março 31, 2004

A CÔR
A Comissão de Trabalhadores da RTP pediu hoje, dia da inauguração das novas inatalações, que as pessoas da casa venham de preto.
É o apego ao passado, a defesa do que foi e do que era sem mais razão que o imobilismo - como os lamentos que ontem se ouviram por abandonar a triste cinco de outubro.
Bem sei que muitos gostavam mais de uma televisão a preto e branco. Mas felizmente, pelo que se vê nos corredores, dominam as cores e vê-se mesmo que há quem tenha, propositadamente, escolhido roupas ou peças de roupa garridas.
Não resisto, hoje, a citar Camões:
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o Ser, muda-se a confiança;
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."

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A CÔR

A Comissão de Trabalhadores da RTP pediu hoje, dia da inauguração das novas inatalações, que as pessoas da casa venham de preto.

É o apego ao passado, a defesa do que foi e do que era sem mais razão que o imobilismo - como os lamentos que ontem se ouviram por abandonar a triste cinco de outubro.

Bem sei que muitos gostavam mais de uma televisão a preto e branco. Mas felizmente, pelo que se vê nos corredores, dominam as cores e vê-se mesmo que há quem tenha, propositadamente, escolhido roupas ou peças de roupa garridas.

Não resisto, hoje, a citar Camões:

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Muda-se o Ser, muda-se a confiança;

Todo mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades."

março 26, 2004

MUDAR
Bem sei que não é politicamente correcto falar do local onde trabalhamos, mas não resisto: mudar em simultâneo várias estações de rádio e de televisão e concentrá-las num mesmo espaço e ainda por cima conseguir que tudo continue a decorrer com razoável normalidade e sem sobressaltos de maior no dia-a-dia é obra. RTP e RDP estão a partir de agora juntas, num novo espaço. Em grandes salas abertas as pessoas vêem-se umas às outras. Desapareceram os gabinetes sorumbáticos, há luz, espaço e condições de trabalho inegavelmente melhores. Quem gostava de estar no seu cantinho atrás de uma porta fechada terá alguma dificuldade em viver em espaço aberto, mas a concentração num só edifício ajuda a que as várias áreas da empresa colaborem melhor entre si, como já começa a acontecer.
TEATRO
Amanhã é Dia Mundial do Teatro. A nova direcção do Teatro Nacional D. Maria fez uma programação cheia de imaginação e surpresas a que chamou um dia desCONCERTANTE. António Lagarto prepara, aos poucos, o regresso do D. Maria ao lugar que lhe compete.

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MUDAR

Bem sei que não é politicamente correcto falar do local onde trabalhamos, mas não resisto: mudar em simultâneo várias estações de rádio e de televisão e concentrá-las num mesmo espaço e ainda por cima conseguir que tudo continue a decorrer com razoável normalidade e sem sobressaltos de maior no dia-a-dia é obra. RTP e RDP estão a partir de agora juntas, num novo espaço. Em grandes salas abertas as pessoas vêem-se umas às outras. Desapareceram os gabinetes sorumbáticos, há luz, espaço e condições de trabalho inegavelmente melhores. Quem gostava de estar no seu cantinho atrás de uma porta fechada terá alguma dificuldade em viver em espaço aberto, mas a concentração num só edifício ajuda a que as várias áreas da empresa colaborem melhor entre si, como já começa a acontecer.

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TEATRO

Amanhã é Dia Mundial do Teatro. A nova direcção do Teatro Nacional D. Maria fez uma programação cheia de imaginação e surpresas a que chamou um dia desCONCERTANTE. António Lagarto prepara, aos poucos, o regresso do D. Maria ao lugar que lhe compete.
JORNAL
Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.

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JORNAL

Anda aí uma rapaziada a querer dar cabo do modelo de informação do Jornal 2. Um dia hei-de contar quem não quis o modelo que hoje é elogiado, quem passou estes três meses a dificultar a vida à sua equipa, como as coisas de facto aconteceram e que pequenas pulhices se vão fazendo no dia a dia, em contradição com o que estava combinado sobre forma e organização. Fica para as minhas memórias.

março 24, 2004

FRESCO
O momento para-laboral mais divertido e fresco que passei desde que estou a colaborar no grupo RTP foi hoje à noite no Coliseu, na festa de aniversário da Antena 3. Que grande disco os Da Weasel vão ter. E que boa onda ali estava. Música portuguesa, rádio em serviço público.

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FRESCO

O momento para-laboral mais divertido e fresco que passei desde que estou a colaborar no grupo RTP foi hoje à noite no Coliseu, na festa de aniversário da Antena 3. Que grande disco os Da Weasel vão ter. E que boa onda ali estava. Música portuguesa, rádio em serviço público.

março 22, 2004

O NOVO
Vejo mais sorrisos. Há caras sombrias, saudades não se sabe bem do quê. Mas vejo sorrisos. E agora todos olhos para todos. Não há esconderijos. Só por isso valia a pena a trabalheira da mudança.

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O NOVO

Vejo mais sorrisos. Há caras sombrias, saudades não se sabe bem do quê. Mas vejo sorrisos. E agora todos olhos para todos. Não há esconderijos. Só por isso valia a pena a trabalheira da mudança.

março 19, 2004

FINALMENTE
Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.

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FINALMENTE

Pronto, já está. Tudo encaixotado para a mudança. Adeus 5 de Outubro -. que edifício mais mal amanhado para uma estação de televisão. Segunda-feira começa vida nova no novo edifício, tudo junto, RDP e RTP. Haverá choro e ranger de dentes, mas também, de certeza, um espírito novo. Haverá quem não se habitue aos espaços abertos e tenha saudades dos gabinetes sombrios. Mas muitos não hesitarão em sorrir com as novas paredes.

fevereiro 20, 2004

COMO HOJE É SEXTA
Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios
No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas às dez da noite – é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. É esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.

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COMO HOJE É SEXTA

Excerto da coluna «A Esquina do Rio» hoje publicada no Jornal de Negócios

No processo de reestruturação do canal 2 da RTP surgiram numerosas vozes preocupadas com a manutenção de alguns espaços de programação, como as séries de grande qualidade, gravações de concertos, bailados ou teatros. Na programação da nova 2: houve a preocupação de reter as séries e dar até novos passos na aquisição de séries (boas surpresas dentro em breve) e em gravações de concertos da BBC, como os célebres «Promenade», e, ainda, de avançar para novas linhas de documentários (mais surpresas também em breve). Todas as decisões de escolha de programas para a 2: foram feitas sem ter em conta o critério de audiências: na verdade quer as séries de ficção, quer as gravações de artes cénicas são programas com riscos consideráveis para o «share» da estação. Ainda esta semana li sobre a vantagem que é ter boas séries ou bons programas às dez da noite – é verdade, por isso os programámos para essa hora, mas de facto eles registam audiências reduzidas e temos que viver com isso. A 2: é um canal complementar, que tem e deve ter uma oferta que se distinga dos outros canais de sinal aberto. Não vale a pena alimentar ilusões para além deste objectivo: espero que a programação escolhida possa servir para criar novos hábitos e alargar as possibilidades de escolha a novos públicos. É esse o único sentido do esforço que está a ser feito, o esforço de fazer um serviço público.

fevereiro 19, 2004

O PERFIL PARA DIRIGIR UMA ESTAÇÃO DE TELEVISÃO
Max Hastings escreve uma deliciosa crónica na «Spectator» onde relata as características que deve ter o futuro dirigente da BBC. Ora vejam.

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O PERFIL PARA DIRIGIR UMA ESTAÇÃO DE TELEVISÃO

Max Hastings escreve uma deliciosa crónica na «Spectator» onde relata as características que deve ter o futuro dirigente da BBC. Ora vejam.
BLOGS SERVEM PARA RECOLHER FUNDOS
O mais recente êxito dos blogs na campanha presidencial norte-americana é a sua utilização para a recolha de fundos. Vejam aqui na Wired.

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BLOGS SERVEM PARA RECOLHER FUNDOS

O mais recente êxito dos blogs na campanha presidencial norte-americana é a sua utilização para a recolha de fundos. Vejam aqui na Wired.