LULA APODRECIDA
Para os fanáticos da superioridade moral da esquerda uma leitura atenta do escândalo da compra de votos para apoio das medidas do Governo Lula é um bom e educativo passatempo. A esquerda gosta de pôr uma auréola à volta da cabeça e umas asas nas omoplatas. mas vai-se a ver e é tudo fancaria.
O que vou escrevendo, entre o Weekend do Jornal de Negócios e os Pensamentos Ociosos no SAPO. E mais umas coisas avulsas...
junho 09, 2005
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LULA APODRECIDA
Para os fanáticos da superioridade moral da esquerda uma leitura atenta do escândalo da compra de votos para apoio das medidas do Governo Lula é um bom e educativo passatempo. A esquerda gosta de pôr uma auréola à volta da cabeça e umas asas nas omoplatas. mas vai-se a ver e é tudo fancaria.
Para os fanáticos da superioridade moral da esquerda uma leitura atenta do escândalo da compra de votos para apoio das medidas do Governo Lula é um bom e educativo passatempo. A esquerda gosta de pôr uma auréola à volta da cabeça e umas asas nas omoplatas. mas vai-se a ver e é tudo fancaria.
O CÍRCULO DEIXOU DE SER QUADRADO
Uma das permissas do programa «A Quadratura do Círculo» era juntar à mesma mesa figuras com clara posição partidária mas com a singularidade de serem livre-pensadores, uns mais fiéis às disciplinas dos respectivos partidos, outros menos. O problema nasceu quando José Magalhães foi substituído por Jorge Coelho. Magalhães e Pacheco Pereira eram os velhos compéres do teatro de revista e, nos tempos iniciais, Nogueira de Brito era a voz da razão que tentava moderar a discussão dos dois (que mais tarde Lobo Xavier soube reinventar). Agora Coelho é apenas o porta voz de uma direcção partidária, usa o programa para fazer propaganda em vez de discutir ideias. E, ainda por cima, sendo cada vez mais evidente que é ele quem de facto manda no PS e estabelece a agenda da governação, no fundo trata-se de dar tempo de antena à direcção política do partido do governo. Todos ficámos a perder com a troca. Coelho rebentou com a quadratura do círculo e tornou-o monotonamente redondo.
Uma das permissas do programa «A Quadratura do Círculo» era juntar à mesma mesa figuras com clara posição partidária mas com a singularidade de serem livre-pensadores, uns mais fiéis às disciplinas dos respectivos partidos, outros menos. O problema nasceu quando José Magalhães foi substituído por Jorge Coelho. Magalhães e Pacheco Pereira eram os velhos compéres do teatro de revista e, nos tempos iniciais, Nogueira de Brito era a voz da razão que tentava moderar a discussão dos dois (que mais tarde Lobo Xavier soube reinventar). Agora Coelho é apenas o porta voz de uma direcção partidária, usa o programa para fazer propaganda em vez de discutir ideias. E, ainda por cima, sendo cada vez mais evidente que é ele quem de facto manda no PS e estabelece a agenda da governação, no fundo trata-se de dar tempo de antena à direcção política do partido do governo. Todos ficámos a perder com a troca. Coelho rebentou com a quadratura do círculo e tornou-o monotonamente redondo.
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O CÍRCULO DEIXOU DE SER QUADRADO
Uma das permissas do programa «A Quadratura do Círculo» era juntar à mesma mesa figuras com clara posição partidária mas com a singularidade de serem livre-pensadores, uns mais fiéis às disciplinas dos respectivos partidos, outros menos. O problema nasceu quando José Magalhães foi substituído por Jorge Coelho. Magalhães e Pacheco Pereira eram os velhos compéres do teatro de revista e, nos tempos iniciais, Nogueira de Brito era a voz da razão que tentava moderar a discussão dos dois (que mais tarde Lobo Xavier soube reinventar). Agora Coelho é apenas o porta voz de uma direcção partidária, usa o programa para fazer propaganda em vez de discutir ideias. E, ainda por cima, sendo cada vez mais evidente que é ele quem de facto manda no PS e estabelece a agenda da governação, no fundo trata-se de dar tempo de antena à direcção política do partido do governo. Todos ficámos a perder com a troca. Coelho rebentou com a quadratura do círculo e tornou-o monotonamente redondo.
Uma das permissas do programa «A Quadratura do Círculo» era juntar à mesma mesa figuras com clara posição partidária mas com a singularidade de serem livre-pensadores, uns mais fiéis às disciplinas dos respectivos partidos, outros menos. O problema nasceu quando José Magalhães foi substituído por Jorge Coelho. Magalhães e Pacheco Pereira eram os velhos compéres do teatro de revista e, nos tempos iniciais, Nogueira de Brito era a voz da razão que tentava moderar a discussão dos dois (que mais tarde Lobo Xavier soube reinventar). Agora Coelho é apenas o porta voz de uma direcção partidária, usa o programa para fazer propaganda em vez de discutir ideias. E, ainda por cima, sendo cada vez mais evidente que é ele quem de facto manda no PS e estabelece a agenda da governação, no fundo trata-se de dar tempo de antena à direcção política do partido do governo. Todos ficámos a perder com a troca. Coelho rebentou com a quadratura do círculo e tornou-o monotonamente redondo.
REFERENDO
Está cada vez mais claro que a Constituição Europeia, se um dia existir, não vai ter o texto que tem agora e que alguns insistem em levar a referendo em Portugal. Usam o argumento de que é boa altura para se discutir a Europa. Eu também acho - e acho que quem hoje diz isso foi quem sempre a quis impôr e nunca aceitou discuti-la. Só que uma coisa é discutir a Europa, outra é referendar um texto que já é papel de embrulho.
Está cada vez mais claro que a Constituição Europeia, se um dia existir, não vai ter o texto que tem agora e que alguns insistem em levar a referendo em Portugal. Usam o argumento de que é boa altura para se discutir a Europa. Eu também acho - e acho que quem hoje diz isso foi quem sempre a quis impôr e nunca aceitou discuti-la. Só que uma coisa é discutir a Europa, outra é referendar um texto que já é papel de embrulho.
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REFERENDO
Está cada vez mais claro que a Constituição Europeia, se um dia existir, não vai ter o texto que tem agora e que alguns insistem em levar a referendo em Portugal. Usam o argumento de que é boa altura para se discutir a Europa. Eu também acho - e acho que quem hoje diz isso foi quem sempre a quis impôr e nunca aceitou discuti-la. Só que uma coisa é discutir a Europa, outra é referendar um texto que já é papel de embrulho.
Está cada vez mais claro que a Constituição Europeia, se um dia existir, não vai ter o texto que tem agora e que alguns insistem em levar a referendo em Portugal. Usam o argumento de que é boa altura para se discutir a Europa. Eu também acho - e acho que quem hoje diz isso foi quem sempre a quis impôr e nunca aceitou discuti-la. Só que uma coisa é discutir a Europa, outra é referendar um texto que já é papel de embrulho.
junho 08, 2005
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PROCURA-SE
Estando a oposição desaparecida, procura-se quem seja capaz de desempenhar a tarefa. Oferecem-se alvíssaras a quem conseguir localizar pessoa em condições.
Estando a oposição desaparecida, procura-se quem seja capaz de desempenhar a tarefa. Oferecem-se alvíssaras a quem conseguir localizar pessoa em condições.
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POLÍTICOS
Pelo andar que as coisas levam na política só ficam os que não têm mais nada para fazer. Demagogia é o que se chama ao que se está a passar.
Pelo andar que as coisas levam na política só ficam os que não têm mais nada para fazer. Demagogia é o que se chama ao que se está a passar.
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POPULISMOS
Como começa a estar dramaticamente à vista o populismo de esquerda não é diferente - nos métodos e resultados - do de direita. Será sina nossa estar na mão de populistas?
Como começa a estar dramaticamente à vista o populismo de esquerda não é diferente - nos métodos e resultados - do de direita. Será sina nossa estar na mão de populistas?
ABUSO
A utilização de criancinhas em campanhas eleitorais e pré-eleitorais devia ser evitada. É uma questão de decência e bom gosto. Manuel Maria Carrilho enveredou pelo caminho dos videos pessoalíssimos e lamechas que Pedro Santana Lopes havia desencadeado. Já todos percebemos que um dos seus trunfos eleitorais é Bárbara Guimarães, que provavelmente quer mais ser primeira dama de Lisboa que Carrilho quer ser autarca. Já se sabe que em política há quem ache que vale tudo, mas por isso mesmo é que cada vez há mais gente a desacreditar da política e dos políticos. Como eu.
A utilização de criancinhas em campanhas eleitorais e pré-eleitorais devia ser evitada. É uma questão de decência e bom gosto. Manuel Maria Carrilho enveredou pelo caminho dos videos pessoalíssimos e lamechas que Pedro Santana Lopes havia desencadeado. Já todos percebemos que um dos seus trunfos eleitorais é Bárbara Guimarães, que provavelmente quer mais ser primeira dama de Lisboa que Carrilho quer ser autarca. Já se sabe que em política há quem ache que vale tudo, mas por isso mesmo é que cada vez há mais gente a desacreditar da política e dos políticos. Como eu.
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ABUSO
A utilização de criancinhas em campanhas eleitorais e pré-eleitorais devia ser evitada. É uma questão de decência e bom gosto. Manuel Maria Carrilho enveredou pelo caminho dos videos pessoalíssimos e lamechas que Pedro Santana Lopes havia desencadeado. Já todos percebemos que um dos seus trunfos eleitorais é Bárbara Guimarães, que provavelmente quer mais ser primeira dama de Lisboa que Carrilho quer ser autarca. Já se sabe que em política há quem ache que vale tudo, mas por isso mesmo é que cada vez há mais gente a desacreditar da política e dos políticos. Como eu.
A utilização de criancinhas em campanhas eleitorais e pré-eleitorais devia ser evitada. É uma questão de decência e bom gosto. Manuel Maria Carrilho enveredou pelo caminho dos videos pessoalíssimos e lamechas que Pedro Santana Lopes havia desencadeado. Já todos percebemos que um dos seus trunfos eleitorais é Bárbara Guimarães, que provavelmente quer mais ser primeira dama de Lisboa que Carrilho quer ser autarca. Já se sabe que em política há quem ache que vale tudo, mas por isso mesmo é que cada vez há mais gente a desacreditar da política e dos políticos. Como eu.
ROUBO
Quando se concretizar o novo aumento do IVA para 21%, um quinto de tudo o que comprarmos irá direitinho para o Estado ladrão. Em três anos passámos de 17 para 21% - na Alemanha o IVA máximo é 15%. Em nome do Estado providência (que por cá nem existe), fomenta-se o assalto ao contribuinte forçado.E já nem falo do escandaloso caso dos discos - aqui taxados sempre ao valor máximo.
Quando se concretizar o novo aumento do IVA para 21%, um quinto de tudo o que comprarmos irá direitinho para o Estado ladrão. Em três anos passámos de 17 para 21% - na Alemanha o IVA máximo é 15%. Em nome do Estado providência (que por cá nem existe), fomenta-se o assalto ao contribuinte forçado.E já nem falo do escandaloso caso dos discos - aqui taxados sempre ao valor máximo.
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ROUBO
Quando se concretizar o novo aumento do IVA para 21%, um quinto de tudo o que comprarmos irá direitinho para o Estado ladrão. Em três anos passámos de 17 para 21% - na Alemanha o IVA máximo é 15%. Em nome do Estado providência (que por cá nem existe), fomenta-se o assalto ao contribuinte forçado.E já nem falo do escandaloso caso dos discos - aqui taxados sempre ao valor máximo.
Quando se concretizar o novo aumento do IVA para 21%, um quinto de tudo o que comprarmos irá direitinho para o Estado ladrão. Em três anos passámos de 17 para 21% - na Alemanha o IVA máximo é 15%. Em nome do Estado providência (que por cá nem existe), fomenta-se o assalto ao contribuinte forçado.E já nem falo do escandaloso caso dos discos - aqui taxados sempre ao valor máximo.
junho 07, 2005
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