(publicado no Metro de 8 de Junho)
António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, prometeu nas eleições que iria acabar com o caos nas Avenidas Novas, prometeu eliminar os carros estacionados em segunda e terceira fila – mas a realidade é que a circulação naquela zona está cada vez pior. O mais estranho de tudo é que a EMEL, que ali perto da sua sede é hiper-activa, se entretém mais a multar e bloquear carros bem estacionados, mas eventualmente fora do limite de tempo, do que a exercer uma atitude efectiva de fiscalização e prevenção do estacionamento em dupla (e às vezes terceira) fila. Pior – nalguns casos são até viaturas da EMEL que estão a empatar o trânsito em segunda fila ou mesmo em cima de passadeiras de peões. Há uns tempos enviei à empresa, e ao mail público do Presidente da Câmara, uma fotografia tirada à porta do meu escritório a uma carrinha da EMEL que ostensivamente bloqueava toda a passadeira ali existente. A resposta que os serviços me deram foi que a carrinha estava em serviço. Ora quantas vezes é que a EMEL bloqueia e multa carros de pessoas que estão em serviço? Como pode a empresa usar uma justificação destas para parar numa passagem de peões num cruzamento movimentado e depois fazer uma fantochada de uma campanha a dizer que protege a segurança dos peões. A EMEL é um serviço de multas – não é um serviço de regulação de estacionamento e este é o grande problema. Quem vive e trabalha em Lisboa sabe que os exemplos de prevaricação da EMEL sobre os contribuintes lisboetas são enormes. A EMEL é um abuso de poder, uma instituição de legalidade duvidosa na sua actuação, que segue a máxima dos cobradores de impostos – roubar onde é fácil, fechar os olhos ao que é difícil.
Caro Presidente da Cãmra, Dr. António Costa, deixe-me usar uma velha expressão popular no mês das Festas da Cidade: o Senhor não é homem não é nada se não mudar esta situação. Feche a empresa, castigue quem manda nela, faça qualquer coisa mas resolva o problema. A EMEL assim só contribui para diminuir a qualidade de vida dos lisboetas e fazer-lhes aumentar a tensão arterial.