício de mandatos por Presidentes norte-americanos, escritos por quem de perto conviveu com ele o exercício do poder. Claro que se fica logo a pensar porque será que (quase) nada disto se passa em Portugal. As memórias do Dr. Alfredo Barroso haviam de ser bem curiosas...
Um excelente artigo de Walter Isaacson na «New Yorker», chamado Fighting Words analisa dois livros recentes que apresentam perspectivas diferentes sobre o que era a vida na Casa Branca com Bill Clinton. Um é o livro de memórias da sua mulher Hillary , «Living History» e o outro foi escrito por um colaborador próximo de Clinton, Sidney Blumenthal , e chama-se «The Clinton Wars». Blumenthal foi durante anos colaborador do «New Republic» e do «New Yorker» e depois trabalhou como assessor de Clinton durante alguns anos. Uma das coisas curiosas do artigo é um breve balanço do que têm sido os livros publicados sobre o exercício de mandatos por Presidentes norte-americanos, escritos por quem de perto conviveu com ele o exercício do poder. Claro que se fica logo a pensar porque será que (quase) nada disto se passa em Portugal. As memórias do Dr. Alfredo Barroso haviam de ser bem curiosas...
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A CASA BRANCA
Um excelente artigo de Walter Isaacson na «New Yorker», chamado Fighting Words analisa dois livros recentes que apresentam perspectivas diferentes sobre o que era a vida na Casa Branca com Bill Clinton. Um é o livro de memórias da sua mulher Hillary , «Living History» e o outro foi escrito por um colaborador próximo de Clinton, Sidney Blumenthal , e chama-se «The Clinton Wars». Blumenthal foi durante anos colaborador do «New Republic» e do «New Yorker» e depois trabalhou como assessor de Clinton durante alguns anos. Uma das coisas curiosas do artigo é um breve balanço do que têm sido os livros publicados sobre o exercício de mandatos por Presidentes norte-americanos, escritos por quem de perto conviveu com ele o exercício do poder. Claro que se fica logo a pensar porque será que (quase) nada disto se passa em Portugal. As memórias do Dr. Alfredo Barroso haviam de ser bem curiosas...
Um excelente artigo de Walter Isaacson na «New Yorker», chamado Fighting Words analisa dois livros recentes que apresentam perspectivas diferentes sobre o que era a vida na Casa Branca com Bill Clinton. Um é o livro de memórias da sua mulher Hillary , «Living History» e o outro foi escrito por um colaborador próximo de Clinton, Sidney Blumenthal , e chama-se «The Clinton Wars». Blumenthal foi durante anos colaborador do «New Republic» e do «New Yorker» e depois trabalhou como assessor de Clinton durante alguns anos. Uma das coisas curiosas do artigo é um breve balanço do que têm sido os livros publicados sobre o exercício de mandatos por Presidentes norte-americanos, escritos por quem de perto conviveu com ele o exercício do poder. Claro que se fica logo a pensar porque será que (quase) nada disto se passa em Portugal. As memórias do Dr. Alfredo Barroso haviam de ser bem curiosas...
FRIENDSTERS
O novo grande êxito da Internet chama-se «Friendsters» e é um programa que facilita a descoberta de novos amigos, a criação de redes de ligações com os mesmos interesses. Lançado em Março, o programa deve atingir o milhão de aderentes dentro de dias e está a crescer ao ritmo de 20% por semana. A sua utilização está a ser um dos fenómenos mais comentados dos últimos meses. Veja o que a Wired escreveu sobre o assunto.
O novo grande êxito da Internet chama-se «Friendsters» e é um programa que facilita a descoberta de novos amigos, a criação de redes de ligações com os mesmos interesses. Lançado em Março, o programa deve atingir o milhão de aderentes dentro de dias e está a crescer ao ritmo de 20% por semana. A sua utilização está a ser um dos fenómenos mais comentados dos últimos meses. Veja o que a Wired escreveu sobre o assunto.
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FRIENDSTERS
O novo grande êxito da Internet chama-se «Friendsters» e é um programa que facilita a descoberta de novos amigos, a criação de redes de ligações com os mesmos interesses. Lançado em Março, o programa deve atingir o milhão de aderentes dentro de dias e está a crescer ao ritmo de 20% por semana. A sua utilização está a ser um dos fenómenos mais comentados dos últimos meses. Veja o que a Wired escreveu sobre o assunto.
O novo grande êxito da Internet chama-se «Friendsters» e é um programa que facilita a descoberta de novos amigos, a criação de redes de ligações com os mesmos interesses. Lançado em Março, o programa deve atingir o milhão de aderentes dentro de dias e está a crescer ao ritmo de 20% por semana. A sua utilização está a ser um dos fenómenos mais comentados dos últimos meses. Veja o que a Wired escreveu sobre o assunto.
julho 17, 2003
ANÁLISE DE IMPRENSA
Não conheço trabalho tão exaustivo e com o qual concorde tanto, em matéria de análise da imprensa que temos, como o que vem no guerra e pas. Não sei quem o assina, mas sabe do que fala. É certeiro na apreciação do «Correio da Manhã», de facto o melhor jornal português (outro dia defendi isto numa reunião e toda a gente ficou a olhar, mas todos reconheceram que não o têm lido), nos problemas de posicionamento do DN, na apreciação do «Expresso», na descrição da «Visão», até na história do «Independente». Há-de ser alguém que viveu bem por perto alguns destes processos, para falar como fala, com acerto, da «jornalistada». Que não lhe doam as mãozinhas e que continue assim por muito e longo tempo.
Não conheço trabalho tão exaustivo e com o qual concorde tanto, em matéria de análise da imprensa que temos, como o que vem no guerra e pas. Não sei quem o assina, mas sabe do que fala. É certeiro na apreciação do «Correio da Manhã», de facto o melhor jornal português (outro dia defendi isto numa reunião e toda a gente ficou a olhar, mas todos reconheceram que não o têm lido), nos problemas de posicionamento do DN, na apreciação do «Expresso», na descrição da «Visão», até na história do «Independente». Há-de ser alguém que viveu bem por perto alguns destes processos, para falar como fala, com acerto, da «jornalistada». Que não lhe doam as mãozinhas e que continue assim por muito e longo tempo.
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ANÁLISE DE IMPRENSA
Não conheço trabalho tão exaustivo e com o qual concorde tanto, em matéria de análise da imprensa que temos, como o que vem no guerra e pas. Não sei quem o assina, mas sabe do que fala. É certeiro na apreciação do «Correio da Manhã», de facto o melhor jornal português (outro dia defendi isto numa reunião e toda a gente ficou a olhar, mas todos reconheceram que não o têm lido), nos problemas de posicionamento do DN, na apreciação do «Expresso», na descrição da «Visão», até na história do «Independente». Há-de ser alguém que viveu bem por perto alguns destes processos, para falar como fala, com acerto, da «jornalistada». Que não lhe doam as mãozinhas e que continue assim por muito e longo tempo.
Não conheço trabalho tão exaustivo e com o qual concorde tanto, em matéria de análise da imprensa que temos, como o que vem no guerra e pas. Não sei quem o assina, mas sabe do que fala. É certeiro na apreciação do «Correio da Manhã», de facto o melhor jornal português (outro dia defendi isto numa reunião e toda a gente ficou a olhar, mas todos reconheceram que não o têm lido), nos problemas de posicionamento do DN, na apreciação do «Expresso», na descrição da «Visão», até na história do «Independente». Há-de ser alguém que viveu bem por perto alguns destes processos, para falar como fala, com acerto, da «jornalistada». Que não lhe doam as mãozinhas e que continue assim por muito e longo tempo.
O DIA ANTES
Não sei se isto vos acontece, mas o dia antes de ir de férias é sempre uma balbúrdia. Tenho a ideia de que as pessoas se esquecem deliberadamente de que vamos de férias e começam a marcar reuniões exactamente para esse dia - e com um bocado de sorte para os dias seguintes, para depois rematarem com um: «pois é, estás de férias, então isto tem que esperar».
A partida para férias é sempre um bocado caótica, de tal forma que já tive alturas em que pensava que era mais cansativo ir de férias do que ficar. Como nunca consigo desligar, de qualquer maneira, hoje em dia vou mais ou menos sossegado e tenho a rotina de ver e ouvir mensagens no telefone uma vez por dia, de espreitar o mail da mesma maneira. E este ano vou ter o passatempo acrescido de ir colocando nesta ESQUINA o que me fôr passando pela cabeça. Ao contrário do que algumas pessoas pensam isto não me causa stress, alivia-me até ir sabendo que está tudo a andar.
Desde que há uns anos deixei o jornalismo como actividade principal, percebi que o facto de ter mantido colunas de opinião me obrigava a um esforço de auto disciplina para me manter informado e, sobretudo, para pensar sobre o que me rodeia. Muitas vezes percebi que esta atenção tinha efeitos benéficos no meu trabalho, quer porque no decurso do que lia descobria informações úteis, quer porque no meio dos pensamentos ía também encontrando resposta e ligações para outros pensamentos.
Com o blog, e esta opção de me concentrar sobretudo nas novas formas de comunicação, passa-se o mesmo: tenho descoberto novos sites, tenho tido acesso a mais informação e, de uma forma geral, é isso que tenho tentado partilhar.
A PARTILHA
Existe um factor nos blogs que assume uma dimensão muito afectiva: a primeira esfera de acção dos blogs é a partilha. Há uma espécie de comportamento de confraria, de proximidade para com quem nos lê, mesmo que não os conheçamos directamente, que é muito diferente de qualquer outro media. Ainda por cima acabei por reparar, quer pelos mails, quer pelas indicações de proveniência das ligações à ESQUINA, que havia mais pessoas que conhecia que, não só tinham blogs curiosos, como me liam com regularidade.
Sendo público, o blog gera uma intimidade especial, acrescida pelas ferramentas que nos permitem ir percebendo quem nos lê, quando nos lê, como nos lê. Como todos os fenómenos do género, um blog alastra do círculos concêntricos repetidos, que se vão adicionando. Uma citação de um link num outro blog gera logo movimento. O curioso é que no blog se vê isto de forma quase automática.
Ontem, por exemplo, descobri um citação que não era habitual e fui ter ao Folgo Em Saber . Estou agora curioso por identificar a assinatura com a pessoa, mas lá chegarei. Estas descobertas fazem parte da alegria diária de um bloguista. E mais descobertas destas hão-de certamente acontecer.
Não sei se isto vos acontece, mas o dia antes de ir de férias é sempre uma balbúrdia. Tenho a ideia de que as pessoas se esquecem deliberadamente de que vamos de férias e começam a marcar reuniões exactamente para esse dia - e com um bocado de sorte para os dias seguintes, para depois rematarem com um: «pois é, estás de férias, então isto tem que esperar».
A partida para férias é sempre um bocado caótica, de tal forma que já tive alturas em que pensava que era mais cansativo ir de férias do que ficar. Como nunca consigo desligar, de qualquer maneira, hoje em dia vou mais ou menos sossegado e tenho a rotina de ver e ouvir mensagens no telefone uma vez por dia, de espreitar o mail da mesma maneira. E este ano vou ter o passatempo acrescido de ir colocando nesta ESQUINA o que me fôr passando pela cabeça. Ao contrário do que algumas pessoas pensam isto não me causa stress, alivia-me até ir sabendo que está tudo a andar.
Desde que há uns anos deixei o jornalismo como actividade principal, percebi que o facto de ter mantido colunas de opinião me obrigava a um esforço de auto disciplina para me manter informado e, sobretudo, para pensar sobre o que me rodeia. Muitas vezes percebi que esta atenção tinha efeitos benéficos no meu trabalho, quer porque no decurso do que lia descobria informações úteis, quer porque no meio dos pensamentos ía também encontrando resposta e ligações para outros pensamentos.
Com o blog, e esta opção de me concentrar sobretudo nas novas formas de comunicação, passa-se o mesmo: tenho descoberto novos sites, tenho tido acesso a mais informação e, de uma forma geral, é isso que tenho tentado partilhar.
A PARTILHA
Existe um factor nos blogs que assume uma dimensão muito afectiva: a primeira esfera de acção dos blogs é a partilha. Há uma espécie de comportamento de confraria, de proximidade para com quem nos lê, mesmo que não os conheçamos directamente, que é muito diferente de qualquer outro media. Ainda por cima acabei por reparar, quer pelos mails, quer pelas indicações de proveniência das ligações à ESQUINA, que havia mais pessoas que conhecia que, não só tinham blogs curiosos, como me liam com regularidade.
Sendo público, o blog gera uma intimidade especial, acrescida pelas ferramentas que nos permitem ir percebendo quem nos lê, quando nos lê, como nos lê. Como todos os fenómenos do género, um blog alastra do círculos concêntricos repetidos, que se vão adicionando. Uma citação de um link num outro blog gera logo movimento. O curioso é que no blog se vê isto de forma quase automática.
Ontem, por exemplo, descobri um citação que não era habitual e fui ter ao Folgo Em Saber . Estou agora curioso por identificar a assinatura com a pessoa, mas lá chegarei. Estas descobertas fazem parte da alegria diária de um bloguista. E mais descobertas destas hão-de certamente acontecer.
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O DIA ANTES
Não sei se isto vos acontece, mas o dia antes de ir de férias é sempre uma balbúrdia. Tenho a ideia de que as pessoas se esquecem deliberadamente de que vamos de férias e começam a marcar reuniões exactamente para esse dia - e com um bocado de sorte para os dias seguintes, para depois rematarem com um: «pois é, estás de férias, então isto tem que esperar».
A partida para férias é sempre um bocado caótica, de tal forma que já tive alturas em que pensava que era mais cansativo ir de férias do que ficar. Como nunca consigo desligar, de qualquer maneira, hoje em dia vou mais ou menos sossegado e tenho a rotina de ver e ouvir mensagens no telefone uma vez por dia, de espreitar o mail da mesma maneira. E este ano vou ter o passatempo acrescido de ir colocando nesta ESQUINA o que me fôr passando pela cabeça. Ao contrário do que algumas pessoas pensam isto não me causa stress, alivia-me até ir sabendo que está tudo a andar.
Desde que há uns anos deixei o jornalismo como actividade principal, percebi que o facto de ter mantido colunas de opinião me obrigava a um esforço de auto disciplina para me manter informado e, sobretudo, para pensar sobre o que me rodeia. Muitas vezes percebi que esta atenção tinha efeitos benéficos no meu trabalho, quer porque no decurso do que lia descobria informações úteis, quer porque no meio dos pensamentos ía também encontrando resposta e ligações para outros pensamentos.
Com o blog, e esta opção de me concentrar sobretudo nas novas formas de comunicação, passa-se o mesmo: tenho descoberto novos sites, tenho tido acesso a mais informação e, de uma forma geral, é isso que tenho tentado partilhar.
A PARTILHA
Existe um factor nos blogs que assume uma dimensão muito afectiva: a primeira esfera de acção dos blogs é a partilha. Há uma espécie de comportamento de confraria, de proximidade para com quem nos lê, mesmo que não os conheçamos directamente, que é muito diferente de qualquer outro media. Ainda por cima acabei por reparar, quer pelos mails, quer pelas indicações de proveniência das ligações à ESQUINA, que havia mais pessoas que conhecia que, não só tinham blogs curiosos, como me liam com regularidade.
Sendo público, o blog gera uma intimidade especial, acrescida pelas ferramentas que nos permitem ir percebendo quem nos lê, quando nos lê, como nos lê. Como todos os fenómenos do género, um blog alastra do círculos concêntricos repetidos, que se vão adicionando. Uma citação de um link num outro blog gera logo movimento. O curioso é que no blog se vê isto de forma quase automática.
Ontem, por exemplo, descobri um citação que não era habitual e fui ter ao Folgo Em Saber . Estou agora curioso por identificar a assinatura com a pessoa, mas lá chegarei. Estas descobertas fazem parte da alegria diária de um bloguista. E mais descobertas destas hão-de certamente acontecer.
Não sei se isto vos acontece, mas o dia antes de ir de férias é sempre uma balbúrdia. Tenho a ideia de que as pessoas se esquecem deliberadamente de que vamos de férias e começam a marcar reuniões exactamente para esse dia - e com um bocado de sorte para os dias seguintes, para depois rematarem com um: «pois é, estás de férias, então isto tem que esperar».
A partida para férias é sempre um bocado caótica, de tal forma que já tive alturas em que pensava que era mais cansativo ir de férias do que ficar. Como nunca consigo desligar, de qualquer maneira, hoje em dia vou mais ou menos sossegado e tenho a rotina de ver e ouvir mensagens no telefone uma vez por dia, de espreitar o mail da mesma maneira. E este ano vou ter o passatempo acrescido de ir colocando nesta ESQUINA o que me fôr passando pela cabeça. Ao contrário do que algumas pessoas pensam isto não me causa stress, alivia-me até ir sabendo que está tudo a andar.
Desde que há uns anos deixei o jornalismo como actividade principal, percebi que o facto de ter mantido colunas de opinião me obrigava a um esforço de auto disciplina para me manter informado e, sobretudo, para pensar sobre o que me rodeia. Muitas vezes percebi que esta atenção tinha efeitos benéficos no meu trabalho, quer porque no decurso do que lia descobria informações úteis, quer porque no meio dos pensamentos ía também encontrando resposta e ligações para outros pensamentos.
Com o blog, e esta opção de me concentrar sobretudo nas novas formas de comunicação, passa-se o mesmo: tenho descoberto novos sites, tenho tido acesso a mais informação e, de uma forma geral, é isso que tenho tentado partilhar.
A PARTILHA
Existe um factor nos blogs que assume uma dimensão muito afectiva: a primeira esfera de acção dos blogs é a partilha. Há uma espécie de comportamento de confraria, de proximidade para com quem nos lê, mesmo que não os conheçamos directamente, que é muito diferente de qualquer outro media. Ainda por cima acabei por reparar, quer pelos mails, quer pelas indicações de proveniência das ligações à ESQUINA, que havia mais pessoas que conhecia que, não só tinham blogs curiosos, como me liam com regularidade.
Sendo público, o blog gera uma intimidade especial, acrescida pelas ferramentas que nos permitem ir percebendo quem nos lê, quando nos lê, como nos lê. Como todos os fenómenos do género, um blog alastra do círculos concêntricos repetidos, que se vão adicionando. Uma citação de um link num outro blog gera logo movimento. O curioso é que no blog se vê isto de forma quase automática.
Ontem, por exemplo, descobri um citação que não era habitual e fui ter ao Folgo Em Saber . Estou agora curioso por identificar a assinatura com a pessoa, mas lá chegarei. Estas descobertas fazem parte da alegria diária de um bloguista. E mais descobertas destas hão-de certamente acontecer.
YAHOO COM MAIS NOTÍCIAS
A Yahoo passou a incluir na sua área noticiosa material do Washington Post. Vem tudo explicadoaqui.
A Yahoo passou a incluir na sua área noticiosa material do Washington Post. Vem tudo explicadoaqui.
A NOVA IMPRENSA REGIONAL
Começam a paracer os primeiros sinais de uma nova forma de imprensa regional, baseada na internet e com um grau de proximidade muito maior em relação às poulações. A Online Journalism Review tem um artigo interessante sobre o assunto
Começam a paracer os primeiros sinais de uma nova forma de imprensa regional, baseada na internet e com um grau de proximidade muito maior em relação às poulações. A Online Journalism Review tem um artigo interessante sobre o assunto
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A NOVA IMPRENSA REGIONAL
Começam a paracer os primeiros sinais de uma nova forma de imprensa regional, baseada na internet e com um grau de proximidade muito maior em relação às poulações. A Online Journalism Review tem um artigo interessante sobre o assunto
Começam a paracer os primeiros sinais de uma nova forma de imprensa regional, baseada na internet e com um grau de proximidade muito maior em relação às poulações. A Online Journalism Review tem um artigo interessante sobre o assunto
JORNALISMO NA NET: OS CONSELHOS DA BBC
Os media podem variar, mas os princípios básicos devem manter-se. Ora leiam lá as linhas seguintes e contem se acham que é isto que se passa na maioria das redacções portuguesas: «Mike Smartt, Editor-in-Chief of BBC News Online reminded journalists that they can “take old ideas and give them a new coat of paint.” There are many practices from traditional media that are easily and effectively adopted for online. Smartt encouraged journalists to stick to the basics of good editorial thinking, writing and editing, and he said that online newsrooms could be structured along the lines of traditional media. He encouraged editors to let ideas flow up from the ranks of journalists who are closest to day-to-day content, and said top editors should spend their time on the more strategic questions of technology and how content can be published efficiently. Smartt outlined the BBC's three-stage production process that includes a ticker, four-line brief and full story, and their long-range vision of publishing to multiple platforms from one content publishing system (CPS). In the future, Smartt hopes that BBC interactive journalists will be able to turn out stories for multiple platforms by entering text just once into the system. The BBC Interactive currently publishes to multiple platforms, including CEFAX, an analog television-based information service, the web and interactive television. ». A declaração foi proferida nas conferências de Vilanova, actualmente em curso, e qe podem ser seguidas aqui
Os media podem variar, mas os princípios básicos devem manter-se. Ora leiam lá as linhas seguintes e contem se acham que é isto que se passa na maioria das redacções portuguesas: «Mike Smartt, Editor-in-Chief of BBC News Online reminded journalists that they can “take old ideas and give them a new coat of paint.” There are many practices from traditional media that are easily and effectively adopted for online. Smartt encouraged journalists to stick to the basics of good editorial thinking, writing and editing, and he said that online newsrooms could be structured along the lines of traditional media. He encouraged editors to let ideas flow up from the ranks of journalists who are closest to day-to-day content, and said top editors should spend their time on the more strategic questions of technology and how content can be published efficiently. Smartt outlined the BBC's three-stage production process that includes a ticker, four-line brief and full story, and their long-range vision of publishing to multiple platforms from one content publishing system (CPS). In the future, Smartt hopes that BBC interactive journalists will be able to turn out stories for multiple platforms by entering text just once into the system. The BBC Interactive currently publishes to multiple platforms, including CEFAX, an analog television-based information service, the web and interactive television. ». A declaração foi proferida nas conferências de Vilanova, actualmente em curso, e qe podem ser seguidas aqui
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JORNALISMO NA NET: OS CONSELHOS DA BBC
Os media podem variar, mas os princípios básicos devem manter-se. Ora leiam lá as linhas seguintes e contem se acham que é isto que se passa na maioria das redacções portuguesas: «Mike Smartt, Editor-in-Chief of BBC News Online reminded journalists that they can “take old ideas and give them a new coat of paint.” There are many practices from traditional media that are easily and effectively adopted for online. Smartt encouraged journalists to stick to the basics of good editorial thinking, writing and editing, and he said that online newsrooms could be structured along the lines of traditional media. He encouraged editors to let ideas flow up from the ranks of journalists who are closest to day-to-day content, and said top editors should spend their time on the more strategic questions of technology and how content can be published efficiently. Smartt outlined the BBC's three-stage production process that includes a ticker, four-line brief and full story, and their long-range vision of publishing to multiple platforms from one content publishing system (CPS). In the future, Smartt hopes that BBC interactive journalists will be able to turn out stories for multiple platforms by entering text just once into the system. The BBC Interactive currently publishes to multiple platforms, including CEFAX, an analog television-based information service, the web and interactive television. ». A declaração foi proferida nas conferências de Vilanova, actualmente em curso, e qe podem ser seguidas aqui
Os media podem variar, mas os princípios básicos devem manter-se. Ora leiam lá as linhas seguintes e contem se acham que é isto que se passa na maioria das redacções portuguesas: «Mike Smartt, Editor-in-Chief of BBC News Online reminded journalists that they can “take old ideas and give them a new coat of paint.” There are many practices from traditional media that are easily and effectively adopted for online. Smartt encouraged journalists to stick to the basics of good editorial thinking, writing and editing, and he said that online newsrooms could be structured along the lines of traditional media. He encouraged editors to let ideas flow up from the ranks of journalists who are closest to day-to-day content, and said top editors should spend their time on the more strategic questions of technology and how content can be published efficiently. Smartt outlined the BBC's three-stage production process that includes a ticker, four-line brief and full story, and their long-range vision of publishing to multiple platforms from one content publishing system (CPS). In the future, Smartt hopes that BBC interactive journalists will be able to turn out stories for multiple platforms by entering text just once into the system. The BBC Interactive currently publishes to multiple platforms, including CEFAX, an analog television-based information service, the web and interactive television. ». A declaração foi proferida nas conferências de Vilanova, actualmente em curso, e qe podem ser seguidas aqui
julho 16, 2003
GIGANTES
Um dos meus grupos preferidos chama-se They Might Be Giants. É um duo, acústico, e o que toca é a força das palavras que cantam, a ironia desenfreada das suas canções, o olhar cáustico que lançam sobre o mundo. Pois bem, há um documentário feito sobre eles, que descobri, por acaso, na página da apple . Tem uma bela descrição do grupo, links para os sites relacionados, a história de como foi feito o documentário “Gigantic: A Tale of Two Johns” .
Um dos meus grupos preferidos chama-se They Might Be Giants. É um duo, acústico, e o que toca é a força das palavras que cantam, a ironia desenfreada das suas canções, o olhar cáustico que lançam sobre o mundo. Pois bem, há um documentário feito sobre eles, que descobri, por acaso, na página da apple . Tem uma bela descrição do grupo, links para os sites relacionados, a história de como foi feito o documentário “Gigantic: A Tale of Two Johns” .
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GIGANTES
Um dos meus grupos preferidos chama-se They Might Be Giants. É um duo, acústico, e o que toca é a força das palavras que cantam, a ironia desenfreada das suas canções, o olhar cáustico que lançam sobre o mundo. Pois bem, há um documentário feito sobre eles, que descobri, por acaso, na página da apple . Tem uma bela descrição do grupo, links para os sites relacionados, a história de como foi feito o documentário “Gigantic: A Tale of Two Johns” .
Um dos meus grupos preferidos chama-se They Might Be Giants. É um duo, acústico, e o que toca é a força das palavras que cantam, a ironia desenfreada das suas canções, o olhar cáustico que lançam sobre o mundo. Pois bem, há um documentário feito sobre eles, que descobri, por acaso, na página da apple . Tem uma bela descrição do grupo, links para os sites relacionados, a história de como foi feito o documentário “Gigantic: A Tale of Two Johns” .
INSÓNIA
Já não me consigo deitar cedo - quer dizer, quando me deito cedo, acordo cedíssimo. Estou de pestana aberta desde as cinco e meia da manhã, com ar descansado, irritado porque as edições dos jornais ainda não estão na net a esta hora. Zapo pelos canais e não encontro nada de interessante - esta é aliás a hora das televendas: haverá assim tanta gente doida para fazer compras compulsivas de colchões de encher e aparelhos para os abdominais a esta hora?
Invevitavelmente, depois de meia hora às voltas levanto-me. Venho para o computador ler blogs e reparo em alguns bons. Por exemplo nas certeiras palavras de Pedro Mexia no seu Dicionário do Diabo sobre as preocupações da Dra. Maria Barroso: «A dra. Maria Barroso diz que «há um grande desejo de fazer desaparecer a família Soares». Não faço ideia o que seja a «família Soares». Estou convencido de que vivemos em Democracia e em República, e que por isso não existe a «família Soares», mas o dr. Mário Soares, a dra. Maria Barroso e o dr. João Soares. E não vejo quem os queira «fazer desaparecer». O que percebo é que a dr. Maria Barroso quer exigir uma intocabilidade para si e para os seus»
. Estou mais descansado: a Bomba Inteligente já se deixou de tristezas e diz uma coisa muito acertada:«A televisão é um negócio em que não há moral. Não serve para educar, nem para ensinar nada a ninguém. Não serve para orientar e nem mesmo para informar. Trata-se de um negócio cujo objectivo é entreter. E o povo português diverte-se com a loucura e aplaude-a. Afinal de contas, quem não tem moral: a televisão ou os espectadores? ». É uma resposta à mais recente polémica da blogosfera, sobre a presença no último Herman de um jovem com problemas mentais. Pacheco Pereira foi dos primeiros a falar do assunto e hoje escreve «Ficava bem a Herman no próximo programa começar por calar o público, e dirigir-se aos espectadores dizendo uma coisa tão simples como isto : “na semana anterior ultrapassamos neste programa um limite que deve ser inultrapassável e tratamos mal um amigo nosso que tem problemas. Pedimos-lhe desculpas e pedimos desculpa ao público. Não se torna a repetir. " E depois segue o programa.» no seu
Abrupto. E para resumir a situação, eis o que se pode ler em O Gato Fedorento :«A blogosfera esta em polvorosa pela ida do Nando (o conhecido Emplastro) ao Herman Sic. Maldade, dizem. Sinceramente, acho que maldade maior é esta historia de lhe quererem pagar o arranjo dos dentes. O que se seguirá? Ensinar-lhe boas maneiras, para ele não estar sempre a ouvir o que dizem as pessoas que falam para a câmara? E depois? Deixa de ser o Emplastro e passa a ser só um qualquer? Já assisti a esta história de subida aos píncaros da fama e queda no abismo do esquecimento com o Zé Maria do Big Brother. Não é bonito. » Pelo menos para uma coisa serviu a insónia: já tratei do meu tamagoshi, que é como quem diz, já bloguei.
Já não me consigo deitar cedo - quer dizer, quando me deito cedo, acordo cedíssimo. Estou de pestana aberta desde as cinco e meia da manhã, com ar descansado, irritado porque as edições dos jornais ainda não estão na net a esta hora. Zapo pelos canais e não encontro nada de interessante - esta é aliás a hora das televendas: haverá assim tanta gente doida para fazer compras compulsivas de colchões de encher e aparelhos para os abdominais a esta hora?
Invevitavelmente, depois de meia hora às voltas levanto-me. Venho para o computador ler blogs e reparo em alguns bons. Por exemplo nas certeiras palavras de Pedro Mexia no seu Dicionário do Diabo sobre as preocupações da Dra. Maria Barroso: «A dra. Maria Barroso diz que «há um grande desejo de fazer desaparecer a família Soares». Não faço ideia o que seja a «família Soares». Estou convencido de que vivemos em Democracia e em República, e que por isso não existe a «família Soares», mas o dr. Mário Soares, a dra. Maria Barroso e o dr. João Soares. E não vejo quem os queira «fazer desaparecer». O que percebo é que a dr. Maria Barroso quer exigir uma intocabilidade para si e para os seus»
. Estou mais descansado: a Bomba Inteligente já se deixou de tristezas e diz uma coisa muito acertada:«A televisão é um negócio em que não há moral. Não serve para educar, nem para ensinar nada a ninguém. Não serve para orientar e nem mesmo para informar. Trata-se de um negócio cujo objectivo é entreter. E o povo português diverte-se com a loucura e aplaude-a. Afinal de contas, quem não tem moral: a televisão ou os espectadores? ». É uma resposta à mais recente polémica da blogosfera, sobre a presença no último Herman de um jovem com problemas mentais. Pacheco Pereira foi dos primeiros a falar do assunto e hoje escreve «Ficava bem a Herman no próximo programa começar por calar o público, e dirigir-se aos espectadores dizendo uma coisa tão simples como isto : “na semana anterior ultrapassamos neste programa um limite que deve ser inultrapassável e tratamos mal um amigo nosso que tem problemas. Pedimos-lhe desculpas e pedimos desculpa ao público. Não se torna a repetir. " E depois segue o programa.» no seu
Abrupto. E para resumir a situação, eis o que se pode ler em O Gato Fedorento :«A blogosfera esta em polvorosa pela ida do Nando (o conhecido Emplastro) ao Herman Sic. Maldade, dizem. Sinceramente, acho que maldade maior é esta historia de lhe quererem pagar o arranjo dos dentes. O que se seguirá? Ensinar-lhe boas maneiras, para ele não estar sempre a ouvir o que dizem as pessoas que falam para a câmara? E depois? Deixa de ser o Emplastro e passa a ser só um qualquer? Já assisti a esta história de subida aos píncaros da fama e queda no abismo do esquecimento com o Zé Maria do Big Brother. Não é bonito. » Pelo menos para uma coisa serviu a insónia: já tratei do meu tamagoshi, que é como quem diz, já bloguei.
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INSÓNIA
Já não me consigo deitar cedo - quer dizer, quando me deito cedo, acordo cedíssimo. Estou de pestana aberta desde as cinco e meia da manhã, com ar descansado, irritado porque as edições dos jornais ainda não estão na net a esta hora. Zapo pelos canais e não encontro nada de interessante - esta é aliás a hora das televendas: haverá assim tanta gente doida para fazer compras compulsivas de colchões de encher e aparelhos para os abdominais a esta hora?
Invevitavelmente, depois de meia hora às voltas levanto-me. Venho para o computador ler blogs e reparo em alguns bons. Por exemplo nas certeiras palavras de Pedro Mexia no seu Dicionário do Diabo sobre as preocupações da Dra. Maria Barroso: «A dra. Maria Barroso diz que «há um grande desejo de fazer desaparecer a família Soares». Não faço ideia o que seja a «família Soares». Estou convencido de que vivemos em Democracia e em República, e que por isso não existe a «família Soares», mas o dr. Mário Soares, a dra. Maria Barroso e o dr. João Soares. E não vejo quem os queira «fazer desaparecer». O que percebo é que a dr. Maria Barroso quer exigir uma intocabilidade para si e para os seus»
. Estou mais descansado: a Bomba Inteligente já se deixou de tristezas e diz uma coisa muito acertada:«A televisão é um negócio em que não há moral. Não serve para educar, nem para ensinar nada a ninguém. Não serve para orientar e nem mesmo para informar. Trata-se de um negócio cujo objectivo é entreter. E o povo português diverte-se com a loucura e aplaude-a. Afinal de contas, quem não tem moral: a televisão ou os espectadores? ». É uma resposta à mais recente polémica da blogosfera, sobre a presença no último Herman de um jovem com problemas mentais. Pacheco Pereira foi dos primeiros a falar do assunto e hoje escreve «Ficava bem a Herman no próximo programa começar por calar o público, e dirigir-se aos espectadores dizendo uma coisa tão simples como isto : “na semana anterior ultrapassamos neste programa um limite que deve ser inultrapassável e tratamos mal um amigo nosso que tem problemas. Pedimos-lhe desculpas e pedimos desculpa ao público. Não se torna a repetir. " E depois segue o programa.» no seu
Abrupto. E para resumir a situação, eis o que se pode ler em O Gato Fedorento :«A blogosfera esta em polvorosa pela ida do Nando (o conhecido Emplastro) ao Herman Sic. Maldade, dizem. Sinceramente, acho que maldade maior é esta historia de lhe quererem pagar o arranjo dos dentes. O que se seguirá? Ensinar-lhe boas maneiras, para ele não estar sempre a ouvir o que dizem as pessoas que falam para a câmara? E depois? Deixa de ser o Emplastro e passa a ser só um qualquer? Já assisti a esta história de subida aos píncaros da fama e queda no abismo do esquecimento com o Zé Maria do Big Brother. Não é bonito. » Pelo menos para uma coisa serviu a insónia: já tratei do meu tamagoshi, que é como quem diz, já bloguei.
Já não me consigo deitar cedo - quer dizer, quando me deito cedo, acordo cedíssimo. Estou de pestana aberta desde as cinco e meia da manhã, com ar descansado, irritado porque as edições dos jornais ainda não estão na net a esta hora. Zapo pelos canais e não encontro nada de interessante - esta é aliás a hora das televendas: haverá assim tanta gente doida para fazer compras compulsivas de colchões de encher e aparelhos para os abdominais a esta hora?
Invevitavelmente, depois de meia hora às voltas levanto-me. Venho para o computador ler blogs e reparo em alguns bons. Por exemplo nas certeiras palavras de Pedro Mexia no seu Dicionário do Diabo sobre as preocupações da Dra. Maria Barroso: «A dra. Maria Barroso diz que «há um grande desejo de fazer desaparecer a família Soares». Não faço ideia o que seja a «família Soares». Estou convencido de que vivemos em Democracia e em República, e que por isso não existe a «família Soares», mas o dr. Mário Soares, a dra. Maria Barroso e o dr. João Soares. E não vejo quem os queira «fazer desaparecer». O que percebo é que a dr. Maria Barroso quer exigir uma intocabilidade para si e para os seus»
. Estou mais descansado: a Bomba Inteligente já se deixou de tristezas e diz uma coisa muito acertada:«A televisão é um negócio em que não há moral. Não serve para educar, nem para ensinar nada a ninguém. Não serve para orientar e nem mesmo para informar. Trata-se de um negócio cujo objectivo é entreter. E o povo português diverte-se com a loucura e aplaude-a. Afinal de contas, quem não tem moral: a televisão ou os espectadores? ». É uma resposta à mais recente polémica da blogosfera, sobre a presença no último Herman de um jovem com problemas mentais. Pacheco Pereira foi dos primeiros a falar do assunto e hoje escreve «Ficava bem a Herman no próximo programa começar por calar o público, e dirigir-se aos espectadores dizendo uma coisa tão simples como isto : “na semana anterior ultrapassamos neste programa um limite que deve ser inultrapassável e tratamos mal um amigo nosso que tem problemas. Pedimos-lhe desculpas e pedimos desculpa ao público. Não se torna a repetir. " E depois segue o programa.» no seu
Abrupto. E para resumir a situação, eis o que se pode ler em O Gato Fedorento :«A blogosfera esta em polvorosa pela ida do Nando (o conhecido Emplastro) ao Herman Sic. Maldade, dizem. Sinceramente, acho que maldade maior é esta historia de lhe quererem pagar o arranjo dos dentes. O que se seguirá? Ensinar-lhe boas maneiras, para ele não estar sempre a ouvir o que dizem as pessoas que falam para a câmara? E depois? Deixa de ser o Emplastro e passa a ser só um qualquer? Já assisti a esta história de subida aos píncaros da fama e queda no abismo do esquecimento com o Zé Maria do Big Brother. Não é bonito. » Pelo menos para uma coisa serviu a insónia: já tratei do meu tamagoshi, que é como quem diz, já bloguei.
TV NET
Bem sei que a nova Lei da Televisão acabou de ser aprovada, mas pelo que acabei de ler na «Wired» temo que já tenha algumas desactualizações. O artigo da «Wired» fala sobre os novos programas que começam a aparecer em estações de TV que só existem na net, nas potencialidades da banda larga e do papel de proximidade e de diversidade que estas novas formas de fazer, transmitir e consumir televisão podem trazer. Com links a alguns dos casos apontados, vale a pena ler este artigo.
Bem sei que a nova Lei da Televisão acabou de ser aprovada, mas pelo que acabei de ler na «Wired» temo que já tenha algumas desactualizações. O artigo da «Wired» fala sobre os novos programas que começam a aparecer em estações de TV que só existem na net, nas potencialidades da banda larga e do papel de proximidade e de diversidade que estas novas formas de fazer, transmitir e consumir televisão podem trazer. Com links a alguns dos casos apontados, vale a pena ler este artigo.
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TV NET
Bem sei que a nova Lei da Televisão acabou de ser aprovada, mas pelo que acabei de ler na «Wired» temo que já tenha algumas desactualizações. O artigo da «Wired» fala sobre os novos programas que começam a aparecer em estações de TV que só existem na net, nas potencialidades da banda larga e do papel de proximidade e de diversidade que estas novas formas de fazer, transmitir e consumir televisão podem trazer. Com links a alguns dos casos apontados, vale a pena ler este artigo.
Bem sei que a nova Lei da Televisão acabou de ser aprovada, mas pelo que acabei de ler na «Wired» temo que já tenha algumas desactualizações. O artigo da «Wired» fala sobre os novos programas que começam a aparecer em estações de TV que só existem na net, nas potencialidades da banda larga e do papel de proximidade e de diversidade que estas novas formas de fazer, transmitir e consumir televisão podem trazer. Com links a alguns dos casos apontados, vale a pena ler este artigo.
A CRISE NO NEW YORK TIMES
A «Columbia Journalism Review» publica um interessante artigo sobre alguns aspectos pouco conhecidos na redacção do «New York Times» e que acabou por levar à demissão do todo-poderoso Howell Raines. Vale a pena ler aqui.
A «Columbia Journalism Review» publica um interessante artigo sobre alguns aspectos pouco conhecidos na redacção do «New York Times» e que acabou por levar à demissão do todo-poderoso Howell Raines. Vale a pena ler aqui.
RATO DE LIVRARIA
Neste tempo de cepticismos sobre o papel e a prática dos jornalistas sabe bem ler a história da carreira de um homem que se entregou de alma e coração a escrever para a imprensa. Chama-se Joseph Mitchell e vem contada no site brasileiro No Mínimo, a propósito da edição brasileira do seu livro «O Segredo de Joe Gould». Mitchell escreveu para a «New Yorker» durante décadas e criou um pessoalíssimo estilo de descrever a cidade que o fascinava.
Neste tempo de cepticismos sobre o papel e a prática dos jornalistas sabe bem ler a história da carreira de um homem que se entregou de alma e coração a escrever para a imprensa. Chama-se Joseph Mitchell e vem contada no site brasileiro No Mínimo, a propósito da edição brasileira do seu livro «O Segredo de Joe Gould». Mitchell escreveu para a «New Yorker» durante décadas e criou um pessoalíssimo estilo de descrever a cidade que o fascinava.
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RATO DE LIVRARIA
Neste tempo de cepticismos sobre o papel e a prática dos jornalistas sabe bem ler a história da carreira de um homem que se entregou de alma e coração a escrever para a imprensa. Chama-se Joseph Mitchell e vem contada no site brasileiro No Mínimo, a propósito da edição brasileira do seu livro «O Segredo de Joe Gould». Mitchell escreveu para a «New Yorker» durante décadas e criou um pessoalíssimo estilo de descrever a cidade que o fascinava.
Neste tempo de cepticismos sobre o papel e a prática dos jornalistas sabe bem ler a história da carreira de um homem que se entregou de alma e coração a escrever para a imprensa. Chama-se Joseph Mitchell e vem contada no site brasileiro No Mínimo, a propósito da edição brasileira do seu livro «O Segredo de Joe Gould». Mitchell escreveu para a «New Yorker» durante décadas e criou um pessoalíssimo estilo de descrever a cidade que o fascinava.
julho 15, 2003
ACTIVISMO ELECTRÓNICO
«A próxima eleição presidencial norte-americana vai ser o primeiro grande acto eleitoral a ser blogado em tempo real, quer pelos próprios políticos quer pelos observadores. Mas em muitas outras maneiras os blogs começam a ter repercussão na política americana, desde demissões recentes até à Guerra no Iraque» - quem o diz é Steven Clift, um norte-americano que se dedica a estudar a importância da acção política através de meios electrónicos. Espreitem as notas que ele vai deixando na sua newsletter electrónica Do Wire , Democracies Online Newswire.
«A próxima eleição presidencial norte-americana vai ser o primeiro grande acto eleitoral a ser blogado em tempo real, quer pelos próprios políticos quer pelos observadores. Mas em muitas outras maneiras os blogs começam a ter repercussão na política americana, desde demissões recentes até à Guerra no Iraque» - quem o diz é Steven Clift, um norte-americano que se dedica a estudar a importância da acção política através de meios electrónicos. Espreitem as notas que ele vai deixando na sua newsletter electrónica Do Wire , Democracies Online Newswire.
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ACTIVISMO ELECTRÓNICO
«A próxima eleição presidencial norte-americana vai ser o primeiro grande acto eleitoral a ser blogado em tempo real, quer pelos próprios políticos quer pelos observadores. Mas em muitas outras maneiras os blogs começam a ter repercussão na política americana, desde demissões recentes até à Guerra no Iraque» - quem o diz é Steven Clift, um norte-americano que se dedica a estudar a importância da acção política através de meios electrónicos. Espreitem as notas que ele vai deixando na sua newsletter electrónica Do Wire , Democracies Online Newswire.
«A próxima eleição presidencial norte-americana vai ser o primeiro grande acto eleitoral a ser blogado em tempo real, quer pelos próprios políticos quer pelos observadores. Mas em muitas outras maneiras os blogs começam a ter repercussão na política americana, desde demissões recentes até à Guerra no Iraque» - quem o diz é Steven Clift, um norte-americano que se dedica a estudar a importância da acção política através de meios electrónicos. Espreitem as notas que ele vai deixando na sua newsletter electrónica Do Wire , Democracies Online Newswire.
PARA BONS LEITORES
Gosto cada vez mais do Aviz de Francisco José Viegas. Aviz com z porque lhe apetece, blogs recentes a escanchar na poluição politicamente correcta, nos desfiles de moda da treta, nos jornalistas que emprenham por ouvido.
Gosto cada vez mais do Aviz de Francisco José Viegas. Aviz com z porque lhe apetece, blogs recentes a escanchar na poluição politicamente correcta, nos desfiles de moda da treta, nos jornalistas que emprenham por ouvido.
O BEIJO
Hoje às 19h00 em Coimbra, Jean Seberg beija Jean Paul Belmondo. Há-de ser no filme «A Bout De Souffle» de Godard, o princípio do recomeço do cinema para uns, o descarrilar do cinema europeu para outros, a génese da globalização de Holllywood para outros ainda. O que fez a nouvelle vague pelo cinema europeu para além de ir ostracizando os públicos que antes se deliciavam e se viraram para as fitas americanas que, em vez de explorarem problemas, contavam aventuras? A discussão é longa, mas é uma boa discussão. Muito melhor é Jean Seberg, no auge da sua carreira, linda como nunca. No cartaz do filme, que se pode ver na mais bonita galeria da blogosfera ABsurdo., ela concentra-se no beijo que deposita na cara de Belmondo enquanto ele faz ar de malandro (quase) indiferente, um género que adoptou para toda a carreira. Mais abaixo há outras imagens, da menina que andava a vender o «Intenational Herald Tribune» pelas ruas de Paris. Um dia destes vou à procura de um poster deste cartaz...
Hoje às 19h00 em Coimbra, Jean Seberg beija Jean Paul Belmondo. Há-de ser no filme «A Bout De Souffle» de Godard, o princípio do recomeço do cinema para uns, o descarrilar do cinema europeu para outros, a génese da globalização de Holllywood para outros ainda. O que fez a nouvelle vague pelo cinema europeu para além de ir ostracizando os públicos que antes se deliciavam e se viraram para as fitas americanas que, em vez de explorarem problemas, contavam aventuras? A discussão é longa, mas é uma boa discussão. Muito melhor é Jean Seberg, no auge da sua carreira, linda como nunca. No cartaz do filme, que se pode ver na mais bonita galeria da blogosfera ABsurdo., ela concentra-se no beijo que deposita na cara de Belmondo enquanto ele faz ar de malandro (quase) indiferente, um género que adoptou para toda a carreira. Mais abaixo há outras imagens, da menina que andava a vender o «Intenational Herald Tribune» pelas ruas de Paris. Um dia destes vou à procura de um poster deste cartaz...
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O BEIJO
Hoje às 19h00 em Coimbra, Jean Seberg beija Jean Paul Belmondo. Há-de ser no filme «A Bout De Souffle» de Godard, o princípio do recomeço do cinema para uns, o descarrilar do cinema europeu para outros, a génese da globalização de Holllywood para outros ainda. O que fez a nouvelle vague pelo cinema europeu para além de ir ostracizando os públicos que antes se deliciavam e se viraram para as fitas americanas que, em vez de explorarem problemas, contavam aventuras? A discussão é longa, mas é uma boa discussão. Muito melhor é Jean Seberg, no auge da sua carreira, linda como nunca. No cartaz do filme, que se pode ver na mais bonita galeria da blogosfera ABsurdo., ela concentra-se no beijo que deposita na cara de Belmondo enquanto ele faz ar de malandro (quase) indiferente, um género que adoptou para toda a carreira. Mais abaixo há outras imagens, da menina que andava a vender o «Intenational Herald Tribune» pelas ruas de Paris. Um dia destes vou à procura de um poster deste cartaz...
Hoje às 19h00 em Coimbra, Jean Seberg beija Jean Paul Belmondo. Há-de ser no filme «A Bout De Souffle» de Godard, o princípio do recomeço do cinema para uns, o descarrilar do cinema europeu para outros, a génese da globalização de Holllywood para outros ainda. O que fez a nouvelle vague pelo cinema europeu para além de ir ostracizando os públicos que antes se deliciavam e se viraram para as fitas americanas que, em vez de explorarem problemas, contavam aventuras? A discussão é longa, mas é uma boa discussão. Muito melhor é Jean Seberg, no auge da sua carreira, linda como nunca. No cartaz do filme, que se pode ver na mais bonita galeria da blogosfera ABsurdo., ela concentra-se no beijo que deposita na cara de Belmondo enquanto ele faz ar de malandro (quase) indiferente, um género que adoptou para toda a carreira. Mais abaixo há outras imagens, da menina que andava a vender o «Intenational Herald Tribune» pelas ruas de Paris. Um dia destes vou à procura de um poster deste cartaz...
QUE VIVA COMPAY! SALVE BENNY CARTER!
Com um puro e um rum se evoca a vida do músico cubano Compay Segundo, escreve Paulo Roberto Pires em No Mínimo. No mesmo sítio Flávio Pinheiro evoca o saxofonista Benny Carter. Ambos morreram aos 95 anos de idade, vida cheia, música muita.
Com um puro e um rum se evoca a vida do músico cubano Compay Segundo, escreve Paulo Roberto Pires em No Mínimo. No mesmo sítio Flávio Pinheiro evoca o saxofonista Benny Carter. Ambos morreram aos 95 anos de idade, vida cheia, música muita.
julho 14, 2003
TUTTY HUMOR
Já aqui elogiei algumas vezes o brasileiro «No Mínimo». Chegou agora a altura de começar a semana em boa forma e com boa disposição, por isso sugiro que vão direitinhos a uma secção incrivelmente divertida do «No Mínimo» chamada Tutty Vasques. Fiquem-se lá com esta e vão descobrir as outras: «Vera Fischer ganhou uma calcinha com a imagem de Santo Expedito. Agora me digam: que diabos o padroeiro das causas impossíveis tem a ver com as calças?».
Já aqui elogiei algumas vezes o brasileiro «No Mínimo». Chegou agora a altura de começar a semana em boa forma e com boa disposição, por isso sugiro que vão direitinhos a uma secção incrivelmente divertida do «No Mínimo» chamada Tutty Vasques. Fiquem-se lá com esta e vão descobrir as outras: «Vera Fischer ganhou uma calcinha com a imagem de Santo Expedito. Agora me digam: que diabos o padroeiro das causas impossíveis tem a ver com as calças?».
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TUTTY HUMOR
Já aqui elogiei algumas vezes o brasileiro «No Mínimo». Chegou agora a altura de começar a semana em boa forma e com boa disposição, por isso sugiro que vão direitinhos a uma secção incrivelmente divertida do «No Mínimo» chamada Tutty Vasques. Fiquem-se lá com esta e vão descobrir as outras: «Vera Fischer ganhou uma calcinha com a imagem de Santo Expedito. Agora me digam: que diabos o padroeiro das causas impossíveis tem a ver com as calças?».
Já aqui elogiei algumas vezes o brasileiro «No Mínimo». Chegou agora a altura de começar a semana em boa forma e com boa disposição, por isso sugiro que vão direitinhos a uma secção incrivelmente divertida do «No Mínimo» chamada Tutty Vasques. Fiquem-se lá com esta e vão descobrir as outras: «Vera Fischer ganhou uma calcinha com a imagem de Santo Expedito. Agora me digam: que diabos o padroeiro das causas impossíveis tem a ver com as calças?».
O VIGILANTE
Descobri um site, Media Research Center, que se destina a evidenciar casos de noticiários feitos de um ponto de vista parcial, tendencioso, manipulado. Dirigido por Brent Bozell, o site tem arquivos exaustivos com exemplos do que considera serem más práticas e ainda um conjunto de posições próprias tomadas a propósito de factos que afectam os media - por exemplo, a propósito da crise no «New York Times», um comunicado do Centro recomenda que o jornal se volte a centrar nas notícias e nos factos e que se afaste do papel de porta-voz de causas esquerdistas. Numa outra área o site alimenta listas de factos que estão a ser ignorados pelos media e chama a atenção, de forma quase instantânea, para manipulações de informação que estão a ocorrer. Ora digam lá se um organismo semelhante a este em Portugal não iria ter trabalhinho à grande...
Descobri um site, Media Research Center, que se destina a evidenciar casos de noticiários feitos de um ponto de vista parcial, tendencioso, manipulado. Dirigido por Brent Bozell, o site tem arquivos exaustivos com exemplos do que considera serem más práticas e ainda um conjunto de posições próprias tomadas a propósito de factos que afectam os media - por exemplo, a propósito da crise no «New York Times», um comunicado do Centro recomenda que o jornal se volte a centrar nas notícias e nos factos e que se afaste do papel de porta-voz de causas esquerdistas. Numa outra área o site alimenta listas de factos que estão a ser ignorados pelos media e chama a atenção, de forma quase instantânea, para manipulações de informação que estão a ocorrer. Ora digam lá se um organismo semelhante a este em Portugal não iria ter trabalhinho à grande...
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O VIGILANTE
Descobri um site, Media Research Center, que se destina a evidenciar casos de noticiários feitos de um ponto de vista parcial, tendencioso, manipulado. Dirigido por Brent Bozell, o site tem arquivos exaustivos com exemplos do que considera serem más práticas e ainda um conjunto de posições próprias tomadas a propósito de factos que afectam os media - por exemplo, a propósito da crise no «New York Times», um comunicado do Centro recomenda que o jornal se volte a centrar nas notícias e nos factos e que se afaste do papel de porta-voz de causas esquerdistas. Numa outra área o site alimenta listas de factos que estão a ser ignorados pelos media e chama a atenção, de forma quase instantânea, para manipulações de informação que estão a ocorrer. Ora digam lá se um organismo semelhante a este em Portugal não iria ter trabalhinho à grande...
Descobri um site, Media Research Center, que se destina a evidenciar casos de noticiários feitos de um ponto de vista parcial, tendencioso, manipulado. Dirigido por Brent Bozell, o site tem arquivos exaustivos com exemplos do que considera serem más práticas e ainda um conjunto de posições próprias tomadas a propósito de factos que afectam os media - por exemplo, a propósito da crise no «New York Times», um comunicado do Centro recomenda que o jornal se volte a centrar nas notícias e nos factos e que se afaste do papel de porta-voz de causas esquerdistas. Numa outra área o site alimenta listas de factos que estão a ser ignorados pelos media e chama a atenção, de forma quase instantânea, para manipulações de informação que estão a ocorrer. Ora digam lá se um organismo semelhante a este em Portugal não iria ter trabalhinho à grande...
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