CRIATIVIDADE
Quanto mais olho para o que se passa à volta, mais acho que um dos nossos maiores deficits está na criatividade. Espreitem lá esta página de Richard Florida .
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
maio 23, 2006
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CRIATIVIDADE
Quanto mais olho para o que se passa à volta, mais acho que um dos nossos maiores deficits está na criatividade. Espreitem lá esta página de Richard Florida .
Quanto mais olho para o que se passa à volta, mais acho que um dos nossos maiores deficits está na criatividade. Espreitem lá esta página de Richard Florida .
maio 22, 2006
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PONHAM 2 de JUNHO NAS AGENDAS
Patrick Monteiro de Barros vai responder no dia 2 de Junho às acusações que o Governo lhe tem feito e diz que os números divulgados pelo executivo sobre o projecto da refinaria de Sines estão errados. A coisa promete... Aqui está uma história que vai ser gira de seguir.
Patrick Monteiro de Barros vai responder no dia 2 de Junho às acusações que o Governo lhe tem feito e diz que os números divulgados pelo executivo sobre o projecto da refinaria de Sines estão errados. A coisa promete... Aqui está uma história que vai ser gira de seguir.
SIMPLICIDADE...
As coisas não são muito complicadas, como explica Alberto Gonçalves, hoje, no «Correio da Manhã»: Hoje, nem o PS é exactamente de esquerda nem o PSD é exactamente uma alternativa. Durante os próximos dois anos, pelo menos, será uma coisinha inócua, uma bijuteria democrática em busca dos ocasionais desgostosos da governação e de uma palavra amiga de Cavaco. Não importa o que o seu aclamado líder faça ou diga: o PSD entrou no limbo e de lá não sairá tão cedo. Se preciso fosse, este destino foi selado no discurso do dr. Mendes ao congresso, ontem de manhã, que suscitou a simpatia possível dos militantes, do dr. Menezes e do representante do PS na Póvoa, o dr. Alberto Martins. A irrelevância merece sempre consenso e carinho, quase pena.
As coisas não são muito complicadas, como explica Alberto Gonçalves, hoje, no «Correio da Manhã»: Hoje, nem o PS é exactamente de esquerda nem o PSD é exactamente uma alternativa. Durante os próximos dois anos, pelo menos, será uma coisinha inócua, uma bijuteria democrática em busca dos ocasionais desgostosos da governação e de uma palavra amiga de Cavaco. Não importa o que o seu aclamado líder faça ou diga: o PSD entrou no limbo e de lá não sairá tão cedo. Se preciso fosse, este destino foi selado no discurso do dr. Mendes ao congresso, ontem de manhã, que suscitou a simpatia possível dos militantes, do dr. Menezes e do representante do PS na Póvoa, o dr. Alberto Martins. A irrelevância merece sempre consenso e carinho, quase pena.
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SIMPLICIDADE...
As coisas não são muito complicadas, como explica Alberto Gonçalves, hoje, no «Correio da Manhã»: Hoje, nem o PS é exactamente de esquerda nem o PSD é exactamente uma alternativa. Durante os próximos dois anos, pelo menos, será uma coisinha inócua, uma bijuteria democrática em busca dos ocasionais desgostosos da governação e de uma palavra amiga de Cavaco. Não importa o que o seu aclamado líder faça ou diga: o PSD entrou no limbo e de lá não sairá tão cedo. Se preciso fosse, este destino foi selado no discurso do dr. Mendes ao congresso, ontem de manhã, que suscitou a simpatia possível dos militantes, do dr. Menezes e do representante do PS na Póvoa, o dr. Alberto Martins. A irrelevância merece sempre consenso e carinho, quase pena.
As coisas não são muito complicadas, como explica Alberto Gonçalves, hoje, no «Correio da Manhã»: Hoje, nem o PS é exactamente de esquerda nem o PSD é exactamente uma alternativa. Durante os próximos dois anos, pelo menos, será uma coisinha inócua, uma bijuteria democrática em busca dos ocasionais desgostosos da governação e de uma palavra amiga de Cavaco. Não importa o que o seu aclamado líder faça ou diga: o PSD entrou no limbo e de lá não sairá tão cedo. Se preciso fosse, este destino foi selado no discurso do dr. Mendes ao congresso, ontem de manhã, que suscitou a simpatia possível dos militantes, do dr. Menezes e do representante do PS na Póvoa, o dr. Alberto Martins. A irrelevância merece sempre consenso e carinho, quase pena.
O ESTADO
É certo que temos Estado a mais. A dúvida está em saber se se acaba com ele, ou se faz uma reforma a sério, que o agilize, emagreça e torne mais eficaz. Passar os serviços do Estado para os privados não é a solução milagreira para todos os problemas. Às vezes pode ser apenas sacudir a água do capote. Passar do oito ao oitenta é uma habilidade que os portugueses gostam de fazer sem estudarem bem as coisas. Uma das razões que leva tanta coisa a correr mal na política é começar a dizer coisas antes de estudar bem os assuntos. O improviso continua a ser a ideologia da maior parte dos partidos e líderes partidários. Navegar à vista, é o que é...
É certo que temos Estado a mais. A dúvida está em saber se se acaba com ele, ou se faz uma reforma a sério, que o agilize, emagreça e torne mais eficaz. Passar os serviços do Estado para os privados não é a solução milagreira para todos os problemas. Às vezes pode ser apenas sacudir a água do capote. Passar do oito ao oitenta é uma habilidade que os portugueses gostam de fazer sem estudarem bem as coisas. Uma das razões que leva tanta coisa a correr mal na política é começar a dizer coisas antes de estudar bem os assuntos. O improviso continua a ser a ideologia da maior parte dos partidos e líderes partidários. Navegar à vista, é o que é...
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O ESTADO
É certo que temos Estado a mais. A dúvida está em saber se se acaba com ele, ou se faz uma reforma a sério, que o agilize, emagreça e torne mais eficaz. Passar os serviços do Estado para os privados não é a solução milagreira para todos os problemas. Às vezes pode ser apenas sacudir a água do capote. Passar do oito ao oitenta é uma habilidade que os portugueses gostam de fazer sem estudarem bem as coisas. Uma das razões que leva tanta coisa a correr mal na política é começar a dizer coisas antes de estudar bem os assuntos. O improviso continua a ser a ideologia da maior parte dos partidos e líderes partidários. Navegar à vista, é o que é...
É certo que temos Estado a mais. A dúvida está em saber se se acaba com ele, ou se faz uma reforma a sério, que o agilize, emagreça e torne mais eficaz. Passar os serviços do Estado para os privados não é a solução milagreira para todos os problemas. Às vezes pode ser apenas sacudir a água do capote. Passar do oito ao oitenta é uma habilidade que os portugueses gostam de fazer sem estudarem bem as coisas. Uma das razões que leva tanta coisa a correr mal na política é começar a dizer coisas antes de estudar bem os assuntos. O improviso continua a ser a ideologia da maior parte dos partidos e líderes partidários. Navegar à vista, é o que é...
maio 21, 2006
OLHO VIVO
Muito bom o »Olho Vivo» de Eduardo Cintra Torres no «Público» deste Domingo. Não resisto a citar um excerto: «São raros os media, como o Correio da Manhã ou a Rádio Renascença, com relatos frescos, vitais, isentos de subjectividade, descritivos, respondendo às perguntas quem, quando, onde, o quê, porquê e como. Quase todas as organizações jornalísticas consideram que, havendo inúmeras fontes de informação, já não têm de limitar-se a informar e podem transformar quase toda a sua produção em informação comentada. Julgo que terão de parar para reflectir - e para isso os índices de vendas e audiências são um auxiliar decisivo. Não é por acaso que o Correio da Manhã vende mais enquanto os outros baixam tiragens, não é por acaso que a Renascença mantém uma supremacia que a ligação à Igreja não chega para explicar: é porque estes órgãos têm outputs informativos com menos subjectividade e mais informação.»
Muito bom o »Olho Vivo» de Eduardo Cintra Torres no «Público» deste Domingo. Não resisto a citar um excerto: «São raros os media, como o Correio da Manhã ou a Rádio Renascença, com relatos frescos, vitais, isentos de subjectividade, descritivos, respondendo às perguntas quem, quando, onde, o quê, porquê e como. Quase todas as organizações jornalísticas consideram que, havendo inúmeras fontes de informação, já não têm de limitar-se a informar e podem transformar quase toda a sua produção em informação comentada. Julgo que terão de parar para reflectir - e para isso os índices de vendas e audiências são um auxiliar decisivo. Não é por acaso que o Correio da Manhã vende mais enquanto os outros baixam tiragens, não é por acaso que a Renascença mantém uma supremacia que a ligação à Igreja não chega para explicar: é porque estes órgãos têm outputs informativos com menos subjectividade e mais informação.»
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OLHO VIVO
Muito bom o »Olho Vivo» de Eduardo Cintra Torres no «Público» deste Domingo. Não resisto a citar um excerto: «São raros os media, como o Correio da Manhã ou a Rádio Renascença, com relatos frescos, vitais, isentos de subjectividade, descritivos, respondendo às perguntas quem, quando, onde, o quê, porquê e como. Quase todas as organizações jornalísticas consideram que, havendo inúmeras fontes de informação, já não têm de limitar-se a informar e podem transformar quase toda a sua produção em informação comentada. Julgo que terão de parar para reflectir - e para isso os índices de vendas e audiências são um auxiliar decisivo. Não é por acaso que o Correio da Manhã vende mais enquanto os outros baixam tiragens, não é por acaso que a Renascença mantém uma supremacia que a ligação à Igreja não chega para explicar: é porque estes órgãos têm outputs informativos com menos subjectividade e mais informação.»
Muito bom o »Olho Vivo» de Eduardo Cintra Torres no «Público» deste Domingo. Não resisto a citar um excerto: «São raros os media, como o Correio da Manhã ou a Rádio Renascença, com relatos frescos, vitais, isentos de subjectividade, descritivos, respondendo às perguntas quem, quando, onde, o quê, porquê e como. Quase todas as organizações jornalísticas consideram que, havendo inúmeras fontes de informação, já não têm de limitar-se a informar e podem transformar quase toda a sua produção em informação comentada. Julgo que terão de parar para reflectir - e para isso os índices de vendas e audiências são um auxiliar decisivo. Não é por acaso que o Correio da Manhã vende mais enquanto os outros baixam tiragens, não é por acaso que a Renascença mantém uma supremacia que a ligação à Igreja não chega para explicar: é porque estes órgãos têm outputs informativos com menos subjectividade e mais informação.»
DESCOBRIR - Sugiro esta semana alguma ronda por blogs recentes e bem interessantes. Começo pelo novo de Paulo Pinto Mascarenhas, o director da revista «Atlântico», autor do «abcdoppm». Humor, espírito de observação e uma despretenciosa crónica do quotidiano podem ser por lá encontrados. O jornalista Pedro Boucherie Mendes regressa também às lides bloguísticas c om o «Aos 35», muito pessoal, a escolher boas citações, com um fino sentido de humor. Finalmente recomenda-se também vivamente o menos novo mas sempre muito polémico «Esplanar», de Carlos Leone e João Pedro George (este último muito divulgado por causa das críticas aos livros de Margarida Rebelo Pinto). E se querem uma visão diferente da política espreitem o «Bloguitica», de Paulo Gorjão. Com persistência e apurado sentido crítico, o seu autor escolhe citações, recolhe posições e depois junta-as em raciocínios que fazem sentido. Têm os links aqui ao lado.
LER- «Desperate Networks» de Bill Carter é um livro fundamental para todos os que se interessam por televisão. Foi agora editado nos Estados Unidos (é para isto que a Amazon serve…) e analisa as profundas transformações surgidas na época mais conturbada da história da TV, precisamente estes doze últimos anos. Neste período, nos Estados Unidos, as audiências das quatro grandes cadeias nacionais caíram de 72 para 46 por cento, o peso dos canais de cabo independentes como a HBO aumentou e surgiram novos tipos de programas (como os reality-shows), que perturbaram completamente as tradicionais grelhas de programas – da mesma forma que a evolução tecnológica veio permitir ver o que se quer quando se deseja e não quando o programador estabelece – é o que acontece com os downloads de episódios para iPod’s. O livro é muito baseado na realidade americana, é muito documentado mas para nós tem um interesse acrescido: é que muito do que Cárter agora analisa e já acontece nos Estados Unidos, há-de estar a chegar à Europa muito em breve. «Desperate Networks», editado pela Doubleday.
OUVIR - Sérgio Mendes foi dos primeiros músicos brasileiros oriundos da Bossa Nova a fazer carreira nos Estados Unidos – foi para lá em 1966 e agora, quarenta anos depois, faz um disco que propõe novas abordagens a êxitos como «Mas Que Nada», «Berimbau», «Lamento», «E Menina», «Bananeira» ou n«Samba da Bênção». O curioso é que o produtor do disco é Wil. I. Am. Dos Black Eyed Peas – que aliás participam no disco ao lado de nomes como Erykah Badu, Q-Tip, Jill Scott, Mr. Vegas ou Justin Timberlake. Simplesmente irresistível – aliás a publicidade já pegou na versão dos Black Eyed Peas para «Mas Que Nada», que já anda aí em spots relacionados com o Mundial. «Timeless», Sérgio Mendes, CD Concord, distribuído por Universal Music.
COMIDAS – Aqui deixo o meu protesto contra a falta de cardápio de verão decente nos restaurantes deste país. Abundam as sardinhas com pimentos (que são deliciosas, diga-se), mas faltam boas saladas, alternativas leves para um almoço. É raro o sítio onde se consegue encontrar uma salada elaborada que sirva de prato principal. Se estiverem desesperados e procurarem ideias para saladas, visitem a secção respectiva no site www.petiscos.com, um dos melhores locais da rede com receitas em português.
BACK TO BASICS - As pequenas economias têm que ser virtuosas, devem pensar nos outros, naqueles com quem se têm que relacionar, não podem ser egoístas e pensarem apenas em si próprias (F.R.)
LER- «Desperate Networks» de Bill Carter é um livro fundamental para todos os que se interessam por televisão. Foi agora editado nos Estados Unidos (é para isto que a Amazon serve…) e analisa as profundas transformações surgidas na época mais conturbada da história da TV, precisamente estes doze últimos anos. Neste período, nos Estados Unidos, as audiências das quatro grandes cadeias nacionais caíram de 72 para 46 por cento, o peso dos canais de cabo independentes como a HBO aumentou e surgiram novos tipos de programas (como os reality-shows), que perturbaram completamente as tradicionais grelhas de programas – da mesma forma que a evolução tecnológica veio permitir ver o que se quer quando se deseja e não quando o programador estabelece – é o que acontece com os downloads de episódios para iPod’s. O livro é muito baseado na realidade americana, é muito documentado mas para nós tem um interesse acrescido: é que muito do que Cárter agora analisa e já acontece nos Estados Unidos, há-de estar a chegar à Europa muito em breve. «Desperate Networks», editado pela Doubleday.
OUVIR - Sérgio Mendes foi dos primeiros músicos brasileiros oriundos da Bossa Nova a fazer carreira nos Estados Unidos – foi para lá em 1966 e agora, quarenta anos depois, faz um disco que propõe novas abordagens a êxitos como «Mas Que Nada», «Berimbau», «Lamento», «E Menina», «Bananeira» ou n«Samba da Bênção». O curioso é que o produtor do disco é Wil. I. Am. Dos Black Eyed Peas – que aliás participam no disco ao lado de nomes como Erykah Badu, Q-Tip, Jill Scott, Mr. Vegas ou Justin Timberlake. Simplesmente irresistível – aliás a publicidade já pegou na versão dos Black Eyed Peas para «Mas Que Nada», que já anda aí em spots relacionados com o Mundial. «Timeless», Sérgio Mendes, CD Concord, distribuído por Universal Music.
COMIDAS – Aqui deixo o meu protesto contra a falta de cardápio de verão decente nos restaurantes deste país. Abundam as sardinhas com pimentos (que são deliciosas, diga-se), mas faltam boas saladas, alternativas leves para um almoço. É raro o sítio onde se consegue encontrar uma salada elaborada que sirva de prato principal. Se estiverem desesperados e procurarem ideias para saladas, visitem a secção respectiva no site www.petiscos.com, um dos melhores locais da rede com receitas em português.
BACK TO BASICS - As pequenas economias têm que ser virtuosas, devem pensar nos outros, naqueles com quem se têm que relacionar, não podem ser egoístas e pensarem apenas em si próprias (F.R.)
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DESCOBRIR - Sugiro esta semana alguma ronda por blogs recentes e bem interessantes. Começo pelo novo de Paulo Pinto Mascarenhas, o director da revista «Atlântico», autor do «abcdoppm». Humor, espírito de observação e uma despretenciosa crónica do quotidiano podem ser por lá encontrados. O jornalista Pedro Boucherie Mendes regressa também às lides bloguísticas c om o «Aos 35», muito pessoal, a escolher boas citações, com um fino sentido de humor. Finalmente recomenda-se também vivamente o menos novo mas sempre muito polémico «Esplanar», de Carlos Leone e João Pedro George (este último muito divulgado por causa das críticas aos livros de Margarida Rebelo Pinto). E se querem uma visão diferente da política espreitem o «Bloguitica», de Paulo Gorjão. Com persistência e apurado sentido crítico, o seu autor escolhe citações, recolhe posições e depois junta-as em raciocínios que fazem sentido. Têm os links aqui ao lado.
LER- «Desperate Networks» de Bill Carter é um livro fundamental para todos os que se interessam por televisão. Foi agora editado nos Estados Unidos (é para isto que a Amazon serve…) e analisa as profundas transformações surgidas na época mais conturbada da história da TV, precisamente estes doze últimos anos. Neste período, nos Estados Unidos, as audiências das quatro grandes cadeias nacionais caíram de 72 para 46 por cento, o peso dos canais de cabo independentes como a HBO aumentou e surgiram novos tipos de programas (como os reality-shows), que perturbaram completamente as tradicionais grelhas de programas – da mesma forma que a evolução tecnológica veio permitir ver o que se quer quando se deseja e não quando o programador estabelece – é o que acontece com os downloads de episódios para iPod’s. O livro é muito baseado na realidade americana, é muito documentado mas para nós tem um interesse acrescido: é que muito do que Cárter agora analisa e já acontece nos Estados Unidos, há-de estar a chegar à Europa muito em breve. «Desperate Networks», editado pela Doubleday.
OUVIR - Sérgio Mendes foi dos primeiros músicos brasileiros oriundos da Bossa Nova a fazer carreira nos Estados Unidos – foi para lá em 1966 e agora, quarenta anos depois, faz um disco que propõe novas abordagens a êxitos como «Mas Que Nada», «Berimbau», «Lamento», «E Menina», «Bananeira» ou n«Samba da Bênção». O curioso é que o produtor do disco é Wil. I. Am. Dos Black Eyed Peas – que aliás participam no disco ao lado de nomes como Erykah Badu, Q-Tip, Jill Scott, Mr. Vegas ou Justin Timberlake. Simplesmente irresistível – aliás a publicidade já pegou na versão dos Black Eyed Peas para «Mas Que Nada», que já anda aí em spots relacionados com o Mundial. «Timeless», Sérgio Mendes, CD Concord, distribuído por Universal Music.
COMIDAS – Aqui deixo o meu protesto contra a falta de cardápio de verão decente nos restaurantes deste país. Abundam as sardinhas com pimentos (que são deliciosas, diga-se), mas faltam boas saladas, alternativas leves para um almoço. É raro o sítio onde se consegue encontrar uma salada elaborada que sirva de prato principal. Se estiverem desesperados e procurarem ideias para saladas, visitem a secção respectiva no site www.petiscos.com, um dos melhores locais da rede com receitas em português.
BACK TO BASICS - As pequenas economias têm que ser virtuosas, devem pensar nos outros, naqueles com quem se têm que relacionar, não podem ser egoístas e pensarem apenas em si próprias (F.R.)
LER- «Desperate Networks» de Bill Carter é um livro fundamental para todos os que se interessam por televisão. Foi agora editado nos Estados Unidos (é para isto que a Amazon serve…) e analisa as profundas transformações surgidas na época mais conturbada da história da TV, precisamente estes doze últimos anos. Neste período, nos Estados Unidos, as audiências das quatro grandes cadeias nacionais caíram de 72 para 46 por cento, o peso dos canais de cabo independentes como a HBO aumentou e surgiram novos tipos de programas (como os reality-shows), que perturbaram completamente as tradicionais grelhas de programas – da mesma forma que a evolução tecnológica veio permitir ver o que se quer quando se deseja e não quando o programador estabelece – é o que acontece com os downloads de episódios para iPod’s. O livro é muito baseado na realidade americana, é muito documentado mas para nós tem um interesse acrescido: é que muito do que Cárter agora analisa e já acontece nos Estados Unidos, há-de estar a chegar à Europa muito em breve. «Desperate Networks», editado pela Doubleday.
OUVIR - Sérgio Mendes foi dos primeiros músicos brasileiros oriundos da Bossa Nova a fazer carreira nos Estados Unidos – foi para lá em 1966 e agora, quarenta anos depois, faz um disco que propõe novas abordagens a êxitos como «Mas Que Nada», «Berimbau», «Lamento», «E Menina», «Bananeira» ou n«Samba da Bênção». O curioso é que o produtor do disco é Wil. I. Am. Dos Black Eyed Peas – que aliás participam no disco ao lado de nomes como Erykah Badu, Q-Tip, Jill Scott, Mr. Vegas ou Justin Timberlake. Simplesmente irresistível – aliás a publicidade já pegou na versão dos Black Eyed Peas para «Mas Que Nada», que já anda aí em spots relacionados com o Mundial. «Timeless», Sérgio Mendes, CD Concord, distribuído por Universal Music.
COMIDAS – Aqui deixo o meu protesto contra a falta de cardápio de verão decente nos restaurantes deste país. Abundam as sardinhas com pimentos (que são deliciosas, diga-se), mas faltam boas saladas, alternativas leves para um almoço. É raro o sítio onde se consegue encontrar uma salada elaborada que sirva de prato principal. Se estiverem desesperados e procurarem ideias para saladas, visitem a secção respectiva no site www.petiscos.com, um dos melhores locais da rede com receitas em português.
BACK TO BASICS - As pequenas economias têm que ser virtuosas, devem pensar nos outros, naqueles com quem se têm que relacionar, não podem ser egoístas e pensarem apenas em si próprias (F.R.)
maio 20, 2006
FAZER E PODER
O mais recente filme de Claude Chabrol chama-se «L’Ivresse Du Pouvoir» («A Embriaguez do Poder») e aborda a relação entre investigadores e investigados e os complexos jogos de poder que se estabelecem.
O caso é tão actual, pelos vistos, aqui como em França. Mas não afecta só o mundo da justiça, passa por todo o aparelho do Estado. Tomemos o exemplo de um Governo – não este em particular, mas um qualquer. Um membro do Governo tem sempre a ilusão de ser detentor de um poder (quase mágico) que efectivamente não tem. Muitas vezes deslumbra-se com esse poder e vive como se o tivesse. A pior forma de ilusão é quando o iludido se deixa convencer de que o poder que tem é suficiente para modificar as coisas e obter resultados, mesmo que apenas use lindas palavras e boas ideias e depois se esqueça de criar os mecanismos de acção que poderiam levar à sua concretização.
A versão mais recorrente da embriaguez do poder está na embriaguez da palavra. A promessa é o poder da política, o anúncio de medidas que não se concretizam é o abuso de poder.
A sociedade – em particular os media – não têm o salutar hábito de questionar e verificar o ratio entre promessas ou anúncios produzidos e medidas concretizadas. No subconsciente social é a evidente desproporção entre promessas e resultados que leva à degradação da imagem dos políticos. Nos dias que correm a demagogia não é só fazer promessas eleitorais impossíveis, é anunciar como de facto medidas e reformas que depois não são implementadas nem escrutinadas.
Tomemos o caso de Manuel Maria Carrilho, que se auto-proclama o melhor Ministro da Cultura de sempre. Acho que se alguém com seriedade fosse ver, de entre as coisas que prometeu, anunciou e falou, aquelas que efectivamente foram concretizadas teria uma grande surpresa. Carrilho poderá ser um homem de pensamento e palavra, mas não é um homem de acção, a não ser para a chicana política, como esta semana se viu. Ele não sabe fazer. Não sabe concretizar. Não é o único, mas é o mais evidente de todos. Façam o exercício e comparem o dito com o feito. O facto de uma boa parte do aparelho socialista ter ido ao beija mão a Carrilho é elucidativo. É gente para quem interessa pouco o que se faz. Gostam muito de falar, nem sempre de ouvir, raras vezes de fazer.
O mais recente filme de Claude Chabrol chama-se «L’Ivresse Du Pouvoir» («A Embriaguez do Poder») e aborda a relação entre investigadores e investigados e os complexos jogos de poder que se estabelecem.
O caso é tão actual, pelos vistos, aqui como em França. Mas não afecta só o mundo da justiça, passa por todo o aparelho do Estado. Tomemos o exemplo de um Governo – não este em particular, mas um qualquer. Um membro do Governo tem sempre a ilusão de ser detentor de um poder (quase mágico) que efectivamente não tem. Muitas vezes deslumbra-se com esse poder e vive como se o tivesse. A pior forma de ilusão é quando o iludido se deixa convencer de que o poder que tem é suficiente para modificar as coisas e obter resultados, mesmo que apenas use lindas palavras e boas ideias e depois se esqueça de criar os mecanismos de acção que poderiam levar à sua concretização.
A versão mais recorrente da embriaguez do poder está na embriaguez da palavra. A promessa é o poder da política, o anúncio de medidas que não se concretizam é o abuso de poder.
A sociedade – em particular os media – não têm o salutar hábito de questionar e verificar o ratio entre promessas ou anúncios produzidos e medidas concretizadas. No subconsciente social é a evidente desproporção entre promessas e resultados que leva à degradação da imagem dos políticos. Nos dias que correm a demagogia não é só fazer promessas eleitorais impossíveis, é anunciar como de facto medidas e reformas que depois não são implementadas nem escrutinadas.
Tomemos o caso de Manuel Maria Carrilho, que se auto-proclama o melhor Ministro da Cultura de sempre. Acho que se alguém com seriedade fosse ver, de entre as coisas que prometeu, anunciou e falou, aquelas que efectivamente foram concretizadas teria uma grande surpresa. Carrilho poderá ser um homem de pensamento e palavra, mas não é um homem de acção, a não ser para a chicana política, como esta semana se viu. Ele não sabe fazer. Não sabe concretizar. Não é o único, mas é o mais evidente de todos. Façam o exercício e comparem o dito com o feito. O facto de uma boa parte do aparelho socialista ter ido ao beija mão a Carrilho é elucidativo. É gente para quem interessa pouco o que se faz. Gostam muito de falar, nem sempre de ouvir, raras vezes de fazer.
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FAZER E PODER
O mais recente filme de Claude Chabrol chama-se «L’Ivresse Du Pouvoir» («A Embriaguez do Poder») e aborda a relação entre investigadores e investigados e os complexos jogos de poder que se estabelecem.
O caso é tão actual, pelos vistos, aqui como em França. Mas não afecta só o mundo da justiça, passa por todo o aparelho do Estado. Tomemos o exemplo de um Governo – não este em particular, mas um qualquer. Um membro do Governo tem sempre a ilusão de ser detentor de um poder (quase mágico) que efectivamente não tem. Muitas vezes deslumbra-se com esse poder e vive como se o tivesse. A pior forma de ilusão é quando o iludido se deixa convencer de que o poder que tem é suficiente para modificar as coisas e obter resultados, mesmo que apenas use lindas palavras e boas ideias e depois se esqueça de criar os mecanismos de acção que poderiam levar à sua concretização.
A versão mais recorrente da embriaguez do poder está na embriaguez da palavra. A promessa é o poder da política, o anúncio de medidas que não se concretizam é o abuso de poder.
A sociedade – em particular os media – não têm o salutar hábito de questionar e verificar o ratio entre promessas ou anúncios produzidos e medidas concretizadas. No subconsciente social é a evidente desproporção entre promessas e resultados que leva à degradação da imagem dos políticos. Nos dias que correm a demagogia não é só fazer promessas eleitorais impossíveis, é anunciar como de facto medidas e reformas que depois não são implementadas nem escrutinadas.
Tomemos o caso de Manuel Maria Carrilho, que se auto-proclama o melhor Ministro da Cultura de sempre. Acho que se alguém com seriedade fosse ver, de entre as coisas que prometeu, anunciou e falou, aquelas que efectivamente foram concretizadas teria uma grande surpresa. Carrilho poderá ser um homem de pensamento e palavra, mas não é um homem de acção, a não ser para a chicana política, como esta semana se viu. Ele não sabe fazer. Não sabe concretizar. Não é o único, mas é o mais evidente de todos. Façam o exercício e comparem o dito com o feito. O facto de uma boa parte do aparelho socialista ter ido ao beija mão a Carrilho é elucidativo. É gente para quem interessa pouco o que se faz. Gostam muito de falar, nem sempre de ouvir, raras vezes de fazer.
O mais recente filme de Claude Chabrol chama-se «L’Ivresse Du Pouvoir» («A Embriaguez do Poder») e aborda a relação entre investigadores e investigados e os complexos jogos de poder que se estabelecem.
O caso é tão actual, pelos vistos, aqui como em França. Mas não afecta só o mundo da justiça, passa por todo o aparelho do Estado. Tomemos o exemplo de um Governo – não este em particular, mas um qualquer. Um membro do Governo tem sempre a ilusão de ser detentor de um poder (quase mágico) que efectivamente não tem. Muitas vezes deslumbra-se com esse poder e vive como se o tivesse. A pior forma de ilusão é quando o iludido se deixa convencer de que o poder que tem é suficiente para modificar as coisas e obter resultados, mesmo que apenas use lindas palavras e boas ideias e depois se esqueça de criar os mecanismos de acção que poderiam levar à sua concretização.
A versão mais recorrente da embriaguez do poder está na embriaguez da palavra. A promessa é o poder da política, o anúncio de medidas que não se concretizam é o abuso de poder.
A sociedade – em particular os media – não têm o salutar hábito de questionar e verificar o ratio entre promessas ou anúncios produzidos e medidas concretizadas. No subconsciente social é a evidente desproporção entre promessas e resultados que leva à degradação da imagem dos políticos. Nos dias que correm a demagogia não é só fazer promessas eleitorais impossíveis, é anunciar como de facto medidas e reformas que depois não são implementadas nem escrutinadas.
Tomemos o caso de Manuel Maria Carrilho, que se auto-proclama o melhor Ministro da Cultura de sempre. Acho que se alguém com seriedade fosse ver, de entre as coisas que prometeu, anunciou e falou, aquelas que efectivamente foram concretizadas teria uma grande surpresa. Carrilho poderá ser um homem de pensamento e palavra, mas não é um homem de acção, a não ser para a chicana política, como esta semana se viu. Ele não sabe fazer. Não sabe concretizar. Não é o único, mas é o mais evidente de todos. Façam o exercício e comparem o dito com o feito. O facto de uma boa parte do aparelho socialista ter ido ao beija mão a Carrilho é elucidativo. É gente para quem interessa pouco o que se faz. Gostam muito de falar, nem sempre de ouvir, raras vezes de fazer.
maio 19, 2006
MANIFESTO
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
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MANIFESTO
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
Vão AQUI ler o manifesto de Rodrigo Moita de Deus, a propósito da moção que leva ao congresso do PSD. É das coisas mais lúcidas escritas sobre a política à portuguesa nos últimos tempos. Excerto:«Portugal é governado por políticos que andam nisto há pelo menos trinta anos. Trinta anos! Perpetuam-se, tiram senhas, exercem o poder à vez. Tinham, pelo menos, a obrigação de fazer mais e de fazer melhor. Mas quando saírem de lá, daqui a outros trinta anos, vão devolver o país em pior estado do que o encontraram. Nesse dia, o problema já não será deles...Hoje a política é um problema. É uma espécie de obstáculo ao desenvolvimento do país e ao bem-estar das pessoas. Em vez de solução é um estorvo. Que chocante paradoxo!»
PERGUNTA
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
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PERGUNTA
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
Porque é que a colecção de Moda e Design de Francisco Capelo não vai para o Pavilhão de Portugal, em vez de ir para um palacete onde nunca ficará bem alojada nem exposta - como a própria responsável pela sua montagem reconhece?
Acresce que mandava a lógica que o Pavilhão de Portugal fosse usado como área expositiva moderna e fortalecesse a oferta na zona da Expo, em vez de concentrar ainda mais problemas numa zona de difícil acesso e péssimo estacionamento, como o Bairro Alto. Enfim, por estas e outras é que Lisboa vai ficando mais pobre...
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PERGUNTA INCÓMODA
Quantas árvores do Parque da Belavista já foram destruídas «por acidente» pela muito ecologica e politicamente correcta equipa do Rock In Rio?
Quantas árvores do Parque da Belavista já foram destruídas «por acidente» pela muito ecologica e politicamente correcta equipa do Rock In Rio?
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