Este espaço não é de publicidade, mas não resisto a contar como sou fã do SAPO. É uma coisa antiga, confesso. Eu acho que devemos ter orgulho nas nossas empresas que funcionam bem. E o SAPO é uma das grandes marcas portuguesas, tecnologicamente evoluída, tecnicamente muito boa e com uma dinâmica especial – como se pôde ver no final da semana passada em mais uma edição do Codebits, um evento que juntou sete centenas de pessoas, a maior parte delas bem jovens, durante três dias, para entrarem em concursos de ideias, apresentação de projectos e desafios tecnológicos diversos.
Um dos participantes, já presença frequente no Codebits (que se realiza anualmente), dizia-me que o esforço de pôr de pé aquela iniciativa deve ser grande (em termos de custos e em termos de pessoas envolvidas), mas o resultado é compensador. Toda a gente que lá vai aprende qualquer coisa, conhece outras pessoas. No Codebits o SAPO rastreia talentos, observa tendências, eventualmente estuda comportamentos. Ouve feed-backs dos utilizadores mais exigentes – os geeks fanáticos por jogos, programação e pelo mundo digital.
Vou aqui recordar um pouco de história: o SAPO teve origem na Universidade de Aveiro, em Setembro de 1995, e o seu nome surgiu a partir da sigla SAP – serviço de Apontadores Portugueses. Em Abril de 1999 o SAPO , já nas mãos da empresa Saber & Lazer, foi renovado e tornou-se no primeiro portal de língua portuguesa. Pouco tempo depois, em Setembro do mesmo ano, a PT Multimedia adquiriu a maioria do capital e o SAPO começou o seu percurso a uma outra escala. Sobreviveu à crise de 2001 e tornou-se na marca de internet da PT.
O encontro Codebits, que foi a razão desta pequena história, realiza-se desde 2007 e tem sempre vindo a ter importância crescente. E este ano, no arranque do Codebits, o SAPO estreou-se noutra área e apresentou o seu primeiro telemóvel, com um sistema operativo Android. Numa altura em que tudo são más notícias resolvi dedicar esta minha coluna ao SAPO porque ele é um bom exemplo das nossas capacidades. E da importância de não ficarmos de braços cruzados á espera que alguém resolva a crise por nós.