O ACIDENTAL
Queridos e queridas leitores e leitoras: tenho a honra e o prazer de anunciar que a partir desta data passei a colaborar na mais maravilhosa obra da blogosfera lusitana, O Acidental, uma criação do Paulo Pinto de Mascarenhas, que com a sua generosidade abriu as portas do seu esopaço a alguns convidados, nos quais, a partir de agora, abusivamente me incluo. Aqui, na Esquina, continuarão a ler os artigos publicados na imprensa e alguns posts mais pessoais. Mas cedo os direitos da obra bloguístuica inédita para O ACIDENTAL.Façam o favor de visitar o local.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
dezembro 17, 2005
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O ACIDENTAL
Queridos e queridas leitores e leitoras: tenho a honra e o prazer de anunciar que a partir desta data passei a colaborar na mais maravilhosa obra da blogosfera lusitana, O Acidental, uma criação do Paulo Pinto de Mascarenhas, que com a sua generosidade abriu as portas do seu esopaço a alguns convidados, nos quais, a partir de agora, abusivamente me incluo. Aqui, na Esquina, continuarão a ler os artigos publicados na imprensa e alguns posts mais pessoais. Mas cedo os direitos da obra bloguístuica inédita para O ACIDENTAL.Façam o favor de visitar o local.
Queridos e queridas leitores e leitoras: tenho a honra e o prazer de anunciar que a partir desta data passei a colaborar na mais maravilhosa obra da blogosfera lusitana, O Acidental, uma criação do Paulo Pinto de Mascarenhas, que com a sua generosidade abriu as portas do seu esopaço a alguns convidados, nos quais, a partir de agora, abusivamente me incluo. Aqui, na Esquina, continuarão a ler os artigos publicados na imprensa e alguns posts mais pessoais. Mas cedo os direitos da obra bloguístuica inédita para O ACIDENTAL.Façam o favor de visitar o local.
SOBRE OS JORNAIS
BOAS PERGUNTAS – O editorial da edição de Novembro/Dezembro da «Columbia Journalism Review» («CJR») debruça-se sobre as razões do declínio da imprensa e deixa algumas perguntas no ar, que não resisto a citar: «Na primeira página do vosso jornal quantos títulos são novidade para o leitor? A secção de noticiário local é viva, atraente e criativa? O jornal publica opiniões fortes e controversas? Consegue contextualizar o noticiário para que o leitor vá para além do nevoeiro das aparências? É divertido? A fotografia é atraente e inesperada? O site do jornal na web é mais do que a transcrição das notícias e permite que o leitor interpele os jornalistas? Será que você quer mesmo ler um jornal como esse?».
SERVIÇO PÚBLICO – Não certamente por acaso na mesma edição da «Columbia Journalism Review» (http://www.cjr.org ) está um belo artigo sobre um jornal local norte-americano do Estado do Colorado, que conseguiu vencer a crise e está em expansão. Trata-se do «Greeley Tribune», que no último ano promoveu uma série de grandes reportagens cuja publicação se arrastou, em cada caso, por muitas edições. Reportagens longas, profundas, escritas quase como uma novela, sobre temas sociais, defendendo causas, tomando partido, revelando o que estava escondido ou esquecido. O jornal não usa a fórmula do «escândalo das estrelas, notícias curtas, agarrem os jovens» que os consultores de formatação de jornais estandardizaram e em vez disso prefere seguir os seus instintos, sublinha a «CJR». Séries sobre crianças pobres e desprotegidas, as relações com as minorias étnicas, a situação dos deficientes e uma colecção de histórias publicada ao longo de oito meses sobre o aumento do fosso entre ricos e pobres levaram a que o jornal seja este ano a publicação local com maior crescimento, segundo o U.S. Census Bureau. Na realidade o «Tribune» está a mostrar que histórias longas e profundas sobre temas sociais podem fazer vender jornais, e a realidade é que ao longo dos últimos dez anos este é um dos raros jornais do Colorado cuja circulação tem sempre vindo a subir. O editor do «Tribune», Chris Cobler, escreve um blog pessoal onde relata o que se passa à sua volta e criou um painel de aconselhamento de 850 leitores. Sem arriscar não se ganha, diz ele.
PRIORIDADES – A intervenção de Belmiro de Azevedo no almoço do Clube Português de Imprensa desta semana foi exemplar, ao sublinhar que Portugal continua sem uma orientação estratégica clara e ao criticar a prioridade dada aos investimentos na OTA e no TGV. Para Belmiro mais valia pôr a funcionar e rentabilizar ao máximo o que existe, em vez de embarcar em aventuras de rentabilidade duvidosa. E deixou uma boa piada no ar, que dá que pensar: se o TGV se vai construir para satisfazer compromissos estabelecidos com Espanha, a quem interessa um acesso fácil e rápido ao mercado português, porque não se deixa serem os espanhóis a construí-lo?
DESABAFO I - Ele há coincidências terríveis: o slogan «Sempre Presente», utilizado pela candidatura de Mário Soares, já tinha sido a palavra de ordem da campanha de Fátima Felgueiras nas recentes eleições autárquicas, depois do seu apressado regresso do Brasil.
DESABAFO II - Toda a história em volta do processo da Casa Pia é escandalosa e vergonhosa demais. Pelo andar da carruagem os miúdos que foram abusados vão ser os únicos a serem apontados a dedo na praça pública.
OUVIR – A banda sonora do elogiado e aclamado filme de Ang Lee, «Brokeback Mountain», a história do amor proibido entre dois cowboys ao longo de 30 anos, é um épico de «country music» incontornável. Esta banda sonora, em cuja concepção o próprio Ang Lee participou, foi dirigida por Gustavo Santaolalla e tem participações inéditas de nomes como Steve Earle, Willie Nelson, Emmylou Harris, Rufus Wainwright, Teddy Thompson, Jackie Green e Linda Ronstadt. Primam o botão repeat e fiquem a ouvir o disco horas a fio. CD Verve, distribuído por Universal Music.
Back To Basics –«Perdoem sempre aos vossos inimigos, nada os irrita tanto», Óscar Wilde.
BOAS PERGUNTAS – O editorial da edição de Novembro/Dezembro da «Columbia Journalism Review» («CJR») debruça-se sobre as razões do declínio da imprensa e deixa algumas perguntas no ar, que não resisto a citar: «Na primeira página do vosso jornal quantos títulos são novidade para o leitor? A secção de noticiário local é viva, atraente e criativa? O jornal publica opiniões fortes e controversas? Consegue contextualizar o noticiário para que o leitor vá para além do nevoeiro das aparências? É divertido? A fotografia é atraente e inesperada? O site do jornal na web é mais do que a transcrição das notícias e permite que o leitor interpele os jornalistas? Será que você quer mesmo ler um jornal como esse?».
SERVIÇO PÚBLICO – Não certamente por acaso na mesma edição da «Columbia Journalism Review» (http://www.cjr.org ) está um belo artigo sobre um jornal local norte-americano do Estado do Colorado, que conseguiu vencer a crise e está em expansão. Trata-se do «Greeley Tribune», que no último ano promoveu uma série de grandes reportagens cuja publicação se arrastou, em cada caso, por muitas edições. Reportagens longas, profundas, escritas quase como uma novela, sobre temas sociais, defendendo causas, tomando partido, revelando o que estava escondido ou esquecido. O jornal não usa a fórmula do «escândalo das estrelas, notícias curtas, agarrem os jovens» que os consultores de formatação de jornais estandardizaram e em vez disso prefere seguir os seus instintos, sublinha a «CJR». Séries sobre crianças pobres e desprotegidas, as relações com as minorias étnicas, a situação dos deficientes e uma colecção de histórias publicada ao longo de oito meses sobre o aumento do fosso entre ricos e pobres levaram a que o jornal seja este ano a publicação local com maior crescimento, segundo o U.S. Census Bureau. Na realidade o «Tribune» está a mostrar que histórias longas e profundas sobre temas sociais podem fazer vender jornais, e a realidade é que ao longo dos últimos dez anos este é um dos raros jornais do Colorado cuja circulação tem sempre vindo a subir. O editor do «Tribune», Chris Cobler, escreve um blog pessoal onde relata o que se passa à sua volta e criou um painel de aconselhamento de 850 leitores. Sem arriscar não se ganha, diz ele.
PRIORIDADES – A intervenção de Belmiro de Azevedo no almoço do Clube Português de Imprensa desta semana foi exemplar, ao sublinhar que Portugal continua sem uma orientação estratégica clara e ao criticar a prioridade dada aos investimentos na OTA e no TGV. Para Belmiro mais valia pôr a funcionar e rentabilizar ao máximo o que existe, em vez de embarcar em aventuras de rentabilidade duvidosa. E deixou uma boa piada no ar, que dá que pensar: se o TGV se vai construir para satisfazer compromissos estabelecidos com Espanha, a quem interessa um acesso fácil e rápido ao mercado português, porque não se deixa serem os espanhóis a construí-lo?
DESABAFO I - Ele há coincidências terríveis: o slogan «Sempre Presente», utilizado pela candidatura de Mário Soares, já tinha sido a palavra de ordem da campanha de Fátima Felgueiras nas recentes eleições autárquicas, depois do seu apressado regresso do Brasil.
DESABAFO II - Toda a história em volta do processo da Casa Pia é escandalosa e vergonhosa demais. Pelo andar da carruagem os miúdos que foram abusados vão ser os únicos a serem apontados a dedo na praça pública.
OUVIR – A banda sonora do elogiado e aclamado filme de Ang Lee, «Brokeback Mountain», a história do amor proibido entre dois cowboys ao longo de 30 anos, é um épico de «country music» incontornável. Esta banda sonora, em cuja concepção o próprio Ang Lee participou, foi dirigida por Gustavo Santaolalla e tem participações inéditas de nomes como Steve Earle, Willie Nelson, Emmylou Harris, Rufus Wainwright, Teddy Thompson, Jackie Green e Linda Ronstadt. Primam o botão repeat e fiquem a ouvir o disco horas a fio. CD Verve, distribuído por Universal Music.
Back To Basics –«Perdoem sempre aos vossos inimigos, nada os irrita tanto», Óscar Wilde.
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SOBRE OS JORNAIS
BOAS PERGUNTAS – O editorial da edição de Novembro/Dezembro da «Columbia Journalism Review» («CJR») debruça-se sobre as razões do declínio da imprensa e deixa algumas perguntas no ar, que não resisto a citar: «Na primeira página do vosso jornal quantos títulos são novidade para o leitor? A secção de noticiário local é viva, atraente e criativa? O jornal publica opiniões fortes e controversas? Consegue contextualizar o noticiário para que o leitor vá para além do nevoeiro das aparências? É divertido? A fotografia é atraente e inesperada? O site do jornal na web é mais do que a transcrição das notícias e permite que o leitor interpele os jornalistas? Será que você quer mesmo ler um jornal como esse?».
SERVIÇO PÚBLICO – Não certamente por acaso na mesma edição da «Columbia Journalism Review» (http://www.cjr.org ) está um belo artigo sobre um jornal local norte-americano do Estado do Colorado, que conseguiu vencer a crise e está em expansão. Trata-se do «Greeley Tribune», que no último ano promoveu uma série de grandes reportagens cuja publicação se arrastou, em cada caso, por muitas edições. Reportagens longas, profundas, escritas quase como uma novela, sobre temas sociais, defendendo causas, tomando partido, revelando o que estava escondido ou esquecido. O jornal não usa a fórmula do «escândalo das estrelas, notícias curtas, agarrem os jovens» que os consultores de formatação de jornais estandardizaram e em vez disso prefere seguir os seus instintos, sublinha a «CJR». Séries sobre crianças pobres e desprotegidas, as relações com as minorias étnicas, a situação dos deficientes e uma colecção de histórias publicada ao longo de oito meses sobre o aumento do fosso entre ricos e pobres levaram a que o jornal seja este ano a publicação local com maior crescimento, segundo o U.S. Census Bureau. Na realidade o «Tribune» está a mostrar que histórias longas e profundas sobre temas sociais podem fazer vender jornais, e a realidade é que ao longo dos últimos dez anos este é um dos raros jornais do Colorado cuja circulação tem sempre vindo a subir. O editor do «Tribune», Chris Cobler, escreve um blog pessoal onde relata o que se passa à sua volta e criou um painel de aconselhamento de 850 leitores. Sem arriscar não se ganha, diz ele.
PRIORIDADES – A intervenção de Belmiro de Azevedo no almoço do Clube Português de Imprensa desta semana foi exemplar, ao sublinhar que Portugal continua sem uma orientação estratégica clara e ao criticar a prioridade dada aos investimentos na OTA e no TGV. Para Belmiro mais valia pôr a funcionar e rentabilizar ao máximo o que existe, em vez de embarcar em aventuras de rentabilidade duvidosa. E deixou uma boa piada no ar, que dá que pensar: se o TGV se vai construir para satisfazer compromissos estabelecidos com Espanha, a quem interessa um acesso fácil e rápido ao mercado português, porque não se deixa serem os espanhóis a construí-lo?
DESABAFO I - Ele há coincidências terríveis: o slogan «Sempre Presente», utilizado pela candidatura de Mário Soares, já tinha sido a palavra de ordem da campanha de Fátima Felgueiras nas recentes eleições autárquicas, depois do seu apressado regresso do Brasil.
DESABAFO II - Toda a história em volta do processo da Casa Pia é escandalosa e vergonhosa demais. Pelo andar da carruagem os miúdos que foram abusados vão ser os únicos a serem apontados a dedo na praça pública.
OUVIR – A banda sonora do elogiado e aclamado filme de Ang Lee, «Brokeback Mountain», a história do amor proibido entre dois cowboys ao longo de 30 anos, é um épico de «country music» incontornável. Esta banda sonora, em cuja concepção o próprio Ang Lee participou, foi dirigida por Gustavo Santaolalla e tem participações inéditas de nomes como Steve Earle, Willie Nelson, Emmylou Harris, Rufus Wainwright, Teddy Thompson, Jackie Green e Linda Ronstadt. Primam o botão repeat e fiquem a ouvir o disco horas a fio. CD Verve, distribuído por Universal Music.
Back To Basics –«Perdoem sempre aos vossos inimigos, nada os irrita tanto», Óscar Wilde.
BOAS PERGUNTAS – O editorial da edição de Novembro/Dezembro da «Columbia Journalism Review» («CJR») debruça-se sobre as razões do declínio da imprensa e deixa algumas perguntas no ar, que não resisto a citar: «Na primeira página do vosso jornal quantos títulos são novidade para o leitor? A secção de noticiário local é viva, atraente e criativa? O jornal publica opiniões fortes e controversas? Consegue contextualizar o noticiário para que o leitor vá para além do nevoeiro das aparências? É divertido? A fotografia é atraente e inesperada? O site do jornal na web é mais do que a transcrição das notícias e permite que o leitor interpele os jornalistas? Será que você quer mesmo ler um jornal como esse?».
SERVIÇO PÚBLICO – Não certamente por acaso na mesma edição da «Columbia Journalism Review» (http://www.cjr.org ) está um belo artigo sobre um jornal local norte-americano do Estado do Colorado, que conseguiu vencer a crise e está em expansão. Trata-se do «Greeley Tribune», que no último ano promoveu uma série de grandes reportagens cuja publicação se arrastou, em cada caso, por muitas edições. Reportagens longas, profundas, escritas quase como uma novela, sobre temas sociais, defendendo causas, tomando partido, revelando o que estava escondido ou esquecido. O jornal não usa a fórmula do «escândalo das estrelas, notícias curtas, agarrem os jovens» que os consultores de formatação de jornais estandardizaram e em vez disso prefere seguir os seus instintos, sublinha a «CJR». Séries sobre crianças pobres e desprotegidas, as relações com as minorias étnicas, a situação dos deficientes e uma colecção de histórias publicada ao longo de oito meses sobre o aumento do fosso entre ricos e pobres levaram a que o jornal seja este ano a publicação local com maior crescimento, segundo o U.S. Census Bureau. Na realidade o «Tribune» está a mostrar que histórias longas e profundas sobre temas sociais podem fazer vender jornais, e a realidade é que ao longo dos últimos dez anos este é um dos raros jornais do Colorado cuja circulação tem sempre vindo a subir. O editor do «Tribune», Chris Cobler, escreve um blog pessoal onde relata o que se passa à sua volta e criou um painel de aconselhamento de 850 leitores. Sem arriscar não se ganha, diz ele.
PRIORIDADES – A intervenção de Belmiro de Azevedo no almoço do Clube Português de Imprensa desta semana foi exemplar, ao sublinhar que Portugal continua sem uma orientação estratégica clara e ao criticar a prioridade dada aos investimentos na OTA e no TGV. Para Belmiro mais valia pôr a funcionar e rentabilizar ao máximo o que existe, em vez de embarcar em aventuras de rentabilidade duvidosa. E deixou uma boa piada no ar, que dá que pensar: se o TGV se vai construir para satisfazer compromissos estabelecidos com Espanha, a quem interessa um acesso fácil e rápido ao mercado português, porque não se deixa serem os espanhóis a construí-lo?
DESABAFO I - Ele há coincidências terríveis: o slogan «Sempre Presente», utilizado pela candidatura de Mário Soares, já tinha sido a palavra de ordem da campanha de Fátima Felgueiras nas recentes eleições autárquicas, depois do seu apressado regresso do Brasil.
DESABAFO II - Toda a história em volta do processo da Casa Pia é escandalosa e vergonhosa demais. Pelo andar da carruagem os miúdos que foram abusados vão ser os únicos a serem apontados a dedo na praça pública.
OUVIR – A banda sonora do elogiado e aclamado filme de Ang Lee, «Brokeback Mountain», a história do amor proibido entre dois cowboys ao longo de 30 anos, é um épico de «country music» incontornável. Esta banda sonora, em cuja concepção o próprio Ang Lee participou, foi dirigida por Gustavo Santaolalla e tem participações inéditas de nomes como Steve Earle, Willie Nelson, Emmylou Harris, Rufus Wainwright, Teddy Thompson, Jackie Green e Linda Ronstadt. Primam o botão repeat e fiquem a ouvir o disco horas a fio. CD Verve, distribuído por Universal Music.
Back To Basics –«Perdoem sempre aos vossos inimigos, nada os irrita tanto», Óscar Wilde.
SONDADOR PROPAGANDISTA
Qualquer jornalista que trabalhe na área da política nacional sabe quem é o porta-voz de uma empresa de sondagens que gosta de confidenciar os pré resultados dos seus trabalhos de campo quer a líderes partidários, quer a directores de campanhas, quer aos próprios jornalistas.
Acresce que nestas questões devia - como em tudo na política - existir um primado de ética: quem é parte interessada não devia ser responsável de sondagens. Para chamar as coisas pelo nome, nunca se sabe se Rui Oliveira e Costa fala como dirigente partdário ou «talking head» de uma empresa de sondagens. Nunca me esquecerei que esse senhor foi quem, há uns anos atrás, era eu editor de política nacional de uma agência de notícias, me ameaçou de represálias por não publicar um comunicado, sem interesse noticioso, de uma tendência sindical a que ele estava ligado. Para mim ficou ali definido o carácter da pessoa.
Qualquer jornalista que trabalhe na área da política nacional sabe quem é o porta-voz de uma empresa de sondagens que gosta de confidenciar os pré resultados dos seus trabalhos de campo quer a líderes partidários, quer a directores de campanhas, quer aos próprios jornalistas.
Acresce que nestas questões devia - como em tudo na política - existir um primado de ética: quem é parte interessada não devia ser responsável de sondagens. Para chamar as coisas pelo nome, nunca se sabe se Rui Oliveira e Costa fala como dirigente partdário ou «talking head» de uma empresa de sondagens. Nunca me esquecerei que esse senhor foi quem, há uns anos atrás, era eu editor de política nacional de uma agência de notícias, me ameaçou de represálias por não publicar um comunicado, sem interesse noticioso, de uma tendência sindical a que ele estava ligado. Para mim ficou ali definido o carácter da pessoa.
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SONDADOR PROPAGANDISTA
Qualquer jornalista que trabalhe na área da política nacional sabe quem é o porta-voz de uma empresa de sondagens que gosta de confidenciar os pré resultados dos seus trabalhos de campo quer a líderes partidários, quer a directores de campanhas, quer aos próprios jornalistas.
Acresce que nestas questões devia - como em tudo na política - existir um primado de ética: quem é parte interessada não devia ser responsável de sondagens. Para chamar as coisas pelo nome, nunca se sabe se Rui Oliveira e Costa fala como dirigente partdário ou «talking head» de uma empresa de sondagens. Nunca me esquecerei que esse senhor foi quem, há uns anos atrás, era eu editor de política nacional de uma agência de notícias, me ameaçou de represálias por não publicar um comunicado, sem interesse noticioso, de uma tendência sindical a que ele estava ligado. Para mim ficou ali definido o carácter da pessoa.
Qualquer jornalista que trabalhe na área da política nacional sabe quem é o porta-voz de uma empresa de sondagens que gosta de confidenciar os pré resultados dos seus trabalhos de campo quer a líderes partidários, quer a directores de campanhas, quer aos próprios jornalistas.
Acresce que nestas questões devia - como em tudo na política - existir um primado de ética: quem é parte interessada não devia ser responsável de sondagens. Para chamar as coisas pelo nome, nunca se sabe se Rui Oliveira e Costa fala como dirigente partdário ou «talking head» de uma empresa de sondagens. Nunca me esquecerei que esse senhor foi quem, há uns anos atrás, era eu editor de política nacional de uma agência de notícias, me ameaçou de represálias por não publicar um comunicado, sem interesse noticioso, de uma tendência sindical a que ele estava ligado. Para mim ficou ali definido o carácter da pessoa.
dezembro 16, 2005
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A POLÍTICA À SOARES
O candidato Soares critica aqueles que criticam os políticos. É fácil perceber porquê: ele foi um dos fundadores desta forma de fazer política, foi ele quem formatou os políticos que andam por aí.
O candidato Soares critica aqueles que criticam os políticos. É fácil perceber porquê: ele foi um dos fundadores desta forma de fazer política, foi ele quem formatou os políticos que andam por aí.
VIGILÂNCIA!
Pelos vistou houve lucidez na votação camarária sobre o bacoco projecto de um filme sobre o fado feito por Carlos Saura, uma obra de encomenda propagandística que iria tornar a CML em mais um produtor de cinema à custa de dinheiros públicos.
A mesma reunião aprovou a compra de uns duvidosos arquivos de gravações de fado nas mãos de um negociante inglês que fez fortuna a editar discos de blues e de world music, sem pagar nada aos artistas já que as gravações tinham caído em domínio público. O negócio tem contornos estranhos por isso nunca é demais apontar a dedo a situação e exigir total transparência.
Pelos vistou houve lucidez na votação camarária sobre o bacoco projecto de um filme sobre o fado feito por Carlos Saura, uma obra de encomenda propagandística que iria tornar a CML em mais um produtor de cinema à custa de dinheiros públicos.
A mesma reunião aprovou a compra de uns duvidosos arquivos de gravações de fado nas mãos de um negociante inglês que fez fortuna a editar discos de blues e de world music, sem pagar nada aos artistas já que as gravações tinham caído em domínio público. O negócio tem contornos estranhos por isso nunca é demais apontar a dedo a situação e exigir total transparência.
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VIGILÂNCIA!
Pelos vistou houve lucidez na votação camarária sobre o bacoco projecto de um filme sobre o fado feito por Carlos Saura, uma obra de encomenda propagandística que iria tornar a CML em mais um produtor de cinema à custa de dinheiros públicos.
A mesma reunião aprovou a compra de uns duvidosos arquivos de gravações de fado nas mãos de um negociante inglês que fez fortuna a editar discos de blues e de world music, sem pagar nada aos artistas já que as gravações tinham caído em domínio público. O negócio tem contornos estranhos por isso nunca é demais apontar a dedo a situação e exigir total transparência.
Pelos vistou houve lucidez na votação camarária sobre o bacoco projecto de um filme sobre o fado feito por Carlos Saura, uma obra de encomenda propagandística que iria tornar a CML em mais um produtor de cinema à custa de dinheiros públicos.
A mesma reunião aprovou a compra de uns duvidosos arquivos de gravações de fado nas mãos de um negociante inglês que fez fortuna a editar discos de blues e de world music, sem pagar nada aos artistas já que as gravações tinham caído em domínio público. O negócio tem contornos estranhos por isso nunca é demais apontar a dedo a situação e exigir total transparência.
dezembro 09, 2005
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O NELSON
Fracisco Louçã ganhou destacado o prémio DEMAGOGIA 2005 quando evocou o jovem Nelson, de 9 anos, no debate com Cavaco Silva na TVI. Grandioso, Populismo do melhor. E de esquerda, para não sermos sectários.
Fracisco Louçã ganhou destacado o prémio DEMAGOGIA 2005 quando evocou o jovem Nelson, de 9 anos, no debate com Cavaco Silva na TVI. Grandioso, Populismo do melhor. E de esquerda, para não sermos sectários.
dezembro 07, 2005
UM FADO ESPANHOL?
Não tenho nada, mas mesmo nada, contra a intensificação das relações com Espanha e até acho que todos teríamos a ganhar se elas fossem alargadas. Mas entendo que esse alargamento, desejável, deve ser alicerçado na defesa das respectivas identidades culturais e não num pot-pourri ibérico. Em Espanha, aliás, cada uma das regiões soube bem impôr a savaguarda das suas culturas. O caminho para uma união livre passa por estabelecer princípios claros.
Vem isto a propósito de o novo vereador da Cultura de Lisboa ter feito uma inesperada apologia de um velho projecto de encomendar ao realizador espanhol Carlos Saura um filme sobre o Fado. A história é antiga: Carlos do Carmo teria ficado seduzido pela forma como Saura conseguiu filmar o flamenco e achou, enquanto membro da Comissão para a classificação do fado Como Património Artístico da Humanidade, que devia ser ele a fazer o filme promocional da candidatura. Eu sempre achei que isto era uma daquelas ideias pacóvias, falsamente cosmopolitas, e que falhava no básico: Saura filmou bem o flamenco porque o sente; pela mesmíssima razão devia procurar-se um realizador português que sentisse o Fado – sem ser nostálgico, capaz de uma visão universal, capaz de dar alma ao filme. As escolhas possíveis são muitas e tenho na cabeça meia dúzia de nomes que garantidamente fariam muito bom serviço. O facto de a Câmara Municipal de Lisboa se propôr ser co-produtora de um filme (na realidade pouco mais que um curto documentário...) sobre o fado, realizado por Carlos Saura não augura nada de bom. E é um insulto aos realizadores portugueses.
Na mesma entrevista onde se revela apologista de Saura, o mesmo vereador diz muito contente que vai comprar a célebre colecção de discos de fado de um editor britânico especialista em fazer edições de registos que já caíram em domínio público, o senhor Bruce Bastin. Estive ligado em tempos a este processo e fiquei com três certezas: a colecção não é nem de perto tão boa como os seus vendedores apregoam; o preço que pediam era exageradíssimo e fora dos valores do mercado internacional para estas operações (o que se está a comprar é apenas um suporte físico, parte dele degradado, e todo ele arcaico e analógico que nada garante não esteja já duplicado digitalmente algures); e existiam contornos estranhos no negócio, que levavam a que o dinheiro dos contribuintes eventualmente usado na compra do espólio viesse a servir para financiar actividades privadas, pior ainda fora do controlo de entidades oficiais. Aguardemos para ver o que acontece: se tudo é claro, transparente, e na defesa do interesse público.
Finalmente não resisto a comentar uma outra intenção da mesma entrevista, à «Actual», do Expresso. Ficámos a saber que o Vereador da Cultura, José Manuel Amaral Lopes, aposta numa rêde de salas de cinema digitais e até na produção de cinema. Estou mesmo a ver mais um saco de subsídios a nascer, mais um desbaratar improdutivo de dinheiros públicos. Não é com mais subsídios que se resolvem os problemas, é procurando novos investimentos. Se em vez destas medidas avançasse com uma Film Commission para Lisboa, à semelhança do que existe em Madrid ou Paris? Por outro lado, antes de começar a fazer coisas novas – e de prioridade duvidosa – mais valia garantir que as que existem possam funcionar: esse é o maior problema que existe na área de Cultura da autarquia lisboeta.
E agora uma coisa boa: uma grande companhia para as noites deste Dezembro é o DVD «The Ultimate Collection» da grande Billie Holiday. Nesta época em que abundam vozes delico-doces e desinteressantes no chamado soft-vocal jazz, vale a pena ir direito à origem das coisas e ouvir a grande senhora dos Blues, Billie Holiday, desaparecida há 45 anos. Estas gravações, extraídas de programas de televisão e de filmes de finais dos anos 50, incluem grandes interpretações de temas como «Saddest Tale» (no filme homónimo com Duke Ellington), «I Cover The Waterfront», «Fine And Mellow» (com Lester Young) e «My Man». O DVD inclui ainda gravações feitas para programas de rádio, assim como algumas raras entrevistas radiofónicas da grande senhora dos Blues. Um DVD Verve, distribuído pela Universal.
Back To Basics – É melhor copiar o que é bom, do que inventar mal.
Não tenho nada, mas mesmo nada, contra a intensificação das relações com Espanha e até acho que todos teríamos a ganhar se elas fossem alargadas. Mas entendo que esse alargamento, desejável, deve ser alicerçado na defesa das respectivas identidades culturais e não num pot-pourri ibérico. Em Espanha, aliás, cada uma das regiões soube bem impôr a savaguarda das suas culturas. O caminho para uma união livre passa por estabelecer princípios claros.
Vem isto a propósito de o novo vereador da Cultura de Lisboa ter feito uma inesperada apologia de um velho projecto de encomendar ao realizador espanhol Carlos Saura um filme sobre o Fado. A história é antiga: Carlos do Carmo teria ficado seduzido pela forma como Saura conseguiu filmar o flamenco e achou, enquanto membro da Comissão para a classificação do fado Como Património Artístico da Humanidade, que devia ser ele a fazer o filme promocional da candidatura. Eu sempre achei que isto era uma daquelas ideias pacóvias, falsamente cosmopolitas, e que falhava no básico: Saura filmou bem o flamenco porque o sente; pela mesmíssima razão devia procurar-se um realizador português que sentisse o Fado – sem ser nostálgico, capaz de uma visão universal, capaz de dar alma ao filme. As escolhas possíveis são muitas e tenho na cabeça meia dúzia de nomes que garantidamente fariam muito bom serviço. O facto de a Câmara Municipal de Lisboa se propôr ser co-produtora de um filme (na realidade pouco mais que um curto documentário...) sobre o fado, realizado por Carlos Saura não augura nada de bom. E é um insulto aos realizadores portugueses.
Na mesma entrevista onde se revela apologista de Saura, o mesmo vereador diz muito contente que vai comprar a célebre colecção de discos de fado de um editor britânico especialista em fazer edições de registos que já caíram em domínio público, o senhor Bruce Bastin. Estive ligado em tempos a este processo e fiquei com três certezas: a colecção não é nem de perto tão boa como os seus vendedores apregoam; o preço que pediam era exageradíssimo e fora dos valores do mercado internacional para estas operações (o que se está a comprar é apenas um suporte físico, parte dele degradado, e todo ele arcaico e analógico que nada garante não esteja já duplicado digitalmente algures); e existiam contornos estranhos no negócio, que levavam a que o dinheiro dos contribuintes eventualmente usado na compra do espólio viesse a servir para financiar actividades privadas, pior ainda fora do controlo de entidades oficiais. Aguardemos para ver o que acontece: se tudo é claro, transparente, e na defesa do interesse público.
Finalmente não resisto a comentar uma outra intenção da mesma entrevista, à «Actual», do Expresso. Ficámos a saber que o Vereador da Cultura, José Manuel Amaral Lopes, aposta numa rêde de salas de cinema digitais e até na produção de cinema. Estou mesmo a ver mais um saco de subsídios a nascer, mais um desbaratar improdutivo de dinheiros públicos. Não é com mais subsídios que se resolvem os problemas, é procurando novos investimentos. Se em vez destas medidas avançasse com uma Film Commission para Lisboa, à semelhança do que existe em Madrid ou Paris? Por outro lado, antes de começar a fazer coisas novas – e de prioridade duvidosa – mais valia garantir que as que existem possam funcionar: esse é o maior problema que existe na área de Cultura da autarquia lisboeta.
E agora uma coisa boa: uma grande companhia para as noites deste Dezembro é o DVD «The Ultimate Collection» da grande Billie Holiday. Nesta época em que abundam vozes delico-doces e desinteressantes no chamado soft-vocal jazz, vale a pena ir direito à origem das coisas e ouvir a grande senhora dos Blues, Billie Holiday, desaparecida há 45 anos. Estas gravações, extraídas de programas de televisão e de filmes de finais dos anos 50, incluem grandes interpretações de temas como «Saddest Tale» (no filme homónimo com Duke Ellington), «I Cover The Waterfront», «Fine And Mellow» (com Lester Young) e «My Man». O DVD inclui ainda gravações feitas para programas de rádio, assim como algumas raras entrevistas radiofónicas da grande senhora dos Blues. Um DVD Verve, distribuído pela Universal.
Back To Basics – É melhor copiar o que é bom, do que inventar mal.
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UM FADO ESPANHOL?
Não tenho nada, mas mesmo nada, contra a intensificação das relações com Espanha e até acho que todos teríamos a ganhar se elas fossem alargadas. Mas entendo que esse alargamento, desejável, deve ser alicerçado na defesa das respectivas identidades culturais e não num pot-pourri ibérico. Em Espanha, aliás, cada uma das regiões soube bem impôr a savaguarda das suas culturas. O caminho para uma união livre passa por estabelecer princípios claros.
Vem isto a propósito de o novo vereador da Cultura de Lisboa ter feito uma inesperada apologia de um velho projecto de encomendar ao realizador espanhol Carlos Saura um filme sobre o Fado. A história é antiga: Carlos do Carmo teria ficado seduzido pela forma como Saura conseguiu filmar o flamenco e achou, enquanto membro da Comissão para a classificação do fado Como Património Artístico da Humanidade, que devia ser ele a fazer o filme promocional da candidatura. Eu sempre achei que isto era uma daquelas ideias pacóvias, falsamente cosmopolitas, e que falhava no básico: Saura filmou bem o flamenco porque o sente; pela mesmíssima razão devia procurar-se um realizador português que sentisse o Fado – sem ser nostálgico, capaz de uma visão universal, capaz de dar alma ao filme. As escolhas possíveis são muitas e tenho na cabeça meia dúzia de nomes que garantidamente fariam muito bom serviço. O facto de a Câmara Municipal de Lisboa se propôr ser co-produtora de um filme (na realidade pouco mais que um curto documentário...) sobre o fado, realizado por Carlos Saura não augura nada de bom. E é um insulto aos realizadores portugueses.
Na mesma entrevista onde se revela apologista de Saura, o mesmo vereador diz muito contente que vai comprar a célebre colecção de discos de fado de um editor britânico especialista em fazer edições de registos que já caíram em domínio público, o senhor Bruce Bastin. Estive ligado em tempos a este processo e fiquei com três certezas: a colecção não é nem de perto tão boa como os seus vendedores apregoam; o preço que pediam era exageradíssimo e fora dos valores do mercado internacional para estas operações (o que se está a comprar é apenas um suporte físico, parte dele degradado, e todo ele arcaico e analógico que nada garante não esteja já duplicado digitalmente algures); e existiam contornos estranhos no negócio, que levavam a que o dinheiro dos contribuintes eventualmente usado na compra do espólio viesse a servir para financiar actividades privadas, pior ainda fora do controlo de entidades oficiais. Aguardemos para ver o que acontece: se tudo é claro, transparente, e na defesa do interesse público.
Finalmente não resisto a comentar uma outra intenção da mesma entrevista, à «Actual», do Expresso. Ficámos a saber que o Vereador da Cultura, José Manuel Amaral Lopes, aposta numa rêde de salas de cinema digitais e até na produção de cinema. Estou mesmo a ver mais um saco de subsídios a nascer, mais um desbaratar improdutivo de dinheiros públicos. Não é com mais subsídios que se resolvem os problemas, é procurando novos investimentos. Se em vez destas medidas avançasse com uma Film Commission para Lisboa, à semelhança do que existe em Madrid ou Paris? Por outro lado, antes de começar a fazer coisas novas – e de prioridade duvidosa – mais valia garantir que as que existem possam funcionar: esse é o maior problema que existe na área de Cultura da autarquia lisboeta.
E agora uma coisa boa: uma grande companhia para as noites deste Dezembro é o DVD «The Ultimate Collection» da grande Billie Holiday. Nesta época em que abundam vozes delico-doces e desinteressantes no chamado soft-vocal jazz, vale a pena ir direito à origem das coisas e ouvir a grande senhora dos Blues, Billie Holiday, desaparecida há 45 anos. Estas gravações, extraídas de programas de televisão e de filmes de finais dos anos 50, incluem grandes interpretações de temas como «Saddest Tale» (no filme homónimo com Duke Ellington), «I Cover The Waterfront», «Fine And Mellow» (com Lester Young) e «My Man». O DVD inclui ainda gravações feitas para programas de rádio, assim como algumas raras entrevistas radiofónicas da grande senhora dos Blues. Um DVD Verve, distribuído pela Universal.
Back To Basics – É melhor copiar o que é bom, do que inventar mal.
Não tenho nada, mas mesmo nada, contra a intensificação das relações com Espanha e até acho que todos teríamos a ganhar se elas fossem alargadas. Mas entendo que esse alargamento, desejável, deve ser alicerçado na defesa das respectivas identidades culturais e não num pot-pourri ibérico. Em Espanha, aliás, cada uma das regiões soube bem impôr a savaguarda das suas culturas. O caminho para uma união livre passa por estabelecer princípios claros.
Vem isto a propósito de o novo vereador da Cultura de Lisboa ter feito uma inesperada apologia de um velho projecto de encomendar ao realizador espanhol Carlos Saura um filme sobre o Fado. A história é antiga: Carlos do Carmo teria ficado seduzido pela forma como Saura conseguiu filmar o flamenco e achou, enquanto membro da Comissão para a classificação do fado Como Património Artístico da Humanidade, que devia ser ele a fazer o filme promocional da candidatura. Eu sempre achei que isto era uma daquelas ideias pacóvias, falsamente cosmopolitas, e que falhava no básico: Saura filmou bem o flamenco porque o sente; pela mesmíssima razão devia procurar-se um realizador português que sentisse o Fado – sem ser nostálgico, capaz de uma visão universal, capaz de dar alma ao filme. As escolhas possíveis são muitas e tenho na cabeça meia dúzia de nomes que garantidamente fariam muito bom serviço. O facto de a Câmara Municipal de Lisboa se propôr ser co-produtora de um filme (na realidade pouco mais que um curto documentário...) sobre o fado, realizado por Carlos Saura não augura nada de bom. E é um insulto aos realizadores portugueses.
Na mesma entrevista onde se revela apologista de Saura, o mesmo vereador diz muito contente que vai comprar a célebre colecção de discos de fado de um editor britânico especialista em fazer edições de registos que já caíram em domínio público, o senhor Bruce Bastin. Estive ligado em tempos a este processo e fiquei com três certezas: a colecção não é nem de perto tão boa como os seus vendedores apregoam; o preço que pediam era exageradíssimo e fora dos valores do mercado internacional para estas operações (o que se está a comprar é apenas um suporte físico, parte dele degradado, e todo ele arcaico e analógico que nada garante não esteja já duplicado digitalmente algures); e existiam contornos estranhos no negócio, que levavam a que o dinheiro dos contribuintes eventualmente usado na compra do espólio viesse a servir para financiar actividades privadas, pior ainda fora do controlo de entidades oficiais. Aguardemos para ver o que acontece: se tudo é claro, transparente, e na defesa do interesse público.
Finalmente não resisto a comentar uma outra intenção da mesma entrevista, à «Actual», do Expresso. Ficámos a saber que o Vereador da Cultura, José Manuel Amaral Lopes, aposta numa rêde de salas de cinema digitais e até na produção de cinema. Estou mesmo a ver mais um saco de subsídios a nascer, mais um desbaratar improdutivo de dinheiros públicos. Não é com mais subsídios que se resolvem os problemas, é procurando novos investimentos. Se em vez destas medidas avançasse com uma Film Commission para Lisboa, à semelhança do que existe em Madrid ou Paris? Por outro lado, antes de começar a fazer coisas novas – e de prioridade duvidosa – mais valia garantir que as que existem possam funcionar: esse é o maior problema que existe na área de Cultura da autarquia lisboeta.
E agora uma coisa boa: uma grande companhia para as noites deste Dezembro é o DVD «The Ultimate Collection» da grande Billie Holiday. Nesta época em que abundam vozes delico-doces e desinteressantes no chamado soft-vocal jazz, vale a pena ir direito à origem das coisas e ouvir a grande senhora dos Blues, Billie Holiday, desaparecida há 45 anos. Estas gravações, extraídas de programas de televisão e de filmes de finais dos anos 50, incluem grandes interpretações de temas como «Saddest Tale» (no filme homónimo com Duke Ellington), «I Cover The Waterfront», «Fine And Mellow» (com Lester Young) e «My Man». O DVD inclui ainda gravações feitas para programas de rádio, assim como algumas raras entrevistas radiofónicas da grande senhora dos Blues. Um DVD Verve, distribuído pela Universal.
Back To Basics – É melhor copiar o que é bom, do que inventar mal.
PRÉ CAMPANHA
Mais emotiva que racional, o retrato da pré campanha das presidenciais resume-se a um jogo entre duas equipas, uma com quatro jogadores, outra com um apenas. Enquanto se persistir em olhar para o passado e discutir termos tão genéricos como esquerda e direita, sem concretizar propostas e programas, o que acontece é que se deixa de falar no futuro. O regime em que vivemos - este regime de descrédito de políticos e partidos - foi criado e formatado por um dos candidatos, Soares. A pré-campanha é a réplica do formato cabotino em que o país caíu. Não havia necessidade nenhuma de isto continuar a ser assim.
Mais emotiva que racional, o retrato da pré campanha das presidenciais resume-se a um jogo entre duas equipas, uma com quatro jogadores, outra com um apenas. Enquanto se persistir em olhar para o passado e discutir termos tão genéricos como esquerda e direita, sem concretizar propostas e programas, o que acontece é que se deixa de falar no futuro. O regime em que vivemos - este regime de descrédito de políticos e partidos - foi criado e formatado por um dos candidatos, Soares. A pré-campanha é a réplica do formato cabotino em que o país caíu. Não havia necessidade nenhuma de isto continuar a ser assim.
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PRÉ CAMPANHA
Mais emotiva que racional, o retrato da pré campanha das presidenciais resume-se a um jogo entre duas equipas, uma com quatro jogadores, outra com um apenas. Enquanto se persistir em olhar para o passado e discutir termos tão genéricos como esquerda e direita, sem concretizar propostas e programas, o que acontece é que se deixa de falar no futuro. O regime em que vivemos - este regime de descrédito de políticos e partidos - foi criado e formatado por um dos candidatos, Soares. A pré-campanha é a réplica do formato cabotino em que o país caíu. Não havia necessidade nenhuma de isto continuar a ser assim.
Mais emotiva que racional, o retrato da pré campanha das presidenciais resume-se a um jogo entre duas equipas, uma com quatro jogadores, outra com um apenas. Enquanto se persistir em olhar para o passado e discutir termos tão genéricos como esquerda e direita, sem concretizar propostas e programas, o que acontece é que se deixa de falar no futuro. O regime em que vivemos - este regime de descrédito de políticos e partidos - foi criado e formatado por um dos candidatos, Soares. A pré-campanha é a réplica do formato cabotino em que o país caíu. Não havia necessidade nenhuma de isto continuar a ser assim.
dezembro 02, 2005
A CONFUSÃO NACIONAL
Em grande parte das democracias da União Europeia o espectro partidário é marcado por um grande partido à direita e um grande partido à esquerda. Com o triunfo de algumas ideias liberais alguns dos partidos à esquerda têm-se reposicionado no centro – como é o caso dos Trabalhistas britânicos e, alguns partidos de direita, têm adoptado políticas sociais, fazendo o mesmo caminho em sentido inverso. Este é o quadro-resumo da tendência política na Europa e a recente união na acção entre a CDU e o SPD na Alemanha consubstancia um pouco a tendência que parece dominante – acaba por ser mais um pacto de regime do que uma coligação no sentido tradicional do termo.
A situação em Portugal – que ainda hoje é o retrato emergente do 25 de Novembro de há 30 anos atrás – é a de um partido socialista que de facto é social-democrata, de um Partido Social-Democrata que foi sempre confuso do ponto de vista ideológico e de um CDS/PP que foi quase sempre mais conservador do que liberal. No fundo temos dois partidos que se tocam e confundem (PS e PSD) e outro que oscila.
Mais marcados pelos seus fundadores e dirigentes – no fundo por personalidades – do que por um ideário e posicionamento claros, os partidos portugueses entraram num período de total confusão – e o resto do sistema político claro que os segue dedicadamente. No fundo o que se está a passar na falta de debate das eleições presidenciais é prova disso mesmo. Cada candidato deve ter um programa em que todos possamos perceber aquilo que cada um pretende estimular, e aquilo que quer contrariar. Para isto não é preciso revisão de poderes presidenciais, apenas frontalidade e clareza. De uma forma ou de outra, todos os presidentes estimulam e contrariam. Mais vale que saibamos antes qual o rumo concreto de cada um.
Em grande parte das democracias da União Europeia o espectro partidário é marcado por um grande partido à direita e um grande partido à esquerda. Com o triunfo de algumas ideias liberais alguns dos partidos à esquerda têm-se reposicionado no centro – como é o caso dos Trabalhistas britânicos e, alguns partidos de direita, têm adoptado políticas sociais, fazendo o mesmo caminho em sentido inverso. Este é o quadro-resumo da tendência política na Europa e a recente união na acção entre a CDU e o SPD na Alemanha consubstancia um pouco a tendência que parece dominante – acaba por ser mais um pacto de regime do que uma coligação no sentido tradicional do termo.
A situação em Portugal – que ainda hoje é o retrato emergente do 25 de Novembro de há 30 anos atrás – é a de um partido socialista que de facto é social-democrata, de um Partido Social-Democrata que foi sempre confuso do ponto de vista ideológico e de um CDS/PP que foi quase sempre mais conservador do que liberal. No fundo temos dois partidos que se tocam e confundem (PS e PSD) e outro que oscila.
Mais marcados pelos seus fundadores e dirigentes – no fundo por personalidades – do que por um ideário e posicionamento claros, os partidos portugueses entraram num período de total confusão – e o resto do sistema político claro que os segue dedicadamente. No fundo o que se está a passar na falta de debate das eleições presidenciais é prova disso mesmo. Cada candidato deve ter um programa em que todos possamos perceber aquilo que cada um pretende estimular, e aquilo que quer contrariar. Para isto não é preciso revisão de poderes presidenciais, apenas frontalidade e clareza. De uma forma ou de outra, todos os presidentes estimulam e contrariam. Mais vale que saibamos antes qual o rumo concreto de cada um.
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A CONFUSÃO NACIONAL
Em grande parte das democracias da União Europeia o espectro partidário é marcado por um grande partido à direita e um grande partido à esquerda. Com o triunfo de algumas ideias liberais alguns dos partidos à esquerda têm-se reposicionado no centro – como é o caso dos Trabalhistas britânicos e, alguns partidos de direita, têm adoptado políticas sociais, fazendo o mesmo caminho em sentido inverso. Este é o quadro-resumo da tendência política na Europa e a recente união na acção entre a CDU e o SPD na Alemanha consubstancia um pouco a tendência que parece dominante – acaba por ser mais um pacto de regime do que uma coligação no sentido tradicional do termo.
A situação em Portugal – que ainda hoje é o retrato emergente do 25 de Novembro de há 30 anos atrás – é a de um partido socialista que de facto é social-democrata, de um Partido Social-Democrata que foi sempre confuso do ponto de vista ideológico e de um CDS/PP que foi quase sempre mais conservador do que liberal. No fundo temos dois partidos que se tocam e confundem (PS e PSD) e outro que oscila.
Mais marcados pelos seus fundadores e dirigentes – no fundo por personalidades – do que por um ideário e posicionamento claros, os partidos portugueses entraram num período de total confusão – e o resto do sistema político claro que os segue dedicadamente. No fundo o que se está a passar na falta de debate das eleições presidenciais é prova disso mesmo. Cada candidato deve ter um programa em que todos possamos perceber aquilo que cada um pretende estimular, e aquilo que quer contrariar. Para isto não é preciso revisão de poderes presidenciais, apenas frontalidade e clareza. De uma forma ou de outra, todos os presidentes estimulam e contrariam. Mais vale que saibamos antes qual o rumo concreto de cada um.
Em grande parte das democracias da União Europeia o espectro partidário é marcado por um grande partido à direita e um grande partido à esquerda. Com o triunfo de algumas ideias liberais alguns dos partidos à esquerda têm-se reposicionado no centro – como é o caso dos Trabalhistas britânicos e, alguns partidos de direita, têm adoptado políticas sociais, fazendo o mesmo caminho em sentido inverso. Este é o quadro-resumo da tendência política na Europa e a recente união na acção entre a CDU e o SPD na Alemanha consubstancia um pouco a tendência que parece dominante – acaba por ser mais um pacto de regime do que uma coligação no sentido tradicional do termo.
A situação em Portugal – que ainda hoje é o retrato emergente do 25 de Novembro de há 30 anos atrás – é a de um partido socialista que de facto é social-democrata, de um Partido Social-Democrata que foi sempre confuso do ponto de vista ideológico e de um CDS/PP que foi quase sempre mais conservador do que liberal. No fundo temos dois partidos que se tocam e confundem (PS e PSD) e outro que oscila.
Mais marcados pelos seus fundadores e dirigentes – no fundo por personalidades – do que por um ideário e posicionamento claros, os partidos portugueses entraram num período de total confusão – e o resto do sistema político claro que os segue dedicadamente. No fundo o que se está a passar na falta de debate das eleições presidenciais é prova disso mesmo. Cada candidato deve ter um programa em que todos possamos perceber aquilo que cada um pretende estimular, e aquilo que quer contrariar. Para isto não é preciso revisão de poderes presidenciais, apenas frontalidade e clareza. De uma forma ou de outra, todos os presidentes estimulam e contrariam. Mais vale que saibamos antes qual o rumo concreto de cada um.
DESCOBERTAS INESPERADAS
Nos Estados Unidos até os bandidos têm direito a ter uma revista. Chama-se «Don Diva», existe desde 1999, e foi fundada pela mulher de um ex-presidiário. É apresentada como uma revista de bandidos e para bandidos, tem um completo manual sobre regras de boa conduta e sobrevivência em prisões, o seu site (http://www.dondivamag.com) oferece muito merchandising e informações complementares. Os temas abordados vão desde o acompanhamento da produção legislativa penal, até conselhos sobre como contornar a lei, denúncias de maus tratos em prisões ou de monopólios de fornecimento de serviços aos detidos.
Os estúdios Walt Disney vão utilizar downloadas para iPods e PCs para a promoção do novo filme «The Chronicles of Narnia: The Lion, The Witch and The Wardrobe». Os utilizadores recebem clips do filme e cenas de bastidores, assim como entrevistas. O material pode ser obtido no site do filme. Esta decisão de marketing segue-se ao êxito dos downloads pagos para iPods de produtos da Disney como a série «Desperate Housewives».
A última moda no Reino Unido é uma daquelas empresas que propõe programas fascinantes de aventura e que se especializou em concretizar fantasias sexuais por encomenda. Chama-se «French Letter Days» e foi fundada por Emma Soyle, de 27 anos, que depois de um percurso em empresas de comunicação na área financeira da City londrina percebeu que havia mercado para fomentar outros tipos de comunicação. Daí ao «French Letter Days» foi um salto (desde um elevador para jogos amorosos até ao rapto simulado da namorada, ela trata de tudo), que já inclui o «Cake Club», um local onde as damas se podem divertir à custa dos rapazes e um ciclo de festas temáticas, mensais, «Killing Kittens» que na imprensa britânica já são consideradas «orgias de referência». Se por cá a moda pega ainda vemos os responsáveis de «A Vida É Bela» a mudarem de ramo.
O novo disco dos escoceses Franz Ferdinand, lançado em Outubro passado, pode facilmente passar por um dos momentos marcantes na música editada este ano. Canções como «The Fallen», «Walk Aaway» ou «You Could Have It So Much Better» mostram como depois de um grande album de estreia («Franz Ferdinand», Fevereiro de 2004), se consegue cerca de ano e meio depois continuar com energia, continuar a surpreender e mostrar uma invejável boa disposição. O disco é mesmo contagiante, e depois de o ouvir fiquei a pensar se não teria sido ao seu som que Pedro Cabrita Reis pintou as suas novas obras em papel, inesperadamente coloridas.
Há uma revista editada no Porto e que nem parece portuguesa. Chama-se «Attitude», tem o subtítulo «Atmosferas», aborda interiores, arte, arquitectura e design. Vende-se em vários países europeus, a equipa que a faz é internacional, sai seis vezes por anos, geralmente monotemática, fica muito apropriadamente instalada no Passeio das Virtudes. O Director é Carlos Cezanne, a edição é de Iris Abromivici Tevet. Muito bom grafismo, boa fotografia, informações mesmo úteis. E, além disso, uma boa onda geral que dá gosto.Contacto attitude@attitude-mag.com .
Uma das coisas boas que temos em Portugal é o azeite. Com bastante razão o azeite de Trás-Os Montes é afamado. Pois em Mirandela, na Quinta do Romeu, produz-se um dos nossos melhores azeites, daquele que até dá gosto para molhar o pãozinho, premiado internacionalmente, o Romeu. O olival tem 150 hectares, há muita informação interessante em www.quintadoromeu.com e para os lisboetas é possível encontrar a preciosidade no Corte Inglés. Já agora fiquem a saber que na povoação de Romeu, ao lado da Quinta, há um restaurante que é dos mesmos donos e se dedica à gastronomia tradicional da região. Chama-se Restaurante Maria Rita e o telefone é o 278 939 134. Da sopa seca à feijoada à transmontana as propostas são variadas.
Registo: A cantora brasileira Daniela Mercury, católica praticante, que havia sido convidada para participar no habitual concerto de Natal no Vaticano, foi desconvidada e vetada sumariamente quando as autoridades papais descobriram que ela tinha participado, no Brasil, numa campanha a favor da utilização de preservativo como forma de combate à propagação da SIDA. Os gestos ficam com quem os pratica, não é?
Back To Basics – A TV é pastilha elástica para os olhos (Frank Lloyd Wright).
Nos Estados Unidos até os bandidos têm direito a ter uma revista. Chama-se «Don Diva», existe desde 1999, e foi fundada pela mulher de um ex-presidiário. É apresentada como uma revista de bandidos e para bandidos, tem um completo manual sobre regras de boa conduta e sobrevivência em prisões, o seu site (http://www.dondivamag.com) oferece muito merchandising e informações complementares. Os temas abordados vão desde o acompanhamento da produção legislativa penal, até conselhos sobre como contornar a lei, denúncias de maus tratos em prisões ou de monopólios de fornecimento de serviços aos detidos.
Os estúdios Walt Disney vão utilizar downloadas para iPods e PCs para a promoção do novo filme «The Chronicles of Narnia: The Lion, The Witch and The Wardrobe». Os utilizadores recebem clips do filme e cenas de bastidores, assim como entrevistas. O material pode ser obtido no site do filme. Esta decisão de marketing segue-se ao êxito dos downloads pagos para iPods de produtos da Disney como a série «Desperate Housewives».
A última moda no Reino Unido é uma daquelas empresas que propõe programas fascinantes de aventura e que se especializou em concretizar fantasias sexuais por encomenda. Chama-se «French Letter Days» e foi fundada por Emma Soyle, de 27 anos, que depois de um percurso em empresas de comunicação na área financeira da City londrina percebeu que havia mercado para fomentar outros tipos de comunicação. Daí ao «French Letter Days» foi um salto (desde um elevador para jogos amorosos até ao rapto simulado da namorada, ela trata de tudo), que já inclui o «Cake Club», um local onde as damas se podem divertir à custa dos rapazes e um ciclo de festas temáticas, mensais, «Killing Kittens» que na imprensa britânica já são consideradas «orgias de referência». Se por cá a moda pega ainda vemos os responsáveis de «A Vida É Bela» a mudarem de ramo.
O novo disco dos escoceses Franz Ferdinand, lançado em Outubro passado, pode facilmente passar por um dos momentos marcantes na música editada este ano. Canções como «The Fallen», «Walk Aaway» ou «You Could Have It So Much Better» mostram como depois de um grande album de estreia («Franz Ferdinand», Fevereiro de 2004), se consegue cerca de ano e meio depois continuar com energia, continuar a surpreender e mostrar uma invejável boa disposição. O disco é mesmo contagiante, e depois de o ouvir fiquei a pensar se não teria sido ao seu som que Pedro Cabrita Reis pintou as suas novas obras em papel, inesperadamente coloridas.
Há uma revista editada no Porto e que nem parece portuguesa. Chama-se «Attitude», tem o subtítulo «Atmosferas», aborda interiores, arte, arquitectura e design. Vende-se em vários países europeus, a equipa que a faz é internacional, sai seis vezes por anos, geralmente monotemática, fica muito apropriadamente instalada no Passeio das Virtudes. O Director é Carlos Cezanne, a edição é de Iris Abromivici Tevet. Muito bom grafismo, boa fotografia, informações mesmo úteis. E, além disso, uma boa onda geral que dá gosto.Contacto attitude@attitude-mag.com .
Uma das coisas boas que temos em Portugal é o azeite. Com bastante razão o azeite de Trás-Os Montes é afamado. Pois em Mirandela, na Quinta do Romeu, produz-se um dos nossos melhores azeites, daquele que até dá gosto para molhar o pãozinho, premiado internacionalmente, o Romeu. O olival tem 150 hectares, há muita informação interessante em www.quintadoromeu.com e para os lisboetas é possível encontrar a preciosidade no Corte Inglés. Já agora fiquem a saber que na povoação de Romeu, ao lado da Quinta, há um restaurante que é dos mesmos donos e se dedica à gastronomia tradicional da região. Chama-se Restaurante Maria Rita e o telefone é o 278 939 134. Da sopa seca à feijoada à transmontana as propostas são variadas.
Registo: A cantora brasileira Daniela Mercury, católica praticante, que havia sido convidada para participar no habitual concerto de Natal no Vaticano, foi desconvidada e vetada sumariamente quando as autoridades papais descobriram que ela tinha participado, no Brasil, numa campanha a favor da utilização de preservativo como forma de combate à propagação da SIDA. Os gestos ficam com quem os pratica, não é?
Back To Basics – A TV é pastilha elástica para os olhos (Frank Lloyd Wright).
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DESCOBERTAS INESPERADAS
Nos Estados Unidos até os bandidos têm direito a ter uma revista. Chama-se «Don Diva», existe desde 1999, e foi fundada pela mulher de um ex-presidiário. É apresentada como uma revista de bandidos e para bandidos, tem um completo manual sobre regras de boa conduta e sobrevivência em prisões, o seu site (http://www.dondivamag.com) oferece muito merchandising e informações complementares. Os temas abordados vão desde o acompanhamento da produção legislativa penal, até conselhos sobre como contornar a lei, denúncias de maus tratos em prisões ou de monopólios de fornecimento de serviços aos detidos.
Os estúdios Walt Disney vão utilizar downloadas para iPods e PCs para a promoção do novo filme «The Chronicles of Narnia: The Lion, The Witch and The Wardrobe». Os utilizadores recebem clips do filme e cenas de bastidores, assim como entrevistas. O material pode ser obtido no site do filme. Esta decisão de marketing segue-se ao êxito dos downloads pagos para iPods de produtos da Disney como a série «Desperate Housewives».
A última moda no Reino Unido é uma daquelas empresas que propõe programas fascinantes de aventura e que se especializou em concretizar fantasias sexuais por encomenda. Chama-se «French Letter Days» e foi fundada por Emma Soyle, de 27 anos, que depois de um percurso em empresas de comunicação na área financeira da City londrina percebeu que havia mercado para fomentar outros tipos de comunicação. Daí ao «French Letter Days» foi um salto (desde um elevador para jogos amorosos até ao rapto simulado da namorada, ela trata de tudo), que já inclui o «Cake Club», um local onde as damas se podem divertir à custa dos rapazes e um ciclo de festas temáticas, mensais, «Killing Kittens» que na imprensa britânica já são consideradas «orgias de referência». Se por cá a moda pega ainda vemos os responsáveis de «A Vida É Bela» a mudarem de ramo.
O novo disco dos escoceses Franz Ferdinand, lançado em Outubro passado, pode facilmente passar por um dos momentos marcantes na música editada este ano. Canções como «The Fallen», «Walk Aaway» ou «You Could Have It So Much Better» mostram como depois de um grande album de estreia («Franz Ferdinand», Fevereiro de 2004), se consegue cerca de ano e meio depois continuar com energia, continuar a surpreender e mostrar uma invejável boa disposição. O disco é mesmo contagiante, e depois de o ouvir fiquei a pensar se não teria sido ao seu som que Pedro Cabrita Reis pintou as suas novas obras em papel, inesperadamente coloridas.
Há uma revista editada no Porto e que nem parece portuguesa. Chama-se «Attitude», tem o subtítulo «Atmosferas», aborda interiores, arte, arquitectura e design. Vende-se em vários países europeus, a equipa que a faz é internacional, sai seis vezes por anos, geralmente monotemática, fica muito apropriadamente instalada no Passeio das Virtudes. O Director é Carlos Cezanne, a edição é de Iris Abromivici Tevet. Muito bom grafismo, boa fotografia, informações mesmo úteis. E, além disso, uma boa onda geral que dá gosto.Contacto attitude@attitude-mag.com .
Uma das coisas boas que temos em Portugal é o azeite. Com bastante razão o azeite de Trás-Os Montes é afamado. Pois em Mirandela, na Quinta do Romeu, produz-se um dos nossos melhores azeites, daquele que até dá gosto para molhar o pãozinho, premiado internacionalmente, o Romeu. O olival tem 150 hectares, há muita informação interessante em www.quintadoromeu.com e para os lisboetas é possível encontrar a preciosidade no Corte Inglés. Já agora fiquem a saber que na povoação de Romeu, ao lado da Quinta, há um restaurante que é dos mesmos donos e se dedica à gastronomia tradicional da região. Chama-se Restaurante Maria Rita e o telefone é o 278 939 134. Da sopa seca à feijoada à transmontana as propostas são variadas.
Registo: A cantora brasileira Daniela Mercury, católica praticante, que havia sido convidada para participar no habitual concerto de Natal no Vaticano, foi desconvidada e vetada sumariamente quando as autoridades papais descobriram que ela tinha participado, no Brasil, numa campanha a favor da utilização de preservativo como forma de combate à propagação da SIDA. Os gestos ficam com quem os pratica, não é?
Back To Basics – A TV é pastilha elástica para os olhos (Frank Lloyd Wright).
Nos Estados Unidos até os bandidos têm direito a ter uma revista. Chama-se «Don Diva», existe desde 1999, e foi fundada pela mulher de um ex-presidiário. É apresentada como uma revista de bandidos e para bandidos, tem um completo manual sobre regras de boa conduta e sobrevivência em prisões, o seu site (http://www.dondivamag.com) oferece muito merchandising e informações complementares. Os temas abordados vão desde o acompanhamento da produção legislativa penal, até conselhos sobre como contornar a lei, denúncias de maus tratos em prisões ou de monopólios de fornecimento de serviços aos detidos.
Os estúdios Walt Disney vão utilizar downloadas para iPods e PCs para a promoção do novo filme «The Chronicles of Narnia: The Lion, The Witch and The Wardrobe». Os utilizadores recebem clips do filme e cenas de bastidores, assim como entrevistas. O material pode ser obtido no site do filme. Esta decisão de marketing segue-se ao êxito dos downloads pagos para iPods de produtos da Disney como a série «Desperate Housewives».
A última moda no Reino Unido é uma daquelas empresas que propõe programas fascinantes de aventura e que se especializou em concretizar fantasias sexuais por encomenda. Chama-se «French Letter Days» e foi fundada por Emma Soyle, de 27 anos, que depois de um percurso em empresas de comunicação na área financeira da City londrina percebeu que havia mercado para fomentar outros tipos de comunicação. Daí ao «French Letter Days» foi um salto (desde um elevador para jogos amorosos até ao rapto simulado da namorada, ela trata de tudo), que já inclui o «Cake Club», um local onde as damas se podem divertir à custa dos rapazes e um ciclo de festas temáticas, mensais, «Killing Kittens» que na imprensa britânica já são consideradas «orgias de referência». Se por cá a moda pega ainda vemos os responsáveis de «A Vida É Bela» a mudarem de ramo.
O novo disco dos escoceses Franz Ferdinand, lançado em Outubro passado, pode facilmente passar por um dos momentos marcantes na música editada este ano. Canções como «The Fallen», «Walk Aaway» ou «You Could Have It So Much Better» mostram como depois de um grande album de estreia («Franz Ferdinand», Fevereiro de 2004), se consegue cerca de ano e meio depois continuar com energia, continuar a surpreender e mostrar uma invejável boa disposição. O disco é mesmo contagiante, e depois de o ouvir fiquei a pensar se não teria sido ao seu som que Pedro Cabrita Reis pintou as suas novas obras em papel, inesperadamente coloridas.
Há uma revista editada no Porto e que nem parece portuguesa. Chama-se «Attitude», tem o subtítulo «Atmosferas», aborda interiores, arte, arquitectura e design. Vende-se em vários países europeus, a equipa que a faz é internacional, sai seis vezes por anos, geralmente monotemática, fica muito apropriadamente instalada no Passeio das Virtudes. O Director é Carlos Cezanne, a edição é de Iris Abromivici Tevet. Muito bom grafismo, boa fotografia, informações mesmo úteis. E, além disso, uma boa onda geral que dá gosto.Contacto attitude@attitude-mag.com .
Uma das coisas boas que temos em Portugal é o azeite. Com bastante razão o azeite de Trás-Os Montes é afamado. Pois em Mirandela, na Quinta do Romeu, produz-se um dos nossos melhores azeites, daquele que até dá gosto para molhar o pãozinho, premiado internacionalmente, o Romeu. O olival tem 150 hectares, há muita informação interessante em www.quintadoromeu.com e para os lisboetas é possível encontrar a preciosidade no Corte Inglés. Já agora fiquem a saber que na povoação de Romeu, ao lado da Quinta, há um restaurante que é dos mesmos donos e se dedica à gastronomia tradicional da região. Chama-se Restaurante Maria Rita e o telefone é o 278 939 134. Da sopa seca à feijoada à transmontana as propostas são variadas.
Registo: A cantora brasileira Daniela Mercury, católica praticante, que havia sido convidada para participar no habitual concerto de Natal no Vaticano, foi desconvidada e vetada sumariamente quando as autoridades papais descobriram que ela tinha participado, no Brasil, numa campanha a favor da utilização de preservativo como forma de combate à propagação da SIDA. Os gestos ficam com quem os pratica, não é?
Back To Basics – A TV é pastilha elástica para os olhos (Frank Lloyd Wright).
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