setembro 25, 2012

MAIS CORTES EM VEZ DE NOVOS IMPOSTOS

Todos os dias o Governo vem com uma nova ideia para aumentar impostos ou taxas. Mas não tem igual destreza no que toca a diminuir os custos do seu funcionamento sem ser cortar na saúde, na educação ou nas prestações sociais. Carlos Moreno, ex-Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas elencou este fim de semana, no Facebook, algumas sugestões para cortar na despesa que, com a devida vénia, aqui deixo.


 


«O governo devia apresentar e quantificar o montante que dos 1.300 milhões de euros de rendas a pagar em 2013 às concessionárias de PPP  vai cortar; o governo devia também apresentar e quantificar o montante que em 2013 vai cortar nas rendas excessivas a pagar às produtoras de energia que vivem praticamente em monopólio; o governo devia apresentar e quantificar o montante que vai cortar em 2013 às fundações, associações, institutos e outras entidades que têm atravessado a crise sem perder um cêntimo; o governo devia apresentar e quantificar o montante que vai cortar em 2013 às despesas de consultoria externa, que deviam ser reduzidas ao mínimo e substituídas pela organização de bolsas de competências compostas por técnicos do sector público; o governo devia apresentar e quantificar o montante de despesa que vai cortar em 2013 com despesas no sector público empresarial; o governo devia apresentar e quantificar o montante de despesa que prevê cortar com a obrigatoriedade, a introduzir na próxima Lei do orçamento para 2013, de subordinar todo o dispêndio público aos critérios da economia, eficiência e eficácia, sob pena de reintegração nos cofres do estado pelos que autorizassem pagamentos que não observassem aqueles critérios, incluindo os decisores políticos e os próprios membros do governo.»


 


(Publicado do diário Metro de 25 de Setembro)